Termo de Compromisso para Publicidade



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Transcrição:

Termo de Compromisso para Publicidade Eu,, responsável técnico da pessoa jurídica, (RAZÃO SOZIAL) CNPJ declaro que o nome a ser utilizado para publicidade será. (NOME FANTASIA) Declaro ainda, que tomei conhecimento do Código de Ética Médica (Resolução 1.931/2009) e a Resolução do CFM 1701/03 pertinente à publicidade, das quais recebi as cópias correspondentes, assumindo o compromisso de seu cumprimento. Fui informado também da necessidade de consultar a CODAME (Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos), frente a qualquer dúvida na interpretação das normas mencionadas. Diretor(a) Técnico(a) Testemunha Testemunha

Código de Ética Resolução CFM nº 1.931, DE 17.09.2009 (D.O.U 24.09.09) É vedado ao médico: Capítulo III - Responsabilidade Profissional Art. 17 - Deixar de cumprir, salvo por motivo justo, as normas emanadas dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina e de atender às suas requisições administrativas, intimações ou notificações, no prazo determinado. Capítulo XIII - Publicidade Médica É vedado ao médico: Art. 111 - Permitir que sua participação na divulgação de assuntos médicos, em qualquer meio de comunicação de massa, deixe de ter caráter exclusivamente de esclarecimento e educação da sociedade. Art. 112 - Divulgar informação sobre o assunto médico de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico. Art. 113 - Divulgar, fora do meio científico, processo de tratamento ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido cientificamente por órgão competente. Art. 114 - Consultar, diagnosticar ou prescrever por qualquer meio de comunicação de massa. Art. 115 - Anunciar títulos científicos que não possa comprovar e especialidade ou área de atuação para qual não esteja qualificado e registrado no Conselho Regional de Medicina.

RESOLUÇÃO CFM Nº 1.701/2003 (Texto consolidado de acordo com retificações publicadas no D.O.U. em 22.12.03 e em 13.01.04) Estabelece os critérios norteadores da propaganda em Medicina, conceituando os anúncios, a divulgação de assuntos médicos, o sensacionalismo, a autopromoção e as proibições referentes à matéria. O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, no uso das atribuições que lhe confere a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e CONSIDERANDO que cabe ao CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA trabalhar por todos os meios ao seu alcance e zelar pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente; CONSIDERANDO a necessidade de uniformizar e atualizar os procedimentos para a divulgação de assuntos médicos em todo o território nacional; CONSIDERANDO a necessidade de solucionar os problemas que envolvem a divulgação de assuntos médicos visando ao esclarecimento da opinião pública; CONSIDERANDO que os anúncios médicos deverão obedecer a legislação vigente;

CONSIDERANDO o Decreto-Lei nº 20.931/32, o Decreto-Lei nº 4.113/42 e o disposto no Código de Ética Médica; CONSIDERANDO que a publicidade médica deve obedecer exclusivamente a princípios éticos de orientação educativa, não sendo comparável à publicidade de produtos e práticas meramente comerciais; CONSIDERANDO que o atendimento a estes princípios é inquestionável prérequisito para o estabelecimento de regras éticas de concorrência entre médicos, serviços, clínicas, hospitais e demais empresas registradas nos Conselhos Regionais de Medicina; CONSIDERANDO as diversas resoluções sobre o tema editadas por todos os Conselhos Regionais; CONSIDERANDO, finalmente, o decidido na sessão plenária de 10 de setembro de 2003. RESOLVE: Art. 1º - Entender-se-á por anúncio a comunicação ao público, por qualquer meio de divulgação, de atividade profissional de iniciativa, participação e/ou anuência do médico. Art. 2º - Os anúncios médicos deverão conter, obrigatoriamente, os seguintes dados: a) a) Nome do profissional; b) b) Especialidade e/ou área de atuação quando devidamente registrada no Conselho Regional de Medicina; c) c) Número da inscrição no Conselho Regional de Medicina. Parágrafo único - As demais indicações dos anúncios deverão se limitar ao preceituado na legislação em vigor. Art. 3º - É vedado ao médico: a) a) anunciar que trata de sistemas orgânicos, órgãos ou doenças específicas, por induzir a confusão com divulgação de especialidade; b) b) anunciar aparelhagem de forma a que lhe atribua capacidade privilegiada; c) c) participar de anúncios de empresas ou produtos ligados à Medicina; d) d) permitir que seu nome seja incluído em propaganda enganosa de qualquer natureza; e) e) permitir que seu nome circule em qualquer mídia, inclusive na Internet, em matérias desprovidas de rigor científico; f) f) fazer propaganda de método ou técnica não aceitos pela comunidade científica;

