R EVISTA DE D IREITO P ÚBLICO E R EGULAÇÃO
|
|
|
- Andreia Fagundes Coradelli
- 10 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 A C T U A L I D A D E Cedências de terrenos para espaços verdes, equipamentos e infra estruturas João Pereira Reis Rui Ribeiro Lima 1 Enquadramento O instituto da cedência de terrenos no âmbito das operações urbanísticas ganhou novos contornos à luz, não só, da recente alteração ao Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (doravante referido como RJUE), perpetrada pela Lei n.º 60/2007, de 4 de Setembro ( 1 ), como também da alteração ao Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT), realizada pelo Decreto Lei n.º 316/2007, de 19 de Setembro ( 2 ). Desde logo, a principal novidade prende se com o alargamento do âmbito de aplicação daquele instituto, já que, actualmente, pode haver lugar à cedência de terrenos, não só no âmbito de operações de loteamento, mas também, como adiante se verá, no tocante a outras operações urbanísticas não subsumíveis àquele conceito, como sejam as obras de criação de novas edificações. 1 Após a publicação da Lei n.º 60/2007, de 4 de Setembro, o RJUE viu ainda algumas das suas disposições revogadas e alteradas pelo Decreto Lei n.º 18/2008, de 29 de Janeiro e pelo Decreto Lei n.º 116/2008, de 4 de Julho. 2 Após a alteração do Decreto Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro (RJIGT) pelo Decreto Lei n.º 316/2007, de 19 de Setembro, verificou se uma outra alteração àquele diploma, desta feita pelo Decreto Lei n.º 46/2009, de 20 de Fevereiro Página3 Actualidade
2 Por outro lado, tendo o actual RJIGT previsto a atribuição de efeitos registais aos planos de pormenor (vide n.º 3 do artigo 92.º e artigo 92.º A), desde que reúnam determinados requisitos, verifica se que também naquele diploma são tratadas matérias respeitantes às cedências de terrenos para o domínio municipal. A aplicação aos casos concretos do regime jurídico das cedências tem suscitado algumas dúvidas de interpretação, verificando se que a prática seguida pelos municípios nem sempre é uniforme e que diversas câmaras municipais fazem uma leitura daquele regime pouco consentânea com os principais objectivos que lhe estão subjacentes. Assim, pretende o presente artigo dar um modesto contributo para o estudo desta temática, identificando algumas questões de relevância prática e apontando possíveis pistas para a resolução das mesmas. Página4 João Pereira Reis Rui Ribeiro Lima 2 O instituto das cedências: sua caracterização actual A cedência de terrenos no âmbito (e por causa) de operações urbanísticas tem a sua sede legal no artigo 44.º do RJUE, sendo que esta disposição se aplica quer a operações sujeitas a licenciamento, quer às sujeitas a comunicação prévia. Em ordem à caracterização do instituto da cedência de terrenos, importa começar por dizer que este não pode ser visto à margem de tudo quanto a lei dispõe em matéria de áreas destinadas à implantação de espaços verdes e de utilização colectiva, infraestruturas e equipamentos, já que ambos são, em boa verdade, as duas faces de uma mesma moeda. Isto é, os artigos 43.º e 44.º do RJUE fazem parte de um mesmo bloco legal coerente e homogéneo, pelo que as respectivas normas deverão ser interpretadas de forma conjugada. Estatui o n.º 1 do artigo 43.º do RJUE que os projectos de loteamento devem prever áreas destinadas à implantação de espaços verdes e de utilização colectiva, infraestruturas viárias e equipamentos, as quais serão dimensionadas em conformidade com os planos municipais de ordenamento do território ou, sendo estes omissos, nos termos fixados por portaria do membro do Governo responsável pelo ordenamento do território( 3 ) conforme resulta do n.º 3 do artigo 6.º da Lei n.º 60/2007, de 4 de Setembro. Por seu turno, o n.º 5 do artigo 57.º do RJUE manda aplicar aquele regime a certas operações urbanísticas de edificação que, na óptica do legislador, determinam impactes seme 3 vide Portaria n.º 216 B/2008, de 3 de Março, rectificada pela Declaração de Rectificação n.º 24/2008, de 2 de Maio
3 lhantes ao loteamento, embora não se integrem no conceito de operações de loteamento, definidas na alínea i) do artigo 2.º do RJUE. A razão de ser das referidas norma parece evidente! Bastará atender a quanto dispõem os artigos 9.º, 65.º e 66.º da Constituição da República Portuguesa, ou a quanto se encontra consagrado na Lei de Bases do Ambiente e na Lei de Bases da Política de Ordenamento do Território e de Urbanismo, em matéria de tarefas fundamentais do Estado e de direitos dos cidadãos nos domínios da qualidade de vida, do ambiente, da habitação e do correcto ordenamento do território, para facilmente compreendermos o espírito subjacente ao aludido preceito do RJUE. Na verdade, a prossecução de interesses públicos directamente relacionados com a qualidade de vida, com a melhoria do ambiente urbano e com o correcto ordenamento do território, valores esses com dignidade constitucional e amplamente reconhecidos nas leis nacionais e no direito internacional e comunitário, exige que o processo de ocupação, uso e transformação do solo para fins urbanísticos tenha em conta as necessidades básicas das populações urbanas, tal como hoje são concebidas nas sociedades modernas. Daí que seja necessário assegurar e garantir a existência e disponibilidade de espaços afectos a determinadas funções urbanas, nomeadamente áreas destinadas a espaços de recreio, lazer e desporto, áreas para implantação de vias de circulação e estacionamento, bem como áreas para equipamentos sociais (saúde, ensino, administração, assistência social, segurança pública, etc.). O espaço urbano ou é multifuncional e assegura a satisfação das necessidades colectivas das populações urbanas ou, pura e simplesmente, não cumpre os princípios e objectivos constitucionais acima referenciados, pelo que, a par das zonas destinadas a habitação, comércio, indústria ou serviços não poderão deixar de existir outras zonas vocacionadas para acolher as aludidas funções urbanas. O instituto das cedências surge, assim, como um instrumento jurídico ao serviço das políticas públicas no domínio do urbanismo, do ordenamento do território e do ambiente urbano. As cedências de terrenos (bem como a compensação pela não realização das mesmas) não podem, nem devem, ser vistas como um qualquer mecanismo indirecto de financiamento dos sempre tão carenciados orçamentos municipais, ou de enriquecimento do património imobiliário dos municípios, já que o objectivo primordial deste instituto é contribuir para a sustentabilidade dos espaços urbanos e para a qualidade de vida das populações. Página5 Actualidade
