Formação Modular Automóvel
|
|
|
- Nelson Coelho Silva
- 8 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1
2
3 Colecção Formação Modular Automóvel Título do Módulo Suporte Didáctico Manual Técnico - Formando Coordenação Técnico-Pedagógica Direcção Editorial CEPRA - Centro de Formação Profissional da Reparação Automóvel Departamento Técnico Pedagógico CEPRA - Direcção Autor CEPRA - Desenvolvimento Curricular Maquetagem CEPRA Núcleo de Apoio Gráfico Propriedade Instituto de Emprego e Formação Profissional Av. José Malhoa, Lisboa Edição 1.0 Portugal, Lisboa, 2007/11/02 Depósito Legal /07
4
5 Índice ÍNDICE DOCUMENTOS DE ENTRADA OBJECTIVOS GERAIS...E.1 OBJECTIVOS ESPECÍFICOS...E.1 CORPO DO MÓDULO 0 - INTRODUÇÃO NOÇÕES SOBRE LEGISLAÇÃO processo legislativo processo de formação das leis da assembleia da república processo de formação dos decretos-lei pelo governo outros diplomas caducidade e revogação da lei legislação da c.e DIPLOMAS LEGAIS Despacho n.º 11366/2002 de 21 de Maio Decreto-Lei n.º 61/2004 de 22 de Março Decreto-Lei n.º 58/2004 de 19 de Março Decreto-Lei n.º 92/2003 de 30 de Abril Decreto-Lei n.º 131/2006 de 11 de Julho Decreto-Lei n.º 99/2005 de 21 de Junho Despacho DGV nº 45/96 de 24 Dezembro Despacho n.º 671/2003 de 14 de Janeiro Despacho n.º 877/2003 de 16 de Janeiro Despacho n.º 1018/98 de 16 de Janeiro Despacho n.º /98 de 15 de Outubro Decreto-Lei n.º 93/2002 de 12 de Abril Decreto-Lei n.o 46/2005 de 23 de Fevereiro Decreto-Lei n.º 80/2002 de 4 de Abril Despacho n.o /2004 (2.a série) Despacho n.o /2005 (2.a série) Despacho n.º / Lei n.o 13/2006 de 17 de Abril Lei n.o 17-A/2006 de 26 de Maio Portaria n.º 131/2006 de 16 de Fevereiro Portaria n.º 331-B/98 de 1 de Junho Portaria n.º 682/96 de 21 de Novembro Portaria n.º 930/2005 de 28 de Setembro BIBLIOGRAFIA...C.1 DOCUMENTOS DE SAÍDA PÓS-TESTE...S.1 CORRIGENDA DO PÓS-TESTE...S.4
6
7 DOCUMENTOS DE ENTRADA
8
9 Objectivos Gerais e Específicos OBJECTIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS No final deste módulo, o formando deverá ser capaz de: OBJECTIVO GERAL Consultar legislação aplicável a homologações e inspecções extraordinárias e para atribuição de nova matrícula, em veículos pesados e reboques OBJECTIVOS ESPECÍFICOS Consultar Decretos-Lei aplicáveis a Inspecções Extraordinárias e a Inspecção para Atribuição de Nova Matrícula Consultar Decretos aplicáveis a Inspecções Extraordinárias e a Inspecção para Atribuição de Nova Matrícula Consultar Decretos Regulamentares aplicáveis a Inspecções Extraordinárias e a Inspecção para Atribuição de Nova Matrícula Consultar Decretos Legislativos Regionais aplicáveis a Inspecções Extraordinárias e a Inspecção para Atribuição de Nova Matrícula Consultar Portarias aplicáveis a Inspecções Extraordinárias e a Inspecção para Atribuição de Nova Matrícula Consultar Despachos aplicáveis a Inspecções Extraordinárias e a Inspecção para Atribuição de Nova Matrícula Consultar Despachos DGV aplicáveis a Inspecções Extraordinárias e a Inspecção para Atribuição de Nova Matrícula Consultar Circulares ITVA aplicáveis a Inspecções Extraordinárias e a Inspecção para Atribuição de Nova Matrícula E.1
10 Objectivos Gerais e Específicos Consultar Circulares CIPO aplicáveis a Inspecções Extraordinárias e a Inspecção para Atribuição de Nova Matrícula Consultar Circulares DGV aplicáveis a Inspecções Extraordinárias e a Inspecção para Atribuição de Nova Matrícula Consultar Leis aplicáveis a Inspecções Extraordinárias e a Inspecção para Atribuição de Nova Matrícula Consultar Outros Documentos aplicáveis a Inspecções Extraordinárias e a Inspecção para Atribuição de Nova Matrícula E.2
11 CORPO DO MÓDULO
12
13 Introdução 0 - INTRODUÇÃO As inspecções extraordinárias após colisão e para atribuição de nova matrícula, em veículos pesados e reboques, realizadas pelos inspectores dos Centros de Inspecção de categoria B, implicam da parte destes um bom conhecimento da legislação aplicável em vigor. Neste módulo, destinado aos cursos para obtenção de Licença de Inspector tipo D, pretende-se que o inspector conheça o enquadramento legal em vigor sobre as inspecções a veículos pesados e reboques e sobre homologações. O inspector que conhece e sabe consultar a legislação aplicável à sua profissão, tem meio caminho andado para uma boa execução do seu trabalho. 0.1
14
15 Noções sobre Legislação 1 - NOÇÕES SOBRE LEGISLAÇÃO A legislação portuguesa comporta um conjunto de normas impostas pelo estado, limitando o livre arbítrio, garantindo as condições fundamentais da vida em sociedade. A lei, ao ser aplicada, não distingue pessoas, sendo aplicável a todos de igual modo, garantindo a uniformidade de execução das várias actividades, pois a regulamentação das actividades permite impor regras que todos têm que cumprir. O não respeito da legislação implica que o infractor esteja sujeito a uma sanção, que pode ser a multa, coima, indemnizações ou outras, em função do tipo de infracção cometida. O conhecimento da legislação é de fundamental importância para o inspector, pois esta actividade está legislada, sendo por isso necessário o cumprimento da legislação. Para um melhor entendimento do tipo de documentos que serão estudados e analisados posteriormente, indicam-se de seguida algumas noções úteis Processo legislativo Em Portugal o processo Legislativo cabe à Assembleia da República ou ao Governo consoante as respectivas matérias de competência legislativa. Os diplomas emanados da Assembleia da República têm a designação de Leis e os diplomas emanados do Governo têm a designação de Decretos-Lei PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS LEIS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Este processo inicia-se com o projecto de lei (texto apresentado pelos Deputados ou pelos Grupos Parlamentares à Assembleia da República para que esta se pronuncie) ou com a proposta de lei (texto apresentado pelo Governo à Assembleia da República para que esta se pronuncie), depois de aprovado pela Assembleia da República, designa-se por Decreto e, só após promulgação pelo Presidente da República, é publicado como Lei. A promulgação é um acto pelo qual o Presidente da República atesta solenemente a existência de norma jurídica e intima à sua observação. O Presidente da República poderá não promulgar o diploma e exercer o direito de veto, que poderá ser jurídico ou político. A promulgação é uma etapa essencial no decorrer do processo legislativo, pois, só após esta, o texto torna a designação de Lei e a falta de promulgação tem como consequência a Inexistência Jurídica do Acto. 1.1
16 Noções sobre Legislação Após a promulgação, o diploma é enviado ao Governo para referenda ministerial, seguindo-se a publicação no Diário da República sob a forma de LEI, para a sua entrada em vigor PROCESSO DE FORMAÇÃO DOS DECRETOS-LEI PELO GOVERNO Nas suas competências legislativas pode optar por uma de duas situações: Assinaturas sucessivas: O texto do diploma é submetido separadamente à assinatura do Primeiro-Ministro e de cada um dos ministros competentes. Uma vez obtidas as assinaturas, o diploma é enviado ao Presidente da República para promulgação. Aprovação em Conselho de Ministros: O texto do respectivo Decreto-Lei é apresentado e aprovado em Conselho de Ministros, sendo depois enviado ao Presidente da República para promulgação. Em caso de veto, o Governo pode: Arquivar. Alterar. Enviar para a Assembleia da República sob a forma de Proposta de Lei OUTROS DIPLOMAS Além das Leis e Decretos-Lei, é habitual referirem-se outros termos, como por exemplo, Portaria, Decreto Regulamentar, Despacho ou Rectificação. As Portarias são diplomas legais elaborados por um ou mais Ministérios e nos casos da legislação sobre inspecções, as Portarias existentes publicam, fundamentalmente, regulamentos técnicos. Os Decretos Regulamentares são emanados de um ou mais Ministérios e o seu formulário é idêntico ao dos Decretos-Lei Caducidade e revogação da lei Uma lei pode deixar de estar em vigor por ter caducado ou por ter sido revogada. CADUCIDADE DA LEI: Quando esta deixa de vigorar por força de qualquer circunstância inerente à própria lei. Exemplos: Se a lei traz consigo a indicação do prazo de sua vigência, caduca logo que o prazo fixado se esgota. Na hipótese de a lei se destinar à realização de certo fim, a lei caduca logo que esse fim é atingido ou 1.2
17 Noções sobre Legislação se torna inviável, e se a lei se destina a vigorar apenas enquanto durar certo estado de coisas, caduca logo que cesse esse estado de coisas (estado de guerra, estado de sítio, etc...). REVOGAÇÃO DA LEI: Quando deixa de vigorar em virtude duma nova manifestação de vontade do legislador (em virtude de uma nova lei contrária à anterior). A revogação duma lei pode ser classificada quanto à sua extensão como: a) Total - Quanto todas as disposições da lei são atingidas pela nova lei. b) Parcial - Quanto só algumas disposições da lei são atingidas pela nova lei, conservando as outras. A revogação também pode ser classificada quanto à sua forma: a) Expressa - Se a nova lei diz concretamente qual a lei ou as disposições anteriores que ficam revogadas. b) Tácita - Se falta essa indicação expressa resultando a revogação da incompatibilidade existente entre a nova lei e a anterior conjugada com o principio geral da prevalência da vontade mais recente do legislador. NOTA: Uma lei revogada não revive se a lei que a revogou é por sua vez revogada ou se caduca. É necessário para o seu renascimento, que o legislador o diga expressamente LEGISLAÇÃO DA C.E. REGULAMENTOS: É uma lei obrigatória directamente aplicável em todos os estados membros sem necessidade de qualquer medida nacional de transposição. DIRECTIVAS: Uma directiva é uma lei comunitária que vincula os estados membros quanto ao resultado a alcançar, deixando, no entanto, liberdade às instâncias nacionais quanto à forma e aos meios. A prática revela que na maioria dos casos é necessário adoptar legislação nacional de transposição na forma mais adequada para cada estado membro. DECISÕES: Uma decisão é obrigatória em todos os seus elementos para os destinatários que ela designar. Não existem qualquer legislação nacional de transposição. RECOMENDAÇÕES: Uma recomendação não é vinculativa (não é uma lei). 1.3
18 Noções sobre Legislação A legislação da CE limita-se a estabelecer as exigências ou requisitos essenciais que os produtos devem satisfazer. Essas exigências fixam níveis de protecção no que diz respeito à saúde e à segurança para toda a comunidade. Os produtos que satisfaçam as exigências essenciais requeridas pelas directivas envolvidas são reconhecíveis pela marcação «CE» que ostentam. A sua utilização e aposição foram harmonizadas em 1993 pela decisão 93/465/CEE. A marcação indica também indirectamente que o fabricante se submeteu a todos os procedimentos de avaliação previstos para o seu produto e simplifico. Por outro lado, as obrigações dos fabricantes quanto à marcação facilita os controlos e sobretudo concede a livre circulação do produto e a sua colocação em venda e em serviço no mercado comunitário. 1.4
19 2 - DIPLOMAS LEGAIS Apresentam-se de seguida os diplomas aplicáveis à homologação de veículos pesados e reboques Despacho n.º 11366/2002 de 21 de Maio Alteração da distância entre eixos em automóveis da categoria N. Despacho n.o /2002 (2.a série). Alteração da distância entre eixos em automóveis da categoria N. Considerando que é objectivo desta Direcção-Geral descentralizar actividades, como forma de reduzir circuitos e simplificar processos; Considerando que a análise de pedidos de aprovação da alteração da distância entre eixos em automóveis da categoria N (mercadorias) se insere no objectivo anteriormente estabelecido; Tendo ainda em vista que a alteração da característica enunciada no n.o 4.o da alínea b) do n.o 2 do artigo 27.o do Regulamento do Código da Estrada implica que o proprietário do veículo requeira a substituição do documento de identificação do veículo: Determino o seguinte: 1 Os pedidos de aprovação da alteração da distância entre eixos em automóveis da categoria N, com quadro do tipo longarina, devem ser apresentados nos serviços regionais desta Direcção-Geral. 2 Os pedidos referidos no número anterior devem ser requeridos através da apresentação de: a) Impresso modelo n.o 1402; b) Declaração do fabricante ou representante oficial da marca, do modelo constante do anexo I ao presente despacho; c) Indicação da entidade que irá realizar a transformação; d) Taxa correspondente à aprovação de uma transformação e taxa relativa à substituição do documento de identificação do veículo. 3 O serviço regional efectua a análise do pedido e, no caso de a transformação ser viável, emite a competente autorização. 4 A execução da alteração deve ser efectuada directamente pelo fabricante ou representante oficial do fabricante ou por entidade em quem o mesmo delegue. 5 Após execução da transformação, o veículo deve ser submetido a inspecção extraordinária, devendo o requerente apresentar certificado do modelo constante no anexo II ao presente despacho e que dele faz parte integrante. 6 No caso de o veículo ser aprovado na inspecção referida no número anterior, deve ser emitido novo documento de identificação, devidamente alterado. 7 Não é permitida a alteração da distância entre eixos nos automóveis da categoria N alimentados a gás. 8 O presente despacho entra imediatamente em vigor. 2 de Maio de O Director-Geral, António Nunes. 2.1
20 2.2 - Decreto-Lei n.º 61/2004 de 22 de Março Com a publicação do presente diploma transpõe-se para o direito interno a Directiva n.º 2003/19/CE, da Comissão, de 21 Março, que altera a Directiva n.º 97/27/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de Julho, aprovando o Regulamento Relativo às Massas e Dimensões de Determinadas Categorias de Automóveis e Seus Reboques. Decreto-Lei n.o 61/2004 de 22 de Março Com a publicação do presente diploma transpõe-se para o direito interno a Directiva n.o 2003/19/CE, da Comissão, de 21 Março, que altera a Directiva n.o 97/27/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de Julho, aprovando o Regulamento Relativo às Massas e Dimensões de Determinadas Categorias de Automóveis e Seus Reboques. Face à experiência adquirida com a aplicação da Directiva n.o 97/27/CE, é necessário alterar e reformular de um modo mais preciso determinadas disposições nela contidas para assegurar uma interpretação uniforme em todos os Estados membros. A Directiva n.o 96/53/CE, do Conselho, de 25 de Julho, que fixa as dimensões máximas autorizadas no tráfego nacional e internacional e os pesos máximos autorizados no tráfego internacional para certos veículos rodoviários em circulação na Comunidade, com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva n.o 2002/7/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, permite o aumento das dimensões de certos veículos e, em particular, do comprimento máximo dos veículos pesados de passageiros. A fim de possibilitar a homologação CE de veículos que atinjam o comprimento máximo permitido, é necessário alterar, nesse sentido, o disposto na Directiva n.o 97/27/CE. Pelo presente Regulamento pretende-se, também, proceder à regulamentação do n.o 3 do artigo 114.o do Código da Estrada, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 114/94, de 3 de Maio, com as alterações introduzidas pelos Decretos-Leis n.os 214/96, de 20 de Novembro, 2/98, de 3 de Janeiro, 162/2001, de 22 de Maio, e 2.2
21 265-A/2001, de 28 de Setembro, e pela Lei n.o 20/2002, de 21 de Agosto. Assim: Nos termos da alínea a) do n.o 1 do artigo 198.o da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo 1.o Objecto 1 O presente diploma transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.o 2003/19/CE, da Comissão, de 21 de Março, aprovando o Regulamento Relativo às Massas e Dimensões de Determinadas Categorias de Automóveis e Seus Reboques, cujo texto se publica em anexo e dele faz parte integrante. 2 Os anexos ao Regulamento aprovado nos termos do número anterior fazem dele parte integrante. Artigo 2.o Homologações anteriores O Regulamento ora aprovado não invalida quaisquer homologações concedidas nos termos da Directiva n.o 97/27/CE nem impede a extensão de tais homologações ao abrigo do disposto na directiva com base na qual tenham sido concedidas. Artigo 3.o Produção de efeitos 1 A partir da entrada em vigor do presente diploma, e caso os veículos satisfaçam o disposto no Regulamento ora aprovado, por motivos relacionados com as massas e dimensões, não é permitido: a) Recusar a um modelo de veículo das categorias M2, M3, N ou O a concessão da homologação CE ou da homologação de âmbito nacional; b) Recusar a um modelo de veículo das categorias M2, M3, N ou O a atribuição das massas para efeitos de matrícula/circulação; c) Proibir a matrícula, venda ou entrada em circulação de veículos das categorias M2, M3, N ou O. 2 A partir de 1 de Outubro de 2004, não é permitido conceder a homologação e deve ser recusada a homologação de âmbito nacional a um modelo de veículo das categorias M2, M3, N ou O, por motivos relacionados com as suas massas e dimensões, caso se verifique o incumprimento do disposto no Regulamento ora aprovado. 3 Deve ser recusada, até 9 de Março de 2005, a concessão de uma homologação de âmbito nacional a um modelo de veículo, bem como recusada ou proibida a venda, a matrícula, a entrada em circulação ou a utilização de um veículo e ainda considerado inválido o respectivo certificado de conformidade, caso se verifique o incumprimento dos critérios de manobrabilidade previstos no diploma ora aprovado. Artigo 4.o Revogação É revogado o anexo I da Portaria n.o 1080/97, de 29 de Outubro, no que se refere aos pesos e dimensões dos automóveis e seus reboques de todas as categorias, exceptuando os da categoria M1. Artigo 5.o Entrada em vigor O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 23 de Dezembro de José Manuel Durão Barroso Maria Teresa Pinto Basto Gouveia António Jorge de Figueiredo Lopes Carlos Manuel Tavares da Silva. Promulgado em 26 de Fevereiro de Publique-se. O Presidente da República, JORGE SAMPAIO. Referendado em 2 de Março de O Primeiro-Ministro, José Manuel Durão Barroso. ANEXO REGULAMENTO RELATIVO ÀS MASSAS E DIMENSÕES DE DETERMINADAS CATEGORIAS DE AUTOMÓVEIS E SEUS REBOQUES CAPÍTULO I Massas e dimensões dos automóveis das categorias M2, M3 e N e dos reboques da categoria O SECÇÃO I Do âmbito de aplicação e das definições Artigo 1.o Âmbito de aplicação O presente Regulamento aplica-se às massas e dimensões dos automóveis das categorias M2, M3 e N e dos reboques da categoria O, tal como definidos no anexo II-A do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 72/2000, de 6 de Maio, e alterado pelo Decreto-Lei n.o 72-B/2003, de 14 de Abril. 2.3
22 Artigo 2.o Definições Para efeitos do disposto no presente Regulamento, entende-se por: 1) «Veículo» qualquer automóvel tal como definido na alínea d) do artigo 2.o do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas; 2) Automóveis da categoria N: a) «Veículo de mercadorias» um automóvel das categorias N1, N2 ou N3 concebido e construído exclusiva ou principalmente para o transporte de mercadorias, podendo igualmente atrelar um reboque; b) «Veículo de tracção ou tractor» um automóvel das categorias N1, N2 ou N3 concebido e construído exclusiva ou principalmente para atrelar reboques; c) «Veículo de tracção de reboques ou tractor rodoviário» um veículo de tracção concebido e construído exclusiva ou principalmente para atrelar reboques, mas não semi-reboques, podendo ser equipado com uma plataforma de carga; d) «Veículo de tracção de semi-reboques ou tractor de semi-reboque» um veículo de tracção concebido e construído exclusiva ou principalmente para atrelar semi-reboques; 3) Automóveis das categorias M2 ou M3: a) «Autocarro» um veículo de um ou dois pisos, rígidos ou articulados, das categorias M2 e M3, definidas na parte A do anexo II do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas; b) «Classe de autocarro» qualquer das classes de veículos definidas nos n.os 2 e 3 do artigo 2.o do Regulamento sobre Disposições Especiais Aplicáveis aos Automóveis Pesados de Passageiros, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 58/2004, de 19 de Março. c) «Autocarro articulado» um veículo definido no n.o 4 do artigo 2.o do Regulamento referido na alínea anterior; d) «Autocarro de dois pisos» um veículo definido no n.o 8 do artigo 2.o do referido Regulamento; 4) Veículos da categoria O: a) «Veículo rebocado ou reboque» um veículo sem propulsão própria concebido e construído para ser rebocado por um automóvel; b) «Semi-reboque» um veículo rebocado concebido para ser acoplado a umveículo de tracção de semi-reboques ou a umeixo de apoio e para transmitir uma carga vertical considerável ao veículo de tracção ou ao eixo de apoio; c) «Reboque com barra de tracção» um veículo rebocado com, pelo menos, dois eixos, dos quais um eixo direccional, e equipado com um dispositivo de reboque capaz de mover-se verticalmente em relação ao reboque, e que não transmite uma carga considerável ao veículo tractor (menos de 100 dan), sendo um semi-reboque acoplado a um eixo de apoio considerado como um reboque com barra de tracção; d) «Reboque de eixo central» um reboque com barra de tracção rígida em que o ou os eixos se situam perto do centro de gravidade do veículo, quando uniformemente carregado, de modo que apenas uma pequena carga vertical estática, não superior a 10 % da carga correspondente à massa máxima do reboque ou a uma carga de 1000 dan, considerando-se a que for menor, é transmitida ao veículo tractor; 5) As definições incluídas nos anexos I e II do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes ou Unidades Técnicas são aplicáveis ao presente Regulamento. Artigo 3.o Outras definições Para efeitos do disposto no presente Regulamento, entende-se por: 1) «Conjunto de eixos» os eixos pertencentes a um mesmo grupo, recebendo um conjunto de dois eixos a designação de eixo duplo, um conjunto de três é designado por eixo triplo; por convenção, considera-se um eixo simples como um conjunto de um único eixo; 2) «Dimensões do veículo» as dimensões do veículo, baseadas na sua construção e comunicadas pelo fabricante; 3) «Comprimento do veículo» uma dimensão que é medida de acordo com a norma ISO , termo n.o 6.1, não devendo para além do disposto na referida norma, na medição do comprimento do veículo, ser tomados em consideração os seguintes dispositivos: a) Limpa-pára-brisas e dispositivos de lavagem; b) Chapas identificativas dianteiras ou traseiras; c) Dispositivos de selagem aduaneira e sua protecção; d) Dispositivos de fixação de oleados e sua protecção; e) Faróis; f) Espelhos e outros dispositivos para visão indirecta; 2.4
23 g) Auxiliares de observação; h) Tubos de admissão de ar; i) Batentes para caixa desmontável; j) Degraus e estribos de acesso e dispositivos de retenção para passageiros; k) Borrachas e equipamento similar; l) Plataformas de elevação, rampas de acesso e outro equipamento similar em ordem de marcha que não ultrapasse 300 mm, desde que a capacidade de carga do veículo não aumente; m) Dispositivos de engate para automóveis; n) Dispositivos de ligação aérea à rede eléctrica em veículos de propulsão eléctrica; o) Pára-sóis exteriores; 4) «Largura do veículo» uma dimensão que é medida de acordo com a norma ISO , termo n.o 6.2, não devendo para além do disposto na referida norma, na medição da largura do veículo, ser tomados em consideração os seguintes dispositivos: a) Dispositivos de selagem aduaneira e sua protecção; b) Dispositivos de fixação de oleados e sua protecção; c) Dispositivos de aviso de rebentamento dos pneus; d) Peças flexíveis salientes de sistemas antiprojecção; e) Faróis; f) Para veículos das categorias M2 e M3, rampas de acesso em ordem de marcha, plataformas de elevação e outro equipamento semelhante em ordem de marcha que não ultrapasse 10 mm em relação à face lateral do veículo, desde que os cantos posteriores e anteriores das rampas sejam arredondados com um raio não inferior a 5 mm e as arestas sejam boleadas com um raio não inferior a 2,5 mm; g) Espelhos e outros dispositivos para visão indirecta; h) Indicadores de pressão dos pneus; i) Degraus e estribos retrácteis; j) As partes deflectidas das paredes dos pneus imediatamente acima do ponto de contacto com o solo; k) Auxiliares de observação; l) Dispositivos de guiamento laterais retrácteis de autocarros e camionetas de passageiros destinados a ser utilizados em sistemas de guiamento de autocarros, se não estiverem retraídos; 5) «Altura do veículo» uma dimensão que é medida de acordo com a norma ISO , termo n.o 6.3, não devendo para além do disposto na referida norma, na medição da altura do veículo, ser tomados em consideração os seguintes dispositivos: a) Antenas; b) Pantógrafos ou varas de tróleis na sua posição elevada, devendo, no caso dos veículos com dispositivos de elevação do ou dos veios, o efeito deste dispositivo ser tomado em consideração; 6) «Comprimento da zona de carga de um veículo que não seja um veículo de tracção de semi- -reboque ou um semi-reboque» a distância compreendida entre o ponto extremo dianteiro da zona de carga e o ponto extremo traseiro do veículo, medida horizontalmente no plano longitudinal do veículo, não devendo na medição desta distância ser tomados em consideração: a) A área de carga situada à frente do ponto extremo da retaguarda da cabina; b) Os dispositivos referidos no n.o 3 supra; c) As unidades de arrefecimento salientes ou outros equipamentos auxiliares situados à frente da zona de carga; 7) «Massa do veículo em ordem de marcha» a massa definida no n.o 2.6 do anexo I do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes ou Unidades Técnicas; 8) «Massa máxima em carga tecnicamente admissível (M)» a massa máxima do veículo, com base na sua construção e capacidade, declarada pelo fabricante; 9) «Massa máxima tecnicamente admissível no eixo (m)» a massa correspondente à carga máxima estática vertical admissível exercida pelo eixo na superfície do solo, determinada com base na construção do veículo e do eixo e declarada pelo fabricante do veículo; nos veículos da categoria N1, a massa máxima tecnicamente admissível sobre o ou os eixos da retaguarda não pode ser excedida em mais de 15 % e a massa máxima em carga tecnicamente admissível do veículo não pode ser excedida em mais de 10 %ou 100 kg, conforme o valor mais baixo, a aplicar apenas no caso de um reboque de um veículo tractor, desde que a velocidade de funcionamento seja limitada a 80 km/h, ou menos; o fabricante do veículo deve indicar quaisquer das referidas restrições de velocidade ou outras condições de funcionamento no manual do utilizador; 10) «Massa máxima tecnicamente admissível num conjunto de eixos (l)» a massa correspondente à carga máxima estática vertical admissível exercida pelo conjunto de eixos na superfície do solo, determinada com base na construção do veículo e do conjunto de eixos, declarada pelo fabricante do veículo; 2.5
24 11) «Massa rebocável» a carga total exercida na superfície do solo pelo(s) eixo(s) do(s) veículo(s) rebocado(s); 12) «Massa máxima rebocável tecnicamente admissível (TM)» a massa máxima rebocável declarada pelo fabricante; 13) «Massa máxima tecnicamente admissível no ponto de engate de um automóvel» a massa correspondente à carga máxima vertical estática admissível no ponto de engate, determinada com base na construção do automóvel e ou do dispositivo de engate e conforme declarada pelo fabricante, não incluindo por definição a massa do dispositivo de engate do automóvel; 14) «Massa máxima tecnicamente admissível no ponto de engate do semi-reboque ou do reboque de eixo central» a massa correspondente à carga vertical estática máxima admissível a transferir pelo reboque ao veículo de tracção no ponto de engate declarada pelo fabricante; 15) «Massa máxima em carga tecnicamente admissível do conjunto de veículos (MC)» a massa total do conjunto formado pelo automóvel e pelo(s) seu(s) reboque(s) declarada pelo fabricante; no caso de conjuntos de semi-reboques ou de reboques de eixo central, deve ser utilizada a massa máxima tecnicamente admissível sobre o eixo do reboque, em vez da massa máxima em carga tecnicamente admissível M; 16) «Dispositivo de elevação do ou dos eixos» qualquer dispositivo com que o veículo se encontre permanentemente equipado para reduzir ou aumentar a carga no ou nos eixos, de acordo com as condições de carga do veículo, mediante o levantamento/descida das rodas em relação ao pavimento ou, sem levantamento das rodas em relação ao pavimento, nomeadamente no caso dos sistemas de suspensão pneumática ou outros sistemas, a fim de reduzir o desgaste dos pneus quando o veículo não se encontre completamente carregado e ou de facilitar o arranque dos automóveis ou conjuntos de veículos em pisos escorregadios mediante o aumento da carga no eixo motor; 17) «Eixo retráctil» um eixo que pode ser levantado/ descido pelo respectivo dispositivo de elevação de acordo com o disposto na primeira parte do número anterior; 18) «Eixo deslastrável» um eixo cuja carga pode ser modificada sem levantar as rodas, mediante a utilização do dispositivo de elevação do eixo, de acordo com o disposto na segunda parte do n.o 16) do presente artigo; 19) «Suspensão pneumática» um sistema de suspensão em que, pelo menos, 75 % do efeito de mola é causado pela elasticidade do ar; 20) «Suspensão reconhecida como equivalente à suspensão pneumática» um sistema de suspensão para o eixo ou conjunto de eixos de um veículo, nos termos do disposto nos artigos 28.o a 30.o do presente Regulamento; 21) «Modelo de veículo» veículos que não diferem entre si nos seguintes pontos fundamentais: a) Fabricante; b) Aspectos essenciais da construção e do projecto, tal como referido no artigo 6.o do presente Regulamento. SECÇÃO II Das disposições gerais Artigo 4.o Veículos para fins especiais Os veículos completos ou completados da categoria N que não sejam veículos de mercadorias nem veículos de tracção são considerados veículos para fins especiais. Artigo 5.o Massa máxima 1 A categoria do veículo é determinada em conformidade com o anexo II do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes ou Unidades Técnicas. 2 Por definição, a uma dada configuração técnica do modelo de veículo, tal como definida por uma série de valores possíveis dos elementos constantes da ficha de informações do anexo II ao presente Regulamento, apenas pode ser atribuída uma massa máxima em carga tecnicamente admissível, sendo esta definição, apenas um valor, aplicável às especificações técnicas relevantes constantes dos n.os 9), 10), 12), 13) e 14) do artigo 3.o, quando adequado. Artigo 6.o Aspectos essenciais da construção e do projecto 1 Os aspectos essenciais da construção e do projecto no caso dos veículos das categorias M2 e M3 são: a) Quadro/construção monobloco, um/dois pisos, veículo rígido/articulado (diferenças óbvias e fundamentais); b) Número de eixos. 2 Os aspectos essenciais da construção e do projecto no caso dos veículos das categorias N são: a) Quadro/plataforma (diferenças óbvias e fundamentais); b) Número de eixos. 2.6
25 3 Os aspectos essenciais da construção e do projecto no caso dos veículos das categorias O são: a) Quadro/construção monobloco (diferenças óbvias e fundamentais), reboque com barra de tracção/ semi-reboque/reboque de eixo central; b) Sistema de travagem: destravado/inércia/contínuo; c) Número de eixos. 4 Para efeitos do disposto no presente artigo, não se consideram essenciais aspectos da construção e do projecto, nomeadamente a distância entre eixos, a concepção dos eixos, a suspensão, a direcção, os pneus e as alterações correspondentes do dispositivo corrector de travagem dos eixos, ou a adição ou supressão de válvulas de redução em versões de tractores de semi- -reboque e de camiões, bem como os equipamentos montados no quadro, nomeadamente motor, depósito de combustível ou transmissão. SECÇÃO III Do pedido de homologação CE e da homologação CE Artigo 7.o Pedido de homologação CE 1 O pedido de homologação CE de acordo com o artigo 3.o do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas de um modelo de veículo no que diz respeito às respectivas massas e dimensões deve ser apresentado pelo seu fabricante. 2 O pedido deve ser acompanhado de uma ficha de informações, cujo modelo consta do anexo II do presente Regulamento. 3 O ou os veículos que obedeçam às características descritas no anexo II do presente Regulamento e que sejam escolhidos, a contento do serviço técnico responsável pelas verificações ou ensaios de homologação, como representativos do modelo a aprovar devem ser submetidos à apreciação do referido serviço. Artigo 8.o Homologação CE 1 A homologação CE de acordo com o referido no artigo 11.o do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas deve ser concedida no caso de estarem satisfeitos todos os requisitos pertinentes. 2 O modelo de certificado de homologação CE consta do anexo III do presente Regulamento. 3 A notificação da concessão, prolongamento ou recusa da homologação de um modelo de veículo nos termos do presente Regulamento deve ser comunicada às autoridades de homologação dos restantes Estados membros da União Europeia de acordo com o procedimento previsto no artigo 12.o do Regulamento referido no n.o 1 do presente artigo. 4 A cada modelo de veículo homologado deve ser atribuído um número de homologação de acordo com o anexo VII do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas, não podendo a Direcção-Geral de Viação atribuir o mesmo número a outro modelo de veículo. SECÇÃO IV Da alteração das homologações e da conformidade da produção Artigo 9.o Alteração das homologações Em caso de alterações concedidas nos termos do presente Regulamento, deve aplicar-se o disposto na secção III do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. Artigo 10.o Conformidade da produção As medidas destinadas a assegurar a conformidade da produção devem ser tomadas de acordo com o disposto no artigo 32.o do Regulamento referido no artigo anterior. SECÇÃO V Dos requisitos gerais SUBSECÇÃO I Das medições da massa e das dimensões Artigo 11.o Medição da massa do veículo em ordem de marcha e da sua distribuição pelos eixos 1 A massa do veículo em ordem de marcha e a sua distribuição pelos eixos devem ser medidas em veículos submetidos nos termos do disposto no n.o 3 do artigo 7.o, colocados numa posição estática, com o conjunto das rodas na posição de marcha em linha recta. 2 No caso de as massas determinadas não diferirem mais de 3 % das massas indicadas pelo fabricante para as configurações técnicas correspondentes, dentro do modelo de veículo apresentado, ou mais de 5 %, se o veículo for das categorias N1, O1, O2 ou M2 até 3,5 t, 2.7
26 os valores a utilizar para efeitos dos requisitos que se seguem serão as massas em ordem de marcha e a sua distribuição pelos eixos declaradas pelo fabricante. 3 Caso não se verifique o disposto no número anterior, devem ser utilizadas as massas obtidas, podendo o serviço técnico nessas circunstâncias efectuar, se necessário, medições adicionais noutros veículos para além dos postos à disposição de acordo com o referido no n.o 3 do artigo 7.o do presente Regulamento. Artigo 12.o Medição das dimensões 1 A medição do comprimento, largura e altura totais é efectuada, em conformidade com o previsto nos n.os 2) a 6) do artigo 3.o, no veículo ou nos veículos em ordem de marcha submetidos à apreciação do serviço técnico, conforme estabelecido no n.o 3 do artigo 7.o do presente Regulamento. 2 No caso de as dimensões medidas diferirem em mais de 1 % das declaradas pelo fabricante para as configurações técnicas correspondentes de um modelo, os valores a utilizar para efeitos dos requisitos que se seguem serão as dimensões medidas, pelo que, nesse caso, o serviço técnico pode efectuar, se necessário, medições adicionais noutros veículos para além dos submetidos à apreciação do serviço técnico, conforme estabelecido no n.o 3 do artigo 7.o, não podendo os valores limite estabelecidos na Portaria n.o 1092/97, de 3 de Novembro, contudo, ser ultrapassados. SUBSECÇÃO II Das dimensões máximas autorizadas dos automóveis Artigo 13.o Comprimento máximo nos automóveis 1 O comprimento máximo dos automóveis é o referido no Regulamento que fixa as dimensões máximas autorizadas no tráfego nacional e internacional e os pesos máximos autorizados no tráfego internacional de determinadas categorias de veículos. 2 O comprimento máximo dos reboques, com a exclusão dos semi-reboques, é o constante do diploma referido no número anterior. 3 O comprimento máximo dos autocarros articulados é o referido no citado diploma. Artigo 14.o Comprimento máximo dos semi-reboques 1 A distância referida no número seguinte deve ser medida sem tomar em consideração os dispositivos mencionados no n.o 3) do artigo 3.o do presente Regulamento e a distância referida no n.o 3 deve ser medida sem qualquer exclusão. 2 A distância entre o eixo da cavilha de engate e a retaguarda dos semi-reboques não deve exceder o limite estabelecido no Regulamento referido no artigo anterior. 3 A distância entre o eixo da cavilha de engate e qualquer ponto situado na extremidade dianteira do semi-reboque não deve exceder o constante no Regulamento que fixa as dimensões máximas autorizadas no tráfego nacional e internacional e os pesos máximos autorizados no tráfego internacional de determinadas categorias de veículos. Artigo 15.o Largura máxima dos veículos 1 A largura máxima de qualquer veículo é a referida no Regulamento que fixa as dimensões máximas autorizadas no tráfego nacional e internacional e os pesos máximos autorizados no tráfego internacional de determinadas categorias de veículos. 2 A largura máxima das superstruturas fixas ou móveis de veículos das categorias N e O especialmente concebidos para o transporte de mercadorias a temperaturas controladas e com paredes laterais de espessura superior a 45 mm, incluindo o isolamento, é a constante do Regulamento referido no número anterior. Artigo 16.o Altura máxima dos veículos A altura máxima de qualquer veículo é a referida no Regulamento que fixa as dimensões máximas autorizadas no tráfego nacional e internacional e os pesos máximos autorizados no tráfego internacional de determinadas categorias de veículos. SUBSECÇÃO III Do cálculo da distribuição da(s) massa(s) Artigo 17.o Método de cálculo 1 Para efeitos do cálculo da distribuição da ou das massas previsto nos números que se seguem, o fabricante deve fornecer ao serviço técnico responsável pelos ensaios informações, sob a forma de quadro ou de qualquer outra forma adequada, necessárias para se conhecer, para cada configuração técnica do modelo de veículo, tal como definida por cada conjunto de valores possíveis de todos os elementos previstos no anexo II do presente Regulamento, bem como os valores correspondentes da massa máxima em carga tecnicamente 2.8
27 admissível do veículo, das massas máximas tecnicamente admissíveis nos eixos e conjuntos de eixos, da massa máxima rebocável tecnicamente admissível e da massa máxima em carga tecnicamente admissível do conjunto de veículos. 2 Devem ser efectuados cálculos adequados para verificar o cumprimento dos requisitos adiante indicados no tocante a cada configuração técnica do modelo, podendo, para este efeito, reduzir-se os cálculos aos casos menos favoráveis. 3 Nos requisitos referidos nos artigos seguintes, as menções M, mi, mi, TM e MC designam, respectivamente, os parâmetros referidos no n.o 1 do anexo I do presente Regulamento, para os quais têm de ser satisfeitos os requisitos constantes da presente subsecção. 4 No caso do eixo simples, designado por «i» como eixo e por «j» como conjunto de eixos, mi é por definição igual a mj. 5 No caso dos veículos equipados com eixos deslastráveis, os cálculos referidos nos artigos seguintes devem ser efectuados com a suspensão dos eixos carregada nas condições normais de circulação. 6 No caso dos veículos equipados com eixos retrácteis, os cálculos referidos nos artigos seguintes devem ser efectuados com os eixos descidos. 7 Para os conjuntos de eixos, o fabricante deve indicar as leis de distribuição pelos eixos da massa total aplicada ao conjunto, nomeadamente indicando as fórmulas de repartição ou fornecendo diagramas de distribuição das cargas. 8 No caso dos semi-reboques e dos reboques de eixo central, e para efeito dos cálculos referidos nos artigos seguintes, o ponto de engate deve ser considerado como um eixo designado «O», e as massas correspondentes mo e lo definidas, por convenção, como a massa máxima tecnicamente admissível no ponto de engate do reboque. Artigo 18.o Requisitos para os veículos das categorias N e O, com excepção das caravanas e autocaravanas 1 O somatório das massas mi não deve ser inferior à massa M. 2 Para cada conjunto de eixos «j», o somatório das massas mi nos respectivos eixos não deve ser inferior à massa mj; além disso, cada uma das massas mj não deve ser inferior à parcela da massa mj aplicada no eixo «i», tal como determinada pelas leis de distribuição das massas nesse conjunto de eixos. 3 O somatório das massas mj não deve ser inferior à massa M. 4 A massa em ordem de marcha mais a massa correspondente a 75 kg multiplicada pelo número de passageiros, mais a massa máxima tecnicamente admissível no ponto de engate não deve exceder a massa M. 5 Com o veículo carregado à massa M, em conformidade com qualquer das situações aplicáveis descritas nos números seguintes, a massa correspondente à carga no eixo «i» não pode exceder a massa Mi nesse eixo e a massa correspondente à carga no eixo simples ou conjunto de eixos «j» não pode exceder a massa mj. 6 O veículo em ordem de marcha com uma massa de 75 kg colocada em cada um dos bancos destinados aos passageiros deve encontrar-se carregado à respectiva massa M, estando a carga útil a transportar uniformemente distribuída pelo espaço destinado ao transporte de mercadorias. 7 Em caso de distribuição extrema da massa, isto é, carga não uniforme, o fabricante tem de indicar as posições extremas admissíveis do centro de gravidade da carga útil a transportar e ou da carroçaria e ou do equipamento ou acessórios interiores, nomeadamente, de 0,50 m a 1,30 m à frente do primeiro eixo traseiro, com o veículo em ordem de marcha, carregado à respectiva massa M e com uma massa de 75 kg colocada em cada um dos bancos destinados a passageiros. 8 Quando um veículo da categoria N se encontra carregado à respectiva massa M e o eixo da retaguarda, designado por eixo «n», ou conjunto de eixos traseiros, designado por conjunto de eixos «q», está carregado à massa mn ou mq, a massa apoiada no eixo ou eixos direccionais não pode ser inferior a 20 % de M. 9 MC não deve exceder M+TM. Artigo 19.o Requisitos para autocarros 1 Para os autocarros são aplicáveis os requisitos constantes dos n.os 1, 2, 3 e 9 do artigo anterior. 2 A massa do veículo em ordem de marcha mais a massa Q multiplicada pelo número de passageiros sentados e em pé, mais as massas WP, B e BX, definidas no n.o 4 infra, mais a massa máxima tecnicamente admissível no ponto de engate, caso um engate tenha sido montado pelo fabricante, não devem exceder a massa M. 3 Quando o veículo incompleto se encontra carregado à respectiva massa M na situação descrita no n.o 6 do artigo anterior, ou quando o veículo completo ou completado em ordem de marcha se encontra carregado conforme descrito no número seguinte, a massa correspondente à carga em cada eixo não pode exceder a massa mi de cada eixo e a massa correspondente à carga em cada eixo simples ou conjunto de eixos não pode exceder a massa mj desse conjunto de eixos; além disso, a massa correspondente à carga no eixo motor ou o somatório das massas correspondentes às cargas nos eixos motores deve ser, pelo menos, igual a 25 % de M. 2.9
28 4 O veículo em ordem de marcha é o veículo carregado com uma massa correspondente ao número P de passageiros sentados, de massa Q; uma massa correspondente ao número SP de passageiros em pé, de massa Q uniformemente distribuída pela superfície S1 disponível para passageiros em pé, se aplicável; uma massa WP uniformemente distribuída por cada espaço destinado a cadeiras de rodas; uma massa igual a B (kg) uniformemente distribuída pelos compartimentos para bagagem; uma massa igual a BX (kg) uniformemente distribuída pela área do tejadilho equipada para o transporte de bagagem, sendo: a) P o número de lugares sentados; b) S1 a área disponível para passageiros em pé; no caso de veículos das classes III ou B, S1=0; c) SP, declarado pelo fabricante, não deve exceder o valor S1/Ssp, em que Ssp é o espaço convencionalmente previsto para cada passageiro em pé, conforme especificado no quadro I constante do anexo I do presente Regulamento; d) WP (kg) o número de espaços para cadeiras de rodas multiplicado por 250 kg, que representa a massa de uma cadeira de rodas e utilizador; e) B (kg), declarado pelo fabricante, deve ter um valor numérico não inferior a 100 V, o que inclui os compartimentos para bagagem ou portabagagens do tejadilho eventualmente fixados no exterior do veículo; f) Vo volume total dos compartimentos para bagagem em metros cúbicos; aquando da homologação de um veículo da classe I ou A, o volume dos compartimentos para bagagem acessíveis apenas a partir do exterior do veículo não deve ser considerado; g) BX, declarado pelo fabricante, deve ter um valor numérico não inferior a 75 kg/m2; os veículos de dois pisos não devem ser equipados para o transporte de bagagem no tejadilho e, consequentemente, o BX dos veículos de dois pisos será zero; h) Q e Ssp têm os valores indicados no quadro I constante do anexo I do presente Regulamento. 5 No caso de um veículo equipado com um número de lugares sentados variável, com uma área disponível para passageiros em pé (S1) e ou equipada para o transporte de cadeiras de rodas, os requisitos constantes dos n.os 2 e 3 supra devem ser verificados para cada uma das seguintes condições, conforme o que for aplicável: a) Com todos os possíveis lugares sentados ocupados e, em seguida, com a área restante para os passageiros em pé, até à capacidade máxima de lugares em pé declarada pelo fabricante, se atingida, também ocupada e, se ainda sobrar espaço, com os eventuais espaços para cadeiras de rodas ocupados; b) Com todos os possíveis lugares em pé ocupados, até à capacidade limite de lugares em pé declarada pelo fabricante e, em seguida, com os restantes lugares sentados possíveis também ocupados e, se ainda sobrar espaço, com os eventuais espaços para cadeiras de rodas ocupados; c) Com todos os espaços possíveis para cadeiras de rodas ocupados e, em seguida, com os restantes lugares em pé possíveis também ocupados, até à capacidade limite declarada pelo fabricante, se atingida e, se ainda sobrar espaço, com os restantes lugares sentados possíveis ocupados. 6 Se o veículo se encontrar em ordem de marcha ou carregado conforme especificado no n.o 4, a massa correspondente à carga no eixo dianteiro ou no grupo de eixos dianteiros não poderá ser inferior à percentagem da massa do veículo em ordem de marcha ou da massa máxima em carga tecnicamente admissível «M» estabelecidas no quadro II constante do anexo I do presente Regulamento. 7 No caso de um veículo ser homologado relativamente a mais de uma classe, aplica-se o disposto nos n.os 2 e 3 supra a cada uma das classes. Artigo 20.o Requisitos para caravanas e autocaravanas 1 Devem ser aplicados os requisitos constantes dos n.os 1, 2, 3, 4 e 9 do artigo 18.o do presente Regulamento. 2 Para além do disposto no número anterior, quando o veículo incompleto se encontrar carregado à respectiva massa M na situação descrita no n.o 6 do artigo 18.o, ou quando o veículo completo ou completado em ordem de marcha se encontrar carregado à respectiva massa M, a massa correspondente à carga em cada eixo não pode exceder a massa mi desse eixo e a massa correspondente à carga em cada eixo simples ou conjunto de eixos não pode exceder a massa mj desse conjunto de eixos. 3 Para além do disposto no número anterior, a massa correspondente à carga no eixo motor ou o somatório das massas correspondentes às cargas nos eixos motores deve ser, pelo menos, igual a 25 % de M. SUBSECÇÃO IV Das condições a verificar para a classificação de um veículo como fora-de-estrada Artigo 21.o Veículo fora-de-estrada 2.10
