ARTESIA GESTÃO DE RECURSOS S.A. POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS

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1 ARTESIA GESTÃO DE RECURSOS S.A. POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS São Paulo, 30 de maio de 2016

2 1. Introdução A presente Política de Gestão de Riscos ( Política ) estabelece procedimentos de controle e gerenciamento dos riscos de mercado, concentração, contraparte, operacionais, de crédito, entre outros ( Riscos ), a serem observados com relação a cada uma das carteiras dos fundos de investimento geridos pela Artesia Gestão de Recursos S.A. ( Gestora ), possibilitando o monitoramento, a mensuração e o ajuste permanente de tais Riscos. Os procedimentos descritos nesta Política foram definidos em estrita observância às normas legais e regulamentares estabelecidas pelas autoridades competentes brasileiras, estando alinhados às melhores práticas adotadas pelas instituições participantes do mercado de capitais brasileiro. Entretanto, a observância das normas e procedimentos descritos nesta Política não substitui a observância das normas e procedimentos previstos na legislação e regulamentação vigentes. A presente Política tem vigência a partir da data de sua aprovação pela Assembleia Geral da Gestora e vigorará por prazo indeterminado. Os mecanismos de gerenciamento e controle de Riscos serão revisados anualmente pela Gestora. A Política estará disponível na sede e no website da Gestora. 2. Gestão de Riscos O gerenciamento de risco é um elemento essencial do processo de análise e decisão de investimento adotado pela Gestora na gestão de fundos de investimento. Fundamentalmente, as principais etapas do processo de gerenciamento de Risco a ser adotado pela Gestora devem ser as seguintes: (i) (ii) Identificação de Riscos potenciais (riscos de investimento e riscos operacionais); Análise e avaliação dos Riscos; e (iii) Revisão anual e monitoramento da efetividade dos mecanismos de gerenciamento e controle de Riscos. A área de gestão de riscos da Gestora não é subordinada a nenhuma outra área da Gestora e tem como escopo monitorar a exposição aos fatores de Risco inerentes aos investimentos realizados, devendo analisar as informações dos fundos de investimento, seus limites e volatilidade dos ativos em relação à exposição aos mercados, considerando a relação dos mesmos com os cenários apresentados, buscando identificar os potenciais eventos que

3 possam vir a afetar os resultados da Gestora. A área de gestão de riscos da Gestora é composta pelo Diretor de Normas e poderá ter profissionais responsáveis por monitorar e mensurar os riscos inerentes a cada uma das carteiras sob gestão da Gestora, conforme organograma abaixo: O Diretor de Normas é responsável por: (i) verificar o cumprimento desta Política; (ii) encaminhar mensalmente ao Diretor de Administração de Carteiras o relatório de exposição a Riscos de cada carteira sob gestão da Gestora; e (iii) supervisionar a área de gestão de riscos da Gestora e, se for o caso, terceiro contratado para mensurar os riscos inerentes a cada uma das carteiras de valores mobiliários. Os profissionais da área de gestão de riscos da Gestora: (i) exercem sua função com independência; (ii) não atuam em funções relacionadas à administração de carteiras de valores mobiliários, à intermediação e distribuição ou em qualquer atividade que limite a sua independência, na Gestora ou fora dela. Os limites de exposição a riscos dos fundos de investimento e carteiras administradas pela Gestora serão estabelecidos nos respectivos regulamentos ou contratos de administração de carteira, conforme o caso. A Gestora somente realiza a gestão de fundos de investimento destinados a investidores profissionais, conforme definido na regulamentação aplicável, e, dessa forma, não há limites de exposição de riscos a serem observados. Sem prejuízo do disposto acima, a Gestora pode contratar terceiros para monitorar e mensurar os riscos inerentes a cada uma das carteiras de valores mobiliários, sendo que, nesse caso, supervisionará o terceiro contratado.

4 Qualquer infração às condutas e procedimentos previstos nesta Política deve ser reportada, analisada e, caso aplicável, devidamente sancionada. 3. Riscos Risco de Mercado O monitoramento de risco de mercado utiliza dados históricos e estatísticos para tentar prever o comportamento da economia e, consequentemente, os possíveis cenários que eventualmente afetem os ativos de uma carteira de investimentos. O limite de risco de mercado que um fundo de investimento pode apresentar é calculado e monitorado por meio de relatórios de VaR (Value at Risk) e/ou pelo Stress Test, elaborados com o objetivo de estimar as perdas potenciais dos fundos de investimento sob gestão decorrentes de alterações nas condições dos emissores, flutuações dos preços e das taxas de juros do mercado. O conceito de VaR é muito disseminado na comunidade financeira internacional e permite que o risco de mercado possa ser representado por um único valor monetário, indicando a perda máxima esperada com um certo nível de confiança e para um determinado horizonte de investimento. O Stress Test consiste em verificar os impactos financeiros decorrentes de cenários de mercado com variações mais acentuadas nos preços e taxas. Como o cálculo de VaR apenas captura as variações nos retornos em períodos normais, o Stress Test é uma ferramenta importante para complementar o processo de gerenciamento de risco, principalmente em situações de grandes oscilações no mercado nas quais a volatilidade histórica não está prevendo essa futura oscilação. Risco de Crédito O risco de crédito é a possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, à desvalorização do contrato de crédito decorrente de deterioração na classificação do risco do tomador, redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na renegociação e aos custos da recuperação. Assim, o risco de crédito está associado a possíveis perdas que o credor possa ter pelo não pagamento por parte do devedor dos compromissos assumidos. Caso haja uma situação específica desse tipo, a metodologia de risco de crédito será baseada em pesquisas produzidas por terceiros, com a finalidade de criar parâmetros para a tomada

