Formações vegetais do mundo

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Transcrição:

Climas do mundo

Formações vegetais do mundo

Fatores climáticos Latitude: Quanto mais nos afastarmos do Equador, menor a temperatura. A Terra é iluminada pelos raios solares com diferentes inclinações. Quanto mais longe do Equador, a incidência de luz solar é menor. Altitude: Quanto mais alto estivermos, menor será a temperatura. Isto porque o ar se torna rarefeito, ou seja, a concentração de gases e de umidade, à medida que aumenta a altitude, é menor, o que vai reduzir a retenção de calor nas camadas mais elevadas da atmosfera. Há também o fato de o oceano ou continente irradiar a luz solar para a atmosfera, ou seja, quanto maior a altitude, menos intensa será a irradiação. Massas de ar: Apresentam características particulares da região em que se originaram, como temperatura, pressão e umidade, e se deslocam pela superfície terrestre. As massas podem ser polares, tropicais ou equatoriais.

Continentalidade / maritimidade: A proximidade de grandes quantidades de água exerce influência na temperatura. A água demora a se aquecer, enquanto os continentes se aquecem rapidamente. Por outro lado, ao contrário dos continentes, a água demora irradiar a energia absorvida. Por isso, o hemisfério Norte tem invernos mais rigorosos e verões mais quentes, devido à quantidade de terras emersas ser maior, ou seja, sofrer influência da continentalidade. Correntes Marítimas: São massas de água que circulam pelo oceano. Tem suas próprias condições de temperatura e pressão. Tem grande influência sobre o clima. As correntes quentes do Brasil determinam muita umidade, pois a ela estão associadas massas de ar quente e úmido que provocam grande quantidade de chuva. Relevo: O relevo pode facilitar ou dificultar as circulações das massas de ar, influindo na temperatura. No Brasil, por exemplo, as serras no Centro-Sul do país formam uma passagem que facilita a circulação da massa polar atlântica e dificulta a da massa tropical atlântica. Vegetação: A vegetação impede a incidência total dos rios solares na superfície. Por isso, com o desmatamento, há diminuição de chuvas, visto que a umidade diminui e a temperatura aumenta na região.

Climas do mundo Clima tropical: É considerado como transição entre o clima equatorial e o desértico. Apresenta temperatura elevada o ano inteiro. Tem duas estações bem definidas: verão, em que ocorre as chuvas, e inverno, ameno e seco. Clima equatorial: Ocorre na zona climática mais quente do planeta, faixa Equatorial. A temperatura média anual é superior a 24 C. As chuvas são abundantes, cerca de 2000mm, com pequena amplitude entre o dia e a noite. Clima subtropical: Ocorre entre os climas tropicais e temperados. Apresentam chuvas abundantes, verões quentes e invernos frios. É característico das médias latitudes. Clima desértico: Os desertos possuem baixo índice pluviométrico, cerca de 250mm por ano. É comum uma temperatura acima de 42 C durante o dia, mas à noite pode chegar a menos de 0 C, principalmente no inverno. Algumas áreas de desertos são: África do Norte (Saara) e Ásia Ocidental (Arábia). Clima semi-árido: Apresenta poucas chuvas, sendo mal distribuídas durante o ano. São climas de transição, encontrados tanto em regiões tropicais como em zonas temperadas.

Clima Temperado Mediterrâneo: Este clima situa-se entre as latitudes de 30º e 40º.O clima mediterrâneo é o único onde a estação fria está associada à estação das chuvas. Os invernos são caracterizados por temperaturas amenas, devido às correntes marítimas quentes. É no inverno que conseguimos observar algum índice de precipitação, sendo que no verão a precipitação é quase nula. Os verões são quentes e secos, devido aos centros barométricos de alta pressão. Nas áreas costeiras os verões são mais frescos devido às correntes frias do oceano. Clima Temperado Oceânico: Os climas temperados marítimos situam-se entre as latitudes de 45º e 55º. Estão, normalmente, ao lado dos climas mediterrâneos. No entanto, na Austrália, encontra-se ao lado do subtropical úmido e a uma latitude mais baixa. Estes climas são dominantes ao longo do ano. Os verões são frescos e nublados. Os invernos são amenos, ao contrário de outros climas, a uma latitude semelhante. Clima Temperado Continental: Este clima é próprio das regiões do interior dos continentes em latitudes superiores a 45º. Se caracteriza por uma relativa escassez de chuvas, sobretudo no inverno, devido à distância que as separa das áreas de influência marítima, e por uma notável amplitude térmica estacional, com as temperaturas de verão bastante altas que contrastam fortemente com os invernos muito frios. A temperatura média anual é inferior a 10 ºC. Polar: É um clima que apresenta médias térmicas muito baixas ao longo do ano, no verão na ordem de -10 C e no inverno na ordem de -50 C, e ínidices pluviométricos muito baixos.

