ENDOCRINOLOGIA & METABOLOGIA

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1 INPI-DEINP/DF PROT ISSN ENDOCRINOLOGIA & METABOLOGIA Junho Suplemento 4 Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

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3 Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia Brazilian Archives of Endocrinology and Metabolism Órgão oficial de divulgação científica da SBEM Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Departamento da Associação Médica Brasileira), SBD Sociedade Brasileira de Diabetes, ABESO Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica e SOBEMOM Sociedade Brasileira de Estudos do Metabolismo Ósseo e Mineral EDITOR CHEFE Comissão Editorial Nacional Márcia Nery (SP) Edna T. Kimura (SP) Adriana Costa e Forti (CE) Márcio Faleiros Vendramini (SP) CO-EDITORES Sandra R. G. Ferreira (SP) Evandro S. Portes (SP) Magnus R. Dias da Silva (SP) Licio A. Velloso (SP) Alexander Augusto S. Jorge (SP) Amélio F. Godoy Matos (RJ) Ana Claudia Latronico (SP) Ana Luiza Silva Maia (RS) André Fernandes Reis (SP) Margaret Boguszewski (PR) Margaret de Castro (SP) Maria Honorina Cordeiro Lopes (MA) Maria Marta Sarquis Soares (MG) Mário José A. Saad (SP) Editor associado internacional Antonio Carlos Lerario (SP) Antônio Roberto Chacra (SP) Mário Vaisman (RJ) Marise Lazaretti Castro (SP) Antonio C. Bianco (EUA) Ayrton Custódio Moreira (SP) Mauro A. Czepielewski (RS) EDITORES ASSOCIADOS Berenice B. Mendonça (SP) Mônica Gabbay (SP) FUNDADOR Waldemar Berardinelli (RJ) EDITORES e CHEFES DE REDAÇÃO* Waldemar Berardinelli (RJ) Thales Martins (RJ) Clementino Fraga Filho (RJ) * Luiz Carlos Lobo (RJ) * Pedro Collett-Solberg (RJ) * João Gabriel H. Cordeiro (RJ) Armando de Aguiar Pupo (SP) Antônio Roberto Chacra (SP) Rui M. de Barros Maciel (SP) Claudio Elias Kater (SP) Presidentes dos departamentos da SBEM Adrenal e Hipertensão Milena F. Caldato (PA) Diabetes Melito Saulo Cavalcanti da Silva (MG) Dislipidemia e Aterosclerose Maria Teresa Zanella (SP) Endocrinologia Básica Vânia M. Corrêa da Costa (RJ) EndoCRINOLOGIA Feminina e Andrologia Poli Mara Spritzer (RS) Endocrinologia Pediátrica Ângela M. Spinola de Castro (SP) Metabolismo Ósseo e Mineral Victória Z. Cochenski Borba (PR) Neuroendocrinologia Mônica Roberto Gadelha (RJ) Obesidade Marcio C. Mancini (SP) Tireóide Edna T. Kimura (SP) Representantes das Sociedades Colaboradoras SBD Marilia de Brito Gomes (RJ) ABESO João Eduardo Nunes Salles (SP) SOBEMOM Francisco Bandeira (PE) Bruno Geloneze Neto (SP) Carlos Alberto Longui (SP) Carmen C. Pazos de Moura (RJ) Célia Regina Nogueira (SP) César L. Boguszewski (PR) Claudio E. Kater (SP) Denise Pires de Carvalho (RJ) Eder Carlos R. Quintão (SP) Fábio Fernando Lima Silva (RJ) Francisco de Assis Rocha Neves (DF) Geraldo Medeiros Neto (SP) Gil Guerra Jr. (SP) Gisah M. do Amaral (PR) Hans Graf (PR) Helena Schimid (RS) Henrique de Lacerda Suplicy (PR) Ieda T. N. Verreschi (SP) Jorge Luiz Gross (RS) José Gilberto Henriques Vieira (SP) Júlio Abucham (SP) Laércio Joel Franco (SP) Laura S. Ward (SP) Lucio Vilar (PE) Luís Eduardo P. Calliari (SP) Luiz Armando de Marco (MG) Luiz Augusto Casulari R. da Motta (DF) Luiz Henrique Canani (RS) Marcello Delano Bronstein (SP) Osmar Monte (SP) Pedro Weslley S. do Rosário (MG) Regina Célia S. Moisés (SP) Renan Magalhães Montenegro Jr. (CE) Ricardo M. R. Meirelles (RJ) Rui M. de Barros Maciel (SP) Ruth Clapauch (RJ) Sandra Mara Ferreira Villares (SP) Sérgio Atala Dib (SP) Sonir Roberto R. Antonini (SP) Tânia A. S. Bachega (SP) Thaís Della Manna (SP) Ubiratan Fabres Machado (SP) Comissão Editorial Internacional Charis Eng (EUA) Décio Eizirik (Bélgica) Efisio Puxeddu (Itália) Fernando Cassorla (Chile) Franco Mantero (Itália) Fredric E. Wondisford (EUA) Gilberto Velho (França) James A. Fagin (EUA) John P. Bilezikian (EUA) Norisato Mitsutake (Japão) Patrice Rodien (França) Peter Kopp (EUA)

4 Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia Assistente editorial e financeira: Roselaine Monteiro Rua Botucatu, 572 conjunto São Paulo, SP Tel/Fax: () / [email protected] Submissão on-line / Divulgação eletrônica br Rua Anseriz, 27, Campo Belo São Paulo, SP. Fone: [email protected] Diretor-geral: Idelcio D. Patricio Diretor executivo: Jorge Rangel Gerente comercial: Rodrigo Mourão Diretor de criação: Eduardo Magno Gerente editorial: Alexandre Costa Assistente comercial: Andrea Figueiro Coordenadora editorial: Sandra Regina Santana Diretora de arte: Renata Variso Revisora: Glair Picolo Diagramação: Flávio Santana Produtor gráfico: Fabio Rangel Cód. da publicação: Rua Alvorada, 63 Vila Olímpia São Paulo SP Tel.: () / [email protected] growup-eventos.com.br Assessoria Comercial: Reginaldo Ramos Tiragem desta edição: exemplares Preço da Assinatura: R$ 450,00/ano Fascículo Avulso: R$ 55,00 Indexada por Biological Abstracts, Index Medicus, Latindex, Lilacs, MedLine, SciELO, Scopus, ISI-Web of Science ARQUIVOS BRASILEIROS DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. São Paulo, SP: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, v. 5,955- Nove edições/ano Continuação de: Arquivos Brasileiros de Endocrinologia (v. -4), ) Título em inglês: Brazilian Archives of Endocrinology and Metabolism ISSN (versões impressas) ISSN (versões on-line). Endocrinologia Periódicos 2. Metabolismo-Periódicos I. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia II. Associação Médica Brasileira. CDU Endocrinologia CDU Metabolismo Apoio:

5 SBEM SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA Diretoria Nacional da SBEM ( ) Presidente: Ricardo M. R. Meirelles Vi c e-presidente: Airton Golbert Secretário Executivo: Josivan Gomes de Lima Secretário Adjunto: Eduardo Pimentel Dias Tesoureiro Geral: Ronaldo Rocha Sidney Neves Tesoureiro Adjunto: Adriana Costa e Forti Rua Humaitá, 85, cj Rio de Janeiro, RJ Fone/Fax: (2) / Secretária executiva: Julia Maria C. L. Gonçalves [email protected] Departamentos Científicos da SBEM 2009/20 Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Adrenal e Hipertensão Presidente Milena Caldato Vi c e-presidente Sonir R. Antonini Di r e t o r e s Ana Claudia Latronico Claudio Kater Lucila L. K. Elias Margaret de Castro Rua dos Tamoios,.474, ap. 0, Batista Campos Belém, PA Fone: (9) /Fax: (9) [email protected] Diabetes Mellitus Presidente Saulo Cavalcanti da Silva Vi c e-presidente Luiz Alberto Andreotti Turatti Se c r e tá r i o Antônio Carlos Pires Te s o u r e i r o Ivan Ferraz Di r e t o r e s Adriana Costa e Forti Rodrigo Lamounier Balduino Tschiedel Suplentes Sérgio Alala Hermelinda Pedrosa Rua Tomé de Souza, 830, 0 o andar, cj. 005, Savassi Belo Horizonte, MG Fone: (3) [email protected] Dislipidemia e Aterosclerose Presidente Maria Teresa Zanella Vi c e-presidente Bruno Geloneze Neto Se c r e tá r i o Fernando Flexa Ribeiro Filho Te s o u r e i ra Sandra Roberta Gouvea Ferreira Di r e t o r e s Fernando Giufrida Helena Schimidt Luciana Bahia Marcelo Costa Batista Gláucia Carneiro Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Rua Leandro Dupret, 365, Vila Clementino São Paulo, SP Fone: () /Fax: () [email protected] Endocrinologia Básica Presidente Vânia Maria Corrêa da Costa Vi c e-presidente Magnus R. Dias da Silva Se c r e tá r i o Celso Rodrigues Franci Di r e t o r e s Maria Tereza Nunes Doris Rosenthal Catarina Segreti Porto Suplentes Ubiratan Fabres Machado Tânia Maria Ortiga Carvalho Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho Universidade Federal do Rio de Janeiro Rua Carlos Chagas Filho, 373, Cidade Universitária, Ilha do Fundão, CCS, Bloco G, sala G Rio de Janeiro, RJ Fone: (2) / Fax: (2) [email protected]

6 Departamentos Científicos da SBEM 2009/20 Endocrinologia Feminina e Andrologia Presidente Poli Mara Spritzer Vi c e-presidente Ruth Clapauch Di r e t o r e s Alexandre Hohl Amanda Valéria Luna de Athayde Carmen Regina Leal de Assumpção Dolores Perovano Pardini Serviço de Endocrinologia, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, UFRGS, Rua Ramiro Barcelos, 2350, 4 o andar Porto Alegre, RS Fone: (5) /Fax: (5) [email protected] Endocrinologia Pediátrica Presidente Ângela Maria Spinola e Castro Vi c e-presidente Paulo César Alves da Silva Di r e t o r e s Aline Mota da Rocha Carlos Alberto Longui Julienne Ângela Ramires de Carvalho Maria Alice Neves Bordallo Marília Martins Guimarães Suplentes Claudia Braga Abadesso Cardoso Maria Tereza Matias Baptista Rua Pedro de Toledo, 980, cj. 52, Vila Clementino São Paulo, SP Fone: () / [email protected]/[email protected] Metabolismo Ósseo e Mineral Presidente Victória Zeghbi Cochenski Borba Vi c e-presidente Marise Lazaretti Castro Di r e t o r e s João Lindolfo C. Borges Luiz Gregório Cynthia Brandão Luis Russo, Luiz Griz Rua Cândido Xavier, 575, Água Verde Curitiba, PR Fone: (4) ramal 27/Fax: (4) [email protected] Departamento de Neuroendocrinologia Presidente Mônica Roberto Gadelha Vi c e-presidente Manuel Faria Di r e t o r e s Antônio Ribeiro César L. Boguszewski Luciana Naves Luiz Antônio de Araújo Marcello Bronstein Suplentes Leonardo Vieira Neto Raquel Jallad Rua Visconde de Pirajá, 35, sala 3, Ipanema Rio de Janeiro, RJ Fone/Fax: (2) [email protected] Obesidade Presidente Marcio C. Mancini Vi c e-presidente Bruno Geloneze Neto Primeiro Secretário João Eduardo Nunes Salles Segundo Secretário Josivan Gomes de Lima Te s o u r e i r o Mario Kehdi Carra Representantes da SBEM Alfredo Halpern Henrique de Lacerda Suplicy Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade Rua Tabapuã, 888, cj. 8/83, Itaim Bibi São Paulo, SP Fone: () /Fax: () [email protected] Tireóide Presidente Edna T. Kimura Vi c e-presidente Laura S. Ward Se c r e tá r ia Carmen Cabanelas Pazos de Moura Di r e t o r e s Ana Luiza Silva Maia Célia Regina Nogueira Gisah Amaral de Carvalho Mário Vaisman Suplentes Pedro Weslley S. do Rosário Rosa Paula Melo Biscolla Rua Botucatu, 572, cj. 8, Vila Clementino São Paulo, SP Fone/Fax: () [email protected]

7 Comissões Permanentes da SBEM 2009/20 Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Comunicação Social Presidente Ed i t o r ABEM Me m b r o s Ruy Lyra [email protected] Edna T. Kimura Ricardo M. R. Meirelles, Marisa Helena Cesar Coral, Balduino Tschiedel, Severino Farias Ética e Defesa Profissional Co r r e g e d o r Teiichi Oikawa [email protected] Vi c e-co r r e g e d o r Ney Cavalcanti º v o g a l Amaro Gusmão 2º v o g a l Victor Gervásio e Silva 3º v o g a l Ivana Maria Netto Victória 4º v o g a l Itairan de Silva Terres 5º v o g a l Maite Chimeno Suplentes Diana Viegas, Joaquim José de Melo, Auxiliadora Brito de Lima, Josivan Gomes da Silva, Paulo Roberto Prata Mendonça História da Endocrinologia Presidente Me m b r o s Luiz César Povoa [email protected] Rui M. de Barros Maciel, Thomaz Cruz Comitê de Campanhas em Endocrinologia Presidente Me m b r o s Helena Schimid [email protected] Luiz Antônio Araújo, Vívian Ellinger Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia Presidente Vi c e-presidente Me m b r o s Suplentes Francisco Bandeira [email protected] Osmar Monte Comitê Internacional Presidente Me m b r o s Suplentes Eleitoral Presidente Me m b r o s Paritária CAAEP Me m b r o s Adelaide Rodrigues, Rui M. de Barros Maciel, Lucio Vilar, Marisa Helena Cesar Coral, Carlos Alberto Longui Maria Heloisa Canalli, Márcia Campos da Silva Amélio F. Godoy Matos [email protected] César Boguszewski, Cláudio Kater, Thomaz Cruz, Valéria Guimarães João Lindolfo Borges, Marcelo Bronstein Pedro Weslley S. do Rosário [email protected] Mauro Czepielewski, Victor Gervásio e Silva, Milena F. Caldato Ângela Maria Spínola de Castro [email protected] Paulo César Alves da Silva, Maria Alice Neves Bordallo, Rômulo Sandrini, Luiz Eduardo Calliare, Marilza Leal Nascimento Acompanhamento do Planejamento Estratégico Presidente Me m b r o s Projeto Diretrizes Co o r d e n a d o r Adrenal e Hipertensão Dislipidemia e Aterosclerose Diabetes Mellitus Endocrinologia Básica Endocrinologia Feminina e Andrologia Endocrinologia Pediátrica MetabolismoÓsseo e Mineral Ne u r o e n d o c r i n o l og ia Ob e s i da d e Tireóide Científica Presidente Me m b r o s In d i ca d o s p e l a s Di r e t o r ia s Ricardo M. R. Meirelles [email protected] Ruy Lyra, Valéria Guimarães, Marisa Helena Cesar Coral, Amélio F. Godoy Matos Claudio Kater [email protected] Milena Caldato Maria Teresa Zanella Saulo Cavalcanti da Silva Vânia Maria Corrêa da Costa Poli Mara Spritzer Ângela Maria Spinola e Castro Victória Zeghbi Cochenski Borba Mônica Roberto Gadelha Márcio C. Mancini Edna T. Kimura Airton Golbert [email protected] Presidentes Regionais, Presidentes dos Departamentos Científicos Francisco Bandeira, Adriana Costa e Forti, Laura S. Ward, Luiz Griz, Ana Claudia Latronico Valorização de Novas Lideranças Presidente Vi c e-presidente Di r e t o r e s Suplentes Representantes Rodrigo Moreira [email protected] Mônica Oliveira Educação Médica Continuada Presidente Me m b r o s Daniel Costa Lins, Andréa Glezer, Érica Paniago Daniela Rego, André Viana Carolina Garcia Soares Leães, Vânia Maria Corrêa da Costa, Erico Carvalho, Carlos Botelho, Fabíola Yukiko Miasaki Laura S. Ward [email protected] Estatutos, Regimentos e Normas Presidente Me m b r o s Representante da Diretoria Nacional Luiz Susin, Ruth Clapauch, João Modesto, Dalisbor Marcelo Weber Silva Marisa Helena Cesar Coral [email protected] Luiz Carlos Espíndola, Osmar Monte, Luiz Cesar Povoa, João Modesto Ricardo M. R. Meirelles

8 Sociedades e Associações Brasileiras na Área de Endocrinologia e Metabologia SBD Sociedade Brasileira de Diabetes Diretoria Nacional da SBD (2008/2009) Presidente Marília de Brito Gomes Vi c e-presidentes Balduino Tschiedel Mario José Abdalla Saad nelson Rassi Reine Marie Chaves Fonseca Saulo Cavalcanti da Silva Secretário Geral Sérgio Atala Dib 2 o Se c r e tá r i o Rosane Kupfer Te s o u r e i r o Antonio Carlos Lerario 2 o Te s o u r e i r o Domingos Augusto Malerbi Rua Afonso Brás, 579, cj. 72/ São Paulo, SP Fone/Fax: () [email protected] Secretária Executiva : Kariane Krinas Davison Gerente Administrativa: Anna Maria Ferreira ABESO Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica Diretoria Nacional da ABESO ( ) Presidente Marcio C. Mancini Vi c e-presidente Bruno Geloneze Neto o Se c r e tá r i o Ge r a l João Eduardo Nunes Salles 2 o Se c r e tá r i o Ge r a l Josivan Gomes de Lima Te s o u r e i r o Mario Kehdi Carra Rua Tabapuã, 888, cj. 8/83, Itaim Bibi São Paulo, SP Fone: () /Fax: () [email protected] SOBEMOM Sociedade Brasileira de Estudos do Metabolismo Ósseo e Mineral Diretoria Nacional da SOBEMOM ( ) Presidente Victória Zeghbi Cochenski Borba Vi c e-presidente Dalisbor Marcelo Weber Silva Secretária Executiva Carolina Aguiar Moreira Kulak Secretário Executivo Adjunto Jaime Kulak Junior 2 o Se c r e tá r i o Ex e c u t iv o Ad j u n t o Sérgio Setsuo Maeda Tesoureiro Geral Gleyne Biaggini Tesoureiro Geral Adjunto Roberto Antonio Carneiro Di r e t o r Científico Almir Urbanetz Rua Cândido Xavier, 575, Água Verde Curitiba, PR Fone: (4) ramal 27/Fax: (4) [email protected] Secretária Operacional: Dione Pires da Silva

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11 Sumário Mensagem...S367 Promoção...S368 Diretoria da SBEM PE...S369 Comissão Científica...S369 Convidados Internacionais...S369 Convidados Nacionais...S370 Informações Gerais...S372 Patrocinadores...S374 Expositores...S375 Planta da Exposição...S376 Programação Social...S377 Grade da Programação Científica...S379 Programação Científica...S385 Resumo das Palestras...S395 Índice de Títulos de Pôsteres...S49 Resumo dos Pôsteres...S429 Índice Remissivo dos Autores...S467 Telefones Úteis...S472

12 S366

13 Mensagem Prezados Colegas, É com enorme satisfação que recebemos todos vocês para o ENDORECIFE 2009, conclave anual promovido pela SBEM/PE e que já está no calendário do endocrinologista brasileiro. Com a colaboração de todos os membros das Comissões Organizadora e Científica, elaboramos uma programação científica sob medida para promover uma grande reciclagem de conhecimentos, contando com renomados palestrantes do Brasil e do exterior, abordando temas atuais. Como também já é uma tradição, tratamos de aliar à programação científica de alto nível descontraídas atividades sociais, proporcionando a oportunidade para uma convivência agradável com colegas de todo o Brasil e suas famílias, no paradisíaco litoral pernambucano, na praia de Porto de Galinhas. Sejam bem-vindos! Esperamos que o ENDORECIFE 2009 supere suas expectativas. Cordialmente, Luiz Griz Presidente da SBEM-PE S367

14 Promoção S368

15 Diretoria da SBEM PE Presidente: Luiz Griz Primeiro Vice-Presidente: Amaro Gusmão Segundo Vice-Presidente: Francisco Bandeira Primeiro Secretário: Lucio Vilar Segundo Secretário: Ruy Lyra Primeiro Tesoureiro: Gustavo Caldas Segunda Tesoureira: Maria Amazonas Comissão Científica Presidente Francisco Bandeira Ney Cavalcanti Luiz Griz Amaro Gusmão Ruy Lyra Lucio Vilar Gustavo Caldas Maria Amazonas Professores Homenageados Regional: Dr. Fernando Almeida (PE) Nacional: Dr. João Modesto (PB) Internacional: Dr. Hossein Gharib (USA) Convidados Internacionais Albert Beckers (Bélgica) Hossein Gharib (USA) Jaime Davidson (USA) John Bilezikian (USA) Juliet Compston (UK) S369

16 Airton Golbert (RS) Alberto Ramos (PB) Alcides Temporal (PE) Amanda Athayde (RJ) Amaro Gusmão (PE) Ana Luiza Maia (RS) Ana Paula Tavares (PE) Andréa Glezer (SP) Antônio Carlos W. Amorim (AL) Antônio Ribeiro (MG) Antônio Roberto Chacra (SP) Bruno Geloneze (SP) Carlos Antônio Negrato (SP) Carlos Botelho (PE) Carlos Marinho (PE) Carolina Thé (PE) Cassildo Pinto (PB) Cynthia Salgado (PE) Cláudio Kater (SP) Conceição Chaves (PE) Cristiano Zerbini (SP) Cristina Bandeira (PE) Daniel Lins (PE) Daniela Rego (PE) Dora Voss (PE) Elba Bandeira (PE) Eponina Coutinho (PE) Erick Diniz (PE) Érico Higino de Carvalho (PE) Fábio Marinho (PE) Fábio Moura (PE) Francisco Bandeira (PE) Freddy Eliaschewitz (SP) Geisa Macedo (PE) Georgeanne Neves (PE) Gilvan Cortez (MA) Gustavo Caldas (PE) Henrique Mota (CE) Hermelinda Pedrosa (DF) Honorina Lopes (MA) João Lindolfo Borges (DF) João Modesto (PB) José Egídio Oliveira (RJ) Josivan Lima (RN) Laura Ward (SP) Léa Maciel (SP) Levimar Araújo (MG) Lúcia Cordeiro (PE) Luciana Naves (DF) Convidados Nacionais Potencial conflito de interesse AstraZeneca, Merck, Novo Nordisk, Sanofi-Aventis, Novartis Não Não informou Não Não Não Não Novartis Oncologia Não Não Não informou Merck, Sharp & Dohme, Novartis, Eli Lilly, Sanofi- Aventis, Novo Nordisk, GSK, Germed, Roche, Johnson & Johnson Não Não Não Sanofi-Aventis, Roche, MSD Não Não informou Não Não informou Bristol, MSD, Sanofi-Aventis, Novartis, Pfizer, BMS MSD, Roche, Amgen Não informou Não Não Não informou Eli Lilly Não Não informou Não Não informou Abbott, Novartis, Bayer Não informou Não Não Não informou Novartis Oncologia Sanofi-Aventis, Novartis e Ache Não Biolab, Eli Lilly, Merck Serono, Merck, Sharp & Dohme, Pfizer Sanofi-Aventis Não informou Roche Não Não Não Não Não Não informou Não informou Não S370

17 Luciano Albuquerque (PE) Luciano Teixeira (PE) Lucio Vilar (PE) Luiz Augusto Casulari (DF) Luiz César Póvoa (RJ) Luiz Gonzaga (PE) Luiz Gregorio (RJ) Luiz Griz (PE) Luiz Russo (RJ) Luiz Turatti (SP) Madalena Caldas (PE) Manuel Faria (MA) Marcela Barbosa (PE) Marcos Tadeu Pereira (PB) Marcos Tambascia (SP) Maria Amazonas (PE) Maria José Coutinho (PE) Maria Juliana Arruda (PE) Mario Saad (SP) Milena Caldato (PA) Moacir Novaes (PE) Monalisa Azevedo (DF) Mônica Oliveira (PE) Nair Cristina Almeida (PE) Nelson Rassi (GO) Ney Cavalcanti (PE) Nina Musolino (SP) Oscar Coutinho (PE) Pedro Weslley Rosário (MG) Raimundo Sotero (SE) Renan Montenegro (CE) Renan Montenegro Jr. (CE) Renato Canuto (PE) Ricardo Meirelles (RJ) Rodrigo Moreira (RJ) Rosineide Torres (PB) Ruy Lyra (PE) Saulo Cavalcanti (MG) Sérgio Ragi (ES) Silmara Leite (PR) Thereza Selma Lins (PE) Thomaz Cruz (BA) Victoria Borba (PR) Viviane Canadas (PE) Potencial conflito de interesse Não informou Merck, Abbott, GSK, MSD, Novartis, Sanofi-Aventis, Medley, Novo Nordisk Não informou Não informou Não Aché, MSD Roche, MSD, Amgen, Eli Lilly, Pfizer, Novartis, Wyeth Eli Lilly, Roche, Amegem Não Não informou Não Não informou Não Não informou Não informou Não informou Não informou Não Não informou Não informou Não informou Novartis Oncologia Roche, Sanofi-Aventis Não Não informou Não informou Não informou Não Genzyme Bayer, Roche, MSD, Novo Nordisk, Eli Lilly, Sanofi- Aventis, AstraZeneca Novartis Biociências, Merck Sharp & Dohme Não informou Não Bayer Schering, Novartis, Servier Pfizer, AstraZeneca, Abbott Não informou GSK, Sanofi-Aventis, MSD, Novartis, AstraZeneca, Merck Não informou Não informou Não informou Não Não informou Roche, Eli Lilly, Pfizer, Novartis, Sanofi-Aventis Não RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA RDC Nº 96, DE 7 DE DEZEMBRO DE º Os palestrantes de qualquer sessão científica que estabeleçam relações com laboratórios farmacêuticos ou tenham qualquer outro interesse financeiro ou comercial devem informar potencial conflito de interesses aos organizadores dos congressos, com a devida indicação na programação oficial do evento e no início de sua palestra, bem como nos anais, quando estes existirem. S37

18 Informações Gerais Local do Congresso Enotel Rodovia PE 09 Gleba 6 BA Porto de Galinhas, Ipojuca PE Telefone: (8) Secretaria Executiva Av. Visconde de Suassuna, 40 Boa Vista Recife PE Telefax: (8) [email protected] Homepage: Horário de Funcionamento da Secretaria Inscrições/Entrega de material Dia 8 de junho 0h00 às 9h00 Dia 9 de junho 07h30 às 7h00 Dia 20 de junho 08h00 às 6h00 Consultoria Comercial Rua Alvorada, 63 Vila Olímpia São Paulo SP Telefax: () [email protected] Homepage: Agência Oficial de Turismo Rua Jorn. Paulo Bittencourt, 63 Derby Recife PE Telefone: (8) [email protected] Homepage: Montadora Oficial LINEAR STANDS Av. Brasília, Olinda PE Telefone: (8) [email protected] Homepage: Crachá O uso de crachá é obrigatório na área interna do Centro de Convenções do Enotel e para utilização do transporte oficial do congresso. A detecção de seu uso por terceiros implicará o cancelamento da inscrição. Não será permitida a entrada de acompanhantes nas atividades científicas. Em caso de perda do crachá, o congressista deverá pagar o valor correspondente a 50% do valor vigente da inscrição. O que a Inscrição Garante A taxa de inscrição do congressista inclui: material didático, acesso à programação científica, translado entre os hotéis conveniados e o Enotel. S372

19 Tradução Simultânea Haverá tradução simultânea (inglês/português e português/inglês) sempre que houver um palestrante estrangeiro na atividade científica. Alteração no Programa A Comissão Científica e a Comissão Organizadora do ENDORECIFE 2009 reservam-se o direito de realizar quaisquer mudanças necessárias no programa, para atender a razões técnicas e/ou científicas. Disposições Gerais Os horários destinados a cada sessão são individuais. A ocasional disponibilidade de tempo decorrente de uma atividade encerrada antes do horário previsto não deve implicar a antecipação da programação subsequente. Os horários programados serão rigorosamente cumpridos. A Comissão Científica pode eventualmente alterar o programa em caso de ausência de algum dos palestrantes nele indicado. Midia Desk Os palestrantes dispõem de completo serviço de midia desk, aberto a partir das 0h00 do dia 8 de junho de O CD-ROM ou pen-drive deverá ser apresentado no midia desk pelo menos 6 horas antes do início de sua apresentação, para que haja tempo de fazer modificações e solucionar possíveis problemas. As apresentações serão copiadas para um computador central que enviará os dados para a respectiva sala e fará a projeção. Não será aceito CD ou pen-drive entregue diretamente nas salas. Em razão da exiguidade do tempo das sessões, não será permitida a utilização de laptop do apresentador, a fim de se otimizar o tempo de apresentação. Dispensa de Ponto A partir da publicação do Decreto.648 de 27/9/95, Seção l (Diário Oficial) e de acordo com a Instrução Normativa n 9 de 27//95, do Ministério da Saúde, os funcionários públicos federais, estaduais e municipais deverão solicitar a dispensa de ponto diretamente aos Chefes de Serviços aos quais se encontra vinculado. Certificados Serão conferidos certificados de: Participação na programação científica: imediatamente após a apresentação. No congresso: a partir das 0h00 do dia 20 de junho, de acordo com o 9 do CFM N.772/2005: Os certificados dos eventos somente poderão ser entregues aos participantes ao final dos trabalhos, ficando a comprovação de participação sob a responsabilidade das instituições promotoras, com possibilidade de auditoria in loco determinada pela CNA. Para Pôster: no momento da apresentação. Será conferido um certificado para o autor apresentador e apenas UM certificado por trabalho, com título e autores como consta no resumo aprovado (não haverá alteração, inclusão ou retirada de nomes). Não será emitida segunda via de certificados. Os certificados que não forem retirados na Secretaria do congresso não serão enviados posteriormente por correios. Sessão de Pôster Os trabalhos em forma de pôsteres serão expostos a partir das 4h00 do dia 8 e retirados no dia 20 de junho, a partir das 08h00. Os autores são responsáveis pela colocação e pela retirada dos pôsteres. A Secretaria não se responsabiliza pela guarda dos trabalhos não recolhidos pelos autores. Os trabalhos serão visitados no dia 9 de junho de 2009, a partir das 5h45. Pontuação da CNA Especialidade Pontuação Endocrinologia 5.0 Cardiologia 0.0 Pediatria 2.0 Exposição Paralela da Indústria Haverá uma feira de exposição de produtos. Só será permitido o acesso com crachá. Voltagem: em Pernambuco: 220 v. S373

20 Patrocinadores Diamante: Platina: Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda. S374

21 Expositores Expositor Estandes A Fórmula Abbott Laboratórios do Brasil Ltda. 3/9 Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A. 06/07 Bayer S/A 27/28 Eli Lilly do Brasil Ltda. 2 Merck S/A 2/7 Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda. 3 Novartis Biociências S.A. Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda. 6 Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. 2/23 Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. 8/0 Laboratórios Servier do Brasil Ltda. 5 Torrent do Brasil Ltda. 8 S375

22 S376

23 Programação Social Dia 8 de Junho 5ª feira Abertura 9h00 Solenidade de Abertura Dia 9 de Junho 6ª feira Festa de confraternização do ENDORECIFE, com muita descontração e animação. Será servido coquetel S377

24 S378

25 Grade da Programação Científica S379

26 Grade da Programação Científica 8 de Junho de 2009 Quinta-Feira HORÁRIO SALA SALA 2 SALA 3 4h00/5h30 Mesa-redonda ABORDAGEM NÃO FARMACOLÓGICA NO DM2 Moderador: Marcos Tadeu Pereira (PB) Temas: 4h00 Qual a Melhor Orientação Alimentar? Conceição Chaves (PE) 4h20 O Papel da Atividade Física Amaro Gusmão (PE) 4h40 Análise Crítica dos Programas de Educação para Diabéticos Geisa Macedo (PE) 5h00 Debate Mesa-redonda NEUROENDÓCRINO Moderador: Manuel Faria (MA) Temas: 4h00 Análise Crítica dos Testes para Diagnóstico da Deficiência de GH Luiz Augusto Casulari (DF) 4h20 Tumores Neuroendócrinos Renan Montenegro (CE) 4h40 Investigação da Massa Selar Nina Musolino (SP) 5h00 Debate Debate DISLIPIDEMIA: BENEFÍCIOS DAS ESTATINAS: O QUE É MAIS IMPORTANTE? Mediador: Carlos Marinho (PE) Temas: Redução do Colesterol LDL Ana Paula Tavares (PE) Efeitos Pleitrópicos Josivan Lima (RN) 5h30/6h0 Conferência Atualização no Tratamento do Hipertiroidismo Conferencista: Hossein Gharib (USA) Presidente: Viviane Canadas (PE) Conferência Falha no Tratamento da Osteoporose: Conceito, Causas e Conduta Conferencista: Francisco Bandeira (PE) Presidente: Dora Voss (PE) 6h0/6h30 Coffee Break Coffee Break Coffee Break 6h30/8h00 Mesa-redonda TIROIDE Moderador: Cassildo Pinto (PB) Temas: 6h30 Resistência aos Hormônios Tiroidianos: Diagnóstico e Tratamento Monalisa Azevedo (DF) 6h50 Vantagens e Desvantagens do TSH Recombinante no Seguimento do Ca. Diferenciado em Tireoide Pedro Weslley Rosário (MG) 7h0 Tiroide na Gestação Laura Ward (SP) 7h30 Debate Debate CONTROLE GLICÊMICO DO DM2 Mediador: Luiz Gonzaga (PE) Temas: Intensivo: Marcos Tambascia (SP) Convencional: Thomaz Cruz (BA) Mesa-redonda MISCELÂNEA Moderador: Cynthia Salgado (PE) Temas: 6h30 Hirsutismo Alberto Ramos (PB) 6h50 Baixo Peso: O Que Fazer? Nair Cristina Almeida (PE) 7h0 Disfunção Erétil: O Papel do Endocrinologista Renan Montenegro Jr. (CE) 7h30 Debate 8h00/8h45 Conferência Mecanismos Fisiopatológicos do Diabetes na Doença Cardiovascular Conferencista: Ruy Lyra (PE) Presidente: Maria José Coutinho (PE) Conferência Agonistas Dopaminérgicos para Prolactinomas: Quando, Quanto e por Quanto Tempo? Conferencista: Lucio Vilar (PE) Presidente: Oscar Coutinho (PE) Conferência Avanços no Tratamento da Dislipidemia Conferencista: Francisco Bandeira (PE) Presidente: Erick Diniz (PE) 9h00 Abertura S380

27 Grade da Programação Científica 9 de Junho de 2009 sexta-feira HORÁRIO SALA SALA 2 SALA 3 08h00/09h30 Mesa-redonda DIABETES Moderador: Fábio Moura (PE) Temas: 08h00 Nefropatia Diabética: O Que Há de Novo? Maria Amazonas (PE) 08h20 Dislipidemia Diabética: Afinal, Quais os Alvos Terapêuticos? Rodrigo Moreira (RJ) 08h40 O Diabético e a Aspirina Nelson Rassi (GO) 09h00 Debate Mesa-redonda CONTROVÉRSIAS EM NEUROENDÓCRINO Moderador: Daniela Rego (PE) Temas: 08h00 Adenomas Não Funcionantes: Há Lugar para o Tratamento Clínico? Andrea Glezer (SP) 08h20 GH no Adulto: Uso e Abuso Antônio Ribeiro (MG) 08h40 Prolactinomas na Infância e Adolescência Luciana Naves (DF) 09h00 Debate Mesa-redonda METABOLISMO Moderador: Henrique Mota (CE) Temas: 08h00 Existe Diferença Entre os Bisfosfonatos no Tratamento da Osteoporose? Cristiano Zerbini (SP) 08h20 Vitamina D: Efeitos Extraesqueléticos Luiz Griz (PE) 08h40 Osteopenia: Quando Tratar? Luiz Gregório (RJ) 09h00 Debate 09h30/h00 Simpósio Satélite MERCK S/A Uma Nova Abordagem no Tratamento da Neuropatia Diabética: Ácido Tióctico 09h00 Panorama Atual da ND: Rastreamento (ADA/AACE 2008) e Diagnóstico Clínico Geisa Macedo 09h40 Neuropatia Diabética: Visão do Neurologista Osvaldo Nascimento 0h0 Ácido Tióctico: Avanço Terapêutico no Tratamento da Neuropatia Diabética. Principais Estudos e Experiência Clínica Hermelinda Pedrosa 0h40 Conclusão e Perguntas Geisa Macedo SERVIER Simpósio Satélite Proteção da Célula-Beta no Tratamento do Diabetes Tipo 2: Mito ou Realidade? Antirreabsorção: Formação Óssea ou Ambos: Qual a Melhor Abordagem no Tratamento da Osteoporose? Mesa-redonda SÍNDROME METABÓLICA Moderador: Maria Juliana Arruda (PE) Temas: 09h30 Resistência à Insulina: Da Pesquisa para a Prática Clínica Mario Saad (SP) 09h50 Antipsicóticos e Síndrome Metabólica, um Alerta das Entidades Saulo Cavalcanti (MG) 0h0 DM2 e os Novos Algoritmos de Tratamento: Análise Crítica Luiz Turatti (SP) 0h30 Debate h00/h30 Coffee Break Coffee Break Coffee Break h30/3h00 Simpósio Satélite NOVARTIS Mesa-redonda OSTEOPOROSE Mesa-redonda ADRENAL Moderadora: Roseneide Torres (PB) Temas: h30 Avaliação das Fraturas Vertebrais Luiz Russo (RJ) h45 Interpretação Clínica da Densitometria Óssea Critérios Atuais Sérgio Ragi (ES) 2h05 Remodelação Óssea Victoria Borba (PR) 2h20 Novas Diretrizes no Tratamento do Hiperparatiroidismo Primário Assintomático John Bilezikian (USA) 2h35 Debate Moderador: Carolina Thé (PE) Temas: 4h00 Feocromocitoma Avaliação Diagnóstica Lucio Vilar (PE) 4h20 Doença de Addison: Controvérsias no Manuseio Milena Caldato (PA) 4h40 Hiperplasia Adrenal Congênita: Onde Estamos? Cláudio Kater (SP) S38

28 Grade da Programação Científica 9 de Junho de 2009 sexta-feira HORÁRIO SALA SALA 2 SALA 3 3h00/3h30 Conferência Osteoporose em Homem Conferencista: John Bilezikian (USA) Presidente: Henrique Mota (CE) Conferência Tratamento do Câncer Diferenciado de Tiroide: O que Muda no Paciente de Baixo Risco para o de Alto Risco? Conferencista: Hossein Gharib (USA) Presidente: Cristina Bandeira (PE) Conferência Osteoporose Secundária Conferencista: Juliet Compston (UK) Presidente: Mônica Oliveira (PE) 3h30/5h00 Mesa-redonda DISGLICEMIA E SUAS IMPLICAÇÕES Moderador: Renato Canuto (PE) Temas: h30 Diabetes Gestacional: Diagnóstico e Monitoramento Airton Golbert (RS) h50 Pré-Diabetes: O que Fazer? Freddy Eliaschewitz (SP) 2h0 Identificando o Pé em Risco Hermelinda Pedrosa (DF) 2h30 Debate Simpósio Satélite LILLY 3h30 Importância da Hiperglicemia Pós-prandial no Controle do Diabetes Tipo 2 - O Papel das Pré-misturas Palestrante: Rosângela Réa 4h5 Byetta 3 Anos - Resultados Clínicos no Tratamento do Diabetes Tipo 2 Palestrante: Francisco Bandeira Mesa-redonda REPOSIÇÃO HORMONAL Moderador: Raimundo Sotero (SE) Temas: h30 Ovário Policístico: Da Infertilidade à Doença Cardiovascular Gustavo Caldas (PE) h50 Reposição Androgênica no Homem Ricardo Meirelles (RJ) 2h0 Manuseio da Puberdade Precoce O que Há de Novo? Thereza Selma Lins (PE) 2h30 Debate 5h00/6h30 Simpósio Satélite ROCHE Atualização em Osteometabolismo Coordenação: Luiz Griz Palestrante : Victória Borba Tratamento Intravenoso da Osteoporose Pós-menopausa: Para Quem e Quando? Palestrante 2: João Lindolfo Borges Eficácia e Segurança do Ibandronato de Sódio Injetável: Uma Nova Opção Terapêutica Simpósio Satélite MSD Mesa-redonda ENDOCRINOLOGIA FEMININA Moderador: Moacir Novaes (PE) Temas: 4h30 Estrógeno e Coração Luiz Griz (PE) 4h50 Andrógeno na Mulher Amanda Athayde (RJ) 5h0 Infertilidade Conjugal: O que Há de Atual para o Endocrinologista Saber Madalena Caldas (PE) 6h30/7h00 Conferência Avanços no Tratamento da Acromegalia Conferencista: Albert Beckers (Bélgica) Presidente: Lucio Vilar (PE) Conferência Diabetes Tipo 2: Análise Crítica das Opções Terapêuticas e o que Esperar das Novas Drogas Conferencista: Jaime Davidson (USA) Presidente: Antônio Carlos W. Amorim (AL) Conferência Citologia Tiroideana Suspeita Fatos e Mitos Conferencista: Hossein Gharib (USA) Presidente: Francisco Bandeira (PE) S382

29 Grade da Programação Científica 20 de Junho de 2009 sábado HORÁRIO SALA SALA 2 09h00/0h5 Mesa-redonda DIABETES Moderador: Alcides Temporal (PE) Temas: 09h00 Novos Fármacos para o Controle do Diabetes Silmara Leite (PR) 09h20 Novos Fármacos para a Prevenção das Complicações José Egídio Oliveira (RJ) 09h40 Novos Fármacos para o Tratamento das Complicações Luiz César Póvoa (RJ) 0h00 Debate Mesa-redonda CONTROVÉRSIAS EM ENDOCRINOLGIA Moderador: Georgeanne Neves (PE) Temas: 09h00 Bisfosfonatos: Quando e por Quanto Tempo? João Lindolfo Borges (DF) 09h20 Associação de Antidiabéticos Orais: Riscos e Benefícios Antônio Roberto Chacra (SP) 09h40 Diabetes Gestacional: Uso de Análogos da Insulina e Antidiabéticos Orais Carlos Antônio Negrato (SP) 0h00 Debate 0h5/h5 0h5 /0h45 Conferência Tumores Hipofisários Familiares Conferencista: Albert Beckers (Bélgica) Presidente: Luciana Naves (DF) 0h45/h5 Conferência Qualidade Óssea na Prática Clínica: Presente e Futuro Mesa-redonda ENDOCRINOLOGIA PEDIÁTRICA Coordenadora: Marcela Barbosa (PE) Temas: Eu Uso Bomba de Infusão no DM Levimar Araújo (MG) Doença Tiroidiana na Infância Thereza Selma Lins (PE) Conferencista: Juliet Compston (UK) Presidente: Elba Bandeira (PE) h5/h45 Conferência Terapia Anabólica na Osteoporose: Presente e Futuro Conferencista: John Bilezikian (USA) Presidente: Érico Higino (PE) h45/2h00 Coffee Break Coffee Break 2h00/3h30 3h30/5h20 5h20/6h00 Simpósio Satélite NOVARTIS Mesa-redonda Cirurgia BariÁtrica Moderador: Luciano Teixeira (PE) Temas: 3h30 Cirurgia Metabólica: Evidências Científicas Bruno Geloneze (SP) 3h50 Cirurgia Bariátrica: Complicações a Longo Prazo e Reganho de Peso Daniel Lins (PE) 4h0 Tratamento do DMT2: Medicamentoso ou Cirúrgico? Ney Cavalcanti (PE) 4h30 Hepatopatias Fábio Marinho (PE) 4h50 Debate A SBEM-PE e ações de interesse para os seus associados Mesa-redonda TIROIDE Moderador: João Modesto (PB) Temas: 2h00 Nódulos Tiroidianos: Quando Não Puncioná-los? Honorina Lopes (MA) 2h20 Carcinoma Medular de Tiroide: Diagnóstico e Novas Perspectivas Terapêuticas Ana Luiza Maia (RS) 2h40 Disfunção Tiroidiana Subclínica Léa Maciel (SP) 3h00 Debate Mesa-redonda MISCELÂNIA Moderador: Ana Paula Tavares (PE) Temas: 3h30 Acromegalia: Uma Experiência Regional Gilvan Cortez (MA) 3h50 Indutores da Perda de Peso em Adolescentes Carlos Botelho (PE) 4h0 Tratamento do Diabético em Ambiente Hospitalar Lúcia Cordeiro (PE) 4h30 Lipemia Pós-prandial Vale a Pena Avaliar? Eponina Coutinho (CE) 4h50 Debate S383

30 S384

31 Programação Científica S385

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33 Programação Científica 8 de Junho de 2009 Quinta-feira 8 de Junho de 2009 Quinta-Feira 4h00/5h30 SALA Mesa-redonda: ABORDAGEM NÃO FARMACÓLÓGICA NO DM2 Moderador: Marcos Tadeu Pereira (PB) Temas: 4h00 Qual a Melhor Orientação Alimentar? Conceição Chaves (PE) 4h20 O Papel da Atividade Física Amaro Gusmão (PE) 4h40 Análise Crítica dos Programas de Educação para Diabéticos Geisa Macedo (PE) 5h00 Debate SALA 2 SALA 3 Mesa-redonda: NEUROENDÓCRINO Moderador: Manuel Faria (MA) Temas: 4h00 Análise Crítica dos Testes para Diagnóstico da Deficiência de GH Luiz Augusto Casulari (DF) 4h20 Tumores Neuroendócrinos Renan Montenegro (CE) 4h40 Investigação da Massa Selar Nina Musolino (SP) 5h00 Debate Debate: DISLIPIDEMIA: BENEFÍCIOS DAS ESTATINAS: O QUE É MAIS IMPOR- TANTE? Mediador: Carlos Marinho (PE) Temas: - Redução do Colesterol LDL Ana Paula Tavares (PE) - Efeitos Pleitrópicos Josivan Lima (RN) 5h30/6h0 SALA SALA 2 Conferência: Atualização no Tratamento do Hipertiroidismo Conferencista: Hossein Gharib (USA) Presidente: Viviane Canadas (PE) Conferência: Falha no Tratamento da Osteoporose: Conceito, Causas e Conduta Conferencista: Francisco Bandeira (PE) Presidente: Dora Voss (PE) 6h0/6h30 Coffee Break S387

34 Programação Científica 8 de Junho de 2009 Quinta-feira 6h30/8h00 SALA SALA 2 SALA 3 Mesa-redonda: TIROIDE Moderador: Cassildo Pinto (PB) Temas: 6h30 Resistência aos Hormônios Tiroidianos: Diagnóstico e Tratamento Monalisa Azevedo (DF) 6h50 Vantagens e Desvantagens do TSH Recombinante no Seguimento do Ca Diferen ciado em Tireoide Pedro Weslley Rosário (MG) 7h0 Tiroide na Gestação Laura Ward (SP) 7h30 Debate Debate: CONTROLE GLICÊMICO DO DM2 Mediador: Luiz Gonzaga (PE) Temas: Intensivo: Marcos Tambascia (SP) Convencional: Thomaz Cruz (BA) Mesa-redonda: MISCELÃNEA Moderador: Cynthia Salgado (PE) Temas: 6h30 Hirsutismo Alberto Ramos (PB) 6h50 Baixo Peso: O que Fazer? Nair Cristina Almeida (PE) 7h0 Disfunção Erétil: O Papel do Endocrinologista Renan Montenegro Jr. (CE) 7h30 Debate 8h00/8h45 SALA SALA 2 SALA 3 Conferência Mecanismos Fisiopatológicos do Diabetes na Doença Cardiovascular Conferencista: Ruy Lyra (PE) Presidente: Maria José Coutinho (PE) Conferência: Agonistas Dopaminérgicos para Prolactinomas: Quando, Quanto e por Quanto Tempo? Conferencista: Lucio Vilar (PE) Presidente: Oscar Coutinho (PE) Conferência: Avanços no Tratamento da Dislipidemia Conferencista: Francisco Bandeira (PE) Presidente: Erick Diniz (PE) 9h00 Abertura S388

35 Programação Científica 9 de Junho de 2009 Sexta-feira 9 de Junho de 2009 sexta-feira 08h00 /09h30 SALA Mesa-redonda: DIABETES Moderador: Fábio Moura (PE) Temas: 08h00 Nefropatia Diabética: O que Há de Novo? Maria Amazonas (PE) 08h20 Dislipidemia Diabética: Afinal, quais os Alvos Terapêuticos? Rodrigo Moreira (RJ) 08h40 O Diabético e a Aspirina Nelson Rassi (GO) 09h00 Debate SALA 2 SALA 3 Mesa-redonda: CONTROVÉRSIAS EM NEUROENDÓCRINO Moderador: Daniela Rego (PE) Temas: 08h00 Adenomas não Funcionantes: Há Lugar para o Tratamento Clínico? Andrea Glezer (SP) 08h20 GH no Adulto: Uso e Abuso Antônio Ribeiro (MG) 08h40 Prolactinomas na Infância e Adolescência Luciana Naves (DF) 09h00 Debate Mesa-redonda: METABOLISMO Moderador: Henrique Mota (CE) Temas: 08h00 Existe Diferença entre os Bisfosfonatos no Tratamento da Osteoporose? Cristiano Zerbini (SP) 08h20 Vitamina D: Efeitos Extraesqueléticos Luiz Griz (PE) 08h40 Osteopenia: Quando Tratar? Luiz Gregório (RJ) 09h00 Debate 09h30/h00 SALA SALA 2 Simpósio Satélite: MERCK S/A Uma Nova Abordagem no Tratamento da Neuropatia Diabética: Ácido Tióctico 09h00 Panorama atual da ND: Rastreamento (ADA/AACE 2008) e Diagnóstico Clínico Geisa Macedo 09h40 Neuropatia Diabética: Visão do Neurologista Osvaldo Nascimento 0h0 Ácido Tióctico: Avanço Terapêutico no Tratamento da Neuropatia Diabética. Principais Estudos e Experiência Clínica Hermelinda Pedrosa 0h40 Conclusão e Perguntas Geisa Macedo Simpósio Satélite: SERVIER Proteção da Célula-Beta no Tratamento do Diabetes Tipo 2: Mito ou Realidade? Antirreabsorção: Formação Óssea ou Ambos: Qual a Melhor Abordagem no Tratamento da Osteoporose? S389

