Comunicado 97 Técnico
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- Elisa César Chaplin
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1 Comunicado 97 Técnico ISSN Novembro, 2017 Bagé, RS É Possível Estimar a Eficiência Real dos Antihelmínticos por Meio de Testes in Vitro? 1 Magda Vieira Benavides Alessandro Pelegrine Minho 2 A verminose ovina causa problemas de perda de peso e, em casos extremos, óbito de animais. No intuito de manter os animais sadios, a pergunta mais frequente dos produtores é: com que antihelmíntico tratar seus animais para resolver o problema da verminose? O medicamento certo para cada propriedade depende de fatores como o histórico de tratamentos dos rebanhos (data/dose/princípio ativo), uma vez que antiparasitários frequentemente usados podem causar a resistência dos parasitos frente ao químico. Os exames de rotina dos laboratórios de parasitologia veterinária são o OPG (GORDON; WHITLOCK, 1939) e a coprocultura (ROBERTS; O'SULLIVAN, 1950). O primeiro determina o número de ovos de parasitos presentes nas fezes, porém não consegue identificar as espécies de parasitos, o que é possível, sete dias mais tarde, por meio da coprocultura. Uma técnica de campo, o teste de redução da contagem de ovos nas fezes (TRCOF), usa o OPG para identificar o antihelmíntico mais recomendado para um determinado rebanho. Tratase de um teste efetivo, mas laborioso, oneroso e moroso. Por outro lado, técnicas laboratoriais são também capazes de avaliar a resistência de parasitos a princípios ativos, podendo ser realizadas de forma mais rápida e menos onerosa. Vantagens e desvantagens dos testes de campo e laboratoriais serão, portanto, abordados neste Comunicado Técnico, que tem por objetivo mostrar a técnicos e ovinocultores (a) os fundamentos dos atuais testes de campo para a avaliação dos isolados³ de parasitos de animais de campo como resistentes (ou não) a princípios ativos, e (b) os avanços obtidos com os testes laboratoriais de antiparasitários na esperança de facilitar a identificação do antihelmíntico mais recomendado, sem a necessidade de testes a campo. Como é realizada a identificação do antihelmíntico mais recomendável para seu rebanho? Existe uma tendência de o produtor rural pensar que aquilo que funciona para o tratamento dos animais do seu vizinho também funciona para a sua propriedade, porém o isolado de parasitos de animais a campo de propriedades vizinhas pode ser diferente, pois são populações de parasitos que foram "expostos" a sucessivos tratamentos com diferentes grupos de princípios ativos. Em outras palavras, é importante que seja avaliada a eficácia do antihelmíntico no rebanho em questão, a qual é variável em função do: histórico de utilização da droga, número de tratamentos durante o ano, frequência da entrada de novos animais, relevo da propriedade, tipo de pastagem, tipo de criação, manejo sanitário, manejo nutricional, entre outros. 1 Zootecnista, PhD em Wool Science, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul, Bagé, RS. ² Médico Veterinário, Pós Doutor em Sanidade Animal, pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Bagé, RS. ³ O termo isolado de parasitos se refere à população de nematódeos gastrintestinais que acomete um determinado rebanho animal em um determinado período de tempo (todos os vermes que estão na propriedade).