4 E quem não compreender esta singular realidade, dificilmente fará uma correcta aplicação da lei e, seguramente, não respeitará o espírito subjacente ao instituto das cedências. Página6 João Pereira Reis Rui Ribeiro Lima Reconhecendo, precisamente, aquela função de instrumento da política urbanística e de ordenamento do território, o legislador submeteu ao regime da cedência de terrenos aquelas operações urbanísticas que, não integrando o conceito de operações de loteamento, de acordo com o disposto na alínea i) do artigo 2.º do RJUE, sejam consideradas de como de impacte relevante, nos termos do número 5 ao artigo 44.º, aditado pela Lei n.º 60/2007, de 4 de Setembro. Segundo aquele preceito, as operações urbanísticas de impacte relevante são todas aquelas que como tal sejam qualificadas em regulamento municipal, devendo este, naturalmente, estabelecer, de forma clara e inequívoca, as respectivas características. O RJUE confere agora aos municípios a faculdade de, através dos seus regulamentos autónomos, fixarem os requisitos e critérios objectivos que permitem qualificar determinada operação urbanística como tendo um impacte relevante, do ponto de vista urbanístico, em ordem a impor, assim, aos respectivos promotores, a cedência para o domínio municipal de determinadas parcelas de terreno.( 4 ) Atente se ao facto da lei (RJUE) recorrer a dois conceitos, aparentemente semelhantes, mas, na verdade, bem diferentes: operações urbanísticas consideradas de impacte relevante (n.º 5 do artigo 44.º); operações urbanísticas que determinam impactes semelhantes a uma operação de loteamento (n.º 5 do artigo 57.º). Por outro lado, registe se também que o n.º 5 do artigo 44.º vai muito além da disciplina normativa prevista para as operações urbanísticas de impacte semelhante a uma operação de loteamento (n.º 5 do artigo 57.º), em virtude de, quanto a essas operações urba 4 Ainda que a anterior redacção do RJUE contivesse já várias remissões para os regulamentos municipais, no que diz respeito à definição de um conjunto de matérias atinentes às especificidades de determinadas operações urbanísticas, a verdade é que a Lei n.º 60/2007 veio acentuar essa necessidade, já que algumas das normas do RJUE carecem de concretização mediante a emissão dos respectivos regulamentos municipais. A relevância dos regulamentos municipais é evidente nos seguintes casos: i) Condições e prazo de execução das obras de urbanização quando sujeitas a comunicação prévia alínea a) do n.º 1 e n.º 2 do artigo 53.º; ii) Fixação do montante da caução e condições gerais do contrato de urbanização, no âmbito das obras de urbanização quando sujeitas a comunicação prévia alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 53.º; iii) Condições de execução das obras de edificação, quando sujeitas a comunicação prévia n.º 1 do artigo 57.º; iv) Previsão dos limites máximos de execução de obras de edificação, quando sujeitas a comunicação prévia n.º 2 do artigo 58.º.
5 nísticas, a câmara municipal apenas estar habilitada a exigir uma compensação ao titular da licença ou apresentante da comunicação prévia, em numerário ou em espécie, e não a cedência dos terrenos (nºs 6 e 7 do artigo 57.º) ( 5 ) ( 6 ). Não obstante os artigos 43.º e 44.º do RJUE prosseguirem idênticos objectivos em matéria de política urbanística e de ordenamento do território, a verdade é que estas normas prevêem situações distintas, não podendo subsistir qualquer dúvida quanto ao respectivo campo de aplicação. Assim, o artigo 43.º estabelece que as operações de loteamento devem contemplar certas áreas ou parcelas de terreno destinadas a espaços verdes e de utilização colectiva, infra estruturas e equipamentos, independentemente do facto de, nos termos do n.º 3 do citado artigo, tais áreas permanecerem no domínio privado dos particulares ou serem integradas no domínio municipal (privado ou público). Por isso, na óptica do legislador, o interesse público subjacente àquela norma pode adequadamente ser prosseguido, ainda que as parcelas de terreno afectas às mencionadas funções (espaços verdes etc.) fiquem sob a égide do domínio privado (leia se propriedade privada) e não sejam incorporadas no domínio municipal, desde que assegurada esteja a afectação dessas parcelas aos ditos usos( 7 ). Já o artigo 44.º do RJUE prevê algo diferente, uma vez que regula, não a afectação do solo a determinadas funções, mas o critério para apurar quais as parcelas de terreno a ceder ao município, com vista à implantação de espaços verdes públicos e equipamentos de utilização colectiva. A inserção sistemática dos aludidos preceitos reforça o entendimento acima exposto: num primeiro momento importa garantir que o projecto de loteamento (ou operação urbanística e ele equiparada) contemple parcelas de terreno destinadas às aludidas funções; num segundo momento ver se á da titularidade, pública ou privada, das mesmas. Assim, ainda que seja usual falar se de áreas de cedências, a propósito do artigo 43.º, a verdade é que tal qualificação não é correcta, porquanto nem todas as áreas destinadas à construção de espaços verdes ou à instalação de equipamentos de utilização colectiva e infra estruturas (ou sequer alguma delas) ficam sujeitas a cedência para o domínio municipal. 5 Neste sentido se pronuncia também FERNANDA PAULA OLIVEIRA, A alteração legislativa acima citada 6 Veja se igualmente JOÃO PEREIRA REIS, MARGARIDA LOUREIRO e RUI RIBEIRO LIMA, Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação, Anotado Jurisprudência, 3.ª edição, 2008, Almedina, pág A eventual destinação de determinadas áreas previstas nas operações de loteamento ao serviço da comunidade em geral, ainda que permaneçam na esfera privada de particulares, parece corresponder ao princípio da vinculação social da propriedade privada, defendido por FERNANDO ALVES CORREIA, O Plano Urbanístico e o Princípio da Igualdade, Almedina, 2001, pág. 314 e ss. Página7 Actualidade
