ARQUIVO DE ATUALIZAÇÃO SÚMULAS DO STJ (nº 479 a nº 498)

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1 ARQUIVO DE ATUALIZAÇÃO SÚMULAS DO STJ (nº 479 a nº 498) CAPÍTULO DIREITO CIVIL 2. CONTRATOS Súmula nº 485 A Lei de Arbitragem aplica-se aos contratos que contenham cláusula arbitral, ainda que celebrados antes da sua edição. Súmula aplicável. Corte Especial, DJe Referência legislativa: CPC, arts. 267, VII, e 301, IX. Lei 9.307/96. Precedentes: REsp , DJe REsp , DJe SEC 894, DJe SEC 831, DJ SEC 349, DJ REsp , DJ A arbitragem corresponde a um método alternativo de resolução de conflitos sobre direitos disponíveis, no qual as partes convencionam que uma ou mais pessoas (árbitros) avaliarão e decidirão a controvérsia instaurada, sob determinados procedimentos, com prazo determinado para o deslinde da questão. No direito brasileiro, o instituto está regulado pela Lei nº 9.307/96, chamada Lei de Arbitragem, com vigência a partir de 24 de novembro daquele ano (sessenta dias após a publicação). A controvérsias que deram ensejo ao enunciado referiam-se à possibilidade de aplicação das normas de arbitragem constantes na Lei a contratos firmados antes da sua edição, quando os contratos já contivessem cláusula arbitral expressa. Por reconhecer um caráter eminentemente processual nas disposições legais mencionadas, a Corte entendeu que os novos comandos aplicam-se imediata e integralmente a todos os contratos, inclusive aos celebrados anteriormente à data de edição da Lei de Arbitragem, desde que houvesse cláusula arbitral presente nesses pactos. 3. Esta Corte pacificou que, tratando-se a arbitragem de instituto eminentemente processual, as disposições da Lei 9.307/96 têm incidência imediata nos contratos celebrados antecedentemente, se neles estiver inserida a cláusula arbitral. 4. No caso ora em análise, o acórdão hostilizado encontrase em harmonia com a jurisprudência deste egrégio STJ. Incidência da Súmula 83/STJ. (REsp , Rel. Min. Luis F. Salomão, 4ª T., DJe ) Pedido de homologação de sentença arbitral estrangeira obtida perante a Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional, na cidade de Montevidéu, Uruguai, versando sobre cumprimento de obrigações de índole contratuais. Pede-se a homologação de sentença arbitral proferida em maio de 2003 e não sujeita a recursos. Não subsiste a necessidade de trânsito em julgado de ação judicial no Uruguai que questiona a arbitragem, especialmente na espécie, em que a ação judicial foi indeferida. A requerida Inepar, ao incorporar duas outras empresas contratantes, assumiu todos os direitos e obrigações das cedentes, inclusive a cláusula arbitral em questão. A Lei de Arbitragem brasileira tem incidência imediata aos contratos que contenham

2 cláusula arbitral, ainda que firmados anteriormente à sua edição. A análise do STJ na homologação de sentença arbitral estrangeira está limitada aos aspectos previstos nos arts. 38 e 39 da Lei 9.307/96. Não compete a esta Corte a apreciação do mérito da relação material objeto da sentença arbitral. Sentença arbitral estrangeira homologada. (SEC 894/UY, Rel. Min. Nancy Andrighi, Corte Especial, DJe ) 1. Acordo de consórcio internacional, com cláusula arbitral expressa, celebrado entre empresas francesa e brasileira. 2. A empresa requerida, ao incorporar a original contratante, assumiu todos os direitos e obrigações da cedente, inclusive a cláusula arbitral em questão, inserida no Acordo de Consórcio que restou por ela inadimplido. 3. Imediata incidência da Lei de Arbitragem aos contratos que contenham cláusula arbitral, ainda que firmados anteriormente à sua edição. (SEC 831/FR, Rel. Min. Esteves Lima, Corte Especial, DJ ) 1. Contrato celebrado no Japão, entre empresas brasileira e japonesa, com indicação do foro do Japão para dirimir as controvérsias, é contrato internacional. 2. Cláusula arbitral expressamente inserida no contrato internacional, deixando superada a discussão sobre a distinção entre cláusula arbitral e compromisso de juízo arbitral. 3. As disposições da Lei 9.307/96 têm incidência imediata nos contratos celebrados antecedentemente, se neles estiver inserida a cláusula arbitral. 4. Sentença arbitral homologada. (SEC 349/JP, Rel. Min. Eliana Calmon, Corte Especial, DJ ) Com a alteração do art. 267, VII, do CPC pela Lei de Arbitragem, a pactuação tanto do compromisso como da cláusula arbitral passou a ser considerada hipótese de extinção do processo sem julgamento do mérito. Impõe-se a extinção do processo sem julgamento do mérito se, quando invocada a existência de cláusula arbitral, já vigorava a Lei de Arbitragem, ainda que o contrato tenha sido celebrado em data anterior à sua vigência, pois, as normas processuais têm aplicação imediata. Pelo Protocolo de Genebra de 1923, subscrito pelo Brasil, a eleição de compromisso ou cláusula arbitral imprime às partes contratantes a obrigação de submeter eventuais conflitos à arbitragem, ficando afastada a solução judicial. Nos contratos internacionais, devem prevalecer os princípios gerais de direito internacional em detrimento da normatização específica de cada país, o que justifica a análise da cláusula arbitral sob a ótica do Protocolo de Genebra de (REsp , Rel. Min. Nancy Andrighi, 3ª T., DJ ) CPC. Art Extingue-se o processo, sem resolução de mérito: [...] VII pela convenção de arbitragem. Art Compete-lhe, porém, antes de discutir o mérito, alegar: [...] IX convenção de arbitragem. 4. DIREITO IMOBILIÁRIO 4.4. REGISTRO IMOBILIÁRIO Súmula nº 496 Os registros de propriedade particular de imóveis situados em terrenos de marinha não são oponíveis à União. Súmula aplicável. 1ª Seção, DJe Referência legislativa: CF, art. 20, VII. CPC, art. 543-C. CC, arts. 99 e DL 9.760/46, arts. 1º, a, 2º, 3º e 198. Precedentes: Ag no REsp DJe REsp DJe REsp , DJe AgRg no AgRg no REsp , DJe REsp , DJe AgRg no REsp , DJe REsp , DJe REsp , DJ REsp , DJ Conforme dicção constitucional, os terrenos de marinha e acrescidos são bens públicos pertencentes à União, de modo originário (art. 20, VII, da CF/1988). Eles nunca estiveram sob domínio de particulares/terceiros, tendo sua origem ainda nos tempos coloniais, e, depois, transferidos ao patrimônio do Estado brasileiro. Atualmente, seu estatuto jurídico é regulado pelo Decreto-lei nº 9.760/1946.

3 Nesse diploma consta a regulamentação das formas de uso dos terrenos de marinha pelos particulares. Também estatui o procedimento de demarcação das áreas, de efeito meramente declaratório, da propriedade da União. Se o procedimento de demarcação concluir que determinado imóvel é terreno de marinha, a área passa a integrar o domínio público, e os antigos proprietários passam imediatamente à condição de ocupantes, agora instados a adimplir o foro anual cobrado pelo uso do bem público dominial. É desnecessário que a União ajuíze ação própria anulatória para os registros de propriedade anteriores, tendo em vista que o procedimento de demarcação goza dos atributos comuns aos atos administrativos. Sendo assim, o enunciado reconhece que o eventual título de propriedade do particular em relação ao terreno de marinha não produz qualquer efeito perante a União, por conta da natureza originária dessa propriedade pública. 4. Esta Corte Superior possui entendimento pacificado no sentido de que o registro imobiliário não é oponível em face da União para afastar o regime dos terrenos de marinha, servindo de mera presunção relativa de propriedade particular a atrair, p. ex., o dever de notificação pessoal daqueles que constam deste título como proprietário para participarem do procedimento de demarcação da linha preamar e fixação do domínio público, uma vez que a Constituição da República vigente (art. 20, VII) atribui originariamente àquele ente federado a propriedade desses bens. (REsp , repetitivo, Rel. Min. Campbell Marques, 1ª S., DJe ) 1. Inexiste violação ao art. 535, II do CPC se o acórdão decide fundamentadamente, ainda que utilizando de razões de decidir extraídas de outros acórdãos do mesmo ou de outro Tribunal, as questões de relevo para a solução da controvérsia. 2. Segundo a jurisprudência desta Corte, os títulos de propriedade situada em terreno de marinha são inoponíveis à União, que detém a propriedade originária de tais bens. (REsp , Rel. Min. Eliana Calmon, 2ª T., DJe ) 1. A controvérsia dos presentes autos recai (i) sobre a possibilidade de discutir, via exceção de pré-executividade, o domínio da área em razão da qual se pretende cobrar taxa de ocupação e (ii) sobre a tese jurídica adotada pela origem, segundo a qual o registro do bem no Registro Geral de Imóveis RGI com atribuição de domínio pleno a particular só pode ser cancelado por decisão judicial, sendo tal título suficiente para afastar a caracterização do bem como terreno de marinha. 2. É relevante pontuar, inicialmente, que a exceção de pré-executividade é medida adequada na presente hipótese, se, e apenas se, a pretensão do agravante era unicamente afastar a cobrança da taxa de ocupação pela União com base em título extrajudicial de domínio pleno neste caso, a instância ordinária deveria apenas valorar o registro do bem no RGI, vale dizer, pontuar se este título era ou não suficiente para impedir a cobrança da taxa de ocupação. Se for dessa forma, a exceção de pré-executividade é plenamente cabível, sem que haja violação ao art. 16, 2º, da Lei n /80, uma vez que o inconformismo demandaria somente análise de direito, sendo despicienda a incursão em aspectos fático-probatórios. 3. Entretanto, se o agravante alega (nas razões do regimental) que a demarcação, no caso, é nula, porque a faixa de terrenos de marinha foi colocada nas margens do rio Tramandaí, até dois quilômetros a montante da foz, sem considerar a Constituição Federal, que diz no ADCT, art. 49, 3º, que esses terrenos se situam a partir da orla marítima (fl. 159), aí sim seria necessária produção de prova, o que é inviável em sede de exceção de pré-executividade, cabendo apenas a oposição de embargos á execução, com precedência da garantia devida. 4. No entanto, sobre as questões discutidas nos autos, assim se manifestou a

