REGULAMENTO DO PROGRAMA AVANÇADO DE ESTUDOS EUROPEUS CAP.I - O PROGRAMA AVANÇADO DE ESTUDOS EUROPEUS Art.º1º- O Programa Avançado de Estudos Europeus O Instituto de Estudos Europeus da Universidade Católica Portuguesa desenvolve um Programa Avançado de Estudos Europeus consagrado ao estudo, à investigação científica e à divulgação de todas as matérias relacionadas com a construção europeia e a sua inserção no mundo contemporâneo. Este Programa está estruturado em cinco formatos adaptados às necessidades dos seus alunos: Conferências, Seminários e outras iniciativas de Curta Duração; Cursos de Actualização; Curso de Pós-Graduação; Mestrado e Doutoramento em Estudos Europeus. Estes formatos organizam-se em 2 níveis: um primeiro, de sensibilização e divulgação (conferências, seminários, iniciativas de curta duração, e cursos de actualização); e um segundo, de investigação (constituído pelos cursos de Pós-Graduação, Mestrado e Doutoramento). Art.º2º - Áreas de especialização dos Cursos de Mestrado e Doutoramento Os cursos de Mestrado e de Doutoramento em Estudos Europeus concedem especialização nas dominantes jurídica, económica e político-administrativa. Art.º3º - Iniciativas de Curta Duração As iniciativas de curta duração correspondem aos módulos individuais da Pós-Graduação. Podem frequentar as iniciativas de curta duração todos os cidadãos com interesse nas questões europeias. Aos licenciados que concluírem com aproveitamento os 3 módulos é concedida a equivalência à Pós-Graduação. 1
CAP.II - O CURSO DE ACTUALIZAÇÃO EM ESTUDOS EUROPEUS Art.º1º - Objectivos O Curso de Actualização em Estudos Europeus tem como objectivo proporcionar uma actualização de conhecimentos nas matérias dos Estudos Europeus e proporcionar o acesso, nos termos do nº3 do presente capítulo, ao nível de Mestrado em Estudos Europeus. Art.º2º Acesso ao Curso de Actualização em Estudos Europeus Podem candidatar-se ao Curso de Actualização em Estudos Europeus todos os cidadãos interessados nas questões europeias. Art.º3º Acesso ao Programa Avançado de Estudos Europeus A frequência do Curso de Actualização de Estudos Europeus permitirá o acesso ao nível de investigação do Programa Avançado de Estudos Europeus do IEE-UCP a todos os que tiverem concluído em edições anteriores da Pós-Graduação em Estudos Europeus do IEE- UCP ou de outras Pós-Graduações, neste caso sujeitas à aprovação da Direcção do IEE-UCP. CAP. III - PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS EUROPEUS Art.º1º - Duração 1. O curso de Pós-Graduação é constituído por um conjunto de unidades curriculares de natureza pluridisciplinar, das quais os alunos deverão prestar provas no final de cada unidade. O elenco das unidades curriculares é fixado, para cada ano lectivo, pelo Director. 2. O calendário de cada edição da Pós-Graduação será fixado por despacho do Director do Instituto. 2
Art.º2º - Acesso 1. Podem candidatar-se ao curso de Pós-Graduação em Estudos Europeus: a. Titulares do grau de licenciado ou equivalente legal; b. Titulares de um grau académico superior estrangeiro conferido na sequência de um 1º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do Processo de Bolonha por um Estado aderente a este processo; c. Titulares de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objectivos do grau de licenciado pelo órgão competente do IEE; d. Detentores de um currículo escolar, científico ou profissional, que seja reconhecido como atestando capacidade para realização deste ciclo de estudos pelo órgão competente do IEE. 2. A apresentação de candidaturas decorrerá ao longo do ano, num período a fixar por despacho do Director do Instituto. 3. Os candidatos serão seleccionados atendendo à média final de curso e ao curriculum vitae. Art.º3º - Diploma de Pós-Graduação A conclusão do curso de Pós-Graduação em Estudos Europeus confere, quando solicitado, Certificado de Pós-Graduação. CAP.IV - MASTER EM ESTUDOS EUROPEUS Art.º1º - O grau de Mestre em Estudos Europeus 1. A UCP confere o grau de Mestre em Estudos Europeus na área de especialização escolhida: Estudos Europeus Dominante Jurídica; Estudos Europeus Dominante Económica; Estudos Europeus Dominante Político-Administrativa. 3
