EDUCAÇÃO ESPECIAL. Estratégias
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- Wagner Estrada Rios
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1 EDUCAÇÃO ESPECIAL Metas Meta 4 (compatível com a meta do Plano Nacional de Educação) Meta 4: universalizar, para a população com deficiência, Transtornos Globais do Desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao Atendimento Educacional Especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados. Estratégias 4.1) Oportunizar à comunidade, o conhecimento acerca da legislação que respalda a educação para a pessoa com deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, no prazo de dois anos, a partir da vigência do plano, mediante campanhas informativas, estudos nos espaços educativos e realização de seminários, com a participação da comunidade feirense. 4.2) Assegurar o direito à inclusão educacional da pessoa com deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação a partir do início de vigência desse plano, garantindo a matrícula dos alunos público alvo da educação especial na escola, a flexibilização e adaptação curricular, bem como, a matrícula no Atendimento Educacional Especializado. 4.3) Garantir o cumprimento de critérios para a formação de classes respeitando o limite de inserção de alunos com deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação estabelecido na Portaria Nº 10683/2014 (Estado da Bahia), artigos 5º e 8º, e a quantidade total de alunos, por turma, prescrita pela Portaria 15/2014 do município de Feira de Santana. E que no prazo máximo de 01 ano a partir da vigência desse plano, seja elaborada uma portaria de matrícula municipal com a quantidade de alunos com deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação tendo como base a portaria 10683/2014 (Estado da Bahia), artigos 5º e 8º. 4.4) Garantir a reestruturação dos espaços escolares existentes, tornando-os acessíveis às pessoas com deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento e
2 Altas Habilidades ou superdotação, bem como a observância de critérios de acessibilidade físico-arquitetônica para a construção dos novos prédios escolares. 4.5) Garantir transporte acessível, pela Secretaria Municipal de Educação, aos estudantes com dificuldades de locomoção que assegure o deslocamento necessário à realização das atividades escolares, no turno e contraturno. 4.6) Promover cursos profissionalizantes, assegurando condições de acessibilidade (físico-arquitetônica, tecnológica, comunicacional, tecnologia assistiva e metodológica), para pessoas com deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, em parceria com empresas, instituições públicas e ONGs, preparando-as para o exercício da cidadania e inserção no mercado de trabalho, no prazo máximo de dois anos, a partir da vigência deste Plano. 4.7) Promover, através da Secretaria Municipal de Educação, em parceria com Instituições governamentais e não governamentais, espaços de discussão, mobilização, formação e apoio a família e todos os segmentos da escola, evidenciando a co-responsabilidade coletiva no processo de inclusão dos alunos com deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. 4.8) Participar, através da Divisão de Ensino Especial e comissão do PME, dos projetos de desenvolvimento das políticas públicas voltadas para a utilização dos recursos destinados à educação especial recebidos pela esfera municipal. (APROVADA ATÉ AS 12:00hrs). 4.9) Garantir a fiscalização das verbas recebidas pelo município e pelas escolas através do Conselho Municipal de Educação, Associação de Pais, Colegiados e comissão do PME, publicando anualmente a prestação de contas. 4.10) Garantir que o Projeto Político Pedagógico e a Proposta Curricular das escolas contemplem os princípios da educação inclusiva e ações voltadas para os alunos público alvo da Educação Especial, mediante a orientação da equipe técnica responsável da Secretaria Municipal de Educação, devendo constituir-se como critério para aprovação dos mesmos, no primeiro ano de vigência do Plano Municipal de Educação. 4.11) Garantir a oferta da Formação Continuada a todos os profissionais que atuam no âmbito escolar, visando o atendimento aos alunos com deficiência, Transtorno