36 Programação Científica 9 de Junho de 2009 Sexta-feira SALA 3 Mesa-redonda: SÍNDROME METABÓLICA Moderador: Maria Juliana Arruda (PE) Temas: 09h30 Resistência à Insulina: da Pesquisa para a Prática Clínica Mario Saad (SP) 09h50 Antipsicóticos e Síndrome Metabólica, um Alerta das Entidades Saulo Cavalcanti (MG) 0h0 DM2 e os Novos Algoritmos de Tratamento: Análise Crítica Luiz Turatti (SP) 0h30 Debate h00/h30 Coffee Break h30/3h00 SALA Simpósio Satélite: NOVARTIS SALA 2 SALA 3 Mesa-redonda: OSTEOPOROSE Moderadora: Roseneide Torres (PB) Temas: h30 Avaliação das Fraturas Vertebrais Luiz Russo (RJ) h45 Interpretação Clínica da Densitometria Óssea Critérios Atuais Sérgio Ragi (ES) 2h05 Remodelação Óssea Victoria Borba (PR) 2h20 Novas Diretrizes no Tratamento do Hiperparatiroidismo Primário Assintomático John Bilezikian (USA) 2h35 Debate Mesa-redonda: ADRENAL Moderador: Carolina Thé (PE) Temas: 4h00 Feocromocitoma Avaliação Diagnóstica Lucio Vilar (PE) 4h20 Doença de Addison: Controvérsias no Manuseio Milena Caldato (PA) 4h40 Hiperplasia Adrenal Congênita: Aonde Estamos? Cláudio Kater (SP) 3h00/3h30 SALA Conferência: Osteoporose em Homem Conferencista: John Bilezikian (USA) Presidente: Henrique Mota (CE) S390

37 Programação Científica 9 de Junho de 2009 Sexta-feira SALA 2 SALA 3 Conferência: Tratamento do Câncer Diferenciado de Tiroide: O que Muda no Paciente de Baixo Risco para o de Alto Risco? Conferencista: Hossein Gharib (USA) Presidente: Cristina Bandeira (PE) Conferência: Osteoporose Secundária Conferencista: Juliet Compston (UK) Presidente: Mônica Oliveira (PE) 3h30/5h00 SALA SALA 2 SALA 3 Mesa-redonda: DISGLICEMIA E SUAS IMPLICAÇÕES Moderador: Renato Canuto (PE) Temas: h30 Diabetes Gestacional: Diagnóstico e Monitoramento Airton Golbert (RS) h50 Pré-Diabetes: O que Fazer? Freddy Eliaschewitz (SP) 2h0 Identificando o Pé em Risco Hermelinda Pedrosa (DF) 2h30 Debate Simpósio Satélite: LILLY 3h30 Importância da Hiperglicemia Pós-prandial no Controle do Diabetes Tipo 2 O Papel das Pré-misturas Palestrante: Rosângela Réa 4h5 Byetta 3 Anos - Resultados Clínicos no Tratamento do Diabetes Tipo 2 Palestrante: Francisco Bandeira Mesa-redonda: REPOSIÇÃO HORMONAL Moderador: Raimundo Sotero (SE) Temas: h30 Ovário Policístico: da Infertilidade à Doença Cardiovascular Gustavo Caldas (PE) h50 Reposição Androgênica no Homem Ricardo Meirelles (RJ) 2h0 Manuseio da Puberdade Precoce O que Há de Novo? Thereza Selma Lins (PE) 2h30 Debate 5h00/6h30 SALA Simpósio Satélite: ROCHE AtualizaçÃo em Osteometabolismo Coordenação: Luiz Griz Palestrante : Victória Borba Tratamento Intravenoso da Osteoporose Pós-menopausa: para Quem e Quando? Palestrante 2: João Lindolfo Borges Eficácia e Segurança do Ibandronato de Sódio Injetável: Uma Nova Opção Terapêutica S39

38 Programação Científica 9 de Junho de 2009 Sexta-feira SALA 2 SALA 3 Simpósio Satélite: MSD Mesa-redonda: ENDOCRINOLOGIA FEMININA Moderador: Moacir Novaes (PE) Temas: 4h30 Estrógeno e Coração Luiz Griz (PE) 4h50 Andrógeno na Mulher Amanda Athayde (RJ) 5h0 Infertilidade Conjugal: O que Há de Atual para o Endocrinologista Saber Madalena Caldas (PE) 6h30/7h00 SALA SALA 2 SALA 3 Conferência: Avanços no Tratamento da Acromegalia Conferencista: Albert Beckers (Bélgica) Presidente: Lucio Vilar (PE) Conferência: Diabetes Tipo 2: Análise Crítica das Opções Terapêuticas e o que Esperar das Novas Drogas Conferencista: Jaime Davidson (USA) Presidente: Antônio Carlos W. Amorim (AL) Conferência: Citologia Tiroideana Suspeita Fatos e Mitos Conferencista: Hossein Gharib (USA) Presidente: Francisco Bandeira (PE) S392

39 Programação Científica 20 de Junho de 2009 Sábado 20 de Junho de 2009 sábado 09h00/0h5 SALA Mesa-redonda DIABETES Moderador: Alcides Temporal (PE) Temas: 09h00 Novos Fármacos para o Controle do Diabetes Silmara Leite (PR) 09h20 Novos Fármacos para a Prevenção das Complicações José Egídio Oliveira (RJ) 09h40 Novos Fármacos para o Tratamento das Complicações Luiz César Póvoa (RJ) 0h00 Debate SALA 2 Mesa-redonda CONTROVÉRSIAS EM ENDOCRINOLOGIA Moderador: Georgeanne Neves (PE) Temas: 09h00 Bisfosfonatos: Quando e por Quanto Tempo? João Lindolfo Borges (DF) 09h20 Associação de Antidiabéticos Orais: Riscos e Benefícios Antônio Roberto Chacra (SP) 09h40 Diabetes Gestacional: Uso de Análogos da Insulina e Antidiabéticos Orais Carlos Antônio Negrato (SP) 0h00 Debate 0h5/h5 SALA 0h5/0h45 Conferência: Tumores Hipofisários Familiares Conferencista: Albert Beckers (Bélgica) Presidente: Luciana Naves (DF) 0h45/h5 Conferência: Qualidade Óssea na Prática Clínica: Presente e Futuro Conferencista: Juliet Compston (UK) Presidente: Elba Bandeira (PE) SALA 2 Mesa-redonda: ENDOCRINOLOGIA PEDIÁTRICA Coordenadora: Marcela Barbosa (PE) Temas: Eu Uso Bomba de Infusão no DM Levimar Araújo (MG) Doença Tiroidiana na Infância Thereza Selma Lins (PE) S393

40 Programação Científica 20 de Junho de 2009 Sábado h5/h45 SALA Conferência: Terapia Anabólica na Osteoporose: Presente e Futuro Conferencista: John Bilezikian (USA) Presidente: Érico Higino (PE) 2h00/3h30 SALA SALA 2 Simpósio Satélite: NOVARTIS Mesa-redonda: TIROIDE Moderador: João Modesto (PB) Temas: 2h00 Nódulos Tiroidianos: Quando não Puncioná-los? Honorina Lopes (MA) 2h20 Carcinoma Medular de Tiroide: Diagnóstico e Novas Perspectivas Terapêuticas Ana Luiza Maia (RS) 2h40 Disfunção Tiroidiana Subclínica Léa Maciel (SP) 3h00 Debate 3h30/5h20 SALA SALA 2 Mesa-redonda: Cirurgia BariÁtrica Moderador: Luciano Teixeira (PE) Temas: 3h30 Cirurgia Metabólica: Evidências Científicas Bruno Geloneze (SP) 3h50 Cirurgia Bariátrica: Complicações a Longo Prazo e Reganho de Peso Daniel Lins (PE) 4h0 Tratamento do DMT2: Medicamentoso ou Cirúrgico? Ney Cavalcanti (PE) 4h30 Hepatopatias Fábio Marinho (PE) 4h50 Debate Mesa-redonda: MISCELÂNIA Moderador: Ana Paula Tavares (PE) Temas: 3h30 Acromegalia: uma Experiência Regional Gilvan Cortez (MA) 3h50 Indutores da Perda de Peso em Adolescentes Carlos Botelho (PE) 4h0 Tratamento do Diabético em Ambiente Hospitalar Lúcia Cordeiro (PE) 4h30 Lipemia Pós-prandial Vale a Pena Avaliar? Eponina Coutinho (CE) 4h50 Debate 5h20/6h00 SALA A SBEM-PE e ações de interesse para os seus associados S394

41 Resumo das Palestras S395

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43 Resumo das Palestras HIRSUTISMO Alberto José Santos Ramos Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Embora seja considerado por muitos médicos apenas um problema cosmético, o hirsutismo vem sendo cada vez mais valorizado, tanto pela sua frequência quanto pelo fato de eventualmente ser apenas a ponta do iceberg de uma doença mais grave. Hirsutismo é definido como um excesso de pelos terminais na mulher, com padrão masculino de distribuição, ou seja, o excesso é quase que completamente visto em áreas dependentes dos andrógenos. Cerca de 5% das mulheres na menacma podem ser consideradas hirsutas, quando comparadas ao índice de Ferriman- Gallwey (IFG), o método mais utilizado para a mensuração do hirsutismo, embora existam críticas pertinentes ao seu uso, principalmente pelo fato de não incluir algumas áreas como, por exemplo, as costeletas. Outra dificuldade é avaliar a mulher que está fazendo algum tratamento, mesmo domiciliar, quando tendemos a subavaliar o IFG (Ferriman & Gallwey, 96). São mensurados os pelos em áreas como buço, mento, dorso etc. e atribuídos pontos de 0 a 4, de acordo com o grau de pilificação, principalmente a coloração e o diâmetro dos pelos. É considerada hirsuta a mulher que apresenta o IFG igual ou acima de 8. O crescimento dos pelos sexuais depende da presença de andrógenos. Antes da puberdade, o velus normalmente é o único tipo de pelo existente. É normalmente pequeno, liso e claro. Na medida em que aumentam os níveis de andrógenos, os folículos pilosos de áreas específicas desenvolvem pelos terminais (grandes, cacheados e escuros). Na face e testa, desenvolvem-se as glândulas sebáceas, mas o pelo, quando existente, normalmente continua tipo velus (Rosenfield, 2005). A presença do hirsutismo não depende apenas dos níveis de andrógenos. Eventualmente mulheres com níveis muito altos de andrógenos apresentam hirsutismo discreto. O inverso também é verdadeiro e muitos casos de hirsutismo ainda são considerados idiopáticos. Esses dados sugerem uma sensibilidade pessoal ainda não explicada (Reigold & Rosenfield, 987). Algumas pacientes, apesar de níveis altos de andrógenos, não desenvolvem hirsutismo. Algumas podem apresentar seborreia e alopecia como únicos estigmas do hiperandrogenismo. Por outro lado, algumas etnias têm tendência mais acentuada de apresentar algum grau de hirsutismo, principalmente no buço e no mento. Aventou-se a hipótese que essas etnias tinham níveis mais altos de andrógenos, o que não foi confirmado por estudos prospectivos (Litman, 2006). A testosterona é o principal hormônio androgênico, podendo ser produzido pelos ovários e em menor quantidade pelas adrenais. Os ovários e as adrenais também produzem quantidade apreciável de androstenediona e deidroepiandrostenediona (DHEA). Os níveis de testosterona variam durante o ciclo menstrual em torno de 25%, sendo mais altos no meio do ciclo e mais baixos na fase pré-menstrual. A testosterona pode ser encontrada na forma livre e ligada às proteínas, principalmente a globulina ligadora de andrógenos sexuais, mais conhecida por sex hormone-binding globulin (SHBG). Os níveis de SHBG são diminuídos pela resistência à insulina com a resultante hiperinsulinemia (Jayagopal et al., 2002), além de ser inibidos pela própria ação dos andrógenos circulantes (Hogeveen et al., 2002). O primeiro passo ao avaliar a paciente com hirsutismo é diferenciá-lo da hipertricose. Essa pode ser definida como o excesso generalizado de pelos geralmente em razão da hereditariedade e o uso de drogas como corticoides, fenitoína, minoxidil ou ciclosporina (Rosenfield, 2005). A hipertricose não tem a distribuição de pelos aumentados nas áreas sensíveis aos andrógenos. Obviamente, o hiperandrogenismo pode agravar essa condição. Em aproximadamente metade das mulheres com hirsutismo podemos encontrar níveis elevados de andrógenos. O restante apresenta o ainda chamado hirsutismo idiopático, que se acredita ser resultante de aumento da sensibilidade do folículo piloso a níveis normais de andrógenos. Em ordem decrescente, as causas mais comuns de hirsutismo em consequência do hiperandrogenismo são:. Síndrome dos ovários policísticos (SOP) em uma amostra não selecionada de 400 mulheres em idade reprodutiva, o diagnóstico de SOP foi confirmado em 6,6% do total de casos, em 8% das mulheres com disfunção menstrual, em 67% daquelas com hirsutismo e em 86% das que apresentavam hirsutismo e distúrbios menstruais (Azziz et al., 2004). 2. Hiperplasia adrenal forma não clássica responsável por cerca de,5% a 2,5% dos casos de hirsutismo (Azziz et al., 2004). 3. Tumores virilizantes de ovários ou adrenais cerca de 0,2% dos casos. 4. Outras causas síndrome de Cushing, hiperprolactinemia, acromegalia e disfunção tireoideana (Rosenfield, 2005). Para o correto diagnóstico, é necessária uma anamnese bem conduzida, dando especial atenção à história familiar, interrogando, até mesmo, sobre parentes mulheres com quadro de síndrome do ovário policístico (SOP) e parentes homens com calvície precoce. Geralmente as irregularidades menstruais se iniciam logo após a menarca e tendem a ficar cada vez mais acentuadas, culminando com períodos de amenorreia que podem durar anos. Pubarca precoce é relativamente comum (Costello, 2005). O exame físico deve ser completo, mas alguns dados, como presença de Acanthosis nigricans, hipertensão arterial, índice de massa corpórea (IMC) e relação cintura-quadril (RCQ), devem ser cuidadosamente registrados. O grau de hirsutismo pode ser quantificado pelo IFG. A maioria das pacientes apresenta IFG entre 8 e 5. Nos casos em que houver hirsutismo mais acentuado acompanhado de virilização importante com cliteromegalia, faz-se necessário investigar tumores virilizantes. S397

44 Resumo das Palestras A avaliação laboratorial é motivo de controvérsia entre os diversos autores. Recentemente um grupo de experts publicou um guia baseado nas evidências encontradas em dezenas de estudos (Martin et al., 2009). À ultrassonografia (USG), a SOP caracteriza-se por aumento ovariano bilateral (> 9 ml no maior diâmetro), presença de 0 ou mais folículos com 2 a 0 mm de diâmetro em cada ovário e estroma com densidade e área aumentadas. O exame deve ser feito preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual. Mulheres que apresentam apenas sinais de ovários policísticos à USG sem desordens de ovulação ou hiperandrogenismo não devem ser consideradas como portadoras da SOP (The Rotterdan Consensus, 2004). Os níveis de testosterona e testosterona livre são úteis para avaliar o grau de hiperandrogenismo. Nos casos em que os níveis de testosterona total estão acima de 200 ng/dl, deve-se, obrigatoriamente, afastar a presença de um tumor de ovário. A dosagem da testosterona livre é 50% mais sensível que a dosagem da testosterona total em detectar o hiperandrogenismo e é o melhor indicador laboratorial para este (Rosenfield, 2005). No entanto, não existe uniformidade entre o padrões dos laboratórios. O método mais confiável é a dosagem indireta da testosterona livre a partir das dosagens de testosterona total e SHBG. Deve-se desconfiar de dosagens diretas de testosterona livre (Rosenfield, 2005; Martin et al., 2009) Apesar de ser um exame de baixa sensibilidade para diagnosticar a hiperplasia adrenal congênita de forma não clássica, a dosagem basal de 7αOH-progesterona (7OHP) é o mais utilizado, em decorrência do alto custo do teste pós-estímulo com cortrosina. Contudo, convém lembrar que elevação da 7OHP (geralmente com níveis < 800 ng/ml) é comum na SOP. Esse exame deve ser solicitado quando a história familiar for positiva ou quando a resposta terapêutica for inadequada. Elevação discreta da prolactina (usualmente entre 40 e 60 ng/ml) é vista em até 30% dos casos de SOP (Ramos, in press). A associação da SOP com diabetes tipo 2 ou intolerância aos carboidratos torna mandatória a investigação de distúrbios metabólicos. A glicemia de jejum tem sensibilidade baixa. Por esse motivo, na opinião do autor, deve ser dosada também a glicemia duas após a ingestão de 75 g de glicose anidra. Não existe consenso sobre a dosagem da insulinemia basal para o cálculo do HOMA (Homeostasis Model Assessment), apesar de ser o que mais apresenta relação com o clamp euglicêmico hiperinsulinêmico (Ramos, in press). O tratamento do hirsutismo vai depender da causa e do grau de desconforto relatado pela paciente. Eventualmente hirsutismos idiopáticos com pouca repercussão sobre a autoestima e a qualidade de vida da paciente não necessitam de tratamento. No caso da necessidade do tratamento, esse pode ser iniciado com tratamento cosmético (laser ou eletroterapia) ou pelo uso da eflornitina, inibidor da ornitina-descarboxilase, usada topicamente duas vezes ao dia. É contraindicada em caso de gestação e amamentação. Pode causar rash cutâneo e foram relatados casos de toxicidade sistêmica em caso de aplicação em áreas extensas (Martin et al., 2009). Apresenta alto custo. Os contraceptivos orais, além de suprimir a função ovariana, também aumentam os níveis de SHBG, diminuindo, assim, a disponibilidade androgênica. Os antiandrogênios atuam inibindo competitivamente a ligação do androgênio com o receptor. Os mais utilizados são a ciproterona, a espirolactona e o finasteride. São efetivos na maioria dos casos de hirsutismo moderado. Todas as pacientes em uso dessas drogas devem obrigatoriamente usar algum método contraceptivo adequado. A flutamida deve ser evitada na grande maioria dos casos por conta da potencial hepatotoxicidade (Ramos, in press). Uma opção pouco utilizada pelos efeitos a longo prazo (principalmente osteoporose) e pelo custo é o uso dos agonistas do GnRH. É uma alternativa ao uso de contraceptivos orais. Nos casos de hiperplasia adrenal congênita, a droga de escolha é a prednisona na dose de 5 a 7,5 mg ao dia. Eventualmente podem ser usados o CO e o antiandrogênio associado, quando os estigmas são mais graves. Os sensibilizadores da ação da insulina têm tido papel cada vez mais importante, uma vez que a relação entre a resistência à insulina e o hirsutismo tem sido cada vez mais evidenciada, principalmente no caso de SOP. Devem ser utilizados naqueles casos em que a síndrome metabólica possa ser evidenciada. A metformina é a droga mais utilizada tanto por sua eficiência como por sua segurança (Ramos, in press). Referências. Azziz R, Sanchez LA, Knochenhauer ES, et al. Androgen excess in women: experience with over 000 consecutive patients. J Clin Endocrinolol Metab. 2004;89: Azziz R, Woods KS, Reyna R, et al. The prevalence and features of the polycystic ovary syndrome in an unselected population. J Clin Endocrinol Metab. 2004;89: Costello MF. Polycystic ovary syndrome a management update. Aust Fam Physician. 2005;34: Ferriman D, Gallwey JD. Clinical assessment of body hair growth in women. J Clin Endocrinol Metab. 96;2: Hogeveen KN, Cousin P, Pugeat M, Dewailly, Soudan B, Hammond GL. Human sex hormone-binding globulin variants associated with hyperandrogenism and ovarian dysfunction. J Clin Invest. 2002;09:973:8. 6. Jayagopal V, Kilpatrick ES, Jennings PE, Hepburn DA, Atkin SL. The biological variation of testosterone and sex hormone-binding globulin (SHBG) in polycystic ovarian syndrome: implications for SHBG as a surrogate marker of insulin resistance. J Clin Endocrinol Metab. 2003;88: Litman HJ, Bhasin S, Link CL, Araujo AB, McKinlay JB; for the Boston Area Community Health Survey Investigators. Serum androgen levels in black, hispanic, and white men. J Clin Endocrinol Metab. 2006;9: S398

45 Resumo das Palestras 8. Martin KA, Chang J, Ehrmann DA, Ibanez L, Lobo RA, Rosenfield RL, et al. Evaluation and treatment of hirsutism in premenopausal women: an Endocrine Society Clinical Guideline. J Clin Endocrinolol Metab. 2009;93(4): Ramos AJS. Síndrome dos ovários policísticos. In: Vilar L (ed.). Tratado de endocrinologia clínica, in press. 0. Rosenfield RL. Hirsutism. NEJM. 2005;353(24): Reigold SB, Rosenfield. The relationship of mild hirsutism or ache in women to androgens. Arch Dermatol. 987;23: The Rotterdam ESHRE/ASRM-sponsored PCOS consensus workshop group. Revised 2003 consensus on diagnostic criteria and long-term health risks related to polycystic ovary syndrome (PCOS). Human Reproduction. 2004;9:4-7. Usos e abusos do hormônio do crescimento em adultos Antônio Ribeiro de Oliveira Jr. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) A deficiência do hormônio do crescimento (GH) em adultos é uma entidade clínica atualmente bem caracterizada. Há, no entanto, uma controvérsia a respeito do benefício clínico e da importância da reposição do GH em adultos, aliada à questão da padronização de testes diagnósticos. Esta apresentação focará sobre o manejo de adultos com deficiência de GH, com ênfase sobre a importância dessa reposição em relação à qualidade de vida daqueles acometidos por deficiência acentuada. Serão apresentados a segurança do tratamento, incluindo o impacto deste sobre o diabetes, a recorrência ou o recrescimento de tumores hipofisários e risco de malignidade. Por outro lado, serão discutidas as situações nas quais o uso do GH não se encontra cientificamente justificado. Diabetes gestacional: uso de análogos da insulina e antidiabéticos orais Carlos Antonio Negrato Departamento de Diabetes Gestacional da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) Antes do advento da insulina em 922, menos de 00 gravidezes em mulheres diabéticas foram relatadas, e provavelmente essas pacientes tinham diabetes do tipo 2 e não do tipo. Porém, esses casos de diabetes e gravidez estavam associados a uma mortalidade infantil maior que 90% e materna em torno de 30%. Até aproximadamente 980, os médicos ainda aconselhavam as mulheres diabéticas a evitar a gravidez. Isso era por causa da ocorrência de uma história obstétrica complicada em 30% a 50% das mulheres portadoras de diabetes. Menores taxas de mortalidade infantil finalmente passaram a ser registradas a partir de 980, quando novas estratégias de tratamento passaram a dar ênfase a um bom controle das taxas de glicemias maternas, uma vez que a automonitorização da glicemia e a dosagem da hemoglobina glicosilada se tornaram disponíveis. Assim que a fisiopatologia da gravidez complicada pelo diabetes foi sendo esclarecida e programas de controle estrito da glicemia levavam a alcançar e manter níveis glicêmicos próximos do normal durante toda a gravidez diabética, os níveis de mortalidade perinatal se aproximaram daqueles encontrados na população geral. A glicose materna atravessa a placenta livremente. A insulina materna não atravessa a placenta, a não ser que esteja ligada ao anticorpo IgG ou contra um gradiente de concentração. As patologias fetais que ocorrem em uma gravidez diabética são decorrentes da presença de hiperinsulinemia fetal. Portanto, nosso tratamento deve ser estruturado, visando à normalização da glicemia materna sem o uso de insulinas exógenas que atravessam a placenta. O bom controle glicêmico materno, principalmente dos níveis de glicemia pós-prandiais, diminui o risco de macrossomia mediada por glicose. Os análogos de insulina de ação rápida (lispro e aspart) têm se mostrado eficazes na melhora da glicemia pós-prandial quando comparados com as glicemias obtidas com o tratamento feito com insulina regular humana e os dados sugerem que os análogos de insulina de ação rápida (lispro e aspart) não atravessam a placenta humana, podendo, portanto, ser usados durante a gravidez. Porém, até o momento os dados clínicos disponíveis com análogos de insulina de longa ação (glargina e detemir) não são ainda suficientes para advogar seu uso durante a gravidez. Quanto aos antidiabéticos orais, alguns estudos mostram que o uso da glibenclamida é seguro durante a gravidez, devido ao fato de não atravessar a placenta. Por essa razão, é o secretagogo de insulina com melhor perfil para uso durante a gravidez por beneficiar a mãe diretamente e o feto indiretamente. A metformina, um sensibilizador de insulina, atravessa a placenta e poderia alterar a ação da insulina fetal. Alguns estudos mostram a segurança e a melhora da qualidade de vida de pacientes grávidas em uso de antidiabéticos orais, porém estudos maiores e mais consistentes devem ser realizados para que tais medicamentos possam ser utilizados com total segurança para a mãe e para o feto. S399

46 Resumo das Palestras Qual a melhor orientação alimentar no diabetes? Conceição Chaves A terapia nutricional constitui um pilar fundamental no controle da doença. Inicialmente os indivíduos podem responder só à dieta e com o avanço do diabetes será necessária a utilização de medicação oral e ou insulinoterapia sempre acompanhados do programa alimentar para otimização do tratamento. Atualmente, a literatura acompanha as pesquisas baseadas em evidências científicas para traçar os parâmetros nutricionais acerca da doença. Com base nessas evidências, a Associação Americana do Diabetes determina que a terapia nutricional tem como objetivo o manejo metabólico do diabetes já diagnosticado. Prevenir ou retardar as complicações no diabetes e ser uma ferramenta importante na educação do diabetes constitui um dos objetivos, no tocante ao sobrepeso ou à obesidade e ao balanço energético do indivíduo. Os estudos mostram que redução do peso diminui a resistência a insulina (A). A restrição de gorduras e carboidratos pode ser efetiva até ano (A). A atividade física e as mudanças comportamentais são importantes nos programas para redução do peso e manutenção do peso perdido (B). O uso de terapia medicamentosa para redução de peso entre 5% e 0%, quando combinado com mudanças no estilo de vida, é apropriado (B). A cirurgia bariátrica no DM tipo 2 favorece a redução da glicemia e benefícios e riscos a longo prazo devem ser avaliados (B). É recomendado o consumo de frutas, vegetais, grãos integrais, legumes e leite desnatado (B). A monitorização do carboidrato por meio de contagem ou substituições se faz necessária (A). O uso de alimentos com baixo índice glicêmico apresenta modestos benefícios (B). Orienta-se para evitar o excesso de ingestão energética (A). Para as fibras, as recomendações seguem a da população em geral (B). Os adoçantes devem ser utilizados nas quantidades recomendadas (A). No que se refere aos lipídeos, a gordura saturada pode compor 7% do total calorias (A). A gordura trans deve ser minimizada (E) e para colesterol dietético procurar não ultrapassar a 200 mg/dia (E). Uma metanálise aponta uma diminuição de 5-25 mg/dl do colesterol sérico com a programação alimentar, enquanto modificações de estilo de vida têm um papel fundamental para prevenir e tratar a doença cardiovascular. Estimulam-se duas porções por semana de consumo de peixe (B). As recomendações de proteínas devem se situar entre 5% e 20% (E). Não usar alimentos proteicos para tratar ou prevenir hipoglicemia (A). Não é recomendado para perda de peso dietas com mais de 20% de proteínas por conta dos efeitos sobre a função renal (E). No tocante ao álcool, recomenda-se moderada quantidade diária (E). Orienta-se consumi-lo com alimentos para evitar hipoglicemia noturna em indivíduos em uso de insulina (E) e não se recomenda misturá-lo com carboidrato por elevar glicemia (B). Não há evidências de benefícios da suplementação de vitaminas e minerais em indivíduos com diabetes (A). A suplementação de vitaminas A e E não deve ser recomendada (A). Benefícios da suplementação com cromo em diabéticos ou obesos não estão claramente demonstrados (E). Múltiplos estudos demonstraram melhora da hemoglobina glicada AC durante um período de doze meses ou mais de visitas periódicas de nutricionistas especializadas em diabetes, publicado na revista da Associação Dietética Americana. A melhor orientação alimentar, portanto, deve atender ao princípio da medicina baseada em evidências, utilizando percentuais de macronutrientes e levando em conta a individualização do programa alimentar ou terapia nutricional de acordo com o nível socioeconômico cultural do indivíduo. Bisfosfonatos Cristiano A. F. Zerbini Serviço de Reumatologia Hospital Heliópolis S400

47 Resumo das Palestras S40

48 Resumo das Palestras S402

49 Resumo das Palestras S403

50 Resumo das Palestras Lipemia pós-prandial vale a pena avaliar? Eponina Régia Coutinho Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte Ceará (FMJ) A lipemia pós-prandial é o estado do metabolismo lipídico desde a ingestão do alimento até o período pós-absortivo quando todos os componentes do transporte de lipídios estão em equilíbrio (). As dislipidemias pós-prandiais são dislipidemias com alterações no metabolismo lipídico pós-prandial, como a hipertrigliceridemia pós-prandial e a redução de HDL pós-prandial (2,3). A hiperlipemia pós-prandial tem sido relacionada com aterosclerose desde os trabalhos iniciais de Moreton na década de 950, mas foi com a publicação de Zilversmit em 979 que esse tema passou a ser mais estudado (2). Zilversmit postulou que a aterogênese seria um fenômeno pós-prandial relacionado ao atraso no clearance dos remanescentes das lipoproteínas (4). Ultimamente, vários estudos clínicos têm evidenciado a dislipidemia pós-prandial como um fator de risco para aterosclerose (5-9). A lipemia pós-prandial alterada tardia (no período pós-prandial com 3 horas ou mais após a alimentação) é um fator de risco independente para a doença arterial coronariana (DAC), tornando importante sua avaliação na prevenção dessa doença (9,0). As pesquisas demonstram que os níveis de triglicerídeos pós-prandiais e não os provenientes dos adipócitos em jejum são um marcador mais sensível de aterosclerose (). Cabezas em 200 mostrou que o aumento de leucócitos (neutrófilos) no período pós-prandial, 4 a 8 horas após uma refeição gordurosa, e o influxo dos remanescentes de quilomícrons no sangue seriam eventos aterogênicos iniciais relacionados à hiperlipemia pós-prandial (2). A lipedia pós-prandial alterada é considerada um marcador de resistência à insulina (8,3), pois existem anormalidades lipídicas pós-prandiais em pacientes com resistência à insulina e glicose normal, semelhantes às encontradas em pacientes diabetes melito (DM) tipo 2 (8,4,5). Em geral, os homens apresentam maior prevalência de dislipidemia pós-prandial do que as mulheres, entretanto a lipemia pós-prandial alterada no diabetes é mais prevalente nas mulheres do que nos homens (8,6). No DM tipo 2, são comuns elevações de remanescentes de lipoproteínas ricas em triglicerídeos (TGRL) (,7). Esse aumento ocorre, principalmente, no período pós-prandial e as mudanças na sua qualidade (elevadas proporções de triglicerídeos) as tornam mais aterogênicas, além de conter apolipoproteína B48 que tem potencial aterogênico por ligar-se aos proteoglicanos da parede arterial (8). O diabetes apresenta alterações que reduzem a remoção desses remanescentes da circulação sanguínea como a redução da lipase hepática e a diminuição dos receptores de LDL, e os TGRL ligam-se a esses receptores para serem metabolizados (8). Essas mudanças lipídicas são associadas com maiores elevações de radicais livres derivados de lipídios e maior deterioração da função endotelial (). Pacientes com síndrome metabólica apresentam lipemia pós-prandial alterada com maior risco de DAC (8). Atualmente, inclui-se a dislipidemia pós-prandial como fator de risco adicional na síndrome metabólica (8,9). A hiperlipemia pós-prandial é um possível marcador precoce de anormalidades metabólicas e disfunções vasculares não observadas em jejum (). Essas alterações da lipemia pós-prandial podem revelar um estado de intolerância às gorduras que já são detectadas em indivíduos saudáveis, antes mesmo que anormalidades em jejum sejam percebidas (). Os estudos mostram que a sobrecarga lipídica induz a um aumento das lipoproteínas ricas em TG, redução do HDLc e à hiperinsulinemia (,20). A maioria dos estudos sobre lipemia pós-prandial começou a ser publicada no final dos anos 980 com o aumento progressivo de pesquisas durante as últimas décadas. Vários estudos utilizaram refeições testes hiperlipídicas de 50 a 00 g de gordura (,2,9,3,4) e outros, refeição mista com gordura e carboidrato (2). Os lipídios eram dosados 3 horas e 5 horas pós-refeição (,2,3) ou até 8 horas pós-refeição (2). Entretanto, até o momento, não há uma padronização da faixa normal da concentração sanguínea de triglicerídeo (TG) pós-prandial em pacientes sadios. Nos estudos já realizados de lipemia pós-prandial, uma refeição teste, representada por um terço da ingestão diária de energia e com 30% de gordura, eleva TG pós-prandial a mg/dl 3 horas após, em indivíduos com TG jejum normal. Pacientes com hipertrigliceridemia (TG jejum > 200 mg/dl) podem apresentar resposta pós-prandial de pico de mg/dl 3 a 4 horas após refeição (9). O homem moderno vive a maior parte do dia no estado pós-prandial e seus hábitos alimentares fazem com que esse estado caracterize-se por excursões glicêmicas, hipertrigliceridemia, propensão à oxidação do LDL-c, aumento de marcadores inflamatórios, hiperatividade simpática e estresse oxidativo, todos fatores potencialmente determinantes de disfunção endotelial, a qual está intimamente ligada à aterogênse (,22,23). Portanto, como a dislipidemia pós-prandial é um fator de risco para aterosclerose, vale a pena ser avaliada, principalmente, nos pacientes com síndrome metabólica e/ou nos pacientes diabéticos tipo 2 que apresentem TG jejum normal. Entretanto, ainda não há padronização dos valores de referência para uma adequada interpretação, apenas sugestões de estudos científicos como descritos anteriormente. Referências. Evans M, Khan N, Rees A. Diabetic dyslipidaemia and coronary heart disease: new perspectives. Current Opinion in Lipidology. 999;0: Lima JC, Nóbrega LHC, Nóbrega MLC, Bandeira F, Souza AGP. Dislipidemia pós-prandial como achado precoce em indivíduos com baixo risco cardiovascular. Arq Bras Endoc e Metab. 2002;46(3): Coutinho ER, Macedo GM, Campos FS, Bandeira FA. Changes in HDL cholesterol and in the inflammatory markers of atherogenesis after na oral fat load in type-2 diabetic patients and normal individuals. Metabolic Syndrome and Related Disosders. 2008;6(2): Zilversmit DB. Atherogenesis: a postprandial phenomenon. Circulation. 979;60: De Man FH, Cabezas MC, Van Barlingen HH, Erkelens DW, De Bruin TW. Trygliceride-rich lipoproteins in non-insulin-dependent diabetes mellitus: postprandial metabolism and relation to premature atherosclerosis. Eur J Clin Invest. 996;26: S404

51 Resumo das Palestras 6. Karpe F. Postprandial lipoprotein metabolism and atherosclerosis. J Intern Med. 999;246: Teno S, Uto Y, Nagashima H, Endoh Y, Iwamoto Y, Omori Y, et al. Association of postprandial hypertriglyceridemia and carotid intima-media thickness in patients with type 2 diabetes. Diabetes Care. 2000;23: Golberg IJ. Diabetic dyslipidemia: causes and consequences. J Clin Endoc Metab. 200;86: Parks EJ. Achados recentes no estudo da lipemia pós-prandial. Cur Atheros Rep Bras. 2002;I: Patsch JR, Meisenbock G, Hopferweiser T, Muhlberger V, Knapp E, Dunn JK. Relation of triglyceride metabolism and coronary artery disease. Studies in the post-prandial state. Arterioscler Thromb. 992;2: Signori LU, Plentz RDM, Irigoyen MC, Schaan BDA. O papel da lipemia pós-prandial na gênese da aterosclerose: particularidades do diabetes mellitus. Arq Bras End Metab. 2007; Cabezas MC, Sijmonsma TP, Meijssen S, Erkelens DW, Van DIJK H. Postprandial recruitment of leukocytes: parto f the inflammatory processo f atherosclerosis? Atherosclerosis Suppl. 200;2: Bandeira F, Araújo F, Moura F. Postprandial lipemia is related to central obesity in subjects with normal fasting triglycerides levels. Arq Bras Endocrinol Metab. 999;43 Suppl-S Guerci B, Vergès B, Durlach V, Hadjadj S, Drouin P, Paul JL. Relationship between altered postprandial lipemia and insulin resistance in normolipidemic and normoglucose tolerant obese patients. Inter J Obesity. 2000;24: de Ugarte MT, Portal VL, Dias AA, Schaan BD. Metabolic response to oral lipid overload in diabetes and impaired glucose tolerance. Diabetes Res Clin Pract. 2005;69: Masding MG, Stears AJ, Burdge GC, Wooton SA, Sandeman DD. Premenopausal advantages in postprandial lipid metabolism are lost in women with type 2 diabetes. Diabetes Care. 2003;26: Dodson PM, Barnett AH. Lipids, diabetes and vascular disease. 2.ed.. London: Science Press; 998. p Reaven GM. Role of insulin resistance in human disease: Banting Lecture. Diabetes. 988;37: Raal FJ. Pathogenesis and management of the dyslipidemia of the metabolic syndrome. Metab Synd Rel Disord. 2009;7(2): Kolovou GD, Anagnostopoulou KK, Salpea KD, et al. Postprandial lipemia in postmenopausal women with high fasting high-density lipoprotein cholesterol. Am J Med Sci. 2006;33: Mohanlal N, Holman RR. A standardized triglyceride and carbohydrate challenge. Diabetes Care. 2004;27(): Noto D, Rizzo M, Barbagallo CM, Cefalu AB, Verde AL, Fayer F, et al. Low-density lipoproteins generated during an oral fat load in mild hypertriglyceridemic and healthy subjects are smaller, denser, and have an increased low-density lipoprotein receptor binding affinity. Metabolism. 2006;55: Lopez-Miranda J, Perez-Matinez P, Marin C, Moreno JA, Gomez P, Perez-Jimenez F. Postprandial lipoprotein metabolism, genes and risk of cardiovascular disease. Current Opinion in Lipidology. 2006;7(2):32-8. Hepatopatias e cirurgia bariátrica Fábio Marinho Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco e Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) A obesidade mórbida, principal indicação da cirurgia bariátrica, está intimamente relacionada à infiltração gordurosa do fígado denominada esteatose hepática em cerca de 80% dos pacientes. A história natural da esteatose hepática tem demonstrado seu curso bastante variável, com o desenvolvimento de esteatoepatite não alcoólica podendo ocorrer em até 30% dos pacientes. Nesses pacientes, a progressão para cirrotização é a regra, a depender do tempo de evolução da doença de base. Nesse contexto, podem surgir as complicações da cirrose, tais como ascite, hemorragias digestivas e carcinoma hepatocelular. O risco relativo de se desenvolver um câncer primário de fígado, inclusive, é diretamente relacionada ao índice de massa corpórea (IMC). No contexto pós-cirurgia bariátrica, os pacientes podem ser beneficiados com a redução da infiltração gordura hepática, porém algumas vezes, por redução rápida do peso, pode ocorrer aumento transitório da esteatose, até mesmo com marcada elevação de aminotransferases. Neste momento, ocorrerá a necessidade de intervenção médica específica. Acromegalia: uma experiência regional Gilvan Cortês Nascimento Serviço de Endocrinologia, Departamento de Clínica Médica, Universidade Federal do Maranhão (UFMA) A acromegalia é uma enfermidade crônica e desfigurante de elevada morbi-mortalidade com redução da expectativa de vida em torno de 0 anos. Seu tratamento é, na maioria das vezes, multimodal, envolvendo cirurgia, farmacoterapia diversa e, eventualmente, radioterapia para o controle dos níveis hormonais e de proliferação tumoral. Dados que emergem de literatura recente desafiam o conceito da cirurgia hipofisária como terapia de primeira linha nos diversos contextos clínicos. Terapia médica com análogos de somatostatina é preconizada como preferencial para adenomas que se estendem para além da sela túrcica sem promover compressão de estruturas cerebrais nobres. Ao mesmo tempo, diretriz recente aponta para que a adenomectomia seja limitada aos centros com serviço de neurocirurgia dedicado à cirurgia de hipófise. Descreve-se a experiência de um serviço de endocrinologia do Nordeste do Brasil que tem como protocolo, há cerca de 7 anos, oferecer tratamento inicial com octreotide-lar aos seus pacientes diagnosticados com acromegalia. S405

52 Resumo das Palestras Identificando o pé em risco Pedrosa HC, Leme LAP, Saigg MA, Nery ES, Sena FV, Assis MA Setor de Endocrinologia e Diabetes, Hospital Regional de Taguatinga, Secretaria do Estado da Saúde, Brasília, DF Sabe-se que a identificação do pé em risco é crucial para uma abordagem preventiva visando a evitar-se o surgimento de úlceras, que precedem em 85% as amputações em membros inferiores (). No entanto, várias publicações têm sido propostas acerca de qual metodologia escolher para uma aplicação prática concisa e de fácil implementação (2,3), o que gera confusão entre os profissionais de saúde. Em nosso país, alguns dados demonstram claramente que esse problema advém da escassez de registro de exames dos pés, porém é passível de solução, não exigindo técnicas sofisticadas e que resultam em reduções de amputações (4-6). A incidência ao longo da vida para o risco de problemas nos pés entre portadores de diabetes melito (DM) tem sido estimada em 25%, ou seja: em cada 4 pacientes com DM pode, concretamente, apresentar ulcerações, com uma incidência anual em torno de 2% (3) e 50% apresentam, pelo menos, ou mais fatores de risco para lesões nos pés (3,7). Considerando-se que a neuropatia diabética sentivomotora (ND), aliada às deformidades e ao trauma (3,7,8), constitui o fator permissivo crucial para as ulcerações e que 60% dos pacientes com DM devem ser rastreados anualmente, urge-se propagar os componentes do exame clínico, que envolvem a história, a inspeção e as avaliações básicas neurológicas e vasculares, visando ao reconhecimento daqueles com maior risco (,2,3,9). O enquadramento para seguimento clínico, sob um formato de classificação ou categorização do risco detectado, facilita a organização dos serviços e já tem sido validado na literatura (), inclusive com recentes modificações (0). O propósito dessa apresentação é disponibilizar um display simples para o diagnóstico da perda da sensibilidade protetora plantar adaptados à força-tarefa da ADA-AACE (2), envolvendo testes clínicos para fibras curtas e grossas, sensitivas e ou motoras, exequíveis de aplicação em cenários da atenção básica (uso do monofilamento e um ou mais testes com o diapasão de 28 hz e pino ou palito), como também explanações da introdução de escore de disfunção neuropática (EDN), simplificado e validado em amplo estudo (), associado ao reconhecimento dos sintomas neuropáticos positivos e negativos (TSS) e uso da escala visual analógica para análise e quantificação do sintoma neuropático (2). A doença arterial periférica, que constitui o fator evolutivo mais determinante para amputação, pode igualmente ser avaliada de forma simples com o objetivo de encaminhamento para posterior investigação especializada (2). Por fim, testes sensíveis e específicos estão disponíveis para abordagem das alterações biomecânicas, decorrentes das deformidades (harris mat e pressure stat ), visando à provisão de palmilhas individualizadas (3). Com um manejo simples, de baixo custo, a identificação do pé em risco pode ser implementada em qualquer nível de atenção assistencial e concorrer para uma dramática redução das amputações, ainda tão prevalentes entre portadores de DM não só no Brasil, mas em todo o mundo (,2,6). Referências. Consenso Internacional sobre Pé Diabético. Grupo de Trabalho sobre Pé Diabético. Versão Brasileira. Tradução: Andrade, A; Pedrosa HC. Secretaria de Estado de Saúde do DF, Boulton AJM, Armstrong DG, Albert SF, Fryberg RG, Hellman R, et al. Comprehensive foot examination and risk assessment. Diabetes Care. 2008;3: Singh N, Armstrong DG, Lipsky BA. Preventing foot ulcers in patients with DM. JAMA. 2005;293: Calsolari R, et al. Arq Bras Endocr Metab. 2002;46(2): Gomes MB, Gianella D, Faria M, Tambascia M, Fonseca RM, Réa R, et al. Prevalence of type 2 diabetic patients within the targets of care guidelines in daily clinical practice: a multicenter study in Brazil. Rev Diabetic Stud. 2006;3: Pedrosa HC, Leme LAP, Novaes C, Saigg MA, Sena FV, et al. The diabetic foot in South América: progress with Brazilian save the diabetic foot project in Brazil. Inter Diabetes Monitor. 2004;6(4): Reiber GE, Vileikyte L, Boyko EJ, del Aguilla M, Smith DG, Lavery LA, et al. Causal pathway for incident lower-extremity ulcers in patients with diabetes from two settings. Diabetes Care. 999;22: Mayfield JA, Reiber GE, Sanders LJ, Janisse D, Pogach LM. Preventive foot acre in people with diabetes. Diabetes Care. 998;2: American Diabetes Association. Recommendations. Suppl (); Lavewry LA, Peters EJ, Williams JR, Murdoch DP, Hudson A, Lavery DC. Reevaluating how we classify the diabetic foot: restructure the diabetic foot risk classification system of the International Working Group on the Diabetic Foot. Diabetes Care. 2008;3: Abbot CA, Carrington AL, Ashe H, Bath S, Every LC, Griffiths J, et al. The north-west diabetes foot care study: incidence of, and risk factors for, new diabetic foot ulceration in a community-based patient cohort. Diabet Med. 2002;9; Ziegler D. Painful diabetic neuropathy: treatment and future aspects. Diabetes Metab Res Rev. 2008;24 Suppl :S52-S Pedrosa HC, Macedo G, Ribeiro J. Pé diabético. In: Lyra R, Cavalcanti N (eds.). Diabetes Mellitus. 2.ed. Rio de Janeiro: AC Farmacêutica; p Eu uso bomba de infusão em paciente com DM Levimar Rocha Araújo, Arthur Cézar Malard Xavier e Laura Cristina Oliveira e Silva Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG) A bomba de infusão subcutânea contínua é cada vez mais utilizada como ferramenta no tratamento de pacientes com diabetes melito tipo (DM). Estima-se que cerca de 8% da população diabética com mais de 20 anos, nos Estados Unidos, faz S406

53 Resumo das Palestras uso de bomba. Não existem estatísticas sobre pacientes pediátricos, mas sabe-se que essa forma de tratamento é cada vez mais difundida também entre crianças e adolescentes. Em meados da década de 970, as primeiras bombas de infusão de insulina foram utilizadas em crianças na Universidade de Yale. Inicialmente eram máquinas enormes e muito pesadas e, assim como as atuais, visavam simular um pâncreas em funcionamento fisiológico por meio da infusão constante de insulina no paciente. Com a evolução científico-tecnológica, as bombas tornaram-se mais acessíveis aos pacientes e aos médicos. Os aparelhos ficaram menores, mais confiáveis e leves, além de permitir ajustes finos em relação à velocidade de infusão de insulina. As bombas disponíveis no mercado funcionam, basicamente, infundindo insulina a partir de um reservatório através de um cateter inserido no tecido subcutâneo. A velocidade de infusão da insulina basal (geralmente 0,4 a 2 U/hora), bem como a correção de bolus para cada refeição, é determinada pelo médico com seu paciente. O esquema de infusão deve ser dividido preferencialmente em 50% de insulina basal e os outros 50%, fracionados em bolus nas três principais refeições do dia. Os aparelhos, atualmente, pesam em torno de 400 g e têm medidas semelhantes a um pager. Faz-se necessária a troca do cateter de infusão a cada 3 a 5 dias (fazendo o rodízio nos locais de implantação), pois, além da possibilidade de reação alérgica ou infecção do local, a eficiência do aparelho diminui em decorrência da obstrução da cânula de infusão, piorando o controle metabólico do paciente. Recomenda-se a utilização das insulinas de ação ultrarrápida nas bombas. Estudos mostram que esses análogos proporcionam menor risco de obstrução do cateter por formação de cristais de insulina. O uso da bomba visa essencialmente melhorar a qualidade de vida do paciente diabético e minimizar o risco de complicações por intermédio de um bom controle glicêmico. O Diabetes Control and Complications Trial (DCCT), um dos mais importantes ensaios clínicos já realizados com pessoas portadoras de DM, relacionou o tratamento intensivo da diabetes com menor incidência das complicações crônicas da doença (nefropatia, neuropatia e retinopatia). A terapia com bomba de infusão contínua pode ser utilizada em pacientes de todas as idades. A escolha do tratamento deve abordar aspectos que envolvam o estilo de vida adotado pelo paciente, bem como a vontade e adaptação deste ao equipamento (citam-se sensibilidade insulínica extrema, hipoglicemia assintomática, fenômeno do alvorecer e refeições sem padrão definido). O paciente em uso de bomba pode e deve manter suas atividades diárias, principalmente a realização de esportes. A melhora do controle glicêmico relacionado ao uso da bomba já foi comprovada em diversos estudos. Outras vantagens envolvidas são: redução da dose de insulina, redução das complicações crônicas inerentes à doença e melhora na qualidade de vida. A bomba proporciona ainda maior conforto ao paciente, além de desobrigá-lo a ter horários rígidos de refeição. Entre as desvantagens, citam-se: o DCCT mostrou maior incidência de hipoglicemia severa quando da terapia intensificada; os pacientes também se tornam mais suscetíveis à cetoacidose diabética, haja vista que a insulina utilizada tem tempo de ação ultrarrápido, um pequeno período sem infusão acarretaria em rápida descompensação metabólica (problema esse atribuído à falta de atenção aos alarmes do aparelho). É importante ressaltar que a bomba não desobriga o paciente a ter uma rotina rigorosa de monitorização glicêmica (glicemia capilar). Outro dado importante que deve ser levado em consideração pelo médico é que o esquema com múltiplas doses de insulina, além de ser menos oneroso ao paciente, tem indicado resultados semelhantes ao uso de bomba no que diz respeito ao controle glicêmico. Concluindo, a bomba de insulina é um excelente recurso na terapêutica da DM. A American Diabetes Association não especifica indicações para sua utilização, sugerindo que sua recomendação deve ser individualizada. Independente da idade, a bomba de infusão subcutânea contínua proporciona melhor controle glicêmico, maior liberdade ao estilo de vida e ao padrão alimentar do paciente. Tratamento do diabético em ambiente hospitalar Lúcia Cordeiro A hiperglicemia no ambiente hospitalar é sabidamente associada a um aumento de morbimortalidade, principalmente em condições como infarto agudo do miocárdio (IAM), pacientes graves em UTI e acidente vascular isquêmico ou hemorrágicos e cirurgias cardíacas em que pode ser responsável por infecções hospitalares e de ferida operatória. É importante conceituar-se o termo hiperglicemia de início recente e hiperglicemia de estresse ou aguda. A primeira se refere à hiperglicemia vista pela primeira vez, num paciente com diabetes ainda não diagnosticado, não importando a razão que o levou ao hospital. Já a segunda diz respeito a mecanismos fisiopatológicos que levam ao aumento da glicemia em razão da gravidade da doença de base. Para tentar melhorar o diagnóstico de hiperglicemia de início recente por diabetes prévio não diagnosticado, pode-se realizar a dosagem da hemoglobina glicosilada (HbAc). As condições em que a hiperglicemia de início recente pode ser encontrada S407

