Desenho de Móveis e Medição

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Desenho de Móveis e Medição"

Transcrição

1 Desenho de Móveis e Medição

2 Coordenação do Programa Formare Coordenação Pedagógica Coordenação da Área Técnica UTFPR Beth Callia Zita Porto Pimentel Alfredo Vrubel Elaboração Coordenação Geral GIPE Projetos Educativos Ltda. Av. Imperial, 407 / Ipanema Porto Alegre, RS [email protected] Ana Mariza Ribeiro Filipouski e Diana Maria Marchi Produção Gráfica Marta Castilhos Autoria deste caderno Rosa Maria Rembowski Casaccia Apoio MEC Ministério da Educação FNDE Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação PROEP Programa de Expansão da Educação Profissional Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (William Okubo, CRB-8/6331, SP, Brasil) CASACCIA, Rosa Maria Rembowski Desenho de móveis e medição / Rosa Maria Rembowski Casaccia ; Projeto Formare. - São Paulo : Fundação Iochpe, p. (Cadernos Formare, 44) Inclui: Exercícios; Glossário; Bibliografia. ISBN Ensino Profissional 2. Arquitetura - Móveis 3. Sistema de medidas I. Projeto Formare II. Título III. Série CDD Iniciativa Realização Fundação IOCHPE Al. Tietê, 618, casa 3, Cep , São Paulo, SP

3 Formare: uma escola para a vida Ensinar e aprender não podem dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria. A alegria não chega apenas com o encontro do achado, mas faz parte do processo de busca. Paulo Freire Hoje a educação é concebida em uma perspectiva ampla de desenvolvimento humano e não apenas como uma das condições básicas para o crescimento econômico. O propósito de uma escola é muito mais o desenvolvimento de competências pessoais para o planejamento e realização de um projeto de vida do que apenas o ensino de conteúdos disciplinares. Os conteúdos devem ser considerados na perspectiva de meios e instrumentos para conquistas individuais e coletivas nas áreas profissional, social e cultural. A formação de jovens não pode ser pensada apenas como uma atividade intelectual. É um processo global e complexo, onde conhecer, refletir, agir e intervir na realidade encontram-se associados. Ensina-se pelos desafios lançados, pelas experiências proporcionadas, pelos problemas sugeridos, pela ação desencadeada, pela aposta na capacidade de aprendizagem de cada um, sem deixar de lado os interesses dos jovens, suas concepções, sua cultura e seu desejo de aprender. Aprende-se a partir de uma busca individual, mas também pela participação em ações coletivas, vivenciando sentimentos, manifestando opiniões diante dos fatos, escolhendo procedimentos, definindo metas. O que se propõe, então, não é apenas um arranjo de conteúdos em um elenco de disciplinas, mas a construção de uma prática pedagógica centrada na formação. Nesta mudança de perspectiva, os conteúdos deixam de ser um fim em si mesmos e passam a ser instrumentos de formação. Essas considerações dão à atividade de aprender um sentido novo, onde as necessidades de aprendizagem despertam o interesse de resolver questões desafiadoras. Por isso uma prática pedagógica deve gerar situações de aprendizagem ao mesmo tempo reais, diversificadas e provocativas. Deve possibilitar, portanto, que os jovens, ao dar opiniões, participar de debates e tomar decisões, construam sua individualidade e se assumam como sujeitos que absorvem e produzem cultura. Segundo Jarbas Barato, a história tem mostrado que a atividade humana produz um saber "das coisas do mundo", que garantiu a sobrevivência do ser humano sobre a face da Terra e, portanto, deve ser reconhecido e valorizado como a "sabedoria do fazer". Desenho de Móveis e Medição 3

4 O conhecimento proveniente de uma atividade como o trabalho, por exemplo, nem sempre pode ser traduzido em palavras. Em geral, peritos têm dificuldade em descrever com clareza e precisão sua técnica. É preciso vê-los trabalhar para "aprender com eles". O pensar e o fazer são dois lados de uma mesma moeda, dois pólos de uma mesma esfera. Possuem características próprias, sem pré-requisitos ou escala de valores que os coloquem em patamares diferentes. Teoria e prática são modos de classificar os saberes insuficientes para explicar a natureza de todo o conhecimento humano. O saber proveniente do fazer possui uma construção diferente de outras formas que se valem de conceitos, princípios e teorias, nem sempre está atrelado a um arcabouço teórico. Quando se reconhece a técnica como conhecimento, considera-se também a atividade produtiva como geradora de um saber específico e valoriza-se a experiência do trabalhador como base para a construção do conhecimento naquela área. Técnicas são conhecimentos processuais, uma dimensão de saber cuja natureza se define como seqüência de operações orientadas para uma finalidade. O saber é inerente ao fazer, não uma decorrência dele. Tradicionalmente, os cursos de educação profissional eram rigidamente organizados em momentos prévios de "teoria" seguidos de momentos de "prática". O padrão rígido explicação (teoria) antes da execução (prática) era mantido como algo natural e inquestionável. Profissões que exigem muito uso das mãos eram vistas como atividades mecânicas, desprovidas de análise e planejamento. Autores estão mostrando que o aprender fazendo gera trabalhadores competentes e a troca de experiências integra comunidades de prática nas quais o saber "distribuído por todos" eleva o padrão da execução. Por isso, o esforço para o registro, organização e criação de uma rede de apoio, uma teia comunicativa de "relato de práticas" é fundamental. Dessa forma, o uso do paradigma da aprendizagem corporativa faz sentido e é muito mais produtivo. A idéia da formação profissional no interior do espaço de trabalho é, portanto, uma proposição muito mais adequada, inovadora e ousada do que a seqüência que propõe primeiro a teoria na sala de aula, depois a prática. Atualmente, as empresas têm investido na educação continuada de seus funcionários, na expectativa de que este esforço contribua para melhorar os negócios. A formação de quadros passou a ser, nesses últimos anos, atividade central nas organizações que buscam o conhecimento para impulsionar seu desenvolvimento. No entanto, raramente se percebe que um dos conhecimentos mais importantes é aquele que está sendo construído pelos seus funcionários no exercício cotidiano de suas funções, é aquele que está concentrado na própria empresa. A empresa contrata especialistas, adquire tecnologias, desenvolve práticas de gestão, inaugura centros de informação, organiza banco de dados, incentiva 4 Desenho de Móveis e Medição Desenho de Móveis e Medição 4

5 inovações. Vai acumulando, aos poucos, conhecimento e experiências que, se forem apoiadas com recursos pedagógicos, darão à empresa a condição de excelência como "espaço de ensino e aprendizagem". Criando condições para identificar, registrar, organizar e difundir esse conhecimento, a organização poderá contribuir para o aprimoramento da formação profissional. Convenciona-se que a escola é o lugar onde se ensina e a empresa é onde se produz bens, produtos e serviços. Deste ponto de vista, o conhecimento seria construído na escola, e caberia à empresa o aprimoramento de competências destinadas à produção. Esta é uma visão acanhada e restritiva de formação profissional que não reconhece e não explora o potencial educativo de uma organização. Neste cenário, a Fundação IOCHPE, em parceria com a UTFPR Universidade Tecnológica Federal do Paraná, desenvolve a proposta pedagógica Formare, que apresenta uma estrutura curricular composta de conteúdos integrados: um conjunto de disciplinas de formação geral (Higiene, Saúde e Segurança; Comunicação e Relacionamento; Fundamentação Numérica; Organização Industrial e Comercial; Informática e Atividades de Integração) e um conjunto de disciplinas de formação específica. O curso Formare pretende ser uma escola que oferece ao jovem uma preparação para a vida, propõe-se a desenvolver não só competências técnicas, mas também habilidades que lhes possibilitem estabelecer relações harmoniosas e produtivas com todas as pessoas, que os tornem capazes de construir seus sonhos e metas, além de buscar as condições para realizá-los no âmbito profissional, social e familiar. A proposta curricular tem a intenção de fortalecer, além das competências técnicas, outras habilidades: 1) Comunicabilidade capacidade de expressão (oral e escrita) de conceitos, idéias e emoções de forma clara, coerente e adequada ao contexto; 2) Trabalho em equipe capacidade de levar o seu grupo a atingir os objetivos propostos; 3) Solução de problemas capacidade de analisar situações, relacionar informações e resolver problemas; 4) Visão de futuro capacidade de planejar, prever possibilidades e alternativas; 5) Cidadania capacidade de defender direitos de interesse coletivo. Cada competência é composta por um conjunto de habilidades que serão desenvolvidas durante o ano letivo, por meio de todas as disciplinas do curso. 5 Desenho de Móveis e Medição Desenho de Móveis e Medição 5

6 Para finalizar, ao integrar o ser, o pensar e o fazer, os cursos Formare ajudam os jovens a desenvolver competências para um bom desempenho profissional e, acima de tudo, a dar sentido à sua própria vida. Dessa forma, esperam contribuir para que eles tenham melhores condições para assumir uma postura ética, colaborativa e empreendedora em ambientes instáveis como os de hoje, sujeitos a constantes transformações. Equipe FORMARE 6 Desenho de Móveis e Medição Desenho de Móveis e Medição 6

7 Sobre o caderno Você, educador voluntário, sabe que boa parte da performance dos jovens no mundo do trabalho dependerá das aprendizagens adquiridas no espaço de formação do Curso em desenvolvimento em sua empresa no âmbito do Projeto Formare. Por isso, os conhecimentos a serem construídos foram organizados em etapas, investindo na transformação dos jovens estudantes em futuros trabalhadores qualificados para o desempenho profissional. Antes de esse material estar em suas mãos, houve a definição de uma proposta pedagógica, que traçou um perfil de trabalhador a formar, depois o delineamento de um plano de curso, que construiu uma grade curricular, destacou conteúdos e competências que precisam ser desenvolvidos para viabilizar o alcance dos objetivos estabelecidos e então foram desenhados planos de ensino, com vistas a assegurar a eficácia da formação desejada. À medida que começar a trabalhar com o Caderno, perceberá que todos os encontros contêm a pressuposição de que você domina o conteúdo e que está recebendo sugestões quanto ao modo de fazer para tornar suas aulas atraentes e produtoras de aprendizagens significativas. O Caderno pretende valorizar seu trabalho voluntário, mas não ignora que o conhecimento será construído a partir das condições do grupo de jovens e de sua disposição para ensinar. Embora cada aula apresente um roteiro e simplifique a sua tarefa, é impossível prescindir de algum planejamento prévio. É importante que as sugestões não sejam vistas como uma camisa de força, mas como possibilidade, entre inúmeras outras que você e os jovens do curso poderão descobrir, de favorecer a prática pedagógica. O Caderno tem a finalidade de oferecer uma direção em sua caminhada de orientador da construção dos conhecimentos dos jovens, prevendo objetivos, conteúdos e procedimentos das aulas que compõem cada capítulo de estudo. Ele trata também de assuntos aparentemente miúdos, como a apresentação das tarefas, a duração de cada atividade, os materiais que você deverá ter à mão ao adotar a atividade sugerida, as imagens e os textos de apoio que poderá utilizar. No seu conjunto, propõe um jeito de fazer, mas também poderá apresentar outras possibilidades e caminhos para dar conta das mesmas questões, com vistas a encorajá-lo a buscar alternativas melhor adequadas à natureza da turma. Como foi pensado a partir do planejamento dos cursos (os objetivos gerais de formação profissional, as competências a serem desenvolvidas) e dos planos de ensino disciplinares (a definição do que vai ser ensinado, em que seqüência e intensidade e os modos de avaliação), o Caderno pretende 7 Desenho de Móveis e Medição Desenho de Móveis e Medição 7

8 auxiliá-lo a realizar um plano de aula coerente com a concepção do Curso, preocupado em investir na formação de futuros trabalhadores habilitados ao exercício profissional. O Caderno considera a divisão em capítulos apresentada no Plano de Ensino e o tempo de duração da disciplina, bem como a etapa do Curso em que ela está inserida. Com esta idéia do todo, sugere uma possibilidade de divisão do tempo, considerando uma aula de 50 minutos. Também há avaliações previstas, reunindo capítulos em blocos de conhecimentos e oferecendo oportunidade de síntese do aprendido. É preciso não esquecer, no entanto, que a aprendizagem é avaliada durante o processo, através da observação e do diálogo em sala de aula. A avaliação formal, prevista nos cadernos, permite a descrição quantitativa do desempenho dos jovens e também do educador na medida em que o "erro", muitas vezes, é indício de falhas anteriores que não podem ser ignoradas no processo de ensinar e aprender. Recomendamos que, ao final de cada aula ministrada, você faça um breve registro reflexivo, anotando o que funcionou e o que precisou ser reformulado, se todos os conteúdos foram desenvolvidos satisfatoriamente ou se foi necessário retomar algum, bem como outras sugestões que possam levar à melhoria da prática de formação profissional e assegurar o desenvolvimento do trabalho com aprendizagens significativas para os jovens. Esta também poderá ser uma oportunidade de você rever sua prática como educador voluntário e, simultaneamente, colaborar para a permanente qualificação dos Cadernos. É um desafioconvite que lhe dirigimos, ao mesmo tempo em que o convidamos a ser co-autor da prática que aí vai sugerida. Características do caderno Cada capítulo ou unidade possui algumas partes fundamentais, assim distribuídas: Página de apresentação do capítulo: apresenta uma síntese do assunto e os objetivos a atingir, destacando o que os jovens devem saber e o que se espera que saibam fazer depois das aulas. Em síntese, focaliza a relevância do assunto dentro da área de conhecimento tratada e apresenta a relação dos saberes, das competências e habilidades que os jovens desenvolverão com o estudo da unidade. A seguir, as aulas são apresentadas através de um breve resumo dos conhecimentos a serem desenvolvidos em cada aula. Sua intenção é indicar aos educadores o âmbito de aprofundamento da questão, sinalizando conhecimentos prévios e a contextualização necessária para o tratamento das questões da aula. No interior de cada aula aparece a seqüência de atividades, marcadas pela utilização dos ícones que seguem: 8 Desenho de Móveis e Medição

9 Indica, passo a passo, as atividades propostas para o educador. Apresenta as informações básicas, sugerindo uma forma de desenvolvê-las. Esta seção apresenta conceitos relativos ao tema tratado, imagens que têm a finalidade de se constituírem em suporte para as explicações do educador (por esse motivo todas elas aparecem em anexo num cd, para facilitar a impressão em lâmina ou a sua reprodução por recurso multimídia), exemplos das aplicações dos conteúdos, textos de apoio que podem ser multiplicados e entregues aos jovens, sugestões de desenvolvimento do conteúdo e atividades práticas, criadas para o estabelecimento de relações entre os saberes. No passo a passo, aparecem oportunidades de análise de dados, observação e descrição de objetos, classificação, formulação de hipóteses, registro de experiências, produção de relatórios e outras práticas que compõem a atitude científica frente ao conhecimento. Indica a duração prevista para a realização do estudo e das tarefas de cada passo. É importante que fique claro que esta é uma sugestão ideal, que abstrai quem é o sujeito ministante da aula e quem são os sujeitos que aprendem, a rigor os que mais interessam nesse processo. Quando foi definida, só levou em consideração o que era possível no momento: o conteúdo a ser desenvolvido, tendo em vista o número de aulas e o plano de ensino da disciplina. No entanto você, juntamente com os jovens que compõem a sua turma, têm liberdade para alterar o que foi sugerido, adaptar as sugestões para o seu contexto, com as necessidades, interesses, conhecimentos prévios e talentos especiais do seu grupo. O glossário contém informações e esclarecimentos de conceitos e termos técnicos. Tem a finalidade de simplificar o trabalho de busca do educador e, ao mesmo tempo, incentivá-lo a orientar os jovens para a utilização de vocabulário apropriado referente aos diferentes aspectos da matéria estudada. Aparece ao lado na página em que é utilizado e é retomado ao final do Caderno, em ordem alfabética. Remete para exercícios que objetivam a fixação dos conteúdos desenvolvidos. Não estão computados no tempo das aulas, e poderão servir como atividade de reforço extraclasse, como revisão de conteúdos ou mesmo como objeto de avaliação de conhecimentos. Notas que apresentam informações suplementares relativas ao assunto que está sendo apresentado. Idéias que objetivam motivar e sensibilizar o educador para outras possibilidades de explorar os conteúdos da unidade. Têm a preocupação de sinalizar que, de acordo com o grupo de jovens, outros modos de fazer podem ser alternativas consideradas para o desenvolvimento de um conteúdo. Traz as idéias-síntese da unidade, que auxiliam na compreensão dos conceitos tratados, bem como informações novas relacionadas ao que se está estudando. Desenho de Móveis e Medição 9

10 Em síntese, você educador voluntário precisa considerar que há algumas competências que precisam ser construídas durante o processo de ensino-aprendizagem, tais como: conhecimento de conceitos e sua utilização; análise e interpretação de textos, gráficos, figuras e diagramas; transferência e aplicação de conhecimentos; articulação estrutura-função; interpretação de uma atividade experimental. Em vista disso, o conteúdo dos Cadernos pretende favorecer: conhecimento de propriedades e de relações entre conceitos; aplicação do conhecimento dos conceitos e das relações entre eles; produção e demonstração de raciocínios demonstrativos; análise de gráficos; resolução de problemas; identificação de dados e de evidências relativas a uma atividade experimental; conhecimento de propriedades e relações entre conceitos em uma situação nova. Como você já deve ter concluído, o Caderno é uma espécie de obra aberta, pois está sempre em condições de absorver sugestões, outros modos de fazer, articulando os educadores voluntários do Projeto Formare em uma rede que consolida a tecnologia educativa que o Projeto constitui. Desejamos que você possa utilizá-lo da melhor forma possível e que tenha a oportunidade de refletir criticamente sobre eles, registrando sua colaboração e interagindo com os jovens de seu grupo a fim de investirmos todos em uma educação mais efetiva e na formação de profissionais mais competentes e atualizados para os desafios do mundo contemporâneo. GIPE Gestão e Inovação em Projetos Educativos 10 Desenho de Móveis e Medição

11 Introdução À medida que a civilização evoluía, o ser humano foi desenvolvendo uma série de conceitos para melhor designar coisas e situações que ocorriam ao seu redor. Alguns desses conceitos se referem às quantidades das coisas: dizer que havia bastante gente no lugar ou que tem muitas frutas neste cesto não é suficiente para expressar uma quantidade exata. Por isso, ao longo do tempo, foram sendo desenvolvidos conceitos de medição ou de quantificação desses objetos ou fenômenos de maneira precisa, de modo a não restar dúvida sobre as quantidades de que se estava falando. Modernamente, a Metrologia é a ciência que se ocupa de todos os aspectos relativos à medição, procurando atender às peculiaridades de diversas áreas de conhecimento. Na indústria, a Metrologia tem importância fundamental, pois garante a precisão dos processos industriais, evitando desperdícios e contribuindo para a fabricação de produtos de qualidade. Este caderno apresenta sugestões de trabalhos que favorecem o reconhecimento de aspectos básicos do desenho técnico e favorecem a construção de conhecimentos importantes para as funções determinadas pela empresa que atue com processos em madeira. O objetivo da área é executar medições de grandezas dimensionais e de processos de produção industrial, interpretar desenhos técnicos de componentes isolados e de conjuntos de produtos em madeira e alguns em metal que são necessários como acessórios para o funcionamento de móveis. Estes desenhos técnicos também serão estudados para serem representados em croqui para fabricação de componentes de pequena complexidade. Desenho de Móveis e Medição 11

12

13 Sumário 1 Sistemas de Unidades Primeira Aula Sistemas de medição: histórico, importância e organismos reguladores Segunda Aula Sistemas de medição: metro e polegada Terceira Aula Exercícios de aplicação Medições Dimensionais e Tolerância Primeira Aula Equipamentos de medir Segunda Aula Equipamentos de medir: modos de usar Terceira Aula Registrando materiais, medições, instrumentos Quarta Aula Fatores de tolerância e ajuste Quinta Aula Tolerância: terminologia e interpretação Sexta Aula Classificação de peças Medições de Grandezas de Processo Primeira Aula Unidades de medida: pressão Segunda Aula Unidades de medida: temperatura Terceira Aula Massa e peso: leitura de balanças Quarta Aula Avaliação Linhas e Escrita Técnica Primeira Aula Desenho técnico: linhas, letras e instrumentos para desenhar Segunda Aula Traçado de linhas técnicas com instrumento e à mão livre Terceira Aula Exercícios práticos Quarta Aula Traçado de letras conforme normas técnicas Quinta Aula Desenho de textos conforme a escrita técnica Sexta Aula Desenho de móveis Desenho de Móveis e Medição 13

14 5 Cotagem e Escala Móveis Primeira Aula Conceitos básicos: cota nominal, linha de chamada e linha de cota Segunda Aula Escalas normalizadas e uso do escalímetro Terceira Aula Cotagem de desenhos de figuras planas: tipos e leitura Quarta Aula Escala: leitura e anotação Quinta Aula Exercícios práticos Perspectiva Primeira Aula Representação em perspectiva e representação fotográfica Tipos de perspectiva Segunda Aula Desenho de prismas, cilindros e cubos em perspectiva isométrica Terceira Aula Vista principal Quarta Aula Perspectiva isométrica de peças com e sem furos: escolha da melhor face Quinta Aula Perspectiva cavaleira Projeções Ortogonais Primeira Aula Projeções ortogonais Segunda, Terceira e Quarta Aulas Projeções ortográficas e perspectiva isométrica Projeções ortográficas de figuras planas Projeções ortográficas de sólidos geométricos Projeções ortográficas de modelos com elementos paralelos e oblíquos Projeções ortográficas de modelos com elementos diversos Quinta e Sexta Aulas Trabalhos práticos Sétima Aula Revisão de conhecimentos Oitava Aula Introdução ao conceito de croqui Nona Aula Desenho de croqui a partir de perspectivas Décima Aula Formação de competências para o exercício profissional Desenho de Móveis e Medição

15 8 Cortes, Secções e Hachuras Primeira Aula Corte total de uma peça, meio corte e corte parcial Segunda Aula Cortes em modelos simétricos de tipo longitudinal e transversal, meio corte e Corte parcial Terceira Aula Representação de componentes em corte Hachuras: como fazer Quarta e Quinta Aulas Atividade prática Desenho de móveis Primeira Aula Móveis e seus componentes Segunda Aula Especificações especiais de móveis Terceira Aula Visita técnica Quarta Aula Revisão de aprendizagens Quinta Aula Leitura e interpretação de desenhos de projetos Noções de Design e de CAD Primeira Aula Design: conceituação Segunda Aula Desenhos feitos com o auxílio de computador Terceira Aula Visita técnica ao setor de engenharia da empresa Quarta Aula Desenvolvimento de projetos de produtos Quinta Aula Revisão de conhecimentos Sexta Aula Avaliação Referências Anexos Desenho de Móveis e Medição 15

16

17 1 Sistema de Unidades Neste capítulo serão tratados alguns aspectos da Metrologia aplicados ao desenho de móveis, de modo que os jovens possam se apropriar de conceitos e conhecimentos que os acompanharão em sua vida profissional. O educador poderá favorecer a construção destes conhecimentos trazendo exemplos de sua própria atuação profissional, de modo a contextualizar as situações de aprendizagem. Objetivos Compreender os conceitos de grandeza, medida e unidade e a importância da medição nos processos produtivos industriais; Conhecer alguns instrumentos de medição e suas aplicações; Conceituar as principais unidades de grandezas físicas e suas equivalências. Desenho de Móveis e Medição 17

18

19 Primeira Aula Nesta aula serão estudados os princípios que originaram os sistemas de medição atualmente em uso, sua história, importância e os organismos que os regulamentam. Passo 1 / Exercício prático Sistemas de medição: histórico, importância e organismos reguladores 20min Trocando mercadorias Para verificar a importância e as vantagens de um sistema unificado de medidas, proponha uma situação de troca de mercadorias fictícias, em que os jovens criarão suas próprias unidades de medidas, inclusive monetárias, e tentarão intercambiar mercadorias medidas com diferentes unidades. Ao final, converse a respeito da experiência, fazendo um levantamento das facilidades ou dificuldades enfrentadas e suas possíves explicações. Conduza a discussão para a consideração de tempo despendido, grandezas comparadas, relação produto e valor, etc. Passo 2 / Leitura Individual Lendo sobre o histórico da medição 30min Prepare o texto de apoio que segue para entregar aos jovens e peça que eles coloquem um título. No final da leitura, comente-o com eles a partir do seguinte desafio: A quem interessa a uniformidade no tratamento das medições? Por quê? As respostas, por escrito, constarão da avaliação final. Desenho de Móveis e Medição 19

20 Quando os meios de comunicação e relacionamento entre os povos não tinham o alcance que têm hoje, cada povo ou civilização desenvolvia o seu próprio sistema de medida. No antigo Egito, por exemplo, a distância entre o polegar e o cotovelo do faraó era usada como medida de comprimento. Outras dimensões do corpo também foram utilizadas para isso: pés, braças, polegadas eram usadas como referência. Em Portugal e no Brasil colonial, era comum o uso de medidas como vara, côvado, quintal, etc. Como esses padrões de medida eram baseados em referências variáveis, simplesmente não havia condições de existir um padrão unificado. Com o desenvolvimento da humanidade, as trocas entre os povos, principalmente as comerciais, passaram a ser mais intensas. Como não havia unificação de medidas, muitas confusões passaram a ocorrer A partir do século XVIII, surgiram as primeiras tentativas de unificação de unidades de medida, quando a Assembléia Nacional Francesa solicitou à Academia Francesa de Ciências que desenvolvesse um sistema que pudesse ser usado internacionalmente. Baseado no metro como unidade de comprimento e no grama como unidade de massa, a partir de 1870 esse sistema teve seu uso mais difundido, sobretudo por razões comerciais. Em 1921, a Convenção Internacional do Metro estabeleceu a Agência Internacional para Pesos e Medidas (BIPM Bureau International des Pois et Mesures) e constituiu também a Conferência Geral em Pesos e Medidas (CGPM Conférence Générale de Pois et Mesures), para tratar de todos os assuntos relativos ao sistema de medidas. Várias conferências ocorreram desde então, de modo que hoje está estabelecido o Sistema Internacional de Unidades (SI), que unificou as unidades de medida para grandezas de comprimento, massa, tempo, intensidade de corrente elétrica, temperatura termodinâmica e intensidade luminosa. Este sistema foi adotado por quase todos os países do mundo, inclusive pelo Brasil, onde o Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial SINMETRO coordena tudo o que se refere às atividades relacionadas com metrologia, normalização, qualidade industrial e certificação de conformidade. O SINMETRO possui como órgão normativo o Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial CONMETRO e como órgão executivo o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial INMETRO responsável pela aplicação e fiscalização do quadro geral de unidades e por resolver as dúvidas que possam surgir da sua aplicação ou interpretação. O SI é de uso obrigatório em todo o território nacional. As principais vantagens de um sistema unificado de medidas são: Unicidade: a existência de apenas uma unidade para cada quantidade física (ex: o metro para comprimento, o quilograma para massa, o segundo para tempo etc.); Uniformidade: todas as medidas e seus símbolos são tratados e compreendidos da mesma maneira; Relação decimal: o uso da base decimal entre múltiplos e submúltiplos facilita a comunicação e a compreensão; Coerência: como todas as unidades têm o mesmo significado, não há como interpretá-las equivocadamente. 20 Desenho de Móveis e Medição

21 Peça aos jovens que verifiquem a abrangência da atuação do INMETRO. Isso pode ser feito observando a existência de etiqueta de aferição que deve constar em balanças, bombas de gasolina e outros equipamentos de medida. Se houver possibilidade, convide os jovens para usarem a sala de informática, onde poderão consultar o site do INMETRO. Segunda Aula Nesta aula serão estudados o sistema métrico e o sistema de medidas inglês. Passo 1 / Aula teórica Sistemas de medição: metro e polegada 10min Lendo medidas no sistema métrico Traga para a sala de aula e mostre uma trena, um escalímetro, uma régua, um metro articulado para medição de madeira. Possibilite o manuseio pelos jovens. Comente sobre o que segue e solicite que os jovens anotem. Leitura de medidas Ao ler uma régua ou trena, é preciso estar atento a dois aspectos: a precisão e a unidade empregada. A precisão diz respeito à exata observação do que está sendo marcado, por isso é importante o uso adequado de unidades de medida. Mais ou menos uns dois centímetros é inaceitável em processos industriais. É preciso usar dois centímetros, ou um centímetro e oito milímetros, ou dois centímetros e três milímetros e assim por diante. Também é inadequado referir dois centímetros e três riscos. Insista com os jovens que estes riscos significam milímetros e assim devem ser referidos. Quanto à unidade, é preciso estar atento para seu uso correto, evitando misturar polegadas com centímetros ou milímetros. Leitura no sistema métrico As réguas decimais apresentam as divisões em centímetros, sendo cada centímetro dividido em 10 partes iguais chamadas milímetros. Peça que observem nos instrumentos essas subdivisões. Desenho de Móveis e Medição 21

22 Fig. 1 A maioria dos países adota o sistema métrico que segue: Grandeza Unidade Área Metro quadrado m 2 Volume Metro cúbico m 3 Velocidade Metro por segundo Símbolo m/s Aceleração Metro por segundo quadrado m/s 2 Peça que alguns jovens elaborem esta tabela em um cartaz e exponham na sala, em local visível, ou sugira que cada um a mantenha, junto com os seus materiais, em local de fácil acesso. Passo 2 / Exercícios práticos Expressando as dimensões de objetos 15min Com o auxílio de réguas, proponha aos jovens medirem e expressarem, oralmente e com correção, as dimensões de objetos como caixas, mobiliário da sala, canetas, livros etc., dizendo e escrevendo em uma folha de desenho as medidas encontradas. É importante que todos verbalizem e escrevam as medidas, a fim de se habituarem à correta nomenclatura das mesmas. Passo 3 / Aula teórica Lendo medidas no sistema inglês 15min Sistema de medidas inglês Mesmo com a padronização determinada pelo SI, alguns países ainda adotam outro padrão de medidas, o chamado padrão inglês, que emprega pés, polegadas, 22 Desenho de Móveis e Medição

23 libras, etc. Como a produção industrial em larga escala teve início na Inglaterra do século XVII, esse sistema predominou durante muito tempo, sendo ainda usado atualmente. A polegada não adota a subdivisão decimal. Suas frações são 1/2, 1/4, 1/8 e 1/16, chegando até 1/32 para medidas de maior precisão. As principais grandezas expressas nesse sistema podem ser vistas na tabela abaixo, que também convém que esteja exposta em cartaz na sala de aula. Grandeza Unidade Símbolo Comprimento polegada (inches) Comprimento pés (feet) ft Comprimento jardas (yards) yd Massa e peso libras (pounds) lb Massa e peso onças oz Para verificar a equivalência entre os dois sistemas, é possível empregar a seguinte tabela: Grandeza Para converter Multiplicar de para por Comprimento Polegadas Milímetros 25,4 Polegadas Centímetros 2,54 Pés Centímetros 30,48 Pés Metros 0,3048 Milímetros Polegadas 0,03937 Centímetros Polegadas 0,3937 Centímetros Pés 0,0328 Metros Polegadas 39,37 Leitura no sistema inglês de polegada fracionária O sistema inglês divide a polegada em 2, 4, 8, 16, partes iguais. Na figura que segue, podem ser visualizadas as características deste tipo de medida. Mostre que estão indicadas apenas as frações ímpares, pois sempre que houver numeradores pares, a fração é simplificada. Exemplo: 1/16 + 1/16 = 2/16, que é igual a 1/8. Desenho de Móveis e Medição 23