g) g) expor a figura de paciente seu como forma de divulgar técnica, método ou resultado de tratamento, ainda que com a autorização expressa deste, ressalvado o disposto no artigo 10 desta resolução; h) h) anunciar a utilização de técnicas exclusivas; i) i) oferecer seus serviços através de consórcio ou similares; j) j) garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento. (TEXTO ART. 3º RETIFICADO -D.O.U. DE 22 DEZ. 2003, SEÇÃO I, PAG. 106) Art. 4º - Sempre que em dúvida, o médico deverá consultar a Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (CODAME) dos Conselhos Regionais de Medicina, visando enquadrar o anúncio dentro dos dispositivos legais e éticos. Art. 5º - Nos anúncios de clínicas, hospitais, casas de saúde, entidades de prestação de assistência médica e outras instituições de saúde, deverá constar, sempre, o nome do diretor técnico e sua correspondente inscrição no Conselho Regional em cuja jurisdição se localize o estabelecimento de saúde. Parágrafo único - Pelos anúncios dos estabelecimentos de saúde respondem, perante o Conselho Regional de Medicina, os seus diretores técnicos. Art. 6º - Nas placas internas ou externas, as indicações deverão se limitar ao previsto no artigo 2º e seu parágrafo único. Art. 7º - Caso o médico não concorde com o teor das declarações a si atribuídas em matéria jornalística, as quais firam os ditames desta Resolução, deve encaminhar ofício retificador ao órgão de imprensa que a divulgou e ao Conselho Regional de Medicina sem prejuízo de futuras apurações de responsabilidade. (ART. 7º RETIFICADO - D.O.U. DE 13 JAN 2004, SEÇÃO I, PAG. 71) Art. 8º - O médico pode, usando qualquer meio de divulgação leiga, prestar informações, dar entrevistas e publicar artigos versando sobre assuntos médicos de fins estritamente educativos. Art. 9º - Por ocasião das entrevistas, comunicações, publicações de artigos e informações ao público, o médico deve evitar sua autopromoção e sensacionalismo, preservando, sempre, o decoro da profissão. Parágrafo 1º - Entende-se por autopromoção a utilização de entrevistas, informações ao público e publicações de artigos com forma ou intenção de: a) a) angariar clientela; b) b) fazer concorrência desleal; c) c) pleitear exclusividade de métodos diagnósticos e terapêuticos; d) d) auferir lucros de qualquer espécie; e) e) permitir a divulgação de endereço e telefone de consultório, clínica ou serviço.