2. O Director do Instituto poderá estabelecer, no contexto de cada uma das áreas de especialização referidas no número anterior, subáreas específicas que se mostrem de utilidade para a evolução do plano de estudos do Instituto de Estudos Europeus. Art.º2º - Objectivos O Master em Estudos Europeus tem como objectivos: a. apoiar o esforço de formação avançada nesta área b. promover a investigação científica e a docência sobre a UE nas suas múltiplas vertentes e sobre o posicionamento de Portugal no quadro geopolítico internacional c. proporcionar uma formação de quadros especializados para diferentes exercícios profissionais (diplomacia e relações internacionais, gestão e economia, magistratura, juristas, solicitadores, engenheiros, educadores, agentes de serviço social, jornalistas, cultores da comunicação social e estudantes universitários em geral). Art.º3º - Perfil de Formação O grau de mestre é conferido aos que demonstrem: a. Possuir conhecimentos e capacidade de compreensão a um nível que: i. Sustentando-se nos conhecimentos obtidos ao nível do 1. ciclo, os desenvolva e aprofunde; ii. Permitam e constituam a base de desenvolvimentos e ou aplicações originais, em muitos casos em contexto de investigação; b. Saber aplicar os seus conhecimentos e a sua capacidade de compreensão e de resolução de problemas em situações novas e não familiares, em contextos alargados e multidisciplinares, ainda que relacionados com a sua área de estudo; c. Capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta, incluindo reflexões sobre as implicações e responsabilidades éticas e sociais que resultem dessas soluções e desses juízos ou os condicionem; d. Ser capazes de comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades; 4
e. Competências que lhes permitam uma aprendizagem ao longo da vida, de um modo fundamentalmente auto-orientado ou autónomo. Art.º4º - Acesso 1. Podem candidatar-se ao Master em Estudos Europeus: a. Titulares do grau de licenciado ou equivalente legal; b. Titulares de um grau académico superior estrangeiro conferido na sequência de um 1º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do Processo de Bolonha por um Estado aderente a este processo; c. Titulares de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objectivos do grau de licenciado pelo órgão competente do IEE; d. Detentores de um currículo escolar, científico ou profissional, que seja reconhecido como tendo capacidade para realização deste ciclo de estudos pelo órgão competente do IEE. 2. O número de vagas será estabelecido, em cada ano, pelo Director, para a 1ª fase curricular do mestrado, que é comum à Pós-Graduação em Estudos Europeus. Para a inscrição na segunda fase curricular e fase de preparação da dissertação não haverá um número de vagas pré-estabelecido, dependendo este da qualidade do aproveitamento dos alunos na primeira fase curricular (curso de pós-graduação), e da proposta de dissertação apresentada. 3. A apresentação de candidaturas decorrerá ao longo do ano, sendo objecto de avaliação na segunda quinzena de Setembro. 4. O processo de candidatura ao Master em Estudos Europeus inclui: a. Ponderação da média final de curso e do curriculum vitae b. Poderá ser requerida a realização de uma entrevista individual, para os candidatos de outras instituições de ensino superior, e candidatos vindos da UCP mas de áreas científicas diferentes das do Mestrado. O Conselho Científico do IEE poderá exigir também, ou em alternativa à entrevista, a 5
