Aula 6: Síntese protéica
3 RNAs são necessários para efetuar a síntese protéica: mrna (RNA mensageiro) processado: carrega a informação (ou seja, a seqüência de bases) para a sintese da proteina rrna (RNA ribossomico): e um constituinte estrutural e funcional dos ribossomas, aonde a sintese proteica vai acontecer trna (RNA transportador): carrega os aminoacidos que serao adicionados a proteina nascente, e faz a leitura da sequencia de bases do mrna. Isso quer dizer que o trna e a molecula que decodifica o codigo genetico
A ssintese proteica em andamento
Os ribossomas: (primeiramente visualizados em 1955, por George Palade) 20 nm (200 angstroms) em diametro, porisso sao facilmente detectados em microscopia eletronica Constituidos por 65% rrna e 35 % proteinas ribossomais O sitio ativo, aonde ocorrem as ligacoes pepitidicas, e constituido basicamente de RNA, porisso os ribossomos sao atualmente classificados como ribozimas Alguns ribossomas estao livres no citosol, mas a maioria esta ligada a membrana externa de algumas regioes do reticulo endoplasmatico, que passa a ser chamado de reticulo endoplasmatico rugoso
Todos os ribossomas sao constituidos por duas subunidades: Cada subunidade contem um rrna e varias proteinas A unidade de medida dos ribossomas e o Svedberg (S), que mede a velocidade de sedimentacao em um centrifugacao. Procariotos tem ribossomas 70S, contituidos de uma unidade 30S (16S RNA e 21 proteinas) e outra 50S (5S RNA, 23S RNA e 34 proteinas) Eucariotos tem ribossomas 80S, constituidos de uma unidade 40S (18S RNA e 33 proteinas) e uma 60S (5S RNA, 28S RNA, 5,8S RNa e ~49 proteinas) Mitocondrias e cloroplastos tem ribossomas 70S, similares aos bacterianos
Durante a traducao do mrna os ribossomas se montam e depois se desmontam
Localizacao intracelular da sintese de proteinas: Risossomas livres no citosol sintetizan proteinas que vao ser utilizadas no citosol. Proteinas contendo pontes dissulfeto nao podem ser sintetizadas por essa subpopulacao, pois o citosol e um ambiente redutor Ribossomas associados ao reticulo endoplasmatico sinetizan proteinas que serao exportadas para o meio extracelular, direcionadas a outras organelas ou inseridas em membrana. Nesse caso, as proteinas sao internalizadas no reticulo concomitantemente ao processo de traducao
A sintese de proteinas ocorre em 5 etapas: 1. Ativacao do aminoacido: formacao do aminoacil-trna 2. Iniciacao: ligacao da subunidade pequena e do metionina-aciltrna no sitio AUG 3. Elongacao: o polipeptideo nascente e elongado pela ligacao de novos aminoacidos 4. Terminacao: a parada na sintese se da pelo encontro de um stop codon e o polipeptideo se desliga 5. Enovelamento e processamento pos-transcricional do polipeptideo
http://www.youtube.com/watch?v=5bledd-pstq&feature=related
1. Ativacao do aminoacido: formacao do aminoacil-trna
2. Iniciacao: ligacao da subunidade pequena e do metionina-aciltrna no sitio AUG
Como os AUG de iniciação são diferenciados daqueles no meio da seqüência? Em bactérias: iniciação incorporar formil-met Em eucariotos: iniciação incorporar Met não formilada Mas, Met-tRNA de iniciação é diferente de mettrna de incorporação no meio do polipeptídio Além disso, seqüências específicas de bases no mrna ajudam o complexo de iniciação a identificar o codon AUG iniciador Em procariotos: seqüências Shine-Dalgarno Em eucariotos: seqüências Kozac (gcc)gccrccaugg
Iniciação requer muitos co-fatores protéicos
2. Elongação: o polipeptideo nascente é elongado pela ligacao de novos aminoacidos Novo aminoácido chega associado a um fator protéico de elongação
A ligação peptídica é catalisada pelo rrna
4. Terminacao: a parada na sintese se da pelo encontro de um stop codon e o polipeptideo se desliga Fator protéico de terminação
Um único mrna pode ser traduzido por muitos ribossomos ao mesmo tempo: Polissomo
5. Enovelamento e processamento pos-transcricional do polipeptideo Proteínas podem sofrer muitas adições covalente pós-transcricionais: Acetilação Fosforilação Metilação Glicosilação Oxidação /Redução de grupos SH Ubiquitinação ADP-ribosilação
Modificações pós-transcricionais modulam a atividade de muitas proteínas