24 Fig. 2 Polegada. A leitura correta das medições em polegadas é feita observando a marcação que coincide com o tamanho da peça, considerando sempre a altura do traço, que define a dimensão. Na figura a seguir, a dimensão é 1 1/8 (uma polegada e um oitavo). Fig. 3 Passo 4 / Exercício Utilizando réguas e trenas com o sistema inglês 10min Providencie, com antecedência, instrumentos suficientes para a realização do exercício por todos os jovens, individualmente. Assim como foi feito para o sistema decimal, os jovens medirão objetos de pequenas dimensões utilizando réguas ou trenas com o sistema inglês. Os jovens deverão registrar as dimensões por escrito, colocando-as em desenhos simples. 24 Desenho de Móveis e Medição

25 Terceira Aula Nesta aula, os jovens farão exercícios de conversão de medidas. Passo 1 / Exercícios de aplicação 1 Convertendo medidas 20min Converter 27 kg lb 14 lb oz 3 lb kg 5 oz lb Educador, outros exemplos poderão ser usados, de acordo com as peculiaridades do curso. Um conversor de unidades pode ser acessado na Internet no endereço index.htm 2 Encontrando múltiplos Na tabela abaixo, uma vez ampliada pelo educador ou transcrita para o quadro da sala de aula, os jovens poderão visualizar múltiplos e submúltiplos da unidade de medida mais comum: o metro. Múltiplos e submúltiplos do metro Nome Símbolo Fator pelo qual a unidade é multiplicada Exametro em = m Peptametro pm = m Terametro tm = m Gigametro gm 10 9 = m Megametro mm 10 6 = m Quilômetro km 10 3 = m Hectômetro hm 10 2 = 100 m Decâmetro dam 10 1 = 10 m Metro m 1 = 1m Decímetro dm 10-1 = 0,1 m Centímetro cm 10-2 = 0,01 m Milímetro mm 10-3 = 0,001 m Micrometro µm 10-6 = 0, m Nanômetro nm 10-9 = 0, m Picometro pm = 0, m Fentometro fm = 0, m Attometro am = 0, m Desenho de Móveis e Medição 25

26 Proponha que os jovens copiem a tabela em papel quadriculado e a mantenham em lugar de fácil acesso, pois será material bastante consultado durante o curso. Peça que encontrem os múltiplos e submúltiplos mais comuns utilizados entre nós. Observe que alguns deles são usados em condições muito especiais, por astrônomos ou em laboratórios de altíssima precisão, não sendo empregados usualmente. Enumere, com a colaboração dos jovens, objetos que necessitem destas medidas e os que serão mais utilizados nos processos de trabalho com madeira. Existem vários padrões de medida, de acordo com o que se está tentando medir. Assim, para dimensões ou distâncias, usa-se o metro: para líquidos, o litro; para o tempo, o segundo e assim por diante. Note que todos esses padrões de medidas têm seus múltiplos e submúltiplos, ou seja, multiplicando ou dividindo esse padrão por outros números, conseguimos outras unidades de medida. Passo 2 / Exercícios de aplicação Aplicando a conversão de medidas 20min Apresente um projeto de mobiliário em planta (escolha objetos que sejam usuais no contexto em que o curso é oferecido) e proponha que os jovens convertam as medidas encontradas do sistema métrico para polegadas ou vice-versa. No arquivo de imagens em CD, relacionado a este capítulo, está incluído o projeto de móveis em planta de um dormitório de casal que poderá ser utilizado para demonstrar esta parte da aula. Também é possível solicitar fôlderes às empresas, nos endereços abaixo indicados, e disponibilizar vários deles aos jovens de modo que todos possam manuseá-los. Consulte sites ou escreva para os endereços sugeridos a fim de obter estes fôlderes e projetos já construídos como: Bontempo Av. 9 de julho, 495 Vila Adyanna CEP São Jose dos Campos SP 26 Desenho de Móveis e Medição

27 Móveis Dellano Única Indústria de Móveis S/A. Rod. RST-470, km 212,930 Caixa Postal 2505 CEP Bento Gonçalves RS Fone: (54) Fax: (54) A história da Dellano começou a ser escrita em 1985, em Bento Gonçalves, na serra gaúcha e hoje se espalha por todo território nacional em 335 pontos de venda. Detentora do certificado ISO 9001, a Dellano têm capacidade de produzir até módulos/mês. Todeschini a&icodigoopcao=&gsyscodigoconexao= &spagina= simulador/cozinha.html Este site oportuniza que as pessoas criem e enviem seu projeto de móveis, feito on line, para fazer orçamentos e recebem o projeto detalhado. Certifique-se de que todos os jovens saibam onde se situa em um mapa do mundo, o lugar onde é usado o sistema em polegadas. Refira-se à revolução industrial e à importância da Inglaterra nesse processo, o que justifica que o sistema de medição adotado por ela tenha sido privilegiado naquele momento e que tenha influência até modernamente. Passo 3 / Fazendo tabelas com as descobertas Desafie os jovens a resolverem algumas medidas, propondo-lhes questões como: Quanto será um metro quadrado convertido para polegada quadrada ou mm/cm para polegadas e vice-versa? Esse exercício ensaia a abstração e o cálculo. 10min Você pode procurar, no site que faz a conversão de unidades proposto, algumas sugestões de medidas, incrementando o exercício. Desenho de Móveis e Medição 27

28 28 Desenho de Móveis e Medição Fig. 4 Tabela apresentada pelo conversor de medição proposto no site www. ipem.sp.gov.br/5mt/cv2/index.htm

29 2 Medições Dimensionais e Tolerância Neste capítulo serão realizados exemplos de medições utilizando a trena, a escala de aço e o paquímetro em peças fornecidas, bem como a inspeção das mesmas e emissão de relatório. Objetivos Conhecer instrumentos de medição, sua manipulação e conservação; Conceituar tolerância, intercambialidade e marcação de tolerância; Interpretar desenhos e medições; Emitir relatórios. Desenho de Móveis e Medição 29

30

31 Primeira Aula Nesta aula, os jovens realizarão medições de peças fornecidas, aprenderão a usar os equipamentos e a medir em metro, centímetro, milímetro e polegada. Passo 1 / Atividade teórico-prática Equipamentos de medir 35min Divida os jovens em quatro grupos: A, B, C e D. Entregue para cada grupo um equipamento de medir diferente e o respectivo texto de apoio Equipamentos de medir. Os jovens deverão ler atentamente as indicações, observando cada parte do instrumento e elegendo os objetos a serem medidos, de comum acordo. Peça que desenhem o objeto e anotem as medidas correspondentes. Leve para a sala alguns objetos que considere mais adequados para serem medidos. Proporcione condições para os jovens acessarem os instrumentos exemplificados (régua graduada, metro articulado e suas variações, trenas e paquímetro) e usá-los na medição de objetos de uma fábrica de móveis ou da própria sala de aula. Ao selecionar objetos, cuide para indicar tamanhos e formatos variados, de modo a conduzir ao uso mais adequado de um ou outro instrumento. Desenho de Móveis e Medição 31

32 Grupo A Equipamentos de medir Leia atentamente o que segue, eleja três objetos para medir e execute as medições, registrando-as em uma folha apropriada. Prepare-se para apresentar seu trabalho ao grupo. Como medir? Para fazer a comparação de um objeto ou medida com o padrão estabelecido, são utilizados instrumentos de medida chamados genericamente de réguas, que podem ser de quatro tipos: a régua graduada, o metro articulado, o paquímetro e a trena e servem para fazer medições lineares, ou seja, medir apenas uma dimensão: o comprimento. Equipamentos de medir Régua graduada Consiste em uma lâmina de aço carbono ou inoxidável, onde estão gravadas as medidas em centímetros e Fig. 1 Régua graduada. milímetros, ou em polegadas e seus submúltiplos. A régua graduada é utilizada nas medições com erro admissível superior à menor graduação. Normalmente, essa graduação equivale a 0,5mm ou 1/32". Existem réguas nas seguintes dimensões: 150, , 300, 500, 600, 1000, 1500, 2000 e 3000 mm. As réguas mais usadas em oficinas são as de 150mm (6") e 300mm (12"). Conservação: Limpe a régua com flanela macia, evitando o uso de escova de aço, pois isso poderá remover a tinta da marcação. Como a régua é um instrumento de precisão, deve ser guardada separadamente de outros equipamentos, e não deve ser usada para outros fins como bater, abrir latas, raspar, etc. Tipos de réguas: Régua de encosto interno: é usada para medir faces internas e que necessitem de referência Régua sem encosto: usada para medir superfícies sem anteparos. Para se obter maior precisão, pode-se iniciar a medição em uma unidade (10mm, por exemplo), que depois deverá ser subtraída do resultado final. Régua com encosto: destinada à medição de comprimento a partir de uma face externa, a qual é utilizada como encosto. Lembre-se: uma escala de qualidade deve apresentar bom acabamento, bordas retas e bem definidas, além de faces polidas. O traçado dos números e divisões devem ser gravados, bem definidos, uniformes, eqüidistantes e finos, de modo a permitirem uma leitura precisa. Fig. 2 Referência. Fig. 3 Fig Desenho de Móveis e Medição

33 Grupo B Equipamentos de medir Leia atentamente o que segue, eleja três objetos para medir e execute as medições, registrandoas em uma folha apropriada. Prepare-se para apresentar seu trabalho ao grupo. Como medir? Para fazer a comparação de um objeto ou medida com o padrão estabelecido, são utilizados instrumentos de medida chamados genericamente de réguas, que podem ser de quatro tipos: a régua graduada, o metro articulado, o paquímetro e a trena, e servem para fazer medições lineares, ou seja, medir apenas uma dimensão: o comprimento. Metro articulado Fabricado em madeira, alumínio ou fibra, o metro articulado é um instrumento de medição linear para dimensões maiores, encontrado com 1 ou 2 m. Existem modelos decimais (metro) e outros com dois sistemas (metro e polegadas). Não deve ser usado em medições que exijam precisão milimétrica; para isso use a régua graduada. Conservação: Ao abrir o metro articulado, desdobre um segmento por vez. Para mantê-lo limpo, use flanela macia ou escova de pelos. Evite misturar o metro articulado com outros instrumentos de trabalho ou ferramentas. Fig. 5 Metro. Equipamentos de medir Desenho de Móveis e Medição 33

34 Grupo C Equipamentos de medir Leia atentamente o que segue, eleja três objetos para medir e execute as medições, registrandoas em uma folha apropriada. Prepare-se para apresentar seu trabalho ao grupo. Como medir? Para fazer a comparação de um objeto ou medida com o padrão estabelecido utilizamos instrumentos de medida chamados genericamente de réguas, que podem ser de quatro tipos: a régua graduada, o metro articulado, o paquímetro e a trena, e servem para fazer medições lineares, ou seja, medir apenas uma dimensão: o comprimento. Equipamentos de medir Trenas: A trena é outro instrumento de medição linear e consiste em uma fita de aço, tecido ou fibra de vidro, empregada para medir grandes dimensões. Apresenta a graduação em uma ou nas duas faces e, conforme o modelo, no sistema decimal e no sistema inglês. As trenas vêm acondicionadas em estojos, permitindo que sejam enroladas manual ou automaticamente. As trenas metálicas, também chamadas de trenas de bolso, possuem travas e comprimentos que variam de 1 a 5 metros. Já as trenas de tecido ou fibra de vidro chegam até até 50m. Para medidas de grandes dimensões, há necessidade da participação de duas pessoas. É preciso evitar que a trena seja muito esticada ou deixada frouxa, pois isso vai alterar a medição. Para medir compartimentos, deixe a trena junto ao solo. A trena também é indicada para medir perímetros de peças cilíndricas. Conservação: Tenha cuidado ao enrolar as trenas metálicas, pois estas geralmente possuem molas para facilitar o retorno e podem ricochetear se o retorno for muito rápido. Ao enrolar as trenas de fibra ou tecido, evite torcer a fita. Não exponha esses instrumentos ao contato com poeira ou areia, pois isso pode prejudicar seu funcionamento. Fig. 6 Trenas. Fig. 7 Trena 2. Não se recomenda o uso de trena metálica curva para medição dessas peças, pois a curvatura da trena pode alterar a medida. As trenas metálicas apresentam, na extremidade livre, uma pequena chapa metálica móvel, dobrada em ângulo de 90º. Essa chapa é chamada encosto de referência, ou gancho de zero absoluto, e faz com que sempre seja possível medir a partir do zero, seja uma medida interna ou externa. 34 Desenho de Móveis e Medição

35 Grupo D Equipamentos de medir Leia atentamente o que segue, eleja três objetos para medir e execute as medições, registrando-as em uma folha apropriada. Prepare-se para apresentar seu trabalho ao grupo. Como medir? Para fazer a comparação de um objeto ou medida com o padrão estabelecido utilizamos instrumentos de medida chamados genericamente de réguas, que podem ser de quatro tipos: a régua graduada, o metro articulado, o paquímetro e a trena, e servem para fazer medições lineares, ou seja, medir apenas uma dimensão: o comprimento. Paquímetro 1. orelha fixa 8. encosto fixo 2. orelha móvel 9. encosto móvel 3. nônio ou vernier (polegada) 10. bico móvel 4. parafuso de trava 11. nônio ou vernier (milímetro) 5. cursor 12. impulsor 6. escala fixa de polegadas 13. escala fixa de milímetros 7.bico fixo 14. haste de profundidade Fig. 8 Paquimetro. O cursor ajusta-se à régua e permite sua livre movimentação, com um mínimo de folga. Ele é dotado de uma escala auxiliar, chamada nônio ou vernier. Essa escala permite a leitura de frações da menor divisão da escala fixa. O paquímetro é usado quando a quantidade de peças que se quer medir é pequena. Os instrumentos mais utilizados apresentam uma resolução de: 0,05 mm, 0,02 mm, 1/128 u.001". As superfícies do paquímetro são planas e polidas, e o instrumento geralmente é feito de aço inoxidável. Suas graduações são calibradas a 20ºC. Existem ouros tipos de paquímetros: universal com relógio, de profundidade, duplo, digital. Para ser usado corretamente, o paquímetro precisa ter seus encostos limpos e a peça a ser medida deve estar posicionada corretamente entre os encostos. É importante abrir o paquímetro com uma distância maior que a dimensão do objeto a ser medido. O centro do encosto fixo deve ser encostado em uma das extremidades da peça. Convém que o paquímetro seja fechado suavemente até que o encosto móvel toque a outra extremidade. Equipamentos de medir Desenho de Móveis e Medição 35

36 Feita a leitura da medida, o paquímetro deve ser aberto e a peça retirada, sem que os encostos a toquem. Para determinar medidas externas, internas, de profundidade e ressaltos, devem ser observadas as seguintes recomendações: Medidas externas: a peça a ser medida deve ser colocada o mais profundamente possível entre os bicos de medição para evitar qualquer desgaste na ponta dos bicos. Para maior segurança nas medições, as superfícies de medição dos bicos e da peça devem estar bem apoiadas. Medidas internas: as orelhas precisam ser colocadas o mais profundamente possível. O paquímetro deve estar sempre paralelo à peça que está sendo medida. Para maior segurança nas medições de diâmetros internos, as superfícies de medição das orelhas devem coincidir com a linha de centro do furo. Toma-se, então, a máxima leitura para diâmetros internos e a mínima leitura para faces planas internas. Medidas de profundidade: apóia-se o paquímetro corretamente sobre a peça, evitando que ele fique inclinado. Medidas de ressaltos: coloca-se a parte do paquímetro apropriada para ressaltos perpendicularmente à superfície de referência da peça. Não se deve usar a haste de profundidade para esse tipo de medição, porque ela não permite um apoio firme. Conservação: Manejar o paquímetro sempre com todo cuidado, evitando batidas. errado errado errado errado certo Superfície de medição dos bicos Peça Superfície de medição dos bicos certo certo certo errado Fig. 9 Fig. 10 Fig. 11 Fig. 12 Fig. 13 Não deixar o paquímetro em contato com outras ferramentas, o que pode lhe causar danos. Evitar arranhaduras ou entalhes, pois isso prejudica a graduação. errado certo errado certo Fig. 14 Ao realizar a medição, não pressionar o cursor além do necessário. Limpar e guardar o paquímetro em local apropriado, após sua utilização. errado certo Fig Desenho de Móveis e Medição

37 Passo 2 / Realização das medições Após lido o texto, os grupos farão a medição dos objetos, cuidando para detalhar o objeto e suas medidas e ressaltando, ao medir, o que é fundamental de ser observado, uma vez que deverão explicar o processo aos demais grupos. Enquanto os grupos trabalham, oriente-os a respeito dos aspectos que devem ser observados, esclareça dúvidas e discuta a respeito da adequação do uso de determinados instrumentos para medir alguns objetos. Dependendo dos objetos que você sugerir, é provável que os grupos necessitem se locomover por espaços mais amplos que a sala de aula. Segunda Aula 15min Nesta aula os jovens terão oportunidade de verificar seus desenhos e correspondentes medições a fim de apresentar aos colegas como se manuseia o instrumento e como se lê as medidas. Como cada grupo teve a oportunidade de receber um texto de apoio para seguir e um objeto a medir, a partir deles poderá estudar como apresentá-lo aos outros colegas. Passo 1 / Apresentação dos grupos Equipamentos de medir: modos de usar 40min Os jovens apresentarão ao grande grupo seu instrumento de medição e descreverão como mediram seu objeto, tratando dos cuidados que precisaram ter e relatando as dificuldades que tiveram em realizar o desafio. Observe que cada grupo apresente seus achados em, no máximo, dez minutos Passo 2 / Comentários finais Faça comentários finais a respeito do que foi apresentado pelos grupos, apresente desafios complementares de medição, atualize as informações a respeito desse 10min Desenho de Móveis e Medição 37

38 conteúdo, abra perspectivas para os jovens conversarem sobre suas descobertas. Isto pode significar melhor aproveitamento e oportunidade de trocas, fazendo com que eles se interessem pelas informações oferecidas. Terceira Aula Nesta aula os jovens, a partir dos estudos sobre medição que desenvolveram, relatarão as medições em memorial descritivo. Passo 1 / Registrando materiais, medições, instrumentos Os jovens experimentarão descrever, com suas próprias palavras, os fatos que vivenciaram durante as tarefas. Observarão como é importante fazer um memorial descritivo da experiência com o instrumento usado e com a medição realizada. Um memorial descritivo, em projetos de peças, tem o objetivo de explicar o que é o objeto medido, como funciona, quem construiu, quando foi feito, e as partes que compõem a peça. Os registros serão feitos individualmente, pois cada jovem terá uma maneira de descrever o que foi realizado, nesta etapa. 20min Educador, os relatórios descritivos de produtos têm como objetivo desenvolver habilidade na escrita com ênfase na objetividade e completude do registro. Eles auxiliarão os jovens a perceber a necessidade da competência comunicativa escrita além da percepção visual e senso de observação. Passo 2 / Atividade em grupo Reúna os grupos originais da aula anterior e faça com que leiam e comparem seus memoriais. Peça que alguns exponham suas descobertas e que concluam a respeito da importância do desenvolvimento da competência de produção de texto, mesmo quando se pretende informar aspectos técnicos de um objeto. Utilize alguns exemplos para tratar em grande grupo, cuidando para que o caráter da exemplificação seja construtivo, pois o que se pretende é ressaltar a qualidade 30min 38 Desenho de Móveis e Medição

39 possível de ser obtida através do trabalho colaborativo, em que cada um contribua com o grupo para obter melhor resultado. Se houver condições e motivação, solicite que os grupos reúnam os relatos parciais e construam um memorial por grupo que, a seu critério, poderá ser considerado como um dos instrumentos de avaliação do capítulo. Ao comentar os trabalhos, introduza o assunto das próximas aulas: a tolerância. Problematize, após destacar a objetividade e a exatidão do relato, a necessidade de as medições de uma peça estarem corretas para que a peça a ser executada funcione: uma gaveta deve encaixar corretamente no seu trilho, a porta precisa fechar justa ao batente, etc. Acrescente que há regras de tolerância quanto a essas medidas e motive-os a investigarem sobre o assunto a ser tratado na próxima aula. Quarta Aula Nesta aula serão desenvolvidos conceito de tolerâncias dimensionais e intercambiabilidade. Passo 1 / Aula teórica Desafie os jovens com perguntas que os façam refletir, tais como: Ao se fabricar uma peça, vários fatores concorrem para que o resultado final não seja perfeito e possa conter erros. Quais são eles? 35min Não deixe que os jovens fiquem em uma só questão. A partir das respostas, faça-os formular novas perguntas que os incentivem a pensar. Anote no quadro as respostas e solicite aos jovens que as organizem a partir do texto de apoio que segue. As respostas deverão ser copiadas ao lado dos fatores a elas correspondentes no texto distribuído. Desenho de Móveis e Medição 39

40 Fatores de tolerância e ajuste Os fatores de tolerância que concorrem para que o resultado final não seja perfeito podem ser: folgas da máquina; rigidez dos elementos envolvidos; as forças de usinagem; temperatura; erros de operação; anisotropia 1 do material; tensões internas da peça; modo de fixação da peça na máquina. Eles podem causar variações nas dimensões e/ou na forma geométrica da peça em construção. A minimização da influência destes fatores é muito difícil (quando não impossível) e, nos casos em que ela é cabível, não raramente, é muito cara, tornando seu controle dispendioso. O problema portanto é dimensionar estes erros, de modo que, mesmo que estejam presentes na peça, não a impeçam de desempenhar sua função convenientemente. É para este fim que existem as tolerâncias. De uma forma genérica, tolerância é a variação permissível da grandeza tolerada que, se estabelecida com critério, garante o desempenho da peça e ainda facilita seu processo de fabricação, pois informa ao fabricante qual a margem de erro permitida, desobrigando-o da exatidão durante a confecção. Fatores de tolerância e ajuste A existência da tolerância dimensional está muito ligada à necessidade de intercambialidade entre as peças, ou seja, se propõe a possibilitar que um conjunto de peças executadas com uma variação em suas dimensões possa ser montado em outro conjunto de peças (que também possui variação em suas dimensões), de forma que qualquer peça do primeiro conjunto possa ser montada com qualquer peça do segundo conjunto, assegurando-se a funcionalidade em qualquer caso. Isto possibilita, por exemplo, a existência de peças de reposição standard, ou ainda, a execução de peças mediante desenhos que, quando montadas, não necessitam de ajustes. A definição dos valores destas tolerâncias é de responsabilidade do projetista mecânico que, tomando como base os requisitos funcionais e econômicos, as especifica. Em vista disso, associado ao conceito de tolerância está o conceito de ajuste. No Brasil, tolerância e ajuste são tratados pela Norma de Sistema de Tolerância e Ajustes NB 86, que se encontra de acordo com a ISO R-286, de As terminologias empregadas nesta norma são definidas na Terminologia Brasileira TB 35, de Como o objetivo básico das tolerâncias é fixar variações permissíveis para as dimensões, de forma a garantir a intercambialidade das peças, as normas que são pertinentes ao assunto fixam um conjunto de princípios, regras e tabelas a fim de permitir a escolha racional de tolerâncias e ajustes visando à fabricação de peças intercambiáveis. Na norma NB 86, as dimensões toleradas são representadas pela sua dimensão nominal, seguida de uma letra (maiúscula se a dimensão for de um furo; minúscula se for de um eixo) e de um número. A letra representa o Campo de tolerância, ou seja, o valor de um dos afastamentos, enquanto o número representa a tolerância ou como é normalmente chamada a Qualidade de trabalho. PARA EIXOS PARA FUROS Fig. 16 Exemplos de representação de dimensões toleradas observando as recomendações da NB-86. Campo de tolerância 120 m9 Qualidade de trabalho Dimensão nominal Campo de tolerância 120 M9 Qualidade de trabalho Dimensão nominal 1 Anisotropia é a qualidade peculiar de certas substâncias, cristalizadas de reagir diferentemente, segundo a direção de propagação de um determinado fenômeno físico. Como a propagação da luz ou do calor, o crescimento do cristal, a dureza, etc. 40 Desenho de Móveis e Medição

41 Passo 2 / Exercício Aplicando o estudo de tolerência ao desenho de móveis Lido o material de apoio e resolvidas as dúvidas remanescentes, desafie os jovens a responderem: De que maneira as normas para peças mecânicas influenciam na execução de projetos em madeira quanto às normalizações das NBs? Favoreça que infiram diferentes respostas e, ao final, façam uma síntese, reforçando as idéias mais importantes do texto. Quinta Aula Nesta aula os jovens aprenderão a terminologia básica da tolerância, através de desenhos dos projetos da fábrica que apresentam esta terminologia e os interpretarão. 15min Passo 1 / Aula expositiva-dialogada Tolerância: terminologia e interpretação 25min Educador, utilize imagens ou desenhe no quadro. À medida que vai mostrando os desenhos, explique, através de uma aula dialogada, o que acontece, com perguntas do tipo: "O que acontece aqui?" ou " Por que estas cotas estão escritas desta maneira?" Dessa forma, você conduzirá os jovens às conclusões, valorizando o esforço pessoal para responder aos desafios propostos. Cálculo da tolerância Tolerância é a variação entre a dimensão máxima e a dimensão mínima. Para obtê-la, calcula-se a diferença entre uma e outra dimensão. O cálculo da tolerância, aparece detalhado no exemplo que segue: ,28 0,15 Cálculo de tolerância ESC 1:1 Dimensão máxima: 20,00 + 0,28 20,28 Dimensão máxima: 20,28 Dimensão mínima: - 20,15 Tolerância 0,13 Dimensão mínima: 20,00 + 0,15 20,15 + 0,28 Na cota ,15, a tolerância é de 0,13mm (treze centésimos de milímetros). Fig. 17 Cálculo da tolerância. Desenho de Móveis e Medição 41

42 Educador, amplie a imagem do cd que acompanha este Caderno e mostre para os jovens. As cotas indicadas no desenho técnico são chamadas de dimensões nominais. É impossível executar as peças com os valores exatos dessas dimensões porque vários fatores interferem no processo de produção, tais como imperfeições dos instrumentos de medição e das máquinas, deformações do material e falha do operador. Procure determinar desvios, dentro dos quais a peça possa funcionar corretamente. Esses desvios são chamados de afastamentos. Explique o que são afastamentos, mostre o desenho e ajude os alunos a interpretá-los. Entregue o texto de apoio que segue e leia-o, juntamente com os jovens, explicando-o. Os exercícios para compreensão de Tolerância utilizados nestas aulas são da Biblioteca do Estudante de Língua Portuguesa 2 e estão no site usp.br/idex.php Explique para os jovens que existe a necessidade de padronização de alguns termos técnicos para que seja possível o mesmo entendimento do assunto. Com este objetivo, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) aprovou, em 1961, a TB 35 (Terminologia de tolerâncias e ajustes), que contém a definição de 47 termos técnicos empregados na NB 86. Para o curso, é suficiente o conhecimento de dez desses termos. Termos importantes da terminologia de tolerâncias e ajustes: a) Dimensão nominal (D, d) dimensão básica que fixa a origem dos afastamentos. b) Dimensão efetiva valor obtido medindo a peça. c) Dimensão máxima (D max,d max ) valor máximo admissível para a dimensão efetiva. d) Dimensão mínima (D min,d min ) valor mínimo admissível para a dimensão efetiva e) Afastamento inferior (Ai ou ai) diferença entre a dimensão mínima e a nominal. f) Afastamento superior (As ou as) diferença entre a dimensão máxima e a nominal g) Tolerância (t) variação permissível da dimensão da peça, dada pela diferença entre as dimensões máxima e mínima. h) Linha Zero linha que nos desenhos fixa a dimensão nominal e serve de origem aos afastamentos. i) Eixo termo convencionalmente aplicado para fins de tolerâncias e ajustes, como sendo qualquer parte de uma peça cuja superfície externa é destinada a alojar-se na superfície interna de outra. j) Furo termo convencionalmente aplicado, para fins de tolerâncias e ajustes, como sendo todo espaço delimitado por superfície interna de uma peça destinada a alojar o eixo. 2 Política do Acervo da Biblioteca do Estudante de Língua Portuguesa Fazemos o possível para certificarmo-nos de que os materiais presentes no acervo estão em domínio público (70 anos após a morte do autor). Caso contrário, só publicamos material após obtenção da autorização dos proprietários dos direitos autorais. 42 Desenho de Móveis e Medição

43 Afastamento Os afastamentos são desvios aceitáveis das dimensões nominais, para mais ou para menos, que permitem a execução da peça sem prejuízo para seu funcionamento e intercambiabilidade. Eles podem ser indicados no desenho técnico, como mostra a ilustração. Por exemplo: ,28 0,18 ESC 1:1 Fig. 18 Afastamento aceitável. A dimensão nominal do diâmetro do pino é 20 mm. Os afastamentos são: + 0,28 mm (vinte e oito centésimos de milímetro) e + 0,18 mm (dezoito centésimos de milímetro). O sinal + (mais) indica que os afastamentos são positivos, isto é, que as variações da dimensão nominal são para valores maiores. O afastamento de maior valor (0,28 mm, no exemplo) é chamado de afastamento superior; o de menor valor (0,18 mm) é chamado de afastamento inferior. Tanto um quanto outro indicam os limites máximo e mínimo da dimensão real da peça. Somando o afastamento superior à dimensão nominal, é obtida a dimensão máxima, isto é, a maior medida aceitável da cota depois de executada a peça. Então, no exemplo dado, a dimensão máxima do diâmetro corresponde a: 20 mm + 0,28 mm = 20,28 mm. Somando o afastamento inferior à dimensão nominal, obtém-se a dimensão mínima, isto é, a menor medida que a cota pode ter depois de fabricada. No mesmo exemplo, a dimensão mínima é igual a 20 mm + 0,18 mm, ou seja, 20,18 mm. Assim, os valores: 20,28 mm e 20,18 mm correspondem aos limites máximo e mínimo da dimensão do diâmetro da peça. Depois de executado, o diâmetro da peça pode ter qualquer valor dentro desses dois limites. A dimensão encontrada, depois de executada a peça, é a dimensão efetiva ou real; ela deve estar dentro dos limites da dimensão máxima e da dimensão mínima. Há casos em que a cota apresenta dois afastamentos negativos, ou seja, as duas variações em relação à dimensão nominal são para menor, como no próximo exemplo ,20 0,41 Fig. 19 Afastamento negativo. A cota Ø 16 apresenta dois afastamentos com sinal (menos), o que indica que os afastamentos são negativos: 0,20 e 0,41. Quando isso acontece, o afastamento superior corresponde ao de menor valor numérico absoluto. Afastamento Desenho de Móveis e Medição 43