3 Global do Desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, imediatamente após a efetivação do plano. 4.12) Criar um centro de referência no município de Feira de Santana para o atendimento aos alunos com deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação com os seguintes profissionais: fonoaudiólogo, psicólogo, pedagogo, psicopedagogo, neurologista, psiquiatra, fisioterapeuta, oftalmologista, otorrinolaringologista, terapeuta ocupacional, profissionais de educação física e assistente social, nos primeiros 2 anos de vigência do plano. 4.13) Viabilizar a implantação de sala de Recursos Multifuncional no município e incentivar a criação/funcionamento destas salas pelo estado, instituições privadas e filantrópicas, garantindo a ampliação de vagas para os alunos com deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. A partir do primeiro ano vigência do plano. 4.14) Organizar a estrutura física e o funcionamento das Salas de Recursos Multifuncionais implantadas e em implantação nas escolas municipais, instituindo profissionais com formação específica nas áreas das deficiências, Transtorno Global do Desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, conforme demanda do espaço escolar e seu entorno. 4.15) Regulamentar a atuação do professor que atua em Sala de Recursos Multifuncionais, cuja função deve ser exercida por professores que já possuem experiência docente (mínimo de três anos), bem como ter a formação em Atendimento Educacional Especializado, em instituição reconhecida pelo Ministério da Educação. 4.16) Garantir nas escolas que têm estudantes com deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação a presença do profissional adequado: professor auxiliar, cuidador, intérprete e tradutor de LIBRAS e guia intérprete que atenda a sua necessidade sem que isso gere custo ao aluno, ficando a cargo das instituições competentes a avaliação de cada caso e encaminhamento do profissional. 4.17) Propor que, em dois anos, o currículo dos cursos de formação do ensino superior, em todas as áreas de licenciatura, bacharelado e tecnólogos, contemplem disciplinas referentes à educação inclusiva. 4.18) Incentivar a formação de profissionais na área de Libras, dando-lhe condições para frequentar esses espaços de formação.
4 4.19) Inserir gradativamente o ensino da Língua Brasileira de Sinais LIBRAS e do Sistema Braille nas escolas, iniciando pelas que já possuem estudantes com surdez e cegueira e, no decorrer do plano ampliar gradativamente para as demais escolas. 4.20) Formar, em 01 ano, a partir da aprovação deste Plano, redes de apoio com as Secretarias Municipais, Estaduais e Federais, Instituições Especializadas, Conselhos, Instituições de Ensino Superior e Terceiro Setor, para garantir o fortalecimento do atendimento especializado às pessoas com deficiências, Transtorno Global do Desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação e suas famílias, criando uma comissão permanente de diálogo e intervenções entre as instituições acima. 4.21) Instituir o atendimento educacional em ambientes hospitalares e domiciliares ao estudante enfermo que não puder frequentar a escola (sob autorização e orientação médica) em consonância com o segmento da Educação Infantil e do Ensino Fundamental e quando necessário disponibilizar o Atendimento Educacional Especializado ao público da Educação Especial. 4.22) Criar um fórum permanente de Educação Especial, com a participação de vários segmentos sociais, para o diálogo, o acompanhamento e a avaliação das ações constantes do Plano Municipal de Educação. 4.23) Criar uma comissão para acompanhar e monitorar a utilização e manutenção dos recursos didáticos e mobiliários destinados a sala de recursos multifuncionais, respeitando as orientações e determinações legais. 4.24) Garantir a manutenção, pela Secretaria Municipal de Educação, de material didático pedagógico, tecnológico e mobiliário das salas de recursos multifuncionais das escolas municipais. Referências Bibliográficas BHABHA, Homi K. O local da cultura. Trad. Myriam Ávila, Eliana Lourenço de Lima Reis, Gláucia Renate Gonçalves. Belo Horizonte: Ed. UFMG, BRASIL. MEC, Portaria Normativa nº- 13, de 24 de abril de Disponível em 4_24.pdf. Acesso em: 25 de abril de 2014.
5 . Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, Resolução N 4, de 2 de outubro de Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial. Brasília: MEC, SKLIAR, Carlos. E se o outro não estivesse ai? Notas para uma pedagogia (improvável) da diferença. Rio de Janeiro: DP&A, SKLIAR, Carlos. Pedagogia (improvável) da diferença: e se o outro não estivesse aí? Rio de Janeiro: DP&A, SILVA, Tomaz Tadeu da (Org); HALL, Stuart; WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis: Vozes, 2000.
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