realização de uma prova escrita de acesso que afira dos conhecimentos de base indispensáveis à frequência do Master. Art.º5º - Duração do Curso 1. O Master em Estudos Europeus tem 60 ECTS, e uma duração normal de 3 semestres curriculares e 2 semestres de elaboração de tese. É constituído por um conjunto de módulos curriculares e pela apresentação, discussão e aprovação de uma dissertação. A primeira fase curricular, corresponde ao curso de Pós-Graduação. Na segunda fase curricular os alunos frequentarão obrigatoriamente seminários de investigação em áreas específicas da dominante escolhida, num dos quais prestarão provas. 2. Durante o período de investigação, apresentação, discussão e aprovação de uma dissertação os alunos serão acompanhados por um professor orientador, sujeito à aprovação do Director do Instituto com base no projecto de dissertação apresentado pelo candidato até um mês após a última aula da segunda fase curricular, com vista à preparação de uma dissertação original. Todos os cursos das duas fases curriculares são obrigatoriamente presenciais, e em todas as disciplinas são prestadas provas escritas. Art.º6º - Concessão do grau de Mestre A concessão do grau de Mestre pressupõe: 1. Frequência e aprovação, nas unidades que integram os módulos curriculares; e 2. Elaboração de uma dissertação especialmente escrita para o efeito, sua discussão e aprovação. Art.º7º - Orientação da Dissertação 1. A preparação da dissertação deve ser orientada por um professor ou investigador do Instituto de Estudos Europeus. 6
2. Podem ainda orientar a preparação da dissertação professores e investigadores da Universidade Católica, bem como professores e investigadores de outros estabelecimentos de ensino superior, nacionais ou estrangeiros. 3. Como orientadores podem ser admitidos especialistas na área de dissertação, reconhecidos como idóneos pela Direcção do Instituto. 4. Em casos devidamente justificados, pode admitir-se a co-orientação da dissertação por dois orientadores. 5. A fixação do orientador na preparação da dissertação é formalizada, para cada caso, por despacho do Director do Instituto. Art.º 8º - Suspensão da Contagem dos Prazos A contagem dos prazos para a entrega e para a defesa da dissertação pode ser suspensa, por decisão do Director do Instituto nos termos da legislação geral em vigor, designadamente nos seguintes casos: a) Prestação de serviço militar obrigatório; b) Maternidade; c) Doença grave ou prolongada do(a) aluno(a), quando a situação ocorra no decurso do prazo para a entrega e para a defesa da dissertação; d) Exercício efectivo de funções públicas nos casos estabelecidos pela legislação geral. Art.º 9º - Nomeação do júri 1. A dissertação pode ser impressa ou policopiada e na sua capa e primeira página devem constar o nome da Universidade e do Instituto, o ramo científico e a especialidade em que se insere, o nome do orientador ou orientadores, o nome do candidato e o título da dissertação. A dissertação deve ser entregue ao secretariado do Instituto em suporte digital e em suporte papel (7 cópias). 7
2. Após a entrega da tese, deverá o Director do Instituto, ouvido o Conselho Científico, propor ao Reitor da Universidade um júri, que será seleccionado tendo em conta o teor da dissertação. 3. O júri para a apreciação da dissertação é nomeado pelo Reitor, tendo em atenção a proposta do Director do Instituto e no prazo de 30 dias após a apresentação da referida proposta. 4. O júri é constituído por: a. Um professor da área científica específica do mestrado, pertencente à Universidade Católica Portuguesa, que assume a presidência do júri; b. Um professor da área científica específica do mestrado; c. O orientador da dissertação. 5. O despacho de nomeação do júri e do respectivo presidente deve, no prazo de cinco dias, ser comunicado, por escrito, ao candidato, e afixado em local público da Universidade. Art.º 10º -Tramitação do processo 1. Nos trinta dias subsequentes à publicação do despacho de nomeação do júri, este pronunciar-se-á aceitando a dissertação ou propondo ao candidato a sua reformulação. 2. Num prazo máximo de 90 dias, se for sugerida a reformulação da dissertação, poderá o candidato apresentar a dissertação reformulada ou afirmar a sua intenção de a manter inalterada. 3. Confirmada a dissertação, proceder-se-á à marcação das provas públicas de discussão. 4. Considera-se ter havido desistência do candidato se, dadas as condições apresentadas no n 2 e esgotado o prazo referido, este não apresentar a dissertação reformulada, nem declarar que a pretende manter inalterada. 5. As provas devem ter lugar no prazo de 60 dias a contar: 8
a. Da aceitação da dissertação. b. Da data de entrega da dissertação reformulada, ou da declaração de que se prescinde da reformulação. Art.º11º - Discussão 1. A discussão da dissertação só pode ter lugar com a presença dos três membros do júri. 2. A discussão da dissertação não pode exceder noventa minutos e nela podem intervir todos os elementos do júri. 3. Deve ser proporcionado ao candidato tempo idêntico ao utilizado pelos membros do júri. Art.º12º - Deliberação do júri 1. Concluída a discussão referida no artigo anterior, o júri reúne para deliberação sobre a classificação final do candidato. 2. As classificações para a atribuição do grau de Mestre, aos candidatos a quem ela não for recusada, são as seguintes: Probatus/a - Aprovado/a Feliciter - Bom (14-15 valores) Cum laude Bom com distinção (16 valores) Magna cum laude Muito bom (17-18 valores) Summa cum laude Muito bom (19-20 valores) 3. Atribuída a classificação, esta será transcrita em acta específica, onde conste a dominante em que foi obtido o grau. 4. O certificado e diploma de Mestrado devem ser requeridos nos Serviços Escolares da UCP. É devido pagamento pela emissão do certificado e diploma de Mestrado, mediante a tabela geral da UCP. 9
5. Poderão ser emitidos pelos Serviços Escolares suplementos aos Diplomas de Mestrado. CAP.V - PROGRAMA DE DOUTORAMENTO EM ESTUDOS EUROPEUS Art.º1º - O grau de Doutor em Estudos Europeus 1. A UCP confere o grau de Doutor em Estudos Europeus Dominante Jurídica, Dominante Económica ou Dominante Político-Administrativa através do Instituto de Estudos Europeus. 2. O Conselho Científico, sob proposta do Presidente, poderá estabelecer, no contexto de cada uma das áreas de especialização referidas no número anterior, subáreas específicas que se mostrem de utilidade para a evolução do plano de estudos do Instituto de Estudos Europeus. Art.º2º - O Programa de Doutoramento em Estudos Europeus O Programa de Doutoramento do IEE/UCP tem três fases distintas, a que correspondem três estatutos diversos: 1. uma primeira fase curricular, à qual corresponde o estatuto de Candidato a Doutoramento; 2. uma segunda fase curricular e de preparação do projecto de Tese, a que corresponde o estatuto de Pleno Candidato a Doutoramento; 3. uma fase de investigação e de redacção da tese, a que corresponde o estatuto de Doutorando. Art.º3º - Acesso ao estatuto de candidato a doutoramento 1. Podem ser admitidos ao estatuto de candidato a doutoramento: a. Os licenciados e Pós-Graduados pela UCP e por outras Universidades Portuguesas com a classificação final mínima de 16 valores, bem como os 10
diplomados por Universidades estrangeiras com grau e classificação equivalentes, reconhecidos nos termos legais; b. Os titulares do grau de mestre ou equivalente com classificação final mínima de Bom ou equivalente; c. Os assistentes da UCP que tenham sido aprovados em provas de aptidão pedagógica e capacidade científica, nos termos do n 4 do artº 29 do ECDUCP. d. Podem também candidatar-se ao doutoramento os detentores de um currículo científico, académico e profissional que ateste capacidade para a habilitação ao referido grau, precedendo apreciação curricular pelo Conselho Científico do Instituto e aprovação por maioria de dois terços dos seus membros em exercício. 2. Nenhum candidato pode ser admitido directamente ao estatuto de doutorando, sem ter passado pela fase de candidato a doutoramento e/ou de pleno candidato a doutoramento, excepto para aqueles que concluíram ou concluam uma das seguintes promoções do mestrado em Estudos Europeus: Teixeira Guerra, Álvares Cabral, Vasco da Gama e Diogo Cão. 3. Os candidatos a doutoramento que no final da 1ª fase curricular obtiveram média inferior a 16 valores mas pretendem prosseguir o Programa, passam à 2ª fase curricular do Master em Estudos Europeus, no início da qual deverão escolher uma das dominantes do Programa: Económica, Jurídica ou Político-Administrativa. Art.º4º- Processo de Candidatura a doutoramento 1. Os candidatos a doutoramento devem entregar ao Director do Instituto um requerimento dirigido ao Reitor, formalizando a sua candidatura à obtenção do grau de doutor. 2. O requerimento de candidatura deve ser instruído com os seguintes elementos: a. Documento comprovativo de que o candidato reúne as condições a que se refere o art. 3 do Cap.V do presente Regulamento; 11
b. Curriculum vitae, incluindo a referência a trabalhos publicados ou a outros devidamente documentados; c. Indicação do ramo de conhecimento e da especialidade em que se pretende realizar o doutoramento; d. Plano provisório do trabalho de investigação projectado, com indicação dos seus fundamentos científicos, metodologia a utilizar e previsíveis objectivos; e. Indicação do orientador ou orientadores propostos, excepto no caso dos candidatos ao abrigo do n 1(d) do art 3 do Cap.V do presente Regulamento; f. Declaração de aceitação do orientador ou orientadores propostos. 3. O Director do Instituto, ouvido o Conselho Científico, decide, no prazo de 60 dias após a entrega do requerimento, sobre a admissão do candidato e sobre eventuais condições a que esta deva obedecer. 4. Ao candidato é dado conhecimento por escrito da decisão, devendo uma eventual recusa ser devidamente fundamentada. 5. No caso de aceitação da candidatura, pode ser requerida ao candidato a frequência e aprovação em unidades curriculares inseridas na estrutura de cursos de Pós-Graduação ou outros leccionados na UCP. Art.º5º - O estatuto de Pleno Candidato a Doutoramento 1. São admitidos ao estatuto de Pleno Candidato a Doutoramento as pessoas que preencham um dos seguintes requisitos: a. Candidatos a Doutoramento que tenham terminado a primeira fase curricular do Programa de Doutoramento com aproveitamento mínimo médio de l6 valores. b. Finalistas da segunda fase curricular do Programa, que a tenham terminado com nota média mínima de 16 de valores. c. Mestres em Estudos Europeus, em qualquer das dominantes. 12
2. Os candidatos com o mestrado de uma das promoções referidas no nº2 do art.3º do Cap.V do presente Estatuto, iniciam o seu programa de doutoramento com o estatuto de doutorando, após a apresentação do projecto de dissertação de doutoramento nos termos do art.º6 º do Cap.V do presente Estatuto. 3. Nos casos previstos na alínea a do número 1 do presente artigo a tramitação ao estatuto de Pleno Candidato a Doutoramento é automática, salvo desistência declarada do Candidato. Art.º6º - Projecto de Tese de Doutoramento 1. O Pleno Candidato a Doutoramento, bem como os candidatos das Promoções de Mestrado referidas no nº2 do art. 3º do Cap. V, devem apresentar um Projecto de Tese de Doutoramento, no prazo de 90 dias a contar da publicação da última nota da 3ª fase curricular do curso. O Projecto de Tese deve incluir: a. O título e o subtítulo da futura tese; b. Uma apresentação do tema e da forma como será tratado em não mais de 10.000 palavras; c. Um índice detalhado da futura tese, o qual pode vir a sofrer alterações durante a sua elaboração e redacção. 2. A estes documentos deve juntar-se uma declaração do professor orientador/tutor manifestando a sua aprovação do projecto apresentado, e a sua intenção de orientar o trabalho do candidato. 3. O projecto de tese será defendido pelo pleno candidato a doutoramento perante um júri constituído por três professores doutorados, nomeados pelo Director do Instituto, que preside. O Director do Instituto poderá delegar a presidência do júri num Professor Doutorado. Este júri tomará uma de três decisões: a. Não aceitar o projecto de tese, recomendando a sua reformulação total; b. Recomendar algumas correcções marcando nova discussão; c. Aceitar o projecto de tese. 13
