Volume 2. Pesca de Margem

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1 ACTIVIDADES RECREATIVAS NA RESERVA MARINHA PARCIAL DA PONTA DO OURO ( ): RESULTADOS DO PROGRAMA DE MONITORIA Volume 2. Pesca de Margem Relatório de Investigação No 9 por Raquel S Fernandes, MSc. Marcos A M Pereira, MSc. Submetido a, e implementado com o apoio de: Maputo, Outubro 2017

2 Centro Terra Viva - Estudos e Advocacia Ambiental Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro subordinada à Administração Nacional das Áreas de Conservação O Centro Terra Viva (CTV) e a Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro (RMPPO), através da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), assinaram em Setembro de 2013 um Memorando de Entendimento (MdE) com vista ao desenvolvimento de actividades relacionadas com investigação e monitoria de espécies e ecossistemas na RMPPO, promovendo a sua protecção e conservação. O MdE foi posteriormente estendido em 2016, de modo a incluir três áreas de conservação adicionais. A presente publicação resulta de actividades desenvolvidas no âmbito deste MdE. Centro Terra Viva (CTV) and the Ponta do Ouro Partial Marine Reserve (POPMR) through the National Administration for Conservation Areas (ANAC), have established in September 2013 a Memorandum of Understanding (MoU) in order to develop several activities related to research and monitoring of species and ecosystems within the POPMR, promoting their protection and conservation. The MoU was later extended in 2016, to include three additional conservation areas. The present publication is a result of activities undertaken under this MoU. Citação Sugerida: Fernandes, R. S. & M. A. M. Pereira (2017). Actividades recreativas na Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro ( ): Resultados do programa de monitoria. Volume 2: Pesca de margem. Relatório de Investigação N o 9: 80 pp. Maputo, CTV. Revisão: Tânia I. F. C. Pereira, MSc. Capa: 1. Grupo de quatro pescadores de pesca de margem à linha na Ponta do Ouro (Fotografia: Miguel Gonçalves). 2. Pescador de pesca de margem à linha na Ponta do Ouro (Fotografia: Miguel Gonçalves). 3. Pescadora de pesca de margem à linha na Ponta do Ouro (Fotografia: Miguel Gonçalves). 4. Fiscal da RMPPO a abordar um pescador de caça submarina na zona rochosa de Milibangalala (Fotografia: Matthew Prophet). Direitos Reservados Direitos de autor aplicam-se a esta obra. Esta publicação, seja por inteiro ou em partes, não poderá ser reproduzida independentemente do formato ou meio, seja electrónico, mecânico ou óptico, para qualquer propósito sem a devida autorização expressa por escrito, do Director Geral do Centro Terra Viva. i

3 RESUMO A recolha de dados sobre a pesca de margem na área entre a Ponta do Ouro e a Ilha da Inhaca iniciou em 2008, ou seja antes da proclamação da área como Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro (RMPPO) em Contudo, a consolidação do programa de monitoria da pesca de margem só foi possível a partir de 2010, com o aumento do número e formação de fiscais que realizam as patrulhas ao longo da costa nesta área de conservação. Para efeitos logísticos e simplificação da análise de dados, subdividiu-se a RMPPO em quatro secções de praia, designadas por Ponta do Ouro (entre a Ponta do Ouro e a Ponta Malongane), Ponta Malongane (entre a Ponta Malongane e a Ponta Dobela), Ponta Milibangalala (entre a Ponta Dobela e a Ponta Chemucane) e Santa Maria (entre a Ponta Chemucane e a Ponta Abril). Entre Janeiro de 2010 a Dezembro de 2014, a pesca de margem foi mais intensa nas secções de praia da Ponta Milibangalala (60.1% dos grupos de pescadores) e da Ponta do Ouro à Ponta Madejanine (31.5% dos grupos de pescadores). No entanto, a amostragem em Santa Maria foi muito limitada não permitindo ter uma boa estimativa do número de pescadores. No total foram observados 902 grupos de pescadores (N) e registados pescadores de margem, no entanto para cerca de 53 grupos de pescadores, não foi recolhida informação sobre o número de pescadores. Assim, com base na média anual de pescadores por grupo, que variou de 2.6 pescadores (DP=1.6; 2014) a 2.9 pescadores (DP=1.8; 2010), foi estimado um universo de pescadores de margem amostrados. Foi observado um aumento do número de pescadores amostrados entre 2010 a 2013 (de 206 para 845 pescadores), reduzindo para 492 pescadores em A estimativa do total de pescadores por ano evidencia o mesmo padrão, ou seja houve um aumento entre 2010 (842 pescadores) para 2013 (1 472 pescadores), seguido por uma redução para 2014 (960 pescadores). Os pescadores eram maioritariamente de nacionalidade sul-africana (60.0% N), sendo os restantes moçambicanos (39.0% N) e uma pequena minoria de outras nacionalidades. Os meses com a maior intensidade de pesca de margem foram Outubro (5.2 pescadores.dia -1 ; DP=3.7), Fevereiro (4.0 pescadores.dia -1, DP =3.8), e Junho (3.8 pescadores.dia -1, DP=6.7) e o mês com menos actividade foi Dezembro (1.4 pescadores.dia -1 ; DP=0.8). ii

4 A maior parte dos grupos de pescadores de margem pratica a pesca à linha (99.2% de N) e o restante a pesca com arpão (0.8%). A maior parte da actividade de pesca de margem foi considerada como sendo para fins recreativos (83.8%) sendo 16.2% considerada para subsistência. O número de linhas por pescador variou de 0.5 linhas (ou seja dois pescadores a partilharem a cana de pesca) a 7 linhas, sendo a média geral de 1.3 linhas.pescador -1 (DP=0.6). Durante este período, a captura por unidade de esforço (CPUE) para a pesca a linha foi de 1.6 kg.pescador -1 (DP=3.3), 0.7 peixes.pescador -1 (DP=1.1) com um máximo de 7 peixes por pescador. Com base nas capturas de apenas 22 pescadores, o CPUE para a pesca de arpão foi de 1.8 kg.pescador -1 (DP =3.1) e 0.4 peixes.pescador -1 (DP=0.8) e um máximo de 3 peixes por pescador. De um modo geral, estes dados evidenciam um aumento do CPUE (peixes por pescador e peso por pescador) entre 2010 a 2012 seguido por uma redução até Assim, o CPUE para 2014 foi significativamente inferior (p<0.01) ao observado para 2011, 2012 e No entanto, estas tendências não foram observadas aquando as capturas (número de peixes e peso) foram analisadas pela duração e número de linhas. Foi capturado um total de peixes, correspondendo a 90 espécies (das quais 14 foram provavelmente mal identificadas). O ano de 2014 apresentou um índice de riqueza de Margalef significativamente inferior (p<0.01) quando comparado a 2012 e As espécies destacadas como sendo as mais abundantes e frequentes foram pâmpano manchado (Trachinotus botla; 31.5% de indivíduos capturados) e peixe-pedra (Pomadasys kaakan; 18.0% de indivíduos capturados). Não foram observadas diferenças significativas do número de pâmpanos manchados por pescador, nem do número de peixes-pedra por pescador entre 2010 a A média do comprimento à furca dos pâmpanos manchados foi de mm (DP=92.1) e o peso de 1.1 kg (DP=0.9). Não foi observada uma tendência de redução ou aumento do tamanho destas espécies ao longo dos anos. Em relação aos peixes-pedra, a média do comprimento à furca foi de mm (DP=62.0) e o peso de 0.9 kg (DP= 0.6). A pesca recreativa incide maioritariamente (90.7%), sobre indivíduos com tamanho inferior a 350 mm, considerado o tamanho de maturação de 50% dos indivíduos para a região da Pacífico-Ásia. Esta evidência ressalta a importância de se compreender melhor a biologia reprodutiva desta espécie. iii