44 No exemplo, o valor 0,20 é menor que 0,41; logo, o afastamento 0,20 corresponde ao afastamento superior e 0,41 corresponde ao afastamento inferior. Para saber qual a dimensão máxima que a cota pode ter, basta subtrair o afastamento superior da dimensão nominal. No exemplo: 16,00 0,20 = 15,80. Para obter a dimensão mínima, subtraia o afastamento inferior da dimensão nominal. Então: 16,00 0,41 = 15,59. A dimensão efetiva deste diâmetro pode, portanto, variar dentro desses dois limites, ou seja, entre 15,80 mm e 15,59 mm. Neste caso, de dois afastamentos negativos, a dimensão efetiva da cota será sempre menor que a dimensão nominal. IMPORTANTE: O conceito de furo e eixo para fins de tolerância e ajuste deve ser entendido de forma ampla, como prega a definição. Assim, por exemplo, uma chaveta é considerada como eixo e seu rasgo se comporta como furo; em um estampo a punção é o equivalente ao eixo enquanto que a matriz faz as vezes do furo, ou seja, toda peça macho é considerada como eixo, enquanto que as peças fêmeas são consideradas como furo. Fig. 20 Posição dos afastamentos quando a Dimensão Nominal é menor que a dimensão mínima. As Ai t D. Nominal as ai t Linha zero Ajustes Outra questão importante de ser tratada é ajustes. Para entender o que são, é preciso conhecer os conceitos de eixos e furos de peças. Em relação a ajustes, eixo é o nome genérico dado a qualquer peça, ou parte de peça, que funciona alojada em outra. Em geral, a superfície externa de um eixo trabalha acoplada, isto é, unida à superfície interna de um furo. Veja, a seguir, um eixo e uma bucha. Observe que a bucha está em corte para mostrar seu interior, que é um furo. Eixos e furos de formas variadas podem funcionar ajustados entre si. Dependendo da função do eixo, existem várias classes de ajustes. Se o eixo se encaixa no furo de modo a deslizar ou girar livremente, ocorre um ajuste com folga. Os diâmetros do furo e do eixo têm a mesma dimensão nominal: 25 mm. O afastamento superior do eixo é 0,20; a dimensão máxima do eixo é: 25 mm 0,20 mm = 24,80 mm; a dimensão mínima do furo é: 25,00 mm 0,00 mm = 25,00 mm. F Fig. 21 Eixo e bucha. Fig. 22 Ajuste com folga. 44 Desenho de Móveis e Medição

45 Portanto, a dimensão máxima do eixo (24,80 mm) é menor que a dimensão mínima do furo (25,00 mm), o que caracteriza um ajuste com folga. Para obter a folga, basta subtrair a dimensão do eixo da dimensão do furo. Neste exemplo, a folga é 25,00 mm 24,80 mm = 0,20 mm. Ajuste com interferência Neste tipo de ajuste, o afastamento superior do furo é menor ou igual ao afastamento inferior do eixo. Veja: , ,20 0,41 Esc 1:1 Fig. 23 Ajuste com interferência. Na cota do furo 250+0,21, o afastamento superior é + 0,21; na cota do eixo: 25+0,28+0,41, o afastamento inferior é + 0,28. Portanto, o primeiro é menor que o segundo, confirmando que se trata de um ajuste com interferência. Para obter o valor da interferência, basta calcular a diferença entre a dimensão efetiva do eixo e a dimensão efetiva do furo. Imagine que a peça pronta ficou com as seguintes medidas efetivas: diâmetro do eixo igual a 25,28 mm e diâmetro do furo igual a 25,21 mm. A interferência corresponde a: 25,28 mm 25,21 mm = 0,07 mm. Como o diâmetro do eixo é maior que o diâmetro do furo, estas duas peças serão acopladas sob pressão. Ajuste incerto É o ajuste intermediário entre o ajuste com folga e o ajuste com interferência. Neste caso, o afastamento superior do eixo é maior que o afastamento inferior do furo, e o afastamento superior do furo é maior que o afastamento inferior do eixo. Compare: o afastamento superior do eixo (+0,18) é maior que o afastamento inferior do furo (0,00) e o afastamento superior do furo (+ 0,25) é maior que o afastamento inferior do eixo (+ 0,02). Logo, é um ajuste incerto. Este nome está ligado ao fato de que não se sabe, de antemão, se as peças acopladas vão ser ajustadas com folga ou com interferência, o que dependerá das dimensões efetivas do eixo e do furo , ,18 0,02 ESC 1:1 Fig. 24 Ajuste incerto. Desenho de Móveis e Medição 45

46 Sexta Aula Nesta aula os jovens aprenderão a classificar peças de produção após inspeção dimensional. Passo 1 / Aula expositiva-dialogada A partir do valor da tolerância de fabricação (IT ou t), especifica-se o máximo erro admissível ao medir uma grandeza. A relação entre a incerteza de medição do processo de medir, no controle do diâmetro de determinado eixo, e a faixa de tolerância do mesmo é mostrada na figura min Rejeição Dúvida Aprovação Dúvida Rejeição LIT LST -Usm +Usm valor nominal Fig. 25 Controle de uma dimensão. Legenda: LIT: limite inferior da tolerância LST: limite superior da tolerância USM: incerteza do sistema de medição tolerância Para efeito de aprovação ou rejeição da peça, toma-se simplesmente a indicação dada pelo sistema de medição utilizado no processo de medição. Pelo fato da incerteza de medição ser um décimo do intervalo de tolerância IT, considera-se o processo de medição como perfeito. No entanto, nem sempre é possível um processo de medição cuja incerteza de medição é inferior a um décimo do intervalo de tolerância. Para explicar um exemplo de limites de tolerância, mostre a figura 25 explanando o controle de uma dimensão e desafie os jovens a fazerem a leitura das medições da peça representada pelo quadrado, pelo círculo, pela cruz e pelo triângulo. Os jovens discutirão o que está se tentando demonstrar e se posicionarão sobre a sua leitura. Após, explique o que segue: 46 Desenho de Móveis e Medição

47 Conforme demonstra a figura 25, é possível acontecer 4 casos diferentes de resultado da medição em relação aos limites de tolerância. No primeiro caso (quadrado na figura 25), no sentido da esquerda para direita, é possível afirmar que o produto deve ser refugado, pois o resultado de medição apresenta-se integralmente fora dos limites de tolerância. Já no segundo caso (círculo), o resultado corrigido do processo de medição está dentro do limite especificado para a tolerância do produto. No entanto, devido à incerteza de medição, está numa região de dúvida. Logo, não é possível afirmar com segurança que o produto está dentro de tolerância para a dimensão medida. É possível afirmar somente que existe grande probabilidade do mesmo apresentar-se dentro dos limites de tolerância. No terceiro caso (cruz) da figura 25, o resultado corrigido e a incerteza associada estão dentro do limite de tolerância. Nesta situação, podemos afirmar com segurança que o produto atende às especificações com relação à tolerância de fabricação. No quarto caso (triângulo), o resultado corrigido do processo de medição está acima do limite superior de tolerância do produto. Neste caso, não é possível afirmar com segurança que o produto está fora de tolerância para a dimensão medida, isto é, que o mesmo deveria ser refugado. Isto porque a incerteza do sistema de medição abrange o valor da medida, caracterizando uma região de dúvida acerca dos resultados dentro dessa faixa de valores. É possível afirmar somente que existe grande probabilidade de o mesmo apresentar-se fora dos limites de tolerância. Passo 2 / Atividade prática Construindo formulário 20min A partir do que foi estudado, discuta com os jovens quais os elementos importantes de constar em um formulário de inspeção. Mostre alguns formulários para exame (há um exemplo em anexo 1) e analise-os a fim de que eles compreendam que formulários de inspeção são divididos em uma série de espaços distribuídos em Desenho de Móveis e Medição 47

48 folhas de papel ou em um programa virtual onde estão especificados aspectos a serem inspecionados e outros relativos ao autor da inspeção, além de condições a partir das normas estabelecidas pelo conjunto e pela especificidade do objeto na situação em que ele se encontra. A finalidade da inspeção e do formulário é estabelecida por órgãos fiscalizadores e acompanhadores das normas técnicas internacionais. A seguir, tendo em vista a medição a ser feita, peça aos jovens que, em grupos, construam um formulário de inspeção que seja adequado a este fim. Circule entre os grupos e esteja atento para que todos os itens necessários à inspeção estejam contemplados nos modelos a serem construídos por eles. Passo 3 / Discussão em grupo Verificando as dimensões de uma peça Exponha na sala diferentes peças que foram refugadas por metrologistas e outras semelhantes que foram consideradas boas, juntamente com seus respectivos projetos. Os jovens as observarão aos pares e discutirão qual a que foi refugada e qual a que foi classificada como boa a partir do desenho do projeto e de uma medição feita por eles mesmos. De preferência, escolha uma peça de metal componente de um módulo de madeira que é produzido na empresa e que necessite de paquímetro para a medição. Disponibilize também a Norma de Sistema de Tolerância e Ajustes NB 86, que se encontra de acordo com a ISO R-286, de Os jovens compararão as peças aos projetos, medirão e emitirão sua avaliação através do formulário construído, classificando-a segundo normas apresentadas. Ao final, avalie os trabalhos realizados, possibilitando que os jovens opinem a respeito do processo de verificação e análise dos produtos e também dos formulários de inspeção elaborados e testados. 20min 48 Desenho de Móveis e Medição

49 3 Medições de Grandezas de Processo Neste capítulo os jovens aliarão aos conceitos aprendidos a prática de utilização dos objetos de medir e o cálculo das equivalências, com vistas a ampliar competências para o exercício profissional. Objetivos Conceituar pressão, temperatura, massa e peso; Transformar as unidades de medida; Aprender sobre equivalência e transformação de medidas; Ler os instrumentos que medem pressão, temperatura, massa e peso. Desenho de Móveis e Medição 49

50

51 Primeira Aula Nesta aula os jovens aprenderão a ler tabelas de medidas a estabelecer e equivalências entre elas. Passo 1 / Aula teórica Unidades de medida: pressão 10min Sugere-se que as tabelas de conversão sejam multiplicadas e entregues como texto de apoio aos jovens, para facilitar a compreensão e habilitar ao manuseio. Conceituando e medindo Pressão Pode ser definida como a relação entre uma força aplicada perpendicularmente (90º) a uma área determinada. A pressão pode ser também expressa como a somatória da pressão estática e pressão dinâmica, chamada de pressão total. Unidades de Pressão A pressão possui vários tipos de unidade. Os sistemas de unidade MKS, CGS, gravitacional e unidade do sistema de coluna de líquido têm como referência a pressão atmosférica. Sua escolha depende da área de utilização, tipos de medida de pressão, faixa de medição, etc. As principais unidades de medida são Pa, N/m², kgf/cm², mhg, mh 2 O, lbf/pol 2, Atm e bar. Desenho de Móveis e Medição 51

52 Unidades de medida: pressão Tabela 1 Unidades de pressão Kgf/cm² lbf/pol² BAR Pol Hg Pol H²O ATM mmhg mmh²o kpa Kgf/cm² 1 14,233 0, ,96 393,83 0, , ,0665 lbf/pol² 0, ,0689 2,036 27,689 0,068 51, ,895 BAR 1, , ,53 401,6 0, , Pol Hg 0,0345 0,4911 0, ,599 0, , ,40 3,3863 Pol H 2 O 0, , , , , , ,399 0,24884 ATM 1, ,696 1, , , , ,325 mmhg 0, , , , ,5354 0, ,598 0,13332 mmh 2 O 0, , , , , , , ,0098 Kpa 0, , ,01 0, ,0158 0, , ,998 1 Unidades de medida: pressão Tabela 2 Limites de utilização LÍQUIDO PONTO DE PONTO DE FAIXA DE SOLIFIDIFICAÇÃO EBULIÇÃO (ºC) UTILIZAÇÃO (ºC) Mercúrio a 550 Álcool etílico a 70 Tolueno a 100 Tabela 3 Equivalências Unidade de peso Abreviatura Equivalência Grama G 1 g = 0,001 kg = 0, oz Onça Oz 1 oz = 28,35 g Quilograma K g 1 kg = 1000 g = 2, l b Libra 1b 1 lb = 453,59237 g = 16 oz Tonelada métrica ton 1 ton = 1000 kg = 2.204, Desenho de Móveis e Medição

53 A conversão entre as unidades pode ser efetuada com a tabela abaixo, utilizada da seguinte maneira: multiplique a unidade da primeira coluna da esquerda pelo número existente no encontro da linha dessa unidade com a coluna da unidade que se quer converter. Exemplo: para converter 15 Pol Hg em kgf/cm 2, multiplicamos 15 por 0,0345, obtendo 0,5175 kgf/cm 2. TABELA 4 Unidades de pressão Kgf/cm² lbf/pol² BAR Pol Hg Pol H²O ATM mmhg mmh²o kpa Kgf/cm² 1 14,233 0, ,96 393,83 0, , ,0665 lbf/pol² 0, ,0689 2,036 27,689 0,068 51, ,895 BAR 1, , ,53 401,6 0, , Pol Hg 0,0345 0,4911 0, ,599 0, , ,40 3,3863 Pol H 2 O 0, , , , , , ,399 0,24884 ATM 1, ,696 1, , , , ,325 mmhg 0, , , , ,5354 0, ,598 0,13332 mmh 2 O 0, , , , , , , ,0098 Kpa 0, , ,01 0, ,0158 0, , ,998 1 Medição da pressão Nos processos industriais, para medir a pressão, são utilizados dispositivos chamados manômetros, em geral divididos em duas partes principais: o manômetro de líquidos, que utiliza um líquido como meio para medir a pressão, e o manômetro tipo elástico que utiliza a deformação de um elemento elástico como meio para medir pressão. Fig. 1 Manômetro. A tabela a seguir classifica os manômetros de acordo com os elementos de recepção. Tabela 5 Classificação de manômetros Tipos de manômetro Manômetros de líquidos Manômetro elástico Elementos de recepção tipo tubo em "u" tipo tubo reto tipo tubo inclinado tipo tubo de bourdon tipo diafragma tipo fole tipo cápsula tipo c tipo espiral tipo helicoidal Desenho de Móveis e Medição 53

54 Educador, para realizar os exercícios, é indispensável que vários manômetros sejam disponibilizados para manuseio. Inicialmente, demonstre como alguns tipos de manômetro funcionam a fim de que os jovens observem. Depois, possibilite que eles experimentem também. Passo 2 / Atividade prática Como exercício, proponha cálculos de conversão entre as diversas unidades de medição de pressão. Acompanhe cada jovem em seu esforço de aplicação dos conhecimentos teóricos na prática. 20min Segunda Aula Nesta aula será exposto o conceito de temperatura. Passo 1 / Aula teórica Unidades de medida: temperatura 20min Educador, solicite leitura prévia do texto que segue e peça que os jovens destaquem incompreensões para posterior conversa em grande grupo. 54 Desenho de Móveis e Medição

55 Temperatura A temperatura é uma das mais importantes características dos materiais empregados em processos industriais. Isso se deve ao fato de que a variação da temperatura altera não só as propriedades dos materiais, mas o próprio ambiente de trabalho, tornando-o mais ou menos propício à produção. Variações de temperatura podem ocasionar: maior ou menor ritmo na produção; mudanças na qualidade do produto; aumento ou diminuição na segurança do equipamento e/ou do pessoal; maior ou menor consumo de energia; maior ou menor custo de produção. Nesse sentido, a medição da temperatura torna-se importante etapa dos processos industriais, sendo a Termometria a ciência que se ocupa de sua medição. Assim como outras variáveis (peso, volume, tempo etc), a medição da temperatura também necessita de unidades de medida (escala), além de instrumentos apropriados para medição (termômetros). Existem duas escalas de medida mais utilizadas entre nós: a escala Celsius e a escala Fahreinheit. A escala Celsius tem como valor 0 (zero), que corresponde ao ponto de fusão de gelo e como valor 100 o ponto de ebulição da água, ambos tomados na condição de pressão igual a 1 atm. Seu símbolo é ºC, e vem sempre após o número, podendo assumir valores positivos (sem sinal) e negativos (precedido do sinal negativo - : 10ºC ou 15ºC. Já a escala Fahreinheit é mais utilizada nos Estados Unidos e em alguns países da Europa e tem como ponto de fusão do gelo o valor 32 e como ponto de ebulição da água o valor 212, sendo estes pontos tomados na condição de pressão igual a 1 atm. Seu símbolo é ºF e também pode apresentar valores negativos. Para converter uma escala em outra, é utilizada a seguinte fórmula: ºC = 5/9 (ºF-32) Exemplo: para converter 86 F em C, temos: C = 5/9 (86-32) resultando 30 C. Dito de outra forma, basta multiplicar a temperatura em ºF por 9, dividir o resultado obtido por 5 e acrescentar 32. Para converter a temperatura Celsius para Fahrenheit, usa-se a seguinte fórmula: ºF=32 + 9/5 ºC Exemplo: para converter 30 C em F, temos: ºF = /5 30ºC, resultando 86ºF, ou basta diminuir 32 da temperatura em ºF, multiplicar o resultado por 5 e dividir o resultado obtido por 9. Temperatura Desenho de Móveis e Medição 55

56 Passo 2 / Exercícios de conversão Faça vários exercícios de conversão entre as duas escalas, tomando como exemplo a temperatura do dia, da água gelada, da água fervente, etc. Na Internet você pode acessar um conversor instantâneo de temperaturas (inclusive para outras escalas) no endereço 10min Fig. 2 Conversão de temperatura Fahrenheit para Celsius. Sugestões de exercícios: Exercício 1 Complete a tabela: Celsius (C) 36,6 0 Fahrenheit (F) 96,8 Exercício 2 Converta a temperatura do gelo para Fahrenheit... Exercício 3 Elabore uma tabela de conversão de Fahrenheit para Celsius Celsius (C) Fahrenheit (F) Passo 3 / Aula teórica 20min O educador fará uma exposição oral e os jovens anotarão o que lhes parecer conveniente. Ao final, o texto de apoio poderá ser entregue a todos, como síntese organizada do que foi apresentado. Se houver disponibilidade de acesso a medidores na empresa, convém que sejam apresentados aos jovens e que haja a demonstração de seu funcionamento. 56 Desenho de Móveis e Medição

57 Medição de temperatura A temperatura não pode ser medida diretamente, e são usados instrumentos que a deduzem por meio de efeitos elétricos ou físicos produzidos sobre uma substância, cujas características são conhecidas. Esses instrumentos podem se divididos em dois grupos: 1º Grupo: Medidores de contato direto Termômetro à dilatação: de líquidos de sólido Termômetro à pressão: de líquido de gás de vapor O primeiro grupo abrange os medidores nos quais o elemento sensível está diretamente em contato com o material cuja temperatura se deseja medir. No segundo grupo, estão os medidores nos quais o elemento sensível não está diretamente em contato com o material cuja temperatura se deseja medir. Conforme o material a ser medido, recorre-se a um ou outro tipo de medidor de temperatura. Termômetros de dilatação de líquidos Baseiam-se na expansão ou contração volumétrica de um líquido dentro de um bulbo que se prolonga por um tubo capilar, no qual, sobre uma escala, pode ser lida a temperatura. Os principais termômetros de dilatação de líquidos são: 1 Termômetro de vidro: o líquido utilizado é mercúrio, álcool etílico, tolueno etc. e a medida é feita sobre uma escala graduada fixada no suporte. Veja na tabela os limites de utilização: Líquido Ponto de solifidificação (ºC) Ponto de ebulição (ºC) Faixa de utilização (ºC) Mercúrio a 550 Álcool etílico a 70 Tolueno a 100 Tabela 6 Limites de utilização. O termômetro de vidro industrial é utilizado na medição de temperaturas de pequena flutuação, quando a leitura da temperatura no próprio local não se constitui problema, bem como para os casos em que precisão abaixo de + 1% e resposta rápida não se fizerem necessárias. 2 Termômetro de líquido com capilar metálico: é constituído de um bulbo de metal ligado a um capilar metálico e um elemento sensor. Neste caso, o líquido preenche todo o instrumento e, com uma variação da temperatura, se dilata, deformando elasticamente o elemento sensor. A este elemento sensor é acoplado um ponteiro que pode girar livremente sobre uma escala graduada. Como a relação entre a deformação do elemento sensor e a temperatura é proporcional, este instrumento fornece uma leitura linear. Líquido Faixa de utilização (ºC) Mercúrio - 38 à 550 Xileno - 40 à 400 Tolueno - 80 à 100 Tabela 7 Faixa de utilização do termômetro de líquido com capilar metálico. Medição de temperatura Desenho de Móveis e Medição 57

58 3 Termômetro à dilatação de sólido (termômetro bimetálico): como dois metais diferentes modificam as suas dimensões de modo desigual ao variar a temperatura, o termômetro bimetálico consiste em duas lâminas de metal justapostas, formando uma só peça e geralmente na forma helicoidal. Uma extremidade da hélice é fixa e a outra é ligada a um ponteiro que pode girar livremente sobre uma escala circular graduada. São utilizados para medir temperaturas na faixa de 50 ~ + 500ºC com precisão de +1%, onde respostas rápidas não são exigidas. 4 Termômetro à pressão de gás: são semelhantes aos termômetros de dilatação de líquidos, mas utilizam gás. Gás de enchimento Temperatura crítica (ºc) Taixa de utilização (ºc) Nitrogênio (N 2 ) - 147,1-130 à 550 Hélio - 267,8-260 à 550 Dióxido de Carbono (CO 2 ) 31,1 30 à 550 Tabela 8 Faixa de utilização do termômetro à pressão de gás. 5 Termômetro à pressão de vapor: têm funcionamento semelhante aos termômetros de pressão de gás, mas o bulbo que contém o vapor tem dimensão menor. Líquido Ponto de fusão (ºC) Ponto de ebulição (ºC) Cloreto de metila Butano ,5 Éter etílico Tolueno Dióxido de enxofre Propano Tabela 9 Faixa de utilização do termômetro à pressão de vapor. Outros tipos de termômetros são os Termômetros a par termoelétrico e os Termômetros à resistência elétrica. 2º Grupo: Medidores de contato indireto Não entram em contato diretamente com o objeto de medição. Entre eles, estão o Pirômetro óptico, o Pirômetro fotoelétrico e o Pirômetro de radiação, além dos sensores digitais, de grande precisão. 58 Desenho de Móveis e Medição

59 Terceira Aula Nesta aula os jovens aprenderão os conceitos de massa e peso e exercitarão a leitura de balanças. Passo 1 / Estudo de texto Massa e peso Leitura de balanças 20min Forme duplas e solicite a leitura do texto de apoio que segue. Peça aos jovens que destaquem as informações importantes e aquelas sobre as quais gostariam de saber mais. Ao final, retome as sínteses feitas pela dupla e os conceitos que forem necessários. Não deixe sem resposta as questões sobre as quais os jovens revelarem interesse de saber mais. Caso não tenha elementos para responder em seguida, remeta-os a leituras complementares em livros e sites especializados e entusiasme os "curiosos" a socializarem as aprendizagens obtidas. Desenho de Móveis e Medição 59

60 Massa e peso A massa de um objeto é determinada pela força que seu peso exerce sobre a Terra. Normalmente a massa é medida em comparação a outro objeto determinado. Assim, se queremos saber a massa de um saco de farinha, por exemplo, nós o colocamos numa balança que contém um determinado peso. O ponteiro indica a inclinação do objeto pesado em relação ao peso contido na balança. No Brasil e em outros países latinos, a medida principal é o quilograma, dividido em mil unidades de 1 grama. Em outros países, como os Estados Unidos e a Inglaterra, outras medidas são consideradas. A libra é a principal delas, e equivale a 453,59237 gramas. Outra medida bastante utilizada é a Onça, que vale 28,35 gramas. Somente com a criação do sistema métrico decimal houve uniformidade de medidas. Ele é baseado em múltiplos de 10. Hoje o sistema métrico é aceito em quase todo o mundo. Até mesmo a Inglaterra teve que adotá-lo, a partir de 1972, para integrar-se ao Mercado Comum Europeu. Os Estados Unidos ainda mantém outros sistemas de medidas, como a onça e a libra, mas, aos poucos, vai sendo forçado a adotar o sistema métrico decimal (gramas, quilograma e tonelada, como medidas de peso). As expressões do quotidiano mais leve e mais pesado não são suficientes para descrever com exatidão uma propriedade da matéria. Na física, precisamos ter sempre em mente a precisão de nossa forma de expressão, e dar um significado bem específico aos termos tirados da linguagem diária. Unidade de peso Abreviatura Equivalência Grama G 1 g = 0,001 kg = 0, oz Onça Oz 1 oz = 28,35 g Quilograma Kg 1 kg = 1000 g = 2, l b Libra 1b 1 lb = 453,59237 g = 16 oz Tonelada métrica ton 1 ton = 1000 kg = 2.204,6226 Tabela 10 Unidades de peso, abreviaturas e equivalências. Na comparação de suas substâncias, o volume tem importância, pois sabemos que, com volumes iguais, um corpo de chumbo é mais pesado que um corpo de madeira. Se, pelo contrário, ambos forem, no mesmo local, iguais em peso, então seus volumes serão diferentes. Como peso e massa são proporcionais um ao outro, então os dois corpos têm a mesma massa. Massa e peso Um corpo de chumbo com a mesma massa de um corpo de madeira ocupará, portanto, um espaço (volume) menor. Por este motivo, dizemos que o chumbo é mais denso que a madeira. A diferenciação entre as substâncias pode ser determinada quando comparamos primeiro corpos com massas iguais e, a seguir, corpos com volumes iguais, como ilustra a figura. volumes arestas massas álcool 1,25cm 3 1g água 1cm 3 alumínio 0,37cm 3 ferro 0,125cm 3 Fig. 3 Comparação de volumes e massas. urânio 0,053cm 3 1,07 cm 1,00 cm 0,72 cm 0,50 cm 0,38 cm 1cm 3 1g 1g 1g 1g 1cm 3 1cm 3 1cm3 1cm 3 0,8 g 1,0 g 2,7 g 8,0 g 19 g cubos de mesma massa cubos de mesmo volume 60 Desenho de Móveis e Medição

61 Passo 2 / Aplicação prática Medindo peso e massa 30min Peça que todos os jovens se pesem. Depois, eles compararão seu tamanho e peso e tirarão conclusões. Esteja atento para a correção e a coerência dos dados que eles anotam para depois exporem oralmente. Solicite que façam uma tabela com o peso e a altura de cada um e apliquem o que aprenderam, respondendo, em pequenos grupos, à questão: Quem tem mais massa e quem tem mais peso? Providencie vários tipos de balança cujos mostradores sejam diferentes para que os jovens possam pesar e ter experiências com diversas maneiras de leitura de balanças. Ao final, os grupos registrarão suas conclusões e entregarão para o educador. Alerte-os para o fato de que todos os materiais produzidos integrarão a avaliação final da disciplina Quarta Aula Nesta aula será realizada uma avaliação dos conhecimentos construídos ao longo dos três capítulos anteriores: Sistema de Unidades, Medições dimensionais e tolerância e Medições de grandezas de processo. Educador, sugere-se que esta avaliação seja acompanhada pelas tarefas realizadas durante as aulas. Para tanto, antes de iniciá-la, peça aos jovens que anexem a lista dos exercícios já realizados durante as aulas, colocando no quadro a relação completa dos mesmos. Desenho de Móveis e Medição 61

62 PROJETO ESCOLA FORMARE CURSO: ÁREA DO CONHECIMENTO: Desenho de Móveis e Medição Nome: Data:..../... /... Avaliação 1Para verificar a equivalência entre os dois sistemas, brasileiro e inglês, pode-se empregar a seguinte tabela: Grandeza Para converter Multiplicar de para por Comprimento Polegadas Milímetros 25,4 Polegadas Centímetros 2,54 Pés Centímetros 30,48 Pés Metros 0,3048 Milímetros Polegadas 0,03937 Centímetros Polegadas 0,3937 Centímetros Pés 0,0328 Metros Polegadas 39, Complete a tabela abaixo, com os valores convertidos. Grandeza Para converter Multiplicar de para por Comprimento 4 Polegadas Milímetros 5 Polegadas Centímetros 1,5 Pés Centímetros 3 Pés Metros 75 Milímetros Polegadas 2 Centímetros Polegadas 5 Centímetros Pés Meio Metro Polegadas 2Descreva com poucas palavras os cuidados necessários na medição com o Paquímetro Trena Desenho de Móveis e Medição

63 Régua articulada Sabendo-se que, para converter 30 C em F (Fahrenheit), temos duas possibilidades: a) através da fórmula ºF = /5 30ºC, que resulta em 86ºF, ou b) diminuindo 32 da temperatura obtida em ºF, multiplicar o resultado por 5 e dividir o resultado obtido por 9, calcule a temperatura normal de uma pessoa que é 36 C em Fahrenheit Resultado:... 4Observe a tabela abaixo e converta as unidades que se pede: Unidade de peso Abreviatura Equivalência grama G 1 g = 0,001 kg = 0, oz onça Oz 1 oz = 28,35 g quilograma Kg 1 kg = 1000 g = 2, l b libra 1b 1 lb = 453,59237 g = 16 oz tonelada métrica ton 1 ton = 1000 kg = 2.204,6226 Unidade de peso Abreviatura Equivalência 100 gramas G 2 onças Oz 3 quilogramas Kg 40 libras 1b 1 tonelada métrica ton Desenho de Móveis e Medição 63

64

65 4 Linhas e Escrita Técnica Neste capítulo, serão apresentados conceitos de linhas curvas, retas paralelas e perpendiculares que servem para o desenho projetivo em vistas ortogonais, além de regras para escrita de letras e números em desenho técnico (NBR), relacionando-as com aplicações práticas em desenhos de produtos em madeira. Os jovens já devem dominar os seguintes conceitos, que poderão ser rememorados em breve conversa introdutória: linhas retas e curvas, segmento de reta, perpendiculares e paralelas, vertical, horizontal, inclinada; noções básicas do uso de compasso e do esquadro. Objetivos Conhecer as regras da NBR8402 e NBR8403 para desenhar linhas e escrita técnica; Familiarizar-se com os meios de expressão e representação gráfica de objetos, além de usar os instrumentos básicos para a aplicação prática em trabalhos a serem desenvolvidos; Desenvolver habilidade do manejo do lápis, a desinibição e a espontaneidade em desenho à mão livre, usando instrumentos próprios do desenho técnico; Desenvolver o senso de observação e de medida. Desenho de Móveis e Medição 65

66

67 Primeira Aula Nesta aula os jovens se familiarizarão com os tipos de materiais e traçados de linhas que deverão saber para o desenho técnico. Passo 1 / Aula teórica Desenho técnico: linhas, letras e instrumentos para desenhar Ouvindo e anotando Exponha oralmente, organizando e sistematizando conhecimentos, enquanto demonstra: Material que se utiliza para desenhar Lápis ou lapiseira com minas e grafites de tamanhos e dureza diferentes: do 9H ao 6B. Tipos de borrachas adequadas para cada tipo de desenho. Maneira correta de segurar o lápis, de traçar retas verticais e horizontais, curvas e de apagar com a borracha, sem danificar o papel. Tipos de desenho Termos empregados no desenho técnico conforme a NBR , desenho projetivo; desenho não projetivo: diagramas, ábacos ou nomogramas, fluxogramas, organogramas e gráficos. Escrita das letras Letras decalcáveis, letras à mão livre, normógrafo;. Diferentes instrumentos, seu uso e conservação. Disponibilize este material para que os alunos os manejem, desenhando, apagando, utilizando-o de maneira correta, de acordo com sua explicação. Possibilite que pratiquem o uso do normógrafo e que usem letras decalcáveis. Favoreça a discussão a respeito das dificuldades encontradas e as alternativas para solucioná-las. Estimule que anotem as aprendizagens dessa aula. 1 (site da ABNT de 1994 que cancela e substitui a NBR ) 20min Desenho de Móveis e Medição 67