Vegetações do mundo Floresta pluvial tropical e subtropical: essas se localizam geograficamente, em geral, na América do Sul, América Central, África, Ásia e Oceania. Todas as regiões citadas possuem características semelhantes como clima quente e úmido, proporcionando assim o surgimento de grandes florestas com uma enorme riqueza de biodiversidade, essas são as áreas do planeta que concentram a maior parte dos seres vivos.

Floresta Temperada: essa vegetação é encontrada principalmente no hemisfério norte, situada entre os trópicos e os círculos polares, os países que possuem esse tipo de florestas são Estados Unidos, Europa, Ásia e no Sul do Chile com climas temperados. As florestas temperadas possuem características singulares, no inverno e outono as árvores perdem suas folhas, e por isso são denominadas de caducifólias. Possuem uma biodiversidade menor do que as florestas tropicais.

Florestas de coníferas: essa vegetação é encontrada geograficamente em regiões com proximidade aos círculos polares, com características de clima com inverno bastante rigoroso. As coníferas são denominadas também de floresta boreal, é composta por pinheiros, vegetação acicufoliada (folhas em forma de agulhas).

Tundra: se faz presente no extremo norte do continente americano, europeu e asiático, a particularidade dessa vegetação é em relação ao clima, pois se desenvolve em áreas de clima frio e polar, com duas estações (verão e inverno), sendo inverno rigoroso e verão com temperatura um pouco mais elevada. Na tundra as vegetações encontradas são musgos, liquens e plantas herbáceas, esses vegetais se desenvolvem de forma mais efetiva no verão, pois na estação do inverno toda área fica coberta de gelo.

Savana: esse tipo de vegetação tem uma grande semelhança com o cerrado brasileiro, as savanas são compostas basicamente por gramíneas e capins, árvores e arbustos espalhados na paisagem. As savanas são situadas geograficamente em regiões de clima tropical, com duas estações bem definidas, sendo uma de seca (inverno) e uma chuvosa (verão). No mundo essa vegetação se faz presente nos seguintes países e continentes: América do Sul, África, Ásia e Austrália.

Estepe e pradarias: são compostas por plantas herbáceas, arbustos e gramíneas, em áreas de clima temperado, geralmente o estepe desenvolve em lugares mais secos, enquanto que as pradarias em locais mais úmidos, essa é utilizada como uma ótima pastagem na pecuária. Os dois tipos de vegetações são encontrados na América do Norte, Ásia e América do Sul (Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul nos pampas gaúcho).

Vegetação desértica: são áreas com predominância de clima seco e árido, os vegetais são adaptados à falta de água, suas raízes são extensas e atingem o lençol freático, quando raramente ocorre chuva brotam plantas, mas com um período muito curto de vida.

Vegetações do Brasil Floresta Amazônica: de clima equatorial e conhecida como Amazônia Legal, abriga milhões de espécies animais e vegetais, sendo de vital importância ao equilíbrio ambiental do planeta. Ela é classificada como uma formação florestal latifoliada, pois suas folhas são largas e agrupam-se densamente, geralmente atingindo grandes alturas.

Mata Atlântica: caracterizada como uma floresta latifoliada tropical e de clima tropical úmido, foi a vegetação que mais sofreu devastação no Brasil, restando apenas 7% de sua cobertura original. Era uma vegetação que se estendia do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, mas que foi intensamente degradada pelos portugueses para a extração de madeira e plantio de cana-de-açúcar.

Caatinga: é uma vegetação típica de clima semiárido, localizada no Nordeste do Brasil. Possui plantas espinhosas e pobres em nutrientes. Nos últimos anos, vem sofrendo diversas agressões ambientais que causam empobrecimento do solo, dificultando mais ainda o desenvolvimento dessa região.

Cerrado: típica do Planalto Central brasileiro e de clima tropical semiúmido, é a segunda maior formação vegetal do Brasil. Apesar de sua paisagem ser composta por árvores baixas e retorcidas, é a vegetação com maior biodiversidade do planeta. Sofre vários danos ambientais causados pela plantação de soja e canade-açúcar e pela pecuária.

Pantanal: localizada no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, é considerada uma vegetação de transição, isto é, uma formação vegetal heterogênea composta por diferentes ecossistemas. Em determinadas épocas do ano, algumas porções de área são alagadas pelas cheias dos rios e é somente nas estiagens que a vegetação se desenvolve.

Pampas: também conhecidos como campos sulinos e característicos de clima subtropical, apresentam vegetação rasteira com a predominância de capins e gramíneas. É muito utilizado para pastagem de gado.

