TG-06 Tecnologia de Produção de Revestimentos Execução de Revestimentos Cerâmicos Prof. Fernando Henrique Sabbatini Profª Mercia Maria S. Bottura Barros
TÉCNICAS TRADICIONAIS DE ASSENTAMENTO TÉCNICAS DE ASSENTAMENTO DE CAMADA FINA TÉCNICAS DE REJUNTAMENTO GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO DOS REVESTIMENTOS CERÂMICOS DE FACHADA
TÉCNICAS TRADICIONAIS DE ASSENTAMENTO Técnica do bolão (argamassa sobre o tardoz) Técnica do emboço úmido (paredes) (com boiaca ou polvilhamento de cimento) Técnica do contrapiso farofa (para pisos) Técnica do reboco (massa fina) úmido para pastilhas de porcelana
TÉCNICAS TRADICIONAIS DE ASSENTAMENTO Completa dependência do trabalho de artesãos (M.O extremamente qualificada, que já não existem mais...) Menor resistência de aderência potencial Menor produtividade global Atualmente apresenta riscos de ocorrência de problemas patológicos (descolamento, eflorescência, gretamento, riscamentos) muito maiores Irracionalidade - obra bruta X obra limpa Única potencial vantagem responsabilidade pelo resultado não é dividida entre dois executores
TÉCNICAS DE ASSENTAMENTO DE CAMADA FINA Camada fina espessura da camada de fixação < 6mm As técnicas são caracterizadas pelo: uso da desempenadeira dentada para a distribuição da argamassa emprego exclusivo de argamassas e pastas industrializadas Menor dependência de artesãos maior dependência da engenharia (projeto, planejamento, gestão e controle) para se obter os resultados esperados
TÉCNICAS DE ASSENTAMENTO DE CAMADA FINA DESEMPENADEIRA - DENTES QUADRADOS - 6x6, 8x8, 10x10 e 12x12 mm 6 6 6 ALTURA DOS CORDÕES DEPENDE DO ÂNGULO DE INCLINAÇÃO DA DESEMPENADEIRA 45º 4,2 mm 60º 5,2 mm COM O ACHATAMENTO DOS CORDÕES APÓS A COLOCAÇÃO DA CERÂMICA
TÉCNICAS DE ASSENTAMENTO DE CAMADA FINA DESEMPENADEIRA - DENTES QUADRADOS 6x6 8x8 10x10 mm... 6 6 6 ESPESSURA FINAL DA CAMADA DE FIXAÇÃO 2 a 3 mm INSUFICIENTE PARA ABSORVER A TOLERÂNCIA DE EMPENO (0,8% NA DIAGONAL) ADMITIDA EM NORMA PARA UMA PLACA MAIOR QUE 200x200 = 2,3 mm
TÉCNICAS DE ASSENTAMENTO DE CAMADA FINA DESEMPENADEIRA CONSUMO TEÓRICO CONSUMO REAL 6x6 8x8 10x10 3,6 a 4,4 kg/m² 4,8 a 5,9 kg/m² 6,0 a 7,3 kg/m² 5 a 6 kg/m² 6,5 a 8 kg/m² 8 a 10 kg/m² 6x6 8x8 10x10 MÁXIMA DIMENSÃO PLACA DE GRÊS 20 X 20 26 X 26 33 X 33
TÉCNICAS DE ASSENTAMENTO DE CAMADA FINA COLAGEM SIMPLES COM ARGAMASSAS INDUSTRIALIZADAS Desempenadeiras com dentes quadrados e semi circulares COM PASTAS DE RESINA Desempenadeira com dente triangular (equílatero de 3 mm de lado - consumo 2,5 Kg/m²) DUPLA COLAGEM PLACAS COM TARDOZ LISO PLACAS COM TARDOZ COM SALIÊNCIAS PASTILHAS CERÂMICAS (rejuntamento e fixação simultâneos)
TÉCNICAS DE ASSENTAMENTO DE CAMADA FINA ASPECTOS IMPORTANTES TEMPO EM ABERTO Área de aplicação < 75 % da área calculada - produtividade x tempo em aberto TEMPO EM ABERTO X DUPLA COLAGEM Mecanismo da dupla colagem CONSUMO NA DUPLA COLAGEM 7,5 A 9 Kg/m² para placas com tardoz liso, de qualquer tamanho PREPARO E MANUSEIO DE ARGAMASSAS ADESIVAS