2 2 É Possível Estimar a Eficiência Real dos Antihelmínticos por Meio de Testes in Vitro? Para saber que princípio ativo é o mais adequado para determinada propriedade rural é necessário realizar o teste de redução da contagem de ovos nas fezes (TRCOF). Este utiliza uma metodologia onde animais de campo são agrupados em tantos grupos quanto o número de antihelmínticos se deseja testar, além do grupo controle não tratado. Grupos com, aproximadamente, 10 animais cada. Amostras de fezes são coletadas, diretamente da ampola retal, de forma individual, por isso a identificação dos animais é essencial (tatuagem, brinco, tintura ou outras). No laboratório é realizado o exame de contagem de OPG onde o número de ovos de Trichostrongilídeos (família de parasitos de importância veterinária) é denominado como OPG (número de ovos por grama de fezes) do dia zero. Geralmente, no décimo dia (entre 7 a 14 dias, dependendo dos produtos utilizados e da disponibilidade do produtor), retornase à propriedade e coletamse novamente amostras de fezes dos mesmos animais, individualmente, e no laboratório é realizada nova contagem de ovos. Calculase então a redução do número de ovos de parasitos do dia 10 com relação aos do dia zero e, por comparação entre os grupos, é escolhido o antihelmíntico com maior eficácia para o tratamento dos animais. Grupo 1 D C1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4 Grupo 5 D D D sem D C1 C1 C1 C C2 C2 C2 C2 C Dia 0: Formação de 4 grupos de 10 animais cada Identificação individual dos animais Dosificação (D) dos grupos com 4 princípios ativos diferentes Coleta de fezes 1 (C1) Teste de OPG no laboratório Resultado: OPG inicial Dia 10: Coleta de fezes 2 (C2) Teste de OPG no laboratório Resultado: OPG final Cálculo da redução de OPG Ex: Grupo 1 OPG inicial (média) = 2500 OPG final (média) = % 100 (100x) x = 96% Interpretação: Houve uma eficácia de 96% do antihelmíntico testado 4 no grupo 1, ou seja, o vermífugo usado no Grupo 1 controlará os parasitos de forma eficiente. Figura 1. Fluxograma do teste de redução de contagem de ovos nas fezes exemplificando teste de 4 antihelmínticos considerando uma população de 40 animais. O TRCOF significa que um técnico visite a propriedade duas vezes em um intervalo de 10 dias. No entanto, para cada grupo de princípios ativos deveria ser usado um intervalo diferente (COLES, 2005). No caso dos benzimidazóis: 710 dias; no caso dos imidatiazóis: 37 dias e no caso das lactonas macrocíclicas (avermectinas): 1417 dias.portanto, se for usado o intervalo médio de 10 dias, somente o primeiro grupo teria uma avaliação correta. Por outro lado, tornase laborioso fazer com que o técnico retorne a propriedade nos dias 7, 10 e 17 (além do dia zero) para obter resultados fidedignos para os três principais grupos de princípios ativos. Na prática, é recomendável que o produtor de ovinos utilize o TRCOF uma vez ao ano (FORTES; MOLENTO, 2013), com o objetivo de monitorar a eficácia dos medicamentos, e substituir o medicamento (princípio ativo) que apresentar percentual abaixo de 80% de eficácia. Na realidade, o principal alvo deste teste é avaliar o isolado de campo que o produtor possui na sua propriedade, independentemente do número de animais que ele possui no rebanho. Quanto ao número de antihelmínticos a serem utilizados, na prática, devem ser usados, pelo menos, aqueles em uso na propriedade e o novo princípio ativo a ser testado (planejamento para troca anual de princípio ativo). Existem técnicas laboratoriais capazes de identificar o melhor antihelmíntico a ser utilizado? Uma alternativa aos ensaios in vivo são os testes laboratoriais (ou in vitro) para a detecção de resistência antihelmíntica a diversos grupos de medicamentos. Prévio ao desenvolvimento destes testes, a única forma de identificar resistência de parasitos a princípios ativos era por meio de infecção de animais, culminando com a necropsia parasitológica dos mesmos, delineamento bastante oneroso. 4 A população de parasitos é considerada resistente quando a redução do número de OPG é < 95%.
