REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES Departamento das Comunidades Brasileiras no Exterior Manual de Serviço Consular e Jurídico TOMO I CAPÍTULO 10 TOMO I Capítulo 10 Página 1 de 6 Versão 1.00 (03/10/2005)
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CAPÍTULO 10 SEÇÃO 1ª BAGAGEM E ADMISSÃO TEMPORÁRIA DE BENS 10.1.1 As normas emitidas pela Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda, relativas ao tratamento tributário e aos procedimentos aduaneiros aplicáveis à bagagem e à admissão temporária de bens, deverão ser consultadas diretamente na Internet, na página daquela Secretaria, cujo endereço eletrônico é o seguinte: http://www.receita.fazenda.gov.br/aduana/ OBRAS DE ARTE 10.1.2 O Regulamento Aduaneiro ( Decreto nº 91.030, de 05.03.1985) estabelece que estarão isentas do pagamento de impostos as obras de arte produzidas no exterior por autores domiciliados e residentes no Brasil e por eles trazidas sem cobertura cambial. 10.1.3 Será concedida isenção às obras de arte que participarem das Bienais Internacionais de Artes Plásticas promovidas pela Fundação Bienal de São Paulo. PRÊMIOS INTERNACIONAIS 10.1.4 Será concedida isenção aos bens importados, sem cobertura cambial, por pessoa física residente no Brasil, que os tenha ganho pelo seu desempenho em competição ou concurso internacional de cunho científico, cultural ou desportivo (Decreto-Lei nº 2.108/84, artigo 1º). 10.1.5 A isenção prevista na legislação sobre o assunto prevê a comprovação pelo interessado, perante a Autoridade aduaneira, de que os bens lhe foram atribuídos a título de prêmio. ARMAS E MUNIÇÕES 10.1.6 As atividades de fabricação, utilização, importação, exportação e desembaraço alfandegário são de competência exclusiva do Ministério do Exército, nos termos do Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados, instituído pelo Decreto nº 2998, de 23.03.1999. 10.1.7 Nos termos do artigo 218 do mencionado Regulamento, os viajantes brasileiros ou estrangeiros que chegarem ao País trazendo armas e munições, inclusive armas de porte e armas de pressão a gás ou por ação de mola, são obrigados a apresentá-las às autoridades alfandegárias, ficando retidas nas Repartições Fiscais mediante lavratura do competente termo, sem prejuízo do desembaraço do restante da bagagem. TOMO I Capítulo 10 Página 3 de 6 Versão 1.00 (03/10/2005)
CAPÍTULO 10 SEÇÃO 2ª BENS DOADOS 10.2.1 São isentos do pagamento de impostos os bens doados no exterior por instituições ou particulares a instituições científicas, educacionais e de assistência social brasileiras. 10.2.2 A Repartição Consular autenticará, mediante o reconhecimento da assinatura do doador ou representante da entidade doadora, as Cartas de Doação que lhe forem apresentadas, quando o valor das mesmas for igual ou superior a US$ 1.000,00 (mil dólares). (MODELO NSCJ 10.2.2-A/B) 10.2.3 São isentos do pagamento de emolumentos consulares os reconhecimentos de assinaturas em Cartas de Doação. (item 920 da Tabela de Emolumentos Consulares) (MODELO NSCJ 10.2.3) 10.2.4 Na Carta de Doação deverá constar o CGC da instituição brasileira beneficiária, e a ela será anexada relação dos objetos doados, em Português, com seus valores aproximados. 10.2.5 As instituições doadoras deverão ser instruídas a encaminhar à instituição brasileira beneficiária o original autenticado da Carta de Doação, para entrega e exame pelo Ministério da Saúde, quando se tratar de material médico-hospitalar e, nos demais casos, pelo Ministério da Educação e Cultura, a fim de comprovarem a inscrição regular da entidade beneficente no órgão competente. 10.2.6 Uma vez que se verifique estar a instituição brasileira devidamente registrada perante as autoridades competentes, o representante legal da instituição poderá apresentar a Carta de Doação às autoridades aduaneiras, para que se faça o despacho dos bens doados. 10.2.7 A isenção para os bens importados por instituições científicas e tecnológicas somente será reconhecida se os mesmos constarem de programas de pesquisa científica, tecnológica ou de ensino, aprovados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (artigo 145 e único do Decreto nº 4.543, de 26/12/2002). TOMO I Capítulo 10 Página 4 de 6 Versão 1.00 (03/10/2005)
CAPÍTULO 10 SEÇÃO 3ª PLANTAS E ANIMAIS 10.3.1 Para a entrada de plantas e animais vivos, deverá a Autoridade Consular solicitar aos interessados a apresentação de certificado fitossanitário (plantas) ou de sanidade do animal, na área de origem, e, ainda, de vacinação anti-rábica para cães e gatos. 10.3.2 A apresentação de certificado sanitário de origem, firmado por veterinário oficial, é condição essencial para a entrada no Brasil de animal doméstico (cães, gatos e pássaros). 10.3.3 Os certificados sanitários de origem só terão valor quando: 1. forem visados por Autoridade Consular brasileira; 2. atestarem a boa saúde dos animais uma semana antes do embarque; 3. declararem que, nos 40 dias anteriores ao embarque, não grassava no lugar de procedência moléstia infecto-contagiosa. 10.3.4 Para o ingresso no País de quaisquer outros animais, é necessária a autorização prévia do Ministério da Agricultura. 10.3.5. Para a autenticação dos documentos referidos nas normas anteriores deverão ser cobrados os emolumentos do item 416 da Tabela de Emolumentos Consulares (V. NSCJ 4.7.10). TOMO I Capítulo 10 Página 5 de 6 Versão 1.00 (03/10/2005)
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