INQUÉRITO POLICIAL. Art. 4º ao 23 do CPP

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Transcrição:

INQUÉRITO POLICIAL Art. 4º ao 23 do CPP o inquérito policial é um procedimento administrativo, inquisitório e preparatório e consiste em um conjunto de diligências realizadas pela polícia investigativa para a apuração da infração penal e da sua autoria, ou seja, na busca da materialidade delitiva e os indícios de autoria. administrativo inquisitório Preparatório

FINALIDADE Elementos informativos Autoria Materialidade

PROVAS X ELEMENTOS INFORMATIVOS Elementos informativos Investigação em regra sem a participação das partes Sem ampla defesa Sem contraditório Provas Em regra produzidas na instrução processual Presença de contraditório Ampla defesa

VALOR PROBATÓRIO DO INQUÉRITO ABSOLUTO RELATIVO

PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA Constituição Federal Art. 5º, LV LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Não pode condenar com base EXCLUSIVA em elementos informativos

CARACTERÍSTICAS Escrito Tudo que for feito é redigido e Juntado ao inquérito. Inclusive a oitiva de testemunhas, depoimentos, etc. Dispensável Ele não é obrigatório, ou seja, não necessariamente irá ocorrer. Sigiloso Para que as investigações possam ter sucesso, é necessário que seja sigiloso Inquisitivo Não há a aplicação do contraditório e da ampla defesa.

CARACTERÍSTICAS Oficioso Ao tomar conhecimento de um ilícito de ação penal pública incondicionada, a autoridade deve agir. Oficial É presidido por uma autoridade oficial, no caso, o Delegado de Polícia Civil ou Federal. Indisponível Dada a abertura do inquérito a autoridade policial não pode requerer o arquivamento.

SIGILO DO INQUÉRITO POLICIAL Se aplica ao advogado? Art. 7º São direitos do advogado: XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital;

SÚMULA VINCULANTE Nº 14 É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.

SIGILO DO INQUÉRITO POLICIAL Se aplica ao advogado? Lei nº. 8.906/94 Art. 7º São direitos do advogado: XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital;

ACESSO NEGADO AO ADVOGADO Medidas que podem ser tomadas pelo advogado Mandado de Segurança Habeas Corpus Reclamação para o STF

O INQUÉRITO É INQUISITIVO Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade.

FORMAS DE INSTAURAÇÃO ART. 5º De ofício Delegado de polícia Requisição Juiz Ministério Público Requerimento Ofendido Representante legal Auto de prisão em flagrante

DELAÇÃO ANÔNIMA (delatio criminis inqualificada) PODE O DELEGADO INSTAURAR INQUÉRITO POLICIAL DIANTE DE UMA NOTICIA ANÔNIMA?

Art. 5 o Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: I - de ofício; II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. 1 o O requerimento a que se refere o n o II conterá sempre que possível: a) a narração do fato, com todas as circunstâncias; b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção ou de presunção de ser ele o autor da infração, ou os motivos de impossibilidade de o fazer; c) a nomeação das testemunhas, com indicação de sua profissão e residência.

2 o Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia. 3 o Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em que caiba ação pública poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade policial, e esta, verificada a procedência das informações, mandará instaurar inquérito. 4 o O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, não poderá sem ela ser iniciado. 5 o Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la

INFRAÇÃO DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO LEI 9.099/95 IMPO Contravenções penais Crimes com pena MÁXIMA Decreto-Lei nº 3.688/41 Não superior a 2 anos Cumulados ou não com multa

INFRAÇÃO DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO LEI 9.099/95 Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa.

