PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE
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- Manoela de Miranda Laranjeira
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1 PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS: FORTALECIMENTO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA Assunção, Paraguay Abril 2015
2 POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS: FORTALECIMENTO DO ENSINO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA S abemos que o Estado efetiva políticas públicas para a melhoria da educação com qualidade, concebendo-a não como simples acesso às escolas e sim à garantia ao conhecimento historicamente construído, pois a educação é por direito elemento básico para a construção da cidadania. As Políticas Públicas Educacionais se referem às decisões do governo que têm incidência no contexto do ambiente escolar, sendo este visto como um ambiente em que se desenvolve todo o processo de ensino-aprendizagem. Nesta perspectiva é que devem desenvolver políticas públicas com uma abordagem sistêmica, as quais vejam a educação como um todo, e não fragmentado, tendo por objetivo a transformação radical e significativa do sistema educacional promovendo-se a melhoria da qualidade da educação básica, em específico. Muitas políticas públicas para a educação brasileira já foram desenvolvidas, as quais envolveram anseios, objetivos e valores em prol da demanda social, em prol de uma educação para o povo. A política educacional faz parte de uma concepção maior que deve ser pensada em sua articulação com o planejamento mais global que a sociedade constrói como seu projeto e que se realiza através da ação do Estado. Dessa forma, são as políticas públicas que dão materialidade e visibilidade ao Estado, ou seja, é quando ele entra e em ação. Como afirma Azevedo (2001) ao dizer que políticas públicas representam a materialidade da intervenção do Estado da intervenção do Estado. Observando que as políticas internacionais traçadas para a educação tinham como objetivo promover transformações nos sistemas educacionais, no contexto latinoamericano, os ações políticas foram para superar problemas que eram comuns. Tendo como principio fundamental aproximar os conteúdos escolares às culturas locais.
3 O processo intensificado pela globalização fortaleceu o inglês enquanto a língua mais disseminada nas instituições escolares do Brasil. E com o tempo ganhou ainda mais espaço, pois se tornou a língua instrumental voltada para a comunicação internacional. A Associação de Lingüística Aplicada do Brasil (ALAB) em 1996 promove o primeiro Encontro Nacional de Política de Ensino de Línguas, que teve como objetivo propor uma ação em caráter emergencial acerca do ensino de línguas aqui no Brasil. Segundo a ALAB, todos têm direito à cidadania plena, e isso inclui a formação integral do aluno em línguas estrangeiras. Em 20 de dezembro do mesmo ano foi promulgada a Lei de Diretrizes de Bases de nº 9.394/1996, que tornou obrigatório o ensino de Língua Estrangeira a partir da 5º série do Ensino Fundamental. LDB 9.394/1996 Art. 36 será incluída uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda em caráter optativo, dentro das disponibilidades da instituição (BRASIL, 1996). Naves e Vigna (2008) afirmam que quando analisamos o ensino de línguas nas escolas, sejam elas pertencentes à rede oficial ou não, deparamo-nos com grandes equívocos metodológicos que resultam em práticas ineficazes [...] com ênfase na forma gramatical que se engessa em conhecimentos descontextualizados, contrariamente ao que apregoam os PCN. (NAVES E VIGNA, 2008, p.36). GIMENEZ (2004) completa afirmando que, quando falamos em ensino-aprendizagem de línguas, é indispensável decorrermos sobre os aspectos políticos educacionais existentes língua e cultura, ideologia e sujeito, discurso e identidade hoje em nosso meio. Dessa forma, se faz necessário criar uma nova visão sobre o ensino da Língua Estrangeira, criando uma relação entre os sujeitos e a língua que está sendo aprendida. é preciso superar uma visão de ensino de Língua Estrangeira apenas como meio para se atingir fins comunicativos, que