29 1 O serviço técnico deve verificar se o veículo completo ou completado ou o veículo de tracção de semi- -reboques (tractor de semi-reboques) sem prato de engate deva ser considerado como veículo fora-de-estrada de acordo com os requisitos constantes do anexo II do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. 2 Para outros veículos incompletos, a verificação referida no número anterior apenas deve ser efectuada a pedido do fabricante. SUBSECÇÃO V Da manobrabilidade dos automóveis e dos semi-reboques Artigo 22.o Manobrabilidade 1 Os automóveis e os semi-reboques devem ser capazes de efectuar manobras para ambos os lados, numa trajectória circular de 360o dentro de uma área definida por dois círculos concêntricos, sendo o exterior com um raio de 12,50 m e o interior com um raio de 5,30 m, sem que qualquer ponto extremo dos veículos, excepto as partes salientes em relação à largura do veículo previstas no n.o 4 do artigo 3.o, saia das circunferências dos círculos. 2 No caso de automóveis e de semi-reboques com dispositivos de elevação do ou dos eixos, aplica-se igualmente o disposto no número anterior quando o ou os eixos retrácteis se encontrarem levantados ou quando o ou os eixos deslastráveis se encontrarem sem carga, estando isentos do cumprimento do presente requisito os dispositivos auxiliares de arranque, como os eixos retrácteis, que preencham o referido no artigo 41.o do presente Regulamento. 3 O cumprimento dos requisitos referidos nos números anteriores deve ser verificado do seguinte modo: a) No caso dos automóveis, o ponto extremo da dianteira do veículo deve ser guiado de forma a acompanhar o contorno do círculo exterior, tal como demonstrado na figura A constante do anexo I do presente Regulamento; b) No caso dos semi-reboques, considera-se que um semi-reboque obedece aos requisitos constantes dos números anteriores se a respectiva distância entre eixos não for superior ao estabelecido no n.o 4.2 do anexo I do presente Regulamento. Artigo 23.o Requisitos adicionais para os veículos das categorias N, M2 ou M3 1 Os requisitos adicionais para os veículos da categoria N são os seguintes: a) Com o veículo estacionado e com as rodas de direcção orientadas de forma que, se o veículo se deslocasse, o ponto extremo da sua dianteira descreveria uma circunferência de 12,50 m de raio, define-se um plano vertical tangencial ao lado do veículo que se encontra voltado para o exterior da circunferência, traçando uma linha no solo; b) Quando o veículo se movimentar em qualquer direcção, descrevendo uma circunferência com 12,50 m de raio, nenhuma das secções deve sair do plano vertical mais do que 0,80 m, tal como representado na figura B constante do anexo I do presente Regulamento; c) No que respeita aos veículos com dispositivo de elevação do ou dos eixos, o presente requisito aplicar-se-á igualmente ao ou aos eixos na posição levantada, na acepção do n.o 16) do artigo 3.o, sendo o valor 0,80 m substituído por 1 m no que se refere aos veículos da categoria N com eixos retrácteis na posição levantada ou deslastráveis sem carga. 2 Os requisitos adicionais para os veículos das categorias M2 ou M3 são os seguintes: a) Com o veículo estacionado, define-se um plano vertical, tangencial ao lado do veículo e orientado para o exterior do círculo, traçando uma linha no solo; b) No caso de um veículo articulado, as duas secções rígidas devem ser alinhadas pelo plano; c) Quando o veículo entrar, partindo de marcha em linha recta, na área circular descrita no artigo anterior, nenhuma das suas secções se deve desviar do plano vertical mais do que 0,60 m, tal como descrito nas figuras C e D constantes do anexo I ao presente Regulamento. 3 Os requisitos constantes do presente artigo e do anterior podem igualmente ser verificados, a pedido do fabricante, através de um cálculo equivalente adequado ou de uma demonstração geométrica. 4 Se, a pedido do fabricante, veículos da categoria N sem eixos da retaguarda direccionais forem verificados de acordo com as suas características geométricas, considera-se que um veículo cumpre os requisitos constantes do n.o 1 supra se a distância do eixo traseiro à retaguarda do veículo não for superior a 60 % da distância entre os eixos. 5 No caso de veículos incompletos, o fabricante tem de declarar as dimensões máximas admissíveis que devem ser objecto de verificação em conformidade com os requisitos constantes do presente artigo e do artigo anterior. 2.11
30 SUBSECÇÃO VI Dos requisitos adicionais para os veículos das categorias M2 e M3 Artigo 24.o Requisitos adicionais A massa máxima rebocável tecnicamente admissível não pode ser superior a 3500 kg. SUBSECÇÃO VII Outras disposições Artigo 25.o Massa máxima tecnicamente admissível no ponto de engate do veículo a motor e instruções de montagem dos engates 1 A massa máxima tecnicamente admissível no ponto de engate de um veículo a motor concebido para traccionar reboques de eixo central e com uma massa máxima rebocável tecnicamente admissível superior a 3,5 t deve ser, pelo menos, igual a 10%da massa máxima rebocável tecnicamente admissível ou a 1000 kg, aplicando-se o valor que for mais baixo. 2 A massa máxima tecnicamente admissível no ponto de engate de um automóvel concebido para traccionar reboques de eixo central e com uma massa máxima rebocável tecnicamente admissível não superior a 3,5 t deve ser, pelo menos, igual a 4%da massa máxima rebocável tecnicamente admissível ou a 25 kg, aplicandose o valor que for mais elevado. 3 No caso dos automóveis com uma massa máxima em carga tecnicamente admissível não superior a 3,5 t, o fabricante deve especificar, no manual do utilizador, as condições de fixação do dispositivo de engate no automóvel. 4 Quando for caso disso, as condições referidas no número anterior devem incluir a massa máxima tecnicamente admissível no ponto de engate do automóvel, a massa máxima admissível do dispositivo de engate, os pontos de montagem do dispositivo de engate no automóvel e a distância máxima admissível da extre1600 midade do dispositivo de engate até à retaguarda do automóvel. Artigo 26.o Capacidade de arranque em subida Os automóveis devem ser capazes de arrancar cinco vezes em cinco minutos numa subida com um declive de, pelo menos, 12%, atrelados a um reboque e carregados à massa máxima em carga tecnicamente admissível do conjunto de veículos. Artigo 27.o Relação potência do motor/massa máxima A potência do motor dos automóveis deve ser, pelo menos, de 5 kw/t de massa máxima em carga tecnicamente admissível do conjunto de veículos. No caso de um tractor rodoviário, a potência do motor deve ser, pelo menos, de 2 kw/t. A potência do motor é medida em conformidade com o disposto no Regulamento sobre a Determinação da Potência dos Motores dos Automóveis, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 64/2001, de 20 de Fevereiro. Artigo 28.o Condições relativas à equivalência entre determinados sistemas de suspensão não pneumática e de suspensão pneumática para o ou os eixos motores dos veículos 1 A pedido do fabricante, o serviço técnico deve verificar a equivalência entre uma suspensão não pneumática e uma suspensão pneumática para o ou os eixos motores. 2 Para ser considerada equivalente a uma suspensão pneumática, a suspensão não pneumática deve satisfazer os seguintes requisitos: a) Durante a oscilação vertical transitória livre de baixa frequência da massa suspensa por cima do eixo motor ou do conjunto de eixos motores, a frequência registada e o amortecimento com a suspensão suportando a sua carga máxima devem situar-se dentro dos limites definidos nas alíneas b) a e) infra; b) Cada eixo deve estar equipado com amortecedores hidráulicos, devendo, nos conjuntos de eixos, os amortecedores ser colocados de modo a reduzir ao mínimo a oscilação dos conjuntos de eixos; c) A relação de amortecimento média Dm deve ser superior a 20% do amortecimento crítico da suspensão em condições normais e com amortecedores hidráulicos instalados e a funcionar; d) A relação de amortecimento Dr da suspensão com todos os amortecedores hidráulicos desmontados ou fora de funcionamento não deve ser superior a 50% de Dm; e) A frequência da massa suspensa por cima do eixo motor ou do conjunto de eixos motores em oscilação vertical transitória livre não pode exceder 2 Hz; f) A frequência e o amortecimento da suspensão estão definidos no artigo seguinte, encontrando- se o procedimento de ensaio para medir a fre-quência e o amortecimento descritos no artigo 30.o do presente Regulamento. 2.12
31 Artigo 29.o Definição de frequência e de amortecimento A definição de frequência e de amortecimento é considerada no n.o 5 do anexo I do presente Regulamento. Artigo 30.o Procedimento de ensaio para determinar a relação de amortecimento 1 Para determinar por ensaio a relação de amortecimento Dm, a relação de amortecimento Dr, com os amortecedores hidráulicos desmontados e a frequência F da suspensão, o veículo em carga deve: a) Ser conduzido a baixa velocidade (5 km/h B 1 km/h) sobre um degrau de 80 mm com o perfil indicado na figura 1 constante do anexo I do presente Regulamento; a oscilação transitória a analisar em termos de frequência e amortecimento ocorre depois de as rodas do eixo motor terem deixado o degrau; b) Ser puxado para baixo pelo châssis, de modo que a carga sobre o eixo motor seja de 1,5 vezes o seu valor estático máximo; o veículo é então libertado bruscamente e analisa-se a oscilação subsequente; c) Ser puxado para cima pelo châssis de modo que a massa suspensa seja levantada 80 mm acima do eixo do motor; o veículo é então libertado bruscamente e analisa-se a oscilação subsequente; d) Ser sujeito a outros procedimentos desde que o fabricante prove a contento do serviço técnico que eles são equivalentes. 2 O veículo deve ser equipado com um transdutor de deslocamento vertical instalado entre o eixo motor e o châssis, directamente por cima do eixo motor, permitindo o traçado medir o intervalo de tempo entre o primeiro e o segundo picos de compressão para obter o amortecimento; no caso dos conjuntos de eixos motores duplos, devem ser instalados transdutores de deslocamento vertical entre cada eixo motor e o châssis, directamente por cima do eixo. 3 Os pneus devem ser enchidos à pressão adequada pelo fabricante para a massa de ensaio do veículo. 4 O ensaio para a verificação da equivalência das suspensões é efectuado com a massa tecnicamente admissível no eixo ou conjunto de eixos, partindo-se do princípio de que a equivalência abrange todas as massas inferiores. CAPÍTULO II Determinação das massas máximas admissíveis para efeitos de matrícula/circulação e requisitos técnicos uniformes aplicáveis aos eixos deslastráveis e retrácteis SECÇÃO I Do âmbito e das definições Artigo 31.o Âmbito de aplicação O presente capítulo descreve o procedimento uniforme para a determinação das massas máximas admissíveis para efeitos de matrícula/circulação e os requisitos técnicos uniformes aplicáveis aos eixos deslastráveis e retrácteis. Artigo 32.o Definições Na pendência de uma alteração que permita a incorporação de massas máximas autorizadas harmonizadas, há que introduzir no âmbito do presente Regulamento os conceitos a seguir indicados, entendendo-se, para efeitos do presente capítulo, por: a) «Carga indivisível» a carga que, para efeito de transporte por estrada, não pode ser dividida em duas ou mais cargas sem custos injustificáveis ou risco de prejuízo e que, atendendo à sua massa ou dimensões, não pode ser transportada por um veículo cuja massa e dimensões respeitem as massas e dimensões máximas autorizadas; b) «Massa máxima admissível em carga para efeitos de matrícula/circulação» a massa máxima do veículo em carga para a qual o veículo em si pode ser matriculado ou colocado em circulação a pedido do fabricante; c) «Massa máxima admissível no eixo para efeitos de matrícula/circulação» a massa máxima do eixo em carga para a qual o veículo deve ser matriculado ou colocado em circulação a pedido do fabricante; d) «Massa máxima admissível no conjunto de eixos para efeitos de matrícula/circulação» a massa máxima em carga no conjunto de eixos para a qual o veículo em si deve ser matriculado ou colocado em circulação a pedido do fabricante; e) «Massa máxima rebocável admissível para efeitos de matrícula/circulação» a massa máxima a ser rebocada pelo automóvel para a qual o veículo deve ser matriculado ou colocado em circulação a pedido do fabricante; f) «Massa máxima em carga admissível do con- 2.13
32 junto de veículos para efeitos de matrícula/circulação» o somatório das massas do veículo carregado e do reboque carregado para o qual o automóvel deve ser matriculado ou colocado em circulação a pedido do fabricante. SECÇÃO II Da configuração técnica do modelo de veículo Artigo 33.o Massa máxima admissível em carga para efeitos de matrícula/circulação 1 Para qualquer configuração técnica do modelo de veículo definida por um conjunto de valores possíveis dos elementos indicados na ficha de informações constante do anexo II, o fabricante do veículo pode indicar, no momento da homologação com base no presente Regulamento, uma série de massas máximas admissíveis em carga previstas para efeitos de matrícula/circulação, a fim de que a Direcção-Geral de Viação possa proceder à sua verificação prévia de acordo com os requisitos referidos na secção seguinte. 2 A Direcção-Geral de Viação deve determinar a massa máxima admissível em carga para efeitos de matrícula/ circulação de um dado veículo de acordo com os seguintes princípios: a) Por definição, a uma dada configuração técnica de um modelo de veículo, tal como definida por um conjunto de valores possíveis dos elementos indicados na ficha de informações do anexo II do presente Regulamento, só poderá ser atribuída uma massa máxima admissível em carga para efeitos de matrícula/circulação; b) A massa máxima admissível em carga para efeitos de matrícula/circulação define-se como sendo a maior massa inferior ou igual à massa máxima em carga tecnicamente admissível e à massa máxima autorizada em vigor para o veículo em causa, ou uma massa inferior, a pedido do fabricante, de acordo com os requisitos referidos na secção seguinte. 3 O referido no número anterior não obsta a que a Direcção-Geral de Viação autorize massas superiores para o transporte de cargas indivisíveis ou para certas operações de transporte nacional que não afectem de forma significativa a concorrência internacional no sector dos transportes, dentro dos limites da massa máxima em carga tecnicamente admissível do veículo. 4 Para efeitos de aplicação das directivas especiais enumeradas no anexo IV do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas, a Direcção-Geral de Viação pode exigir que o veículo satisfaça as disposições dessas directivas que sejam aplicáveis à categoria que, nos termos do anexo II do citado Regulamento, corresponda ao valor real da massa máxima admissível em carga para efeitos de matrícula/circulação do veículo e, no caso dos reboques de eixo central e dos semi-reboques, ao valor real da massa correspondente à carga aplicada nos eixos com o veículo carregado à respectiva massa máxima admissível em carga para efeitos de matrícula/circulação. 5 A Direcção-Geral de Viação deve exigir que a massa máxima em carga para efeitos de matrícula/circulação Jnão dependa dos pneus que estejam montados. Artigo 34.o Massa máxima admissível no eixo para efeitos de matrícula/circulação 1 Para qualquer configuração técnica do modelo de veículo definida por um conjunto de valores possíveis dos elementos indicados na ficha de informações do anexo II, o fabricante do veículo pode indicar, no momento da homologação com base do presente Regulamento, uma série de massas máximas admissíveis nos eixos previstas para efeitos de matrícula/circulação, a fim de que a Direcção-Geral de Viação possa proceder à sua verificação prévia de acordo com os requisitos constantes da secção seguinte. 2 A Direcção-Geral de Viação deve determinar a massa máxima admissível no eixo para efeitos de matrícula/ circulação, de acordo com os seguintes princípios: a) Por definição, para uma dada configuração técnica de um modelo de veículo, tal como definida por um conjunto de valores possíveis dos elementos indicados na ficha de informações constante do anexo II do presente Regulamento, só poderá ser atribuída a cada eixo uma única massa máxima admissível para efeitos de matrícula/ circulação; b) A massa máxima admissível no eixo para efeitos de matrícula/circulação define-se como sendo a maior massa inferior ou igual à massa máxima tecnicamente admissível no eixo e à massa máxima autorizada no eixo em questão, ou uma massa inferior, a pedido do fabricante, de acordo com os requisitos da secção seguinte. 3 O referido no número anterior não obsta a que a Direcção-Geral de Viação autorize massas superiores para o transporte de cargas indivisíveis ou para certas operações de transporte nacional que não afectem de forma significativa a concorrência internacional no sector dos transportes, dentro dos limites da massa máxima em carga tecnicamente admissível no eixo. 4 A Direcção-Geral de Viação deve exigir que a 2.14
33 massa máxima admissível no eixo para efeitos de matrícula/ circulação não dependa dos pneus que estejam montados. Artigo 35.o Massa máxima admissível no conjunto de eixos para efeitos de matrícula/circulação 1 Para qualquer configuração técnica do modelo de veículo definida por um conjunto de valores possíveis dos elementos indicados na ficha de informações constante do anexo II, o fabricante do veículo pode indicar, no momento da homologação com base no presente Regulamento, uma série de massas máximas admissíveis no conjunto de eixos previstas para efeitos de matrícula/ circulação, a fim de que a Direcção-Geral de Viação possa proceder à sua verificação prévia de acordo com os requisitos referidos na secção seguinte. 2 A Direcção-Geral de Viação deve determinar a massa máxima admissível no conjunto de eixos para efeitos de matrícula/circulação de acordo com os seguintes princípios: a) Por definição, para uma dada configuração técnica de um modelo de veículo, tal como definida por um conjunto de valores possíveis dos eleme tos indicados na ficha de informações constante do anexo II do presente Regulamento, só pode ser atribuída a cada conjunto de eixos uma única massa máxima admissível para efeitos de matrícula/circulação; b) A massa máxima admissível no conjunto de eixos para efeitos de matrícula/circulação definese como sendo a maior massa inferior ou igual à massa máxima tecnicamente admissível no conjunto de eixos e à massa máxima autorizada pertinente do conjunto de eixos em vigor, ou uma massa inferior, a pedido do fabricante, de acordo com os requisitos constantes da secção seguinte. 3 O referido no número anterior não obsta a que a Direcção-Geral de Viação autorize massas superiores para o transporte de cargas indivisíveis ou para certas operações de transporte nacional que não afectem de forma significativa a concorrência internacional no sector dos transportes, dentro dos limites da massa máxima tecnicamente admissível no conjunto de eixos. Artigo 36.o Massa máxima rebocável admissível para efeitos de matrícula/circulação 1 Para qualquer configuração técnica do modelo de veículo definida por um conjunto de valores possíveis dos elementos indicados na ficha de informações constante do anexo II, o fabricante do veículo pode indicar, no momento da homologação com base no presente Regulamento, uma série de massas máximas rebocáveis admissíveis previstas para efeitos de matrícula/circulação, a fim de que a Direcção-Geral de Viação possa proceder à sua verificação prévia de acordo com os requisitos referidos na secção seguinte. 2 A Direcção-Geral de Viação deve determinar a massa máxima rebocável admissível para efeitos de matrícula/circulação de um dado veículo de acordo com os seguintes princípios: a) Por definição, a uma dada configuração técnica de um modelo de veículo, tal como definida por um conjunto de valores possíveis dos elementos indicados na ficha de informações constante do anexo II do presente Regulamento, só poderá ser atribuída uma massa máxima rebocável admissível para efeitos de matrícula/circulação; b) A massa máxima rebocável admissível para efeitos de matrícula/circulação define-se como sendo a maior massa inferior ou igual à massa máxima rebocável tecnicamente admissível e às massas máximas autorizadas pertinentes em vigor, ou uma massa inferior, a pedido do fabricante, de acordo com os requisitos referidos na secção seguinte. 3 O referido no número anterior não obsta a que a Direcção-Geral de Viação autorize massas superiores para o transporte de cargas indivisíveis ou para certas operações de transporte nacional que não afectem de forma significativa a concorrência internacional no sector dos transportes, dentro dos limites da massa máxima rebocável tecnicamente admissível no veículo. Artigo 37.o Massa máxima em carga admissível do conjunto de veículos para efeitos de matrícula/circulação 1 Para qualquer configuração técnica do modelo de veículo definida por um conjunto de valores possíveis dos elementos indicados na ficha de informações constante do anexo II, o fabricante do veículo pode indicar, no momento da homologação com base no presente Regulamento, uma série de massas máximas admissíveis no conjunto de veículos previstas para efeitos de matrícula/ circulação, a fim de que a Direcção-Geral de Viação possa proceder à sua verificação prévia de acordo com os requisitos referidos na secção seguinte. 2 A Direcção-Geral de Viação deve determinar a massa máxima em carga admissível num determinado conjunto de veículos para efeitos de matrícula/circulação de acordo com os seguintes princípios: a) Por definição, e em princípio, a uma dada configuração técnica de um modelo de veículo, 2.15
34 tal como definida por um conjunto de valores possíveis dos elementos indicados na ficha de informações constante do anexo II do presente Regulamento, só poderá ser atribuída uma massa máxima em carga admissível no conjunto de veículos para efeitos de matrícula/circulação; contudo, e de acordo com a prática em vigor, a Direcção-Geral de Viação poderá atribuir uma massa máxima em carga admissível no conjunto de veículos para efeitos de matrícula/circulação para cada número total de eixos previsto para o conjunto, podendo esta massa depender também de outras características do conjunto em causa, como o tipo de transporte previsto, nomeadamente contentores ISO de 40 pés em transporte combinado, etc.; b) A massa máxima em carga admissível no conjunto de veículos para efeitos de matrícula/circulação define-se como sendo a maior massa inferior ou igual à massa máxima em carga tecnicamente admissível no conjunto de veículos e às massas máximas autorizadas pertinentes em vigor, ou uma massa inferior, a pedido do fabricante, de acordo com os requisitos referidos na secção seguinte. 3 O referido no número anterior não obsta a que a Direcção-Geral de Viação autorize massas superiores para o transporte de cargas indivisíveis ou para certas operações de transporte nacional que não afectem de forma significativa a concorrência internacional no sector dos transportes, dentro dos limites da massa máxima em carga tecnicamente admissível no conjunto de veículos. SECÇÃO III Da determinação das massas máximas/massa máxima rebocável admissíveis para efeitos de matrícula/circulação Artigo 38.o Determinação das massas máximas admissíveis para efeitos de matrícula/circulação 1 Para a determinação das diferentes massas máximas admissíveis para efeitos de matrícula/circulação, a Direcção-Geral de Viação deve aplicar o disposto nos artigos 17.o a 20.o do presente Regulamento. 2 As menções M, n, li, TM e MC dos artigos referidos no número anterior devem designar, respectivamente, a massa máxima admissível no veículo em carga para efeitos de matrícula/circulação, a massa máxima admissível no eixo «i» para efeitos de matrícula/circulação, a massa máxima admissível no eixo simples ou no conjunto de eixos «j» para efeitos de matrícula/circulação, a massa máxima rebocável admissível para efeitos de matrícula/circulação, e a massa máxima admissível em carga no conjunto de veículos para efeitos de matrícula/circulação. Artigo 39.o Determinação da massa máxima rebocável admissível de um automóvel para efeitos de matrícula/circulação 1 A massa máxima rebocável admissível para efeitos de matrícula/circulação num automóvel destinado a atrelar um reboque, quer se trate ou não de um veículo de tracção, deve ser o menor dos seguintes valores: a) A massa máxima rebocável tecnicamente admissível determinada com base na construção e no desempenho do veículo e ou na resistência do dispositivo mecânico de engate; b) Veículos destinados apenas a atrelar reboques sem travões de serviço e metade da massa do veículo em ordem de marcha, com um máximo de 0,750 t; c) Veículos com uma massa máxima não superior a 3,5 t destinados exclusivamente a traccionar reboques equipados com sistemas de travagem de inércia, denominados «overrun»: a massa máxima admissível do veículo em carga para efeitos de matrícula/circulação, ou, no caso dos veículos extraviários, 1,5 vezes essa mesma massa, até um máximo de 3,5 t; d) Veículos com uma massa máxima superior a 3,5 t destinados a atrelar reboques equipados com travões de serviço de inércia: 3,5 t; e) Veículos destinados a traccionar reboques, excepto semi-reboques, equipados com sistemas de travagem do tipo contínuo: 1,5 vezes a massa máxima admissível do veículo em carga para efeitos de matrícula/circulação. 2 Em derrogação do disposto no artigo 36.o, no caso dos veículos destinados a atrelar mais do que um dos tipos de reboques referidos nas alíneas b), c), d) e e) supra, podem-se definir até três massas máximas rebocáveis admissíveis para efeitos de matrícula/circulação para cada configuração técnica do modelo de veículo, de acordo com as características dos elementos de ligação dos travões do automóvel, sendo uma para reboques sem travões de serviço, outra para reboques com travões de inércia e uma terceira para reboques com sistema de travagem contínua. 3 As massas referidas no número anterior devem ser determinadas conforme indicado, aplicando-se, respectivamente, as alíneas b), c), d) e e) supra, podendo, a pedido do fabricante, a Direcção-Geral de Viação aceitar uma massa inferior à massa assim determinada. 2.16
35 SECÇÃO IV Dos requisitos técnicos para a instalação de eixos retrácteis ou deslastráveis nos veículos Artigo 40.o Eixos retrácteis ou deslastráveis 1 Qualquer veículo pode ser autorizado a ter um ou mais eixos retrácteis ou deslastráveis. 2 Nos veículos equipados com um ou mais eixos retrácteis ou deslastráveis, deve-se assegurar que as massas admissíveis dos eixos e conjuntos de eixos para efeitos de matrícula/circulação nunca sejam excedidas em quaisquer condições de circulação, com excepção das mencionadas no artigo seguinte, devendo para esse efeito o eixo retráctil ou deslastrável baixar em direcção ao solo ou receber carga automaticamente, se o ou os eixos mais próximos do conjunto de eixos ou o eixo dianteiro do automóvel em carga atingirem as respectivas massas máximas admissíveis para efeito de matrícula/ circulação. 3 Os dispositivos de elevação dos eixos, bem como os respectivos sistemas de accionamento, instalados nos veículos abrangidos pelo presente Regulamento devem ser concebidos e montados de forma a evitar manobras erradas ou alterações abusivas. Artigo 41.o Requisitos para o arranque dos automóveis em superfícies escorregadias Em derrogação do disposto no n.o 2 do artigo anterior, e no intuito de facilitar o arranque dos automóveis ou dos conjuntos de veículos em pisos escorregadios e de aumentar a aderência dos pneus nestas superfícies, o sistema de elevação do ou dos eixos pode também accionar o eixo retráctil ou deslastrável do automóvel ou do semi-reboque para aumentar a massa no eixo motor, nas seguintes condições: a) A massa correspondente à carga em cada um dos eixos do veículo pode ser até 30% superior à massa máxima autorizada no eixo, desde que não exceda o valor indicado pelo fabricante especificamente para este efeito; b) A massa correspondente à carga remanescente no eixo dianteiro deve continuar a ser maior que zero, ou seja, no caso de um eixo deslastrável traseiro situado a uma grande distância da retaguarda do veículo, este não deve «empinar»; c) O eixo retráctil ou deslastrável só deve ser accionado por um dispositivo de comando especial; d) Após o arranque do automóvel, e antes de o veículo exceder uma velocidade de 30 km/h, o eixo deverá baixar ou receber de novo carga automaticamente. ANEXO I (referente aos artigos 17.o, 19.o, 22.o, 23.o, 29.o e 30.o) 1 Nos requisitos referidos nos artigos 17.o, 18.o, 19.o e 20.o, as menções M, m i, m i, TM e MC designam, respectivamente, os seguintes parâmetros, para os quais têm de ser satisfeitos os requisitos constantes desses mesmos artigos: M=a massa máxima em carga tecnicamente admissível do veículo; m i =a massa máxima tecnicamente admissível no eixo designado «i», em que i varia de 1 até ao número total de eixos do veículo; m j =a massa máxima tecnicamente admissível no eixo simples ou conjunto de eixos designado «j», em que j varia de 1 até ao número total de eixos simples e conjuntos de eixos; TM=a massa máxima rebocável tecnicamente admissível; MC=a massa máxima em carga tecnicamente admissível do conjunto de veículos. 2 Nos termos do artigo 19.o do presente Regulamento, Q e Ssp têm os valores indicados no seguinte quadro: Classes de veículos Classe I e A Classe II Classe III e B Quadro I (*) Incluindo 3 kg para bagagem de mão. Q (quilograma) massa de um passageiro 68 (*) 71 (*) 71 Ssp (metro quadrado/ passageiro) 0,125 0,15 Nenhum 3 Quando o veículo se encontrar em ordem de marcha ou carregado conforme especificado no n.o 4 do artigo 19.o, a massa correspondente à carga no eixo dianteiro ou grupo de eixos dianteiros não pode ser inferior à percentagem da massa do veículo em ordem de marcha ou da massa máxima em carga tecnicamente admissível «M» estabelecidas no seguinte quadro: Quadro II Classes I e A Classe II Classes III e B Rígido Articulado Rígido Articulado Rígido Articulado (*) (*) (*) Este valor sofre uma redução de 20% no caso de veículos das classes II e III com dois eixos direccionais. 2.17
36 4 O comprimento dos requisitos constantes do artigo 22.o («Manobrabilidade») devem ser verificados do seguinte modo: 4.1 No caso dos automóveis, o ponto extremo da dianteira do veículo deve ser guiado de forma a acompanhar o contorno do círculo exterior, tal como demonstrado na seguinte figura: FIGURA B [v. alínea b) do n.o 1 do artigo 23.o] FIGURA A [v. alínea a) do n.o 3 do artigo 22.o] FIGURA C [v. alínea c) do n.o 2 do artigo 23.o] 4.2 No caso dos semi-reboques, considera-se que um semi-reboque obedece aos requisitos constantes do n.o 1 do artigo 22.o se a respectiva distância entre eixos não for superior a: sendo L a largura do semi-reboque, e considerandose, para efeitos deste ponto, que a distância entre eixos é a distância medida entre o eixo da cavilha de engate do semi-reboque e a linha central dos eixos não direccionais dos bogies; se um ou mais dos eixos não direccionais dos bogies incluir um dispositivo de elevação [v.n.o 16) do artigo 3.o], será tomada em consideração a distância entre eixos com o(s) eixo(s) descido(s) ou levantado(s), consoante a que for maior. Em caso de dúvida, a Direcção-Geral de Viação pode exigir a realização de um ensaio conforme descrito nos n.os 1 a 3 do artigo 22.o do presente Regulamento. 4.3 Os requisitos constantes do artigo 23.o podem igualmente ser verificados, a pedido do fabricante, através de um cálculo equivalente adequado ou de uma demonstração geométrica. em que: R=12,5 m; r=5,3 m; U=max. 0,
37 FIGURA D [v. alínea c) do n.o 2 do artigo 23.o] sinusoidal amortecida (figura 2 do presente anexo). A frequência pode ser estimada através da medição do tempo durante tantos ciclos de oscilação quantos possam ser observados. O amortecimento pode ser estimado através da medição da altura dos sucessivos picos de oscilação no mesmo sentido, sendo A 1 e A 2 as amplitudes de pico do primeiro e segundo ciclos de oscilação, a relação de amortecimento D é: sendo In o logaritmo natural da relação de amplitude. 6 Procedimento de ensaio para determinar a relação de amortecimento D m, nos termos do artigo 30.o do presente Regulamento. FIGURA 1 Degraus para os ensaios de suspensão (v. artigo 30.o) em que: R=12,5 m; r=5,3 m; U=max. 0,6. 5 Definição de frequência e de amortecimento (artigo 29.o do presente Regulamento) nesta definição considera-se uma massa de M kg suspensa por cima de um eixo motor ou de um conjunto de eixos motores. O eixo ou conjunto de eixos tem uma rigidez vertical total entre a superfície da estrada e a massa suspensa de K Newtons/metro (N/m) e um coeficiente de amortecimento total de C Newtons por segundo por metro (N.s/m). O deslocamento vertical da massa suspensa é Z. A equação do movimento para a oscilação livre da massa suspensa é: A frequência de oscilação da massa suspensa F, em hertz, é: O amortecimento é crítico se C=Co, sendo A relação de amortecimento como fracção do amortecimento crítico é C/Co. Durante a oscilação transitória livre da massa suspensa, o movimento vertical desta segue uma trajectória FIGURA 2 Resposta transitória amortecida (v. artigo 30.o) ANEXO II (referente ao n.o 2 do artigo 7.o) Ficha de informações n.o... nos termos do anexo I da Directiva n.o 70/156/CEE, do Conselho, relativa a homologação CE de determinadas categorias de automóveis e seus reboques no que se refere às respectivas massas e dimensões. (Directiva n.o 97/27/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho) As seguintes informações, se aplicáveis, serão fornecidas em triplicado e incluirão um índice. Se houverdesenhos, estes serão fornecidos à escala adequada e com pormenor suficiente, num modelo de formato máximo A4 (210 mm 297 mm) ou numa capa de formato A4. Se houver fotografias, estas deverão ser suficientemente pormenorizadas. Caso os sistemas, componentes ou unidades técnicas 2.19
38 autónomas possuam funções com comando electrónico, serão fornecidas informações sobre o respectivo funcionamento. 0 Generalidades: 0.1 Marca (nome comercial do fabricante): Modelo: Designação(ões) comercial(ais): Meios de identificação do modelo, se marcados no veículo (b): Localização dessa marcação: Categoria do veículo (c): Nome e endereço do fabricante: Localização e modo de fixação das chapas e inscrições regulamentares: No quadro: Na carroçaria: Endereço(s) da(s) instalação(ões) de montagem:.. 1 Características gerais de construção do veículo: 1.1 Fotografias e ou desenhos de um veículo representativo: Desenho cotado do veículo completo: Número de eixos e rodas: Número e posição dos eixos com rodado duplo: Número e posição dos eixos direccionais: Eixos motores (número, posição, interligação):. 1.4 Quadro (caso exista) (desenho de conjunto):. 1.6 Localização e disposição do motor: Cabina (avançada ou normal) (z): Indicar se o automóvel se destina a puxar semi- -reboques ou outro tipo de reboques e se o reboque é um semi-reboque, um reboque com barra de tracção ou um reboque de eixo central; especificar os veículos especialmente concebidos para o transporte de mercadorias a temperaturas controladas. 2 Massas e dimensões (e) (em quilogramas e milímetros) (v. desenho, quando aplicável): 2.1 Distância(s) entre eixos (com a carga máxima) (f): Para os semi-reboques: Distância entre o eixo da cavilha de engate e a retaguarda do semi-reboque: Distância máxima entre o eixo da cavilha de engate e qualquer ponto da frente do semi-rebo- que: Distância entre eixos do semi-reboque, conforme definido na alínea b) do n.o 3 do artigo 22.o do presente Regulamento: Para os veículos de tracção de semi-reboques: Avanço do prato de engate (máximo e mínimo; indicar os valores admissíveis se se tratar de um veículo incompleto) (g): Altura máxima do prato de engate (normalizada) (h): Via(s) e largura(s) dos eixos: Via de cada eixo direccional (i): Via de todos os outros eixos (i): Largura do eixo traseiro mais largo: Gama de dimensões (exteriores) do veículo: Para quadro sem carroçaria: Comprimento (j): Comprimento máximo admissível: Comprimento mínimo admissível: Largura (k): Largura máxima admissível: Largura mínima admissível: Altura (em ordem de marcha) (l) (para suspensões ajustáveis em altura, indicar a posição normal de marcha): Distância do eixo dianteiro à frente do veículo (m): Distância do eixo traseiro à retaguarda do veículo (n): Distância máxima e mínima admissível do ponto de engate ao veículo (nd): Posições extremas admissíveis do centro de gravidade da carroçaria e ou dos acessórios interiores e ou dos equipamentos e ou da carga útil: Distâncias entre eixos (se existirem vários): Para quadro com carroçaria: Comprimento (j): Comprimento da zona de carga: Largura (k): Espessura de paredes (no caso dos veículos com ar condicionado): Altura (em ordem de marcha) (l) (para suspensões ajustáveis em altura, indicar a posição normal de marcha): Distância do eixo dianteiro à frente do veículo (m): Distância do eixo traseiro à retaguarda do veículo (n): Posições extremas admissíveis do centro de gravidade da carga transportada (no caso de carga não uniforme): Distâncias entre eixos (se existirem vários): Massa do veículo carroçado e com dispositivo de engate se se tratar de um veículo de tracção, com excepção dos da categoria M 1, em ordem de marcha, ou massa do châssis com cabina, se o fabricante não fornecer a carroçaria, e ou dispositivo de engate [incluindo líquido de arrefecimento, lubrificantes, combustível, 100% dos outros fluidos, excepto águas residuais, ferramentas, roda sobresselente e condutor, e, no caso dos autocarros e camionetas de passageiros, massa do assistente de bordo (75 kg), se houver no veículo um assento que lhe seja destinado] (o) (e): Distribuição desta massa pelos eixos e, se se tratar de um semi-reboque ou reboque de eixo central, carga no ponto de engate (e): 2.7 Massa mínima do veículo completado declarada 2.20
39 pelo fabricante, se se tratar de um veículo incompleto: Distribuição desta massa pelos eixos e, caso se trate de um semi-reboque ou reboque de eixo central, carga no ponto de engate: Massa máxima em carga tecnicamente admissível declarada pelo fabricante (y) (e): Distribuição desta massa pelos eixos e, se se tratar de um semi-reboque ou reboque de eixo central, carga no ponto de engate (e): Massa máxima tecnicamente admissível em cada eixo (e): Massa máxima tecnicamente admissível em cada conjunto de eixos (e): 2.11 Massa máxima rebocável tecnicamente admissível no automóvel (e): Reboque com barra de tracção: Semi-reboque: Reboque de eixo central: Relação máxima entre a distância do prato de engate ao veículo (p) e a distância entre eixos: Massa máxima em carga tecnicamente admissível no conjunto de veículos: Massa máxima no reboque destravado: Massa máxima tecnicamente admissível no ponto de engate: Do veículo a motor: Do semi-reboque ou reboque de eixo central: Massa máxima admissível do dispositivo de engate (se não vier montado de fábrica): Relação potência do motor/massa em carga máxima tecnicamente admissível do conjunto de veículos (em quilowatts/quilogramas) (tal como definido no artigo 27.o do presente Regulamento): Massas máximas admissíveis para efeitos de matrícula/circulação (facultativo: nos casos em que se indicarem estes valores, eles deverão ser verificados de acordo com os requisitos constantes do capítulo II do presente Regulamento) ( 2 ): Massa máxima admissível em carga prevista para efeitos de matrícula/circulação (são possíveis diversos valores para cada configuração técnica) (e): Massa máxima admissível em carga em cada eixo prevista para efeitos de matrícula/circulação e, no caso dos semi-reboques e reboques de eixo central, carga prevista no ponto de engate declarada pelo fabricante, se for inferior à massa máxima tecnicamente admissível no ponto de engate (são possíveis diversos valores para cada configuração técnica) (e): Massa máxima admissível em cada conjunto de eixos prevista para efeitos de matrícula/circulação (são possíveis diversos valores para cada configuração técnica) (e): Massa máxima rebocável admissível prevista para efeitos de matrícula/circulação (são possíveis diversos valores para cada configuração técnica) (e): Massa máxima admissível do conjunto de veículos prevista para efeitos de matrícula/circulação (são possíveis diversos valores para cada configuração técnica) (e):... 5 Eixos: 5.1 Descrição de cada eixo: Marca: Modelo: Eixo(s) retráctil(eis): Localização, marca e modelo: Eixo(s) deslastrável(eis): Localização, marca e modelo:... 6 Suspensão: 6.1 Desenho dos componentes da suspensão: Tipo e concepção da suspensão de cada eixo ou conjunto de eixos ou roda: Ajustamento de nível: sim/não ( 1 ) Suspensão pneumática do(s) eixo(s) motores: sim/não ( 1 ) Suspensão do eixo motor equivalente a uma suspensão pneumática: sim/não ( 1 ) Frequência e amortecimento da oscilação vertical da massa suspensa: Características dos componentes elásticos da suspensão (concepção, características dos materiais e dimensões): Estabilizadores: sim/não ( 1 ). 6.5 Amortecedores: sim/não ( 1 ). 6.6 Pneus e rodas: Combinação(ões) pneu/roda [para os pneus, indicar a designação ou dimensão, o índice de capacidade de carga mínimo, o símbolo da categoria de velocidade mínima; para as rodas, indicar a(s) dimensão(ões) da(s) jante(s) e saliência(s)] (e): Eixo 1: Eixo 2:...; etc Pressão(ões) dos pneus recomendada(s) pelo fabricante do veículo:... kpa (e). 8 Travões: 8.3 Comando e transmissão dos sistemas de travagem do reboque em veículos concebidos para a tracção de reboques:... 9 Carroçaria: 9.1 Tipo de carroçaria: Assentos: Número: Posição e disposição: Chapas e inscrições regulamentares: Fotografias e ou desenhos mostrando a localização das chapas e inscrições regulamentares e do número do châssis: Fotografias e ou desenhos da parte oficial das chapas e inscrições (exemplo, completado com di- 2.21
40 mensões): Ligações entre os veículos tractores e os reboques ou semi-reboques: 11.1 Classe e tipo do(s) dispositivo(s) de engate montados ou a montar: Características D, U, S e V do(s) dispositivo(s) de engate(s) montado(s) ou características mínimas D, U, S e V do(s) dispositivo(s) de engate a montar:..dan Instruções para a montagem do tipo de engate no veículo e fotografias ou desenhos em corte dos pontos de fixação ao veículo indicados pelo fabricante; informações adicionais, caso a utilização do tipo de engate em questão esteja restringida a determinados modelos de veículos: Informações relativas à instalação de suportes de reboque especiais ou pratos de montagem: Disposições especiais para veículos destinados ao transporte de passageiros com mais de oito lugares sentados além do lugar do condutor: 13.1 Classes de veículos (classe I, classe II, classe III, classe A, classe B) Área disponível para passageiros (metros quadrados): Total (S 0 ): Piso superior (S 0a ) ( 1 ): Piso inferior (S 0b ): Área disponível para passageiros em pé (S 1 ): Número de passageiros (sentados e em pé): Total (N): Piso superior (N a ) ( 1 ): Piso inferior (N b ) ( 1 ): Número de passageiros sentados: 13.4 Número de espaços para cadeiras de rodas nos veículos das categorias M 2 e M 3 : Total (A): Piso superior (A aa ) ( 1 ): Piso inferior (A b ) ( 1 ): Volume do(s) compartimento(s) para bagagem (metros cúbicos): Área para o transporte de bagagens no tejadilho (metros quadrados):... Informações complementares para veículos fora-de-estrada: Para châssis sem carroçaria: Ângulo de ataque (na):...o Ângulo de fuga (nb):...o Distância ao solo (conforme a definição do n.o 4.5, secção A, do anexo II da Directiva n.o 70/156/CEE): Entre os eixos: Sob o(s) eixo(s) dianteiro(s): Sob o(s) eixo(s) traseiro(s): Ângulo de rampa (na):...o Para châssis com carroçaria: Ângulo de ataque (na):...o Ângulo de fuga (nb):...o Distância ao solo (conforme a definição do n.o 4.5, secção A, do anexo II da Directiva n.o 70/156/ CEE, do Conselho): Entre os eixos: Sob o(s) eixo(s) dianteiro(s): Sob o(s) eixo(s) traseiro(s): Ângulo de rampa (nc):...o 2.15 Capacidade de arranque em subida só o veículo:... (percentagem). 4.9 Bloqueio do diferencial: sim/não/facultativo (1). Notas Generalidades os números dos diferentes pontos e as notas usadas na presente ficha de informações correspondem aos do anexo I do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. Os pontos irrelevantes para efeitos do presente Regulamento foram omitidos. Nota (e) significa «Apresentada de forma a evidenciar o valor real para cada configuração técnica do modelo de veículo.» Nota (nd) significa «Norma ISO , termo n.o » (1) Riscar o que não interessa. (2) Os pontos a não obstam a que as autoridades nacionais responsáveis pela matrícula aceitem massas máximas suplementares para efeitos de matrícula/circulação. (65) ANEXO III (referente ao n.o 2 do artigo 8.o) Modelo [formato máximo: A4 (210 mm 297 mm)] Certificado de homologação CE (veículo) Comunicação relativa à: Homologação ( 1 ); Prolongamento da homologação ( 1 ); Recusa da homologação ( 1 ); Retirada da homologação ( 1 ); de um modelo de veículo no que diz respeito à Directiva n.o 97/27/CE, relativa às massas e dimensões de determinadas categorias de automóveis e seus reboques e que altera a Directiva n.o 70/156/CEE. Homologação CE n.o :... Razão do prolongamento:
41 Secção I 0.1 Marca (nome comercial do fabricante): Modelo de veículo: Designação(ões) comercial(ais): Meios de identificação do modelo, se marcados no veículo: Localização desta marcação: Categoria do veículo: Nome e endereço do fabricante:... Nome e endereço do fabricante da última fase construída do veículo: Nome(s) e endereço(s) das instalações de montagem:... Secção II 1 Informações adicionais (se aplicável): v. adenda. 2 Departamento técnico responsável pela realização dos ensaios:... 3 Data do relatório de ensaio:... 4 Número do relatório de ensaio:... 5 Eventuais comentários: v. adenda. 6 Local:... 7 Data:... 8 Assinatura:... 9 Em anexo, lista do conjunto de informações em poder da autoridade responsável pela homologação, que podem ser obtidas a pedido. ( 1 ) Riscar o que não interessa. Adenda ao certificado de homologação CE n.o... relativo à homologação de determinadas categorias de automóveis e seus reboques no que respeita à Directiva n.o 97/27/CE. 1 Informações adicionais: 1.0 Dimensões superiores às dimensões máximas autorizadas no n.o 7.3 do anexo I da Directiva n.o 97/27/ CE em aplicação dos artigos 3.o e 7.o: sim/não ( 1 ). 1.1 Comprimento (total):... mm (veículo completo ou completado) Comprimento da zona de carga Distância da cavilha de engate a qualquer ponto da extremidade dianteira do semi-reboque Distância da cavilha de engate à extremidade traseira do semi-reboque. 1.2 Largura (total):... mm (veículo completo ou completado). 1.3 Altura (total):... mm (veículo completo ou completado). 1.4 Comprimento máximo admissível:... mm(veículo incompleto). 1.5 Largura máxima admissível:... mm (veículo incompleto). 1.6 Posições extremas admissíveis do centro de gravidade da carroçaria e ou dos acessórios interiores e ou do equipamento e ou da carga transportada (veículo incompleto ou carga não uniforme). 1.7 Massa máxima do veículo em ordem de marcha ( 2 ) Massa máxima em carga tecnicamente admissível do veículo ( 2 ):... kg. 1.9 Massa máxima tecnicamente admissível no eixo ( 2 ): 1.9.1: Eixo 1... kg; Eixo 2 ( 1 )... kg; Eixo 3 ( 1 )... kg; Eixo 4 ( 1 )... kg; Eixo 5 ( 1 )... kg Massa máxima tecnicamente admissível no conjunto de eixos ( 2 ): : Primeiro conjunto de eixos:... kg; Segundo conjunto de eixos ( 1 ):... kg Massa máxima em carga tecnicamente admissível do conjunto de veículos Eixos retrácteis Eixos deslastráveis Massa máxima rebocável tecnicamente admissível do automóvel ( 1 ) ( 2 ) Reboque com barra de tracção ( 1 ) Semi-reboque ( 1 ) Reboque de eixo central ( 1 ) Reboque destravado ( 1 ) Massa máxima tecnicamente admissível no ponto de engate do automóvel/do semi-reboque ou do reboque de eixo central ( 1 ) ( 2 ):... kg Massa máxima admissível do dispositivo de engate (se não vier montado de fábrica):... kg Massas máximas admissíveis para efeitos de matrícula/circulação ( 2 ) ( 3 ) Massa máxima admissível em carga prevista para efeitos de matrícula/circulação (são possíveis diversos valores para cada configuração técnica) ( 2 ) Massa máxima admissível em carga em cada eixo prevista para efeitos de matrícula/circulação e, no caso dos semi-reboques e reboques de eixo central, carga prevista no ponto de engate declarada pelo fabricante, se for inferior à massa tecnicamente admissível no ponto de engate (são possíveis diversos valores para cada configuração técnica) ( 2 ) Massa máxima admissível em cada conjunto de eixos prevista para efeitos de matrícula/circulação (são possíveis diversos valores para cada configuração técnica) ( 2 ) Massa máxima rebocável admissível prevista para efeitos de matrícula/circulação (são possíveis di- 2.23
