O DESCOMPASSO É CAMBIAL
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- Francisca Barroso Rosa
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1 O DESCOMPASSO É CAMBIAL 09/Setembro/2008 Sumário Executivo O descompasso entre oferta e demanda existente na economia brasileira é uma definição contábil atualmente muito utilizada pelos analistas econômicos. Mas este descompasso existe especialmente por conta da taxa de câmbio sobrevalorizada. É em grande medida um descompasso cambial. A causalidade do argumento deve ser demonstrada de forma clara: não é a diferença entre demanda doméstica e oferta agregada que causa redução do saldo comercial e sim a taxa de câmbio valorizada que estimula a importação e limita as possibilidades de crescimento da oferta doméstica. A análise empírica mostra que o crescimento da demanda, com a oferta agregada constante, gera redução do saldo comercial, da mesma forma que a valorização do câmbio, mesmo com a demanda agregada constante, gera redução do saldo comercial. A evolução da economia brasileira mostra que o PIB crescia acima da demanda doméstica até A partir de então, inicia-se o processo de forte valorização cambial e a demanda doméstica passa a crescer mais rapidamente que o PIB. Nossos testes mostram que 50% da diferença entre o crescimento do PIB (oferta agregada) e crescimento da demanda doméstica é explicada pela taxa de câmbio real. A outra metade deve ser explicada por outras fontes da demanda, tais como: gastos do governo, rendimento real, crédito, etc. Isso significa que existe um equilíbrio potencial na economia que não é alcançado devido ao câmbio sobrevalorizado. Em recentes publicações do Banco Central do Brasil, a autoridade monetária tem reiterado sua preocupação com o descompasso entre oferta e demanda, afirmando que a oferta da indústria não estaria apta a atender o crescimento da demanda em tempo hábil. Por exemplo, no parágrafo 9 da ata 1
2 da reunião do Copom, realizada nos dias 22 e 23/07/2008, o BC diz:... as evidências sugerem que, embora o investimento venha contribuindo para suavizar a tendência de elevação das taxas de utilização da capacidade, a maturação de projetos não tem, até o momento, sido suficiente para circunscrever de forma significativa os descompassos entre a evolução da oferta e da demanda doméstica. A propósito, como assinalado em notas anteriores das reuniões do Copom, a trajetória da inflação mantém estreita relação com os desenvolvimentos correntes e prospectivos no tocante à ampliação da oferta de bens e de serviços para o adequado atendimento à demanda. O objetivo deste trabalho é discutir o chamado descompasso entre oferta e demanda e apresentar argumento alternativo, denominado Descompasso Cambial, segundo o qual a taxa de câmbio valorizada estimula a importação e restringe a exportação, diminuindo o saldo comercial. Em conseqüência do estímulo cambial às importações, há maior dificuldade para que a produção nacional acompanhe o crescimento da demanda. 1. Oferta Agregada, Demanda Doméstica e Taxa Real de Câmbio O PIB pode ser mensurado sob 3 óticas: 1) Ótica da Oferta: é a oferta agregada. É a soma de todos os valores produzidos pelos 3 setores da economia (indústria, serviços e agropecuária); 2) Ótica da Demanda (ou Ótica da Despesa): é a demanda agregada. Soma-se o consumo das famílias, consumo do governo, investimentos, exportações de bens e serviços menos importações de bens e serviços (C + I + G + X M); 3) Ótica da Renda: é a soma dos salários, lucros, juros, aluguéis. Como a oferta agregada é a soma da produção dos 3 setores da economia (indústria, serviços e agropecuária) e a demanda agregada é a soma das despesas da economia, em equilíbrio as 2 mensurações devem se igualar. Ou seja: Indústria + Serviços + Agropecuária = C + I + G + (X M) (Equação 1) Oferta Agregada (PIB) Demanda Doméstica Balança Comercial Ampliada O lado esquerdo da equação acima representa a oferta agregada (PIB) e o lado direito é a soma da demanda doméstica (C + I + G) com a balança comercial de bens e serviços (X-M). Quando a demanda doméstica está crescendo mais que a oferta agregada diz-se que há descompasso entre oferta e demanda. Aqui temos uma relação de causalidade que deve ser bem discutida: 2