68 Para os jovens que pesquisarem diversos tipos de lápis de desenho, explicarem como trabalhar com ele, onde encontraram, poderá ser dado um "bônus" a ser previamente combinado com a turma. Pode ser um prêmio qualquer, uma guloseima, destaque na avaliação final, etc. Além de oportunizar que desenvolvam a autonomia, é um bom recurso para avaliar o interesse dos jovens. O educador poderá sugerir assuntos a serem pesquisados ou deixar livre a possibilidade de ampliação de conhecimentos por parte dos jovens. Passo 2 / Atividade prática Solicitar aos jovens que desenhem, primeiramente, retas horizontais e verticais à mão livre, com pequenos traços sucessivos. Depois, pedir que reforcem o desenho com segurança. Na seqüência, desenharão outras retas horizontais e verticais de uma só vez, fixando os olhos para o ponto final da linha. Motive-os a desenhar linhas fracas, tracejadas, traço e ponto e linhas fortes. Explique como utilizá-las em desenhos técnicos, referindo as tabelas da NBR8403: 30min Tipo de linha Descrição da linha Aplicação Grossa, contínua Arestas e contornos visíveis Fina, contínua Fina, contínua e irregular Fina, traços curtos Fina, traço-ponto Traço-ponto (grossa nas pontas e nas mudanças de direção, fina no restante) Linhas de cotagem e diretrizes Linhas de projeção Hachuras Contorno de peças adjacentes Contorno de secções de revolução Limites de vistas parciais ou secções quando a linha não for um eixo Arestas e contornos não-visíveis Linhas de centro Posições extremas de peças móveis Planos de corte Grossa Média Fina Tipo Emprego 1 Arestas e contornos visíveis 2 Linhas de corte 3 Arestas e contornos não-visíveis 4 Linhas de ruptura curta 5 Linhas de cota e de extensão Hachuras Linhas de chamada 6 Eixos de simetria e linhas de centro Posições extremas de peças móveis 7 Linhas de ruptura longa Fig. 1 Tipos de linhas usadas em Desenho Técnico segundo NB Desenho de Móveis e Medição

69 Segunda Aula Nesta aula os jovens treinarão os diversos tipos de traçados curvos à mão livre e com instrumentos como esquadros e compasso e sua aplicação em desenho. Traçado de linhas técnicas com instrumentos e à mão livre Trate este conteúdo de forma prática, explicando e propondo exercícios de aplicação. Passo 1 / Exercícios práticos Traçando curvas à mão livre 15min Os jovens treinarão o traçado de curvas à mão livre através dos seguintes exercícios: 1 Traçado de curvas com movimentos amplos, depois de demarcar alguns pontos de referência, conforme Figura 2. 2 Aplicação de curvas em desenho topográfico. Fig. 2 Forneça papel para que os jovens desenhem curvas em desenho topográfico. Você também poderá apresentar alguns exemplos no quadro branco para os jovens copiarem. Fig. 3 Curvas topográficas. Desenho de Móveis e Medição 69

70 Passo 2 / Exercício Exercitando o traçado curvo à mão livre Desafie os jovens a adquirirem habilidade e destreza à mão livre através das seguintes tarefas: 1 Desenhar circunferências dentro de quadrados previamente desenhados, marcando os pontos centrais dos lados dos quadrados e depois unindo-os com curvas; 2 Desenhar círculos concêntricos; 3 Desenhar sinuosas, também à mão livre, a partir de retângulos pré-desenhados. 20min Passo 3 / Atividade prática Traçando curvas com instrumentos Demonstre o manejo do compasso e do esquadro, no quadro branco ou numa folha. Peça que os jovens pratiquem em diversos desenhos, sobrepondo-os. Além da demonstração no quadro branco, o educador terá um trabalho mais detalhado na demonstração do uso do compasso e dos esquadros, pois, no quadro, os instrumentos exigem movimentos mais amplos e a maneira de segurá-los é diferente daquela ao manejar o compasso e os esquadros sobre a mesa de trabalho. 15min Os jovens também poderão experimentar as diferentes situações e serem desafiados a responder: Onde há mais dificuldade?. Na comparação entre os dois traçados, espera-se que cheguem à conclusão de que não há dificuldade, mas as duas situações requerem habilidades diferentes, pois em uma os instrumentos são manejados no plano vertical e em outra, no plano horizontal. 70 Desenho de Móveis e Medição

71 Terceira Aula Nesta aula os jovens farão exercícios de paralelas horizontais e verticais, simulando grades e criando desenhos diversos, com todos os tipos de linhas apresentadas na figura 1 e instrumentos próprios para desenho. Passo 1 / Aula prática Treinando a movimentação da mão e pulso Proponha os seguintes exercícios: I: treino com linhas paralelas verticais, horizontais e inclinadas, superpondo, como em grades. II: treino com linhas paralelas verticais, horizontais e paralelas aplicadas em desenhos simples, de peças comuns da empresa, para que os jovens as copiem. 20min Você pode preparar a folha com diversos pontos ou dar o exemplo no quadro e os jovens executarão em suas folhas de desenho. Eles estarão treinando uma habilidade importante para quem quer fazer desenhos técnicos. No entanto, os desenhos de peças simples deverão ser visualizados em cópias na folha A4 e não no quadro branco, pois pressupõem a habilidade de transferência de dados, através de escala, que ainda não foi desenvolvida. Passo 2 / Atividade prática Desenho com esquadros de 45 e 60 20min Demonstre no quadro branco como se faz a utilização desses instrumentos. Os jovens praticarão em diversos traçados, tais como paralelas horizontais, verticais e inclinadas. Poderão também utilizar o Anexo 2, como suporte mais dirigido. Passo 3 / Analisando os exercícios Em pequenos grupos, os jovens serão convidados a exporem aspectos fáceis na realização do exercício. Depois, no grande grupo, motive-os a identificar as dificuldades que encontraram e discutir alternativas de resolvê-las. Após a discussão, convém que o educador os estimule a relatar as alternativas de solução, por escrito. 10min O educador pode ter folhas com vários exercícios para serem oferecidos aos jovens mais rápidos, para aqueles que se interessarem em fazê-los em casa, ou, ainda, para o caso de concluir que alguns podem melhorar sua habilidade na execução dos desenhos. Desenho de Móveis e Medição 71

72 Quarta Aula Nesta aula os jovens terão oportunidade de aprender a traçar as letras exigidas pelas normas técnicas NBR e desenvolverão o senso de observação. Passo 1 / Começando a traçar letras Traçado de letras conforme as normas técnicas Proponha aos jovens um exercício, conforme o Anexo 3, que deverá ser executado atendendo à escrita nas direções indicadas em cada letra, até o fim da linha. Na NBR 8402, está indicado que: Altura das letras é baseada na altura das letras maiúsculas, sendo o mínimo de 2,5mm com dimensões proporcionais: Distância entre as linhas de base 5 ou 7 ou 14mm; Altura letras minúsculas 2,5 ou 3,5 ou 7mm; Altura letras maiúsculas 3,5 ou 5 ou 10mm. 15min Passo 2 / Exercícios Fazendo combinações de letras Os jovens escreverão letras que tenham as características abaixo descritas: 1 Intervalo com linhas paralelas, como N e H; 2 Linhas curvas, como O e C; 3 Linhas curvas e inclinadas, como D e A; 4 Linhas retas e inclinadas, como I e V; 5 Linhas paralelas inclinadas, como V e A. 10min Passo 3 / Descobrindo truques 25min Propor exercícios em que os jovens escreverão palavras que ilustrem que: 1 Letra com traço vertical que esteja perto de letra com traço curvo deve ser menos aproximada que letra com traço vertical que esteja perto de letra com traço inclinado. Exemplo: O e I; 2 Letras com linha vertical e linha inclinada devem ser aproximadas. Exemplo: N e V; 72 Desenho de Móveis e Medição

73 3 Em letras com linha inclinada e linha curva, como D e A, o espaçamento deve ser calculado, medindo a partir da metade do traço inclinado; 4 Em letra com linha curva junto a outra letra com linha curva, numa combinação dos traços curvos com curvos, as letras devem se aproximar mais do que nos outros casos. Exemplo: O e C. Dependendo da habilidade e interesse demonstrados pelos jovens, o educador poderá pedir que escrevam várias palavras. Educador, desafie os jovens, perguntando o porquê dessas combinações. Você deverá estar preparado para receber todo o tipo de justificativa, mas a que melhor responde é a que fizer referência à área que cada letra ocupa junto à outra. Quinta Aula Nesta aula os jovens desenharão com escrita técnica, em espaços definidos, treinando o senso de direção e tamanho. Desenho de textos conforme a escrita técnica Passo 1 / Desenhando a escrita técnica Desafio: Coloque no quadro branco as letras X, J, P, L, F e T e pergunte aos jovens: Se a área das letras combinadas determina o tratamento dos espaços, como eles deverão tratar estas letras ao combiná-las com outras? Resposta esperada: a resposta que mais se aproximar de sobrepondo-as estará correta, como por exemplo: LV, TA, FT. Peça-lhes que desenhem três palavras com estas combinações, seguindo as regras estabelecidas. Depois, que construam frases com estas palavras. Quando fizerem este exercício, deverão estar atentos para as seguintes informações: 1 na composição de frases em linhas estreitas (pautas de pouca altura), as letras largas e mais espaçadas terão maior e melhor legibilidade; 2 o sinal de pontuação é considerado uma letra. 10min Desenho de Móveis e Medição 73

74 Passo 2 / Exercícios Desenhando em espaços determinados 25min Prepare linhas e enscreva nelas as palavras mais comuns usadas numa empresa de móveis. Peça aos jovens que as repitam várias vezes e em diversos tamanhos de linhas e espaços, usando as características da composição das letras, segundo sua forma e espaçamento. Sexta Aula Nesta aula os jovens interpretarão desenhos de móveis em planta e em vista. Desenho de móveis: planta e vista Passo 1 / Atividade prática Interpretando linhas em desenhos de móveis 25min Forme duplas e distribua as folhas relativas a um projeto de móveis que seguem. Peça-lhes que examinem o projeto com atenção e que justifiquem o uso das linhas, conforme as tabelas apresentadas pelas NBRs, anteriormente descritas, não esquecendo de observar o selo de identificação, conforme as normas, também. Depois registrarão suas observações e a justificativa do seu uso, para apresentar aos outros jovens. Nesse exercício, como nas demais aulas relacionadas e este conteúdo, é imprescindível o acesso às NBR, que deverão estar na sala, em lugar de fácil acesso, se possível em mais de um exemplar. 74 Desenho de Móveis e Medição

75 Fig. 4 Desenho de Móveis e Medição 75

76 76 Desenho de Móveis e Medição Fig. 5

77 Fig. 6 Desenho de Móveis e Medição 77

78 78 Desenho de Móveis e Medição Fig. 7

79 Passo 2 / Socializando suas leituras Os jovens exporão suas observações aos outros colegas e discutirão se são procedentes. Nesse momento, reforce as inferências positivas, reformule os equívocos, problematize os achados e valorize as tentativas dos jovens. 15min Passo 3 / Trabalho individual Conceituando escrita técnica Desafie os jovens a conceituarem escrita técnica, individualmente em uma folha de caderno e recolha. Esta conceituação pode constar da avaliação de suas aprendizagens. 10min NBR8403 trata da aplicação de linhas em desenhos especificando os tipos e as larguras das linhas NBR8402 trata das regras de espaçamento entre as letras na escrita de desenho técnico. Desenho de Móveis e Medição 79

80

81 5 Cotagem e Escala Móveis Bem longe das correspondências entre pedrinhas e ovelhas dos pastores de antigamente 1, estão hoje as medidas por laser. Espectrômetros 2 que medem a quantidade exata de certas substâncias envolvidas na fabricação do aço e telescópios que realizam medidas em astronomia parecem resolver a maioria das indagações modernas. As medições dos componentes das máquinas fabris de hoje são tão importantes e precisas quanto aquelas, pois uma peça fora das medidas compromete os equipamentos inteiros, além de fazer seus operadores correrem risco de vida. Este capítulo trata da correta notação de cotas, ou cotagem, como fator preponderante para a perfeita composição e funcionamento dos componentes de uma máquina ou produto industrial. Também apresenta a noção de escala e manejo dos instrumentos, como auxiliar na tarefa de medir. Neste capítulo, serão necessários conhecimentos relativos às noções básicas de proporção e "regra de três". Objetivos Conhecer as regras da NBR10126, que fixa princípios gerais de cotagem a serem aplicados em desenho técnico; Familiarizar-se com a representação gráfica de cotas, além de usar os instrumentos básicos para a aplicação prática em trabalhos a serem desenvolvidos; Desenvolver a noção de escala e sua notação; Desenvolver habilidade do manejo da régua e escalímetro. 1 Os pastores tinham como hábito fazer corresponder a quantidade de ovelhas com a quantidade de pedrinhas. Depois de pastorear, o pastor devia contar se estavam todas as ovelhas no rebanho, bem como o número de pedrinhas. Se sobrava uma pedrinha, significava que uma ovelha havia se desgarrado do rebanho e ele tinha que encontrá-la 2 Espectrômetros são equipamentos sofisticados de informática que revelam a quantidade das substância que compõe, por exemplo, o aço fabricado. Desenho de Móveis e Medição 81

82

83 Primeira Aula Nesta aula os jovens aprenderão o que é cota nominal, linha de chamada e linha de cota. Conceitos básicos: cota nominal, linha de chamada e linha de cota Passo 1 / Aula prática / Medindo objetos Medindo objetos 50min Proponha aos jovens que, com trenas, meçam objetos e os desenhem, colocando as medidas encontradas em posições apropriadas, seguindo as suas indicações. Informe-os de que suas indicações estão baseadas nas regras da NBR 10126, que fixa princípios gerais de cotagem a serem aplicados em desenho técnico. Apresente as principais indicações da NBR e propicie que os jovens manuseiem a norma. Indique que os desenhos e medidas deverão ser guardados em uma pasta. Educador, providencie massa de modelar, estiletes, réguas e escalímetros, de modo a possibilitar o trabalho da aula seguinte. Recomenda-se também que as classes sejam protegidas com papel pardo ou que os jovens trabalhem sobre tabuinhas. Segunda Aula Nesta aula serão estudados escalas normalizadas, bem como as formas de redução e ampliação, o que implica em exercício do uso do escalímetro. Escalas normalizadas e uso de escalímetro Passo 1 / Aula prática Inventando peças Proponha aos jovens que confeccionem peças em massa de modelar, que simulem peças em madeira, fazendo cortes definidos com estiletes. 50min Desenho de Móveis e Medição 83

84 Após, peça-lhes que desenhem as peças e anotem as medidas com uma régua (metro articulado) ou um escalímetro, que você explicará como usar. Discuta em grande grupo as dificuldades encontradas. As discussões farão surgir questões que poderão ser trabalhadas nas atividades sugeridas para a próxima aula, e o educador auxiliará os jovens a resolverem os problemas imediatos surgidos, tais como o do desenho de uma peça cujos furos são internos ou ainda um desenho com sombra. Terceira Aula Nesta aula os jovens aprenderão o que é cotagem de desenhos de figuras geométricas planas e componentes (peças) de produtos na industria moveleira; tipos de cotagem: em série, paralela e mista. Cotagem de desenhos e figuras planas: tipos e leitura Passo 2 / Trabalho em grupo Consultando sites e refazendo seus caminhos Em grupos de três alunos, proponha a tarefa que segue: Em um ambiente informatizado, acessarão sites disponíveis para consulta, com alguns exercícios correspondentes aos tópicos já estudados, a partir da fala do educador sobre a NBR São apresentadas três sugestões de sites interessantes sobre estas questões. Os jovens poderão eleger um deles, escrever e desenhar nos seus cadernos as respostas às questões/desafios. Poderão redesenhar os exercícios e solucioná-los em algum dos programas de desenho do computador, ou mesmo no Word. 25min 84 Desenho de Móveis e Medição

85 Educador, dê liberdade para os jovens escolherem outros sites, disponibilize material com desenhos e exemplos além de bibliografia própria para que estudem e resolvam questões/desafios: 1 Como solucionar problemas de cotagem em peças de produtos industriais, quanto à: tipos de cotagem: em série, paralela e mista; cotagem de rasgo, de chanfro, de rebaixo, de furo; cotagem com elementos angulares; cotagem de figuras geométricas planas e componentes (peças) de produtos industriais. 2 Como determinar a escala em que um desenho foi executado? Os sites recomendados para esta atividade são: thor.deec.uc.pt/~dcg/pdfs/cotagem.pdf Quarta Aula Nesta aula os jovens aprenderão a respeito de escala, redução e ampliação de desenhos e formas de anotar a escala que está sendo usada em cada desenho. Escala: leitura e anotação Passo 1 / Atividade prática Resolvendo questões e refazendo conceitos Proponha exercícios como a medição e representação da sala de aula e a medição e representação de um objeto pequeno, como um lápis ou caixa de fósforos. Ressalte que ambos os desenhos deverão ser representados em uma folha e ter tamanhos semelhantes. Por meio desse artifício, terá oportunidade de apresentar as escalas de redução (1:100, 1:50, 1:20 etc.), as escalas de ampliação (2:1, 5:1, 10:1 etc.) e a escala natural (1:1). Saliente que a representação da escala é feita na legenda com a abreviatura ESC e indique como é feita a leitura das escalas. ESC 1:20 é lido escala um por vinte. 50min Desenho de Móveis e Medição 85

86 Explique, para melhor compreensão: Escala natural é aquela em que o tamanho do desenho técnico é igual ao tamanho real da peça. Escala de redução apresenta desenhos menores que o objeto desenhado. Escalas de ampliação representam o objeto em tamanho maior. 1 Observe que a noção de escala é intuitiva, ou seja, sempre que um desenho de um objeto de maior porte é feito, invariavelmente ele será menor, já empregando a noção de escala, embora sem precisão ou rigor. 2 Lembre que a escala é uma forma de representação que mantêm as proporções das medidas dos objetos representados. Por outro lado, sempre que houver divergência entre o desenho e a escala, prevalece a informação numérica. Somente quando a escala não estiver presente é que deverão ser tomadas medidas diretamente no desenho. No banco de teses, anunciado nas referências, o educador estará informado sobre trabalhos que dizem respeito ao alunado dos cursos de Engenharia Mecânica e de Produção Mecânica, da UFSC. Entre elas, aparecem novos modelos de aprendizagem que estimulam a aprender e a ensinar o que há de mais atual nesta área. Quinta Aula Esta aula, será dedicada ao exercício dos conteúdos trabalhados e os jovens deverão solucionálos respeitando as normas técnicas. Passo 2 / Exercícios práticos Lendo os desenhos e interpretando 50min Separe a turma em duplas ou trios e nomeie-os como A, B ou C. Entregue a folha de exercícios que segue e indique que cada grupo execute o exercício cuja letra corresponda à de seu grupo. Ao final, como vários grupos terão executado o mesmo exercício, seus componentes compararão suas respostas, avaliando quais solucionaram melhor o que foi pedido. Indique a solução dos demais exercícios como tarefa de reforço individual extra-classe. 86 Desenho de Móveis e Medição

87 Exemplos de exercícios Exercício A: Escreva nas linhas de cota da perspectiva, as cotas indicadas nas vistas ortográficas da peça. Exercício B: Fig. 1 Analise o desenho em perspectiva e escreva nas vistas ortográficas as cotas que dimensionam o chanfro. Exercício C: Fig. 2 Analise a perspectiva e escreva, nas linhas de cota do desenho técnico, apenas as cotas que definem o tamanho do elemento. Fig. 3 Desenho de Móveis e Medição 87

88

89 6 Perspectiva Os povos gregos já possuíam alguma noção do fenômeno perspectivo denominado de "escorço". Durante o período medieval, não só a técnica representativa da perspectiva se perdeu, mas também a visão de mundo dos indivíduos alterou-se, de forma que grande parte do conhecimento teórico a respeito do assunto não foi preservada. Durante o período do Renascimento 1, a perspectiva foi profundamente estudada, abrindo caminho para o seu estudo matemático através da geometria descritiva 2, que a sistematizou. Fig.1 Santa Ceia Leonardo da Vinci (1452/1519). Nota-se o uso da perspectiva recém usada na época. 1 Renascimento: movimento intelectual que, no século XV, preconizou a recuperação dos valores e modelos da Antigüidade greco-romana, contrapondo-os à tradição medieval ou adaptando-os a ela, e que renovou não apenas as artes plásticas, a arquitetura e as letras, mas também. a organização política e econômica da sociedade. 2 A geometria descritiva é um ramo da geometria, usada para representar objetos de três dimensões em um plano bidimensional. Esse método foi desenvolvido por Gaspard Monge (1746 a 1818). Ele foi um sábio desenhista francês que aprimorou uma técnica de representação gráfica já iniciada pelos egípcios, que representavam apenas a planta, a elevação e o perfil. Definiu a Geometria Descritiva como sendo uma parte da Matemática que tem por fim representar, sobre um plano, as figuras do espaço, de modo a poder resolver, com o auxílio da Geometria Plana, os problemas em que se consideram as três dimensões. A técnica resolve problemas relativos à construção de vistas, à obtenção das verdadeiras grandezas de cada face do objeto através de métodos descritivos e também à construção de protótipos do objeto representado. Desenho de Móveis e Medição 89

90 Objetivos Familiarizar-se com a forma e a representação isométrica de objetos; Utilizar os instrumentos básicos para a aplicação prática em trabalhos de desenho, leitura e interpretação destes objetos; Desenvolver habilidades no manejo da régua ou do esboço à mão livre, do papel milimetrado, do escalímetro; Desenvolver o senso de observação e de medida. 90 Desenho de Móveis e Medição

91 Primeira Aula Nesta aula será estudada a comparação das formas de representação em perspectiva e através da fotografia. Representação em perspectiva e representação fotográfica Passo 1 / Discussão Procurando dar significado à palavra perspectiva 15min Coloque duas palavras no quadro e peça que os jovens digam o que sabem sobre elas: Perspectiva e Ilusão de ótica Educador, tenha para si a explicação recomendada aqui, relacionada com o curso em andamento Deixe que os alunos discutam qual das experiências está relacionada com o que eles irão estudar. Por exemplo: "Perspectiva é um termo de significado amplo, que possui várias acepções, muito embora elas sejam bastante relacionadas umas com as outras. A idéia básica que une todos os significados é a de que a experiência humana é relativizada de acordo com o ponto de vista de onde ela é vivenciada.( Passo 2 / Atividade prática Levantando questões Em desenho técnico, quem constrói o desenho pode fazer a escolha, mas deverá seguir algumas normas. Construção impossível: o exemplo de construção impossível é dado por Escher, em Relativity, a litografia que aparece na figura 2, e um desenho correspondente onde um boneco tenta fazer o caminho das escadarias. Discuta o que acontece com os jovens. Idéia dupla: na figura dupla (há vários exemplos muito conhecidos) vê-se uma só figura com duplo sentido, como na figura 3. Ilusão de ótica: as figuras são uma coisa mas parecem ser outra coisa, como na figura 4. 20min Desenho de Móveis e Medição 91

92 As fotografias, os desenhos e a arte de Escher podem levantar questões entre os jovens sobre a ilusão que a perspectiva dá a respeito de coisas que estão mais distantes ou mais perto do observador e sobre as fantásticas e perturbadoras imagens que promovem. Convém que as ilustrações aqui mostradas sejam reproduzidas em retroprojetor. Explore-as fartamente, estimulando os jovens a fazerem inferências a respeito das formas de representação em relação ao ponto de vista do observador. Fig. 2 Relativity, Mauritus Cornelis Escher ( ). Desenho mostrando os caminhos impossíveis. Fig. 3 O rosto de um homem e o que mais? 92 Desenho de Móveis e Medição

93 Fig. 4 Será que os círculos brancos existem? Fig. 5 Galeria Terreiro do Paço, Lisboa. Fig. 6 Hotel Horizonte, Madri. Passo 3 / Aula expositiva-dialogada Perspectiva isométrica 15min Para introduzir a noção de perspectiva isométrica, pergunte aos jovens, depois de observarem com atenção as fotos e imagens: Que tipo de perspectiva deverei usar no meu projeto de desenho para dar as dimensões exatas à pessoa que vai executá-lo? Os exemplos de perspectivas a seguir, usadas para representar um objeto de três dimensões, os ajudará a visualizar o que construirão como conceito: perspectiva cônica perspectiva cavaleira perspectiva isométrica Fig. 7 Tipos de perspectiva. Desenho de Móveis e Medição 93

94 A perspectiva isométrica, a que menos deforma a figura, é construída a partir de três ângulos consecutivos de 120. São três 120º semi-retas que têm o x y mesmo ponto de origem, formando entre si 0 os três ângulos de º 120º Fig. 8 Eixos isométricos. z Educador, para trabalhar esses conceitos, é importante que os jovens dominem noções básicas de proporção, tridimensionalidade, bidimensionalidade, além de alguns aspectos de geometria. Caso seja necessário relembrar alguns desses conceitos, recomende a consulta ao site ofissionalizante/tc2000/des_tecnico/aula2.pdf Nele, os jovens encontrarão uma aula completa sobre geometria, explicando retas, semi-retas, figuras geométricas planas, sólidos geométricos de revolução, sólidos truncados, vazados, etc. Segunda Aula Nesta aula serão desenhados o prisma de base retangular, o cilindro e o cubo em papel milimetrado em perspectiva isométrica. Passo 1 / Aula prática Desenhando prismas, cilindros e cubos em perspectiva isométrica 50min Os jovens seguirão os passos do educador que desenhe no quadro, representando com eixo isométrico, primeiramente, uma figura simples, por exemplo, um prisma de base retangular, depois um cilindro. Peça aos jovens que façam o mesmo em uma folha de papel reticulado, própria para desenho, tendo o cuidado de fazer linhas fracas, com a mão leve, para não precisarem apagar e manchar o papel com a borracha. 94 Desenho de Móveis e Medição

95 Fig. 9 Passos a seguir para construção de um prisma de base retangular. Fig. 10 Passos a seguir na construção de um cilindro. Desafie os jovens a construírem um cubo. Desenho de Móveis e Medição 95

96 Terceira Aula Nesta aula será estudado o conceito de vista principal. Passo 1 / Aula prática Inventando peças para desenhar 50min Em massa de modelar ou em barras de sabão, solicite que os jovens fabriquem peças com diversas dificuldades, tais como: com rebaixo paralelo, oblíquos de chanfro, com furo e com rasgo em V. Mostre a dificuldade em uma vista principal, no quadro ou em lâminas. Cada jovem, além do seu objeto, desenhará o do colega ao lado e mais dois. No final da aula, todas as peças e os vários desenhos serão expostos, e o grupo deverá descobrir quais as dificuldades que os desenhos apresentaram. Convém propor que refaçam os desenhos cujas dificuldades foram comentadas. Quanto mais perfeito for o desenho técnico, melhor será a execução da peça que se orientar por ele. Outro tipo de exercício que pode ser feito é desafiar os jovens a modelarem o seu objeto e solicitar a um colega que o desenhe. Nesta proposta, o desafio de representação implica em compreensão do objeto criado. Quarta Aula Nesta aula os jovens esboçarão a perspectiva isométrica de peças com e sem furos e aprenderão a escolher a melhor face para desenhar. Passo 1 / Atividade prática Escolhendo a face para desenhar 50min Os jovens deverão chegar à conclusão de que, para escolher a vista principal em perspectiva isométrica, é preciso observar muito bem a peça. Para que isto aconteça, ofereça diversas peças com uma das faces mais complicadas. 96 Desenho de Móveis e Medição

97 Pergunte: Qual delas merece ser a vista principal, que favoreça ou simplifique o trabalho de quem vai fabricar a peça? Os desenhos serão feitos, a partir deste princípio, e você poderá trazer uma série de peças para serem colocadas bem à vista. Os jovens as desenharão, em folhas reticuladas, em ângulo de 120. No fim do período, exporão seus desenhos em uma bancada ou mesa, para serem observados e comentados. Caso haja tempo, os comentários podem ser feitos por escrito (essa também pode ser tarefa extraclasse). Retome cada representação com o grande grupo e discuta alternativas de representação. Os desenhos e os comentários poderão fazer parte de um álbum comum que comporá o histórico da turma. Esta alternativa é interessante porque possibilita que avaliem os avanços de todos relativamente aos desenhos e traçados, o que os incentiva a fazê-los cada vez melhor. Quinta Aula Nesta aula serão estudadas: a perspectiva cavaleira e executados os exercícios sugeridos. Apresente o conteúdo que segue com auxílio de ilustrações. Passo 1 / Aula expositiva-dialogada Perspectiva cavaleira 1 50min Na perspectiva cavaleira: As três faces são montadas sobre três eixos que partem de um vértice comum; Uma das faces é representada de frente em VG; Uma das faces é projetada paralelamente ao plano; As outras faces estão obliquas (inclinadas) sob um determinado ângulo. 1 À cavaleira (a cavalier) foi a construção dominante nas fortificações para facilitar a segurança. Da altura da "Cavalier", os objetos, as casas, as paisagens pareciam em perspectiva de uma maneira particular. Os engenheiros militares de séc. XVI tiveram a idéia de desenhar os objetos do espaço, seguindo essa perspectiva. Como os objetos eram desenhados livremente, "no ar", ela tornou-se conhecida como perspectiva livre). Esses desenhos foram, sobretudo usados pelos militares e cartógrafos. Desenho de Móveis e Medição 97

98 (α) (α) Fig. 11 Distribua para os jovens duas peças e os desafie a desenharem-nas em perspectiva cavaleira, num papel milimetrado. Antes, se desejarem, em pequenos grupos, eles poderão discutir como resolver o desafio, mas o desenho será individual. As peças podem ser as seguintes: Fig. 12 Fig. 13 Profun didade Suporte de eixo Profundidade 98 Desenho de Móveis e Medição

99 7 Projeções Ortogonais O sistema de vistas ortogonais são compreendidos assim como se compreende um texto: depende da interpretação de cada palavra em função do seu relacionamento com as outras palavras. Cada vista ortográfica deve ser compreendida corretamente e auxiliar a compreender o conjunto. Neste capítulo serão apresentadas projeções ortogonais e técnicas de croqui. Dado o desenho de componentes de móveis em perspectiva, o conteúdo a ser desenvolvido habilitará os jovens a esboçar as projeções ortogonais no primeiro diedro, marcando as cotas necessárias para fabricação. Detalhará a posição das vistas nos planos de projeção, considerando as vistas usuais (elevação frontal, planta e vista de perfil), a supressão de vistas, a visibilidade das arestas e a escolha da vista principal. Outro aspecto relevante está centrado na aplicação do princípio da proporcionalidade na execução das projeções ortogonais em croqui de peças fornecidas, distribuindo as cotas nas vistas que mais caracterizam os detalhes cotados. Objetivos Familiarizar os jovens com a forma e a representação em vistas ortogonais de objetos; Dar a conhecer regras de composição de seus campos de projeção; Apresentar e fazê-los compreender as diversas formas de esboçar croquis e a facilidade de comunicar idéias através deles; Desenvolver habilidades no manejo da régua ou do esboço à mão livre, além da escolha de vistas que mais detalham o objeto; Exercitar o sentido de observação, de medida e de proporcionalidade na execução das projeções ortogonais. Desenho de Móveis e Medição 99