42 versos valores para cada configuração técnica) ( 2 ) Massa máxima admissível do conjunto de veículos prevista para efeitos de matrícula/circulação (são possíveis diversos valores para cada configuração técnica) ( 2 ) Suspensão pneumática para o eixo motor: sim/não ( 1 ) Suspensão do eixo motor reconhecida como equivalente a uma suspensão pneumática: sim/não ( 1 ) Veículo fora-de-estrada: sim/não ( 1 ) Número de passageiros Número dos lugares sentados ( 2 ) Número dos lugares em pé para os veículos das categorias M 2 ou M 3 ( 2 ) Número de espaços para cadeiras de rodas nos veículos das categorias M 2 e M 3 ( 2 ): Fotografias ou desenhos em corte dos pontos de montagem do dispositivo de engate no veículo. ( 1 ) Riscar o que não interessa. ( 2 ) Disposto de modo a evidenciar claramente o valor real de cada configuração técnica do modelo de veículo. ( 3 ) A preencher apenas se a ficha de informações contiver estes dados Decreto-Lei n.º 58/2004 de 19 de Março Com a publicação do presente diploma transpõe-se para o direito interno a Directiva n.º 2001/85/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de Novembro, no que se refere às disposições especiais aplicáveis aos automóveis pesados de passageiros. Decreto-Lei n.o 58/2004 de 19 de Março Com a publicação do presente diploma transpõe-se para o direito interno a Directiva n.o 2001/85/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de Novembro, no que se refere às disposições especiais aplicáveis aos automóveis pesados de passageiros. Esta é uma das directivas específicas do procedimento de homologação CE mencionado no Decreto-Lei n.o 72/2000, de 6 de Maio, e alterado pelo Decreto-Lei n.o 72-B/2003, de 14 de Abril. Torna-se necessário harmonizar a legislação nacional com a europeia na matéria respeitante às medidas especiaisaplicáveis aos automóveis destinados ao transporte de passageiros com mais de oito lugares sentados além do lugar do condutor, sendo necessário que todos os Estados membros adoptem os mesmos requisitos, seja em complemento seja em substituição das regras que estão a aplicar neste momento, de modo a possibilitar, designadamente, que o procedimento de homologação CE previsto no Decreto-Lei n.o 72/2000, de 6 de Maio, seja aplicado a cada modelo de veículo. O presente diploma tem em conta os progressos já realizados no que se refere à melhoria da acessibilidade das pessoas com mobilidade reduzida aos veículos das classes I e II. Para tal torna-se conveniente autorizar, para os tipos de veículos existentes, um declive mais acentuado em determinadas partes do corredor do que para os novos tipos de veículos. Apesar de o objectivo principal do presente diploma ser o de garantir a segurança dos passageiros, é também necessário prever prescrições técnicas que facilitem o acesso das pessoas com mobilidade reduzida aos veículos abrangidos pelo Regulamento aprovado pelo presente diploma, em consonância com a política de transportes e a política social da União Europeia, devendo ser feitos todos os esforços para melhorar a acessibilidade desses veículos, podendo, para esse efeito, conseguir-se a acessibilidade das pessoas com mobilidade reduzida, quer através de soluções técnicas aplicadas ao veículo quer pela sua conjugação com infra-estruturas locais adequadas que garantam o acesso aos utilizadores de cadeiras de rodas. Os veículos da classe I devem ser acessíveis às pessoas com mobilidade reduzida, incluindo os utilizadores de cadeira de rodas; todavia, se os veículos que não pertençam à classe I estiverem equipados com dispositivos para pessoas com mobilidade reduzida e ou utilizadores de cadeiras de rodas, devem preencher os requisitos exigidos no capítulo III do presente diploma. Pelo presente diploma pretende-se, também, proceder à regulamentação do n.o 3 do artigo 114.o do Código da Estrada, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 114/94, de 3 de Maio, e alterado pelos Decretos-Leis n.os 214/96, de 20 de Novembro, 2/98, de 3 de Janeiro, 162/2001, de 22 de Maio, e 265-A/2001, de 28 de Setembro, e pela Lei n.o 20/2002, de 21 de Agosto. Assim: 2.24
43 Nos termos da alínea a) do n.o 1 do artigo 198.o da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo 1.o Objecto 1 O presente diploma transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.o 2001/85/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de Novembro, no que se refere ao transporte pesado de passageiros, aprovando o Regulamento sobre Disposições Especiais Aplicáveis aos Automóveis Pesados de Passageiros, cujo texto se publica em anexo e dele faz parte integrante. 2 Os anexos ao Regulamento aprovado nos termos do número anterior fazem dele parte integrante. Artigo 2.o Veículos da classe I Os veículos da classe I devem ser acessíveis às pessoas com mobilidade reduzida, incluindo os utilizadores de cadeiras de rodas, de acordo com as prescrições técnicas constantes do capítulo III do Regulamento ora aprovado. Artigo 3.o Veículos de outras classes Se os veículos que não pertençam à classe I estiverem equipados com dispositivos para pessoas com mobilidade reduzida e ou utilizadores de cadeiras de rodas, devem preencher os requisitos constantes do capítulo III do Regulamento ora aprovado. Artigo 4.o Produção de efeitos 1 A partir da entrada em vigor do presente diploma não pode ser recusada a homologação CE ou a homologação de âmbito nacional, nem recusada ou proibida a venda, a matrícula ou a entrada em circulação de um veículo ou de uma carroçaria como unidade técnica, por motivos relacionados com as disposições aplicáveis aos automóveis pesados de passageiros, se se encontrarem preenchidos os requisitos constantes do presente Regulamento, de um veículo de uma carroçaria ou de um veículo cuja carroçaria tenha já obtido homologação como unidade técnica. 2 O disposto no número anterior aplica-se aos veículos de piso rebaixado das classes I e II, homologados antes de 13 de Agosto de 2002, em conformidade com a Directiva n.o 76/756/CEE, autorizados a apresentar um declive de 12,5%, tal como estabelecido na alínea b) do artigo 37.o do Regulamento ora aprovado. 3 A partir de 13 de Fevereiro de 2004, com excepção do disposto no número seguinte, não pode ser concedida a homologação CE a um modelo de veículo e a um tipo de carroçaria como unidade técnica separada e deve ser recusada a matrícula, a venda ou a entrada em circulação de novos veículos e novas carroçarias como unidades técnicas separadas, por motivos relacionados com as disposições aplicáveis aos automóveis pesados de passageiros, se não se encontrarem preenchidos os requisitos constantes do presente Regulamento. 4 A partir de 13 de Fevereiro de 2005 deve ser recusada a matrícula, a venda ou a entrada em circulação de novos veículos e de novas carroçarias como unidades técnicas separadas que tenham sido homologadas nos termos das disposições constantes do n.o 2 do presente artigo. Artigo 5.o Entrada em vigor O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 23 de Dezembro de José Manuel Durão Barroso Maria Teresa Pinto Basto Gouveia António Jorge de Figueiredo Lopes Carlos Manuel Tavares da Silva. Promulgado em 26 de Fevereiro de Publique-se. O Presidente da República, JORGE SAMPAIO. Referendado em 5 de Março de O Primeiro-Ministro, José Manuel Durão Barroso. ANEXO REGULAMENTO SOBRE DISPOSIÇÕES ESPECIAIS APLICÁVEIS AOS AUTOMÓVEIS PESADOS DE PASSAGEIROS CAPÍTULO I Âmbito, definições, pedido de homologação CE de um modelo de veículo ou de um tipo de carroçaria como unidade técnica, modificação de um modelo de veículo ou de um tipo de carroçaria, conformidade da produção e requisitos. SECÇÃO I Do âmbito de aplicação e das definições Artigo 1.o Âmbito de aplicação 2.25
44 1 O presente Regulamento aplica-se a todos os veículos de um ou dois pisos, rígidos ou articulados, das categorias M2 e M3, definidas na parte A do anexo II do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 72/2000, de 6 de Maio, e alterado pelo Decreto-Lei n.o 72-B/2003, de 14 de Abril. 2 Os requisitos constantes do presente Regulamento não se aplicam aos seguintes veículos: a) Veículos de segurança utilizados para o transporte de pessoas, nomeadamente carros celulares; b) Veículos especialmente concebidos para o transporte de feridos ou doentes (ambulâncias); c) Veículos fora de estrada; d) Veículos especialmente concebidos para efeitos de transporte escolar. 3 Os requisitos constantes do presente Regulamento só se aplicam aos veículos a seguir enumerados na medida em que sejam compatíveis com a função e a utilização previstas: a) Veículos destinados a serem utilizados pelas forças policiais e de segurança e pelas Forças Armadas; b) Veículos equipados com bancos destinados a serem utilizados apenas quando o veículo se encontrar parado, mas não concebidos para transportar mais de oito pessoas, excluindo o condutor, quando em movimento, sendo o caso das bibliotecas e capelas itinerantes e das unidades hospitalares ambulatórias, devendo os bancos destes veículos destinados a serem utilizados com o veículo em movimento estar claramente assinalados. Artigo 2.o Definições Para efeitos do disposto no presente Regulamento, entende-se por: 1) «Veículo» um veículo das categorias M2 ou M3, tal como definido no anexo II, parte A, do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas; 2) Um veículo pode pertencer a mais de uma classe, caso em que pode ser homologado para cada uma das classes a que corresponde, distinguindose, no caso dos veículos de lotação superior a 22 passageiros além do condutor, as três classes seguintes: a) Classe I: veículos construídos com zonas para passageiros de pé, que permitem a movimentação frequente destes; b) Classe II: veículos construídos principalmente para o transporte de passageiros sentados, concebidos de modo a poderem transportar passageiros de pé no corredor e ou numa zona cuja área não exceda o espaço correspondente a dois bancos duplos; c) Classe III: veículos construídos exclusivamente para o transporte de passageiros sentados; 3) No caso dos veículos de lotação não superior a 22 passageiros além do condutor, distinguemse duas classes: a) Classe A: veículos concebidos para o transporte de passageiros de pé; os veículos desta classe estão equipados com bancos e devem estar preparados para transportar passageiros de pé; b) Classe B: veículos não concebidos para o transporte de passageiros de pé; os veículos desta classe não estão preparados para transportar passageiros de pé; 4) «Veículo articulado» um veículo constituído por duas ou mais secções rígidas articuladas entre si; os compartimentos para passageiros de cada secção intercomunicam entre si, permitindo a livre circulação dos passageiros, e as secções rígidas estão ligadas de modo permanente, só podendo ser separadas com recurso a meios normalmente apenas disponíveis numa oficina; 5) «Veículo de dois andares articulado» um veículo constituído por duas ou mais secções rígidas articuladas entre si; os compartimentos dos passageiros de cada secção intercomunicam em, pelo menos, um andar, de forma que os passageiros possam movimentar-se livremente entre elas; as secções rígidas estão ligadas de modo permanente, só podendo ser separadas com recurso a meios normalmente apenas disponíveis numa oficina; 6) «Autocarro de piso rebaixado» um veículo das classes I, II ou A no qual, pelo menos, 35% da área disponível para passageiros de pé, na secção dianteira, no caso dos veículos articulados, ou no piso inferior, no caso dos veículos de dois pisos, constitui um espaço sem degraus com, pelo menos, uma porta de serviço; 7) «Carroçaria» uma unidade técnica que compreende todo o equipamento especial interior e exterior do veículo; 8) «Veículo de dois pisos» um veículo em que os espaços para passageiros se encontram, pelo menos em parte, em dois níveis sobrepostos e em que não existem espaços para passageiros de pé no piso superior; 9) «Modelo de veículo» veículos que não apresentem entre si diferenças nos seguintes aspectos essenciais: 2.26
45 a) Fabricante da carroçaria; b) Fabricante do quadro; c) Concepção do veículo, superior a 22 passageiros ou igual ou inferior a 22 passageiros; d) Concepção da carroçaria, um ou dois pisos, articulada, piso rebaixado; e) Tipo da carroçaria, se esta tiver sido homologada como unidade técnica; 10) «Tipo de carroçaria», para efeitos de homologação como unidade técnica, uma categoria de carroçarias que não apresentem entre si diferenças essenciais nos seguintes aspectos: a) Fabricante da carroçaria; b) Concepção do veículo, superior a 22 passageiros ou igual ou inferior a 22 passageiros; c) Concepção da carroçaria, um ou dois pisos, articulada, piso rebaixado; d) Massa da carroçaria de veículo completamente equipada, admitindo-se uma variação de 10%; e) Modelos específicos de veículo nos quais o tipo de carroçaria pode ser montado; 11) «Homologação de um veículo ou de uma unidade técnica» a homologação de um modelo de veículo ou de um tipo de carroçaria conforme definidos nos números anteriores no que respeita às características de construção especificadas no presente Regulamento; 12) «Superstrutura» a parte da carroçaria que contribui para a resistência do veículo em caso de capotagem; 13) «Porta de serviço» uma porta destinada a ser utilizada pelos passageiros em circunstâncias normais, estando o condutor sentado; 14) «Porta dupla» uma porta que assegura duas passagens de acesso ou um espaço equivalente; 15) «Porta deslizante» uma porta que apenas pode ser aberta ou fechada fazendo-a deslizar numa ou mais calhas rectilíneas ou aproximadamente rectilíneas; 16) «Porta de emergência» uma porta destinada a ser utilizada como saída pelos passageiros apenas em casos excepcionais, em especial em situações de emergência; 17) «Janela de emergência» uma janela, não necessariamente com vidraça, destinada a ser utilizada como saída de passageiros apenas em situações de emergência; 18) «Janela dupla ou múltipla» uma janela de emergência que, quando dividida em duas ou mais partes por uma ou mais linhas ou planos verticais imaginários, exibe, respectivamente, duas ou mais partes que satisfazem, cada uma delas, os requisitos aplicáveis a uma janela de emergência normal, no que diz respeito a dimensões e acesso; 19) «Portinhola de salvação» uma abertura existente no tejadilho ou no piso destinada a ser utilizada como saída de emergência de passageiros apenas em situações de emergência; 20) «Saída de emergência» uma porta de emergência, uma janela de emergência ou uma portinhola de salvação; 21) «Saída» uma porta de serviço, uma escada de intercomunicação, uma meia-escada ou uma saída de emergência; 22) «Piso ou pavimento» a parte da carroçaria cuja superfície superior suporta os passageiros de pé, os pés dos passageiros sentados, do condutor e dos membros da tripulação, podendo suportar ainda as fixações dos bancos; 23) «Corredor» o espaço que permite aos passageiros terem acesso, a partir de qualquer banco ou fila de bancos, a qualquer outro banco ou fila de bancos, ou a qualquer passagem de acesso a ou de uma porta de serviço ou escada de intercomunicação ou área destinada a passageiros de pé, não incluindo: a) O espaço de 300 mm situado à frente de cada banco, salvo se existirem bancos voltados para as paredes laterais do veículo que estejam assentes sobre os arcos das rodas, caso em que esta dimensão pode ser reduzida para 225 mm; b) O espaço por cima do piso de qualquer degrau ou escada; c) Qualquer espaço que dê acesso unicamente a um banco ou fila de bancos ou a um par de bancos transversais ou filas de bancos instalados facea-face; 24) «Passagem de acesso» o espaço que se estende para o interior do veículo a partir da porta de serviço até à aresta exterior do degrau superior ou rebordo do corredor, da escada de intercomunicação ou da meia-escada; quando as portas não tiverem degrau, o espaço a considerar como passagem de acesso deve ser, medido de acordo com o referido no artigo 31.o do presente Regulamento, o espaço de 300 mm a partir da posição inicial da face interior do duplo painel; 25) «Compartimento do condutor» o espaço destinado exclusivamente para uso do condutor, excepto em situações de emergência, no qual se situam o banco do condutor, o volante, os comandos, os instrumentos e outros dispositivos necessários à condução e ao comando do veículo; 26) «Massa do veículo em ordem de marcha» a massa definida no n.o 7 do artigo 3.o do Regulamento Relativo às Massas e Dimensões de Determinadas Categorias de Automóveis e Seus Reboques; 27) «Massa máxima em carga tecnicamente admissível 2.27
46 (M)» a massa definida no n.o 8 do artigo 3.o do Regulamento referido no número anterior; 28) «Passageiro» uma pessoa que não seja o condutor ou um membro da tripulação; 29) «Passageiro com mobilidade reduzida» qualquer pessoa que tenha dificuldades na utilização dos transportes públicos, nomeadamente as pessoas com deficiência, incluindo as pessoas com deficiência sensorial e ou psíquica e os utilizadores de cadeiras de rodas, as pessoas com deficiências nos membros, as pessoas de baixa estatura, as pessoas com bagagens pesadas, as pessoas de idade, as mulheres grávidas, as pessoas com carros de compras e as pessoas com crianças, incluindo crianças em carrinhos de bebé; 30) «Utilizador de cadeira de rodas» uma pessoa que, por doença ou deficiência física, se desloca numa cadeira de rodas; 31) «Membro da tripulação» uma pessoa a quem compete substituir o condutor ou desempenhar as funções de assistente; 32) «Compartimento dos passageiros» um espaço destinado aos passageiros, sem incluir o espaço ocupado por quaisquer equipamentos fixos, nomeadamente bares, pequenas cozinhas, instalações sanitárias ou compartimentos para bagagem ou carga; 33) «Porta de serviço de funcionamento assistido» uma porta de serviço cujo funcionamento é exclusivamente assegurado por uma fonte de energia que não a energia muscular e cuja abertura e fecho, se não forem automáticos, são comandados à distância pelo condutor ou por um membro da tripulação; 34) «Porta de serviço automática» uma porta de serviço de funcionamento assistido que apenas pode ser aberta, salvo por meio de comandos de emergência, por accionamento de um comando por um passageiro, depois de activado pelo condutor, e que volta a fechar-se automaticamente; 35) «Dispositivo antiarranque» um dispositivo automático que impede que o veículo seja posto em movimento quando estiver parado; 36) «Porta de serviço accionada pelo condutor» uma porta de serviço que, em condições normais, é aberta e fechada pelo condutor; 37) «Lugar reservado» um lugar com espaço suplementar para um passageiro com mobilidade reduzida e devidamente assinalado como tal; 38) «Equipamento de embarque» um dispositivo destinado a facilitar o acesso de cadeiras de rodas ao veículo, nomeadamente um elevador ou uma rampa; 39) «Sistema de rebaixamento» um sistema que rebaixa total ou parcialmente a carroçaria do veículo em relação à posição normal de circulação; 40) «Elevador» um dispositivo ou sistema constituído por uma plataforma que pode ser elevada ou descida para permitir o acesso de passageiros entre o solo ou o passeio e o piso do compartimento dos passageiros; 41) «Rampa» um dispositivo destinado a vencer o desnível entre o piso do compartimento dos passageiros e o solo ou o passeio; 42) «Rampa portátil» uma rampa que pode ser separada da estrutura do veículo e que pode ser instalada pelo condutor ou por um membro da tripulação; 43) «Banco desmontável» um banco que pode ser facilmente retirado do veículo; 44) «Frente e retaguarda» a frente ou a retaguarda do veículo segundo o sentido normal em que circula, devendo, designadamente, os termos «dianteiro», «mais avançado», «traseiro» e «mais recuado» ser interpretados do mesmo modo; 45) «Escada de intercomunicação» uma escada que permite a comunicação entre os andares inferior e superior; 46) «Compartimento separado» um espaço dentro do veículo que pode ser ocupado por passageiros ou pela tripulação quando o veículo está em circulação e que se encontra separado de qualquer outro espaço para passageiros ou membros da tripulação, excepto se houver uma divisória que permita aos passageiros ver para dentro do espaço de passageiros contíguo, e que se encontra ligado a esse espaço por um corredor sem portas; 47) «Meia-escada» uma escada a partir do piso superior que termina numa porta de emergência. SECÇÃO II Do pedido de homologação CE de um veículo ou de uma carroçaria como unidade técnica e da homologação CE de um modelo de veículo. Artigo 3.o Pedido de homologação CE de um veículo ou de uma carroçaria como unidade técnica 1 Deve ser apresentado pelo respectivo fabricante o pedido de homologação CE de um veículo, de homologação CE como unidade técnica ou de homologação CE de um veículo equipado com uma carroçaria já homologada como unidade técnica, em conformidade com os n.os 2 e 3 do artigo 4.o do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas, de um modelo de veículo, de um tipo de carroçaria 2.28
47 ou de um modelo de veículo equipado com uma carroçaria já homologada como unidade técnica no que diz respeito às disposições especiais aplicáveis aos automóveis pesados de passageiros. 2 No caso de um pedido de homologação CE de um veículo obtido pela montagem num quadro de uma carroçaria de tipo já homologado, por «fabricante» deve entender-se a pessoa que procede a essa montagem. 3 O modelo da ficha de informações figura no anexo III, apêndice n.o 1, ao presente Regulamento: a) No que respeita aos modelos de veículo figura no subapêndice n.o 1; b) No que respeita aos tipos de carroçaria figura no subapêndice n.o 2; c) No que respeita aos modelos de veículos equipados com carroçarias já homologadas como unidades técnicas figura no subapêndice n.o 3. 4 Deve ser apresentado ao serviço técnico responsável pela realização dos ensaios de homologação um veículo ou uma carroçaria representativo(a) do modelo ou tipo a homologar, com todo o equipamento especial devidamente instalado. Artigo 4.o Homologação CE de um modelo de veículo 1 No caso de os requisitos relevantes serem satisfeitos, deve ser concedida a homologação CE, em conformidade com os n.os 6 a 8 do artigo 11.o do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. 2 O modelo da ficha de informações figura no anexo III, apêndice n.o 2, ao presente Regulamento: a) No que respeita aos modelos de veículo figura no subapêndice n.o 1; b) No que respeita aos tipos de carroçaria figura no subapêndice n.o 2; c) No que respeita aos modelos de veículos equipados com carroçarias já homologadas como unidades técnicas figura no subapêndice n.o 3. 3 A cada modelo de veículo ou tipo de carroçaria homologado deve ser atribuído um número de homologação conforme com o anexo VII do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas, não podendo a Direcção-Geral de Viação atribuir o mesmo número a outro modelo de veículo ou tipo de carroçaria. Artigo 5.o Inscrições 1 As carroçarias homologadas como unidades técnicas devem apresentar: a) A marca comercial ou a firma do fabricante da carroçaria; b) A designação comercial atribuída pelo fabricante; c) O número de homologação CE previsto no n.o 3 do artigo anterior. 2 As marcas referidas no número anterior devem ser indeléveis e claramente legíveis, mesmo depois de a carroçaria estar montada num veículo. SECÇÃO III Da modificação de modelos/tipos e alterações da homologação e da conformidade da produção Artigo 6.o Modificação de modelos/tipos e alterações da homologação Em caso de modificação do modelo de veículo ou do tipo de carroçaria homologado nos termos do presente Regulamento, aplicam-se as disposições constantes da secção III do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. Artigo 7.o Conformidade da produção Devem ser tomadas medidas para garantir a conformidade da produção de acordo com o disposto no artigo 32.o do Regulamento referido no artigo anterior. SECÇÃO IV Dos requisitos gerais SUBSECÇÃO I Das generalidades Artigo 8.o Generalidades 1 Salvo disposição em contrário, todas as medições devem ser efectuadas com o veículo em ordem de marcha estacionado numa superfície lisa horizontal, em condições normais de circulação. 2 No caso de o veículo estar equipado com um sistema de rebaixamento, este deve ser ajustado para a altura normal de circulação. 3 No caso de a carroçaria ter sido homologada como unidade técnica, a sua posição em relação à superfície plana horizontal deve ser especificada pelo fabricante. 4 Sempre que no presente Regulamento se especifique 2.29
48 que uma superfície do veículo deve estar na horizontal ou com uma inclinação determinada quando o veículo se encontrar em ordem de marcha, no caso dos veículos com suspensão mecânica, essa superfície pode apresentar-se inclinada ou apresentar uma inclinação superior em ordem de marcha, desde que o requisito em causa seja satisfeito com o veículo nas condições de carga declaradas pelo fabricante. 5 No caso de o veículo estar equipado com um sistema de rebaixamento, este não deve estar em funcionamento. SUBSECÇÃO II Da área disponível para os passageiros, da área do compartimento do condutor e da área disponível para os passageiros de pé/sentados Artigo 9.o Área disponível para os passageiros A superfície total (So) disponível para os passageiros calcula-se deduzindo da área total do piso do veículo a área referida no artigo seguinte. Artigo 10.o Área a deduzir da área total do piso do veículo A área a deduzir da área total do piso do veículo é a seguinte: a) A área do compartimento do condutor; b) A área dos degraus de acesso às portas e a área de quaisquer outros degraus com menos de 300 mm de profundidade, bem como a área varrida pelas portas e pelo respectivo mecanismo quando accionadas; c) A área de qualquer parte acima da qual o espaço livre seja inferior a 1350 mm medidos na vertical a partir do piso e sem considerar as intrusões autorizadas especificadas nos n.os 20 a 23 do artigo 39.o do presente Regulamento, podendo no caso dos veículos das classes A ou B esta dimensão ser reduzida para 1200 mm; d) A área de qualquer parte do veículo à qual seja interdito o acesso de passageiros, conforme previsto no n.o 4 do artigo 44.o do presente Regulamento; e) A área de qualquer espaço reservado exclusivamente ao transporte de cargas ou bagagem, onde não seja permitida a presença de passageiros; f) A área necessária para assegurar um espaço livre para trabalhar nas zonas de serviço; g) A área do piso ocupada por qualquer escada, meia-escada, escada de intercomunicação ou pela superfície de qualquer degrau. Artigo 11.o Área disponível para os passageiros de pé A área disponível para os passageiros de pé (S1) é calculada deduzindo de So o disposto nas alíneas seguintes: a) A área de todas as partes do piso onde o declive exceda os valores máximos permitidos, conforme estipulado no artigo 37.o do presente Regulamento; b) A área de todas as partes inacessíveis a passageiros de pé quando todos os bancos estiverem ocupados, com excepção dos bancos rebatíveis; c) A área de todas as partes cuja altura acima do piso seja inferior à altura do corredor especificada nos n.os 1 a 4 do artigo 36.o do presente Regulamento, não se considerando as pegas; d) A área situada à frente do plano vertical transversal que passa pelo centro do assento do banco do condutor, na sua posição mais recuada; e) A área que se estende por 300 mm à frente de qualquer banco, salvo se existirem bancos voltados para as paredes laterais do veículo que estejam assentes sobre os arcos das rodas, caso em que este valor pode ser reduzido para 225 mm; no caso dos veículos com lotação variável em lugares sentados, a área de 300 mm em frente de qualquer banco considerado em utilização, nos termos do n.o 2 do artigo seguinte; f) Qualquer superfície que não esteja excluída pelas disposições constantes das alíneas anteriores, em que não seja possível inscrever um rectângulo de 400 mm 300 mm; g) Nos veículos da classe II, a área interdita a passageiros de pé; h) Nos veículos de dois pisos, todas as áreas do piso superior; i) A área do ou dos espaços destinados a cadeiras de rodas, quando considerados ocupados por um utilizador ou utilizadores de cadeiras de rodas, tal como referido no n.o 2 do artigo seguinte. Artigo 12.o Lugares sentados 1 Deve existir no veículo um número (P) de lugares sentados, excluindo os bancos rebatíveis, conforme com os requisitos constantes do artigo 39.o do presente Regulamento, e, tratando-se de veículos das classes I, II ou A, o número de lugares sentados em cada piso deve ser, pelo menos, igual ao número de metros quadrados de piso disponível para passageiros e tripulação, caso exista, no piso em causa, arredondado por defeito ao número inteiro mais próximo, podendo o número exigido ser 2.30
49 reduzido de 10 % no caso dos veículos da classe I, excluindo o piso superior. 2 No caso dos veículos com lotação variável em lugares sentados, a área disponível para passageiros de pé (S1) e os requisitos constantes do artigo seguinte devem ser determinados para cada uma das seguintes situações, consoante for aplicável: a) Com todos os bancos possíveis ocupados, e seguidamente com a área que restar para passageiros de pé e, se ficar espaço, com as zonas destinadas a cadeiras de rodas igualmente ocupadas; b) Com todo o espaço possível para passageiros de pé ocupado, e seguidamente com os lugares sentados que restarem e, se ficar espaço, com as zonas destinadas a cadeiras de rodas igualmente ocupadas; c) Com todos os espaços possíveis para cadeiras de rodas ocupados, e seguidamente com a área que restar para passageiros de pé e os lugares sentados que ficarem disponíveis igualmente ocupados. SUBSECÇÃO III Das inscrições Artigo 13.o Inscrições 1 Deve estar claramente indicado, de forma visível no interior do veículo, próximo da porta dianteira, e em letras ou pictogramas de altura não inferior a 15 mm e algarismos de altura não inferior a 25 mm: a) O número máximo autorizado de lugares sentados; b) O número máximo autorizado de lugares de pé, se os houver; c) O número máximo autorizado de cadeiras de rodas, se o veículo estiver concebido para transportar cadeiras de rodas. 2 No caso de o veículo ser concebido para ter lotação variável em lugares sentados e área disponível para o transporte de passageiros de pé ou cadeiras de rodas, os requisitos constantes do número anterior são aplicáveis a cada uma das lotações máximas em lugares sentados e ao número correspondente de cadeiras de rodas e passageiros de pé. 3 Deve ser previsto espaço na zona do condutor, num local claramente visível por este, para a inscrição, em letras ou pictogramas de altura não inferior a 10 mm e algarismos de altura não inferior a 12 mm, das indicações constantes do número seguinte. 4 A massa de bagagem pode ser transportada quando o veículo estiver carregado com o número máximo de passageiros e membros da tripulação, sem que a massa máxima tecnicamente admissível do veículo, ou a massa admissível sobre qualquer eixo, seja ultrapassada, devendo este valor incluir a massa da bagagem transportada: a) Nos compartimentos para bagagem, massa B, como referido no n.o 4 do artigo 19.o do Regulamento Relativo às Massas e Dimensões de Determinadas Categorias de Automóveis e Seus Reboques; b) Sobre o tejadilho, se este estiver equipado para o transporte de bagagem, massa BX, como referido no n.o 4 do artigo 19.o do Regulamento citado na alínea anterior. SUBSECÇÃO IV Do ensaio de estabilidade dos veículos Artigo 14.o Ensaio de estabilidade 1 A estabilidade dos veículos deve ser tal que o ponto a partir do qual ocorre a capotagem não seja ultrapassado se a superfície sobre a qual se encontra o veículo for inclinada para ambos os lados, alternadamente, num ângulo de 28o em relação à horizontal. 2 Para a realização do ensaio acima descrito, o veículo deve apresentar-se com a sua massa em ordem de marcha, tal como definida no n.o 26 do artigo 2.o, acrescida de: a) Cargas iguais a Q, tal como definida no n.o 4 do artigo 19.o do Regulamento Relativo às Massas e Dimensões de Determinadas Categorias de Automóveis e Seus Reboques, colocadas em cada lugar de passageiro; se o veículo se destinar a transportar passageiros de pé ou um membro da tripulação que não viaje sentado, os centros de gravidade das cargas Q ou dos 75 kg que as representam devem estar uniformemente distribuídos pela zona destinada aos passageiros de pé ou pela zona da tripulação, respectivamente, a uma altura de 875 mm; se o veículo estiver equipado para o transporte de bagagem no tejadilho, deve ser fixada neste último, em representação da bagagem, uma massa (BX) uniformemente distribuída não inferior à declarada pelo fabricante, de acordo com o referido no n.o 4 do artigo 19.o do citado Regulamento; os outros compartimentos para bagagem não devem conter qualquer bagagem; b) Se o veículo tiver lotação variável em lugares sentados e lugares de pé ou estiver concebido para transportar uma ou mais cadeiras de rodas, em qualquer área do compartimento dos passageiros em que ocorram essas variações, a carga 2.31
50 a usar nos termos da alínea anterior deve ser a maior das constantes no número seguinte. 3 As variações de carga referidas no número anterior devem ser as seguintes: a) Massa representativa do número de passageiros sentados que podem ocupar a área em questão, incluindo a massa dos eventuais bancos desmontáveis; b) Massa representativa do número de passageiros de pé que podem ocupar a área em questão; c) Massas das cadeiras de rodas, com os respectivos utilizadores, que podem ocupar a área em questão, à razão de 250 kg cada, colocadas a uma altura de 500 mm acima do piso, no centro de cada espaço destinado a uma cadeira de rodas; d) Massa dos passageiros sentados, dos passageiros de pé e dos utilizadores de cadeiras de rodas, e de qualquer combinação destes que possa ocupar a área em questão. 4 A altura dos degraus eventualmente utilizados para evitar que as rodas do veículo escorreguem lateralmente no equipamento utilizado para o ensaio de inclinação não deve ser superior a dois terços da distância entre a superfície em que o veículo se encontra imobilizado antes de ser inclinado e a parte da jante da roda mais próxima dessa superfície quando o veículo estiver carregado, conforme previsto no n.o 2 do presente artigo. 5 Durante o ensaio não pode haver contacto entre quaisquer partes do veículo não destinadas a entrar em contacto na utilização normal, não podendo também produzir-se danos ou avarias em qualquer parte do veículo. 6 Em alternativa ao disposto no número anterior, pode recorrer-se a um método de cálculo para demonstrar que o veículo não sofre capotagem nas condições descritas nos n.os 1 e 2, devendo esse cálculo ter em conta os seguintes parâmetros: a) Massas e dimensões; b) Altura do centro de gravidade; c) Flexibilidade da suspensão; d) Elasticidade vertical e horizontal dos pneus; e) Características da regulação da pressão do ar na suspensão pneumática; f) Posição do centro dos momentos; g) Resistência da carroçaria à torção. 7 A descrição do método de cálculo figura no anexo II ao presente Regulamento. SUBSECÇÃO V Da protecção contra riscos de incêndio Artigo 15.o Compartimento do motor 1 Não podem ser utilizados no compartimento do motor quaisquer materiais de isolamento acústico infla máveis, nem materiais susceptíveis de se impregnarem de combustível, lubrificantes ou outras substâncias combustíveis, salvo se os referidos materiais estiverem protegidos por um revestimento impermeável. 2 Devem ser tomadas as devidas precauções, através de uma disposição adequada do compartimento do motor ou por meio de orifícios de drenagem, para evitar, na medida do possível, a acumulação de combustível, óleo lubrificante ou qualquer outra substância combustível em qualquer parte do compartimento do motor. 3 Deve ser instalada uma divisória de um material termorresistente entre o compartimento do motor ou qualquer outra fonte de calor, como um dispositivo concebido para absorver a energia libertada pelo veículo ao descer uma rampa longa, nomeadamente um retardador ou um dispositivo para o aquecimento do interior da carroçaria, desde que não funcione por circulação de água quente, e o resto do veículo, devendo todos os elementos de fixação, juntas, etc., associados à divisória ser resistentes ao fogo. 4 Pode existir no compartimento dos passageiros um dispositivo de aquecimento que não funcione a água quente, desde que esteja protegido por um material concebido para resistir às temperaturas geradas pelo dispositivo, não produza emissões tóxicas e esteja localizado de forma que os passageiros não possam entrar em contacto com qualquer superfície quente. Artigo 16.o Equipamento eléctrico e cablagem 1 Todos os cabos devem estar bem isolados e, juntamente com todos os equipamentos eléctricos, devem ser capazes de suportar as condições de temperatura e humidade a que serão expostos. 2 No compartimento do motor deve prestar-se especial atenção à resistência dos cabos e equipamentos eléctricos à temperatura ambiente e aos efeitos de todos os contaminantes a que poderão ser expostos. 3 Os cabos utilizados nos circuitos eléctricos não podem ser percorridos por correntes de intensidade superior à máxima admissível para o cabo em questão, tendo em conta o modo como estão montados e a temperatura ambiente máxima a que ficarão expostos. 4 Todos os circuitos eléctricos de alimentação de equipamentos que não sejam o motor de arranque, o circuito de ignição (ignição comandada), as velas de pré-aquecimento, o dispositivo de paragem do motor, o circuito de carga da bateria e a ligação à terra da 2.32
51 bateria devem incluir um fusível ou um disjuntor, podendo, em alternativa, ser protegidos por um fusível ou um disjuntor comum, desde que a sua capacidade nominal não exceda 16 A. 5 Todos os cabos devem estar bem protegidos e fixados com firmeza, de modo que não possam ser danificados por corte, abrasão ou atrito. 6 No caso de a tensão eficaz (RMS) ser superior a 100 V num ou mais circuitos eléctricos de um veículo, deve ser ligado a cada um dos pólos da alimentação eléctrica principal não ligados à terra um seccionador manual com o qual possam desligar-se todos esses circuitos da referida alimentação. 7 O seccionador deve ficar localizado no interior do veículo, numa posição facilmente acessível ao condutor, e não poderá servir para desligar qualquer circuito eléctrico que alimente as luzes exteriores obrigatórias do veículo. 8 Os dois números anteriores não se aplicam aos circuitos de ignição de alta tensão nem aos circuitos totalmente confinados a um único equipamento do veículo. 9 Todos os cabos eléctricos devem estar localizados de forma que não possam entrar em contacto com qualquer conduta de circulação de combustível ou qualquer parte do sistema de escape, ou ser sujeitos a calor excessivo, salvo se dispuserem de um isolamento ou protecção especiais, como no caso das válvulas de escape de comando electromagnético. Artigo 17.o Baterias 1 Todas as baterias devem estar bem fixadas numa posição de fácil acesso. 2 O compartimento das baterias deve estar separado do compartimento dos passageiros e do compartimento do condutor e deve dispor de ventilação para o exterior. 3 Os terminais das baterias devem estar protegidos contra o risco de curtos-circuitos. Artigo 18.o Extintores de incêndios e caixas de primeiros socorros 1 Deve estar previsto um espaço para a instalação de um ou mais extintores de incêndios, um dos quais situado próximo do banco do condutor, não devendo nos veículos das classes A ou B esse espaço ser inferior a 8 dm 3 e nos veículos das classes I, II ou III inferior a 15 dm 3. 2 Deve estar previsto um local para a arrumação de uma ou mais caixas de primeiros socorros, não devendo o espaço previsto para esse efeito ser inferior a 7dm 3 e a sua dimensão mínima inferior a 80 mm. 3 Os extintores de incêndios e as caixas de primeiros socorros podem estar protegidos contra roubo ou vandalismo, nomeadamente localizados num armário interior fechado ou protegidos por vidro quebrável, desde que a sua localização seja claramente indicada e estejam acessíveis meios que permitam às pessoas retirálos com facilidade do sistema protector em situações de emergência. Artigo 19.o Material 1 Não é permitida a presença de qualquer material inflamável a menos de 100 mm do sistema de escape ou de qualquer outra fonte de calor importante, salvo se o material estiver protegido de modo eficaz. 2 Devem existir protecções adequadas, quando necessário, que evitem que massas lubrificantes ou outras substâncias inflamáveis possam entrar em contacto com o sistema de escape ou outras fontes de calor importantes, sendo, para efeitos do presente número, «material inflamável» um material não concebido para suportar as temperaturas previsíveis num determinado local. SUBSECÇÃO VI Das saídas Artigo 20.o Número de saídas 1 Todos os veículos devem ter, pelo menos, duas portas, que podem ser duas portas de serviço ou uma porta de serviço e uma porta de emergência, sendo o número mínimo de portas de serviço o indicado no quadro constante no ponto 1.1 do anexo I ao presente Regulamento. 2 Em cada secção rígida dos veículos articulados deve existir, pelo menos, uma porta de serviço, exceptuando- se o caso da secção dianteira dos veículos articulados da classe I, que deve ter, pelo menos, duas portas de serviço. 3 Para efeitos do presente artigo, as portas de serviço equipadas com um sistema de comando assistido não podem ser consideradas portas de emergência, salvo se puderem ser abertas manualmente com facilidade, após activação, se necessário, do comando previsto no n.o 1 do artigo 24.o do presente Regulamento. 4 O número mínimo de saídas deve ser tal que o número total de saídas de um compartimento separado seja o indicado no quadro constante do ponto 1.2 do anexo I ao presente Regulamento. 2.33
52 5 Para efeitos de determinação do número mínimo e da localização das saídas, salvo no que respeita ao n.o 6 do artigo seguinte, cada secção rígida de um veículo articulado deve ser tratada como um veículo isolado. 6 Para efeitos de definição do número de saídas de emergência, as instalações sanitárias e as cozinhas não são consideradas compartimentos separados, devendo ser determinado o número de passageiros correspondente a cada secção rígida. 7 Uma porta de serviço dupla conta como duas portas e uma janela dupla ou múltipla como duas janelas de emergência. 8 No caso de o compartimento do condutor não comunicar com o compartimento dos passageiros através de uma passagem que satisfaça uma das condições constantes do n.o 4 do artigo 36.o do presente Regulamento, devem ser satisfeitas as seguintes condições: a) O compartimento do condutor deve ter duas saídas, que não podem estar situadas na mesma parede lateral; no caso de uma das saídas ser uma janela, esta deve satisfazer os requisitos constantes do n.o 1 do artigo 22.o e do artigo 27.o aplicáveis às janelas de emergência; b) É permitida a existência de um ou dois bancos suplementares ao lado do banco do condutor, caso em que ambas as saídas previstas na alínea anterior terão de ser portas; se o banco do condutor, o volante, o compartimento do motor, a alavanca de velocidades, o comando do travão de estacionamento, etc., não dificultarem demasiado a passagem, a porta do condutor poderá ser aceite como porta de emergência para os ocupantes desses bancos; inversamente, a porta prevista para os ocupantes desses bancos suplementares será aceite como porta de emergência para o condutor; num compartimento que abranja o compartimento do condutor podem existir até cinco bancos suplementares, desde que esses bancos e o espaço correspondente satisfaçam todos os requisitos constantes do presente Regulamento e pelo menos uma porta de acesso ao compartimento dos passageiros satisfaça os requisitos referidos no artigo 22.o aplicáveis às portas de emergência; c) Nas circunstâncias acima descritas, as saídas do compartimento do condutor não contarão como uma das portas exigidas nos n.os 1 e 2 nem como uma das saídas exigidas no n.o 4, salvo no caso previsto nas alíneas anteriores; os artigos 22.o, 26.o, 31.o, 32.o e 38.o não se aplicam a essas saídas. 9 No caso de o compartimento do condutor e os bancos adjacentes serem acessíveis a partir do compartimento principal dos passageiros através de uma passagem que satisfaça uma das condições constantes do n.o 4 do artigo 36.o do presente Regulamento, não é exigida qualquer saída para o exterior no compartimento do condutor. 10 No caso de existir uma porta para o condutor ou outra saída do compartimento nas circunstâncias previstas no número anterior, essa porta ou saída só contará como saída para passageiros se: a) Não for necessário ter de passar com dificuldade entre o volante e o banco do condutor para utilizar essa saída; b) Satisfizer os requisitos constantes do n.o 1 do artigo 22.o do presente Regulamento relativos às dimensões das portas de emergência. 11 Os n.os 9 e 10 anteriores não impedem a existência de uma porta ou de outro tipo de barreira entre o banco do condutor e o compartimento dos passageiros, desde que a mesma possa ser aberta ou removida rapidamente pelo condutor em situações de emergência. 12 No caso de num compartimento protegido por uma barreira existir uma porta para o condutor, esta não conta como saída para passageiros. 13 Nos veículos das classes II, III e B devem existir portinholas de salvação, em complemento das janelas e portas de emergência, podendo também essas portinholas ser montadas nos veículos das classes I e A; o número mínimo de portinholas deve ser o indicado no quadro constante do ponto 1.3 do anexo I ao presente Regulamento. Artigo 21.o Localização das saídas 1 Os veículos com mais de 22 lugares para passageiros devem satisfazer os requisitos a seguir especificados. 2 Os veículos cuja lotação não exceda 22 passageiros podem satisfazer os requisitos a seguir especificados ou os requisitos constantes do ponto 1.2 do anexo XI ao presente Regulamento. 3 A ou as portas de serviço devem estar situadas no lado do veículo mais próximo da berma da estrada correspondente ao sentido do tráfego no país no qual o veículo se destina a ser licenciado para exploração e, pelo menos, uma delas deve estar situada na metade dianteira do veículo, não excluindo, esta disposição, a possibilidade de existir uma porta na face traseira do veículo destinada aos passageiros em cadeira de rodas. 4 Duas das portas mencionadas no n.o 1 do artigo anterior devem estar separadas por uma distância, entre os planos verticais transversais que passam pelos respectivos centros geométricos, não inferior a 40% do comprimento total do compartimento dos passageiros, e se uma dessas duas portas fizer parte de uma porta 2.34