6 Página8 João Pereira Reis Rui Ribeiro Lima Respeitados que sejam os parâmetros de dimensionamento das áreas, prescritos em plano municipal de ordenamento do território ou, na sua falta, na Portaria 216 B/2008, cabe ao requerente do licenciamento, ou apresentante da comunicação prévia, da operação urbanística em causa, identificar as parcelas que se propõe ceder ao município para integração no respectivo domínio (n.º 2 do artigo 44.º), competindo à câmara municipal, nessa sequência, decidir se é, ou não, de acolher essa pretensão à luz do interesse público que lhe incumbe prosseguir. E, caso se verifique algum dos pressupostos previstos no n.º 4 do artigo 44.º do RJUE, não haverá lugar à cedência de terrenos para o domínio municipal, sendo esta substituída por uma compensação, em numerário ou em espécie, a favor do município. Saliente se que a norma acima citada apresenta um carácter manifestamente excepcional, sendo que a regra é a cedência de terrenos ao município, no âmbito de operações de loteamento e de operações de impacte relevante, assumindo a compensação carácter de excepção. Assim, embora nem sempre isto suceda, impõe se que a câmara municipal fundamente, adequadamente, a dispensa de cedências (e a aplicação supletiva de compensações), tendo em conta que tal apenas poderá ocorrer nos seguintes casos: a. quando o prédio objecto da operação de loteamento (ou da operação urbanística de impacte relevante) estiver já servida pelas infra estruturas necessárias; b. quando não se justificar, à luz do interesse público, a localização de qualquer equipamento ou espaço verde público, nomeadamente porque a zona em causa já dispõe de espaços suficientes dessa natureza; c. quando os espaços, infra estruturas e equipamentos de natureza privada, incluídos no loteamento, em conjunto com os de natureza pública, ou isoladamente, respondam às necessidades das populações abrangidas. d. Importa realçar que a decisão quanto à verificação destes pressupostos, que determinarão, em consequência, o pagamento de uma compensação por parte do requerente da licença ou do apresentante da comunicação prévia, é da competência do município, em virtude de a este último estarem cometidas as atribuições legais no domínio do ordenamento do território e urbanismo, de acordo com a alínea o) do n.º 1 do artigo 13.º da Lei n.º 159/99, de 14 de Setembro.
7 3 O ingresso das parcelas cedidas no domínio municipal Diferentemente do que acontecia com a anterior redacção, o actual n.º 3 do artigo 44.º do RJUE prevê que as parcelas de terreno que sejam objecto de cedência ao município, tanto podem integrar o domínio público como o domínio privado daquele. Com efeito, estatui agora a norma em causa que deve a câmara municipal definir, no momento da recepção, as parcelas afectas aos domínios público e privado do município ( 8 ). Assim, o município tem que identificar, previamente à emissão do alvará, a qual dos domínios ficarão adstritas as parcelas a ceder, devendo, para tanto, proferir o correspondente acto administrativo. Deste modo, existem dois momentos no tocante à cedência de parcelas nas operações urbanísticas: o momento da definição do domínio municipal, privado ou público, em que tais parcelas irão ingressar e o momento do efectivo ingresso das mesmas no respectivo domínio. À segunda questão parece dar resposta a alínea f) do n.º 1 do artigo 77.º, ainda que não de maneira expressa. Prescreve a norma em causa que do alvará da licença da operação de loteamento deve constar a especificação das parcelas a integrar no domínio municipal. Ora, atendendo a que as parcelas cedidas se integram no domínio municipal com a emissão do alvará (primeira parte do n.º 3 do artigo 44.º), lógico será concluir que a identificação das parcelas a incorporar no domínio público ou no domínio privado deverá ser feita na deliberação final do licenciamento, prevista no artigo 23.º. Diferente é, porém, o que sucede no âmbito do procedimento de comunicação prévia, uma vez que a admissão desta não é titulada por alvará. De acordo com o já citado n.º 3 do artigo 44.º, a incorporação das parcelas a ceder é efectuada mediante a elaboração do instrumento próprio, ou seja, através de escritura pública ou documento particular autenticado por notário privativo do município. Nessa medida, a definição do domínio público ou privado, no qual as parcelas em causa ingressarão deve ser feita no momento da outorga da escritura ou do documento particular autenticado. Saliente se que o prazo para a outorga do instrumento próprio, referido no n.º 3 do artigo 44.º, coincide com o prazo definido no RJUE para a rejeição, ou admissão, da 8 A redacção do n.º 3 do artigo 44.º do RJUE anterior à Lei n.º 60/2007, de 4 de Setembro consagrava claramente que as parcelas de terreno cedidas ao município se integravam no domínio público municipal, com a emissão do alvará de licenciamento ou autorização. Página9 Actualidade
8 comunicação prévia (n.º 1 do artigo 36.º), o que implica que as parcelas de terreno serão cedidas ao município em momento anterior à decisão sobre a comunicação prévia ( 9 ). Claro está que a inclusão das parcelas de terreno no domínio privado do município não significa que tais parcelas não devam continuar afectas ao fim de utilidade pública a que foram destinadas, de acordo com o fixado no alvará (alínea f) do n.º 1 do artigo 77.º) ou no instrumento notarial próprio. Com efeito, e seguindo de perto ANA RAQUEL GONÇAL VES MONIZ ( 10 ), não será tão relevante a dominialidade pública ou privada das parcelas cedidas, mas antes a destinação pública que o município se auto vincula a dar às mesmas nos actos através dos quais incorpora as parcelas cedidas no seu domínio. E tanto assim é que o artigo 45.º do RJUE prevê que haja reversão das parcelas cedidas, a favor do primitivo proprietário, sempre que estas sejam afectas a fins diversos daqueles para que hajam sido cedidas, independentemente de tais parcelas terem integrado o domínio público ou o domínio privado do município. Já no que respeita às cedências no âmbito dos planos de pormenor com efeitos registais, a escolha atinente a qual dos domínios do município deverão pertencer as parcelas objecto de cedência ocorre, a nosso ver, no momento da deliberação da assembleia municipal que aprova o plano, tendo em atenção o conteúdo documental deste, o qual deverá incorporar, obrigatoriamente, um quadro com a descrição das parcelas a ceder e a sua finalidade, nos termos do disposto na alínea f) do n.º 3 do artigo 92.º do RJIGT. Porém, o momento de ingresso das parcelas no domínio municipal é o da efectivação do registo predial dos lotes respectivos, de acordo com o n.º 6 do artigo 92.º A do RJIGT, tudo levando a crer que, à revelia do regime geral, o registo predial assume, aqui, natureza constitutiva ( 11 ). Página10 João Pereira Reis Rui Ribeiro Lima 9 Afigura se que este regime é manifestamente mais gravoso para o particular, pois este ainda não sabe, a essa altura do procedimento, se a sua operação urbanística vai ser deferida. Tendemos assim a concordar com a posição assumida por FERNANDA PAULA OLIVEIRA, MARIA JOSÉ CASTANHEIRA NEVES, DULCE LOPES e FERNANDA MAÇÃS, de aposição implícita de um modo no instrumento próprio através do qual são cedidas as parcelas ( Regime Jurídico da Urbanização e Edificação Comentado, Almedina, 2009, pág. 326). 10 ANA RAQUEL GONÇALVES MONIZ, Cedências para o Domínio Municipal: Algumas Questões, Direito Regional e Local n.º 4, 2008, pág Segundo JOÃO BASTOS ( O Plano de Pormenor enquanto título de transformação fundiária com repercussões no registo predial, Coimbra, 2008), o registo predial do plano de pormenor possui natureza constitutiva, uma vez que é através desse registo que se opera a transmissão da propriedade das parcelas cedidas ao município.