4 origem: Como visto, para que se reconheça tratar-se de terreno de marinha bem imóvel devidamente registrado no Registro Geral de Imóveis, é imprescindível prévio e regular procedimento administrativo, com obediência ao disposto na norma supratranscrita, sem o qual não é possível cobrar de quem detém legítimo título de propriedade a pretendida taxa de ocupação. Assinale-se também que, como é cediço, o mencionado registro faz com que o título de propriedade surta efeitos erga omnes, inclusive para a União Federal. 5. Como se vê, a discussão da origem fundou-se exclusivamente na qualidade do título de propriedade, se suficiente ou não para afastar o domínio da União. Não pode o Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instâncias, avaliar outro enfoque o da própria validade da demarcação de terras na hipótese, se esta, inclusive, não foi a matéria devolvida à Corte. 6. É pacífico o entendimento do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que o título de propriedade do particular não é oponível à União nesses casos, pois os terrenos de marinha são da titularidade originária deste ente federado, na esteira do que dispõem a Constituição da República e o DL 9.760/46. (AgRg no AgRg no REsp , Rel. Min. Campbell Marques, 2ª T., DJe ) 3. As instâncias ordinárias, mediante análise de fatos e provas, concluíram que os imóveis dos autores estão localizados na faixa dos terrenos de marinha, sendo legítima, por conseguinte, a cobrança da taxa de ocupação. Assim, o reexame da qualificação dos imóveis e da posição da linha preamar média de 1831, para fins de enquadrá-los na categoria dos bens privados e, com isso, afastar a cobrança da taxa questionada, pressupõe, necessariamente, o reexame do contexto fático-probatório dos autos, inviável em sede de recurso especial, conforme o disposto na Súmula 7/STJ. 4. O Superior Tribunal de Justiça já firmou o entendimento de que os títulos de domínio privado não podem ser opostos à União, porque a titularidade dos terrenos de marinha e acrescidos, conferida por lei, tem natureza originária. (REsp , Rel. Min. Denise Arruda, 1ª T., DJe ). 3. O STJ assenta que, nas hipóteses em que os imóveis se situam em terrenos da marinha, o título de domínio particular é inoponível, porquanto propriedade da União. (AgRg no REsp , Rel. Min. Humberto Martins, 2ª T., DJe ) 3. Os terrenos de marinha são bens públicos dominiais. Desse modo, as pretensões dos particulares sobre eles não podem ser acolhidas, nos termos do art. 198 do DL 9.760/ É notório que, após a demarcação da linha de preamar e a fixação dos terrenos de marinha, a propriedade passa ao domínio público e os antigos proprietários passam à condição de ocupantes, sendo provocados a regularizar a situação mediante pagamento de foro anual pela utilização do bem. 5. Na hipótese, não há informação ou documento nos autos que afaste a presunção de que os terrenos de marinha em questão se tratam de bens públicos dominiais, por isso, não pode o particular pretender isentar-se da cobrança da taxa de ocupação, porquanto este domínio, frise-se, é da União. (REsp , Rel. Min. Castro Meira, 2ª T., DJe ) 1. Os terrenos de marinha são bens públicos e pertencem à União. 2. Consectariamente, algumas premissas devem ser assentadas a saber: a) Os terrenos de marinha, cuja origem que remonta à época do Brasil-Colônia, são bens públicos dominicais de propriedade da União e estão previstos no Decreto-lei 9.760/46. b) O procedimento de demarcação dos terrenos de marinha produz efeito meramente declaratório da propriedade da União sobre as áreas demarcadas. c) O direito de propriedade, à luz tanto do Código Civil brasileiro de 1916 quanto do novo Código de 2002, adotou o sistema da presunção relativa ( juris tantum ) relativamente ao domínio, admitindo prova em contrário. d) Não tem validade qualquer título de propriedade outorgado a particular de bem imóvel situado em área considerada como terreno de marinha ou acrescido. e) Desnecessidade de ajuizamento de ação própria, pela União, para a anulação dos registros de propriedade dos ocupantes de terrenos de marinha, em razão de o procedimento administrativo de demarcação gozar dos atributos comuns a todos os atos administrativos: presunção de legitimidade, imperatividade,

5 exigibilidade e executoriedade. f) Infirmação da presunção de legitimidade do ato administrativo incumbe ao ocupante que tem o ônus da prova de que o imóvel não se situa em área de terreno de marinha. g) Legitimidade da cobrança de taxa de ocupação pela União mesmo em relação aos ocupantes sem título por ela outorgado. h) Ausência de fumus boni juris. 3. Sob esse enfoque, o título particular é inoponível quanto à União nas hipóteses em que os imóveis situam-se em terrenos de marinha, revelando o domínio público quanto aos mesmos. 4. A Doutrina do tema não discrepa da jurisprudência da Corte ao sustentar que: os terrenos de marinha são bens da união, de forma originária. Significando dizer que a faixa dos terrenos de marinha nunca esteve na propriedade de terceiros, pois, desde a criação da União ditos terrenos, já eram de sua propriedade, independentemente de estarem ou não demarcados. A existência dos terrenos de marinha, antes mesmo da Demarcação, decorre da ficção jurídica resultante da lei que os criou. Embora sem definição corpórea, no plano abstrato, os terrenos de marinha existem desde a criação do estado Brasileiro, uma vez que eles nasceram legalmente no Brasil-Colônia e foram incorporados pelo Brasil-Império. (in Revista de Estudos Jurídicos, terrenos de marinha, Eliseu Lemos Padilha, Vol. 20, p. 38) Os terrenos de marinha são bens públicos, pertencentes à União, a teor da redação incontroversa do inciso VII do art. 20 da Constituição Federal. E isso não é novidade alguma, dado que os terrenos de marinha são considerados bens públicos desde o período colonial, conforme retrata a Ordem Régia de 4 de dezembro de 1710, cujo teor desta última apregoava que as sesmarias nunca deveriam compreender a marinha que sempre deve estar desimpedida para qualquer incidente do meu serviço, e de defensa da terra. Vê-se, desde períodos remotos da história nacional, que os terrenos de marinha sempre foram relacionados à defesa do território. A intenção era deixar desimpedida a faixa de terra próxima da costa, para nela realizar movimentos militares, instalar equipamentos de guerra, etc. Por essa razão, em princípio, é que os terrenos de marinha são bens públicos e, ademais, pertencentes à União, na medida em que é dela a competência para promover a defesa nacional (inc. III do art. 21 da CF). (in Direito Público, Estudos em Homenagem ao Professor Adilson Abreu Dallari, terrenos de marinha: aspectos destacados, Joel de Menezes Niebuhr, Ed. Delrey, p. 354) O Direito da União aos terrenos de marinha decorre, não só implicitamente, das disposições constitucionais vigentes, por motivos que interessam à defesa nacional, à vigilância da costa, à construção e exploração dos portos, mas ainda de princípios imemoriais que só poderiam ser revogados por cláusula expressa da própria Constituição. (in Tratado de Direito Administrativo, Themistocles Brandão Cavalcanti, Ed. Livraria Freitas Bastos, 2. ed., p. 110) 5. Deveras, a demarcação goza de todos os atributos inerentes aos atos administrativos, quais seja, presunção de legitimidade, exibilidade e imperatividade. 6. Consectariamente, é lícito à União, na qualidade de Administração Pública, efetuar o lançamento das cobranças impugnadas, sem que haja necessidade de se valer das vias judiciais, porquanto atua com presunção juris tantum de legitimidade, fato jurídico que inverte o ônus de demandar, imputando-o ao recorrido. 7. Consectariamente, incidiu em error in judicando o aresto a quo ao concluir que não pode o poder público, apenas através de procedimento administrativo demarcatório, considerar que o imóvel regularmente registrado como alodial, e há muito negociado como livre e desembargado, seja imediatamente havido como terreno de marinha, com a cobrança da chamada taxa de ocupação. (REsp , Rel. Min. Luiz Fux, 1ª T., DJ ) 1. Os terrenos de marinha, discriminados pelo Serviço de Patrimônio da União, com base em legislação específica, só podem ser descaracterizados pelo particular por meio de ação judicial própria. 2. Cobrança de taxa de ocupação pela União. 3. Ação de nulidade da exigência do pagamento da taxa sob alegação dos autores de serem proprietários do bem imóvel, em face de doação feita pelo Estado do Rio Grande do Sul. 4. Reconhecimento pelo acórdão de que os bens estão situados em faixa considerada de terreno de marinha. 5. Impossibilidade, em face do posicionamento do acórdão, de ser revertido esse convencimento. Matéria de prova. 6. Em nosso direito positivo, diferentemente do sistema alemão, a transcrição do título no registro de imóvel tem presunção juris tantum. 7. É sem qualquer validade título de propriedade outorgado a particular