53 dupla, a distância deve ser medida entre as duas portas mais afastadas. 5 As saídas devem estar situadas de forma que o seu número seja praticamente igual em ambos os lados do veículo. 6 Os veículos devem dispor de, pelo menos, uma saída de emergência na face traseira ou na face dianteira; no caso dos veículos da classe I e dos veículos com uma parte traseira permanentemente separada do compartimento dos passageiros, considera-se este requisito satisfeito se existir uma portinhola de salvação. 7 As saídas situadas do mesmo lado do veículo devem ser convenientemente espaçadas ao longo do comprimento do veículo. 8 Pode existir uma porta na face traseira dos veículos, desde que não se trate de uma porta de serviço. 9 As portinholas de salvação instaladas devem ter a seguinte localização: a) Se existir apenas uma portinhola, deve estar situada no terço médio do veículo; b) Se existirem duas portinholas, devem estar separadas por uma distância de, pelo menos, 2 m, medida entre os rebordos mais próximos das duas aberturas, numa linha paralela ao eixo longitudinal do veículo. Artigo 22.o Dimensões mínimas das saídas 1 Os diversos tipos de saídas devem ter as dimensões referidas no quadro constante do ponto 1.4 do anexo I ao presente Regulamento. 2 Os veículos cuja lotação não exceda 22 passageiros podem satisfazer os requisitos especificados no número anterior ou os requisitos especificados no ponto 1.1 do anexo XI ao presente Regulamento. Artigo 23.o Requisitos técnicos aplicáveis a todas as portas de serviço 1 As portas de serviço devem poder ser facilmente abertas do interior e do exterior quando o veículo estiver parado, mas não necessariamente quando o veículo estiver em movimento. 2 O requisito referido no número anterior não deve, contudo, ser interpretado como excluindo a possibilidade de as portas serem trancadas do exterior, desde que possam sempre ser abertas do interior. 3 Os comandos ou dispositivos para a abertura de qualquer porta a partir do exterior do veículo devem estar situados a uma distância do solo compreendida entre 1000 mm e 1500 mm e a não mais de 500 mm da porta, não se aplicando este requisito aos comandos situados na zona do condutor. 4 Nos veículos das classes I, II e III, todos os comandos ou dispositivos de abertura interior das portas devem ficar a uma distância compreendida entre 1000 mm e 1500 mm da superfície superior do piso ou do degrau mais próximo desses comandos ou dispositivos e a não mais de 500mmda porta que accionam, não se aplicando o presente requisito aos comandos situados na zona do condutor. 5 Todas as portas de serviço simples de accionamento manual montadas em charneiras ou em veios devem ser instaladas de forma que, se a porta aberta entrar em contacto com um objecto imóvel, estando o veículo a deslocar-se para a frente, a porta tenha tendência a fechar. 6 No caso de uma porta de serviço de accionamento manual estar equipada com uma fechadura de fecho por simples batimento da porta, esta deve ser do tipo com duas posições de bloqueio. 7 Na face interior das portas de serviço não deve existir qualquer dispositivo destinado a cobrir os degraus interiores quando a porta estiver fechada. 8 A disposição referida no número anterior não impede a presença no vão dos degraus, quando a porta estiver fechada, do mecanismo de comando da porta e de quaisquer outros dispositivos fixados à face interior da porta que não constituam um prolongamento do piso sobre o qual os passageiros podem permanecer de pé, não devendo o mecanismo e os dispositivos em causa ser perigosos para os passageiros. 9 No caso de a observação directa não ser adequada, devem existir no veículo dispositivos ópticos ou outros que permitam ao condutor detectar do seu banco a presença de passageiros na vizinhança imediata, interna e externa, de todas as portas de serviço não automáticas do veículo; no caso das portas de serviço situadas na face traseira dos veículos de lotação não superior a 22 passageiros, este requisito considera-se satisfeito se o condutor for capaz de detectar a presença de uma pessoa com 1,3 m de altura que esteja de pé num ponto situado 1 m atrás do veículo. 10 As portas que abrem para o interior do veículo, bem como o seu mecanismo, devem ser construídas de modo que o seu movimento não seja susceptível de causar lesões aos passageiros nas condições normais de utilização, devendo, se necessário, existir dispositivos de protecção adequados. 11 As portas de serviço localizadas junto de uma porta de entrada para instalações sanitárias ou outro compartimento interior devem estar protegidas contra a eventualidade de um accionamento involuntário, não sendo, contudo, este requisito aplicável se a porta de serviço trancar automaticamente quando o veículo se deslocar a uma velocidade superior a 5 km/h. 2.35
54 12 No caso dos veículos cuja lotação não exceda 22 passageiros, as portas de serviço situadas na face traseira do veículo não devem poder ser abertas mais de 115o, nem menos de 85o, e, uma vez abertas, devem poder ser mantidas automaticamente nessa posição. 13 O requisito referido no número anterior não exclui a possibilidade de anular essa abertura máxima e de aumentar o ângulo de abertura das portas se tal oferecer condições de segurança, nomeadamente para permitir o recuo do veículo em direcção a uma plataforma de carga elevada ou para, aumentando o ângulo de abertura das portas até 270o, criar uma área livre para a movimentação de cargas por trás do veículo. Artigo 24.o Outros requisitos técnicos aplicáveis às portas de serviço de funcionamento assistido 1 Em situações de emergência, e quando o veículo estiver parado, mas não necessariamente quando estiver em movimento, as portas de serviço de funcionamento assistido devem poder ser abertas do interior e, se não estiverem trancadas, do exterior, por meio de comandos que, mesmo com a alimentação de energia cortada: a) Neutralizem todos os outros comandos da porta; b) Tratando-se de comandos interiores, estejam situados na própria porta, ou a não mais de 300 mm desta, a uma altura não inferior a 1600 mm acima do primeiro degrau; c) Possam ser facilmente localizados e claramente identificados por uma pessoa que se aproxime da porta ou esteja de pé em frente desta e, se forem complementares dos comandos de abertura normais, estejam claramente assinalados para utilização em situações de emergência; d) Possam ser accionados por uma pessoa que esteja de pé imediatamente em frente da porta; e) Desencadeiem a abertura da porta ou permitam que esta seja aberta manualmente com facilidade; f) Os comandos podem estar protegidos por um dispositivo que possa ser removido ou partido com facilidade para se ter acesso ao comando de emergência, devendo o accionamento do comando ou a remoção da sua protecção ser assinalados ao condutor por um sinal acústico e visual; g) Tratando-se de uma porta accionada pelo condutor que não satisfaça os requisitos constantes do n.o 8 do presente artigo, os comandos de emergência devem ser concebidos de forma que, após terem sido accionados para abrir a porta e terem voltado à sua posição normal, não permitam que aquela se volte a fechar enquanto o condutor não accionar um comando de fecho. 2 Pode existir um dispositivo accionado pelo condutor a partir do seu lugar para desactivar os comandos de emergência exteriores e trancar as portas de serviço pelo exterior, devendo, neste caso, os comandos de emergência exteriores ser reactivados automaticamente pelo arranque do motor ou antes de o veículo atingir uma velocidade de 20 km/h; depois disso, os comandos de emergência exteriores não devem desactivar-se automaticamente, exigindo para o efeito a intervenção do condutor. 3 Todas as portas de serviço comandadas pelo condutor devem poder ser accionadas por este da sua posição normal de condução, utilizando para o efeito comandos que, salvo se se tratar de um comando de pedal, estejam clara e distintamente identificados. 4 Todas as portas de serviço de funcionamento assistido devem activar um avisador óptico quando não estiverem completamente fechadas, devendo esse avisador, que o condutor deve ver claramente da sua posição normal de condução independentemente das condições de iluminação ambiente, assinalar todas as situações em que a estrutura rígida da porta se encontre entre a posição totalmente aberta e um ponto localizado a 30 mm da posição completamente fechada; o mesmo avisador pode servir para uma ou mais portas, não devendo existir qualquer avisador deste tipo para as portas de serviço da frente que não satisfaçam os requisitos constantes das alíneas a) e b) do n.o 6 do presente artigo. 5 No caso de existirem comandos para o condutor abrir e fechar uma porta de serviço de funcionamento assistido, esses comandos devem ser concebidos de forma que o condutor possa inverter o movimento da porta em qualquer momento durante a abertura ou fecho da mesma. 6 A construção e o sistema de comando de todas as portas de serviço de funcionamento assistido devem ser tais que os passageiros não possam sofrer lesões provocadas pela porta ou ficar presos quando esta se fechar, considerando-se este requisito satisfeito se forem cumpridas as duas exigências a seguir enunciadas: a) A porta deve reabrir completamente de forma automática (e, excepto no caso das portas de serviço automáticas, permanecer aberta até ser accionado um comando de fecho) face a uma força de resistência ao fecho não superior a 150 N em qualquer ponto de medição especificado no anexo X; a força de resistência ao fecho pode ser medida por qualquer método considerado satisfatório pela Direcção-Geral de Viação; no anexo X ao presente Regulamento figuram directrizes para o efeito; a força máxima exercida pode ser 2.36
55 superior a 150 N durante um curto período, desde que não exceda 300 N; na verificação do sistema de reabertura da porta pode utilizar-se uma barra de ensaio com 60 mm por 30 mm de secção e os cantos arredondados a um raio de 5 mm; b) Sempre que uma porta se feche prendendo o pulso ou os dedos de um passageiro deve-se proceder segundo o disposto no número seguinte. 7 Sempre que uma porta se feche prendendo o pulso ou os dedos de um passageiro: a) Deve reabrir completamente de forma automática e, excepto no caso das portas de serviço automáticas, permanecer aberta até ser accionado um comando de fecho; b) O pulso ou os dedos devem poder ser libertados rapidamente sem risco de lesões para o passageiro, podendo este requisito ser verificado manualmente ou por meio da barra de ensaio mencionada na alínea a) do número anterior, cuja espessura na extremidade deve, neste caso, diminuir gradualmente de 30 mm para 5 mm, numa extensão de 300 mm; a barra não deve ser polida nem lubrificada; se a porta prender a barra, esta deve poder ser retirada com facilidade; c) Deve manter-se numa posição que permita a passagem livre de uma barra de ensaio com 60 mm por 20 mm de secção e os cantos arredondados a um raio de 5 mm, não podendo esta posição distar mais de 30 mm da posição completamente fechada. 8 Tratando-se de uma porta de serviço da frente, o requisito constante do n.o 6 do presente artigo considerase satisfeito se a porta: a) Satisfizer os requisitos constantes das alíneas a) e b) do n.o 6 do presente artigo; b) Tiver rebordos macios, mas não tão macios que, se as portas forem fechadas sobre a barra de ensaio mencionada na referida alínea a) do n.o 6, a estrutura rígida da porta atinja a posição completamente fechada. 9 Se, para que uma porta de serviço de funcionamento assistido se mantenha fechada, for necessária uma alimentação contínua de energia, deve existir um avisador óptico que informe o condutor de qualquer deficiência na alimentação de energia das portas. 10 O dispositivo antiarranque, se existir, deve funcionar apenas a velocidades inferiores a 5 km/h, tornandose inoperante a velocidades superiores. 11 No caso de o veículo não estar equipado com um dispositivo antiarranque, o condutor deve ser alertado por um sinal sonoro se o veículo for posto em movimento com uma porta de serviço de funcionamento assistido não completamente fechada. 12 Tratando-se de portas que satisfaçam os requisitos constantes da alínea c) do n.o 7 do presente artigo, o sinal sonoro referido no número anterior deve ser activado a velocidades superiores a 5 km/h. Artigo 25.o Outros requisitos técnicos aplicáveis às portas de serviço automáticas 1 Sem prejuízo do disposto no n.o 1 do artigo anterior, os comandos de abertura de todas as portas de serviço automáticas só devem poder ser activados e desactivados pelo condutor a partir do seu lugar. 2 A activação e desactivação dos comandos de abertura pode ser directa, por meio de um comutador, ou indirecta, nomeadamente ao abrir-se e fechar-se a porta de serviço da frente. 3 A activação dos comandos de abertura pelo condutor deve ser indicada no interior e, se a porta puder ser aberta do exterior, também no exterior do veículo, devendo o indicador, nomeadamente um botão ou sinal luminoso, estar instalado na própria porta, ou junto desta. 4 Em caso de accionamento directo por meio de um comutador, o estado funcional do sistema deve ser claramente indicado ao condutor, nomeadamente através da posição do comutador ou por meio de uma luz indicadora ou de um comutador luminoso, devendo este estar claramente identificado e ser localizado de forma a não poder ser confundido com outros comandos. 5 Depois da activação dos comandos de abertura pelo condutor, os passageiros devem poder abrir a porta como segue: a) Do interior, por exemplo premindo um botão ou atravessando uma barreira fotoeléctrica; b) Do exterior, excepto no caso das portas destinadas a serem utilizadas apenas como saída e identificadas como tal, por exemplo premindo um botão luminoso, um botão situado por baixo de um sinal luminoso ou um dispositivo semelhante identificado com instruções apropriadas. 6 O accionamento dos botões previstos na alínea a) do número anterior e a utilização dos meios de comunicação com o condutor previstos nos n.os 1 a 3 do artigo 40.o podem desencadear a emissão e memorização de um sinal que, depois da activação dos comandos de abertura da porta pelo condutor, comandará por sua vez a abertura desta. 7 Quando uma porta de serviço automática se abrir, deve voltar a fechar-se automaticamente passado um determinado intervalo de tempo, devendo existir um dispositivo de segurança, nomeadamente um tapete de contacto, uma barreira fotoeléctrica ou uma cancela unidireccional, que retarde suficientemente o fecho da porta se um passageiro entrar ou sair do veículo durante esse período. 8 No caso de um passageiro entrar ou sair do veículo 2.37
56 enquanto a porta se estiver a fechar, o processo de fecho deve ser interrompido automaticamente e a porta deve voltar à posição aberta, podendo a inversão do movimento ser activada por um dos dispositivos de segurança previstos no número anterior ou por qualquer outro dispositivo. 9 Uma porta que se tenha fechado automaticamente conforme previsto no n.o 7 deve poder voltar a ser aberta por um passageiro de acordo com o prescrito nos n.os 5 e 6, salvo se o condutor tiver desactivado os comandos de abertura. 10 Depois da desactivação dos comandos de abertura das portas de serviço automáticas pelo condutor, as portas abertas devem fechar-se conforme previsto nos n.os 7 e 8 do presente artigo. 11 No que respeita à neutralização do fecho automático das portas previstas para serviços especiais, nomeadamente para passageiros com carrinhos de bebé, passageiros com mobilidade reduzida, etc., o condutor deve poder neutralizar o fecho automático, accionando um comando especial; os passageiros também devem poder neutralizar directamente o fecho automático, premindo para o efeito um botão especial. 12 A neutralização do fecho automático deve ser assinalada ao condutor, nomeadamente por meio de um indicador óptico, podendo o restabelecimento do fecho automático, em qualquer caso, ser efectuado pelo condutor. 13 Ao fecho subsequente da porta aplica-se o disposto nos n.os 7 a 10 do presente artigo. Artigo 26.o Requisitos técnicos aplicáveis às portas de emergência 1 As portas de emergência devem poder ser facilmente abertas do interior e do exterior quando o veículo estiver parado, não devendo, contudo, este requisito ser interpretado como excluindo a possibilidade de as portas serem trancadas do exterior, desde que possam sempre ser abertas do interior utilizando o mecanismo de abertura normal. 2 Quando utilizadas como tal, as portas de emergência não podem ser de funcionamento assistido, salvo se, depois de o comando previsto no n.o 1 do artigo 24.o ter sido accionado e ter voltado à sua posição normal, as portas não voltarem a fechar-se enquanto o condutor não accionar um comando de fecho; também não podem ser portas deslizantes, salvo no caso dos veículos de lotação não superior a 22 passageiros; nestes veículos, pode ser aceite uma porta deste tipo como porta de emergência, desde que se comprove que pode ser aberta sem necessidade de utilização de ferramentas depois de um ensaio de colisão frontal contra uma barreira. 3 Todos os comandos ou dispositivos de abertura exterior das portas de emergência do veículo devem ficar a uma distância do solo compreendida entre 1000 mm e 1500 mm e a não mais de 500 mm da porta que accionam; nos veículos das classes I, II e III, todos os comandos ou dispositivos de abertura interior das portas de emergência devem ficar a uma distância compreendida entre 1000 mm e 1500 mm da superfície superior do piso ou do degrau mais próximo desses comandos ou dispositivos e a não mais de 500mmda porta que accionam; este requisito não se aplica aos comandos situados na zona do condutor. 4 As portas de emergência montadas lateralmente no veículo devem ter as charneiras na aresta dianteira e abrir para o exterior, sendo autorizados correias, correntes ou outros dispositivos de retenção, desde que não impeçam a porta de se abrir e de permanecer aberta com um ângulo de, pelo menos, 100B; no caso de existir um meio que permita a passagem livre do gabarito de acesso às portas de emergência, o ângulo mínimo de 100o deixará de ser aplicável. 5 As portas de emergência devem estar protegidas contra a eventualidade de um accionamento involuntário, não sendo, contudo, este requisito aplicável se a porta de emergência trancar automaticamente quando o veículo se deslocar a uma velocidade superior a 5 km/h. 6 As portas de emergência devem estar equipadas com um avisador sonoro, cuja função será a de alertar o condutor quando não estiverem bem fechadas, devendo o avisador ser accionado pelo movimento do trinco ou do puxador da porta e não pelo movimento da própria porta. Artigo 27.o Requisitos técnicos aplicáveis às janelas de emergência 1 As janelas de emergência de charneiras ou ejectáveis devem abrir para o exterior; as de tipo ejectável não devem ficar totalmente separadas do veículo quando accionadas, devendo, além disso, estar eficazmente protegidas contra a eventualidade de um accionamento involuntário. 2 As janelas de emergência devem: a) Poder ser abertas com facilidade e rapidamente do interior e do exterior do veículo por meio de um dispositivo considerado satisfatório; b) Ser de vidro de segurança facilmente quebrável, excluindo esta disposição a possibilidade de se utilizarem vidraças de vidro laminado ou de matérias plásticas; junto de cada janela de emergência deve existir um dispositivo que uma pessoa que se encontre no interior do veículo possa utilizar rapidamente para quebrar a vidraça. 2.38
57 3 As janelas de emergência que possam ser trancadas do exterior devem ser construídas de forma a poderem ser abertas do interior do veículo em qualquer circunstância. 4 As janelas de emergência do tipo rebatível, com charneiras na aresta superior, devem estar equipadas com um dispositivo que permita mantê-las completamente abertas, devendo funcionar de forma a não dificultar a passagem do interior para o exterior do veículo ou vice-versa. 5 A altura da aresta inferior das janelas de emergência instaladas nas paredes laterais do veículo em relação ao nível médio do piso imediatamente por baixo, excluindo quaisquer variações locais, como a presença de uma roda ou da caixa da transmissão, não deve ser superior a 1200 mm nem inferior a 650 mm, no caso das janelas de emergência de charneiras, ou 500 mm, no caso das janelas com vidros quebráveis. 6 No caso das janelas de emergência de charneiras, a altura mínima da aresta inferior pode ser reduzida a 500 mm, desde que o vão da janela possua uma guarda de protecção até à altura de 650 mm, para eliminar o risco de os passageiros caírem do veículo; se o vão da janela tiver uma guarda de protecção, a dimensão do vão acima desta não deve ser inferior à dimensão mínima prescrita para as janelas de emergência. 7 As janelas de emergência de charneiras que não sejam claramente visíveis do lugar do condutor devem estar equipadas com um avisador sonoro que alerte o condutor quando não estiverem completamente fechadas, devendo o avisador em questão ser accionado pelo fecho da janela e não pelo movimento da janela em si. Artigo 28.o Requisitos técnicos aplicáveis às portinholas de salvação 1 Todas as portinholas de salvação devem funcionar de forma a não dificultarem a passagem do interior para o exterior do veículo e vice-versa. 2 As portinholas de salvação instaladas no tejadilho devem ser injectáveis, de charneira ou fabricadas com um vidro de segurança facilmente quebrável. 3 As portinholas de salvação instaladas no piso devem ser ejectáveis ou de charneira e estar equipadas com um avisador sonoro que alerte o condutor quando não se encontrarem devidamente fechadas, devendo o referido avisador ser accionado pelo fecho da portinhola e não pelo movimento da portinhola em si. 4 As portinholas de salvação instaladas no piso devem estar protegidas contra a eventualidade de um accionamento involuntário, não se aplicando este requisito, no entanto, se a portinhola trancar automaticamente quando o veículo se deslocar a uma velocidade superior a 5 km/h. 5 As portinholas de tipo ejectável não devem soltarse completamente do veículo ao serem abertas, por forma a não constituírem um perigo para os outros utilizadores da via pública, devendo, além disso, estar eficazmente protegidas contra a eventualidade de um accionamento involuntário. 6 As portinholas instaladas no piso devem ejectarse apenas para dentro do compartimento dos passageiros. 7 As portinholas de charneira devem girar sobre um dos lados, abrindo para a frente ou para a retaguarda do veículo e descrevendo um ângulo de, pelo menos, 100B. 8 As portinholas de charneira no piso devem abrir para dentro do compartimento dos passageiros. 9 As portinholas de salvação devem poder ser abertas ou removidas com facilidade do interior e do exterior do veículo, não devendo, contudo, este requisito ser interpretado como excluindo a possibilidade de a portinhola ser trancada para garantir a segurança do veículo quando não acompanhado, desde que possa sempre ser aberta ou removida do interior utilizando o mecanismo normal de abertura ou remoção. 10 Tratando-se de uma portinhola de salvação equipada com um vidro facilmente quebrável, deve existir junto da portinhola um dispositivo que uma pessoa que se encontre no interior do veículo possa utilizar para quebrar rapidamente a vidraça. Artigo 29.o Requisitos técnicos aplicáveis aos degraus retrácteis No caso de o veículo estar equipado com degraus retrácteis, estes devem satisfazer os seguintes requisitos: a) O funcionamento dos degraus retrácteis pode ser sincronizado com o da porta de serviço ou de emergência correspondente; b) Quando a porta estiver fechada, nenhuma parte do degrau retráctil deve ficar mais que 10 mm saliente em relação à linha adjacente da carroçaria; c) Quando a porta estiver aberta e o degrau retráctil estiver na posição distendida, a sua área deve respeitar os requisitos constantes do artigo 38.o do presente Regulamento; d) Tratando-se de degraus de funcionamento assistido, o veículo não deve poder mover-se pelos seus próprios meios se o degrau estiver na posição distendida; e) Tratando-se de degraus de funcionamento manual, deve existir um indicador sonoro que alerte o 2.39
58 condutor se o degrau não estiver completamente recolhido; f) Os degraus de funcionamento assistido não devem poder ser distendidos com o veículo em movimento; se o dispositivo de accionamento do degrau se avariar, este deve recolher-se e permanecer na posição recolhida; contudo, no caso de uma avaria deste tipo, ou de danificação ou obstrução do degrau, a porta correspondente não poderá deixar de funcionar; g) No caso de um passageiro estar de pé sobre um degrau retráctil de funcionamento assistido, a porta correspondente não deve poder ser fechada; para verificar o cumprimento deste requisito deve colocar-se uma massa de 15 kg, correspondente a uma criança pequena, no centro do degrau; este requisito não se aplica às portas situadas dentro do campo de visão directa do condutor; h) O movimento dos degraus retrácteis não deve ser susceptível de causar qualquer lesão aos passageiros nem às pessoas que estejam à espera nas paragens de autocarros; i) Os cantos dos degraus retrácteis voltados para a frente ou para a retaguarda devem ser arredondados a um raio não inferior a 5 mm, devendo as arestas ser boleadas a um raio não inferior a 2,5 mm; j) Quando a porta para serviço dos passageiros estiver aberta, o degrau retráctil deve ficar bem firme na posição distendida; quando se colocar uma massa de 136 kg no centro de um degrau simples ou uma massa de 272 kg no centro de um degrau duplo, a flecha não pode exceder 10 mm em qualquer ponto do degrau. Artigo 30.o Inscrições 1 Todas as saídas de emergência devem ser identificadas no interior e no exterior do veículo com a inscrição «Saída de emergência» acompanhada, quando adequado, de um dos símbolos previstos na figura n.o 24 constante do anexo IV ao presente Regulamento. 2 Os comandos de emergência das portas de serviço e de todas as saídas de emergência devem ser identificados como tal no interior e no exterior do veículo seja por um símbolo representativo seja por uma inscrição claramente redigida. 3 Em todos os comandos de emergência das várias saídas, ou nas suas proximidades, devem existir instruções claras sobre o seu modo de funcionamento. 4 A língua em que deve ser redigido o texto de quaisquer inscrições destinadas a satisfazer os requisitos constantes dos números anteriores deve ser determinada pela Direcção-Geral de Viação, tendo em conta o ou os países onde o requerente pretende comercializar o veículo, se necessário em ligação com as autoridades competentes do ou dos países em questão. 5 No caso de as autoridades do ou dos países onde o veículo se destina a ser matriculado decidirem alterar a língua utilizada, tal alteração não implicará um novo processo de homologação. SUBSECÇÃO VII Dos arranjos interiores Artigo 31.o Acesso às portas de serviço 1 O espaço livre que se estende para o interior do veículo a partir da parede lateral onde a porta está montada deve permitir a passagem livre de um painel rectangular vertical com 20 mm de espessura, 400 mm de largura e 700 mm de altura em relação ao piso, sobre o qual se encontra colocado simetricamente um segundo painel com 550 mm de largura e a altura prescrita para a classe de veículo em questão. 2 O duplo painel deve manter-se paralelo ao vão da porta ao ser deslocado da sua posição inicial, em que o plano da face mais próxima do interior do veículo é tangente à aresta exterior do vão, para a posição de contacto com o primeiro degrau; em seguida, deve manterse perpendicular à direcção provável do movimento de uma pessoa que utilize a estrada. 3 A altura do painel rectangular superior para as diferentes classes e categorias de veículos encontra-se indicada no quadro constante do ponto 1.5 do anexo I ao presente Regulamento. 4 Em alternativa ao disposto no número anterior, pode ser utilizada uma secção trapezoidal com 500 mm de altura para estabelecer a transição entre a largura do painel superior e a largura do painel inferior, devendo, nesse caso, a altura total da secção rectangular e dessa secção trapezoidal do painel superior ser de 1100 mm para todas as classes de veículos de lotação superior a 22 passageiros e de 950 mm para todas as classes de veículos de lotação não superior a 22 passageiros. 5 Quando o eixo médio do duplo painel tiver percorrido uma distância de 300 mm em relação à sua posição de partida e o duplo painel estiver em contacto com a superfície do degrau, deve manter-se o painel nessa posição. 6 O gabarito cilíndrico demonstrado na figura n.o 6 do anexo IV, utilizado no ensaio do espaço livre do corredor, deve então ser movimentado, a partir do corredor, na direcção provável tomada por uma pessoa que saia 2.40
59 do veículo, até que o seu eixo médio atinja o plano vertical que contém o rebordo superior do degrau superior, ou até que um plano tangente ao cilindro superior do gabarito entre em contacto com o duplo painel, conforme o que ocorrer primeiro, sendo depois mantido nessa posição (v. a figura n.o 2 do anexo IV ao presente Regulamento). 7 Entre o gabarito cilíndrico, na posição indicada no número anterior, e o duplo painel, na posição indicada no n.o 5, deve existir um espaço livre cujos limites superior e inferior são indicados na figura n.o 2 constante do anexo IV ao presente Regulamento. 8 O espaço referido no número anterior deve permitir a passagem livre de um painel vertical de espessura não superior a 20 mm cuja forma e dimensões sejam idênticas às da secção média do gabarito cilíndrico, tal como referido no n.o 1 do artigo 36.o do presente Regulamento. 9 O painel referido no número anterior deve ser movimentado, a partir da posição de tangência do gabarito cilíndrico, na direcção provável tomada por uma pessoa que utilize a entrada, até que a sua face externa entre em contacto com a face interna do duplo painel, tocando o plano ou planos definidos pelos rebordos superiores dos degraus, tal como demonstrado na figura n.o 2 do anexo IV ao presente Regulamento. 10 No espaço disponível para a passagem livre do referido painel não deve ser incluído o espaço que se estende por 300 mm à frente dos assentos não comprimidos dos bancos orientados na direcção da marcha, ou na direcção inversa, ou por 225mmno caso de bancos situados por cima das rodas, até à altura da superfície superior dos assentos. 11 Tratando-se de bancos rebatíveis, esse espaço deve ser determinado com os bancos na posição de utilização. 12 Admite-se que um banco rebatível destinado a ser utilizado pela tripulação possa obstruir a passagem de acesso a uma porta de serviço na sua posição de utilização se: a) Estiver claramente indicado, no veículo e no certificado de homologação CE constante do apêndice n.o 2 do anexo III ao presente Regulamento, que o banco em questão se destina exclusivamente a ser utilizado pela tripulação; b) Quando não estiver a ser utilizado, o banco se deslocar automaticamente para uma posição recolhida que permita satisfazer os requisitos constantes dos n.os 1 e 2 ou 3 a 9 do presente artigo; c) A porta não for considerada uma saída obrigatória para efeitos do referido no n.o 4 do artigo 20.o do presente Regulamento; d) Quando estiver na sua posição de utilização ou na posição recolhida, nenhuma parte desse banco se situar para a frente do plano vertical que passa pelo centro da superfície do assento do banco do condutor na sua posição mais recuada e pelo centro do espelho retrovisor exterior do lado oposto do veículo. 13 Tratando-se de veículos de lotação não superior a 22 passageiros, os vãos das portas e as respectivas vias de acesso dos passageiros serão considerados livres se: a) Existir um espaço livre, medido paralelamente ao eixo longitudinal do veículo, não inferior a 220 mm em nenhum ponto, salvo em qualquer ponto situado mais de 500 mm acima do piso ou dos degraus, caso em que o espaço livre não pode ser inferior a 550 mm, tal como demonstrado na figura n.o 3 constante do anexo IV ao presente Regulamento; b) Existir um espaço livre, medido perpendicularmente ao eixo longitudinal do veículo, não inferior a 300 mm em nenhum ponto, salvo em qualquer ponto situado mais de 1200 mm acima do piso ou dos degraus ou menos de 300 mm abaixo do tejadilho, caso em que o espaço livre não pode ser inferior a 550 mm, tal como demonstrado na figura n.o 4 do anexo IV ao presente Regulamento. 14 As dimensões das portas de serviço e das portas de emergência indicadas no n.o 1 do artigo 22.o e os requisitos constantes dos n.os 1 a 11 do presente artigo, dos n.os 2 a 5 do artigo seguinte, do n.o 1 do artigo 36.o e do n.o 13 do artigo 39.o não se aplicam aos veículos da classe B cuja massa máxima tecnicamente admissível não exceda 3,5 t e cuja lotação não seja superior a 12 lugares sentados, desde que cada banco tenha acesso livre a, pelo menos, duas portas. 15 O declive máximo do piso na passagem de acesso não pode exceder 5%, medido com o veículo em ordem de marcha parado numa superfície horizontal, não devendo o dispositivo de rebaixamento do piso, se existir, estar accionado. Artigo 32.o Acesso às portas de emergência 1 Os requisitos referidos nos números seguintes não se aplicam às portas do condutor utilizadas como saídas de emergência nos veículos de lotação não superior a 22 passageiros. 2 O espaço livre entre o corredor e o vão da porta de emergência deve permitir a livre passagem de um cilindro vertical com 300 mm de diâmetro e 700 mm de altura em relação ao piso sobre o qual se encontra colocado um segundo cilindro vertical com 550 mm de 2.41
60 diâmetro, sendo a altura total do conjunto de 1400 mm. 3 Odiâmetro do cilindro de cima pode ser reduzido a 400 mm na sua parte superior se existir uma chanfradura que não exceda 30o em relação à horizontal. 4 A base do primeiro cilindro deve situar-se dentro dos limites da projecção do segundo cilindro. 5 No caso de ao longo da referida passagem existirem bancos rebatíveis, o espaço livre para o cilindro deve ser determinado com esses bancos na posição de utilização. 6 Em alternativa ao duplo cilindro, pode utilizar-se o gabarito descrito no n.o 1 do artigo 36.o, tal como demonstrado na figura n.o 6 constante do anexo IV ao presente Regulamento. Artigo 33.o Acesso às janelas de emergência 1 Deve ser possível deslocar um gabarito de ensaio do corredor para o exterior do veículo através de todas as janelas de emergência. 2 O gabarito de ensaio deve ser deslocado na direcção provável tomada por um passageiro que evacue o veículo, devendo ainda ser deslocado na perpendicular em relação a essa direcção. 3 O gabarito de ensaio deve ter a forma de uma placa fina com 600 mm 400 mm e os cantos arredondados a um raio de 200 mm. 4 No caso das janelas de emergência situadas na face traseira do veículo, o gabarito de ensaio pode, em alternativa, ter 1400 mm 350 mm, com os cantos arredondados a um raio de 175 mm. Artigo 34.o Acesso às portinholas de salvação instaladas no tejadilho 1 Com excepção dos veículos da classe I, pelo menos uma portinhola de salvação deve estar situada de modo a que uma pirâmide quadrangular truncada com as faces inclinadas a 20o e 1600 mm de altura toque numa parte de um banco ou de outro suporte equivalente. 2 O eixo do tronco da pirâmide deve ser vertical e a sua base menor deve coincidir com o vão da portinhola de salvação, podendo os suportes ser rebatíveis ou amovíveis, desde que possam ser travados na posição de utilização, sendo esta a posição a usar para efeitos de verificação. 3 Quando a espessura da estrutura do tejadilho for superior a 150 mm, a base menor da pirâmide deve coincidir com o vão da portinhola de salvação ao nível da superfície externa do tejadilho. Artigo 35.o Portinholas de salvação instaladas no piso 1 As portinholas de salvação instaladas no piso devem dar acesso livre e directo ao exterior do veículo e ficar situadas num local em que exista um espaço livre acima da portinhola equivalente à altura de um corredor. 2 As eventuais fontes de calor ou componentes móveis devem ficar a uma distância mínima de 500 mm de qualquer ponto do vão da portinhola. 3 Deve ser possível deslocar um gabarito de ensaio com a forma de uma placa fina com as dimensões de 600 mm 400 mm e os cantos arredondados a um raio de 200 mm numa posição horizontal desde uma altura situada 1m acima do piso do veículo até ao chão. Artigo 36.o Corredores 1 O corredor de um veículo deve ser concebido e construído de forma a permitir a passagem livre de um gabarito constituído por dois cilindros coaxiais ligados entre si por um cone truncado invertido, devendo as dimensões do gabarito ser as referidas no quadro constante no ponto 1.6 do anexo I ao presente Regulamento. 2 Odiâmetro do cilindro de cima pode ser reduzido a 300 mm na sua parte superior se existir uma chanfradura que não exceda 30B em relação à horizontal. 3 O gabarito pode entrar em contacto com quaisquer pegas flexíveis suspensas eventualmente existentes ou outros elementos flexíveis, nomeadamente componentes dos cintos de segurança, e deslocá-los por efeito do seu movimento. 4 No caso de não existirem saídas para a frente de um banco ou de uma fila de bancos: a) Tratando-se de bancos voltados para a frente, a aresta dianteira do gabarito cilíndrico descrito no n.o 1 deve atingir, pelo menos, o plano vertical transversal tangente ao ponto situado mais à frente do encosto dos bancos da fila de bancos mais avançada do veículo, sendo depois mantido nessa posição; a partir desse plano, deve ser possível movimentar o painel representado na figura n.o 7 do anexo IV ao presente Regulamento de forma que, partindo da posição de contacto com o gabarito cilíndrico, a face do painel voltada para o exterior do veículo se desloque para a frente numa distância de 660 mm; b) Tratando-se de bancos voltados para uma das paredes laterais do veículo, a parte dianteira do gabarito cilíndrico deve atingir, pelo menos, um plano transversal coincidente com o plano verti- 2.42
61 cal que passa pelo centro do banco mais avançado do veículo, tal como ilustrado na figura n.o 7 do anexo IV ao presente Regulamento; c) Tratando-se de bancos voltados para a retaguarda, a parte dianteira do gabarito cilíndrico deve atingir, pelo menos, o plano vertical transversal tangente à face dos assentos dos bancos da fila de bancos ou do banco mais avançado do veículo, como demonstrado na figura referida no número anterior. 5 Nos veículos da classe I, o diâmetro do cilindro inferior pode ser reduzido de 450 mm para 400 mm em qualquer parte do corredor situada à retaguarda de: a) Um plano vertical transversal situado 1,5 m à frente da linha média do eixo da retaguarda, ou do eixo da retaguarda mais avançado, nos veículos com mais de um eixo da retaguarda; b) Um plano vertical transversal que passa pela aresta mais recuada da porta de serviço situada mais à retaguarda. 6 Nos veículos da classe III, os bancos de um ou de ambos os lados do corredor podem ser deslocáveis lateralmente, admitindo-se, nesse caso, que a largura do corredor seja reduzida de forma a corresponder a um diâmetro de 220 mm para o cilindro inferior, desde que exista em cada banco um comando facilmente acessível a uma pessoa que se encontre de pé no corredor e cujo accionamento seja suficiente para fazer o banco voltar facilmente e, se possível, automaticamente, mesmo quando ocupado, à posição correspondente a uma largura mínima de 300 mm. 7 Nos veículos articulados, o gabarito definido no n.o 1 deve poder passar livremente na secção articulada, não podendo nenhuma parte da cobertura não rígida da secção articulada, nomeadamente do fole, invadir o corredor. 8 Podem existir degraus nos corredores, mas a sua largura não poderá ser inferior à largura do corredor na parte superior dos degraus. 9 Não é autorizada a existência de bancos rebatíveis que permitam aos passageiros sentar-se no corredor. 10 Não são autorizados bancos deslocáveis lateralmente que, numa das suas posições, invadam o corredor, excepto nos veículos de classe III, mas sujeitos às condições previstas no n.o 6 do presente artigo. 11 No caso dos veículos aos quais se aplica o n.o 13 do artigo 31.o, não é necessária a existência de um corredor se forem respeitadas as dimensões dos acessos aí especificadas. 12 A superfície dos corredores e passagens de acesso deve ser antiderrapante. Artigo 37.o Declive do corredor O declive do corredor, medido com o veículo sem carga numa superfície horizontal, com o sistema de rebaixamento não activado, não deve exceder: a) 8% no caso dos veículos das classes I, II e A; b) 12,5% no caso de veículos de piso rebaixado das classes I ou II, no que se refere à parte interior do corredor, a 2 m de ambos os lados da linha média do segundo eixo e, se adequado, do terceiro eixo, num comprimento total de 2 m; c) 12,5% no caso dos veículos das classes III e B; d) 5% no plano perpendicular ao eixo longitudinal de simetria do veículo. Artigo 38.o Degraus 1 As alturas máxima e mínima, com o sistema de rebaixamento não activado, e a profundidade mínima dos degraus para os passageiros nas portas de serviço e de emergência e no interior do veículo devem ser as indicadas no quadro constante do ponto 1.7 do anexo I ao presente Regulamento. 2 Não se considera «degrau» a transição entre um corredor rebaixado e a zona de lugares sentados, não podendo a distância na vertical entre a superfície do corredor e o piso da zona de lugares sentados ser superior a 350 mm. 3 Para os efeitos do disposto no presente artigo, a altura dos degraus deve ser medida a meio da sua largura, devendo, além disso, os fabricantes ter especialmente em conta o acesso dos passageiros com mobilidade reduzida, sobretudo no que respeita à altura dos degraus, que deve ser o mais baixa possível. 4 A altura do primeiro degrau em relação ao solo deve ser medida com o veículo numa superfície horizontal, em ordem de marcha, conforme definido no n.o 26 do artigo 2.o, e com os pneus do tipo e à pressão especificados pelo fabricante para a massa máxima em carga tecnicamente admissível (M) declarada em conformidade com o n.o 27 do referido artigo. 5 No caso de existir mais de um degrau, cada um deles pode prolongar-se, no máximo, 100 mm para o interior da zona correspondente à projecção vertical do degrau seguinte, devendo a projecção do degrau sobre o piso do degrau inferior deixar uma zona livre com, pelo menos, 200 mm de fundo, tal como ilustrado na figura n.o 8 do anexo IV ao presente Regulamento. 6 O rebordo dos degraus deve ser concebido de forma a minimizar o risco de tropeçamento e ser de cor ou cores contrastantes. 7 A largura e a forma dos degraus deve ser tal 2.43
62 que seja possível colocar o rectângulo previsto no quadro constante no ponto 1.8 do anexo I ao presente Regulamento sobre o degrau em questão sem que deste sobressaia mais de 5% da área do correspondente rectângulo. 8 Tratando-se do vão de uma porta dupla, o requisito referido no número anterior deve ser satisfeito em cada meio vão. 9 Todos os degraus devem ter uma superfície antiderrapante. 10 O declive máximo do degrau, medido em qualquer direcção, com o veículo sem carga numa superfície lisa e horizontal em condições normais de marcha, não deve exceder 5%, não podendo, se existir, o sistema de rebaixamento do piso estar activado. Artigo 39.o Bancos dos passageiros e espaço para passageiros sentados 1 A largura mínima do assento dos bancos, dimensão F, tal como ilustrado na figura n.o 9 do anexo IV ao presente Regulamento, medida a partir do plano vertical que passa pelo centro do lugar sentado, deve ser a seguinte: a) 200 mm para os veículos da classe I, II, A e B; b) 225 mm para os veículos da classe III. 2 A largura mínima do espaço disponível para cada lugar sentado, dimensão G, representada na figura n.o 9 do anexo IV ao presente Regulamento, medida a partir do plano vertical que passa pelo centro desse lugar sentado a uma altura compreendida entre 270mme 650mm acima do assento do banco não comprimido não deve ser inferior a: a) 250 mm para os bancos individuais; b) 225 mm para as filas contínuas de bancos para dois ou mais passageiros. 3 Nos veículos de largura igual ou inferior a 2,35 m, a largura do espaço disponível para cada lugar sentado, medida a partir do plano vertical que passa pelo centro desse lugar sentado a uma altura compreendida entre 270 mm e 650 mm acima do assento do banco não comprimido, deve ser de 200 mm, tal como ilustrado na figura n.o 9-A do anexo IV ao presente Regulamento, não se aplicando em caso de conformidade com o presente número os requisitos constantes do número anterior. 4 Tratando-se de veículos de lotação não superior a 22 passageiros, o espaço disponível no caso dos bancos adjacentes à parede do veículo não inclui, na sua parte superior, uma zona triangular com 20 mm de largura e 100 mm de altura, tal como demonstrado na figura n.o 10 do anexo IV ao presente Regulamento, devendo também ser excluído o espaço necessário para os cintos de segurança e respectivas fixações e para as palas de protecção contra o sol. 5 A profundidade mínima do assento dos bancos, dimensão K, representada na figura n.o 11 do anexo IV ao presente Regulamento, deve ser a seguinte: a) 350 mm nos veículos das classes I, A e B; b) 400 mm nos veículos das classes II e III. 6 A altura do assento do banco (dimensão H, representada na figura n.o 11 do anexo IV ao presente Regulamento) não comprimido em relação ao piso deve ser tal que a distância deste último a umplano horizontal tangencial à superfície superior da parte dianteira do assento do banco fique compreendida entre 400 mm e 500 mm, podendo esta altura, no entanto, ser reduzida a um mínimo de 350 mm na zona dos arcos das rodas e do compartimento do motor. 7 No que respeita ao espaçamento dos bancos, no caso dos bancos orientados no mesmo sentido, a distância entre a face anterior do encosto de um banco e a face posterior do encosto do banco precedente (dimensão H), medida na horizontal a todas as alturas compreendidas entre o nível da superfície superior do assento do banco e um ponto situado 620 mm acima do piso, não deve ser inferior ao disposto no quadro constante do ponto 1.9 do anexo I ao presente Regulamento. 8 Todas as dimensões devem ser efectuadas com o assento e o encosto do banco não comprimidos, no plano vertical que passa pelo eixo médio de cada lugar sentado. 9 No caso dos bancos transversais situados face- -a-face, a distância mínima entre as faces anteriores dos encostos de dois bancos nessas condições, medida ao nível dos pontos mais elevados dos assentos dos bancos, não deve ser inferior a 1300 mm. 10 As medições dos bancos reclináveis para os passageiros e do banco regulável para o condutor devem ser efectuadas com os encostos dos bancos e quaisquer outras regulações dos bancos na posição normal de utilização especificada pelo fabricante. 11 As medições devem ser efectuadas com as mesas rebatíveis eventualmente montadas nas costas dos bancos na posição rebatida. 12 Os bancos montados em calhas ou noutro sistema que permita ao operador ou ao utilizador modificar facilmente a configuração interior do veículo devem ser medidos na posição normal de utilização especificada pelo fabricante no pedido de homologação. 13 No que respeita ao espaço disponível para os passageiros sentados à frente de cada banco, deve existir o espaço livre mínimo representado na figura n.o 13 do anexo IV ao presente Regulamento, admitindo-se que o encosto do banco precedente ou uma divisória cujo perfil corresponda, aproximadamente, ao do encosto de 2.44
63 um banco inclinado invada esse espaço, nas condições previstas nos n.os 7 a 12 do presente artigo. 14 Admite-se a presença das pernas de um banco no espaço referido no número anterior, desde que continue a existir espaço suficiente para os pés dos passageiros; no caso dos bancos situados ao lado do banco do condutor, nos veículos de lotação não superior a 22 passageiros, admite-se a intrusão do painel de instrumentos, bdo pára-brisas, das protecções contra o sol, dos cintos de segurança e das fixações dos cintos de segurança. 15 Na parte do autocarro onde seja mais fácil o embarque, devem existir, em número de dois, pelo menos, para os veículos das classes I e II, e de um, pelo menos, para os veículos da classe A, bancos, voltados para a frente ou para a retaguarda, especificamente destinados, e como tal identificados, a passageiros com mobilidade reduzida mas que não utilizem cadeira de rodas. 16 Os bancos referidos no número anterior devem ser concebidos para passageiros com mobilidade reduzida, por forma que disponham de espaço suficiente, devem possuir pegas de concepção e localização adequadas para facilitar a ocupação e a saída do banco e devem estar equipados com meios de comunicação que possam ser utilizados na posição sentada e satisfaçam os requisitos constantes do artigo 40.o do presente Regulamento. 17 Os bancos referidos no número anterior devem proporcionar, pelo menos, 110% do espaço previsto no n.os 13 e 14 do presente artigo. 18 Acima de cada lugar sentado, salvo no caso dos bancos da primeira fila da frente nos veículos de lotação não superior a 22 passageiros, do espaço para os pés adjacente deve existir um espaço livre de altura simultaneamente não inferior a 900 mm, medida a partir do ponto mais elevado do assento do banco não comprimido, nem inferior a 1350mmem relação ao nível médio do piso na zona do espaço para os pés; relativamente aos veículos aos quais se aplica o disposto no n.o 14 do artigo 31.o ao presente Regulamento, esta dimensão pode ser reduzida para 1200 mm a contar do piso. 19 O espaço livre deve abranger a zona definida: a) Por dois planos verticais longitudinais situados a uma distância de 200 mm para cada lado do plano médio vertical do assento; b) Pelo plano vertical transversal que passa pelo ponto mais recuado da parte superior do encosto do banco e por um plano vertical transversal situado a uma distância de 280 mm à frente do ponto mais avançado do assento do banco não comprimido, medida no plano médio vertical do assento. 20 As zonas a seguir definidas podem ser excluídas do espaço livre previsto nos números anteriores, a partir da sua periferia: a) No caso do espaço situado por cima dos bancos laterais do veículo, uma zona de secção rectangular com 150 mm de altura e 100 mm de largura, tal como demonstrado na figura n.o 14 do anexo IV ao presente Regulamento; b) No caso do espaço situado por cima dos bancos laterais do veículo, uma zona de secção triangular com o vértice situado a 650 mm do piso e 100 mm de base, tal como demonstrado na figura n.o 15 do anexo IV ao presente Regulamento; c) No caso do espaço para os pés dos bancos laterais, uma zona de secção não superior a 0,02 m2 (0,03 m 2 para os veículos de piso rebaixado da classe I) e de largura máxima não superior a 100 mm (150 mm para os veículos de piso rebaixado da classe I), tal como ilustrado na figura n.o 16 do anexo IV ao presente Regulamento; d) Tratando-se de veículos de lotação não superior a 22 passageiros, no caso dos lugares sentados mais próximo dos cantos da retaguarda da carroçaria, o ângulo exterior traseiro do espaço livre, visto em planta, pode ser arredondado a um raio não superior a 150 mm, tal como demonstrado na figura n.o 17 do anexo IV ao presente Regulamento. 21 No espaço livre definido nos números anteriores admitem-se igualmente as seguintes intrusões: a) Intrusão do encosto de outro banco, dos seus apoios e dos seus acessórios, nomeadamente uma mesa rebatível; b) No caso dos veículos de lotação não superior a 22 passageiros, intrusão do arco de uma roda, desde que seja satisfeita uma das condições constantes do número seguinte. 22 As condições a que se refere o número anterior são as seguintes: a) A intrusão não se prolongar para além do plano médio vertical do lugar sentado, tal como ilustrado na figura n.o 18 do anexo IV ao presente Regulamento; b) A aresta mais próxima da área com 300 mm de profundidade prevista para os pés do passageiro sentado não estar avançada mais de 200 mm em relação ao rebordo do assento não comprimido, nem estar situada mais de 600 mm à frente do encosto do banco, sendo ambas as medições efectuadas no plano médio vertical do lugar sentado, tal como demonstrado na figura n.o 19 do anexo IV ao presente Regulamento; tratando-se de dois bancos face-a-face, a presente disposição aplica-se apenas a um deles, devendo o espaço livre para os pés dos passageiros sentados 2.45
