REFORMAS INSTITUCIONAIS IMPLICAÇÕES LABORAIS CARREIRA ENFERMAGEM
SERVIÇO REGIONAL DE SAÚDE 2 Com a publicação da Lei de Bases da Saúde em agosto de 1990, a região consolida os princípios que permitiram aprofundar e fortalecer a autonomia do SRS. Com o Decreto Regulamentar Regional de setembro de 1992, a região formaliza a Estrutura, Orgânica e Funcionamento do Serviço Regional de Saúde. A região passa a ter três sub-regiões de saúde: Funchal, Zona Leste e Zona Oeste. O SRS é constituído: Pelo CHF (Centro Hospitalar do Funchal), pelo CRS (Centro Regional de Saúde) cada um com quadro próprio de pessoal, organização e funcionamento autónomo.
SERVIÇO REGIONAL DE SAÚDE 3 Em 2003 cria-se uma nova pessoa coletiva com autonomia administrativa, financeira e patrimonial de natureza empresarial (SRS, EPE). O SRS passa a integrar um quadro de recursos humanos único, resultante da junção do Centro Regional de Saúde e o Centro Hospitalar do Funchal. A nova entidade submetesse a regras privatísticas próprias de uma gestão do tipo empresarial. O SRS adota como objetivo desburocratizar e agilizar procedimentos, assumindo-se como parte da negociação coletiva com os sindicatos.
SERVIÇO REGIONAL DE SAÚDE 4 A nível organizacional o objetivo era proceder á desconcentração de competências / criando níveis de gestão intermédia (CRI) dispondo da mais ampla autonomia, sem pôr em causa a unidade do SRS.. O capital estatutário inicial do Serviço Regional de Saúde detido pela região era de 145.000.000 Em 2008 E 2011 são introduzidas alterações legislativas pontuais, ao regime, a orgânica e ao regulamento interno do SESARAM, EPE sem alterar o estatuto em vigor.
SERVIÇO REGIONAL DE SAÚDE - ETAPAS 5 Período 77 / 80 - Transferência de diretrizes e competências nacionais para a RAM. Período 80 / 91 - Crescimento do dispositivo estrutural e organizacional do SRS, construção e ampliação de serviços e centros de saúde. Período 91 / 2003 continuidade da etapa anterior, assiste-se á reafirmação da autonomia e constituição da estrutura orgânica e de funcionamento do SRS. A partir de 2003 - Passagem do SRS de SPA para EPE, com alterações na estrutura orgânica e de funcionamento.
ENQUADRAMENTO GERAL A P Ate 2008 vários decretos de lei a regulamentar diversas matérias para a administração pública, ex: ferias faltas e licenças, concursos, regimes de trabalho etc. 6 Lei nº 12- A / 2008 de 27 de fevereiro, lei dos Vínculos Carreiras e Remunerações, sujeita a varias alterações, (LVCR). Lei nº 59 / 2008 de 11 de setembro, aprova o Regime e a Regulamentação do Contrato de Trabalho em Funções Públicas, sujeita a varias alterações, (RCTFP). Lei nº 35 / 2014 de 20 de junho, Lei Geral do Trabalho em Funções Publicas (LGTFP)
ENQUADRAMENTO GERAL A P MATÉRIAS HARMONIZADAS (LGTFP e CT) Matérias dispostas no código do trabalho:. Direitos de personalidade. Igualdade e não discriminação. Parentalidade. Trabalhador com deficiência ou doença crónica. Trabalhador estudante 7. Organização e tempo de trabalho / Tempos de não trabalho. Promoção da segurança e saúde no trabalho. Comissões de trabalhadores e associações sindicais
CARREIRA DE ENFERMAGEM Decreto lei nº 414 / 71 de 27 de setembro, estabelece o regime legal das carreiras profissionais para os diversos grupos diferenciados de funcionários que prestam serviço no Ministério da Saúde e Assistência 8 Decreto lei nº 534 / 76 de 8 de julho, aprova o mapa referente às carreiras do pessoal de enfermagem do Ministério dos Assuntos Sociais. Decreto lei nº 305 / 81 de 12 de novembro, aprova o regime legal da carreira de enfermagem nos estabelecimentos ou serviços dependentes do Ministério dos Assuntos Sociais. Decreto lei nº 437/ 91 de 8 de novembro, aprova o regime legal da carreira de enfermagem aos enfermeiros que exercem funções nos estabelecimentos do Ministério da Saúde Decreto lei nº 412/ 98 de 3 de dezembro e 411/ 99 de 15 de outubro, introduzem alterações pontuais á carreira de enfermagem. Decreto lei nº 247 e 248/ 2009 de 22 de setembro, nova carreira de Enfermagem.
