BENS MÓVEIS E INTEGRADOS 01. Município: Uberlândia 02. Distrito: Sede 03. Acervo: Marujo Azul de Maio 04. Propriedade: Particular 05. Endereço: Av. Cesário Crosara, 3125 - Roosevelt 06. Responsável: Rubens Aparecido Assunção 07. Designação: Bastão de capitão 08. Localização Especifica: quando não está em campanha, ficam guardados no cômodo reservado os instrumentos do Congado, na frente de um altar com diversas imagens de santos católicos ligados sincretismo com os cultos afrodescendentes 09. Espécie: Objetos ritualísticos 10. Época: diversas 11. Autoria: coletiva 12. Origem: Uberlândia 13. Procedência: Uberlândia 14. Material / Técnica: madeira entalhada, esmalte sintético ou verniz, imagens de Nossa Senhora Aparecida e São Benedito coladas 15. Marcas / Inscrições / Legendas:
17- Condições de segurança: 19- Documentação fotográfica ( ) Boa ( ) Razoável ( ) Ruim Obs: 18- Proteção Legal: ( ) Federal ( ) Estadual ( ) Municipal (X ) Nenhuma ( ) Tombamento Isolado ( ) Tombamento em Conjunto
Bastão do Rubiquinho (nº 1) 0,80 m Bastão do Weber Bastão do José Renato (n 3) 1,03 m (nº 5) 0,80 m Bastão do Valdeci (nº11)1 m Bastão da Márcia (nº14) 0,96 m Bastão do Lucas Nascimento (nº 16) 0,80 m 16. Descrição: O terno Marujo Azul de Maio é um dos maiores ternos de Congado de Uberlândia, utilizando diversos integrantes portadores de bastões. Cada bastão foi confeccionado pelo seu portador ou sob o seu comando. O bastão do Lucas Nascimento (nº 16) e do Rubiquinho (nº 1) seguem o mesmo estilo: em madeira com cabeça entalhada na base superior, coberto com esmalte sintético preto e branco. O da Márcia (nº 14) é envernizado com Pontos de entidades da Umbanda inscritos: Pai Jacó, Rei Congo, Ogum. 20- Estado de Conservação: ( ) Excelente ( x) Bom ( ) Regular ( ) Péssimo 21- Dimensões: Comprimento: vide legenda das fotografias Obs: 22. Análise do Estado de Conservação: 23. Intervenções Responsável / Data: 24. Características Técnicas: 25. Características Estilísticas: 26. Características Iconográficas: 27. Dados Históricos: Os bastões, cajados, cedros, caduceus, varas são objetos ritualísticos utilizados pelas mais diversas religiões com os mais diferentes significados. O cedro é símbolo de poder utilizado pelos reis. O cajado é utilizado pelos pastores como apoio nas caminhadas e é símbolo de magia como na história bíblica de Moisés que utiliza seu cajado para abrir as águas do Mar Vermelho. O bastão é um instrumento de ataque e de defesa e também simboliza a detenção do comando de uma situação. Um símbolo fálico, emblema de poder e controle do poder, representa a vontade e a força dominante. Utilizado como instrumento de invocação e também para dirigir, controlar e cortar energias. O bastão com estrias no sentido diagonal e com uma serpente enrolada é símbolo do mito grego Esculápio e representa a sabedoria, a renovação do conhecimento e o poder de curar, adotado pela medicina e pela farmácia como seu símbolo. No mito
de Hermes, deus dos viajantes, patrono dos ladrões e dos trapaceiros, protetor da magia e da adivinhação e responsável pelos golpes de sorte e pelas súbitas mudanças de vida, duas serpentes enroladas simbolizam os opostos: o bem e o mal, masculino e o feminino. O símbolo da eternidade na mitologia egípcia é um cajado com incisões, fissuras que lembram o entalhe de um reco-reco. 28. Referências Documentais: Sharman-burke, Juliet e Greene, Liz. O Tarô Mitológico São Paulo: Siciliano, 1988 29. Informações Complementares: Os bastões e os apitos são os instrumentos utilizados pelos capitães de Congado para conduzir seus soldados e reger as músicas executadas pelos tambores. Nos ternos de Moçambique os bastões são utilizados não apenas por capitães como acontece na maioria dos ternos, mas por muitos dançantes, que formam uma ala fazendo coreografias.. Em muitas guardas, fiscais e madrinhas utilizam os bastões alinhados ao final do desfile, fechando a apresentação do terno. Alguns bastões são em formato de cobra, outros com carrancas de Pretos Velhos, outros com imagens de Nossa Senhora Aparecida, Santa Efigênia e São Benedito, crucifixos e inscrições diversas, fitas de cetim, alguns enfeitados com contas de lágrima, com ervas (alecrim, arruda, espada de são Jorge), etc. Nas festas de Pretos Velhos nos centros de Umbanda pratica-se uma dança-ritual muito parecida com a realizada pelos moçambiqueiros: tocam as pontas dos bastões no alto, revezando com batidas no chão, dançando em círculo. Quando hasteiam os mastros dando início à festa do Congado, os moçambiqueiros tocam os mastros com seus bastões. Alguns ternos realizam coreografias colocando suas coroas nos bastões e erguendo acima da cabeça. A condução de reis e rainhas, bem como dos santos numa procissão pode em alguns casos vir dentro de um espaço delimitado por condutores de bastões. Quando se quer delimitar um espaço com bastões, os dançantes os colocam na horizontal e com as mãos o moçambiqueiro liga o seu bastão ao bastão do outro, formando uma corrente. 30. Atualização das informações: 31. Ficha Técnica Fotografias: Fabíola Benfica Marra Levantamento: Fabíola Benfica Marra Data: abril de 2007 Elaboração: Fabíola Benfica Marra Data: abril de 2007 Revisão: Data: