SERVIDORES REDES E SR1 Rio de Janeiro - RJ
HARDWARE Você pode instalar um sistema operacional para servidores em qualquer computador, ao menos na teoria tudo irá funcionar sem grandes dificuldades. Só que isto é desaconselhado. Um servidor é um computador que trabalhará a maior parte do tempo ligado e com muitas tarefas a serem executadas, ou seja, é necessário um equipamento resistente.
HARDWARE Recomenda-se portanto que você tenha um servidor digno do nome, com placa-mãe, memória, processador e todo um conjunto apropriado para funcionar como servidor. O custo é bem mais elevado, e são equipamentos que não são necessariamente rápidos. A maior necessidade é a resistência a falhas, e esta deve ser a maior qualidade de um servidor.
HARDWARE Um hardware próprio de servidor pode ser disponibilizado num gabinete torre média ou torre grande, ou ainda ser do tipo blade (para uso em racks). Muitas vezes um servidor executa diversas funções.
SISTEMAS OPERACIONAIS Servidores usam sistemas operacionais que contém recursos específicos para a sua função. Mesmo assim, é possível em casa fazer com que o seu computador cumpra o papel de servidor em alguns casos. Os sistemas operacionais para servidores mais comuns hoje em dia são o Linux (um sistema padrão Unix), a família Windows Server (da Microsoft) e a família BSD (sistemas padrão Unix).
SISTEMAS OPERACIONAIS Em um sistema operacional de servidor, é possível fornecer serviços para uso de toda a rede, como servidor de arquivos, Web, banco de dados, autenticação, NTP, DNS, entre muitos outros. Existem versões desses sistemas operacionais para servidores específicos para arquiteturas de 32 ou 64 bits.
WINDOWS SERVER A família Windows Server é composta de várias versões. Cada uma das versões tem novas funcionalidades sendo adicionadas com o passar do tempo. Ex.: A partir do Windows Server 2008 R2, todas as versões do Windows Server lançados pela Microsoft tem suporte apenas a arquiteturas de 64 bits.
WINDOWS SERVER Atualmente o Windows Server 2012 R2 é a versão comercializada, com as seguintes variantes: Datacenter: Uso em ambientes de nuvem privada ou híbrida. É a versão mais completa da edição 2012. Standard: Funcionalidade completa, mas é destinada a ambientes de menor porte e nãovirtualizados. Essentials: Uso em pequenos negócios, tem um limite de 25 contas de usuários. Foundation: Para uso geral, está disponível apenas na versão OEM. Limitado para apenas 15 contas de usuários.
WINDOWS SERVER Abaixo, uma tabela correlacionando as versões do Windows para cliente com as versões para servidor, lançadas pela Microsoft. Seu custo é elevado. Windows Cliente Windows 2000 Windows Server 2000 Server Windows XP Server 2003 Windows Vista Server 2008 Windows 7 Server 2008 R2 Windows 8 Server 2012 Windows 8.1 Server 2012 R2 Windows 10??
LINUX O Linux é um software livre. Ele é um sistema operacional padrão UNIX, de código aberto e custo zero. O Linux é encontrado em centenas de distribuições, montadas por uma pessoa, por um grupo de pessoas ou empresas. O Linux é reconhecido como um sistema muito seguro e sem limite para número de usuários, e é uma excelente opção para servidores.
LINUX 83% dos servidores de empresas no mundo são Linux. (CanalTech Corp., 18/09/13). Top500.org 97% dos supercomputadores rodam Linux. As distribuições mais comuns para uso em servidores são a RedHat Enterprise Server (RHEL), a Debian, o CentOS e o Ubuntu Server. Mas nada lhe impede que você faça uso de outra distribuição para configurar um servidor. Basta instalar os serviços desejados e configurá-los.
TIPOS DE SERVIDORES Independente do sistema operacional usado, um servidor tem como função prover serviços aos demais computadores (hosts) da rede, que são os clientes. Existem diversos tipos de servidores, como: arquivos, impressão, Web, banco de dados, NTP, DNS, DHCP, autenticação, entre muitos outros.
SERVIDOR DE ARQUIVOS Armazena e compartilha arquivos de diversos usuários na rede. Não há necessidade de um hardware muito potente, mas sim muito espaço em disco. Recursos de segurança para evitar acessos indevidos podem ser ativados. Recomenda-se ter um backup (cópia de segurança) com o objetivo de evitar perdas do conteúdo estocado. É possível fazer um servidor de arquivos com um cliente Windows, mas sem os recursos da versão Server. No Linux, é possível ter um servidor de arquivos compatível com o Windows usando o software Samba.