4 restringem as possibilidades de sua aprendizagem como experiência de identificação social e cultural, ao postular os significados como externos aos sujeitos. (NAVES E VIGNA, 2008, p.36). Apesar de já termos quase 20 anos da promulgação da LDB que regulamenta a inclusão da disciplina no currículo básico, fica evidente que o processo consolidação do ensino da Língua Estrangeira ainda esta em curso. É preciso que se construa um cenário diferente para que se atendam as exigências do ensino de uma Língua Estrangeira nas escolas. É claro que, a relação do ensino de línguas em uma instituição privada é diferente das instituições públicas e por isso, o desafio no ensino público é ainda maior. Por conta disso, as instâncias governamentais precisam criar estratégias para fortalecer o ensino de Língua Estrangeira nas escolas públicas, a fim de atender, não apenas a LDB, mas a uma necessidade social e cultural. Partindo dessa necessidade, alguns Estados e Municípios vêm tentando consolidar o ensino, basicamente, da Língua Inglesa através da construção de políticas públicas que fortaleçam essa disciplina no Currículo Básico. Apesar de não ser obrigatório nos anos iniciais, o ensino da Língua Inglesa no Ensino Básico possibilita ao aluno maior facilidade e assimilação dos conteúdos, o que torna o aprendizado dessa língua algo natural, divertido, despertando a curiosidade e a motivação em aprender. Na Educação Infantil é explícito que o ensino de língua inglesa não visará aquisição de conhecimentos gramaticais e nem por ventura avaliará o aluno através de uma prova escrita e individual, com o intuito de obter uma nota. A meta a ser adquirida com o ensino da Língua Inglesa é ingressar o discente num mundo de descobertas, animando o educando a se comunicar de maneira lúdica no idioma de estudo. Implicando no desenvolvimento de capacidades sociais e culturais do discente. A aprendizagem de uma Língua Estrangeira é uma possibilidade de aumentar a auto percepção do aluno como ser humano e
5 como cidadão. Por esse motivo ela deve centrar-se no engajamento discursivo do aprendiz, ou seja, em sua capacidade de se engajar e engajar outros no discurso de modo e poder agir no mundo social. (PCN, 1998, p. 15) Ao afirmar isso, o PCN visa construir em cada indivíduo uma base concreta de consciência dos seus direitos e deveres junto à sociedade, além de aproximar o estudante à cultura de outros povos, proporcionando a integração no mundo globalizado. Também é conveniente salientar que a aprendizagem de uma Língua Estrangeira possibilita ao discente o desenvolvimento da comunicação e funcionalidade da sua própria linguagem. Com isso esse indivíduo toma consciência da importância da sua língua materna e assim valoriza e expande sua cultura, consequentemente compreendendo os paradigmas que envolvem os elementos formadores da sociedade na qual está engajado. [...] ao ensinar uma língua estrangeira, é essencial uma compreensão teórica do que é a linguagem, tanto do ponto de vista dos conhecimentos necessários para usá-la quanto em relação ao uso que fazem desses conhecimentos para construir significados no mundo social. (PCN, 1998, p. 27) Pela aquisição do adequado conhecimento linguístico, o individuo pode apropriar-se de saberes, transmitir sua cultura e estabelecer vínculos com outras, ampliando seus horizontes. O estudo da língua estrangeira permite a reflexão sobre o idioma e a cultura como bens de cidadania, além de contribuir para a eliminação de estereótipos e preconceitos. A presença desta língua está se tornando cada vez mais frequente nas escolas públicas, descontruindo a ideia de que o ensino desta disciplina estava restrito as instituições de ensino privado. Mas claro que cada escola tem sua própria realidade. Cabendo aos professores e grupos gestores, através de planejamentos, reuniões de pais e professores adaptar os PCN.
6 Assim, os objetivos serão alcançados e o ensino da Língua Inglesa, que durante muito tempo ficou em segundo plano, passará a ser um dos caminhos para uma formação individual, que abrange modo de pensar, criar, sentir e agir na realidade. No ano de 2014, a Prefeitura Municipal de Salvador em parceria com a Cultura Inglesa, implementou nas escolas do município o projeto Salvador Speaks English, que vem beneficiando cerca de 35 mil estudantes e abarca 110 professores. (PMS, 2014).
7 BIBLIOGRAFIA AZEVEDO, Janete. M. L. A Educação como Política Pública. 2. Ed., Campinas: Autores Associados, BRASIL.LDB. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Lei n 9393 de NAVES, Rozana Reigota e VIGNA, Dalva Del. Os Parâmetros Curriculares Nacionais e o Ensino de Inglês no Brasil Revista de Letras da Universidade Católica de Brasília. Volume 1 Número 1 Ano I fev/2008. GIMENEZ, T. N. Ensino de Língua Estrangeira no Ensino Fundamental: Questões para debate. Londrina, Mineo BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Estrangeira/Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEF, Disponível em http: //portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pcn_estrangeira.pdf. Acesso em PMS, Prefeitura Municipal de Salvador. Julho/2014. Disponível em Acesso em
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