6 de bem imóvel situado em área considerada como terreno de marinha. 8. Taxa de ocupação devida. (REsp , Rel. Min. José Delgado, 1ª T., DJ ) CF. Art. 20. São bens da União: [...] VII os terrenos de marinha e seus acrescidos. CC. Art. 99. São bens públicos: I os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; II os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; III os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. Art A propriedade presume-se plena e exclusiva, até prova em contrário. DL 9.760/1946. Art. 1º Incluem-se entre os bens imóveis da União: a) os terrenos de marinha e seus acrescidos; Art. 2º São terrenos de marinha, em uma profundidade de 33 (trinta e três) metros, medidos horizontalmente, para a parte da terra, da posição da linha do preamar-médio de 1831: a) os situados no continente, na costa marítima e nas margens dos rios e lagoas, até onde se faça sentir a influência das marés; b) os que contornam as ilhas situadas em zona onde se faça sentir a influência das marés. Parágrafo único. Para os efeitos deste artigo a influência das marés é caracterizada pela oscilação periódica de 5 (cinco) centímetros pelo menos, do nível das águas, que ocorra em qualquer época do ano. Art. 3º São terrenos acrescidos de marinha os que se tiverem formado, natural ou artificialmente, para o lado do mar ou dos rios e lagoas, em seguimento aos terrenos de marinha. Art A União tem por insubsistentes e nulas quaisquer pretensões sobre o domínio pleno de terrenos de marinha e seus acrescidos, salvo quando originais em títulos por ela outorgadas na forma do presente Decreto-lei. CAPÍTULO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. AÇÃO CIVIL PÚBLICA Súmula nº 489 Reconhecida a continência, devem ser reunidas na justiça federal as ações civis públicas propostas nesta e na justiça estadual. Súmula aplicável. Corte Especial, DJe Referência legislativa: CF, art. 109, I. CPC, arts. 105 e 115. Precedentes: CC , DJe CC 90106, DJe CC 56460, DJ CC 40534, DJ CC 22682, DJ A continência no processo civil está regulada nos arts. 104 e 105 do CPC e implica reunião dos processos ainda não julgados. Isso para evitar decisões conflitantes entre si, pois a ausência de coerência entre os julgamentos causa insegurança jurídica. A reunião dos processos acarreta para um dos juízos o afastamento do processo, que deve, assim, ser remetido para outro juízo, tido por competente para ambas as causas. A competência da Justiça Federal, determinada pelo art. 109, I, da CF, está fundada no critério subjetivo, de acordo com a identidade das partes processuais presentes. É da natureza do federalismo a prevalência dos interesses da União em relação aos interesses dos estados-membros. Dessa forma, se as ações civis públicas forem intentadas pelo Ministério Público Federal e por algum dos Ministérios Públicos estaduais versando sobre a mesma causa, a justificar a continência dos processos, deve-se reconhecer que o juiz competente para os julgamentos será o do juízo federal, que prevalece por regra expressa de disposição constitucional existente.

7 1. A presença do Ministério Público federal, órgão da União, na relação jurídica processual como autor faz competente a Justiça Federal para o processo e julgamento da ação (competência ratione personae ) consoante o art. 109, I, da CF. 2. Evidenciada a continência entre a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal em relação a outra ação civil pública ajuizada na Justiça Estadual, impõe-se a reunião dos feitos no Juízo Federal. (CC , Rel. Min. Paulo Sanseverino, 2ª S., DJe ) Súmula STJ 150. Compete à justiça federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, no processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas. 1. A competência da Justiça Federal, prevista no art. 109, I, da Constituição, tem por base um critério subjetivo, levando em conta, não a natureza da relação jurídica litigiosa, e sim a identidade dos figurantes da relação processual. Presente, no processo, um dos entes ali relacionados, a competência será da Justiça Federal. 2. É da natureza do federalismo a supremacia da União sobre Estados-membros, supremacia que se manifesta inclusive pela obrigatoriedade de respeito às competências da União sobre a dos Estados. Decorre do princípio federativo que a União não está sujeita à jurisdição de um Estado-membro, podendo o inverso ocorrer, se for o caso. 3. Estabelecendo-se relação de continência entre ação civil pública de competência da Justiça Federal, com outra, em curso na Justiça do Estado, a reunião de ambas deve ocorrer, por força do princípio federativo, perante o Juízo Federal. (CC 90106, Rel. Min. Teoria Zavascki, 1ª S., DJe ) 1. Ocorrendo continência entre duas ações civis públicas propostas concomitantemente pelo Ministério Público Estadual e pela União, com a finalidade de interdição permanente de empresas exploradoras de jogos de azar, deve ser determinada a reunião de ambas ações para evitar julgamentos conflitantes entre si. 2. É da natureza do federalismo a supremacia da União sobre Estados-membros, supremacia que se manifesta inclusive pela obrigatoriedade de respeito às competências da União sobre a dos Estados. Decorre do princípio federativo que a União não está sujeita à jurisdição de um Estado-membro, podendo o inverso ocorrer, se for o caso. (CC 40334) 3. In casu, há de se considerar, na espécie, a preponderação da ação civil pública proposta na Justiça Federal, gerando atração das propostas na Justiça Estadual. Embora seja fato que o que se discute nas ações civis públicas propostas na Justiça Estadual seja a ausência de alvará a ser expedido pela Prefeitura Municipal, também deve se considerar que para o exercício das atividades em questão há necessidade de dois atos que se completam: a) a autorização a ser concedida pela Caixa Econômica Federal; b) a concessão de alvará de funcionamento. O ato administrativo, portanto, é composto. Exige a atuação de duas autoridades: uma federal, outra estadual. Consequentemente, qualquer litígio existente sobre a questão atrai a competência da Justiça Federal para analisar o ato composto em sua integridade. (CC 56460, Rel. Min. José Delgado, 1ª S., DJ ) 1. Havendo continência entre duas ações civil públicas, movidas pelo Ministério Público, impõese a reunião de ambas, a fim de evitar julgamentos conflitantes, incompatíveis entre si. 2. A competência da Justiça Federal, prevista no art. 109, I, da Constituição, tem por base um critério subjetivo, levando em conta, não a natureza da relação jurídica litigiosa, e sim a identidade dos figurantes da relação processual. Presente, no processo, um dos entes ali relacionados, a competência será da Justiça Federal, a quem caberá decidir, se for o caso, a legitimidade para a causa. 3. É da natureza do federalismo a supremacia da União sobre Estados-membros, supremacia que se manifesta inclusive pela obrigatoriedade de respeito às competências da União sobre a dos Estados. Decorre do princípio federativo que a União não está sujeita à jurisdição de um Estadomembro, podendo o inverso ocorrer, se for o caso. 4. Em ação proposta pelo Ministério Público Federal, órgão da União, somente a Justiça Federal está constitucionalmente habilitada a proferir sentença que vincule tal órgão, ainda que seja sentença negando a sua legitimação ativa. E enquanto a União figurar no polo passivo, ainda que seja do seu interesse ver-se excluída, a causa é

8 da competência da Justiça Federal, a quem cabe, se for o caso, decidir a respeito do interesse da demandada (Súmula 150/STJ). (CC 40534, Rel. Min. Teoria Zavascki, 1ª T., DJ ) Não se discute o fato de que a existência de conexão ou continência não é capaz, por si só, de alterar a competência absoluta, como é o caso dos autos. Menos verdade não é, contudo, que, se a Justiça Federal já está processando determinado feito e existe outra ação cujo objeto está abrangido por aquela, não se pode deixar de reconhecer o interesse da União também nesse feito e a necessidade da reunião dos processos para o julgamento pela Justiça Federal. (CC 22682, Rel. Min. Franciulli Netto, 1ª S., DJ ) CF. Art Aos juízes federais compete processar e julgar: I as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. CPC. Art Dá-se a continência entre duas ou mais ações sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o objeto de uma, por ser mais amplo, abrange o das outras. Art Havendo conexão ou continência, o juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pode ordenar a reunião de ações propostas em separado, a fim de que sejam decididas simultaneamente. Art Há conflito de competência: I quando dois ou mais juízes se declaram competentes; II quando dois ou mais juízes se consideram incompetentes; III quando entre dois ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos. CAPÍTULO DIREITO DO CONSUMIDOR 1. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Súmula nº 479 As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias. Súmula aplicável. 2ª Seção, DJe Referência legislativa: CDC, arts. 14, 3º, II, e 17. CPC, art C. Precedentes: AgRg no AREsp 80075, DJe AgRg no Ag , DJe REsp , DJe REsp , DJe REsp , DJe AgRg no Ag , DJe AgRg no Ag , DJe AgRg no Ag , DJe AgRg no Ag , DJe AgRg no Ag , DJe REsp PE, DJe REsp , DJ A indenização por ato ilícito decorre da presença de três requisitos: o ato ilícito, o dano sofrido pela vítima e o nexo de causalidade entre o dano e a conduta ilícita. Conforme já decidira o STJ, as normas do CDC são aplicáveis às instituições financeiras (Súmula 297). Portanto, nas relações com seus clientes, há responsabilidade objetiva dos bancos pelos danos causados a eles, ou seja, independentemente da existência de ato culposo, conforme dispõe o art. 14, caput, do diploma consumerista, bastando a existência de nexo de causalidade entre a ação do banco e o dano sofrido pelo cliente. Para romper o nexo de causalidade existente, o CDC somente reconhece como legítimas exclusões do liame entre a conduta do fornecedor e o dano causado ao consumidor: a culpa exclusiva do consumidor ou a culpa de terceiro. Todavia, o fato de terceiro só atua como excludente da responsabilidade quando for inevitável e imprevisível. Sem essa caracterização, resta plenamente válida a responsabilidade objetiva da instituição financeira pelos danos causados ao cliente.

9 Assim, em caso de terceirização do serviço bancário, permanece imutável e integral sua responsabilidade pelos danos causados aos clientes, ainda que ocorridos durante a execução do serviço pelo terceiro, sob pena de transferir ao consumidor os prejuízos decorrentes dessas atividades terceirizadas, sobre as quais não possui qualquer ingerência ou controle, e sequer pode exercer vigilância sobre o desenvolvimento de tais atividades. Além disso, se a instituição financeira atua por meio de terceirizados, tal prática proporciona-lhe benefícios ( marketing proporcionado pela comodidade oferecida, captação de clientela, ou mesmo eventual redução de custos de suas operações), devendo, em contrapartida, assumir os riscos decorrentes dessa atividade. As instituições bancárias respondem objetivamente pelos danos causados por fraudes ou delitos praticados por terceiros como, por exemplo, abertura de conta corrente ou recebimento de empréstimos mediante fraude ou utilização de documentos falsos, porquanto tal responsabilidade decorre do risco do empreendimento, caracterizando-se como fortuito interno. (REsp , Repetitivo, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, 2ª S., DJe ) Ainda que os bens comprovadamente depositados no cofre roubado sejam de propriedade de terceiros, alheios à relação contratual, permanece hígido o dever de indenizar do banco, haja vista sua responsabilidade objetiva frente a todas as vítimas do fato do serviço, sejam elas consideradas consumidores stricto sensu ou consumidores por equiparação. (REsp , Rel. Min. Nancy Andrighi, 3ª T., DJe ) A jurisprudência do STJ tem entendido que, tendo em conta a natureza específica da empresa explorada pelas instituições financeiras, não se admite, em regra, o furto ou o roubo como causas excludentes do dever de indenizar, considerando-se que este tipo de evento caracteriza-se como risco inerente à atividade econômica desenvolvida. (AgRg no Ag , Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, 4ª T., DJe ) O nexo de causalidade entre a conduta do banco e o dano decorre do reconhecimento da abertura de conta corrente, em agência do agravante, em nome do autor/agravado, mediante fraude praticada por terceiro falsário, o que, à luz dos reiterados precedentes deste Pretório, por constituir risco inerente à atividade econômica das instituições financeiras, não elide a responsabilidade destas pelos danos daí advindos. (AgRg no Ag , Rel. Min. Raul Araújo, 4ª T., DJe ) 3. É de responsabilidade do banco a subtração fraudulenta dos conteúdos dos cofres que mantém sob sua guarda. Trata-se do risco profissional, segundo a qual deve o banco arcar com os ônus de seu exercício profissional, de modo a responder pelos danos causados a clientes e a terceiros, pois são decorrentes da sua prática comercial lucrativa. Assim, se a instituição financeira obtém lucros com a atividade que desenvolve, deve, de outra parte, assumir os riscos a ela inerentes. 4. Está pacificado na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça o entendimento de que roubos em agências bancárias são eventos previsíveis, não caracterizando hipótese de força maior, capaz de elidir o nexo de causalidade, requisito indispensável ao dever de indenizar. (REsp , Rel. Min. João Otávio de Noronha, 4ª T., DJe ) Segundo a doutrina e a jurisprudência do STJ, o fato de terceiro só atua como excludente da responsabilidade quando tal fato for inevitável e imprevisível. O roubo do talonário de cheques durante o transporte por empresa contratada pelo banco não constituiu causa excludente da sua responsabilidade, pois trata-se de caso fortuito interno. Se o banco envia talões de cheques para seus clientes, por intermédio de empresa terceirizada, deve assumir todos os riscos com tal atividade. O ônus da prova das excludentes da responsabilidade do fornecedor de serviços,

10 previstas no art. 14, 3º, do CDC, é do fornecedor, por força do art. 12, 3º, também do CDC. (REsp /RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, 3ª T., DJ ) CDC. Art º O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: I que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste; II a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. Art. 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento. CAPÍTULO DIREITO EMPRESARIAL 3. FALÊNCIA 3.1. DIREITO PROCESSUAL Súmula nº 480 O juízo da recuperação judicial não é competente para decidir sobre a constrição de bens não abrangidos pelo plano de recuperação da empresa. Súmula aplicável. 2ª Seção, DJe Precedentes: AgRg no CC , DJe CC , DJe AgRg no CC , DJe EDcl no CC , DJe AgRg no CC , DJe AgRg nos EDcl no CC , DJe CC , DJe CC , DJe AgRg no CC 99583, DJe A execução de demanda trabalhista é voltada contra os bens da empresa (empregadora). Contudo, podem ser alcançados bens de terceiros vinculados à empresa: empresas do mesmo grupo econômico da empresa executada (art. 2º, 2º da CLT) e os sócios da empresa (arts. 10 e 448 da CLT). Como os ativos de terceiros, ainda que pertencentes ao mesmo grupo econômico (assim entendidos na concepção da justiça trabalhista), não estão abrangidos pelo plano de recuperação judicial, em princípio, eles não são convocados para responder perante o concurso universal de credores da empresa em recuperação. Por estarem esses ativos fora da abrangência do plano de recuperação judicial, o juiz da recuperação não é competente para determinar sua constrição. Por essa razão, não pode haver conflito de competência entre o juiz trabalhista e o juiz da recuperação no que se refere aos bens não abrangidos pelo plano de recuperação judicial. Contudo, essa regra comporta exceção quando o juízo universal estender às empresas do mesmo grupo econômico ou aos sócios da empresa em recuperação os efeitos da desconsideração da personalidade jurídica da sociedade recuperanda. 1. Sentença proferida em demanda trabalhista ajuizada contra empresa alheia ao processo de recuperação judicial, com o redirecionamento da execução contra empresas detentoras de personalidades jurídicas e patrimônios distintos daqueles das sociedades recuperandas, delimita relação litigiosa que não alcança a esfera de atuação do juízo da vara empresarial, tampouco ofende as regras prescritas na Lei / Não há conflito positivo de competência quando os atos decisórios do juízo trabalhista não se mostram conflitantes com nenhuma deliberação do juízo responsável pela recuperação judicial, nem denotam a aptidão de interferir nas condições do plano de reorganização aprovado pelas partes interessadas. (AgRg no CC , Rel. Min. João O. Noronha, 2ª S., DJe ) 1. A execução trabalhista voltada contra sociedade tida como pertencente ao mesmo grupo econômico da empresa em recuperação judicial não dá ensejo à configuração de conflito positivo