Art.º7º - O estatuto de Doutorando 1. Os candidatos que preencherem com sucesso os requisitos referidos nos ns.1 a 3 do art.º6º do Cap. V do presente Estatuto serão admitidos ao estatuto de doutorando. 2. Após a aprovação do Projecto de Tese, o Doutorando tem normalmente um prazo mínimo de 2 e máximo de 6 semestres para elaborar e apresentar a sua tese de doutoramento. 3. Durante este período, o doutorando participará em seminários de tese perante o mesmo júri, segundo uma frequência e calendário estabelecidos pelo Director. Art.º8º - Registo do tema e do plano da tese 1. Uma vez aceite a candidatura, o candidato deve proceder, no prazo de trinta dias a contar da data da comunicação da aceitação, ao registo do tema e do plano da dissertação junto do secretariado do Instituto. 2. O registo caduca se, nos três anos subsequentes, a dissertação de doutoramento não tiver sido entregue, mas pode ser renovado por deliberação justificada do Director do Instituto. 3. O plano de trabalho só pode ser alterado por deliberação do Director do Instituto da unidade, sob proposta fundamentada do orientador. 4. O duplicado da ficha de inscrição de cada candidato, depois de completamente preenchida, deve ser remetido à Reitoria. Art.º9º - A Tese de Doutoramento 1. A dissertação pode ser impressa ou policopiada e na sua capa e primeira página devem constar o nome da Universidade e do Instituto, o ramo científico e a especialidade em que se insere, o nome do orientador ou orientadores, o nome do candidato e o título da 14
dissertação. Aquando da sua entrega, deverá ser fornecida igualmente em suporte digital ao secretariado do Instituto. 2. A Tese de Doutoramento não deve ultrapassar as 120 mil palavras, excluindo a bibliografia, com o texto dactilografado a dois espaços e as notas de rodapé a um espaço. 3. Cada Tese deve incluir um sumário executivo que não deve ultrapassar as 500 palavras. 4. Em casos devidamente justificados, pode o Director do Instituto, ouvido o Conselho Científico, autorizar a apresentação de dissertação escrita em língua estrangeira. Neste caso, ela deve ser acompanhada de um resumo em português de, pelo menos, 1200 palavras. 5. Pode ser admitido na elaboração da dissertação o aproveitamento parcial do resultado de trabalhos já publicados, mesmo em colaboração, devendo, neste caso, o candidato esclarecer qual a sua contribuição pessoal. Art.º10º - Orientação da Tese 1. A elaboração da dissertação deve efectuar-se normalmente sob a orientação de um professor ou investigador doutorado da unidade em que o candidato pretende doutorar-se. 2. A orientação pode ser confiada a um professor ou investigador de outra instituição universitária ou unidade de investigação científica nacional ou estrangeira, reconhecida como idónea pelo Instituto. 3. A designação do orientador ou orientadores é feita pelo Director do Instituto, ouvido o Conselho Científico, no acto de aceitação da candidatura, sob proposta do candidato e precedida da aceitação expressa da pessoa proposta. 4. O orientador deve guiar efectiva e activamente o candidato na sua investigação e na elaboração da dissertação, sem prejuízo da liberdade académica do doutorando e do direito deste à defesa das suas opiniões científicas. 15