64 ser, pelo menos, de 400 mm. 23 No caso dos bancos situados ao lado do banco do condutor em veículos de lotação não superior a 22 passageiros, a intrusão de janelas do tipo tremonha quando abertas, e das respectivas fixações, do painel de instrumentos, do pára-brisas, das protecções contra o sol, dos cintos de segurança, das fixações dos cintos de segurança e do abobadado dianteiro. Artigo 40.o Comunicação com o condutor 1 Nos veículos das classes I, II e A deve existir um meio ao qual os passageiros possam recorrer para indicar ao condutor que deve parar o veículo, devendo os comandos desses dispositivos de comunicação ter botões salientes, situar-se a não mais de 1200 mm do piso nos veículos das classes I e A e ser de uma ou mais cores contrastantes. 2 Os comandos referidos no número anterior têm de estar distribuídos adequada e uniformemente por todo o veículo, devendo a activação de um desses comandos também ser indicada aos passageiros, por meio de um ou mais sinais luminosos. 3 Os sinais em questão devem exibir, nomeadamente, a indicação «paragem», ou uma expressão equivalente, e ou um pictograma adequado e devem permanecer iluminados até à abertura da ou das portas de serviço; os veículos articulados devem dispor de sinais deste tipo em cada secção rígida do veículo e os veículos de dois pisos devem dispor destes sinais em ambos os pisos. 4 No caso de existir um compartimento reservado à tripulação sem acesso aos compartimentos do condutor e dos passageiros, deve existir um meio de comunicação entre o condutor e esse compartimento. Artigo 41.o Máquinas de bebidas quentes e equipamento de cozinha 1 As máquinas de bebidas quentes e os equipamentos de cozinha devem ser instalados e protegidos de modo a evitar o derramamento de alimentos ou bebidas quentes sobre qualquer passageiro devido a travagens de emergência ou quando o veículo passa nas curvas. 2 Os bancos dos passageiros dos veículos equipados com máquinas de bebidas quentes ou equipamento de cozinha devem dispor de meios que permitam pousar alimentos ou bebidas quentes quando o veículo se encontrar em movimento. Artigo 42.o Portas de acesso a compartimentos interiores As portas de acesso a instalações sanitárias ou outros compartimentos interiores: a) Devem fechar-se automaticamente e, além disso, não devem estar equipadas com qualquer dispositivo destinado a mantê-las abertas se, nessa posição, puderem dificultar a passagem dos passageiros em situações de emergência; b) Não devem, quando abertas, esconder qualquer puxador, comando de abertura ou indicação obrigatória associada a qualquer porta de serviço, porta de emergência, saída de emergência, extintor de incêndios ou caixa de primeiros socorros; c) Devem estar equipadas com um meio que, em caso de emergência, permita a sua abertura do exterior do compartimento; d) Não devem poder ser trancadas do exterior, salvo se puderem ser abertas do interior em qualquer circunstância. Artigo 43.o Iluminação artificial do veículo 1 Deve existir iluminação eléctrica interior que ilumine: a) Todos os compartimentos dos passageiros e da tripulação, as instalações sanitárias e, no caso dos veículos articulados, a secção articulada; b) Todos os degraus; c) O acesso a todas as saídas e toda a área imediatamente envolvente da ou das portas de serviço; d) As inscrições interiores e os comandos interiores de todas as saídas; e) Todos os locais em que existam obstáculos. 2 Devem existir, pelo menos, dois circuitos de iluminação do interior do veículo concebidos de forma que a avaria eventual de um deles não possa afectar o ou os outros, podendo um circuito que sirva apenas para a iluminação permanente das entradas e saídas ser considerado um desses circuitos. 3 Devem ser tomadas as medidas necessárias para proteger o condutor dos brilhos e reflexos produzidos pela iluminação artificial do interior do veículo. Artigo 44.o Secção articulada dos veículos articulados 1 A secção articulada que liga entre si as secções rígidas do veículo deve ser concebida e construída de forma a permitir, no mínimo, a rotação em torno de, pelo menos, um eixo horizontal e, pelo menos, um 2.46
65 eixo vertical. 2 No caso de um veículo articulado estar estacionado numa superfície plana horizontal em ordem de marcha, não deve haver, entre o piso de ambas as secções rígidas e o piso da base rotativa ou do elemento que a substitua, qualquer folga descoberta com mais de: a) 10mmquando todas as rodas do veículo estejam no mesmo plano; b) 20 mm quando as rodas do eixo adjacente à secção articulada estejam assentes numa superfície 150 mm mais elevada do que a superfície de assentamento das rodas dos outros eixos. 3 A diferença de nível entre o piso das secções rígidas e o piso da base rotativa, medida na junta, não deve exceder: a) 20 mm nas condições descritas na alínea a) do número anterior; b) 30 mm nas condições descritas na alínea b) do número anterior. 4 Nos veículos articulados devem existir meios que impeçam fisicamente o acesso dos passageiros a todas as partes da secção articulada nas quais: a) O piso tenha uma folga descoberta que não satisfaça os requisitos constantes do n.o 2 do presente artigo; b) O piso não tenha resistência suficiente para suportar o peso dos passageiros; c) O movimento das paredes represente um perigo para os passageiros. Artigo 45.o Estabilidade direccional dos veículos articulados No caso de um veículo articulado estar a mover-se em linha recta, os planos médios longitudinais das suas secções rígidas devem coincidir e constituir um plano contínuo, sem qualquer deflexão. Artigo 46.o Corrimãos e pegas 1 Os corrimãos e as pegas devem ser suficientemente resistentes, devendo ser construídos e instalados de modo a não constituir um risco de lesões para os passageiros. 2 Os corrimãos e as pegas devem ter uma secção que permita aos passageiros agarrá-los com facilidade e firmeza, devendo os corrimãos ter um comprimento de, pelo menos, 100 mm para apoio de mão. 3 Nenhuma secção pode ser de dimensão inferior a 20 mm, nem superior a 45 mm, excepto no caso dos corrimãos instalados em portas ou bancos ou, no caso dos veículos das classes II, III ou B, nas passagens de acesso; nestes casos, admite-se a existência de corrimãos cuja secção possua uma dimensão mínima de 15 mm, desde que outra dimensão não seja inferior a 25 mm. 4 Os corrimãos não devem ter arestas cortantes. 5 A folga entre um corrimão ou pega e a parte adjacente da carroçaria ou das paredes do veículo não deve ser inferior a 40 mm, admitindo-se, contudo, no caso dos corrimãos instalados em portas ou bancos ou nas passagens de acesso dos veículos das classes II, III ou B, uma folga mínima de 35 mm. 6 A superfície dos corrimãos, pegas e balaústres deve ser de uma cor contrastante e não deve ser escorregadia. Artigo 47.o Corrimãos e pegas destinados a passageiros de pé 1 Em cada ponto da área do piso destinada a passageiros de pé, em conformidade com o disposto no artigo 11.o, deve existir um número suficiente de corrimãos e ou pegas, podendo, para este efeito, as pegas flexíveis suspensas, se existirem, ser contabilizadas como pegas, desde que sejam mantidas na sua posição por meios adequados. 2 O requisito referido no número anterior considerase satisfeito se, em todas as posições possíveis do dispositivo de ensaio representado na figura n.o 20 do anexo IV ao presente Regulamento, pelo menos, dois corrimãos ou pegas puderem ser alcançados pelo braço móvel do dispositivo, podendo o dispositivo em questão ser rodado em torno do seu eixo vertical. 3 Na aplicação do disposto nos números anteriores, apenas são considerados os corrimãos e pegas que não distem do piso menos de 800 mm, nem mais de 1900 mm. 4 Em todas as posições que possam ser ocupadas por passageiros de pé tem de haver, pelo menos, um corrimão ou pega a uma altura máxima de 1500 mm em relação ao nível do piso nessa posição, não se aplicando o presente requisito nas áreas adjacentes às portas em que a própria porta ou o seu mecanismo na posição de abertura impeçam o uso da pega. 5 As áreas que, podendo ser ocupadas por passageiros de pé, não estejam separadas por bancos das paredes laterais ou da parede traseira do veículo devem dispor de corrimãos horizontais paralelos às paredes, instalados a uma altura compreendida entre 800 mm e 1500 mm acima do piso. Artigo 48.o Corrimãos e pegas das portas de serviço 1 O vão das portas deve estar equipado com corrimãos e ou pegas de cada um dos lados. 2 Para as portas duplas, o requisito referido no 2.47
66 número anterior pode ser cumprido pela instalação de um balaústre central ou de um corrimão central. 3 Os corrimãos e ou pegas das portas de serviço devem estar ao alcance de uma pessoa que esteja de pé no piso, próximo da porta de serviço ou em qualquer dos degraus desta e os pontos aos quais as pessoas se devem poder agarrar devem estar situados, na vertical, entre 800 mm e 1100 mm acima do solo ou do piso de cada degrau e, na horizontal: a) No que respeita à posição referente a uma pessoa de pé no piso, a uma distância máxima de 400 mm, para o interior, em relação ao rebordo exterior do primeiro degrau; b) No que respeita à posição referente a um determinado degrau, a uma distância máxima de 600 mm, para o interior, em relação ao rebordo exterior do degrau considerado. Artigo 49.o Corrimãos no acesso aos lugares reservados 1 Entre os lugares reservados previstos nos n.os 15 e 16 do artigo 39.o e a porta de serviço adequada para o embarque e o desembarque deve existir um corrimão instalado a uma altura de 800 mm a 900 mm acima do piso do veículo, podendo o referido corrimão ser interrompido se tal for necessário para se ter acesso a um espaço destinado a cadeira de rodas, a um assento situado por cima do arco de uma roda, a uma escada, a uma passagem de acesso ou a um corredor. 2 O espaço sem corrimão referido no número anterior não pode exceder 1050 mm, devendo existir um corrimão vertical, pelo menos, num dos lados desse espaço. Artigo 50.o Protecção de vãos de escadas Nos locais em que um passageiro sentado possa ser projectado para a frente para um vão de escada em resultado de uma travagem violenta deve existir uma guarda de protecção, devendo essa protecção ter uma altura mínima de 800 mm em relação ao piso em que repousam os pés do passageiro e deve estender-se da parede para o interior do veículo até um ponto situado a uma distância não inferior a 100 mm além do eixo longitudinal de qualquer lugar sentado em que o passageiro corra aquele risco, ou até ao espelho do degrau mais interior, se esta distância for menor do que a primeira. Artigo 51.o Porta-bagagens e protecção dos ocupantes 1 Os ocupantes do veículo devem estar protegidos da queda de objectos dos porta-bagagens durante as travagens ou nas curvas. 2 No caso de existirem compartimentos para bagagem, estes devem ser concebidos de forma que a bagagem não caia em caso de travagem brusca. Artigo 52.o Tampas de alçapões 1 As tampas de alçapões eventualmente existentes no piso do veículo que não sejam portinholas de salvação devem estar montadas e fixadas de modo a não poderem ser deslocadas ou abertas sem a utilização de ferramentas ou chaves. 2 Nenhum dispositivo de elevação ou de fixação dos referidos alçapões pode sobressair mais de 8 mm do nível do piso, devendo as arestas das partes salientes ser boleadas. Artigo 53.o Entretenimento visual 1 Todas as formas de entretenimento visual dos passageiros, nomeadamente aparelhos de ecrãs de televisão ou vídeos, devem ser colocadas fora do alcance visual do condutor quando este estiver sentado na sua posição normal de condução. 2 O referido no número anterior não obsta ao emprego de monitores de televisão ou dispositivos semelhantes para permitir ao condutor controlar ou guiar o veículo e, nomeadamente, vigiar as portas de serviço. CAPÍTULO II Resistência da superstrutura SECÇÃO I Do âmbito de aplicação e das definições Artigo 54.o Âmbito de aplicação O presente capítulo aplica-se a todos os veículos de um só andar das classes II e III. Artigo 55.o Definições Para efeitos do disposto no presente capítulo, entendese por: a) «Espaço residual» o espaço que deve subsistir no compartimento dos passageiros durante e depois de um dos ensaios da estrutura prescritos no presente capítulo; 2.48
67 b) «Superstrutura» a ou as partes da estrutura do veículo que contribuem para a resistência deste em caso de acidente com capotagem; c) «Secção da carroçaria» uma secção que contenha, pelo menos, dois montantes verticais idênticos de cada lado e seja representativa de uma ou mais partes da estrutura do veículo; d) «Energia total» a energia que se considera ser absorvida por toda a estrutura do veículo, podendo ser determinada conforme indicado no presente capítulo. SECÇÃO II Das especificações e requisitos gerais, dos métodos de ensaio e do espaço residual Artigo 56.o Especificações e requisitos gerais 1 No caso de uma superstrutura ter sido homologada com base no Regulamento ECE/ONU n.o 66 da Comissão Económica para a Europa, deve ser considerada conforme com as especificações e requisitos gerais a seguir enumerados. 2 A superstrutura do veículo deve ter uma resistência suficiente para garantir que, durante e após a aplicação de um dos métodos de ensaio ou de cálculo previstos no artigo seguinte: a) Nenhuma parte do veículo que tenha sido deslocada invada o espaço residual especificado no artigo 58.o do presente Regulamento; b) Nenhuma parte do espaço residual sobressaia da estrutura deformada. 3 Os requisitos referidos no número anterior são aplicáveis ao veículo com todas as suas partes, elementos e painéis estruturais e todas as partes rígidas salientes, como bagageiras e o equipamento de ventilação. 4 Para os efeitos referidos no n.o 2, não são tidos em conta as anteparas, divisórias, arcos e outros elementos de reforço da superstrutura do veículo, nem equipamentos fixos, como bares, pequenas cozinhas ou instalações sanitárias. 5 No caso de se tratar de um veículo articulado, ambas as partes deste devem satisfazer os requisitos referidos no n.o 2 supra. Artigo 57.o Métodos de ensaio 1 Cada modelo de veículo deve ser examinado com base num dos métodos a seguir enumerados, à escolha do fabricante, ou num método alternativo aprovado pela Direcção-Geral de Viação, sendo: a) Ensaio de capotagem de um veículo completo, descrito no anexo VI ao presente Regulamento; b) Ensaio de capotagem de uma ou mais secções da carroçaria representativas de um veículo completo, descrito no anexo VII ao presente Regulamento; c) Ensaio com um pêndulo de uma ou mais secções da carroçaria, descrito no anexo VIII ao presente Regulamento; d) Verificação da resistência da superstrutura por aplicação de um método de cálculo, descrita no anexo IX ao presente Regulamento. 2 No caso de os métodos previstos nas alíneas b), c) e d) não permitirem ter em conta determinadas diferenças importantes registadas entre duas secções do veículo, nomeadamente devido à presença de equipamento de ar condicionado no tejadilho, devem ser propostos ao serviço técnico cálculos ou métodos de ensaio complementares, podendo ser exigido, na falta desses elementos complementares, que o veículo seja ensaiado pelo método previsto na alínea a) do número anterior. Artigo 58.o Espaço residual 1 Para efeitos do referido na alínea a) do artigo 55.o, entende-se por «espaço residual» o volume definido no compartimento dos passageiros ao movimentar-se em linha recta o plano transversal vertical representado na figura n.o 1(a) constante do anexo V ao presente Regulamento, de modo que o ponto «R» representado na figura seja deslocado da posição do ponto «R» do banco lateral mais recuado para a posição do ponto «R» do banco lateral de passageiros mais avançado, passando nesse trajecto pelo ponto «R» de todos os bancos laterais intermédios. 2 Os pontos «R» representados na figura n.o 1(b) constante do anexo V ao presente Regulamento consideram-se situados a uma altura de 500 mm acima do piso por debaixo dos pés dos passageiros, a 300 mm da face interior da parede lateral do veículo e 100 mm para a frente do encosto do banco correspondente, no eixo médio do banco lateral em questão. SECÇÃO III Da interpretação dos resultados dos ensaios Artigo 59.o Interpretação dos resultados dos ensaios No caso de serem ensaiadas secções da carroçaria, o serviço técnico responsável pela realização dos ensaios deve certificar-se de que o veículo satisfaz as condições especificadas no anexo VIII-B, que descreve os requisitos aplicáveis à distribuição das partes principais da su- 2.49
68 perstrutura do veículo no que respeita à absorção de energia. CAPÍTULO III Requisitos aplicáveis a dispositivos técnicos de facilitação do acesso dos passageiros com mobilidade reduzida. SECÇÃO I Generalidades e âmbito de aplicação Artigo 60.o Generalidades No presente capítulo apresentam-se as disposições aplicáveis a um veículo concebido para permitir o fácil acesso dos passageiros com mobilidade reduzida e aos utilizadores de cadeiras de rodas. Artigo 61.o Âmbito de aplicação Os presentes requisitos são aplicáveis aos veículos destinados a permitir mais fácil acesso aos passageiros com mobilidade reduzida. SECÇÃO II Dos requisitos gerais SUBSECÇÃO I Dos degraus e dos lugares e espaços reservados para passageiros com mobilidade reduzida Artigo 62.o Degraus 1 A altura do primeiro degrau a partir do solo de, pelo menos, uma porta de serviço não pode exceder 250 mm para os veículos das classes I e A e 320 mm para os veículos das classes II, III e B. 2 Como alternativa para os veículos das classes I e A, o primeiro degrau a partir do solo não pode exceder 270 mm em duas portas, uma de entrada e outra de saída, podendo ser instalado um sistema de rebaixamento e ou um degrau retráctil. 3 A altura dos degraus além do primeiro degrau a partir do solo na ou nas portas mencionadas nos números anteriores, nas passagens de acesso e corredores, não pode ser superior a 200 mm para os veículos das classes I e A e a 250mm para os veículos das classes II, III e B, não se considerando «degrau» a transição entre um corredor rebaixado e a zona de lugares sentados. Artigo 63.o Lugares e espaços reservados para passageiros com mobilidade reduzida 1 O veículo deve dispor de um número mínimo de bancos voltados para a frente ou para a retaguarda identificados como lugares prioritariamente reservados a passageiros com deficiência, situados próximo de uma ou mais portas de serviço adequadas para o embarque e o desembarque. 2 O número mínimo de lugares reservados deve ser de quatro nos veículos da classe I, dois nos veículos das classes II e III e um nos veículos das classes A e B, não sendo um banco rebatível considerado como lugar reservado. 3 O disposto nos n.os 15 a 17 do artigo 39.o do presente Regulamento não se aplica aos veículos que preencham o requisito referido nos números anteriores. 4 Deve existir um espaço adequado para um cão- -guia de cegos por baixo dos lugares reservados ou junto a esses lugares. 5 Devem ser instalados apoios para os braços nos assentos entre o lugar sentado e o corredor, devendo esses apoios poder ser recolhidos facilmente de modo que a passagem para o banco fique desimpedida. 6 Devem ser instalados corrimãos ou pegas junto aos lugares reservados por forma a permitir ao passageiro agarrar-se a eles com facilidade. 7 A largura mínima do assento de um lugar reservado, medida a partir do plano vertical que passa pelo centro desse assento, deve ser de 220 mm para cada lado ou, no caso dos bancos contínuos, de 220 mm por lugar sentado, para cada lado do respectivo eixo. 8 A altura do assento não comprimido do banco em relação ao piso deve ser tal que a distância deste último a um plano horizontal tangente à superfície superior da parte dianteira do assento do banco fique compreendida entre 400 mm e 500 mm. 9 O espaço para os pés nos lugares reservados deve estender-se para a frente do banco a partir do plano vertical que passa pelo rebordo dianteiro do assento, não podendo o espaço para os pés ter um declive superior a 8% em nenhuma direcção. 10 Todos os lugares reservados devem dispor de um espaço livre em altura não inferior a 1300 mm para os veículos das classes I e A e a 900mmpara os veículos da classe II, medidos a partir do ponto mais alto do assento não comprimido, devendo esse espaço livre estender-se, medido na vertical, por cima de todo o banco e do espaço para os pés adjacente. 11 A intrusão de um encosto ou de outro objecto no referido espaço pode ser permitida desde que seja respeitado um espaço livre vertical mínimo que se 2.50
69 estenda 230 mm para a frente do assento. 12 No caso de o lugar reservado estar situado de frente para uma antepara com mais de 1,2 m de altura, esse espaço deve ser de 300 mm. SUBSECÇÃO II Dos dispositivos de comunicação, dos pictogramas e do declive do piso Artigo 64.o Dispositivos de comunicação 1 Devem ser colocados dispositivos de comunicação junto a todos os lugares reservados e todos os espaços destinados a cadeiras de rodas, a uma altura entre 700 mm e 1200 mm acima do piso. 2 Os dispositivos de comunicação situados na área do piso inferior devem estar situados a uma altura entre 800 mm e 1500 mm em locais onde não haja bancos. 3 O comando de todos os dispositivos de comunicação interna deve poder ser accionado com a palma da mão e ser de cores e tom contrastantes. 4 Nos veículos equipados com uma rampa ou elevador deve instalar-se, junto à porta, do lado exterior, um meio de comunicação a uma altura do solo não superior a 1300 mm. Artigo 65.o Pictogramas Os veículos com espaço para cadeiras de rodas e ou assuntos com prioridade devem ter inscritos pictogramas conformes com a figura n.o 23a constante do anexo IV ao presente Regulamento, visíveis do exterior, tanto nas traseiras como na frente do veículo e junto à ou às portas de serviço, devendo igualmente colocar-se pictogramas adequados no interior do veículo junto ao espaço para cadeiras de rodas ou para assentos com prioridade. Artigo 66.o Declive do piso Nenhum corredor, passagem de acesso ou zona do piso entre os lugares reservados ou os espaços para cadeiras de rodas e, pelo menos, uma entrada ou saída ou uma porta de entrada e saída deve apresentar um declive superior a 8%, dispondo o declive destas zonas de uma superfície antiderrapante. SUBSECÇÃO III Das disposições sobre o transporte de cadeiras de rodas, dos bancos no espaço para cadeiras de rodas e da estabilidade das cadeiras de rodas. Artigo 67.o Disposições sobre o transporte de cadeiras de rodas 1 Para cada utilizador de cadeira de rodas previsto deve existir no compartimento dos passageiros um espaço de, pelo menos, 750 mm de largura por 1300 mm de comprimento, devendo o plano longitudinal desta zona especial ser paralelo ao plano longitudinal do veículo e a superfície do piso ser antiderrapante. 2 No caso de se tratar de um espaço concebido para cadeiras de rodas orientada para a frente, a parte superior das costas do assento anterior pode penetrar no espaço da cadeira de rodas, se estiver previsto um espaço livre de acordo com a figura n.o 22 constante do anexo IV ao presente Regulamento. 3 Deve existir, pelo menos, uma porta que permita a passagem de cadeiras de rodas; no caso dos veículos da classe I, pelo menos uma das portas de acesso para cadeiras de rodas deve ser uma porta de serviço; a porta de acesso para cadeiras de rodas deve ter um equipamento auxiliar de embarque conforme com o disposto no artigo 77.o, sendo tudo feito em conjugação com o disposto nos artigos 78.o a 81.o, no que se refere a elevadores, ou nos artigos 82.o a 85.o, no que se refere a rampas. 4 As portas de acesso às cadeiras de rodas que não sejam portas de serviço devem ter uma altura mínima de 1400 mm. 5 A largura mínima de todas as portas que permitam o acesso de cadeiras de rodas ao veículo deve ser de 900 mm, dos quais se podem deduzir 100 mm se a medição for feita ao nível das pegas. 6 Deve ser possível deslocar uma cadeira de rodas de referência, com as dimensões indicadas na figura n.o 21 constante do anexo IV ao presente Regulamento, do exterior do veículo para a ou as zonas especiais através de, pelo menos, uma das portas de acesso às cadeiras de rodas. Artigo 68.o Bancos no espaço para cadeiras de rodas 1 Os espaços destinados a cadeiras de rodas podem conter bancos rebatíveis. 2 Os bancos rebatíveis, quando dobrados e não utilizados, não podem invadir o espaço destinado às cadeiras de rodas. 3 Os veículos podem dispor de bancos desmontáveis no espaço destinado a cadeiras de rodas, desde que esses bancos possam ser facilmente retirados pelo condutor ou por um membro da tripulação. 4 Sempre que o espaço para os pés contíguo a um banco, ou uma parte de um banco rebatível em 2.51
70 utilização, invadir o espaço destinado a uma cadeira de rodas, esses bancos devem ter aposta, no próprio banco ou junto dele, a inscrição «Ceda este espaço a um utilizador de cadeiras de rodas, por favor». Artigo 69.o Estabilidade das cadeiras de rodas 1 Em alternativa aos requisitos constantes do presente artigo ao artigo 72.o, os sistemas de retenção podem obedecer aos requisitos referidos nos n.os 1 a 17 do artigo 73.o do presente Regulamento. 2 Nos veículos em que os lugares de passageiros não devam ser equipados com nenhum sistema de retenção do ocupante, o espaço da cadeira de rodas deve ser equipado com um sistema de retenção que permita garantir a estabilidade da cadeira de rodas, sendo efectuado um ensaio estático em conformidade com os seguintes requisitos: a) Deve ser aplicada sobre o próprio sistema de retenção uma força de 250 dan ± 20 dan por cadeira de rodas; b) A força deve ser aplicada no plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, se o sistema de retenção não estiver ligado ao piso do veículo; se o sistema de retenção estiver ligado ao piso, a força deve ser aplicada num ângulo de 45o ± 10o em relação ao plano horizontal e na direcção da frente do veículo; c) A força deve ser mantida durante um período não inferior a 1,5 segundos; d) O sistema de retenção deve ser capaz de resistir ao ensaio; a deformação permanente do sistema de retenção, incluindo a ruptura ou fractura parcial, não constitui deficiência caso a força prescrita seja mantida durante o período especificado; quando aplicável, o dispositivo de bloqueamento que permite a saída da cadeira de rodas do veículo deve poder ser accionado manualmente após a supressão da força de tracção. 3 Nos veículos em que os lugares de passageiros devam ser equipados com sistemas de retenção do ocupante o espaço de cadeiras de rodas deve ser equipado com um sistema de retenção capaz de reter a cadeira e o seu ocupante. 4 O sistema de retenção e as suas fixações devem ser concebidos por forma a resistirem a forças equivalentes às requeridas para os sistemas de retenção dos lugares para passageiros e seus ocupantes, sendo efectuado um ensaio estático em conformidade com os seguintes requisitos: a) As forças referidas nos artigos seguintes devem ser aplicadas nas direcções postero-anterior e antero-posterior, separadamente e sobre o próprio sistema de retenção; b) A força deve ser mantida durante um período não inferior a 0,2 segundos; c) O sistema de retenção deve ser capaz de resistir ao ensaio; a deformação permanente do sistema de retenção, incluindo a ruptura ou fractura parcial, não constitui deficiência caso a força prescrita seja mantida durante o período especificado; quando aplicável, o dispositivo de bloqueamento que permite a saída da cadeira de rodas do veículo deve poder ser accionado manualmente após a supressão da força de tracção. Artigo 70.o Aplicação das forças na direcção postero-anterior, no caso de sistemas separados de retenção da cadeira de rodas e do ocupante da mesma 1 Para a categoria M 2 a aplicação das forças deve ser de: a) 1110 dan ± 20 dan, se se tratar de um cinto subabdominal; a força deve ser aplicada sobre o sistema de retenção do utilizador da cadeira de rodas, no plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, caso o sistema de retenção não esteja ligado ao piso do veículo; se o sistema de retenção estiver ligado ao piso, a força deve ser aplicada num ângulo de 45o ± 10o em relação ao plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo; b) 675 dan ± 20 dan, no plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, sobre a porção ventral do cinto, e 675 dan ± 20 dan no plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, sobre a porção de cinto que corresponde ao torso, se se tratar de um cinto de três apoios; c) 1715 dan ± 20 dan, num ângulo de 45o ± 10o em relação ao plano horizontal do veículo e em direcção à frente do veículo, sobre o sistema de retenção da cadeira de rodas; d) As forças devem ser aplicadas simultaneamente. 2 Para a categoria M 3 a aplicação das forças deve ser de: a) 740 dan ± 20 dan, se se tratar de um cinto ventral; a força deve ser aplicada sobre o sistema de retenção do utilizador da cadeira de rodas, no plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, caso o sistema de retenção não esteja ligado ao piso do veículo; se o sistema de retenção estiver ligado ao piso, a força deve ser aplicada num ângulo de 45o ± 10o em relação 2.52
71 ao plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo; b) 450 dan ± 20 dan, no plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, sobre a porção ventral do cinto, e 450 dan ± 20 dan, no plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, sobre a porção do cinto que corresponde ao torso, se se tratar de um cinto de três apoios; c) 1130 dan ± 20 dan, num ângulo de 45o ± 10o em relação ao plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, sobre o sistema de retenção da cadeira de rodas; d) As forças devem ser aplicadas simultaneamente. Artigo 71.o Aplicação das forças na direcção postero-anterior, no caso de um sistema combinado de retenção da cadeira de rodas e do utilizador da mesma. 1 Para a categoria M 2 a aplicação das forças deve ser de: a) 1110 dan ± 20 dan, num ângulo de 45o ± 10o em relação ao plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, sobre o sistema de retenção do utilizador da cadeira de rodas, se se tratar de um cinto subabdominal; b) 675 dan ± 20 dan, num ângulo de 45o ± 10o em relação ao plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, sobre a porção ventral do cinto, e 675 dan ± 20 dan, no plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, sobre a porção do cinto que corresponde ao torso, se se tratar de um cinto de três apoios; c) 1715 dan ± 20 dan, num ângulo de 45o ± 10o em relação ao plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, sobre o sistema de retenção da cadeira de rodas; d) As forças devem ser aplicadas simultaneamente. 2 Para a categoria M 3 a aplicação das forças deve ser de: a) 740 dan ± 20 dan, num ângulo de 45.o ± 10.o em relação ao plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, sobre o sistema de retenção do utilizador da cadeira de rodas, se se tratar de um cinto subabdominal; b) 450 dan ± 20 dan, num ângulo de 45o ± 10o em relação ao plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, sobre a porção ventral do cinto, e 450 dan ± 20 dan, no plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, sobre a porção do cinto que corresponde ao torso, se se tratar de um cinto de três apoios; c) 1130 dan ± 20 dan, num ângulo de 45o ± 10o em relação ao plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, sobre o sistema de retenção da cadeira de rodas; d) As forças devem ser aplicadas simultaneamente. Artigo 72.o Aplicação das forças na direcção antero-posterior Na direcção antero-posterior as forças aplicadas devem ser de 810 dan ± 20 dan, num ângulo de 45o ± 10o em relação ao plano horizontal do veículo e em direcção à retaguarda do veículo, sobre o sistema de retenção da cadeira de rodas. Artigo 73.o Sistema alternativo de retenção da cadeira de rodas 1 O espaço para a cadeira de rodas deve dispor de um sistema de retenção para a mesma, adequado à utilização geral dessas cadeiras, e permitir o transporte de uma cadeira de rodas e respectivo utilizador de frente para a parte dianteira do veículo. 2 O espaço para a cadeira de rodas deve dispor de um sistema de retenção do utilizador da mesma, com um mínimo de dois pontos de fixação e uma retenção pélvica (cinto subabdominal) concebido e constituído por componentes destinadas a funcionar de forma análoga às de um cinto de segurança conforme com os requisitos constantes do Regulamento de Homologação dos Cintos de Segurança e dos Sistemas de Retenção dos Automóveis. 3 Qualquer sistema de retenção instalado no espaço para cadeiras de rodas deve poder ser facilmente desactivado em caso de emergência. 4 Os sistemas de retenção de cadeiras de rodas devem: a) Obedecer aos requisitos do ensaio dinâmico descritos nos n.os 10 a 14 infra e estar firmemente ligados a fixações do veículo conformes com os requisitos do ensaio estático descritos no n.o 6; b) Estar firmemente ligados a fixações do veículo, por forma que a combinação retenção-fixações obedeça aos requisitos constantes dos n.os 10 a 14 do presente artigo. 5 As retenções para utilizadores de cadeiras de rodas devem: a) Obedecer aos requisitos do ensaio dinâmico descritos no n.o 15 e estar firmemente ligadas a fixações do veículo conformes com os requisitos 2.53
72 do ensaio estático descritos no número seguinte; b) Estar firmemente ligadas a fixações do veículo, por forma que a combinação retenção-fixações obedeça aos requisitos do ensaio dinâmico descritos no n.o 15 infra quando ligadas às fixações instaladas, conforme descrição constante da alínea g) do número seguinte. 6 Deve ser efectuado um ensaio estático, tanto nos pontos de fixação do sistema de retenção da cadeira de rodas como nos sistemas de retenção do seu utilizador, em conformidade com os seguintes requisitos: a) As forças indicadas no número seguinte devem ser aplicadas por meio de um dispositivo que reproduza a geometria do sistema de retenção da cadeira de rodas; b) As forças indicadas no n.o 9 do presente artigo devem ser aplicadas por meio de um dispositivo que reproduza a geometria do sistema de retenção do utilizador de cadeira de rodas e por meio de um dispositivo de tracção; c) As forças mencionadas nas alíneas anteriores devem ser aplicadas simultaneamente na direcção postero-anterior e num ângulo de 10o ± 5o acima do plano horizontal; d) As forças mencionadas na alínea a) devem ser aplicadas na direcção antero-posterior e num ângulo de 10o ± 5o acima do plano horizontal; e) As forças devem ser aplicadas o mais rapidamente possível através do eixo central vertical do espaço para a cadeira de rodas; f) A força deve ser mantida durante um período não inferior a 0,2 segundos; g) O ensaio deve ser efectuado numa secção representativa da estrutura do veículo e em todos os acessórios, previstos no veículo, susceptíveis de contribuir para a resistência ou a rigidez da estrutura. 7 As forças indicadas no número anterior são, para as fixações aplicadas num sistema de retenção de cadeiras de rodas montado num veículo da categoria M2, de: a) 1110 dan, aplicada no plano longitudinal do veículo e na direcção da frente do veículo, a uma altura mínima de 200 mm e máxima de 300 mm, medida na vertical a partir do piso do espaço para a cadeira de rodas; b) 550 dan, aplicada no plano longitudinal do veículo e na direcção da retaguarda do veículo, a uma altura mínima de 200 mm e máxima de 300 mm, medida na vertical a partir do piso do espaço para a cadeira de rodas. 8 As forças indicadas no n.o 6 são, para as fixações aplicadas num sistema de retenção de cadeiras de rodas montado num veículo da categoria M 3, de: a) 740 dan, aplicada no plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, a uma altura mínima de 200 mm e máxima de 300 mm, medida na vertical a partir do piso do espaço para a cadeira de rodas; b) 370 dan, aplicada no plano longitudinal do veículo e na direcção da retaguarda do veículo, a uma altura mínima de 200 mm e máxima de 300 mm, medida na vertical a partir do piso do espaço para a cadeira de rodas. 9 Para as fixações aplicadas num sistema de retenção do utilizador da cadeira de rodas, as forças devem ser conformes com os requisitos constantes do ponto 5.4 do anexo I da Directiva n.o 76/115/CEE. 10 O sistema de retenção da cadeira de rodas deve ser submetido a um ensaio dinâmico efectuado de acordo com o disposto nos números seguintes. 11 Deve submeter-se um carro de ensaio representativo com a forma de cadeira de rodas, de 85 kg de massa, desde uma velocidade de 48 km/h a 50 km/h até à imobilização, a um impulso/tempo de desaceleração: a) Superior a 20 g, na direcção postero-anterior, durante um período cumulativo não inferior a 0,015 segundos; b) Superior a 15 g, na direcção postero-anterior, durante um período cumulativo não inferior a 0,04 segundos; c) Durante um período superior a 0,075 segundos; d) Não superior a 28 g e durante um período máximo de 0,08 segundos; e) Durante um período de 0,12 segundos. 12 Deve igualmente submeter-se um carro de ensaio representativo com a forma de cadeira de rodas, de 85 kg de massa, desde uma velocidade de 48 km/h a 50 km/h até à imobilização, a um impulso/tempo de desaceleração: a) Superior a 5 g, na direcção antero-posterior, durante um período cumulativo não inferior a 0,015 segundos; b) Não superior a 8 g, na direcção antero-posterior e durante um período não superior a 0,02 segundos. 13 O ensaio mencionado no número anterior não é aplicável caso sejam utilizados os mesmos sistemas de retenção na direcção postero-anterior e na direcção antero-posterior ou caso tenha já sido efectuado um ensaio equivalente. 14 No ensaio supra o sistema de retenção da cadeira de rodas deve estar ligado a: a) Fixações aplicadas no equipamento de ensaio que representa a geometria das fixações existentes no veículo a que se destina o sistema de retenção; 2.54
73 b) Fixações que façam parte de uma secção representativa do veículo a que se destina o sistema de retenção, conforme descrição constante da alínea g) do n.o 6 do presente artigo. 15 O sistema de retenção do ocupante da cadeira de rodas deve obedecer aos requisitos de ensaio especificados nos n.os 20 a 22 do artigo 36.o do Regulamento de Homologação dos Cintos de Segurança e dos Sistemas de Retenção dos Automóveis ou aos de ensaio equivalente ao ensaio de impulso/tempo de desaceleração descrito no n.o 11 do presente artigo, considerandose que obedecem aos requisitos em causa os cintos de segurança conformes com o Regulamento acima indicado e que apresentem a marca correspondente. 16 Considera-se que um ensaio, tal como descrito nos n.os 6, 10 ou 15, falhou se não se encontrarem preenchidos os seguintes requisitos: a) Durante o ensaio, nenhuma parte do sistema pode ceder ou desprender-se da sua fixação ou do veículo; b) Depois do ensaio deve ser possível accionar os mecanismos que permitem desprender a cadeira de rodas e o seu utilizador; c) Durante o ensaio descrito no n.o 10 do presente artigo a cadeira de rodas não pode deslocar-se mais de 200 mm no plano longitudinal do veículo; d) Nenhuma parte do sistema pode sofrer uma deformação tal que, depois do ensaio, possa dar origem a lesões provocadas por arestas vivas ou outras saliências. 17 As respectivas instruções de funcionamento devem estar claramente expostas junto ao sistema. 18 Em alternativa às disposições constantes do n.o 2 do artigo 69.o, o espaço da cadeira de rodas deve ser concebido de forma que o seu utilizador viaje sem impedimentos, com a cadeira de rodas voltada para a retaguarda e apoiada num suporte ou espaldar, em conformidade com as seguintes disposições: a) Um dos lados do espaço longitudinal para a cadeira de rodas deve estar apoiado a um lado ou a uma parede do veículo; b) No extremo dianteiro do espaço para a cadeira de rodas deve prever-se um suporte ou espaldar perpendicular ao eixo longitudinal do veículo; c) O suporte ou espaldar deve ser concebido de forma que as rodas ou as costas da cadeira de rodas fiquem apoiadas ao suporte ou espaldar, a fim de evitar que a cadeira de rodas tombe; d) O suporte ou espaldar da fila de bancos anterior deve poder resistir a uma força de 250 dan ± 20 dan por cadeira de rodas, devendo a força ser aplicada no plano horizontal do veículo e na direcção da frente do veículo, no meio do suporte ou espaldar, e ser mantida durante um período não inferior a 1,5 segundos; e) Deve ser instalado no lado ou na parede do veículo um corrimão ou pega, de forma a permitir que o utilizador da cadeira de rodas se agarre a ele facilmente; f) Deve ser colocado um corrimão retráctil ou um dispositivo equivalente no lado oposto do espaço para a cadeira de rodas, de forma a restringir toda e qualquer oscilação lateral da cadeira de rodas e a permitir que o respectivo utilizador se agarre a ele facilmente; g) A superfície do piso da zona especial deve ser antiderrapante; h) Deve ser colocado junto ao espaço para a cadeira de rodas um painel dizendo «Este espaço destina-se a uma cadeira de rodas. A cadeira de rodas deve ficar voltada para a retaguarda, apoiada ao suporte ou espaldar, e travada.». SUBSECÇÃO IV Dos comandos das portas, da iluminação e das disposições relativas aos equipamentos auxiliares de embarque Artigo 74.o Comandos das portas Todos os comandos de abertura junto a uma porta contemplados no artigo 67.o do presente Regulamento, quer no exterior quer no interior do veículo, devem estar a uma distância do solo ou do piso não superior a 1300 mm. Artigo 75.o Iluminação 1 O veículo deve dispor de iluminação adequada no interior e no exterior para permitir às pessoas com mobilidade reduzida embarcarem e desembarcarem em segurança. 2 Qualquer tipo de iluminação que possa afectar a visão do condutor só deve funcionar com o veículo parado. Artigo 76.o Disposições relativas aos equipamentos auxiliares de embarque 1 Os comandos de accionamento dos equipamentos auxiliares de embarque devem estar claramente identificados, devendo existir um avisador que indique ao condutor a posição, em extensão ou rebaixada, do equipamento auxiliar de embarque em questão. 2 Em caso de avaria de um dispositivo de segurança, 2.55
74 os elevadores, rampas e sistemas de rebaixamento devem ficar inoperacionais, salvo se puderem ser accionados em segurança por aplicação de um esforço manual. 3 O tipo e a localização do mecanismo de comando de emergência devem estar claramente assinalados. 4 Em caso de quebra da alimentação de energia, os elevadores e rampas devem poder ser accionados manualmente. 5 O acesso a uma das portas do veículo, de serviço ou de emergência, pode ser obstruído por um equipamento auxiliar de embarque, desde que as duas condições a seguir especificadas sejam satisfeitas tanto no interior como no exterior do veículo: a) O equipamento auxiliar de embarque não obstrui o acesso ao puxador ou a qualquer outro dispositivo de abertura da porta; b) O equipamento auxiliar de embarque pode ser rapidamente removido para deixar o vão da porta livre numa situação de emergência. Artigo 77.o Sistema de rebaixamento 1 Os sistemas de rebaixamento devem ser activados por meio de um interruptor. 2 Todos os comandos que desencadeiam o rebaixamento ou a elevação da carroçaria ou de uma parte dela relativamente ao piso da calçada devem estar claramente identificados e sob o controlo directo do condutor. 3 O processo de rebaixamento ou de elevação deve ser de molde que possa ser detido e imediatamente invertido por meio de um comando que deve estar ao alcance do condutor, sem que este abandone o seu banco na cabina, e também junto de todos os outros comandos de accionamento do sistema de rebaixamento. 4 Os sistemas de rebaixamento instalados num veículo não devem: a) Permitir que o veículo se desloque a uma velocidade superior a 5 km/h quando o veículo estiver a uma altura do solo inferior à altura normal de viagem; b) Permitir que o veículo seja rebaixado ou elevado quando o funcionamento da porta de serviço estiver impedido por qualquer razão. Artigo 78.o Elevador 1 Os elevadores só devem poder ser accionados quando o veículo estiver imobilizado. 2 Ao iniciar-se a ascensão da plataforma e antes de ter início a descida deve entrar automaticamente em funcionamento um dispositivo que impeça a cadeira de rodas de rolar. 3 A plataforma de um elevador não deve ter menos de 800 mm de largura nem menos de 1200 mm de comprimento, devendo poder funcionar com uma massa de, pelo menos, 300 kg. Artigo 79.o Outros requisitos técnicos aplicáveis aos elevadores accionados a motor 1 O comando de accionamento deve ser concebido de forma que, quando libertado, volte automaticamente à posição de desligado, com interrupção imediata do movimento de elevador, devendo poder então ser iniciado um movimento em qualquer sentido. 2 Sempre que o movimento do elevador possa entalar ou esmagar objectos, as áreas do elevador fora do campo de visão de quem acciona os comandos devem ser protegidas por um dispositivo de segurança, nomeadamente por um mecanismo de inversão do movimento. 3 No caso de um dispositivo de segurança do tipo referido no número anterior ser accionado, o movimento do elevador deve ser imediatamente interrompido e invertido. Artigo 80.o Accionamento dos elevadores de funcionamento assistido 1 No caso de o elevador estar instalado numa porta de serviço situada no campo de visão directa do condutor do veículo, pode ser accionado por este do seu banco. 2 Em todos os outros casos, os comandos devem estar situados junto do próprio elevador, podendo ser accionados ou desactivados exclusivamente pelo condutor a partir do seu lugar. Artigo 81.o Elevadores de accionamento manual Os elevadores devem ser concebidos de modo a serem accionados por meio de comandos localizados nas suas proximidades e sem demasiado esforço. Artigo 82.o Rampa 1 As rampas só devem poder ser accionadas quando o veículo estiver imobilizado. 2 Os rebordos exteriores devem ser arredondados a um raio não inferior a 2,5 mm e os cantos exteriores a um raio não inferior a 5 mm. 3 As rampas devem ter uma largura mínima de 800 mm. 2.56
