RESOLUÇÃO N o 01/ CONSU

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1 RESOLUÇÃO N o 01/ CONSU Cria e Regulamenta a Incubadora de Projetos, Empresas e Negócios da Universidade Positivo. O CONSELHO UNIVERSITÁRIO, órgão normativo, consultivo e deliberativo da administração superior, no uso de suas atribuições conferidas pelo Estatuto da Universidade Positivo, resolve, Art. 1 o Fica criada a INCUBADORA DE PROJETOS, EMPRESAS E NEGÓCIOS, referida neste Regulamento como Incubadora, que será regida pelas normas superiores da Universidade Positivo, referida neste Regulamento como UP, pelas normas previstas neste Regulamento e pelas Instruções Normativas da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, órgão ao qual se subordina. Parágrafo único. A Incubadora terá sua sede e funcionará no campus da UP, na Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300, bairro Campo Comprido, cidade de Curitiba, Estado do Paraná. Art. 2 o Este Regulamento define a estrutura e o funcionamento da Incubadora e dispõe sobre as regras de relacionamento com as pessoas naturais e jurídicas que dela façam uso, por utilização da sua infra-estrutura ou beneficiando-se dos serviços por ela prestados. Art. 3 o O objeto da Incubadora é apoiar e assessorar a elaboração de projetos, o desenvolvimento e a implantação de empresas ou outras pessoas jurídicas de direito privado, cujos titulares ou líderes sejam professores, alunos regularmente matriculados, funcionários ou alunos egressos até dois anos. Parágrafo único. Se, durante o andamento do projeto, em qualquer das fases previstas no caput deste artigo, o titular ou líder perder seu vínculo com a UP, a decisão sobre a interrupção ou continuação do vínculo será tomada pela Administração da Incubadora. CAPÍTULO I Das definições Art. 4º Para fins deste Regulamento são definidos os seguintes termos: Incubadora: ambiente dotado de condições que permitam o acesso a serviços especializados, orientação, espaço físico e infra-estrutura técnica, administrativa e operacional. Incubada Interna: organização que utiliza a infra-estrutura e os serviços oferecidos pela Incubadora, mantendo, com esta, vínculo formal por Termo de Compromisso. 1

2 I Incubada Externa: organização abrigada na Incubadora que não utiliza o espaço físico interno, mas sim os serviços oferecidos pela Incubadora, mantendo vínculo formal. Entende-se que a empresa incubada externa tenha formalização legal perante os órgãos competentes; I Empresa Graduada: organização que passa pelo processo de incubação e que alcança desenvolvimento suficiente para ser habilitada a sair da Incubadora, podendo, porém, a empresa graduada continuar mantendo vínculo com a Incubadora na condição de empresa associada; Empresa Associada: organização graduada na Incubadora, que utiliza alguns serviços específicos da Incubadora, mediante vínculo formal e se dispõe a colaborar com a Incubadora; V Unidade de Incubação: estrutura física e de pessoal alocada nas instalações da Universidade Positivo, destinada à instalação de empresas de direito privado. Art. 5 o Os objetivos da Incubadora são: CAPÍTULO II Dos objetivos identificar empreendedores e desenvolver o espírito empreendedor entre os membros da comunidade universitária; estimular a criação e o desenvolvimento de empresas e outras pessoas jurídicas de direito privado; I facilitar o acesso das incubadas às inovações tecnológicas e gerenciais; I estimular o associativismo, as parcerias e outras formas de integração entre as incubadas, visando ao intercâmbio de tecnologia, de serviços e de sistemas de gestão; promover relações entre as incubadas e convênios de cooperação técnica, científica ou financeira. Parágrafo único. Na avaliação e julgamento das propostas submetidas à Incubadora deverão ser considerados, entre outros a critério da sua administração, os seguintes aspectos: diferencial de mercado; I existência de demanda; viabilidade técnica e econômica; I incorporação de inovação; impacto do bem ou do serviço no mercado; V possibilidade de interação com a UP; 2