3 I) A demanda doméstica está crescendo além das possibilidades de crescimento da oferta (PIB), de forma que o atendimento da demanda só pode ser feito pelo aumento das importações. II) A taxa de câmbio valorizada é um estímulo tão forte para a importação que restringe o crescimento da oferta doméstica. Segundo a interpretação do Banco Central, o descompasso entre oferta agregada (PIB) e demanda doméstica (C + I + G) existe porque há dificuldade da oferta doméstica acompanhar o crescimento da demanda, pois os investimentos produtivos não entrarão em operação em tempo hábil para atender ao crescimento da demanda (causalidade I). Nosso argumento é o contrário: existe o descompasso porque a taxa de câmbio é tão favorável aos produtos importados que impõe limitações para o crescimento da produção doméstica, isso significa que o descompasso é cambial (causalidade II). 2. Análise Empírica da Causalidade Com o intuito de entendermos as causalidades entre crescimento do déficit da balança comercial ampliada, crescimento da demanda doméstica e taxa de câmbio, faremos dois exercícios 1 : 1) Mediremos a sensibilidade da balança comercial ao crescimento da demanda doméstica de 1 ponto percentual (mantendo a oferta agregada constante), ou seja, mediremos a causalidade I. 2) Mediremos a sensibilidade da balança comercial à valorização de 1 ponto percentual na taxa de câmbio real (cesta de moedas) para analisar as conseqüências desta mudança nas exportações e importações, ou seja, mediremos a causalidade II. Os resultados estão relatados nos Gráficos 1 e 2. Primeiramente, devemos deixar claro que os valores relatados nos eixos verticais dos 2 gráficos são os percentuais dos choques acumulados ao longo do tempo. Isso significa que não se pode fazer uma comparação direta dado que um choque na taxa de câmbio é diferente de um choque na demanda doméstica. Pelo Gráfico 1, percebe-se que um aumento de 1 p.p. na demanda doméstica (mantendo a oferta agregada constante) provoca perda nas contas externas, queda das exportações e aumento das importações, com maior intensidade de crescimento das importações. Este seria o descompasso entre oferta e demanda alegado pelo BC, ou seja, a causalidade I. Porém, o Gráfico 2 mostra um exercício complementar. Um choque de 1 p.p. de valorização cambial (mantida a demanda doméstica constante) gera uma deterioração das contas de comércio 1 Ambos os choques são dados pelas funções de resposta a impulsos via metodologia VAR. 3
4 exterior mais intensa e mais rápida que no caso da causalidade I. Isso acontece muito claramente na resposta das importações, cujo pico acontece em torno do 5º trimestre. Esse seria o descompasso cambial. Em suma, a análise empírica dos Gráficos 1 e 2 mostrou que as duas causalidades existem. Porém, o descompasso cambial (causalidade II) é mais rápido e mais intenso que o descompasso entre oferta e demanda (causalidade I). Gráfico Choque de 1 p.p. na Demanda Doméstica com Oferta Constante Resposta das Importações aos Choques na Demanda Doméstica Exportações Importações Resposta das Exportações aos Choques na Demanda Doméstica Gráfico Choque de 1 p.p. de Valorização da Taxa de Câmbio Exportações Importações Resposta das Importações aos Choques na Taxa de Câmbio Resposta das Exportações aos Choques na Taxa de Câmbio 4
5 3. Evolução da Economia Brasileira O Gráfico 3 mostra o crescimento trimestral (anualizado) do PIB brasileiro e o crescimento da demanda doméstica. Nota-se que, desde 2005 a demanda doméstica vem crescendo acima do PIB. No primeiro trimestre de 2008, os dados trimestrais anualizados mostram que a demanda doméstica (7,6%) está acima do PIB (5,8%). Isto denota o chamado descompasso entre oferta e demanda tal como é discutido pelos analistas no Brasil. Gráfico 3 10,0 PIB e Demanda (Absorção) Doméstica Taxa de crescimento acumulada em 4 trimestres ,0 8,0 7,0 6,0 5,0 Demanda Doméstica C + I + G PIB (Oferta Agregada) ,0 3,0 2,0 1,0 0,0-1,0-2, I 