54 Resumo das Palestras são as mais variadas: paciente que chega à urgência sem diagnóstico prévio de diabetes com hiperglicemia e sintomas de poliúria, polidipsia e polifagia; uso de corticoide, drogas imunossupressoras ou antipsicóticas; elevado aporte de solução de glicose por via parenteral e muitos outros. A hiperglicemia do estresse se refere exclusivamente àquela vista no ambiente hospitalar. O paciente não é diabético e a glicemia em pacientes críticos (particularmente na sepse) é elevada, secundária ao aumento de hormônios contrarreguladores e mediadores da inflamação. Os benefícios do uso da insulina podem ser apontados, além da manutenção da normoglicemia, especialmente no paciente crítico. A insulina previne a lipólise e assim a elevação de AGL, que tem sido atribuída a arritmias cardíacas, após cirurgias cardíacas. A insulina inibe proteínas de fase aguda, como fatores de crescimento, citocinas, moléculas de adesão e quimiotáxicos. Todos esses fatores são envolvidos com condições como infecção, infarto agudo do miocárdio e eventos cerebrovasculares. A insulina ainda estimula a óxido nítrico sintetase que produz o óxido nítrico, substância essa que é vasodilatadora e induz a vasodilatação miocárdica, sendo assim benéfica nos casos de IAM. Há 20 anos a hiperglicemia do paciente grave era vista como um epifenômeno, resposta adaptativa à elevação de hormônios contrarreguladores, aceitando-se níveis glicêmicos de até 300 mg/dl. À luz dos conhecimentos atuais, um estreito controle glicêmico reduz a morbimortalidade. O nível ideal de glicemia intra-hospitalar ainda é muito debatido na literatura, mas o Colégio Americano de Endocrinologistas (ACE) recomenda menor que 0 mg/dl pré-prandiais, menor que 80 mg/dl no pico pós-prandial e entre 80 e 0 mg/dl na unidade de terapia intensiva. Esses valores são corroborados pela ADA e Surviving Sepsis Campaign, porém ainda é passível de grande discussão em recente metanálise incluindo Nice-Sugar, grande estudo envolvendo o uso de insulina venosa em pacientes críticos de UTI, não suportando os dados encontrados em estudos, sugerindo que os alvos de glicemia e os grupos beneficiados devem ser mais bem escolhidos com menores índices de hipoglicemia. Referências. Zimmet, et al. Global and societal implications of the diabetes epidemic. Nature. 200;44: Hogan P, Dael T, Nikolov P; American Diabetes Association. Economic costs of diabetes in US Diabetes Care. 2003;26: Malmberg K, Norhammar A, Wedel H, Rydén L. Glycometabolic state at admission: important risk marker of mortality in conventionally treated patient with diabetes mellitus and acute myocardial infarction: long-term results of Diabetes and Insulin Glucose Infusion in Myocardial Infarction (DIGAMI) study. Circulation. 999;99: Berghe G, Wilmer A, Hermans G, Meersseman W, Wouters PJ, Milants I, et al. Therapy in the critically ill patients. N Engl J Med. 200;345: Intensive insulin therapy in the medical ICU. N Engl J Med. 2006;354: Krinsley JS. Effects of an intensive glucose management protocol on the mortality of critically ill adult patients. Mayo Clin Proc. 2004;79(8): ACE. Position statement on inpatient diabetic and metabolic control. Endocrine Practice. 2004;0(): Malmberg K, Ryden L, Wedel H, et al. Intense metabolic control by means of insulin in patients with diabetes mellitus and acute myocardial infarction (DIGAMI 2): effects on mortality and morbidity. DIGAMI 2. Eur 8. Heart J. 2005;26(7): American Diabetes Association position statement. Standards of medical care in diabetes Diabetes Care. 2008;3():S2-S Undas A, Wiek I, St Epif`NE, et al. Hyperglycemia is associated with enhanced thrombin formation, platelet activation, and fibrin clot resistance to lysis in patients with acute coronary syndrome. Diabetes Care. 2008;3(8): Schmeltz LR, DeSantis AJ, Schmidt K, et al. Conversion of intravenous insulin infusions to subcutaneously administered insulin glargine in patients with hyperlycemia. Endocr Pract. 2006;2: Griesdale DEG, Souza RM, van Dam, Daren R. Intensive insulin therapy and mortality among critically ill patients: a meta-analysis including NICE- SUGAR study. CMAJ. 2009;80:8. Avaliação das fraturas vertebrais Luis Augusto Tavares Russo Diretor do Centro de Pesquisa Clínica (CCBR) Brasil A osteoporose é uma doença altamente prevalente em todo o mundo e segundo a Osteoporosis International Foundation (IOF) acomete 75 milhões de pessoas, sendo uma das doenças crônicas mais dispendiosas. A fratura vertebral é uma das mais frequentes complicações da osteoporose e está bem estabelecida sua associação com um aumento da morbidade e mortalidade (Ferrar, 2005). São as mais comuns em consequência da osteoporose e atualmente são consideradas o mais importante fator de risco para predição de futuras fraturas de todos os tipos, em especial as vertebrais e as de quadril. Estudos epidemiológicos demonstraram que a presença de fratura vertebral prévia aumenta significativamente o risco relativo de fraturas futuras independente da BMD (Naves 2003, Siris 2006, Van Helden 2006). Em um desses estudos, observou-se um risco 4,7 vezes maior para fratura vertebral, 6,7 vezes para fratura de fêmur e 3 vezes para fratura de Colles, quando comparados a pacientes sem fratura prévia. Na existência de uma fratura vertebral prévia associada a uma fratura vertebral incidente, o risco relativo da fratura de fêmur aumentou em 0 vezes e a de Colles, em 5 vezes, quando comparados a pacientes sem fratura prévia (Naves, 2003). Fraturas graves podem aumentar em até 2,6 vezes o risco de uma nova fratura S408

55 Resumo das Palestras vertebral (Jolly, 2003). O risco aumenta conforme aumenta o número e a gravidade das fraturas prevalentes. Esse risco se aplica tanto às fraturas clinicamente sintomáticas quanto às assintomáticas e detectadas acidentalmente em exames de imagem (Pongchaiyakul, 2005). Além disso, a presença de fratura classifica per si o paciente como portador de osteoporose clínica, mesmo tendo uma BMD normal (Greenspan, 200) e classifica o paciente com portador de osteoporose grave quando este apresenta baixa BMD (WHO, 994). Diagnosticar fraturas vertebrais tornou-se mister para determinação do tratamento mais adequado a ser adotado. Análises de custo-benefício demonstraram que a identificação e o tratamento adequado das pacientes com fratura vertebral mesmo daquelas que pela densitometria são classificadas como portadoras de osteopenia são custo-efetivos (Laster e Lewiecki, 2007). Na Europa, a estimativa de fraturas em mulheres caucasianas com mais de 59 anos é de 20% (O Neill, 996). Nos Estados Unidos, estima-se que 25% das mulheres com mais de 50 anos têm uma fratura vertebral e esta proporção aumenta rapidamente com a idade. Uma em cada três mulheres acima de 75 anos tem ao menos uma fratura vertebral. Também é estimado que 7 milhões de mulheres caucasianas, com mais de 50 anos, têm uma fratura vertebral e que uma nova fratura ocorrerá em 500 mil mulheres americanas caucasianas, a cada ano (Melton, 993). A média de probabilidade de uma fratura vertebral a cada dez anos aumenta de 7,2% aos 50 anos para 26,7% aos 85 anos (Kanis, 2004). O mais alarmante é que até 20% das mulheres sofrerão uma nova fratura no primeiro ano subsequente (Lindsay, 200). Fraturas subsequentes podem rapidamente ocorrer em cascata nos dois primeiros anos seguintes a uma fratura clínica. O risco absoluto de fraturas subsequentes é de 0,8%. Idade, gênero (feminino) e presença de múltiplas fraturas no exame inicial contribuíram significativamente para novas fraturas incidentes cumulativas e 60% destas fraturas ocorrem no primeiro ano (Van Helben, 2006). Até pouco tempo, os dados epidemiológicos da fratura vertebral na América Latina não eram conhecidos, porém resultados do estudo LAVOS desenvolvido em cinco diferentes países da América Latina, entre eles o Brasil, demonstraram que a prevalência de fratura vertebral aumentou de 6,9% entre as pacientes com 50 a 59 anos para 27,8% entre as com 80 anos ou mais. A prevalência é ligeiramente menor que a encontrada nos Estados Unidos e similar à encontrada na China e na Europa (Clark, 2008). Esses resultados reforçam a ideia de que a prevalência de fratura vertebral é similar no mundo todo como o que é visto nas fraturas de fêmur. Para melhor definir o risco de fratura, a medida da massa óssea através da densitometria óssea convencional pelos raios-x de dupla energia (DXA) deveria ser combinada à avaliação do status de fratura e, embora a radiografia convencional (RX) permita essa avaliação, ele está associado a um custo adicional mais alto e a maior exposição à radiação (Binkley, 2005). A possibilidade da avaliação visual das imagens laterais da coluna pelo DXA vem sendo publicada desde 994. Em 996, Hans et al. reportaram alguns resultados e já naquela época foi encontrada excelente concordância com a radiografia (Hans et al., 996). Finalmente em 998 Rea et al. (Rea, 998) iniciaram uma série de estudos que têm demonstrado, desde essa época, a importância desse método, sua sensibilidade e especificidade quando comparado à radiografia. Assim, a morfometria digital pelo DXA, atualmente universalmente denominada VFA (avaliação de fratura vertebral), torna-se uma possível solução e será tema principal desta apresentação. Em decorrência do rápido tempo para a aquisição da imagem de VFA, sua baixa exposição à radiação e baixo custo, esse teste pode ser facilmente incorporado ao exame de densitometria, podendo ser útil para a avaliação inicial dos pacientes e identificação daqueles que necessitarão de avaliação adicional. A radiografia (que não faz parte da rotina investigativa dos pacientes com baixa massa óssea) ficaria restrita aos casos que necessitam de confirmação de fratura e aos não interpretáveis pela VFA. Referências. Binkley N, Krueger D, Gangnon R, Genant HK. Lateral vertebral assessment: a valuable technique to detect clinically significant vertebral fractures. Osteoporos Int. 2005;6: Black DM, Thompson DE, Bauer DC, Ensrud K, Musliner T, Hochberg MC, et al. Fracture risk reduction with alendronate in women with osteoporosis: The fracture intervention trial. J Clin Endocrinol Metabol. 2000;85: Cauley JA, Thompson DE, Ensrud KC, Scott JC, Black D. Risk of mortality following clinical fractures. Osteoporos Int. 2000;: Chapurlat RD, Duboeuf F, Marion-Audibert HO, Kalpakçioglu B, Mitlak BH, Delmas PD. Effectveness of instant vertebral assessment to detect prevalent vertebral fracture. Osteoporos Int. 2006;7: Clark P, Cons-Molina F, Deleze M, Ragi S, Haddock L, Zanchetta JR, et al. The prevalence of radiographic vertebral fractures in Latin American countries: the Latin American Vertebral Osteoporosis Study (LAVOS). Pub on Osteoporos Int Damiano J, Kolta S, Porcher R, Tournoux C, Dougados M, Roux C. Diagnosis of vertebral fracture assessment. J Clin Densitom. 2006;9: Ferrar L, Jiang G, Adams J, Eastell R. Identification of vertebral fractures: An update. Osteoporos Int. 2005;6: Ferrar L, Jiang G, Eastell R, Peel N. Visual identification of vertebral fractures in osteoporosis using morphometric X-Ray absorptiometry. J Bone Miner Res. 2003;8: Genant HK, Jergas M. Assessment of prevalent fracture and incident vertebral fractures in osteoporosis research. Osteoporos Int. 2003;4 Suppl 3: Genant HK, Li J, Wu CY, Shepherd JA. Vertebral fracture in osteoporosis a new method for clinical assessment. J Clin Densitom. 2000;3: Greenspan SL, von Stetten E, Emond SK, Jones L, Parker RA. Instant Vertebral Assessment A noninvasive dual x-ray absorptiometry technique to avoid misclassification and clinical mismanagement of osteoporosis. J Clin Densitom. 200;4: Hans D, Baiada A, Dubouef F, Vignot E, Bochu M, Meunier P. Expert-XL: clinical evaluation of a new morphometric technique on 2 patients with vertebral fracture. Osteoporos Int. 996;6: Laster AJ, Lewiecki EM. Vertebral fracture assessment by dual-energy X-ray absorptiometry: insurance coverage issues in the United States. A white paper of the International Society for Clinical Densitometry. J Clin Densitom. 2007;0: S409

56 Resumo das Palestras 4. Lindsay R, Silverman SL, Cooper C, et al. Risk of new vertebral fracture in the year following a fracture. JAMA. 200;285: Melton LJ III, Lane AW, Cooper C, Eastell R, O Fallon Wm, Riggs BL. Prevalence and incidence of vertebral fractures. Osteoporos Int. 993;3: Morales-Torres J, Gutierrez-Urena S. The burden of osteoporosis in Latin America. Osteoporos Int. 2004;5: Naves M, Diaz-Lopez JB, Gomez C, Rodrugues-Rebollar A, Rodriguez-Garcia M, Cannata-Andia JB. The effect of vertebral fracture as a risk factor for osteoporotic fracture and mortality in a Spanish population. Osteoporos Int. 2003;4: Olenginski TP, Newman ED, Hummel JL, Hummer M. Development and evaluation of a vertebral fracture assessment program using IVA and Its integration with mobile DXA. J Clin Densitom. 2006;9: Pavlov L, Gamble GD, Reid IR. Comparison of dual-energy x-ray absorptiometryand conventional radiography for the detection of vertebral fractures. J Clin Densitom. 2005;8: Schousboe JT, DeBold CR. Reliability and accuracy of vertebral fracture assessment with densitometry compared to radiography in clinical practice. Osteoporos Int. 2006;7: Schousboe JT, DeBold CR, Bowles C, Glickstein S, Rubino RK. Prevalence of vertebral compression fracture deformity by x-ray absorptiometry of lateral thoracic and lumbar spines in a population referred for bone densitometry. J Clin Densitom. 2002;3: Siris ES, Brenneman SK, Barret-Connor E, Miller PD, Sajjan S, Berger ML et al. The effect of age and bone mineral density on the absolute, excess, and relative risk of fracture in postmenopausal women aged 50-99: results from the National Osteoporosis Risk Assessment (NORA). Osteoporos Int. 2006;7: Van der Klift M, de Laet CE, McCloskey EV, Hofman A, Pols HA. The incidence of vertebral fractures in men and women: The Rotterdam Study. J Bone Miner Res. 2002;7: Van Helden S, Cals J, Kessels F, Brink P, Dinant GJ, Geusens P. Risk of new clinical fractures within 2 years following a fracture. Osteoporos Int. 2006;7: Vokes T, Bachman D, Baim S, Binkley N, Broy S, Ferrar L, et al. Vertebral fracture assessment: the 2005 ISCD Official Positions. J Clin Densitom. 2006;9: Diagnóstico da deficiência do hormônio do crescimento: é necessário teste de estímulo? Luiz Augusto Casulari Serviço de Endocrinologia. Hospital Universitário de Brasília A deficiência de crescimento em crianças é muito comum na prática médica. Na maior parte dos casos, deve-se a outras causas que não a deficiência do hormônio de crescimento (DGH). Por isso, a investigação deve ser iniciada avaliando a presença de causas como o hipotiroidismo, a desnutrição, a síndrome de Turner, os distúrbios esqueléticos, as doenças sistêmicas crônicas, entre outras. A anamnese detalhada e o exame físico criterioso podem indicar o caminho a seguir na avaliação inicial da criança ou do adolescente que não cresce. Algumas informações que podem indicar a presença de deficiência de GH são as ocorrências no período neonatal de hipoglicemia, icterícia prolongada, micropênis e trauma durante o parto. São também importantes antecedentes de irradiação craniana, trauma de crânio ou infecção do sistema nervoso central, consanguinidade dos pais ou história familiar de deficiência hormonal. O exame físico pode mostrar a presença de anormalidades craniofaciais, baixa estatura com diminuição da massa magra e gordura de predomínio central, fácies de boneca ou de querubim e voz de timbre alto e aguda. Contudo, o aspecto da DGH não é único e pode apresentar-se com graus variáveis de baixa estatura e de diminuição da velocidade de crescimento, com discreto até grande atraso da idade óssea e com ou sem outras características fenotípicas. Diante de um paciente com suspeita de DGH, vários testes são ou foram preconizados para determinar se o paciente teria alterada sua secreção de GH. Contudo, todos eles estão sujeitos a críticas. A colheita única de sangue para dosagem do GH poderia ter valor no período neonatal em presença de hipoglicemia no recém-nascido sem desordem metabólica. Se a concentração de GH for inferior a 20 µg/l, sugere DGH. Os testes clássicos da secreção de GH utilizam estímulos farmacológicos que atuam provocando a liberação de GHRH e/ ou a supressão da secreção da somatostatina. Estes, no entanto, associam-se com efeitos colaterais de diferentes gravidades. Por exemplo, o teste da hipoglicemia induzida pela insulina (ITT) pode provocar hipoglicemia grave e está contraindicado em pessoas portadoras de epilepsia e insuficiência cardíaca ou coronariana; o da clonidina associa-se com sonolência, astenia e hipotensão postural; o teste do glucagon provoca náuseas e vômitos; a L-dopa pode causar náuseas e vômitos, além de ter baixa sensibilidade; e o teste do GHRH (hexarelina) associa-se com rubor facial e gosto metálico. Várias críticas podem ser feitas a esses testes: ) Não são fisiológicos, pois, mesmo aqueles com o uso de hormônios utilizam estímulos farmacológicos ou suprafisiológicos. 2) As definições do que se constitui resposta normal ou subnormal são arbitrárias. Alguns autores consideram como normal o pico de resposta do GH > 0 ng/ml. Outros, com o uso dos ensaios mais sensíveis (imunorradiométricos), colocam o pico de corte em 7 ng/ml ou, com métodos imunofluorimétricos, o corte seria de 3,3 ng/ml ou 5 ng/ml. 3) As respostas seriam dependentes da idade e dos níveis de hormônios sexuais presentes, por isso a necessidade de serem precedidos, em crianças pré-púberes, da administração de esteroides sexuais, com estrógeno ou testosterona, por três a cinco dias, para aumentar a sensibilidade hipofisária e assim diminuir as falsas respostas subnormais, frequentes no período peripuberal. S40

57 Resumo das Palestras 4) Confiam em ensaios para GH com acurácias variáveis. Os valores de referência para esses testes podem variar de acordo com o imunoensaio utilizado e com a faixa etária do paciente. A preparação de referência do GH recomendada, que seria do GH recombinante humano, de 22Kda (hgh 88/624, com a potência de 3 U = mg), muitas vezes não é utilizada. Há variabilidade nos ensaios de um laboratório para outro no que diz respeito a calibradores, diluentes, anticorpos monoclonais ou policlonais. 5) Os testes são caros, desconfortáveis e não isentos de risco, principalmente a hipoglicemia induzida pela insulina e a clonidina. 6) Sua reprodutibilidade é questionável. Ocorre variabilidade individual na resposta ao teste de um dia para o outro. Cerca de 0% das crianças sadias não têm pico de GH adequado com apenas um teste de estímulo, e necessita-se de dois testes provocativos para definir o diagnóstico. A resposta deficiente do GH pode ocorrer sem doença endócrina, como ocorre na desnutrição e na fase de crescimento lento da pré-adolescência. Crianças com dois testes positivos podem ter crescimento inadequado durante o seguimento, enquanto aquelas com dois testes negativos podem crescer adequadamente. 7) São capazes de identificar crianças com deficiência grave, mas têm valor limitado para separar crianças baixas normais das deficiências parciais. Se patologia definida do sistema nervoso central, radioterapia dirigida a esse ponto, deficiência de múltiplos hormônios hipofisários, defeito genético ou IGF-I muito baixo, o teste iria somente confirmar o que a clínica, provavelmente, já teria diagnosticado. Marin et al. em estudo de 84 crianças e adolescentes normais, com estatura normal, utilizaram três testes provocativos: exercício, arginina e insulina. O nível de corte da dosagem do GH foi de 7 ng/dl. Os resultados mostraram que 6% das crianças pré-púberes não responderam aos estímulos; dos que estavam em estádios 2 e 3 da puberdade, 45% não responderam, e somente as crianças em estágios 4 e 5 tiveram 00% respostas normais. Em razão disso, esses autores preconizaram o uso de estrogênio ou testosterona para sensibilizar o eixo hipotálamo-hipófise. Em trabalho publicado recentemente por nosso grupo (Papadia et al.), avaliou-se o valor preditivo positivo (VPP) de dois testes de estímulo de secreção do GH (ITT e clonidina), para estatura abaixo do percentil 0, de crianças tratadas para leucemia linfoide aguda (LLA). Os critérios de inclusão foram a idade menor de 5 anos quando tratadas da LLA, terem sido tratadas com quimioterapia e submetidas à radioterapia craniana profilática, em remissão completa há pelo menos dois anos e não terem sido submetidas a transplante de medula. Foram avaliados 30 pacientes com idade de 4, ± 2,9 anos, sendo 20 homens. O ITT foi aplicado em 30 pacientes e o teste da clonidina, em 6 pacientes. O tempo de seguimento foi de 7,7 ± 2,8 anos desde o tratamento da LLA e de 2,3 ±,3 anos após a realização dos testes. Na avaliação final, doze pacientes (40%) estavam abaixo do percentil 0 e 8 pacientes (60%) estavam acima desse percentil. Dos pacientes que realizaram o ITT, nove (30%) tinham pico de GH < 5 ng/ml e 9 (63,3%) tinham < 7 ng/ml. As respostas ao teste da clonidina foram: 7 (43,7%) tinham pico < 5 ng/ml e 8 (50%) tinham pico < 7 ng/ml. Quando o nível de corte do GH foi de 5 ng/dl, o valor preditivo positivo para déficit estatural (estatura abaixo do percentil 0) para o teste da clonidina foi de 28% e para o ITT, de 33%. Quando se considerou o nível de corte do GH de 7 ng/dl, o valor preditivo positivo (estatura abaixo do percentil 0) para o teste da clonidina foi de 50% e para o ITT, de 83%. Assim, pode-se concluir que, nos pacientes tratados para LLA durante a infância, o valor preditivo positivo para déficit estatural de ambos os testes foi baixo, exceto se considerado o ITT com o nível de corte do GH de 7 ng/dl. Assim, não se justifica o emprego desses testes como rotina para o diagnóstico de baixa estatura em pacientes que receberam radiação profilática no tratamento da LLA na infância. Além disso, são testes com potencial de efeitos colaterais importantes. Mazzola et al. acompanharam por um ano nove crianças com crescimento pouco abaixo do normal e respostas do GH alteradas a ambos testes da arginina e a L-dopa, sem reposição de GH. Observaram que continuavam com mesmo ritmo de crescimento no período. Um teste com estímulo suprafisiológico de GHRH e arginina mostrou resposta normal do GH e os níveis de IGF- também eram normais. Isto é, se o critério de dois testes negativos tivesse sido usado, os pacientes teriam recebido reposição de GH. Em estudo dos anões de Itabaianinha, uma população homogênea, com uma forma isolada e severa de DGH por mutação no receptor de GHRH, constatou-se que a dosagem no sangue de IGF- foi o melhor parâmetro nos grupos de pacientes pré-puberes, púberes e maiores de 50 anos, para definir a deficiência de GH. A dosagem de IGFBP-3 no sangue não permitiu a separação de indivíduos normais e com DGH, o que confirma as observações de outros pesquisadores. A dosagem de IGF- tem a vantagem da sua secreção não ter variação circadiana mínima e, por isso, pode ser dosado em uma única amostra, independente do horário de colheita de sangue. Contudo, tem o inconveniente de sofrer variação com a idade, o sexo e os estados nutricionais e mórbidos. Os níveis de IGF- são muito baixos nos primeiros anos de vida e, por isso, têm pouco valor nesse período. Cianfarani et al. preconizaram que a velocidade de crescimento e a dosagem de IGF- para o diagnóstico de insuficiência de GH de início na infância seriam suficientes e não seria necessário um segundo teste de estímulo. Isso porque, quando a velocidade de crescimento e a IGF-I são normais, o diagnóstico de deficiência de GH pode ser descartado. Por outro lado, quando ambos os índices estão abaixo do normal, a deficiência de GH é tão provável que a criança pode ser submetida a apenas um teste de estímulo e à ressonância nuclear magnética, iniciando-se o tratamento com GH. Em conclusão, os testes classicamente realizados mediante estímulos farmacológicos para avaliar a secreção de GH não têm correspondência com a evolução clínica de grande parte dos pacientes. Isto é, os testes provocativos de GH identificariam crian- S4

58 Resumo das Palestras ças com deficiência severa, o que já poderia ser feito com a avaliação auxológica. Mas, seriam de limitado valor para discriminar entre crianças com baixa estatura normal daquelas com deficiência parcial de GH. Assim sendo, os médicos deveriam utilizá-los como exceção e não como regra e valorizar mais a avaliação auxológica e a idade óssea como melhor maneira de conduzir uma criança com baixa estatura. Na Austrália, o programa nacional de suplementação de GH dispensou a análise laboratorial da DGH e valorizou a avaliação clínica das crianças suspeitas de deficiência. Referências. Boquete HR, Sobrado PGV, Fideleff HL, Sequera AM, Giaccio AV, Suarez MG, et al. Evaluation of diagnostic accuracy of insulin-like growth factor (IGF)-I and IGF-binding protein-3 in growth hormone-deficient children and adults using ROC plot analysis. J Clin Endocrinol Metab. 2003;88: Costa ACF. Testes funcionais e terapêutica ambulatorial em endocrinologia. Rio de Janeiro: Atheneu; Costa ACF, Rossi A, Marinelli Jr CE, Vieira JGH, Moreira AC. Importância do método utilizado para determinação do hormônio de crescimento plasmático na interpretação de testes de estímulo. Arq Bras Endocrinol Metab. 998;42: Consensus Guidelines for the Diagnosis and Treatment of Growth Hormone (GH) Deficiency in Childhood and Adolescence: Summary Statement of the GH Research Society. J Clin Endocrinol Metab. 2000;85: Duchè L, Trivin C, Chemaitilly W, Souberbielle JC, Bréart G, Brauner R, et al. Selecting short-statured children needing growth hormone testing: derivation and validation of a clinical decision rule. BMC Pediatrics 2008;29. Disponível em: http// 6. Damiani D. Deficiência de hormônio de crescimento: até onde confiar em testes de estímulo? Arq Bras Endocrinol Metab. 2005;49: Frasier SD. The diagnosis and treatment of childhood and adolescent growth hormone deficiency Consensus or confusion. J Clin Endocrinol Metab. 2000;85: Mazzola A, Meazza C, Travaglino P, Pagani S, Frattini D, Bozzola E, et al. Unrealibility of classic provocative tests for the diagnosis of growth hormone deficiency. J Endocrinol Invest. 2008;3: Cianfarani S, Tondinelli T, Spadoni GL, Scirè G, Boemi S, Boscherini B. Height velocity and IGF-I assessment in the diagnosis of childhood onset GH insufficiency: do we still need a second GH stimulation test? Clin Endocrinol. 2002;57: Marin G, Domenè HM, Barnes KM, Blackwell BJ, Cassorla FG, Cutler Jr GB. The effects of estrogen priming and puberty on the growth hormone response to standardized treadmill exercise and arginine-insulin in normal girls and boys. J Clin Endocrinol Metab. 994;79: Martinelli Jr CE, Oliveira CRP, Brito AVO, Costa FO, Silva PRC, Serpa MG, et al. Diagnóstico da deficiência de hormônio de crescimento, a rigor de IGF-. Arq Bras Endocrinol Metab. 2002;46: Marui S, Oliveira CHMC, Souza SCAL, Berger K, Khawali C, Hauache OM, et al. Tolerância ao teste da clonidina em 80 pacientes: estudo da eficácia da expansão volêmica para o controle de hipotensão arterial. Arq Bras Endocrinol Metab. 2005;49: Mazzola A, Meazza C, Travaglino P, Pagani S, Frattini D, Bozzola E, et al. Unrealibility of classic provocative tests for the diagnosis of growth hormone deficiency. J Endocrinol Invest. 2008;3: Papadia C, Naves LA, Motta LDC, Barboza Filho RF, Suzuki MTM, Casulari LA. Growth hormone provocation tests and their prediction in the growth of children treated for acute lymphoblastic leukemia. Minerva Endocrinol. 2006;3: Werther GA, Wang M, Cowell CT. An auxology-based growth hormone program: update on the Australian experience. J Pediatr Endocrinol Metab. 2003;6 (Suppl 3):63-8. Novos fármacos para o tratamento das complicações crônicas do diabetes Luiz César Póvoa Desde a introdução de medicamentos eficazes para o tratamento de alterações metabólicas agudas do diabetes, ficaram mais aparentes as diversas complicações microvasculares crônicas, principalmente sobre o sistema nervoso, os olhos e os rins, além da elevada incidência de complicações macrovasculares como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. As complicações microvasculares afetam mais de 80% dos pacientes diabéticos e já estão presentes em até 50% dos casos recém-diagnosticados. Retinopatia diabética corresponde à causa mais comum de cegueira em pacientes abaixo de 60 anos de idade. Apresenta desenvolvimento insidioso e geralmente assintomático até chegar a uma hemorragia intraocular. Existem evidências de que o bom controle glicêmico pode prevenir o desenvolvimento da doença. O estudo DCCT (Diabetes and Complication and Control Trial) demonstrou que uma redução de % na hemoglobina glicosilada resulta na redução da retinopatia em 2%. Neuropatias afetam 20% a 50% dos pacientes com diabetes tipo 2 e suas consequências como ulceração plantar e amputação causam elevada morbidade e mortalidade. As neuropatias diabéticas são heterogêneas, afetando diferentes partes do sistema nervoso, com diversas manifestações clínicas. As mais comuns correspondem a polineuropatia distal simétrica e neuropatias autonômicas. O diagnóstico precoce e o tratamento apropriado são essenciais, uma vez que mais de 50% das polineuropatias distais podem ser assintomáticas e que 80% das amputações ocorrem em razão de uma ulceração ou lesão plantar. Além disso, as neuropatias autonômicas estão relacionadas à elevada morbidade e mortalidade, particularmente quando a neuropatia autonômica cardiovascular está presente. Entre os novos fármacos para o tratamento da neuropatia diabética, encontram-se os inibidores da aldose redutase, os inibidores da proteína kinase C e antioxidantes. Os primeiros inibidores da aldose redutase foram retirados de circulação em de- S42

59 Resumo das Palestras corrência das reações adversas apresentadas (alergias e toxicidade hepática e renal) ou ineficácia no tratamento proposto. Duas substâncias deste grupo ainda estão com estudos em aberto, e a droga Epalrestat já se encontra liberada para uso no Japão. Deve ser destacado o ácido alfa-lipoico, também conhecido como ácido tióctico, em virtude de seus efeitos sobre anormalidades metabólicas e vasculares. Com mecanismo de ação sobre o estresse oxidativo desencadeado pela hiperglicemia, apresentase com a capacidade de atuar sobre a fisiopatologia e sobre os sintomas da neuropatia diabética, além de agir sobre déficits neurológicos e sobre as fibras nervosas. Entre as diversas opções de tratamento para as complicações crônicas do diabetes, deve-se lembrar que o controle da glicemia, redução da HbAc, pressão arterial e lípides deverá ser obtido por meio de modificações do estilo de vida e de terapia medicamentosa, se necessário, a fim de obter uma vida com maior qualidade. Resistência aos hormônios tireoidianos: diagnóstico e tratamento Monalisa Ferreira Azevedo Serviço de Endocrinologia, Hospital Universitário da Universidade de Brasília (UnB) A síndrome de resistência ao hormônio tireoidiano (RHT) é uma condição rara, caracterizada por uma reduzida responsividade dos tecidos-alvo aos hormônios tireoidianos (HTs). As mutações no gene do receptor do hormônio tireoidiano (TR) são responsáveis por 85% dos casos de RHT. Recentemente, foram descobertos defeitos genéticos que promovem alterações no transporte transmembrana 2,3 e no metabolismo dos HTs pelas desiodases 4. O TR é um receptor nuclear que existe em duas isoformas, α e β, que estão distribuídas de maneira heterogênea nos diversos tecidos-alvo 5. Todas as 25 mutações descritas associadas à RHT ocorrem no TRβ, e a herança é autossômica dominante. A mutação R338W é a mais frequente 6. As mutações I43V 7, M30L, A37T, R438H, P453T e 463X (c.358dupc) foram identificadas no Brasil. Uma característica da RHT é a ausência de manifestações clínicas específicas. A maioria dos pacientes é assintomática, no entanto, podem ocorrer bócio, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, taquicardia sinusal, entre outros. Evidências clínicas e laboratoriais de deficiência e de excesso de HTs podem coexistir, num mesmo indivíduo 8. No paciente não tratado, níveis séricos elevados do T 4 livre e TSH não suprimido são condições sine qua non para o diagnóstico de RHT. Os anticorpos antitireoidianos são negativos e o principal diagnóstico diferencial é o adenoma hipofisário produtor de TSH. O diagnóstico definitivo é estabelecido pela demonstração de mutação no gene do TRβ 6. Até o momento, inexiste tratamento capaz de corrigir especificamente o defeito e, como a maior parte dos pacientes é assintomática, em geral nenhum tratamento é necessário. É importante ressaltar que nenhuma intervenção deve ser realizada com o único objetivo de normalizar os níveis séricos de HTs. A taquicardia pode ser controlada com o uso de betabloqueadores. Em pacientes com manifestação de hipotireoidismo, a administração cautelosa de doses suprafisiológicas de levotiroxina pode ser necessária. Nos casos raros de hipermetabolismo e taquicardia severa não responsiva a betabloqueadores, o uso de análogos da somatostatina pode ser necessário e, se ineficaz, a administração judiciosa de drogas antitireoidianas ou do ácido triiodotiroacético (TRIAC) pode ser tentada 9. Além das mutações no gene do TR, outros defeitos genéticos podem estar envolvidos na RHT. Em 2004, foram descritas mutações no gene da proteína transmembrana MCT8, em pacientes que apresentavam retardo mental associado a anormalidades motoras, além de elevação do T 3 com T 4 reduzido e TSH normal ou discretamente elevado 2,3. A proteína MCT8 é um transportador específico de HTs para o interior das células e, na presença de mutações nessa proteína, ocorre redução significativa na entrada de T 4 e de T 3 nas células, principalmente do sistema nervoso central 0. Até o momento, foram identificadas 26 famílias portadoras de defeitos genéticos na proteína MCT8 6. Em 2005, foram descritas mutações no gene da proteína SBP2, em dois indivíduos de famílias não relacionadas que apresentaram baixa estatura com idade óssea atrasada, com recuperação da estatura no período puberal, sem outros achados clínicos. Os níveis séricos de TSH e de T 4 livre eram elevados, com T 3 livre reduzido e T 3 reverso alto, sugerindo uma alteração na metabolização periférica dos HTs 4. A síntese das desiodases, enzimas responsáveis pela ativação e inativação dos HTs nos tecidos periféricos, requer a incorporação do aminoácido selenocisteína, que é mediada pela proteína SBP2. Na presença de mutações no gene da SBP2, ocorreria um defeito na incorporação da selenocisteína, que poderia resultar em deficiência não apenas de desiodases, mas também das outras selenoproteínas do organismo. Recentemente, descreveu-se uma nova mutação no gene da SBP2 numa paciente que apresentou um fenótipo exuberante de deficiência múltipla de selenoproteínas. A descrição dessa nova síndrome abre uma nova perspectiva na compreensão do papel fisiológico das selenoproteínas, em seres humanos. Referências. Refetoff S. Resistance to thyroid hormone. In: Braverman LE, Utiger RE (ed.). Werner and Ingbar s. The Thyroid: a fundamental and clinical text. 9.ed. Philadelphia: Lippincott, Williams and Wilkins; p S43

60 Resumo das Palestras Dumitrescu AM, Liao XH, Best TB, Brockmann K, Refetoff S. A novel syndrome combining thyroid and neurological abnormalities is associated with mutations in a monocarboxylate transporter gene. Am J Hum Genet. 2004;74: Friesema EC, Grueters A, Biebermann H, et al. Association between mutations in a thyroid hormone transporter and severe X-linked psychomotor retardation. Lancet. 2004;364: Dumitrescu AM, Liao XH, Abdullah MS, et al. Mutations in SECISBP2 result in abnormal thyroid hormone metabolism. Nat Genet. 2005;37: Lazar MA. Thyroid hormone receptors: multiple forms, multiple possibilities. Endocr Rev. 993;4: Refetoff S, Dumitrescu AM. Syndromes of reduced sensitivity to thyroid hormone: genetic defects in hormone receptors, cell transporters and deiodination. Best Pract Res Clin Endocrinol Metab. 2007;2: Ferreira Azevedo M, Barra GB, Medeiros LD, Simeoni LA, Naves LA, Neves Fde A. A novel mutation of thyroid hormone receptor beta (I43V) impairs corepressor release, and induces thyroid hormone resistance syndrome. Arq Bras Endocrinol Metabol. 2008;52: Brucker-Davis F, Skarulis MC, Grace MB, et al. Genetic and clinical features of 42 kindreds with resistance to thyroid hormone. The National Institutes of Health Prospective Study. Ann Intern Med. 995;23: Beck-Peccoz P, Persani L, Calebiro D, Bonomi M, Mannavola D, Campi I. Syndromes of hormone resistance in the hypothalamic-pituitary-thyroid axis. Best Pract Res Clin Endocrinol Metab. 2006;20: Friesema EC, Jansen J, Heuer H, Trajkovic M, Bauer K, Visser TJ. Mechanisms of disease: psychomotor retardation and high T3 levels caused by mutations in monocarboxylate transporter 8. Nat Clin Pract Endocrinol Metab 2006;2: Copeland PR. Regulation of gene expression by stop codon recoding: selenocysteine. Gene 2003;32:7-25. Baixo peso: o que fazer? Nair Cristina Nogueira de Almeida S44

61 Resumo das Palestras S45

62 Resumo das Palestras S46

63 Resumo das Palestras Tratamento do DMT2: medicamentoso ou cirúrgico Nei Cavalcanti O tratamento clínico do diabetes melito está muito aquém do que seria desejável. Na maioria dos doentes, em todo o mundo, não se consegue controle metabólico adequado. No nosso país, as cifras são alarmantes: 85% dos pacientes não atingem um grau de controle desejado. Vários fatores contribuem para isso. As dificuldades econômicas e psicológicas de se submeter, permanentemente, à restrição dietética é uma delas. O atraso na produção de medicamentos mais eficazes é um outro, talvez mais importante. Basta analisarmos que os medicamentos ainda mais usados para seu tratamento foram descobertos décadas atrás. A insulina dos anos 920, e as drogas orais, biguanidas e sulfas, na década de 950. Vários novos medicamentos surgiram a partir dos anos 990. Dois aspectos sobre eles devem ser ressaltados. Não são mais potentes do que os anteriores e ainda não sabemos quais seus efeitos a longo prazo. A grande esperança é que algumas dessas novas drogas possam regenerar ou pelo menos retardar o declínio de função das células-beta. A cirurgia bariátrica é sem dúvida o tratamento mais eficaz para o diabetes em pacientes portadores de obesidade graus II e III. A terapêutica cirúrgica faz mais do que tratar, acarreta uma remissão no mínimo prolongada da doença. Já existem pacientes que se mantêm euglicêmicos por mais de 25 anos depois da cirurgia. Muito mais que a perda de peso, outros mecanismos estão envolvidos na razão desse sucesso. Afinal, a melhoria ou a normalização metabólica ocorrem dias após a intervenção, quando só existe pequena involução ponderal. Aumento na secreção de hormônios produzidos no tubo digestivo, as incretinas, que têm ação benéfica sobre ação insulínica, parece ser o principal. O mais estudado desses hormônios é o GLP secretado pelas células L, localizadas principalmente no nível do ileodistal. O GLP tem pelos menos três ações benéficas: estimula a secreção de insulina, inibe a secreção do glucagon e induz a involução ponderal. O tratamento é aceito universalmente para tratar os diabéticos do tipo 2 grandes obesos. Porém, o tratamento cirúrgico para os portadores de sobrepeso e de obesidade grau I, atualmente, só deve ser utilizado em termos de pesquisa. Os resultados até então disponíveis são controversos. Reposição androgênica no homem Ricardo M. R. Meirelles A partir dos 30 anos os níveis de testosterona total e de testosterona livre no homem diminuem à razão de cerca de % e 2% ao ano, respectivamente (). Os resultados do Baltimore Longitudinal Study of Aging mostraram que, aos 60 anos, cerca de 20% dos homens apresentavam níveis de testosterona total subnormais e que esta percentagem se elevava para 50% aos 80 anos (2). Considerando-se que a testosterona atua, direta ou indiretamente, sobre músculos, tecido adiposo, ossos, medula óssea e sistema nervoso central, sua deficiência pode acarretar uma série de distúrbios, como sarcopenia, aumento da gordura corporal total e visceral, osteoporose, anemia, diminuição de libido e disfunção erétil (3). O diagnóstico da deficiência androgênica do envelhecimento masculino deve se basear na presença de níveis de testosterona total abaixo de 230 ng/dl, dosados pela manhã, em duas ocasiões, associados a queixas compatíveis com hipogonadismo (4). Nos casos em que há sintomatologia sugestiva de hipogonadismo, com dosagens de testosterona total entre 230 ng/dl e 345 ng/dl, o diagnóstico será feito por meio de estimativa da testosterona livre calculada (TLC), utilizando-se fórmula baseada nos níveis de SHBG (sex hormone binding globulin) e de albumina. Resultados de TCL inferiores a 58 pg/ml são indicativos de hipogonadismo (4). O diagnóstico diferencial será feito com hiperprolactinemia, hipotiroidismo, hipopituitarismo, depressão e uso de medicamentos, como anti-hipertensivos, ansiolíticos, antidepressivos e bloqueadores de receptores H2. As contraindicações absolutas para o uso de testosterona são o câncer de próstata e o câncer de mama masculino. São contraindicações relativas: apneia do sono, policitemia, insuficiência cardíaca, epilepsia, enxaqueca e retenção hídrica. Não há evidências científicas de que o uso de testosterona cause câncer de próstata, assim como não foi observada qualquer associação entre níveis de androgênios endógenos com o risco (5) ou gravidade (6) do câncer de próstata. As opções farmacêuticas para a administração de testosterona surgiram em 940, com os implantes subcutâneos, vindo depois apresentações injetáveis e orais, sistemas transdérmicos, géis, sistema transmucosa e formulação injetável de longa duração (7). No Brasil dispõe-se, atualmente, das apresentações injetáveis de curta e longa duração. As primeiras são aplicadas a cada duas ou três semanas e têm como desvantagem não produzir níveis sanguíneos estáveis do hormônio. A apresentação de longa duração pode ser aplicada com intervalos de dois a três meses, fornece níveis circulantes de testosterona mais estáveis e tem como desvantagem o alto custo. Há evidências de que a administração de testosterona a homens hipogonádicos reduz a quantidade de gordura corporal (8) e visceral (9), normaliza os níveis de leptina (0), aumenta massa magra (8) e a força muscular (), reduz o colesterol total e o S47

64 Resumo das Palestras LDL colesterol (8), reduz interleucinas inflamatórias e aumenta a anti-inflamatória (2), melhora a resistência insulínica e os níveis glicêmicos em homens diabéticos (9), assim como o limiar isquêmico e a qualidade de vida em homens com angina (3). O acompanhamento dos pacientes em tratamento com testosterona deve incluir a dosagem periódica de PSA, avaliação prostática, hemograma e dosagens da testosterona, para ajuste da dose e intervalo de administração. Referências. Tariq SH, Haren MT, Kim MJ, Morley JE. Andropause: is the emperor wearing any clothes? Rev Endocr Metab Disord. 2005;6: Harman SM, Metter EJ, Tobin JD, Pearson J, Blackman MR. Longitudinal effects of aging on serum total and free testosterone levels in healthy men. Baltimore Longitudinal Study of Aging. J Clin Endocrinol Metab. 200;86: Snyder PJ. Hypogonadism in elderly men What to do until the evidence comes. N Engl J Med. 2004;350: Nieschlag E, Swerdloff R, Behre HM, Gooren LJ, Kaufman JM, Legros JJ, et al. Investigation, treatment, and monitoring of late-onset hypogonadism in males: ISA, ISSAM, and EAU recommendations. J Androl. 2006;27: Roddam AW, Allen NE, Appleby P, Key TJ. Endogenous sex hormones and prostate cancer: a collaborative analysis of 8 prospective studies. J Natl Cancer Inst. 2008;00: Sher DJ, Mantzoros C, Jacobus S, Regan MM, Lee G-S, Oh WK. Absence of relationship between steroid hormone levels and prostate cancer tumor grade. Urology. 2009;73:356-6; discussion Nieschlag E, Behre HM, Bouchard P, Corrales JJ, Jones TH, Stalla GK, et al. Testosterone replacement therapy: current trends and future directions. Hum Reprod Update. 2004;0: Isidori AM, Giannetta E, Greco EA, Gianfrilli D, Bonifacio V, Isidori A, et al. Effects of testosterone on body composition, bone metabolism and serum lipid profile in middle-aged men: a meta-analysis. Clin Endocrinol (Oxf). 2005;63: Kapoor D, Goodwin E, Channer KS, Jones TH. Testosterone replacement therapy improves insulin resistance, glycaemic control, visceral adiposity and hypercholesterolaemia in hypogonadal men with type 2 diabetes. Eur J Endocrinol. 2006;54: Jockenhovel F, Blum WF, Vogel E, Englaro P, Muller-Wieland D, Reinwein D, et al. Testosterone substitution normalizes elevated serum leptin levels in hypogonadal men. J Clin Endocrinol Metab. 997;82: Ottenbacher KJ, Ottenbacher ME, Ottenbacher AJ, Acha AA, Ostir GV. Androgen treatment and muscle strength in elderly men: a meta-analysis. J Am Geriatr Soc. 2006;54: Malkin CJ, Pugh PJ, Jones RD, Kapoor D, Channer KS, Jones TH. The effect of testosterone replacement on endogenous inflammatory cytokines and lipid profiles in hypogonadal men. J Clin Endocrinol Metab. 2004;89: Malkin CJ, Pugh PJ, Morris PD, Kerry KE, Jones RD, Jones TH, et al. Testosterone replacement in hypogonadal men with angina improves ischaemic threshold and quality of life. Heart 2004;90:87-6. S48

65 Índice de Títulos de Pôsteres S49

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67 Índice de Títulos de Pôsteres 00. Análise das características de adenomas hipofisários ressecados por cirurgia transesfenoidal endonasal endoscópica em um centro terciário...ss43 Paula WG, Barroso FAC, Gondim JA, Ferraz TMBL, Queiroz MMM 002. Anemia hemolítica autoimune secundária à doença de graves, sem uso de tionamida...ss43 Marques TF, Canuto JMP, Magalhães KBS, Coutinho MAP, Carvalho EKB, Bandeira E, Bandeira F 003. Antecedentes familiares relacionados à doença cardiovascular em pacientes com diabetes melito tipo...ss43 Ramos AJS, Rocha AM, Torres MRS, Nóbrega MBM, Ramos RA, Varela RWB, Santos SDR, Melo AEFA, Roncally G, Kim IC, Queiroz UC 004. Associação entre diabetes melito tipo e doença autoimune da tireoide Relato de caso e revisão...s432 Melo Júnior AT, Cavalcante WC, Moura F 005. Ausência de puberdade associada à osteoporose em adulto jovem com hipogonadismo congênito...s432 Viégas MA, Veras A, Oliveira I, Simões R, Salgado C, Bandeira F 006. Avaliação do tratamento em 244 pacientes com diabetes tipo 2...S432 Vilar L, Gusmão A, Canadas V, Campos R, Arruda MJ, Moura e Silva L, Montenegro L, Moura E, Alves GS, Cunha RA, Agra R, Pontes L, Santos V, Teixeira L 007. Avaliação antropométrica e sua correlação com os níveis pressóricos e glicemia capilar entre pacientes de baixa renda atendidos no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes HUPAA em Maceió, Al...S433 Borba RSM, Barros MC, Silva JA, Souza RF, Fraga TS 008. Avaliação da apolipoproteína B nos pacientes com síndrome metabólica...s433 Maia AK, Magalhães KBS, Carvalho EKB, Belfort PC, Voss L, Griz L, Thé C, Bandeira F 009. Avaliação da lipemia pós-prandial em mulheres intolerantes à glicose e mulheres normais após refeição mista versus refeição padrão em gordura...s433 Canuto JMP, Coutinho E, Marques TF, Diniz ET, Bandeira F, Griz L 00. Avaliação da prática de atividade física por pacientes com diabetes melito tipo atendidos em hospital-escola...s434 Ramos AJS, Pontes AAN, Rocha AM, Torres MRS, Oliveira VG, Medeiros GM, Varela RWB, Santos SDR, Ramos AJC, Bernardes LP 0. Avaliação da prevalência do tratamento da osteoporose com antirreabsortivos em mulheres atendidas em centro de referência para avaliação rotineira...s434 Carvalho EKB, Magalhães KBS, Belfort PC, Gondim F, Bandeira F, Griz L, Bandeira L 02. Avaliação do controle glicêmico em pacientes com diabetes melito tipo após introdução de terceira dose diária de insulina NPH...S434 Ramos AJS, Rocha AM, Torres MRS, Queiroz ADM, Medeiros GM, Ramos RA, Varela RWB, Barreto IPV, Costa LAC, Santos SDR S42