100

101 Primeira Aula Nesta aula os jovens aprenderão como se constroem as vistas ortogonais em desenho técnico, trabalharão em grupo e discutirão as diversas formas de apresentar desenhos técnicos ortográficos. Isto os habilitará à leitura destes desenhos em projetos de móveis em madeira. Passo 1 / Exercício de observação Projeções ortogonais 15min Olhando de cima Mostre em um cartaz ou confeccione os objetos desenhados na figura 1. Fig. 1 Peça que os alunos desenhem os quatro elementos, como se os vissem de cima. Pela comparação dos resultados, os jovens chegarão à conclusão de que todos os desenhos são semelhantes. Desafie-os a desenharem os quatro elementos de modo a que todos entendam o que está sendo desenhado. Para isso, coloque números em cada uma das peças e discuta com eles as possibilidades de representação. Os jovens deverão chegar à conclusão de que é necessário mais de um desenho para que se entenda e interprete a peça. Refira que os desenhos que completam a interpretação correta da peça são nomeados desenho de vistas de projeções ortogonais. Passo 2 / Trabalho em grupo Criando objetos de aprendizagem Divida a turma em cinco grupos. 35min O objetivo deste trabalho é fazer com que os jovens aprendam as diversas maneiras de estudar detalhes da Desenho de Móveis e Medição 101

102 posição dos objetos em vistas usuais, tais como: planta, elevação e perfil, supressão de vistas e visibilidade de arestas dado um desenho em perspectiva isométrica e vice-versa. Os jovens farão medições e compararão blocos, determinando suas medidas, orientados pela proporcionalidade. Logo a seguir, distribua polígrafos com desafios e exercícios para os grupos. Proponha que os grupos troquem informações. Ao apresentarem suas descobertas aos outros grupos, os jovens perceberão que cada um tem seqüências diferentes, mas todos se complementam. Cada grupo construirá uma peça de demonstração em projeções ortográficas. Os jovens terão cinco aulas para aprender, construir objetos e produzir as apresentações. Alerte os jovens para o fato de que estes resultados de aprendizagem precisam ser estudados e muito bem entendidos por todos, uma vez que, ao final, terão que responder às perguntas dos colegas. Educador, estimule os jovens a guardar a documentação dos trabalhos que farão ao desenvolver este capítulo e indique que ela será uns dos instrumentos da avaliação das aprendizagens. Os grupos criarão também exercícios para os colegas resolverem, com os conteúdos propostos. Ao final dos cinco encontros, os trabalhos serão apresentados em um painel e serão avaliados por todos. É importante que todos vejam como cada grupo resolveu os exercícios apresentados através de caminhos diferentes. Assim, todos poderão compreender as formas de esboçar croquis em representações de vistas ortogonais. Há sites onde as aulas sugeridas são encontradas e estão relacionados ao final do capítulo. Os exercícios para compreensão de Projeções Ortogonais utilizados nestas aulas são da Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa, cujo site é Desenho de Móveis e Medição

103 A Política de Acervo do site da Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa diz o seguinte: "... só publicamos material após obtenção da autorização dos proprietários dos direitos autorais. Os materiais de domínio público podem ser redistribuídos livremente, desde que não sejam alterados e que façam menção à Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa, com a sua respectiva URL e os dados sobre a obra." Fig. 2 Títulos dos trabalhos. Segunda, Terceira e Quarta Aulas Nestas aulas os jovens, em grupos, estarão comprometidos a estudar os polígrafos apresentados ou poderão ir ao ambiente de informática e procurar pelos sites de onde eles foram retirados. Todas as etapas de aprendizagem deverão ser vistas como preparação para a apresentação final ao grande grupo. Educador, caso queira fazer uma cópia dos trabalhos para cada grupo, eleja apresentar ou não a resposta incluída para seus alunos. Se optar por omiti-la, faça primeiro uma cópia dos textos que seguem e apague as repostas antes de multiplicá-las. Desenho de Móveis e Medição 103

104 Grupo 1 Projeções ortográficas e perspectiva isométrica Projeções ortográficas e perspectiva isométrica Para quem vai ler e interpretar desenhos técnicos, é muito importante saber fazer a correspondência entre as vistas ortográficas e o modelo representado em perspectiva isométrica. Observe o prisma com rebaixo representado em perspectiva isométrica e, ao lado, seu desenho técnico: Fig. 3 Verificação das correspondências perspectiva isométrica e seu desenho técnico. A letra A, na face da frente do modelo em perspectiva, aparece também na vista frontal. Isso ocorre porque a vista frontal corresponde à face da frente do modelo. Na perspectiva, as letras B e C indicam as faces de cima do modelo. Essas letras aparecem na vista superior mostrando a correspondência entre as faces de cima do modelo e sua representação na vista superior. Finalmente, as letras D e E, ou seja, as faces de lado do modelo correspondem às faces D e E na vista lateral esquerda. Fig. 4 Exercício: completar o desenho no sentido inverso. Questão desafio: Por que a face C aparece em duas vistas, na lateral e na superior? Resposta: Isso ocorre porque o chanfro, que é a face com a letra C, tanto é visto de cima como de lado. Confira sua resposta com o desenho. Outra atividade que ajuda a interpretar o desenho técnico é a correspondência entre as arestas das vistas ortográficas e as arestas do modelo. Veja um exemplo a seguir: Fig. 6 Verificação das arestas correspondentes. Fig Desenho de Móveis e Medição

105 Questão desafio: Por que algumas arestas aparecem em mais de uma vista? Resposta: As mesmas letras aparecem na face da frente do modelo em perspectiva e na vista frontal. As arestas das faces de cima do modelo correspondem às arestas da vista superior. Observe, também, a correspondência entre as arestas da vista lateral e as arestas das faces de lado do modelo. Você deve ter notado que algumas letras aparecem em mais de uma vista do desenho técnico. As letras repetidas indicam as arestas que o observador pode ver em duas ou três posições. Você já sabe fazer a correspondência entre as vistas ortográficas e as faces do modelo. Sabe também fazer a correspondência entre as arestas do modelo e as arestas das vistas ortográficas. Agora você vai aprender a fazer a correspondência entre os vértices das vistas ortográficas e os vértices do modelo e vice-versa. Analise novamente o prisma com rebaixo e suas vistas ortográficas. Fig. 7 Verificação dos vértices. Questão desafio: Quais as letras que são vistas apenas uma vez nas projeções? Por quê? Resposta: As mesmas letras que indicam os vértices da face da frente do modelo aparecem nos vértices da vista frontal. Isso significa que os vértices são correspondentes. Veja a correspondência entre os vértices das faces de cima do modelo e a vista superior. Observe, agora, as letras marcadas nas faces laterais do prisma e na vista lateral esquerda. Os vértices da vista lateral correspondem aos vértices das faces de lado do modelo. Algumas letras aparecem em mais de uma vista. Essas letras repetidas indicam os vértices do modelo que o observador pode ver em duas ou três posições. Nas duas figuras anteriores, as letras que aparecem mais de uma vez são: A e C, na vista frontal, na vista superior e na vista lateral esquerda; D, na vista frontal e na vista superior; E, na vista frontal e na vista lateral esquerda; G e I, na vista superior e na vista lateral esquerda. As letras que são vistas pelo observador em uma única posição só aparecem uma vez. São elas: B (vista frontal), F (vista frontal) e J (vista superior). Uma boa maneira de você verificar se está conseguindo formar a imagem mental do objeto a partir de suas vistas ortográficas é esboçar a perspectiva isométrica de modelos com base nestas vistas. Acompanhe o exemplo. Desenho de Móveis e Medição 105

106 Siga as fases do traçado da perspectiva isométrica para descobrir as formas e os elementos do modelo representado no desenho técnico a seguir. Fig. 8 Desenho de vistas de um prisma qualquer. Questão desafio: na folha quadriculada, desenhar a perspectiva isométrica do sólido apresentado nas projeções ortogonais. Fig. 9 Primeiro passo é desenhar o prisma básico. Fig. 10 Terceiro passo é desenhar a vista superior. Fig. 11 Quarto passo é desenhar a vista lateral. Na seqüência, deverão apagar as linhas de construção e reforçar o modelo definitivo. 106 Desenho de Móveis e Medição

107 Grupo 2 Projeções ortográficas de figuras planas A projeção ortográfica é uma forma de representar graficamente objetos tridimensionais em superfícies planas, de modo a transmitir suas característicascom precisão e demonstrar sua verdadeira grandeza. As formas dos objetos em perspectiva isométrica não são mostradas em verdadeira grandeza, apesar de conservarem as mesmas proporções do comprimento, da largura e da altura do objeto, pois ela deforma a figura. Por isso, o profissional que vai produzir a peça não vai receber o desenho em perspectiva, mas em projeções ortográficas. O modelo, o observador e o plano de projeção, são os três elementos que se leva em consideração: Vendo o modelo de frente Vendo o modelo de cima Vendo o modelo de lado Fig. 12 O observador. É a pessoa que vê, analisa, imagina ou desenha o modelo. Para representar o modelo em projeção ortográfica, o observador deve analisá-lo cuidadosamente em várias posições. As ilustrações mostram o observador vendo o modelo de frente, de cima e de lado. Fig. 13 Os diversos modelos. O modelo geralmente é representado em posição que mostre a maior parte de seus elementos. Pode, também, ser representado em posição de trabalho, isto é, aquela que fica em funcionamento. União de eixos (conjunto) União de eixos (componentes) Fig. 14 Modelos de conjunto. Quando o modelo faz parte de um conjunto mecânico, ele vem representado na posição que ocupa no conjunto. Projeções ortográficas de figuras planas Desenho de Móveis e Medição 107

108 Fig. 15 A projeção, como no cinema. Salienta-se que as linhas de projeções em Vistas ortográficas são paralelas. Os planos de projeção podem ocupar diversas posições no espaço. Em desenho técnico, são mais usados dois planos básicos para representar as projeções de modelos: um plano vertical e um plano horizontal, que se cortam perpendicularmente. Esses dois planos, perpendiculares entre si, dividem o espaço em quatro regiões chamadas diedros e formam: SPVS semiplano vertical superior SPVI semiplano vertical inferior SPHA semiplano horizontal anterior SPVP semiplano horizontal posterior Fig. 16 Os diedros: PV Plano vertical; PH Plano horizontal; PVI Plano vertical inferior; PHP Plano horizontal posterior. 4º diedro 1º diedro PHP PVI PV 3º diedro 2º diedro PH A Associação de Normas Técnicas Brasileiras propõe que se apresente a peça apenas no 1º diedro com as denominações Plano Vertical e Plano Horizontal. O símbolo indica que o desenho técnico está representado no 1º diedro. Este símbolo aparece no canto inferior direito da folha de papel dos desenhos técnicos, dentro da legenda. Projeção ortográfica do ponto Fig. 17 Indica que as vistas estão no 1º diedro. Todo sólido geométrico nada mais é que um conjunto de pontos organizados no espaço de determinada forma. Por essa razão, o primeiro modelo a ser tomado como objeto de estudo será o ponto. Imagine um plano vertical e um ponto A não pertencente a esse plano, observados na direção indicada pela seta, como mostra a figura a seguir. Traçando uma perpendicular do ponto A até o plano, o ponto A1 onde a perpendicular encontra o plano é a projeção do ponto A. A linha perpendicular que vai do ponto tomado como modelo ao plano de projeção é chamada linha projetante. 108 Desenho de Móveis e Medição

109 Generalizando esse exemplo, podemos afirmar que a projeção ortográfica de um ponto num plano é sempre um ponto idêntico a ele mesmo. linha projetante A1 x A x PV Fig. 18 Projeção de um ponto A e sua linha projetante. Projeção ortográfica do segmento de reta A projeção ortográfica de um segmento de reta em um plano depende da posição que esse segmento ocupa em relação ao plano. Para começar, imagine um segmento de reta AB, paralelo a um plano vertical, observado na direção indicada pela seta, como mostra a figura a seguir. Traçando duas linhas projetantes a partir das extremidades do segmento, os pontos A e B ficarão determinados, no plano vertical, pelos pontos A1 e B1. Unindo estes últimos pontos, temos o segmento A1B1, que representa a projeção do segmento AB. A1 B1 A B PV Fig. 19 Projeção de uma reta AB no plano vertical. Os segmentos AB e A1B1 são congruentes, isto é, têm a mesma medida. A projeção ortográfica de um segmento paralelo a um plano de projeção é sempre um segmento que tem a mesma medida do segmento tomado como modelo. Neste caso, a projeção ortográfica representa o modelo em verdadeira grandeza, ou seja, sem deformação. Os segmentos AA1 e BB1, como você já sabe, são linhas projetantes. Agora você vai ver o que acontece quando o segmento de reta é oblíquo em relação ao plano de projeção. Imagine um plano vertical e um segmento de reta AB, oblíquo em relação a esse plano, observados na direção indicada pela seta, como mostra a próxima figura. Traçando as projetantes a partir das extremidades A e B, determinamos, no plano vertical, os pontos A1 e B1. Unindo os pontos A1 e B1, obtemos o segmento A1B1, que representa a projeção ortográfica do segmento AB. Desenho de Móveis e Medição 109

110 Observe que o segmento A1B1 é menor que o segmento AB. Isso ocorre porque a projeção de um segmento oblíquo a um plano de projeção é sempre um segmento menor que o modelo. Neste caso, a projeção ortográfica não representa a verdadeira grandeza do segmento que foi usado como modelo. A1 B1 A B Fig. 20 Projeção de uma reta AB oblíqua ao plano vertical. PV Pode acontecer, também, de a figura plana ficar perpendicular ao plano de projeção. Imagine o retângulo ABCD perpendicular ao plano vertical, observado na direção apontada pela seta, como mostra a figura a seguir, e analise sua projeção ortográfica. A projeção ortográfica do retângulo ABCD no plano é representada por um segmento de reta. Observe que os lados AB e CD são segmentos paralelos entre si e paralelos ao plano de projeção. A projeção ortográfica desses dois lados é representada em verdadeira grandeza por um segmento de reta. Os outros dois lados AD e BC são perpendiculares ao plano de projeção. Você já sabe que a projeção ortográfica de um segmento de reta perpendicular a um plano de projeção é representada por um ponto. Assim, a projeção do retângulo ABCD, perpendicular ao plano vertical, fica reduzida a um segmento de reta. Quando a figura plana é perpendicular ao plano de projeção, sua projeção ortográfica não é representada em verdadeira grandeza. B1 B A1 A Fig. 21 Projeção de um plano ABCD perpendicular ao plano vertical. PV A projeção ortográfica de uma figura plana depende da posição que ela ocupa em relação ao plano. Imagine um observador vendo um retângulo ABCD paralelo a um plano de projeção, como mostra a figura seguinte. Para obter a projeção ortográfica do retângulo ABCD no plano vertical, você deve traçar projetantes a partir dos vértices A, B, C, D. Ligando os pontos A1, B1, C1 e D1, que são as projeções dos pontos A, B, C e D, fica definida a projeção ortográfica do retângulo ABCD no plano vertical. O retângulo A1B1C1D1 é idêntico ao retângulo ABCD. Quando a figura plana é paralela ao plano de projeção sua projeção ortográfica é representada em verdadeira grandeza. 110 Desenho de Móveis e Medição

111 B1 B A1 C1 A C D1 D PV Fig. 22 Projeção de um plano ABCD paralelo ao plano vertical. Quando a figura plana é oblíqua ao plano de projeção, sua projeção ortográfica não é representada em verdadeira grandeza. Acompanhe o próximo exemplo para entender melhor. Imagine o mesmo retângulo ABCD oblíquo a um plano vertical. Para obter a projeção ortográfica desse retângulo no plano vertical, você deve traçar as projetantes a partir dos vértices, até atingir o plano. Ligando as projeções dos vértices, você terá um novo retângulo A1B1C1D1, que representa a projeção ortográfica do retângulo ABCD. O retângulo A1B1C1D1 é menor que o retângulo ABCD. B1 B A1 C1 A C D1 D PV Fig. 23 Projeção de um plano ABCD oblíquo ao plano vertical. Questão desafio: Como se apresentarão estes mesmos traçados no plano horizontal no 1º diedro. Resposta: Primeiro, você deve ter traçado linhas projetantes a partir de cada vértice do retângulo até encontrar o plano a; depois, deve ter unido as projeções de cada vértice, para obter a projeção ortográfica A1B1C1D1, como mostra a ilustração Fig. 24 Desenho de Móveis e Medição 111

112 Para Grupo 3 Projeções ortográficas de sólidos geométricos Projeção ortográfica de um modelo em um único plano algumas vezes não representa o modelo ou partes dele em verdadeira grandeza. Projeções ortográficas de sólidos geométricos Mas, para produzir um objeto, é necessário conhecer todos os seus elementos em verdadeira grandeza. Por essa razão, em desenho técnico, quando tomamos sólidos geométricos ou objetos tridimensionais como modelos, costumamos representar sua projeção ortográfica em mais de um plano de projeção. No Brasil, onde se adota a representação no 1º diedro, além do plano vertical e do plano horizontal, utiliza-se um terceiro plano de projeção: o plano lateral. Este plano é, ao mesmo tempo, perpendicular ao plano vertical e ao plano horizontal. Projeção ortográfica do prisma retangular no 1º diedro Para entender melhor a projeção ortográfica de um modelo em três planos de projeção você vai acompanhar, primeiro, a demonstração de um sólido geométrico o prisma retangular em cada um dos planos, separadamente. Fig. 25 Planos de projeção de vistas ortogonais. Imagine um prisma retangular paralelo a um plano de projeção vertical visto de frente por um observador, na direção indicada pela seta, como mostra a figura seguinte. Este prisma é limitado externamente por seis faces retangulares: duas são paralelas ao plano de projeção (ABCD e EFGH); quatro são perpendiculares ao plano de projeção (ADEH, BCFG, CDEF e ABGH). Traçando linhas projetantes a partir de todos os vértices do prisma, obteremos a projeção ortográfica do prisma no plano vertical. Essa projeção é um retângulo idêntico às faces paralelas ao plano de projeção. Fig. 26 Projeção de um sólido ABCDEFGH no plano de projeção vertical. plano vertical Imagine que o modelo foi retirado e você verá, no plano vertical, apenas a projeção ortográfica do prisma visto de frente. A1=H1 E1=D1 B1=C1 C1=F1 E H plano lateral plano horizontal A D C F B C VF 112 Desenho de Móveis e Medição

113 B1=C1 A1=H1 E1=D1 C1=F1 Vista superior Fig. 27 Projeção de um sólido no plano de projeção vertical. A vista frontal não nos dá a idéia exata das formas do prisma. Para isso necessitamos de outras vistas, que podem ser obtidas por meio da projeção do prisma em outros planos do 1º diedro. Imagine, então, a projeção ortográfica do mesmo prisma visto de cima por um observador na direção indicada pela seta, como aparece na próxima figura. G H A F B C E D F1=G1 E1=H1 B1=C1 A1=D1 Fig. 28 Projeção do sólido ABCDEFGH no plano de projeção horizontal. F1=G1 E1=H1 A1=D1 B1=C1 Fig. 29 Projeção do sólido ABCDEFGH no plano de projeção horizontal, sem o prisma. Vista lateral Para completar a idéia do modelo, além das vistas frontal e superior uma terceira vista é importante: a vista lateral esquerda. Imagine, agora, um observador vendo o mesmo modelo de lado, na direção indicada pela seta, como mostra a ilustração a próxima figura. H1=G1 A1=B1 H1=G1 A1=B1 H G F B E1=F1 D1=C1 E1=F1 D1=C1 A C E D Fig. 30 Projeção do sólido ABCDEFGH no plano de projeção lateral. Fig. 31 Projeção do sólido no plano de projeção lateral, sem o sólido. Desenho de Móveis e Medição 113

114 Você acabou de analisar os resultados das projeções de um mesmo modelo em três planos de projeção. Ficou sabendo que cada projeção recebe um nome diferente, conforme o plano em que aparece representada: a projeção do modelo no plano vertical dá origem à vista frontal; a projeção do modelo no plano horizontal dá origem à vista superior; a projeção do modelo no plano lateral dá origem à vista lateral esquerda. Rebatimento dos planos de projeção Agora, que você já sabe como se determina a projeção do prisma retangular separadamente em cada plano, fica mais fácil entender as projeções do prisma em três planos simultaneamente, como mostra a figura seguinte. Fig. 32 Todas as projeções nos 3 diedros. As linhas estreitas que partem perpendicularmente dos vértices do modelo até os planos de projeção são as linhas projetantes. As demais linhas estreitas que ligam as projeções nos três planos são chamadas linhas projetantes auxiliares. Estas linhas ajudam a relacionar os elementos do modelo nas diferentes vistas. Imagine que o modelo tenha sido retirado e veja como ficam apenas as suas projeções nos três planos: Linhas projetantes auxiliares Linhas projetantes auxiliares Fig. 33 O sólido foi retirado. Em desenho técnico, as vistas devem ser mostradas em um único plano. Para tanto, usamos um recurso que consiste no rebatimento dos planos de projeção horizontal e lateral. Veja como isso é feito no 1º diedro: o plano vertical, onde se projeta a vista frontal, deve ser imaginado sempre numa posição fixa; para rebater o plano horizontal, imaginamos que ele sofre uma rotação de 90º para baixo, em torno do eixo de interseção com o plano vertical. O eixo de interseção é a aresta comum aos dois semiplanos. 114 Desenho de Móveis e Medição

115 Fig. 34 O plano vertical rebateu para baixo e ficou assim. Fig. 35 O plano lateral foi para o lado do plano horizontal e ficou assim. Fig. 36 Todos os planos e suas projeções em desenho técnico. Questão desafio: Quais as linhas que me ajudam a determinar a posição do sólido no diedro? Resposta: As linhas auxiliares projetantes. Em desenho técnico, não se representam as linhas de interseção dos planos. Apenas os contornos das projeções são mostrados. As linhas projetantes auxiliares também são apagadas. Questão desafio: Como ficarão as representações sem as linhas projetantes auxiliares em projeção ortográfica, do prisma retangular que tomamos como modelo? A B C Fig. 37 Desenho de Móveis e Medição 115

116 Projeção ortográfica de modelos com elementos... Grupo 4 Projeção ortográfica de modelos com elementos paralelos e oblíquos Todos os elementos que aparecem no desenho técnico linhas, símbolos, números e indicações escritas são normalizados. É a ABNT, por meio da norma NBR 8 403, que determina quais tipos de linhas devem ser usadas em desenhos técnicos, definindo sua largura e demais características. Cada tipo de linha tem uma função e um significado. Você ficará sabendo como se faz a projeção ortográfica de sólidos geométricos com elementos paralelos e oblíquos. Fig. 38 Para ser bem-sucedido, você deverá acompanhar com interesse as instruções, fazer todos os exercícios com atenção e reler o conteúdo quantas vezes forem necessárias, até entender bem cada assunto. Projeção ortográfica de modelos com elementos paralelos O primeiro modelo com elementos paralelos a ser examinado é o prisma com rebaixo, que corresponde ao modelo apresentado:. Refaça este desenho na sua folha. Refaça este desenho na sua folha. Fig. 39 O sólido com rebaixo. Fig. 40 As linhas projetantes são linhas contínuas e estreitas. Linhas projetantes auxiliares Linhas projetantes auxiliares 116 Desenho de Móveis e Medição

117 vista frontal vista lateral esquerda vista superior Refaça este desenho na sua folha. Fig. 41 Rebatimentos e vistas ortográficas. Refaça este desenho na sua folha. Fig. 42 Observe as linhas tracejadas que indicam o rebaixamento nesta peça, que aparece na vista lateral, apenas. Refaça este desenho na sua folha. Fig. 43 Linhas e arestas de contornos visíveis e não visíveis (tracejadas). Refaça este desenho na sua folha. Fig. 44 Sólido com face oblíqua. Questão desafio: Qual a linha devo usar para apresentar um furo interno? Procure no site, com os colegas ou pergunte ao professor. Esta será uma boa oportunidade para trocarem idéias e desenhos. Desenho de Móveis e Medição 117

118 Grupo 5 Projeção ortográfica de modelos com elementos diversos Projeção ortográfica com elementos diversos Todos os elementos que aparecem no desenho técnico linhas, símbolos, números e indicações escritas são normalizados. É a ABNT, por meio da norma NBR 8 403, que determina quais tipos de linhas devem ser usadas em desenhos técnicos, definindo sua largura e demais características. Cada tipo de linha tem uma função e um significado. Você ficará sabendo como se faz a projeção ortográfica de sólidos geométricos com elementos paralelos e oblíquos. Para ser bem-sucedido, você deverá acompanhar com interesse as instruções, fazer todos os exercícios com atenção e reler o conteúdo quantas vezes forem necessárias, até entender bem cada assunto. Projeção ortográfica de modelos com elementos paralelos O primeiro modelo com elementos paralelos a ser examinado é o prisma com rebaixo, que corresponde ao modelo apresentado:. Fig. 45 Refaça este desenho na sua folha. Fig. 47 As linhas projetantes são linhas contínuas e estreitas. Refaça este desenho na sua folha. Fig. 46 O sólido com rebaixo. Linhas projetantes auxiliares Linhas projetantes auxiliares 118 Desenho de Móveis e Medição

119 vista frontal vista lateral esquerda vista superior Refaça este desenho na sua folha. Fig. 48 Rebatimentos e vistas ortográficas. Refaça este desenho na sua folha. Fig. 49 Observe as linhas tracejadas que indicam o rebaixamento nesta peça, que aparece na vista lateral, apenas. Refaça este desenho na sua folha. Fig. 50 Linhas e arestas de contornos visíveis e não visíveis (tracejadas). Refaça este desenho na sua folha. Fig. 51 Sólido com face oblíqua. Questão desafio: Qual a linha devo usar para apresentar um furo interno? Procure no site, com os colegas ou pergunte ao professor. Esta será uma boa oportunidade para trocarem idéias e desenhos. Desenho de Móveis e Medição 119

120 Projeções ortogonais com elementos diversos, com furos, rasgos, espigas, canais e partes arredondadas Sua execução requer a determinação do centro desses elementos. Assim, a linha utilizada em desenho técnico para indicar o centro desses elementos é chamada de linha de centro, representada por uma linha estreita de traço e ponto. Fig. 52 Diversas formas de figuras. O modelo a seguir tem dois rasgos paralelos, atravessados por um furo passante. No desenho técnico deste modelo, é necessário determinar o centro do furo. Observe que a linha de centro aparece nas três vistas do desenho. Fig. 53 Figura com furo detalhado com linha estreita de traço e ponto. Preste atenção a estes desenhos com cotas para calcular sua proporção: Como os dois elementos são diferentes, é necessário colocar as cotas de tamanho de cada um dos rebaixos. Observe as linhas de cota que indicam as dimensões dos rebaixos, na perspectiva, e, ao lado, as cotas indicadas nas vistas ortográficas. As cotas 21 e 10 indicam as alturas dos rebaixos. Os comprimentos dos dois rebaixos são iguais: 18mm. O dimensionamento completo do desenho, com cotas básicas e de elementos, é mostrado a seguir. Fig. 54 Sólido com rebaixos e respectivas cotas. 120 Desenho de Móveis e Medição

121 Fig. 55 Pela proporcionalidade, dados os dois blocos de 18 cm, o terceiro também tem 18cm, portanto a vista superior mostrará a cota 54cm. Observe a aplicação da linha de centro em outro modelo com furos e partes arredondadas. Acompanhe as os desenhos, analisando o modelo, representado a seguir. Este é um modelo com partes arredondadas e três furos redondos passantes. Vamos definir as vistas do desenho técnico com base na posição em que o modelo está representado na perspectiva isométrica. Neste caso, dois furos estão na posição horizontal e um furo está na posição vertical. Os contornos das partes arredondadas são representados, nas vistas ortográficas, pela linha para arestas e contornos visíveis. Observe, a vista frontal do modelo. As projeções dos dois furos horizontais coincidem na vista frontal. Esses furos têm a forma de círculos. Para determinar seu centro, usamos duas linhas de centro que se cruzam. Não enxergamos o furo vertical quando olhamos o modelo de frente. Na vista frontal, esse furo é representado pela linha para arestas e contornos não visíveis (linha tracejada estreita). Uma única linha de centro é suficiente para determinar o centro desse furo. Agora analise a vista superior do modelo: Observando o modelo de cima, o furo vertical é o único visível e seu centro é indicado por duas linhas de centro que se cruzam. Os outros dois furos são representados pela linha para arestas e contornos não visíveis, e seus centros são indicados por uma linha de centro. Por último, analise a vista lateral esquerda. Observando o modelo de lado constatamos que nenhum dos furos fica visível, portanto todos são representados pela linha para arestas e contornos não visíveis. As linhas de centro que aparecem no desenho determinam os centros dos três furos. Compare a representação do modelo em perspectiva com seu desenho técnico: Fig. 56 Desenho de peça com vários furos e as linhas que os indicam, isto é, traço e ponto. Desenho de Móveis e Medição 121

122 Os centros de elementos paralelos e oblíquos também devem ser indicados pela linha de centro, para possibilitar a correta execução do modelo. Observe, nas ilustrações a seguir, a aplicação da linha de centro em modelos com elementos paralelos e oblíquos. Fig. 57 Aplicação de linha de centro em figuras oblíquas e paralelas. Note que o centro dos furos quadrados também é determinado pelo cruzamento de duas linhas de centro, na vista em que o furo é representado de cima. 122 Desenho de Móveis e Medição

123 Quinta e Sexta Aulas Estes encontros serão reservados para os grupos mostrarem o que aprenderam. Com o material criado e a peça realizada, explicarão para os outros colegas os diversos tipos de desenho de projeções ortogonais que reuniram, construirão um grande painel e discutirão suas dificuldades, habilidades e conhecimentos. Passo 1 / Apresentação dos grupos Através da resolução dos polígrafos da Biblioteca Virtual do Estudante, os jovens já terão noção, em diferentes níveis, do que seja Projeções Ortogonais. A apresentação de cada grupo constituirá reforço para que valorizem suas aprendizagens e autorias. Divida o tempo de modo a assegurar que cada apresentação possa ser valorizada por todos, de modo a possibilitar o estabelecimento de relações, a proposição de exercícios e sua a atenta complementação e reforço, sempre que for necessário. Considerando o tempo total, recomenda-se que cada grupo tenha 15 minutos de exposição e 5 minutos para perguntas. Esteja atento para evitar repetições desnecessárias de exposições, e valorize o crescimento de perguntas e relações à medida que mais grupos forem apresentando seu percurso de aprendizagem, o que provavelmente determinará exposições mais curtas e relações/perguntas mais complexas. 50min cada aula Desenho de Móveis e Medição 123

