REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÕES MÓDULO 12
Índice 1. Serviços Orientados à Conexão...3 1.1 O protocolo IP... 3 2. Serviços não Orientados à Conexão...4 2.1 Tecnologias de redes token ring... 4 2
1. SERVIÇOS ORIENTADOS À CONEXÃO Os protocolos TCP (Transmission Control Protocol) e IP (Internet Protocol) foram criados com o intuito de realizar a intercomunicação de computadores. As configurações desses protocolos têm como função controlar como a informação é passada de uma rede à outra e como manipular o endereçamento contido nos pacotes, a fragmentação dos dados e a checagem de erros. O TCP é o protocolo da camada de transporte orientado à conexão, que oferece um serviço confiável. Frequentemente aparece como parte da pilha TCP/IP da arquitetura da Internet, mas é um protocolo de propósito geral que pode ser adaptado para ser usado com uma variedade de sistemas. O IP é um protocolo para comunicação de redes da Internet. Ele é o responsável pela transmissão de nível inferior (host-to-host), e é utilizado em dois tipos de estações: hosts e gateways. Para os protocolos em uma transmissão orientada à conexão, é necessário que se faça uma chamada e conexão antes de cada transmissão. Nesse tipo de transmissão os pacotes não precisam possuir overheads, como ocorre nas transmissões não orientadas à conexão. Isso é possível, pois logo no início da conexão a origem e o destino trocam todas as informações necessárias à transmissão. O modo de transmissão orientado à conexão é mais seguro, pois possui mecanismos de reenvio de pacotes mal transmitidos, bem como mensagens de reconhecimento. 1.1 O PROTOCOLO IP A principal função do protocolo IP é transportar os datagramas de uma rede à outra na Internet. Ele é um protocolo de transmissão não orientada à conexão, e, por ser mais básico, não apresenta muitas características do TCP. Podemos dizer que o IP: não possui mecanismos de retransmissão; não garante uma transmissão íntegra ou ordenada; utiliza os "endereços IP como base para o direcionamento dos datagramas; descarta um datagrama se ele não for entregue ou se passar muito tempo trafegando na Internet; suas operações e padrões estão descritos em vários RFC s (Request for Comments) e IEN s (Iternet Engeneering Notes). Embora o protocolo IP não possua essas características, elas não deixam de ser importantes. Por isso, toda essa parte de consistência para a integridade dos dados transmitidos fica com o TCP. Estes protocolos foram criados separadamente para seguirem seus propósitos e para melhoria da comunicação entre redes criaram o TCP/IP. 3
2. SERVIÇOS NÃO ORIENTADOS À CONEXÃO O protocolo de transporte não orientado à conexão foi especificado para ser utilizado com serviços de rede muito confiáveis. Para estes casos, o protocolo de transporte não tem o overhead que teria se estivesse executando no modo orientado à conexão, aumentando, assim, a taxa efetiva de dados sobre a rede. Este protocolo é menos confiável do que o orientado à conexão e não garante a entrega, nem tampouco a ordenação das TPDU ao usuário de transporte de destino. Ele não é capaz de segmentar as TPDU e não possui controle de fluxo algum. Não sendo orientado à conexão, ele não necessita estabelecer, gerenciar e fechar conexões, tendo apenas que transmitir os dados. Nesse caso, são definidas duas primitivas de serviço: T-UNIDATA - request e T-UNIDATA - indication. Os parâmetros relacionados a estas primitivas de serviço são: Source Adress, Destination Adress, Quality Of Service e User-Data. Os parâmetros de endereço são usados para identificar TSAP - do originador e do destino. Enquanto que o parâmetro de qualidade de serviço está relacionado ao controle de erro realizado por uma checksum. Quando uma primitiva de serviço é recebida por uma entidade de transporte, ela monta e envia uma UD-TPDU (Unidata TPDU) à entidade de transporte par. Se a soma verificadora estiver errada na recepção das UD- TPDU, as UD-TPDU erradas serão descartadas. Se a UD-TPDU for recebida sem erro ou sem soma verificadora, será emitida ao usuário destinatário a primitiva T-U NI DATA-indication. 2.1 TECNOLOGIAS DE REDES TOKEN RING Além da Ethernet, a alternativa mais comum de redes é uma tecnologia desenvolvida pela IBM, chamada token ring. A Ethernet depende de espaços aleatórios entre as transmissões para regular o acesso ao meio, ao passo que o token ring implementa um sistema de acesso ordenado e estrito. Uma rede token ring organiza os nós em um anel lógico, como demonstrado a seguir. Os nós encaminham os frames em uma direção em volta do anel e removem o frame quando este dá uma volta completa no anel. 1. O anel é iniciado criando um token (ou ficha), que é um tipo especial de frame que dá à estação a permissão para transmitir. 2. O token circula no anel como qualquer outro frame até encontrar uma estação que queira transmitir dados. 3. Essa estação captura o token e substitui o frame do token por um frame que carrega os dados. Esse frame circula na rede. 4. Quando esse frame de dados retorna à estação transmissora, a estação remove o frame de dados, cria um novo token e o encaminha para o próximo nó do anel. Os nós da rede token ring não buscam um sinal que carrega dados ou colisões. A presença do token assegura que a estação pode transmitir dados sem que outra estação a interrompa. As estações só transmitem um único frame de dados antes de passar o token. Por isso, cada estação no anel terá 4
uma chance para transmitir dados de maneira estrita e justa. Geralmente, as redes token ring transmitem dados numa velocidade de 4 ou 16 Mbps. O padrão FDDI (Fiber-distributed data interface) é outra tecnologia que utiliza tokens e que opera em um par de anéis de fibra óptica. Cada anel passa um token em direções opostas. As redes FDDI ofereciam velocidades de transmissão de 100 Mbps. Inicialmente, esse tipo de padrão se tornou muito popular para as redes de alta velocidade. Com a criação da Ethernet de 100 Mbps, que é mais barata e mais fácil de administrar, o padrão FDDI se tornou menos popular. 5