TÉCNICAS DE ASSENTAMENTO DE CAMADA FINA ASPECTOS IMPORTANTES ACHATAMENTO DOS CORDÕES Técnicas (deslocamento e martelo) Ideal 100% área da placa mínimo 70% da área Fachada, colagem simples camada contínua sobre base de 1mm DESGASTE DOS DENTES DESEMPENADEIRA máximo 1mm na profundidade USO DE GALGAS, PRUMOS, CALÇOS E ESPAÇADORES CUSTO X BENEFÍCIO DAS BICOMPONENTES Fachadas acréscimo de 8 a 12% no custo do serviço
TÉCNICAS DE REJUNTAMENTO TRADICIONAL COM REJUNTES EM PASTA E PLACAS Baixa viscosidade Espalhamento com rodo de borracha Limpeza com estopa (dia seguinte) COM REJUNTES EM PASTA E PASTILHAS COM DESEMPENADEIRA (DURA) DE BORRACHA REJUNTES MONOCOMPONENTES REJUNTES BICOMPONENTES
TÉCNICAS DE REJUNTAMENTO ASPECTOS IMPORTANTES VANTAGENS DA TÉCNICA DA DESEMPENADEIRA MENOR RETRAÇÃO: AUSÊNCIA DE FISSURAÇÃO MAIOR ESTANQUEIDADE PREENCHIMENTO TOTAL DA JUNTA: MAIOR ADERÊNCIA; MELHOR CAPACIDADE DE ABSORVER DEFORMAÇÕES; MAIOR ESTANQUEIDADE E MAIOR DURABILIDADE MAIOR CONFIABILIDADE MENORES RISCOS DE PROBLEMAS PATOLÓGICOS
TÉCNICAS DE REJUNTAMENTO ASPECTOS IMPORTANTES FORNECIMENTO DA DESEMPENADEIRA DE BORRACHA E TREINAMENTO TÉCNICA DE LIMPEZA DOS REJUNTES BICOMPONENTES ACABAMENTO DA JUNTA CUSTO X BENEFÍCIO DOS REJUNTES BICOMPONENTES
TÉCNICAS DE REJUNTAMENTO ASPECTOS IMPORTANTES VANTAGENS DO USO DE REJUNTES BICOMPONENTES BENEFÍCIOS DESEMPENHO MUITO MELHOR Maior aderência; Melhor capacidade de absorver deformações; Maior estanqueidade Maior resistência ao manchamento Maior durabilidade ELEVADA CONFIABILIDADE Menores riscos de problemas patológicos Menor probabilidade de conflitos com usuários CUSTOS ADICIONAIS Acréscimo de R$ 1,30 a 2,00 / m² Cerâmica 30 x30 cm, interna acréscimo de 1,5 a 3% no custo do serviço
GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO DOS REVESTIMENTOS CERÂMICOS DE FACHADA z Projeto e planejamento da produção z Gestão e controle ¾ Procedimentos ¾ Contratação dos serviços ¾ Controle do processo ¾ Controle de aceitação dos revestimentos
PROJETO RECOMENDAÇÕES GERAIS (para edifícios convencionais de 12 a 20 pavimentos com estrutura não muito deformável e paredes em alvenaria Placa cerâmica Grês (absorção de água < 6%) ou pastilha de porcelana. Uso de porcelanato requer análise específica; Argamassa de fixação bicomponente e que atenda as especificações normativas para o tipo ACIIIE;
PROJETO RECOMENDAÇÕES GERAIS (para edifícios convencionais de 12 a 20 pavimentos com estrutura não muito deformável e paredes em alvenaria Rejuntes bicomponentes (resina base acrílica) Placas de área 400 cm² e 900 e pastilhas dupla colagem. Uso de placas > 900 cm² requer análise específica Se tempo em aberto de canteiro for inferior a 20 minutos adotar sempre dupla colagem
CONTROLE DO PROCESSO DE PRODUÇÃO Subdivisão do serviço em etapas Aceitações parciais Controle contínuo verificação de conformidade da execução com os procedimentos pré-estabelecidos (p.ex. área de extensão da argamassa adesiva)
CONTROLE DO PROCESSO DE PRODUÇÃO Aceitações parciais Bases e substratos Colocação das peças cerâmicas Rejuntamento Execução das juntas de controle