REGULAMENTO DE COMPENSAÇÕES POR NÃO CEDÊNCIA DE TERRENOS PARA EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS VERDES PÚBLICOS DECORRENTE DA APROVAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS
REGULAMENTO DE COMPENSAÇÕES POR NÃO CEDÊNCIA DE TERRENOS PARA EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS VERDES PÚBLICOS DECORRENTE DA APROVAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS 1. O Regulamento referente à compensação pela não
Diário da República, 1.ª série N.º 44 3 de Março de 2008 1372-(13)
Diário da República, 1.ª série N.º 44 3 de Março de 2008 1372-(13) d) Livro de obra, com menção do termo de abertura; e) Plano de segurança e saúde. 2 Quando a emissão do alvará seja antecedida de deferimento
1372-(6) Diário da República, 1.ª série N.º 44 3 de Março de 2008
1372-(6) Diário da República, 1.ª série N.º 44 3 de Março de 2008 inferior a 0,8 m 1,2 m, ou, caso se trate de operação urbanística em fracção já existente, confinante com arruamento ou espaço de circulação
O Princípio da hierarquia dos planos e efeitos da aprovação de um Plano Regional Num Plano Municipal (1)
1/9 O Princípio da hierarquia dos planos e efeitos da aprovação de um Plano Regional Num Plano Municipal (1) Susana Alcina Ribeiro Pinto Docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras
PLANO DE PORMENOR DO DALLAS FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL
FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL Deliberação da Reunião Câmara Municipal de 29/11/2011 DIRECÇÃO MUNICIPAL DE URBANISMO DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PLANEAMENTO URBANO DIVISÃO
APROVA OS MODELOS DE ALVARÁS DE LICENCIAMENTO OU AUTORIZAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS
APROVA OS MODELOS DE ALVARÁS DE LICENCIAMENTO OU AUTORIZAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS (Portaria n.º 1107/2001, de 18 de Setembro) O Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, que aprovou o novo regime
Regulamento Municipal de Apoio ao Cooperativismo
Regulamento Municipal de Apoio ao Cooperativismo Considerando a necessidade de apoiar a criação e a consolidação de cooperativas residentes no concelho. Considerando a necessidade de incentivar a expansão
FUNCHAL CAE Rev_3: 88101/88102 SERVIÇOS DE APOIO DOMICILIÁRIO. Instituto da Segurança Social I.P. e Câmara Municipal competente.
O conteúdo informativo disponibilizado pela presente ficha não substitui a consulta dos diplomas legais referenciados e da entidade licenciadora. FUNCHAL CAE Rev_3: 88101/88102 SERVIÇOS DE APOIO DOMICILIÁRIO
REGULAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE AZAMBUJA
MUNICÍPIO DE AZAMBUJA REGULAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE AZAMBUJA Aprovado por deliberação da Assembleia Municipal de 19 de Abril de 2011. Publicado pelo Edital n.º 73/2011. Em vigor desde 27
PROGRAMA DE EXECUÇÃO E PLANO DE FINANCIAMENTO
PROGRAMA DE EXECUÇÃO E PLANO DE FINANCIAMENTO Plano de Pormenor de Parte da Zona Industrial de Cacia CÂMARA MUNICIPAL DE AVEIRO junho de 2013 Índice 1. Introdução 2. Programa de Execução 2.1 Primeira fase
ACÓRDÃO Nº 22 /2010 8.JUN/1ª S/SS
Mantido pelo acórdão nº 34/10, de 17/12/10, proferido no recurso nº 14/10 Não transitado em julgado ACÓRDÃO Nº 22 /2010 8.JUN/1ª S/SS Processo nº 187/2010 I OS FACTOS 1. O Município de Gondomar remeteu,
Decreto-Lei n.º 213/92 de 12 de Outubro Altera o Decreto-Lei n.º 93/90, de 19 de Março (Reserva Ecológica Nacional).
A leitura deste documento, que transcreve o conteúdo do Decreto-Lei n.º 213/92, de 12 de Outubro, não substitui a consulta da sua publicação em Diário da República. Decreto-Lei n.º 213/92 de 12 de Outubro
ASSEMBLEIA DO POVO. Lei n.º 19/91 De 25 de Maio
ASSEMBLEIA DO POVO Lei n.º 19/91 De 25 de Maio A grande maioria dos imóveis existentes no país constitui propriedade estatal, quer por reversão, ao abrigo do artigo 1.º, n.º 1 da Lei n.º 43/76, de 19 de
Assunto: Pedido de informação sobre a aplicação das regras de isenção de licenciamento das mensagens publicitárias.