11 de competência, a fim de obter a declaração de competência do Juízo estadual, se os bens objeto de constrição pelo Juízo trabalhista não estão abrangidos pelo plano de reorganização da recuperanda. 2. Em relação, contudo, aos atos tendentes à constrição de bens ou valores da empresa em recuperação judicial, com a edição da Lei /05, respeitadas as especificidades da falência e da recuperação judicial, é competente o juízo universal para prosseguimento dos atos de execução, tais como alienação de ativos e pagamento de credores, que envolvam créditos apurados em outros órgãos judiciais [...] (CC ). 3. Conflito de competência conhecido, em parte, para declarar a competência do Juízo em que se processa a recuperação judicial, tão-somente em relação aos atos executivos direcionados à empresa. (CC , Rel. Min. Maria Gallotti, 2ª S., DJe ) Se a execução trabalhista movida em face da sociedade em recuperação judicial foi redirecionada para atingir bens dos sócios, não há conflito de competência entre a Justiça especializada e o juízo falimentar, não se justificando o envio dos autos ao juízo universal, pois o patrimônio da empresa recuperanda continuará livre de constrição. (AgRg no CC /MT, Rel. Min. Luis F. Salomão, 2ª S., DJe ) 1. A matéria questionada em sede de agravo regimental, envolvendo as mesmas partes, está pacificada na 2ª Seção, como se verifica do v. acórdão do CC : Na espécie, em razão do reconhecimento da existência de grupo econômico pela Justiça Trabalhista, a execução trabalhista restou direcionada aos demais devedores solidários (solidariedade, no caso, legal, nos termos do artigo 2º, 2º, CLT), dentre eles, a ora suscitante, cujos ativos não integram o plano de recuperação judicial da empresa em recuperação. Nos termos do entendimento da e. 2ª Seção desta e. Corte, ratificado por ocasião do julgamento do CC Inexiste conflito de competência positivo porquanto os ativos da empresa suscitante, pertencente ao mesmo grupo econômico, segundo a Justiça Trabalhista, não abrangidos pelo plano de recuperação judicial da outra empresa, em princípio não serão convocados para responder perante o concurso de credores da empresa em recuperação. (AgRg no CC , Rel. Min. Honildo Castro (des. conv. TJ/AP), 2ª S., DJe ) Tendo sido redirecionada a execução trabalhista, de modo a atingir o patrimônio de empresa integrante do mesmo grupo econômico, restando, desta forma, livres de constrição os bens da empresa em recuperação judicial, não há que se falar em conflito de competência. (AgRg nos EDcl no CC , Rel. Min. Vasco D. Giustina (des. conv. TJ/RS), 2ª S., DJe ) Não caracteriza conflito positivo de competência a constrição de bens dos sócios da falida em sede de execução trabalhista, porquanto não há dois juízes o da falência e o trabalhista decidindo acerca do destino de um mesmo patrimônio. (CC , Rel. Min. Fernando Gonçalves, 2ª S., DJe ) Se os bens da empresa pertencente ao mesmo grupo econômico da recuperanda não estão abrangidos pelo plano de recuperação judicial, não há como concluir pela competência do Juízo onde se processa a recuperação para decidir acerca de sua destinação, afigurando-se possível o prosseguimento da execução trabalhista em curso, inclusive com a realização de atos expropriatórios, tendo em vista a sua condição de devedora solidária. (CC , Rel. p/ ac. Min. Sidnei Beneti, 2ª S., DJe ) CAPÍTULO DIREITO PENAL 1. EXECUÇÃO PENAL Súmula nº 491 É inadmissível a chamada progressão per saltum de regime prisional. Súmula aplicável. 3ª Seção, DJe Referência legislativa: LEP, art Precedentes: HC , DJe HC , DJe HC , DJe HC , DJe HC

12 157861, DJe HC , DJe HC , DJe HC , DJe HC , DJe HC 84302, DJe HC 46478, DJe O Código Penal estabelece os três regimes prisionais para as penas privativas de liberdade: fechado, semiaberto ou aberto (art. 33 do CP). No entanto, a execução penal é disciplinada pela Lei nº 7.210/84 (Lei de Execução Penal LEP). Para o preso, esses regimes não são estáticos, ou seja, o regime do cumprimento da pena fixado na condenação poderá ser modificado ao longo do tempo, de acordo com o decurso do prazo e com o comportamento do preso. Assim, para o regime prisional, poderá haver progressão ou regressão. Quando a movimentação ocorre de um regime mais gravoso para um mais brando, tem-se a progressão do regime; quando a movimentação dá-se em sentido contrário, ocorre a regressão. Em ambas as situações, a movimentação será determinada pelo juiz da execução (LEP, art. 66, II, b). O enunciado termina por ressaltar que a progressão do regime, de acordo com o art. 112 da LEP, depende do cumprimento de 1/6 da pena no regime anterior e do bom comportamento carcerário. Dessa forma, não seria admissível que o cumprimento da pena sofresse salto diretamente do regime fechado para o aberto, visto que o regime anterior ao aberto é o semiaberto. Em conclusão, o sistema de progressão prisional não autoriza que o condenado do regime fechado seja transferido diretamente para o regime aberto, sem ficar submetido ao regime intermediário (semiaberto), mesmo que o apenado tenha cumprido intervalo suficiente para os dois estágios no regime fechado. Cabe observar que a Lei nº /03 dispensou a exigência de realização do exame criminológico. Mesmo assim, se julgar necessário, o juiz, em decisão concretamente fundamentada, pode determinar a realização desse exame. Entretanto, a gravidade abstrata do delito praticado e a longevidade da pena a cumprir, por si sós, não constituem fundamentação idônea para realizar a avaliação criminológica. I. Hipótese em que o magistrado da execução deferiu a progressão para o regime semiaberto com data retroativa e, logo em seguida, antes mesmo do cumprimento da decisão, deferiu nova progressão para o regime aberto. II. Nos termos da reiterada jurisprudência desta Corte, não se admite a denominada progressão de regime per saltum, considerando a inteligência do art. 112 da LEP, no qual é estabelecido que o sentenciado deve descontar 1/6 da pena imposta no regime em que se encontra e, posteriormente, progredir para o regime subsequente. III. Hipótese na qual Colegiado a quo determinou o retorno do paciente ao regime intermediário em razão do não preenchimento do requisito objeto necessário para a concessão da benesse, porquanto o apenado não havia ainda descontado 1/6 da reprimenda no regime intermediário quando obteve a progressão ao regime aberto. (HC , Rel. Min. Gilson Dipp, 5ª T., DJe ) Nos termos da jurisprudência desta Corte Superior de Justiça, em atenção ao art. 112 da Lei 7.210/84, não se admite a progressão per saltum, diretamente do regime fechado para o aberto ou diretamente do semiaberto ao aberto sem, contudo, preenchimento do lapso temporal de 1/6 exigido pela lei, sendo obrigatório o cumprimento do requisito temporal no regime intermediário. 2. Hipótese em que o Paciente não preencheu o requisito objetivo de 1/6 da pena no regime