75 4 O declive da rampa, quando desdobrada ou estendida e pousada num passeio com 150 mm de altura, não deve exceder 12%, sendo permitida a utilização de um sistema de rebaixamento para a realização do presente ensaio. 5 As rampas de comprimento superior a 1200 mm quando prontas a utilizar devem estar equipadas com um dispositivo que impeça as cadeiras de rodas de sair pelos lados. 6 As rampas devem poder funcionar em segurança com uma carga de 300 kg. 7 No que respeita aos modos de accionamento, a extensão e o recolhimento de uma rampa podem ser manuais ou assistidos. Artigo 83.o Outros requisitos técnicos aplicáveis às rampas de funcionamento assistido 1 A extensão e o recolhimento das rampas devem ser assinalados por luzes amarelas intermitentes e um sinal sonoro, sendo as rampas identificadas por marcações vermelhas e brancas retrorreflectoras inscritas nos rebordos exteriores. 2 A extensão da rampa na horizontal deve ser protegida por um dispositivo de segurança. 3 No caso de um desses dispositivos de segurança entrar em funcionamento o movimento da rampa deve ser imediatamente interrompido. 4 O movimento horizontal da rampa deve ser interrompido logo que esta seja carregada com uma massa de 15 kg. Artigo 84.o Accionamento das rampas de funcionamento assistido 1 No caso de a rampa estar instalada numa porta de serviço situada no campo de visão directa do condutor do veículo pode ser accionada por este do seu banco. 2 No caso de a rampa não estar instalada numa porta de serviço situada no campo de visão directa do condutor do veículo os comandos devem estar situados junto da rampa, cabendo ao condutor proceder à activação e desactivação dos comandos a partir do seu banco. Artigo 85.o Accionamento das rampas de accionamento manual As rampas de accionamento manual devem ser concebidas de forma a poderem ser accionadas sem demasiado esforço. CAPÍTULO IV Requisitos específicos aplicáveis aos veículos de dois andares SECÇÃO I Do âmbito de aplicação e dos requisitos gerais para o ensaio de estabilidade Artigo 86.o Âmbito de aplicação 1 O presente capítulo contém os requisitos aplicáveis aos veículos de dois pisos que diferem dos requisitos gerais do capítulo I do presente Regulamento. 2 Os artigos seguintes substituem os artigos correspondentes do capítulo I. 3 Salvo especificação em contrário nele indicada, todos os outros requisitos do capítulo I aplicam-se aos veículos de dois andares. Artigo 87.o Ensaio de estabilidade 1 Em cada lugar de passageiro do andar superior são colocadas cargas iguais a Q, tal como definida no n.o 4 do artigo 19.o do Regulamento Relativo às Massas e Dimensões de Determinadas Categorias de Automóveis e Seus Reboques. 2 No caso de o veículo se destinar a transportar um membro da tripulação que não viaje sentado, o centro de gravidade da massa de 75 kg que representa o membro da tripulação deve ser colocado no corredor do piso superior, a uma altura de 875 mm, não devendo os compartimentos para bagagem conter qualquer bagagem. SECÇÃO II Da protecção contra os riscos de incêndio Artigo 88.o Extintores de incêndios e caixas de primeiros socorros Deve ser previsto um espaço para a instalação de dois extintores de incêndios, um junto do banco do condutor e o outro no andar superior, devendo esse espaço ser de, pelo menos, 15 dm 3. SECÇÃO III Das saídas Artigo 89.o Número de saídas 1 Todos os veículos de dois andares devem ter duas 2.57
76 portas no piso inferior, tal como referido no n.o 1 do artigo seguinte, sendo o número mínimo de portas de serviço exigido referido no quadro I constante do anexo XII ao presente Regulamento. 2 O número de saídas de emergência deve ser tal que o número total de saídas seja, no mínimo, o indicado no quadro II do anexo XII ao presente Regulamento, determinando-se separadamente o número de saídas em cada andar ou compartimento separado. 3 Para efeitos de definição do número de saídas de emergência, as instalações sanitárias e as cozinhas não são consideradas compartimentos separados, só podendo as portinholas de salvação contar como uma das saídas de emergência referidas no número anterior. 4 No tejadilho do andar superior dos veículos das classes II e III devem existir portinholas de salvação em complemento das janelas e portas de emergência. 5 Os veículos da classe I também podem dispor de portinholas de salvação, sendo o número mínimo, nesse caso, o referido no quadro III constante do anexo XII ao presente Regulamento. 6 Cada escada de intercomunicação deve contar como uma saída do andar superior. 7 Todas as pessoas que se encontrem no andar inferior devem em situações de emergência ter acesso ao exterior do veículo sem terem de passar pelo andar superior. 8 O corredor do andar superior deve comunicar por meio de uma ou mais escadas de intercomunicação com a passagem de acesso a uma porta de serviço ou com o corredor do andar inferior, a uma distância inferior a 3 m de uma porta de serviço, sendo que: a) Nos veículos das classes I e II devem existir duas escadas, ou pelo menos uma escada e uma meia-escada, se no andar superior forem transportados mais de 50 passageiros; b) Nos veículos da classe III devem existir duas escadas, ou pelo menos uma escada e uma meia- -escada, se no andar superior forem transportados mais de 30 passageiros. Artigo 90.o Localização das saídas 1 Duas das portas mencionadas no n.o 1 do artigo anterior devem estar separadas por uma distância, medida entre os planos verticais transversais que passam pelos respectivos centros geométricos, não inferior a 25% do comprimento total do veículo ou a 40% do comprimento total do compartimento dos passageiros do andar inferior; esta disposição não é aplicável se as duas portas não estiverem localizadas do mesmo lado do veículo; se uma dessas duas portas fizer parte de uma porta dupla, a distância deve ser medida entre as duas portas mais afastadas. 2 As saídas existentes em cada andar devem estar situadas de forma que o seu número seja praticamente igual em ambos os lados do veículo. 3 No andar superior dos veículos deve existir, pelo menos, uma saída de emergência no painel traseiro ou no painel dianteiro. Artigo 91.o Requisitos técnicos aplicáveis a todas as portas de serviço 1 No caso de a observação directa não ser adequada, devem existir no veículo dispositivos ópticos ou outros que permitam ao condutor detectar do seu banco a presença de passageiros no exterior do veículo, na vizinhança imediata de todas as portas de serviço não automáticas. 2 Tratando-se de veículos da classe I, o requisito referido no número anterior também é aplicável no que respeita à detecção da presença de passageiros no lado interior de todas as portas de serviço e na vizinhança imediata de todas as escadas de intercomunicação do piso superior. Artigo 92.o Requisitos técnicos aplicáveis às portas de emergência 1 Todos os comandos ou dispositivos de abertura exterior das portas de emergência situadas no andar inferior devem ficar a uma distância do solo compreendida entre 1000 mm e 1500 mm e a não mais de 500 mm da porta que accionam. 2 Nos veículos das classes I, II e III, todos os comandos ou dispositivos de abertura interior das portas de emergência devem ficar a uma distância compreendida entre 1000 mm e 1500 mm da superfície superior do piso ou do degrau mais próximo desses comandos ou dispositivos e a não mais de 500 mm da porta que accionam. 3 O requisito referido nos números anteriores não se aplica aos comandos situados na zona do condutor. SECÇÃO IV Dos arranjos interiores Artigo 93.o Corredores 1 Os corredores dos veículos, tal como demonstrado na figura n.o 1 do anexo XIII, devem ser concebidos e construídos de forma a permitirem a passagem livre de um gabarito constituído por dois cilindros coaxiais 2.58
77 ligados entre si por um cone truncado invertido, devendo as dimensões do gabarito ser as indicadas no quadro IV constante do anexo XII ao presente Regulamento. 2 O gabarito pode entrar em contacto com quaisquer pegas flexíveis suspensas, destinadas a passageiros de pé, e deslocá-las por efeito do seu movimento, podendo o diâmetro do cilindro superior ser reduzido no seu rebordo superior se existir uma chanfradura não superior a 30B em relação à horizontal, tal como demonstrado na figura n.o 1 constante do anexo XIII ao presente Regulamento. 3 Nos autocarros articulados, o gabarito descrito nos números anteriores deve poder passar livremente pela secção articulada nos andares em que esteja prevista a passagem de passageiros entre as duas secções rígidas, não podendo nenhuma parte da cobertura não rígida da secção articulada, nomeadamente do fole, invadir o corredor. 4 A altura total do gabarito mencionado nos números anteriores pode ser reduzida: a) De 1800 mm para 1680 mm em qualquer parte do corredor do andar inferior situada atrás de um plano vertical transversal situado 1500 mm à frente do centro do eixo traseiro (do eixo traseiro mais avançado, nos veículos com mais de um eixo traseiro); b) De 1800 mm para 1770 mm, tratando-se de uma porta de serviço situada à frente do eixo dianteiro em qualquer parte do corredor localizada entre dois planos verticais transversais situados 800 mm à frente e atrás da linha média do eixo dianteiro. Artigo 94.o Degraus Os degraus devem ter, no máximo, 850 mm no caso das portas de emergência situadas no andar inferior e, no máximo, 1500 mm no caso das portas de emergência situadas no andar superior. Artigo 95.o Espaço livre acima dos assentos 1 Acima de cada assento deve existir um espaço livre de altura não inferior a 900 mm, medida em relação ao ponto mais elevado do assento do banco não comprimido. 2 O espaço referido no número anterior deve estender-se, medido na vertical, por cima de toda a área do banco e do espaço para os pés adjacente. 3 No caso do andar superior, o referido espaço livre pode ser reduzido para 850 mm. Artigo 96.o Escada de intercomunicação 1 A largura mínima de uma escada de intercomunicação deve permitir a passagem livre do gabarito de ensaio do acesso a uma porta simples, representado na figura n.o 1 constante do anexo IV ao presente Regulamento. 2 O painel deve ser movimentado a partir do corredor do andar inferior até ao último degrau, na direcção provável tomada por uma pessoa que utilize a escada. 3 As escadas de intercomunicação devem ser concebidas de forma que, em caso de travagem violenta do veículo em deslocação para a frente, não haja perigo de projecção de passageiros pelas escadas abaixo. 4 O requisito referido no número anterior considerase satisfeito no caso de ser cumprida, pelo menos, uma das seguintes condições: a) Nenhuma parte da escada descer para a frente; b) A escada dispor de guardas ou de dispositivos semelhantes; c) Existir um dispositivo automático na parte superior da escada que impede a utilização desta com o veículo em movimento, dispositivo esse que deve ser fácil de accionar em situações de emergência. 5 A adequabilidade das condições de acesso dos corredores, dos andar superior e inferior, à escada deve ser verificada com o cilindro previsto no n.o 1 do artigo 93.o do presente Regulamento. Artigo 97.o Corrimãos e pegas das escadas de intercomunicação 1 Devem existir corrimãos ou pegas adequados de ambos os lados de todas as escadas de intercomunicação, localizados entre 800 mm e 1100 mm acima do rebordo do piso de cada degrau. 2 Os corrimãos e ou pegas devem estar ao alcance de uma pessoa que esteja de pé no andar inferior ou no andar superior junto da escada de intercomunicação, ou em qualquer dos degraus da escada; os pontos aos quais as pessoas se podem agarrar devem estar situados, na vertical, entre 800 mm e 1100 mm acima do piso do andar inferior ou acima do piso do degrau respectivo e, na horizontal: a) No que respeita à posição referente a uma pessoa de pé no andar inferior, a uma distância máxima de 400 mm, para o interior, em relação ao rebordo exterior do primeiro degrau; b) No que respeita à posição referente a um determinado degrau, a uma distância máxima de
78 mm, para o interior, em relação ao rebordo exterior do degrau considerado. Artigo 98.o Protecção de vãos de escada e de bancos expostos 1 No andar superior dos veículos de dois andares, o vão da escada de intercomunicação deve estar protegido por uma guarda de protecção com, pelo menos, 800 mm de altura, medida em relação ao piso, não devendo o rebordo inferior da guarda de protecção encontrar-se a mais de 100 mm do piso. 2 O pára-brisas situado à frente dos passageiros que ocupam os lugares dianteiros do andar superior do veículo deve dispor de uma guarda de protecção almofadada, devendo o rebordo superior dessa guarda de protecção estar situado a uma distância de 800 mm a 900 mm, medidos na vertical, acima do piso no qual repousam os pés dos passageiros desses lugares. 3 O espelho dos degraus das escadas deve ser fechado. CAPÍTULO V Homologação CE de uma unidade técnica e homologação de um veículo equipado com uma carroçaria já homologada como unidade técnica. SECÇÃO I Da homologação CE de uma unidade técnica Artigo 99.o Concessão da homologação CE 1 Para que lhe seja concedida a homologação CE de uma carroçaria como unidade técnica, nos termos do presente Regulamento, o fabricante deve comprovar à Direcção-Geral de Viação o cumprimento das condições declaradas. 2 As restantes condições prescritas pelo presente Regulamento devem ser cumpridas e comprovadas nos termos do artigo seguinte. 3 A homologação CE pode ser concedida sob reserva de determinadas condições a que o veículo completo deve obedecer, nomeadamente características do quadro adequado, restrições quanto à utilização ou instalação, etc., e que devem ser registadas na ficha de homologação. 4 As condições referidas nos números anteriores devem ser comunicadas em moldes adequados ao comprador da carroçaria ou ao responsável pela etapa seguinte de construção do veículo. SECÇÃO II Da homologação CE de um veículo equipado com uma carroçaria já homologada como unidade técnica Artigo 100.o Concessão da homologação CE 1 Para que lhe seja concedida a homologação CE de um veículo equipado com uma carroçaria já homologada como unidade técnica, nos termos do presente Regulamento, o fabricante deve comprovar à Direcção- -Geral de Viação o cumprimento dos requisitos do presente Regulamento que não tenham ainda sido cumpridos e comprovados nos termos da secção anterior, tendo em consideração qualquer anterior homologação como veículo incompleto. 2 Quaisquer requisitos estabelecidos nos termos do n.o 3 do artigo anterior devem ser objecto de publicação. ANEXO I (referente aos artigos 20.o, 22.o, 31.o, 36.o, 38.o e 39.o) 1 Quadros referentes ao capítulo I. 1.1 Número de saídas o número mínimo de portas de serviço é o indicado no quadro que se segue: Número de passageiros > Número de portas de serviço Classes I e A Classe II Classes III e B 1.2 O número mínimo de saídas deve ser tal que o número total de saídas de um compartimento separado seja o seguinte: Número de passageiros e membros da tripulação a instalar em cada compartimento > Número total mínimo de saídas As portinholas de salvação só podem contar como uma das saídas de emergência acima referidas. 1.3 O número mínimo de portinholas deverá ser 2.60
79 o seguinte: Número de passageiros Não superior a Superior a Número de portinholas Os diversos tipos de saídas devem ter as seguintes dimensões mínimas: Saídas Classe I Classe II e III Observações Porta de serviço..... Vão da porta Altura (milímetros) Largura (milímetros).. Porta simples 650 Porta dupla Janela de emergência.. Altura (milímetros) Largura (milímetros) Esta dimensão pode ser reduzida em 100 mm se a medição for feita ao nível das pegas. Janela de emergência.. (milímetros quadrados) Deve ser possível inscrever nesta área um rectângulo de 500 mm 700 mm. Janela de emergência situada na face traseira do veículo. Se o construtor não tiver previsto uma janela de emergência com as dimensões mínimas acima indicadas Deve ser possível inscrever no vão da janela de emergência um rectângulo com 350 mm de altura e 1550 mm de largura. Os cantos do rectângulo podem ser arredondados com um raio de curvatura não superior a 250 mm. Portinhola de salvação.. Abertura de portinhola... (milímetros quadrados) Deve ser possível inscrever nesta área um rectângulo de 500 mm 700 mm. 1.5 A altura do painel rectangular superior para as diferentes classes e categorias de veículos encontra-se indicada no quadro abaixo: Classe do veículo Altura do painel superior (dimensão «A» da figura n.o 1) Altura do painel superior (dimensão «A» da figura n.o 1) Secção trapezoidal alternativa Altura total Classe A (*) Classe B (*) Classe I Classe II Classe III (Em milímetros) Largura (**) 550 (*) Tratando-se de veículos de lotação não superior a 22 passageiros, admite-se um deslocamento relativo dos dois painéis, desde que na mesma direcção. (**) A largura do painel superior poderá ser reduzida a 400 mm no seu rebordo superior se existir uma chanfradura que não exceda 30o em relação à horizontal. 2.61
80 1.6 As dimensões do gabarito devem ser as seguintes: Diâmetro do cilindro inferior «A» Altura do cilindro inferior Diâmetro do cilindro superior «C» Altura do cilindro superior «B» Altura total «H» (Em milímetros) Classe I Classe II Classe III Classe A Classe B (*) 500 (*) (*) 500 (*) (*) 500 (*) (*) 500 (*) (*) A altura do cilindro superior e, concomitantemente, a altura total do conjunto poderão ser reduzidas em 100 mm em qualquer parte do corredor situada à retaguarda de: Um plano vertical transversal que passa num ponto situado 1,5 m à frente da linha média do eixo da retaguarda (do eixo da retaguarda mais avançado, nos veículos com mais de um eixo da retaguarda); e Um plano vertical transversal que passa pelo rebordo mais recuado da porta de serviço ou, se existir mais de uma porta de serviço, da porta de serviço situada mais à retaguarda As alturas máxima e mínima, com o sistema de rebaixamento não activado, e a profundidade mínima dos degraus para os passageiros nas portas de serviço e de emergência e no interior do veículo devem ser as seguintes: Altura e profundidade I e A Classes (Em milímetros) II, III e B Primeiro degrau acima do solo «D»... Altura máxima ( 1 ) 340 ( 1 ) ( 2 ) ( 5 ) 380 Profundidade mínima ( * ) 300 Outros degraus «E» Altura máxima ( 3 ) 250 ( 4 ) 350 Altura mínima Profundidade mínima (*) 230 mm no caso dos veículos de lotação não superior a 22 passageiros. (1) 700 mm no caso das portas de emergência; 1500 mm no caso das portas de emergência do piso superior dos veículos de dois pisos. (2) 430 mm no caso dos veículos que apenas possuam suspensão mecânica. (3) 300 mm no caso dos degraus de uma porta situada para trás do eixo mais recuado. (4) 250 mm nos corredores no caso dos veículos de lotação não superior a 22 passageiros. (5) Para, pelo menos, uma porta de serviço; 400 mm para as demais portas de serviço. Notas 1 Num vão de porta duplo, os degraus existentes em cada metade da passagem de acesso serão tratados separadamente. 2 A dimensão «E» da figura n.o 8 do anexo IV ao presente Regulamento não tem necessariamente de ser idêntica em todos os degraus. 2.62
81 1.8 A largura e a forma dos degraus deve ser tal que seja possível colocar o rectângulo previsto no quadro seguinte sobre o degrau em questão sem que deste sobressaiam mais de 5 % da área do correspondente rectângulo: Área Degraus Primeiro Outros (Em milímetros) Número de degraus > x x x x No que respeita ao espaçamento dos bancos, no caso dos bancos orientados no mesmo sentido, a distância entre a face anterior do encosto de um banco e a face posterior do encosto do banco precedente (dimensão H), medida na horizontal a todas as alturas compreendidas entre o nível da superfície superior do assento do banco e um ponto situado 620 mm acima do piso, não deve ser inferior a: Classes I, A e B 650 mm; Classes II e III 680 mm. ANEXO II (referente ao artigo 14.o) Verificação do limite de estabilidade em condições estáticas por aplicação de um método de cálculo 1 A verificação da conformidade de um veículo com os requisitos especificados no artigo 14.o do presente Regulamento poderá ser feita através de um método de cálculo aprovado pelo serviço técnico responsável pela realização dos ensaios. 2 O serviço técnico responsável pela realização dos ensaios poderá exigir a realização de ensaios em determinadas partes do veículo para verificar os pressupostos do método de cálculo. 3 Preparativos para os cálculos: 3.1 Oveículo deve ser representado por um sistema de eixos tridimensional. 3.2 Devido à posição do centro de gravidade da carroçaria do veículo e às diferentes flexibilidades da suspensão e dos pneus, a elevação dos eixos num dos lados do veículo em resultado de uma aceleração lateral não é, em geral, simultânea. Nestas circunstâncias, a inclinação lateral da carroçaria sobre cada eixo deve ser verificada no pressuposto de que as rodas do ou dos outros eixos permanecem assentes no solo. 3.3 Para simplificar, pressupor-se-á que o centro de gravidade das massas não suspensas se situa no plano longitudinal do veículo, na recta que passa pelo centro do eixo de rotação das rodas. O pequeno desvio do centro de rolamento devido à deflexão do eixo pode ser desprezado. O comando da suspensão pneumática não será tido em conta. 3.4 Os parâmetros a ter em conta são, no mínimo, os seguintes: Características do veículo, como a distância entre os eixos, a largura do piso dos pneus, as massas suspensas/não suspensas, a posição do centro de gravidade do veículo, a contracção e elongação e a flexibilidade da suspensão do veículo e ainda a não linearidade, a elasticidade horizontal e vertical dos pneus, a torção da superstrutura e a posição do centro de rolamento dos eixos. 4 Validade do método de cálculo: 4.1 A validade do método de cálculo deve ser estabelecida segundo os critérios do serviço técnico, por exemplo, com base no ensaio comparativo de um veículo similar. ANEXO III Documentação de homologação CE APÊNDICE N.o 1 Ficha de informações SUBAPÊNDICE N.o 1 Ficha de informações n.o... (*) [nos termos do anexo I da Directiva n.o 70/156/CEE, do Conselho, relativa à homologação CE de um modelo de veículo no que diz respeito a disposições especiais aplicáveis aos veículos destinados ao transporte de passageiros com mais de oito lugares sentados além do lugar do condutor (Directiva n.o.../.../...)] As seguintes informações, se aplicáveis, devem ser fornecidas em triplicado e incluir um índice. Se houver desenhos, devem ser fornecidos à escala adequada e com pormenor suficiente, em formato A4 ou dobrados nesse formato. Se houver fotografias, estas devem ter o pormenor suficiente. No caso de os sistemas, componentes ou unidades técnicas possuírem controlos electrónicos, fornecer as informações pertinentes relacionadas com o seu desempenho. 0 Generalidades: 0.1 Marca (firma do fabricante): Tipo: Quadro: Carroçaria/veículo completo: Meios de identificação do modelo, se marcados no veículo (b): Quadro: Carroçaria/veículo completo:
82 0.3.1 Localização dessa marcação: Quadro: Carroçaria/veículo completo: Categoria do veículo (c): Nome e endereço do fabricante: Endereço(s) da(s) linha(s) de montagem:... 1 Constituição geral do veículo: 1.1 Fotografias e ou desenhos de um veículo representativo: Desenho cotado do veículo completo: Número de eixos e rodas: Número e posição dos eixos com rodas duplas: Quadro (no caso de existir) (desenho global):. 1.5 Materiais das longarinas (d): Localização e disposição do motor: Cabina (avançada ou normal) (z): Lado da condução: Veículo equipado para utilização em circulação pela esquerda/pela direita ( 1 ). 2 Massas e dimensões (e) (em quilogramas e milímetros) (v. desenho, quando aplicável): 2.1 Distância(s) entre os eixos (em carga máxima) (f): Gama de dimensões (exteriores) do veículo (**): Para o quadro sem carroçaria: Comprimento (j): Largura (k): Largura máxima admissível: Altura (em ordem de marcha) (l) (para suspensões ajustáveis em altura, indicar a posição normal de marcha): Para o quadro com carroçaria: Comprimento (j): Largura (k): Altura (em ordem de marcha) ( 1 ) (para suspensões ajustáveis em altura, indicar a posição normal de marcha): Posição do centro de gravidade do veículo carregado à carga máxima tecnicamente admissível nas direcções longitudinal, transversal e vertical: Massa do veículo sem carroçaria e, no caso de um reboque de uma categoria que não a M1, com um dispositivo de acoplamento, se instalado pelo fabricante, em ordem de marcha, ou massa do quadro ou do quadro com cabina, sem carroçaria e ou dispositivo de acoplamento se o fabricante não instalar a carroçaria e ou o dispositivo de acoplamento (incluindo líquidos, ferramentas, pneu sobresselente e condutor e, para os autocarros, um membro da tripulação, se a houver no veículo) (o) (valores máximos e mínimos para cada variante): Distribuição dessa massa pelos eixos e, no caso de um semi-reboque ou reboque de eixo(s) central(is), carga sobre o ponto de engate (máximo e mínimo para cada variante): Massa máxima em carga tecnicamente admissível, declarada pelo fabricante (y) (máximo e mínimo para cada variante): Distribuição dessa massa pelos eixos e, no caso de um semi-reboque ou reboque de eixo(s) central(is), carga sobre o ponto de engate (máximo e mínimo para cada variante): Carga máxima tecnicamente admissível sobre cada eixo:... 9 Carroçaria: 9.1 Tipo de carroçaria: Materiais e tipo de construção: Disposições especiais aplicáveis aos veículos destinados ao transporte de passageiros com mais de oito lugares sentados além do lugar do condutor: 13.1 Classe do veículo (classes I, II, III, A e B): Área destinada aos passageiros (metros quadrados): Total (So): Andar superior (Soa) ( 1 ): Andar inferior (Sob) ( 1 ): Área destinada a passageiros de pé (S1): Número de passageiros (sentados e de pé): Total (N): Andar superior (Na) ( 1 ): Andar inferior (Nb) ( 1 ): Número de passageiros sentados: Total (A): Andar superior (Aa) ( 1 ): Andar inferior (Ab) ( 1 ): Número de portas de serviço: Número de saídas de emergência (portas, janelas, portinholas de tejadilho, escada de intercmunicação, meia-escada): Total: Andar superior ( 1 ): Andar inferior ( 1 ): Volume dos compartimentos de bagagens (metros cúbicos): Área para o transporte de bagagens no tejadilho (metros quadrados): Dispositivos técnicos que facilitam o acesso ao veículo (por exemplo, rampas, plataformas elevatórias, sistemas de rebaixamento), caso existam: Resistência da superstrutura: Número de homologação CE, caso exista: Para superstruturas ainda não homologadas: Descrição pormenorizada da superstru- 2.64
83 tura do modelo de veículo, incluindo as dimensões e a configuração respectivas, os materiais constituintes e o modo de fixação a todos os quadros previstos: Desenhos do veículo e das partes do arranjo interior do mesmo que tenham influência na resistência da superstrutura ou no espaço residual: Posição do centro de gravidade do veículo em ordem de marcha nas direcções longitudinal, transversal e vertical: Distância máxima entre os eixos médios dos bancos de passageiros laterais:... ( 1 ) Suprimir quando não se aplique. (*) Os números dos pontos e as notas de pé de página utilizados nesta ficha de informações correspondem aos do anexo I do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. São omitidos os pontos irrelevantes para efeitos do presente Regulamento. (**) Os números dos pontos correspondem aos do anexo I(a) da Directiva n.o 92/53/CEE, que altera a Directiva n.o 70/156/CEE. SUBAPÊNDICE N.o 2 Ficha de informações n.o... (*) [relativa à homologação CE como unidade técnica de um tipo de carroçaria no que diz respeito a disposições especiais aplicáveis aos veículos destinados ao transporte de passageiros com mais de oito lugares sentados além do lugar do condutor (Directiva n.o.../.../...)] As seguintes informações, se aplicáveis, devem ser fornecidas em triplicado e incluir um índice. Se houver desenhos, devem ser fornecidos à escala adequada e com pormenor suficiente, em formato A4 ou dobrados nesse formato. Se houver fotografias, estas devem ter o pormenor suficiente. No caso de os sistemas, componentes ou unidades técnicas possuírem controlos electrónicos, fornecer as informações pertinentes relacinadas com o seu desempenho. 0 Generalidades: 0.1 Marca (firma do fabricante): Tipo: Meios de identificação do modelo, se marcados no veículo (b): Carroçaria/veículo completo: Localização dessa marcação: Carroçaria/veículo completo: No caso de componentes e unidades técnicas, localização e método de fixação da marca de homologação CE: Endereço(s) da(s) linha(s) de montagem:... 1 Constituição geral do veículo: 1.1 Fotografias e ou desenhos de um veículo representativo: Desenho cotado do veículo completo: Número de eixos e rodas: Quadro (no caso de existir) (desenho global):. 1.5 Materiais das longarinas (d): Localização e disposição do motor: Cabina (avançada ou normal) (z): Lado da condução:... 2 Massas e dimensões (e) (em quilogramas e milímetros) (v. desenho, quando aplicável): 2.1 Distância(s) entre os eixos (em carga máxima) (f): (**) Gama de dimensões (exteriores) do veículo: Para a carroçaria homologada sem quadro: Comprimento (j): Largura (k): Altura (em ordem de marcha) ( 1 ) (para suspensões ajustáveis em altura, indicar a posição normal de marcha):... 9 Carroçaria: 9.1 Tipo de carroçaria: Materiais e tipo de construção: Disposições especiais aplicáveis aos veículos destinados ao transporte de passageiros com mais de oito lugares sentados além do lugar do condutor: 13.1 Classe do veículo (classe I, classe II, classe III, classe B): Tipos de quadro nos quais a carroçaria objecto de homologação CE pode ser montada [fabricante(s) e modelo(s) de veículo]: Área destinada aos passageiros (metros quadrados): Total (So): Andar superior (Soa) ( 1 ): Andar inferior (Sob) ( 1 ): Área destinada a passageiros de pé (S 1 ): Número de passageiros (sentados e de pé): Total (N): Andar superior (Na) ( 1 ): Andar inferior (Nb) ( 1 ): Número de bancos de passageiros: Total (A): Andar superior (Aa): Andar inferior (Ab) ( 1 ): Número de portas de serviço: Número de saídas de emergência (portas, janelas, portinholas de tejadilho, escada de intercomunicação, meia-escada): Total:
84 Andar superior ( 1 ): Andar inferior ( 1 ): Volume dos compartimentos de bagagens (metros cúbicos): Área para o transporte de bagagens no tejadilho (metros quadrados): Dispositivos técnicos que facilitam o acesso ao veículo (por exemplo, rampas, plataformas elevatórias, sistemas de rebaixamento), caso existam: Resistência da superstrutura: Número de homologação CE, caso exista: Para superstruturas ainda não homologadas: Descrição pormenorizada da superstrutura do modelo de veículo, incluindo as dimensões e a configuração respectivas, os materiais constituintes e o modo de fixação a todos os quadros previstos: Desenhos do veículo e das partes do arranjo interior do mesmo que tenham influência na resistência da superstrutura ou no espaço residual: Posição do centro de gravidade do veículo em ordem de marcha nas direcções longitudinal, transversal e vertical: Distância máxima entre os eixos médios dos bancos de passageiros laterais: Pontos do presente Regulamento a observar e demonstrar para esta unidade técnica:... (*) Os números dos pontos e as notas de pé de página utilizados nesta ficha de informações correspondem aos do anexo I do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. São omitidos os pontos irrelevantes para efeitos do presente Regulamento. (**) Os números dos pontos correspondem aos do anexo I(a) da Directiva n.o 92/53/CEE, que altera a Directiva n.o 70/156/CEE. ( 1 ) Suprimir quando não se aplique. SUBAPÊNDICE N.o 3 Ficha de informações n.o... (*) [nos termos do anexo I da Directiva n.o 70/156/CEE, do Conselho, relativa à homologação CE de um veículo equipado com uma carroçaria já anteriormente objecto de homologação CE como unidade técnica, no que diz respeito a disposições especiais aplicáveis aos veículos destinados ao transporte de passageiros com mais de oito lugares sentados além do lugar do condutor (Directiva n.o.../.../...)] As seguintes informações, se aplicáveis, devem ser fornecidas em triplicado e incluir um índice. Se houver desenhos, devem ser fornecidos à escala adequada e com pormenor suficiente, em formato A4 ou dobrados nesse formato. Se houver fotografias, estas devem ter o pormenor suficiente. No caso de os sistemas, componentes ou unidades técnicas possuírem controlos electrónicos, fornecer as informações pertinentes relacionadas com o seu desempenho. 0 Generalidades: 0.1 Marca (firma do fabricante): Tipo: Quadro: Carroçaria/veículo completo: Meios de identificação do modelo, se marcados no veículo (b): Quadro: Carroçaria/veículo completo: Localização da marcação: Quadro: Carroçaria/veículo completo: Categoria do veículo (c): Nome e endereço do fabricante: Endereço(s) da(s) linha(s) de montagem:... 1 Constituição geral do veículo: 1.1 Fotografias e ou desenhos de um veículo representativo: Desenho cotado do veículo completo: Número de eixos e rodas: Número e posição dos eixos com rodas duplas: Quadro (no caso de existir) (desenho global):. 1.5 Materiais das longarinas (d): Localização e disposição do motor: Lado da condução: Veículo equipado para condução à direita/esquerda (1):... 2 Massas e dimensões (e) (em quilogramas e milímetros) (v. desenho, quando aplicável): 2.1 Distância(s) entre os eixos (em carga máxima) (f): (*) Gama de dimensões (exteriores) do veículo: Para o quadro sem carroçaria: Comprimento (j): Largura (k): Largura máxima: Altura (em ordem de marcha) ( 1 ) (para suspensões ajustáveis em altura, indicar a posição normal de marcha): Massa do veículo sem carroçaria e, no caso de um reboque de uma categoria que não a M1, com um dispositivo de acoplamento, se instalado pelo fabricante, em ordem de marcha, ou massa do quadro ou 2.66
85 do quadro com a cabina, sem carroçaria e ou dispositivo de acoplamento (incluindo líquidos, ferramentas, pneu sobresselente e condutor e, para os autocarros, um membro da tripulação, se a houver no veículo) (o) (valores máximos e mínimos para cada variante): Distribuição dessa massa pelos eixos e, no caso de um semi-reboque ou reboque de eixo(s) central(is), carga sobre o ponto de engate (máximo e mínimo para cada variante): Massa máxima em carga tecnicamente admissível, declarada pelo fabricante (y) (máximo e mínimo): Distribuição dessa massa pelos eixos e, no caso de um semi-reboque ou reboque de eixo(s) central(is), carga sobre o ponto de engate (máximo e mínimo): Carga/massa máxima tecnicamente admissível sobre cada eixo: Resistência da superstrutura: Número de homologação CE, quando exista: Para superstruturas ainda não homologadas: Descrição pormenorizada da superstrutura do modelo de veículo, incluindo as dimensões e a configuração respectivas, os materiais constituintes e o modo de fixação a todos os quadros previstos: Desenhos do veículo e das partes do arranjo interior do mesmo que tenham influência na resistência da superstrutura ou no espaço residual: Posição do centro de gravidade do veículo em ordem de marcha nas direcções longitudinal, transversal e vertical: Distância máxima entre os eixos médios dos bancos de passageiros laterais:... (1) Suprimir quando não se aplique. (*) Os números dos pontos e as notas de pé de página utilizados nesta ficha de informações correspondem aos do anexo I do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. São omitidos os pontos irrelevantes para efeitos do presente Regulamento. (**) Os números dos pontos correspondem aos do anexo I(a) da Directiva n.o 92/53/CEE, que altera a Directiva n.o 70/156/CEE. APÊNDICE N.o 2 SUBAPÊNDICE N.o 1 Modelo [formato máximo: A4 (210 mm 297 mm)] Ficha de homologação CE Carimbo da entidade de homologação CE. Comunicação relativa à: Homologação CE ( 1 ); Extensão da homologação CE ( 1 ); Recusa da homologação CE ( 1 ); Revogação da homologação CE ( 1 ); de um modelo/tipo de veículo/componente/unidade técnica ( 1 ) no que diz respeito à Directiva n.o.../.../ce, com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva n.o.../.../ce. Número de homologação CE:... Razão da extensão:... Secção I: 0.1 Marca (firma do fabricante): Tipo: Meios de identificação do modelo, se marcados no veículo/componente/unidade técnica (1) (2): Localização dessa marcação: Categoria do veículo (1) (3): Nome e morada do fabricante: No caso de componentes e unidades técnicas, localização e método de fixação da marca de homologação CE: Morada(s) da(s) linha(s) de montagem:... Secção II: 1 Informações adicionais (se aplicável):... (v. adenda). 2 Serviço técnico responsável pela realização dos ensaios:... 3 Data do relatório de ensaio:... 4 Número do relatório de ensaio:... 5 Eventuais observações:... (v. adenda). 6 Local:... 7 Data:... 8 Assinatura:... 9 Anexa-se o índice do dossier de homologação, que está arquivado nas autoridades de homologação e pode ser obtido a pedido. ( 1 ) Suprimir quando não se aplique. ( 2 ) Se os meios de identificação do modelo/tipo contiverem caracteres não pertinentes para a descrição dos modelos/tipos de veículo, componente ou unidade técnica abrangidos por esta ficha de homologação, tais caracteres devem ser representados na documentação por meio do símbolo «?» (por exemplo, ABC??123??). ( 3 ) De acordo com a definição constante do anexo II(a) do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. 2.67
86 Adenda à ficha de homologação CE n.o... (relativa à homologação CE de um veículo no que diz respeito à Directiva n.o.../.../ce, com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva n.o.../.../ce) 1 Informações adicionais: 1.1 Categoria de veículo (M2, M3) ( 1 ): Concepção da carroçaria (um andar/dois andares, articulada, piso rebaixado) ( 1 ): Massa máxima tecnicamente admissível (quilogramas): Número de passageiros (sentados e de pé): Total (N): Andar superior (Na) ( 1 ): Andar inferior (Nb) ( 1 ): Número de passageiros sentados: Total (A): Andar superior (Aa) ( 1 ): Andar inferior (Ab) ( 1 ): Volume dos compartimentos de bagagens (metros cúbicos): Área para o transporte de bagagens no tejadilho (metros quadrados): Dispositivos técnicos que facilitam o acesso ao veículo (rampas, plataformas elevatórias, sistemas de rebaixamento): Posição do centro de gravidade do veículo carregado, nas direcções longitudinal, transversal e vertical): Resistência da superstrutura: Número de homologação CE, se exigido:.. 5 Observações:... ( 1 ) Suprimir quando não se aplique. SUBAPÊNDICE N.o 2 Modelo [formato máximo: A4 (210 mm 297 mm)] Ficha de homologação CE Carimbo da entidade de homologação CE. Comunicação relativa à: Homologação CE ( 1 ); Extensão da homologação CE ( 1 ); Recusa da homologação CE ( 1 ); Revogação da homologação CE ( 1 ); de um modelo/tipo de veículo/componente/unidade técnica ( 1 ) no que diz respeito à Directiva n.o.../.../ce, com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva n.o.../.../ce. Número de homologação CE:... Razão da extensão:... Secção I: 0.1 Marca (firma do fabricante): Tipo: Meios de identificação do modelo, se marcados no veículo/componente/unidade técnica ( 1 ) ( 2 ): Localização dessa marcação: Categoria do veículo ( 2 ) ( 3 ): Nome e endereço do fabricante: No caso de componentes e unidades técnicas, localização e método de fixação da marca de homologação CE: Endereço(s) da(s) linha(s) de montagem:... Secção II: 1 Informações adicionais (se aplicável):... (v. adenda). 2 Serviço técnico responsável pela realização dos ensaios:... 3 Data do relatório de ensaio:... 4 Número do relatório de ensaio:... 5 Eventuais observações:... (v. adenda). 6 Local:... 7 Data:... 8 Assinatura:... 9 Anexa-se o índice do dossier de homologação, que está arquivado nas autoridades de homologação e pode ser obtido a pedido. ( 1 ) Suprimir quando não se aplique. ( 2 ) Se os meios de identificação do modelo/tipo contiverem caracteres não pertinentes para a descrição dos modelos/tipos de veículo, componente ou unidade técnica abrangidos por esta ficha de homologação, tais caracteres devem ser representados na documentação por meio do símbolo «?» (por exemplo, ABC??123??). ( 3 ) De acordo com a definição constante do anexo II(a) do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. Adenda à ficha de homologação CE n.o... (relativa à homologação CE de uma carroçaria enquanto unidade técnica autónoma, no que diz respeito à Directiva n.o.../.../ce, com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva n.o.../.../ce) 1 Informações adicionais: 1.1 Categoria de veículo na qual a carroçaria pode ser montada (M2, M3) ( 1 ): Conceito de carroçaria (um andar/dois andares, articulada, piso rebaixado) ( 1 ): Tipo(s) de quadro no(s) qual(is) a carroçaria pode ser montada:
87 1.4 Número de passageiros (sentados e de pé): Total (N): Andar superior (Na) ( 1 ): Andar inferior (Nb) ( 1 ): Número de passageiros sentados: Total (A): Andar superior (Aa) ( 1 ): Andar inferior (Ab) ( 1 ): Volume dos compartimentos de bagagens (metros cúbicos): Área para o transporte de bagagens no tejadilho (metros quadrados): Dispositivos técnicos que facilitam o acesso ao veículo (rampas, plataformas elevatórias, sistemas de rebaixamento): Resistência da superstrutura: Número de homologação CE, se exigido:.. 5 Observações:... 6 Pontos observados e demonstrados para esta unidade técnica:... ( 1 ) Suprimir quando não se aplique. SUBAPÊNDICE N.o 3 Modelo [formato máximo: A4 (210 mm 297 mm)] Ficha de homologação CE Carimbo da entidade de homologação CE. Comunicação relativa à: Homologação CE ( 1 ); Extensão da homologação CE ( 1 ); Recusa da homologação CE ( 1 ); Revogação da homologação CE ( 1 ); de um modelo/tipo de veículo/componente/unidade técnica ( 1 ) no que diz respeito à Directiva n.o.../.../ce, com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva n.o.../.../ce. Número de homologação CE:... Razão da extensão:... Secção I: 0.1 Marca (firma do fabricante): Tipo: Meios de identificação do modelo, se marcados no veículo/componente/unidade técnica (1) (2): Localização dessa marcação: Categoria do veículo (2) (3): Nome e endereço do fabricante: No caso de componentes e unidades técnicas, localização e método de fixação da marca de homologação CE: Endereço(s) da(s) linha(s) de montagem: Secção II: 1 Informações adicionais (se aplicável):... (v. adenda). 2 Serviço técnico responsável pela realização dos ensaios:... 3 Data do relatório de ensaio:... 4 Número do relatório de ensaio:... 5 Eventuais observações:... (v. adenda). 6 Local:... 7 Data:... 8 Assinatura:... 9 Anexa-se o índice do dossier de homologação, que está arquivado nas autoridades de homologação e pode ser obtido a pedido. ( 1 ) Suprimir quando não se aplique. ( 2 ) Se os meios de identificação do modelo/tipo contiverem caracteres não pertinentes para a descrição dos modelos/tipos de veículo, componente ou unidade técnica abrangidos por esta ficha de homologação, tais caracteres devem ser representados na documentação por meio do símbolo «?» (por exemplo, ABC??123??). ( 3 ) De acordo com a definição constante do anexo II(a) do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. Adenda à ficha de homologação CE n.o... (relativa à homologação CE de um tipo de veículo equipado com uma carroçaria já homologada como unidade técnica separada no que diz respeito à Directiva n.o.../.../ce, com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva n.o.../.../ce) 1 Informações adicionais: 1.1 Categoria de veículo (M2, M3) (1): Massa máxima tecnicamente admissível (quilogramas): Posição do centro de gravidade do veículo carregado nas direcções longitudinal, transversal e vertical: Resistência da superstrutura: Número de homologação CE, se necessário:... 5 Observações:... ( 1 ) Suprimir quando não se aplique. ANEXO IV Diagramas explicativos (todas as dimensões são dadas em milímetros) 2.69
88 FIGURA N.o 1 Acesso às portas de serviço (v. artigo 31.o) Alternativas: Classes I, II e III-A=1100 mm. Classes A e B-A=950 mm. Número de passageiros 22 ( 1 ) (em milímetros) > 22 (em milímetros) Classes Dimensão A Altura total do duplo painel A B I II III ( 1 ) V. a nota de pé de página correspondente ao quadro constante do ponto 1.5 do anexo I ao presente Regulamento. (*) V. nota de pé de página correspondente ao quadro constante do ponto 1.5 do anexo I ao presente Regulamento. FIGURA N.o 2 Acesso às portas de serviço (v. n.o 6 do artigo 31.o) FIGURA N.o 3 Determinação da existência de acesso desimpedido a uma porta [v. alínea a) do n.o 13 do artigo 31.o] 2.70
89 FIGURA N.o 4 Determinação da existência de acesso desimpedido a uma porta [v. alínea b) do n.o 13 do artigo 31.o] FIGURA N.o 6 Corredores (v. artigo 36.o) FIGURA N.o 5 Acesso às portas de emergência (v. artigo 32.o) A C B H Classes (dimensões em milímetros) A B I II III (*) 500 (*) (*) 500 (*) (*) 500 (*) (*) 500 (*) (*) V. a nota de pé de página (*) correspondente ao quadro constante do ponto 1.6 do anexo I ao presente Regulamento. 2.71
90 FIGURA N.o 7 Limitações impostas ao corredor na parte dianteira do veículo [v. alínea a) do n.o 4 do artigo 36.o] FIGURA N.o 8 Degraus dos passageiros (v. artigo 38.o) Altura em relação ao nível do solo com o veículo sem carga Classes I e A I e A II, II E B II, III e B Primeiro degrau acima do solo «D»... Altura máxima ( 1 ) 380 ( 1 ) ( 2 ) ( 5 ) Profundidade mínima (milímetros) (*) Outros degraus «E» Altura máxima (milímetros) ( 3 ) 350 ( 4 ) Altura mínima (milímetros) Profundidade mínima (milímetros) (*) 230 mm no caso dos veículos de lotação não superior a 22 passageiros. ( 1 ) 700 mm no caso das portas de emergência mm no caso das portas de emergência do piso superior dos veículos de dois pisos. ( 2 ) 430 mm no caso dos veículos que apenas possuam suspensão mecânica. ( 3 ) 300 mm no caso dos degraus de uma porta situada para trás do eixo mais recuado. ( 4 ) 250 mm nos corredores, no caso dos veículos de lotação não superior a 22 passageiros. ( 5 ) Para, pelo menos, uma porta de serviço; 400 mm para as demais portas de serviço. Notas 1 Num vão de porta duplo, os degraus existentes em cada metade da passagem de acesso serão tratados separadamente. 2 A dimensão «E» não tem necessariamente de ser idêntica em todos os degraus. 2.72
91 FIGURA N.o 9 Dimensões dos bancos dos passageiros (v. n.os 1 a 4 do artigo 39.o) F (milímetros) minutos G (milímetros) minutos Bancos contínuos Bancos individuais 200 (*) FIGURA N.o 9-A Dimensões dos bancos dos passageiros (v. n.o 3 do artigo 39.o) G=225 mm para os bancos contínuos. G=250 mm para os bancos individuais. G=200 mm para os veículos com largura não superior a 2,35 m. FIGURA N.o 11 Profundidade e altura do assento do banco (v. n.os 5 e 6 do artigo 39.o) F (milímetros) minutos G (milímetros) minutos Bancos contínuos Bancos individuais 200 (*) FIGURA N.o 10 Intrusão autorizada à altura do ombro Secção transversal do espaço mínimo disponível à altura do ombro para um banco adjacente à parede do veículo. (v. n.o 4 do artigo 39.o) H= mm (*). K=350 mm/min. (**). (*) 350 mm nas cavas das rodas e no compartimento do motor. (**) 400 mm para os veículos das classes II e III. 2.73
92 FIGURA N.o 12 Espaçamento dos bancos (v. n.os 7 a 12 do artigo 39.o) FIGURA N.o 14 Intrusão autorizada no espaço acima do assento Secção transversal do espaço mínimo disponível acima dos lugares sentados adjacentes à parede do veículo. [v. alínea a) do n.o 20 do artigo 39.o] Classes I, A e B Classes II e III H (em milímetros) FIGURA N.o 13 Espaço disponível para os passageiros sentados (v. n.os 13 a 17 do artigo 39.o) FIGURA N.o 15 Intrusão autorizada acima da posição sentado [v. alínea b) do n.o 20 do artigo 39.o] 2.74
93 FIGURA N.o 16 Intrusão autorizada na parte inferior do espaço do passageiro [v. alínea c) do n.o 20 do artigo 39.o] FIGURA N.o 18 Intrusão autorizada de um arco de roda que não ultrapasse a vertical que passa pelo centro do banco lateral [v. alínea a) do n.o 22 do artigo 39.o] (*) 150 mm no caso de veículos da classe I com chão rebaixado. (**) 0,03 m 2 no caso de veículos da classe I com chão rebaixado. FIGURA N.o 19 Intrusão autorizada de um arco de roda que ultrapasse a vertical que passa pelo centro do banco lateral [v. alínea b) do n.o 22 do artigo 39.o] FIGURA N.o 17 Intrusão autorizada nos bancos dos cantos da retaguarda Vista da área prescrita para o banco (dois bancos laterais na retaguarda). [v. alínea d) do n.o 20 do artigo 39.o] FIGURA N.o 20 Dispositivo de ensaio para a localização das pegas (v. n.os 1 e 2 do artigo 47.o) 2.75
94 FIGURA N.o 21 Cadeira de rodas de referência (v. n.o 6 do artigo 67.o) FIGURA N.o 23 (v. artigo 65.o) Pictograma para utilizadores de cadeira de rodas (23a) Comprimento total (l) 1200 mm. Largura máxima (b) 700 mm. Altura total (h) 1090 mm. Nota. Um utente de uma cadeira de rodas sentado na cadeira de rodas acrescenta 50 mm ao comprimento total e perfaz uma altura de 1350 mm acima do solo. FIGURA N.o 22 Espaço livre mínimo para o utilizador de cadeira de rodas no espaço destinado a cadeira de rodas (v. n.os 1 e 2 do artigo 67.o) Pictograma para passageiros com mobilidade reduzida que não os utilizadores de cadeira de rodas (23b) 2.76
95 FIGURA N.o 24 (v. n.o 1 do artigo 30.o) Sinais de salvamento ou de emergência Características intrínsecas: Forma rectangular ou quadrada; Pictograma branco sobre fundo verde (a cor verde deve cobrir, pelo menos, 50% da superfície da placa). Via/saída de emergência 2.77