3 É Possível Estimar a Eficiência Real dos Antihelmínticos por Meio de Testes in Vitro? 3 5 Apesar de poderem ser realizados com um pool de fezes enviado pelo próprio produtor rural (proveniente de uma única coleta), um dos limitantes dos testes in vitro se deve ao fato deles basearem seus resultados 6 em fases de vida livre do parasito (de ovos a L3, geralmente encontrados no ambiente), ou seja, estágios passíveis de serem obtidos em cultivo no laboratório, a partir de ovos de nematóides coletados das fezes dos animais. No entanto, os medicamentos agem no estômago dos hospedeiros, onde se encontram larvas L4, fêmeas e machos adultos. Apesar de alguns trabalhos mostrarem avanços no cultivo in vitro de estádios larvais além do L3 (STRINGFELLOW, 1986), é percebido entre pesquisadores que estádios mais avançados no ciclo dos parasitos (nematódeos adultos) só podem ser obtidos por meio de coleta direta em animais parasitados após necropsia destes, o que oneraria os exames laboratoriais. A correta avaliação dos produtos ativos, portanto, depende da correlação entre os resultados de L3 e de adultos, fato que só pode ser observado por meio da comparação do TRCOF (a campo) com os de laboratório. Os métodos in vitro não possuem a interação do efeito do hospedeiro no estabelecimento da infecção parasitária e na variação da farmacodinâmica da droga no organismo animal (CHAGAS et al., 2011). No entanto, os testes laboratoriais in vitro são mais rápidos, mais econômicos e menos trabalhosos do que os in vivo (DEMELER et al., 2012). Os testes laboratoriais mostraram ter um uso promissor em simular o comportamento dos princípios ativos nos parasitos. Mais recentemente, uma série de testes in vitro foram desenvolvidos. Entre eles: A) Eclodibilidade de ovos (LE JAMBRE, 1976) B) Paralisia larvar (MARTIN; LE JAMBRE, 1979) C) (COLES et al., 1988, 1992) D) Inibição de alimentação larvar (ÁLVAREZ SÁNCHEZ et al., 2005) E) Inibição da migração larvar (WAGLAND et al., 1992) O teste de eclodibilidade de ovos avalia a capacidade dos ovos de parasito se tornarem larvas e o de paralisia larvar estima a percentagem de L3 paralisadas em diluições seriadas de antihelmínticos, sob condições laboratoriais.mais recentemente, outras adaptações e padronizações têm sido adicionadas ao repertório de exames parasitológicos usados para testar princípios ativos, como o "teste de desenvolvimento larvar" que mede a capacidade do ovo se desenvolver até L3 sob a ação de determinado antihelmíntico em cultura contendo E. coli como nutriente. Uma versão do teste de desenvolvimento 7 larvar é chamada de DrenchRite (da Microbial Screening Technologies, New South Wales, Australia), usado pela Universidade da Geórgia nos Estados Unidos, que identifica quais são as drogas mais eficientes no campo. Esse ensaio está baseado no teste de desenvolvimento larvar para detectar resistência contra benzimidazóis, imidazotiazóis/tetrahidropirimidinas e avermectinas/milbemicinas. Mais tarde, o teste de desenvolvimento larvar foi capaz de identificar resistência de H contortus e T. colubriformis a moxidectina (KAPLAN et al., 2007), resultados confirmados pelo teste de redução de OPG em estabelecimentos produtores de caprinos. O teste de inibição da alimentação larvar estima a capacidade do parasito em se alimentar quando está em contato com o princípio ativo, e o "teste de migração larvar" avalia a capacidade de L3 migrarem ativamente por meio de peneiras de nylon com malhas de 25µm (no caso de parasitos de ovinos) após a incubação destas com antihelmínticos. Cada um destes testes mede mecanismos importantes da fisiologia do parasito, dado a que alguns princípios ativos afetam a eclodibilidade, a alimentação, ou a motilidade do parasito. Seria possível então conciliar os mais recentes conhecimentos acadêmicos em testes parasitológicos com o TRCOF, teste laborioso para saber qual medicamento deva ser usado para determinada população de parasitos no campo? 