Capítulo 1. Redes de computadores e a Internet



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Transcrição:

Capítulo 1 Redes de computadores e a Internet

Redes de computadores I Prof.: Leandro Soares de Sousa E-mail: leandro.uff.puro@gmail.com Site: http://www.ic.uff.br/~lsousa Não deixem a matéria acumular!!! Datas das avaliações, exercícios propostos, transparências,... no site!

Para que servem as redes de computadores? 3

Para que servem as redes de computadores? Para os computadores trocarem informações? Será? 4

Para que servem as redes de computadores? Para os computadores trocarem informações? Será? Não! Isso é uma consequência. 5

Para que servem as redes de computadores? As redes de computadores foram criadas para executar aplicações distribuídas. Uma aplicação distribuída executa parte em um computador e parte em outro (ou milhões deles) 6

Para que servem as redes de computadores? As redes de computadores foram criadas para executar aplicações distribuídas. Uma aplicação distribuída executa parte em um computador e parte em outro (ou milhões deles) Exemplos: Correio eletrônico (e-mail), Web, Compartilhamento de Arquivos, FTP, TELNET,... 7

Para que servem as redes de computadores? As redes de computadores foram criadas para executar aplicações distribuídas. Uma aplicação distribuída executa parte em um computador e parte em outro (ou milhões deles) Exemplos: Correio eletrônico (e-mail), Web, Compartilhamento de Arquivos, FTP, TELNET,... Aplicação distribuída: Web Cliente Web: Firefox, IE, Chrome,... Servidor Web: Apache, Microsoft IIS,... 8

Para que servem as redes de computadores? 9 As redes de computadores foram criadas para executar aplicações distribuídas. Uma aplicação distribuída executa parte Reparem em umque todos esses computador e parte em outro (ou milhões deles) produtos executam uma única Exemplos: Correio eletrônico (e-mail), Web, aplicação! Compartilhamento de Arquivos, FTP, TELNET,... Aplicação distribuída: Web Cliente Web: Firefox, IE, Chrome,... Servidor Web: Apache, Microsoft IIS,...

Como esses computadores se interligam para formar uma rede? Será assim? 10

Como esses computadores se interligam para formar uma rede? Claro que não! 11

Como esses computadores se interligam para formar uma rede? Efeito esgoto de Copacabana! Infraestrutura 12

O que está fora dessa infraestrutura são hospedeiros (hosts)! 13

?!?!?!?!?!?!?!?!?!?! 3G/4G Bluetooth/Zigbee Dicado/ DSL/HFC(Cabo) HTTF/Rádio... Conexão Ethernet Wifi 14

?!?!?!?!?!?!?!?!?!?! Aplicações Youtube / Facebook / Whatsup / Gmail / MMOG... 15

?!?!?!?!?!?!?!?!?!?! TCP/UDP Comunicação entre as aplicações distribuídas 16

?!?!?!?!?!?!?!?!?!?! 17 Encaminhamento e Roteamento IP/ICMP/BGP/OSPF/RIP...

18 O programador tem que se preocupar em como os bits transitam nas diversas tecnologias?

19 O programador tem que se preocupar com o caminho da informação até o seu destino?

20? O programador tem que observar se deu certo a comunicação?

?!?!?!?!?!?!?!?!?!?! Gerenciamento? Congestionamento? Velocidade? Confiabilidade? Segurança? Acomodar novas tecnologias? 21

?!?!?!?!?!?!?!?!?!?! Observaram que é necessário um sistema (ou vários) para que essas coisas aconteçam? Que esse sistema é complexo? 22

23 Solução: Estratégia do Jack, o estripador Vamos por partes

Pilha de protocolos da Internet Estrutura da Internet: como ela é organizada para realizar o serviço (Ex.: Serviço dos Correios) aplicação: dá suporte a aplicações de rede Transporte Rede IP, protocolos de roteamento (roteadores) enlace: transferência de dados entre elementos de rede vizinhos Aplicação TCP, UDP (hospedeiros) rede: roteamento de datagramas da origem até o destino FTP, SMTP, HTTP (web) (hospedeiros) transporte: transferência de dados host-ahost 24 PPP, Ethernet, wifi (switches) física: bits no fio (hubs) Enlace Física