1997.III 1998.I 1998.III 1999.I 1999.III 2000.I 2000.III 2001.I 2001.III 2002.I 2002.III 2003.I 2003.III 2004.I 2004.III 2005.I 2005.III 2006.I 2006.III 2007.I 2007.III 2008.I Fonte: IBGE O Gráfico 4 reporta a taxa de câmbio real do Brasil ((R$/Cesta de Moedas). Entre 1999 e 2008, a média desta série do câmbio real foi de R$/Dólar 2,25. Desta forma, traçamos uma linha reta para compararmos períodos de valorização e desvalorização cambial em relação a essa média de R$/Dólar 2,25. O Gráfico 4 mostra que, do ponto de vista real, a taxa de câmbio começou um processo de desvalorização a partir de meados de 2000 e alcançou níveis mais altos de desvalorização no período de crise de confiança pré-eleitoral de Já no início de 2004, o processo começou a se reverter, sendo que o processo de valorização (abaixo da linha média de 2,25) começou a acontecer em
6 Gráfico 4 3,50 Taxa de Câmbio Real (R$/Cesta de Moedas) 3,25 3,00 2,75 2,50 2,25 Acima da Linha: Desvalorização Cambial Câmbio Real Média do Câmbio Real ( ) 2,00 1,75 1,50 1,25 1,00 Abaixo da Linha: Valorização Cambial 1, I 1999.III 2000.I 2000.III 2001.I 2001.III 2002.I 2002.III 2003.I 2003.III 2004.I 2004.III 2005.I 2005.III 2006.I 2006.III 2007.I 2007.III 2008.I Fonte: IPEADATA, FUNCEX. Elaboração: Depecon Fiesp Os Gráficos 3 e 4 podem ser agrupados para que o problema de descompasso cambial seja visto com maior nitidez. Assim, no Gráfico 5 são traçadas as curvas do PIB (oferta agregada), demanda doméstica (C + I + G) e taxa de câmbio real. O ponto A do Gráfico 5 mostra que a taxa de câmbio estava valorizada em Este processo de valorização fez com que as curvas de crescimento do PIB e da demanda doméstica se tocassem em 2001 (ponto B). Isso já demonstra que qualquer processo mais intenso de valorização cambial causa distorções entre oferta e demanda agregadas. O ponto C marca o início do processo de valorização cambial que, alguns trimestres adiante, levou ao processo de reversão das curvas do PIB e da demanda doméstica (Ponto D). Em outras palavras, se anteriormente a esse período o crescimento do PIB era maior que o crescimento da demanda doméstica (e por isso havia maiores condições de exportar e elevar a conta corrente), após 2005, a valorização da taxa de câmbio real faz com que a demanda doméstica fique maior que a oferta agregada do país. Sendo assim, a questão central não é se a capacidade produtiva interna tem ou não condições de atender a demanda (causalidade I). Na verdade, a valorização cambial retira artificialmente a competitividade do setor produtivo nacional, restringindo a capacidade de crescimento da oferta doméstica (causalidade II). 6
7 Para tornar a situação ainda pior, as elevações da taxa de juros experimentadas a partir de abril de 2008 tendem a valorizar ainda mais o Real e, assim, tendem a dirigir a demanda ainda mais para o exterior. Gráfico 5 PIB, Demanda Doméstica e Câmbio Real (R$/Cesta de Moedas) PIB, Demanda Doméstica 9,5 Cresc. % 7,5 PIB > Demanda Doméstica 5,5 3,5 B C Câmbio Real 3,30 PIB < Demanda Doméstica 7,6 3,10 2,90 D 5,8 2,70 2,50 2,30 1,5-0,5 A 2,10 1,90 1,70-2,5 1, I 1999.III 2000.I 2000.III 2001.I 2001.III 2002.I 2002.III 2003.I 2003.III 2004.I 2004.III 2005.I 2005.III 2006.I 2006.III 2007.I 2007.III 2008.I Absorção doméstica (E) PIB (E) Câmbio Real (D) Um segmento que demonstra bem a dificuldade de crescimento de produção nacional em tempos de taxa de câmbio valorizada é o Setor Químico, com peso de 10% na produção industrial total. Este segmento tem grande importância no contexto produtivo nacional pois é composto primordialmente de empresas de grande porte, com acesso a crédito e à tecnologia de ponta. Segundo dados da ABIQUIM (Associação Brasileira da Indústria Química), publicados no Relatório de Acompanhamento Conjuntural de Agosto de 2008, o consumo aparente nacional do setor (produção + importação exportação) cresceu 3,64%, na comparação do primeiro semestre de 2008 contra o mesmo período em Este crescimento está sendo garantido pelas importações, com aumento de 12,25% no mesmo período, contra um desempenho negativo das exportações de -29,50%. A produção do setor teve desempenho negativo de -4,76%. Em outras palavras, são setores que não estão conseguindo acompanhar o crescimento da demanda interna devido à valorização da moeda brasileira, e não devido à incapacidade de crescimento da oferta. 7