INFRAÇÃO DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO LEI 9.099/95 Art. 69. A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a vítima, providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários. SEM INQUÉRITO POLICIAL TERMO CIRCUNSTANCIADO

PROCEDIMENTO DO I.P. Local dos fatos Autoridade policial deve se dirigir ao local Não alteração Autoridade deve garantir a conservação das coisas até a chagada dos peritos Apreensão dos objetos Objetos que tiverem reação com o crime Colheita de provas Tudo que for possível para elucidação do crime

PROCEDIMENTO DO I.P. Oitiva do ofendido Reconhecimento - Pessoas - Coisas Ouvir o indiciado Acareação Tudo que for possível para elucidação do crime

PROCEDIMENTO DO I.P. Determinar - Exame de corpo de delito - Outras perícias Juntar folha de antecedentes Vida pregressa Reconstituição do crime

Art. 6º X - colher informações sobre a existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016)

Art. 318. Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for: I - maior de 80 (oitenta) anos; II - extremamente debilitado por motivo de doença grave; III - imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) anos de idade ou com deficiência; IV - gestante a partir do 7 o (sétimo) mês de gravidez ou sendo esta de alto risco. IV - gestante; (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) V - mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos; (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) VI - homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) Parágrafo único. Para a substituição, o juiz exigirá prova idônea dos requisitos estabelecidos neste artigo.

DISPOSITIVO RECENTE!!! Art. 13-A. Nos crimes previstos nos arts. 148, 149 e 149-A, no 3º do art. 158 e no art. 159 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e no art. 239 da Lei n o 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), o membro do Ministério Público ou o delegado de polícia poderá requisitar, de quaisquer órgãos do poder público ou de empresas da iniciativa privada, dados e informações cadastrais da vítima ou de suspeitos. (Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016)

DISPOSITIVOS DO ART. 13-A Sequestro e cárcere privado Redução a condição análoga à de escravo Tráfico de pessoas Extorsão mediante sequestro

DISPOSITIVO RECENTE!!! Art. 13-B. Se necessário à prevenção e à repressão dos crimes relacionados ao tráfico de pessoas, o membro do Ministério Público ou o delegado de polícia poderão requisitar, mediante autorização judicial, às empresas prestadoras de serviço de telecomunicações e/ou telemática que disponibilizem imediatamente os meios técnicos adequados como sinais, informações e outros que permitam a localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso. (Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016)

PRAZO DO ART. 13-B II - deverá ser fornecido pela prestadora de telefonia móvel celular por período não superior a 30 (trinta) dias, renovável por uma única vez, por igual período; III - para períodos superiores àquele de que trata o inciso II, será necessária a apresentação de ordem judicial. 30 dias + 30 dias Depois não prorroga mais

FALTA DE MANIFESFESTAÇÃO JUDICIAL 4 o Não havendo manifestação judicial no prazo de 12 (doze) horas, a autoridade competente requisitará às empresas prestadoras de serviço de telecomunicações e/ou telemática que disponibilizem imediatamente os meios técnicos adequados como sinais, informações e outros que permitam a localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso, com imediata comunicação ao juiz.

RELATÓRIO ART. 10 1o A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao juiz competente.

ENCERRAMENTO - PRAZOS RÉU PRESO RÉU SOLTO REGRA GERAL 10 DIAS 30 DIAS JUSTIÇA FEDERAL 15 DIAS 30 DIAS LEI DE DROGAS 30 DIAS 90 DIAS CRIMES CONTRA ECONOMIA POPULAR 10 DIAS 10 DIAS

PRORROGAÇÃO DE PRAZO Réu preso Não poderá prorrogar Réu solto Poderá prorrogar

ENCERRAMENTO DO I.P. Envio do relatório ao fórum Se for crime de ação penal privada autos disponíveis para ofendido Se for crime de ação penal pública Oferecer a denúncia Propor arquivamento Requerer diligências

ARQUIVAMENTO DO I.P. ART. 28º CPP

ARQUIVAMENTO DO I.P. ART. 28º CPP

DESARQUIVAMENTO DO I.P Art. 18 do CPP Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia. SÚMULA 524 STF. Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a requerimento do promotor de justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas.

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