Pilha de protocolos da Internet Usuários Aplicativos 25 Jogos, Google,IE, Firefox, Apache, Youtube, APPs.. Facebook, BitTorrent... FTP, SMTP, HTTP... Aplicação hospedeiros TCP e UDP Transporte hospedeiros IP, ICMP, protocolos de roteamento... Rede roteadores PPP, Ethernet, 802.11... Bits no fio Enlace Switches, Torres de celular, Pontos de acesso Wifi Física hubs

Como está organizado o curso (partindo do livro texto) Capítulo 1: Redes de computadores e a Internet uma visão geral! Capítulo 2: A camada de aplicação Capítulo 3: A camada de transporte Capítulo 4: A camada de rede Capítulo 5: A camada de enlace (wired) Capítulo 6: A camada de enlace (wireless) Capítulo 7: Redes multimídia Capítulo 8: Segurança em redes Capítulo 9: Gerenciamento de redes Redes de computadores I e II Como estudar para essa disciplina? 26 Aplicação Transporte Rede Enlace Física

Sumário 1.1 O que é a Internet? 1.2 A periferia da Internet 1.3 O núcleo da rede 1.4 Atraso, perda e vazão em redes de comutação por pacotes 1.5 Camadas de protocolos e seus modelos de serviço 1.6 Redes sob ameaça 1.7 História das redes de computadores e da Internet 27

Sumário 1.1 O que é a Internet? 1.2 A periferia da Internet 1.3 O núcleo da rede 1.4 Atraso, perda e vazão em redes de comutação por pacotes 1.5 Camadas de protocolos e seus modelos de serviço 1.6 Redes sob ameaça 1.7 História das redes de computadores e da Internet 28

29 O que é a Internet? Alguns componentes da Internet

Uma descrição dos componentes da rede Sistemas finais são conectados entre si por enlaces (links) de comunicação e comutadores (switches e roteadores) de pacotes. Eles acessam a Internet por meio de Provedores de Serviços de Internet. Os sistemas finais, os comutadores de pacotes e outras peças da Internet executam protocolos que controlam o envio e o recebimento de informações. O TCP e o IP são dois dos mais importantes da Internet. 30

31 Uma descrição do serviço Os sistemas finais ligados à Internet oferecem uma Interface de Programação de Aplicação (API). Ela especifica como o programa solicita à infraestrutura da Internet que envie dados a um programa de destino específico. Essa API da Internet é um conjunto de regras que o software emissor deve cumprir para que a Internet seja capaz de enviar os dados ao programa de destino.

32 Uma descrição do serviço A infraestrutura de comunicação permite o uso de aplicações distribuídas: WWW, e-mail, jogos, comércio eletrônico, compartilhamento de arquivos (MP3) Serviços de comunicação disponibilizados: sem conexões não confiável (UDP) orientado a conexões e confiável (TCP)

Uma descrição do serviço Protocolos: controlam o envio e recepção de mensagens Internet: rede de redes ex., TCP, IP, HTTP, FTP, PPP livremente hierárquica Internet pública versus Intranet privada Padrões Internet: RFC: Request for comments IETF: Internet Engineering Task Force 33

O que é um protocolo? Protocolos humanos: que horas são? tenho uma dúvida apresentações 34 msgs específicas são enviadas ações específicas são realizadas quando as msgs são recebidas, ou acontecem outros eventos Protocolos de rede: máquinas ao invés de pessoas todas as atividades de comunicação na Internet são governadas por protocolos

O que é um protocolo? Protocolos definem o formato, ordem das mensagens enviadas e recebidas pelas entidades da rede, e ações tomadas quando da transmissão ou recepção de mensagens 35

O que é um protocolo? 36 Um protocolo humano e um protocolo de rede de computadores