8 4. Análise Econométrica O objetivo da análise econométrica é mensurar a influência do câmbio no diferencial entre crescimento da demanda doméstica e o crescimento da oferta agregada. Para tanto, define-se uma variável chamada DIFERENÇA, como sendo a diferença entre as taxas de crescimento do PIB e Demanda Doméstica (C + I + G). Vamos comparar esta variável com a taxa de câmbio real no período compreendido entre o primeiro trimestre de 1999 e o primeiro trimestre de A pergunta que faremos é a seguinte: a taxa de câmbio explica a variação na diferença entre crescimento do PIB e crescimento da demanda doméstica? O método utilizado é a Decomposição de Variância dos Erros de Previsão 2. Esta análise fornece informações sobre a importância relativa de uma variável na variação futura de outra variável. Os resultados, expostos na Tabela 1, mostram que, ao longo do tempo, 50% da variabilidade da diferença entre o crescimento do PIB e o crescimento da Demanda Doméstica é explicada por choques advindos da Taxa de Câmbio Real. Tabela 1: Decomposição da Variância de DIFERENÇA TRIMESTRES TAXA DE CÂMBIO REAL DIFERENÇA Em outras palavras, o teste mostra que as outras variáveis responsáveis pela variação da diferença entre o crescimento do PIB e o crescimento da demanda doméstica irão dividir a outra metade da importância. Estas outras variáveis devem estar ligadas a fatores que estimulam a demanda como, por exemplo, gastos do governo, rendimento real, crédito, etc. Portanto, a análise econométrica mostra que a taxa de câmbio explica 50% da variação na diferença entre crescimento do PIB e 2 A metodologia utilizada é um VAR (Vetores Auto-Regressivos) e, mais especificamente, a Análise de Decomposição da Variância dos Erros de Previsão. O VAR selecionado possui duas defasagens com as devidas correções para certificar que os erros são gaussianos. 8
9 crescimento da demanda doméstica, isto é, a principal explicação para o descompasso entre oferta e demanda agregada é a taxa de câmbio. Conclusão A economia brasileira apresenta, desde 2005, crescimento da demanda doméstica superior ao da oferta agregada. Este artigo mostrou que esta diferença se deve principalmente por conta da taxa de câmbio sobrevalorizada. O argumento é que o Real valorizado distorce a competitividade criando ambiente extremamente favorável aos produtos importados, restringindo a capacidade de crescimento da produção doméstica. A análise empírica nos mostrou que o crescimento da demanda, com a oferta agregada constante, gera redução do saldo comercial (causalidade I) e que a valorização do câmbio, mesmo com a demanda agregada constante, gera redução do saldo comercial. O descompasso cambial (causalidade II) é mais rápido e mais intenso que o descompasso entre oferta e demanda (causalidade I). A evolução da economia brasileira mostra que o PIB crescia acima da demanda doméstica até A partir deste ano, quando se que se inicia o processo de forte valorização cambial, a demanda doméstica passa a crescer mais rapidamente que o PIB. Por fim, nossos testes mostram que a taxa de câmbio explica 50% da diferença entre o crescimento do PIB e da demanda doméstica. A outra metade é certamente devida a outras pressões importantes como, por exemplo, pressões advindas dos gastos do governo, crédito, etc. Isso significa que existe um equilíbrio potencial na economia que não é garantido devido ao câmbio sobrevalorizado. O descompasso cambial é fato gerador dos presentes déficits em conta corrente e futuro déficit comercial. Caso nada seja feito para corrigir o desalinhamento da taxa de câmbio, o equilíbrio da demanda doméstica será sempre compensado pelo crescimento das importações, o que restringe o crescimento da produção nacional e gera instabilidade no setor externo da economia. 9
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