68 Índice de Títulos de Pôsteres 03. Avaliação dos níveis glicêmicos e dos fatores de risco para diabetes melito em uma amostra populacional de baixa renda econômica de Maceió, AL. Uma contribuição para o Dia Mundial do Diabetes...S435 Sales NRH, Silva SO, Brandão T, Silva JA 04. Avaliação intraoperatória de pth em paciente portador de hiperparatiroidismo primário com manifestação óssea acentuada...s435 Paula WG, Barroso FAC, Ripardo VS, Queiroz MMM, Silva LR, Ferraz TMBL 05. Biofísica aplicada à osteoporose: uma contribuição para a integralidade da atenção à saúde...s435 Gomes FCF, Melo SB, Morais CN, Moraes-Filho AO, Leão DBM, Cassia-Moura R 06. Bócio adenomatoso versus carcinoma papilífero da tireoide...s436 Pontes AAN, Rodrigues HGC, Rocha AM, Adan LFF 07. Calcificação cerebral como manifestação tardia de hipoparatireoidismo pós-cirúrgico...s436 Santos LL, Araújo LM, Farias MB, Beltrão FEL, Oliveira ELS, Braga DL, Souza SF, Albuquerque PHO, Marques TF 08. Captação à cintilografia óssea com MDP 99m tc simulando doença óssea metastática em uma paciente portadora de doença de Paget...S436 Lyra TM, Santos JGRP, Silva JA, Ramos FJA, Oliveira MVP 09. Carcinoma de paratireoide, inicialmente diagnosticado como adenoma, com recidiva 2 anos após paratireoidectomia. Resposta ao cinacalcet...s437 Voss LA, Neves AP, Saldanha LGS, Miranda AK, Bandeira L, Bandeira F 020. Carcinoma de paratireoide: relato de caso e revisão de literatura...s437 Fiuza CM, Silveira LC, Neves UD, Carvalho AP, Sobral PMS, Brito HLF, Brito EAC, Brito AO, Alcântara MRS 02. Cirurgia bariátrica na remissão do diabetes melito tipo 2 em obesos grau I...S437 Feitosa SC, Ferraz EM, Ferraz AAB, Campos JM, Sa VC, Lins DC 022. Cirurgia bariátrica x diabetes melito tipo 2: avaliação do reganho de peso a longo prazo...s438 Feitosa SC, Ferraz AAB, Campos JM, Lins DC, Araujo MVT 023. Cistite enfisematosa: relato de caso e revisão bibliográfica...s438 Cavalcante WC, Melo Júnior AT, Moura F 024. Classificação nutricional das crianças e adolescentes atendidos no Centro de Obesidade Infantil, Campina Grande, PB...S439 Gonzaga NC, Cardoso AS, Medeiros CCM, Ramos AT, Werner RPB, Leal AAF, Santiago JS, Albuquerque FCL 025. Correlação entre o grau de escolaridade e os fatores de risco para diabetes em uma amostra populacional de baixa renda socioeconômica atendida no Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes, Maceió, AL...S439 Santos JGRP, Lyra TM, Oliveira MVP, Silva JA, Ramos FJA S422

69 Índice de Títulos de Pôsteres 026. Creatinina e resistência insulínica...s440 Lima JG, Nóbrega LHC, Nóbrega MLC, Sousa AGP, Nunes A, Silva MAO, Baracho MFP, Viana LSAA, Gomes LS 027. Crescimento e peso de diabéticos tipo I utilizando análogos de insulina glargina e lispro...s440 Falcão EA 028. Deficiência associada de hormônios tireotrófico e corticotrófico Relato de caso...s440 Torres MRS, Rocha AM, Loureiro RCC, Ramos AJS, Oliveira VG, Nóbrega MBM, Medeiros GM, Santos RG 029. Derrame pericárdico extenso em paciente com hipotireoidismo: relato de caso...s44 Meneguesso AMA, Ribeiro DJB, Eufrazino CSS, Gadelha JBF, Barbosa ICQ, Delgado DC, Colares MCR 030. Diabetes melito tipo (DM) associado à tireotropinoma...s44 Brandão JB, Ramos AR, Lages MV, Dias INB, Dias APG 03. Diabetes melito tipo 2 e gastroplastia com reconstituição em Y de Roux: avaliação tardia dos resultados...s44 Feitosa SC, Campos JM, Ferraz AAB, Lins DC, Moraes RC Diabetes neonatal: relato de caso...s442 Lima AAC, França ARO, Florentino AVA, Barreto CPV, Amorim CZM, Santos DF, Lyra EA, França IKT, Souto MF, Fonseca NJA, Costa RLL 033. Efeito da insulina na expressão do GLUT4...S442 Moraes PA 034. Elevação da densidade mineral óssea em vértebras pagéticas isoladas por doença monostótica em pacientes com osteoporose...s442 Viégas M, Simões R, Veras A, Oliveira I, Bandeira L, Bandeira F 035. Estado nutricional das mães de crianças e adolescentes obesos atendidos no Centro de Obesidade Infantil, Campina Grande, PB...S443 Gonzaga NC, Cardoso AS, Medeiros CCM, Ramos AT, Werner RPB, Leal AAF, Santiago JS, Mariz LS 036. Estudo do perfil lipídico de pacientes atendidos por um rograma de atenção farmacêutica no município de Campina Grande, PB...S443 Melo TR, Gonzaga NC, Cardoso AS, Medeiros CCM, Ramos AT, Leal AAF, Werner RPB, Santiago JS 037. Fatores de risco cardiovasculares em pacientes com sobrepeso ou obesidade atendidos por um programa de atenção farmacêutica no município de Campina Grande, PB...S444 Werner RPB, Ramos AT, Medeiros CCM, Leal AAF, Cardoso AS, Santiago JS, Gonzaga NC, Santos RM 038. Fatores metabólicos do diabetes melito tipo 2 associados a fraturas vertebrais em mulheres na pós-menopausa portadoras de diabetes melito tipo 2...S444 Medeiros MAAA, Lopes AJM, Viégas MA, Bandeira F S423

70 Índice de Títulos de Pôsteres 039. Feocromocitoma: uma apresentação atípica Relato de caso...s445 Torres MRS, Rocha AM, Oliveira FFG, Medeiros GM, Brito MVS, Oliveira LMF, Santos KDR, Amorim CZM, Fonseca NJA 040. Frequência de distúrbios da tireoide em mulheres na pós-menopausa...s445 Amorim MMR, Leite DFB, Monteiro MG, Maia SB, Santos SDR, Andrade SM, Barbosa YWF 04. Ganho expressivo da densidade mineral óssea com uso do ibandronato oral em uma paciente portadora de hiperparatireoidismo primário com falha ao uso prévio de alendronato...s445 Veras A, Coutinho MAP, Gondim F, Neves APS, Rego D, Bandeira F 042. Ganho expressivo da massa óssea após longo período de tratamento em paciente com osteomalácia hipofosfatêmica...s446 Veras A, Andrade LD, Miranda AK, Voss L, Camargo K, Bandeira F 043. Hiperlipidemia familiar combinada com exacerbação de triglicerídeos...s446 Ribeiro DJB, Eufrazino CSS, Meneguesso AMA, Gadelha CD, Padilha C, Maia FAR, Batista BA 044. Hiperparatiroidismo primário diagnosticado por punção aspirativa de lesões cervicais suspeitas de linfonodos não reativos...s446 Gondim F, Viégas MA, Magalhães KBS, Bandeira E, Neves AP, Bandeira F 045. Hipogonadismo hipogonadotrófico associado à síndrome de ectrodactília e displasia ectodérmica...s447 Carvalho VR, Carvalho MMD, Marques ARC, Figueiredo PRL, D Alva CB, Martins MRA, Quidute ARP, Fontenele EGP 046. Insuficiência hepática induzida por propiltiouracil...s447 Najar HC, Calábria BSR, Almeida FA, Sanjad MR, Correa CA, Purisch S, Noviello TB, Lemos JPL 047. Insuficiência respiratória aguda por bócio disormonogênico Relato de caso...s447 Rocha AM, Medeiros GM, Abreu RVSV, Porto MLS, Lopes SSS, Torres MRS, Ramos AJS, Pontes AAN 048. Lipodistrofia parcial familiar Variedade de Dunnigan: relato de caso...s448 Vilar L, Montenegro L, Gusmão A, Arahata A, Agra R, Pointes L, Arruda MJ, Moura L, Santos V, Moura E, Canadas V, Campos R, Teixeira L 049. Macroadenoma gigante com imunoistoquímica positiva para prolactina e ACTH...S448 Carvalho AP, Fiúza CM, Neves UD, Silveira LC, Sobral PMS, César A, Campos VC 050. Mais de 0 anos de diabetes melito tipo 2 influencia nos resultados cirúrgicos da gastroplastia redutora com reconstituição em Y de Roux?...S448 Feitosa SC, Ferraz AAB, Campos JM, Lins DC, Freitas CCC 05. Manejo das alterações metabólicas no paciente HIV positivo: relato de caso...s449 Brito MVS, Varela RWB, Costa RLL, Oliveira VG, Torres M RS 052. Manifestações extratireoideanas na doença de Basedow-Graves Tríade de exoftalmopatia, acropatia, mixedema pré-tibial e em mãos...s449 Barros MC, Sales NRH, Silva OS, Brandão T, Silva JA S424

71 Índice de Títulos de Pôsteres 053. Marcante elevação de massa óssea com o tratamento sequencial: teriparatide 6 meses e bisfosfonato ano...s449 Voss LA, Bandeira L, Miranda AK, Gondim F, Bandeira F 054. Medida da circunferência abdominal ou medidas ultrassonográficas da gordura central: quem identifica melhor o risco metabólico?...s450 Cavalcanti ENB, Arruda TM, Prado CM, Vasconcelos GA, Godoi ETAM, Bandeira F 055. O uso do anel de silicone no resultado cirúrgico de pacientes obesos portadores de diabetes melito tipo 2 Seguimento de mais de 4 anos...s450 Feitosa SC, Ferraz AAB, Campos JM, Lins DC, Araujo MT 056. Ocorrência de nódulos e carcinoma diferenciado de tireoide em pacientes com acromegalia: influência do sexo e do GH basal sérico...s450 Diniz ET, Vasconcelos RS, Souza CZ, Lima TPM, Diniz KT, Bandeira F 057. Oftalmopatia tireoidiana associada à tireoidite de Hashimoto...S45 Andrade LD, Marques TF, Saldanha LGS, Vieira JO, Griz L, Bandeira F 058. Osteonecrose de mandíbula associada ao uso de bisfosfonatos...s45 Magalhães KBS, Marques TF, Belfort PC, Saldanha LGS, Bandeira F 059. Perda rápida e expressiva da massa óssea seguida de fratura vertebral espontânea clínica associada ao uso de rosiglitazona...s45 Belfort PC, Magalhães KBS, Carvalho EKB, Belfort LC, Bandeira MP, Bandeira F 060. Perfil clínico e laboratorial de pacientes com insulinoma atendidos no Hospital das Clínicas da UFPE...S452 Arruda MJ, Vilar L, Campos R, Gusmão A, Moura e Silva L, Arahata C, Agra R, Pontes L, Montenegro L, Moura E 06. Perfil clínico-laboratorial dos pacientes com hipoparatireoidismo pós-cirúrgico do Serviço de Endocrinologia e Diabetes do Hospital Universitário Walter Cantídio (SED-HUWC)...S452 Carvalho MMD, Gadelha DD, Martins MRA, Hissa MN, D Alva CB 062. Perfil dos pacientes atendidos no Ambulatório de Diabetes Melito tipo de Hospital-Escola...S453 Ramos AJS, Rocha AM, Torres MRS, Nóbrega MBM, Queiroz ADM, Ramo RA, Santos SDR, Ramos AJC, Bernardes LP, Queiroz UC 063. Perfil epidemiológico e características dos pacientes do Ambulatório de Obesidade do Hospital das Clínicas da UFPE...S453 Moura e Silva L, Vilar L, Canadas V, Teixeira, Arruda MA, Arahata C, Agra R, Pontes L, Montenegro L, Santos V, Moura E, Gusmão A, Campos R 064. Prevalência de baixo peso ao nascer em crianças e adolescentes obesos e com sobrepeso no município de Campina Grande, PB...S453 Cardoso AS, Gonzaga NC, Medeiros CCM, Ramos AT, Werner RPB, Melo TR, Leal AAF, Cunha MAL 065. Prevalência de dislipidemias e outros fatores de risco cardiovascular em pacientes climatéricas atendidas em um hospital-escola...s454 Amorim MMR, Leite DFB, Monteiro MG, Maia SB, Santos SDR, Andrade SM, Barbosa YWF S425

72 Índice de Títulos de Pôsteres 066. Prevalência de doença celíaca em pacientes com diabete melito tipo...s454 Santos SDR, Barreto IPV, Mendes JMF, Santos MTN 067. Prevalência de hipercolesterolemia em pacientes com diabetes melito tipo atendidos em hospital-escola...s455 Ramos AJS, Rocha AM, Torres MRS, Loureiro RCC, Oliveira VG, Meneguesso AMA, Queiroz ADM, Medeiros GM, Santos SDR, Roncally G, Kim IC 068. Prevalência de osteoporose e fraturas vertebrais em mulheres pós-menopausa de acordo com renda familiar...s455 Neves AP, Accioly LV, Viégas MA, Bandeira L, Miranda AK, Bandeira F 069. Prevalência de osteoporose em mulheres na pós-menopausa de acordo com a ingestão de cálcio...s456 Belfort PC, Magalhães KBS, Carvalho EKB, Marques TF, Bandeira C, Bandeira L, Bandeira F 070. Prevalência de osteoporose em mulheres na pós-menopausa em uso de antidepressivos e estatinas...s456 Miranda AK, Oliveira I, Saldanha LGS, Veras A, Rego D, Diniz ET, Bandeira F 07. Prevalência de síndrome metabólica em pacientes atendidos em um Programa de Atenção Farmacêutica (AF) no município de Campina Grande, PB...S457 Leal AAF, Ramos AT, Medeiros CCM, Werner RPB, Santiago JS, Santos RM, Cardoso AS, Gonzaga NC 072. Prevalência do pé diabético nos pacientes atendidos na emergência de um hospital público terciário de Fortaleza...S457 Paula WG, Barroso FAC, Bona SF, Barbosa MAF, Ferraz TMBL, Barbosa NMRF 073. Prolactinoma gigante extremamente invasivo exibindo efeito Hook e com rápida resposta ao uso de cabergolina...s458 Marques TF, Andrade LD, Azevedo MM, Saldanha LGS, Bandeira F, Griz L 074. Pseudo-hipoaldosteronismo tipo : relato de caso...s458 Sanjad MR, Andrade FA, Najar HC, Correa CA, Leite Purish S 075. Puberdade precoce central associada a glioma óptico em portador de neurofibromatose tipo Doença de von Recklinhausen...S458 Souza RF, Silva JA, Cruz FCL, Fraga TS, Borba RSM 076. Púrpura trombocitopênica autoimune induzida por propiltiouracil...s459 Andrade LD, Marques TF, Gondim F, Viégas MA, Salgado C, Bandeira F 077. Raquitismo hipofosfatêmico: relato de caso...s459 Bezerra IH, Araújo J, Gomes B, Santana B, Schuler TA, Moura E, Arruda MJ, Vilar L, Mendes ACS 078. Relação de função tireoidiana (TSH) e concentrações séricas de CPK...S459 Lima JG, Nóbrega LHC, Nóbrega MLC, Sousa AGP, Nunes A, Silva MAO, Baracho MFP, Viana LSAA, Gomes LS 079. Remissão de doença de Paget poliostótica com uso de ibandronato oral em um paciente com pobre resposta ao risendronato e pamidronato...s460 Gondim F, Coutinho MAP, Oliveira I, Vasconcelos RS, Bandeira L, Diniz ET, Bandeira F S426

73 Índice de Títulos de Pôsteres 080. Remissão prolongada da doença de Paget com uso do ibandronato oral...s460 Coutinho MAP, Saldanha LGS, Neves AP, Andrade LD, Griz L, Bandeira ME, Bandeira F 08. Resultados da cirurgia no hiperparatiroidismo primário...s460 Vilar L, Campos R, Gusmão A, Leal E, Canadas V, Moura L, Arahata C, Agra R, Arruda MJ, Pontes L, Montenegro L 082. SICI Sistema de infusão contínua de insulina (bomba) e a aplicabilidade de uma abordagem protocolada no SUS, DF: avaliação preliminar...s46 Pedrosa HC, Miranda LG, Prado FA, Santana CM, Lauand TCG, Dolácio N, Saigg MA 083. Síndrome de Maffucci associada a adenoma hipofisário e hiperprolactinemia...s46 Barros FAS, Carvalho MMD, Montenegro APDR, D Alva CB, Martins MRA, Quidute ARP, Fontenele EGP 084. Síndrome de Prader-Willi associada à osteoporose e à alta estatura...s46 Coutinho MAP, Andrade LD, Neves AP, Veras A, Camargo K, Bandeira C, Thé AC, Bandeira F 085. Surgimento de mixedema pré-tibial em paciente após 0 anos de doença de Graves descompensada...s462 Azevedo MM, Vasconcelos RS, Oliveira I, Viégas M, Bandeira MP, Rêgo D, Bandeira F 086. The role of cabergoline in the management of Cushing s disease...s462 Vilar L, Arahata C, Arruda MJ, Agra R, Pontes L, Montenegro L, Moura e Silva L 087. Tireoidite de Quervain como causa de febre de origem indeterminada: relato de caso...s462 Nóbrega MBM, Florentino AVA, Lauro GP, Almeida KR, Gouveia MSA, Colares VNQ 088. Uso da calorimetria indireta como forma de otimização do emagrecimento com Orlistat em programa de dieta + atividade física...s463 Quartim JCF, Fonseca RQ, Tinois E 089. Uso de cabergolina em altas doses em macroprolactinoma Relato de caso...s463 Oliveira VG, Rocha AM, Fonseca NJA, Medeiros GM, Oliveira FFG, Amorim CZM, Oliveira LMF, Santos KDR 090. Variabilidade dos níveis de anticorpos antitiroglobulina por diferentes técnicas, em uma paciente, pós-tireoidectomia por Ca papilífero e com FAN positivo...s463 Neves AP, Accioly LV, Andrade LD, Miranda AK, Diniz ET, Bandeira F 09. Variante de síndrome de Turner com expressiva perda óssea e estatura normal...s464 Miranda AK, Coutinho MAP, Voss LA, Belfort PC, Bandeira MP, Camargo K, Bandeira F 092. Vildagliptina diminui o risco do pé diabético tanto em 90 dias como em 5 meses (estudo em diabéticos tipo I e II)...S464 Quartim JC, Fonseca RC, Tinois E 093. Virilização devido a luteoma em mulher na pós-menopausa: relato de caso...s465 Lima JG, Nóbrega LHC, Nóbrega MLC, Sousa AGP, Nunes A, Silva MAO, Baracho MFP, Viana LSAA, Gomes LS, Lemos APF S427

74 Índice de Títulos de Pôsteres 094. VOLUMOSO BÓCIO COM COMPRESSÃO TRAQUEAL E ESOFÁGICA ASSOCIADO à DOENÇA DE GRAVES: RESPOSTA AO TRATAMENTO COM RADIOIODO...S465 Saldanha LSG, Carvalho PB, Coutinho MAP, Veras A, Rego D, Bandeira F 095. Volumoso paraganglioma com mínimas alterações laboratoriais e cintilografia com 23 I Metaiodobenzilguanidina (MIBG) negativa...s466 Oliveira I, Simões R, Carvalho EKB, Neves AP, Viegas M, Cruz F, Morais V, Camargo K, Salgado C, Bandeira F 096. Regression to the mean em medidas seriadas de densidade mineral óssea em método DXA...S466 Oliveira I, Simões R, Carvalho EKB, Neves AP, Bandeira L, Diniz ET, Bandeira F S428

75 Resumo dos Pôsteres S429

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77 Resumo dos Pôsteres 00 Análise das características de adenomas hipofisários ressecados por cirurgia transesfenoidal endonasal endoscópica em um centro terciário Paula WG, Barroso FAC, Gondim JA, Ferraz TMBL, Queiroz MMM Hospital Geral de Fortaleza. Os adenomas hipofisários são neoplasias comuns, correspondendo à principal causa de síndrome de hipersecreção e hipossecreção hormonal hipofisária em adultos. Respondem por 0% a 5% das neoplasias intracranianas. Podem ser observados em qualquer faixa etária, sendo raros na infância. Os prolactinomas são os tumores mais frequentes (27%), seguidos pelos não funcionantes (25%), secretores de GH (4%), secretores de ACTH (4%), secretores de GH e PRL (8%), secretores de FSH/LH (6%), secretores de TSH (%) e pluriormonais (3%). Foi realizado um estudo retrospectivo que avaliou 228 pacientes admitidos no Hospital Geral de Fortaleza, de maio de 998 a dezembro de 2007, para tratamento cirúrgico de adenomas hipofisários. Observou-se que os adenomas não funcionantes foram as lesões mais frequentes (93 casos, 40,8%), todos macroadenomas, com tamanho médio de 30,4 ± 5, mm. Os secretores de GH corresponderam às lesões funcionantes mais comuns (58 casos, 25,4%), com tamanho médio de 20,8 ± 0,02 mm. Prolactinomas estavam presentes em 4 casos (7,9%), com tamanho médio de 20,2 ± 0,8 mm. Os secretores de ACTH foram diagnosticados em 28 pacientes (2,2%), sendo a maioria microadenomas (20 casos, 7,4%), com tamanho médio de 8,7 ± 8,3 mm. Os secretores de FSH/LH foram observados em 7 pacientes (3%). Todos eram macroadenomas (tamanho médio: 43,3 ±,37 mm). Por fim o adenoma secretor de TSH esteve presente em caso, medindo 30 x 30 x 28mm. Os adenomas hipofisários são neoplasias que conferem grande morbidade em razão das suas manifestações clínicas como compressão do quiasma óptico, cefaleia e hipopituitarismo. Em contraste com os dados da literatura, nossa casuística evidenciou a predominância dos adenomas não funcionantes, seguidos pelos secretores de GH, o que se deveu, provavelmente, à grande maioria ser macroadenoma, resultando em sintomas e diagnóstico precoces. Os prolactinomas são tratados em princípio, independente da dimensão, clinicamente. Operados em casos excepcionais, no caso de compressão do quiasma óptico, não resposta ou efeitos colaterais à terapia clínica. Independente da prevalência dos subtipos de adenomas diagnosticados em centros terciários, alerta deve ser dado ao diagnóstico precoce, determinante do prognóstico, já que a abordagem cirúrgica endoscópica continua sendo a de eleição. 002 Anemia hemolítica autoimune secundária à doença de graves, sem uso de tionamida Marques TF, Canuto JMP, Magalhães KBS, Coutinho MAP, Carvalho EKB, Bandeira E, Bandeira F Unidade de Endocrinologia e Metabologia, HAM SUS/UPE. Introdução: Anormalidades hematológicas clinicamente importantes são incomuns no hipertireoidismo. Podem ser causadas por excesso de hormônio tireoidiano ou por alterações na imunidade. Na maioria dos pacientes ocorrem alterações mínimas nos níveis de hemoglobina por incapacidade de utilização medular do ferro. A ocorrência de anemia hemolítica secundária ao hipertireoidismo é raríssima, em geral associada ao uso de tionamidas, com dados escassos na literatura médica. Relato de caso: Paciente, 28 anos, feminina, admitida com sintomas e sinais de hipertireoidismo, proptose ocular bilateral, bócio difuso e função tireoidiana evidenciando TSH: 0,007 uui/ml, T4 livre: 5,66 ng/dl e T3 total: 294 ng/dl. Evoluiu com tontura, astenia, lipotimia, palidez cutâneo-mucosa intensa e icterícia. Realizados exames: hemoglobina: 5,5 g/ dl, hematócrito: 7,2%, VCM: 08,2 fl, HCM: 34,6 pg, RDW: 22,4%, reticulócitos:,6%, bilirrubina total: 2, mg/dl, bilirrubina indireta: 2,0 mg/dl, Coombs direto negativo, autoanticorpos positivo e crioaglutinina positiva. Realizado diagnóstico de anemia hemolítica autoimune. Foi submetida ao tratamento definitivo com radioiodo, 20 mci, evoluindo após 4 meses com remissão do quadro hemolítico. Conclusão: Este caso ilustra uma rara ocorrência de anemia hemolítica autoimune secundária a doença de Graves resolvida após tratamento definitivo com radioiodo. 003 Antecedentes familiares relacionados à doença cardiovascular em pacientes com diabetes melito tipo Ramos AJS, Rocha AM, Torres MRS, Nóbrega MBM, Ramos RA, Varela RWB, Santos SDR, Melo AEFA, Roncally G, Kim IC, Queiroz UC UFCG. Introdução: A doença arterial coronariana (DAC) nos pacientes com diabetes melito tipo (DM) tem se tornado, atualmente, a principal causa de mortalidade na população adulta com DM de longa duração. Além do controle da hiperglicemia, outros fatores de risco importantes para o desenvolvimento de DAC em pacientes com DM são os mesmos descritos para o diabetes melito tipo 2 (DM2), incluindo os componentes da síndrome metabólica e marcadores de resistência insulínica, assim como história familiar positiva para DM2 e infarto agudo do miocárdio (IAM). Objetivo: Determinar os antecedentes familiares relacionados à DAC em pacientes com DM e correlacioná-los à hipercolesterolemia. Métodos: Estudo transversal descritivo de pacientes do ambulatório de DM do Serviço de Endocrinologia de hospital-escola, os quais responderam a questionário padronizado, com histórico familiar autorreferido pelo paciente ou por seu responsável. Os dados antropométricos foram obtidos à entrevista e os dados laboratoriais, colhidos de prontuários. Resultados: Foram analisados 34 pacientes com DM, dos quais 52,9% eram do sexo masculino, com idade média de 8,58 (± 9,22) anos. Ao diagnóstico, a média de idade foi de 0,73 (± 6,43) anos e o tempo de diabetes foi em média de 7,84 (± 7,33) anos. Atividade física era praticada por 6,8% dos pacientes, sem diferença percentual entre homens e mulheres. Quanto aos antecedentes familiares, encontrou-se 44,% de DM, 52,9% de DM2, 35,3% de obesidade, 88,2% de hipertensão arterial (HAS) e 4,3% de IAM. Hipercolesterolemia foi encontrada em 50% dos pacientes com histórico familiar de DM (p = 0,20), de obesidade (p = 0,377) e IAM (p = 0,20). Dos pacientes com DM2 na família, apenas 33,3% apresentavam alterações lipêmicas (p = 0,42) e, entre aqueles com história de HAS, dislipidemia foi encontrada em 75% (p = 0,65). Conclusão: Nossos pacientes apresentaram alta frequência de antecedentes familiares de DM2, HAS, IAM e obesidade. Identificá-los é de fundamental importância na prevenção de DVC. Hipercolesterolemia com DM não foi estatisticamente significante com seus antecedentes familiares de DM, DM2, HAS, IAM e obesidade, o que pode ser em razão da pequena amostra. Mais estudos são necessários para determinar tal associação e, a partir daí, elaborar estratégias de rastreio precoce das alterações lipêmicas nos pacientes com DM. S43

78 Resumo dos Pôsteres 004 Associação entre diabetes melito tipo e doença autoimune da tireoide Relato de caso e revisão Melo Júnior AT, Cavalcante WC, Moura F UPE. Mulher, branca, 5 anos, com hipotireoidismo secundário à tiroidite de Hashimoto há dois anos, em uso de levotiroxina (88 mcg/dia). IMC de 22,5 kg/m 2. Evoluiu com perda de peso (2 kg em dois meses), poliúria, polidipsia, polifagia e glicemia em jejum de 289 mg/dl, com o diagnóstico de diabetes melito tipo 2 (DM2) descompensado. Foi tratada com hipoglicemiantes orais associados entre si e, em seguida, à insulina bed time, persistindo hiperglicêmica e sintomática. Foi iniciada insulinização plena, com insulina glargina associada à insulina aspart (antes das principais refeições), em doses que foram ajustadas até a obtenção de controle glicêmico adequado. Pelo contexto, foi realizada a pesquisa de autoanticorpos (anti-gad, anti-ica e anti-insulina), os quais foram positivos, confirmando o diagnóstico de diabetes melito tipo (DM) e síndrome poliglandular autoimune (SPA). As SPA são caracterizadas pela concomitância de duas ou mais endocrinopatias autoimunes associadas entre si ou com doenças autoimunes não endócrinas. Estão relacionadas a alelos específicos do complexo maior de histocompatibilidade (HLA DR2, DR3 e DR8), sendo subdivididas em tipo e 2. Na SPA tipo 2, caracterizada pela associação entre doença autoimune da tireoide (DAT), DM, IA, manifestações cutâneas (vitiligo e alopecia areata) e doenças autoimunes não endócrinas, a associação mais frequente é entre DAT e DM. A DAT acomete 65% dos pacientes, com preferência pelo gênero feminino, entre a terceira e quarta décadas de vida. A proporção entre doença de Graves e tiroidite de Hashimoto varia de acordo com a fonte consultada. A DM acomete 60% dos pacientes, sendo a primeira manifestação da doença em 50% dos casos. Manifesta-se entre a segunda e a terceira décadas de vida e tem preponderância no gênero masculino. Chama atenção que apenas % dos casos de DM surge após o diagnóstico de DAT. No caso descrito, a paciente não era obesa e apresentou hiperglicemia com muitos sintomas, sendo necessário um esquema de insulinização basal-bolus, além da história prévia de DAT, o que gerou a hipótese de SPA. Com o aumento no número de casos de diabetes e de tireoidopatias, sugere-se que a pesquisa de autoanticorpos seja realizada como rotina, mesmo em pacientes mais velhos. 005 Ausência de puberdade associada à osteoporose em adulto jovem com hipogonadismo congênito Viégas MA, Veras A, Oliveira I, Simões R, Salgado C, Bandeira F Unidade de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. Introdução: O hipopituitarismo envolve a hipófise anterior, podendo acometer isoladamente um, mais do que um, ou todos os seus hormônios trópicos. O hipogonadismo congênito é, geralmente, tratado antes da puberdade. Relatamos um caso de hipogonadismo congênito com diagnóstico aos 35 anos de idade. Caso clínico: Paciente, 35 anos, masculino, com ginecomastia bilateral, ausência de pelos em face, rarefação de pelos em axilas, presença de pelos pubianos, micropênis, testículos infantis e redução da libido. Altura =,77 m, peso = 70 kg, IMC = 22,5 kg/m 2, envergadura =,84 m. Dosagens de testosterona total de 2 ng/dl e de 37,9 ng/dl, LH = 0,7 miu/ml, FSH = 0,464 miu/ml, prolactina = 5,58 ng/ml, TSH = 4,92 uiu/ml, T4l =, ng/dl, T3t = 05ng/dL. Ultrassonografia de mamas com ginecomastia bilateral e a de testículos com redução de volume testicular, sendo o direito de 3,2 cm 3 e o esquerdo de 3,6 cm 3. Idade óssea adulta. RNM de sela túrcica demonstrando sela túrcica de dimensões reduzidas, redução nas dimensões hipofisárias com preservação de sinais sem evidências de lesões focais; não se evidenciaram a haste infundibular e neuro-hipófise de localização ectópica, posteriormente na cisterna suprasselar. DXA: L-L4 com DMO 0,649 g/cm 2 e escore-t de -4,7; colo do fêmur com DMO 0,767 g/cm 2 e escore-t de -2,3. Paciente foi submetido à reposição com Duratestono ampola/mês, sendo a testosterona total após a primeira dose de 779 ng/dl e após a segunda dose de 680 ng/dl e está em reposição de cálcio e colecalciferol. Conclusão: Este caso ilustra uma apresentação rara da osteoporose masculina. 006 Avaliação do tratamento em 244 pacientes com diabetes tipo 2 Vilar L, Gusmão A 2, Canadas V 2, Campos R 2, Arruda MJ 2, Moura e Silva L 2, Montenegro L 2, Moura E 2, Alves GS 2, Cunha RA 2, Agra R 2, Pontes L 2, Santos V 2, Teixeira L 2 Centro de Diabetes e Endocrinologia de Pernambuco, Serviço de Endocrinologia do HC-UFPE. 2 Serviço de Endocrinologia do HC-UFPE. Introdução: Existem várias opções de tratamento para o diabetes tipo 2 mas o percentual de pacientes com controle glicêmico adequado é baixo (37% nos EUA e 27% em um estudo brasileiro) objetivo: Avaliar as drogas utilizadas e seu efeito sobre HbAC em pacientes com diabetes tipo 2. Pacientes e métodos: Um total de 244 pacientes foram estudos retrospectivamente pela análise de prontuários médicos. Resultados: 64% dos pacientes estavam em uso de agentes antidiabéticos orais [ADOs) (30% em monoterapia, 60% em terapia combinada com duas drogas e 0% com terapia tríplice oral), enquanto 36% encontravam-se em uso de insulinoterapia, isolada (20%) ou associada a ADOs. Valores de HbAc < 7% forma observados em 4% dos pacientes, assim distribuídos: 3% em uso de ADOs e 62% ADOs + insulina (p < 0,00). Conclusão: Nossos dados mostram que um controle glicêmico significativamente melhor nos pacientes em uso combinado de ADOs e insulina do que naqueles apenas tratados com ADOs. S432

79 Resumo dos Pôsteres 007 Avaliação antropométrica e sua correlação com os níveis pressóricos e glicemia capilar entre pacientes de baixa renda atendidos no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes HUPAA em Maceió, Al Borba RSM, Barros MC, Silva JA, Souza RF, Fraga TS UFAL. Introdução: A obesidade central associa-se de modo independente, com plausibilidade biológica, com os componentes da síndrome metabólica (SM) e com a resistência insulínica. Comparada às medidas antropométricas tradicionais, a circunferência da cintura abdominal (CA) tem-se mostrado superior ao índice da massa corpórea (IMC) e à relação cintura quadril para identificar adiposidade visceral; por conseguinte, risco cardiovascular e diabetes melito. Objetivos: Avaliar o perfil antropométrico e sua relação com a pressão arterial e níveis glicêmicos em uma amostra populacional usuária do HUPAA. Metodologia: No Dia Mundial do Diabetes de 2008 foi realizada uma coleta de dados por meio da aplicação de um questionário, no qual foram colhidos os seguintes dados: pressão arterial, glicemia capilar (GC), relação cintura/quadril (RCQ), (IMC), (CA), dentre outros. Foram realizadas palestras educativas com a população do local. Os dados estatísticos foram obtidos pelo Epi-Info Resultados: A amostra total do trabalho foi de 65 pessoas, sendo 2 mulheres (73,3%) e 44 homens (26,7%), com idade variando entre 6 e 93 anos e mediana de 49 anos. Entre as mulheres, 66,% tinham (CA) > 88 cm e, destas, 63,8% apresentavam PAS entre (40 PAS 79 mmhg). Com relação aos níveis glicêmicos, 2,4% apresentaram GC 40 mg/dl, 86,7% destas possuíam CA > 88 cm; 27,3% das mulheres possuíam PAS elevada; 84,8% das que apresentaram PAS elevada tinham CA > 88 cm. Entre os homens 65,9% apresentaram CA normal ( 02 cm), destes, 76,8% tinham PAS normal e 82,2% possuíam GC normal; 43,8% dos que apresentaram PAS elevada tinham CA > 02 cm. Em relação ao IMC, foi registrado 33,9% de sobrepeso (25 > IMC < 30) e 33,9% de obesidade (> 30); 46,9% dos pacientes com PAS elevada eram obesos, e 56,5% dos pacientes com GC elevada estavam com sobrepeso. Conclusão: O trabalho corrobora com as tendências vigentes da literatura demonstrando uma maior exposição das mulheres aos fatores de risco cardiovasculares. Nessa perspectiva, promover estratégias que visem a mudanças no estilo de vida, tais como aumento da atividade física, abandono do tabagismo e modificações nos hábitos alimentares são necessárias. 008 Avaliação da apolipoproteína B nos pacientes com síndrome metabólica Maia AK, Magalhães KBS, Carvalho EKB, Belfort PC, Voss L, Griz L, Thé C, Bandeira F Unidade de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. Introdução: A síndrome metabólica (SM) é uma desordem caracterizada pela presença de fatores de risco associados à doença cardiovascular, como hipertensão arterial sistêmica (HAS), obesidade central, glicemia elevada, hipertrigliceridemia e HDL-c reduzido. Outros fatores têm surgido para melhorar a avaliação do risco cardiovascular, dentre eles a apolipoproteína B (apob), cujos níveis elevados parecem predizer o risco cardiometabólico e o surgimento de SM. Este estudo foi realizado no Hospital Agamenon Magalhães com o objetivo de verificar a prevalência de apob elevada na SM e a correlação dos níveis da apob com variáveis metabólicas e clínicas. Resultados: A média de idade dos pacientes no grupo com SM (n = 30) e sem SM (n = 30) foi de 57,3 ±,4 e 42,3 ± 4 anos, respectivamente. No grupo com SM, 73% eram diabéticos, 55% hipertensos e 83% tinham sobrepeso. No grupo sem SM apenas 7% apresentavam diabetes melito (DM). HAS foi evidenciada em 50% e sobrepeso em 60% dos pacientes. As concentrações de colesterol total (CT) e triglicerídeos (TGL) foram mais elevadas, e as de HDL-c mais baixas, nos portadores de SM. Também foram evidenciados maiores níveis de apob, em comparação com os pacientes sem a síndrome. A prevalência de apob elevada (> 20 mg/dl) nos grupos com SM e sem SM foi de 3,3% e 6,7%, respectivamente (p 0,67). No grupo total verificou-se correlação significativa entre a elevação da apob e níveis aumentados de pressão arterial diastólica (PAD), CT, LDL e TGL. Os triglicerídeos elevados se correlacionaram com a circunferência abdominal (CA), CT e, inversamente, com os níveis de HDL. Nos pacientes com SM, houve forte correlação da apob com CT e LDL, e dos TGL com CT. Nos diabéticos, a apob se correlacionou com a PAD, CT e LDL. Os TGL se correlacionaram com IMC, CA e, inversamente, com o HDL. Conclusão: Nos pacientes com SM e DM tipo 2, as medidas dos triglicerídeos e da apob oferecem informações adicionais na avaliação do risco cardiovascular e, consequentemente, na orientação terapêutica. 009 Avaliação da lipemia pós-prandial em mulheres intolerantes à glicose e mulheres normais após refeição mista versus refeição padrão em gordura Canuto JMP, Coutinho E, Marques TF, Diniz ET, Bandeira F, Griz L Unidade de Endocrinologia e Metabologia, HAM SUS/UPE. Introdução: A dislipidemia pós-prandial tem emergido como um fator de risco independente para doença arterial coronariana. Existem poucos relatos comparando padrões de refeições e lipemia pós-prandial, bem como padronização da sobrecarga de gordura utilizada. O objetivo deste estudo foi descrever a resposta lipêmica pós-prandial após uma refeição mista e uma refeição rica em gordura, em mulheres intolerantes à glicose e em mulheres normais. Materiais e métodos: Foram selecionados dois grupos, o primeiro composto por 9 mulheres intolerantes à glicose e o segundo por 5 mulheres saudáveis. O primeiro grupo foi submetido a uma refeição mista, com 50 g de carboidrato e 50 g de lipídio, e o segundo submetido a uma refeição rica em gordura, com 56g de lipídio. Foi realizada avaliação laboratorial do perfil lipídico pós-prandial, 3 e 5 horas após os dois tipos de refeições. Resultados: No segundo grupo foi observado um aumento percentual nos níveis de triglicerídeos, as três e cinco horas da refeição-teste, de 90,68% (± 39,93%) e 5,8% (± 6,58%), respectivamente. Essa elevação foi marcadamente superior ao primeiro grupo, cujos níveis foram de 25,03% (± 2,45%) e 30,24% (± 3,74%) nos mesmos horários. Elevação de triglicerídeos acima de 60% do valor basal ocorreu em 44,4%, após 2 e 5 horas, em mulheres intolerantes à glicose e em 66,6% em mulheres saudáveis. Conclusão: Esses dados demonstram uma elevação marcante dos triglicerídeos pós-prandiais, mais significativa no grupo de mulheres normais submetido à refeição rica em gordura. S433

80 Resumo dos Pôsteres 00 Avaliação da prática de atividade física por pacientes com diabetes melito tipo atendidos em hospital-escola Ramos AJS, Pontes AAN, Rocha AM, Torres MRS, Oliveira VG, Medeiros GM, Varela RWB, Santos SDR, Ramos AJC, Bernardes LP UFCG. Introdução: A prática de atividade física faz parte de qualquer plano de tratamento do paciente portador de diabetes melito tipo (DM). A ADA recomenda um mínimo de 30 minutos diários por pelo menos 5 dias na semana. O exercício físico se associa a melhor controle glicêmico e a menor ganho de peso, bem como a controle de parâmetros de risco cardiovascular. Objetivo: Correlacionar a prática de atividade física de pacientes portadores de DM com outros parâmetros, como sexo, idade, índice de massa corpórea (IMC), lipidemia. Métodos: Estudo transversal descritivo de pacientes do ambulatório de DM do Serviço de Endocrinologia do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande (PB), os quais responderam a questionário padronizado, com atividade física autorreferida. Os dados antropométricos foram obtidos à entrevista e os dados laboratoriais, colhidos de prontuários. Resultados: Foram analisados 34 pacientes, dos quais 7,6% eram crianças ( 0 anos), 44,%, adolescentes (entre 0 e 9 anos) e 38,2%, adultos ( 20 anos). Destes, 52,9% eram do sexo masculino e 47,%, sexo feminino. Atividade física era praticada por 6,8% dos pacientes, sem diferença percentual entre homens e mulheres. Os sedentários tinham idade média de 22,85 anos e IMC médio de 24,56 kg/m 2, enquanto os praticantes tinham em média 6,30 anos e 8,77 kg/m 2 (p 0,039 e 0,005). O triglicerídeo médio era de 93,24 mg/dl e o LDL de 88,87 mg/dl, no grupo praticante, versus 72,44 mg/ dl e 5,7 mg/dl no grupo sedentário (p 0,42 e 0,80). Conclusões: Tivemos 38,2% de sedentarismo entre os nossos pacientes, índice alto considerando a importância de tal prática para o controle glicêmico e diminuição do risco cardiovascular. Em nossa amostra, a prática de atividade física está relacionada a pacientes mais jovens e com menor IMC, não tendo relação significativa com os valores de TG e LDL, fato este que pode estar relacionado à pequena amostra. É necessário maior estímulo à prática de atividade física para nossos pacientes. 0 Avaliação da prevalência do tratamento da osteoporose com antirreabsortivos em mulheres atendidas em centro de referência para avaliação rotineira Carvalho EKB, Magalhães KBS, Belfort PC, Gondim F, Bandeira F, Griz L, Bandeira L HAM-SUS/UPE. Introdução: O tratamento da osteoporose é essencial como medida de prevenção de fraturas, diminuindo a morbidade, a mortalidade e os custos associados. A terapia com bifosfonatos normaliza o turnover ósseo, reduz o número de sítios de remodelação óssea, previne perda e deterioração da estrutura óssea, aumenta a massa óssea e reduz a incidência de fraturas. O uso de estrógenos só é aprovado pelo FDA para prevenção de osteoporose e não para tratamento, uma vez que resultados de estudos randomizados mostravam que os riscos de TRH ultrapassam os benefícios. Resultados: Foi feito um estudo com 627 pacientes na pós-menopausa, com idade acima dos 50 anos, que compareceram para avaliação médica rotineira no período de maio de 999 a novembro de 2000, na Unidade de Endocrinologia do Hospital Agamenon Magalhães, SUS-PE e no Centro de Osteoporose de Pernambuco. A média da densidade mineral óssea em coluna lombar foi de.000 ± 0.79 g / cm 2 (escore t: -,65), e no colo do fêmur 0,80 ± 0,57 g/cm 2 (escore t: -,48), 83/627 (3,2%) usavam bisfosfonatos, e 30/627 (20,7%) estavam em terapia de reposição estrogênica. Das 8/627 pacientes com osteoporose na coluna lombar, apenas 22% estavam em tratamento com bisfosfonatos e 8,2% estavam em reposição estrogênica, ou seja, apenas 30,2% estavam em tratamento para osteoporose. Conclusão: As pacientes que já tinham o diagnóstico de osteoporose, em sua maioria, não vinham recebendo tratamento adequado. 02 Avaliação do controle glicêmico em pacientes com diabetes melito tipo após introdução de terceira DOSE diária de insulina NPH Ramos AJS, Rocha AM, Torres MRS, Queiroz ADM, Medeiros GM, Ramos RA, Varela RWB, Barreto IPV, Costa LAC, Santos SDR UFCG. Introdução: A insulina NPH possui um perfil farmacocinético com pico de ação em torno de 6 a 7 horas após sua aplicação, podendo seu efeito se prolongar por até 0-20 horas. Diante desse aspecto, a utilização de três doses diárias de insulina NPH permitiria níveis séricos mais adequados para um controle glicêmico intensivo, que segundo o Diabetes Control and Complications Trial (DCCT) é importante na prevenção de complicações microvasculares em pacientes com diabetes melito tipo (DM). Normalmente diante de um paciente que não consegue um bom controle utilizando duas doses diárias de NPH, o primeiro pensamento é substituir por um dos análogos de ação lenta. No entanto, pode haver um passo intermediário anterior ao uso dos análogos que seria o uso de 3 ou 4 doses de NPH com repercussão financeira importante para o sistema de saúde e para o paciente. Objetivos: Avaliar o grau de controle de glicêmico em pacientes com DM após a introdução da terceira dose diária de insulina NPH. Métodos: Foram selecionados, para o esquema de três doses diárias de NPH, 20 pacientes com DM que não haviam obtido controle glicêmico satisfatório com apenas duas doses. Compararam-se as médias glicêmicas imediatamente antes e após a mudança de esquema. Resultados: Foram avaliados 20 pacientes, 55% do sexo feminino. A idade média foi de 8,8 ± 7,3 anos e a duração média de doença, de 8,85 ± 5,83 anos. Entre estes, 35% dos pacientes são procedentes de Campina Grande e os demais de pequenas cidades adjacentes. A média glicêmica antes da mudança de esquema foi de 222,6 ± 52,77 mg/dl e de 97,38 ± 45,20 mg/dl após introdução da terceira dose (p = 0,04). Desses, 5 obtiveram melhora no perfil glicêmico. Conclusão: A introdução de uma terceira dose de NPH mostrou-se útil para obtenção de melhora do controle glicêmico em pacientes com manejo insatisfatório da glicemia. Esse esquema pode ser uma alternativa ao uso de análogos modificados de insulina, sendo necessária a realização de estudos com número maior de pacientes. S434

81 Resumo dos Pôsteres 03 Avaliação dos níveis glicêmicos e dos fatores de risco para diabetes melito em uma amostra populacional de baixa renda econômica de Maceió, AL. Uma contribuição para o Dia Mundial do Diabetes Sales NRH, Silva SO, Brandão T, Silva JA UFAL. Introdução: Diabetes melito (DM) é uma doença crônica extremamente presente, afetando atualmente aproximadamente 7 milhões de indivíduos em todo o mundo e com projeção de alcançar 366 milhões de pessoas no ano de 2030, pulando a prevalência de 2,8% em 2000 para 4,4%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em todo o globo, mortes no ano de 2002 ocorreram por conta do diabetes, representando,7% da mortalidade geral. Objetivo: Estimar a prevalência do DM e seus fatores de risco numa população de baixa renda atendidas no Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (HUPAA) em Maceió, AL. Materiais e métodos: Estudo descritivo, observacional, transversal de prevalência, realizado em 4 de novembro de 2008 no HUPAA-AL numa amostra de 65 pessoas submetidas a um questionário padronizado, que abrangeu fatores de risco, índices antropométricos, conhecimentos sobre DM e índice glicêmico. Resultados: O sexo predominante na amostra foi o feminino, correspondendo a 73,3% do total. A média das idades foi de 49 anos, com mínima de 6 e máxima de 93 anos. A prevalência de analfabetos foi de 8,2%, o grau de escolaridade predominante foi primário incompleto (23,6%) e apenas 2,4% apresentaram 3 o grau. Entre eles, 7,6% afirmaram ser diabéticos e 58,8% ter parentes com DM. Do total, 45,5% eram hipertensos, 67,9% não realizavam atividade física e 63,6% não controlavam alimentação. Entre as mulheres, 9,9% relataram pelo menos um filho com peso > 4,5 kg ao nascer, porém, apenas,7% referiram DM gestacional. Com relação ao IMC, as maiores prevalências foram de sobrepeso e obesos, ambos com 33,9%. Do total, 3,9% apresentaram glicemia capilar 40 mg/dl, sendo que a média foi de 22,2 mg/dl com mínima de 52 e máxima de 450 mg/dl. Da amostra, 60,4% sabiam o que é DM e 5,5% afirmaram conhecer suas complicações. Os fatores de risco mais significativos associados à hiperglicemia foram hipertensão arterial e idade elevada. Conclusão: Tendo em vista a grande importância do DM no contexto da saúde pública, faz-se necessária a elaboração de programas de educação em saúde voltados para redução e controle dos fatores de risco associados ao DM, enfatizando mudanças de estilo de vida. 04 Avaliação intraoperatória de pth em paciente portador de hiperparatiroidismo primário com manifestação óssea acentuada Paula WG, Barroso FAC, Ripardo VS, Queiroz MMM, Silva LR, Ferraz TMBL Hospital Geral de Fortaleza. O hiperparatireoidismo primário (HPTP) é, de longe, a principal causa de hipercalcemia no mundo. Em 80% dos casos é causado por adenoma produtor de PTH, 2% a 5% por hiperplasia, neoplasias endócrinas hereditárias e em % a 2% por carcinoma. Dos pacientes, 85% são assintomáticos, a minoria apresenta a clássica osteíte fibrosa cística, cujo achado radiológico mais sensível e específico é a reabsorção subperiosteal das falanges. Ao diagnóstico, a hipercalcemia é quase universal. O tratamento definitivo é a paratireoidectomia, cuja estratégia depende da localização da glândula afetada com cintilografia com sestamibi ou dosagem intraoperatória do PTH. O nosso trabalho consta de relato de caso de um paciente que há 0 meses iníciou quadro de dor em articulação coxo-femoral D, espontânea, não associada a trauma prévio, que piorava com deambulação e melhorava em repouso e com analgésicos, associado a surgimento de lesões ósseas tumorais em quirodáctilos, mandíbula, gradil costal, antebraço esquerdo e tíbias. Apresentou fratura espontânea em metáfise de fêmur direito, após mudança de posição. Após realização de exames radiológicos que revelavam osteopenia difusa, além de reabsorção periosteal e tumores ósseos sugestivos de osteoclastoma, foi solicitada pesquisa para hiperparatireoidismo. Na admissão, tinha PTH 832 pg/ml e cálcio sérico total de 3, mg/dl. A ultrassonografia de tireoide evidenciou: grande nódulo hipoecóico, heterogêneo com vascularização interna (tipo III) no lobo direito (pólo inferior, face posterior), medindo 4, X 2,7 cm, não sendo possível determinar sua origem. A Tc de tórax revelava lesões ósseas líticas insuflativas, comprometendo a cortical de arcos costais, ombros, escápulas e externo. Com esse quadro e pela impossibilidade de realizar a cintilografia com sestamibi, foi indicada a cirurgia para remoção do tumor. Foi dosado o PTH no pré-operatório imediato e nos 5 minutos, 90 minutos e 8 horas do pós-operatório que foram, respectivamente: ,9 229,4 e 33,97 pg/ml, havendo uma redução de 8% entre a primeira e a terceira dosagem. Diante do caso, concluímos que o diagnóstico de HPTP deve ser sempre pensado em pacientes com fratura patológica, principalmente do sexo masculino. A redução de 50% PTH intraoperatório pode ser usada como critério de cura e evolução da doença. 05 Biofísica aplicada à osteoporose: uma contribuição para a integralidade da atenção à saúde Gomes FCF, Melo SB, Morais CN, Moraes-Filho AO 2, Leão DBM, Cassia-Moura R ICB/UPE. 2 FCM/UPE. A biofísica é uma ciência interdisciplinar que aplica as teorias e os métodos para resolver questões de biologia, estando inserida na área de saúde para o diagnóstico e tratamento de diversas doenças. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a densitometria por absorsão de raios-x de dupla energia (DEXA) é a técnica padrão-ouro que deve ser utilizada no diagnóstico da osteoporose e/ou osteopenia. O diagnóstico precoce da osteopenia é a melhor opção para evitar a primeira fratura osteoporótica e os transtornos psiquicossociais por elas causados. Para que isso ocorra, é necessário que as ações e os serviços de saúde sejam organizados segundo as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, devem ser combinados e voltados ao mesmo tempo para a prevenção e a cura. Neste estudo foram avaliados mil prontuários de pacientes internados ou atendidos no ambulatório de traumato-ortopedia de três hospitais da rede pública do Recife no período de janeiro a julho/2007, e foram feitas entrevistas com todos aqueles internados que apresentavam fratura óssea. Evidenciou-se que 97% dos pacientes de risco para osteoporose apenas procuraram o atendimento médico após a primeira fratura e 95% destes pacientes são tratados somente pela causa secundária. Concluiu-se que foi ignorada a possibilidade de ocorrência da osteoporose nos pacientes avaliados, já que 00% dos pacientes pertencentes ao grupo de risco não foram submetidos a DEXA. Uma vez que nos últimos 0 anos a osteoporose tem emergido como um dos maiores desafios clínicos, devido a sua prevalência, morbidade e mortalidade associada a fraturas, torna-se necessário que médicos e enfermeiros realizem um atendimento clínico preventivo, visando ao esclarecimento da população e ao incentivo ao autocuidado em relação à osteoporose, independente de sua especialização médica. S435