13 intermediário para possibilitar a concessão da progressão ao regime aberto. (HC , Rel. Min. Maria T. A. Moura, 6ª T., DJe ) 1. Reza o art. 112, da Lei Execução Penal, com redação dada pela Lei /2003 que a pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão. 2. A jurisprudência desta Corte não admite a progressão por salto, que seria transferir um sentenciado que está no regime fechado diretamente para o regime aberto, considerando-se tão somente a somatória do tempo de cumprimento de pena. 3. Devem ser respeitados os períodos cumpridos em cada regime prisional. Nem mesmo o fato de a paciente ter cumprido tempo suficiente para os dois estágios no regime fechado autoriza a progressão direta do regime fechado para o aberto. (HC , Rel. Min. Og Fernandes, 6ª T., DJe ) 1. A exigência de cumprimento de 2/3 da pena para o livramento condicional, nos casos de crime hediondo, advém da Lei 8.072/90, não sofreu qualquer alteração pela Lei /07, que apenas modificou o lapso para a progressão de regime prisional. 2. Nos termos da jurisprudência desta Corte Superior de Justiça, não se admite a progressão per saltum, diretamente do regime fechado para o aberto, sendo obrigatório o cumprimento do requisito temporal no regime anterior (semiaberto). (HC , Rel. Min. Maria T. A. Moura, 6ª T., DJe ) I. Segundo o sistema progressivo de execução da pena, adotado pela legislação brasileira, o condenado que cumpre pena privativa de liberdade, em regime fechado, deverá ser transferido para o regime subsequente, menos rigoroso, qual seja, o semiaberto. Portanto, não se admite a denominada progressão per saltum, a transferência direta do regime fechado para o aberto II. Para a concessão do benefício da progressão de regime, deve o acusado preencher os requisitos de natureza objetiva (lapso temporal) e subjetiva (bom comportamento carcerário), nos termos do art. 112 da LEP, com redação dada pela Lei n /2003, podendo o Magistrado, excepcionalmente, determinar a realização do exame criminológico, diante das peculiaridades da causa, desde que o faça em decisão concretamente fundamentada (cf. HC 88052). III. Dessa forma, muito embora a nova redação do art. 112 da LEP não mais exija o exame criminológico, esse pode ser realizado, se o Juízo da Execução, diante das peculiaridades da causa, assim o entender, servindo de base para o deferimento ou indeferimento do pedido. IV. In casu, verifica-se que o e. tribunal a quo, forte nos elementos fático-probatórios dos autos (prática de vários crimes graves pelo paciente, dentre eles, homicídio simples e qualificado), determinou, fundamentadamente, sua submissão ao exame criminológico, não se vislumbrando, portanto, qualquer ilegalidade em tal determinação. (HC , Rel. Min. Felix Fischer, 5ª T., DJe ) 1. O entendimento desta Corte Superior de Justiça é no sentido de que devem ser respeitados os períodos de tempo a serem cumpridos em cada regime prisional, não sendo admitida a progressão por salto. Nem o fato de paciente ter cumprido tempo suficiente autoriza a progressão direta do fechado para o aberto. 2. Se o paciente cometeu crime hediondo antes do advento da Lei /07, deve ser mantida a exigência de cumprimento de 1/6 de pena para a concessão da progressão, nos termos do art. 112 da LEP. 3. O advento da Lei /03 tornou prescindíveis os exames periciais antes exigidos para a concessão da progressão de regime prisional. São suficientes agora a satisfação dos requisitos objetivo (decurso do lapso temporal) e subjetivo (atestado de bom comportamento carcerário). 4. A gravidade abstrata do delito praticado e a longevidade da pena a cumprir, por si sós, não constituem fundamentação idônea a exigir a realização de exame criminológico. 5. Ordem parcialmente concedida com o intuito de determinar que se adote, na progressão de regime, os requisitos previstos no art. 112 da Lei de Execuções Penais, sem realização de exame criminológico. (HC , Rel. Min. Og Fernandes, 6ª T., DJe )

14 1. Estabelece art. 112, da LEP que o sentenciado tem que cumprir o requisito temporal de 1/6 no regime em que se encontra e posteriormente progredir para o regime subsequente. 2. A referida lei não autoriza a progressão direta do regime fechado para o aberto, em que pese o paciente ter cumprido tempo suficiente para os dois estágios no regime fechado, pois configuraria progressão per saltum. (HC 84302, Rel. Min. Laurita Vaz, 5ª T., DJe ) CP. Art. 33. A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semiaberto ou aberto. A de detenção, em regime semiaberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado. LEP. Art A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão. 1o A decisão será sempre motivada e precedida de manifestação do Ministério Público e do defensor. 3. PENA Súmula nº 493 É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) como condição especial ao regime aberto. Súmula aplicável. 3ª Seção, DJe Referência legislativa: CP, art. 44. LEP, art CPC, art C. Precedentes: HC , DJe AgRg no HC , DJe REsp , DJe REsp , DJe REsp , DJe HC , DJe HC , DJe HC , DJe HC , DJe AgRg no REsp , DJe O Código Penal institui três tipos de penas: privativa de liberdade (art. 33), restritiva de direito (art. 43) e multa (art. 49). Conforme dispõe o art. 44 do CP, as penas restritivas de direito tem caráter autônomo e podem substituir as privativas de liberdade para a condenação por infrações mais leves quando a pena privativa de liberdade não for superior a quatro anos, atendidas as demais condições (não reincidência em crime doloso e circunstâncias judiciais favoráveis). O juiz, na concessão do regime aberto (art. 115 da LEP), pode estabelecer condições específicas para tal, mas não poderá escolher um efeito já previsto como pena substitutiva. Sendo assim, aplicar, como condição especial do regime prisional aos casos de penas privativas de liberdade, uma pena restritiva de direitos seria cumular penas, causando prejuízo ao condenado, em verdadeiro bis in idem. I. Não é possível impor a prestação de serviços à comunidade (pena substitutiva) como condição especial à concessão do regime prisional aberto, sob pena de bis in idem, ainda que o julgador esteja lastreado em normas da corregedoria de Justiça estadual. II. Deve ser cassado o acórdão recorrido, restabelecendo-se a decisão monocrática, que converteu a pena restritiva de direitos imposta ao réu em reprimenda corporal, a ser cumprida no regime aberto, impondo-lhe condições diversas da prestação de serviços à comunidade. (HC , Rel. Min. Gilson Dipp, 5ª T., DJe ) 1. Deve ser mantida por seus próprios fundamentos a decisão que, aplicando o entendimento firmado por maioria na 3ª S. desta Corte Superior de Justiça, nos autos do REsp n , concede a ordem para restabelecer a decisão de primeiro grau, a qual converteu a pena restritiva de

15 direitos em privativa de liberdade, sem estabelecer condição especial para o cumprimento da pena no regime aberto. 2. (AgRg no HC , Rel. Min. Sebastião Reis Jr., 6ª T., DJe ) É lícito ao Juiz estabelecer condições especiais para a concessão do regime aberto, em complementação daquelas previstas na LEP (art. 115 da LEP), mas não poderá adotar a esse título nenhum efeito já classificado como pena substitutiva (art. 44 do CPB), porque aí ocorreria o indesejável bis in idem, importando na aplicação de dúplice sanção. (REsp , Rel. p/ ac. Napoleão Maia Fº, 3ª S., DJe ) 1. É lícito ao Juiz estabelecer condições especiais para a concessão do regime aberto, em complementação daquelas previstas na LEP (art. 115 da LEP), mas não poderá adotar a esse título nenhum efeito já classificado como pena substitutiva (art. 44 do CPB), porque aí ocorreria o indesejável bis in idem, importando na aplicação de dúplice sanção. 2. Ordem concedida para afastar a aplicação da prestação de serviços à comunidade e da prestação pecuniária como condições especiais para cumprimento da pena em regime aberto (art. 115 da LEP), em que pese o parecer ministerial em sentido contrário. (HC , Rel. Min. Napoleão Maia Fº, 5ª T., DJe ) 1. A pena restritiva de direito, a teor do art. 44 do Código Penal, possui caráter autônomo e substitutivo, não podendo cumular com a pena privativa de liberdade, ante a ausência de previsão legal. 2. Ordem concedida, para excluir a prestação de serviços à comunidade como condição especial para o cumprimento de pena no regime aberto imposta pelo Juiz das Execuções. (HC , Rel. Min. Vasco D. Giustina, 6ª T., DJe ) 1. O art. 44 do Código Penal é claro ao afirmar a natureza autônoma das penas restritivas de direitos que, por sua vez, visam substituir a sanção corporal imposta àqueles condenados por infrações penais mais leves. 2. Diante do caráter substitutivo das sanções restritivas, vedada está sua cumulatividade com a pena privativa de liberdade, salvo expressa previsão legal, o que não é o caso dos autos. (AgRg no REsp , Rel. Min. Og Fernandes, 6ª T., DJe ) CP. Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: I aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; II o réu não for reincidente em crime doloso; III a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. LEP. Art O juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto, sem prejuízo das seguintes condições gerais e obrigatórias: I permanecer no local que for designado, durante o repouso e nos dias de folga; II sair para o trabalho e retornar, nos horários fixados; III não se ausentar da cidade onde reside, sem autorização judicial; IV comparecer a Juízo, para informar e justificar as suas atividades, quando for determinado. CAPÍTULO DIREITO PROCESSUAL CIVIL 4. EXECUÇÃO 4.1. EMBARGOS Súmula nº 487 O parágrafo único do art. 741 do CPC não se aplica às sentenças transitadas em julgado em data anterior à da sua vigência. Súmula aplicável. Corte Especial, DJe Referência legislativa: CF, art. 5º, XXXVI. CPC, arts. 543-C, e 741, parágrafo único. Lei /05, art. 5º. MPv /01, art. 10. Precedentes: EREsp , DJe EREsp , DJe REsp , DJe AgRg no REsp , DJe AgRg nos EAg , DJe AgRg no REsp , DJe REsp , DJe AgRg no REsp , DJe AgRg no REsp , DJe AgRg no Ag , DJe AgRg no Ag , DJe AgRg no REsp , DJe AgRg no REsp ,