5 Por último, ressalva-se que este trabalho apresenta algumas lacunas no que concerne a qualidade dos dados, nomeadamente referente à influência de uma amostra temporal e espacial muito diferenciada, problemas de identificação de espécies, erros de metodologia de medição e pesagem associados à calibração dos instrumentos e experiência do fiscal, e também pelo facto de se ter usado um conjunto de dados diferente para cada análise resultante da entrada incompleta de dados, ou seja algumas variáveis não foram preenchidas, sendo de destacar a duração da actividade de pesca, número de linhas, pesos e tamanhos das capturas. O relatório indica uma série de recomendações para a melhoria do sistema de amostragem, nomeadamente referente ao registo completo do esforço de amostragem e da aleatoriedade das amostragens, bem como da recolha completa de todos os dados. Adicionalmente o estudo sugere ainda a inclusão de variáveis que permitam classificar os pescadores, tanto em termos de proveniência com classe etária, género e frequência com que realizam a actividade de pesca, para melhor compreender a procura desta actividade e benefícios. De modo a responder às necessidades de informação para a gestão desta área de conservação, é recomendado um treinamento dos fiscais e fornecimento de fichas de recolha de dados. Ainda, é essencial que seja feita a verificação da qualidade dos dados durante a introdução destes na base de dados, principalmente no que concerne às unidades métricas, ocorrência das espécies identificadas na região, e se os tamanhos e pesos registados são coerentes com a literatura disponível. Dada a potencial dificuldade de pesar e medir todos os indivíduos capturados, recomendamos que sejam seleccionadas espécies indicadoras que ao fim de uma série temporal considerável deverão ser alvo de estudos específicos. iv

6 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO OBJECTIVOS METODOLOGIA ÁREA DE ESTUDO AMOSTRAGEM ANÁLISE DE DADOS RESULTADOS TAMANHO DA AMOSTRA E DADOS ÚTEIS ESFORÇO DE AMOSTRAGEM CARACTERÍSTICAS DA PESCA DE MARGEM ESFORÇO DE PESCA E CAPTURAS POR UNIDADE DE ESFORÇO ESTIMATIVA DO TOTAL DE PESCADORES E TOTAL DE CAPTURAS COMPOSIÇÃO E DIVERSIDADE ESPECÍFICA VARIAÇÃO TEMPORAL E BIOMETRIA DAS PRINCIPAIS ESPÉCIES CAPTURADAS DISCUSSÃO ESFORÇO E QUALIDADE DE AMOSTRAGEM ESFORÇO DE PESCA E CPUE COMPOSIÇÃO E DIVERSIDADE ESPECÍFICA DAS CAPTURAS PÂMPANO-MANCHADO (TRACHINOTUS BOTLA) PEIXE-PEDRA (POMADASYS KAAKAN) CONCLUSÕES RECOMENDAÇÕES RELATIVAMENTE AO PROGRAMA DE AMOSTRAGEM RELATIVAMENTE ÀS QUESTÕES DE GESTÃO RELATIVAMENTE ÀS PRIORIDADES DE INVESTIGAÇÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ANEXOS...54 I - ESFORÇO DE AMOSTRAGEM...54 II ARTES DE PESCA...55 III DURAÇÃO DA PESCA...56 IV - GRUPOS DE PESCADORES...59 V - CAPTURAS POR UNIDADE DE ESFORÇO (CPUE)...63 VI - ESPÉCIES CAPTURADAS...73 VII - PÂMPANO MANCHADO (TRACHINOTUS BOTLA)...75 VIII - PEIXE-PEDRA (POMADASY KAAKAN)...77 v

7 1. INTRODUÇÃO Em Moçambique, a pesca de margem pode ser exercida de várias formas: recreativa, desportiva ou de subsistência, todas exercidas sem fins lucrativos. A pesca recreativa é realizada por pescadores amadores a título individual, ao contrário da pesca desportiva realizada de acordo com regulamentos específicos integrados em concursos de pesca autorizados. A pesca recreativa e desportiva de margem congrega a pesca realizada com o uso de linha e anzol ou com arpão, não sendo permitido no último caso o uso de aparelhos de respiração artificial com excepção do tubo de respiração à superfície (Regulamento da Pesca Recreativa e Desportiva, Decreto nº 51/99 de 31 de Agosto). Existe uma percepção generalizada, por parte dos pescadores e gestores de pescarias, que a pesca recreativa é uma actividade benigna ou com impactos insignificantes, e portanto têm sido muitas vezes ignorada a análise de capturas dos pescadores recreativos, bem como da dinâmica populacional das espécies alvo deste tipo de pescarias (Cooke & Cowx, 2006). No entanto, alguns estudos descrevem o declínio nas capturas e taxas de captura na zona costeira da África do Sul, Namíbia e de Angola como sendo um resultado directo da pressão da pesca recreativa (Brouwer et al., 1997; Holtzhausen et al., 2001; Pradevardan et al. 2007; Potts et al., 2009). Outros estudos também evidenciam que a pesca recreativa pode provocar a redução do tamanho populacional e perda de variabilidade genética (Post et al., 2002; Lewin et al., 2006), bem como da redução do tamanho médio e idade dos espécimes das espécies-alvo (Olson & Cunningham, 1989), ou mesmo remoção de espécies keystone, podendo provocar alterações nas comunidades ictiológicas (Cooke & Cowx, 2006; Lewin et al., 2006; Arlinghaus et al., 2009) e na estrutura e funcionalidade do ecossistema (Post et al., 2002; Roth et al., 2007). Para além dos impactos directos nas espécies exploradas, existem outros impactos como a modificação dos habitats, perturbação da vida selvagem, entrada de nutrientes e/ou perda de material de pesca (Lewin et al., 2006). Relativamente a Moçambique, Torres & Álvaro (2008) sugeriram no censo da pesca desportiva e recreativa de 2008 que este tipo de pesca não estava a ter impactos no ambiente, nem nas outras pescarias. Para além desta referência não existe informação disponível consistente e recente sobre o impacto da pesca recreativa para nenhuma região de Moçambique. No entanto, pescadores de margem residentes em Matutuíne afirmam que as suas capturas têm vindo a reduzir ao longo dos anos (M. Gonçalves, com. pess.), embora não haja coerência relativamente à dimensão desta redução, nem em relação ao ano de 1