82 Resumo dos Pôsteres 06 Bócio adenomatoso versus carcinoma papilífero da tireoide Pontes AAN, Rodrigues HGC 2, Rocha AM 2, Adan LFF 3 HUAC/UFCG. PPgMS/UFBA. 2 HUAC/UFCG. 3 PPgMS, UFBA, Departamento de Pediatria, UFBA. Introdução: Cerca de quatro a seis por cento da população geral tem nódulo palpável na tireoide. Os nódulos tireoideos podem fazer parte de doenças não neoplásicas da tireoide como o bócio coloide adenomatoso e as tireoidites, assim como de doenças neoplásicas benignas e malignas. A ultrassonogafia deve ser realizada rotineiramente com a finalidade de confirmar o diagnóstico clínico. Já a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é o método mais sensível para diferenciar nódulos benignos de malignos. Entretanto, existem diagnósticos por PAAF que vêm como benignos, tipo bócio adenomatoso e que no anatomopatológico (pós-cirurgia) o diagnóstico é maligno. Objetivos: Avaliar a frequência de diagnóstico de carcinoma papilífero de tireoide em pacientes com diagnósticos de bócio adenomatoso via PAAF. Material e métodos: Foram avaliados 20 pacientes com idade média 46,4 ± 2,7 anos que foram submetidos à cirurgia por presença de nódulos tireoideanos. Resultados: Apenas um era do sexo masculino; dez (50%) tinham diagnóstico de bócio adenomatoso, nove (45%) lesão folicular e um foi inconclusivo, via PAAF; desses dez com diagnóstico de bócio adenomatoso, sete apresentaram carcinoma papilífero no anatomopatológico da peça; dos nove que apresentaram lesão folicular, cinco apresentaram carcinoma papilífero. Conclusões: Os bócios adenomatosos podem ao longo da vida estarem se diferenciando, obviamente levando em conta vários fatores ambientais, familiares e genéticos; ou nas PAAF s não está sendo captado o material necessário. 07 Calcificação cerebral como manifestação tardia de hipoparatireoidismo pós-cirúrgico Santos LL, Araújo LM, Farias MB, Beltrão FEL, Oliveira ELS, Braga DL, Souza SF, Albuquerque PHO, Marques TF 2 Hospital Universitário Lauro Wanderley, UFPB. 2 HAM SUS/UPE. Introdução: Hipoparatireoidismo é uma condição resultante da diminuição da secreção e/ou ação do paratormônio, manifestando-se com redução dos níveis séricos de cálcio. A principal causa é intervenção cirúrgica na região cervical que leve à retirada ou lesão das paratireoides. Os sintomas do hipoparatireoidismo podem ser agudos ou crônicos. Dependendo do nível do cálcio, os sintomas podem variar de oligo/assintomático a casos extremamente graves com risco de vida para o paciente. Os casos que evoluem de forma oligo/assintomática e sem acompanhamento clínico adequado podem apresentar manifestações neurológicas tardias da hipocalcemia crônica, tais como calcificações dos gânglios da base. Objetivos: Relatar o caso de uma paciente com hipoparatireoidismo pós-cirúrgico e calcificações cerebrais diagnosticados anos após tireoidectomia. Descrição do caso: Paciente feminina, 44 anos, submetida à tireoidectomia total aos 30 anos. Seguimento pós-operatório irregular com reposição de levotiroxina e carbonato de cálcio. Após 8 anos da cirurgia, iníciou quadro de crises convulsivas. Foi internada no HULW/PB com quadro de hipertonia e parestesia de membros, associado a sinais de Trousseau e Chvostek. Os exames da admissão mostravam cálcio sérico de 5,5 mg/dl, fósforo 4,8 mg/dl, albumina 3,6 mg/dl. Na investigação da etiologia da convulsão, a tomografia de crânio revelou calcificações dos núcleos da base e centro semioval bilateralmente. Evolução do caso: A paciente foi inicialmente tratada com cálcio endovenoso. Após a melhora dos níveis séricos, foi instituída reposição oral de cálcio e calcitriol. Evoluiu com melhora clínica e normalização dos níveis de cálcio. Foi encaminhada para acompanhamento ambulatorial, com orientação do uso correto das medicações. Conclusão: Após cirurgias de tireoide, é fundamental a monitorização constante do nível de cálcio, mesmo após vários anos do procedimento e o paciente estando assintomático. Caso não sejam instituídos um diagnóstico correto ou tratamento adequado, o paciente pode evoluir com hipocalcemia crônica levando a calcificações ectópicas irreversíveis, ou quadro de hipocalcemia aguda. O tratamento correto baseia-se na reposição de cálcio e vitamina D na forma ativa calcitriol. Deve-se fazer o rastreio dessa desordem em todos os pacientes submetidos a tal procedimento para o pronto reconhecimento da hipocalcemia. 08 Captação à cintilografia óssea com MDP 99m tc simulando doença óssea metastática em uma paciente portadora de doença de Paget Lyra TM, Santos JGRP, Silva JA, Ramos FJA, Oliveira MVP GREEM, UFAL. Introdução: A doença de Paget foi descrita pela primeira vez em 877 pelo médico inglês Sir James Paget. É uma doença óssea localizada, monostótica ou poliostótica, caracterizada por um aumento da remodelação óssea, resultando em anormalidade da arquitetura óssea. A excessiva reabsorção óssea osteoclástica, seguida secundariamente de aumento da atividade osteoblástica, leva à substituição do osso normal por osso desorganizado, aumentado, e com estrutura enfraquecida, propensa a deformidades e fraturas. Os principais sítios comprometidos são vértebras, ossos longos dos membros inferiores, pelve e crânio. Objetivo: Relatar a importância do diagnóstico diferencial entre doença de Paget e doença óssea metastática em uma paciente encaminhada para um serviço de oncologia devido a lesões escleróticas em crânio e captação ao exame cintilográfico com MDP 99m Tc. Metodologia: MJS, sexo feminino, 58 anos, foi atendida no Serviço de Oncologia do HUPAA UFAL para avaliação de lesões escleróticas em crânio hipercaptantes à cintilografia com MDP 99m Tc. Relatava cefaleia profunda mal localizada que piora à noite e refratária ao tratamento. Ao exame físico apresentava proeminência frontal, enoftalmia bilateral e redução da acuidade auditiva. Resultados: Hematimetria, bioquímica, eletroforese de proteínas e função renal normais. Fosfatase alcalina: 856 U/L; cálcio sérico: 9,5 mg/ dl; 25 hidroxivitamina D: 9 ng/ml; radiografia de crânio: alargamento da tábua óssea externa, com ilhotas ósseas esparsas na calota craniana. Tomografia computadorizada de crânio: alargamento da calota craniana e esclerose óssea difusa nos arcos zigomáticos e com áreas hipodensas permeativas na calota craniana. Cintilografia com MDP 99m TC: distribuição heterogênea do radiotraçador, evidenciando área hipercaptante difusa e intensa em crânio (implante secundário? doença de Paget?). Radiografia de tórax e mamografia normais. Após análise criteriosa do quadro clínico, laboratorial, radiológico e cintilográfico, chegou-se à conclusão de que a paciente apresentava doença óssea de Paget no crânio, sendo indicada reposição de vitamina D previamente ao tratamento com pamidronato. Conclusão: Este caso ilustra a importância do diagnóstico diferencial entre doença de Paget e lesões escleróticas hipercaptantes à cintilografia, em todo idoso com elevação de fosfatase alcalina sem causa aparente. S436

83 Resumo dos Pôsteres 09 Carcinoma de paratireoide, inicialmente diagnosticado como adenoma, com recidiva 2 anos após paratireoidectomia. Resposta ao cinacalcet Voss LA, Neves AP, Saldanha LGS, Miranda AK, Bandeira L, Bandeira F Divisão de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. Introdução: O carcinoma de paratireoide é uma neoplasia rara que incide em 0,5% a % dos casos de hiperparatiroidismo e corresponde a 0,05% de todas as neoplasias. Relato de caso: EHC, sexo feminino, 64 anos evoluindo com dores ósseas, miopatia proximal e insuficiência renal. Após evidenciar paratormônio (PTH) e cálcemia elevados (983 pg/ml e 2,5 mg/dl, respectivamente), aumento de paratireoide inferior direita à ultrassonografia (,8 x 2,0 cm), cintilografia com Sestamibi com hipercaptação em mandíbula e maxilares (sinal da Barba), densitometria óssea com perda de massa óssea importante (t-score -4,0 em colo de fêmur e -4,5 em coluna lombar), foi diagnosticado hiperparatireoidismo primário (HPTP). A paciente foi submetida à cirurgia, com diagnóstico de adenoma de paratireoide ao histopatológico e evoluiu com normalização de calcemia (8,9 mg/dl), redução do PTH (256 pg/ml) e ganho de massa óssea (75% em colo de fêmur e 37% em coluna lombar). Dois anos e meio após a cirurgia, apresentou elevação progressiva nos níveis séricos de cálcio (5 mg/dl) e PTH (655 pg/ ml), sendo iniciado o uso de calcimimético (Cinacalcet 60 mg/dia), que ocasionou redução de calcemia e normalização de PTH (2,5 mg/ dl e 43,6 pg/ml, respectivamente) e foi suspenso após mês, por intolerância gástrica. Seis meses após, evoluiu novamente com aumento da calcemia e PTH (2,6 mg/ml e 08 pg/ml), sendo evidenciado nódulo em mesma topografia (,6 x,8 x 0,8 cm) e realizado segundo procedimento cirúrgico, com o diagnóstico histopatológico de carcinoma de paratireoide. Houve normalização de cálcio sérico e redução de PTH (8,9 mg/dl e 85 pg/ml), permanecendo a insuficiência renal com níveis elevados de creatinina. Conclusão: Este caso ilustra uma apresentação incomum de HPTP. 020 Carcinoma de paratireoide: relato de caso e revisão de literatura Fiuza CM, Silveira LC, Neves UD, Carvalho AP, Sobral PMS, Brito HLF, Brito EAC, Brito AO, Alcântara MRS UFS. Introdução. O carcinoma de paratireoide é patologia rara, incidindo em menos de % entre os casos de hiperparatireoidismo primário. Tem grande relevância devido à morbidade e à falta de protocolos específicos de tratamento. Relato de caso. RAS, 22 anos, lavrador, proveniente do norte da Bahia, com quadro de astenia, fraqueza muscular, náuseas, vômitos e dor abdominal havia cerca de ano. Admitido em hospital geral por fratura em fêmur esquerdo após trauma mínimo. Internado pela Ortopedia sem suspeita de doença endócrina até nova fratura de fêmur direito, causada por mudança de decúbito no leito 2 meses após a internação. Apresentou calcemia de 8 meq/l, cálcio urinário de 34 mg/24h e paratormônio (PTH) de pg/ml, com avaliação endocrinológica suspeita para hiperparatireoidismo primário. Ultrassonografia cervical evidenciou tumor paratireoideano póstero-inferior direito de 9,8 cm 3, que foi confirmado por cintilografia com sestamibimtc99. O paciente apresentava doença óssea severa, com múltiplas fraturas e deformidades, além de lesões líticas em quirodáctilos e região paravertebral a nível de T0, consistentes com tumor marrom. Realizada paratireoidectomia direita após preparo prévio com pamidronato 90 mg. Cursou no pós-operatório imediato com hipocalcemia importante, chegando a níveis de 7, meq/l, a despeito do tratamento com calcitriol, cálcio oral e venoso. O exame histopatológico evidenciou nódulo encapsulado medindo 3,5 x 2,3 cm, constituído por células principais e oxifílicas dispostas em padrão acinar ou trabecular, com focos de atipias nucleares. Focalmente observa-se invasão neoplásica em vaso sanguíneo na cápsula, o que permite classificar a lesão como carcinoma da paratireoide. Conclusão. Relatamos um caso de carcinoma de paratireoide, neoplasia endócrina rara, cuja importância consiste no adequado reconhecimento das suas características clínicas, bioquímicas e histopatológicas, possibilitando acompanhamento médico frequente e a longo prazo. 02 Cirurgia bariátrica na remissão do diabetes melito tipo 2 em obesos grau I Feitosa SC, Ferraz EM 2, Ferraz AAB 2, Campos JM 2, Sa VC 2, Lins DC 2 Serviço de Cirurgia do Hospital das Clínicas da UFPE. 2 SCG-HC-UFPE. Objetivo: O objetivo do presente estudo foi avaliar o controle glicêmico e perda de peso dos pacientes portadores de obesidade leve (IMC entre 30 e 35 kg/m 2 ) com diabetes melito tipo 2 (DMT2) submetidos ao bypass gástrico. Material e métodos: Foram analisados, de maneira retrospectiva, 27 pacientes de um total de.39 pacientes operados no período de 2002 a Os critérios de inclusão foram:. Pacientes submetidos ao bypass gástrico em Y de Roux proximal; 2. Portadores de diabetes melito tipo 2; 3. Tenha no pré-operatório o IMC entre 30 e 35 Kg/m 2 ; 4. Não terem níveis glicêmicos controlados com o tratamento clínico. Os pacientes eram portadores de DM2 há 8,8 anos e estão com seguimento médio de 20 meses. O diagnóstico do diabetes melito tipo 2 e a meta de controle glicêmico seguiram os critérios estabelecidos pela Associação Americana de Diabetes. Resultados:. A perda de peso foi mais importante no primeiro ano, mantendo-se estável posteriormente; 2. A perda do peso foi de 23% e o IMC médio atual e de 25,6 kg/m 2 ; 3. Nenhum paciente atingiu IMC < 20 Kg/m 2 ; 4. O controle glicêmico sem medicação foi alcançado em 74% dos casos e com medicação em 93%; 5. Todos tiveram melhora glicêmica; 6. Os níveis atuais da glicemia de jejum são de 93 mg/dl e da HbAc de 6,0%. Conclusão: O bypass gástrico em Y de Roux é uma opção segura e eficiente no tratamento da obesidade leve associada a diabetes melito tipo 2. S437

84 Resumo dos Pôsteres 022 Cirurgia bariátrica x diabetes melito tipo 2: avaliação do reganho de peso a longo prazo Feitosa SC, Ferraz AAB 2, Campos JM 2, Lins DC 2, Araujo MVT 2 UFPE. 2 SCG-HC-UFPE. Objetivo: Como objetivo de se analisar o comportamento dos pacientes portadores de obesidade grau II e III, com diabetes melito tipo 2, tratados cirurgicamente através de uma gastroplastia redutora com reconstituição em Y de Roux, com seguimento tardio de mais de 5 anos, que apresentaram reganho de peso, é que foi idealizado o presente estudo. Metodos: Foram analisados, de maneira retrospectiva, 5 pacientes, de um total de 663 pacientes operados no período de 200 a Os critérios de inclusão do estudo foram:. Pacientes submetidos a gastroplastia redutora com reconstituição em Y de Roux; 2. Portadores de diabetes melito tipo 2; 3. Tenham apresentado reganho de peso e com IMC atual acima de 35 Kg/m 2 ; 4. Seguimento tardio de mais de 5 anos. No pré-operatório 2 pacientes controlavam sua glicemia com insulina, com medicação oral e 2 pacientes associavam medicação oral e insulina. O IMC médio pré-operatório dos pacientes foi de 5,2 kg/m 2. Durante o período de menor peso, o IMC médio foi de 33,9 kg/m 2 e atualmente o IMC médio é de 39,3 kg/m 2. O diagnóstico do diabetes melito tipo 2 seguiu os critérios estabelecidos pela Associação Americana de Diabetes. Resultados:. De um total de 663 pacientes, 33 (20,%) foram considerados portadores de diabetes melito; 2. No período de menor peso após a cirurgia apenas paciente (6,67%) manteve o uso de insulina; 3. Apesar do reganho de peso apenas 2 pacientes (3,33%) fazem uso de medicação (insulina) no controle da glicemia; 4. Os dois pacientes que continuam a necessitar de insulina tiveram suas doses reduzidas em 60% e 80%. Conclusão: A gastroplastia redutora com reconstituição em Y de Roux conferiu uma normalização da glicemia, sem medicação, de 86,67% dos pacientes, apesar do reganho de peso, em um seguimento mínimo de 5 anos. 023 Cistite enfisematosa: relato de caso e revisão bibliográfica Cavalcante WC, Melo Júnior AT, Moura F UPE. Mulher de 84 anos, com diagnóstico de diabetes melito tipo 2 (DM2) há 0 anos, em uso de hipoglicemiantes orais (HO), com bom controle glicêmico (Hbac = 6,9%) até dezembro de 2008, quando estava assintomática. Em fevereiro de 2009, apresentou elevação progressiva da glicemia, dor lombar e hematúria macroscópica, sem disúria, febre ou calafrios. Na investigação, o hemograma demonstrou leucocitose com desvio à esquerda e o sumário de urina confirmou a presença de hematúria e piúria. Uma ultrassonografia de abdome foi normal, sendo realizada uma tomografia computadorizada do abdome cujo diagnóstico foi de cistite enfisematosa. A urocultura evidenciou Escherichia coli. Após 2 dias de tratamento com antibióticos (ciprofloxacino e clindamicina), associado à insulinização, a paciente apresentou completa resolução clínico-laboratorial, ficando assintomática, com glicemias, leucometria e urocultura normais. A cistite enfisematosa é uma condição inflamatória e infecciosa grave da bexiga urinária, caracterizada pela presença de vesículas preenchidas com gás na parede ou menos frequentemente no lúmen desse órgão. Constitui patologia muito rara com aproximadamente 200 casos publicados na literatura. Microrganismos produtores de gás, principalmente E. coli, estão implicados na etiologia. O DM é o principal fator associado (67% dos casos); infecção urinária de repetição, bexiga neurogênica e obstrução urinária são fatores predisponentes. A idade média é 66 anos e o gênero feminino é duas vezes mais afetado que o masculino. As manifestações clínicas da cistite enfisematosa variam da ausência de sintomas até sepse fulminante. Os sintomas mais frequentes são urgência, polaciúria, noctúria e disúria. Muitos pacientes referem dor suprapúbica à palpação e hipersensibilidade em flancos, associadas à hematúria micro ou macroscópica e ocasionalmente pneumatúria. O diagnóstico deve ser lembrado em pacientes com sintomatologia sugestiva e fatores de risco, sendo a tomografia computadorizada abdominal a ferramenta diagnóstica mais sensível e específica. O diagnóstico diferencial deve incluir: fístula enterovesical (diverticulite, doença de Chron, carcinoma retossigmoidal), trauma e instrumentação do trato urinário, sendo nesses casos de valiosa utilidade a cistoscopia. O tratamento consiste de antibioticoterapia prolongada, drenagem vesical e em raros casos, cirurgia. O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para a cura, enquanto os casos diagnosticados tardiamente têm mau prognóstico. S438

85 Resumo dos Pôsteres 024 Classificação nutricional das crianças e adolescentes atendidos no Centro de Obesidade Infantil, Campina Grande, PB Gonzaga NC, Cardoso AS, Medeiros CCM, Ramos AT, Werner RPB, Leal AAF, Santiago JS, Albuquerque FCL 2 UEPB. 2 SBP. Introdução: O diagnóstico de obesidade está cada vez mais prevalente na faixa etária infanto-juvenil, representando uma verdadeira epidemia mundial e acarretando o aparecimento de alterações metabólicas em idade precoce. Objetivo: Averiguar a classificação nutricional das crianças e adolescentes que frequentam o Centro de Obesidade Infantil, em Campina Grande Paraíba. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal realizado no período entre outubro de 2008 e abril de 2009 com 49 crianças e adolescentes de 2 a 8 anos de idade. As medidas antropométricas peso e estatura foram coletadas em duplicata, considerando-se o valor médio. Após obtenção destas medidas, calculou-se o índice de massa corpóreo (IMC) e, segundo as recomendações do Centers for Disease Control and Prevention (CDC, 2000), foi feita a classificação do estado nutricional em sobrepeso entre o percentil 85 e 95, obesidade acima ou no percentil 95 e obesidade grave acima ou no percentil 97. Para análise estatística, utilizou-se o SPSS versão 7.5. Resultados: Dos 49 avaliados, 6,22% eram do sexo feminino. De acordo com a faixa etária, 4,28% eram pré-escolares, 34,70% eram escolares e 5,02% eram adolescentes. Da população estudada, 8,6% tinham sobrepeso e 9,84%, obesidade. Dos portadores de obesidade, 77,78% apresentavam IMC acima ou no percentil 97. Na tabela, observa-se a distribuição do sobrepeso/obesidade de acordo com a faixa etária e o sexo. Conclusão: As análises dos resultados indicaram elevada prevalência de obesidade em crianças e adolescentes com IMC percentil 97 em ambos os sexos e em todas as faixas etárias, principalmente no sexo masculino e nos adolescentes. Este fato é preocupante uma vez que pode refletir um retardo na procura aos serviços de saúde pelos pais ou a ausência de um diagnóstico mais precoce pelos profissionais de saúde na atenção básica das crianças com excesso de peso. Tabela. Diagnósticos de sobrepeso, obesidade percentil 95 e obesidade percentil 97 de acordo com o sexo e a faixa etária de crianças e adolescentes atendidos no Centro de Obesidade Infantil, ISEA, Campina Grande-PB, Sobrepeso Obesidade IMC 95 < 97 Obesidade IMC 97 Variáveis Sexo Masculino (n = 9) 5,26% (n = ) 5,79% (n = 3) 78,95% (n = 5) Feminino (n = 30) 0% (n = 3) 23,33% (n = 7) 66,67% (n = 20) Faixa etária 2-5 anos (n = 7) 0% (n = 0) 0% (n = 0) 00% (n = 7) 6-9 anos (n = 7) 5,88% (n = ) 23,53% (n = 4) 70,59% (n = 2) 0-8 anos (n = 25) 2% (n = 3) 24% (n = 6) 64% (n = 6) População geral 8,6% 20,4% 7,43% 025 Correlação entre o grau de escolaridade e os fatores de risco para diabetes em uma amostra populacional de baixa renda socioeconômica atendida no Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes, Maceió, AL Santos JGRP, Lyra TM, Oliveira MVP, Silva JA, Ramos FJA GREEM UFAL. Introdução: É evidente a epidemia de diabetes melito (DM) da atualidade com projeções alarmantes para este século, especialmente nos países em desenvolvimento. Sua presença relaciona-se a morbidade e mortalidade precoce. Estima-se que nos países em desenvolvimento haverá um crescimento de 70% na prevalência de DM, com um aumento de 84 para 228 milhões de indivíduos afetados, particularmente naqueles entre 45 a 64 anos de idade, em contraste com os países desenvolvidos, onde a faixa etária mais acometida será acima dos 65 anos. Objetivos: Correlacionar o nível de escolaridade de uma amostra populacional usuária do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) à presença em maior ou menor número de fatores de risco modificáveis para diabetes melito. Métodologia: Foi elaborado um questionário com os seguintes dados: nível de escolaridade, presença de fatores de risco para diabetes (tabagismo; exercício físico; dieta alimentar) e conhecimento das complicações da doença. Os níveis de escolaridade foram divididos em analfabetos e ensino médio completo (EMC). O índice de massa corpórea (IMC) foi avaliado conforme a Organização Mundial de Saúde, estando acima do peso os indivíduos com IMC > 25. Resultados: Foram analisadas 65 pessoas, sendo 2 mulheres (73,3%) e 44 homens (26,7%), com idade variando entre 6-93 anos e mediana de 49 anos. Verificou-se que 23,3% dos analfabetos são tabagistas contra apenas 2,8% dos indivíduos com EMC; 36,7% dos analfabetos e 47,2% dos que possuem EMC faziam controle alimentar. Atividade física estava presente em 26,7% dos analfabetos e em 44,4% dos que possuem EMC. Considerando o IMC, 66,7% dos analfabetos e 63,3% dos que possuem EMC se encontram acima do peso. Quanto ao conhecimento sobre diabetes, 33,3% dos analfabetos sabem o conceito da doença, mas apenas 40% conhecem alguma das complicações; 83,3% dos indivíduos com EMC conhecem o conceito do diabetes, sendo que 72,2% tem conhecimento de alguma complicação. Conclusão: Este trabalho ilustra a importância da implementação de um programa educacional sobre diabetes melito, suas complicações e seus fatores de risco, principalmente nas populações menos favorecidas, enfatizando a necessidade de mudanças para um estilo de vida saudável na população estudada. S439

86 Resumo dos Pôsteres 026 Creatinina e resistência insulínica Lima JG, Nóbrega LHC, Nóbrega MLC, Sousa AGP, Nunes A, Silva MAO, Baracho MFP, Viana LSAA, Gomes LS UFRN. Introdução e objetivo: Sendo a creatinina produto da creatina e reflexo da massa muscular esquelética e este último um dos principais alvos da ação da insulina, correlacionou-se a creatinina com métodos de avaliação de resistência insulínica (HOMA-IR e QUICKI). O objetivo foi avaliar se há correlação entre menores níveis de creatinina e resistência insulínica. Metodologia: Foram avaliados.702 pacientes que realizaram exames laboratoriais com dosagens de glicemia de jejum, insulina basal, colesterol total, HDL, triglicérides e creatinina. Resistência insulínica foi avaliada através do cálculo do HOMA- IR e QUICKI. Os pacientes foram divididos em 3 grupos, de acordo com os níveis de creatinina (grupo,creatinina < 0,6mg/ dl, grupo 2, creatinina 0,6 0,79 mg/dl e grupo 3, creatinina 0,8,0 mg/dl). Análise estatística foi realizada com o software Graphpad Prism. Resultados: O grupo apresentou níveis de HOMA-IR maiores que os do grupo 2 (2,28 x,97, p < 0,0), bem como os do grupo 3 também foram maiores que os do grupo 2 (2,6 x,97, p < 0,0). Já o QUICKI foi maior no grupo 2, em relação ao (0,362 x 0,358, p < 0,0). O colesterol total (r = -0,07, p = 0,002) e HDL (r = -0,09, p = 0,009) apresentaram uma fraca correlação negativa com a creatinina. Já os níveis de triglicérides foram maiores nos pacientes com níveis mais elevados de creatinina (r = 0,08, p = 0,005). Tabela. Resultados dos exames de acordo com os grupos Creatinina Glicemia Insulina HOMA-IR QUICKI HDL CT TG Grupo 0,47 ± 0,04 86,6 ± 9, 0,8 ± 0 2,28 ± 2,0 0,358 ± 0,04 5,4 ± 2 202,3 ± ± 76 Grupo 2 0,65 ± 0,05 86,78 ± 0 9,2 ± 8,3,97 ±,9 0,362 ± 0,04 50,2 ± ± 43 29,8 ± 76 Grupo 3 0,86 ± 0,07 88,49 ± 0,2 9,8 ± 9, 2,6 ± 2, 0,359 ± 0,04 48,4 ±,6 96,7 ± 43 40,3 ± 89 p (Anova) x2x3 0,003 0,43 0,34 0,33 0,0022 0,043 0,07 CT: colesterol total; TG: triglicerídios. Conclusão: Indivíduos com níveis menores de creatinina tenderam a apresentar níveis mais elevados de HOMA-IR e menores de QUICKI, indicando uma menor sensibilidade insulínica. 027 Crescimento e peso de diabéticos tipo I utilizando análogos de insulina glargina e lispro Falcão EA UFPE. Em um grupo de 30 pacientes atendidos em hospital público, foi substituído o uso de insulinas convencionais por análogos, durante um período de seis meses. Objetivo: Mostrar como se comportaram o crescimento e o peso. Material e método: Os pacientes foram escolhidos aleatoriamente entre os 300 diabéticos tipo I atendidos no hospital. Todos com diabetes começado na infância. As idades variavam de 4 anos a 34 anos, com tempo de diabetes entre ano a 3 anos. Antes da observação todos tomavam múltiplas doses de insulina e poucos faziam glicemias domiciliares. No início, a hemoglobina glicada do grupo variava de 6,7% a 2,%. Durante o período, cada participante fez três testes diários de glicemia, tomou uma dose diária de Glargina em horário fixo e três doses diárias de Lispro a cada refeição principal. Todos fizeram medição da hemoglobina glicada no início do período, decorridos três meses e no final dos seis meses; fizeram Rx de mãos e punhos e aferiram o peso e altura no início e no fim. Discussão: Ao final, o grupo apresentava hemoglobina glicada entre 5,% e 8,3%. Nove dos pacientes tinham idade entre 4 anos e 5 anos e todos eles tiveram o crescimento esperado. O índice de massa corpórea (IMC) dos 30 componentes do grupo no início do período variava de 4,67 kg/m 2 a kg/m 2 e no final variava de 5, kg/m 2 e 24,6 kg/m 2. Conclusão: Durante o período de substituição das insulinas não foi observada nenhuma interferência no crescimento e houve uma melhora geral da distribuição do IMC dos pacientes. 028 Deficiência associada de hormônios tireotrófico e corticotrófico Relato de caso Torres MRS, Rocha AM, Loureiro RCC, Ramos AJS, Oliveira VG, Nóbrega MBM, Medeiros GM, Santos RG UFCG, HUAC. Introdução: O hipopituitarismo consiste em deficiência na secreção de um ou mais hormônios hipofisários. Prevalência e incidência são de 300 a 455 casos/milhão de habitantes e,9 a 42, casos/milhões de habitantes/ano. As manifestações clínicas dependerão das deficiências hormonais e da causa da condição. Nos casos de hipopituitarismo adquirido, as deficiências hormonais costumam obedecer à seguinte ordem: GH, FSH, LH, TSH, ACTH, prolactina. Destaca-se, contudo, que o comprometimento de secreção de TSH e ACTH é mais grave. Relato do caso: NRNG, 38 anos, sexo feminino, com diagnóstico de lúpus há 0 anos, em uso irregular de cloroquina, foi encaminhada a endocrinologista por ginecologista para avaliação da tireoide. Referia queda de cabelo, embaçamento visual, intolerância ao calor e diminuição da libido. Tinha ciclos menstruais regulares. Trazia TSH 0, e T4 livre,75. Repetiu exames que mostraram: TSH 4,68; T4 livre 0,7; T3 40; Anti TPO 49,8; cortisol basal,0; ACTH 2,8. Recebeu diagnóstico de hipotireoidismo central e hipocortisolismo central. Iniciou reposição de levotiroxina e prednisolona. Prosseguiu investigação que demonstrou GH 7,2; LH 7,9; FSH 2,3; progesterona 9,5, prolactina 5,2. RNM mostrou, em meio ao parênquima hipofisário, presença de pequena imagem nodular sólida, medindo 0,4 0,4 cm, cujas características sugerem microadenoma. Discussão: Nessa paciente, ficou demonstrada a deficiência isolada de TSH e ACTH, situação bastante incomum, sendo os tireotrofos e corticortofros as células hipofisárias mais resistentes a agressões que possam levar a hipopituitarismo, como compressão, trauma, radiação, doenças infiltrativas ou inflamatórias. É possível que a lesão identificada em sua hipófise se trate de incidentaloma ou de microadenoma não funcionante. S440

87 Resumo dos Pôsteres 029 Derrame pericárdico extenso em paciente com hipotireoidismo: relato de caso Meneguesso AMA, Ribeiro DJB, Eufrazino CSS, Gadelha JBF, Barbosa ICQ, Delgado DC, Colares MCR UFCG. Introdução: Hipotireoidismo é uma síndrome clínica caracterizada pela síntese e secreção insuficiente ou ação inadequada dos hormônios tireoidianos, acarretando lentificação dos processos metabólicos. Dentre os sinais e sintomas principais, destacam-se pele seca, astenia, constipação, mixedema, bradicardia, dispneia e derrame em cavidades serosas. Embora a relação causal entre efusão pericárdica e hipotireoidismo permaneça controversa, há uma associação importante entre derrame nas serosas e mixedema generalizado (grau máximo do hipotiroidismo), com prevalência de 30%. Tamponamento cardíaco é o resultado do acúmulo de líquido no pericárdio em volume suficiente para causar obstrução grave ao influxo de sangue para os ventrículos. É complicação rara do hipotireoidismo, podendo ser fatal se não reconhecida e tratada imediatamente. As causas mais comuns de tamponamento são neoplasia, pericardite idiopática e uremia. Caso clínico: Mulher, 42 anos, apresentando dispneia, ortopneia, turgência jugular, hipotensão e abafamento de bulhas cardíacas foi atendida em pronto-atendimento cardiológico, recebendo o diagnóstico clínico de tamponamento cardíaco. Ecocardiograma revelava espessamento e derrame pericárdico severo com sinais de tamponamento cardíaco iminente. Após realização de mediastinostomia transesternal para esvaziamento do líquido pericárdico, a paciente foi encaminhada ao nosso serviço para elucidação diagnóstica. Referia astenia, dispneia aos mínimos esforços, palpitações, epigastralgia e constipação intestinal. Ex-tabagista e etilista social. Ao exame, encontrava-se com estado geral regular, fala arrastada, hipocorada, consciente, orientada, hipotensa, bradicárdica, com ausculta cardíaca revelando hipofonese de bulhas. Apresentava extremidades bem perfundidas, ausência de edema facial e periférico e não apresentava fraqueza muscular. Negava queda de cabelo, intolerância ao frio e déficit de memória. Exames complementares evidenciaram anemia normocítica normocrômica, elevação discreta de creatinina e transaminases, elevação da desidrogenase lática. USG abdominal revelou ascite discreta e USG cervical mostrou tireoide reduzida de tamanho e com textura discretamente heterogênea. Foi confirmado hipotireoidismo por meio da dosagem do TSH (> 75 mu/ml) e T4 livre ( < 0,3 ng/dl) e iniciada a reposição de levotiroxina. Foram descartadas outras causas que justificassem o extenso derrame pericárdico. Conclusão: Este caso descreve um evento raro na prática médica que é a associação entre tamponamento cardíaco e hipotireoidismo, na ausência de mixedema. 030 Diabetes melito tipo (DM) associado à tireotropinoma Brandão JB, Ramos AR, Lages MV, Dias INB, Dias APG Hospital Felício Rocho. Os tireotropinomas são neoplasias raras caracterizadas pela presença de níveis séricos aumentados de T3/T4, associados à valores de TSH elevado ou normal; sinais e sintomas de hipertireoidismo, geralmente leves. Objetivo: Relatar um caso de DM associado à tireotropinoma. Material e métodos: GMJ, 4 anos, comparece ao ambulatório para controle de DM, diagnosticado há 2 anos. Relata transpiração excessiva. Hábito intestinal e sono preservados. HP: irrelevante. HF: negativa para DM, HAS e doenças autoimunes. Avó hipotireoideia. Exames laboratoriais trazidos mostram alteração discreta da função tireoidiana: T4 livre:,62 ng/00 ml (VR: 0,54-,26); TSH: 5,46 µu/ml (VR: 0,34-5,6). Exame físico: IMC: 8,6 kg/m 2 ; FC: 80 bpm; pele quente. Tireoide sem alterações. Repetidos exames: mantidas alterações. Solicitado RNM de hipófise: massa de,44 cm em lobo anterior da hipófise à E com pequena projeção supraselar sem acometimento de vias ópticas, compatível com adenoma hipofisário. Solicitados exames laboratoriais para excluir cossecreção de outros hormônios hipofisários: sem alterações. Anti-TPO: negativo. Cintilografia de tireoide com captação: bócio tóxico difuso. Encaminhado para abordagem cirúrgica. Resultados: A relevância do caso deve-se à importância de investigar doenças autoimunes em pacientes portadores de DM, além da necessidade de busca diagnóstica de alterações da função tireoidiana para tratamento adequado e oportuno. Discussão: Discutiu-se a prevalência de doença autoimune no DM e a prevalência de tireotropinomas; investigação diagnóstica assim como o diagnóstico diferencial com resistência hipofisária aos hormônios tireoidianos e objetivos do tratamento. Conclusão: A investigação adequada de alterações da função tireoidiana é de suma importância, visto que o diagnóstico correto e oportuno pode não só trazer a cura como também evitar que tratamento incorreto seja realizado, o que pode favorecer a propensão à invasividade do tumor com suas consequências. 03 Diabetes melito tipo 2 e gastroplastia com reconstituição em Y de Roux: avaliação tardia dos resultados Feitosa SC, Campos JM 2, Ferraz AAB 2, Lins DC 3, Moraes RC 2. Serviço de Cirurgia Geral do Hospital das Clínicas, UFPE. 2 SCG-HC-UFPE. 3 SCG-UFPE. Objetivo: Avaliar os resultados tardios da gastroplastia com reconstituição em Y de Roux em pacientes portadores de diabetes melito tipo 2 (DMT2). Métodos: Foram analisados, de maneira retrospectiva, 33 pacientes com diabetes melito tipo 2 no período de 200 a O seguimento mínimo foi de 2 anos, com uma média de 4,5 anos de pós-operatório. Os pacientes foram divididos em 3 grupos de acordo com o tratamento utilizado para controle do DMT2, no pré-operatório: Grupo I pacientes em uso de hipoglicemiante oral (36 pacientes); Grupo II pacientes em uso de insulina (4 pacientes); Grupo III pacientes sem medicação (83 pacientes). Os pacientes do Grupo III estavam sem medicação devido ao curto período de diagnóstico do DMT2 ou sob tratamento dietético. Na casuística analisada 8,9% dos pacientes eram portadores de hipertensão arterial sistêmica, 45,% de dislipidemias, 77,4% de esteatose hepática e 6,8% de vasculopatia periférica. O diagnóstico do DMT2 seguiu os critérios estabelecidos pela Associação Americana de Diabetes. Resultados:. Pacientes do Grupo III apresentaram uma maior perda de peso quando comparados com os pacientes do Grupo I (p < 0,05); 2. Após um seguimento médio de 4,5 anos a glicemia está controlada em 32 (88,9%) dos pacientes do Grupo I, 0 (7,4%) no Grupo II e 83 (00%) dos pacientes do Grupo III. Conclusão: Pacientes com DMT2 com diagnóstico precoce ou sob tratamento dietético submetidos à gastroplastia com reconstituição em Y Roux apresentaram: ) um controle da glicemia pós-operatória, estatisticamente maior (p < 0,00) quando comparados com o grupo de pacientes em uso de hipoglicemiantes orais e/ou insulina, e 2) uma maior perda de peso em comparação com pacientes em uso de hipoglicemiante oral. S44

88 Resumo dos Pôsteres 032 Diabetes neonatal: relato de caso Lima AAC, França ARO, Florentino AVA 2, Barreto CPV, Amorim CZM, Santos DF, Lyra EA, França IKT, Souto MF, Fonseca NJA, Costa RLL UFCG. 2 FCM. Objetivo: Descrever caso de diabetes melito (DM) neonatal. Material e métodos: Relato de caso. Introdução: O diabetes melito neonatal é uma doença relativamente rara, caracterizada por hiperglicemia durante o primeiro mês de vida e requer tratamento com insulina. Pode ser transitório ou permanente e observa-se que os níveis séricos de peptídeo C são geralmente muito diminuídos. Resultados: AAP, 72 dias, feminina, branca. Recém-nascida pré-termo (RNPT) extremo, nasceu de parto cesáreo por sofrimento fetal agudo, idade gestacional: 24 semanas, peso ao nascimento: 840 g, APGAR 3/6, com hipóxia grave e síndrome do desconforto respiratório. Avô paterno e avó materna com DM2, mãe nega diabetes gestacional. Evoluiu com hiperglicemia/hipoglicemia, porém, a partir do 0º dia de vida glicemia capilar passou a oscilar entre 277 e 502. No º dia, foi iniciada insulina regular em bomba de infusão contínua. Laboratório: anticorpos anti-insulina, anti-ilhota e anti GAD negativos. Com dois meses de internamento, a glicemia atingiu os níveis de normalidade, sendo suspensa a insulina. Discussão: A hiperglicemia é um achado comum em RNPT, especialmente nos primeiros dias de vida. O DM neonatal ocorre em aproximadamente / nascimentos, geralmente as crianças são gravemente desidratadas, apresentam poliúria, polidipsia e hiperglicemia com cetonúria mínima ou ausente. O diagnóstico pode ser feito por meio do achado de hiperglicemia e glicosúria. O tratamento consiste na correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e acidobásicos, hidratação e insulinoterapia. Embora a evolução clínica da maioria das crianças seja boa, óbito tem sido descrito em alguns pacientes na fase aguda da hiperglicemia ou durante a terapêutica. 033 Efeito da insulina na expressão do GLUT4 Moraes PA USP. Ampliando o conhecimento sobre os mecanismos envolvidos na expressão do GLUT4, vislumbra-se a possibilidade de controlá-lo, contribuindo assim para corrigir alterações de sensibilidade à insulina como as que ocorrem na obesidade e no diabetes melito. É possível que a insulina seja um importante regulador da expressão do GLUT4. Entretanto, a influência de inúmeras alterações metabólico-hormonais observadas in vivo não permitiu até o momento que se defina claramente esse papel. Assim, mediante o isolamento dessas variáveis (in vitro), buscou-se investigar os efeitos diretos da insulina na regulação da expressão de GLUT4 e os mecanismos envolvidos nesta regulação no músculo sóleo de ratos Wistar. Métodos e resultados: Após incubação do músculo sóleo em tampão Krebs-Henseleit suplementada ou não com insulina regular (2mU/mL) por 3 horas, avaliou-se o conteúdo de mrna de GLUT4, NF-kappaB, MEF2 e HIF-a por PCR (Polymerase Chain Reaction), a atividade de ligação de proteínas nucleares ao sítio de ligação do NF-κappaB e a região AT-rich do gene do GLUT4 através do ensaio Gel Shift (Electroforetic Mobility Shift Assay) e o conteúdo proteico total de GLUT4 por Western Blotting. A incubação por três horas do músculo sóleo em solução de Krebs adicionada de insulina aumentou a expressão do mrna de GLUT4 em 73% (p < 0,00) acompanhado de um aumento na expressão do mrna de MEF2A em 90% (p < 0,00) e 33% em MEF2D (p < 0,0) comparado com a incubação sem insulina. Além disso, houve ainda uma inibição na expressão do mrna do NF-kappaB em 34% (p < 0,0). A insulina não alterou a expressão do mrna do fator transcricional HIF-a e MEF2C. Já a atividade de ligação de proteínas nucleares ao domínio AT-rich do gene do GLUT4, no qual se ligam os fatores de transcricão MEF2A e MEF2D, teve um aumento de 94% (p < 0,0), enquanto ao sítio de ligação do NF-kappaB houve uma diminuição de 35% (p < 0,0). Já o conteúdo proteico total de GLUT4 aumentou na presença de insulina. Conclusão: Esses resultados indicam que a insulina aumenta a expressão de GLUT4 nas condições estudadas através da ativação do fator de transcrição MEF2 por meio de suas isoformas MEF2A e MEF2D e inibição de NF-kappaB. Apoio financeiro: Fapesp. 034 Elevação da densidade mineral óssea em vértebras pagéticas isoladas por doença monostótica em pacientes com osteoporose Viégas M, Simões R, Veras A, Oliveira I, Bandeira L, Bandeira F Unidade de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. Introdução: A doença de Paget óssea é caracterizada por reabsorção óssea excessiva localizada associada à formação óssea acelerada, sendo uma das causas de elevação da densidade mineral óssea (DMO), porém a qualidade óssea encontra-se reduzida. Relatamos dois casos de doença de Paget monostótica vertebral. Caso clínico : paciente, 59 anos, feminino, portadora de doença monostótica em L, fosfatase alcalina (FA) de,4 vez o valor normal máximo (VNM), CTX = 75 pg/ml (,6 vez VNM), cálcio = 9,4 mg/dl, PTH = 54 pg/ml, creatinina = 0,6 mg/dl. Caso clínico 2: paciente 74 anos, masculino, portador de doença monostótica em L4, FA de 2,6 vezes VNM, CTX = 89 pg/ml (,8 vez VNM), cálcio = 9,6 mg/dl, PTH = 38 pg/ml, creatinina = 0,9 mg/dl. A tabela demonstra a DMO dos pacientes. Tabela. Densidade mineral óssea dos pacientes com doença de Paget óssea monostótica vertebral Paciente Paciente 2 DMO (g/cm 2 ) Escore-T DMO (g/cm 2 ) Escore-T L,03-0,8,089-0,6 L2 0,902-2,5,83-0,5 L3 0,908-2,4,902-0,4 L4 0,856-2,9,73 +4, L-L4 0,920-2,2,36 +0,8 Colo fêmur 0,730-2,6 0,745-2,5 DMO: densidade mineral óssea. Conclusão: Estes casos ilustram a ocorrência de falsa elevação da DMO associada à doença de Paget vertebral. S442

89 Resumo dos Pôsteres 035 Estado nutricional das mães de crianças e adolescentes obesos atendidos no Centro de Obesidade Infantil, Campina Grande, PB Gonzaga NC, Cardoso AS, Medeiros CCM, Ramos AT, Werner RPB, Leal AAF, Santiago JS, Mariz LS 2 UEPB. 2 Hospital Antônio Targino. Introdução: Muitos estudos apontam uma associação familiar na gênese da obesidade, ou seja, as crianças cujos pais apresentam sobrepeso ou obesidade têm maior chance de também o terem. Tal fato ressalta a importância de condições genéticas e ambientais como principais determinantes dessa alteração nutricional. A figura materna surge como importante elo criança-ambiente, por isso costumes como hábitos alimentares são reproduzidos, favorecendo uma relação direta em seu estado nutricional e o apresentado pela criança. Objetivo: Avaliar o estado nutricional das mães de crianças e adolescentes atendidos no Centro de Obesidade Infantil, em Campina Grande PB. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal realizado no período entre outubro de 2008 e abril de 2009 com 38 mães de crianças e adolescentes portadores de sobrepeso ou obesidade. As medidas antropométricas peso e estatura foram coletadas em duplicata, considerando-se o valor médio. O estado nutricional materno, segundo o índice de massa corporal (IMC, kg/m²), foi classificado em: baixo peso (BP; IMC < 8,5); peso adequado (8,5 IMC < 24,9), sobrepeso (SP; 25 IMC 29,9), obesidade (OB; IMC 30). Para análise estatística, utilizou-se o SPSS versão 7.5. Resultados: Das 38 mães avaliadas, 2,63% tinham baixo peso, 3,58% apresentavam peso adequado, 34,2% tinham sobrepeso e 3,58%, obesidade. Além disso, 2,63% da amostra apresentaram IMC acima de 40, configurando obesidade grau III. Conclusão: Observa-se que 65,79% das mães avaliadas apresentaram sobrepeso ou obesidade, fato que confirma a influência de condições socioambientais e culturais semelhantes no estado nutricional apresentado, evidenciando, também, a necessidade de modificações alimentares, bem como de incentivo à prática de atividade física não só da criança/adolescente, mas também da família. 036 Estudo do perfil lipídico de pacientes atendidos por um rograma de atenção farmacêutica no município de Campina Grande, PB Melo TR, Gonzaga NC, Cardoso AS, Medeiros CCM, Ramos AT, Leal AAF, Werner RPB, Santiago JS UEPB. Introdução: A doença aterosclerótica detém hoje a posição indiscutível de principal causa de mortalidade nos países desenvolvidos. Com o processo evolutivo de industrialização e concentração urbana e consequente mudança de hábitos de vida, o Brasil também inseriu-se nesse contexto mundial. Mesmo sendo de caráter multifatorial, é determinante a relação direta das dislipidemias na gênese da doença aterosclerótica e consequentes riscos cardiovascular e cerebrovascular. Contudo, evidências sugerem que uma parcela da população desconhece a característica de seu perfil lipídico, assim como muitos não possuem acesso a um tratamento adequado. Objetivo: Avaliar o perfil lipídico dos pacientes atendidos por um programa de atenção farmacêutica no município de Campina Grande-PB. Métodos: O delineamento da pesquisa é caracterizado como estudo transversal com abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada no período compreendido entre fevereiro e março de A amostra foi composta por 35 indivíduos, participantes do referido programa. O perfil lipídico foi determinado por meio das dosagens de colesterol total (CT), colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-c), colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-c) e triglicerídeos (TG). Resultados: Dos 35 pacientes avaliados, 3 (88,6%) pertenciam ao gênero feminino, com faixa etária mais prevalente entre anos (3,4%), tendo-se a idade média de 55,6 com desvio-padrão ± 3, anos. Hipertensão associada ao diabetes esteve presente em 6 (7,%) indivíduos da amostra e 26 (74,3%) revelaram apenas hipertensão. O sobrepeso ou obesidade I ou II foram observados em 2 (62,8%) dos participantes. Alteração no perfil lipídico esteve presente em 32 (9,4%) pacientes e 68,7% apresentavam redução de HDL-c associado com aumento do TG, 2,9% redução de HDL-c isolado e 9,4% redução de HDL-c associado com aumento do LDL-c. Conclusão: O resultado do presente estudo demonstrou que a prevalência de alterações lipídicas na amostra estudada foi elevada, sendo o HDL- c considerado de grande importância por sua característica cardioprotetora. Dessa forma, a prevenção primária e secundária poderia tornar-se mais abrangente, o que possivelmente atenuaria as consequências que a dislipidemia pode desencadear, como um maior risco de desenvolvimento da doença arterial coronariana e acidente vascular cerebral. S443