Parágrafo 2º - Entende-se por sensacionalismo: a) a) a divulgação publicitária, mesmo de procedimentos consagrados, feita de maneira exagerada e fugindo de conceitos técnicos, para individualizar e priorizar sua atuação ou a instituição onde atua ou tem interesse pessoal; b) b) utilização da mídia, pelo médico, para divulgar métodos e meios que não tenham reconhecimento científico; c) c) a adulteração de dados estatísticos visando beneficiar-se individualmente ou à instituição que representa, integra ou o financia; d) d) a apresentação, em público, de técnicas e métodos científicos que devem limitar-se ao ambiente médico; e) e) a veiculação pública de informações que causem intranqüilidade à sociedade. Art. 10 - Nos trabalhos e eventos científicos em que a exposição de figura de paciente for imprescindível, o médico deverá obter prévia autorização expressa do mesmo ou de seu representante legal. Art. 11 - Quando da emissão de boletins médicos, os mesmos devem ser elaborados de modo sóbrio, impessoal e verídico, preservando o segredo médico. Parágrafo 1º - Os boletins médicos poderão ser divulgados através do Conselho Regional de Medicina, quando o médico assim achar conveniente. Parágrafo 2º - Os boletins médicos, nos casos de pacientes internados em estabelecimentos de saúde, deverão sempre, ser assinados pelo médico assistente e subscritos pelo diretor clínico da instituição ou, em sua falta, por seu substituto. Art. 12 - O médico não deve permitir que seu nome seja incluído em concursos ou similares, cuja finalidade seja escolher o médico do ano, destaque ou melhor médico. Art. 13 - Os sites para assuntos médicos deverão receber resolução específica. Art. 14 - Os Conselhos Regionais de Medicina manterão uma Comissão Permanente de Divulgação de Assuntos Médicos (CODAME) composta, minimamente, por três membros. Art. 15 - A Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos terá como finalidade: a) a) emitir pareceres a consultas feitas ao Conselho Regional de Medicina a respeito de publicidade de assuntos médicos, interpretando pontos duvidosos, conflitos e omissões;

b) b) convocar os médicos e pessoas jurídicas para esclarecimentos quando tomar conhecimento de descumprimento das normas éticas sobre a matéria, devendo determinar a imediata suspensão do anúncio; c) c) propor instauração de sindicância nos casos que tenham características de infração ao Código de Ética Médica; d) d) rastrear anúncios divulgados em qualquer mídia, inclusive Internet, adotando as medidas cabíveis sempre que houver desobediência a esta resolução; e) e) providenciar para que a matéria relativa a assunto médico, divulgado pela imprensa leiga, não ultrapasse, em sua tramitação na Comissão, o prazo de 60 (sessenta) dias; f) f) aprovar previamente o teor de outdoors, placas expostas ao ar livre, ou similares. (ART. 15 RETIFICADO - D.O.U. DE 22 DEZ. 2003, SEÇÃO I, PAG. 106) Art. 16 - A presente resolução entra em vigor na data de sua publicação e ficam revogadas todas as disposições em contrário, e especialmente a Resolução CFM nº 1.036/80. Brasília-DF, 10 de setembro.de 2003 EDSON DE OLIVEIRA ANDRADE Presidente RUBENS DOS SANTOS SILVA Secretário-Geral

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS A questão da publicidade médica vem assumindo proporções importantes, mercê de disputa crescente pelo mercado, aumento da oferta de serviços e moderna tecnologia dos meios de divulgação. Os aspectos éticos que permeiam a publicidade médica são aqueles prescritos nos artigos 111 a 118 do Código de Ética Médica. As divulgações inverídicas, sensacionalistas e de fator que não tenha clara comprovação devem ser melhor definidas, estabelecendo-se um nítido balizamento ético, e ser objeto de resolução que abranja todos os médicos do país, bem como as instituições de saúde. Apesar de a Resolução CFM nº 1.931/2009 ser ainda moderna, necessário se faz um refinamento em razão da nova realidade médica e das técnicas de divulgação. A presente proposição de resolução visa atingir este objetivo, chamando atenção para aspectos tais como: a) a proibição de não se anunciar tratamento de sistema orgânico ou doenças específicas, para não gerar confusão ao usuário ou especialidade; b) a proibição de utilização da rede mundial de computadores para veiculação de matérias desprovidas de embasamento científico; c) a necessidade da sistemática consulta ao CODAME para verificação da eticidade da divulgação; d) a importância do diretor técnico na decisão da divulgação de clínicas e serviços; e) as definições de autopromoção e sensacionalismo; f) a definição de boletins médicos e atribuições da CODAME. Entendemos, assim, que esta proposta atende e contempla todas as situações que hoje se apresentam, dirimindo dúvidas que a Resolução CFM nº 1.931/2009, pela defasagem de tempo, deixa obscuras.