5 O pool é o conjunto de fezes coletadas de vários animais, o qual perfaz uma única amostra. Para a coleta de fezes para realização dos testes in vitro, levar em consideração a última data de tratamento antihelmíntico do rebanho e o período de carência (eficácia) do produto utilizado. 6 Para exemplificar, o ciclo do Trichostrongylus colubriformis inicia na forma de ovos (nas fezes), que com temperatura e umidade propícias se transformam em larva estadio 1 (L1, média de 2 dias), estas em L2 (32 dias) que se alimentam de bactérias no bolo fecal a L3. As L3 (em média 32 dias até o estádio de L4) possuem cutícula protetora e também são chamadas de larvas infectantes pois são ingeridas pelo hospedeiro (ANDERSEN et al., 1966), se transformam em L4, posteriormente larvas imaturas e finalmente adultas. 7 Disponível em: <
4 4 É Possível Estimar a Eficiência Real dos Antihelmínticos por Meio de Testes in Vitro? Tais técnicas laboratoriais estão sendo usadas para avaliar antihelmínticos in vitro, dispensando, portanto, os testes com animais. No entanto, inexiste um padrão internacional reconhecido por grupos de parasitologistas que defina que testes devam ser utilizados para simular in vitro um resultado no campo. A Tabela 1 mostra um resumo de resultados de literatura utilizando vários testes in vitro. Nela podese observar que a determinação dos níveis de resistência de frente ao closantel não foi possível de ser observada por meio dos testes de desenvolvimento larvar (LACEY et al., 1990), paralisia larvar (DOBSON et al., 1986), e de eclodibilidade de ovos (LE JAMBRE, 1976). No entanto, o teste de migração de larvas L3 e L4 de foi capaz de demonstrar níveis de resistência frente a este princípio ativo (ROTHWELL; SANGSTER, 1993). Este mesmo teste foi ainda capaz de detectar resistência de frente ao levamisole, tiabendazole e ivermectina. Os testes de motilidade larvar (GILL et al., 1991), desenvolvimento larvar (GIORDANO et al., 1988; KAPLAN et al., 2007), inibição da alimentação larvar (ÁLVAREZSÁNCHEZ et al., 2005) e migração larvar (DEMELER et al., 2010) foram efetivos na identificação da resistência de frente a ivermectina. Sendo que a resistência de T. colubriformis e T. circumcincta também foi detectada por meio do teste de inibição da alimentação larvar (ÁLVAREZSÁNCHEZ et al., 2005). Por sua vez, a resistência dos parasitos frente a moxidectina foi detectada pelo teste de desenvolvimento larvar para os parasitos e T. colubriformis (KAPLAN et al., 2007) e no de inibição da migração larvar para a resistência de, T. colubriformis e T. circumcincta (DEMELER et al., 2013). O teste de paralisia larvar foi capaz de detectar a resistência de O. circumcincta frente a levamisole (MARTIN; LE JAMBRE, 1979), bem como o de desenvolvimento larvar (VÁRADY; CORBA, 1999) para os parasitos e O. circumcincta. Os melhores testes para a detecção da resistência de tiabendazole em e O. circumcincta foram os de eclodibilidade larvar (LE JAMBRE, 1976) e desenvolvimento larvar (VÁRADY; CORBA, 1999).Cabe ressaltar que ainda existem testes bioquímicos e moleculares para a detecção de resistência dos parasitos aos princípios ativos (TAYLOR et al., 1992), mas que são utilizados essencialmente em pesquisa científica, estando ainda, distantes da realidade de serem disponibilizados aos produtores rurais para identificação de resistência antihelmíntica em isolados de campo. Diante da revisão realizada quanto ao estado da arte sobre os testes de eficiência do uso de antihelmínticos, é fundamental a detecção precoce e fidedigna da resistência parasitária na criação de ovinos. Dentro desse contexto, experimentos comparando os resultados de testes de redução de OPG com os testes in vitro são fundamentais para validar se realmente será possível estimar resultados de campo com os observados em testes O teste de migração larvar modificado foi exitoso em identificar a resistência de frente às lactonas macrocíclicas (KOTZE et al., 2006), teste que não teve o mesmo sucesso para os parasitos T. colubriformis e O. circumcincta.