90 Resumo dos Pôsteres 037 Fatores de risco cardiovasculares em pacientes com sobrepeso ou obesidade atendidos por um programa de atenção farmacêutica no município de Campina Grande, PB Werner RPB, Ramos AT, Medeiros CCM, Leal AAF, Cardoso AS, Santiago JS, Gonzaga NC, Santos RM UEPB. Introdução: O sobrepeso e a obesidade são considerados fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV), entretanto sua presença tem se associado a diversos outros fatores, como obesidade central (OC), aumento do colesterol total (CT), do colesterol LDL (LDL-c), e triglicérides (TG) e diminuição do HDL colesterol (HDL-c). Objetivos: Avaliar a ocorrência dos fatores de risco cardiovasculares em pacientes com sobrepeso ou obesidade, atendidos por um programa de Atenção Farmacêutica em um Serviço de Saúde Público município de Campina Grande, Paraíba. Material e métodos: O estudo, com caráter transversal e abordagem quantitativa, foi realizado entre janeiro e março de Os dados foram obtidos por meio de questionário, avaliação clínica, medidas antropométricas e análise laboratorial. Para a classificação dos pacientes nutricional, foram utilizados os valores do IMC (sobrepeso: IMC entre 25 e 29,9 e obesidade: IMC 30). Para análise estatística, foi utilizado o Programa SPSS 7.5. Resultados: Para realização deste trabalho foram analisados 35 pacientes, com idade média de 62,6 ±,4 anos, que frequentavam o referido programa. A ocorrência de obesidade ou sobrepeso foi observada em 25 (7,4%) dos pacientes. Desses, 3 (52%) apresentaram sobrepeso e 2 (48%) obesidade, sendo 3 (2%) do sexo masculino e 22 (88%) do sexo feminino. Todos os pacientes que apresentaram sobrepeso ou obesidade apresentaram pelo menos mais dois fatores de risco para DCV (Tabela ). Conclusão: Os resultados encontrados no estudo comprovam que os indivíduos obesos ou com sobrepeso, principalmente aqueles com excesso de adiposidade no abdômen, apresentam em relação à população normal uma associação maior a outros fatores de risco cardiovascular. Daí, a importância da avaliação das condições clínicas, especialmente em caso de diagnóstico de obesidade ou sobrepeso, cada vez mais precocemente, para que a correção desses fatores possa ser aplicada e a prevenção seja realmente efetivada. Tabela. Prevalência de fatores de risco para doenças cardiovasculares Fatores de risco n % Colesterol total 200 mg/dl LDL-c 60 mg/dl Triglicérides 50 mg/dl HDL-c Homem 40 mg/dl Mulher 50 mg/dl Glicemia 00 mg/dl % 8% 68% 88% 2% Obesidade central Homem 94 cm Mulher 80 cm Pressão arterial 30 mmhg ou 85 mmhg % 40% Tabagismo Alcoolismo Sedentarismo 4 0 4% 6% 40% * Os valores estão de acordo com a IV Diretriz Brasileira de Aterosclerose e Dislipidemias. 038 Fatores metabólicos do diabetes melito tipo 2 associados a fraturas vertebrais em mulheres na pós-menopausa portadoras de diabetes melito tipo 2 Medeiros MAAA, Lopes AJM, Viégas MA 2, Bandeira F 2 UPE. 2 Divisão de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. Introdução: Osteoporose e diabetes melito tipo 2 (DM2) são problemas de saúde pública mundial em razão da sua alta incidência e prevalência. O subdiagnóstico de fraturas vertebrais é uma constante em todo o mundo devido à alta incidência de pessoas assintomáticas, porém são importantes causas de morbidade, mortalidade e redução na qualidade de vida. Objetivo: Identificar os fatores metabólicos do DM2 e verificar sua associação com fraturas vertebrais em mulheres na pós-menopausa portadoras de DM2 acompanhadas em serviço de referência do SUS. Material e métodos: Estudo epidemiológico observacional transversal, em que foram selecionadas 00 mulheres portadoras de DM2, na pós-menopausa, com idade entre 40 e 80 anos, acompanhadas no Serviço de Endocrinologia do Hospital Agamenon Magalhães. Resultados: A média de idade foi de 6,57 anos e duração do DM2, 0 anos. Para pacientes diabéticos valores alterados de índice de massa corpórea (IMC) estavam presentes em 8% dos casos; níveis séricos de colesterol total em 44%; LDL em 58%; HDL em 69%; triglicerídeos (TG) em 42%; glicemia de jejum (GJ) em 54%; glicemia pós-prandial (GPP) em 65%; hemoglobina glicada (HbAc) em 55%. Foram encontrados entre os casos história de menopausa precoce 45%; ingestão adequada de cálcio 45%; presença de hipertensão arterial 93%; obesidade abdominal 78%; insuficiência renal 6% e presença de fraturas vertebrais entre as vértebras T4-L5 2%. A densidade mineral óssea (DMO) entre as vértebras L-L4 no total de casos foi 33% normal; 39% osteopenia; 28% osteoporose. No colo do fêmur foram encontrados: 67% normal, 25% osteopenia, 8% osteoporose. Não houve correlação significativa entre níveis alterados de colesterol total, LDL, HDL, IMC e presença de fraturas. Idade, história de menopausa precoce e presença de insuficiência renal, assim como GPP e HbAC acima dos valores recomendados, mostraram relação com presença de fraturas vertebrais. Tempo de diabetes superior a 0 anos esteve bastante relacionado a fraturas, assim como presença de osteoporose à densitometria óssea. Conclusões: Foi encontrada alta relação entre DM2 e osteoporose, especialmente relacionada ao tempo prolongado do DM2. S444

91 Resumo dos Pôsteres 039 Feocromocitoma: uma apresentação atípica Relato de caso Torres MRS, Rocha AM, Oliveira FFG, Medeiros GM, Brito MVS, Oliveira LMF, Santos KDR, Amorim CZM, Fonseca NJA UFCG, HUAC. Introdução: Feocromocitomas são tumores raros das células cromafins, secretores de catecolaminas fisiologicamente ativas. Em sua maioria têm localização adrenal. As manifestações clínicas decorrem da liberação de catecolaminas de forma intermitente e incluem surtos de hipertensão arterial, diaforese, cefaleia, palidez, palpitações. Pode ocorrer hipertensão arterial sistêmica (HAS) mantida ou ausência de sintomas. Relato do caso: MJS, 43 anos, sexo feminino, tinha diagnóstico de diabetes melito tipo 2 há 0 anos e usava hipoglicemiantes orais. Há 4 anos desenvolvera pré-eclâmpsia e, após a interrupção da gestação, mantivera-se com HAS, fazendo uso de Captopril e Propanolol. Há 3 anos apresentava aumento de volume em hipocôndrio e flanco esquerdos, associados a sensação de plenitude e distensão abdominal. Tinha diagnóstico ultrassonográfico de esplenomegalia e usava sintomáticos. Vinha apresentando crises frequentes de palpitações e cefaleia, que a impediam de trabalhar. Foi admitida no Hospital Universitário Alcides Carneiro com quadro de hipoglicemia. Há 5 dias apresentava cefaleia, febre diária vespertina, calafrios, sudorese, tosse seca e dor interescapular. À admissão apresentava TA mmhg; murmúrio vesicular rude e crepitações na base do hemitórax esquerdo; palpou-se massa volumosa, de limites indefinidos, fixa e endurecida localizada no flanco esquerdo. Recebeu diagnóstico de tuberculose pulmonar e foi feita investigação de HAS secundária, negativa para hiperaldosteronismo. Tinha níveis baixos de metanefrinas e catecolaminas urinárias e elevados de cortisol, além de USG mostrando massa abdominal. Foi posteriormente submetida à ressecção da massa. Durante a operação, houve grande variação da TA, com picos de mmhg. Removida a massa, a TA estabilizou-se em 0 60 mmhg até o final do procedimento, quando a paciente apresentou arritmia grave, evoluindo para o óbito. Exame histopatológico e imunoistoquímico da peça evidenciou diagnóstico de feocromocitoma. Conclusão: O feocromocitoma merece atenção especial, pois os riscos em se operar esse tumor sem o devido preparo são altíssimos. A mortalidade dos pacientes não operados também é elevada (44% em 5 anos). É mandatório iniciar bloqueio alfa-adrenérgico cerca de 2 a 3 semanas antes do procedimento. Não há referências sobre custo-benefício em se fazer bloqueio alfa-adrenérgico prévio quando a investigação inicial é negativa para feocromocitoma. 040 Frequência de distúrbios da tireoide em mulheres na pós-menopausa Amorim MMR, Leite DFB, Monteiro MG, Maia SB, Santos SDR, Andrade SM, Barbosa YWF UFCG. Introdução: O rastreamento de doença tireoidiana subclínica tem sido indicado na pós-menopausa, porém os benefícios deste rastreamento de rotina ainda não foram estabelecidos. Objetivos: Determinar a frequência de doença tireoidiana em mulheres na pós-menopausa atendidas em um hospital-escola Métodos: Realizou-se um estudo retrospectivo, do tipo corte transversal, incluindo 400 mulheres na pós-menopausa atendidas no ambulatório de Ginecologia do HUAC. Pesquisou-se a história de doenças da tireoide e todas foram submetidas à dosagem de T4 livre e TSH. Além das características da população (idade, tempo de menopausa, doenças associadas), analisou-se a frequência de doença tireoidiana já diagnosticada e de doença subclínica (detectada pelo rastreamento). A análise estatística foi realizada usando-se o programa estatístico Epi-Info Resultados: A idade variou entre 44 e 68 anos, com mediana de tempo de menopausa de cinco anos. A frequência de hipertensão foi de 38,5%, diabetes de 7% e obesidade de 22,5%. Doze pacientes (3%) já tinham história de hipotireoidismo e duas (0,5%) de hipertireoidismo. Adicionalmente, detectaram-se através do rastreamento com T4 livre e TSH 2,5% de hipotireoidismo subclínico e 0,5% de hipertireoidismo. Conclusões: Embora existam controvérsias em relação ao rastreamento de rotina da função tireoidiana na pós-menopausa, a frequência de doença subclínica foi elevada em nossa população. Novos estudos devem ser realizados para determinar a efetividade desta prática e o impacto do tratamento para a saúde global da mulher na pós-menopausa. 04 Ganho expressivo da densidade mineral óssea com uso do ibandronato oral em uma paciente portadora de hiperparatireoidismo primário com falha ao uso prévio de alendronato Veras A, Coutinho MAP, Gondim F, Neves APS, Rego D, Bandeira F Unidade de Diabetes e Endocrinologia do HAM SUS/UPE. Introdução: Em pacientes com HPTP com baixa DMO e risco aumentado de fratura, pode ser possível fornecer proteção esquelética com agentes antirreabsortivos. Dados de ensaios randomizados controlados têm consistentemente demonstrado que alendronato diminui turnover ósseo e aumenta densidade mineral óssea na coluna lombar e fêmur proximal no HPTP. O ibandronato tem sido estudado em uma variedade de esquemas posológicos. Não existem dados na literatura do uso do ibandronato no HPTP. Caso clínico: Paciente 72 anos, sexo feminino, portadora de artrite reumatoide há cerca 20 anos, tendo feito uso de glicocorticoide oral por longo período, apresentava densitometria óssea que evidenciava osteoporose importante e relatava uso alendronato regularmente há 2 anos. Na avaliação laboratorial inicial foi detectado hipercalcemia e no seguimento da investigação foi diagnosticado hiperparatiroidismo primário em julho 2007 (jun/07) cálcio corrigido,7 mg/dl; PTHi 88 pg/ml; CTX 0,323 ng/ml; 25(OH)D 7,9 ng/ml; DXA rádio distal DP -7,5/DMO 0,79 g/cm2; L-L4 DP -7,9/ DMO 0,23 g/cm 2. Quando comparada densitometria óssea de 2005 ([fev/05] L-L4 DP -6,9/DMO 0,350g/cm2) com a do diagnóstico de HPTP em 2007, houve perda massa óssea de 34% em L-L4, sendo suspenso o alendronato. Paciente apresenta doença pulmonar restritiva, sendo avaliada pela pneumologia que determinou um alto risco cirúrgico devido à baixa reserva pulmonar. Com contraindicação cirúrgica e falha prévia ao uso do alendronato, foi iniciado ibandronato oral dose 50 mg mensal supervisionado com primeira dose em julho/2007 e reposição de vitamina D 000 UI/dia. Após início do ibandronato oral houve ganho 6% de massa óssea no radiodistal (out/08 radiodistal DP -7,46/DMO 0,8 g/cm 2 ) e de 24% na coluna lombar (out/08 L-L4 DP -7,2/DMO 0,304 g/cm 2 ). Conclusão: Este caso demonstra o efeito positivo do ibandronato oral na densidade mineral óssea no hiperparatiroidismo primário. S445

92 Resumo dos Pôsteres 042 Ganho expressivo da massa óssea após longo período de tratamento em paciente com osteomalácia hipofosfatêmica Veras A, Andrade LD, Miranda AK, Voss L, Camargo K, Bandeira F Unidade de Diabetes e Endocrinologia do HAM SUS/UPE. Introdução: A osteomalacia hipofosfatêmica é uma doença rara caracterizada por hipofosfatemia, níveis elevados de fosfatase alcalina e diminuição da densidade óssea. Administração de suplementos de fosfato por via oral é o sustentáculo da terapia da osteomalácia hipofosfatêmica de diversas causas e geralmente é considerada como sendo livre de efeitos colaterais prejudiciais. Estudos quanto à alta densidade mineral óssea são poucos. Pesonen et al., no Osteoporosis Risk Factor and Prevention Study, concluíram que sobrepeso, paridade, uso TRH, prémenopausa e intensa atividade física na adolescência parecem ser preditores para DMO elevada em mulheres pós-menopausa precoce. Relato de caso: Paciente 45 anos, sexo feminino, portadora de osteomalácia hipofosfatêmica secundária à tubulopatia perdedora de fósforo há cerca de 5 anos. Desde o diagnóstico tem vários internamentos para avaliação clínica e ajuste de dose da medicação, fazendo uso de calcitriol 0,50 mcg/dia e uma dose diária de fósforo elementar de 5 g e cálcio elementar.200 mg. Paciente apresenta osteoartrose coxofemoral bilateral com limitação dos movimentos, sendo internada devido a fortes dores em quadril com RX quadril e coluna lombar sem sinais de fraturas. Realizou densitometria óssea em março 2007 que evidenciou massa óssea aumentada: L-L4 = score T 4.4 e colo fêmur = score T 5.6. Exames (mar/07): cálcio corrigido = 9,4 mg/dl fósforo =,8 mg/dl fosfatase alcalina = 34 U/L calciúria 24h 3 mg/dia. No diagnóstico em 992 apresentava densitometria óssea normal (L-L4 = score T: 0,8 e colo fêmur = score T: -0,9). Conclusão: Este caso ilustra causa rara de alta densidade mineral óssea. 043 Hiperlipidemia familiar combinada com exacerbação de triglicerídeos Ribeiro DJB, Eufrazino CSS, Meneguesso AMA, Gadelha CD, Padilha C, Maia FAR, Batista BA UFCG. Introdução: A hipertrigliceridemia é uma dislipidemia associada à doença arterial coronariana (DAC), típica de países industrializados, exacerbada por fatores como alimentação, sedentarismo, diabetes, alcoolismo. Segundo a classificação de Fredrickson, a hipertrigliceridemia pode estar presente em todas as classes, exceto a IIa. Triglicerídeos severamente aumentados são vistos nas classes I e V. Pela raridade da doença tipo I, níveis acima de.000 fazem pensar na hipertrigliceridemia tipo V. Elevação de triglicerídeos pode ser encontrada na hiperlipidemia familiar combinada tipo IIb, mas geralmente com valores inferiores aos dois fenótipos anteriores. Caso clínico: Mulher, 56 anos, com dor abdominal intensa, intermitente, difusa, sem relação com alimentação ou irradiação, com alívio após uso de analgésico e astenia há duas semanas. Referia aumento do volume abdominal, náuseas, vômitos e perda de peso desde o início do quadro. Relata história familiar de hipertensão, diabetes, DAC. Negava uso de medicações, tabagismo e etilismo. Ao exame físico apresentava dor à palpação em hipocôndrio direito. Não apresentava xantelasmas ou outros sinais sugestivos de dislipidemias. Seu IMC era 23 kg/m 2 e circunferência abdominal de 84 cm. Os exames complementares excluíram pancreatite, hipotireoidismo, alterações renais e diabetes. Apresentava aumento de seis vezes das enzimas hepáticas e tempo de protrombina alargado. Na admissão os triglicerídeos eram mg/dl, colesterol total 850 mg/dl e HDL de 32 mg/dl e no dia seguinte à internação foi repetido o perfil lipídico que continuava com triglicerídeos de.47 mg/dl com soro leitoso, mas sem apresentar sobrenadante cremoso após 8 horas de geladeira. Foram iniciadas dieta hipolipídica e uso de ciprofibrato 00 mg/dia e após dez dias foram repetidos os exames: triglicerídeos de 202 mg/dl, colesterol total de 450 mg/dl, HDL de 50 mg/dl, LDL de 360 mg/dl, VLDL de 40 mg/dl e eletroforese de lipoproteínas apresentando pré-beta e betalipoproteínas com valores normais altos, o que sugere hiperlipidemia combinada tipo IIb. Conclusão: Este caso relata apresentação de hiperlipidemia familiar combinada com exacerbação aguda dos triglicerídeos por um fator precipitante não identificado. 044 Hiperparatiroidismo primário diagnosticado por punção aspirativa de lesões cervicais suspeitas de linfonodos não reativos Gondim F, Viégas MA, Magalhães KBS 2, Bandeira E, Neves AP, Bandeira F Divisão de Endocrinologia e Diabetes,HAM SUS/UPE. Introdução: O hiperparatiroidismo primário (HPTP) em 80% a 85% dos pacientes é causado por adenomas. Geralmente são únicos e em %-5% dos casos estão localizados ectopicamente na tiroide, mediastino ou ângulo da mandíbula. Cerca de 0% dos pacientes apresentam paratormônio (PTH) normal ou inapropriadamente elevado devido à hipercalcemia importante. Apresentaram-se 2 casos de pacientes que tiveram lesões cervicais confundidas com linfonodos em exame ultrassonográfico e que foram confirmados como adenomas de paratiroide após punção por agulha fina. Relato de casos: Caso AMAL, feminino, 48 anos, em tratamento para hipotiroidismo por 2 anos em uso de levotiroxina, tendo evoluído com hipercalcemia (,7 mg/dl) e aumento do PTH (93 pg/ml). Na investigação para HPTP, ultrassonografia mostrou nódulo em região cervical lateral esquerda e hipercaptação à cintilografia com Sestamibi. Punção do nódulo evidenciou tecido de paratiroide e PTH elevado (4.325 pg/ml). Foi programada cirurgia com boa evolução clínico-laboratorial, tendo histopatológico confirmado adenoma. Caso 2 SCQ, feminino, 30 anos com passado de tiroidectomia total por carcinoma papilífero de tiroide. Durante acompanhamento, USG cervical demonstrou linfonofomegalia cervical suspeita de malignidade. Avaliação laboratorial mostrou cálcio normal e PTH pouco elevado (77 pg/ml) associado à cintilografia com Sestamibi positiva. Punção da lesão mostrou PTH elevado (2.450 pg/ml). Paciente foi submetida à ressecção cirúrgica sem intercorrências. Conclusão: Esses casos ilustram apresentações raras de hiperparatiroidismo primário. S446

93 Resumo dos Pôsteres 045 Hipogonadismo hipogonadotrófico associado à síndrome de ectrodactília e displasia ectodérmica Carvalho VR, Carvalho MMD, Marques ARC, Figueiredo PRL, D Alva CB, Martins MRA, Quidute ARP, Fontenele EGP UFC. A tríade displasia ectodérmica, ectrodactília e fissura lábio-palatal compõe uma síndrome genética de herança autossômica dominante, com penetrância incompleta e expressividade variável (síndrome EEC). Displasia ectodérmica compreende anomalias das unhas, dentes, cabelos, ductos nasolacrimais, glândulas sudoríparas e anormalidades em outros órgãos que contenham alguma origem ectodérmica. Ectrodactília corresponde à deformidade das mãos e pés em pata de lagosta e que pode se associar à fenda lábio-palatal. Menos de 200 casos foram descritos. Há alguns relatos de casos com hipogonadismo hipogonadotrófico ou hipopituitarismo associados. Descreveu-se um paciente com hipogonadismo hipogonadotrófico e alterações em mãos e pés sugestivas da síndrome EEC. Paciente do sexo masculino, 29 anos, havia procurado o Ambulatório de Endocrinologia aos 20 anos devido ao atraso puberal. Referia também defeitos em dedos das mãos e pés. Exame físico inicial: estágio puberal Tanner GP, ausência de testículos palpáveis em saco escrotal e deformidades em quirodáctilos e pododáctilos. A avaliação laboratorial na época mostrou testosterona basal: 4,68 ng/ dl ( ng/dl); FSH basal: < 0,06 mui/ml (, -3,5 mui/ml); LH basal: 0,46 mui/ml (0,46-5,7 mui/ml) e curvas responsivas de TSH, prolactina, GH e cortisol após testes de estímulo. Foi iniciada reposição de testoterona. A ultrassonografia (USG) testicular revelou gônadas ectópicas, sendo o paciente submetido à orquipexia esquerda e à orquiectomia direita. Radiografia de mãos evidenciou fusão entre falanges proximais dos 3º e 4º quirodáctilos esquerdos, ausência das falanges média e distal do 4º quirodáctilo esquerdo, flexão do 3º, 4º e 5º quirodáctilos direitos. Considerando este caso e os outros relatos da literatura, concluiu-se que o hipogonadismo hipogonadotrófico aqui descrito poderia se tratar de uma manifestação da síndrome EEC. Devido seu modo de herança é necessário que todos os parentes afetados sejam submetidos a uma avaliação endócrina completa. 046 Insuficiência hepática induzida por propiltiouracil Najar HC, Calábria BSR 2, Almeida FA, Sanjad MR, Correa CA, Purisch S, Noviello TB, Lemos JPL CLEM SCBH. 2 CLM SCBH. Introdução: O tratamento clínico com drogas antitireoidianas é a abordagem inicial mais utilizada no Brasil para tratamento da doença de Graves. São medicações eficazes e seguras que bloqueiam a produção dos hormônios tireoidianos, mas não são isentas de efeitos colaterais. Entre estes, encontra-se a hepatotoxicidade, que pode variar de apenas uma elevação transitória das transaminases (30% dos pacientes tratados) até uma insuficiência hepática aguda. A lesão passa pela colestase, mais associada ao metimazol, ou hepatite tóxica em cerca de 0,5% dos tratados, principalmente com propiltiouracil (PTU). Caso clínico: Paciente LSA, sexo feminino, 34 anos, iníciou 0 dias antes da internação quadro de ascite, icterícia, colúria, acolia fecal, dor abdominal, vômitos, diarreia, prurido e edema de membros inferiores. Em uso de atenolol e PTU durante 6 meses para tratamento de doença de Graves. A propedêutica laboratorial revelou insuficiência hepática Child C, fator antinúcleo positivo (/60, padrão nuclear pontilhado fino), sendo descartadas hepatites viral ou autoimune (anticorpo antimúsculo liso), doença de Wilson (ceruloplasmina) e cirrose biliar primária (anticorpo antimitocôndria). O diagnóstico tornou-se mais evidente quando a análise do líquido ascítico evidenciou transudato, com hipoproteinemia e sem infecção e o ultrassom demonstrou hepatopatia crônica fibrosante, esplenomegalia e sem hipertensão portal. A biópsia hepática guiada por ultrassom revelou uma hepatopatia crônica grau II/III de inflamação portal, grau I de inflamação lobular e estagio III de fibrose com colestase, observando-se proliferação de ductos hepáticos e infiltrado eosinofílico, confirmando o diagnóstico de hepatite medicamentosa. Um tratamento alternativo para a tireotoxicose não foi necessário, pois apresentou melhora progressiva da função tireoidiana, mesmo após a suspensão da medicação. Evoluiu com piora progressiva do quadro hepático, sendo indicado transplante, mas faleceu cerca de 3 meses após o início do quadro, devido à sepse de foco pulmonar e urinário. Conclusão: A hepatotoxicidade das drogas antitireoidianas são complicações potencialmente fatais que devem ser prontamente identificadas e tratadas em sua fase precoce. No entanto, o rastreamento desta condição, o grau de acometimento a partir do qual a droga deve ser suspensa e se a substituição por outra droga antitireoideana poderia ser indicada são questões ainda controversas. 047 Insuficiência respiratória aguda por bócio disormonogênico Relato de caso Rocha AM, Medeiros GM 2, Abreu RVSV, Porto MLS, Lopes SSS 3, Torres MRS, Ramos AJS, Pontes AAN UFCG, HUAC, 2 HUAC, UFCG. 3 UEPB. Introdução: O hipotireoidismo congênito (HC) primário é o distúrbio endócrino inato mais comum, acometendo entre a recém-nascidos. É a principal causa de retardo mental evitável. Em cerca de 85% dos casos, o HC é decorrente de defeitos na diferenciação, na migração ou no desenvolvimento da tireoide. Malformações no sistema hipotálamo-hipofisário ou deficiência do TSH por mutações nos genes reguladores são causas raras do HC. Alterações funcionais de herança autossômica recessiva, afetando a síntese dos hormônios tireoideanos, são chamadas de disormonogênese e respondem por 0% a 20% dos casos de HC, podendo associar-se ao bócio. Relato do caso: JAP, sexo masculino, pardo, admitido na UTI do Hospital Universitário Alcides Carneiro no 20º dia de vida, com quadro de insuficiência respiratória aguda. Filho de pais não consanguíneos, sem história familiar de tireoidopatias, ao nascimento, apresentava massa cervical à esquerda, bocelada, de consistência cística, medindo 3 cm de extensão. Com a hipótese diagnóstica de linfangioma (higroma) cístico, o neonato recebeu alta da maternidade com solicitação de ultrassonografia ambulatorial. Evoluiu com crescimento progressivo da massa, com compressão cervical. Ao exame, apresentava-se em EGR, irritado, com cianose central leve e taquidispneia, que pioravam a qualquer manipulação e à alimentação. A massa ocupava toda a região cervical anterior e lateral (bilateral), bocelada, de consistência fibroelástica, sem frêmitos ou sopros, com circunferência cervical (CC) de 28 cm. Apresentava macroglossia e hérnia umbilical, FR de 44 ipm e FC de 40 bpm. A ultrassonografia mostrava volumosa massa cervical, com textura heterogênea e contornos lobulados. TSH 75,5 μui/ml (diluição :5), T4 livre < 0,3 ng/dl e tireoglobulina > ng/ml (diluição :30). Instituído tratamento com suporte respiratório e levotiroxina 0 μg/kg/d, com melhora clínica e redução do bócio (CC 26 cm). Conclusões: O paciente apresenta hipotireoidismo congênito por disormonogênese, e a presença de bócio com altos níveis de tireoglobulina sugere mutação da tireoperoxidase. O HC deve ser investigado em todos os casos de massa cervical em neonatos, sendo que, a partir desse caso, ficou estabelecida nessa maternidade que tal investigação será feita obrigatoriamente antes da alta hospitalar. S447

94 Resumo dos Pôsteres 048 Lipodistrofia parcial familiar Variedade de Dunnigan: relato de caso Vilar L, Montenegro L, Gusmão A, Arahata A, Agra R, Pointes L, Arruda MJ, Moura L, Santos V, Moura E, Canadas V, Campos R, Teixeira L Serviço de Endocrinologia do HC-UFPE. Descrição do caso: Mulher de 24 anos, encaminhada ao ambulatório de endocrinologia do HC-UFPE para investigação de síndrome de Cushing. Apresentava como queixa principal dores musculares em ombros e região lombar, em sua primeira consulta em novembro de Referia que as dores iniciaram no início da adolescência e que melhoravam com o uso de AINHs. Negava comorbidades prévias, gestações internações e cirurgias. Referia ciclos menstruais regulares. Exame físico: fácies cushingoide, acanthosis nigricans em região do pescoço, aumento de depósito de gordura em região supraclavicular e submentoniana, ausência de tecido adiposo em membros superiores e inferiores, evidenciando rede venosa superficial e relevo muscular de aparência hipertrófica. Paciente hígida, sem quaisquer alterações em sistemas circulatório, respiratório ou neurológico; peso: 59 kg, altura:,52 m, IMC: 25,5 kg/m 2, relação cintura quadril 0,88. Exames laboratoriais iniciais: glicemia de 00 mg/dl, triglicérides (TG) de 340 mg/dl; hemograma, função tiroidiana, função renal e ionograma, normais. A paciente relatava que uma prima apresentava as mesmas características físicas suas. A hipótese diagnóstica de lipodistrofia parcial familiar (variedade de Dunnigan) foi feita pelas características fenotípicas da paciente. Foram solicitados cortisol salivar da meia noite, CPK e TOTG, e a paciente foi encaminhada à nutrição. No seguimento: cortisol e CPK normal, TOTG com glicemia de jejum alterada e TG de 70 mg/ dl após dieta e atividade física. 049 Macroadenoma gigante com imunoistoquímica positiva para prolactina e ACTH Carvalho AP, Fiúza CM, Neves UD, Silveira LC, Sobral PMS, César A, Campos VC UFS. Introdução: Os adenomas hipofisários são os tumores mais comuns da região selar, representando 0% a 20% dos tumores intracranianos removidos cirurgicamente. No entanto, a variante gigante é rara, limitada a poucos casos relatados. Os adenomas podem ser divididos em funcionantes ou não funcionantes. Entre os funcionantes, o prolactinoma é o mais frequente e, na mulher, o microprolactinoma é o mais prevalente. Adenomas ACTH silenciosos são tumores raros que apresentam imunoistoquímica positiva para ACTH, mas clinicamente não manifestam hipersecreção hormonal, sendo geralmente macroadenomas e de crescimento rápido. A descrição na literatura de positividade para ACTH e prolactina (PRL) no mesmo tumor é rara. Caso: Paciente, RCDS, feminina, 42 anos, deu entrada em hospital geral com cefaleia, náuseas e vômitos há 3 meses e relato de amenorreia pós-parto há 6 anos. Realizou ressonância nuclear magnética de encéfalo que evidenciou volumosa lesão expansiva heterogênea em topografia selar, com extensão supra e paraselar com cerca de 6,0 x 5,7 x 5,0 cm, ocasionando compressão sobre os ventrículos laterais e desvio de linha média para direita, sugerindo tratar-se de meningioma. Em virtude da gravidade do quadro, foi submetida à cirurgia transcraniana para ressecção tumoral. Não foram realizadas dosagens hormonais pré-operatórias. O estudo anatomopatológico e imunoistoquímico revelou adenoma hipofisário produtor de PRL e ACTH. No pós-operatório imediato, devido a quadro de hipopituitarismo, iníciou-se reposição com prednisona e levotiroxina e a avaliação da endocrinologia foi solicitada. Clinicamente não apresentava nenhum sinal de hipercortisolismo e as dosagens de PRL no pós-operatório imediato e com 45 dias da cirurgia foram 72,4 e 229 ng/ml, respectivamente. Conclusão: Trata-se de caso raro de tumor com imunoistoquímica positiva para PRL e ACTH, apresentando-se como um macroprolactinoma gigante, radiologicamente mimetizando meningioma. É possível que a positividade para ACTH confira maior poder de crescimento a esse tumor. 050 Mais de 0 anos de diabetes melito tipo 2 influencia nos resultados cirúrgicos da gastroplastia redutora com reconstituição em Y de Roux? Feitosa SC, Ferraz AAB 2, Campos JM 2, Lins DC 2, Freitas CCC 2 Serviço de Cirurgia Geral do Hospital das Clínicas da UFPE. 2 SCG-HC-UFPE. Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar se o tempo de diabetes melito tipo 2 (DMT2) acima de 0 anos interfere na normalização da glicemia e na perda de peso, de pacientes obesos grau II ou III submetidos à gastroplastia redutora com reconstituição em Y de Roux (GYR). Métodos: Foram analisados, de maneira retrospectiva. 5 obesos com DMT2 com mais de 0 anos de doença (média 8,8 anos), submetidos à gastroplastia redutora com reconstrução em Y de Roux, no período de 2000 a 2004 de uma amostra de 33 diabéticos com obesidade grau II ou III. O seguimento mínimo foi de 4 anos, com uma média de 5,2 anos de pós-operatório. Todos os 5 pacientes (00%) eram portadores de hipertensão arterial sistêmica, 4 (80%) apresentavam dislipidemias, 4 (80%), esteatose hepática e 2 (40%), vasculopatia periférica. O diagnóstico de diabetes melito tipo 2 seguiu os critérios estabelecidos pela Associação Americana de Diabetes. Resultados:. Com relação à glicemia, 3 pacientes (60%) estão livres de medicação, um (20%) faz uso de insulina em uma dose 60% menor que a pré-operatória e um (20%) faz uso de hipoglicemiante oral. 2. O IMC médio pré-operatório dos pacientes foi de 39,7 kg/m 2. Durante o período de menor peso, o IMC médio foi de 27,2 kg/m 2 e atualmente o IMC médio é de 29,6 kg/m 2. Um dos pacientes que apresentavam um IMC inicial de 40,6 kg/m 2 apresentou reganho de peso e, atualmente, apresenta-se com IMC = 37,8 kg/m 2. Quando comparados com o IMC atual dos outros 28 pacientes com DMT2, não houve diferença estatística com relação à perda de peso (média - 29,6 kg/m 2 x 30,7 kg/m 2 ). 3. Apenas paciente (20%) se mantém hipertenso e com vasculopatia periférica. Todos os outros pacientes (80%) tiveram suas comorbidades revertidas. Conclusões: O tempo de diagnóstico do DMT2 acima de 0 anos não interferiu com os resultados da gastroplastia redutora com reconstituição em Y de Roux, em relação à normalização da glicemia e na perda de peso, a longo prazo. S448

95 Resumo dos Pôsteres 05 Manejo das alterações metabólicas no paciente HIV positivo: relato de caso Brito MVS, Varela RWB, Costa RLL, Oliveira VG, Torres M RS UFCG. Introdução: O avanço no tratamento da síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA), com a terapia antirretroviral altamente ativa (HA- ART), aumentou consideravelmente a duração e a qualidade de vida dos portadores da doença. Porém, a redução da morbimortalidade por doenças infecciosas e neoplásicas oportunistas vem se acompanhando do aumento da prevalência de outras patologias, entre elas a síndrome metabólica (SM) e a lipodistrofia associada ao HIV (LAHIV), relacionadas com distribuição anormal de gordura corpórea, resistência à insulina, anormalidades lipídicas e, possivelmente, aumento de risco cardiovascular. Na infecção pelo HIV, tanto a replicação viral, co-infecções e a terapia antirretroviral contribuem para os distúrbios metabólicos. Prevenção ou manejo dessas desordens envolve o uso de diversas medicações que podem dificultar a aderência do paciente ao tratamento e comprometer os benefícios proporcionados pelo uso de HAART. Estas drogas, na maioria das vezes, apresentam interações medicamentosas importantes, o que dificulta a escolha de um esquema terapêutico para o paciente. Material/Métodos/Resultados: Este relato foi prospectivo e documental. MBC, 65 anos, portadora de SIDA há 2 anos. Fazia uso de lamivudina, estavudina e efavirenz, quando, há 5 anos, começou a apresentar alterações metabólicas caracterizadas por hiperglicemia 406 mg/dl, hipertrigliceridemia 72 mg/dl, hipercolesterolemia 254 mg/dl, HDL 28. Iniciou tratamento com insulina NPH, com alternância de quadro clínico e ajuste de doses. Drogas antilipemiantes, com menor risco de interação medicamentosa, foram adicionadas ao tratamento (pravastatina e fenofibrato). Dois anos após, foram iniciados AAS e metformina com substitução do efavirenz por atazanavir, objetivando-se melhor controle metabólico. Nessa época começou a apresentar lipodistrofia, quando se aumentou a dose de metformina com substituição da estavudina pelo tenofovir. Retorna ao ambulatório sem queixas, satisfeita com seu estado geral e aparência menos lipodistrófica. Discussão: Terapias direcionadas ao controle glicêmico, lipídico e distrófico, assim como a preferência por HAART s metabolicamente neutras, podem promover melhoria na qualidade de vida e modificar os desfechos metabólicos e cardiovasculares nesse grupo de pacientes. Portanto, o manejo das alterações metabólicas deve ser considerado ponto fundamental no tratamento de pacientes com SIDA. 052 Manifestações extratireoideanas na doença de Basedow-Graves Tríade de exoftalmopatia, acropatia, mixedema pré-tibial e em mãos Barros MC, Sales NRH, Silva OS, Brandão T, Silva JA UFAL. Introdução: A doença de graves é uma doença autoimune da glândula tireoide resultante da produção de imunoglobulinas pelos linfócitos B, algumas das quais se ligam e ativam o receptor de TSH. A oftalmopatia ocorre em 30% dos pacientes, o mixedema pré-tibial em 4%, raramente ocorre em mãos, e acropatia, uma manifestação extremamente rara, em menos de % dos pacientes. O mixedema pré-tibial juntamente com a oftalmopatia e a acropatia de Graves compõem a tríade clássica de manifestações extratiroideanas da doença de Graves, ocorrendo em menos de % dos pacientes. Objetivo: Relatar a rara associação de acropatia e mixedema em mãos em uma paciente com doença de Basedow-Graves. Métodos: Paciente de 35 anos, feminino, com quadro de exoftalmopatia leve, evoluiu com baqueteamento digital em ambas as mãos, edema e espessamento da pele em dorso das mãos e região pré-tibial associado a lesões em placas com aspecto de casca de laranja e coloração violácea que envolvia toda a parte inferior das pernas, e que surgiram há 6 meses. Relatava história prévia de terapia com iodo radioativo para hipertireoidismo em 2005, evoluindo com hipotireoidismo 4 meses após e, atualmente, em uso de levotiroxina 50 mcg/d, obtendo bom controle da função tireoideana. Foi encaminhada para acompanhamento dermatológico e, apesar da terapêutica com corticoide, apresentou regressão parcial das lesões e posterior evolução do mixedema. Resultados: TSH: 2,5 uui/ml, T4 livre:,2 ng/dl; anticorpo anti TRAb: 99%, perfil hematimétrico e bioquímico normais; histopatológico: deposição de substância de aspecto mucinoso, sugestivo de mucinose cutânea mixedema pré-tibial. USG de membros inferiores sem alterações vasculares. Conclusão: Este caso ilustra a rara associação da acropatia e mixedema em mãos em uma paciente com doença de Basedow-Graves. Enfatiza, ainda, a necessidade de um exame clínico minuncioso devido à associação de várias manifestações clínicas de caráter autoimune, cujo diagnóstico precoce é fundamental para implementação de medidas terapêuticas. 053 Marcante elevação de massa óssea com o tratamento sequencial: teriparatide 6 meses e bisfosfonato ano Voss LA, Bandeira L, Miranda AK, Gondim F, Bandeira F Divisão de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. Introdução: Entre as medicações mais utilizadas para o tratamento da osteoporose estão os bisfosfonatos, inibidores da reabsorção óssea, com benefícios já conhecidos. Com o advento do teriparatide (PTH humano recombinante) e sua ação estimulando a formação óssea, surge mais uma eficaz opção de tratamento. Ainda não estão totalmente esclarecidas as vantagens da associação dessas duas classes terapêuticas. Métodos: Avaliaram-se cinco pacientes que receberam teriparatide 20 mcg/dia por 6 meses e bisfosfonato em seguida (ibandronato, risendronato, alendronato e ácido zoledrônico) por, no mínimo, ano. Pacientes do sexo feminino, com osteoporose pós-menopausa, média de 77,6 anos ± 6,76 (idade entre 69 e 9 anos). A média de escore-t foi de -2,89 ± 0,6, para L2-L4 (CL) e de -2,85 ± 0,53 para colo de fêmur (CF). Destes cinco pacientes, quatro fizeram uso prévio de bisfosfonato (alendronato e risendronato) durante período mínimo de 6 meses. Resultados: Houve aumento na densidade mineral óssea em todos os pacientes estudados. O ganho médio percentual apresentado foi 2,9% ± 9,32 em CL e 2,3% ± 7,03 em CF. A paciente sem uso de bisfosfonato prévio apresentou o maior ganho em massa óssea (29,2% CL e 29,8% CF). Entre os pacientes que fizeram uso de bisfosfonato prévio, os maiores ganhos em massa óssea foram obtidos com o ácido zoledrônico após teriparatide. Conclusão: Estes dados demonstram que o uso de bisfosfonatos imediatamente após um curso mais curto de teriparatide pode resultar em aumento expressivo da massa óssea. S449

96 Resumo dos Pôsteres 054 Medida da circunferência abdominal ou medidas ultrassonográficas da gordura central: quem identifica melhor o risco metabólico? Cavalcanti ENB, Arruda TM, Prado CM 2, Vasconcelos GA 3, Godoi ETAM 3, Bandeira F 2 FCM-UPE. 2 Divisão de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. 3 Divisão de Endocrinologia e Diabetes e Radiologia, HAM SUS/UPE. Introdução: A obesidade central é considerada fator de risco para doença cardiovascular. Diante da íntima relação entre circunferência abdominal (CA), gorduras visceral e subcutânea, fatores de risco cardiovascular e aterosclerose, este estudo objetivou comparar a medida da CA com as medidas ultrassonográficas de gordura central para identificar o risco metabólico. Métodos: Participaram do estudo 60 pacientes, divididos em dois grupos igualitários, de acordo com a presença ou não de síndrome metabólica (SM), segundo critérios do NCEP-ATP III. Foram realizadas medidas ultrassonográficas das gorduras visceral e subcutânea e medida antropométrica da CA, assim como da circunferência pré-peritoneal. No grupo com SM, foram 23 mulheres (76,7%; p = 0,59), com CA média (cm) de 98,6 ±,73 (p = 0,003); pressão arterial sistólica (PAS) (mmhg) de 32,8 ± 20,79 (p = 0,055); pressão arterial diastólica (PAD) (mmhg) de 8,2 ± 2,84 (p = 0,407); glicemia de jejum (mg/dl) de 33,6 ± 66,08 (p = 0,022); HDL (mg/dl) de 39,3 ± 0,65 (p < 0,00) e triglicerídeos (TG) (mg/dl) de 264,6 ± 37,70 (p = 0,025). No grupo sem SM, foram 25 mulheres (83,3%), com CA média de 88,7 ± 2,77; PAS de 23,5 ± 5,76; PAD de 78,7 ± 0,7; glicemia de jejum de 99,2 ± 42,8; HDL de 56,9 ± 4,56 e TG de 03,7 ± 47,46. Resultados: A gordura visceral (em cm) apresentou valores mais elevados nos pacientes com SM (5,38 ±,89 vs. 4,44 ±,47; p = 0,035), assim como a circunferência pré-peritoneal (em cm) (85,03 ± 8,5 vs. 74,9 ± 2,4; p < 0,00). Entre as medidas de gordura abdominal, a gordura visceral apresentou maior número de correlações positivas com fatores de risco cardiovascular, incluindo índice de massa corpórea (IMC) (R = 0,474; p < 0,00), CA (R = 0,65; p < 0,00), glicemia de jejum (R = 0,325; p = 0,02), HDL (R = -0,262; p = 0,043) e LDL colesterol (R = 0,296; p = 0,024). Todas as medidas de obesidade central apresentaram correlação com o IMC. Após ajuste por regressão linear múltipla, a gordura visceral associou-se independentemente com PAS (R = 2,39; p = 0,24), PAD (R = 2,28; p = 0,08) e glicemia de jejum (R = 0,58; p = 0,02). Conclusão: Esses dados demonstram que a medida da gordura visceral avaliou melhor o risco metabólico do que a medida da CA. 055 O uso do anel de silicone no resultado cirúrgico de pacientes obesos portadores de diabetes melito tipo 2 Seguimento de mais de 4 anos Feitosa SC, Ferraz AAB, Campos JM, Lins DC, Araujo MT SCG-HC-UFPE. Objetivo: Analisar o papel do anel de silicone na gastroplastia redutora com reconstituição em Y de Roux (GYR), nos pacientes obesos portadores de diabetes melito tipo 2 (DMT2). Métodos: Foram analisados, de maneira retrospectiva, 22 pacientes portadores de DMT2, de um total de 663 pacientes operados no período de 200 a Todos os pacientes foram submetidos a GYR. Os pacientes foram divididos em 2 grupos: Grupo I pacientes com anel de silicone (04 pacientes); Grupo II pacientes sem anel de silicone (8 pacientes). O seguimento médio dos pacientes do Grupo I foi de 4,4 anos de pós-operatório, e de 6, anos, nos pacientes do Grupo II. Não houve diferença entre os grupos com relação ao tipo de controle glicêmico instituído no pré-operatório. Foi utilizado um anel de silicone de 7 cm, que foi ajustado de acordo com a espessura do estômago (calibrado com uma sonda de Fouchet). O anel foi colocado há 2 cm da anastomose gastrojejunal e fixado com fio de prole 000. O diagnóstico do DMT2 seguiu os critérios estabelecidos pela ADA. Resultados: Grupo I O IMC médio pré-operatório dos pacientes foi de 43,2 kg/m 2. Durante o período de menor peso, o IMC médio foi de 27,3 kg/m 2 e atualmente o IMC médio é de 29,4 kg/m 2. No Grupo II O IMC médio pré-operatório dos pacientes foi de 46,6 kg/m 2. Durante o período de menor peso, o IMC médio foi de 30,4 kg/m 2 e atualmente o IMC médio é de 34,7 kg/m 2. O reganho de peso (IMC > 35) ocorreu em pacientes do Grupo I (0,6%) e em 8 pacientes (44,4%) do grupo II (p < 0,05). Com relação aos níveis glicêmicos não houve diferenças entre os grupos estudados. No Grupo I, 95 pacientes (9,3%), enquanto no Grupo II, 3 pacientes (72,2%) estão livres de medicação para o controle da glicemia (p = 0,06). Conclusões: A presença do anel de silicone aumentou a perda de peso a longo prazo de maneira estatisticamente significativa (p < 0,05), reduziu a incidência de reganho de peso (p < 0,05), mas não influenciou na normalização dos níveis glicêmicos (p = 0,06). 056 Ocorrência de nódulos e carcinoma diferenciado de tireoide em pacientes com acromegalia: influência do sexo e do GH basal sérico Diniz ET, Vasconcelos RS, Souza CZ 2, Lima TPM 2, Diniz KT, Bandeira F HAM SUS/UPE. 2 Hospital das Clínicas, UFPE. Objetivo: Determinar a ocorrência de nódulo e carcinoma diferenciado de tireoide em pacientes com acromegalia. Métodos: Revisaram-se os prontuários médicos de 6 indivíduos acromegálicos e 32 pacientes com nódulo(s) de tireoide sem acromegalia (controle). Resultados: Bócio nodular esteve presente em 68,4% dos pacientes acromegálicos e carcinoma diferenciado de tireoide em 0%, no grupo da acromegalia, e em 3,% no controle. O sexo masculino foi mais prevalente nos sujeitos acromegálicos com nódulo(s) do que no controle (30 x 3,%; p < 0,05). O volume da tireoide nos indivíduos com acromegalia e nódulos foi correlacionado positivamente com o GH basal sérico (r = 0,7; p = 0,036). Conclusão: Observou-se maior prevalência de nódulo e câncer de tireoide relacionados à acromegalia. Acromegálicos do sexo masculino parecem ter maior risco de desenvolver nódulo de tireoide em comparação com a população geral; os níveis séricos de GH basal correlacionaram-se com o volume da tireoide. S450