16 DJe REsp , DJe AgRg no REsp , DJe AgRg no REsp , DJe AgRg no REsp , DJe EREsp , DJe REsp , DJ AgRg no REsp , DJ REsp , DJ EREsp , DJ O enunciado esclarece a aplicação do disposto no art. 741, parágrafo único, do CPC, inovação promovida pela MPv /2001 (editada antes da vigência da EC 32/2001), que atrbui aos embargos à execução eficácia rescisória de sentenças transitadas em julgado inconstitucionais, ao considerar inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação tidas por incompatíveis com a Constituição Federal. Essa norma, com o fim de solucionar específico conflito entre os princípios da coisa julgada e da supremacia da Constituição, instituiu no sistema processual mecanismo com eficácia rescisória de sentenças inconstitucionais. Via de regra, as modificações legislativas de natureza processual são imediatamente aplicáveis, mesmo para os processos pendentes. No entanto, para o presente caso, entendeu a Corte que, diante dos princípios constitucionais da imutabilidade da coisa julgada e da segurança jurídica, não pode ser dada a mesma interpretação nas questões que envolvem a aplicação dessa inovação processual. Dessa forma, em respeito à imutabilidade da coisa julgada, a norma excepcional deve ser interpretada restritivamente, abrangendo apenas as sentenças cujo trânsito em julgado tenha ocorrido em data anterior à vigência da modificação trazida pela MP /2001. Para o STJ, o alcance dessa inovação às sentenças fundadas em norma inconstitucional só é admitido nas seguintes situações: (a) aplicação de norma declarada inconstitucional; (b) aplicação de norma em situação tida por inconstitucional; ou (c) aplicação de norma com sentido inconstitucional. Em todos esses casos, é necessário que a inconstitucionalidade tenha sido declarada em precedente do STF, em controle concentrado ou difuso, e independentemente de existência de resolução do Senado, mediante: declaração de inconstitucionalidade com ou sem redução de texto; ou interpretação conforme a Constituição. A aplicação da norma resta impossibilitada para as demais hipóteses de sentenças inconstitucionais, ainda que tenham decidido em sentido diverso da orientação firmada no STF, tais como as que: (a) deixaram de aplicar norma declarada constitucional, ainda que em controle concentrado; (b) aplicaram dispositivo da Constituição que o STF considerou sem autoaplicabilidade; (c) deixaram de aplicar dispositivo da Constituição que o STF considerou autoaplicável; e (d) aplicaram preceito normativo que o STF considerou revogado ou não recepcionado. 1. Em regra, as modificações legislativas de natureza processual são imediatamente aplicáveis, inclusive em relação aos processos pendentes. 2. O parágrafo único do art. 741 do CPC, acrescentado pela MPv /2001, aplica-se às sentenças que tenham transitado em julgado em data posterior a 24/8/2001, não estando sob seu alcance aquelas cuja preclusão máxima tenha

17 ocorrido anteriormente, ainda que eivadas de inconstitucionalidade. 3. A sentença de mérito, coberta por coisa julgada material, não pode ser descumprida, sob pena de violação da segurança jurídica, ainda que aquele ato judicial se fundamente em legislação posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, tanto na forma concentrada, como na via difusa. (EREsp , Rel. Min. Nancy Andrighi, Corte Especial, DJe ) 3. O parágrafo único do art. 741 do CPC, acrescentado pela MPv 2.180/2001, determina que se considera inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou cuja aplicação ou interpretação foram tidos por incompatíveis com a Carta Constitucional. 4. Na compreensão assente na 3ª S., a aludida modificação tem incidência imediata, ressalvadas as situações consolidadas antes de seu advento. Assim, se o título judicial transitou em julgado antes da vigência da mencionada Medida Provisória, inaplicável a novel legislação. 5. (AgRg no REsp , Rel. Min. Jorge Mussi, 5ª T., DJe ) 1. O art. 741, parágrafo único, do CPC, atribuiu aos embargos à execução eficácia rescisória de sentenças inconstitucionais. Por tratar-se de norma que excepciona o princípio da imutabilidade da coisa julgada, deve ser interpretada restritivamente, abarcando, tão somente, as sentenças fundadas em norma inconstitucional, assim consideradas as que: (a) aplicaram norma declarada inconstitucional; (b) aplicaram norma em situação tida por inconstitucional; ou (c) aplicaram norma com um sentido tido por inconstitucional. 2. Em qualquer desses três casos, é necessário que a inconstitucionalidade tenha sido declarada em precedente do STF, em controle concentrado ou difuso e independentemente de resolução do Senado, mediante: (a) declaração de inconstitucionalidade com ou sem redução de texto; ou (b) interpretação conforme a Constituição. 3. Por consequência, não estão abrangidas pelo art. 741, parágrafo único, do CPC as demais hipóteses de sentenças inconstitucionais, ainda que tenham decidido em sentido diverso da orientação firmada no STF, tais como as que: (a) deixaram de aplicar norma declarada constitucional, ainda que em controle concentrado; (b) aplicaram dispositivo da Constituição que o STF considerou sem autoaplicabilidade; (c) deixaram de aplicar dispositivo da Constituição que o STF considerou autoaplicável; e (d) aplicaram preceito normativo que o STF considerou revogado ou não recepcionado. 4. Também estão fora do alcance do parágrafo único do art. 741 do CPC as sentenças cujo trânsito em julgado tenha ocorrido em data anterior à vigência do dispositivo. 5. À luz dessas premissas, não se comportam no âmbito normativo do art. 741, parágrafo único, do CPC, as sentenças que tenham reconhecido o direito a diferenças de correção monetária das contas do FGTS, contrariando o precedente do STF a respeito (RE ). É que, para reconhecer legítima, nos meses que indicou, a incidência da correção monetária pelos índices aplicados pela gestora do Fundo (a Caixa Econômica Federal), o STF não declarou a inconstitucionalidade de qualquer norma, nem mesmo mediante as técnicas de interpretação conforme a Constituição ou sem redução de texto. Resolveu, isto sim, uma questão de direito intertemporal (a de saber qual das normas infraconstitucionais a antiga ou a nova deveria ser aplicada para calcular a correção monetária das contas do FGTS nos citados meses) e a deliberação tomada se fez com base na aplicação direta de normas constitucionais, nomeadamente a que trata da irretroatividade da lei, em garantia do direito adquirido (art. 5º, XXXVI) (REsp ). 6. A alegação de que algumas contas do FGTS possuem natureza não optante, de modo que os saldos ali existentes pertencem aos empregadores e não aos empregados e, também, de que a opção deu-se de forma obrigatória somente com o advento da nova Constituição, sendo necessária a separação do saldo referente à parte optante (após ) do referente à parte não optante (antes de ) para a elaboração de cálculos devidos, foi decidida pelo acórdão de origem com embasamento constitucional e também com fundamento em matéria fática, o que atrai a incidência da Súmula 7/STJ. 7. (REsp , repetitivo, Rel. Min. Castro Meira, 1ª S., DJe ) 1. A Corte Especial do STJ pacificou o entendimento de que a norma do art. 741, parágrafo único, do CPC, é inaplicável às sentenças transitadas em julgado anteriormente à sua vigência,