Sumário 1.1 O que é a Internet? 1.2 A periferia da Internet 1.3 O núcleo da rede 1.4 Atraso, perda e vazão em redes de comutação por pacotes 1.5 Camadas de protocolos e seus modelos de serviço 1.6 Redes sob ameaça 1.7 História das redes de computadores e da Internet 37

38 A periferia da Internet Sistemas finais (hosts): rodam programas de aplicação ex., WWW, e-mail na borda da rede Modelo cliente/servidor o host cliente faz os pedidos, são atendidos pelos servidores ex., cliente WWW (browser)/ servidor; cliente/servidor de email modelo peer-peer: uso mínimo (ou nenhum) de servidores dedicados ex.: Gnutella, BitTorrent

A periferia da Internet: serviço orientado à conexões Objetivo: transferência de dados entre sistemas finais. handshaking: inicialização (prepara para) a transferência de dados Alô, alô protocolo humano inicializa o estado em dois hosts que desejam se comunicar TCP - Transmission Control Protocol serviço orientado a conexão da Internet serviço TCP [RFC 793] transferência de dados através de um fluxo de bytes ordenados e confiável perda: reconhecimentos e retransmissões controle de fluxo : transmissor não inundará o receptor controle de congestionamento : transmissor diminui a taxa de transmissão quando a rede está congestionada. 39

A periferia da Internet: serviço sem conexão 40 Objetivo: transferência de dados entre sistemas finais (mesmo que antes!) UDP - User Datagram Protocol [RFC 768]: serviço sem conexão transferência de dados não confiável não controla o fluxo nem congestionamento Aplicações que usam TCP: HTTP (WWW), FTP (transferência de arquivo), Telnet (login remoto), SMTP (e-mail) Aplicações que usam UDP: streaming media, teleconferência, telefonia Internet

41 Redes de acesso Rede física que conecta um sistema final ao primeiro roteador de um caminho partindo de um sistema final até outro qualquer ( roteador de borda ).

doméstico: DSL, cabo, FTTH, discado e satélite 42 Os dois tipos de acesso residencial banda largas predominantes são: a linha digital de assinante (DSL) ou a cabo (HFC). A linha telefônica conduz, simultaneamente, dados e sinais telefônicos tradicionais, que são codificados em frequências diferentes: um canal downstream de alta velocidade, com uma banda de 50 khz a 1 MHZ; um canal upstream de velocidade média, com uma banda de 4 khz a 50 khz; um canal de telefone bidirecional comum, com uma banda de 4 khz.

doméstico: DSL, cabo, FTTH, discado e satélite 43 Embora o DSL utilize a infraestrutura de telefone local da operadora, o acesso à Internet via cabo utiliza a infraestrutura de TV a cabo da operadora de televisão. O acesso à Internet via cabo necessita de modems especiais.

doméstico: DSL, cabo, FTTH, discado e satélite à Internet por DSL Multiplexador digital de acesso à linha do assinante 44

doméstico: DSL, cabo, FTTH, discado e satélite Uma rede de acesso híbrida fibra-coaxial (HFC) Sistema de término do modem a cabo 45

doméstico: DSL, cabo, FTTH, discado e satélite 46 O conceito da FTTH é simples (Fiber To The Home) oferece um caminho de fibra ótica da CT (central telefônica) diretamente até a residência. Estratégias: AON (Ativas Cap.5 Ethernet comutadas) / PON (Passivas - aqui) Terminal de Fibra Ótica Terminal de Linha Ótica

doméstico: DSL, cabo, FTTH, discado e satélite 47 Em locais onde DSL, cabo e FTTH não estão disponíveis, um enlace de satélite pode ser empregado para conexão em velocidades não maiores do que 1 Mbit/s. StarBand e HughesNet são dois desses provedores de acesso por satélite. O acesso discado por linhas telefônicas tradicionais é baseado no mesmo modelo do DSL. O acesso discado é terrivelmente lento em 56 kbits/s.

na empresa (e na residência): Ethernet e Wi-Fi a Internet por ethernet 48

49 Meios físicos O bit, ao viajar da origem ao destino, passa por uma série de pares transmissor-receptor, que o recebem por meio de ondas eletromagnéticas ou pulsos ópticos que se propagam por um meio físico. Alguns exemplos de meios físicos são par de fios de cobre trançado, cabo coaxial, cabo de fibra ótica, espectro de rádio terrestre e espectro de rádio por satélite. 3G (1Mbit/s), (130Mbit/s)?!?!? 4G-LTE (10Mbits/s), 4G-LTE-Advanced Os meios físicos se enquadram em duas categorias: meios guiados e meios não guiados.