SERVIDOR DE IMPRESSÃO Controla pedidos de impressão de arquivos dos diversos usuários. Quando um servidor de impressão é utilizado em uma organização, normalmente se instala todas as impressoras nesse servidor. Um sistema cliente pode perfeitamente fazer essa função sem grandes dificuldades. Hoje em dia, com o advento das impressoras de rede, a demanda por servidores de impressão caiu um pouco.
SERVIDOR WEB Armazenamento de páginas de um site, requisitados pelos clientes através de navegadores. Sua importância é tanta que algumas versões do Windows Server possuíam subversões próprias para essa função. No Windows, o serviço utilizado para fornecer as páginas é o IIS, ou ainda o Apache (software livre). No Linux, é possível montar um servidor Web usando serviços como o Apache, o nginx e outros mais.
SERVIDOR DE IMPLEMENTAÇÃO Útil em grandes parques de máquinas. Com ele é possível instalar automaticamente e através da rede os sistemas operacionais em clientes. Pode ser usado em Windows e Linux. Além de agilizar o processo de instalação do sistema operacional no cliente, evita com que se tenha diversas mídias físicas com a instalação do mesmo. Requer um servidor DHCP para seu funcionamento.
SERVIDOR DE AUTENTICAÇÃO As contas (logins) dos usuários são centralizadas em um único local (Domínio), permitindo que a gerência desses usuários seja centralizada, dando acesso aos recursos de acordo com cada usuário. Em muitos casos é o servidor de maior importância dentro de uma instituição, pois tudo é baseado nele. No Windows Server, temos o Active Directory. No Linux, temos o OpenLDAP.
FIREWALL Segurança da rede. Bloqueio a acessos indevidos, tanto internamente quanto externamente. Também pode realizar filtragem no acesso, redirecionamento de portas, entre outros recursos. Ex.: Se configuramos um firewall para bloquear o acesso interno para páginas Web, não será possível navegar na Internet. Um firewall pode ser configurado em um roteador se o mesmo possuir o recurso.
SERVIDOR PROXY Cache da rede. A ideia por trás dos proxies é acelerar o desempenho da rede como um todo. Todo o tráfego da rede passa pelo proxy. Cada página acessada é salva no disco rígido do servidor proxy. Quando um cliente solicita o acesso a uma página, ele consulta primeiro para ver se já não está no disco. Se tiver, ele envia a cópia local, ao invés de baixar da Internet. No Linux, o software mais comum para implementar um proxy é o Squid.
SERVIDOR DNS Seu papel é manter uma grande tabela com os endereços acessados e o endereço IP correspondente. Ao cliente solicitar o acesso à página, o navegador consulta o DNS, e recebe o endereço IP. A partir daí o cliente acessa o conteúdo. Para nós, seres humanos, é muito mais fácil decorar nomes do que números. Logo, esse servidor é vital para acessarmos a Internet. No Linux, existem softwares que implementam soluções DNS, como o bind, o maradns e o dnsmasq.
SERVIDOR DHCP Servidor responsável por distribuir endereços IP para as máquinas da rede de forma automática. É possível, com base no endereço MAC de cada máquina, garantir que ela receberá sempre o mesmo endereço IP. O servidor DHCP é a evolução do antigo BootP. Em redes de grande porte é indispensável ter um servidor DHCP rodando. No Linux, temos o DHCPd.
GATEWAY O gateway é basicamente um servidor de acesso a internet. Através dele é possível compartilhar o acesso à Internet com várias máquinas dentro de uma infraestrutura, fazendo uso de apenas um único endereço IP público. Em geral roteadores fazem essa função, apesar de ser possível usar computadores para realizar tal função. É fundamental ter pelo menos duas placas de rede: Uma para acesso interno e uma para acesso externo.
BANCO DE DADOS Servidor que possui e manipula informações contidas em um sistema gerenciador de banco de dados. Normalmente SGBDs necessitam de hardware de alto desempenho e grande capacidade de armazenamento em disco, para tratar e armazenar todas as informações que o banco contém. Alguns exemplos de SGBDs são: MySQL, Oracle, PostgreSQL, MS SQL Server, entre outros. Todos tem versão para Windows ou Linux.
TERMINAL Permite trabalhar com terminais. O computador central compartilha o sistema operacional de uma máquina com outras, interligadas na mesma rede, sem que essas precisem ter um sistema operacional instalado, nem mesmo um HD próprio. Muito utilizado antigamente em redes que faziam uso dos antigos terminais.
VIRTUALIZAÇÃO Permite a criação de máquinas virtuais (servidores isolados no mesmo equipamento) mediante compartilhamento de hardware, significa que, aumentar a eficiência energética, sem prejudicar as aplicações e sem risco de conflitos de uma consolidação real. Diversas empresas possuem soluções de servidores virtuais, como: Hyper V da Microsoft, Virtual Box da Oracle, VMWare Server da VMWare.