96 ANEXO V (referente ao artigo 58.o) FIGURA N.o 1 Espaço residual (todas as dimensões são em milímetros) 1(a) Corte transversal: Nota. V. requisitos constantes do n.o 1 do artigo 58.o ao presente Regulamento. 1(b) Corte longitudinal secção A-A do veículo segundo o plano vertical que passa nos eixos médios dos bancos interiores: Nota. V. requisitos constantes do n.o 2 do artigo 58.o do presente Regulamento. ANEXO VI [referente à alínea a) do n.o 1 do artigo 57.o] Ensaio de capotagem de um veículo completo 1 Condições de realização dos ensaios: 1.1 Se bem que o veículo não tenha necessariamente de se encontrar na sua forma totalmente acabada, deve ser representativo dos veículos produzidos no que respeita à massa do veículo em ordem de marcha, ao centro de gravidade e à distribuição da massa declarados pelo fabricante. 1.2 Se forem reguláveis, os encostos dos bancos do condutor e dos passageiros devem ser ajustados o mais próximo possível da posição vertical. Se for regulável, a altura dos bancos deve ser a mais elevada possível. 1.3 As portas do veículo e as janelas do mesmo que possam ser abertas devem ser todas fechadas, mas não trancadas. As janelas e as anteparas ou painéis envidraçados podem apresentar-se com ou sem a vidraça respectiva, à escolha do fabricante. Se as vidraças não estiverem colocadas, devem ser instaladas no veículo massas equivalentes nas posições apropriadas. 1.4 Os pneus devem ser insuflados à pressão prescrita pelo fabricante do veículo. Se o veículo estiver equipado com um sistema de suspensão pneumático, deve ser assegurada a alimentação de ar ao sistema pneumático. Se o veículo dispuser de um sistema de nivelamento automático, este deve ser regulado no nível especificado pelo fabricante com o veículo assente numa superfície horizontal plana. Os amortecedores devem funcionar normalmente. 1.5 O combustível, o ácido das baterias e os outros produtos combustíveis, explosivos ou corrosivos podem ser substituídos por outros produtos, desde que sejam satisfeitas as condições do ponto A zona de impacte deve ser de betão ou de outro material rígido. 2 Método de ensaio (v. a figura n.o 1): 2.1 Colocar-se-á o veículo numa plataforma, obrigando- o seguidamente a capotar para um dos lados. O lado em questão deve ser especificado pelo fabricante. 2.2 A posição do veículo na plataforma deve ser tal que, quando esta estiver na posição horizontal: O eixo de rotação seja paralelo ao eixo longitudinal do veículo; O eixo de rotação diste 0 mm a 200 mm da face vertical do degrau entre os dois níveis; O eixo de rotação diste 0 mm a 100 mm da face exterior do pneu no eixo mais largo; O eixo de rotação diste 0 mm a 100 mm para baixo do plano horizontal no qual os pneus se encontram inicialmente apoiados; e Odesnível entre o plano horizontal de partida e o plano horizontal inferior no qual tem lugar o impacte não seja inferior a 800 mm. 2.78
97 2.3 O veículo deve ser impedido de se deslocar segundo o seu eixo longitudinal por meios adequados. 2.4 O equipamento utilizado no ensaio deve dispor de muretes laterais, para que os pneus não possam deslizar lateralmente no sentido da capotagem. 2.5 O equipamento utilizado no ensaio deve produzir uma elevação simultânea de todos os eixos do veículo. 2.6 O veículo deve ser inclinado até capotar sem balanços nem outros efeitos dinâmicos. A velocidade angular do movimento não deve exceder 5o por segundo (0,087 rad/s). 2.7 Para verificar se os requisitos constantes do n.o 2 do artigo 56.o foram satisfeitos, utilizar-se-ão um sistema de fotografia ultra-rápida, gabaritos deformáveis ou outros meios adequados. Esta verificação deve ser efectuada em, pelo menos, duas posições (em princípio, na parte dianteira e na parte traseira do compartimento dos passageiros), cuja localização exacta fica ao critério do serviço técnico. Os gabaritos devem ser fixados a partes praticamente indeformáveis da estrutura. FIGURA N.o 1 ANEXO VII [referente à alínea b) do n.o 1 do artigo 57.o] Ensaio de capotagem de uma secção de carroçaria 1 Condições de realização dos ensaios: 1.1 A secção de carroçaria deve representar uma secção do veículo sem carga. 1.2 A geometria da secção de carroçaria, o eixo de rotação e a posição do centro de gravidade nas direcções vertical e transversal devem ser representativos do veículo completo. 1.3 O fabricante deve especificar a massa da secção de carroçaria na forma de uma percentagem da massa sem carga em ordem de marcha do veículo. 1.4 O fabricante deve especificar a energia a absorver pela secção de carroçaria na forma de uma percentagem da energia total que seria absorvida por um veículo completo. 1.5 A percentagem da energia total referida no ponto 1.4 não deve ser inferior à percentagem da totalidade da massa do veículo em ordem de marcha total referida no ponto São aplicáveis as condições de realização dos ensaios especificadas no ponto 1.6 do anexo VI e nos pontos 2.1 a 2.6 do anexo VIII ao presente Regulamento. 2 Método de ensaio: 2.1 O método de ensaio é idêntico ao descrito no anexo VI ao presente Regulamento, com a diferença de que, em vez do veículo completo, se utiliza a secção de carroçaria acima referida. ANEXO VIII [referente à alínea c) do n.o 1 do artigo 57.o] Ensaio com um pêndulo de uma secção de carroçaria 1 Energia e direcção de impacte: 1.1 A energia a transmitir a uma secção determinada da carroçaria deve ser a soma das energias declaradas pelo fabricante para cada um dos arcos transversais de reforço que fazem parte da secção de carroçaria em questão. 1.2 Por meio de um pêndulo, aplicar-se-á à secção de carroçaria em questão a fracção apropriada da energia prevista no anexo VIII-A, de modo que, no momento do impacte, o ângulo da direcção de movimento do pêndulo com o plano médio vertical de orientação longitudinal da referida secção de carroçaria seja de 25o (+0o 5o). O fabricante deve especificar o ângulo exacto dentro do intervalo de variação admitido. 2 Condições de realização dos ensaios: 2.1 O serviço técnico responsável pela realização dos ensaios efectuará o número de ensaios que considerar suficiente para comprovar que os requisitos especificados no n.o 2 do artigo 56.o do presente Regulamento são satisfeitos. 2.2 As secções de carroçaria devem ser constituídas pelas secções da estrutura normal correspondentes ao piso, ao quadro, às paredes laterais e ao tejadilho compreendidas entre os montantes em questão. Também devem ser incluídas as secções correspondentes das bagageiras, condutas de ventilação, etc., caso existam. 2.3 As portas da secção de carroçaria e as janelas da mesma que possam ser abertas devem ser todas fe- 2.79
98 chadas, mas não trancadas. As janelas e as anteparas ou painéis envidraçados podem apresentar-se com ou sem a vidraça respectiva, à escolha do fabricante. 2.4 Nos casos em que tal se justifique, fica ao critério do fabricante a inclusão ou não dos bancos na sua posição normal em relação à estrutura da secção de carroçaria em causa. Os elementos de fixação e de união de todos os elementos estruturais e acessórios normalmente existentes devem estar no seu lugar. Se forem reguláveis, os encostos dos bancos devem ser ajustados o mais próximo possível da posição vertical e a altura dos bancos deve ser a mais elevada possível. 2.5 A escolha do lado da secção de carroçaria que sofrerá o impacte fica ao critério do fabricante. Se for necessário ensaiar mais de uma secção de carroçaria, o impacte deve dar-se do mesmo lado em todas essas secções. 2.6 Para verificar se os requisitos constantes do n.o 2 do artigo 56.o do presente Regulamento foram satisfeitos, utilizar-se-ão um sistema de fotografia ultra-rápida, gabaritos deformáveis ou outros meios adequados. Os gabaritos devem ser fixados a partes praticamente indeformáveis da estrutura. 2.7 A secção de carroçaria a ensaiar deve ser fixada com firmeza e segurança ao suporte por meio das travessas do mesmo ou dos elementos que as substituam, de tal modo que o suporte e os elementos de fixação não absorvam uma quantidade de energia significativa durante o impacte. 2.8 O pêndulo deve ser largado de uma altura que lhe permita atingir a secção de carroçaria com uma velocidade compreendida entre 3 m/s e 8 m/s. 3 Descrição do pêndulo: 3.1 A superfície de impacte do pêndulo deve ser de aço, ou de contraplacado com 20 mm±5 mm de espessura, e a massa do pêndulo deve estar uniformemente distribuída. A superfície de impacte deve ser rectangular e plana; a sua largura não deve ser inferior à largura da secção de carroçaria ensaiada e a altura não deve ser inferior a 800 mm. Os seus ângulos devem ser arredondados com um raio de curvatura mínimo de 15 mm. 3.2 O corpo do pêndulo deve estar firmemente ligado a duas barras rígidas. O eixo das barras não poderá distar mais de 3500 mm do centro geométrico do pêndulo. ANEXO VIII-A [referente à alínea c) do n.o 1 do artigo 57.o] Cálculo da energia total (E*) Hipóteses: 1) Considera-se que a secção transversal da carroçaria é rectangular; 2) Considera-se que o sistema de suspensão se encontra fixado de uma forma rígida; 3) Considera-se que o movimento da secção de carroçaria é uma rotação perfeita em torno do ponto A. Se o centro de gravidade (H) for determinado por métodos gráficos, E* poderá ser dado pela fórmula: E*=0,75M.g.h (Nm) Em alternativa, E* pode ser calculado através da seguinte fórmula: em que: M=massa sem carga do veículo (em quilogramas); g=9,8 m/s 2 ; W=largura máxima do veículo (em metros); H S =altura do centro de gravidade do veículo sem carga (em metros); H=altura do veículo (em metros). ANEXO VIII-B [referente à alínea c) do n.o 1 do artigo 57.o] Requisitos aplicáveis à distribuição das partes principais da superstrutura no que respeita à absorção de energia 1 O serviço técnico efectuará o número de ensaios que considerar suficiente para comprovar que o veículo completo satisfaz os requisitos especificados no n.o 2 do artigo 56.o do presente Regulamento. Tal não implica necessariamente a realização de mais de um ensaio. 2 Se, apesar de as duas secções de carroçaria não serem idênticas, muitas das características estruturais de uma determinada secção de carroçaria forem comuns às de uma secção de carroçaria ensaiada anteriormente, 2.80
99 poderá demonstrar-se a aceitabilidade da primeira através de cálculos baseados nos dados obtidos nos ensaios desta última. 3 O fabricante deve indicar quais são os montantes da superstrutura que considera contribuírem para a resistência da mesma e também a quantidade de energia (Ei) que está previsto que cada montante absorva. Os elementos fornecidos devem satisfazer os seguintes critérios: E i =quantidade de energia que pode ser absorvida pelo montante i da superstrutura indicada pelo fabricante; E if =quantidade de energia que pode ser absorvida pelo montante i situado para a frente do centro de gravidade do veículo indicada pelo fabricante; E ir =quantidade de energia que pode ser absorvida pelo montante i situado para a retaguarda do centro de gravidade do veículo indicada pelo fabricante; E*=energia total absorvida pela estrutura completa do veículo; d max =maior deformação medida na direcção do impacte numa das secções da estrutura da carroçaria depois de absorvida a energia de impacte correspondente indicada pelo fabricante; d min =menor deformação medida na direcção do impacte (no mesmo ponto do espaço entre montantes que para dmax) numa das secções da estrutura da carroçaria depois absorvida a energia de impacte correspondente indicada pelo fabricante; 1) sendo m o número total de montantes indicado pelo fabricante; 2) a) sendo n o número de montantes situados para a frente do centro de gravidade do veículo indicado pelo fabricante; b) ) sendo p o número é a distância média ponderada à qual se encontram os montantes situados para a frente do centro de gravidade do veículo indicados pelo fabricante; 3) LF 0,41 f ; 4) LR 0,41 r ; de montantes situados para a retaguarda do centro de gravidade do veículo indicado pelo fabricante; 5) só aplicável se d max exceder 0,8 vezes a deformação máxima permitida sem invasão do espaço residual, em que: é a distância média ponderada à qual se encontram os montantes situados para a retaguarda do centro de gravidade do veículo indicados pelo fabricante; em que: 1 if =distância do centro de gravidade do veículo ao montante i situado para a frente do centro de gravidade; 1 ir =distância do centro de gravidade do veículo ao montante i situado para a retaguarda do centro de gravidade; L F =distância do centro de gravidade do veículo à face dianteira do mesmo; L R =distância do centro de gravidade do veículo à face traseira do mesmo. 2.81
100 ANEXO IX [referente à alínea d) do n.o 1 do artigo 57.o] Verificação da resistência da superstrutura por aplicação de um método de cálculo 1 A verificação da conformidade de uma superstrutura ou de secções de uma superstrutura com os requisitos constantes do n.o 2 do artigo 56.o do presente Regulamento poderá ser feita através de um método de cálculo aprovado pelo serviço técnico responsável pela realização dos ensaios. 2 Se for previsível que a estrutura venha a ser sujeita a deformações que excedam o limite de elasticidade dos materiais utilizados, os cálculos devem simular o comportamento da estrutura quando sujeita a grandes deformações plásticas. 3 Para verificar as hipóteses assumidas nos cálculos, o serviço técnico responsável pela realização dos ensaios poderá exigir o ensaio de determinados elementos de união ou de partes específicas da estrutura. 4 Preparativos para os cálculos: 4.1 Os cálculos só serão iniciados depois de analisada a estrutura e definido um modelo matemático. Esta análise comporta a identificação dos elementos estruturais a ter em conta e a identificação dos pontos de possível articulação plástica. Devem ser indicadas as dimensões dos elementos estruturais e as propriedades dos materiais utilizados. Para determinar a relação entre a força (momento) aplicada e a deformação plástica produzida, dados essenciais para os cálculos, serão realizados ensaios físicos nos pontos de articulação plástica. Também será necessário determinar a velocidade de deformação e a tensão de cedência dinâmica correspondente. Se o método de cálculo não permitir prever a ocorrência de fracturas importantes, será essencial investigar, experimentalmente ou através de uma análise específica ou de ensaios dinâmicos apropriados, a ocorrência de tais fracturas. Será ainda necessário indicar a distribuição de cargas ao longo do comprimento do veículo. 4.2 O método de cálculo deve ter em conta as deformações dos materiais até aos limites de elasticidade respectivos e identificar os pontos onde as articulações plásticas terão lugar preferencialmente e poderão ocorrer subsequentemente, salvo se os pontos e a sequência de ocorrência das articulações plásticas forem conhecidos antecipadamente. O método deve ainda ter em conta as modificações que têm lugar na geometria da estrutura, pelo menos enquanto as deformações não ultrapassarem os limites aceitáveis. Os cálculos devem simular a energia e a direcção de impacte a que a superstrutura em questão estaria sujeita se fosse submetida ao ensaio de capotagem descrito no anexo VI ao presente Regulamento. A validade do método de cálculo deverá ter sido comprovada por comparação com os resultados de ensaios físicos reais. Não é indispensável que estes tenham sido efectuados no quadro da recepção do veículo em causa. 5 Ensaio de secções da superstrutura quando se utilizar um método de cálculo para uma secção de uma superstrutura completa, as condições acima especificadas para um veículo completo continuarão a ser aplicáveis. ANEXO X [v. alínea a) do n.o 6 do artigo 24.o] Directrizes para a medição das forças de fecho das portas de funcionamento assistido 1 Generalidades o fecho de uma porta de funcionamento assistido é um processo dinâmico. Quando uma porta em movimento colide com um obstáculo, o resultado é uma força de reacção dinâmica, cuja variação no tempo depende de vários factores (designadamente da massa da porta, da aceleração e das dimensões em causa). 2 Definições: 2.1 A força de fecho, F(t), é uma função do tempo medida nos rebordos que encostam ao batente da porta (v. o ponto 3.2 abaixo). 2.2 A força máxima, Fs, é o valor máximo da força de fecho. 2.3 A força efectiva, FE, é o valor médio da força de fecho calculado para a duração do impulso: 2.4 A duração do impulso, T, é o intervalo de tempo compreendido entre t 1 e t 2 : em que: t1=limiar de sensibilidade, momento em que a força de fecho ultrapassa 50 N; t2=limiar de extinção, momento a partir do qual a força de fecho passa a ter um valor inferior a 50 N. 2.5 A relação entre os parâmetros acima definidos é ilustrada na figura n.o 1 (que constitui um exemplo): 2.82
101 FIGURA A força de aperto Fc, é o valor da média aritmética das forças efectivas, medidas várias vezes e sucessivamente no mesmo ponto: limiares de sensibilidade e de extinção que delimitam a duração do impulso devem ser fixados em 50 N. 3.5 O desvio do valor determinado em relação ao valor nominal não deve ser superior a ±3 %. 4 Dispositivo de medição: 4.1 Odispositivo de medição é constituído por duas partes: um cabo e uma parte medidora, concretamente um dinamómetro (v. a figura n.o 2). 4.2 O dinamómetro apresenta as seguintes características: É constituído por dois elementos deslizantes com dimensões exteriores de 100 mm de diâmetro e 115 mm de largura. No interior do dinamómetro, entre os dois elementos referidos, existe uma mola, de forma que o conjunto pode ser comprimido por aplicação de uma força apropriada A rigidez do dinamómetro deve ser de 10 N/mm ± 0,2 N/mm. A contracção máxima da mola deve estar limitada a 30 mm, de forma a poder medir-se uma força máxima de 300 N. FIGURA 2 3 Medições: 3.1 Condições de medição: Gama de temperaturas: 10oC 30oC; O veículo deve estar imobilizado numa superfície horizontal. 3.2 As medições devem ser efectuadas nos seguintes pontos: Nos rebordos principais que encostam ao batente da porta: A meio da porta; 150 mm acima do rebordo inferior da porta; No caso das portas equipadas com dispositivos antiaperto que actuam no processo de abertura: Nos rebordos secundários que encostam ao batente da porta, no ponto considerado mais perigoso em termos de aperto Para a determinação da força de aperto de acordo com o ponto 2.6 devem efectuar-se, pelo menos, três medições em cada ponto de medição. 3.3 O sinal da força de fecho deve ser registado com um filtro passa-baixo de frequência-limite 100 Hz.Os 2.83
102 ANEXO XI Requisitos específicos aplicáveis a veículos de lotação não superior a 22 passageiros 1 Dimensões mínimas das saídas os diversos tipos de saídas devem ter as seguintes dimensões: Tipo de abertura Dimensões Observações Porta de serviço Porta de emergência Altura da entrada: Classe A 1650 mm. Classe B 1500 mm. Altura do vão. Largura: Porta simples 650 mm. Porta dupla 1200 mm. Altura 1250 mm. Largura 550 mm. A altura da entrada da porta de serviço é a distância, medida num plano vertical, entre as projecções horizontais do ponto médio do vão da porta e do ponto médio do piso do degrau inferior. A altura, medida na vertical, do vão da porta de serviço deve permitir a passagem livre do duplo painel previsto no artigo 31.o Os cantos superiores poderão ser reduzidos por arredondamento dos cantos, com um raio de curvatura não superior a 150 mm. No caso dos veículos da classe B nos quais a altura do vão da porta de serviço esteja compreendida entre 1400 mm e 1500 mm, a largura mínima do vão de uma porta simples é de 750 mm. Em todos os veículos, a largura das portas de serviço poderá ser reduzida em 100 mm ao nível das pegas e de 250 mm nos casos em que a intrusão de arcos de rodas ou, tratando-se de portas automáticas ou de controlo remoto, do mecanismo de accionamento ou ainda a inclinação do pára-brisas o exijam. A largura poderá ser reduzida a 300 mm se a intrusão de arcos de rodas o exigir, desde que seja respeitada uma largura de 550 mm à altura mínima de 400 mm acima da parte mais baixa do vão da porta. Os cantos superiores poderão ser reduzidos por arredondamento dos cantos, com um raio de curvatura não superior a 150 mm. Janela de emergência... Área do vão 4000 cm 2. Contudo, admite-se uma tolerância de 5%nesta área nas homologações concedidas no ano subsequente à entrada em vigor do presente Regulamento. A área em questão deve poder ser inscrita num rectângulo de 500 mm 700 mm Os veículos aos quais se aplique o n.o 13 do artigo 31.o do presente Regulamento devem satisfazer os requisitos constantes do n.o 1 do artigo 22.o ou do ponto 1.1 do presente anexo referentes às janelas de emergência e às portinholas de tejadilho e, no que respeita às portas de serviço e às portas de emergência, os requisitos mínimos a seguir especificados: Tipo de abertura Dimensões Observações Porta de serviço Altura do vão 1100 mm. Esta dimensão pode ser reduzida por arredondamento dos cantos do vão com um raio de curvatura não superior a 150 mm. Largura: Porta simples 650 mm. Porta dupla 1200 mm. Esta dimensão pode ser reduzida por arredondamento dos cantos do vão com um raio de curvatura não superior a 150 mm. A largura poderá ser reduzida em 100 mm ao nível das pegas e em 250 mm nos casos em que a intrusão de arcos de rodas ou, tratando-se de portas automáticas ou de controlo remoto, do mecanismo de accionamento ou ainda a inclinação do pára-brisas o exijam. Porta de emergência Altura 1250 mm. Largura 550 mm. A largura poderá ser reduzida a 300 mm se a intrusão de arcos de rodas o exigir, desde que seja respeitada uma largura de 550 mm à altura mínima de 400 mm acima da parte mais baixa do vão da porta. Os cantos superiores poderão ser reduzidos por arredondamento dos cantos, com um raio de curvatura não superior a 150 mm. 2.84
103 1.2 Localização das saídas: A(s) porta(s) de serviço deve(m) estar situada(s) no lado do veículo mais próximo da berma da estrada correspondente ao sentido do tráfego no país no qual o veículo se destina a ser matriculado ou na face traseira do veículo As saídas devem estar situadas de forma que exista, pelo menos, uma saída de cada lado do veículo A metade dianteira e a metade traseira do espaço destinado aos passageiros devem dispor, cada uma delas, de, pelo menos, uma saída No painel traseiro ou no painel dianteiro do veículo deve existir, pelo menos, uma saída, salvo se existir uma portinhola. ANEXO XII (referente ao artigo 89.o e ao n.o 1 do artigo 93.o) 1 Todos os veículos de dois andares devem ter duas portas no piso inferior (n.o 1 do artigo 90.o), sendo o número mínimo de portas de serviço exigido o seguinte: Número de passageiros QUADRO I Número de portas de serviço (dois andares) Classe I e A Classe II Classe III e B > O número de saídas de emergência deve ser tal que o número total de saídas seja, no mínimo, o indicado no quadro seguinte, determinando-se separadamente o número de saídas em cada andar ou compartimento separado. QUADRO II Número de passageiros e de membros da tripulação por compartimento ou andar Número total mínimo das saídas de emergência Número de passageiros e de membros da tripulação por compartimento ou andar Número total mínimo das saídas de emergência > Os veículos da classe I também podem dispor de portinholas de salvação, sendo o número mínimo, nesse caso, o seguinte: QUADRO III Número total de passageiros no andar superior (Aa) Não superior a Superior a Número de portinholas As dimensões do gabarito referido no n.o 1 do artigo 93.o devem ser as seguintes: Andar superior (AS)/inferior (AI). QUADRO IV (Em milímetros) Classe I (*) Classe II (*) Classe III (*) AS AI AS AI AS AI Diâmetro do cilindro inferior Altura do cilindro inferior (900/990) (900/990) (900/990) Diâmetro do cilindro superior Altura do cilindro superior... Altura total (1 680/1 770) (1 680/1 770) (1 680/1 770) (*) As dimensões entre parêntesis são aplicáveis apenas à parte mais recuada do andar inferior e perto do eixo dianteiro (v. n.o 4 do artigo 93.o do presente Regulamento). 2.85
104 ANEXO XIII Figura n.o 1 Corredores (v. artigo 93.o) (Em milímetros) Classe I Classe II Classe III B C D E F(1) (220 no caso dos bancos deslocáveis lateralmente) (1 680/1 770) 1800 (1 680/1 770) 1800 (1 680/1 770) (900/990) (900/990) (900/990) (1) As dimensões entre parêntesis só são aplicáveis ao andar superior e ou à parte mais recuada do andar inferior e ou do andar inferior situada perto do eixo dianteiro (v. n.o 4 do artigo 93.o). 2.86
105 2.4 - Decreto-Lei n.º 92/2003 de 30 de Abril Transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva n.º 2000/30/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de Junho, relativa à inspecção técnica na estrada dos veículos que circulam no território da Comunidade. Decreto-Lei n.o 92/2003 de 30 de Abril A Directiva n.o 2000/30/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de Junho, visa estabelecer e harmonizar um sistema de inspecções técnicas na estrada para veículos pesados e seus reboques, com vista ao reforço das medidas constantes de outros instrumentos comunitários em vigor sobre a segurança rodoviária, a concorrência equitativa e a protecção ambiental. A execução eficaz deste novo sistema constitui também uma medida económica importante e rentável que permite controlar o nível de manutenção dos veículos abrangidos e em circulação. As inspecções na estrada devem ser efectuadas, de forma aleatória, sem aviso prévio e sem qualquer discriminação de nacionalidade do condutor, de país de matrícula ou de colocação do veículo em circulação, tendo apenas em conta o seu estado de manutenção. O método de selecção dos veículos a inspeccionar deve basear-se numa abordagem que atribua particular importância na identificação dos veículos aparentemente em pior estado de manutenção, aumentando assim a eficácia da execução das inspecções e reduzindo ao mínimo os custos e os atrasos impostos aos condutores e às empresas. Assim: Nos termos da alínea a) do n.o 1 do artigo 198.o da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo 1.o Objecto 1 O presente diploma transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva n.o 2000/30/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de Junho, relativa à inspecção técnica na estrada dos veículos que circulam no território da Comunidade. 2 Os anexos I e II ao presente diploma fazem parte integrante do mesmo. Artigo 2.o Definições Para efeitos do presente diploma entende-se por: a) «Inspecção técnica na estrada» inspecção a veículo, de natureza técnica, efectuada pelas autoridades competentes, na via pública, de forma aleatória e não anunciada; b) «Controlo técnico» o controlo da conformidade do veículo com a regulamentação fixada no anexo II do Decreto-Lei n.o 554/99, de 16 de Dezembro. Artigo 3.o Âmbito Estão sujeitos à inspecção técnica na estrada os automóveis pesados de passageiros e de mercadorias, seus reboques e semi-reboques com peso superior a 3500 kg, com excepção dos reboques agrícolas. Artigo 4.o Procedimentos 1 A inspecção técnica na estrada pode ser efectuada a qualquer veículo previsto no artigo anterior, em particular aos que aparentam mau estado de manutenção, de forma aleatória, sem aviso prévio e sem qualquer discriminação baseada na nacionalidade do condutor, no país de matrícula ou de colocação em circulação do veículo e de modo a reduzir, ao máximo, os custos e atrasos impostos aos condutores e às empresas. 2 Na inspecção técnica na estrada deve ser verificado o seguinte: a) Estado de manutenção do veículo com este imobilizado; b) Livrete, título de registo de propriedade e ficha da última inspecção periódica realizada e respectiva vinheta ou outro documento que legalmente os substitua; c) Certificado emitido na sequência de inspecção extraordinária ou de atribuição de nova matrícula ao veículo, caso tenha ocorrido alguma daquelas inspecções; d) Relatório da última inspecção na estrada, se já efectuada ao veículo; e) Quaisquer eventuais falhas de manutenção verificáveis através da aplicação da totalidade ou de parte dos pontos previamente seleccionados 2.87
106 pela Direcção-Geral de Viação (DGV) e constantes do n.o 10 do relatório de inspecção cujo modelo consta do anexo I ao presente diploma; f) Documento comprovativo da existência de seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel ou outro que legalmente o substitua. 3 Antes de proceder à inspecção dos pontos referidos no número anterior, o inspector deve tomar em consideração o certificado ou relatório técnico da última inspecção efectuada ao veículo, no caso de lhe ser apresentado pelo condutor. 4 O inspector deve ainda tomar em consideração qualquer outro certificado de segurança emitido por organismo autorizado que lhe seja apresentado. 5 Sempre que do certificado ou relatório referidos nos números anteriores conste que algum dos pontos enunciados no n.o 10 do relatório de inspecção foi inspeccionado há menos de três meses, tal ponto não será objecto de nova inspecção salvo se, devido a deficiência ou não conformidade manifestas, o deva ser. 6 Para os efeitos do disposto nos números anteriores e para além dos demais equipamentos exigíveis, pode a DGV aprovar os equipamentos para a detecção, com os veículos em movimento, do teor dos gases de escape. Artigo 5.o Aspectos técnicos Os requisitos a observar quanto aos equipamentos e outros aspectos técnicos, incluindo os procedimentos respeitantes às inspecções técnicas na estrada, previstos no anexo II ao presente diploma são definidos por portaria do Ministro da Administração Interna. Artigo 6.o Competência 1 Compete à DGV realizar ou promover as inspecções técnicas na estrada, através dos seus funcionários, agentes de fiscalização ou inspectores licenciados, expressamente designados, podendo recorrer à colaboração da Polícia de Segurança Pública ou da Guarda Nacional Republicana para a observação e verificação dos pontos constantes das alíneas b), c) e d) do n.o 10 do relatório de inspecção, incluindo o ruído. 2 A DGV pode recorrer a equipamentos móveis de inspecção por ela detidos ou pertença de entidades especializadas contratadas especialmente para o efeito. 3 Compete ainda à DGV seleccionar os pontos a observar e a verificar no âmbito das inspecções técnicas na estrada, bem como definir os itinerários em que as mesmas devam ser efectuadas. Artigo 7.o Relatório de inspecção técnica na estrada 1 Após a realização da inspecção técnica na estrada, é emitido, pelo inspector, um relatório de modelo constante do anexo I ao presente diploma. 2 O relatório referido no número anterior será preenchido e assinado pelo inspector, em triplicado, devendo o original ficar em seu poder, o duplicado ser entregue ao condutor do veículo no final do acto da inspecção e o triplicado ser remetido à DGV. Artigo 8.o Tipos de deficiências As deficiências encontradas na inspecção técnica na estrada são graduadas em três tipos, aplicando-se, com as devidas adaptações, as condições e termos previstos no artigo 9.o do Decreto-Lei n.o 554/99, de 16 de Dezembro. Artigo 9.o Confirmação da inspecção 1 Caso na inspecção técnica na estrada sejam verificadas mais de cinco deficiências do tipo 1, ou alguma deficiência do tipo 2, o veículo pode ser mandado submeter a uma inspecção num centro de inspecção técnica de veículos para confirmação das anomalias detectadas. 2 Se as deficiências detectadas forem respeitantes aos sistemas de direcção, suspensão ou travagem ou ainda a emissões de escape, deve o veículo ser submetido a imediata inspecção no centro de inspecção técnica de veículos mais próximo. 3 Quando a deficiência encontrada for muito grave, do tipo 3, pode ser determinada a imediata imobilização do veículo, suspendendo-se a sua utilização ou autorizando-o a circular apenas até ao local de reparação mais próximo. 4 Em caso de divergência entre o resultado das duas inspecções prevalece sempre o resultado da inspecção de confirmação. Artigo 10.o Reprovação Se o veículo for reprovado na inspecção de confirmação realizada nos termos do artigo anterior, aplicamse, neste caso, as condições e requisitos fixados pelos n.os 2 a 6 do artigo 12.o do Decreto-Lei n.o 554/99, de 16 de Dezembro. Artigo 11.o Tratamento da informação 2.88
107 1 A DGV procede à recolha sistemática, tratamento e arquivo dos relatórios respeitantes às inspecções aos veículos previstos no artigo 3.o, remetendo à comissão, de dois em dois anos, até 31 de Março do ano a que respeita, os dados obtidos no biénio anterior classificados por categorias de veículos de acordo com o n.o 6 do modelo de relatório de inspecção e por país de matrícula, indicando, nos termos do n.o 10 do mesmo relatório, os pontos observados e as deficiências encontradas. 2 Sempre que se verifiquem deficiências do tipo 2 relativas ao sistema de direcção, suspensão e travagem ou do tipo 3, e o veículo inspeccionado pertença a não residente, as deficiências encontradas são comunicadas, com base no relatório referido nos n.os 1 e 2 do artigo 7.o, pela DGV às entidades competentes do Estado membro de matrícula ou de colocação do veículo em circulação, sem prejuízo de qualquer outro procedimento a que haja lugar. 3 Nos casos previstos no número anterior, pode ainda a DGV solicitar ao Estado membro respectivo a tomada de outras medidas adequadas em relação ao infractor, designadamente a sujeição do veículo a uma nova inspecção. Artigo 12.o Encargos Os encargos decorrentes da aplicação do presente diploma e da respectiva regulamentação são integralmente suportados pelo fundo de fiscalização previsto no artigo 17.o do Decreto-Lei n.o 550/99, de 15 de Dezembro. Artigo 13.o Regime sancionatório Nas situações não previstas no presente diploma aplicam- se subsidiariamente e com as devidas adaptações as normas constantes dos Decretos-Leis n.os 550/99, de 15 de Dezembro, e 554/99, de 16 de Dezembro. Artigo 16.o Entrada em vigor O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 7 de Fevereiro de José Manuel Durão Barroso Maria Manuela Dias Ferreira Leite António Manuel de Mendonça Martins da Cruz António Jorge de Figueiredo Lopes Maria Celeste Ferreira Lopes Cardona Luís Francisco Valente de Oliveira Isaltino Afonso de Morais. Publique-se. Promulgado em 14 de Abril de O Presidente da República, JORGE SAMPAIO. Referendado em 21 de Abril de O Primeiro-Ministro, José Manuel Durão Barroso. ANEXO I Modelo de relatório de inspecção na estrada, incluindo uma lista dos pontos a controlar (Directiva n.o 2000/30/CE) Veículos pesados e seus reboques A infracção ao disposto no artigo 8.o é sancionada nos termos do Código da Estrada e do Decreto-Lei n.o 554/99, de 16 de Dezembro. Artigo 14.o Disposições transitórias Enquanto não forem definidos os requisitos dos equipamentos móveis de inspecção e demais aspectos técnicos previstos no artigo 5.o do presente diploma, no acto das inspecções técnicas na estrada realizadas com recurso àqueles equipamentos procede-se, sempre que possível, às verificações dos pontos a controlar, constantes do anexo I do presente diploma. Artigo 15.o Normas supletivas 2.89
108 ANEXO II Regras dos ensaios e ou controlos relativos aos dispositivos de travagem e às emissões de escape 1 Condições específicas relativas aos dispositivos de travagem. Exige-se que cada parte do sistema de travagem e os seus meios de activação sejam mantidos em bom estado de funcionamento e estejam devidamente regulados. Os travões do veículo deverão poder desempenhar as seguintes funções de travagem: a) Em relação aos veículos a motor e os reboques e semi-reboques, um travão de serviço capaz de reduzir a velocidade do veículo e de o imobilizar com segurança, rapidez e eficiência, sejam quais forem as suas condições de carga e o declive da estrada em que circula; b) Em relação aos veículos a motor e os seus reboques e semi-reboques, um travão de estacionamento capaz de manter o veículo imobilizado sejam quais forem as suas condições de carga e o declive da estrada. 2 Condições específicas relativas às emissões de escape: 2.1 Veículos equipados com motores de ignição comandada (gasolina): a) Se as emissões de escape não forem controladas por sistemas avançados de controlo de emissões, tais como catalisadores de três vias com sonda lambda: 1) Inspecção visual do sistema de escape para verificar se existem fugas; 2) Se adequado, inspecção visual do sistema de controlo de emissões para verificar se os equipamentos exigidos estão instalados; 3) Após um período razoável de condicionamento do motor (tendo em conta as recomendações do fabricante do veículo), mede-se o teor de monóxido de carbono (CO) dos gases de escape com o motor a rodar em marcha lenta (motor desembraiado). O teor máximo admissível de CO dos gases de escape não deve exceder os seguintes valores: 4,5 % vol. para os veículos matriculados ou colocados pela primeira vez em circulação entre a data a partir da qual os Estados membros exigiam que os veículos satisfizessem a Directiva n.o 70/220/CEE (1) e 1 de Outubro de 1986; 3,5 % vol. para os veículos matriculados ou colocados pela primeira vez em circulação após 1 de Outubro de 1986; b) Se as emissões de escape forem controladas por sistema avançados de controlo de emissões, tais como catalisadores de três vias com sonda lambda: 1) Inspecção visual do sistema de escape para verificar se existem fugas e se todas as peças estão completas; 2) Inspecção visual do sistema de controlo de emissões para verificar se os equipamentos exigidos estão instalados; 3) Determinação da eficiência do sistema de controlo de emissões do veículo através da medição do valor lambda e do teor de CO dos gases de escape de acordo com o n.o 4); 4) Emissões pelo tubo de escape, valores limite: Medições com o motor em marcha lenta: O teor máximo admissível de CO dos gases de escape não deve exceder 0,5 % vol.; Medições com o motor acelerado a uma velocidade (motor desembraiado) de, pelo menos, 2000 min -1 : Teor de CO: máximo 0,3 % vol.; Lambda 1 ± 0,003 ou de acordo com as especificações do fabricante. 2.2 Veículos a motor equipados com motores de ignição por compressão (diesel). Medição da opacidade dos gases de escape em aceleração livre (motor desembraiado desde a velocidade de marcha lenta até à velocidade de corte). Em conformidade com a Directiva n.o 72/306/CEE ( 1 ), o nível de concentração não deve exceder os seguintes valores limite do coeficiente de absorção: 2.90
109 Motores diesel normalmente aspirados: 2,5 m -1 ; Motores diesel sobrealimentados: 3,0 m -1 ; ou valores equivalentes, caso seja utilizado equipamento diferente do que corresponde a estes requisitos. Estão isentos do cumprimento destes requisitos os veículos matriculados ou colocados pela primeira vez em circulação antes de 1 de Janeiro de Equipamentos de controlo. As emissões dos veículos são controladas utilizando equipamentos concebidos para determinar com precisão se os valores limite prescritos ou indicados pelo fabricante foram respeitados Decreto-Lei n.º 131/2006 de 11 de Julho O presente decreto-lei altera o Regulamento Que Fixa os Pesos e Dimensões Máximos Autorizados para os Veículos em Circulação, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 99/2005, de 21 de Junho. Portaria n.o 131/2006 de 16 de Fevereiro O regime de restrições à circulação de veículos que transportam mercadorias perigosas, estabelecido na Portaria n.o 331-B/98, de 1 de Junho, tem-se revelado, no essencial, apropriado à prossecução do objectivo visado, ou seja, conciliar nos períodos de maior densidade de tráfego níveis ajustados de fluidez da circulação com condições de segurança adequadas. Concretamente, as análises de tráfego levadas a efeito nos últimos sete anos têm confirmado que os picos de volume coincidem, com poucas variações, com os períodos de tempo previstos nos fins-de-semana e nas segundas-feiras de manhã nos acessos aos principais aglomerados urbanos. Entretanto, a classificação das vias introduzida pelo Plano Rodoviário Nacional de 2000 (PRN 2000) requer que o enunciado das vias sujeitas a restrições seja actualizado como condição indispensável à sua correcta identificação, à acção fiscalizadora e à verificação das infracções. Tendo-se concluído, pelo cruzamento dos dados do tráfego médio diário anual com os da sinistralidade observada, ou seja, número de acidentes com vítimas e número de pontos negros, que a perigosidade de certos troços passou a ser reduzida em resultado, nomeadamente, da abertura ao tráfego de outras vias alternativas com boas características, torna-se necessário rever a aplicabilidade de algumas restrições dos casos em que uma cuidadosa análise de riscos permitiu extrair a referida conclusão. Aproveita-se para actualizar as referências às normas positivas da regulamentação do transporte de mercadorias perigosas em face da recente evolução que as mesmas conheceram. Foi ouvida a Comissão Nacional do Transporte de Mercadorias Perigosas. Assim: Nos termos e ao abrigo do disposto na alínea b) do n.o 2 do artigo 4.o do Decreto-Lei n.o 44/2005, de 23 de Fevereiro, e no n.o 2 do artigo 10.o do Código da Estrada, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 114/94, de 3 de Maio, com a última redacção que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei n.o 44/2005, de 23 de Fevereiro, e ainda na secção do regulamento aprovado pelo Decreto- Lei n.o 267-A/2003, de 27 de Outubro: Manda o Governo, pelo Ministro de Estado e da Administração Interna, o seguinte: 1.o Os n.os 1.o, 2.o, 7.o e 11.o da Portaria n.o 331-B/98, de 1 de Junho, alterada pela Portaria n.o 578-A/99, de 28 de Julho, passam a ter a seguinte redacção: «1.o É proibido o trânsito de automóveis pesados que transportem mercadorias perigosas e que devam ser sinalizados com os painéis laranja previstos na secção do regulamento aprovado pelo Decreto-Lei n.o 267-A/2003, de 27 de Outubro, entre as 18 e as 21 horas de sextas-feiras, de domingos, de feriados nacionais e de vésperas de feriados nacionais nas seguintes vias: a) EN 6, entre Lisboa e Cascais; b) EN 10, entre Infantado e Vila Franca de Xira; c) EN 14, entre Maia e Braga; EN 15, entre Porto e Campo (A 4); e) EN 105, entre Porto e Alfena (nó com o IC 24); f) IC 1, entre Coimbrões e Miramar; g) EN 209, entre Porto e Gondomar; h) EN 209 (ER), entre Gondomar e Valongo; i) IC 2 (EN 1), entre Alenquer e Carvalhos; 2.91
110 j) EN 13, entre Porto e Viana do Castelo; l) EN 1, entre Carvalhos e Vila Nova de Gaia (Santo Ovídio); m) EN 101, entre Braga e Vila Verde; n) EN 125 (ER), entre Lagos e São João da Venda; o) IC 4 (EN 125), entre São João da Venda e Faro; p) EN 125, entre Faro e Olhão; q) EN 125 (ER), entre Olhão e o nó da Pinheira; r) EN 222, entre Porto e a barragem de Crestuma/ Lever. 2.o a) A 1, entre Alverca e Lisboa; b) A 2, entre Almada e Lisboa; c) A 5, entre a ligação à CREL e Lisboa; d) A 8, entre Loures e Lisboa; e) IC 19, entre o nó da CREL e Lisboa (Damaia); f) EN 6, entre Cascais e Lisboa; g) EN 10, entre Vila Franca de Xira e Alverca; h) A 3, entre a ligação ao IC 24 e Porto; i) A 4, entre o nó com a A 3 e Porto; j) EN 13, entre Moreira e Porto; l) EN 105, entre Alfena (nó com o IC 24) e Porto; m) IC 1, entre Miramar e Porto; n) EN 209, entre Gondomar e Porto; o) EN 222 (ER), entre Avintes e Porto. 7.o Ficam excepcionados das restrições previstas nos números anteriores os veículos que efectuem transportes de: a) Mercadorias perigosas destinadas às unidades de saúde públicas ou privadas; b) c) d) o a) b) Identificação das mercadorias a transportar, mencionando o número de identificação ONU, a designação oficial de transporte e a classe; c) » 2.o São revogados os n.os 4.o, 5.o e 6.o da Portaria n.o 331-B/98, de 1 de Junho. Pelo Ministro de Estado e da Administração Interna, Ascenso Luís Seixas Simões, Secretário de Estado da Administração Interna, em 26 de Janeiro de Decreto-Lei n.º 99/2005 de 21 de Junho O presente diploma transpõe para o direito interno a Directiva n.º 2002/7/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de Fevereiro, que altera a Directiva n.º 96/53/CE, do Conselho, de 25 de Julho, e aprova um novo regulamento que fixa os pesos e as dimensões máximos autorizados para os veículos em circulação. Decreto-Lei n.o 99/2005 de 21 de Junho A Directiva n.o 96/53/CE fixou, no âmbito da política comum dos transportes, dimensões máximas harmonizadas dos veículos rodoviários de transporte de mercadorias, sendo agora necessário harmonizar as dimensões máximas autorizadas para os veículos rodoviários de transporte de passageiros, porquanto as diferenças entre as normas em vigor nos Estados membros, no que respeita às dimensões destes veículos, podem ter efeitos desfavoráveis nas condições de concorrência e constituir um obstáculo à circulação entre os mesmos. O presente diploma transpõe para o direito interno a Directiva n.o 2002/7/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de Fevereiro, que altera a Directiva n.o 96/53/CE, do Conselho, de 25 de Julho, e aprova um novo regulamento que fixa os pesos e as dimensões máximos autorizados para os veículos em circulação. Pelo presente diploma procede-se, ainda, à regulamentação do n.o 1 do artigo 57.o e do n.o 3 do artigo 114.o do Código da Estrada, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 114/94, de 3 de Maio, com a última redacção que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei n.o 44/2005, de 23 de Fevereiro. Assim: Nos termos da alínea a) do n.o 1 do artigo 198.o da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo 1.o Objecto 2.92
111 1 É aprovado o Regulamento Que Fixa os Pesos e as Dimensões Máximos Autorizados para os Veículos em Circulação, cujo texto constitui o anexo I ao presente diploma e dele faz parte integrante, transpondo-se para a ordem jurídica interna a Directiva n.o 2002/7/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de Fevereiro. 2 O anexo ao Regulamento ora aprovado faz dele parte integrante. Artigo 2.o Pesos e dimensões de veículos utilizados no transporte nacional 1 Os pesos brutos e as dimensões máximos dos veículos, para efeitos de circulação em território nacional, são os definidos no Regulamento anexo a que se refere o artigo 1.o, adiante designado por Regulamento. 2 A título excepcional pode ser autorizada a matrícula e a circulação de veículos com pesos ou dimensões superiores aos estabelecidos no Regulamento, nas condiçõesestabelecidas na homologação do modelo ou na atribuição de matrícula nacional. 3 Os veículos ou conjuntos de veículos que excedam as dimensões máximas autorizadas, por transportarem ou se destinarem ao transporte de objectos indivisíveis, só podem circular mediante autorização especial ou regime não discriminatórios, nas condições estabelecidas no artigo 58.o do Código da Estrada. 4 Pode ainda ser autorizada a circulação de veículos ou de conjuntos de veículos com dimensões superiores às estabelecidas no Regulamento que efectuem operações de transporte nacional que não afectem significativamente a concorrência internacional no sector dos transportes. 5 Considera-se que as operações de transporte não afectam significativamente a concorrência internacional no sector dos transportes quando sejam efectuadas por veículos ou conjuntos de veículos especializados, em circunstâncias em que não são habitualmente efectuadas por veículos provenientes de outros Estados membros, nomeadamente as operações ligadas à exploração das florestas e à indústria florestal. 6 A Direcção-Geral de Viação pode autorizar os veículos e conjuntos de veículos que utilizem novas tecnologias ou novos conceitos que não permitam satisfazer uma ou várias das exigências constantes do Regulamento a circular em operações de transporte local durante um período de ensaio. Artigo 3.o Exclusão O Regulamento não se aplica aos veículos referidos no artigo 120.o do Código da Estrada. Artigo 4.o Circulação de veículos Os veículos matriculados ou postos em circulação noutro Estado membro podem circular em Portugal desde que não excedam, em trânsito, os valores limite especificados nas secções II e IV do Regulamento, ainda que: a) Não respeitem outras características de peso e dimensões não referidas naquelas secções; b) A autoridade competente do Estado membro no qual foram matriculados ou postos em circulação tenha autorizado limites que excedam os fixados nas mesmas secções. Artigo 5.o Outras disposições 1 Os veículos referidos no artigo 1.o do Regulamento não pertencentes às categorias M 1 e N 1 devem possuir um dos seguintes elementos comprovativos de conformidade: a) Uma combinação da placa do construtor e da placa relativa às dimensões, elaboradas e fixadas nos termos da Directiva n.o 76/114/CEE, transposta pela Portaria n.o 517-A/96, de 27 de Setembro, com a última redacção que lhe foi conferida pela Portaria n.o 1080/97, de 29 de Outubro; b) Uma placa única elaborada e fixada nos termos da citada directiva, contendo as informações das duas placas referidas na alínea anterior; c) Um documento único emitido pela autoridade competente do Estado membro onde o veículo foi registado ou posto em circulação, devendo este documento conter as mesmas rubricas e as mesmas informações que figuram nas placas referidas na alínea a), sendo guardado em lugar facilmente acessível ao controlo e suficientemente protegido. 2 Quando as características do veículo deixem de corresponder às indicadas na prova de conformidade referida no número anterior, a mesma deve ser convenientemente alterada. 3 Por despacho do director-geral de Viação são estabelecidos os procedimentos para a alteração referida no número anterior. 4 As placas e documentos referidos no n.o 1 são reconhecidos para efeitos de circulação como prova de conformidade dos veículos com a regulamentação de 2.93