124 Sétima Aula Nesta aula será realizada avaliação relativa aos conteúdos trabalhados. Passo 1 / Avaliação 50min 1 A presente avaliação visa auxiliar os jovens a verificarem eles mesmos em conjunto e individualmente sua produção. 2 Os jovens devem ser estimulados a perceber o processo de aperfeiçoamento de cada um, verificando alternativas de solucionar erros cometidos nos primeiros trabalhos em produções posteriores, ampliação das habilidades de representação, reconhecimento da importância da atenção para o desenho. 3 Os jovens exporão, sobre as mesas os trabalhos e exercícios que fizeram; eles as percorrerão e folhearão os "produtos" de aprendizagem de cada um. 4 Este percurso será registrado em uma folha de apontamentos, criada pelo educador a partir das experiências vividas. 5 O educador fará uma lista mínima de todos os trabalhos executados e os jovens acrescentarão, individualmente, os trabalhos extras. O educador poderá escolher ainda cinco exercícios novos para verificar se os jovens aprenderam. Nos sites de procura da Biblioteca Virtual do Estudante, há sugestões que o educador poderá usar, lembrandose sempre de que a tarefa deve corresponder aos trabalhos desenvolvidos em aula 124 Desenho de Móveis e Medição

125 Folha de apontamentos Aluno: Escreva de 1 a 5, o que melhor representa sua opinião sobre cada item indicado na primeira linha. No item "observação" serão colocados os comentários sobre as tarefas não solicitadas, mas que enriqueceram e completaram as construções dos colegas. Diário Exercícios corretos Exercícios completos Apresentação Resultado das Investigações Observação Avaliação geral: Considerando o processo de aquisição de conhecimentos, é possível afirmar que: 1) O que aprendi: 2) O que preciso exercitar mais: 3) Dúvidas que ainda possuo: Desenho de Móveis e Medição 125

126 Oitava Aula Esta aula será dedicada à elaboração de croquis nos quais os jovens aplicarão os princípios de proporcionalidade e distribuirão as cotas nas vistas que mais caracterizam os detalhes cotados, além de construir conceitos e desenhos em perspectiva. Passo 1 / Aula teórica Inicialmente promova uma avaliação oral, onde os jovens enumerarão as principais aprendizagens, as suas finalidades para o curso que estão fazendo, as dificuldades que persistem e as necessidades de revisão. Nesse percurso, o educador tratará de resumir os principais pontos do capítulo, apontando para as relações que eles estabelecem entre si e com a formação profissional dos jovens, habilitando-os a agirem com competência ao operar processos com madeira. Proponha que, individualmente, cada jovem registre suas impressões, suas facilidades frente ao conteúdo e as dificuldades remanescentes. Considere as respostas para organizar a proposta da aula que segue. 10min Introdução ao conceito de croqui 1 Pergunte à turma: O que é um croqui? Resposta esperada: Um croquis (palavra francesa eventualmente aportuguesada como croqui ou traduzida como esboço ou rascunho) costuma se caracterizar como um desenho rápido, feito com o objetivo de discutir ou expressar graficamente uma idéia plástica, bastante marcado pelo gesto do seu autor em marcar o papel com o instrumento de traçado. Esboço é uma espécie de rascunho. Antes de fazer um desenho, por exemplo, uma pessoa pode fazer um esboço, que nada mais é do que um modelo em traços simples do resultado final. Além de facilitar a realização de 1 Site Desenho de Móveis e Medição

127 projetos ou idéias, um esboço pode ser útil para saber onde serão necessárias modificações, detalhamentos ou adaptações. Passo 2 / Aula prática Desenhando croqui a partir de vistas ortográficas Forneça alguns desenhos em vistas ortográficas para que os jovens leiam, interpretem e desenhem a perspectiva, em exercícios como os que seguem. Eles poderão ser apresentados em folhas soltas, como fichas, e entregues para toda a turma. 30min Passo 3 / Discutindo as soluções Após a conclusão dos desenhos, organizar uma discussão coletiva, onde os jovens discutirão as soluções apresentadas e justificarão suas leituras e interpretações dos desenhos realizados, escrevendo na ficha comentários a propósito das conclusões apresentadas. 10min Desenho de Móveis e Medição 127

128 Desenhe a perspectiva dos seguintes elementos de peças de móveis: Exercício A Exercício B Fig. 58 Exercício C Fig. 59 Fig Desenho de Móveis e Medição

129 Exercício D Exercício E Fig. 61 Fig. 62 Desenho de Móveis e Medição 129

130 Nona Aula Nesta aula os jovens desenharão e interpretarão os desenhos de vistas ortográficas. Passo 1 / Aula prática Desenhando croqui a partir de perspectivas 35min Forneça alguns desenhos em vistas ortográficas para que os jovens leiam, interpretem e desenhem a perspectiva, em exercícios como os que seguem. Eles poderão ser apresentados em folhas soltas como fichas e entregues para toda a turma. Passo 2 / Discutindo as soluções Após, proponha que discutam as soluções apresentadas, justifiquem suas leituras e interpretações dos desenhos realizados e escrevam na ficha suas conclusões 15min Educador, antecipe o foco da próxima aula e sugira aos jovens que preparem extraclasse questões importantes de serem formuladas aos trabalhadores da fábrica a propósito das aprendizagens na disciplina. 130 Desenho de Móveis e Medição

131 Desenhe as vistas ortográficas dos elementos de peças de móveis apresentados. Exercício F Exercício G Fig. 63 Exercício H Fig. 64 Exercício I Fig. 65 Exercício J Fig. 66 Fig. 67 Desenho de Móveis e Medição 131

132 Décima Aula Nesta aula acontecerá uma entrevista com marceneiros, torneiros mecânicos, matrizeiros, escultores, com vistas a favorecer que os jovens dimensionem a importância das aprendizagens na disciplina para a vida profissional. Passo 1 / Trabalho em grupos Formação de competências para o exercício profissional 20min Proponha aos jovens, organizados em grupos de 3 ou 4, que formulem perguntas a serem dirigidas a marceneiros, torneiros mecânicos, matrizeiros, escultores. Oriente-os a investigarem a respeito dos conhecimentos que precisam possuir para exercer seu trabalho, a necessidade de formação básica, experiência e educação continuada, bem como as dificuldades e gratificações que a profissão oportuniza. Passo 2 / Entrevista Convide um ou mais técnicos responsáveis pela linha de produção de modelos de peças a fim de serem entrevistado pelos jovens. Indique o âmbito da entrevista e sugira que recorram a muitos exemplos da vida profissional em que aspectos da disciplina se mostrem importantes, especialmente aqueles ligados à leitura e representação dos móveis que realizam, fato que, muitas vezes, está condicionado a um trabalho de equipe. Peça que os jovens anotem os pontos mais importantes da entrevista. No fechamento, discuta a importância do trabalho de equipe para a correta realização das peças criadas a partir dos desenhos em projeções ortográficas. 30min 132 Desenho de Móveis e Medição

133 8 Cortes, Secções e Hachuras Neste capítulo serão abordados assuntos relacionados à execução de desenho de componentes com cortes e hachuras. Objetivos Executar desenhos para fabricação de componentes simples em madeira em croqui; Aplicando, nas representações, as técnicas de vistas seccionais, conforme NBR 10067; Aprender o corte total de uma peça, o meio corte e o corte parcial; Realizar exercícios de aplicação das aprendizagens. Desenho de Móveis e Medição 133

134

135 Primeira Aula Nesta primeira aula os jovens os jovens irão aprender o corte total de uma peça. Passo 1 / Aula teórica Corte total de peças 25min Projete cada um dos desenhos que seguem. Explique-os detalhadamente, em diálogo com os jovens, valendo-se dos conhecimentos que já adquiriram. A seguir, forneça-lhes o texto de apoio e indique a leitura para sistematização do que foi explicado. Estes textos e desenhos são fornecidos pela Biblioteca Virtual do Estudante, no site Desenho de Móveis e Medição 135

136 Compreendendo o corte total de peças Qualquer pessoa que já tenha visto um registro de gaveta, como o que é mostrado a seguir, sabe que se trata de uma peça complexa, com muitos elementos internos. Compreendendo o corte total de peças Se fôssemos representar o registro de gaveta em vista frontal, com os recursos que conhecemos até agora (linha contínua larga para arestas e contornos visíveis e linha tracejada estreita para arestas e contornos não visíveis), a interpretação ficaria bastante prejudicada, como mostra o desenho a seguir. Fig. 1 Registro de gaveta. Observe atentamente as duas figuras anteriores. Pela foto, você forma uma idéia do aspecto exterior do objeto. Já a vista frontal mostra também o interior do objeto, por meio da linha tracejada estreita. Porém, com tantas linhas tracejadas se cruzando, fica difícil interpretar a vista ortográfica. Para representar um conjunto complexo como esse, com muitos elementos internos, o desenhista utiliza recursos que permitem mostrar seu interior com clareza. O recurso utilizado em desenho técnico para mostrar elementos internos de modelos complexos com maior clareza é a representação em corte. Ela é uma representação normalizadas pela ABNT, por meio da norma NBR /1987. Corte Cortar quer dizer dividir, secionar, separar partes de um todo. Corte é um recurso utilizado em diversas áreas do ensino, para facilitar o estudo do interior dos objetos. Veja alguns exemplos usados em Ciências. Corte total Corte total é aquele que atinge a peça em toda a sua extensão. Fig. 3 Corte total. Os cortes são imaginados e representados sempre que for necessário mostrar elementos internos da peça ou elementos que não estejam visíveis na posição emque se encontra o observador. Considere o corte realizado por um plano de corte, também imaginário. No caso de corte total, o plano de corte atravessa completamente a peça, atingindo suas partes maciças, como mostra a figura a seguir. Fig. 2 Corte em Ciências. plano de corte Fig. 4 A peça cortada por um plano vertical. 136 Desenho de Móveis e Medição

137 A escolha da vista onde o corte é representado depende dos elementos que se quer destacar e da posição de onde o observador imagina o corte. Nesta posição, o observador não vê os furos redondos nem o furo quadrado da base. Para que estes elementos sejam visíveis, é necessário imaginar o corte. Fig. 5 Corte na vista frontal. Imagine o modelo secionado, isto é, atravessado por um plano de corte, como mostra a ilustração. O plano de corte paralelo ao plano de projeção vertical é chamado plano longitudinal vertical. Este plano de corte divide o modelo ao meio, em toda sua extensão, atingindo todos os elementos da peça. plano de corte Veja as partes em que ficou dividido o modelo atingido pelo plano de corte na longitudinal vertical. Fig. 6 hachuras Indicação do plano de corte Observe novamente o modelo secionado e, ao lado, suas vistas ortográficas. A vista superior e a vista lateral esquerda não devem ser representadas em corte porque o observador não as imaginou atingidas pelo plano de corte. A vista frontal está representada em corte porque o observador imaginou o corte vendo o modelo de frente. Sob a vista representada em corte, no caso a vista frontal, é indicado o nome do corte: Corte AA. Observe, na figura anterior, que a vista superior é atravessada por uma linha traço e ponto estreita, com dois traços largos nas extremidades. Esta linha indica o local por onde se imaginou passar o plano de corte. As setas sob os traços largos indicam a direção em que o observador imaginou o corte. As letras do alfabeto, próximas às setas, dão o nome ao corte. A ABNT determina o uso de duas letras maiúsculas repetidas para designar o corte: AA, BB, CC, etc. Quando o corte é representado na vista frontal, a indicação do corte pode ser feita na vista superior, como no exemplo anterior, ou na vista lateral esquerda, como mostra a ilustração a seguir. Segundo a ABNT, sempre que a representação do corte for clara, não há necessidade de indicar o plano de corte em outra vista. VF A Corte AA Corte AA A A A Fig. 7 Fig. 8 Fig. 9 Desenho de Móveis e Medição 137

138 Passo 2 / Exercício Analise o desenho técnico abaixo e responda: 25min a) em que vista está representado o corte? b) em que vista aparece indicado o corte? c) qual o nome deste corte? As respostas corretas são: a) vista frontal; b) vista superior; c) corte AA. Corte AA A A Fig. 10 Segunda Aula Nesta aula os jovens aprenderão os cortes em modelos simétricos de tipo longitudinal e transversal: meio corte e corte parcial. Passo 1 / Aula teórica Cortes em modelos simétricos de tipo longitudinal e transversal: meio corte e corte parcial 50min Continue sua explanação remetendo ao texto de apoio e, se desejar, reproduzindo imagens em retroprojetor ou multimídia. 138 Desenho de Móveis e Medição

139 Meio corte e corte parcial Há tipos de peças ou modelos em que é possível imaginar em corte apenas uma parte, enquanto que a outra parte permanece visível em seu aspecto exterior. Este tipo de corte é o meio-corte. O meio-corte é aplicado em apenas metade da extensão da peça. Somente em peças ou modelos simétricos longitudinal e transversalmente, é que podemos imaginar o meio-corte. Modelos simétricos longitudinal e transversalmente Observe o modelo a seguir, representado em perspectiva. Em seguida, imagine este modelo dividido ao meio por um plano horizontal e depois, dividido por um plano vertical. Você reparou que, nos dois casos, as partes resultantes da divisão são iguais entre si? Trata-se, portanto, de um modelo simétrico longitudinal e transversalmente. Neste modelo é possível imaginar a aplicação de meio-corte. Analise o desenho a seguir e imagine-o cortado longitudinal e transversalmente. Representação do meio-corte Acompanhe a aplicação do meio-corte em um modelo simétrico nos dois sentidos. P1 P2 Fig. 11 Fig. 12 Fig. 13 Imagine o modelo atingido até a metade por um plano de corte longitudinal (P1). Depois, imagine o modelo cortado até a metade por um plano de corte transversal (P2). Fig. 14 Meio corte e corte parcial Desenho de Móveis e Medição 139

140 Imagine que a parte atingida pelo corte foi retirada. Observando o modelo com meio-corte, você pode analisar os elementos internos. Além disso, ainda pode observar o aspecto externo, que corresponde à parte não atingida pelo corte. O modelo estava sendo visto de frente, quando o corte foi imaginado. Logo, a vista onde o corte deve ser representado é a vista frontal. Fig. 15 Analise a vista frontal representada em projeção ortográfica com aplicação do meio-corte. A linha traço e ponto estreita, que divide a vista frontal ao meio, é a linha de simetria. As partes maciças, atingidas pelo corte, são representadas hachuradas 1. Fig. 16 O centro dos elementos internos, que se tornaram visíveis com o corte, é indicado pela linha de centro. Neste exemplo, os elementos que ficaram visíveis com o corte são: o furo passante da direita e metade do furo central. Metade da vista frontal não foi atingida pelo meio-corte: o furo passante da esquerda e metade do furo central não são representados no desenho. Isso ocorre porque o modelo é simétrico. A metade da vista frontal não atingida pelo corte é exatamente igual à outra metade. Assim, não é necessário repetir a indicação dos elementos internos na parte não atingida pelo corte. Entretanto, o centro dos elementos não visíveis deve ser indicado. Quando o modelo é representado com meio-corte, não é necessário indicar os planos de corte. As demais vistas são representadas normalmente. Analise mais uma vez a perspectiva do modelo e, ao lado, suas vistas ortográficas. A linha traço e ponto estreita, que divide a vista frontal ao meio, é a linha de simetria. As partes maciças, atingidas pelo corte, são representadas hachuradas. Fig. 17 Meio-corte nas vistas do desenho técnico O meio-corte pode ser representado em qualquer das vistas do desenho técnico. A vista representada em corte depende da posição do observador ao imaginar o corte. Quando o observador imagina o meio-corte vendo a peça de frente, a vista representada em corte é a frontal. VF Fig Hachuras são uma espécie de pintura que serve para salientar a parte onde a peça efetivamente foi cortada. Pode também acrescentar informações sobre o tipo de material constituinte da peça que está sendo representada. 140 Desenho de Móveis e Medição

141 Representação do corte parcial Observe um modelo em perspectiva, com aplicação de corte parcial. A linha contínua estreita irregular e à mão livre, que você vê na perspectiva, é a linha de ruptura. A linha de ruptura mostra o local onde o corte está sendo imaginado, deixando visíveis os elementos internos da peça. A linha de ruptura também é utilizada nas vistas ortográficas. A vista representada em corte é a vista frontal porque, ao imaginar o corte, o observador estava vendo a peça de frente. Nas partes não atingidas pelo corte parcial, os elementos internos devem ser representados pela linha para arestas e contornos não visíveis. Veja agora uma outra maneira de representar a linha de ruptura, na vista ortográfica, através de uma linha contínua estreita, em ziguezague. As partes hachuradas representam as partes maciças do modelo, atingidas pelo corte. Fig. 19 Linha de ruptura Fig. 20 Desafio: Exemplos de cortes parcial no desenho técnico Você pode imaginar mais de um corte parcial na mesma vista do desenho técnico? Fig. 21 Desenho de Móveis e Medição 141

142 Terceira Aula Esta aula destina-se à aprendizagem das formas de representação de hachuras em componentes em corte e representações de madeira em geral. Passo 1 / Atividade prática Representação de componentes em corte 30min Nesta aula os jovens observarão alguns tipos de madeira. Projete como auxílio de um multimídia a figura com os veios da madeira. Desenharão em folhas de desenho A4 ou A3, como vêem os veios da madeira para melhor representá-la. Fig. 22 Na seqüência, observarão diversos materiais que costumam ser usados com a madeira, como mármore e vidro, nos tampos para mesas, seja em pequenos pedaços ou em fotografias de catálogos. Exemplos de hachuras de diferentes materiais aparecem nas figuras de número 25 e Desenho de Móveis e Medição

143 Passo 2 / Explicação teórica Apresente os métodos de representação de hachuras. Recomende aos jovens que anotem o que lhes parecer relevante e proponha que exercitem o que aprenderam. 20min Manualmente, com o esquadro de 45 : faz-se uma marca distante da borda do esquadro a distância que se deseja ter entre as linhas das hachuras; posiciona-se o esquadro sobre a régua paralela e traça-se a primeira linha da hachura; desloca-se o esquadro em direção a linha traçada de forma que a marca feita no primeiro passo fique sobre a referida linha; traça-se a segunda linha da hachura; desloca-se novamente o esquadro de forma que a marca fique sobre a última linha traçada e repete-se estes dois últimos passos para a representação das demais linhas da hachura. linha gravada Fig. 23 Com instrumento específico para execução de hachuras: existem alguns instrumentos de desenho técnico específicos para facilitar e agilizar o desenho de hachuras, nos quais se regula a distância que se deseja entre as linhas da hachura e uma régua avança quando se pressiona um botão, servindo como apoio para o traçado das linhas da hachura. Através de programas computacionais (CAD): quando da confecção de desenhos através de programas computacionais, utilizam-se comandos específicos dos programas, destinados à representação de hachuras de forma automatizada. Desenho de Móveis e Medição 143

144 Tanto na computação como manualmente, (figura 23), a distância entre as linhas da hachura devem ser observadas a fim de que o tamanho e o espaçamento entre elas, nem próximas demais nem afastadas demais, não deixem que região a ser hachurada fique muito escura. Nos casos extremos, temos que, para regiões muito grandes a serem hachuradas, pode-se colocar a hachura somente no contorno da área hachurada (figura 24). Fig. 24 Móveis Elastômeros, vidros, cerâmica e rochas Terreno Concreto Madeira Líquido Fig Desenho de Móveis e Medição

145 borracha, plástico e isolamento elétrico tijolo, alvenaria de pedra água / fluídos tijolo (vista externa) rolha, isolamento, couro mármore, louça e vidro madeira pedra bruta tijolo e refratários terra isolamento sonoro metal, zinco e chumbo enrolamento elétrico rocha isolamento térmico materiais transparentes concreto areia tela Fig. 26 Hachuras Desenho de Móveis e Medição 145

146 Quarta e Quinta Aulas Nesta aula os jovens estarão habilitados a realizarem os exercícios propostos que sintetizam os conhecimentos aprendidos nos últimos capítulos. Passo 1 / Atividade prática Entregue em folhas avulsas para serem executados individualmente. Enquanto trabalham, circule entre os jovens e procure explicar os problemas enfrentados pelos jovens, recorrendo aos materiais de apoio e às anotações feitas durante as aulas anteriores. Não hesite em transformar problematizações interessantes apresentadas por alguns jovens em situação de aprendizagem a ser colocada como desafio para toda a turma. 50min cada aula 146 Desenho de Móveis e Medição

147 9 Desenho de Móveis Este capítulo apresenta desenho de componente isolado e de conjunto, com vistas a identificar a nomenclatura de componentes de armário, mesa, cadeira, gaveta e cama e a relacionar tipos de acabamentos: adorno, fixação, de articulação, travas e puxadores. Objetivos Interpretar desenhos de móveis e seus componentes; Identificar e relacionar a especificação comercial dos acessórios para fabricação de móveis. Desenho de Móveis e Medição 147

148

149 Primeira Aula Nesta aula os jovens terão oportunidade de identificar os diversos componentes da fabricação de móveis. Passo 1 / Composição de uma sala ambiente O primeiro desafio desse capítulo é a montagem de 5 módulos de uma sala ambiente. Todos deverão estar envolvidos na coleta dos mais diversos tipos de materiais usados na fabricação de móveis (catálogos, amostras, manuais, projetos, etc., encontráveis na indústria moveleira, de componentes para móveis e também em lojas comerciais). Os módulos terão os seguintes enfoques: um privilegiará mesas, outro cadeiras, outro gavetas, outro camas e o quinto todos os componentes necessários à composição desses móveis, como adornos, peças de fixação (parafusos, pinos, grampos, presilhas), de articulação (dobradiças), travas e puxadores, botões de silicone, etc. Cada móvel poderá ser exposto em painéis ou em mesas, favorecendo a que todos possam ver o conjunto de materiais que envolvem a fabricação de móveis. 25min Sala ambiente Sala ambiente tem como objetivo mostrar ao educando uma visão geral do que vai estudar e é uma maneira do educador verificar o foco de interesse dos jovens. Passo 2 / Aula prática Identificando e classificando componentes 15min Os jovens percorrerão toda a sala com uma folha dobrada ao meio com os dizeres: o que conhecia e o que não conhecia em cada uma das divisões. Nesta folha, colocarão suas observações e perguntas. Passo 3 / Discussão Resolvendo dúvidas 10min Os jovens comentarão suas observações em grande grupo, valorizando todas as perguntas a respeito dos objetos. Outros jovens e o educador explicarão as finalidades de uso do que desconheciam. Desenho de Móveis e Medição 149

150 Segunda Aula Passo 1 / Observação e detalhamento de objetos Ainda na sala ambiente, explore os materiais de investigação e todos os documentos relacionados a eles. Faça referência às dúvidas dos jovens, explique para que servem alguns elementos e destaque especificações especiais, valorizando sua experiência no chão de fábrica. Como cada material deverá ter seu respectivo projeto gráfico, estimule a leitura dos projetos e a identificação da nomenclatura já estudada. 25min Passo 2 / Registro escrito da observação 25min O resultado das investigações na visita à sala ambiente deverá ser descrito pelos jovens. Neste momento eles não desenharão, mas construirão um memorial descritivo de um móvel simples, que o educador já tenha apresentado oralmente de forma detalhada. Educador, mostre aos jovens o memorial descritivo de um módulo de um móvel para explicar o que é. Chame a atenção para a observação dos objetos e para a necessidade de adequação vocabular. Isto os ajudará a se concentrarem na observação e identificação da nomenclatura apropriada para cada componente. Este primeiro contato é importante como preparação para a visita ao pavilhão de operações da fábrica, proposto para a aula seguinte. Terceira Aula Nesta aula será realizada uma visita à fábrica com foco nas etapas de produção de um móvel. Passo 1 / Visitação à fábrica e entrevista Acerte previamente a visitação a uma área da fábrica e combine que jovens e operários terão a possibilidade de interagir. Planeje que eles conheçam as principais etapas do processo de produção de um móvel e motive os jovens a perguntar aos operários, explorando a sua 50min 150 Desenho de Móveis e Medição

151 relação com o trabalho específico, mas também a sua responsabilidade profissional, a necessidade de atualização, seu grau de satisfação com a profissão. Quarta Aula Nesta aula os jovens exercitarão as descobertas da aula anterior a partir das interações com os funcionários da fábrica e o contato direto com os materiais. Passo 1 / Aula prática Revisando aprendizagens Através de figuras de componentes ou materiais coletados na empresa, identificarão seu funcionamento. Nesta oportunidade, a manipulação e a descrição do funcionamento ajudarão os jovens a identificar e caracterizar a finalidade do desenho de componentes que fazem parte dos módulos de móveis e de seu correspondente material fabricado. Você poderá também fazer com que os jovens confeccionem cartões que possam compor um jogo em que figura e texto devam ser relacionados. Tal atividade tem como objetivo fixar as aprendizagens. 25min No caso de haver disponibilidade de ambiente informatizado, inclua uma investigação no Portal Moveleiro, apresentado nas referências de sites no final do Caderno. O jogo com as figuras pode obter um grau maior de dificuldade, se for adicionada mais uma ficha com a descrição da finalidade dos componentes Os módulos de madeira onde estes componentes são acoplados podem fazer parte das figuras do jogo e a dificuldade estará em juntar as que podem compor um armário de canto com prateleiras para dormitório, por exemplo. Os jovens terão que juntar as peças, sua descrição, seu funcionamento e o módulo do qual podem participar. A criação das fichas deverá obedecer às regras da montagem de móveis da empresa fabricante. Os jovens reunirão em um só lugar as imagens de tudo o que é necessário para montar o módulo solicitado. Desenho de Móveis e Medição 151

152 Fig. 1 Figura de adorno / aplique. Fig. 2 Componentes de gavetas. Fig. 3 Roda giratória de silicone. Fig. 4 Conexão central. Fig. 6 Dobradiça de cola. Fig. 5 Corrediça Orga Line. Fig. 8 Dobradiça cônica. Fig. 7 Dobradiça de embutir com parafuso. Fig. 9 Fechadura de gaveta. 152 Desenho de Móveis e Medição

153 Fig. 11 Proteção sanfonada. Fig. 10 Perfis de acabamento. Fig. 13 Puxador Viena. Fig. 12 Puxador. Fig. 14 Suporte para prateleira de armário. Fig. 15 Tampos giratórios para mesa. Fig. 17 Tubo flexível para ventilação. Fig. 19 União de haste com parafuso. Fig. 16 Trilhos para armários. Fig. 18 Bolacha para haste. Desenho de Móveis e Medição 153

154 Inverta o desafio e faça com que os jovens montem o jogo, buscando imagens e estabelecendo relações. Em pouco tempo, com certeza, você terá um jogo bastante interessante para exercitar esse aspecto do conteúdo! Quinta Aula Nesta aula os jovens lerão e interpretarão os desenhos de projetos que chegam à fábrica. Passo 1 / Leitura e interpretação de projetos Disponibilize vários projetos de móveis que chegam à fábrica e os entregue a duplas previamente combinadas a fim de simularem a montagem do mesmo. Através da consulta a catálogos e fôlderes de fábricas de componentes usados na empresa, peça que façam a relação de peças e módulos de madeira necessários para executar o projeto. Os jovens deverão saber de que são compostos, para o que precisarão dispor de manuais de montagem. Há fábricas que têm perspectivas chamadas de expansão, que são melhor visualizadas em um primeiro contato. 50min Dependendo da habilidade dos jovens e de seu interesse, nesta aula também poderá ser feita uma maquete com papel, construindo o módulo em 3 dimensões, desenhando os componentes e armando as gavetas, prateleiras ou portas de modo que elas funcionem. No final da aula ou em outra ocasião, poderão realizar uma exposição de móveis, que funcionará como um show room de papel e cada jovem avaliará as aprendizagens de todo o grupo. 154 Desenho de Móveis e Medição

155 10 Noções de Design e de CAD As informações transmitidas através de um desenho especial, com características diferenciadas, são facilmente lidas tanto quando são desenhadas em pranchas de desenho quanto em Programas geradores de plantas arquitetônicas ou de componentes, como o Auto CAD. Os desenhos apresentam todos os componentes de um conjunto, sejam eles comerciais ou fabricados, na posição que eles ocuparão na realidade e em mesma escala, o que oportuniza a simulação e estimula o viés criativo do executor. Ainda hoje alguns desenhos são executados manualmente, mas este processo vem sendo substituído pelos desenhos com o auxílio de computador, denominado CAD. As vantagens são inúmeras e os custos de implantação dos sistemas CAD vêm caindo drasticamente, o que torna esta tecnologia extremamente difundida, especialmente na indústria. Este será o foco do presente capítulo. Objetivos Caracterizar a importância do design para o mercado industrial moveleiro; Introduzir o Desenho com Auxílio do Computador CAD; Ler e distinguir entre desenhos elaborados no computador e elaborados na prancheta de desenho; Familiarizar-se com o manuseio e leitura de elementos desenhados no programa CAD. Desenho de Móveis e Medição 155

156

157 Primeira Aula Nesta aula serão tratados alguns conceitos de design e os jovens discutirão sobre o que envolve as regras de percepção, ergonomia 1, estilo e atratividade através dos textos de pessoas conhecidas na área de design. Passo 1 / Conceituação de design Forme cinco grupos e distribua as fichas que seguem, as quais apresentam alguns conceitos emitidos por designers envolvendo a proposta da aula. Solicite que os jovens leiam, discutam o que leram e respondam à pergunta formulada. 20min Passo 2 / Formulação de juízo Coloque no quadro as palavras chaves mais importantes com base em um critério que explicite o conceito de design e que considere o valor que ele agrega ao objeto. Finalmente, peça aos jovens que conceituem design. A resposta mais completa será a que contiver todas as idéias de todos os autores, o que significa que dificilmente o conceito poderá ser formulado em apenas uma frase. Um jovem será destacado para escrever no quadro uma composição coletiva, em que todos participarão, concluindo: o que é design? Como ele agrega valor ao produto na industria moveleira. 30min 1 Ergonomia (não confundir com Ergometria) é uma disciplina que reúne os estudos para adaptar o trabalho às características do ser humano, permitindo que este possa realizar suas atividades profissionais sem riscos para a sua saúde física e mental. Desenho de Móveis e Medição 157

158 Trabalhando com conceito de design Junte-se a colegas discuta sobre o conceito aqui colocado e depois exponha aos demais, respondendo: Na sua opinião, o que faz com que um cliente compre mais um produto de uma determinada fábrica e não compre o de outra? Apresente argumentos que justifiquem sua resposta. Conceito de design, definido pelo órgão internacional competente, que é o International Council Design of Societies of Industrial Design / ICSID, conceito também adotado pelo Programa Brasileiro de Design: Design Industrial é uma atividade criativa cujo objetivo é determinar as propriedades formais dos objetos produzidos industrialmente. Por propriedades formais não se deve entender apenas as características exteriores, mas, sobretudo, as relações estruturais e funcionais que fazem de um objeto (ou de um sistema de objeto), uma unidade coerente, tanto do ponto de vista do produtor como do consumidor. O Design Industrial abrange todos aspectos do ambiente humano condicionado pela produção industrial. In Evelise ( Trabalhando com conceito de design Junte-se a colegas discuta sobre o conceito aqui colocado e depois exponha aos demais, respondendo: Na sua opinião, o que faz com que um cliente compre mais um produto de uma determinada fábrica e não compre o de outra? Apresente argumentos que justifiquem sua resposta. Conceito de design, de Alexandre Guedes Müssnich Arquiteto e designer, sócio-diretor da Planobase Design (RS) Graduado pela FAU-UFRGS "Design é uma atividade especializada de caráter técnico-científico, criativo e artístico, com vistas à concepção e desenvolvimento de projetos de objetos e mensagens visuais que equacionam sistematicamente dados ergonômicos, tecnológicos, econômicos, sociais, culturais e estéticos que atendam concretamente às necessidades humanas." 158 Desenho de Móveis e Medição