N.ª Ref.ª: I/( )/13/CMP V.ª Ref.ª: I/( )/11/CMP Data: 13-02-2013 Assunto: Pedido de informação sobre a aplicação das regras de isenção de licenciamento das mensagens publicitárias. Enquadramento Factual
FI CHA DOUTRINÁRIA. Diploma: Código do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis/Estatuto dos Benefícios Fiscais
FI CHA DOUTRINÁRIA Diploma: Código do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis/Estatuto dos Benefícios Fiscais Artigo: Assunto: 49.º EBF Fundos de Investimento Imobiliário e Isenção de
CÂMARA MUNICIPAL MONCHIQUE. Preâmbulo
CÂMARA MUNICIPAL MONCHIQUE REGULAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE MONCHIQUE Preâmbulo Considerando que a participação solidária em acções de voluntariado, definido como conjunto de acções de interesse
Financiamento de Planos de Benefícios de Saúde através de Fundos de Pensões
PROJECTO DE NORMA REGULAMENTAR Financiamento de Planos de Benefícios de Saúde através de Fundos de Pensões O Decreto-Lei n.º 12/2006, de 20 de Janeiro - que estabelece o regime jurídico da constituição
REGULAMENTO DE OCUPAÇÃO MUNICIPAL TEMPORÁRIA DE JOVENS
REGULAMENTO DE OCUPAÇÃO MUNICIPAL TEMPORÁRIA DE JOVENS REGULAMENTO Artigo 1.º Objecto 1 O programa de ocupação municipal temporária de jovens, adiante abreviadamente designado por OMTJ, visa a ocupação
PARECER N.º 45/CITE/2011
PARECER N.º 45/CITE/2011 Assunto: Parecer prévio à intenção de recusa de autorização de trabalho em regime de horário flexível a trabalhadora com responsabilidades familiares, nos termos do n.º 5 do artigo
CAPÍTULO I Disposições gerais
Regulamento Municipal do Banco Local de Voluntariado de Lagoa As bases do enquadramento jurídico do voluntariado, bem como, os princípios que enquadram o trabalho de voluntário constam na Lei n.º 71/98,
JUSTIFICAÇÃO PARA A NÃO SUJEIÇÃO DO PLANO DE PORMENOR DE REABILITAÇÃO URBANA DE SANTA CATARINA A AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA
JUSTIFICAÇÃO PARA A NÃO SUJEIÇÃO DO PLANO DE PORMENOR DE REABILITAÇÃO URBANA DE SANTA CATARINA A AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA CÂMARA MUNICIPAL DE SINES DEPARTAMENTO DE GESTÃO TERRITORIAL DIVISÃO DE
RECOMENDAÇÃO N.º 6/ B / 2004 [art.º 20.º, n.º 1, alínea b), da Lei n.º 9/91, de 9 de Abril]
Número: 6/B/2004 Data: 25-03-2004 Entidade visada: Secretária de Estado da Administração Pública Assunto: Curso de Estudos Avançados em Gestão Pública. Promoção a técnico superior de 1.ª classe. Processo:
Pº R.P. 71/2008 SJC-CT
Pº R.P. 71/2008 SJC-CT Aditamento a alvará de loteamento Ampliação de área de lote por redução da área do domínio público municipal Título para registo. DELIBERAÇÃO Relatório: O Município de. requisitou
Despacho conjunto n.º 413/99, de 15 de Maio
Despacho conjunto n.º 413/99, de 15 de Maio MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE Aprova o Regulamento do Fundo de Compensação Sócio-Económica no âmbito do Programa de Expansão
REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE GUIMARÃES
REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE GUIMARÃES (aprovado por deliberação de Câmara de 16 de junho de 2011 em conformidade com as orientações do Conselho Nacional para
PARECER N.º 38/CITE/2005
PARECER N.º 38/CITE/2005 Assunto: Parecer nos termos do n.º 3 do artigo 133.º do Código do Trabalho e da alínea j) do n.º 1 do artigo 496.º da Lei n.º 35/2004, de 29 de Julho Não renovação de contrato
NOTA JURÍDICA. corresponde a 343,28. Consequentemente, o valor referido no artigo em apreço equivale a mil vezes o dito índice 100, ou seja, 343.280.
NOTA JURÍDICA 1) A MULTICENCO ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS, S.A., ora CONSULENTE, solicitou esclarecimentos sobre a seguinte questão: a celebração, entre a CONSULENTE e o MUNICÍPIO DE SETÚBAL, de contrato
PARECER N.º 81/CITE/2012
PARECER N.º 81/CITE/2012 Assunto: Parecer prévio à intenção de recusa de autorização de trabalho em regime de horário flexível a trabalhadora com responsabilidades familiares, nos termos do n.º 5 do artigo
Regulamento do inventa rio. Junta de freguesia da Carapinheira
Regulamento do inventa rio Junta de freguesia da Carapinheira 24-11-2014 Índice Página CAPÍTULO I Princípios gerais Artigo 1º - Objecto 3 Artigo 2º - Âmbito 4 CAPÍTULO II Inventário e cadastro Artigo 3º
PROCONVERGENCIA ORIENTAÇÃO N.º 1/2011 ORIENTAÇÃO DE GESTÃO PROGRAMA OPERACIONAL DOS AÇORES PARA A CONVERGÊNCIA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES
REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES PROCONVERGENCIA PROGRAMA OPERACIONAL DOS AÇORES PARA A CONVERGÊNCIA ORIENTAÇÃO N.º 1/2011 ORIENTAÇÃO DE GESTÃO FEDER Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional Abril de 2011 PROCONVERGENCIA
circular ifdr Noção de Organismo de Direito Público para efeitos do cálculo de despesa pública SÍNTESE: ÍNDICE
N.º 01/2008 Data: 2008/07/16 Noção de Organismo de Direito Público para efeitos do cálculo de despesa pública Elaborada por: Núcleo de Apoio Jurídico e Contencioso e Unidade de Certificação SÍNTESE: A
PROJECTO DE REGULAMENTO MUNICIPAL DE ATRIBUIÇÃO DE APOIOS FINANCEIROS E NÃO FINANCEIROS. Nota justificativa
PROJECTO DE REGULAMENTO MUNICIPAL DE ATRIBUIÇÃO DE APOIOS FINANCEIROS E NÃO FINANCEIROS Nota justificativa A prossecução do interesse público municipal nas áreas da cultura, da acção social, das actividades
Classificação DOS EMPREENDIMENTOS DE TURISMO NO ESPAÇO RURAL:
O conteúdo informativo disponibilizado pela presente ficha não substitui a consulta dos diplomas legais referenciados e da entidade licenciadora. FUNCHAL CAE Rev_3: 55202 TURISMO NO ESPAÇO RURAL NOÇÃO:
Regulamento de Inventário e Cadastro dos Bens da Junta de Freguesia
Regulamento de Inventário e Cadastro dos Bens da Junta de Freguesia Freguesia de Paçô Arcos de Valdevez 2013 Regulamento de Inventário e Cadastro dos Bens da Junta de Freguesia Para dar cumprimento ao
O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA
PARECER SOBRE O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA (Proposta de Regulamento sobre o Estatuto da AE e Proposta de Directiva que completa o estatuto da AE no que se refere ao papel dos
PARECER N.º 50/CITE/2003. Assunto: Parecer nos termos do artigo 17.º n.º 2 do Decreto-Lei n.º 230/2000, de 23 de Setembro Processo n.