8 referência. Ainda, não há evidência se essa possível redução resulta de uma sobreexploração pela pesca de margem, influência de sobre-exploração pela pesca de alto-mar, degradação de habitats ou efeitos concomitantes destes factores. Louro et al. (2016) reportaram a opinião de alguns operadores turísticos que consideram elevado o número de embarcações de pesca recreativa na Ponta do Ouro, e que acreditam que alguns pescadores não respeitam as regras de pesca nesta área de conservação e por isso exercem uma pressão negativa nos recifes de corais e espécies protegidas (e.g. peixes de fundo). O programa de monitoria da pesca recreativa e desportiva, implementado a nível nacional pelo Instituto Nacional de Investigação Pesqueira (IIP) desde 1996, por outro lado, não tem dado cobertura geográfica e temporal consistente e contínua, pelo que os dados resultantes apresentam muitas limitações e não permitem uma avaliação do estados destas pescarias e do seu impacto. A recolha de dados da pesca de margem a nível da Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro (RMPPO) iniciou em 2008, ou seja, antes da sua proclamação como área de conservação em Contudo, a solidificação do programa de monitoria da pesca de margem aconteceu a partir de 2010, com o aumento do número e formação de fiscais que realizam as patrulhas ao longo da costa da reserva (M. Gonçalves, com. pess.). Os dados são colhidos em toda a extensão de costa entre a Ponta do Ouro e a Ponta Abril, sendo que, para efeitos logísticos e de simplificação da análise de dados com a finalidade de melhorar a gestão da reserva, esta extensão foi subdividida em quatro secções, nomeadamente: (i) Ponta do Ouro (entre a Ponta do Ouro e a Ponta Malongane); (ii) Ponta Malongane (entre a Ponta Malongane e a Ponta Dobela); (iii) Ponta Milibangalala (entre a Ponta Dobela e a Ponta Chemucane); e (iv) Santa Maria (entre a Ponta Chemucane e a Ponta Abril). O programa de monitoria na RMPPO reúne uma série de dados de cerca de sete anos. Há portanto, necessidade de se avaliar o estágio de evolução e tendências que devem ser consideradas tanto no desenho e implementação da própria monitoria assim como nas questões de gestão que devem ser acauteladas. 2

9 2. OBJECTIVOS O objectivo geral do presente relatório, integrado na série sobre actividades recreativas na RMPPO, é o de caracterizar a actividade de pesca de margem, quer sejam para fins recreativos ou de subsistência, e avaliar o estágio de evolução e tendências desta actividade na reserva, entre o período de 2010 a Os objectivos específicos são: Descrever a distribuição da prática da pesca de margem, assim como das respectivas modalidades, ao longo da costa da RMPPO, identificando as zonas de maior incidência; Analisar as tendências anuais dos indicadores da pescaria (esforço de pesca e capturas por unidade de esforço agregada e por espécie dominante); Analisar a composição específica das capturas e as variações do padrão de dominância das espécies; Analisar a variação do peso e do comprimento das principais espécies capturadas; Fornecer recomendações para melhoria do sistema de amostragem e de suporte às decisões de gestão. 3. METODOLOGIA 3.1 Área de estudo A recolha de dados foi feita entre a Ponta do Ouro e a Ponta Abril em quatro secções de praia, que possuem pelo menos um foco atractivo para a actividade de pesca de margem (Tabela 1; Figura 1). Tabela 1. Limites das secções de praia e extensão de praia Designação Ponta do Ouro Ponta Malongane Ponta Milibangalala Santa Maria Pontos extremos da secção Ponta do Ouro (26 50'49.55"S ; 32 53'42.75"E) Ponta Malongane (26 47'46.35"S ; 32 53'30.83"E) Ponta Malongane (26 47'46.35"S e 32 53'30.83"E) Ponta Dobela (26 31'3.75"S e 32 55'3.75"E) Ponta Dobela (26 31'3.75"S e 32 55'3.75"E) Ponta Chemucane (26 21'10.86"S e 32 56'1.43"E) Ponta Chemucane (26 21'10.86"S e 32 56'1.43"E) Ponta Abril (26 6'37.49"S e 32 57'35.18"E) Extensão de praia (km)

10 3.2. Amostragem Os dados da pesca de margem foram recolhidos durante as patrulhas de fiscalização realizadas pelos fiscais da RMPPO entre 1 de Janeiro de 2010 e 31 de Dezembro de As patrulhas são iniciadas na Ponta do Ouro sendo que as distâncias patrulhadas variam em função das marés e das paragens ao longo do percurso, ou de outros aspectos imprevisíveis. Os dados recolhidos, por meio de entrevistas, são referentes ao número de pescadores de margem e respectivas nacionalidades, artes de pesca e duração da pescaria por grupos de pescadores abordados. Ainda, quando possível, foram identificadas as espécies de peixe capturadas e medidos os comprimentos à furca e total com uma fita métrica, e o peso com recurso a balanças manuais de gancho, tanto digitais como analógicas Análise de Dados Qualidade dos Dados A qualidade dos dados usados nos diferentes tipos de análise foi garantida através de: Identificação de lacunas de informação e erros de inserção de dados para cada variável, verificando-se a quantidade de dados com qualidade em relação ao total de entradas de dados por grupos de pescadores; Atribuição de valores zero aos dias (entradas) em que não foram observados pescadores mas que possuíam outro registo de actividades recreativas; Exclusão dos casos em que a actividade de pesca ainda estava a começar (menos de 10 minutos) e os casos em que possivelmente o pescador não estava apenas a realizar a actividade de pesca (mais de 10 horas); Qualificação das espécies com identificação duvidosa como espécie não identificada ; Identificação e eliminação de valores extremos referentes à biometria. 4

11 Figura 1. a) Localização da área de estudo e b) densidade relativa de pescadores de margem observados ao longo da amostragem entre 2010 a 2014 (Cortesia Peace Parks Foundation). 5

12 Análise do Esforço de Amostragem Combinando a informação disponível sobre as saídas realizadas e as respectivas distâncias percorridas (secções de praia cobertas), foi analisada a cobertura temporal e espacial da amostragem. A cobertura temporal do esforço de amostragem foi analisada considerando o total de patrulhas efectuadas por mês e por ano ao longo do período em análise e incluiu também, o cálculo do número médio de patrulhas realizadas por mês. Para a cobertura espacial foi analisado o número de patrulhas realizadas por secção de praia por ano Características da Pesca de Margem A frequência e percentagem das modalidades de pesca de margem exercidas (pesca de subsistência ou recreativa) foram analisadas por ano e secções de praia cobertas. Igual análise foi efectuada no que diz respeito às nacionalidades ou origem dos grupos de pescadores, a qual incluiu ainda a análise da dominância das nacionalidades em função da modalidade de pesca e da secção de praia Esforço de Pesca O esforço de pesca foi analisado em termos do número de artes de pesca utilizadas (linhas e arpões), da duração da actividade de pesca monitorada, assim como do número de pescadores activos. O número médio de linhas de pesca e arpões por pescador foi calculado no geral para o período analisado e por ano, procedendo-se a uma análise comparativa ao longo do período e por secção de praia. A duração média da pesca foi igualmente estimada, no geral, para o período analisado e por ano tendo-se procedido a uma comparação das tendências entre anos e secções de praia. O número de pescadores activos foi analisado sob três vertentes, nomeadamente: (i) o número médio de pescadores por grupo de pescadores amostrados; (ii) o número médio de pescadores por dia; e (iii) o número total de pescadores por mês e ano. A análise incluiu ainda a comparação e tendências entre meses e entre anos. O número total de pescadores activos por mês e ano foi inferido com base na relação estequiométrica do número de pescadores observados durante a amostragem, total de dias de amostragem e total de dias do mês ou ano, respectivamente. 6

