Rosa Silva ( Azoriana ) ISSUU PUBLICATIONS / Outubro de 2015
Sumário O Rosário das Nações, 1 Aos poetas da Região, 2 Sonhando acordada, 3 SERRETA EM CANÇÃO, 4
O Rosário das Nações Um coração que adora Fazer bem ao seu irmão, Quando reza à Senhora Tem dela a gratidão. Faz noventa e oito anos Que Ela apareceu a três; No Rosário foi os planos Que já falhei tanta vez. As rimas que eu lhe faço São continhas do meu ser Que recebo no regaço Para a Ela devolver. Seja a minha oração A prece viva de rima, Com grande satisfação À Mãe que tanto me estima. Ó Maria concebida Sem pecado original Tanta gente anda perdida E eu me sinto igual. Perdida de amor por Ti, Rainha de Portugal, Do Rosário que já vi Desde o meu berço natal. É dourado de alegria Também de felicidade, A tantos faz companhia Na reza da humildade. Hoje só quero dizer Aos ouvintes da estação: Que o Rosário é de ter Nas contas do coração. 2015/10/10 1
Aos poetas da Região Ai poetas que nós temos Na alegria e na dor Até nas lágrimas vemos O verso inovador. Só mesmo a Região De ilhas como a Terceira Pra na pena do refrão Trazer rimas em torneira. Como gosto dos poetas Da minha querida ilha Nas letras são uns atletas Na arte uma maravilha. Viva quem chora e quem ri Porque a vida é mesmo assim No choro também me vi Derramei versos de mim. Há valores por todo o lado Que a gente os percebe Mas se há choro rimado É arte que se concebe. 2015/10/11 2
Sonhando acordada Tu que és meu parente E neste momento me lês Tens acorde permanente Pró canto que a alma fez. Minha mãe é poderosa Pra sempre me inspirar Nela e no meu nome Rosa Só tu podes ensaiar. Queria um acordeão Na "minha" festa a tocar Letras do meu coração Na tua voz a cantar. Queria eu tanto mais Para alegrar a tristeza De já não ver os meus pais No seu lar e natureza. Quero por eles fazer Tudo aquilo que puder Fazer lugar deles e ter O fado de ser mulher. A mulher que no campo nasce Tem o canto de andorinhas E mais tarde ela faz-se Canto voando em linhas. Aprecia o meu cantar P las linhas da ocasião Repentista a rimar Modas pró acordeão. Quero teu canto animado Na hora do sol poente Para bordar a dourado A rima que é um presente. Presente a Nossa Senhora Dos Milagres, do Queimado, Da Capelinha que adora Acordeão do seu lado. Vem e conta comigo No caminho solitário Na volta levas contigo O abraço do Santuário. A Serreta é bonita Na hora do sol se pôr E como um laço de fita Te rendes à Mãe do Amor. A minha alma satisfeita Por Lhe dar o ramalhete De rimas que a enfeita Como o eco do foguete. Avé, Avé Maria Menina e Mãe adorada Oxalá que no Teu dia Sejas em fado aclamada. Avé, Avé Senhora Dos passos da Romaria Seja a partir de agora Capela de cantoria. 2015/10/11 3
SERRETA EM CANÇÃO Serreta do sol poente, No horizonte três ilhas, Que te veneram somente Por Te amarem como filhas. Filhas da Mãe padroeira No seu bonito Altar Que além da ilha Terceira Atrai povo de além-mar. A via é circular Que abraça o povo todo E quando o vê regressar Faz-se um dia de bodo. No Queimado, a Capela, Pequena de dimensão, É para mim linda e bela Origem da devoção. É como a chama ardente Que não se deixa abater Quando se avista de frente Faz o coração tremer. Regressa à terra natal Quando chegar a altura; Rainha de Portugal Faz da Serreta ternura. A ternura e devoção Tem uma imagem pequena Revelando que a oração Pode e deve ser amena. Serena de luz e graça Que seguem sempre de par E do tanto que se faça A promessa é de voltar. 2015/10/11 4