159 Trabalhando com conceito de design Junte-se a colegas discuta sobre o conceito aqui colocado e depois exponha aos demais, respondendo: Na sua opinião, o que faz com que um cliente compre mais um produto de uma determinada fábrica e não compre o de outra? Apresente argumentos que justifiquem sua resposta. Wikipedia: pt.wikipedia.org/wiki/design_gr%c3%a1fico Embora a maior parte das pessoas consiga identificar alguns dos casos de "design gráfico" que surgem na vida quotidiana, ainda se discute o que é exatamente essa disciplina, havendo definições contraditórias; opiniões divergentes sobre se o design gráfico é ou não arte. O design gráfico é a arte aplicada de arranjar imagem, texto e elementos perceptíveis aos sentidos humanos para comunicar uma mensagem. É aplicado em muitas mídias, tais como mídia impressa, digital, cinema, animação, rótulos de produto, embalagem, sinalização, identidade visual, etc. O design gráfico é uma prática que data do início da palavra escrita, mas só no fim do século XIX passou a ser identificada como identidade separada. Trabalhando com conceito de design Junte-se a colegas discuta sobre o conceito aqui colocado e depois exponha aos demais, respondendo: Na sua opinião, o que faz com que um cliente compre mais um produto de uma determinada fábrica e não compre o de outra? Apresente argumentos que justifiquem sua resposta. Design Atividade especializada, de caráter técnico-científico, criativo e artístico, com vistas à concepção e desenvolvimento de projetos de objetos e mensagens visuais que equacionem sistematicamente dados ergonômicos, tecnológicos, econômicos, sociais, culturais e estéticos, com atendimento concreto às necessidades humanas. Desenho de Móveis e Medição 159

160 Trabalhando com conceito de design Junte-se a colegas discuta sobre o conceito aqui colocado e depois exponha aos demais, respondendo: Na sua opinião, o que faz com que um cliente compre mais um produto de uma determinada fábrica e não compre o de outra? Apresente argumentos que justifiquem sua resposta. Walter Zanini "Design gráfico é a área de conhecimento e a prática profissional específicas que tratam da organização formal de elementos visuais tanto textuais quanto não-textuais que compõem peças gráficas feitas para reprodução, que são reproduzíveis e que têm um objetivo expressamente comunicacional. Ou seja: foi feito para comunicar; não comunica por acaso ou porque tudo comunica, mas porque este é seu objetivo fundamental." 160 Desenho de Móveis e Medição

161 Segunda Aula Nesta aula serão desenvolvidos conceitos sobre projetos arquitetônicos e sua relação com o uso de Programa de CAD, quando os jovens entrevistarão pessoal habilitado a falar sobre os princípios, origem, importância e funcionamento do CAD. Passo 1 / Leitura individual Desenhos feitos com o auxílio de computador Os jovens lerão o texto de apoio que segue ou o educador disponibilizará outros livros que digam respeito ao desenho em computador, com o objetivo de fornecer informações que possibilitem contextualizar a importância da tecnologia para o mundo contemporâneo e para a vida de cada um. 15min Desenho de Móveis e Medição 161

162 Desenho feito com o auxílio do computador (CAD) Desenho feito com o auxílio do computador (CAD) Computer Aided Design (CAD), ou desenho auxiliado por computador, é o nome genérico de sistemas computacionais (softwares) utilizados pela engenharia, geologia, arquitetura e design para facilitar o projeto e desenhos técnicos. Este sistema é formado por uma série de ferramentas para construção de elementos geométricos planos (como linhas, curvas, polígonos) ou mesmo objetos tridimensionais (cubos, esferas, etc). Também deve haver ferramentas para relacionar esses objetos, por exemplo: criar um arredondamento (filete) entre duas linhas, ou subtrair as formas de dois objetos tridimensionais para obter um terceiro. Dentre as vantagens principais do CAD em comparação com desenhos feitos em prancheta, é possível citar: Maior agilidade e flexibilidade; Maior segurança; Menor dependência da destreza manual do desenhista. Uma divisão básica entre os softwares CAD é feita com base na capacidade do programa em desenhar apenas em 2 dimensões ou criar modelos tridimensionais. Nos softwares, pode haver intercâmbio entre o modelo 3D e o desenho 2D (por exemplo, o desenho 2D pode ser gerado automaticamente a partir do modelo 3D). Uma das vantagens do uso do CAD 2D é a rápida adaptação dos desenhistas, geralmente habituados ao uso das pranchetas comuns. Mas este é um uso é limitado, que corre o risco de transformar o sistema em uma simples prancheta eletrônica, pouco mais produtiva que as pranchetas comuns. Para algumas aplicações, a representação 2D é suficiente, como, por exemplo, em projetos de esquemas elétricos, hidráulicos, circuitos e placas eletrônicas, onde não há necessidade de informações volumétricas. O modelamento 3D apresenta as dificuldades que são próprias do processo de desenho, pois o projetista é obrigado a considerar as três dimensões simultaneamente. Com o modelamento 3D, se tornam viáveis recursos adicionais que vão além do simples desenho. É possível, por exemplo, fazer análises por elementos finitos para verificação de tensões e deformações, cálculo do volume, propriedades de massa, momento de inércia e verificação de interferenciais. O principal software CAD para indústrias pequenas, arquitetos e treinamento é o AutoCAD, produzido pela empresa Autodesk. Para grandes indústrias e projetos mais complexos, alguns softwares mais usados são o SolidWorks, o Catia, o Pro-Engineer, o Inventor (também da Autodesk) e o Microstation, todos empregando tecnologia 3D. 162 Desenho de Móveis e Medição

163 Passo 2 / Atividade em duplas Elaboraração de perguntas para entrevistar um profissional de CAD. Sugira que os jovens aproveitem a oportunidade para descobrir usos, formas de operação, vantagens, profundidade de conhecimentos necessários para operação, aplicações na indústria moveleira, etc. 10min Passo 3 / Entrevista coletiva Educador, indique antes a um técnico que trabalhe com desenhos feitos por computador e se disponha a interagir com os jovens, o âmbito das perguntas possíveis de serem formuladas por eles. Indique também o foco de seu interesse, de modo a otimizar a entrevista. 25min Conversa com profissional a respeito do programa de CAD: origens, importância para os projetos arquitetônicos, os princípios de funcionamento do CAD. Os jovens formularão suas perguntas uma a uma e as respostas do profissional deverão ser anotadas, mantendo atenção à finalidade da entrevista e à fidelidade do que foi declarado. Terceira Aula Nesta aula haverá oportunidade de conhecer o setor de engenharia de uma empresa que utilize desenhos feitos por computador. Passo 1 / Visita técnica ao setor de engenharia da empresa O educador mostrará o sistema CAD e questionará os jovens sobre o que aprenderam em relação ao sistema e na comparação entre ele e um sistema tradicional de desenhos físicos em papel vegetal. Por demonstração, indicará aos jovens, por exemplo: como são organizados os documentos; onde ficam armazenados; qual a confiabilidade do sistema. 40min Desenho de Móveis e Medição 163

164 Em conversa com os técnicos, propiciará que sejam explicados e demonstrados os recursos de representação e atualização, bem como modelamento, análise e simulação que o programa possui. Essa visita tem a intenção de familiarizar o jovem não só com o programa de CAD, mas também com os programas que são usados na maioria das empresas e que permitem projetar um ambiente com módulos próprios pré-fabricados, bastando para isto dispor os módulos e seus componentes nos locais medidos previamente pelo projetista e incluídos no programa. A visita também pode oportunizar questões relativas às exigências ou preferências dos clientes, indicativas do que o público espera ou deseja do produto. Passo 2 / Registro individual Após visita técnica, solicitar que os jovens registrem as impressões que tiveram na visita, ressaltando os pontos que mais chamaram sua atenção (afirmativamente e negativamente). 10min Quarta Aula Nesta aula os jovens criarão projetos de objetos livremente ou produzirão possíveis mudanças em produtos para melhorá-los. Se possível, a produção será baseada na entrevista com vendedores da loja, que ouvem as necessidades dos clientes e a manifestação de satisfação/insatisfação dos consumidores. Passo 1 / Aula prática Criando com liberdade 10min Mostre um clips (objeto de metal para unir folhas de papel, inicialmente e que depois teve outras utilidades, criada pelos próprios consumidores) e pergunte: Para que serve? Que outros usos as pessoas dão a ele? Resposta esperada: limpam o ouvido, abrem porta, e outros usos que eles lembrarão. 164 Desenho de Móveis e Medição

165 Mostre também uma caixa de fósforos, a de tamanho maior, com fósforos grandes. Desta vez, pergunte: Por que inventaram o aumento das medidas da caixa e dos fósforos? Resposta esperada: Para ficar na cozinha, para acender o forno sem riscos, serão as respostas aceitáveis. O importante é que cheguem à conclusão que o produto foi mudado para atender melhor aos consumidores que talvez tenham demandado a mudança, a fim de melhorar suas vidas. Então, o educador proporá aos jovens que criem ou melhorem um produto qualquer da empresa, ou da sua própria vivência, para favorecer outros usos ou para melhorar a vida das pessoas. Para este fim, eles poderão se valer dos depoimentos dos vendedores entrevistados. O produto será desenhado e seu funcionamento descrito. Depois, mostrarão para os colegas. Proponha aos jovens que entrevistem vendedores que, sem dúvida, conhecem queixas ou idéias positivas do cliente ao comprar o produto final, tais como divergência sobre uso da madeira aglomerada ou MDF, à deterioração causada pela umidade, a dúvida sobre cupins e uso de inseticidas no preparo da madeira, quanto ao acabamento e o uso de ferragens com determinadas especificações. Estas podem ser queixas e dúvidas possíveis de serem solucionadas através de modificações criativas no produto. Passo 2 / Detalhamento do projeto Feito isso, sugira que os jovens iniciem o detalhamento do projeto. 15min Desenho de Móveis e Medição 165

166 Quinta Aula Nesta aula o projeto será conclído e exposto aos demais. Passo 1 / Discussão e registro Problematizando as idéias 50min Os jovens avaliarão a idéia dos outros e proporão, se for o caso, modificações que melhorem o produto. Oriente-os a respeito dos critérios a serem observados, relativos a otimização do design dos produtos, adequando-os quanto às necessidades do consumidor. Indique que, após a discussão, deverão redigir um laudo de avaliação. Sexta Aula Essa aula será dedicada a avaliação dos conhecimentos desenvolvidos nos capítulos. 166 Desenho de Móveis e Medição

167 PROJETO ESCOLA FORMARE CURSO: ÁREA DO CONHECIMENTO: Desenho de Móveis e Medição Nome: Data:..../... /... Avaliação 1 Escreva a expressão componentes de móveis, nas linhas em branco conforme as normas para desenho técnico Analise o desenho em perspectiva e escreva nas vistas ortográficas as cotas 3 Desenhe um cubo no quadro milimetrado. Fig. 1 Fig. 2 Desenho de Móveis e Medição 167

168 4 Desenhe a perspectiva cavaleira do objeto abaixo. 5 Coloque o nome das arestas que faltam nas vistas ortográficas. Fig. 3 6 Desenhe um objeto com um furo qualquer em corte plano vertical. Fig Desenho de Móveis e Medição

169 Referências ANDRADE, João Carlos de; CUSTODIO, Rogério. ChemKeys. disponível no site BIBLIOTECA Virtual do Estudante de Língua Portuguesa. Telecurso Disponível no site bibvirt.futuro.usp.br/textos BORNANCINI, José Carlos M. et alii. Desenho técnico básico-fundamentos teóricos e exercícios à mão livre. Porto Alegre: Sulina,1981. FRENCH T.E. & VIERCK C.J. Desenho técnico e tecnologia gráfica. Rio de Janeiro: Globo, GRUSZYNSKI, Ana Cláudia. Design gráfico: do invisível ao ilegível. Rio de Janeiro: 2AB, INMETRO ORLANDI, José Geraldo. Instrumentação básica. Disponível no site PENTEADO, José de Arruda. Curso de desenho para os cursos 1º e 2º Graus. São Paulo: Companhia Editora Nacional,1973. PERRENOUD, Philippe. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. Porto Alegre: Artmed Editora, PINHEIRO, Virgilio Athayde. Noções de geometria descritiva II. Rio de Janeiro: Livro Técnico, 1983 TAQUES, Mauricio Martins. Apostila de instrumentação. Disponível no site wikipedia.org. ZABALA, Antoni. Enfoque globalizador e pensamento complexo: uma proposta para o currículo escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, Sites para consulta: geocities.yahoo.com.br/capatto_br/downloads.html Downloads das normas ABNT. Este site oportuniza que as pessoas criem e enviem seu projeto de móveis, feito on line, para fazer orçamentos e recebem o projeto detalhado. Site ainda em construção na data da criação destes cadernos. wikipedia.org/wiki/cad Site livre para busca de assuntos diversos. teses.eps.ufsc.br/resumo.asp?2233 Neste site o educador encontrará uma tese sobre Sistema Especialista conjugado a um sistema Cad para diagnosticar os conhecimentos de um estudante sobre cotagem no desenho técnico. thor.deec.uc.pt/~dcg/pdfs/cotagem.pdf webquest.no.sapo.pt/web2/. Este site, em português, criado por José António Gil Prata, 2001, apresenta exercícios, tarefas, processos e recursos para aprendizagem de desenho técnico, chamado WebQuest. Site da ABNT de 1994 que cancela e substitui a NBR ). Sobre ilusão de ótica com bom humor. Neste site procure por Ajuste e tolerância e siga >BARCA>M604>AP604-2 paquímetro, evidenciando o principio de vernier. Os jovens podem simular o manejo do Nestes sites o jovem encontrará aulas sobre cotagem. Neste site, você encontrará uma aula sobre sistemas de cotagem, perspectiva isométrica, projeções ortogonais, etc. Site com tabela de conversão para temperatura, comprimento etc. Este site contém a apostila de desenho da Universidade Federal do Ceará, Centro De Tecnologia Departamento De Engenharia De Transportes. Instrumental para desenho técnico. Formato do papel Normas Técnicas. Escalas. Determinação do formato /posição do papel e escala da planta. Desenho de Móveis e Medição 169

170 Site de pesquisas na área de ciências, para escola fundamental. Slides sobre desenho técnico para química industrial-campus Frederico Wesphalen, da URI. Aqui encontrarão uma noção básica de cotagem e construção de vistas. Site com várias figuras de ilusão de ótica. Site dos móveis Bontempo. Sobre ilusão de ótica, figuras duplas, construção impossível. Site com a relação de programas para desenho e projeto arquitetônico O sindicato da indústria de Móveis e Região, foi fundado em 06 de julho de 1935, por força da Carta Sindical que lhe foi expedida pelo Ministério do trabalho. O Sindicato, foi constituído para fins de estudo, coordenação, proteção e representação da categoria econômica da indústria moveleira, com o intuito de colaboração com os poderes públicos e as demais associações, no sentido da solidariedade social. 170 Desenho de Móveis e Medição

171 Anexo 1 RELATÓRIO DE INSPEÇÃO (INSPECTION REPORT) 1. RELATÓRIO Nº 2.DATA (Report Nº) (Date) CENTRO TÉCNICO AEROESPACIAL Instituto de Fomento e Coordenação Industrial Divisão de Certificação de Aviação Civil a. Solicitante 4. a. De aeronave em produção (SIPA) (Applicant) (Aircraft in Production (APIS) b. De aeronave em modif./reparo (HST) (Aircraft Modification/Repair (STC) 3. REFERÊNCIA b. Pedido de Inspeção de Conformidade Nº c. De aeronavegabilidade INSPEÇÃO (Inspection) (Reference) (Conformity Inspection Request Nº )3. (Airworthiness) 5. AERONAVE (Aircraft) d. De conformidade para ensaio (Conformity for Test) a. Fabricante (Manufacturer) b. Modelo (Model) c. Especificação(Specification) d. Número de Série (Serial Number) e. Prefixo (Registration Marks) 6. MOTOR (Powerplant) a. Fabricante (Manufacturer) b. Modelo (Model) c. Especificação(Specification) d. Número de Série (Serial Number) 7. HÉLICE (Propeller) a. Fabricante (Manufacturer) b. Modelo do Cubo (Hub Model) c. Modelo da Pá (Blade Model) d. Número de Série do cubo (Hub Serial Number) e. Número de Série das pás (Blade Serial Number) f. Especificação (Specification) 8. DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE 9."DA'S" APLICÁVEIS E INCORPORADAS (Statement of Conformity ) (BRASILEIRAS E ESTRANGEIRAS) (Applicable and Incorporated AD'S: Brazilian and foreign AD s) 10. ITEM 11. CLASSE 12. RESULTADO DA INSPEÇÃO 13.VISTO (Item) (Class) (Result of Inspection) (Sign) Desenho de Móveis e Medição 171

172 Obs: Anexar folhas adicionais, se necessário. (Note: Include additional pages, if needed.) 14. Conclusões ou Observações (Conclusions or Remarks) 15. NO CASO DE DESVIOS: Data (Date) Por (nome e assinatura) (In case of any deviation) By (Name and Signature) APROVADO SIM NÃO (Approved) (yes) (no) 16. EXECUTADO (Performed) 17. REVISADO (Revised) F E (08.04) (verso/ reverse side) 172 Desenho de Móveis e Medição

173 Anexo 2 Desenho de Móveis e Medição 173 1ª Técnica horizontais

174 174 Desenho de Móveis e Medição 2ª Técnica horizontais

175 1ª Técnica verticais I I I I I I I I I I I I I I Desenho de Móveis e Medição 175

176 2ª Técnica verticais I I I I I I I I I I I I I I 176 Desenho de Móveis e Medição

177 Anexo 3 1 Analise as vistas ortográficas e faça um traço embaixo das palavras que respondem corretamente às perguntas a) Qual a vista representada em meio-corte? vista lateral esquerda; vista frontal. b) Qual a direção de onde o corte foi imaginado? de lado; de frente. c) O que mostra a vista em meio-corte? só os elementos internos da peça; os elementos internos e as partes externas da peça d) Em que vista devem ser indicados os planos de corte? na vista superior; não há necessidade de indicar os planos de corte. e) Os elementos internos não atingidos pelo corte: devem ser representados na vista em meio-corte pela linha tracejada estreita; não devem ser representados na vista em meio-corte. 2 Assinale com um X os desenhos técnicos com representação de meio-corte. Desenho de Móveis e Medição 177

178 3 Imagine que a peça abaixo sofreu meio-corte, vista de cima. Complete, no desenho técnico, avista atingida pelo corte. 4 Analise as perspectivas e assinale com X as que correspondem a modelos ou peças que podem ser representadas em meio-corte. 178 Desenho de Móveis e Medição

179 Anexo 4 1 Assinale com um X a alternativa que completa corretamente a afirmação: Corte total é aquele que: a) ( ) atinge apenas as partes maciças da peça; b) ( ) divide a peça horizontalmente; c) ( ) atinge a peça em tod a sua extensão; d) ( ) mostra todos os elemetos internos da peça. 2 Escreva na linha indicada a palavra que completa a frase corretamente. Quando o observador imagina o corte vendo a peça de frente, a vista representada em corte é a... vista frontal; vista superior; vista lateral esquerda. 3 Assinale com um X o desenho que mostra o modelo secionado por um plano de corte longitudinal horizontal. 4 Complete a frase corretamente: os cortes... ser representados em qualquer das vistas do desenho técnico podem; não podem. 5 Observe as vistas ortográficas e responda: qual das vistas está representada em corte? Desenho de Móveis e Medição 179

180 6 Observe as vistas ortográficas e responda: em qual das vistas aparece a indicação do plano de corte? 7 Assinale com um X a(s) alternativa(s) correta(s). Quando o corte é representado na vista lateral esquerda, a indicação do plano de corte pode ser feita: a) ( ) na vista frontal; b) ( ) na vista superior; c) ( ) na vista lateral esquerda. 180 Desenho de Móveis e Medição

181 PROJETO ESCOLA FORMARE CURSO:... ÁREA DO CONHECIMENTO: Desenho de Móveis e Medição O Caderno apresenta: Sim Parcial Não Observação CONTEÚDOS E ASPECTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS 1 Imprecisões conceituais, desatualizações e incorreções de informação. 2 Respeito ao desenvolvimento cognitivo do jovem, pautando-se pelo princípio da progressão. 3 Vocabulário atualizado e correto. 4 Vocabulário específico claramente explicado no texto. 5 Incentivo a uma postura de respeito ao meio ambiente. 6 Objetivos claros 7 Ligação entre princípios estudados e fenômenos conhecidos por jovens e educadores. 8 Possibilidade de diferentes formas de abordagem do conteúdo em sala de aula. 9 Informações suficientes para a compreensão dos temas abordados. 10 Conteúdos relevantes ligados ao contexto da formação profissional. 11 Estimulo à leitura e à exploração crítica dos assuntos 12 Execução dos experimentos e demonstrações propostos viáveis, com base nas instruções fornecidas. 13 Experimentos e demonstrações propostos viáveis, em termos da obtenção dos materiais necessários. 14 Experimentos e demonstrações propostos importantes e pertinentes para compreender os conteúdos que estão sendo desenvolvidos. 15 Coerência entre a prática e os pressupostos teóricos. 16 Outras atividades além das pormenorizadas no passo-a-passo. 17 Recomendações expressas de segurança, especialmente nas sugestões de experimentos perigosos e na utilização de equipamentos. 18 Referências bibliográficas. 19 Leituras complementares. 20 Sugestões de instrumentos diversificados de avaliação. ASPECTOS PEDAGÓGICOS 21 Propõem atividades que exigem trabalho cooperativo (em grupo, enquetes, dramatizações, debates). 22 Evitam questões não relacionadas ao conteúdo. 23 Evitam atividades de entretenimento, sem vínculo direto para a aprendizagem da área. 24 Incentivam a valorização e o respeito às opiniões do outro.

182 25 Apresentam algum tipo de articulação, no sentido de tirar proveito de conhecimentos e/ ou habilidades já adquiridas. 26 Sugerem diferentes análises e perspectivas para os conteúdos, de forma a desenvolver a curiosidade e o espírito crítico. ASPECTOS EDITORIAIS/VISUAIS Parte textual 27 Estrutura hierarquizada (títulos, subtítulos e outros) evidenciada por meio de recursos gráficos. 28 Impressão isenta de erros. Qualidade visual 29 Textos e ilustrações distribuídos na página de forma adequada e equilibrada. 30 Textos mais longos apresentados de forma a poderem ser copiados e distribuídos aos jovens. Ilustrações 31 São claras e explicativas. 32 São coerentes com os textos. 33 São realmente necessárias e podem ser utilizadas como recurso didático-pedagógico pelo educador. 34 São isentas de estereótipos e preconceitos. 35 Possuem títulos, legendas e/ou créditos e fontes de referência que contribuam para sua compreensão. Outras observações, contribuições ou críticas: Data: Educador: Endereço para contacto: Enviar para: Projeto Formare Fundação Iochpe Alameda Tietê, 618, casa São Paulo SP

TECNOLÓGICO EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL. Tecnologia Mecânica Aula 02 Prof. Dr. João Alves Pacheco

TECNOLÓGICO EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL. Tecnologia Mecânica Aula 02 Prof. Dr. João Alves Pacheco TECNOLÓGICO EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL Tecnologia Mecânica Aula 02 Prof. Dr. João Alves Pacheco Origem SISTEMAS DE MEDIDAS SISTEMA MÉTRICO Origem Na França, no século XVII, ocorreu um avanço importante na

Leia mais

Profa. Janaina Fracaro Engenharia Mecânica ABRIL/2014

Profa. Janaina Fracaro Engenharia Mecânica ABRIL/2014 Profa. Janaina Fracaro Engenharia Mecânica ABRIL/2014 PAQUIMETRO O paquímetro é um instrumento usado para medir as dimensões lineares internas, externas e de profundidade de uma peça. Consiste em uma régua

Leia mais

METROLOGIA I Aula 3 Prof. Samuel Sander de Carvalho

METROLOGIA I Aula 3 Prof. Samuel Sander de Carvalho METROLOGIA I Aula 3 Prof. Samuel Sander de Carvalho E-mail: [email protected] Juiz de Fora -MG Introdução: Para que serve os instrumentos de medição? Para analisar, verificar, aferir e/ou

Leia mais

Paquímetro: tipos e usos

Paquímetro: tipos e usos Paquímetro: tipos e usos A U U L A L A Como a empresa fabricou muitas peças fora das dimensões, o supervisor suspendeu o trabalho e analisou a causa do problema. Concluiu que a maioria dos profissionais

Leia mais

Paquímetro. Paquímetro. Metrologia. Prof. Me. Eng. Gianpaulo Alves Medeiros M E T

Paquímetro. Paquímetro. Metrologia. Prof. Me. Eng. Gianpaulo Alves Medeiros M E T etrologia Prof. e. ng. Gianpaulo Alves edeiros Luzerna, 19 de agosto de 2013 - conceito : Instrumento usado para medir as dimensões lineares internas, externas e de profundidade de uma peça. Consiste em

Leia mais

METROLOGIA PAQUÍMETRO: TIPOS E USOS. Prof. Marcos Andrade 1

METROLOGIA PAQUÍMETRO: TIPOS E USOS. Prof. Marcos Andrade 1 METROLOGIA PAQUÍMETRO: TIPOS E USOS Prof. Marcos Andrade 1 Paquímetro É um instrumento usado para medir as dimensões lineares internas, externas e de profundidade de uma peça. Consiste em uma régua graduada,

Leia mais

UNIDADE DE MEDIDAS. Histórico; Sistema Internacional; Sistema Inglês; Conversão.

UNIDADE DE MEDIDAS. Histórico; Sistema Internacional; Sistema Inglês; Conversão. UNIDADE DE MEDIDAS Histórico; Sistema Internacional; Sistema Inglês; Conversão. UNIDADE DE MEDIDAS As unidades de medidas primitivas estavam baseadas em partes do corpo humano. Pois ficava fácil chegar-se

Leia mais

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CAMPUS PONTA GROSSA METROLOGIA MECÂNICA

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CAMPUS PONTA GROSSA METROLOGIA MECÂNICA METROLOGIA MECÂNICA Professor: Eng. PAULO ROBERTO CAMPOS ALCOVER JUNIOR Curso de Engenharia de Produção 3 Período ; Leitura ; Leitura em ; ; ;. 2 : 1. Orelha fixa 2. Orelha móvel 3. Nónio (polegada) 4.

Leia mais

Unidades de medida. 1 polegada = 25,4 mm 1 palmo = 200 mm. 1 jarda = 914,40mm

Unidades de medida. 1 polegada = 25,4 mm 1 palmo = 200 mm. 1 jarda = 914,40mm Metrologia 1 Unidades de medida Unidade - milímetros 1 polegada = 25,4 mm 1 palmo = 200 mm 1 pé = 304,79mm 1 jarda = 914,40mm 2 Sistemas de unidades Sistemas de unidades: As leis da física exprimem relações

Leia mais

Apostila de Instrumentação. Módulo: Paquímetro

Apostila de Instrumentação. Módulo: Paquímetro Módulo: Paquímetro AUTORES: Prof. Msc. SAMUEL MENDES FRANCO Prof. Msc. OSNI PAULA LEITE Prof. Msc. LUIS ALBERTO BÁLSAMO 1 Paquímetro Introdução O paquímetro, nome de origem grega que significa medida grossa,

Leia mais

Medição, corte e cotagem de peças

Medição, corte e cotagem de peças capítulo 1 Medição, corte e cotagem de peças Este capítulo aborda a usinagem de peças dentro da área de mecânica, suas medidas, cortes e cotagem. Para atingir os objetivos, vamos contextualizar essa abordagem

Leia mais

Plano de Trabalho Docente 2017 Ensino Técnico

Plano de Trabalho Docente 2017 Ensino Técnico Plano de Trabalho Docente 2017 Ensino Técnico Plano de Curso nº 95 aprovado pela portaria Cetec nº 38 de 30/10/2009. Etec Sylvio de Mattos Carvalho Código:103 Município: Matão-SP Eixo Tecnológico: Controle

Leia mais

Grandezas, Unidades de. Alex Oliveira. Medida e Escala

Grandezas, Unidades de. Alex Oliveira. Medida e Escala Grandezas, Unidades de Alex Oliveira Medida e Escala Medindo Grandezas Aprendemos desde cedo a medir e comparar grandezas como comprimento; tempo; massa; temperatura; pressão e corrente elétrica. Atualmente,

Leia mais

Metrologia Aplicada à Funilaria. Carroceria

Metrologia Aplicada à Funilaria. Carroceria Carroceria ÍNDICE Introdução 05 Um breve histórico das medidas 06 Soma ou adição 08 Multiplicação e divisão 10 Operações com frações 11 Leitura de números decimais 12 Paquímetro 13 Régua 28 Metro articulado

Leia mais

Prática II INSTRUMENTOS DE MEDIDA

Prática II INSTRUMENTOS DE MEDIDA Prática II INSTRUMENTOS DE MEDIDA OBJETIVOS Medidas de massa e comprimentos (diâmetros, espessuras, profundidades, etc.) utilizando balança, paquímetro e micrômetro; Estimativa de erro nas medidas, propagação

Leia mais

Disciplina: Metrologia Sistema de Medição Micrômetro

Disciplina: Metrologia Sistema de Medição Micrômetro Disciplina: Metrologia Sistema de Medição Micrômetro Profª: Janaina Fracaro de Souza Gonçalves Micrômetro Micrômetro: tipos e usos Jean Louis Palmer apresentou, pela primeira vez, um micrômetro para requerer

Leia mais

METROLOGIA HISTÓRICO. Prof. Marcos Andrade 1

METROLOGIA HISTÓRICO. Prof. Marcos Andrade 1 METROLOGIA HISTÓRICO Prof. Marcos Andrade 1 Metrologia Um breve histórico: Há 4.000 anos as unidades de medição primitivas estavam baseadas em partes do corpo humano, que eram referências universais. Prof.

Leia mais

Apostila de Metrologia

Apostila de Metrologia Curso técnico em Mecânica IFSC câmpus Joinville Apostila de Metrologia 2 Índice Unidades de medida... 3 Histórico sobre os padrões de medida... 3 Unidade de base... 4 Unidades derivadas... 4 Unidade de

Leia mais

METROLOGIA HISTÓRICO. Prof. Fagner Ferraz 1

METROLOGIA HISTÓRICO. Prof. Fagner Ferraz 1 METROLOGIA HISTÓRICO Prof. Fagner Ferraz 1 Metrologia Um breve histórico: Há 4.000 anos as unidades de medição primitivas estavam baseadas em partes do corpo humano, que eram referências universais. Prof.

Leia mais

Unidades de Medidas e as Unidades do Sistema Internacional

Unidades de Medidas e as Unidades do Sistema Internacional Unidades de Medidas e as Unidades do Sistema Internacional Metrologia é a ciência da medição, abrangendo todas as medições realizadas num nível conhecido de incerteza, em qualquer dominio da atividade

Leia mais

Vamos ver mais de perto o sistema inglês? Depois passaremos às conversões.