13 A distribuição espacial do esforço de pesca (i.e. número de pescadores) foi analisada em função das quatro secções de praia, descrevendo onde esta se concentra mais. Para isto foi inferido o número de grupos e pescadores activos para reduzir o erro resultante da diferente cobertura amostral através das seguintes fórmulas. Onde: EGP - estimativa do número de grupos de pescadores por secção de praia e ano; GPO - Grupos de pescadores observados por secção de praia e ano; Patrulhas Número de patrulhas por secção de praia; Onde: EPA - estimativa do número de pescadores amostrados por ano; GPO - Grupos de pescadores observados; DA - Dias de amostragem; TDA Total de dias do ano Capturas por Unidade de Esforço (CPUE) Foram calculados vários CPUEs agregados anuais gerais e em função das secções de praia e mensais para toda RMPPO, para analisar a influência da unidade de esforço e a qualidade dos dados, nomeadamente: 1) Peso e número de indivíduos capturados por pescador; 2) Peso e número de indivíduos capturados por linha e duração da pescaria. Para cada conjunto de dados de CPUE anuais e mensais procedeu-se à ANOVA e teste post hoc Tukey HSD através do programa Statistica Estimativa das Capturas Totais Anuais A estimativa das capturas totais anuais foi feita com base na média do CPUE em peso das capturas por pescador e a estimativa do total de pescadores Composição Específica das Capturas e Diversidade Específica A composição específica anual das capturas foi descrita de uma forma geral quanto à proporção das diferentes espécies observadas nas amostras, sendo que espécies com 7

14 contagens de número de indivíduos inferior a 3% do total das capturas foram consideradas numa única categoria denominada outras espécies. O padrão de dominância das espécies foi analisado, em tabelas de dominância, com base na abundância (A) e na frequência de ocorrência (FO) de cada uma das espécies por ano, sendo que: A i = (n i / N) * 100 onde: A - Abundância em percentual numérico, da espécie i; n i número de indivíduos da espécie i nas amostras; N número total de indivíduos de todas as espécies nas amostras. FO i = (O i / n) * 100 onde: FO frequência de ocorrência da espécie i; O i número de ocorrências da espécie i nas amostras; n número de amostras. As espécies com A > 100/S (onde S é o número total de espécies registadas num dado ano) e FO > 50% foram classificadas como abundantes e frequentes (Garcia & Vieira, 2001). A legenda observada em cada uma das tabelas de dominância é a seguinte: Abundante e frequente (A > 100/S; FO > 50%); Abundante e pouco frequente (A > 100/ S; FO < 50%); Pouco abundante e frequente (A < 100 /S; FO > 50%); Pouco abundante e pouco frequente (A <100/ S; FO < 50%); Não registado. Para avaliar se houve mudanças a nível da estrutura das comunidades de peixes alvo da pesca de margem, foi calculado, em função dos meses e do ano, o índice de riqueza específica de Margalef (D) conforme Ludwig & Reynolds (1988): D = (S-1) / ln (n) onde, S é o número de espécies e n é o número total de indivíduos. 8

15 Variação Temporal e Biometria das Principais Espécies Capturadas A análise das tendências da variação das capturais anuais e da composição de tamanhos foi feita para as espécies mais pescadas, nomeadamente o pâmpano manchado (Trachinotus botla) e o peixe-pedra (Pomadasys kaakan). A variação temporal das capturas foi determinada de duas formas: 1. Total de espécimes capturados pelo total de pescadores; 2. Média de espécimes capturados por pescador para grupos de pescadores com pelo menos uma captura da espécie. As estatísticas descritivas das distribuições das frequências de comprimentos foram calculadas para séries de amostras anuais, nomeadamente o tamanho da amostra, o tamanho médio (Tméd e desvio padrão), tamanho mínimo (Tmín), tamanho máximo (Tmáx) e tamanho modal (Tmod) utilizando a ferramenta de análise disponível no programa Microsoft Office Excel. Procedeu-se ainda a análise da média (e desvio padrão) para os juvenis e para os adultos, tendo como referência os tamanhos de primeira maturação sexual e tamanhos máximos das espécies que foram reportados a nível regional. Foram ainda feitas análises da média anual e desvio padrão do peso destas duas espécies. De seguida, procedeu-se à análise estatística dos tamanhos e pesos, através da ANOVA e teste post hoc Tukey HSD no programa Statistica RESULTADOS 4.1. Tamanho da Amostra e Dados Úteis No total foram contabilizados 902 grupos de pescadores de margem ao longo da RMPPO entre 2010 e 2014, sendo 892 para a pesca à linha e 10 para a pesca com arpão. Alguns dados não foram registados para todos os grupos de pescadores, sendo de destacar a falta de informação sobre a modalidade e nacionalidade dos pescadores (Tabela 2) e o número de pescadores por grupo, número de artes e duração da pescaria para a pesca de margem à linha (Tabela 3) e para a pesca com arpão (Tabela 4). 9

16 Tabela 2. Número de grupos de pescadores observados e de ausência de informação, na RMPPO, Ano Grupos de pescadores Grupos com falta de informação sobre: Modalidade Nacionalidade Total Tabela 3. Número de grupos de pescadores observados e de ausência de informação para a pesca a linha na RMPPO, Grupos de pescadores à Grupos com falta de informação sobre: Ano linha Nr de pescadores Nr de linhas por pescador Duração da pescaria ( horas) Total Tabela 4. Número de grupos de pescadores observados e de ausência de informação para a pesca por arpão, na RMPPO, Ano Grupos de pescadores com arpão Grupos com falta de informação sobre: Nr de pescadores Nr de arpões Duração da pescaria Total Esforço de Amostragem Cobertura Temporal No total, ao longo do período , foram realizadas 735 patrulhas destacando-se, no entanto, que a distribuição deste esforço de amostragem não foi regular ao longo do período. Foi observada uma taxa de cobertura bastante mais baixa nos dois primeiros anos (cerca de 70 saídas por ano) e que subiu e tendeu a estabilizar a partir de 2012 com uma média de quase 200 saídas anuais (Figura 2; Anexo 1.1). 10

17 A média de saídas mensais ao longo do período variou de dez saídas (DP=6; em Março) a 17 saídas (DP=5; em Outubro; Figura 3). Mais uma vez, salienta-se que em 2010 e 2011, a cobertura mensal foi mais baixa (variando entre 5 a 10 saídas por mês) quando comparada aos anos seguintes (entre 15 a 20 saídas). Destaca-se ainda em 2010 e 2011 que: Nenhuma patrulha foi realizada em Dezembro de 2010 e Março de 2011; Registaram-se meses com um esforço de amostragem inferior a 5 dias (Janeiro, Abril, Maio, Julho, Setembro e Novembro de 2010; Fevereiro, Maio e Julho de 2011). (61) (80) (190) (211) (193) Figura 2. Patrulhas mensais e o total por ano (entre parênteses). Figura 3. Média mensal de saídas dos fiscais para o intervalo entre 2010 e