INSTRUMENTOS LEGAIS ENQUADRADORES Lei Geral do Trabalho em Funções Publicas (LTFP) Lei nº 35 / 2014 de 20 junho, em vigor a partir de 1 de agosto - D L nº 248/2009 de 22 de Setembro - Carreira de Enf. para RCTFP - D L nº 122/2010 de 11 de Novembro - Transições e grelha salarial para RCTFP - Portaria nº 242/2011 de 21 de Junho - Avaliação do desempenho para RCTFP - Portaria nº 245/2013 de 5 de agosto - Direção de Enfermagem - Portaria nº 250/2014 de 28 de novembro - Concursos carreira de enfermagem - Acordo Coletivo de Trabalho (ACT)de fevereiro de 2015, organização do tempo de trabalho e condições de prestação, (reposição das 35 horas). Código do Trabalho (CT) Lei nº 7 / 2009 de 12 de Fevereiro (já vai na 9ª alteração) - D L nº 247 / 2009 de 22 de Setembro - Carreira de Enf.º para os CITs nas EPEs - Acordo de Empresa (AE) de fevereiro de 2015 organização do tempo de trabalho e condições de prestação, (harmonização das 35 horas para CIT). - Acordo de Empresa (AE) Entre o SESARAM, EPE e o SERAM de 16 de dezembro de 2015 sobre harmonização salarial para os enfermeiros a CIT - Acordo de Empresa - global (Transições, desenvolvimento profissional, concursos, avaliação do desempenho, tabela salarial) 9
NATUREZA CONTRATUAL - VINCULO 10 Enfermeiro em (CTFP) desde Set. 2009 Lei Geral do Trabalho em Funções Publicas Enfermeiro em CIT desde Maio 2003 Código do Trabalho
ESTATUTO DO PESSOAL 11 Rege-se pelas normas gerais aplicáveis ao Contrato Individual de Trabalho (Código Trabalho lei nº 7/2009 de 12 de Fevereiro) e pela Lei Geral do Trabalho em Funções Publicas lei nº 35 /2014 de 20 de junho). Deixou de haver quadros de pessoal - funcionários e agentes, passando a existir trabalhadores para postos de trabalho e mapas de pessoal. SESARAM, E.P.E. constitui parte em instrumento de regulamentação coletiva de trabalho.
SETORES DE ATIVIDADE 12. Setor Público Administrativo: Administração Pública em Geral (SPA) Setor Empresarial do Estado - Entidade Pública Empresarial (EPE) - SESARAM,EPE e outros Setor Social - Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) Setor Privado - Instituições Privadas (Clínicas, laboratórios, Consultórios etc.)
PROGRESSÕES TRANSIÇÕES NA CARREIRA. Lei nº 43/2005 de 9 agosto, determina o congelamento de progressões e de13 todos os suplementos remuneratórios a todos os funcionários e agentes da AP até 31/12/2006, renovando-se sucessivamente ate dezembro de 2008. Desde 2011 todos os reposicionamentos remuneratórios na TRU, progressões, promoções e os procedimentos concursais estão suprimidos pelas sucessivas leis gerais do Orçamento Estado. A progressão pode realizar-se se o trabalhador obtiver : Duas menções máximas consecutivas excelente (3 pontos cada); três menções imediatamente inferiores às máximas consecutivas - relevante (2 pontos cada) ou cinco menções imediatamente inferiores às referidas adequado - desde que consecutivamente positivas (1 ponto).. A progressão dos trabalhadores em exercício de funções, fica sujeito ao cabimento orçamental e á opção gestionária do dirigente máximo do órgão ou serviço.. Após acumular um total de 10 pontos concretiza-se obrigatoriamente a alteração de posicionamento remuneratório.
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO OS PONTOS OBTEM-SE PELA (AD) EXPRESSA EM MENÇÕES QUANTITATIVAS, NOS SEGUINTES TERMOS: a) Desempenho relevante 4 a 5 - (2 pontos) b) Desempenho adequado 2 a 3,99 - (1 ponto) c) Desempenho inadequado 1 a 1,99 14 - Para além das três menções referidas pode ser atribuída a menção excelente - (3 pontos) Quotas 25 % de relevantes, dos quais só 5% podem ser excelentes. A avaliação final é a media ponderada das pontuações obtidas nos dois parâmetros da avaliação (Objetivos individuais e comportamentos profissionais). Para o parâmetro objetivos individuais é atribuída uma ponderação mínima de 70%, para o parâmetro comportamentos profissionais a ponderação máxima é de 30%.
15 GRELHA SALARIAL ENFERMAGEM - POSIÇÕES REMUNERATÓRIAS Posição Salarial 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 ENF.º Principal 49 2.952, 21 51 3.055,19 53 3.158, 18 55 3.261, 16 57 3.364, 14 ENFERM EIRO 15 1.201,48 19 1.407, 45 23 1.613, 42 27 1.819, 38 30 1.973, 86 33 2.128, 34 36 2.282, 81 39 2.437, 29 42 2.591,76 45 2.746,24 48 2900,72
www.seram.pt 16 SINDICATO DOS ENFERMEIROS DA RAM OBRIGADO