Mata de Araucária: com a predominância de pinheiros e localizada no estado do Paraná, é uma vegetação típica de clima subtropical. Sua cobertura original é quase inexistente em razão da intensa exploração de madeira para fabricação de móveis.

Mangue: é um tipo de vegetação de formação litorânea, caracterizado principalmente por abranger diversas vegetações, ocorrendo em áreas baixas e, logo, sujeito à ação das marés. Tem grande biodiversidade, e é considerado como o berçário da vida marinha.

Massas de ar no Brasil No Brasil, a ação das massas de ar é muito importante na determinação dos climas. Constata-se a presença de cinco massas de ar: Massa Equatorial continental(mec): quente e úmida, origina-se na Amazônia, onde a sua ação se faz sentir o ano todo, e nas demais regiões brasileiras principalmente no verão. Massa Equatorial atlântica (mea): quente e úmida, origina-se no Atlântico, e sua ação se faz sentir o ano todo na costa litorânea da Amazônia e do Nordeste. Massa Tropical continental (mtc): quente e seca, origina-se no interior do continente sul-americano, e sua ação se faz sentir o ano todo, porém em um área relativamente limitada do território brasileiro. Massa Tropical atlântica (mta): quente e úmida, origina-se no Atlântico em área próxima ao Trópico de Capricórnio, e sua ação de faz sentir a o ano todo, especialmente na costa litorânea do Nordeste, Sudeste e Sul. Massa Polar atlântica (mpa): fria e úmida, origina-se no Atlântico, e provoca quedas bruscas de temperatura, especialmente no inverno.

Os grandes domínios climáticos no Brasil

Tropical Clima do Brasil central, também presente na porção oriental do Maranhão, extensa parte do território do Piauí, na porção ocidental da Bahia e de Minas Gerais, além de ser encontrado também no extremo norte do país, em Roraima. Caracteriza-se por temperatura elevada (18 C a 28 C), com amplitude térmica de 5 C a 7 C, e estações bem definidas (uma chuvosa e outra seca). A estação de chuva ocorre no verão; no inverno ocorre a redução da umidade relativa em razão do período da estação seca. O índice pluviométrico é de cerca de 1,5 mil milímetros anuais. Tropical de Altitude É encontrado nas partes mais elevadas, acima de 800 metros, do planalto Atlântico do Sudeste. Abrange principalmente os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Está sob influência da massa de ar tropical atlântica, que provoca chuvas no período do verão. Apresenta temperatura amena, entre 18 C e 22 C, e amplitude térmica anual entre 7 C e 9 C. No inverno, as geadas ocorrem com certa frequência, em virtude da ação das frentes frias originadas do choque entre as massas tropical e polar. Tropical Atlântico Conhecido também como tropical úmido, compreende a faixa litorânea do Rio Grande do Norte ao Paraná. Sofre a ação direta da massa tropical atlântica, que, por ser quente e úmida, provoca chuvas intensas. A temperatura varia de 18 C a 26 C, apresenta amplitude térmica maior à medida que se avança em direção ao Sul. No Nordeste, a maior concentração de chuva ocorre no inverno, já no Sudeste, ocorre no verão. O índice pluviométrico médio é alto, de 2 mil milímetros anuais.

Equatorial Presente na Amazônia, ao norte de Mato Grosso e a oeste do Maranhão, sofre ação direta das massas de ar equatorial continental e equatorial atlântica, de ar quente e úmido. Apresenta temperaturas médias elevadas (de 25 C a 27 C), chuvas durante todo o ano e reduzida amplitude térmica (inferior a 3 C). Subtropical Ocorre nas latitudes abaixo do trópico de Capricórnio. Está presente no sul do estado de São Paulo e na maior parte do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. É influenciado pela massa polar atlântica, possui temperatura média anual de 18 C e amplitude térmica elevada (10 C). As chuvas não são muito intensas, mil milímetros anuais, porém, ocorrem de forma bem distribuída na região. Nessa região climática do Brasil são comuns as geadas e nevadas. O verão é muito quente e a temperatura pode ultrapassar os 30 C. O inverno, bastante frio, apresenta as temperaturas mais baixas do país, inferiores a 0 C. Semiárido Ocorre no interior do Nordeste, na região conhecida como Polígono das Secas. Corresponde a quase todo o sertão nordestino e aos vales médio e inferior do rio São Francisco. Caracteriza-se por temperaturas elevadas (média de 27 C) e chuvas escassas e mal distribuídas, em torno de 700 milímetros anuais. Há períodos em que a massa equatorial atlântica (superúmida) chega ao litoral norte da região Nordeste e atinge o sertão, causando chuvas intensas nos meses de fevereiro, março e abril.