Sumário 1.1 O que é a Internet? 1.2 A periferia da Internet 1.3 O núcleo da rede 1.4 Atraso, perda e vazão em redes de comutação por pacotes 1.5 Camadas de protocolos e seus modelos de serviço 1.6 Redes sob ameaça 1.7 História das redes de computadores e da Internet 50

51 O núcleo da rede O núcleo da rede

52 Comutação de pacotes Em uma aplicação mensagens entre si. de rede, sistemas finais trocam Para enviar uma mensagem de um sistema final de origem para um destino, a origem fragmenta mensagens longas em porções de dados menores, denominadas pacotes. Entre origem e destino, cada um deles percorre enlaces de comunicação e comutadores de pacotes. Há dois tipos principais de comutadores de pacotes: roteadores e comutadores de camada de enlace.

Transmissão armazena-e-reenvia 53 Significa que o comutador de pacotes deve receber o pacote inteiro antes de poder começar a transmitir o primeiro bit para o enlace de saída.

Transmissão armazena-e-reenvia 54 A figura abaixo ilustra uma rede simples de comutação de pacotes.

Tabelas de repasse e protocolos de roteamento 55 Cada roteador possui uma tabela de encaminhamento que mapeia os endereços de destino para enlaces de saída desse roteador. O processo de roteamento fim a fim é semelhante a um motorista que não quer consultar o mapa, preferindo pedir informações. Um protocolo de roteamento pode, por exemplo, determinar o caminho mais curto de cada roteador a cada destino e utilizar os resultados para configurar as tabelas de encaminhamento nos roteadores.

56 Comutação de circuitos As redes de telefonia tradicionais são exemplos de redes de comutação de circuitos (recursos alocados da origem ao destino fase de conexão e desconexão).

Multiplexação em redes de comutação de circuitos 57 Um circuito é implementado em um enlace por multiplexação por divisão de frequência (FDM) ou por multiplexação por divisão de tempo (TDM). A figura a seguir ilustra as técnicas FDM e TDM para um enlace de rede que suporta até quatro circuitos. Embora tanto a comutação de pacotes quanto a de circuitos predominem nas redes de telecomunicação de hoje, a tendência é, sem dúvida, a comutação de pacotes.

Multiplexação em redes de comutação de circuitos 58 Com FDM, cada circuito dispõe continuamente de uma fração da largura de banda. Com TDM, cada circuito dispõe de toda a largura de banda periodicamente, durante breves intervalos de tempo.

59 Comutação por pacotes X Comutação por circuitos?

Atravessando a rede 60 Condução dos pacotes dentro da rede Nível 1 IXP IXP ISP Regional Provedor de Conteúdo (Ex.: Google) Nível 1 IXP ISP Regional

Atravessando a rede 61 Condução dos pacotes dentro da rede Nível 1 IXP Via Cabo, I-Conecta, OI, GVT, Vivo, Claro, Net, ISP PredialNet,... Regional Provedor de Conteúdo (Ex.: Google) Nível 1 IXP IXP ISP Regional

Atravessando a rede 62 Condução dos pacotes dentro da rede Nível 1 IXP IXP OI, GVT, Vivo, Claro,... ISP Regional Provedor de Conteúdo (Ex.: Google) Nível 1 IXP ISP Regional

Atravessando a rede 63 Condução dos pacotes dentro da rede Nível 1 IXP IXP Embratel, Sprint, AT&T,... ISP Regional Provedor de Conteúdo (Ex.: Google) Nível 1 IXP ISP Regional