PARECER N.º 50/CITE/2003 Assunto: Parecer nos termos do artigo 17.º n.º 2 do Decreto-Lei n.º 230/2000, de 23 de Setembro Processo n.º 57/2003 I - OBJECTO 1.1. A CITE recebeu, em 2 de Setembro de 2003,
Artigo 1.º Princípios da atividade de investigação
REGULAMENTO DE INVESTIGAÇÃO Artigo 1.º Princípios da atividade de investigação A atividade de investigação desenvolvida no âmbito do Centro observa os seguintes princípios e critérios gerais: a) Desenvolvimento
FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 6º. Assunto:
FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 6º. Localização de Serviços - Locação financeira e aluguer de longa duração - Meios de transporte. Processo: nº 1156, despacho do SDG dos Impostos, substituto
Normas de Funcionamento do Banco Local de Voluntariado de Sines
Normas de Funcionamento do Banco Local de Voluntariado de Sines Preâmbulo O Decreto-Lei n.º 389/99, de 30 de Setembro, no art. 21º, atribui ao Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado (CNPV) competências
PARECER N.º 185/CITE/2013
PARECER N.º 185/CITE/2013 I OBJETO A CITE recebeu um pedido de parecer sobre o assunto referido em epígrafe. A Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) tem por missão prosseguir a igualdade
FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: Código do Imposto do Selo 60.º CIS, Verba 2 TGIS
Diploma: Código do Imposto do Selo Artigo: Assunto: 60.º CIS, Verba 2 TGIS FICHA DOUTRINÁRIA Comunicação de contratos de arrendamento Processo: 2010004346 IVE n.º 1703, com despacho concordante, de 2011.03.18,
Regulamento de inventario e cadastro do património da Câmara de Vila Nova de Cerveira Nota justificação
Regulamento de inventario e cadastro do património da Câmara de Vila Nova de Cerveira Nota justificação Para cumprimento do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 51.º e alíneas d). f) e g) do n.º 2
EIXO PRIORITÁRIO VI ASSISTÊNCIA TÉCNICA. Convite Público à Apresentação de Candidatura no Domínio da Assistência Técnica aos Órgãos de Gestão
EIXO PRIORITÁRIO VI ASSISTÊNCIA TÉCNICA Convite Público à Apresentação de Candidatura no EIXO PRIORITÁRIO VI ASSISTÊNCIA TÉCNICA Convite Público à Apresentação de Candidatura no Domínio da Assistência
Lei n.º 66/98 de 14 de Outubro
Lei n.º 66/98 de 14 de Outubro Aprova o estatuto das organizações não governamentais de cooperação para o desenvolvimento A Assembleia da República decreta, nos termos dos artigos 161.º, alínea c), 166.º,
L 306/2 Jornal Oficial da União Europeia 23.11.2010
L 306/2 Jornal Oficial da União Europeia 23.11.2010 Projecto DECISÃO N. o / DO CONSELHO DE ASSOCIAÇÃO instituído pelo Acordo Euro-Mediterrânico que cria uma associação entre as Comunidades Europeias e
SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO DE ENTIDADES FORMADORAS ASPECTOS PRINCIPAIS DA MUDANÇA
SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO DE ENTIDADES FORMADORAS ASPECTOS PRINCIPAIS DA MUDANÇA O Sistema de Certificação de Entidades Formadoras, consagrado na Resolução do Conselho de Ministros nº 173/2007, que aprova
Nota explicativa sobre a tramitação da elaboração/revisão do plano director municipal
Nota explicativa sobre a tramitação da elaboração/revisão do plano director municipal Legislação de enquadramento A tramitação dos procedimentos exigíveis nos processos de elaboração e revisão de planos
Regulamento de Funcionamento do Banco Local de Voluntariado de Viana do Alentejo
Regulamento de Funcionamento do Banco Local de Voluntariado de Viana do Alentejo Preâmbulo O Decreto-Lei n.º 389/99, de 30 de Setembro, no art.º 21.º, atribui ao Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado
MUNICÍPIO DE PORTEL CÂMARA MUNICIPAL
MUNICÍPIO DE PORTEL CÂMARA MUNICIPAL Sistema da Industria Responsável _ SIR Projeto de alteração à Tabela de taxas e licenças municipais decorrente da aplicação do SIR _ Sistema da Industria Responsável
Lei de Minas REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Lei nº 14/2002, de 26 de Junho
Lei de Minas REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Lei nº 14/2002, de 26 de Junho Os recursos minerais da República de Moçambique, quando racionalmente avaliados e utilizados, constituem um factor
Portaria n.º 1136/2001 de 25 de Setembro
Portaria n.º 1136/2001 de 25 de Setembro O Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, que aprovou o novo regime jurídico da urbanização e da edificação, estipula nos n. os 1 e 2 do artigo 43.º que os projectos
REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE MONDIM DE BASTO. Preâmbulo
REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE MONDIM DE BASTO Preâmbulo O Decreto-Lei nº 389/99, de 30 de Setembro, no artigo 21º, atribui ao Conselho Nacional para a Promoção
Proposta de Metodologia na Elaboração de Projectos
Proposta de Metodologia na Elaboração de Projectos A Lei n.º115/99, de 3 de Agosto, estabeleceu o regime jurídico das associações representativas dos imigrantes e seus descendentes, prevendo o reconhecimento
Lei n. o 7/2013. Regime jurídico da promessa de transmissão. de edifícios em construção. Breve introdução
Lei n. o 7/2013 Regime jurídico da promessa de transmissão de edifícios em construção Breve introdução 1. O que regula essencialmente o Regime jurídico da promessa de transmissão de edifícios em construção?
