Soquetes para o processador Nos primeiros equipamentos 286, os soquetes eram bem simples. Para a remoção do processador, era necessária a utilização de uma chave de fenda. Nos processadores 386DX, isso ainda acontecia - o processador 386SX, por outro lado, era soldado diretamente na placa, sem soquete, e não podia ser substituído. Apenas com o aparecimento da família 486 é que surgiu o tipo de soquete que utilizava uma espécie de alavanca para o travamento do processador, tornando o processo de substituição dos processadores muito mais rápido e seguro. Lá pelo meio da década de 90, a maioria dos fabricantes utilizava o soquete 7. Processadores como o Intel Pentium MMX, AMD K5, K6, K6-2, 6x86MX, 6x86MII e o IDT C6 tinham esse tipo de encaixe, e permitiam a sua utilização com a maioria das motherboards soquete 7, indistintamente - bastava que o BIOS suportasse o processador. De alguns anos para cá, os fabricantes de processadores passaram a ser exclusivistas: começaram a utilizar encaixes diferentes - com a desculpa do aumento de desempenho e da facilidade de manuseio -, bem como estruturas internas diferentes, o que impossibilita o uso de uma mesma placa-mãe para tipos diversos de processador. Com isso, hoje, o consumidor que quiser substituir um processador de uma determinada marca por outro de marca diferente tem de, também, substituir a motherboard. Soquete 7 Sem dúvida, um dos soquetes mais difundidos no mundo da informática. Permitia a utilização de diversos processadores diferentes, como o AMD K6-2 e os MIII da Cyrix, além, é claro, dos processadores Pentium da Intel. As placas-mãe soquete 7 eram fabricadas em duas linhas distintas. A primeira, fabricada até 1997, operava com barramento de 66 MHz e suportava os processadores Pentium comuns, os MMX e processadores K6 até 233MHz. A segunda linha - mais
conhecida como Super 7 - operava com barramento de 100 MHz, e era compatível com os processadores AMD K6-2 e K6-3. Soquete 370 O Soquete 370 tem "aparência" similar à do soquete 7, só que possui muito mais pinos. Este soquete, que tem a mesma pinagem do Slot 1, é destinado a processadores Intel Celeron e Pentium III. Algumas placas-mãe com esse tipo de soquete são incompatíveis com os Pentium III, por causa de diferenças quanto à tensão de alimentação. Slot 1 Desenvolvido pela Intel para o Pentium II, e também para alguns modelos do Celeron e do Pentium III. Como esses processadores usavam o cache L2 externo, acabaram tornando-se muito grandes para caber no soquete 370. Mesmo o Slot 1 tendo a mesma pinagem do soquete 370, mecanicamente os conectores são diferentes: enquanto o 370 é quadrado, como os soquetes tradicionais, o Slot 1 é linear, parecido com um slot para uma "fita" do Atari 2600. Aliás, nada mais apropriado, já que os processadores desta linha vinham envoltos por uma espécie de cartucho parecido com os dos antigos videogames. Alguns modelos de processador com encaixe tipo soquete 370 como o Celeron PPGA (PPGA é um formato de encapsulamento (aparência externa) de circuitos integrados. Cada tipo de processador - que, no fundo, é um circuito integrado "anabolizado" - usa um tipo diferente de encapsulamento) podem ser encaixados no Slotl com o auxílio de um adaptador 370/Slot1, facilmente encontrado em lojas especializadas. Alguns modelos de placa traziam um recurso interessante: dispunham do Slot l e também do soquete 370, o que permitia a utilização de um processador Pentium II ou de um Celeron PPGA (obviamente, não ao mesmo tempo). Esse tipo de placa era muito útil para quem não quisesse ter de se preocupar em substituir sua placa, caso optasse, mais tarde, por um upgrade.
Slot A O Slot A foi desenvolvido pela AMD, e é fisicamente parecido com o modelo Slot l da Intel, diferenciando-se deste apenas pela existência de um pino central que divide o encaixe em dois. Isso impede que os usuários tentem encaixar processadores AMD em uma placa compatível com o Slot 1. O Slot A teve vida curta. Ele equipou Slot A apenas os primeiros modelos dos processadores Athlon, tendo sido descontinuado pouco tempo depois por causa de seu alto custo de produção. O Slot A não suporta os modelos de Athlon mais atuais, como o Athlon Thunderbird, e também não aceita nenhum tipo de adaptador. Soquete A O soquete A substituiu o Slot A, e hoje é utilizado em todos os processadores Athlon Thunderbird e Duron. Os modelos de motherboard que utilizam este tipo de soquete suportam tanto os processadores Athlon como os modelos Duron, com exceção dos modelos Athlon que utilizam frequência de barramento igual ou superior a 133 MHz. Soquete 478 O soquete 478 é o modelo utilizado para os processadores Pentium 4 Northwood. Ele continua proporcionando desempenho inferior ao de seus rivais da AMD, mas a Intel está sempre incrementando seus modelos com novas tecnologias, como o Front Side Bus de 800MHz e a tecnologia Hyper-Threading.
Soquete 940 Este soquete é utilizado nos processadores Athlon 64 FX, e também no processador Opteron, ambos oferecendo um cache L2 de l MB. Esse novo soquete traz 940 pinos. Os processadores que são encaixáveis nesse soquete funcionam somente com memórias ECC, muito mais caras que os módulos de memória DDR. Soquete 754 O soquete 754 é o modelo utilizado para os processadores Athlon 64 que possuem 754 pinos. Esses processadores são a versão mais simples da família Athlon 64, sendo compatíveis com os módulos de memória DDR 400MHz. As placas produzidas para um Athlon 64 não são compatíveis com os processadores Athlon 64FX, principalmente por causa da diferença entre os soquetes, e de sua arquitetura geral, que é um pouco mais simples. Soquete LGA-775 O soquete 775 marcou a migração para o padrão LGA, onde os pinos foram movidos do processador para o soquete, encurtando o comprimento das trilhas e permitindo assim o uso de frequências ligeiramente mais altas. Com a possível exceção do antigo soquete 7, o 775 é o soquete de maior longevidade da Intel. Ele foi introduzido com o lançamento do Pentium 4 com core Cedar Mill, foi usado durante a era Pentium D e continuou na ativa durante toda a era Core 2 Duo e Core 2 Quad, sendo aposentado apenas com a introdução do Core i7.
Soquete LGA-1366 A introdução do Nehalem marcou a migração da Intel para o uso de controladores de memória integrados. Com isso, o número de contatos no processador aumentou bastante, dando origem ao LGA-1366 usado pelos Core i7 baseados no Bloomfield, com suporte a triple-channel. Soquete LGA-1156 O LGA-1156 é a versão "desktop" do LGA-1366, usado pelos Core i7 e Core i5 baseados no core Lynnfield. As duas grandes diferenças entre as duas famílias é o uso do controlador PCI-Express integrado e o uso de um controlador de memória dual-channel (que levou à redução no número de contatos). O LGA-1156 marcou também o fim da ponte-norte do chipset, movida para dentro do processador.