18 Cobertura Espacial A Figura 4 evidencia que, para todos os anos, as saídas de patrulha dos fiscais cobriram sempre a secção da Ponta do Ouro, seguindo-se a secção da Ponta Malongane (86.3%), Ponta Milibangalala (60.1%) e Santa Maria (21.6%). Figura 4. Total de saídas dos fiscais por ano e área Características da Pesca de Margem Modalidade e Nacionalidade dos Pescadores A dominância da pesca recreativa não é uniforme sendo evidente o seu aumento de 73% em 2010 para 93% em 2014 (Figura 5). A nacionalidade dominante é a sul africana (60%), seguida pela moçambicana (39%) e por uma minoria de outras nacionalidades (ex: austríaca e suázi), sendo excepção para a secção da Ponta do Ouro em 2010 e Santa Maria em 2014 (com menos de 50% de grupos de pescadores com nacionalidade sul africana) (Figura 6). Figura 5. Frequência e percentagem de grupos de pescadores de acordo com a origem e modalidade de pesca em quatro secções de praia da RMPPO entre 2010 e

19 Figura 6. Percentagem e frequência anual de grupos de pescadores para as nacionalidades dos pescadores de margem por secção de praia na RMPPO. Entre 2010 a 2014, observou-se um aumento dos pescadores recreativos nacionais na Ponta do Ouro e em Santa Maria. Na secção da Ponta do Ouro, a proporção de pescadores nacionais de subsistência sofreu uma redução entre 2010 a A secção da Ponta Malongane apresenta uma dominância de pescadores estrangeiros recreativos para todos os anos Esforço de Pesca e Capturas por Unidade de Esforço Grupos de Pescadores e Número de Pescadores Na Figura 7 apresenta-se a frequência de grupos de pescadores observados durante o período de amostragem e inferidos para reduzir o efeito de amostragem espacial diferenciada para as quatro secções de praia. Estes dados indicam que a pesca de margem é mais frequente na Ponta Milibangalala (60.1% dos grupos observados de pescadores de margem; 57% dos grupos inferidos de pescadores). Se todos os locais tivessem sido amostrados de igual modo esperar-se-ia encontrar um número consideravelmente superior de grupos de pescadores, em relação ao observado, para Santa Maria. 13

20 Figura 7. Frequência de grupos de pescadores de margem observados e inferidos (para reduzir o efeito da divergência de cobertura espacial) nas quatro secções de praia da Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro (N grupos de pescadores observados com informação do local de pesca=892, ou seja 2 grupos de pescadores sem identificação do local de pesca). Cada grupo de pescadores à linha é composto em média por 2.7 pescadores (DP=2.2), tendo sido observado um mínimo de um pescador e um máximo de 18 pescadores por grupo (Figura 8, Anexo 4.1). O ano de 2011 destacou-se por possuir maior número de pescadores por grupo (4.09; DP=4.29) quando comparado com os demais anos (Anexo 4.2). A Ponta Milibangalala apresentou uma média mais alta de pescadores por grupo (2.9; DP= 2.2), seguida pela Ponta do Ouro (2.7; DP= 2.5), Santa Maria (2.3; 1.5) e por último a Ponta Malongane (1.8; DP=1.1) (Figura 9; Anexo 4.3). No entanto, estas diferenças não foram significativas (Anexo 4.4). Figura 8. Média (e desvio padrão) do número de pescadores por grupo. 14

21 Figura 9. Mínimo (valor inferior da barra), mediana (extremo inferior da barra azul) e máximo (valor superior da barra) do número de linhas por pescador por secção de praia. De um modo geral não foram observadas diferenças significativas entre o número de pescadores por grupo para a pesca recreativa e para a pesca de subsistência (Anexo 4.8), à excepção do ano de 2011, que teve um número de pescadores recreativos por grupo em 2011 (5.1; DP=4.6) significativamente superior quando comparado com o número de pescadores de subsistência por grupo para o mesmo ano (1.3; DP=0.67; Anexo 4.9). No total foram contabilizados pescadores dos quais (99%) praticantes de pesca à linha e apenas 22 (1%) que faziam a pesca com arpão. No entanto, ao considerar os 42 grupos de pescadores sem informação sobre o número de pescadores à linha e a média anual de pescadores por grupo para cada ano, a amostragem deverá ter sido feita a um total de pescadores à linha (Anexo 4.10). Durante o período de amostragem, os meses com maior intensidade de pesca de margem foram Outubro (5.2 pescadores.dia -1 ; DP=3.7), Fevereiro (4.0 pescadores.dia -1, DP =3.8), e Junho (3.8 pescadores.dia -1, DP=6.7) e o mês com menos actividade foi Dezembro (1.4 pescadores.dia -1 ; DP=0.8; Figura 10, Anexo 4.11). 15

22 Figura 10. Média (e desvio padrão) do número diário de pescadores por mês (Note que Dezembro de 2010 e Março de 2011 não tiveram amostragem e Julho de 2011 apenas teve um dia de amostragem, e por isso não foram incluídos nesta análise). Na Figura 11 apresenta-se a variação mensal do número de pescadores e capturas (peso e espécimes) diárias para cada ano. Em 2010, os meses com maior intensidade de pesca de margem foram Outubro (6.9 pescadores.dia -1 ) e Novembro (6.9 pescadores.dia -1 ), seguido por Setembro (4.7 pescadores.dia -1 ). Figura 11. Média mensal do número de pescadores por dia e o total de dias amostrados (TDA) entre 2010 e Os quadrados a branco representam os meses com amostragem inferior a 10% do total de número de dias do respectivo mês, e a vermelho os meses sem amostragem. Os meses que mais se destacaram com valores altos de capturas diárias em peso foram Agosto (13.3 kg.dia -1 ), Outubro (9.4 kg.dia -1 ) e Novembro (8.2 kg.dia -1 ), já em relação às capturas em espécimes.dia -1, Outubro (4.0 espécimes.dia -1 ) e Setembro (3.8 espécimes.dia -1 ) foram os mais produtivos. Em 2011, o mês de Outubro destacou-se por possuir um esforço 16

23 de pesca maior (10.0 pescadores.dia -1 ) e capturas diárias mais elevadas (19.4 kg.dia -1 e 9.4 espécimes.dia -1 ). Já para Janeiro, a média foi de 3.3 pescadores.dia -1 e as capturas foram estimadas em 7.3 kg.dia -1 e 5.2 espécimes.dia -1. Em 2012, ao contrário dos anos anteriores, o esforço de pesca de margem e capturas foram maiores em Fevereiro (8.9 pescadores.dia -1, 12.9 kg.dia -1 e 11.6 espécimes.dia -1 ), Abril (6.3 pescadores.dia -1, 13.8kg.dia -1 e 7.1 espécimes.dia -1 ) e Outubro (5.4 pescadores.dia -1, 20.7 kg.dia -1 e 7.7 espécimes.dia -1 ). Em 2013, os meses de Julho (8.9 pescadores.dia -1 ), Junho (7.0 pescadores.dia -1 ) e Fevereiro (6.6 pescadores.dia -1 ) destacaram-se pela maior intensidade de pesca. As capturas diárias mais altas foram observadas entre Fevereiro e Maio (entre 6.8 a 7.2 kg.dia -1 e 2.7 a 3.2 kg.dia - 1). Independentemente do número de pescadores por dia, que variou de 0.6 (Outubro) a 6.1 pescadores.dia -1 (Junho), o ano de 2014 apresentou capturas diárias baixas, sendo o valor mais alto de 3.7 kg.dia -1 (em Janeiro) e 1.3 espécimes.dia -1 (em Novembro) Artes de Pesca A maior parte dos grupos de pescadores de margem pratica a pesca à linha (99.2% de N) e o restante a pesca com arpão (0.8%). Durante o período de amostragem, cada pescador de margem à linha, utilizava em média 1.3 linhas (DP=0.6), sendo o mínimo de 0.5 linhas.pescador -1 (isto é, dois pescadores a partilharem a mesma linha) e o máximo 7 linhas.pescador -1. A média anual variou entre 1.0 linhas.pescador -1 (DP=0.0; 2010) e 1.4 linhas.pescador -1 (DP=0.5; 2012; Figura 9; Anexo 2.1), sendo a diferença entre 2010 e 2012 significativa (Anexo 2.2). A secção de Milibangalala apresentou uma média superior de linhas.pescador -1 (1.3; DP=0.5) e o caso extremo de 7 linhas.pescador -1 em 2013 (Figura 9; Anexo 2.3) mas a diferença só foi significativa em relação a Santa Maria (Anexos 2.3 e 2.4). Entre 2010 e 2014, observou-se uma média de 0.7 espécimes.pescador -1 (DP=1.1). A média anual do número de espécimes por pescador em 2010 foi de 0.5 (DP=2.0), tendo aumentado para 1.2 (DP=1.2) em 2012 e reduzido para 0.3 (DP = 0.7) em 2014 (Figura 12; Anexo 5.1). O 17