COMISSÃO MINISTERIAL DE COORDENAÇÃO DO PROGRAMA OPERACIONAL POTENCIAL HUMANO
Despacho Considerando que os regulamentos específicos do Programa Operacional Potencial Humano (POPH) são aprovados pela respectiva Comissão Ministerial de Coordenação, nos termos do n.º 5 do artigo 30º
Ministério da Indústria
Ministério da Indústria Lei de Alteração à Lei das Privatizações ASSEMBLEIA NACIONAL Lei n.º 8/03 de 18 de Abril Considerando que da interpretação e aplicação dos artigos 2.º e 3.º da Lei n.º 19/91, de
Lei n.º 1/2005 de 10 de Janeiro.
Lei n.º 1/2005 de 10 de Janeiro. Regula a utilização de câmaras de vídeo pelas forças e serviços de segurança em locais públicos de utilização comum A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea
Ministério da Ciência e Tecnologia
Ministério da Ciência e Tecnologia Decreto n.º4/01 De 19 de Janeiro Considerando que a investigação científica constitui um pressuposto importante para o aumento da produtividade do trabalho e consequentemente
ENTIDADE REGULADORA DOS SERVIÇOS ENERGÉTICOS
REGULAMENTO ÉTICO ENTIDADE REGULADORA DOS SERVIÇOS ENERGÉTICOS Rua Dom Cristóvão da Gama n.º 1-3.º 1400-113 Lisboa Tel: 21 303 32 00 Fax: 21 303 32 01 e-mail: [email protected] www.erse.pt Regulamento Ético
Parecer n.º 02/P/2008/GPDP. Assunto: Pedidos de fornecimento dos dados de cliente do hotel por parte do Serviço Competente A à Companhia B
Parecer n.º 02/P/2008/GPDP Assunto: Pedidos de fornecimento dos dados de cliente do hotel por parte do Serviço Competente A à Companhia B A Companhia B vem pedir a nossa opinião sobre a situação de que,
MPBA sociedade de advogados rl
Informação jurídica sobre o exercício da profissão de arquitecto em regime de subordinação I) Objecto da consulta Com a presente informação jurídica pretende-se clarificar se o exercício da profissão de
Informação 2013 / 18 15/10/2013. Fundos de Compensação do Trabalho (FGCT, FCT, ME)
Informação 2013 / 18 15/10/2013 Fundos de Compensação do Trabalho (FGCT, FCT, ME) Estimado Cliente, A Lei nº 70/2013, de 30 de agosto, veio consagrar os regimes jurídicos do Fundo de Compensação do Trabalho
REGULAMENTO DE ATRIBUIÇÃO DE APOIOS PELO MUNÍCIPIO DE MORA. Nota justificativa
REGULAMENTO DE ATRIBUIÇÃO DE APOIOS PELO MUNÍCIPIO DE MORA Nota justificativa A prossecução do interesse público municipal concretizado, designadamente através de políticas de desenvolvimento cultural,
sucessivamente plasmado no nº1 do artigo 20º do Decreto-Lei nº 409/89, de 18 de Novembro e no artigo 18º do Decreto-Lei nº 312/99, de 10 de Agosto
Tem a Administração Educativa recorrido, ora com carácter ocasional, ora com carácter regular, à contratação por oferta de escola de pessoal docente detentor de formação especializada para assegurar a
NOVO REGIME DE INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS
NOVO REGIME DE INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO DE EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS No passado dia 7 de Março foi publicado o Decreto-Lei nº 39/2008, que entrará em vigor no próximo dia 6 de Abril de 2008 e que veio
Pº C.Co.36/2012 SJC-CT
Pº C.Co.36/2012 SJC-CT Consulente: Registo Nacional de Pessoas Coletivas. Sumário: Publicação das alterações de estatutos das fundações com natureza de Instituições Particulares de Solidariedade Social(IPSS)
MUNICÍPIO DE MACHICO REGULAMENTO DO LICENCIAMENTO ZERO 1
MUNICÍPIO DE MACHICO REGULAMENTO DO LICENCIAMENTO ZERO 1 Nota Justificativa A simplificação do exercício de atividades decorrente da publicação e entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 48/2011, de 1 de abril
FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º; 18º. Assunto:
FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9º; 18º Condomínios de imóveis Processo: nº 2773, despacho do SDG dos Impostos, substituto legal do Director - Geral, em 2011-12-15. Conteúdo: Tendo por
COMPETÊNCIAS E FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS
Validade Válido JURISTA MARTA ALMEIDA TEIXEIRA ASSUNTO COMPETÊNCIAS E FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS QUESTÃO A autarquia pretende que a CCDR LVT se pronuncie relativamente à possibilidade de existência
FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA Artigo: 29º, 36º e 40º
Diploma: CIVA Artigo: 29º, 36º e 40º Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Faturas - Mediadores de seguros que pratiquem operações isentas Processo: nº 4686, por despacho de 2013-05-15, do SDG do IVA, por delegação
REGULAMENTO PARA A CREDITAÇÃO DA FORMAÇÃO. Artigo 1º Objectivo e âmbito
REGULAMENTO PARA A CREDITAÇÃO DA FORMAÇÃO Artigo 1º Objectivo e âmbito 1. O presente Regulamento estabelece as normas relativas aos processos de creditação no ISCIA para efeitos do disposto no artigo 45.º
Dúvidas e Esclarecimentos sobre a Proposta de Criação da RDS do Mato Verdinho/MT
Dúvidas e Esclarecimentos sobre a Proposta de Criação da RDS do Mato Verdinho/MT Setembro/2013 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A CRIAÇÃO DE UNIDADE DE CONSERVAÇÃO 1. O que são unidades de conservação (UC)?