5. O doutorando deve, sem prejuízo da liberdade de investigar, manter o orientador regularmente informado sobre a evolução dos seus trabalhos. 6. O orientador deve informar anualmente por escrito o Director do Instituto sobre a evolução dos trabalhos do candidato, com base nos elementos por este fornecidos. 7. Se circunstâncias supervenientes o justificarem, pode o candidato solicitar ao Director do Instituto a substituição do orientador designado, do mesmo modo que o orientador pode escusar-se, perante o mesmo Director, a exercer a função para que fora designado. 8. Nas circunstâncias referidas no número anterior o Director do Instituto, ouvido o Conselho Científico, providenciará à nomeação de um novo orientador. 9. Os candidatos que se encontrem nas condições definidas no n 1d do art 3 do Cap.V podem apresentar-se a provas de doutoramento sob sua exclusiva responsabilidade. Art.º 11º - Prova de doutoramento 1. A prova de doutoramento consiste na discussão pública de uma dissertação original, podendo ainda incluir provas complementares cuja natureza será definida nas normas específicas das unidades que as exigirem. 2. Não são exigidas provas complementares nos seguintes casos: a. Candidatos titulares do grau de mestre no mesmo ramo de conhecimento ou equivalente; b. Candidatos que hajam realizado, no mesmo ramo de conhecimento, provas de capacidade científica e aptidão pedagógica nos termos definidos no n 4 do art 29 do ECDUCP. 3. Sob requerimento fundamentado dos candidatos e por deliberação do Director do Instituto, podem ainda ser dispensados das provas complementares os titulares de um currículo académico e/ou científico que satisfaça os objectivos das referidas provas. 16
Art.º 12º - Admissão a provas de doutoramento 1. A admissão a provas de doutoramento só pode ser requerida um ano após a aceitação do candidato como doutorando. 2. Os candidatos que, ao abrigo do n 1d do art. 3 e do n 9 do art. 10 do Cap.V do presente Regulamento, se apresentem ao doutoramento sob a sua exclusiva responsabilidade podem requerer a prestação de provas seis meses após a sua matrícula. 3. O doutorando deve solicitar a realização das provas em requerimento dirigido ao Director do Instituto acompanhado por: a. 10 exemplares, pelo menos, impressos ou policopiados, da dissertação de doutoramento; b. Idêntico número de exemplares do curriculum vitae; c. Informação sobre o aproveitamento em unidades curriculares, no caso previsto no n 5 do art. 4 do Cap.V do presente Regulamento; d. Se for o caso, comprovação da situação prevista no n 2 do art 11 do Cap.V do presente Regulamento; e. Requerimento de dispensa da prova complementar para os candidatos ao abrigo do n 3 do art 11 do Cap.V do presente Regulamento. 4. No prazo de 90 dias, o Director do Instituto: a. Comunica por escrito ao candidato a sua deliberação sobre a admissão às provas de doutoramento; b. Estabelece, sendo caso disso, o tipo de provas complementares a que o candidato fica sujeito; c. Apresenta ao Reitor uma proposta de composição do júri para a discussão pública da dissertação. 5. No caso de indeferimento, a deliberação deve ser fundamentada, com indicação expressa dos motivos que levaram à decisão. 17
Art.º 13º - Constituição do júri 1. O júri de doutoramento é constituído: a. Pelo Reitor, que preside, e que se poderá fazer substituir por um dos Vice- Reitores ou, excepcionalmente, pelo Director do Instituto b. Por um mínimo de dois vogais, sendo que um é obrigatoriamente o orientador da dissertação; 2. O júri deve integrar pelo menos um professor ou investigador do domínio científico em que se insere a dissertação. 3. Pode ainda fazer parte do júri um especialista (não-doutorado) de reconhecida competência na área científica em que se insere a tese. Art.º 14º - Nomeação do júri 1. O júri é nomeado pelo Reitor no prazo máximo de trinta dias após a recepção da proposta feita pelo Director do Instituto. 2. O despacho de nomeação é comunicado por escrito ao candidato e afixado no placard da Reitoria e no Instituto. Art.º 15º- Funcionamento do júri 1. Nos 60 dias subsequentes à publicação da sua nomeação, o júri reúne uma primeira vez para proferir um despacho liminar no qual se declara aceite a tese ou, em alternativa, se recomenda fundamentadamente ao candidato a sua reformulação. 2. Quando não existirem quaisquer dúvidas acerca da aceitação da dissertação, a reunião presencial prevista no número anterior pode ser dispensada, contanto que se garanta por outros meios o cumprimento dos seus objectivos e que o despacho de aceitação seja assinado por todos os membros do júri. 18