18 ainda que maculadas por inconstitucionalidade, em homenagem ao princípio insculpido no art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal. 2. Diante disso, é inadmissível, até mesmo em sede de embargos à execução, que a Fazenda Nacional se oponha ao cumprimento da sentença invocando o entendimento do STF quanto à constitucionalidade da tributação, pelo Finsocial, das empresas exclusivamente prestadoras de serviços (RE ), e, com muito mais razão, por intermédio de simples petição nos próprios autos da execução. (REsp Rel. Min. Eliana Calmon, 2ª T., DJe ) I. O parágrafo único do art. 741 do CPC, introduzido pela MPv , de , criou nova hipótese de embargos à execução, ao autorizar a sua propositura quando a decisão exequenda tenha-se fundamentado em lei declarada inconstitucional pelo c. Supremo Tribunal Federal. II. Estão fora do alcance do parágrafo único do art. 741 do CPC as sentenças transitadas em julgado anteriormente à vigência da MPv /2001, ainda que eivadas de inconstitucionalidade (AgRg no REsp , Rel. Min. Felix Fischer, 5ª T., DJe ) 1. É cediço que parte da doutrina tem incansavelmente admitido a alegação da coisa julgada inconstitucional, albergando o art. 741, parágrafo único, do CPC, defendendo, inclusive, a possibilidade de alegá-la a qualquer momento. 2. Outra parcela entende que a norma em comento é inconstitucional, porquanto o princípio da coisa julgada seria maior que os outros princípios utilizados como parâmetro da tese da coisa julgada inconstitucional, razão pela qual não poderia, em nenhuma hipótese, o referido instituto ser desconstituído, ainda que em virtude de declaração de inconstitucionalidade da norma utilizada como fundamento para a prolação da sentença exequenda. 3. A solução, contudo, a ser adotada deve ser um meio-termo, pois a tese da coisa julgada inconstitucional não pode ser utilizada como uma regra, mas sim como exceção, verificada caso a caso, sob pena de se enfraquecer a figura da coisa julgada (erigida à direito fundamental), bem como retirar de toda a sociedade a segurança jurídica, princípio que deve permear toda a atividade jurisdicional, sobretudo para que as decisões do Poder Judiciário tenham a força que um estado democrático reclama. 4. Parte-se da premissa de que as sentenças transitadas em julgado posteriores ou anteriores à declaração de inconstitucionalidade da norma podem ser desconstituídas (Resp ). 5. Contudo, antes da edição Medida Provisória n /01, que incluiu o parágrafo único no art. 741 do CPC, a forma como deveria ser impugnada uma sentença transitada em julgada, proferida em desacordo com norma declarada inconstitucional pelo STF era por meio da ação rescisória. 6. O princípio regente de todo o ordenamento jurídico brasileiro, qual seja, o de que as normas processuais têm efeitos imediatos, mas respeitados o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada impõe que a MP 2.180/01, incluindo nova hipótese de matéria a ser alegada em embargos à execução por ser de ordem de processual é aplicável de forma imediata respeitada, obviamente a coisa julgada. 7. Dessa forma, a nova hipótese de matéria a ser tratada em embargos à execução, qual seja, a alegação de declaração de inconstitucionalidade de norma, somente pode valer a partir da edição da MP 2.180/01, em respeito aos princípios constitucionais da coisa julgada (explícito) e segurança jurídica (implícito). (REsp , Rel. Min. Maria T. A. Moura, 6ª T., DJ ) 1. É certo que, a natureza processual do parágrafo único do art. 741 do CPC enseja sua aplicação imediata, inclusive em relação aos processos pendentes. No entanto, não se pode olvidar o respeito ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada. 2. Assim, mencionada norma deve ser aplicada às sentenças que tenham transitado em julgado em data posterior à da sua vigência, qual seja, (data da edição da MPv ). 3. No presente caso, tendo a sentença exequenda transitado em julgado posteriormente à vigência da MPv /2001, impõe-se a inexigibilidade do título executivo. (EREsp , Rel. Min. Laurita Vaz, 3ª S., DJ ) CF. Art. 5º. XXXVI a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. CPC. Art Na execução fundada em título judicial, os embargos só poderão versar sobre: [...] II inexigibilidade do título; [...] Parágrafo único. Para efeito do disposto no inciso II deste artigo, considera-se

19 também inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação tidas por incompatíveis com a Constituição Federal PENHORA Súmula nº 497 Os créditos das autarquias federais preferem aos créditos da fazenda estadual desde que coexistam penhoras sobre o mesmo bem. Súmula aplicável. 1ª Seção, DJe Referência legislativa: CPC, art. 543-C. CTN, art. 187, parágrafo único. LEF, art. 29, parágrafo único. Precedentes: REsp , DJe REsp DJe REsp , DJe REsp , DJ REsp 8338, DJ Por decisão do STF (AI Agr), foi decidida a subsistência de sua Súmula 563, acerca das regras para o concurso de preferências previstas no art. 187 do CTN. O STF reconheceu a compatibilidade das regras com o art. 19, III, da CF (correspondente àquele do art. 9º, I, da EC 1/69). Sendo assim, se houver pluralidade de penhoras sobre o mesmo bem em execuções fiscais de diferentes entidades, deve-se reconhecer a preferência da União e de suas autarquias, em detrimento dos créditos fiscais dos Estados-membros; e destes em relação aos dos Municípios. Importante observar que a validade dessa regra depende da coexistência da pluralidade de penhoras sobre o mesmo bem. 1. O crédito tributário de autarquia federal goza do direito de preferência em relação àquele de que seja titular a Fazenda Estadual, desde que coexistentes execuções e penhoras. 2. A instauração do concurso de credores pressupõe pluralidade de penhoras sobre o mesmo bem, por isso que apenas se discute a preferência quando há execução fiscal e recaia a penhora sobre o bem excutido em outra demanda executiva. 3. In casu, resta observada a referida condição à análise do concurso de preferência, porquanto incontroversa a existência de penhora sobre o mesmo bem tanto pela Fazenda Estadual como pela autarquia previdenciária. 4. O art. 187 do CTN dispõe que, verbis: (...). 5. O art. 29, da Lei 6.830/80, a seu turno, estabelece que: (...). 6. Deveras, verificada a pluralidade de penhoras sobre o mesmo bem em executivos fiscais ajuizados por diferentes entidades garantidas com o privilégio do concurso de preferência, consagra-se a prelação ao pagamento dos créditos tributários da União e suas autarquias em detrimento dos créditos fiscais dos Estados, e destes em relação aos dos Municípios, consoante a dicção do art. 187, parágrafo único c/c art. 29, da Lei 6.830/ O Pretório Excelso, não obstante a título de obiter dictum, proclamou, em face do advento da Constituição Federal de 1988, a subsistência da Súmula 563 do STF: O concurso de preferência a que se refere o parágrafo único do art. 187 do Código Tributário Nacional é compatível com o disposto no art. 9º, I, da Constituição Federal. (REsp , repetitivo, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª S., DJe ) 2. A abertura de concurso de credores fiscais somente é inaugurada quando demonstrada a realização de penhora sobre o mesmo bem nos respectivos executivos fiscais, o que não ocorre na presente hipótese. Recurso especial provido para afastar a multa do art. 538 do CPC e para garantir a preferência, in casu, do crédito estadual sobre o federal, em razão da inexistência de penhora no executivo federal. (REsp , Rel. Min. Humberto Martins, 2ª T., DJe ) A 1ª Seção desta Corte assentou o entendimento de que, em execução fiscal movida pela Fazenda Pública Estadual, a União e as autarquias federais podem suscitar a preferência de seus créditos

20 tributários, quando a penhora recair sobre o mesmo bem. (REsp , Rel. Min. Castro Meira, 2ª T., DJ ) CTN. Art A cobrança judicial do crédito tributário não é sujeita a concurso de credores ou habilitação em falência, recuperação judicial, concordata, inventário ou arrolamento. Parágrafo único. O concurso de preferência somente se verifica entre pessoas jurídicas de direito público, na seguinte ordem: I União; II Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente e pró rata; III Municípios, conjuntamente e pró rata. LEF. Art. 29. A cobrança judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública não é sujeita a concurso de credores ou habilitação em falência, concordata, liquidação, inventário ou arrolamento. Parágrafo único. O concurso de preferência somente se verifica entre pessoas jurídicas de direito público, na seguinte ordem: I União e suas autarquias; II Estados, Distrito Federal e Territórios e suas autarquias, conjuntamente e pro rata; III Municípios e suas autarquias, conjuntamente e pro rata. Súmula nº 486 É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia da sua família. Súmula aplicável. Corte Especial, DJe Referência legislativa: Lei 8.009/90, arts. 1º e 5º. Precedentes: AgRg no REsp , DJe REsp , DJe REsp , DJe REsp , DJe AgRg nos EDcl no Ag , DJe AgRg no Ag , DJe AgRg no REsp , DJ REsp , DJ REsp , DJ AgRg no Ag , DJ REsp , DJ REsp , DJ EREsp , DJ REsp , DJ Conforme a Lei nº 8.009/90, art. 1º, bem de família é conceito de um imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, que é impenhorável e não pode ser executado por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, salvo nas hipóteses legalmente previstas. A instituição do bem a essa categoria serve para conferir maior proteção e tranquilidade para a entidade familiar, ao resguardar o ambiente material no qual residem os seus membros. Com esse intento, foi criado o benefício legal da impenhorabilidade em seu favor. Ao evitar que o imóvel possa ser executado em razão de dívidas contratadas, essa impenhorabilidade protege o devedor e também o preserva do constrangimento do despejo que poderia conduzi-lo ao desabrigo. Em respeito aos fins sociais da Lei, o enunciado decide que a proteção da impenhorabilidade estende-se imóvel do executado locado a terceiros, quando a renda auferida seja utilizada para a manutenção da entidade familiar ou para que a própria família resida em outro imóvel alugado. O STJ pacificou a orientação de que não descaracteriza automaticamente o instituto do bem de família, previsto na Lei 8.009/1990, a constatação de que o grupo familiar não reside no único imóvel de sua propriedade. (AgRg no REsp , Rel. Min. Herman Benjamin, 2ª T., DJe ) A orientação predominante nesta Corte é no sentido de que a impenhorabilidade prevista na Lei n /90 se estende ao único imóvel do devedor, ainda que este se ache locado a terceiros, por gerar frutos que possibilitam à família constituir moradia em outro bem alugado ou utilizar o valor

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