Atravessando a rede 64 Condução dos pacotes dentro da rede Nível 1 IXP Internet Exchange Point Mais de 300... ISP Mapeamentos, POPs... Regional Provedor de Conteúdo (Ex.: Google) Nível 1 IXP IXP ISP Regional

Atravessando a rede 65 Condução dos pacotes dentro da rede Nível 1 IXP IXP ISP Regional Provedor de Conteúdo (Ex.: Google) Nível 1 IXP ISP Regional

Sumário 1.1 O que é a Internet? 1.2 A periferia da Internet 1.3 O núcleo da rede 1.4 Atraso, perda e vazão em redes de comutação por pacotes 1.5 Camadas de protocolos e seus modelos de serviço 1.6 Redes sob ameaça 1.7 História das redes de computadores e da Internet 66

Uma visão geral de atraso em redes de comutação de pacotes 67 Um pacote começa em um sistema final (a origem), passa por uma série de roteadores e termina sua jornada em outro sistema final (o destino). Quando um pacote viaja de um nó ao nó, sofre, ao longo desse caminho, diversos tipos de atraso em cada nó.

Uma visão geral de atraso em redes de comutação de pacotes 68 Os mais importantes deles são: o atraso de processamento nodal, o atraso de fila, o atraso de transmissão e o atraso de propagação; juntos, eles se acumulam para formar o atraso nodal total. O desempenho de muitas aplicações da Internet é bastante afetado por atrasos na rede.

Uma visão geral de atraso em redes de comutação de pacotes O atraso nodal no roteador A 69

Atraso de fila e perda de pacote 70 Dependência entre atraso de fila médio e intensidade de tráfego (a pacotes por segundo)

Atraso de fila e perda de pacote 71 Quando o atraso de fila é grande e quando é insignificante? A resposta depende da velocidade de transmissão do enlace, da taxa com que o tráfego chega à fila e de sua natureza em rajadas. Uma das regras de ouro da engenharia de tráfego é: projete seu sistema de modo que a intensidade de tráfego não seja nunca maior do que 1 (ideal não chegue perto de 0,8).

Atraso de fila e perda de pacote 72 A fila é capaz de conter um número infinito de pacotes? O que acontece de fato é que um pacote pode chegar e encontrar uma fila cheia. Sem espaço disponível para armazená-lo, o roteador o descartará; isto é, ele será perdido. Uma perda de pacote é vista como um pacote que foi transmitido para o núcleo da rede, mas sem nunca ter emergido dele no destino.

Vazão nas redes de computadores 73 Para definir vazão, considere a transferência de um arquivo grande do hospedeiro A para o hospedeiro B por uma rede de computadores. A vazão instantânea a qualquer momento é a taxa (em bits/s) em que o hospedeiro B está recebendo o arquivo. Se o arquivo consistir em F bits e a transferência levar T segundos para o hospedeiro B receber todos os F bits, então a vazão média da transferência do arquivo é F/T bits/s.

Vazão nas redes de computadores 74 Vazão para uma transferência de arquivo do servidor ao cliente

Vazão nas redes de computadores 75 Vazão fim a fim: (a) O cliente baixa um arquivo do servidor; (b) 10 clientes fazem o download com 10 servidores

Sumário 1.1 O que é a Internet? 1.2 A periferia da Internet 1.3 O núcleo da rede 1.4 Atraso, perda e vazão em redes de comutação por pacotes 1.5 Camadas de protocolos e seus modelos de serviço 1.6 Redes sob ameaça 1.7 História das redes de computadores e da Internet 76

Arquitetura de camadas Uma viagem de avião: ações 77

Arquitetura de camadas Camadas horizontais da funcionalidade de linha aérea 78

79 Arquitetura de camadas A segunda figura dividiu a funcionalidade da linha aérea em camadas, provendo uma estrutura com a qual podemos discutir a viagem aérea. Note que cada camada, combinada com as que estão abaixo dela, implementa alguma funcionalidade, algum serviço. Uma arquitetura de camadas nos permite discutir uma parcela específica e bem definida de um sistema grande e complexo. Essa simplificação tem considerável valor intrínseco.