5 de decisão. Serão utilizados ratings atribuídos pelas principais agências de classificação de riscos. Toda alocação a risco de crédito, quer direta ou indireta, é acompanhada e gerida continuamente, sendo parte integral da estratégia de gestão. Hedges, se oportunos, são adquiridos. Risco de Liquidez A Gestora, no exercício de suas atividades e na esfera de suas atribuições e responsabilidades em relação aos fundos de investimento, desempenhará suas atribuições em conformidade com a política de investimento dos fundos de investimento sob sua gestão e dentro dos limites de seu mandato, promovendo e divulgando de forma transparente as informações a eles relacionadas. A liquidez dos fundos de investimento geridos pela Gestora será gerenciada tendo em vista os montantes que deverão ser destinados ao pagamento de: (i) despesas relativas aos fundos de investimento; e (ii) pedidos de resgate. Com o objetivo de honrar os pagamentos dos resgates, a Gestora estabelecerá um limite máximo de resgate esperado para cada fundo de investimento. O percentual do patrimônio líquido de cada fundo de investimento que poderá ser liquidado até a respectiva data de cotização, com base no número de dias necessários para a liquidação de cada posição, deve ser sempre superior a esse limite. Risco Operacional O risco operacional ocorre pela falta de consistência e adequação dos sistemas de informação, processamento e operações, ou de falhas nos controles internos. São riscos advindos da ocorrência de fragilidades nos processos, que podem ser gerados por falta de regulamentação interna e/ou documentação sobre políticas e procedimentos, que permita eventuais erros no exercício das atividades, podendo resultar em perdas inesperadas. O risco operacional é tratado frequentemente através de procedimentos de validação dos diferentes sistemas existentes em funcionamento na Gestora, tais como: programas computacionais, sistema de telefonia, Internet, entre outros. As atividades de controle operacional desenvolvidas consistem no controle e boletagem das operações, cálculo paralelo de quotas dos fundos de investimento sob sua gestão, acompanhamento da valorização dos ativos e passivos que compõem as carteiras administradas, efetivação das liquidações financeiras das operações e controle e manutenção das posições individuais de cada investidor.

6 A Gestora conta com Plano de Contingência e Continuidade de Negócios que define os procedimentos que deverão ser seguidos pela Gestora, no caso de contingência, de modo a impedir a descontinuidade operacional por problemas técnicos. Foram estipulados estratégias e planos de ação com o intuito de garantir que os serviços essenciais da Gestora sejam devidamente identificados e preservados após a ocorrência de um imprevisto ou um desastre. O Plano de Continuidade contempla as seguintes fases: Planejamento de Gerenciamento de Crises O plano de gerenciamento de crises é o primeiro nível de responsabilidade em situações de emergência, e nele são apresentados os procedimentos de recuperação para a continuidade dos negócios no caso de um desastre. Planejamento de Contingência em TI Contempla as informações necessárias para a recuperação operacional do ambiente de TI em caso de desastre e identifica os recursos requeridos para a restauração das funções. Testes, Manutenção, Divulgação e Conscientização Cenários de testes devem ser desenvolvidos para que situações com maior probabilidade de ocorrência sejam discutidas e definam os requisitos de treinamento para resposta a um desastre. Procedimentos de controle de mudanças e testes periódicos são requeridos para a melhoria continua do plano. Risco de Concentração Em razão das políticas de investimentos, a carteira dos fundos de investimento poderá estar exposta a significativa concentração em ativos de poucos emissores, com os riscos daí decorrentes. A concentração dos investimentos em determinado(s) emissor(es) pode aumentar a exposição da carteira de investimento dos fundos de investimento aos riscos mencionados acima, ocasionando volatilidade no valor de suas quotas. Não há garantia do grau de diversificação que será obtido, ainda que os limites estabelecidos pela regulamentação sejam devida e plenamente observados. Risco de Contraparte Os títulos e valores mobiliários que compõem a carteira dos fundos de investimento estão sujeitos à capacidade das contrapartes do fundo de investimento em honrar os compromissos de pagamento. Assim sendo, as alterações nas condições financeiras das contrapartes de transações dos fundos de investimento e/ou na percepção que os

7 investidores têm sobre tais condições, bem como alterações nas condições econômicas e políticas que possam comprometer a sua capacidade de pagamento, podem trazer impactos significativos em termos de preços e liquidez dos ativos dessas contrapartes. Na hipótese de um problema de falta de capacidade e/ou disposição de pagamento de qualquer das contrapartes nas operações integrantes da carteira do fundo de investimento, estas poderão sofrer perdas. Risco Legal O risco legal decorre do potencial questionamento jurídico da execução dos contratos, processos judiciais ou sentenças contrárias ou adversas àquelas esperadas pela Gestora e que possam causar perdas que afetem negativamente os processos operacionais e/ou a organização da Gestora. Risco de Imagem O risco de imagem decorre da publicidade negativa, verdadeira ou não, em relação à prática da condução dos negócios da Gestora, gerando declínio na base de clientes, litígio ou diminuição da receita. Risco Sistêmico O risco sistêmico decorre de dificuldades financeiras de uma ou mais instituições que provoquem danos substanciais a outras instituições, ou uma ruptura na condução operacional de normalidade do sistema financeiro em geral. ***

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