97 Resumo dos Pôsteres 057 Oftalmopatia tireoidiana associada à tireoidite de Hashimoto Andrade LD, Marques TF 2, Saldanha LGS 2, Vieira JO 2, Griz L 2, Bandeira F 2 Divisão de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. 2 Unidade de Endocrinologia e Metabologia, HAM SUS/UPE. Introdução: A oftalmopatia tireoidiana está associada à doença de Graves na grande maioria dos pacientes. Ela pode anteceder, coincidir ou suceder o hipertireoidismo. A oftalmopatia associada à doença de Hashimoto é rara. Sua patogênese continua obscura, porém já se sabe que diferenças qualitativas e quantitativas em anticorpos da tireoide podem determinar a predisposição individual. Caso clínico: Paciente ARS, 27 anos, feminino, com história de início em 2005 de proptose predominantemente à esquerda, associado a dor local. Exames de 05/06/08: T3 total = 50 ng/dl, T4 livre =,36 ng/dl, TSH = 5,24 uui/ml e Anti-TPO = 363 IU/ml. Ressonância nuclear magnética (RNM) de crânio 0/05/08: espessamento do ventre muscular do músculo retolateral esquerdo com extensão para a inserção tendínea no globo ocular, associado à densificação da gordura retrobulbar adjascente, deslocando medialmente o nervo óptico e mais superiormente se confunde com as porções superiores do músculo reto superior, que também parece espessado, entrando em relação com a glândula lacrimal deste lado. Não se observou alteração da órbita direita. Principal consideração diagnóstica é a doença inflamatória orbitária idiopática (pseudotumor orbitário). Ultrassonografia da tireoide: dimensões normais da tireoide, com exame normal ao Doppler. Exame 27/02/09 anti-receptor de TSH TRAB: %. Exame de 22/0/09: T3 total = 84,4 ng/dl, T4 livre = 0,573 ng/dl e TSH > 75,0 uui/ml. RNM de crânio de 6/04/09: permanece sem modificações significativas quando se comparou com o estudo anterior. Iniciado tratamento para a doença de Hashimoto com L-tiroxina 50 mcg/dia. Paciente ainda em acompanhamento para obtenção do eutiroidismo. Conclusão: Este caso demonstra uma complicação da doença de Hashimnoto. 058 Osteonecrose de mandíbula associada ao uso de bisfosfonatos Magalhães KBS, Marques TF, Belfort PC, Saldanha LGS, Bandeira F Unidade de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. Introdução: Os bisfosfonatos (BFs) são fármacos utilizados no tratamento da osteoporose, doença de Paget e neoplasias malignas metastáticas ósseas. Apesar dos seus benefícios, uma nova complicação, denominada osteonecrose de mandíbula associada ao uso de bisfosfonatos (ONMAB), vem sendo observada com o uso crônico dessa medicação. A patogênese da ONMAB ainda não é completamente conhecida, mas parece resultar da interação entre o metabolismo ósseo alterado pelos BFs, trauma local e hipovascularização. Os fatores de risco para o seu desenvolvimento são a administração endovenosa, a potência do fármaco, o tempo prolongado da terapia, osteopenia ou osteoporose concomitantes, uso de corticoides ou quimioterápicos e procedimentos cirúrgicos odontológicos. Relato de caso: GMBGV, 64 anos, com relato de câncer de mama diagnosticado em 99 e tratado com cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Em 996 evoluiu com metástase óssea, sendo submetida a novo tratamento quimioterápico e ao uso de bisfosfonatos endovenosos por dez anos. Nos primeiros cinco anos utilizou o pamidronato 90 mg mensalmente, o qual foi substituído por zolendronato 4 mg mensal nos anos seguintes. Em 2004, durante tratamento odontológico, a paciente apresentou falha de implante dentário, levando à suspeita diagnóstica de osteomielite crônica na mandíbula, que não foi responsiva à antibioticoterapia. Em janeiro de 2009 procurou um serviço de referência em endocrinologia, encaminhada pelo odontologista, já com área de exposição óssea, quadro clínico e radiografias compatíveis com osteonecrose de mandíbula. Conclusão: Este caso ilustra uma complicação rara do tratamento com bisfosfonatos. 059 Perda rápida e expressiva da massa óssea seguida de fratura vertebral espontânea clínica associada ao uso de rosiglitazona Belfort PC, Magalhães KBS, Carvalho EKB, Belfort LC, Bandeira MP, Bandeira F Unidade de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. Introdução: As tiazolinedionas são drogas utilizadas no tratamento das desordens caracterizadas por resistência à insulina. Elas atuam ligando-se aos receptores PPAR-γ (peroxisome proliferator-activated receptor-gamma), aumentando a sensibilidade periférica à ação da insulina. O PPAR-γ é expresso em uma série de tecidos, dentre eles o osso, de forma que outros efeitos podem ser esperados com o uso das tiazolinedionas. Já existem evidências de que os PPAR agonistas inibem a formação óssea e aceleram a perda da densidade mineral óssea em mulheres saudáveis pós-menopausa. Relato de caso: GWCL, 64 anos, sexo feminino, procurou serviço de endocrinologia em 993 para avaliar possível diagnóstico de osteoporose, o qual foi excluído após realização de densitometria óssea normal. Durante o seguimento, foi diagnosticada intolerância à glicose e iniciado tratamento baseado em dieta e atividade física. Em 2005 nova densitometria revelou uma densidade mineral óssea (DMO) de,032 g/cm 2 (score T -,4) em coluna lombar e de 0,826 g/cm 2 (score T -,3) em colo de fêmur. Paciente retornou em 2007 para reavaliação, em uso de rosiglitazona para o tratamento da intolerância à glicose. Em janeiro de 2008, ainda em uso de rosiglitazona, paciente retornou com relato de fratura em tornozelo. Nova densitometria evidenciou importante perda de massa óssea: DMO de 0,874 g/cm 2 (score T -2,6) em coluna lombar e de 0,724 g/cm 2 (score -2,) em colo de fêmur, com perda de 5% e 2%, respectivamente, em relação ao exame anterior. Foi decidido suspender a rosiglitazona e iniciar o tratamento para osteoporose com cálcio, vitamina D e ranelato de estrôncio. Após seis meses, a paciente referiu não ter usado o ranelato de estrôncio e relatou novo episódio de fratura, desta vez espontânea em primeira vértebra lombar. Conclusão: No caso relatado observou-se importante perda de massa óssea, em curto prazo, com o uso da rosiglitazona, seguida de fratura vertebral espontânea. S45

98 Resumo dos Pôsteres 060 Perfil clínico e laboratorial de pacientes com insulinoma atendidos no Hospital das Clínicas da UFPE Arruda MJ, Vilar L, Campos R, Gusmão A, Moura e Silva L, Arahata C, Agra R, Pontes L, Montenegro L, Moura E Serviço de Endocrinologia do HC-UFPE. Introdução: O insulinoma é um tumor endócrino raro, com incidência estimada em um caso/250 mil pessoas/ano e representa a principal causa de hipoglicemia hiperinsulinêmica endógena. Tem ocorrência esporádica em 90% a 95% dos casos mas raramente pode estar associado à neoplasia endócrina múltipla tipo (MEN ). As manifestações clínicas se iniciam com sintomas neuroglicopênicos leves, que se acentuam em intensidade e frequência. O diagnóstico laboratorial requer hipoglicemia de jejum ( < 45 mg/dl) e secreção de insulina inapropriadamente elevada. O insulinoma tende a ser pequeno ( < 2 cm em 90% dos casos), o que dificulta sua visualização por métodos de imagem. O tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica. Objetivo: Avaliar as formas de apresentação clínica e laboratorial dos pacientes portadores de insulinoma. Material e métodos: Foram avaliados prontuários de 0 pacientes com diagnóstico de insulinoma acompanhadas nos serviços de Endocrinologia e Cirurgia Geral do Hospital das Clínicas da UFPE, no período de janeiro de 999 a outubro de Resultados: Dos 0 pacientes estudados, 7 eram mulheres (70%), com faixa etária entre 26 a 7 anos (média de 48,4 anos). Três pacientes apresentaram sintomas adrenérgicos (40%), enquanto os neuroglicopênicos estavam invariavelmente presentes. Cinco pacientes tinham co-morbidades associadas, sendo dois casos diagnosticados como MEN. Obtiveram-se dosagem de insulina e peptídeo C compatíveis com o diagnóstico de insulinoma em 9 casos (90%). A média das glicemias ao diagnóstico foi de 50,93 mg/dl, a da insulina, 39,8 uu/ml e a da relação insulina/glicose, 0,82. A avaliação inicial por imagem (TC ou RM de abdome) evidenciou tumor pancreático em 4 casos (40%). Os outros seis casos foram identificados no transoperatório. Houve uma maior localização no corpo do pâncreas (7 casos). Quanto ao tamanho do tumor, 5 pacientes (50%) apresentaram lesão entre e 2 cm, enquanto 2 casos mediam entre 2, e 5 cm, sendo o restante < cm. Conclusão: Os dados sugerem que os sintomas neuroglicopênicos são bastante indicativos para o diagnóstico de insulinoma, principalmente quando associados a um padrão laboratorial específico. A sensibilidade dos exames de imagem no diagnóstico pré-operatório dos insulinomas foi muito baixa (40%). 06 Perfil clínico-laboratorial dos pacientes com hipoparatireoidismo pós-cirúrgico do Serviço de Endocrinologia e Diabetes do Hospital Universitário Walter Cantídio (SED-HUWC) Carvalho MMD, Gadelha DD, Martins MRA, Hissa MN, D Alva CB UFC. Introdução: O hipoparatireoidismo resulta mais frequentemente da remoção inadvertida das paratireoides durante exploração cirúrgica cervical, ocorrendo em 0,5% a 6,6% das tireoidectomias. O tratamento convencional com sais de cálcio e análogos da vitamina D leva à normalização do cálcio sérico sem corrigir a perda renal de cálcio característica dessa condição, sendo necessários alguns cuidados durante o tratamento. Este estudo objetiva caracterizar clinicamente a população de pacientes com hipoparatireoidismo pós-cirúrgico em acompanhamento no SED- HUWC e avaliar a resposta ao tratamento instituído. Pacientes e métodos: Analisaram-se retrospectivamente os prontuários de 75 pacientes (67 mulheres) de nosso serviço com hipoparatireoidismo pós-cirúrgico, cujo diagnóstico foi feito por meio da constatação de hipocalcemia persistente iniciada após a cirurgia, em vigência de PTH plasmático suprimido ou inapropriadamente normal (PTH < 30 pg/ml). A análise estatística foi realizada pelo programa GraphPad Prism, sendo utilizado como nível de significância o valor de p < 0,05. Resultados: A idade durante a cirurgia foi 4,3 ± 2,7 anos. O valor mínimo de cálcio total e iônico detectado durante o seguimento foi 6,4 ±, mg/dl e 0,92 ± 0,2 mmol/l, respectivamente, e o valor máximo de fósforo, 6,0 ±,5 mg/dl. Hiperfosfatemia foi detectada em 63 pacientes (84%) e 50 (66%) mantiveram-se hiperfosfatêmicos no seguimento. A creatinina sérica foi 0,8 ± 0,3 mg/dl. A calciúria média foi 3,6 ± 2,2 mg/kg/dia (n=38) e 3 pacientes (34%) apresentaram calciúria maior que 4 mg/kg/dia. Houve correlação positiva entre cálcio total e calciúria de 24 horas (r = 0,26; p = 0,04; IC 95% = 0, ,4587). A dose mediana de cálcio elementar necessária para compensar os pacientes foi.200 mg/ dia ( mg/dia) e de calcitriol 0,5 mcg/dia (0,25-2,25 mcg/dia). Apenas 5 pacientes (6,6%) não necessitaram do uso de calcitriol. Conclusão: A maioria dos pacientes apresentou hiperfosfatemia, embora esse dado não seja obrigatório para o diagnóstico de hipoparatireoidismo. Os pacientes obtiveram compensação com doses usuais de cálcio elementar e calcitriol e confirmaram-se os dados da literatura que correlacionam os níveis de cálcio sérico com a calciúria de 24 horas, mostrando a importância da manutenção da calcemia próxima ao limite inferior de referência no tratamento do hipoparatireoidismo. S452

99 Resumo dos Pôsteres 062 Perfil dos pacientes atendidos no Ambulatório de Diabetes Melito tipo de Hospital-Escola Ramos AJS, Rocha AM, Torres MRS, Nóbrega MBM, Queiroz ADM, Ramo RA, Santos SDR, Ramos AJC, Bernardes LP, Queiroz UC UFCG. Introdução: Diabetes tipo (DM) resulta da destruição das células-beta. Associa-se com a redução da expectativa de vida, significativa morbidade e diminuição da qualidade de vida. Objetivo: Delinear o perfil dos pacientes acompanhados no ambulatório de DM de hospital-escola. Metodologia: Realizaram-se entrevistas com 33 pacientes com DM e avaliaram-se seus prontuários. Resultados: Dos 33 pacientes, 54,5% são homens; a média de idade é de 8,58 (± 9,22) anos, com idade do diagnóstico de 0,73 (± 6,43) anos e o tempo de diabetes de 7,84 (± 7,33) anos. Apenas 84,9% são da Paraíba, sendo que 54,6% procedem de outras cidades do Estado. Entre eles, 5,2% têm renda mensal menor que um salário mínimo, 72,7%, de um a cinco salários e 3%, bolsa família. O ensino fundamental foi completado por 45,5% e o médio, por 9,%. Tiveram amamentação exclusiva 7%; 87,9% completaram o esquema de vacinação. Dizem seguir a dieta recomendada 69,7% e 60,6% praticam exercício físico rotineiramente. Fazem automonitorização glicêmica domiciliar 78,8%, dos quais 54,6% obtêm as fitas gratuitamente e 6,% as conseguem por mandato judicial. A dose média de insulina de ação lenta é de 4,82 (± 25,98) U; 2,% aplicam-na uma vez ao dia, 69,7% duas vezes e 8,2% três vezes. Usam insulina de ação rápida 48,5%. Consultaram-se com nutricionista e enfermagem no último ano 42,4% e 27,3%, respectivamente. Participaram de alguma reunião de pacientes no último ano 9,% e o mesmo percentual participou de programa de educação para diabéticos. Conclusão: A população dos nossos pacientes com DM é composta por indivíduos jovens, a maioria de cidades circunvizinhas e uma parcela significativa de outros estados. A maior parte é de baixas renda e escolaridade. O percentual que teve amamentação exclusiva é baixo; a maioria completou o esquema de vacinação. Embora menos da metade referiu consulta com nutricionista no último ano, a maioria diz seguir a dieta recomendada e praticar exercícios físicos. Esse cuidado com a saúde também é refletido pelo elevado índice de pacientes que fazem a automonitorização glicêmica, sendo o serviço público a fonte predominante para a obtenção das fitas. Diante da importância de um tratamento e acompanhamento multidisciplinar, seria interessante registrar as atividades educacionais desses pacientes. 063 Perfil epidemiológico e características dos pacientes do Ambulatório de Obesidade do Hospital das Clínicas da UFPE Moura e Silva L, Vilar L, Canadas V, Teixeira, Arruda MA, Arahata C, Agra R, Pontes L, Montenegro L, Santos V, Moura E, Gusmão A, Campos R Serviço de Endocrinologia do HC-UFPE. Introdução: Apesar do seu reconhecimento como doença em escala epidêmica, a obesidade permanece como um grande problema de saúde ainda não solucionado, mesmo sendo uma grande causa de doenças crônicas e morbidades. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, há mais de um bilhão de adultos com sobrepeso no mundo, dos quais 300 milhões são obesos. Objetivos: Avaliar o perfil epidemiológico, as características e a prevalência de síndrome metabólica dos pacientes do Ambulatório de Obesidade do Hospital das Clínicas da UFPE. Material e métodos: Os prontuários dos pacientes do ambulatório de obesidade que tiveram sua primeira consulta do período de maio a novembro de 2008 foram revisados e foram coletados dados referentes às características de sexo, faixa etária, índice de massa corporal, circunferência abdominal, diário alimentar, prática de atividade física, doenças associadas e antecedentes familiares. Resultados: Foram analisados 89 pacientes e observou-se que 76,5% eram do sexo feminino, 58,5% tinham menos de 40 anos, 55,% eram portadores de hipertensão arterial, 32,% tinham diabetes ou glicemia de jejum alterada, 47,2% tinham dislipidemia e 30% praticavam atividade física. A média do IMC foi 4,45 + 8,47 kg/m² e 52,8% apresentavam obesidade grau III. A média da circunferência abdominal foi 9,5 + 6,8 cm e a prevalência de síndrome metabólica foi 40,4%. Conclusão: Os pacientes analisados eram em sua maioria mulheres com idade menor que 40 anos e com alta prevalência de hipertensão, diabetes ou glicemia de jejum alterada e dislipidemia, mas menos da metade preencheu critérios para síndrome metabólica. A maioria tem obesidade grau III e a prevalência de síndrome metabólica foi maior nesse grupo. 064 Prevalência de baixo peso ao nascer em crianças e adolescentes obesos e com sobrepeso no município de Campina Grande, PB Cardoso AS, Gonzaga NC, Medeiros CCM, Ramos AT, Werner RPB, Melo TR, Leal AAF, Cunha MAL UEPB. Introdução: Crianças com retardo de crescimento intrauterino têm maior risco de ganhar adiposidade corporal após o nascimento, levando à obesidade ainda na infância e adolescência. O baixo peso ao nascer é um marcador do ambiente intrauterino e importante fator preditivo para a mortalidade no período neonatal e na infância. Além disso, estudos afirmam que o baixo peso ao nascer também estaria associado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes melito tipo 2. Objetivo: Verificar a prevalência de baixo peso ao nascer entre crianças e adolescentes obesos e com sobrepeso atendidos pelo centro de obesidade infantil no município de Campina Grande-PB. Material e métodos: Estudo transversal em que foram avaliadas 34 crianças e adolescentes entre 2 e 8 anos com diagnóstico de sobrepeso ou obesidade. O estado nutricional foi classificado através das curvas e tabelas de percentis do IMC do Centers for Disease Control and Prevention (CDC, 2000) para crianças e adolescentes (2 aos 20 anos de idade), de acordo com o gênero e a idade considerando sobrepeso as crianças com IMC igual ou superior ao percentil 85 e inferior ao percentil 95 e obesidade, IMC igual ou superior ao percentil 95. Baixo peso a nascer foi considerado quando o peso ao nascimento foi igual ou menor que g. Este dado foi obtido por meio da informação contida no Cartão de Nascimento da Criança. Resultados: No grupo avaliado, 67,64% dos indivíduos eram do sexo feminino e 32,35%, do masculino. Destes, 5,88% apresentaram sobrepeso e 94,2%, obesidade. A prevalência de baixo peso ao nascer encontrada foi de 8,82%. Entre os quais 2,94% apresentaram muito baixo peso ao nascer (< 500 g). Conclusões: Observa-se que a presença de baixo peso ao nascer apresentou uma prevalência maior do que a encontrada na Paraíba em 2006, que foi de 6,3%, podendo ser um indicador da influência do peso ao nascimento no desenvolvimento da obesidade. Medidas que promovam o crescimento adequado do feto, como realização de pré-natal e orientações nutricionais as gestantes, são importantes ações de intervenções que podem contribuir com a diminuição da prevalência da obesidade infantil. S453

100 Resumo dos Pôsteres 065 Prevalência de dislipidemias e outros fatores de risco cardiovascular em pacientes climatéricas atendidas em um hospital-escola Amorim MMR, Leite DFB, Monteiro MG, Maia SB, Santos SDR, Andrade SM, Barbosa YWF UFCG. Introdução: O climatério caracteriza-se por declínio na função ovariana e nos níveis de estrógenos, levando a alterações nos níveis das lipoproteínas, por mecanismos não totalmente conhecidos. Associados às alterações lipêmicas, fatores genéticos, ambientais e comportamentais contribuem para as mudanças geralmente observadas no perfil biofísico feminino nessa época, como ganho ponderal e alterações na distribuição e percentual de gordura corporal. Esses fatores levam a aterogenicidade, aumento dos níveis de glicose e insulina e, consequentemente, aumento da incidência de síndrome metabólica e das doenças cardiovasculares nas mulheres climatéricas. Objetivo: Determinar a prevalência de dislipidemias e outros fatores de risco cardiovascular em pacientes climatéricas atendidas em um hospitalescola. Métodos: realizou-se estudo retrospectivo, do tipo corte transversal, envolvendo 500 pacientes climatéricas atendidas no ambulatório de Ginecologia do HUAC. Pesquisou-se a presença de hipertensão e diabetes, antecedentes familiares de dislipidemia e/ou doença coronariana, sedentarismo e tabagismo, além do uso ou não de terapia hormonal. No exame físico, determinaram-se o índice de massa corpórea (IMC), a pressão arterial e a circunferência da cintura e do quadril. Resultados: a idade variou de 40 a 65 anos (média de 48,7 anos ± 6,), sendo 56% com idade menor que 50 anos. Verificou-se uma frequência de hipertensão arterial de 42% e diabetes de 6,6%; a maioria das pacientes (83,6%) era sedentária e 22,4% eram tabagistas. Quanto aos antecedentes familiares, encontrou-se uma frequência de coronariopatia de 39% e dislipidemias de 30%. Apenas 43,2% das pacientes tinham peso normal, 34,8% tinham sobrepeso e 22% eram obesas. A média da cintura foi de 88,8 ± 2, cm e cintura maior que 80 foi observada em 75% das pacientes. O colesterol total variou entre 03 mg% e 4 mg%, com média de 22,6 mg%. Níveis de colesterol abaixo de 200 mg% foram observados em 4,3%, com uma frequência de hipercolesterolemia de 58,7%. A prevalência de síndrome metabólica foi de 32,8%, sendo mais elevada em pacientes na pós-menopausa (42%) em relação à pós-menopausa (26%). Conclusão: a frequência de sobrepeso/obesidade e outros fatores de risco cardiovascular é bastante elevada em pacientes climatéricas atendidas no HUAC, descrevendo-se uma prevalência de síndrome metabólica em torno de 33%. 066 Prevalência de doença celíaca em pacientes com diabetes melito tipo Santos SDR, Barreto IPV, Mendes JMF, Santos MTN UFCG. Introdução: A doença celíaca (DC) é uma doença autoimune caracterizada pela intolerância ao glúten. Ocorre em indivíduos geneticamente predispostos, havendo uma relação estreita com antígenos do sistema HLA, em especial o alelo HLA-DQ2, presente em 90% a 95% dos pacientes. Leva a sintomas como perda de peso, diarreia, má absorção, distensão abdominal e anemia, embora possa ser assintomática. Pacientes com DC possuem maior risco de serem acometidos por outras doenças autoimunes quando comparados com a população em geral. Sua associação com diabetes melito tipo (DM) já é estudada há anos, havendo, porém, discrepância quanto a real prevalência desta, sendo sugerido, inclusive, que seu desenvolvimento seria consequência do mau controle glicêmico. Objetivos: Determinar a prevalência de doença celíaca em pacientes com DM. Material e métodos: Durante os últimos 5 anos, pesquisou-se DC em todos os pacientes atendidos no nosso serviço, através da dosagem nos anticorpo antiendomísio, antigliadina IgG e antigliadina IgA. Eventualmente conseguiu-se biópsia intestinal. Considerou-se com DC aqueles pacientes que tiveram pelo menos (um) dos anticorpos positivos. Resultados: Foram analisados 48 pacientes com DM, dos quais 25 (52, %) eram do sexo feminino. A DC foi encontrada em 8 (6,7 %) pacientes, sendo 5 (62,5%) mulheres e 3 (47,9%) homens (p = 0,703). A média de idade dos pacientes com DC foi de 6,77 (± 7,3) anos versus 7,52 (± 9,8) anos (p = 0,952) daqueles negativos para a DC. A idade média do diagnóstico de DM foi de 9,28 (± 5,74) anos nos pacientes com DC, enquanto naqueles que não tinham foi de 9,73 (± 7,5) anos (p = 0,88). Também não foi encontrada relação entre doença celíaca e o tempo de evolução do DM [7,55 (± 2,45) anos nos que tinham DC versus 7,63 ( ± 5,6) anos (p = 0,43)]. Conclusão: Apesar de a literatura concordar que é alta a prevalência de DC na população portadora de DM, ainda existe dúvida sobre a magnitude dessa associação. Nesta população, teve-se prevalência relativamente grande, apesar de quase nenhum dos pacientes apresentarem sintomas. Sugeriram-se rastreamento em todos os pacientes com DM e a realização de estudos multicêntricos. S454

101 Resumo dos Pôsteres 067 Prevalência de hipercolesterolemia em pacientes com diabetes melito tipo atendidos em hospital-escola Ramos AJS, Rocha AM, Torres MRS, Loureiro RCC, Oliveira VG, Meneguesso AMA, Queiroz ADM, Medeiros GM, Santos SDR, Roncally G, Kim IC UFCG. Introdução: A prevalência de dislipidemia, sobrepeso e obesidade tem aumentado na população geral nos últimos anos. A intensificação da insulinoterapia nos pacientes com diabetes melito tipo (DM), resultando em melhor controle glicêmico, contribui para aumento da sobrevida. Associando tal fato ao aumento de sobrepeso, obesidade e dislipidemia nesses pacientes, é possível perceber que eles podem estar expostos a maiores riscos de desenvolver complicações acrovasculares, apesar de os fatores de risco não estarem completamente estabelecidos. Objetivos: Determinar a prevalência de hipercolesterolemia nos pacientes com DM atendido em hospital-escola. Métodos: Estudo transversal descritivo de pacientes do ambulatório de DM do Serviço de Endocrinologia do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande (PB), os quais responderam a questionário padronizado, com histórico familiar autorreferido pelo paciente ou por seu responsável. Os dados antropométricos foram obtidos à entrevista e os dados laboratoriais, colhidos de prontuários. Resultados: Foram analisados 2 pacientes com DM, com idade média de 8,72 (± 8,43) anos, média de idade ao diagnóstico de 9,7 (± 5,37) anos e tempo de diabetes de 9,0 (± 6,95) anos. Entre eles, 6,9% eram do sexo masculino. Hipercolesterolemia foi encontrada em 57,% dos pacientes, os quais possuíam idade média de 2,57 (± 9,08) anos (p = 0,073), média de idade ao diagnóstico de 9,9 (± 5,00) anos (p = 0,626) e tempo médio de duração do diabetes de 2,38 (± 7,48) anos (p = 0,007). O peso médio desses pacientes com alterações lipêmicas foi de 56,46 (± 23,90) kg (p = 0,23), a média do IMC foi de 2,89 (± 6,06) kg/m 2 (p = 07) e a dose média de insulina lenta por quilo de peso foi de,2 (± 0,58) U/kg (p = 0,06). Conclusão: Hipercolesterolemia foi achado frequente nos nosso pacientes com DM, tendo relação estatisticamente significativa apenas com a duração do diabetes. Idade dos pacientes e a dose de insulina lenta por quilo de peso tiveram apenas uma tendência à significância. Idade média, peso e IMC não tiveram relação significativa, o que pode ser explicado pela amostra pequena. É importante que estudos maiores sejam realizados, principalmente no sentido de determinar quais os fatores de risco cardiovascular. 068 Prevalência de osteoporose e fraturas vertebrais em mulheres pós-menopausa de acordo com renda familiar Neves AP, Accioly LV, Viégas MA, Bandeira L, Miranda AK, Bandeira F Divisão de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE e Centro de Osteoporose de Pernambuco, Recife. Introdução: A osteoporose tem alta prevalência em mulheres pós-menopausa em todo o mundo. Uma dieta com baixa ingestão de cálcio e vitamina D também constitui fator de risco importante. Na literatura internacional existem evidências de baixa escolaridade e renda associadas à osteoporose. Porém no Brasil ainda não existem dados sobre o assunto. Método: Foram analisadas 86 pacientes com 63,9 anos (± 8,3 anos), tempo de menopausa de 6,2 anos (± 8,6 anos) e com escore t:-,65 em coluna lombar e t:-,48 em colo do fêmur dos quais 23 (26,7%) apresentavam renda familiar até 5 salários mínimos, 6 (8,6%) entre 5 e 0 salários mínimos, e 47 (54,6%) apresentavam renda acima de 0 salários mínimos. Portanto, 39 pacientes (45,3%) tinham abaixo de 0 salários. Resultados: A prevalência de osteoporose na coluna lombar nas pacientes com renda até 2 salários foi de 46,6% (7/5). Nestas pacientes, 33% tinham osteoporose e 33%, osteopenia no colo do fêmur. No grupo acima de 0 salários, 2,2% tinham osteoporose e 57,4% tinham osteopenia no colo do fêmur. A prevalência de osteoporose em coluna lombar nas pacientes com renda abaixo de 0 salários foi de 6%, e esta diferença foi estatisticamente significativa (RP =,9, IC 95% =,-3,4; p = 0,02), quando comparadas às pacientes com renda superior a 0 salários mínimos que apresentaram uma prevalência de 27,7%. Nestas a prevalência de osteopenia na coluna lombar foi de 42,5%. A prevalência de osteoporose, no colo do fêmur, não foi estatisticamente diferente em relação aos dois grupos, assim, 27% das pacientes com renda abaixo de 0 salários e 2,3% com renda acima de 0 salários mínimos apresentaram osteoporose. Nas pacientes com renda abaixo de 0 salários, osteopenia foi encontrada em 28,2% na coluna lombar e em 50% no colo do fêmur. Em 86 pacientes que relataram a renda familiar e realizaram radiografias de coluna, a prevalência de fraturas vertebrais foi de 29,7% nas pacientes com renda abaixo de 0 salários e de 24,4% naquelas com renda acima de 0 salários mínimos. Essa diferença não foi estatisticamente significativa. Conclusão: Encontrou-se uma alta prevalência de osteoporose em pacientes com baixa renda familiar, em comparação com aquelas com alta renda. S455

102 Resumo dos Pôsteres 069 Prevalência de osteoporose em mulheres na pós-menopausa de acordo com a ingestão de cálcio Belfort PC, Magalhães KBS, Carvalho EKB, Marques TF, Bandeira C, Bandeira L, Bandeira F Unidade de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. Introdução: A osteoporose é caracterizada por diminuição de massa óssea, deterioração da microarquitetura do osso, com aumento de sua fragilidade e predisposição a fraturas. A baixa ingestão de cálcio na dieta tem sido relatada como fator de risco importante e potencialmente modificável para osteoporose. As recomendações oficiais são de.200 mg por dia de cálcio elementar para ambos os sexos na faixa etária de a 24 anos e de 800 mg por dia de 25 anos em diante. Após a menopausa, a ingestão de cálcio deve ser de.000 mg por dia na vigência de reposição estrogênica e.500 mg por dia em mulheres que não estão fazendo reposição hormonal. Este estudo mostra a prevalência de osteoporose em mulheres na pós-menopausa, com idade acima de 50 anos, de acordo com a ingestão de cálcio. Resultados: Foram avaliadas 627 mulheres, das quais foram excluídas aquelas que faziam uso crônico de corticoide e anticonvulsivantes, bem como as portadoras de doenças que afetavam o metabolismo ósseo. O tempo de menopausa foi de 6,2 ± 8,6 anos, e a idade foi de 63,9 ± 8 anos. A média da densidade mineral óssea (DMO) em coluna lombar foi de,00 ± 0,79 g/cm 2 (score T -,65) e em colo de fêmur foi de 0,80 +/- 0,57 g/cm 2 (score T -,48). A prevalência de osteoporose nas pacientes com ingestão de cálcio menor que 600 mg/dia foi de 26,8% em coluna lombar e de 6,9% em colo de fêmur. Nas pacientes com ingestão de cálcio maior que.000 mg/dia, das quais 95% estavam em suplementação de cálcio, a prevalência de osteoporose foi de 35,8% na coluna lombar e de 23,8% no colo de fêmur. Conclusão: A prevalência de osteoporose foi maior no grupo de mulheres com ingestão alta de cálcio, sugerindo que uma maior ingestão de cálcio só é recomendada quando já existe osteoporose e não mais precocemente para a prevenção. 070 Prevalência de osteoporose em mulheres na pós-menopausa em uso de antidepressivos e estatinas Miranda AK, Oliveira I, Saldanha LGS, Veras A, Rego D, Diniz ET, Bandeira F HAM SUS/UPE. Introdução: A osteoporose é uma doença caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração na microarquitetura do tecido ósseo, levando à fragilidade mecânica e predisposição a fraturas. Estudos demonstraram que a administração de estatinas em ratos induz a um aumento significativo da formação óssea. Esses dados reforçam a ideia de que essas drogas inibem a reabsorção e aumentam a formação óssea; contudo, os estudos relacionando-as à redução do risco de fraturas são conflitantes. Apesar da possível relação de depressão e osteoporose, não há evidências de que os antidepressivos afetem diretamente a massa óssea. Resultados: Foram estudadas 627 mulheres na pós-menopausa com idade acima de 50 anos, da Unidade de Endocrinologia do Hospital Agamenon Magalhães, que compareceram para avaliação médica rotineira. A média de idade foi de 63,9 ± 8,3 anos e o tempo de menopausa, 6,2 ± 8,6 anos. A prevalência de osteoporose foi de 28,8%, IC 95% = 25,8-33,0 (8/627 pacientes) na coluna lombar e de 8,8%, IC 95% = 5,8-22, (8/627 pacientes) no colo do fêmur. Quarenta e nove pacientes, de 627 (7,8%), usavam antidepressivos e 46/627 (7,6%) usavam estatinas. A prevalência de osteoporose em coluna lombar foi de 34,6% nas que usavam antidepressivos e 9,5% nas que usavam estatinas. No colo do fêmur a prevalência de osteoporose foi de 24,5% nas pacientes que usavam antidepressivos e 0,8% nas que usavam estatinas. Das 8/627 pacientes com osteoporose na coluna lombar, apenas 22% estavam em tratamento com bisfosfonatos e 8,2% estavam em reposição estrogênica, ou seja, apenas 30,2% estavam em tratamento para osteoporose. Embora a prevalência de osteoporose tenha sido maior no grupo que usava antidepressivos e menor no grupo em uso de estatinas, não houve diferença estatisticamente significativa em relação à prevalência de osteoporose. Conclusão: Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na prevalência de osteoporose em mulheres pós-menopausa que usavam estatinas ou antidepressivos. S456

103 Resumo dos Pôsteres 07 Prevalência de síndrome metabólica em pacientes atendidos em um Programa de Atenção Farmacêutica (AF) no município de Campina Grande, PB Leal AAF, Ramos AT, Medeiros CCM, Werner RPB, Santiago JS, Santos RM, Cardoso AS, Gonzaga NC UEPB. Introdução: A síndrome metabólica (SM) é definida como um conjunto de fatores clínicos e laboratoriais alterados, associados a um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de diabetes melito tipo 2. Os componentes adotados para sua definição são obesidade abdominal, pressão arterial sistêmica elevada, hiperglicemia, hipertrigliceridemia e redução do HDL-c. De acordo com o National Cholesterol Education Program Adult Treatmen Panel III (NCEP-ATP III), o diagnóstico de SM é confirmado com a presença de no mínimo três dos cinco componentes citados. Objetivos: Avaliar a prevalência de SM em pacientes do Programa de Atenção Farmacêutica (AF), atendidos em um serviço de saúde pública da cidade de Campina Grande, PB. Material e métodos: O estudo, de caráter transversal e com uma abordagem quantitativa, foi realizado entre janeiro e março de Foram coletados dados sociais (idade e sexo), antropométricos (peso, estatura e circunferência abdominal), clínicos (pressão arterial) e laboratoriais (glicemia de jejum, triglicérides e colesterol total e frações). Os dados foram tabulados no Programa SPSS 7.5. Resultados: Dos 88 pacientes, participantes do Programa de Atenção Farmacêutica (AF), 35 (39,8%), sendo 3 do gênero feminino (88,6%) e 4 (,4%) do gênero masculino, participaram da pesquisa. A média de idade foi de 63,5 anos (± 0,8). A prevalência de síndrome metabólica ocorreu em 22 (62,9%) dos participantes. A frequência de cada componente da SM está demonstrada na tabela. Conclusão: Observou-se alta prevalência de SM na população estudada. Fazem-se necessárias medidas terapêuticas adequadas, com particular ênfase para a promoção de estilos de vida saudáveis, com o objetivo de retardar ou evitar problemas futuros como doenças cardiovasculares e diabetes. Tabela. Frequência de componentes da síndrome metabólica em pacientes do Programa de Atenção Farmacêutica (AF), atendidos em um serviço de saúde da cidade de Campina Grande, PB Componentes Valores de referência segundo o NCEP-ATP III n pacientes com 3 ou mais parâmetros alterados % HDL-c Homens Mulheres < 40 mg/dl < 50 mg/dl 22 00% Glicemia de jejum 0 mg/dl 6 27,3% Pressão arterial 30 mmhg ou 85 mmhg 2 54,5% Triglicerídeos 50 mg/dl 20 90,9% Obesidade abdominal Homens Mulheres > 02 cm > 88 cm 8 8,8% 072 Prevalência do pé diabético nos pacientes atendidos na emergência de um hospital público terciário de Fortaleza Paula WG, Barroso FAC, Bona SF, Barbosa MAF, Ferraz TMBL, Barbosa NMRF Hospital Geral de Fortaleza. O diabetes melito (DM) é uma doença de importância crescente em saúde pública. O pé diabético é uma das mais mutilantes complicações crônicas do DM, com grande impacto socioeconômico, justificando o interesse no incremento das publicações ainda escassas. Nosso objetivo é identificar os pacientes portadores de pé diabético no setor de emergência de um hospital terciário e descrever os fatores de risco associados, dados epidemiológicos e a classificação das lesões existentes segundo Wagner. Realizou-se um estudo transversal, retrospectivo, descritivo, por análise de prontuários dos pacientes atendidos com diagnóstico de pé diabético entre julho a setembro de Neste período, foram atendidos mil seiscentos e trinta e um (n =.63) pacientes no setor de emergência do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), sendo 67 (4,%) pacientes portadores de pé diabético. Sessenta e sete pacientes participaram do estudo, sendo 32 do sexo masculino e 35 do sexo feminino. A idade variou entre 4 e 96 anos. Quarenta e três (64,2%) pacientes possuíam informações sobre complicações crônicas do DM no prontuário, destes, nove (20,9%) tinham nefropatia, trinta e seis (83,7%) doença arterial periférica (DAP), doze (27,9%) doença cardiovascular (DCV), vinte e um (48,8%) doença arterial coronariana (DAC) e dois (4,7%) neuropatia. Quanto ao estadiamento das lesões, três (4,5%) apresentaram lesão grau 2, seis (9,0%) lesão grau 3, trinta e oito (56,7%) lesão grau 4 e vinte (29,8%) lesão grau 5. Quanto ao tipo de tratamento instituído, sessenta e cinco (97%) foram tratados cirurgicamente e apenas dois (3%) clinicamente. A presença de DCV foi significativamente maior nos pacientes do sexo feminino portador de pé diabético (47,6% vs. 9,%, p = 0, 007). A prevalência de pé diabético em nosso estudo foi de 4,%, concordando com a literatura. Cerca de 20% das úlceras de pé em diabéticos ocorrem devido à presença de DAP, concordante com este estudo. A DCV apresentou elevada prevalência em associação com o pé DM. As lesões mais frequentes foram as de grau 4, semelhante a dados de literatura. As consequências às quais o pé diabético podem trazer tornam importante priorizar sua prevenção, dando ênfase à otimização do atendimento primário dos diabéticos. S457

104 Resumo dos Pôsteres 073 Prolactinoma gigante extremamente invasivo exibindo efeito Hook e com rápida resposta ao uso de cabergolina Marques TF, Andrade LD, Azevedo MM, Saldanha LGS, Bandeira F, Griz L Unidade de Endocrinologia e Metabologia, HAM SUS/UPE. Introdução: Prolactinomas gigantes ( 4 cm) são tumores raros caracterizados por elevada capacidade de invasão e agressividade e níveis de prolactina acima de.000 ng/ml. Podem exibir o efeito Hook, que consiste em níveis falsamente baixos de prolactina, pela inabilidade do ensaio em quantificar o hormônio quando em excesso. A terapia inicial de escolha envolve o uso de agonista dopaminérgico, ficando o tratamento cirúrgico reservado aos casos que geram sintomas neurológicos. Relato de caso: Paciente, 42 anos, feminina, apresentando amenorreia, galactorréia, perda visual progressiva à direita e hemiparesia braquiofacial à esquerda, encaminhada pelo serviço de neurocirurgia de outro hospital para acompanhamento pós-operatório de tumoração de 7 cm, cística-sólida, localizada em região selar, com dosagem de prolactina préoperatória de 34 ng/dl e tratada cirurgicamente por gerar sinais e sintomas neurológicos. A dosagem de prolactina após diluição evidenciou o efeito Hook clássico, com valor de ng/ml e a ressonância nuclear magnética, realizada após o tratamento cirúrgico, mostrou persistência de tumoração selar de 3,6 x,8 cm. Iniciou tratamento clínico com,5 mg semanal de cabergolina evoluindo, após 6 meses, com prolactina diluída de 3 ng/dl e redução da tumoração para 3,0 x,8 cm, demonstrando uma rápida resposta ao tratamento clínico. Conclusão: Este caso ilustra a ocorrência do efeito Hook em prolactinoma gigante, associado a uma rápida resposta ao tratamento com cabergolina. 074 Pseudo-hipoaldosteronismo tipo : relato de caso Sanjad MR, Andrade FA 2, Najar HC, Correa CA, Leite RBS, Purish S CLEM-SCBH. 2 CLEM-SBH. Introdução: Pseudo-hipoaldosteronismo tipo é uma condição caracterizada por resistência renal ou sistêmica à ação da aldosterona, de herança autossômica dominante ou recessiva, respectivamente. É uma doença rara, que se manifesta no período neonatal, como severa desidratação, hiponatremia, hipercalemia e acidose metabólica, clínica bastante semelhante à hiperplasia adrenal congênita. Relato de caso: Relatou-se um caso, de um recém-nascido, sexo masculino, com 22 dias de vida, com quadro de desidratação grave, hiponatremia, com sódio de 8, hipercalemia, com potássio de 8,2 e acidose metabólica. Em razão da suspeita clínica de hiperplasia adrenal congênita forma perdedora de sal, foi solicitada a dosagem de 7-hidroxiprogesterona e, considerando a gravidade do paciente, iniciado prontamente tratamento com hidrocortisona 0 mg/m 2 e fludrocortisona 0, mg. Entretanto, o paciente continuou evoluindo com episódios recorrentes de desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos, apesar do uso adequado e aumento progressivo das doses das medicações. A concentração sérica da 7-hidroxiprogesterona foi normal, de 2,06 ng/ml (valor de referência: 0,97 34,). Suspeitou-se, então, de resistência à aldosterona. Os valores séricos de renina encontravam-se elevados: 43,5 μui/ml (valor de referência: 2,8 a 39,9), bem como os de aldosterona: 5,5 nanog/dl (valor de referência:,0 a 6), confirmando o diagnóstico de pseudo-hipoaldosteronismo tipo. O paciente respondeu bem à suplementação de sal, 6 g por dia, e resinas de troca iônica, com correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e desidratação. Conclusão: Em recém-nascidos com síndrome perdedora de sal e ausência de resposta à terapia com corticoide, questiona-se o diagnóstico de hiperplasia adrenal congênita, sendo importante o diagnóstico diferencial com pseudo-hipoaldosteronismo tipo. As dosagens de 7-hidroxiprogesterona, renina e aldosterona plasmáticas diferenciam entre essas duas patologias, evitando tratamento desnecessário com corticoides e atraso no diagnóstico. 075 Puberdade precoce central associada a glioma óptico em portador de neurofibromatose tipo Doença de von Recklinhausen Souza RF, Silva JA, Cruz FCL, Fraga TS, Borba RSM UFAL. Introdução: A neurofibromatose tipo (NF-) é uma doença autossômica dominante que afeta cerca de : indivíduos, com penetrância de quase 00% e a expressividade é altamente variável. Foi descrita em 882 por von Recklinghausen e caracteriza-se em 90% dos casos por múltiplas manchas café-com-leite e neurofibromas.uma das características mais marcantes da NF- é a variabilidade das manifestações clínicas. As desordens endocrinológicas foram relatadas em aproximadamente % a 3% de todos os pacientes. Puberdade precoce pode ocorrer, particularmente associada a tumores do quiasma óptico. Objetivo: Relatar os aspectos clínicos e evolutivos de puberdade precoce central secundária a um glioma óptico em menino portador de neurofibromatose tipo. Métodos: PHGF, sexo masculino, 5 anos e 2 meses, aparecimento de ereções penianas frequentes, aumento do volume testicular, desde os 4 anos e 6 meses, evoluindo posteriormente com aumento da velocidade de crescimento. Ao exame físico, encontrava-se com estatura de 22 cm (> 3DP), peso 29, kg (> 3DP), PA: 00 x 60 mmhg, volume testicular de 0 ml, estadiamento puberal G3P2 (Tanner) e várias manchas café-com-leite com bordas regulares em algumas regiões do corpo. Aprendizado normal e não apresentava deformidades esqueléticas. A mãe apresentava manchas café-com-leite pelo corpo associadas a neurofibromas cutâneos. Resultados: A avaliação laboratorial e radiológica evidenciou idade óssea de 0 anos segundo Greulich-Pyle, testosterona: 2.63 pg/ml; LH:,45 mui/ml; teste do GnRH: resposta puberal; restante do perfil hormonal e dos achados hematológicos normais. Ressonância nuclear magnética da sela túrcica: aspectos compatíveis com glioma hipotalâmico quiasmático; campimetria e audiometria normais; exame oftalmológico: presença de nódulos de Lisch. Conclusão: Em crianças portadoras de NF-, puberdade precoce é provavelmente o mais frequente distúrbio endócrino e, na sua maioria, atribuída ao envolvimento da região hipotalâmica (SNC) geralmente por tumores, sendo o mais comumente encontrado o glioma do tracto óptico. O diagnóstico precoce dessa patologia é de fundamental importância em razão da variabilidade de manifestações clínicas e de sua associação com hipertensão arterial e uma variedade de tumores benignos e malignos. S458

105 Resumo dos Pôsteres 076 Púrpura trombocitopênica autoimune induzida por propiltiouracil Andrade LD, Marques TF, Gondim F, Viégas MA, Salgado C, Bandeira F UPE. Introdução: O propiltiouracil é frequentemente usado no tratamento da doença de Graves, tendo como evento adverso raro a trombocitopenia, que ocorre em menos de % dos pacientes. O grande dilema diagnóstico é diferenciar a plaquetopenia decorrente da autoimunidade da doença, ocasionada pela terapêutica. Caso clínico: Paciente 48 anos, feminino, portadora de doença de Graves, há 4 anos em uso de propiltiouracil (PTU) 600 mg/dia. Iniciou de forma aguda, em 7/9/09, petéquias em tronco e membros, associadas a epistaxe. Em 0/9/08: plaquetas = 5000, Hb = 4,3, com Coombs direto e indireto negativo. Suspenso o PTU, realizadas transfusão plaquetária e pulsoterapia com metilprednisolona g por 3 dias e mantido prednisona 80 mg/dia. Mielograma /9/08: hiperplasia megacariocítica, com plaquetogênese diminuída. Em 30/9/09: plaquetas = 8000, T3T = 52,, T4L =,54, TSH = 0,407, anti-tpo = 40,9 e antirreceptor de TSH-TRAB < %. USG de tireoide em 29/9/08: tireoide heterogênia, difusamente aumentada, sem nódulos. Em 7/0/08: plaquetas = Em 9/0/08: T4L =,36 e TSH = 0,830. Iniciado desmame de corticoterapia e mantida a paciente sem PTU. Ela não foi encaminhada para iodoterapia porque se manteve eutireoidea após a suspensão do PTU. Conclusão: este caso ilustra um efeito colateral raro do propiltiouracil. 077 Raquitismo hipofosfatêmico: relato de caso Bezerra IH, Araújo J, Gomes B, Santana B, Schuler TA, Moura E, Arruda MJ, Vilar L 2, Mendes ACS Unidade de Endocrinologia Pediátrica, HC-UPE. 2 Unidade de Endocrinologia, HC-UPE. Introdução: Raquitismo hipofosfatêmico familiar é uma desordem genética de herança dominante ligada ao X, sendo a forma mais prevalente de raquitismo hereditário, com incidência de : nascimentos. Descrição do caso: AMSSR, natural e procedente de Vitória de Santo Antão, PE, 2 anos e mês, encaminhada para avaliação de baixa estatura e alterações ósseas. Peso e tamanho ao nascer normais, DNPM normal, alimentação adequada, sem relato de doenças. História de baixa estatura na família materna. Exame físico: peso 0 kg (< p5), estatura 7, cm (< p5), deformidade de ossos longos de membros superiores (cúbito valgo) e membros inferiores (geno varo), com alargamento de epífises. Radiografia de ossos longos: alargamento de epífises, com irregularidade em bordas e rarefação óssea. Exames laboratoriais: 25- diidroxivitamina D = 47,5 ng/ml, fosfatase alcalina = 652 U/L, cálcio = 0,3 mg/dl, fósforo =,9 mg/dl, PTH = 36, pg/ml, taxa de reabsorção renal de fosfato = 77,9%. Com os dados clínicos e laboratoriais, a conclusão diagnóstica foi de raquitismo hipofosfatêmico, sendo mais provável a forma familiar ligada ao X. Discussão e conclusões: O raquitismo hipofosfatêmico familiar clássico é causado por mutação com perda de função do gene PHEX. O quadro clínico é de baixa estatura e deformidades ósseas que se desenvolvem com início da marcha. Fosfatemia reduzida, fosfatase alcalina elevada, calcemia normal e diminuição da taxa de reabsorção renal de fósforo com consequente fosfatúria aumentada são os achados laboratoriais. Os dados clínicos, radiológicos e laboratoriais do caso apresentado são consistentes com a descrição da literatura. A pesquisa da mutação no gene PHEX seria útil para a confirmação diagnóstica. 078 Relação de função tireoidiana (TSH) e concentrações séricas de CPK Lima JG, Nóbrega LHC, Nóbrega MLC, Sousa AGP, Nunes A, Silva MAO, Baracho MFP, Viana LSAA, Gomes LS UFRN. Introdução e objetivo: Miopatias podem ocorrer no hipotireoidismo (mesmo na fase subclínica), apresentando-se como mialgias, fraqueza muscular, câimbras e, raramente, rabdomiólise. Podem ocorrer de forma espontânea ou desencadeadas por exercício físico ou medicações. Laboratorialmente, pode-se avaliar por meio da medição de enzimas musculares, entre elas, a creatinofosfoquinase (CPK). O objetivo do trabalho é avaliar se a função tireoidiana (mensurada por intermédio do TSH) tem alguma interferência nas concentrações séricas de CPK. Metodologia: Foram avaliadas dosagens séricas de TSH e CPK de.592 pacientes que foram divididos em 3 grupos de acordo com os níveis de TSH (Grupo, TSH < 0,4; Grupo 2, TSH 0,4 4; Grupo 3 TSH > 4). Dados clínicos (sintomas) não foram analisados. Resultados: Correlação entre TSH e CPK, medida pelo coeficiente de Pearson (r), não foi significante em nenhum dos três grupos, porém observou-se que valores mais elevados de TSH tenderam a apresentar valores mais elevados de CPK, conforme tabela abaixo. Conclusão: Pacientes com valores mais elevados de TSH tendem a apresentar valores mais elevados de CPK. Chamou-se a atenção da importância de se avaliar a função tireoidiana em situações em que a presença de hipotireoidismo possa agravar ou predispor a lesão muscular, como em pacientes em uso de estatinas, anticoagulantes, aspirina, dexametasona, furosemida etc. Tabela. Valores de TSH e creatinofosfoquinase (CPK) de acordo com os grupos TSH CPK Grupo (n = 46) 0,6 + 0, 95,2 + 5 Grupo 2 (n = 302),76 + 0,8 20,9 + 8 Grupo 3 (n = 44) 7, + 5,6 30,+ 29 p (Anova) < 0,00 < 0,00 S459

