Introdução a Computação



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Transcrição:

O que é um SO? Introdução a Computação Sistemas Operacionais PII Consiste em: Hardware Programas de Sistema Programas de Aplicativos 1 2 O que é um SO? Hardware não proporciona controle de alto nível disponível para usuários Linguagem de Montagem Extremamente difícil desenvolver programas que utilizem corretamente e eficientemente todos os componentes de hardware O que é um SO? Um SO é um conjunto de programas, implementados tanto em software quanto em firmware, que torna o hardware possível de ser utilizado. Extende a máquina m escondendo características difíceis do hardware Apresenta ao usuário uma máquina m virtual fácil de se lidar 3 4 SO - Funções Apresenta ao usuário uma máquina mais flexível e adequada para se programar do que aquela que o hardware nu apresenta Gerencia e cria abstração para: Processos Memória E/S Informações Proteção e Segurança entre outros... Década de 40 e 50 Na década d de 40, os primeiros computadores digitais não possuíam SO; Os programas em linguagem de máquina m eram entrados em cartões perfurados e as linguagens assembly foram desenvolvidas para acelerar o processo de programação O primeiro SO foi desenvolvido pela GM Laboratories no início da década d de 50 para o computador IBM 701; Os sistemas operacionais da década d de 50 eram do tipo lote (batch) 5 6

Exemplo de Sistema em batch: Primeiro, o programador traz os cartões a serem lidos; depois alguém coloca a fita onde será gravada a leitura; computador processa (maior porte); outro computador imprime o resultado Década de 60 Os SOs da década de 60 também eram do tipo lote, mas passaram a utilizar melhor os recursos do computador, executando vários jobs de uma só vez; Grandes inovações foram introduzidas através das quais pode-se obter um paralelismo entre operações de E/S e a execução de instruções pela UCP interrupções e canais autônomos de E/S multiprogramação (vários jobs são mantidos na memória ao mesmo tempo) introdução de dispositivos de acesso aleatório Surgem os SOs de tempo repartido (time-sharing) motivados pela necessidade de se aumentar a produtividade do programador Surgem os SOs de tempo real (real time) para atender às necessidades de certas aplicações que exigem que o sistema reaja na ocorrência de certos eventos em rígidos limites de tempo. 7 8 Estrutura de um job (conjunto de programas) típico Década de 70 Predomínio dos SOs de tempo repartido que suportam processamento em lote e aplicações de tempo real; O protocolo de comunicações TCP/IP tornou-se largamente utilizado e as LANs tornaram-se mais práticas e econômicas com o surgimento do padrão Ethernet desenvolvido pela Xerox. 9 10 Compartilhamento de memória entre processos num sistema Multiprogramado Década de 80 Desenvolvimento e popularização do modelo cliente/servidor e dos So s de rede que provêem facilidades para o compartilhamento de recursos através da rede e incluem mecanismos de comunicação que permitem a processos executando em diferentes máquinas trocarem mensagens entre si; Um computador executando um sistema operacional de rede atua de forma autônoma com relação aos demais computadores conectados em sua rede. No entanto, ele é ciente da existência dos mesmos e é capaz de se comunicar e compartilhar recursos com os mesmos. 11 12

Década de 90 SOs Distribuídos: Conjunto de módulos de, no mínimo, processador e memória interligados através de um subsistema de comunicação de topologia arbitrária. Principal característica: descentralização do controle Um SO distribuído deve se apresentar aos usuários como um sistema operacional centralizado, mas que, na realidade, tem suas funções executadas por um conjunto de máquinas independentes O ponto fundamental neste tipo de sistema é o conceito de transparência: o usuário percebe este conjunto de máquinas como se fosse uma única máquina centralizada Década de 90 A conectividade é facilitada através de padrões desenvolvidos por grupos internacionais como a International Organization for Standartization, o CCITT, Open software Fundation, X/Open e outros; Adoção da filosofia de sistemas abertos; Popularização da Internet. 13 14 Tipos de SO SO de... : MainFrames Servidores Multiprocessados Computadores Pessoais Dispositivos móveis Tempo-Real Sistemas Embarcados (microondas, tv...) Cartões Inteligentes Instruções Surgiram com os sistemas multiprogramados para garantir que a atividade errônea ou maliciosa de um programa não cause interferência ou destruição de outro Introduz-se no hardware dois estágios: usuário supervisor Para executar uma instrução privilegiada, o usuário é obrigado a mudar o estado da máquina para supervisor através de instrução do tipo chamadas ao sistema que desvia o programa para uma rotina do SO 15 16 Chamadas ao sistema são funções que o programador pode chamar, requerendo serviços oferecidos pelo sistema operacional. Normalmente elas envolvem o acesso a dados e recursos que usuários não podem acessar diretamente. Criação de um novo processo Leitura e escrita de blocos de arquivos no disco Estabelecimento de uma conexão de rede com um computador remoto Para realizar uma chamada ao sistema, deve-se link editar ao programa uma biblioteca do sistema. Quando uma chamada ao sistema é realizada, um chaveamento do modo usuário para o modo núcleo (ou kernel) é automaticamente realizada através de uma interrupção de software conhecida como trap As chamadas ao sistema provêem a interface entre um processo e o SO. Estão disponíveis em assembly, mas muitos sistemas como Unix e Windows também as disponibilizam através de linguagens de alto nível como C, C++ e Perl 17 18

Os programas utilizam constantemente chamadas ao sistema. Por exemplo, para realizar uma simples leitura em um arquivo são necessários vários passos: Existe 11 passos para fazer a chamada ao sistema read(fd, buffer, nbytes) 19 20 Para realizar a passagem de parâmetros à uma chamada ao sistema o processo normalmente utiliza uma das seguintes abordagens Diretamente através de registradores; Através de blocos ou tabelas em memória Através da pilha de execução A utilização das chamadas ao sistema é normalmente escondida do programador pelos compiladores. As chamadas ao sistema podem ser classificadas nas seguintes categorias: 21 22 23 24

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