3 V participação dos participantes em eventos sobre empreendedorismo; VI capacidade empreendedora dos proponentes; IX - admissão por processo de seleção das propostas em razão do mérito. CAPÍTULO III Da administração da Incubadora Art. 6 o A Incubadora será administrada por um Coordenador, nomeado pelo Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, auxiliado por técnicos administrativos e/ou estagiários, cujas atribuições são: I gerenciar a infra-estrutura, os recursos materiais e os recursos humanos sob responsabilidade da Incubadora; elaborar o planejamento e as normas de funcionamento necessários ao cumprimento dos objetivos da Incubadora; avaliar e selecionar as propostas submetidas à sua apreciação, nos termos e critérios previamente definidos; I apoiar as incubadas em suas necessidades de consultoria, pesquisa, orientação e outras, tanto entre os profissionais da UP ou externos a ela; apoiar, orientar e acompanhar as atividades dos planos de negócios e dos projetos das incubadas; V realizar outras atividades necessárias ao cumprimento dos objetivos da Incubadora, bem como aquelas que lhe forem cometidas pela administração superior da UP. Art. 7 o A Incubadora não é responsável solidária ou subsidiária por qualquer obrigação de natureza legal, fiscal, previdenciária ou trabalhista das incubadas, em razão das relações firmadas entre ambos. Art. 8 o À Incubadora é vedado prestar aval ou fiança em obrigações financeiras de qualquer natureza que venham a ser assumidas pelas incubadas, bem como não responde por prejuízos ou ausência de resultados decorrentes de eventual inviabilidade do projeto ou negócio desenvolvido pelas incubadas. CAPÍTULO IV Das obrigações e responsabilidades das Incubadas Art. 9 o As incubadas deverão observar, sem prejuízo de outras, as seguintes regras: contratar um estagiário para uma jornada de trabalho de, no mínimo, quatro horas diárias, quando ocuparem espaço físico nas instalações da Incubadora; participar das atividades, eventos ou outros tipos de solicitações da Incubadora; 3

4 I cumprir o cronograma fixado pela Incubadora ou estabelecido de comum acordo; I obedecer a este regulamento e outras normas que lhes forem cometidas pela Incubadora. Art. 10. O prazo de permanência das incubadas ou vínculo com a Incubadora será de: para projeto de empresa ou pessoa jurídica: máximo de 6 (seis) meses, prorrogável por mais 6 (seis) meses a critério do Coordenador da Incubadora; I para incubada interna ou externa: máximo de 12 (doze) meses, prorrogável por mais 12 (doze) meses, a critério do Coordenador da Incubadora; para empresa associada: prazo indeterminado, observadas as suas relações de colaboração com a Incubadora. Parágrafo único. No caso dos incisos I e II do caput deste artigo, a passagem para o próximo estágio deverá dar-se com observância dos seguintes critérios: conclusão do plano de negócios segundo modelo da Incubadora e conclusão do processo de formalização legal da empresa ou pessoa jurídica. Art. 11. O desligamento das incubadas ocorrerá quando: vencer o prazo de incubação; I houver desvio dos objetivos ou dissolução da equipe de responsáveis pelo projeto de pesquisa e ou sócios ou proprietários da empresa incubada; houver infringência de qualquer dispositivo deste Regulamento, a critério da do Coordenador da Incubadora, respeitado o direito de defesa da incubada; I não participar das atividades, eventos, e ou outro tipo de convocação solicitada pela Incubadora; apresentar riscos à idoneidade da Incubadora; 1 o Ocorrendo o desligamento da Incubada, deverá ela entregar à Incubadora, nas mesmas condições em que recebeu, as instalações e os equipamentos cujo uso lhe foi permitido. 2 o As benfeitorias decorrentes de alterações e reformas porventura realizadas serão incorporadas automaticamente ao patrimônio da Incubadora. Art. 12. O titular e os demais participantes dos negócios ou projetos das incubadas não terão qualquer vínculo de emprego assalariado ou contratual autônomo com a Incubadora nem com a UP. Art. 13. As incubadas respondem juridicamente pelos prejuízos ou danos que venham a causar à Incubadora, à UP ou a terceiros, em decorrência da utilização da infra-estrutura e demais recursos da Incubadora e de eventuais parceiros. 4

5 Art. 14. Às incubadas são vedados o manuseio e a utilização de equipamentos, materiais ou substâncias que produzam sons, odores, poluição ou emissão de gases, bem como outras características consideradas ilegais ou incompatíveis com as atividades do câmpus universitário ou, ainda, consideradas inseguras e perigosas à vida e ao patrimônio. Art. 15. O vínculo das incubadas com a Incubadora será estabelecido por um Termo de Compromisso, do qual farão parte este Regulamento e as Normas de Funcionamento aplicáveis ao caso baixadas pela Administração da Incubadora. CAPÍTULO V Da propriedade industrial Art. 16. Os direitos de propriedade intelectual serão tratados caso a caso, considerando-se o grau de envolvimento da Incubadora na criação, desenvolvimento ou aperfeiçoamento de modelos ou processos utilizados pela Incubada, com observância da legislação aplicável. CAPÍTULO VI Das disposições finais Art. 17. A Incubadora resolverá os casos omissos Regulamento, podendo decidir sobre normas complementares ou alteração das já existentes, visando sempre a proporcionar melhores condições de funcionamento à Incubadora, sob aprovação do Pró-Reitor de Pró- Graduação e Pesquisa. Art. 18. Este Regulamento entra em vigor na data de sua aprovação pelo Conselho Universitário, revogadas as disposições em contrário. Curitiba (PR), 1 o de março de Prof. Oriovisto Guimarães Reitor 5

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