106 Resumo dos Pôsteres 079 Remissão de doença de Paget poliostótica com uso de ibandronato oral em um paciente com pobre resposta ao risendronato e pamidronato GondimF, Coutinho MAP, Oliveira I, Vasconcelos RS, Bandeira L, Diniz ET, Bandeira F Divisão de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. Introdução: Os bisfosfonatos são considerados tratamento de primeira escolha para doença de Paget (DP). O pamidronato usado via parenteral (EV), na dose única de 60 mg, induz a remissão da remodelação óssea em 60% a 70% dos pacientes em casos de pouca atividade. O risendronato na dose de 30 mg/dia via oral (VO) por 2 meses leva à normalização da fosfatase alcalina (FA) em 73% dos pacientes comparado a 5% do etidronato, atingindo 53% de remissão após 6 meses de suspensão. O ibandronato tem sido usado em dose única de 2 mg EV, porém exitem poucos estudos que avaliaram essa via de administração e não há relatos sobre sua utilização por VO. Relato de caso: GAC, sexo masculino, 78 anos, com diagnóstico de doença de Paget poliostótica em 2002, fez tratamento com risendronato durante 6 meses. Após perder acompanhamento, foi novamente internado em 2005 com piora da sintomatologia e marcadores bioquímicos elevados. Recebeu 2 doses de pamidronato 90 mg no intervalo de 5 dias e mais 2 doses adicionais 6 meses depois. Em 2007, foi reavaliado bioquimicamente quando foi constatada redução parcial da FA e C-telopeptídeo (CTX). Fez uso de ibandronato VO 50 mg/mês durante 6 meses, sendo atingida remissão na avaliação após 4 meses de tratamento. Conclusão: Este caso demonstra a eficácia do ibandronato VO na remissão da DP a longo prazo. Tabela. Marcadores bioquímicos * Valores de referência: 59 a 679 pg/ml ** Valores de referência: 38 a 26 U/L ¹ Após 2 meses de suspensão do pamidronato ² Após 6 meses de suspensão do ibandronato ³ Após 4 meses de suspensão do ibandronato 080 Remissão prolongada da doença de Paget com uso do ibandronato oral Coutinho MAP, Saldanha LGS, Neves AP, Andrade LD, Griz L, Bandeira ME, Bandeira F Divisão de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE e Centro de Osteoporose de Pernambuco, Recife, PE. Introdução: A doença de Paget ou osteíte deformante é uma doença comum que se caracteriza por uma ou mais lesões ósseas que apresentam uma alta renovação óssea associada a uma formação osteoide desorganizada ocasionando ossos fracos, vascularizados e deformados. Quando se deseja uma remissão prolongada, usam-se como drogas de escolha os bifosfonatos parenterais. Este caso relata o uso do ibandronato oral em uma paciente com doença de Paget alcançando uma remissão prolongada. Casos clínicos: Paciente com 68 anos apresentando dor em MMII há 0 anos (principalmente à esquerda) exacerbada à ortostase prolongada e melhorando com o repouso. Apresentava também deformidade em perna esquerda (curvatura) referindo piora da dor um ano antes. Não referia traumas e fraturas. Há 4 anos apresentou quadro de dor gengival e mandibular, sendo submetida a exodontia total e posterior enxerto em gengiva superior (desde essa ocasião, com dor maxilar e mandibular). Há 3 anos iníciou hipoacusia, sendo-lhe prescrito aparelho auditivo. Apresentava cintilografia óssea com hipercaptação do radiofármaco em /3 médio-distal em tíbia esquerda, aumento discreto da concentração do radiofármaco em ombros, articulações esternoclaviculares, coluna torácica, sacroilíacas e joelhos, além de alterações em tíbia esquerda. Fez uso de ibandronato oral 50 mg mensal durante 3 meses a partir de maio de 2007, apresentando os seguintes exames pre-tratamento: PTH = 29,5 ng/ml (2-65 ng/ml); vitamina D = 29,5 pg/ml (> 25 pg/ml) e fosfatase alcalina = 260U/L (38-26U/L). Ocorreu resposta dos marcadores ósseos com normalização da fosfatase alcalina até a presente data (55U/L em 6/4/2008; 52U/L em 2/7/2008 e 59U/L em 4/3/2009). Conclusão: Este caso ilustra a eficácia do ibandronato oral a longo prazo na doença de Paget óssea. 08 Resultados da cirurgia no hiperparatiroidismo primário Vilar L, Campos R 2, Gusmão A 2, Leal E 2, Canadas V 2, Moura L 2, Arahata C 2, Agra R 2, Arruda MJ 2, Pontes L 2, Montenegro L 2 Serviço de Endocrinologia do HC-UFPE. Centro de Diabetes e Endocrinologia de PE. 2 Serviço de Endocrinologia do HC-UFPE. Introdução: A cirurgia é o tratamento de escolha para hiperparatiroidismo primário (HPTP), curando até 98% dos pacientes. No entanto, segundo dados da literatura, 8% a 40% dos pacientes considerados curados podem se apresentar com variados graus de elevação dos níveis do PTH após a cirurgia. Tal achado pode ser transitório ou permanecer por até quatro anos ou mais. Deficiência de vitamina D ou resistência renal a -alfa hidroxilação da 25(OH)D3 mediada pelo PTH são possíveis fatores causais. Objetivo: Avaliar a eficácia da cirurgia no HPTP. Pacientes e métodos: 25 pacientes com HPTP submetidos à paratiroidectomia e acompanhados, em dois serviços de Recife, por 3 a 5 anos. Resultados: Normalização da calcemia ocorreu em todos os pacientes dentro de alguns dias após a cirurgia, enquanto níveis persistentemente elevados do PTH (85 a 8 pg/ ml; VR: 0-65) foram observados em 6 pacientes (24%). Dois desses pacientes tinham valores de 25 (OH) D3 < 20 ng/ml (caracterizando a deficiência de vitamina D). Com a reposição dessa vitamina, houve normalização do PTH. Em 2 pacientes, o PTH normalizou-se espontaneamente dentro de 6 meses a ano após a cirurgia. Finalmente, dois pacientes ainda persistiam com níveis de PTH entre 82 e 36 pg/ml (VR: 0-65), 2 a 4 anos após a cirurgia, mantendo sempre valores normais de cálcio sérico e urinário. Conclusão: Nesta casuística, a cirurgia foi 00% eficaz em prontamente reverter a hipercalcemia mas os níveis de PTH permaneceram persistentemente elevados em um pequeno número de pacientes. S460

107 Resumo dos Pôsteres 082 SICI Sistema de infusão contínua de insulina (bomba) e a aplicabilidade de uma abordagem protocolada no SUS, DF: avaliação preliminar Pedrosa HC, Miranda LG, Prado FA, Santana CM, Lauand TCG, Dolácio N, Saigg MA Setor de Endocrinologia e Diabetes HRT, Brasília, DF. Introdução: As bombas de insulina começaram a ser usadas na década de 970 e durante o DCCT, quando 42% dos pacientes usaram esses sistemas de infusão contínua (SICI). Sabem-se dos ganhos dessa modalidade terapêutica: o manejo agressivo da variabilidade glicêmica diminui significativamente o desenvolvimento e a progressão das complicações do diabetes (DM). No entanto, o SICI não consta do elenco terapêutico disponibilizado pelo SUS e há, ainda, um despreparo para uma indicação precisa. Diante disso, os usuários buscam sua obtenção mediante medidas judiciais (MJ) via Ministério Público. Objetivo: Avaliar a aplicabilidade de um protocolo de inclusão para uso de SICI no tratamento de DM tipo por um período de 3 meses e implementação de um Ambulatório de SICI no Setor de Endocrinologia e Diabetes do Hospital Regional de Taguatinga (SED-HRT-SES-DF), segundo as Diretrizes da SBD (2008) e ADA (2004). Pacientes e métodos: Após assinatura do termo de comprometimento livre e esclarecido, avaliaram-se os seguintes critérios: presença de medida judicial junto a SES/DF, realização de teste drive com um dos fabricantes, falha ao uso de esquemas prévios de insulinoterapia, persistente mau controle registrado pelas últimas ACs, hipoglicemias severas ou despercebidas, e outras situações como gestantes diabéticas, histórico de bulimia, nefropatia ou hepatopatia crônica. Após esse período, observou-se que a maioria dos pacientes apresentou uma redução significativa dos episódios de hipoglicemia severa, sendo que dos oito pacientes que preencheram os critérios preconizados pelo protocolo, 25% apresentaram melhora dos episódios hipoglicêmicos, porém sem alteração da AC, enquanto 62,5% reduziram a AC, sendo 50% maior que 0,5%. Conclusão: A avaliação preliminar mostrou que o Ambulatório de SICI é exequível no SUS, a partir de uma abordagem protocolada, facilitando a execução de MJs, direcionando essa disponibilidade terapêutica de modo coadunado aos critérios técnicos referendando por instituições científicas nacional e internacional. 083 Síndrome de Maffucci associada a adenoma hipofisário e hiperprolactinemia Barros FAS, Carvalho MMD, Montenegro APDR, D Alva CB, Martins MRA, Quidute ARP, Fontenele EGP UFC. Introdução: A síndrome de Maffucci é uma displasia mesodérmica congênita rara, não hereditária, caracterizada pela concomitância de múltiplos encondromas, hemangiomatose e fleboectasias, que acometem principalmente as extremidades e de forma assimétrica. Até 2007, cerca de 209 casos já foram relatados. Manifesta-se em geral a partir dos 4 anos de idade e está usualmente associada ao desenvolvimento de neoplasias malignas de origem mesodérmica. Como os estudos citogenéticos ainda são limitados, sua etiologia permanece indefinida até o momento. A associação a neoplasias ectodérmicas, tais como adenomas hipofisários, de paratireoide e de córtex adrenal, é observada menos comumente. Relato do caso: Paciente do sexo feminino, 9 anos, portadora de síndrome de Maffucci diagnosticada aos 5 anos de idade, era acompanhada em hospital de pediatria quando aos 6 anos passou a apresentar um quadro de cefaleia tipo migrânea, relato de galactorreia aos 2 anos, sem irregularidade menstrual. Foi encaminhada ao ambulatório de endocrinologia do HUWC-UFC, sendo constatados prolactina = 42 ng/ml e microadenoma hipofisário (0,4 cm) por ressonância magnética (RM). Em março de 2009, por mudança importante do padrão da cefaleia associada a vômitos diários, hemianopsia temporal bilateral, a paciente foi internada para investigação e controle dos sintomas. à admissão os exames revelaram: prolactina = 55, ng/ml; IGF-I = 486 ng/ml, GH basal = 2,02 ng/ml, cortisol basal = 26,6 µg/dl, LH = 2,79 mui/ml, FSH = 3,5 mui/ml, TSH = 2,6 µui/ml, T4-livre = 0,88 ng/dl. A RM evidenciou aumento da lesão hipofisária, 3,2 x,5 x,3 cm, compressão do quiasma óptico e invasão do seio cavernoso direito. Iniciados cabergolina na dose 0,5 mg duas vezes por semana e tratamento profilático para cefaleia crônica, com melhora significativa do quadro clínico e normalização da prolactina após terceira dose de cabergolina. Conclusão: Embora os níveis de prolactina sugerissem tratar-se de adenoma não funcionante com hiperprolactinemia secundária à compressão de haste hipofisária, a rápida resposta clínica e laboratorial levanta a hipótese de um prolactinoma pouco secretor. De acordo com dados da literatura este é o oitavo caso de síndrome de Maffucci associado a adenoma hipofisário. Enfatiza-se que os pacientes com essa doença estão sob um risco mais elevado para tumores intracranianos, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento clínico regular desses pacientes. 084 Síndrome de Prader-Willi associada à osteoporose e à alta estatura Coutinho MAP, Andrade LD, Neves AP, Veras A, Camargo K, Bandeira C, Thé AC, Bandeira F Divisão de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE e Centro de Osteoporose de Pernambuco, Recife, PE. Introdução: A síndrome de Prader-Willi (SPW) ocorre devido a uma ausência de expressão dos genes ativos paternos do braço longo do cromossomo 5 e caracteriza-se por uma hipotonia na infância e atraso ou ausência nas características sexuais secundárias posteriormente. Baixa estatura e hipogonadismo estão geralmente presentes na vida adulta. Osteoporose e alta estatura são raramente encontradas. Este caso relata um paciente com SPW apresentando osteoporose e alta estatura. Casos clínicos: Paciente com diagnóstico de hipogonadismo hipogonadotrófico e com níveis de cortisol, prolactina e função tireoideana normais. Apesar da alta estatura, ele apresentava olhos em amêndoa, redução do diâmetro bitemporal, micropênis, ausência de características sexuais secundárias masculinas. A RNM de crânio mostrou resultado normal. A densitometria óssea de coluna lombar e colo do fêmur mostrou osteoporose em coluna lombar (Z-score de -2,9) e um ganho de massa óssea em colo do fêmur (Z-score de +,7). A DXA de rádio distal a 33% (no intuito de avaliar osso 00% cortical) mostrou uma massa óssea de 00%. Estradiol de 25,4 pg/ml (3,5 a 59,5 pg/ml), LH < 0,0 mui/ml (,7 a 8,6 mui/ml), FSH de 0,72 mui/ml (,5 a 2,4 mui/ml). Foi instituída terapêutica com reposição hormonal (durateston) após avaliação prostática. Conclusão: Este caso ilustra uma apresentação rara da síndrome de Prader-Willi. S46

108 Resumo dos Pôsteres 085 Surgimento de mixedema pré-tibial em paciente após 0 anos de doença de Graves descompensada Azevedo MM, Vasconcelos RS 2, Oliveira I 2, Viégas M 2, Bandeira MP 2, Rêgo D 2, Bandeira F 2 Hospital Oswaldo Cruz. 2 HAM SUS/UPE. Introdução: Mixedema localizado ou dermopatia infiltrativa é uma manifestação rara da doença de Graves. Ocorre em aproximadamente 5% dos pacientes com doença de Graves, muitos dos quais são idosos. Pouco se sabe sobre a ocorrência de mixedema pré-tibial durante o curso da doença. Relato de caso: Paciente de 43 anos, do sexo masculino, atendido no ambulatório da Unidade de Endocrinologia do Hospital Agamenon Magalhães com queixas de astenia, perda de peso, polifagia, palpitações, sudorese excessiva e tremor de extremidades. Relatava ser portador de hipertireoidismo há 5 anos, em uso de tapazol também há 5 anos e sem nunca ter atingido controle efetivo de sintomas e de função tireoideana. Relata surgimento de edema de membros inferiores bilateral, simétrico, duro, fixo e progressivo há cinco anos. Ao exame físico, bócio volumoso, difuso, de consistência elástica, com ausência de nódulos, sopro ou frêmito. Evidenciada presença de oftalmopatia de Graves grau III. Nos membros inferiores, observou-se edema duro (ausência de formação de cacifo), simétrico, de intensidade 2+/4+, associado à alteração de textura de pele, que se encontrava mais espessada e hipercrômica. Não apresentava varizes em membros inferiores. A função tireoideana mostrou TSH < 0,004 μiu; T4 livre de 4,7 ng/dl; T3 total de 307 mg/dl. A avaliação cardiológica realizada com ECG e ECO afastou cardiopatia e exames laboratoriais também afastaram nefropatia e hepatopatia. O paciente foi tratado com 20 mci de iodo 3 e realizada corticoterapia uma semana antes e após o tratamento com radioiodo para prevenir piora da oftalmopatia. Conclusão: O caso descrito ilustra uma manifestação extratireoideana rara da doença de Graves, associada ao longo tempo de evolução de doença sem tratamento efetivo. 086 The role of cabergoline in the management of Cushing s disease Vilar L, Arahata C, Arruda MJ, Agra R, Pontes L, Montenegro L, Moura e Silva L Centro de Diabetes e Endocrinologia de PE. Introduction: The role of dopamine agonists in the management of Cushing s disease is not fully established yet. Objective: To evaluate the efficacy of cabergoline in patients with Cushing s disease not cured by transsphenoidal surgery (TSS). Patients and methods: 2 patients with Cushing s disease not cured by TSS underwent treatment with cabergoline for at least 6 months. The dose was gradually increased from of 0.5 mg/week to mg twice weekly. If normalization of urinary free cortisol (UFC) levels did not occurred at this dose, a further increase up to.5 mg twice weekly was performed. None of the patients had hyperprolactinemia. Results: Normalization of UFC levels occurred in 3 patients (25%) at doses ranging from 2 3 mg (mean ± SD, 2.5 ± 0.5), whereas reduction ranging from 5% to 73% was found in the remaining. Cabergoline was well tolerated and no patients had to interrupt the treatment. Conclusion: Our findings demonstrate that cabergoline may be helpful for some patients with Cushing s disease not cured by surgery. 087 Tireoidite de Quervain como causa de febre de origem indeterminada: relato de caso Nóbrega MBM, Florentino AVA, Lauro GP, Almeida KR, Gouveia MSA, Colares VNQ FCM, CG. Tireoidite subaguda, ou de Quervain, é uma rara inflamação tireoideana, provavelmente de etiologia viral. Achados clínicos incluem tireoide dolorosa associada à hipertireoidismo, podendo anteceder-se queixas do trato respiratório superior, astenia, mialgia e febre. Exames complementares revelam supressão dos níveis de TSH, elevação do VSH na maioria dos casos e baixa captação de iodo radioativo pela glândula. Febre de origem indeterminada (FOI) é a presença de temperatura axilar acima de 37,8ºC em várias ocasiões, pelo tempo mínimo de três semanas, mantendo-se sem causa aparente após uma semana de investigação. A tireoidite de Quervain é uma causa rara que deve ressaltar-se no diagnóstico da FOI, sendo raros os registros na literatura. Relatou-se um caso de tireoidite de Quervain, cursando com FOI. Relato de caso: SIG feminina, 29 anos, queixa de dor de garganta e febre entre 38ºC-39ºC há 2 dias e perda de 3 kg. Procurou otorrinolaringologista com prescrição de nimesulida e azitromicina, porém a febre não cedeu. Iniciou-se investigação para FOI, sendo afastadas demais causas infecciosas. Ao exame, tireoide moderadamente dolorosa, aumentada de volume e consistência firme. O VSH 6 mm (0-20), TSH 0,004 µui/ml, T4 livre 5,6 ng/dl (0,7-,8), AC anti-tpo < 0 ui/ml (< 35), TRAB de 5,0 u/l (0-0). À ultrassonografia, tireoide apresentou contornos irregulares, heterogênea, medindo 22 cm³ (até 5), e à cintilografia com I3, baixa captação. Prescreveu-se betabloqueador e prosseguiu-se na investigação. Após seis semanas a febre cedeu e com 2 semanas o valor do TSH apresentava-se 3,8 µui/ml (0,3 4,0), T4 livre 0,64 ng/dl (0,7 -,8), T3 total 92,4 ng/dl (60 80). Após um ano, paciente encontra-se assintomática, eutireoideana e com tireoide normal à ultrassonografia. Comentários: A tireoidite subaguda é raramente suspeitada quando VSH encontra-se dentro dos limites da normalidade e pouco cursa com FOI. Neste caso, o início com hipertireoidismo, seguido de hipotireoidismo transitório e o eutireoidismo espontâneos, cessação da dor na tireoide e febre ao final de seis semanas, mostrou tratar-se de um caso de FOI causado pela tireoidite de Quervain. Conclusão: Nos casos de FOI, a tireoidite subaguda deve ser considerada como possível causa. Exame clínico da tireoide pode levantar suspeita, mesmo se a clássica elevação do VSH estiver ausente. S462

109 Resumo dos Pôsteres 088 Uso da calorimetria indireta como forma de otimização do emagrecimento com Orlistat em programa de dieta + atividade física Quartim JCF, Fonseca RQ 2, Tinois E 3 Clínica Quartim. 2 DIMEN/Clínica Quartim. 3 FACAMP/DIMEN. Introdução: Orlistat vem sendo utilizado como droga emagrecedora na população obesa por vários anos, com seus melhores resultados descritos na literatura () quando associada a dieta e exercícios físicos, no intuito de perda de peso e redução em comorbidades (2). Objetivos: Demonstrar importante ganho adicional de emagrecimento com Orlistat quando utilizado em pacientes com situação metabólica ideal, medida por calorimetria indireta, comparando-se com estudos anteriores (), que não utilizaram calorimetria como controle. Métodos: Critério de inclusão do trabalho foi obesidade em qualquer grau associada à taxa metabólica em repouso (TMR) mínima de 30% positiva, em relação à taxa metabólica estimada por método padrão, a equação de Harris-Benedict. Pacientes que obtiveram resultados calorimétricos inferiores a 30% foram submetidos a um programa de exercícios físicos com caminhadas matinais e, ao atingirem a taxa metabólica esperada, foram incluídos no grupo de uso da droga. Dos 29 pacientes do estudo, 9 tiveram ao início calorimetria superior a 30% com início imediato da droga. Vinte pacientes tiveram calorimetria inicial inferior a 30% e foram indicados ao programa de caminhada matinal. Treze destes atingiram o critério de inclusão após 30 dias e 7 foram excluídos por não aderir ao programa de caminhada matinal, assim não apresentaram critério de inclusão proposto. Resultados: A perda média de peso em 7 meses de acompanhamento clínico após introdução de 20 mg de Orlistat, 3 vezes ao dia, foi de 6,8% em nosso grupo. O peso inicial médio dos pacientes foi de 96,7 kg e o peso final médio foi de 8,3 kg. Discussão: Apesar de grupo de estudo pequeno, nota-se perda de peso média superior à da maioria dos trabalhos significativos da literatura médica que usaram Orlistat (perda percentual adicional de 4% ± 2,5). Conclusão: Orlistat, medicação de comprovada eficácia no emagrecimento, sob condições de dieta associada, passa a ter efeito emagrecedor muito mais intenso quando a pessoa obesa faz uso dessa medicação com dieta sob as condições de calorimetria acima de 30% da TMR, dessa forma determinando à estimulação a lipólise ainda mais intensa. Referências. Wirth. Diabetes Obesity Metabolism, Kelley. Diabetes Care, Uso de cabergolina em altas doses em macroprolactinoma Relato de caso Oliveira VG, Rocha AM, Fonseca NJA, Medeiros GM, Oliveira FFG, Amorim CZM, Oliveira LMF, Santos KDR UFCG, HUAC. Introdução: A hiperprolactinemia, de diversas etiologias, é uma das principais causas de distúrbios no eixo gonadotrófico e de esterilidade. Homens hiperprolactinêmicos são hipogonâdicos, com disfunção erétil associada à perda de libido. Relato de caso: JCSD, 8 anos, sexo masculino, apresenta retardo no desenvolvimento puberal e no crescimento durante toda a adolescência. Há ano e meio, apresentou perda progressiva da acuidade visual do olho esquerdo. Não apresentou cefaleia, síncope, náusea, vômito, perda da função cognitiva ou convulsão. Neurologista solicitou ressonância nuclear magnética (RNM) de crânio (4/2/09), a qual mostrou volumosa lesão expansiva, predominantemente sólida, heterogênea, medindo 7,0 x 5,0 x 4,5 cm nos maiores eixos, promovendo sinais de compressão extrínseca, envolvendo quiasma óptico e região hipotalâmica. Serviço de Endocrinologia prosseguiu investigação. Detectou-se prolactina sérica de ng/ml, confirmando diagnóstico de macroprolactinoma. Iniciou uso de cabergolina 0,5 mg/d, com redução da prolactina para 72 ng/ml em 6 dias de tratamento. Nova RNM (27/2/09) mostrou involução do tumor, que passou a medir 5,6 x 4,2 x 2,9 cm, representando uma discreta, porém indubitável, redução com 0 dias de tratamento. Recebeu alta após 5 dias de internação, mantendo uso de cabergolina 0,5 mg/d. Repetirá avaliação laboratorial e RNM em 90 dias para decisão sobre tratamento cirúrgico. Conclusão: Atualmente a cabergolina é a principal opção para terapêutica clínica dos prolactinomas, pela maior eficácia na redução tumoral e normalização dos níveis de prolactina. A dose terapêutica usual é mg por semana e doses de até 4,5 mg por semana têm sido utilizadas em pacientes hiperprolactinêmicos. Na falta de resposta ao tratamento clínico a cirurgia, hipofisária estará indicada. 090 Variabilidade dos níveis de anticorpos antitiroglobulina por diferentes técnicas, em uma paciente, pós-tireoidectomia por Ca papilífero e com FAN positivo Neves AP, Accioly LV, Andrade LD, Miranda AK, Diniz ET, Bandeira F Divisão de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. Introdução: A presença de anticorpo antitiroglobulina (AATG) pode interferir na dosagem da tiroglobulina (TG). Este, quando elevado, indica metástase e, quando em queda, indica remissão da doença. Atualmente, são disponíveis métodos quantitativos, altamente sensíveis e automatizados para dosar o AATG. Neste caso, foi evidenciada a diferença de resultados de AATG obtidos por meio de técnicas distintas em uma paciente com fator anti-nuclear (FAN) positivo. Relato de caso: MPSA, 50 anos, sexo feminino com história de câncer papilífero de tireoide, submetida há tireoidectomia e radioiodoterapia (00 mci de I3) há três anos. Realizou acompanhamento por meio de exames laboratoriais e de imagem. Em 26//07, usava 25 mcg de levotiroxina e apresentou os seguintes resultados: FAN (-), TSH: 0,009 mcui/l, T4L =,73 ng/dl, TG < 0,5 ng/ml, AATG < 20 UI/ml; USG cervical evidenciou linfonodos reativos. Em 2//08, em uso de levotiroxina 2,5 mcg, apresentou FAN (+) /80, o mapa pós-tsh recombinante humano (rhtsh) estava negativo, TSH = 258 mcui/l e TG < 0,2 ng/ml. O TSH após três dias foi igual a 0,08 mcui/l e T4L =,9 ng/dl. Em 8 julho de 2008, em uso de 88 mcg de levotiroxina, apresentava: USG cervical com linfonodos reativos submandibulares, TSH =,7 mcui/l, T4L = 0,8 ng/dl, T3 = 26 ng/dl, TG < 0,2 ng/ml e AATG = 50 UI/ml (valor de referência-vr < 20) pelo método E-ICMA-Roche (imunoiluminescência). O AATG foi repetido pelo mesmo método (E-ICMA-Roche) após sete dias com resultados próximos ao anterior (= 34 UI/ml). Foi prescrito 50 mci de I3 e solicitado mapa pós-dose por suspeitar de micrometástases pulmonares. Em 4/8/08 foi novamente dosado AATG por dois métodos diferentes, pelo método MEIA-AXSYM ABBOT (enzima imunoensaio de micropartículas) obteve valor < 20 UI/ml(VR < 20 UI/ml) e pelo método E-ICMA detectado nível elevado (= 35 UI/ml). Após três meses os exames foram repetidos, retornou com resultado negativo do mapa pós-50 mci, USG cervical: linfonodos reativos, TSH = 58 mcui/l, TG < 0,2 ng/ml, AATG = 42,5 UI/ml (MEIA-AXSYM ABBOT). Conclusão: Este caso demonstra que técnicas ultrassensíveis diferentes, para determinação de AATG no soro, podem apresentar variabilidade que influencie na decisão terapêutica. S463

110 Resumo dos Pôsteres 09 Variante de síndrome de Turner com expressiva perda óssea e estatura normal Miranda AK, Coutinho MAP, Voss LA, Belfort PC, Bandeir, MP, Camargo K, Bandeira F HAM SUS/UPE. Introdução: A síndrome de Turner (ST) caracteriza-se pela perda parcial ou total de um dos cromossomos X, hipogonadismo hipergonadotrófico e baixa estatura. A maioria dos estudos de densidade mineral óssea (DMO) em ST atribui a osteoporose à ausência do desenvolvimento puberal e ao hipoestrogenismo, enquanto o envolvimento das alterações ósseas intrínsecas à ST permanece obscuro. Relato de caso: CSA, 7 anos, sexo feminino, com história de amenorreia primária e ausência de caracteres sexuais secundários. Ao exame, apresentava estádio puberal de MP3, altura de,65 m e envergadura de,7 m. Durante investigação ambulatorial, os exames de maio de 2008 mostraram função tireoidiana, testosterona e prolactina normais (T3 = 27; TSH = 2,65; T4l =,32; testosterona = 27,2; PRL = 8,28), níveis de LH e FSH elevados com estradiol reduzido (FSH =27; LH = 35; estradiol < 20), USG pélvica com útero rudimentar sem visualização dos ovários, idade óssea de 4 anos, além de S-DHEA e 7-alfa-OH-progesterona normais (de 84,5 e 0,80, respectivamente). Feito teste com 3 ciclos de etinilestradiol/ ciproterona (Diane 35), tendo a paciente apresentado sangramento genital único ao final do terceiro ciclo. Como persistiu com amenorreia, optou-se pelo internamento, sendo observados ao exame físico estádio puberal de M3P4, mamas hipoplásicas, vulva infantil, pequenos lábios e região clitoriana hipoplásicos. Realizada densitometria óssea que evidenciou osteoporose (corpo inteiro: escore z -3,7 e L-L4: escore z -3,9) e nova USG pélvica mostrando útero hipoplásico e ovários não visualizados. O cariótipo foi normal (46,XX). A videolaparoscopia realizada em setembro de 2008 demonstrou útero rudimentar e ovários em fita. Foi iniciada reposição hormonal com Activelle (estradiol mg + norestirerona 0,5 mg) e reposição de carbonato de cálcio 500 mg + vitamina D 400 UI/dia). Conclusão: Este caso ilustra uma apresentação incomum da variante da síndrome de Turner. 092 Vildagliptina diminui o risco do pé diabético tanto em 90 dias como em 5 meses (estudo em diabéticos tipo I e II) Quartim JC, Fonseca RC 2, Tinois E 3 Clínica Quartim, Departamento Científico. 2 DIMEN Ribeirão Preto. 3 DIMEN Campinas, Facamp. Introdução: A vildagliptina como inibidora da DPP-4 aumenta os níveis de incretinas diminuindo sua destruição. Incretinas promovem, além das ações regeneradoras de pâncreas, ações benéficas em microcirculação (); ao uso de vildagliptina demonstrou-se em 90 dias efeito benéfico na microcirculação periférica de membros inferiores (2). Este estudo procura mostrar sob o uso da vildagliptina a continuidade ou não do benefício preventivo da ocorrência do pé diabético. Materiais e métodos: Inicialmente estudados dois grupos de diabéticos tipo I e tipo II, sendo 24 pacientes do tipo I, mulheres e 3 homens e 74 pacientes do tipo II, 35 mulheres e 39 homens, por meio da metodologia da termometria plantar* (3), da utilização do equipamento Dermatemp Skin (Exergen) em dez pontos bilaterais da face plantar de cada pé, considerando a temperatura ambiente, por um período de 90 dias. Esses dois grupos, reavaliados após 90 dias, apresentaram resultados positivos e significativos (2) de melhor circulação plantar. Mantida vildagliptina (00 mg diárias) para os dois grupos por mais um ano, sendo reavaliada a termometria dentro do mesmo critério. Resultados: Tipo I mulheres valor inicial =,2*, 90 dias =,6*, 5 meses =,7*, Tipo II mulheres valor inicial =,7*, 90 dias = 2,7*, 5 meses = 2,9*, Tipo I homens valor inicial =,3*, 90 dias =,5*, 5 meses =,7*, Tipo II homens valor inicial = 0,7*, 90 dias = 3,5*, 5 meses = 3,3*. Esses resultados do tipo I (P < 0,007) e do tipo II (P < 0,000) mantidos de incremento na temperatura plantar, conforme o Wilcoxon (-95% de intervalo de confiança) com 90 dias de tratamento (2) se mantiveram inalterados após 5 meses. * = valor médio em graus Celcius descontada temperatura ambiente. Obs.: Nenhum paciente no período de 5 meses apresentou complicação do pé diabético. Conclusão: O uso da vildagliptina trouxe benefícios à microcirculação plantar dos diabéticos inicialmente estudada nos seus primeiros 90 dias e permanece como benéfico também no prazo de 5 meses, estimulando assim que se continue a avaliar essa ação como fator preventivo do pé diabético. Referências:. Nystrom et al. Science Fonseca et al. ICE Lavery et al. AJM S464

111 Resumo dos Pôsteres 093 Virilização devido a luteoma em mulher na pós-menopausa: relato de caso Lima JG, Nóbrega LHC, Nóbrega MLC, Sousa AGP, Nunes A, Silva MAO, Baracho MFP, Viana LSAA, Gomes LS, Lemos APF UFRN. Introdução: Luteomas são uma rara causa de virilização pós-menopausa, correspondendo a 20% dos tumores esteroidais, os quais são responsáveis por menos de 0,% dos tumores ovarianos. A apresentação clínica varia de dor e distensão abdominal até virilização, relatada em até 60% dos casos. Caso clínico: MEC, 8 anos, encaminhada com queixas de crescimento exagerado de pelos na face, mama, região infraumbilical e dorso. Referia ainda queda acentuada de cabelos e aumento da oleosidade da pele. Há 2 anos em uso de espironolactona 200 mg, o que não modificou nem o quadro clínico nem laboratorial. Exames laboratoriais na tabela. Mamografia revelou nódulo lobulado (BIRADS 4), cuja biópsia mostrou ser carcinoma ductal infiltrante. Após cirurgia de mama persistiu com hiperandrogenismo (Tabela ). Ecografia pélvica: útero atrófico com mioma; endométrio de 8 mm e áreas ecogênicas (pólipos ou hiperplasia); ovários atróficos. Ecografia abdominal, tomografia abdominal, torácica e ressonância de sela túrcica sem anormalidades. A paciente foi submetida à histerectomia total e o material biopsiado revelou luteoma estromal no ovário esquerdo, hiperplasia estromal difusa e cisto de inclusão germinal no ovário direito, além de: cervicite crônica agudizada, metaplasia escamosa imatura endocervical, corpo com leiomiomas, pólipo endometrial e endométrio atrófico cístico. Realizou-se novo perfil hormonal, com valores mais próximos à normalidade quando comparados aos iniciais. Tabela. Resultados de exames laboratoriais Exames Valor de referência Perfil inicial Após mastectomia Após histerectomia Androstenediona 0,3-3,3 ng/ml 3,2 0,934 Cortisol basal 5-25 ug/dl 8,4 Estradiol < 30 pg/ml 60,6 6, 38,9 FSH 2,7-53 miu/ml 6, 75,2 LH,3-39,8 miu/ml 8,77 8,6 Prolactina,5-25 ng/dl 0, Testosterona < ng/ml ,5 7-hidroxiprogesterona ng/dl 339 CEA até 2,5 ng/dl, SDHEA mcg/dl 97,7 3,9 CA 25 < 35 U/mL 6, CA 5,3 < 5 U/mL 9 SHBG 8-4 nmol/l 24,3 Testosterona livre até,6 picog/ml 8,8 Conclusão: Pacientes com virilização pós-menopausa sem outras evidências causais devem ter os tumores esteroidais ovarianos como hipótese diagnóstica. 094 VOLUMOSO BÓCIO COM COMPRESSÃO TRAQUEAL E ESOFÁGICA ASSOCIADO à DOENÇA DE GRAVES: RESPOSTA AO TRATAMENTO COM RADIOIODO Saldanha LSG, Carvalho PB, Coutinho MAP, Veras A, Rego D, Bandeira F Divisão de Endocrinologia e Diabetes, HAM SUS/UPE. Introdução: A doença de Graves geralmente se apresenta com bócio, de diferentes volumes, associado à oftalmopatia. Raramente os sintomas compressivos como disfagia e dispneia fazem parte do quadro clínico. Relato de caso: RBS, sexo feminino, 30 anos, com história de disfagia, dispneia, palpitações, tremor de extremidades, perda de peso e sudorese. Obteve diagnóstico de doença de Graves em maio de 2007 e fazia uso irregular de metimazol 30 mg/dia. Apresentava bócio volumoso de consistência firme, além de taquicardia (FC: 20 bpm), exoftalmia e lid lag positivo. Trazia função tiroideana: T3 > 600 ng/dl; T4 livre > 6,0 ng/dl e TSH < 0,004 mui/ml. Havia dificuldade de controle dos sintomas adrenérgicos em virtude de ser asmática, impossibilitando o uso do propranolol. Foi internada em 2008 no nosso serviço para programação cirúrgica e, como as queixas de sintomas compressivos eram frequentes, foi realizado o esofagograma que evidenciou sinais de compressão em /3 superior do esôfago, com redução do seu calibre, e tomografia de pescoço descrevendo redução do calibre da traqueia. Houve uma melhora dos níveis hormonais com o uso supervisionado do propiltiouracil, no entanto, não foi possível atingir o eutiroidismo, mesmo com doses de 900 mg/dia. Por essa razão, não foi possível a realização de cirurgia e foi decidido por tratamento definitivo com 20 mci de I3, no dia 8/3/09. Após 45 dias, a paciente já referia melhora significativa da disfagia, sem referir outros sintomas. Conclusão: Este caso ilustra uma manifestação rara da doença de Graves. S465

112 Resumo dos Pôsteres 095 Volumoso paraganglioma com mínimas alterações laboratoriais e cintilografia com 23 I Metaiodobenzilguanidina (MIBG) negativa Oliveira I, Simões R, Carvalho EKB, Neves AP, Viegas M, Cruz F 2, Morais V 3, Camargo K, Salgado C, Bandeira F HAM, UPE. 2 HUOC. 3 CEON, HUOC. Introdução: Paragangliomas são tumores raros, mais comuns na infância que na idade adulta, com dados de séries que variam de 30% a 60% dos casos na idade pediátrica. O diagnóstico de malignidade é dado pelo achado de metástases, com risco estimado de até 47% na infância. Esse risco depende da carga genética, sendo particularmente alto nos tumores causados por mutações no gene para subunidade B succinato desidrogenase (SDHB), maiores que 6 cm e extra-adrenais. Cintilografia com 23-I-metaiodobenzilguanidina (MIBG) pode detectar tumores não vistos na tomografia/ressonância (RNM) e doença metastática, com resultados falso-negativos em torno de 5%. Relato do caso: MFSS, 3 anos e 0 meses, sexo masculino, branco, iníciou quadro de sudorese profusa e cefaleia há ano e 3 meses do diagnóstico. No período realizou hematimetria, bioquímica e ultrassonografia de abdome total (USG) que revelaram apenas discreta anemia normocítica normocrômica. Tomografia de crânio normal. Na história clínica e exame físico de admissão, apresentava taquicardia, sudorese e hipertensão (PA: 80 x 0 mmhg). Solicitados exames para investigação dos paroxismos e iniciados valsatarna e anlodipino, sem resposta. Mudado esquema para doxazosin mg, com normalização da pressão arterial. Exames laboratoriais: cálcio corrigido 9,, Ur: 28, Cr: 0,7, K+: 4,5, Na+: 39; TSH:,09 uiu/ml, T4L: 0,98 ng/ml. Catecolaminas plasmáticas e metanefrinas urinárias normais, com elevação das normetranefrinas urinárias (686,5 mcg/24h) e relação aldosterona/atividade de renina plasmática (80,9/,9: 42,57). Eletrocardiograma e fundoscopia normais. Novo USG mostrou massa para-aórtica sólida e hipoecóica de 5,7 x 3,9 cm. USG de tiroide normal e radiografia de tórax sem alterações. Ressonância magnética de abdome com formação expansiva sólida, lobulada, para-aórtica esquerda, medindo 6, x 4, cm, com realce pós-gadolíneo. Cintilografia do tórax e abdome com I-3-MIBG negativa. No preparo cirúrgico foi necessário ajustar doxazosin até 7 mg/dia e associar caverdilol 6,75 mg 2/2h. Após ressecção da tumoração houve normalização dos níveis pressóricos. Anatomopatológico confirmou paraganglioma com metástase para linfonodo próximo. Está em acompanhamento mensal e persiste sem paroxismos. Conclusão: Este caso ilustra uma apresentação incomum de feocromocitoma/paraganglioma. 096 Regression to the mean em medidas seriadas de densidade mineral óssea em método DXA Oliveira I, Simões R, Carvalho EKB, Neves AP, Bandeira L 2, Diniz ET, Bandeira F HAM SUS/UPE. 2 UPE. Introdução: Regression to the mean (RTM) é fenômeno estatístico que ocorre quando são realizadas medidas repetidas de uma mesma variável ou unidade de observação. Isso ocorre quando medidas grandes ou pequenas não habituais são seguidas de medidas que se aproximam da média esperada. Relataram-se 3 casos em que esse fenômeno foi observado. Relato dos casos: Caso. FPLB, 77 anos, 20 anos de menopausa, com osteoporose de coluna lombar e fêmur. Tratamento com alendronato 70 mg/semana e cálcio g com vitamina D3 800UI/dia, por 0 anos. Boa aderência ao tratamento, uso correto e regular das medicações, quando curiosamente apresentou perda de 5,5% de densidade mineral óssea na coluna lombar após 7 anos de tratamento. Excluídas causas secundárias (interligadores C-terminais do colágeno Tipo I CTX: 0,237 ng/ml), tratamento foi mantido por dois anos. Nova densitometria óssea mostrou ganho de 2,2% na coluna lombar, caracterizando o fenômeno regression to the mean. Caso 2. NFR, 73 anos, 2 anos de menopausa, com osteoporose de coluna lombar e fêmur. Tratamento com alendronato 70 mg/semana e cálcio g mais vitamina D3 800UI/dia por 7 anos. Apesar da boa aderência ao tratamento, exclusão de causas secundárias, CTX: 0,092 ng/ml, apresentou perda de 2,9% no fêmur e 4,65% na coluna no 4 ano e perda de 5,3% no fêmur no 6 ano de tratamento. Nova densitometria realizada no 7 ano de tratamento revelou ganho de,6% na coluna e 2,8% no fêmur em relação ao 6 ano de tratamento, sendo a perda óssea encontrada nas densitometrias realizadas no 4 e 6 ano, atribuída ao fenômeno regression to the mean. Caso 3. MFOS, 5 anos, após 8 anos de menopausa cirúrgica apresentou diagnóstico de osteoporose de coluna lombar e fêmur. Tratamento com alendronato 70 mg/semana e cálcio com vitamina D por 3 anos. Apresentou perda de 6,% de massa óssea no 2 ano de tratamento, sem causa identificável, CTX: 0,032 ng/ml, sendo mantido o tratamento. Nova DXA no 3 ano mostrou ganho de 5% de massa óssea na coluna lombar, remetendo também ao fenômeno regression to the mean. Conclusão: Estes casos ilustram uma causa rara de falsa falha ao tratamento da osteoporose. S466

113 Índice Remissivo dos Autores S467

114

115 Índice Remissivo dos Autores A Abreu RVSV 047 Accioly LV 068, 090 Adan LFF 06 Agra R 006, 048, 060, 063, 08, 086 Albuquerque FCL 024 Albuquerque PHO 07 Alcântara MRS 020 Almeida FA 046 Almeida KR 087 Alves GS 006 Amorim CZM 032, 039, 089 Amorim MMR 040, 065 Andrade FA 074 Andrade LD 042, 057, 073, 076, 080, 084, 090 Andrade SM 040, 065 Arahata A 048 Arahata C 060, 063, 08, 086 Araújo J 077 Araújo LM 07 Araujo MT 055 Araujo MVT 022 Arruda MA 063 Arruda MJ 006, 048, 060, 077, 08, 086 Arruda TM 054 Azevedo MM 073, 085 B Bandeira C 069, 084 Bandeira E 002, 044 Bandeira F 002, 005, 008, 009, 0, 09, 034, 038, 04, 042, 044, 053, 054, 056, 057, 058, 059, 068, 069, 070, 073, 076, 079, 080, 084, 085, 090, 09, 094, 095, 096 Bandeira L 0, 09, 034, 053, 068, 069, 079, 096 Bandeira ME 080 Bandeira MP 059, 085, 09 Baracho MFP 026, 078, 093 Barbosa ICQ 029 Barbosa MAF 072 Barbosa NMRF 072 Barbosa YWF 040, 065 Barreto CPV 032 Barreto IPV 02, 066 Barros FAS 083 Barros MC 007, 052 Barroso FAC 00, 04, 072 Batista BA 043 Belfort LC 059 Belfort PC 0, 008, 058, 059, 069, 09 Beltrão FEL 07 Bernardes LP 00, 062 Bezerra IH 077 Bona SF 072 Borba RSM 007, 075 Braga DL 07 Brandão JB 030 Brandão T 03, 052 Brito AO 020 Brito EAC 020 Brito HLF 020 Brito MVS 039, 05 C Calábria BSR 046 Camargo K 042, 084, 09, 095 Campos JM 02, 022, 03, 050, 055 Campos R 006, 048, 060, 063, 08 Canadas V 006, 048, 063, 08 Canadas VC 049 Canuto JMP 002, 009 Cardoso AS 024, 035, 036, 037, 064, 07 Carvalho AP 020, 049 Carvalho EKB 002, 008, 0, 059, 069, 095, 096 Carvalho MMD 045, 06, 083 Carvalho PB 094 Carvalho VR 045 Cassia-Moura R 05 Cavalcante WC 004, 023 Cavalcanti ENB 054 César A 049 Colares MCR 029 Colares VNQ 087 Correa CA 046, 074 Costa LAC 02 Costa RLL 032, 05 Coutinho E 009 Coutinho MAP 002, 04, 079, 080, 084, 09, 094 Cruz F 095 Cruz FCL 075 Cunha MAL 064 Cunha RA 006 D D Alva CB 045, 06, 083 Delgado DC 029 Dias APG 030 Dias INB 030 Diniz ET 009, 056, 070, 079, 090, 096 Diniz KT 056 Dolácio N 082 E Eufrazino CSS 029, 043 F Falcão EA 027 Farias MB 07 Feitosa SC 02, 022, 03, 050, 055 Ferraz AAB 02, 022, 03, 050, 055 Ferraz EM 02 Ferraz TMBL 00, 04, 072 Figueiredo PRL 045 Fiuza CM 020, 049 Fiuza CM 020 Florentino AVA 032, 087 Fonseca NJA 032, 039, 089 Fonseca RC 092 Fonseca RQ 088 Fontenele EGP 045, 083 Fraga TS 007, 075 França ARO 032 França IKT 032 Freitas CCC 050 G Gadelha CD 043 Gadelha DD 06 Gadelha JBF 029 Godoi ETAM 054 Gomes B 077 Gomes FCF 05 Gomes LS 026, 078, 093 Gondim F 0, 04, 044, 053, 076, 079 Gondim JA 00 Gonzaga NC 024, 035, 036, 037, 064, 07 Gouveia MSA 087 Griz L 008, 009, 0, 057, 073, 080 Gusmão A 006, 048, 060, 063, 08 H Hissa MN 06 K Kim IC 003, 067 S469

116 Índice Remissivo dos Autores L Lages MV 030 Lauand TCG 082 Lauro GP 087 Leal AAF 024, 035, 036, 037, 064, 07 Leal E 08 Leão DBM 05 Leite DFB 040, 065 Leite RBS 074 Lemos APF 093 Lemos JPL 046 Lima AAC 032 Lima JG 026, 078, 093 Lima TPM 056 Lins DC 02, 022, 03, 050, 055 Lopes AJM 038 Lopes SSS 047 Loureiro RCC 028, 067 Lyra EA 032 Lyra TM 08, 025 M Magalhães KBS 002, 008, 0, 044, 058, 059, 069 Maia AK 008 Maia FAR 043 Maia SB 040, 065 Mariz LS 035 Marques ARC 045 Marques TF 002, 009, 07, 057, 058, 069, 073, 076 Martins MRA 045, 06, 083 Medeiros CCM 024, 035, 036, 037, 064, 07 Medeiros GM 00, 02, 028, 039, 047, 067, 089 Medeiros MAAA 038 Melo AEFA 003 Melo Júnior AT 004, 023 Melo SB 05 Melo TR 036, 064 Mendes ACS 077 Mendes JMF 066 Meneguesso AMA 029, 043, 067 Miranda AK 09, 042, 053, 068, 070, 090, 09 Miranda LG 082 Monteiro MG 040, 065 Montenegro APDR 083 Montenegro L 006, 048, 060, 063, 08, 086 Moraes PA 033 Moraes RC 03 Moraes-Filho AO 05 Morais CN 05 Morais V 095 Moura E 006, 048, 060, 063, 077 Moura e Silva L 006, 060, 063, 086 Moura F 004, 023 Moura L 048, 08 N Najar HC 046, 074 Neves AP 09, 044, 068, 080, 084, 090, 095, 096 Neves APS 04 Neves UD 020, 049 Nóbrega LHC 026, 078, 093 Nóbrega MBM 003, 028, 062, 087 Nóbrega MLC 026, 078, 093 Noviello TB 046 Nunes A 026, 078, 093 O Oliveira ELS 07 Oliveira FFG 039, 089 Oliveira I 005, 034, 070, 079, 085, 095, 096 Oliveira LMF 039, 089 Oliveira MVP 08, 025 Oliveira VG 00, 028, 05, 067, 089 P Padilha C 043 Paula WG 00, 04, 072 Pedrosa HC 082 Pontes AAN 00, 06, 047 Pontes L 006, 048, 060, 063, 08, 086 Porto MLS 047 Prado CM 054 Prado FA 082 Purisch S 046 Purish S 074 Q Quartim JC 092 Quartim JCF 088 Queiroz ADM 02, 062, 067 Queiroz MMM 00, 04 Queiroz UC 003, 062 Quidute ARP 045, 083 R Ramos AJS 003, 00, 02, 028, 047, 062, 067 Ramos AR 030 Ramos AT 024, 035, 036, 037, 064, 07 Ramos FJA 08, 025 Ramos RA 003, 02, 062 Rego D 04, 070, 085, 094 Ribeiro DJB 029, 043 Ripardo VS 04 Rocha AM 003, 00, 02, 06, 028, 039, 047, 062, 067, 089 Rodrigues HGC 06 Roncally G 003, 067 S Sa VC 02 Saigg M 082 Saldanha LGS 09, 057, 058, 070, 073, 080, 094 Sales NRH 03, 052 Salgado C 005, 0,76, 095 Sanjad MR 046, 074 Santana B 077 Santana CM 082 Santiago JS 024, 035, 036, 037, 07 Santos DF 032 Santos JGRP 08, 025 Santos KDR 039, 089 Santos LL 07 Santos MTN 066 Santos RG 028 Santos RM 037, 07 Santos SDR 003, 00, 02, 040, 062, 065, 066, 067 Santos V 006, 048, 063 Schuler TA 077 Silva JA 007, 03, 08, 025, 052, 075 Silva LR 04 Silva MAO 026, 078, 093 Silva OS 052 Silva SO 03 Silveira LC 020, 049 Simões R 005, 034, 095, 096 Sobral PMS 020, 049 Sousa AGP 026, 078, 093 Souto MF 032 Souza CZ 056 Souza RF 007, 075 Souza SF 07 T Teixeira 063 Teixeira L 006, 048 Thé AC 084 Thé C 008 S470

117 Índice Remissivo dos Autores Tinois E 088, 092 Torres MRS 003, 00, 02, 028, 039, 047, 05, 062, 067 V Varela RWB 003, 00, 02, 05 Vasconcelos GA 054 Vasconcelos RS 056, 079, 085 Veras A 005, 034, 04, 042, 070, 084, 094 Viana LSAA 026, 078, 093 Viégas M 034, 085, 095 Viégas MA 005, 038, 044, 068, 076 Vieira JO 057 Vilar L 006, 048, 060, 063, 077, 08, 086 Voss L 008, 042 Voss LA 09, 053, 09 W Werner RPB 024, 035, 036, 037, 064, 07 S47

118 Telefones Úteis Aeroporto Internacional dos Guararapes (8) Airport Posto de Informações do Aeroporto (8) / Airport Information Service Delegacia do Turista/Tourist Police (8) / Polícia Rodoviária Federal/Police (8) 9 Polícia Federal (8) Juizado de Menores (8) Receita Federal (8) Enotel (8) Hotel Armação de Porto (8) Hotel Beach Class (8) Hotel Marulhos (8) Hotel Marupiara Suítes (8) Hotel Pontal de Ocaporã (8) Hotel Solar Porto de Galinhas (8) Hotel Village Porto de Galinhas (8) Summerville Beach Resort (8) Pousada Ecoporto (8) Pousada Lusitana (8) Pousada Real (8) S472

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