24 número de espécimes por pescador em 2014 foi significativamente inferior ao observado para os anos 2011, 2012 e 2013 (Anexo 5.2). Figura 12. Média do número de linhas, espécimes e peso (em quilos) por pescador na RMPPO, Barras=desvio padrão. A captura média em peso por pescador, entre 2010 e 2014, foi de 1.6 kg (DP=3.3). Em termos de médias anuais, o CPUE variou de 0.7 kg.pescador -1 (DP=0.6) em 2010 a 2.7 kg.pescador -1 (DP=3.8) em 2012 (Figura 12; Anexo 5.5). Em 2014, a captura média em peso por pescador foi significativamente inferior ao observado para os restantes anos (Anexo 5.6). À excepção de Santa Maria, foi observado para todas as secções de praia um aumento de capturas em número de espécimes e peso por pescador entre 2010 a 2012, seguido por uma redução em 2014 (Figuras 13 e 14; Anexos 5.3 a 5.8). Figura 13. Mínimo (valor inferior da barra), mediana (extremo inferior da barra azul), média (extremo superior da barra azul) e máximo (valor superior da barra) do número de espécimes por pescador por secção de praia. 18

25 Figura 14. Mínimo (valor inferior da barra), mediana (extremo inferior da barra azul), média (extremo superior da barra azul) e máximo (valor superior da barra) do peso de capturas por pescador por secção de praia. A secção da Ponta do Ouro apresentou uma média de 0.42 espécimes.pescador -1 (DP= 0.84) e 1.16 kg.pescador -1 (DP=2.61). Para esta secção, as capturas em espécies por pescador foram significativamente superiores em 2012 (1.27; DP=1.56), em comparação com o observado em 2013 (0.41; DP=0.66) e 2014 (0.06; DP=0.20). Em relação ao peso por pescador, a diferença só foi significativa entre 2012 (3.19; DP=3.14) e 2014 (0.19; DP=0.85). A secção da Ponta Malongane apresentou uma média 0.40 espécimes.pescador -1 (DP= 0.59) e 1.9 kg por pescador (DP=3.2). Esta secção aparenta apresentar a mesma tendência para as capturas (espécimes e peso) por pescador, mas os dados são insuficientes para determinar se as diferenças entre os anos são significativas. A secção da Ponta Milibangalala apresentou uma média de 0.8 espécimes.pescador -1 (DP= 1.2) e 1.7 kg.pescador -1 (DP=3.8). Para esta secção, as capturas em espécies por pescador foram significativamente superiores em 2012 (1.2; DP=1.5), em comparação ao observado em 2013 (0.7; DP=1.1) e 2014 (0.3; DP=0.3). Em relação ao peso por pescador, a diferença só foi significativa entre 2012 (2.5; DP=5.4) e 2014 (0.4; DP=1.0). A secção de Santa Maria apresentou uma média 0.2 espécimes.pescador -1 (DP= 0.3) e 1.9 kg.pescador -1 (DP=3.2). Esta secção aparenta apresentar a mesma tendência para as capturas (espécimes e peso) por pescador, mas os dados são insuficientes para determinar se as diferenças entre os anos são significativas. 19

26 Em relação à pesca de margem com arpão, a média foi de 0.9 arpões.pescador -1 (DP=0.2), pois num dos grupos um dos pescadores não tinha arpão, sendo a média em número de espécimes na ordem dos 0.4 peixes.pescador -1 (DP=0.8), com um máximo de 3 peixes capturados pelo mesmo pescador. A média anual do número de peixes por pescador variou de 0.3 peixes.pescador -1 (DP=0.5) em 2013 para 0.6 peixes.pescador -1 (DP=1.2) em 2012 (Anexo 5.9). A média das capturas em peso entre 2010 e 2014 foi de 1.8 kg.pescador -1 (DP=3.1), sendo o peso máximo de 9.7 kg. Em termos de médias anuais, o CPUE variou de 1.0 kg.pescador -1 por arpão (DP=2.0) em 2013 a 2.3 kg.pescador -1 por arpão (DP=4.2) em 2012 (Anexos 5.17 e 5.18) Variação Mensal das Capturas em Peso e Número por Pescador Os meses com valores mais elevados de peso (kg) por pescador foram Fevereiro (4.9), Abril (4.5) e Dezembro (3.9) de 2011, Outubro (3.8) e Junho (3.4) de 2012, e Novembro (3.2) de Já em relação ao número de espécimes por pescador foram os meses de Setembro (2.5) Janeiro e Abril (1.6) de 2011, Março (1.4) de 2010, Dezembro (2.0) de 2012 (Figura 15). Figura 15. Variação mensal do CPUE em peso e espécimes por pescador. Os pontos a laranja representam os meses com amostragem inferior a 10% do total de número de dias do respectivo mês. 20

27 Duração da Actividade de Pesca de Margem A duração média da pesca de margem à linha foi de 3 horas e 48 minutos (DP= 1 hora e 54 minutos) apresentando uma variação de 20 minutos a 9 horas e 36 minutos (Anexo 3.1). A Figura 16 evidencia uma redução da média da duração da pesca de margem à linha, de aproximadamente 4 horas (2010) para 2 horas e meia (2014), sendo a duração da pesca em 2014 significativamente inferior à observada para os restantes anos (Anexo 3.2). A duração média da actividade de pesca de margem à linha monitorada na Ponta do Ouro foi de 4 horas e 25 minutos (DP= 2 horas e 16 minutos), na Ponta Malongane foi de 3 horas e 28 minutos (DP= 2 horas e 39 minutos), na Ponta Milibangalala foi de 3 horas e 42 minutos (DP= 1 hora e 46 minutos) e em Santa Maria foi de 3 horas e 11 minutos (DP= 1 hora e 37 minutos; Figura 17; Anexo 3.3). Não foram observadas diferenças significativas da duração da actividade de pesca monitorada entre os anos para todas as secções de praia, à excepção da Ponta Milibangala. Para a secção de Milibangalala, 2014 apresentou uma duração significativamente inferior à observada em 2013 (Anexo 3.4). Figura 16. Duração média da actividade de pesca monitorada, número de linhas por grupo e as respectivas capturas em espécimes e peso por linha e hora. A média de CPUE em espécimes por linha e hora foi de 0.2 (DP=0.5; Figura 18; Anexo 5.9) e para peso por linha e hora foi de 0.3 kg (DP=0.73; Figura 19; Anexo 5.13). O ano de 2012 foi destacado por possuir a CPUE em espécimes por linha e hora (0.3; DP=0.4) significativamente superiores às observadas para 2013 (0.1; DP=0.3; Figura 18; 21

