Museu da Inconfi dência



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Transcrição:

c a s e Museu da Inconfi dência Por Claudia Sá Fotos: Gustavo Xavier Luz suave e pontual revela traçado colonial ANTIGA CASA DE CÂMARA E CADEIA DE VILA RICA, O casarão que abriga o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG), datado de 1785, é um dos mais importantes remanescentes da arquitetura colonial brasileira. Nele, predominam os traços neoclássicos, com fachadas simétricas de dois pisos, elementos destacados em cantaria, e o pórtico com colunas jônicas, que se estende até o pavimento superior. Esses, entre outros elementos, foram realçados por uma iluminação sutil e ao mesmo tempo marcante, inaugurada em setembro de 2008, dois anos depois de o prédio passar Acima, fachada lateral tratada com uma luz wallwasher. Ao lado, o pórtico, que também recebeu iluminação difusa. 26 27

Vista da fachada frontal do edifício. Tonalidade da iluminação se mimetiza com a do entorno. por uma reforma e restauração, além da reformulação interna e reestruturação da exposição permanente. O projeto, criado pela lighting designer Mônica Luz Lobo, titular do escritório LD Studio, com a colaboração de Gabriel Vinagre, buscou revelar a arquitetura e seus detalhes, através da luz, sem se sobrepor ou interferir na sua compreensão, afirmou a lighting designer. Para que a luz se mimetizasse ao entorno e também retomasse as características da antiga iluminação, os lighting designers estabeleceram uma temperatura de cor a 3000K. Esta temperatura é a que mais se assemelha à luz incandescente, que por um longo tempo foi a tecnologia utilizada para a iluminação do local, justificou Mônica. Outra característica técnica marcante no trabalho é o uso de fontes de luz com altos índices de reprodução de cor: entre 80% e 85%. A iluminação contemplou as quatro fachadas da construção, que está situada na área central da Praça Tiradentes e deslocada das demais, podendo ser avistada por todos os ângulos. Uma das principais tarefas da luminotécnica, segundo Mônica, foi alcançar uma intensidade e cor de iluminação que se integrasse à composição arquitetônica da cidade, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1938. O primeiro desafio foi achar o tom na distribuição da iluminação, já que os níveis gerais da cidade são bem inferiores aos que estamos acostumados em grandes centros, disse. Outro obstáculo, segundo ela, foi seguir os critérios de conservação da malha urbana, o que impediu a instalação de postes na rua que forneceriam luz homogênea para a fachada principal. Sem esse recurso, Os desafios Luminárias instaladas no peitoril da balaustrada fornecem luz homogênea para o pórtico. 28

Fachada lateral, lavada com a luz proveniente de postes e das laterais de muros. Coroamento do edifício é realçado de dentro para fora. de entrada, foi tratada com projetores Corus 1530 com lâmpadas de vapor metálico de bulbo cerâmico de 70W. Já as laterais posicionadas no mesmo eixo foram iluminadas por luminárias de sobrepor FT 1707/128 para lâmpadas fluorescentes tubulares TL5 de 28W. O coroamento do edifício foi iluminado de dentro para fora, com luminárias orientáveis FT 1515/128 guarnecidas de lâmpadas fluorescentes tubulares TL5 de 28W, instaladas na base da balaustrada. O campanário foi iluminado por dentro com uma luminária Corus 1653 para lâmpada CDM-T de 150W. Fachadas laterais e posterior foi necessário um cuidado especial para que a soma da iluminação dos elementos que compõem a fachada frontal trouxesse a harmonia do conjunto, de maneira a não se perceber esta colagem, comentou. Fachada frontal Para iluminação da fachada frontal, os lighting designers optaram por criar uma composição luminosa, com o destaque de cada um dos adornos, planos e materiais, já que não era possível lançar mão de postes para tratar a superfície como um todo. Iluminamos cada elemento, tomando o cuidado para que o conjunto apresentasse um equilíbrio de iluminâncias, resultando em uma hierarquia harmoniosa, explicou Mônica. A base do edifício é iluminada por uma sequência de luminárias Terra 1447 embutidas no solo, equipadas com lâmpadas de vapor metálico de corpo cerâmico de 70W. Esses equipamentos, que têm foco aberto, lavam a parte inferior da parede em toda a sua extensão. Para o pórtico também foi estabelecida uma luz difusa, com luminárias de sobrepor modelo Corus 1602, para lâmpadas de vapor metálico com bulbo de cerâmica de 150W, aplicados no peitoril da balaustrada. A sacada central, que fica logo acima das portas Para as fachadas laterais e a posterior, por possuírem poucos detalhes e terem sua vista restringida pelas ruas estreitas que as circundam, o projeto estabeleceu apenas um sistema de iluminação wallwasher. Ora em postes, ora nas laterais dos muros, foram aplicados projetores Focal 1691, para lâmpadas CDM-T de 150W, com lentes L2, que expandem o facho concentrado. Esse recurso, segundo a lighting designer, é responsável pela distribuição da luz por um espaçamento de cerca de 10 metros, possibilitando aos passantes uma visualização homogênea das superfícies. Ficha técnica Projeto luminotécnico: Mônica Luz Lobo / LD Studio Colaborador: Gabriel Vinagre Luminárias: Lumini e Schréder Lâmpadas e reatores: Philips 30