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Transcrição:

algas pardas Grupo monofilético, com cerca de 1500 espécies divididas entre 260 gêneros. Espécies anuais e perenes. A maioria das espécies é marinha sendo que apenas algumas ocorrem em água doce. Dominam os costões rochosos nas regiões mais frias do planeta. Variam desde indivíduos microscópicos a organismos com dezenas de metros de comprimento. Alginato, componente da parede celular usado na indústria.

Fósseis: Fóssil de algas pardas são encontrados desde o Mioceno. Na foto Paleohalidryssuperba encontrado no sul da Califórnia

organização do talo Sphacelaria talo filamento simples Não há espécies unicelulares. Os talos variam de filamentos simples a organismos grandes e complexos, formados por pseudoparênquima. Macrocystis talo complexo Classificadas no passado de acordo com a estrutura de seu talo. Hoje sabese que espécies intimamente relacionadas podem ter organização de talo muito diferente (evolução convergente).

talo complexo: organização do talo lâmina apressório estipe flutuador algas de talo complexo possuem células condutoras de seiva elaborada

crescimento Zona de transição produz tecidos verdadeiros divisão de células meristemáticas nos três planos. Laminaria Desmarestia Falsos tecidos (pseudo-parênquima), junção de diferentes filamentos, são produzidos por gêneros como Desmarestia e Leathesia. Leathesia

(a) (b) Tubos crivados de Macrocystis integrifolia. (a) Corte longitudinal da parte de uma estipe, (b) Corte transversal mostrando uma placa crivada

Fisiologia Todas as espécies são autotróficas. Muitas espécies menores de Phaeophyta vivem na forma de endofítica, nos tecidos de algas maiores Cloroplastos ovóides, com ou se pirenóides. Cloroplastos com clorofilas a e c, β caroteno e fucoxantina (carotenóide). Acumulam como reserva de energia laminarina um polímero de glucose e amido em espécies que apresentam pirenóides. Parede celular de celulose e polisacarídeos sulfatados chamados de ficocolóides (ácido algínico pode constituir cerca de 40% da biomassa). O ácido algínico ajuda a manter os tecidos hidratados quando estes estão expostos. Células vegetativas sem flagelos e gametas flagelados.

reprodução Fucales Fucus receptáculos nas extremidades do talo Anterídeos produzem gametas masculinos Oogonia produzem gametas femininos gametas liberados para o meio fertilização externa detalhe do conceptáculo

(n) Reprodução sexuada: Não há alternância de gerações meiose Esporófito multicelular e perene Meiose gamética (n) (2n) esporófito (2n) (2n) Ciclo de vida de Fucus meiose gamética

alternância heteromórfica de gerações (ou meiose espórica) gametófitos (n) Oogamia: gametas diferentes sendo um grande e imóvel e outro pequeno e móvel. esporófito (2n) ciclo de vida de Laminaria

Ciclo de Vida - Laminariales Sporophyte 2n Reprodução sexuada: Alternância heteromórfica de gerações (meiose espórica), sendo o gametófito microscópico. n n 2n Gametófitos feminino e masculino são heteromórficos Oogamia: gametas diferentes sendo um grande e imóvel e outro pequeno e móvel.

Uso industrial de Phaeophyta Muitas algas concentram o iodo da água do mar. Laminaria pode conter até 0,3% iodo do seu peso fresco, (concentração no mar 0,000005%); até os anos 30 do século XX Laminaria utilizada para extração de iodo. Alginato é utilizado desde os anos 20 do século XX na indústria alimentar e farmacêutica, para estabilização de emulsões e suspensões. Em 1964 foram produzidas 14.000 toneladas de alginato, principalmente das algas das florestas nas costas pacíficas dos EUA. (b) (a) Floresta de Macrocystis pyrifera (kelp gigante) na Califórnia, (b) Colheita manual de Undaria no Japão e (C) ceifadeira de kelp (c) (a)