3. Verificada a situação a que se refere a parte final do n 1, o candidato dispõe de um prazo de 120 dias, durante o qual pode proceder à reformulação da tese ou declarar que a pretende manter tal como a apresentou. 4. Considera-se ter havido desistência do candidato se, esgotado o prazo referido no número anterior, este não apresentar a tese reformulada ou não declarar que a pretende manter tal como a apresentou. 5. Salvo o disposto no n 2, o júri reúne uma segunda vez para examinar a eventual reformulação da tese ou para tomar conhecimento da declaração prevista no n 3 deste artigo. 6. Na primeira reunião (ou na segunda, no caso previsto no número anterior) o júri procederá à distribuição do trabalho de arguição, a cargo habitualmente de um arguente principal, e à marcação das provas e, sendo caso disso, à designação dos vogais que devem intervir nas provas complementares. 7. Compete ao presidente do júri estabelecer, antes do início das provas, a ordem e duração das intervenções, resolver quaisquer dúvidas, arbitrar eventuais contradições, velar para que todos os direitos sejam respeitados. Art.º16º - Realização e duração das provas 1. As provas devem realizar-se no prazo máximo de 120 dias a contar: a. Do despacho de aceitação da tese; b. Da data de entrega da tese reformulada ou da declaração de que se prescinde da reformulação. 2. As provas são públicas e não podem ter lugar sem a presença do presidente e da maioria dos restantes membros do júri. 3. No caso de haver lugar a provas complementares, deve respeitar-se o intervalo mínimo de vinte e quatro horas entre a realização destas e a discussão da dissertação. 19
4. Antes do início da discussão deve ser facultado ao candidato um período até 30 minutos para apresentação sintética da sua dissertação. 5. A discussão da dissertação não pode exceder duas horas, cabendo um período máximo de trinta minutos a cada um dos dois arguentes e devendo ser proporcionado ao candidato a possibilidade de responder em igual tempo. 6. Na discussão da dissertação poderão intervir quaisquer membros do júri. Art.º17º - Deliberação do júri Concluídas as provas, o júri reúne para apreciação e deliberação sobre a classificação final do candidato, só podendo intervir na deliberação os membros do júri que tiverem estado presentes em todas as provas. Art.º18º - Classificação final 1. As classificações para a atribuição do grau de Doutor, aos candidatos a quem ela não for recusada, são as seguintes: Probatus/a - Aprovado/a Cum laude Bom com distinção (16 valores) Magna cum laude Muito bom (17-18 valores) Summa cum laude Muito bom (19-20 valores) 2. Atribuída a classificação, esta será transcrita em acta específica. 3. O certificado e diploma de Doutoramento devem ser requeridos nos Serviços Escolares da UCP. É devido pagamento pela emissão do certificado e diploma de Doutoramento, mediante a tabela geral da UCP. Art.º19º - Local, Horário e Estrutura Curricular 20
1. Todos os cursos do Instituto de Estudos Europeus funcionam nas instalações da Universidade Católica Portuguesa, ocorrendo as aulas em horário pós-laboral. 2. São devidas propinas pela candidatura, pela matrícula e pela inscrição nos cursos do Instituto. 3. A estrutura curricular e o plano de estudos constam do anexo ao presente regulamento, podendo ser alterados, em cada edição por despacho do Director do Instituto. 21