28 Anexo 5.10) e a CPUE em peso por linha e hora (0.36; DP= 0.82) significativamente superior a 2013 (0.29; DP=0.70) e 2014 (0.01; DP=0.02; Figura 19; Anexo 5.14). A secção da Ponta do Ouro apresentou uma média de 0.2 espécimes.linha -1 hora -1 (DP= 0.3) e 3.5 kg.linha -1.hora -1 (DP=3.9). Para esta secção observou-se uma redução não significativa das capturas por linha e hora entre 2012 (0.4±0.5 espécimes.linha -1.hora -1 e 5.5±4.0 kg.linha - 1.hora -1 ) a 2014 (0.1±0.1 espécimes.linha -1.hora -1 e 2.0±4.5 kg.linha -1.hora -1 ). A secção da Ponta Malongane apresentou uma média 0.2 espécimes.linha -1.hora -1 (DP= 0.4) e 3.0 kg.linha -1.hora -1 (DP=4.9). O tamanho da amostra para esta secção é insuficiente para analisar tendências e nível de significância. A secção da Ponta Milibangalala apresentou uma média de 0.3 espécimes.linha -1.hora -1 (DP= 0.5) e 3.5 kg.pescador -1 (DP=5.3). Santa Maria apresentou uma média 0.1 espécimes.linha -1.hora -1 (DP= 0.1) e 0.7 kg.linha -1.hora -1 (DP=1.80). Para todas as secções de praia, as diferenças das CPUEs em espécimes e peso por linha e hora entre os anos não foram significativas, a excepção da Ponta Milibangalala que apresentou uma CPUE em espécimes por linha e hora significativamente superior em 2014 (0.60; DP=1.52) quando comparado com as observadas em 2013 (0.17; DP=0.26; Anexos 5.11, 5.12, 5.15 e 5.16). Figura 17. Mínimo (valor inferior da barra), mediana (extremo inferior da barra azul) e máximo (valor superior da barra) da duração da actividade de pesca de linha monitorada por secção de praia e ano. 22

29 Figura 18. Mínimo (valor inferior da barra), mediana (extremo inferior da barra azul) e máximo (valor superior da barra) de espécimes por linha e hora por grupo, por secção de praia. Figura 19. Mínimo (valor inferior da barra), mediana (extremo inferior da barra azul) e máximo (valor superior da barra) de peso de capturas por linha e hora por grupo e secção de praia. Em relação à pesca por arpão a duração média foi de 3 horas e 12 minutos (DP= 1 hora e 12 minutos) apresentando uma variação de 1 hora e 12 minutos a 4 horas e 20 minutos. No entanto, ressalta-se que apenas 6 casos (30% das entradas) possuem informação referente à duração da pesca por arpão, sendo insuficiente para determinar se existe uma diferença significativa entre 2012 e

30 4.5. Estimativa do Total de Pescadores e Total de Capturas No total, entre 2010 e 2014, foram estimados pescadores de margem entre a Ponta do Ouro e Santa Maria, sendo pescadores à linha (99.1%) e 43 pescadores com arpão (0.9%; Tabela 5). A estimativa do número total de pescadores por mês e ano indica que houve um aumento de 2010 a 2013 (1 472 pescadores), seguido por uma redução em 2014 (960 pescadores). No entanto, se for considerado que nos meses onde não ocorreu amostragem cerca de 50 pescadores (estimativa do número mínimo de pescadores por mês, tendo em consideração a média diária de pescadores entre a Ponta do Ouro e Santa Maria) desenvolver a actividade na reserva, suspeitamos que as diferenças entre os anos 2010 ( 1042), 2011 ( 937) e 2012 ( 1190) não devem ser tão acentuadas. Observou-se uma tendência de aumento do total de capturas de 2010 para 2012, seguida por uma acentuada redução até 2014 (Tabela 6). Considerando os meses sem amostragem, provavelmente as diferenças entre 2010 e 2011 não são tão acentuadas, no entanto, é de notar que apesar de terem sido observados menos pescadores em 2012, em relação a 2013, a estimativa das capturas ( kg) são consideravelmente superiores às de 2013 ( kg). Tabela 5. Estimativa do número anual de pescadores de margem na RMPPO. Mês Total Janeiro Fevereiro Março 23 * Abril ** Maio ** Junho ** Julho 52 ** Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro * Total Pescadores à linha Pescadores com arpão * Meses sem amostragem ** Meses com amostragem insuficiente (< 5 dias de amostragem) e sem observação de pescadores. 24

31 Tabela 6. Estimativa do total de capturas por mês e ano com base na média do peso por pescador e o total de pescadores, na RMPPO de 2010 a Mês Janeiro Fevereiro Março 69.0 * Abril ** Maio ** *** Junho ** *** Julho ** Agosto *** Setembro Outubro Novembro *** Dezembro * Total * Meses sem amostragem ** Meses com amostragem insuficiente (< 5 dias de amostragem) e sem observação de pescadores. *** Meses com amostragem das capturas insuficiente O ano de 2014 destacou-se por ter um total de capturas muito baixo em comparação com os demais anos, mesmo considerando que para os meses sem informação a captura fosse de aproximadamente 100 kg Composição e Diversidade Específica Entre 2010 e 2014 foram capturados peixes correspondendo a kg. Um total de 90 espécies foram registadas, das quais 14 foram mal identificadas, já que não ocorrem nas águas da região. Na Figura 20 apresenta-se a variação anual do número de espécies e do número de peixes amostrados. Ao longo da série de dados analisada, das 90 espécies registadas, apenas 16 espécies foram regulares, das quais sete foram observadas todos os anos e nove destas interceptadas por não terem sido registadas num dos anos (Tabela 7). As famílias mais comuns foram Carangidae (xaréus: 607 indivíduos, 18 espécies), Haemulidae (roncadores: 305 indivíduos, dez espécies), Scombridae (atuns e serras: 231 indivíduos, dez espécies), Dichistidae (galeões: 73 indivíduos, duas espécies), Lutjanidae (pargos e imperadores: 63 indivíduos, dez espécies) e Sparidae (sargos: 45 indivíduos, 12 espécies). As espécies observadas 25

32 anualmente foram Trachinotus botla, Trachinotus blochii, (Carangidae) Pomadasys kaakan (Haemulidae), Scomberomorus commerson e Thunnus albacares (Scombridae). As espécies Dichistius multifasciatus (Dichistidae), Pomadasys furcatus (Haemulidae), Rachycentron canadum (Rachycentridae) e Caranx ignobilis (Carangidae) não foram registadas em Já as espécies Trachinotus baillonii (Carangidae) e Alectis ciliaris (Carangidae) não foram registadas em 2012 e 2014, respectivamente. Figura 20. Variação anual do número de espécies identificadas e do número de espécimes capturados na RMPPO. O índice de riqueza de Margalef apresentou flutuações entre os anos, sendo para o ano 2014 (0.9) significativamente inferior ao observado para 2012 (2.4) e 2013 (2.0) (Figura 22; Anexos 6.1 e 6.2). Esta tendência decrescente de 2012 para 2014 ocorre precisamente no período em que a amostragem se apresenta mais consistente. Apesar da existência de flutuações, não foram observadas diferenças significativas do índice de riqueza de Margalef em função dos meses (Figura 23; Anexos 6.3 e 6.4). Figura 21. Variação do índice de Margalef em função do ano. 26