5 É Possível Estimar a Eficiência Real dos Antihelmínticos por Meio de Testes in Vitro? 5 Tabela 1. Literatura referente a testes laboratoriais de resistência de parasitos frente a diversos produtos antihelmínticos. Parasito Princípio ativo Teste Autor Resultado MartínezValladares et al. (2012) Inibição da alimentação larvar Benzimidazole, imidatiazole e lactonas macrocíclicas Closantel Closantel Closantel Closantel, levamisole, Tiabendazole, Mais recentemente, uma série de testes in vitro foram desenvolvidos. Entre eles: T. circumcincta Le Jambre (1976) Dobson et al. (1986) Lacey et al. (1990) Rothwell e Sangster (1993) Eclodibilidade de ovos Paralisia larvar Migração larvar Giordano et al. (1988) Gill et al. (1991) ÁlvarezSánchez et al. (2005) Motilidade larvar Inibição da alimentação larvar Demeler et al. (2010) Kaplan et al. (2007) Kaplan et al. (2007) Kotze et al. (2006) Kotze et al. (2006) Kotze et al. (2006) Martin e Le Jambre (1979) Demeler et al. (2013) Migração larvar Migração larvar modificada Migração larvar modificada Migração larvar modificada Paralisia larval Inibição da migração larvar e moxidectina e moxidectina Lactonas macrocíclicas Lactonas macrocíclicas Lactonasmacrocíclicas Levamisole Moxidectina Le Jambre (1976) Le Jambre (1976) Várady e Corba (1999) Eclodibilidade de ovos Eclodibilidade de ovos Tiabendazole Tiabendazole Tiabendazole e levamisole T. colubriformis,t. colubriformis, T. circumcincta,t. colubriformis T. colubriformis O. circumcincta O. circumcincta,t. colubriformis, T. circumcincta O. circumcincta
6 6 É Possível Estimar a Eficiência Real dos Antihelmínticos por Meio de Testes in Vitro? Referências ANDERSEN, F. L.; WANG, G. T.; LEVINE, N. D. Effect of temperature on survival of the freeliving stages of Trichostrongylus colubriformis. Journal of Parasitology, Lawrence, v. 52, n. 4, p , Aug ÁLVAREZSÁNCHEZ, M. A.; GARCÍA, J. P.; BARTLEY, D.; JACKSON, F.; ROJOVAZQUEZ, F. A. The larval feeding inhibition assay for the diagnosis of nematode anthelmintic resistance. Experimental Parasitology, San Diego, v. 110, n. 1, p. 5661, May CHAGAS, A. C. S.; NICIURA, S. C. M.; MOLENTO, M. B. (Ed.). Manual prático: metodologias de diagnóstico da resistência e de detecção de substâncias ativas em parasitas de ruminantes. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; São Carlos, SP: Embrapa Pecuária Sudeste, p. COLES, G. C. Anthelmintic resistance looking to the future: a UK perspective. Research in Veterinary Science, London, v. 78, n. 2, p , Apr COLES, G. C.; BAUER, C.; BORGSTEEDE, F. H. 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7 CGPE Comunicado Técnico, 97 Exemplares desta edição podem ser adquiridos na: Embrapa Pecuária Sul Endereço: BR 153, km 632,9 Caixa Postal 242, Bagé, RS Fone: (53) Fax: (53) ª edição Publicação digitalizada (2017) Comitê de Publicações Expediente Presidente: Fernando Flores Cardoso SecretáriaExecutiva: Márcia Cristina Teixeira da Silveira Membros: Bruna Pena Sollero, Elisa Köhler Osmari, Estefanía Damboriarena, Fabiane Pinto Lamego, Graciela Olivella Oliveira, Jorge Luiz Sant'Anna dos Santos, Robert Domingues, Sérgio de Oliveira Jüchem. Suplentes: Henry Gomes de Carvalho, Marcos Jun Iti Yokoo Supervisor editorial: Lisiane Brisolara Revisor de texto: Felipe Rosa Normalização bibliográfica: Graciela Olivella Oliveira Editoração eletrônica: Murilo Gonçalves
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