NOVO MAPA NO BRASIL?
Como pode acontecer A reconfiguração do mapa do Brasil com os novos Estados e Territórios só será possível após a aprovação em plebiscitos, pelos poderes constituídos dos respectivos Estados, e pela aprovação no Congresso
Quinta-feira, 19 de maio de 2011 Um novo mapa: Brasil poderá ter mais 11 Estados e territórios Ao aprovar no dia 5 de maio os plebiscitos sobre a criação dos novos Estados de Tapajós e Carajás, a Câmara abriu o caminho para que o mapa do Brasil se transforme nos próximos anos. Atualmente, tramitam na Casa mais nove propostas semelhantes, que poderão mudar muito mais que somente a geografia do País. Se todas forem aprovadas e receberem o "sim" da população envolvida, o Brasil terá mais sete Estados e quatro territórios federais. Atualmente, o País é dividido em 27 áreas, sendo 26 unidades da federação
COMO PODERÁ FICAR O BRASIL
O INÍCIO DAS CAPITANIAS
As Capitanias Hereditárias (1534), que consistiu na fragmentação do território brasileiro em quinze faixas de terra. Numa alternativa de administração territorial, o império português disponibilizou a algum membro da corte que fosse de confiança do Rei, uma das capitanias. Os donatários deveriam governar e promover o desenvolvimento da capitania na qual se tornasse responsável.
Divisão regional de 1913 Essa proposta de divisão regional do Brasil surgiu para ser utilizada no ensino de geografia. Os critérios utilizados foram apenas os elementos clima, vegetação e relevo. Dividia o país em cinco regiões: Setentrional, Norte Oriental, Oriental e Meridional
DIVISÃO DO IBGE
ONDE ESTÁ ALAGOAS?
COMPLEXOS REGIONAIS OU GEOECONÔMICOS
ELEMENTOS PARA ESTA DIVISÃO As distintas especializações produtivas, ou seja, diferenças naquilo que é produzido e no modo como a produção se realiza. Os distintos modos e intensidade como se verifica na circulação, no consumo e na gestão das atividades. As distintas organizações espaciais, isto é, diferentes formas materiais, criadas pelo trabalho social, em seu arranjo espacial. Os distintos níveis de articulação interna, inter-regional e internacional.
Complexos Regionais ou Geoeconômicos A divisão do território brasileiro em 3 grandes complexos regionais: Amazônia Nordeste Centro-Sul Essa divisão tem a vantagem de caracterizar a especialidade do processo socioeconômico, considerando a gênese histórica de cada complexo. - Constituem elemento central para a proposta de divisão regional do Brasil nos complexos regionais - Amazônia, Nordeste e Centro-Sul:
AMAZÔNIA A Amazônia coincide, essencialmente, com a Amazônia Legal, incluindo o norte do estado do Mato Grosso e o oeste do estado do Maranhão, ou seja, áreas que não pertencem à macrorregião norte. AMAZÔNIA Além da particularidade ecogeográfica, a região é marcada pelos menores níveis de industrialização do país. Destacam-se as culturas de subsistência, o extrativismo vegetal, os grandes projetos de mineração e a expansão recente e devastadora da fronteira agrícola nacional.
NORDESTE O complexo do Nordeste abarca todos os estados da macrorregião nordestina - exceto o oeste maranhense - e inclui a mesorregião Norte de Minas (MG), onde as características físicas, sociais e econômicas se assemelham muito mais com o sertão nordestino do que com o sudeste industrializado. Subdividido em Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte, o complexo do Nordeste tem múltiplas características e grande diversidade interna impostas pela natureza e pela apropriação histórica do espaço nordestino
ZONA DA MATA É conhecida como Zona da Mata a faixa litorânea da região nordeste do Brasil, paralela ao Oceano Atlântico, que se estende do Rio grande do Norte até a Bahia, passando pelos estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. A faixa que corresponde a Zona da Mata tem entre 100 e 200 km de largura, da costa até o Planalto da Borborema.