80 Camadas de protocolo Uma camada de protocolo pode ser executada em software, em hardware, ou em uma combinação dos dois. O sistema de camadas de protocolos tem vantagens conceituais e estruturais. Como vimos, a divisão em camadas proporciona um modo estruturado de discutir componentes de sistemas. A modularidade facilita a atualização de componentes de sistema.

81 Camada de aplicação A camada de aplicação é onde residem aplicações de rede e seus protocolos. Camada de transporte A camada de transporte da Internet carrega mensagens da camada de aplicação entre os lados do cliente e servidor de uma aplicação. Há dois protocolos de transporte na Internet: 1. TCP e 2. UDP.

Camada de rede 82 A camada de rede da Internet é responsável pela movimentação, de um hospedeiro para outro, de pacotes da camada de rede, conhecidos como datagramas. Camada de enlace Em especial, em cada nó, a camada de rede passa o datagrama para a de enlace, que o entrega, ao longo da rota, ao nó seguinte, no qual o datagrama é passado da camada de enlace para a de rede. Camada física A tarefa da camada física é movimentar os bits individuais que estão dentro do quadro de um nó para o seguinte.

83 Encapsulamento Uma mensagem da camada de aplicação na máquina emissora é passada para a camada de transporte. No caso mais simples, esta pega a mensagem e anexa informações adicionais que serão usadas pela camada de transporte do lado receptor. A mensagem da camada de aplicação e as informações de cabeçalho da camada de transporte, juntas, constituem o segmento da camada de transporte, que encapsula a mensagem da camada de aplicação.

Encapsulamento 84

Sumário 1.1 O que é a Internet? 1.2 A periferia da Internet 1.3 O núcleo da rede 1.4 Atraso, perda e vazão em redes de comutação por pacotes 1.5 Camadas de protocolos e seus modelos de serviço 1.6 Redes sob ameaça 1.7 História das redes de computadores e da Internet 85

86 Redes sob ameaça Os vilões podem colocar malware em seu hospedeiro por meio da Internet. Os vilões podem atacar servidores e infraestrutura de redes. Os vilões podem analisar pacotes. Os vilões podem se passar por alguém de sua confiança.

Sumário 1.1 O que é a Internet? 1.2 A periferia da Internet 1.3 O núcleo da rede 1.4 Atraso, perda e vazão em redes de comutação por pacotes 1.5 Camadas de protocolos e seus modelos de serviço 1.6 Redes sob ameaça 1.7 História das redes de computadores e da Internet 87

História das redes de computadores e da Internet 88 Os primeiros passos da disciplina de redes de computadores e da Internet podem ser traçados desde o início da década de 1960. Na imagem ao lado, um dos primeiros comutadores de pacotes.

História das redes de computadores e da Internet 89 Em 1972, a ARPAnet tinha cerca de 15 nós e foi apresentada publicamente pela primeira vez por Robert Kahn. A ARPAnet inicial era uma rede isolada, fechada. Do início a meados de 1970, surgiram novas redes independentes de comutação de pacotes. O trabalho pioneiro de interconexão de redes, sob o patrocínio da DARPA, criou basicamente uma rede de redes e o termo internetting foi cunhado para descrever esse trabalho.

História das redes de computadores e da Internet 90 Ao final da década de 1980, o número de máquinas ligadas à Internet pública alcançaria cem mil. O principal evento da década de 1990, no entanto, foi o surgimento da World Wide Web, que levou a Internet para os lares e as empresas de milhões de pessoas no mundo inteiro. A segunda metade da década de 1990 foi um período de tremendo crescimento e inovação. A inovação na área de redes de computadores continua a passos largos.

História das redes de computadores e da Internet 91 Os seguintes desenvolvimentos merecem atenção especial: à Internet por banda larga. Wi-Fi público de alta velocidade e acesso à Internet por redes de telefonia celular 3G e 4G. Redes sociais on-line. Provedores de serviços on-line. Empresas de comércio na Internet rodando suas aplicações na nuvem.

92 Capítulo 1 - FIM