Vamos ver mais de perto o sistema inglês? Depois passaremos às conversões. Medidas e conversões Introdução Apesar de se chegar ao metro como unidade de medida, ainda são usadas outras unidades. Na Mecânica, por exemplo, é comum usar o milímetro e a polegada. O sistema inglês

Leia mais

Disciplina: Matemática. Período: I. Professor (a): Maria Aparecida Holanda Veloso e Liliane Cristina de Oliveira Vieira

Disciplina: Matemática. Período: I. Professor (a): Maria Aparecida Holanda Veloso e Liliane Cristina de Oliveira Vieira COLÉGIO LA SALLE BRASILIA Associação Brasileira de Educadores Lassalistas ABEL SGAS Q. 906 Conj. E C.P. 320 Fone: (061) 3443-7878 CEP: 70390-060 - BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL Disciplina: Matemática Período:

Leia mais

Atividade: Escalas utilizadas em mapas

Atividade: Escalas utilizadas em mapas Atividade: Escalas utilizadas em mapas I. Introdução: Os mapas são representações gráficas reduzidas de uma determinada região e de grande importância para vários profissionais como engenheiros, geógrafos,

Leia mais

D e s e n h o T é c n i c o

D e s e n h o T é c n i c o AULA 2 VIII. ESCALAS NBR 8196 refere-se ao emprego de escalas no desenho. A escala de um desenho é a relação entre as dimensões do mesmo e as dimensões da peça real que está sendo representada. Assim,

Leia mais

Como você mediria a sua apostila sem utilizar uma régua? Medir é comparar duas grandezas, utilizando uma delas como padrão.

Como você mediria a sua apostila sem utilizar uma régua? Medir é comparar duas grandezas, utilizando uma delas como padrão. Unidades de Medidas Como você mediria a sua apostila sem utilizar uma régua? Medir é comparar duas grandezas, utilizando uma delas como padrão. Como os antigos faziam para realizar medidas? - Na antiguidade:

Leia mais

PADRÕES DE DESEMPENHO ESTUDANTIL. O que são Padrões de Desempenho? ABAIXO DO BÁSICO Até 150 pontos. BÁSICO De 150 até 200 pontos

PADRÕES DE DESEMPENHO ESTUDANTIL. O que são Padrões de Desempenho? ABAIXO DO BÁSICO Até 150 pontos. BÁSICO De 150 até 200 pontos PADRÕES DE DESEMPENHO ESTUDANTIL O que são Padrões de Desempenho? Os Padrões de Desempenho constituem uma caracterização das competências e habilidades desenvolvidas pelos alunos de determinada etapa de

Leia mais

Profa. Janaina Fracaro Engenharia Mecânica MAIO/2014

Profa. Janaina Fracaro Engenharia Mecânica MAIO/2014 Profa. Janaina Fracaro Engenharia Mecânica MAIO/2014 Leitura no Sistema Inglês : Fração Ordinária Goniômetro simples O goniômetro simples, também conhecido como transferidor de grau, é utilizado em medidas

Leia mais

Conjuntos mecânicos V

Conjuntos mecânicos V A U A UL LA Acesse: http://fuvestibular.com.br/ Conjuntos mecânicos V Introdução Os funcionários acharam importante a aula anterior porque puderam conhecer bem o calço-regulável e as diversas formas pelas

Leia mais

Plano de Trabalho Docente Ensino Médio. Habilitação Profissional: Técnico em informática para Internet Integrado ao Ensino Médio

Plano de Trabalho Docente Ensino Médio. Habilitação Profissional: Técnico em informática para Internet Integrado ao Ensino Médio Plano de Trabalho Docente - 2015 Ensino Médio Código: 0262 ETEC ANHANQUERA Município: Santana de Parnaíba Área de Conhecimento: Matemática Componente Curricular: Matemática Série: 1ª Eixo Tecnológico:

Leia mais

TÉCNICO DE CAD/CAM 2008/2009 METROLOGIA DIMENSIONAL NUNO MIGUEL DINIS

TÉCNICO DE CAD/CAM 2008/2009 METROLOGIA DIMENSIONAL NUNO MIGUEL DINIS TÉCNICO DE CAD/CAM 2008/2009 METROLOGIA DIMENSIONAL NUNO MIGUEL DINIS METROLOGIA A CIÊNCIA DA MEDIÇÃO A definição formal de metrologia advém da palavra de origem grega (metron: medida; logos: ciência).

Leia mais

1º período. Conhecer os algarismos que compõem o SND (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9). Diferenciar algarismos e números.

1º período. Conhecer os algarismos que compõem o SND (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9). Diferenciar algarismos e números. 1º período Os números naturais: Sistema de Numeração Decimal. (SND). Pág.30 a 32. Um pouco de história: sistema de numeração dos romanos. Pág. 33 a 35 Os números naturais. Pág. 36 e 37 Sistema de Numeração

Leia mais

Alcance, A - Dá o valor máximo que um aparelho pode medir. Pode existir também uma gama de valores, isto é, um valor máximo e um mínimo.

Alcance, A - Dá o valor máximo que um aparelho pode medir. Pode existir também uma gama de valores, isto é, um valor máximo e um mínimo. 6. APARELHOS DE MEDIDA E MEDIÇÕES ------- Alcance, A - Dá o valor máximo que um aparelho pode medir. Pode existir também uma gama de valores, isto é, um valor máximo e um mínimo. Menor divisão da escala

Leia mais

Desenho Técnico. Escalas e Cotagem. Eng. Agr. Prof. Dr. Cristiano Zerbato

Desenho Técnico. Escalas e Cotagem. Eng. Agr. Prof. Dr. Cristiano Zerbato Desenho Técnico Escalas e Cotagem Eng. Agr. Prof. Dr. Cristiano Zerbato ESCALA NBR 8196 refere-se ao emprego de escalas no desenho. A escala de um desenho é a relação entre as dimensões do desenho e as

Leia mais

Prof. Breno Duarte Site:

Prof. Breno Duarte   Site: Prof. Breno Duarte Email: [email protected] Site: www.fenemi.org.br/ifmec Desenho Técnico é a linguagem técnica e gráfica empregada para expressar e documentar formas, dimensões, acabamento, tolerância,

Leia mais

MATEMÁTICA - 2º ANO. Novo programa de matemática Objetivos específicos

MATEMÁTICA - 2º ANO. Novo programa de matemática Objetivos específicos MATEMÁTICA - 2º ANO NÚMEROS E OPERAÇÕES Números naturais Noção de número natural Relações numéricas Sistema de numeração decimal Classificar e ordenar de acordo com um dado critério. Realizar contagens

Leia mais

número racional. apresentados na forma decimal. comparar ou ordenar números números racionais

número racional. apresentados na forma decimal. comparar ou ordenar números números racionais PLANO DE TRABALHO ANUAL -2017 ESCOLA: Escola Estadual Prof. Calixto de Souza Aranha ANO: 5º PROFESSORAS: Francisca, Marluce, Milena, Neide, Roseli DICIPLINA: Matemática CONTEÚDO EXPECTATIVA HABILIDADE

Leia mais

Determinação experimental de

Determinação experimental de Determinação experimental de 1. Introdução Neste experimento, utilizaremos um paquímetro, uma régua e uma fita métrica para fazer medidas de dimensões. Com estas medidas, será possível estimar experimentalmente

Leia mais

PLANO CURRICULAR DISCIPLINAR. Matemática 5º Ano

PLANO CURRICULAR DISCIPLINAR. Matemática 5º Ano PLANO CURRICULAR DISCIPLINAR Matemática 5º Ano OBJETIVOS ESPECÍFICOS TÓPICOS SUB-TÓPICOS METAS DE APRENDIZAGEM 1º Período Compreender as propriedades das operações e usá-las no cálculo. Interpretar uma

Leia mais

MATEMÁTICA PLANEJAMENTO 4º BIMESTRE º B - 11 Anos

MATEMÁTICA PLANEJAMENTO 4º BIMESTRE º B - 11 Anos PREFEITURA MUNICIPAL DE IPATINGA ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO/ SEÇÃO DE ENSINO FORMAL Centro de Formação Pedagógica CENFOP MATEMÁTICA PLANEJAMENTO 4º

Leia mais

Unidades básicas do SI

Unidades básicas do SI EDUCANDO: Nº: TURMA: DATA: / / EDUCADOR: Leonardo, Mariana e Rosiméri Ciências 9º ano do Ensino Médio Avaliação Unidades de medida: Medir uma grandeza física significa compará-la com outra grandeza física

Leia mais

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS 1ª Série Desenho Técnico Engenharia da Computação A atividade prática supervisionada (ATPS) é um procedimento metodológico de ensino-aprendizagem desenvolvido por meio

Leia mais

DESENHO TÉCNICO MECÂNICO I (SEM 0564) Aula 01 Introdução. Prof. Associado Mário Luiz Tronco. Prof. Associado Mário Luiz Tronco

DESENHO TÉCNICO MECÂNICO I (SEM 0564) Aula 01 Introdução. Prof. Associado Mário Luiz Tronco. Prof. Associado Mário Luiz Tronco DESENHO TÉCNICO MECÂNICO I (SEM 0564) Aula 01 Introdução Prof. Associado Mário Luiz Tronco Prof. Associado Mário Luiz Tronco Desenho Técnico Linguagem técnica e gráfica empregada para expressar e documentar

Leia mais

32 Matemática. Programação anual de conteúdos

32 Matemática. Programação anual de conteúdos Programação anual de conteúdos 2 ọ ano 1 ọ volume 1. A localização espacial e os números Construção do significado dos números e identificação da sua utilização no contexto diário Representação das quantidades

Leia mais

Planejamento Anual OBJETIVO GERAL

Planejamento Anual OBJETIVO GERAL Planejamento Anual Componente Curricular: Matemática Ano: 6º ano Ano Letivo: 2017 Professor(a): Eni OBJETIVO GERAL Desenvolver e aprimorar estruturas cognitivas de interpretação, análise, síntese, relação

Leia mais

ESCALA DE PROFICIÊNCIA DE MATEMÁTICA 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

ESCALA DE PROFICIÊNCIA DE MATEMÁTICA 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL ESCALA DE PROFICIÊNCIA DE MATEMÁTICA 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL Nível* Nível 1: 125-150 Nível 2: 150-175 Nível 3: 175-200 Nível 4: 200-225 Descrição do Nível - O estudante provavelmente é capaz de: Determinar

Leia mais

Que formas conheces de representação da Terra?

Que formas conheces de representação da Terra? Que formas conheces de representação da Terra? Desde sempre o Homem sentiu necessidade de representar os lugares que ia conhecendo e tudo aquilo que contribuía para a sua sobrevivência. Dessa necessidade

Leia mais

Conjuntos mecânicos III

Conjuntos mecânicos III Conjuntos mecânicos III A UU L AL A Desenho de componente é o desenho de uma peça isolada que compõe um conjunto mecânico. Introdução Desenho de detalhe é o desenho de um elemento, de uma parte de um elemento,

Leia mais

Desenho Técnico. Cortes, seções, encurtamento e omissão de corte. Caderno de Exercícios Desenho Técnico 1

Desenho Técnico. Cortes, seções, encurtamento e omissão de corte. Caderno de Exercícios Desenho Técnico 1 Desenho Técnico 2 Cortes, seções, encurtamento e omissão de corte CORTES Em desenho técnico, o corte de uma peça é sempre imaginário. Ele permite ver as partes internas da peça. Na projeção em corte, a

Leia mais

Análise dos descritores da APR II 4ª série/5º ano Matemática

Análise dos descritores da APR II 4ª série/5º ano Matemática Análise dos descritores da APR II 4ª série/5º ano Matemática D10 Num problema, estabelecer trocas entre cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro, em função de seus valores. O que é? Por meio deste

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ Instituto UFC virtual Licenciatura em Química PRÁTICA 2: PAQUÍMETRO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ Instituto UFC virtual Licenciatura em Química PRÁTICA 2: PAQUÍMETRO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ Instituto UFC virtual Licenciatura em Química PRÁTICA 2: PAQUÍMETRO 2.1 OBJETIVOS - Conhecimento do paquímetro e familiarização com o seu uso. 2.2 MATERIAL - Paquímetro -

Leia mais

Grandeza superfície Outras medidas de comprimento

Grandeza superfície Outras medidas de comprimento Noções de medida As primeiras noções de medida foram adquiridas com o auxílio de algumas partes do corpo humano, tornandoseunidades de medida o pé, o passo, o palmo, os dedos. É importante ressaltar que

Leia mais

NOÇÕES GERAIS DO DESENHO TÉCNICO MÓDULO 02. Aula 03

NOÇÕES GERAIS DO DESENHO TÉCNICO MÓDULO 02. Aula 03 NOÇÕES GERAIS DO DESENHO TÉCNICO MÓDULO 02 Aula 03 NOÇÕES GERAIS DO DESENHO TÉCNICO MÓDULO 02 Aula 03 09. Escala Atenção: O material está disponível apenas para este curso. É proibida cópia total ou parcial,

Leia mais

MATEMÁTICA 5º ANO UNIDADE 1. 1 NÚMEROS, PROBLEMAS E SOLUÇÕES Sistema de numeração Operações com números grandes

MATEMÁTICA 5º ANO UNIDADE 1. 1 NÚMEROS, PROBLEMAS E SOLUÇÕES Sistema de numeração Operações com números grandes MATEMÁTICA 5º ANO UNIDADE 1 CAPÍTULOS 1 NÚMEROS, PROBLEMAS E SOLUÇÕES Sistema de numeração Operações com números grandes 2 IMAGENS E FORMAS Ângulos Ponto, retas e planos Polígono Diferenciar o significado

Leia mais

Exercícios de revisão fundamentos mecânicos

Exercícios de revisão fundamentos mecânicos 1. O desenho técnico é a ferramenta necessária para a interpretação e representação de um projeto, por ser o meio de comunicação entre a equipe de criação e a de fabricação (ou de construção); nesse contexto

Leia mais

Competências e Habilidades - Concurso de Bolsas 2015/2016. Ensino Médio e Fundamental. Ensino Fundamental (6º Ano )

Competências e Habilidades - Concurso de Bolsas 2015/2016. Ensino Médio e Fundamental. Ensino Fundamental (6º Ano ) Ensino Fundamental (6º Ano ) Língua Portuguesa Em Língua Portuguesa (com foco em leitura) serão avaliadas habilidades e competências, agrupadas em 9 tópicos que compõem a Matriz de Referência dessa disciplina,

Leia mais

CURSO: Engenharia Civil Disciplina: Mecânica da Partícula Professor: MSc. Demetrius Leão1

CURSO: Engenharia Civil Disciplina: Mecânica da Partícula Professor: MSc. Demetrius Leão1 SISTEMA DE UNIDADES NOTAÇÃO CIENTÍFICA ORDEM DE GRANDEZA ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS CURSO: Engenharia Civil Disciplina: Mecânica da Partícula Professor: MSc. Demetrius Leão1 ACOMPANHE A DISCIPLINA PELA

Leia mais

4º. ano 1º. VOLUME. Projeto Pedagógico de Matemática 1. AS OPERAÇÕES E AS HABILIDADES DE CALCULAR MENTALMENTE. Números e operações.

4º. ano 1º. VOLUME. Projeto Pedagógico de Matemática 1. AS OPERAÇÕES E AS HABILIDADES DE CALCULAR MENTALMENTE. Números e operações. 4º. ano 1º. VOLUME 1. AS OPERAÇÕES E AS HABILIDADES DE CALCULAR MENTALMENTE Realização de compreendendo seus significados: adição e subtração (com e sem reagrupamento) Multiplicação (como adição de parcelas

Leia mais

Representações especiais

Representações especiais Representações especiais A UU L AL A Você já sabe que há casos em que a projeção ortográfica normal não permite a interpretação satisfatória de todos os elementos da peça. Por isso, você aprendeu a interpretar

Leia mais

MÓDULO 1. Os Métodos da Física:

MÓDULO 1. Os Métodos da Física: MÓDULO 1 O QUE É FÍSICA? Física é o ramo da ciência que estuda as propriedades das partículas elementares e os fenômenos naturais e provocados, de modo lógico e ordenado. Os Métodos da Física: Todas as

Leia mais

METROLOGIA MEDIDAS E CONVERSÕES. Prof. Marcos Andrade 1

METROLOGIA MEDIDAS E CONVERSÕES. Prof. Marcos Andrade 1 METROLOGIA MEDIDAS E CONVERSÕES Prof. Marcos Andrade 1 Algarismos significativos O número de algarismos significativos presente em uma expressão numérica é contado percorrendo cada algarismo da expressão

Leia mais

75, 840 Lê-se "75 metros cúbicos e 840 decímetros cúbicos".

75, 840 Lê-se 75 metros cúbicos e 840 decímetros cúbicos. VOLUME Prof. Patricia Caldana Definimos volume como o espaço ocupado por um corpo ou a capacidade que ele tem de comportar alguma substância. As figuras espaciais como o cubo, paralelepípedo, cone, pirâmide,

Leia mais

ÁREA. Unidades de medida de área. Prof. Patricia Caldana

ÁREA. Unidades de medida de área. Prof. Patricia Caldana ÁREA Prof. Patricia Caldana Área ou superfície de uma figura plana tem a ver com o conceito (primitivo) de sua extensão (bidimensional). Usamos a área do quadrado de lado unitário como referência de unidade

Leia mais

Caderno de apoio. Gestores Escolares

Caderno de apoio. Gestores Escolares Caderno de apoio Gestores Escolares 1 ÍNDICE Apresentação... 3 Escola Digital e os Gestores Escolares... 4 AÇÕES DO DIRETOR ESCOLAR Navegue pela plataforma... 4 Analise resultados e escolha projetos pedagógicos...

Leia mais

Física Geral e Experimental I 2011/01

Física Geral e Experimental I 2011/01 Diretoria de Ciências Exatas Laboratório de Física Roteiro 0 Física Geral e Experimental I 011/01 Experimento: Paquímetro e Micrômetro 1. Paquímetro e micrômetro Nesta tarefa serão abordados os seguintes

Leia mais

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO À FÍSICA

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO À FÍSICA módulo Física 1 CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO À FÍSICA O QUE É FÍSICA? Física é o ramo da ciência que estuda as propriedades das partículas elementares e os fenômenos naturais e provocados, de modo lógico e ordenado.

Leia mais

E-QP-ECD-082 REV. B 24/Set/2007 PROCEDIMENTO DE CONTROLE DIMENSIONAL - PROCESSO DE MEDIÇÃO DE PEÇA VAZADA - NÍVEL BÁSICO

E-QP-ECD-082 REV. B 24/Set/2007 PROCEDIMENTO DE CONTROLE DIMENSIONAL - PROCESSO DE MEDIÇÃO DE PEÇA VAZADA - NÍVEL BÁSICO E-QP-ECD-082 REV. B 24/Set/2007 PROCEDIMENTO DE CONTROLE DIMENSIONAL - PROCESSO DE MEDIÇÃO DE PEÇA VAZADA - NÍVEL BÁSICO Procedimento Operacional ENGENHARIA Os comentários e sugestões referentes a este

Leia mais

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS 1ª Série Desenho Técnico Engenharia Elétrica A atividade prática supervisionada (ATPS) é um método de ensino-aprendizagem desenvolvido por meio de um conjunto de atividades

Leia mais

ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO FINAL MATEMÁTICA

ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO FINAL MATEMÁTICA ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO FINAL MATEMÁTICA Nome: Nº 6ºAno Data: / /2016 Professores: Décio e Leandro Nota: (Valor 2,0) 1. Apresentação: Prezado aluno, A estrutura da recuperação bimestral paralela do Colégio

Leia mais

CONTEÚDOS E DIDÁTICA DE MATEMÁTICA

CONTEÚDOS E DIDÁTICA DE MATEMÁTICA Um roteiro de ensino Dissemos anteriormente que duas das coisas mais importantes que precisamos aprender sobre grandezas e medidas são: o conceito de medida: medir é fazer uma comparação entre grandezas

Leia mais

Localizar objetos em representações do espaço. Identificar figuras geométricas e suas propriedades.

Localizar objetos em representações do espaço. Identificar figuras geométricas e suas propriedades. ELEMENTAR I DOMÍNIOS COMPETÊNCIAS 25 50 75 100 125 150 ESPAÇO E FORMA GRANDEZAS E MEDIDAS NÚMEROS E OPERAÇÕES/ ÁLGEBRA E FUNÇÕES TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO Localizar objetos em representações do espaço.

Leia mais

INSTRUMENTOS E SISTEMAS DE MEDIDA

INSTRUMENTOS E SISTEMAS DE MEDIDA INSTRUMENTOS E SISTEMAS DE MEDIDA S586i Silva, Thiago Luis Nogueira. Instrumentos e sistemas de medida / Thiago Luis Nogueira Silva. Varginha, 2015. 24 slides; il. Sistema requerido: Adobe Acrobat Reader

Leia mais

E-QP-ECD-087 REV. B 12/Mar/2008 PROCEDIMENTO DE CONTROLE DIMENSIONAL - MEDIÇÃO DE TOLERÂNCIAS GEOMÉTRICAS - - NÍVEL BÁSICO -

E-QP-ECD-087 REV. B 12/Mar/2008 PROCEDIMENTO DE CONTROLE DIMENSIONAL - MEDIÇÃO DE TOLERÂNCIAS GEOMÉTRICAS - - NÍVEL BÁSICO - ENGENHARIA PROCEDIMENTO DE CONTROLE DIMENSIONAL - MEDIÇÃO DE TOLERÂNCIAS GEOMÉTRICAS - - NÍVEL BÁSICO - Os comentários e sugestões referentes a este documento devem ser encaminhados ao SEQUI, indicando

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PUC-GO CURSO: ENGENHARIA CIVIL TOPOGRAFIA I

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PUC-GO CURSO: ENGENHARIA CIVIL TOPOGRAFIA I PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PUC-GO CURSO: ENGENHARIA CIVIL TOPOGRAFIA I Docente: Francisco Edison Sampaio Eng. de Agrimensor PROGRAMA 1. Competências Profissionais Identificar equipamentos

Leia mais

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE. Professor: João Carmo

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE. Professor: João Carmo INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE Professor: João Carmo ELEMENTOS DO DESENHO TÉCNICO Os desenhos no papel continuam a ter importância, em particular para a fabricação,

Leia mais

DESENHO TÉCNICO AULA 1: NORMAS PARA DESENHO TÉCNICO

DESENHO TÉCNICO AULA 1: NORMAS PARA DESENHO TÉCNICO AULA 1: NORMAS PARA Definição de Desenho Técnico Forma de expressão gráfica que tem por finalidade a representação de forma, dimensão e posição de objetos de acordo com as diferentes necessidades requeridas

Leia mais

CONJUNTOS MECÂNICOS. Figura 1. Representação de conjunto mecânico usando vistas ortográficas.

CONJUNTOS MECÂNICOS. Figura 1. Representação de conjunto mecânico usando vistas ortográficas. CONJUNTOS MECÂNICOS Tão importante quanto conhecer os elementos de máquinas e projetá-los, é saber representar graficamente e interpretar esses elementos em desenhos técnicos. Máquinas (torno mecânico,

Leia mais

FUNDAMENTOS DE DESENHO TÉCNICO

FUNDAMENTOS DE DESENHO TÉCNICO FUNDAMENTOS DE DESENHO TÉCNICO Objetivo: Autores: Última revisão: Referências: UFRGS-FA-DEG-NDP FUNDAMENTOS DE DESENHO TÉCNICO 1/21 SUMÁRIO 1 FORMATOS DE PAPEL...5 1.1 DIMENSÕES DAS FOLHAS (SEQÜÊNCIA "A"

Leia mais

Instrumentos de Medição

Instrumentos de Medição Instrumentos de Medição Medidas de comprimento S. C. G. Granja 1 1 Departamento de Matemática Universidade do Estado de Mato Grosso UNEMAT Física 1, Março de 2010 Instrumentos de Medição Dispositivos necessários

Leia mais

Plano de Curso Não Regulamentado - Qualificação Profissional

Plano de Curso Não Regulamentado - Qualificação Profissional PERFIL PROFISSIONAL / IDENTIFICAÇÃO DA OCUPAÇÃO: Ocupação: Educação Profissional: Nível da Qualificação: Área Tecnológica: Competência Geral: Requisitos de Acesso: SERRALHEIRO DE MATERIAIS CBO: FERROSOS

Leia mais

Aula 1 Nomenclatura - Sistema de Tolerâncias e Ajustes Pág

Aula 1 Nomenclatura - Sistema de Tolerâncias e Ajustes Pág Aula 1 Nomenclatura - Sistema de Tolerâncias e Ajustes Pág. - 1-11 1- NOMENCLATURA NBR 6158 1.1- Objetivos Esta Norma fixa o conjunto de princípios, regras e tabelas que se aplicam à tecnologia mecânica,

Leia mais

MATEMÁTICA 3º ANO. Novo programa de matemática Objetivos específicos. Currículo Paulo VI. Números naturais. Relações numéricas Múltiplos e divisores

MATEMÁTICA 3º ANO. Novo programa de matemática Objetivos específicos. Currículo Paulo VI. Números naturais. Relações numéricas Múltiplos e divisores MATEMÁTICA 3º ANO NÚMEROS E OPERAÇÕES Tópicos Números naturais Relações numéricas Múltiplos e divisores Novo programa de matemática Objetivos específicos Realizar contagens progressivas e regressivas a

Leia mais

Sistema de Unidades e Medidas. 1.1 Histórico

Sistema de Unidades e Medidas. 1.1 Histórico Sistema de Unidades e Medidas 1.1 Histórico A busca por um padrão universal para unidades e medidas surgiu da necessidade humana de medir, comparar grandezas de medida como o comprimento e a massa de produto

Leia mais

Supressão de vistas em peças compostas

Supressão de vistas em peças compostas A U L A Supressão de vistas em peças compostas Introdução As peças cilíndricas, ou que contêm partes cilíndricas, também podem ser representadas com supressão de uma ou duas vistas, desde que se utilizem

Leia mais

CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA. Prof. Everson José Fernandes

CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA. Prof. Everson José Fernandes CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA Prof. Everson José Fernandes TÉCNICO EM MECÂNICA OBJETIVO: O Curso Técnico de Mecânica tem por objetivo formar profissionais, cujas principais atividades são: atuar na elaboração

Leia mais

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2014 Conteúdos Habilidades Avaliação

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2014 Conteúdos Habilidades Avaliação Disciplina: Matemática Trimestre: 1º PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2014 Conteúdos Fundamentais de Matemática Sistema de Numeração decimal As quatro operações fundamentais Compreender problemas Números

Leia mais

MEDIDAS LINEARES. Um metro equivale à distância linear percorrida pela luz no vácuo, durante um intervalo de 1/ segundo.

MEDIDAS LINEARES. Um metro equivale à distância linear percorrida pela luz no vácuo, durante um intervalo de 1/ segundo. MEDIDAS LINEARES Um metro equivale à distância linear percorrida pela luz no vácuo, durante um intervalo de 1/299.792.458 segundo. Nome e símbolo As unidades do Sistema Internacional podem ser escritas

Leia mais

CURSO COMPLETO DE PROJETO DE MÓVEIS. MÓDULO 01 Leitura e Interpretação de Projetos. Módulo 01 Leitura e Interpretação de Projetos

CURSO COMPLETO DE PROJETO DE MÓVEIS. MÓDULO 01 Leitura e Interpretação de Projetos. Módulo 01 Leitura e Interpretação de Projetos 1 CURSO COMPLETO DE PROJETO DE MÓVEIS MÓDULO 01 Leitura e Interpretação de Projetos CURSO COMPaLETO DE PROJETO DE MÓVEIS 2 MÓDULO 01 Aula 03 Assuntos a serem abordados 09. Escala Atenção: O material está

Leia mais

OBJETIVOS E CONTEÚDOS

OBJETIVOS E CONTEÚDOS OBJETIVOS E CONTEÚDOS 1º BIMESTRE SISTEMA INTERATIVO DE ENSINO Matemática 1º ano Capítulo 1 Noções e conceitos Comparar e diferenciar grandezas e medidas (comprimento, massa, capacidade, tempo), estabelecendo

Leia mais

METROLOGIA E ENSAIOS

METROLOGIA E ENSAIOS METROLOGIA E ENSAIOS Prof. Alexandre Pedott [email protected] Geral: Objetivos Capacitar o aluno a usar a metrologia e ensaios no desenvolvimento e fabricação de produtos. Específicos: Contextualizar

Leia mais

Universidade de Mogi das Cruzes

Universidade de Mogi das Cruzes Universidade de Mogi das Cruzes Relatório de Física I/Instruções TEORIA DE ERROS São Paulo - 2014 INTRODUÇÃO As grandezas físicas são determinadas experimentalmente, por medidas ou combinações de medidas,

Leia mais

Competência Objeto de aprendizagem Habilidade

Competência Objeto de aprendizagem Habilidade Matemática 3ª Rosemeire Meinicke/Gustavo Lopes 6º Ano E.F. Competência Objeto de aprendizagem Habilidade H47- Resolver problemas que envolvam potenciação de números naturais. 1. Números naturais (N) 1.4-

Leia mais

UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNIDERP E N G E N H A R I A C I V I L N 5 0. Aluno: R.A :

UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNIDERP E N G E N H A R I A C I V I L N 5 0. Aluno: R.A : UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNIDERP E N G E N H A R I A C I V I L N 5 0 Aluno: R.A : 1) Realize as operações abaixo: a) 45 45 59 + 86º54 12 = b) 128º42 57 + 325º41 52 = c) 120º00 00 56º24º03 = d) 178º20 30

Leia mais

Plano Curricular de Matemática 4.º Ano - Ano Letivo 2016/2017

Plano Curricular de Matemática 4.º Ano - Ano Letivo 2016/2017 4.º Ano - Ano Letivo 2016/2017 1.º Período - Números naturais Números e operações Contar Estender as regras de construção dos numerais decimais para classes de grandeza indefinida; Conhecer os diferentes

Leia mais

MATEMÁTICA PLANEJAMENTO 3º BIMESTRE º B - 11 Anos

MATEMÁTICA PLANEJAMENTO 3º BIMESTRE º B - 11 Anos PREFEITURA MUNICIPAL DE IPATINGA ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO/ SEÇÃO DE ENSINO FORMAL Centro de Formação Pedagógica CENFOP MATEMÁTICA PLANEJAMENTO 3º

Leia mais

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHO TÉCNICO

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHO TÉCNICO LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHO TÉCNICO Definição de Desenho Técnico Expressão gráfica que tem por finalidade a representação de forma, dimensão e posição de objetos de acordo com as diferentes necessidades

Leia mais

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2013 Conteúdos Habilidades Avaliação

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2013 Conteúdos Habilidades Avaliação Disciplina: Matemática Trimestre: 1º PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2013 Conteúdos Fundamentais de Matemática Sistema de Numeração decimal As quatro operações fundamentais Compreender problemas Números

Leia mais

Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico

Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico Módulo III Aula 03 Supressão de vistas em peças compostas As peças cilíndricas, ou que contêm partes cilíndricas, também podem ser representadas com

Leia mais