Zona da mata A Zona da Mata é mais urbanizada, povoada e industrializada. A região é onde se concentra a maior parte da população e o maior número de indústrias do Nordeste, com destaque para o Pólo Petroquímico de Camaçari. A região foi a porta de entrada para a colonização européia, iniciada no século XVI. É chamada de Zona da Mata por que, originalmente, era coberta pela Mata Atlântica, que atualmente está quase extinta na região. O solo fértil vem sendo explorado desde a colonização. A média de temperatura é elevada. O clima na região é tropical úmido
Agreste É conhecida como Agreste a área entre a Zona da Mata e o Sertão, na região Nordeste do Brasil. Em algumas regiões, existem pequenas áreas úmidas e brejos, onde se desenvolvem áreas agrícolas. Geograficamente, o Agreste é uma faixa estreita, paralela à costa do Oceano Atlântico, que se estende do Rio Grande do Norte até a Bahia, passando pelos estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Na face leste do Agreste, mais próximo à Zona da Mata, o clima é mais úmido. A medida que se avança para o interior, aproximando-se do Sertão, o clima fica cada vez mais seco, e a paisagem mais árida.
Agreste As maiores cidades nordestinas situadas no Agreste são: Caruaru e Garanhuns (Pernambuco); Campina Grande (Paraíba); Itabaiana (Sergipe) e Arapiraca (Alagoas). No Agreste, predominam as pequenas e médias propriedades, nas quais se produz vários produtos (policultura), que dependem essencialmente do regime de chuvas, que são irregulares na região, embora tenha um índice pluviométrico maior do que o do Sertão.
SERTÃO o sertão, marcado pelo clima semiárido e pela caatinga, um tipo de mata rala, formada essencialmente por arbustos espinhentos e plantas cactáceas, capazes de armazenar água por muito tempo, dos quais os mais famoso na área é o mandacaru, que chega a atingir mais de 3 metros de altura.
Sertão No sertão, conhecem-se basicamente duas estações anuais: o inverno, que se estende de dezembro a junho e é a estação das chuvas; e o verão, de julho a novembro, quando as chuvas não ocorrem. Desse modo, um "inverno" em que não chova já significa um ano de seca e, com freqüência, esse período pode-se estender a dois ou três anos
Meio norte O Meio-Norte é uma faixa de transição entre a Amazônia e o Sertão nordestino, e é também conhecida como Mata dos Cocais devido às palmeiras de babaçu e carnaúba encontradas na região. No litoral chove cerca de 2 000 mm anuais, indo mais para o leste e/ou para o interior esse número cai para 1 500 mm anuais, e no sul do Piauí, uma região mais parecida com o sertão, chove, em média, 700 mm por ano.
Meio norte O Meio-Norte é uma das quatro subregiões do Nordeste. Localiza-se na porção oeste nordestina, ocupando o Maranhão e metade do Piauí, Comporta-se como uma grande área de transição entre as regiões Nordeste e Norte do país. A vegetação predominante é a Mata dos Cocais, com a ocorrência da Floresta Amazônica, a oeste do Maranhão, e o semiárido, na região da Caatinga, sendo a Mata dos Cocais uma zona de transição. Encontra-se também nessa região a presença de Cerrado.
MEIO NORTE A economia baseia-se na produção agrícola, com o cultivo predominantemente de palmito, extraído do babaçu, árvores das quais se extrai também as sementes para a produção de óleos utilizados em cosméticos e aparelhos.
CENTRO SUL DO BRASIL
Centro sul O Complexo Regional Centro-Sul é uma das três regiões geoeconômicas do país e é composto pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás, boa parte de Minas Gerais e uma pequena área de Tocantins e Mato Grosso. Sua área total é de cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados.
Centro sul Em termos demográficos, essa região, por apresentar as duas maiores metrópoles brasileiras (Rio de Janeiro e São Paulo). Possui a maior parte da população do país, cerca de dois terços dos habitantes. Além disso, também registra os maiores índices de urbanização e as maiores densidades demográficas.
CENTRO SUL Em termos econômicos, também concentra a maior parte das indústrias brasileiras. O maior número de recursos econômicos, as atividades agropecuárias mais avançadas tecnologicamente e o maior peso sobre o PIB, com quase 80% das riquezas produzidas pelo país. Por esses fatores, o Centro-Sul é considerado o principal complexo regional brasileiro, o que demonstra as desigualdades espaciais no que se refere à concentração de investimentos, riquezas e infraestrutura no Brasil.