33 Figura 22. Variação do índice de Margalef em função do mês e do ano. De um modo geral, as espécies mais abundantes em termos numéricos (N=1 408 espécimes) foram o pâmpano manchado (T. botla; 31.5%) e o peixe-pedra (Pomadasys kaakan; 18.0%), seguido pelo peixe-serra (Scomberomorus commerson; 6.7%), atum albacora (Thunnus albacares; 6.1%), pâmpano lunar (Trachinotus blochii; 5.3%) e o galeão raiado (Dichistius multifasciatus; 4.1%; Figura 24). Em relação ao peso (total = kg), as espécies mais dominantes foram o pâmpano manchado (30.7%) e peixe-pedra (16.7%), seguido por galeão raiado (7.9 %), peixe-serra (6.3%), atum albacora (5.7%), pâmpano manchado (5.0 %) e pargo-verde (Aprion virescens; 2.2%; Figura 25). 27

34 Tabela 7. Variação da dominância das espécies nas capturas da pesca de margem na RMPPO, número e percentagem de espécimes e biomassa e percentagem em kg, e o respectivo estatuto de conservação de acordo com a lista vermelha da IUCN (LC- Segura ou pouco preocupante; NT Quase ameaçada; VU vulnerável; EN- Em perigo; CE em perigo crítico; DD Dados Insuficientes). As espécies a vermelho e com asterisco foram provavelmente mal identificadas (ou por serem pelágicas e ser improvável a sua capturada pela pesca de margem ou por não existirem registos destas ocorrerem na região). A negrito destacam-se as espécies que constam na lista de espécies capturadas pela pesca de margem em Kwazulu-Natal (Pradervand et al., 2007; Mann, 2013; Mann & Dunlop, 2015). Família Espécie Espécimes Biomassa IUCN Red N % B % List Observações Albulidae Albula vulpes Carangidae (17 espécies; 607 indivíduos) Alectis ciliaris Atropus atropos* Esta espécie não ocorre na região. Carangoides dinema* Esta espécie não ocorre na região. Provavelmente trata-se de Carangoides ferdau. Carangoides ferdau Caranx ignobilis NA Caranx melampygus Caranx sp Caranx tille Parastromateus niger Scomberoides comersonnianus NA Scomberoides tol Seriola dumerili NA Trachinotus baillonii

35 Trachinotus blochii Trachinotus botla NA Trachinotus sp Urapsis secunda Coryphaenidae (2 espécies; 24 indivíduos) Coryphaena equiselis* Coryphaena hippurus* Provavelmente a espécie C. equiselis refere-se a fêmea de C. hippurus. No entanto deve ter havido um erro na identificação da espécie pois esta é pelágica. Cyttopsinae (1 espécie; 1 indivíduo) Dasyatidae (1 espécie; 1 indivíduo) Dichistidae (2 espécie; 73 indivíduos) Emmelichthyidae (1 espécie; 3 indivíduos) Cyttopsis rosea* Provavelmente a espécie é Zeus faber (família Zeidae) Himantura uarnak Dichistius capensis Dichistius multifasciatus NA Emmelichthys nitidus nitidus Pouco frequente no sul de Moçambique mas comum na África do Sul Ephippidae Platax orbicularis (2 espécies; 9 Tripterodon orbis indivíduos) Haemulidae Plectorhinchus chubbi NA (10 espécies; 305 Plectorhinchus orientalis

36 indivíduos) Plectorhinchus playfairi NA Pomadasys argenteus Pomadasys commersonnii NA Pomadasys furcatum Pomadasys kaakan NA Pomadasys multimaculatum Pomadasys stridens Haemulopsis axillaris* 1 Não ocorre na região Hemiramphidae (1 espécie; 2 indivíduos) Kyphosidae (1 espécie; 5 indivíduos) Labridae (1 espécie; 2 indivíduos) Lethrinidae (1 espécie; 2 indivíduos) Lutjanidae (10 espécie; 63 indivíduos) Hemiramphus far Neoscorpis lithophilus Scarus sp Lethrinus mahsena Aphareus furca Aphareus rutilans Aprion virescens NA Lutjanus bohar Lutjanus fulvos Lutjanus lemniscatus

37 Lutjanus monostigma Lutjanus rivulatus NA Lutjanus sanguineus NA Pristipomoides typus Monodactylidae (1 espécie; 1 indivíduo) Mullidae (1 espécie; 1 indivíduos) Nemipteridae (1 espécie; 1 indivíduos) Rachycentridae (1 espécie; 8 indivíduos) Rhinobatidae (2 espécie; 2 indivíduos) Scombridae (11 espécies; 231 indivíduos) Monodactylus falciformis Upeneus sulphureus Scolopsis bimaculata Rachycentron canadum NA Rhinobatidae sp Rhynchobatus djiddensis VU Acanthocybium solandri* LC Euthynnus affinis LC Gymnosarda unicolor Katsuwonus pelamis LC Sarda orientalis Scomberomorus commerson NT Estas espécies são pelágicas e por isso as capturas em margem não deveriam ser tão elevadas. No entanto, não é claro se se trata de má identificação das espécies ou do registo da actividade. 31

38 Scomberomorus cavalla* Esta espécie não ocorre na região. Scomberomorus plurilineatus DD Provavelmente trata-se de Scomberomorus commerson. Thunnus albacares NT Número de indivíduos por pescador margem parece ser muito elevado para uma espécie pelágica Thunnus tonggol* Esta espécie não ocorre na região Orcynopsis unicolor* Esta espécie não ocorre na região Serranidae (5 espécie; 7 indivíduos) Cephalopholis argus Cephalopholis boenak Epinephelus sp Epinephelus microdom Presença em Moçambique a ser confirmada de acordo com Fisher et al. (1990) Mycteroperca tigris* Esta espécie não ocorre na região. Tendo em conta as características morfológicas da espécie é possível que se trate de Epinephelus fasciatus Gracila albomarginata* 1 Não ocorre na região. Existem registos da espécie no Norte de Moçambique Sparidae (12 espécies; 45 indivíduos) Acanthopagrus berda Acanthopagrus bifasciatus Argyrops filamentosus Argyrops spinifer LC Argyrozona sp

39 Chrysoblephus lophus LC Chrysoblephus puniceus LC Chrysoblephus sp Polysteganus coeruleopunctatus Rhabdosargus sarba Rhabdosargus thorpei Sarpa salpa Sphypraenidae (3 espécie; 6 Sphyraena barracuda Sphyraena jello indivíduos) Sphyraena qenie Synodontidae (1 espécie; 1 indivíduos) Saurida gracilis Abundante e frequente Pouco abundante e frequente Não registado Abundante e pouco frequente Pouco abundante e pouco frequente 33

40 Figura 23. Composição específica anual, dos peixes capturadas pela pesca de margem na RMPPO. 34

41 Figura 24. Peso das espécies mais capturadas por ano pela pesca de margem na RMPPO. 35

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