Regulamento do Fundo de Responsabilidade Social do Hospital Vila Franca de Xira
Regulamento do Fundo de Responsabilidade Social do Hospital Vila Franca de Xira 1 de 9 Regulamento do Fundo de Responsabilidade Social do Hospital Vila Franca de Xira PREÂMBULO O Hospital Vila Franca de
REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE CAMINHA
REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE CAMINHA PREÂMBULO O Decreto-Lei n.º 389/99, de 30 de Setembro, no art. 21, atribui ao Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado
Programação e Execução das Operações de Reabilitação Urbana
Programação e Execução das Operações de Reabilitação Urbana Conferência Reabilitação Urbana e Arrendamento Oportunidades do novo regime jurídico Lisboa, 7 de Março de 2013 Claudio Monteiro Sumário Linhas
2. De acordo com o disposto no artigo 4º da lei 22/2012, o município de Paços de Ferreira é qualificado como um município de nível 2.
Exmo. Presidente da Assembleia Municipal de Paços de Ferreira 1. A Assembleia Municipal de Paços de Ferreira apresentou proposta de pronúncia sobre a Reorganização Administrativa Territorial Autárquica,
REGULAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE MIRANDELA. Preâmbulo
REGULAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE MIRANDELA Preâmbulo O voluntariado é definido como um conjunto de acções e interesses sociais e comunitários, realizadas de forma desinteressada no âmbito
CONTRATO INTERADMINISTRATIVO DE DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS NA FREGUESIA DE EM MATÉRIA DE
CONTRATO INTERADMINISTRATIVO DE DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS NA FREGUESIA DE EM MATÉRIA DE No dia?? de????? de 2015, no Departamento de Administração Geral da Câmara Municipal de Guimarães, perante mim,?????????????????????,
REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO
REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO Considerando que os Municípios dispõem de atribuições no domínio da promoção do desenvolvimento, de acordo com o disposto na alínea n) do n.º 1 do
REGULAMENTO DE APOIO A ACTIVIDADES DE INTERESSE MUNICIPAL PREÂMBULO
REGULAMENTO DE APOIO A ACTIVIDADES DE INTERESSE MUNICIPAL PREÂMBULO Atendendo a que a atribuição de apoios a entidades ou instituições que contribuam para o desenvolvimento do concelho de S. Pedro do Sul
SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 408, DE 2012
SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 408, DE 2012 Altera a Lei nº 6.766, de 19 de dezembro de 1979, que dispõe sobre o parcelamento do solo urbano e dá outras providências, para alargar a faixa não
REGULAMENTO DO COLÉGIO DA ESPECIALIDADE DE URBANISMO
REGULAMENTO DO COLÉGIO DA ESPECIALIDADE DE URBANISMO PREÂMBULO CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 1.º Objecto Artigo 2.º Princípios Artigo 3.º Finalidades Artigo 4.º Atribuições Artigo 5.º Relações
Convenção nº 146. Convenção sobre Férias Anuais Pagas dos Marítimos
Convenção nº 146 Convenção sobre Férias Anuais Pagas dos Marítimos A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho: Convocada para Genebra pelo conselho administração da Repartição Internacional
GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS
GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS I. INTRODUÇÃO O Governo apresentou ao Conselho Económico e Social o Projecto de Grandes Opções do Plano 2008 (GOP 2008) para que este Órgão, de acordo com
REGULAMENTO DE FUNCIONAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE ALENQUER
REGULAMENTO DE FUNCIONAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE ALENQUER Preâmbulo A Lei n.º 71/98, de 3 de Novembro, regulamentada pelo Decreto Lei n.º 389/99, de 30 de Setembro, define as bases do enquadramento
Ninho de Empresas de Mortágua
mortágua ninho de empresas Ninho de Empresas de Mortágua REGULAMENTO Preâmbulo Inserindo-se numa estratégia de Desenvolvimento do Concelho de Mortágua que dá prioridade ao Crescimento Económico e ao Empreendedorismo,
Extinção da empresa por vontade dos sócios
Extinção da empresa por vontade dos sócios A dissolução de uma sociedade por deliberação dos sócios pode fazer-se de várias formas, designadamente de forma imediata, com liquidação simultânea, com partilha,
PARECER N.º 403/CITE/2015
PARECER N.º 403/CITE/2015 Assunto: Parecer prévio à intenção de recusa do pedido de autorização de trabalho em regime de horário flexível de trabalhadora com responsabilidades familiares, nos termos do
MUNICÍPIO DE CONDEIXA-A-NOVA Página 1 de 11
MUNICÍPIO DE CONDEIXA-A-NOVA Página 1 de 11 PREÂMBULO Compete ao município promover acções de interesse municipal, de âmbito cultural, social, recreativo e outros, e exercer um papel dinamizador junto
JUNTA DE FREGUESIA DE ALCABIDECHE
PROJETO REGULAMENTO DE LICENCIAMENTO DE ATIVIDADES DIVERSAS DA FREGUESIA NOTA JUSTIFICATIVA Nos termos do Decreto-lei n.º 204/2012, de 29 de Abril, conjugado com o nº 3 do artigo 16.º da Lei nº 75/2013,
MUNICÍPIO DE CONDEIXA-A-NOVA REGULAMENTO MUNICIPAL DE ATRIBUIÇÃO DE LOTES DA ZONA INDUSTRIAL LIGEIRA
NOTA JUSTIFICATIVA 1º-O presente Regulamento, tem como principal objectivo compilar as alterações a que a versão inicial foi sujeita e expurgá-lo de algumas dificuldades de leitura e interpretação que