112 pesos e dimensões. 5 Os veículos que disponham de prova de conformidadepodem ser sujeitos: a) No que respeita aos pesos, a controlos por amostragem; b) No que respeita às dimensões, apenas a controlos em caso de suspeita de não conformidade com o Regulamento. 6 A placa de dimensões referida no n.o 1 deve obedecer às características estabelecidas no anexo II do presente diploma, que dele faz parte integrante. 7 A coluna central da prova de conformidade relativa ao peso deve indicar, se for caso disso, os valores comunitários dos pesos aplicáveis ao veículo em questão. 8 Os pesos máximos autorizados pela legislação nacional são indicados na prova de conformidade a que se refere o n.o 1 na coluna da esquerda e os pesos tecnicamente admissíveis na coluna da direita. Artigo 6.o Norma revogatória São revogadas as Portarias n.os 1092/97, 960/2000 e 1507/2001, de 3 de Novembro, de 9 de Outubro e de 13 de Setembro, respectivamente. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 5 de Maio de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa António Luís Santos Costa Diogo Pinto de Freitas do Amaral Alberto Bernardes Costa. Publique-se. Promulgado em 30 de Maio de O Presidente da República, JORGE SAMPAIO. Referendado em 6 de Junho de O Primeiro-Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. ANEXO I REGULAMENTO QUE FIXA OS PESOS E AS DIMENSÕES MÁXIMOS AUTORIZADOS PARA OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO SECÇÃO I Âmbito de aplicação e definições Artigo 1.o Âmbito de aplicação 1 O presente Regulamento fixa, para efeitos de circulação, os pesos e as dimensões máximos dos veículos a motor e seus reboques. 2 As disposições constantes do presente Regulamento relativas a reboques são também aplicáveis aos semi-reboques. Artigo 2.o Definições 1 Para efeitos do disposto no presente Regulamento, entende-se por: a) «Veículo a motor» qualquer veículo provido de um motor de propulsão que circule na via pública pelos seus próprios meios; b) «Veículo de transporte condicionado» qualquer veículo cujas superstruturas, fixas ou móveis, estejam especialmente equipadas para o transporte de mercadorias a uma temperatura controlada e cujas paredes laterais, incluindo o isolamento, tenham, pelo menos, 45 mm de espessura; c) «Automóvel pesado de passageiros articulado» qualquer automóvel pesado de passageiros constituído por dois segmentos rígidos permanentemente ligados por uma secção articulada, que permite a comunicação entre ambos e a livre circulação de passageiros, sendo que a junção e a disjunção das duas partes apenas podem ser realizadas numa oficina; d) «Dimensões máximas autorizadas» as dimensões máximas para a utilização de um veículo previstas na secção seguinte; e) «Tara» o peso do veículo em ordem de marcha, sem passageiros nem carga, com o líquido de arrefecimento, lubrificantes, 90% do total de combustível, 100% dos outros fluidos, excepto águas residuais, ferramentas e roda de reserva, quando esta seja obrigatória, e o condutor (75 kg), devendo ainda ser considerado, no caso dos veículos pesados de passageiros, o peso do guia (75 kg), se estiver previsto um lugar específico para o mesmo; f) «Peso bruto» o conjunto da tara e da carga que o veículo pode transportar; g) «Peso bruto por eixo» o peso resultante da distribuição do peso bruto por um eixo ou grupo de eixos; h) «Peso bruto rebocável» a capacidade máxima de carga rebocável dos veículos automóveis e tractores agrícolas; i) «Dimensões» as medidas de comprimento, largura e altura do contorno envolvente de um veículo, compreendendo todos os acessórios para 2.94
113 os quais não esteja prevista uma excepção; j) «Lotação» o número de passageiros que o veículo pode transportar, incluindo o condutor. 2 As definições de reboque, semi-reboque, conjunto de veículos, automóvel pesado de passageiros, comboio turístico e objecto indivisível são as que constam do Código da Estrada. SECÇÃO II Dimensões máximas dos veículos para efeitos de circulação Artigo 3.o Dimensões máximas dos veículos 1 As dimensões máximas dos veículos, quando em circulação, são as referidas nos números seguintes. 2 Comprimento máximo: a) Veículos a motor de dois ou mais eixos (com excepção dos automóveis pesados de passageiros): 12 m; b) Reboques de um ou mais eixos: 12 m; c) Automóveis pesados de passageiros com dois eixos: 13,5 m; d) Automóveis pesados de passageiros com três ou mais eixos: 15 m; e) Automóveis pesados de passageiros articulados: 18,75 m; f) Conjunto veículo tractor-semi-reboque de três ou mais eixos: 16,5 m; g) Conjunto veículo a motor-reboque: 18,75 m; h) Comboios turísticos: 18,75 m. 3 Largura máxima dos veículos: a) Qualquer veículo: 2,55 m; b) Veículos de transporte condicionado: 2,6 m. 4 A altura máxima para qualquer veículo é de 4 m. 5 Nas dimensões fixadas estão compreendidas as superstruturas amovíveis e os di positivos de carga normalizados, como contentores. 6 Para além de outros limites legais, os semi- -reboques devem respeitar ainda o seguinte: a) A distância máxima entre o eixo da cavilha de engate e a retaguarda do semi-reboque é de 12m; b) A distância medida horizontalmente entre o eixo da cavilha de engate e qualquer ponto da dianteira do semi-reboque não deve ser superior a 2,04 m. 7 Nos conjuntos de veículos formados por um automóvel de mercadorias e um reboque deve respeitarse o seguinte: a) A distância máxima medida paralelamente ao eixo longitudinal do conjunto veículo-reboque entre os pontos exteriores mais avançados da área de carga atrás da cabina e o ponto mais recuado do reboque do conjunto, diminuída da distância entre a retaguarda do veículo a motor e a parte dianteira do reboque, é de 15,65 m; b) A distância máxima medida paralelamente ao eixo longitudinal do conjunto veículo-reboque entre os pontos exteriores mais avançados da área de carga atrás da cabina e o ponto mais recuado do reboque do conjunto é de 16,4 m. 8 Se um automóvel pesado de passageiros tiver instaladosquaisquer acessórios amovíveis, o comprimento do veículo, incluindo aqueles acessórios, não deve exceder o comprimento máximo fixado no n.o 2. Artigo 4.o Requisitos de manobrabilidade 1 Qualquer veículo a motor ou conjunto de veículos em movimento deve poder girar dentro de uma coroa circular com um raio exterior de 12,5 m e um raio interior de 5,3 m sem que qualquer ponto extremo do veículo ou conjunto de veículos saia da referida coroa, com excepção das partes salientes em relação à largura previstas no artigo 6.o 2 Com o veículo estacionado, define-se um plano vertical tangencial ao lado do veículo que se encontra voltado para o exterior do círculo, traçando uma linha no solo, sendo, no caso de veículo articulado, as duas secções rígidas alinhadas pelo plano. 3 Quando, a partir de uma aproximação em linha recta, o veículo referido no número anterior entra na área circular descrita no n.o 1, nenhum dos seus elementos pode ultrapassar o plano vertical em mais de 0,6 m. SECÇÃO III Dispositivos não tomados em consideração na medição das dimensões Artigo 5.o Dispositivos não tomados em consideração na medição do comprimento Na medição do comprimento dos veículos não são tomados em consideração os seguintes dispositivos: a) Limpa-pára-brisas e dispositivos de lavagem do pára-brisas; b) Chapas de matrícula à frente e à retaguarda; c) Dispositivos de selagem aduaneira e sua protecção; d) Dispositivos de fixação dos oleados das coberturas das caixas e sua protecção; e) Luzes; 2.95
114 f) Espelhos retrovisores ou outros dispositivos auxiliares de visão para a retaguarda; g) Tubos de admissão de ar; h) Batentes para caixas amovíveis; i) Degraus e estribos de acesso; j) Borrachas; l) Plataformas elevatórias, rampas de acesso e outros equipamentos semelhantes, em ordem de marcha, desde que não constituam saliência superior a 200 mm; m) Dispositivos de engate do veículo a motor. Artigo 6.o Dispositivos não tomados em consideração na medição da largura Na medição da largura dos veículos não são tomados em consideração os seguintes dispositivos: a) Luzes; b) Dispositivos de selagem aduaneira e sua protecção; c) Dispositivos de fixação de oleados e sua protecção; d) Dispositivos de controlo da pressão dos pneus; e) Elementos flexíveis dos sistemas antiprojecção; f) Espelhos retrovisores; g) Degraus e estribos retrácteis; h) Partes deflectidas das paredes laterais dos pneus imediatamente acima do ponto de contacto com o solo; i) Nos veículos das categorias europeias M 2 e M 3, rampas de acesso em ordem de marcha, plataformas de elevação e outro equipamento semelhante que não ultrapasse 10 mm em relação à face lateral do veículo, desde que os cantos posteriores e anteriores das rampas se apresentem arredondados com um raio não inferior a 5 mm e as arestas sejam boleadas com um raio não inferior a 2,5 mm. Artigo 7.o Dispositivos não tomados em consideração na medição da altura Na medição da altura dos veículos não são tomados em consideração as antenas de comunicação e os pantógrafos na sua posição mais elevada. SECÇÃO IV Pesos brutos máximos dos veículos para efeitos de circulação Artigo 8.o Peso bruto máximo dos veículos 1 Os pesos brutos máximos dos veículos fixados, quando em circulação, são os referidos nos números seguintes. 2 Peso bruto máximo para veículos de: a) Dois eixos: 19 t; b) Três eixos: 26 t; c) Quatro ou mais eixos: 32 t. 3 Peso bruto máximo para conjunto veículo tractorsemi-reboque de: a) Três eixos: 29 t; b) Quatro eixos: 38 t; c) Cinco ou mais eixos: 40 t; d) Cinco ou mais eixos transportando dois contentores ISO de 20b, ou um contentor ISO de 40b: 44 t. 4 Peso bruto máximo para automóvel pesado de passageiros articulado de: a) Três eixos: 28 t; b) Quatro ou mais eixos: 32 t. 5 Peso bruto máximo para conjunto veículo a motor-reboque de: a) Três eixos: 29 t; b) Quatro eixos: 37 t; c) Cinco ou mais eixos: 40 t; d) Cinco ou mais eixos transportando dois contentores ISO de 20b: 44 t. 6 Peso bruto máximo para reboques de: a) Um eixo: 10 t; b) Dois eixos: 18 t; c) Três ou mais eixos: 24 t. 7 Com excepção dos reboques agrícolas, o peso bruto do reboque não pode ser superior a uma vez e meia o peso bruto do veículo tractor. Artigo 9.o Peso bruto máximo por eixo 1 Os pesos brutos máximos por eixo dos veículos, quando em circulação, são os referidos nos números seguintes. 2 Pesos brutos máximos de um eixo simples: a) Frente (automóveis): 7,5 t; b) Não motor: 10 t; c) Motor: 12 t. 3 No eixo duplo motor e não motor, os pesos brutos máximos relacionam-se com a correspondente distância entre eixos (d) da seguinte forma: a) Se d for inferior a 1 m: 12 t; b) Se d for de 1 m a 1,29 m: 17 t; c) Se d for de 1,3 m a 1,79 m: 19 t; d) Se d for igual ou superior a 1,8 m: 20 t. 4 No eixo triplo motor e não motor, os pesos brutos máximos relacionam-se com a correspondente distância entre os dois eixos extremos (D) da seguinte forma: 2.96
115 a) Se D for inferior a 2,6 m: 21 t; b) Se D for igual ou superior a 2,6 m: 24 t. Artigo 10.o Peso bruto rebocável 1 O peso bruto rebocável dos automóveis, quando em circulação, deve ser o menor dos seguintes valores: a) O do peso bruto rebocável máximo tecnicamente admissível, estabelecido com base na construção e no desempenho do veículo e ou na resistência do dispositivo mecânico de engate; b) Metade da tara do automóvel, não podendo exceder 750 kg nos veículos destinados a atrelar reboques sem travão de serviço; c) O valor do peso bruto do automóvel, nos veículos com peso bruto inferior ou igual a 3500 kg destinados a atrelar reboques equipados com travões de serviço; d) Uma vez e meia o peso bruto do automóvel, não podendo exceder 3500 kg, nos veículos «fora de estrada»; e) 3500 kg nos veículos com peso bruto superior a 3500 kg destinados a atrelar reboques equipados com travões de serviço de inércia; f) Uma vez e meia o peso bruto do automóvel, nos veículos com um peso bruto superior a 3500 kg destinados a atrelar reboques com sistema de travagem contínua. 2 O peso bruto rebocável dos tractores agrícolas deve ser o menor dos seguintes valores: a) O do peso bruto rebocável máximo tecnicamente admissível, estabelecido com base na construção e no desempenho do veículo e ou na resistência do dispositivo mecânico de engate; b) 750 kg, nos veículos destinados a atrelar apenas reboques sem travão de serviço; c) Três vezes o peso bruto do tractor, não podendo exceder 3500 kg, nos veículos destinados a atrelar apenas reboques equipados com travões de serviço de inércia; d) Quatro vezes o peso bruto do tractor, nos veículos com sistema de travagem mecânico destinados a atrelar reboques equipados com travões de serviço de travagem contínua; e) Quatro vezes o peso bruto do tractor, nos veículos com sistema de travagem hidráulico ou pneumático destinados a atrelar reboques equipados com travões de serviço de travagem mecânica; f) Seis vezes o peso bruto do tractor, nos veículos com sistema de travagem hidráulico ou pneu- mático destinados a atrelar reboques equipados com travões de serviço de travagem hidráulica ou pneumática. 3 Nos conjuntos formados por um veículo a motor e um reboque ou semi-reboque, o peso bruto máximo do reboque ou do semi-reboque pode ser um dos seguintes valores: a) O constante no documento de identificação do reboque, se esse valor for menor ou igual ao peso bruto rebocável constante no documento de identificação do veículo tractor; b) O valor do peso bruto rebocável do veículo tractor, se o peso bruto constante no documento de identificação do reboque exceder aquele valor. SECÇÃO V Outras características relativas a dimensões e pesos Artigo 11.o Outras características relativas a dimensões 1 Nos conjuntos veículo a motor-reboque, com excepção dos formados por veículos a motor das categorias europeias M 1 ou N 1 ou tractores agrícolas, ou que incluam reboques das categorias europeias O 1 ou O 2, a distância entre o eixo da retaguarda do veículo a motor e o eixo da frente do reboque não deve ser inferior a 3 m. 2 As caixas dos veículos a motor e seus reboques não podem prejudicar as suas condições de equilíbrio e estabilidade e: a) Nos automóveis pesados, a linha vertical que passa pelo centro de gravidade resultante da caixa, carga e passageiros deve estar situada à frente do eixo da retaguarda e a uma distância deste não inferior a 5%da distância entre eixos; b) Nos automóveis ligeiros, basta que a linha referida na alínea anterior não fique situada atrás do eixo da retaguarda. 3 As caixas dos automóveis de mercadorias e dos pesados de passageiros só podem prolongar-se além do eixo da retaguarda até uma distância igual a dois terços da distância entre eixos, podendo, nos automóveis equipados com caixas especiais e mediante autorização da Direcção-Geral de Viação, o mesmo limite ser excedido, sem prejuízo do disposto no número anterior. 4 Nos automóveis equipados com caixas especiais, nenhuma parte do veículo pode passar além de um plano vertical paralelo à face lateral do mesmo e distando desta 1200 mm quando o veículo descreve uma curva com o ângulo de viragem máximo das rodas directrizes. 5 Por despacho do director-geral de Viação são fixa- 2.97
116 dos os valores máximos que as caixas podem exceder relativamente à largura dos rodados mais largos. 6 Todos os acessórios móveis devem ser fixados de forma a evitar que, em caso de oscilação, passem além do contorno envolvente dos veículos. 7 Os cubos das rodas e as lanternas dos veículos de tracção animal podem sobressair até ao limite de 200 mm sobre cada uma das faces laterais. Artigo 12.o Outras características relativas a pesos 1 O peso bruto no eixo ou eixos motores de um veículo ou conjunto de veículos não pode ser inferior a 25%do peso bruto do veículo ou conjunto de veículos. 2 O peso bruto que incide sobre o eixo da frente não pode ser inferior a 20% ou 15% do peso bruto total, conforme se trate, respectivamente, de veículos de um ou mais eixos à retaguarda. 3 O valor do peso bruto máximo, em toneladas, de um veículo a motor de quatro eixos não pode exceder cinco vezes o valor da distância, em metros, entre os eixos extremos do veículo, excepto no caso dos veículos com caixa aberta ou betoneira. 4 Nos veículos ligeiros de mercadorias com quadrocabina separados, após carroçamento, a carga útil não pode ser inferior a 10% do peso bruto. Artigo 13.o Lotação 1 A lotação dos automóveis ligeiros de passageiros e dos automóveis de mercadorias é fixada de modo a garantir para cada passageiro uma largura mínima de banco de 400 mm. 2 Sem prejuízo do disposto no número anterior, nos bancos da frente só são permitidos dois lugares ao lado do condutor se o plano que passa pelo eixo do volante de direcção, paralelamente ao plano horizontal do veículo, distar, pelo menos, 1000 mm da porta mais afastada, medidos a meia altura das costas do banco. 3 Os lugares dos passageiros devem distribuir-se no interior dos veículos de forma a assegurar a maior estabilidade e demodo que a resultante das forças representadas pelo peso dos passageiros fique situada à frente do eixo da retaguarda e a uma distância deste não inferior a 5% da distância entre eixos. 4 Sem prejuízo das disposições específicas aplicáveis a veículos pesados de passageiros, é atribuído a cada lugar o peso de 75 kg. Artigo 14.o Equivalência entre suspensões não pneumáticas e pneumáticas As condições relativas à equivalência entre certas suspensões não pneumáticas e as suspensões pneumáticas do eixo motor ou dos eixos motores do veículo constam do anexo ao presente Regulamento. ANEXO Condições relativas à equivalência entre certas suspe sões não pneumáticas e as suspensões pneumáticas do eixo motor ou dos eixos motores do veículo. 1 Definição de suspensão pneumática. Considerase pneumático um sistema de suspensão em que, pelo menos, 75% do efeito de mola seja causado por um dispositivo pneumático. 2 Equivalência. Para ser reconhecida como suspensão equivalente à suspensão pneumática, uma suspensão deve satisfazer os seguintes requisitos: 2.1 Durante a oscilação vertical transitória livre de baixa frequência da massa suspensa por cima do eixo motor ou do bogie, a frequência e o amortecimento medidos com a suspensão suportando o seu peso máximo devem situar-se dentro dos limites definidos nos n.os 2.2 a 2.5 infra; 2.2 Cada eixo deve estar equipado com amortecedores hidráulicos. Nos eixos duplos, os amortecedores hidráulicos devem ser colocados de modo a reduzir ao mínimo a oscilação do bogie; 2.3 Numa suspensão equipada com amortecedores hidráulicos e em condições de funcionamento normais, a razão média de amortecimento D deve ser superior a 20% do amortecimento crítico; 2.4 A razão máxima de amortecimento da suspensão com todos os amortecedores hidráulicos removidos ou com funcionamento bloqueado não deve ser superior a 50% da razão média de amortecimento D; 2.5 A frequência máxima da massa suspensa por cima do eixo motor ou do bogie em oscilação vertical transitória livre não deve exceder 2 Hz; 2.6 A frequência e o amortecimento da suspensão estão definidos no n.o 3 e os procedimentos de ensaio para medir a frequência e o amortecimento estão descritos no n.o 4. 3 Definição da frequência e do amortecimento. Na presente definição, considera-se uma massa suspensa M (kg) por cima do eixo motor ou do 2.98
117 bogie; o eixo ou o bogie têm uma rigidez vertical total entre a superfície da estrada e a massa suspensa de K Newtons por metro (N/m) e um coeficiente de amortecimento total de C Newtons por metro por segundo (N/ms), sendo Z igual ao deslocamento vertical da massa suspensa. A equação do movimento da oscilação livre da massa suspensa é: A frequência da oscilação da massa suspensa F (rad/ sec) é: O amortecimento é crítico se C = C o, sendo: sada a oscilação subsequente; ou c) Levantado pelo quadro de modo que a massa suspensa se encontre a 80 mm acima do eixo motor. O veículo levantado é deixado cair bruscamente, sendo analisada a oscilação subsequente; ou d) Submetido a outros procedimentos na medida em que a sua equivalência tenha sido demonstrada pelo construtor a contento do serviço técnico. Deve ser instalado no veículo um transdutor de deslocamento vertical entre o eixo motor e o quadro, directamente acima do eixo motor. No traçado pode ser medido, por um lado, o intervalo de tempo entre o primeiro e o segundo pico de compressão de modo a obter a frequência F e, por outro, a razão de amplitude para obter o amortecimento. Para os eixos motores duplos, devem ser instalados transdutores entre cada eixo motor e o quadro que se encontra imediatamente por cima. A razão de amortecimento como fracção do amortecimento crítico é C/C 0. Durante a oscilação transitória livre da massa suspensa o movimento vertical segue uma trajectória sinusoidal amortecida (figura n.o 2). Pode calcular-se a frequência através da medição do tempo nos ciclos de oscilação observáveis. Pode calcular-se o amortecimento através da medição da altura dos picos sucessivos da oscilação na mesma direcção. Sendo A 1 e A 2 as amplitudes de pico do primeiro e segundo ciclos, a razão de amortecimento D é: Fig. 1 Degrau para os ensaios de suspensão sendo ln o logaritmo natural do coeficiente da amplitude. 4 Procedimento de ensaio. Para medir, nos ensaios, a razão de amortecimento D, a razão de amortecimento com os amortecedores hidráulicos removidos e a frequência F da suspensão, o veículo em carga deve ser: a) Conduzido a baixa velocidade (5 km/h ± 1 km/ h) num degrau de 80 mm com o perfil indicado na figura n.o 1. A oscilação transitória a analisar em termos de frequência e amortecimento ocorre depois de as rodas do eixo motor terem passado pelo degrau; ou b) Abaixado pelo quadro de forma que a carga do eixo motor seja 1,5 vezes o seu valor estático máximo. Depois de ter sido mantido abaixado, o veículo é libertado bruscamente, sendo anali- Fig. 2 Resposta transitória amortecida ANEXO II Placa de dimensões I Na placa de dimensões, fixada, se possível, ao lado da placa referida na Directiva n.o 76/114/CEE, devem figurar as seguintes indicações: 1) Nome do construtor ( 1 ); 2) Número de identificação do veículo ( 1 ); 3) Comprimento (L) do veículo a motor, do reboque ou do semi-reboque; 4) Largura (W) do veículo a motor, do reboque ou do semi-reboque; 5) Dados para a medição do comprimento dos conjuntos de veículos: A distância (a) entre a dianteira do veículo a motor e o centro do seu dispositivo de en- 2.99
118 gate (gancho ou prato de engate); tratandose de um prato de engate com vários pontos de engate, é necessário indicar os valores mínimo e máximo (amin e amax); A distância (b) entre o centro do dispositivo de engate do reboque (olhal) ou do semi- -reboque (cabeçote de engate) e a traseira do reboque ou do semi-reboque; tratando- se de um dispositivo com vários pontos de engate, é necessário indicar os valores mínimo e máximo (bmin e bmax). O comprimento de um conjunto de veículos é o comprimento medido com o veículo a motor e o reboque ou semi-reboque alinhados um atrás do outro. II Os valores inscritos na prova de conformidade devem corresponder exactamente às medições efectuadas directamente no veículo. (1) Estas indicações não devem ser repetidas quando o veículo possuir uma placa única com os dados referentes aos pesos e às dimensões Despacho DGV nº 45/96 de 24 Dezembro O Valor Máximo da Largura das Caixas dos Veículos Automóveis. Despacho DGV nº 45/96 de 24 Dezembro O Valor Máximo da Largura das Caixas dos Veículos Automóveis O n.º 10.º da Port. 850/94, de 22-9, estabelece que, por despacho do Director-Geral de Viação, será fixada a largura máxima das caixas em função da largura dos rodados. Tornando-se necessário regulamentar esta matéria, determina-se: 1. O valor máximo da largura das caixas dos veículos automóveis ligeiros de mercadorias com cabina e caixa independentes, pesados e seus reboques será o constante da folha de aprovação nacional de modelo. 2. Os valores máximos referidos no número anterior serão indicados pelos fabricantes ou seus representantes legais, tendo em atenção o seguinte: a) As caixas só podem exceder a largura do rodado mais largo até 15 cm para cada lado; b) Sempre que a largura referida na alínea anterior seja inferior à largura da cabina, podem as caixas apresentar largura igual à desta; c) As caixas não podem prejudicar os campos de visão dos espelhos retrovisores exteriores, não podendo ser excedidos os valores de largura definidos nas comunicações de aprovação de instalação de espelhos retrovisores, de acordo com a Directiva n.º 71/127/CEE, com a última redacção em vigor. 3. Nos casos dos veículos referidos no n.º 1 em que não conste da folha de aprovação nacional de modelo o valor máximo para a largura das caixas, estas não poderão exceder o rodado mais largo em mais de: a) Veículos pesados (com. excepção dos de passageiros): 5 cm; b) Veículos pesados de passageiros: 12 cm; c) Veículos ligeiros de mercadorias; 5 cm, podendo a caixa apresentar largura superior, desde que não exceda a largura da cabina. 4. Ficam exceptuados do estabelecido no presente despacho os casos especiais aprovados por esta Direcção-Geral. Lisboa, 27 de Novembro de O Director-Geral, Amadeu Pires
119 2.8 - Despacho n.º 671/2003 de 14 de Janeiro Emissão de certificados ADR. Despacho n.o 671/2003 (2.a série) Emissão de certificados ADR Com a entrada em vigor no dia 1 de Janeiro de 2003 da nova versão do ADR, está prevista a adopção de novo modelo do certificado de aprovação dos veículos. Tornando-se necessário esclarecer as condições de validade dos actuais certificados e harmonizar as condições de emissão dos novos, determina-se o seguinte: 1 Os certificados válidos, com data de emissão anterior a 1 de Janeiro de 2003, são válidos para o transporte internacional até à data da sua próxima revalidação, que não poderá ocorrer após 31 de Dezembro de Os certificados válidos, com data de emissão anterior a 1 de Janeiro de 2003, usados exclusivamente para o transporte nacional, mantêm o modelo válido até se esgotarem os campos existentes para extensão da respectiva validade, deixando de poder ser utilizados a partir de 31 de Dezembro de O novo modelo de certificado passa a ser emitido a partir de 1 de Janeiro de 2003, em substituição do anterior modelo, só podendo ser emitido para veículos para os quais seja exibida cópia certificada da licença comunitária. 4 A identificação do construtor da cisterna a anotar no n.o 9.1 do novo modelo de certificado é a que consta na autorização de utilização emitida pelas direcções regionais do Ministério da Economia. 5 A codificação das cisternas, a anotar no n.o 9.5 do novo modelo de certificado, deve ser efectuada gradualmente, à medida que se verifique intervenção das direcções regionais do Ministério da Economia. 6 A codificação referida no número anterior deve estar concluída até 1 de Janeiro de No caso da emissão de certificados relativos a cisternas novas (primeiro certificado), o n.o 9.5 deve obrigatoriamente ser preenchido com o código da cisterna. 8 Com a emissão do novo modelo de certificado, os serviços regionais desta Direcção-Geral devem iniciar uma nova numeração sequencial, a qual será composta por quatro digitos, seguidos do código do serviço regional respectivo, sendo estes elementos separados por uma barra oblíqua (exemplo: 0001/P). 9 No caso de ser efectuada qualquer inscrição no n.o 11 «observações», esta deve apresentar-se nas línguas portuguesa e francesa. 20 de Dezembro de Pelo Director-Geral, o Subdirector-Geral, Carlos Mosqueira
120 2.9 - Despacho n.º 877/2003 de 16 de Janeiro Montagem de gruas. Despacho n.o 877/2003 (2.a série). Montagem de gruas Através do despacho desta Direcção-Geral de 14 de Agosto de 1985, publicado no Diário da República, 2.a série, de 12 de Setembro de 1985, foi estabelecido o critério geral para a aprovação da montagem de gruas auxiliares em automóveis de mercadorias. Tornando-se necessário efectuar alguns ajustamentos no referido critério, determino o seguinte: 1 A montagem de gruas em automóveis de mercadorias passa a constar no documento de identificação do veículo em anotações especiais, através da anotação «c/ grua» ou «c/ grua amovível». 2 Os pedidos de aprovação da montagem de gruas devem ser apresentados nos serviços regionais desta Direcção-Geral e ser instruídos com os seguintes elementos: a) Impresso do modelo n.o 1402; b) Especificação técnica do modelo constante do anexo ao presente despacho; c) Taxa correspondente à aprovação da transformação (já inclui a inspecção) e taxa relativa à substituição do documento de identificação do veículo. 3 A especificação técnica indicada na alínea b) do número anterior deve ser assinada por técnico responsável, que no caso das gruas montadas à retaguarda deve ter como habilitação mínima o grau de engenheiro técnico na área de Engenharia Mecânica. 4 A verificação das condições técnicas da montagem de gruas é efectuada através da especificação técnica da montagem e de inspecção extraordinária ao veículo, que incide entre outros aspectos sobre as cargas por eixo, as condições de fixação da grua ao quadro, a largura do veículo com grua e o comprimento da caixa. 5 Não podem ser ultrapassados os limites de peso por eixo definidos na aprovação do modelo do veículo. 6 O comprimento da caixa com grua não pode exceder para trás do eixo da retaguarda dois terços da distância entre-eixos do veículo. 7 É revogado o despacho da Direcção-Geral de Viação de 14 de Agosto de 1985, publicado no Diário da República, 2.a série, de 12 de Setembro de de Dezembro de Pelo Director-Geral, o Subdirector-Geral, Carlos Mosqueira. ANEXO Especificação de montagem de grua 1 Entidade responsável pela montagem da grua:.. 2 Matrícula do veículo:... 3 Marca e modelo do veículo:... 4 Peso bruto:... 5 Tara por eixo após montagem da grua:... 6 Peso bruto por eixo após montagem da grua:... 7 Marca e número de fabrico da grua:... 8 Peso da grua:... 9 Descrição da montagem: Data: Assinatura do responsável:
121 Despacho n.º 1018/98 de 16 de Janeiro Certificado de aprovação TIR. Despacho n.º 1018/98 de 16 de Janeiro Certificado de aprovação TIR - Considerando que foi alterado o teor e modelo do certificado de aprovação emitido para os veículos rodoviários para transportes de mercadorias sob regime de selagem aduaneira, a que se refere o anexo 4 da Convenção Aduaneira Relativa ao Transporte Internacional de Mercadorias Efectuado ao Abrigo de Cadernetas TIR, aprovada para adesão pelo governo Português através do Decreto n.º 102/78, de 20 de Setembro; Considerando que, nos termos do n.º 2 do anexo 3 da Convenção TIR, o certificado de aprovação deverá ser impresso na língua do país de emissão e em francês ou inglês; Tornando-se necessário definir a versão portuguesa no novo tipo de certificado de aprovação, bem como fixar as condições para a emissão daquele documento através dos serviços regionais de viação: Nesses termos, ao abrigo do n.º 6 do artigo 47.º do RCE, determina-se: 1 - É criado o impresso modelo 75 DGV, certificado de aprovação, modelo exclusivo da DGV, para veículos rodoviários de transporte de mercadorias sob regime de selagem aduaneira, que substitui a anterior versão portuguesa correspondente ao modelo constante no anexo 4 daquela Convenção. 2 - O impresso modelo 75 DGV, certificado de aprovação, com a respectiva tradução em francês, é constituído por uma folha A3-297 mm 420 mm -, dobrada em formato A4, perfazendo quatro páginas, com impressão a negro sobre fundo amarelo, não estará à venda ao público e consta do quadro anexo ao presente despacho, dele fazendo parte integrante. 3 - A Direcção-Geral de Viação, mediante requerimento, emitirá o certificado de aprovação objecto do presente despacho, para os veículos rodoviários para transporte de mercadorias sob regime de selagem aduaneira, em conformidade com o disposto na Convenção TIR; para o efeito, deverão os interessados apresentar no serviço regional competente os seguintes elementos, por cada veículo: a) Requerimento com identificação da matrícula, tipo, marca e número do quadro do veículo; b) Livrete, título de registo de propriedade e ficha de inspecção periódica obrigatória (se for o caso); c) Taxa a que se refere o n.º v, 4, da Portaria n.º 278/97, de 28 de Abril. 4 - Para efeitos de emissão do certificado de aprovação objecto do presente despacho, ou de anotações posteriormente registadas nesse documento relativas a actos decorrentes da aplicação da Convenção TIR, pode a Direcção-Geral de Viação sujeitar previamente o veículo a inspecção extraordinária, nos termos do artigo 120.º, n.º 2, do Código da Estrada. 5 - Por força da data de entrada em vigor do novo modelo de certificado de aprovação, deverão os interessados requerer, a título gracioso, nos serviços regionais de viação a substituição dos certificados de aprovação que não se conformem com o modelo 75 DGV, fixado através do presente despacho, que tenham sido emitidos pela primeira vez a partir de 1 de Agosto de 1997 ou que contenham anotações, registadas a partir da mesma data, relativas a actos decorrentes da aplicação da Convenção TIR. 6 - Este despacho entra imediatamente em vigor. 23 de Dezembro de Pelo Director-Geral, o Subdirector-Geral, Vieira Costa
122 Despacho n.º /98 de 15 de Outubro Inspecção e aprovação de veículos para transporte de matérias e objectos da classe 1 do RPE e ADR. Despacho n.º /98 de 15 de Outubro Inspecção e aprovação de veículos para transporte de matérias e objectos da classe 1 do RPE e ADR A Portaria n.º 1196-C/97, de 24 de Novembro, que aprovou o Regulamento Nacional do Transporte de Mercadorias Perigosas por Estrada, RPE, atribui, no seu n.º 2, à Direcção-Geral de Viação competência para aprovação e emissão de certificados de veículos destinados ao transporte de matérias e objectos da classe 1. Assim, tendo em conta a necessidade de adopção de procedimentos uniformes na aprovação, inspecção e emissão de certificado, esclarece-se e determina-se o seguinte: I - Homologação inicial ADR - o veículo deve ser homologado de acordo com o apêndice B.2 do RPE ou do ADR, marginal , conforme o caso: 1) Homologação em quadro-cabina; 2) Homologação de veículo já carroçado. II - Aprovação de planos: 1 - Carroçamento efectuado em veículo definido em I -1: a) O requerente deve cumprir o disposto no despacho DGV n.º 58/91, de 29 de Julho; b) O requerente deve complementar o processo com declaração emitida pelo fabricante da caixa do veículo, ou pelo seu representante legal, em como esta é construída em conformidade com o previsto no RPE ou no ADR para as unidades de transporte da classe Adaptação de um veículo já homologado ao cumprimento dos requisitos do RPE ou do ADR: a) O requerente deve apresentar uma declaração emitida pela entidade responsável pela transformação do veículo confirmando que estão cumpridas as disposições técnicas exigidas no RPE ou no ADR; b) O requerente, para além de cumprir o disposto no despacho l5gv N.º 58/91, de 29 de Julho, deve complementar o processo com declaração emitida pelo fabricante da caixa do veiculo, ou pelo seu representante legal, em como esta é construída em conformidade com o previsto no RPE ou no ADR para as unidades de transporte da classe 1. III - Requisitos a cumprir - os veículos da classe 1 devem cumprir os pontos a seguir enunciados, de acordo com o tipo de veículo a aprovar: 1 - Unidade de transporte tipo EX/I do ADR - as unidades de transporte tipo EX/I do ADR não são sujeitas a verificações especiais e são, assim, excepcionadas da emissão de certificado de aprovação. 2 - Unidade de transporte tipo EX/II do ADR - as unidades de transporte tipo EX/II do ADR são veículos cujo motor é alimentado com combustível líquido de ponto de inflamação igual ou superior a 55ºC. Este tipo de veículos deve ter um certificado de aprovação, marginal (2). No acto de realização da inspecção para efeito de emissão de certificado de aprovação, devem ser observados os seguintes pontos: a) Disposições gerais - verificação do disposto no marginal (2) a); b) Motor e sistema de escape: b) Motor e sistema de escape: Motor - verificação do disposto no marginal ; Sistema de escape - verificação do disposto no marginal ; c) Depósito de combustível - verificação do disposto no marginal ; d) Cabina: Materiais utilizados na construção-verificação do disposto no marginal (1); Aparelhos auxiliares de aquecimento - verificação do disposto no marginal ; e) Caixa: Verificação do disposto no marginal ; Verificação do disposto no marginal (1), no caso de o veículo se destinar ao carregamento em comum de matérias e objectos dos grupos de compatibilidade B e D e ainda do disposto no marginal ; f) Equipamento eléctrico - verificação do disposto nos marginais e ; g) Travagem: Verificação do disposto no marginal ; Verificação do disposto no marginal (4), 2.104
123 somente para veículos matriculados pela l.ª vez após 30 de Junho de 1997; h) Limitação de velocidade - verificação do disposto no marginal , somente para veículos matriculados a partir de 1 de Janeiro de 1988; i) Meios de extinção de incêndios - verificação do disposto no marginal Unidade de transporte tipo EX/III do ADR - as unidades de transporte tipo EX/III do ADR são veículos cujo motor é alimentado com combustível líquido de ponto de inflamação igual ou superior a 55ºC. Este tipo de veículos deve ter um certificado de aprovação ADR, marginal (2). No acto da realização da inspecção para efeito de emissão de certificado de aprovação, devem ser observados os seguintes pontos: a) Disposições gerais: Verificação do disposto nos marginais e (3) a) e b) para os veículos cobertos; Verificação do disposto na nota (1) no marginal (1) no caso de o veículo se destinar ao carregamento em comum de matérias e objectos dos grupos de compatibilidade B e D; b) Motor e sistema de escape: Motor - verificação do disposto no marginal ; Sistema de escape - verificação do disposto no marginal ; c) Depósito de combustível - verificação do disposto no marginal ; d) Cabina: Materiais utilizados na construção - verificação do disposto no marginal (1); Aparelhos auxiliares de aquecimento - verificação do disposto no marginal ; e) Caixa: Verificação das disposições contidas no marginal (3) a) e b); Verificação do marginal ; Verificação do marginal (1) no caso de efectuarem transporte em comum de matérias dos grupos de compatibilidade B e D; f) Equipamento eléctrico - verificação do disposto no marginal e ainda: Cablagem - verificação do disposto no marginal ; Comutador de baterias - verificação do disposto no marginal ; Baterias - verificação do disposto no marginal ; Tacógrafos - verificação do disposto no marginal ; Circuitos de alimentação permanente - verificação do disposto no marginal ; Instalação eléctrica atrás da cabina - verificação do disposto no marginal ; g) Travagem - nos veículos a motor com peso bruto superior a 16 t e nos reboques com peso bruto superior a 10 t matriculados pela 1.º vez depois de 30 de Junho de 1993, de acordo com o marginal devem ser observados os seguintes itens: Antibloqueamento - verificação do disposto nos marginais e ; Sistemas auxiliares- verificação do disposto no marginal , incluindo a declaração de conformidade emitida pelo construtor; h) Limitação de velocidade - verificação do disposto no marginal , para veículos a motor com peso bruto superior a 12 t e matriculados a partir de I de Janeiro de 1988; i) Risco de incêndio - sistema auxiliar de travagem - verificação, de acordo com o marginal 10221, do disposto no marginal ; j) Meios de extinção de incêndios - verificação do disposto no marginal IV - Registo de dados de inspecção - cada acto de inspecção deve ser registado em documento próprio, cujo modelo é aprovado pelo director-geral de Viação. V - Decisão final da inspecção - deve ficar registado no documento de inspecção o parecer técnico assinado pelo(s) técnico(s) interveniente(s) na inspecção do veículo. Após despacho de aprovação, deve o serviço regional que procedeu à inspecção emitir o certificado de aprovação ADR do veículo da classe I de acordo com o previsto no R-PE. VI - Anotações no livrete - em anotações especiais, deve ser inscrita no livrete a designação do tipo de veículo atribuído: EX/II ou EX/III. VII - Derrogação - o presente despacho entra em vigor no dia da sua publicação no Diário da República, salvo para o n.º 1, cuja data de aplicação é o dia 1 de Julho de Lisboa, 22 de Setembro de O Director-Geral, Amadeu Pires
124 Decreto-Lei n.º 93/2002 de 12 de Abril Transpõe para o ordenamento jurídico nacional a Directiva n.º 2001/31/CE, da Comissão, de 8 de Maio, e altera o Decreto-Lei n.º 57/2000, de 18 de Abril, modificando certos requisitos no que se refere aos degraus de acesso e às pegas dos habitáculos do condutor de alguns veículos pesados de mercadorias. Decreto-Lei n.o 93/2002 de 12 de Abril A Directiva n.o 70/156/CEE, do Conselho, de 6 de Fevereiro, foi transposta para o direito interno pelo Decreto-Lei n.o 72/2000, de 6 de Maio, que aprovou o Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. O processo específico de homologação CE, relativo às portas dos automóveis e seus reboques, aprovado pela Directiva n.o 70/387/CEE, do Conselho, de 27 de Julho, alterada pela Directiva n.o 98/90/CE, da Comissão, de 30 de Novembro, é regulado na ordem jurídica interna pelo Decreto-Lei n.o 57/2000, de 18 de Abril, por transposição desta última directiva. A Directiva n.o 98/90/CE introduziu requisitos relativos à concepção dos degraus de acesso e das pegas dos habitáculos do condutor de alguns veículos pesados de mercadorias, a fim de melhorar as condições de segurança dos passageiros nos movimentos de entrada e saída no referido habitáculo. Alguns veículos em circulação no mercado não satisfazem os requisitos específicos introduzidos pela Directiva n.o 98/90/CE, embora o seu nível de segurança seja considerado idêntico, tendo a Directiva n.o 2001/31/CE, da Comissão, de 8 de Maio, introduzido as necessárias alterações aos requisitos técnicos, de modo que esses projectos de habitáculos de condutor possam ser autorizados. Com o presente diploma pretende-se transpor para a ordem jurídica interna a Directiva n.o 2001/31/CE, da Comissão, de 8 de Maio, e alterar o Decreto-Lei n.o 57/2000, de 18 de Abril. Assim: Nos termos da alínea a) do n.o 1 do artigo 198.o da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo 1.o Objecto O presente diploma transpõe para o direito interno a Directiva n.o 2001/31/CE, da Comissão, de 8 de Maio, alterando o Decreto-Lei n.o 57/2000, de 18 de Abril, relativo às portas dos automóveis. Artigo 2.o Alteração dos artigos 1.o e 22.o e dos anexos VI e VIII do Decreto-Lei n.o 57/2000 São alterados os artigos 1.o e 22.o e os anexos VI e VIII do Decreto-Lei n.o 57/2000, de 18 de Abril, que passam a ter a seguinte redacção: «Artigo 1.o [...] O presente diploma aplica-se às portas dos automóveis das categorias M1 e N, conforme definidas na parte A do anexo II do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas, adiante designado, abreviadamente, por Regulamento da Homologação CE. Artigo 22.o [...] O requisito relativo à distância vertical entre dois degraus seguidos não se aplica à distância entre o degrau mais alto e o piso do habitáculo do condutor. 6 (Anterior n.o 5.) 7 (Anterior n.o 6.) 8 (Anterior n.o 7.) 9 (Anterior n.o 8.) ANEXO VI [...]
125 7 Sobreposição longitudinal (J) entre dois degraus seguidos do mesmo lanço, ou entre o degrau mais alto e o piso do habitáculo do condutor 200 mm. ANEXO VIII Distância mínima (P) entre a aresta superior do ou dos corrimãos, das pegas ou de dispositivos equivalentes e o piso do habitáculo do condutor » Artigo 3.o Efeitos A partir da data de entrada em vigor deste diploma, a Direcção-Geral de Viação, por motivos relacionados com as portas dos automóveis: a) Não pode recusar a homologação CE ou a homologação de âmbito nacional a um modelo de veículo, nem proibir a matrícula ou a entrada em circulação de veículos, se os veículos em causa satisfizerem os requisitos constantes do Decreto-Lei n.o 57/2000, de 18 de Abril, com a redacção que lhe é dada pelo presente diploma; b) Deixa de conceder a homologação CE e pode recusar conceder a homologação de âmbito nacional a um novo modelo de veículo se não forem satisfeitos os requisitos constantes do Decreto- Lei n.o 57/2000, de 18 de Abril, com a redacção que lhe é dada pelo presente diploma. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 7 de Março de António Manuel de Oliveira Guterres Luís Filipe Marques Amado Guilherme d Oliveira Martins Henrique Nuno Pires Severiano Teixeira Diogo Campos Barradas de Lacerda Machado Luís Garcia Braga da Cruz. Publique-se. Promulgado em 27 de Março de O Presidente da República, JORGE SAMPAIO. Referendado em 28 de Março de O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres Decreto-Lei n.º 46/2005 de 23 de Fevereiro O presente diploma visa transpor para o direito interno as Directivas n.os 2002/85/CE e 2004/11/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de Novembro e de 11 de Fevereiro, respectivamente, aprovando o Regulamento dos Dispositivos de Limitação de Velocidade de Determinadas Categorias de Veículos Automóveis. Decreto-Lei n.o 46/2005 de 23 de Fevereiro O presente diploma visa transpor para o direito interno as Directivas n.os 2002/85/CE e 2004/11/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de Novembro e de 11 de Fevereiro, respectivamente, aprovando o Regulamento dos Dispositivos de Limitação de Velocidade de Determinadas Categorias de Veículos Automóveis. As referidas directivas alteram as Directivas n.os 92/24/CEE, do Conselho, de 31 de Março, relativa aos dispositivos de limitação da velocidade de determinadas categorias de veículos a motor, e 92/6/CEE, do Conselho, de 10 de Fevereiro, relativa à instalação e utilização de dispositivos de limitação de velocidade para certas categorias de veículos a motor na Comunidade. Uma vez que o âmbito de aplicação das referidas directivas foi alargado de modo a abranger veículos mais leves das categorias M 2, M 3 com um peso máximo superior a 5 t mas inferior ou igual a 10 t e N 2, torna-se necessário alterar em conformidade o actual regime jurídico aplicável a estas matérias. A utilização de dispositivos de limitação de velocidade para as diferentes categorias de veículos produziu efeitos positivos ao nível da segurança rodoviária e na redução da gravidade dos ferimentos em caso de acidente, tendo também contribuído para a protecção do ambiente, designadamente ao nível da redução da poluição at
126 mosférica e do consumo de combustível. Pelo presente diploma pretende-se, também, proceder à regulamentação do n.o 3 do artigo 114.o do Código da Estrada, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 265-A/2001, de 28 de Setembro, com a última redacção que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei n.o 44/2005, de 23 de Fevereiro. Assim: Nos termos da alínea a) do n.o 1 do artigo 198.o da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo 1.o Objecto 1 O presente diploma transpõe para a ordem jurídica interna as Directivas n.os 2002/85/CE e 2004/11/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de Novembro e de 11 de Fevereiro, respectivamente, aprovando o Regulamento dos Dispositivos de Limitação de Velocidade de Determin das Categorias de Veículos Automóveis, cujo texto se publica em anexo ao presente diploma e dele faz parte integrante. 2 Os anexos ao Regulamento aprovado nos termos do número anterior fazem dele parte integrante. Artigo 2.o Cumprimento dos requisitos 1 Se os veículos, dispositivos de limitação da velocidade ou sistemas a bordo de limitação de velocidade cumprirem o disposto nos capítulos I e II do Regulamento aprovado pelo presente diploma, não pode ser: a) Recusada a homologação CE ou a homologação de âmbito nacional de um modelo de veículo, de um tipo de dispositivo de limitação da velocidade ou de um sistema a bordo de limitação de velocidade; b) Proibida a matrícula, venda ou entrada em circulação de veículos ou a venda ou entrada em serviço de dispositivos de limitação da velocidade ou de sistemas a bordo de limitação de velocidade. 2 A partir de 1 de Janeiro de 2005 deve ser proibida a venda, a matrícula ou a entrada em circulação/serviço de veículos, dispositivos de limitação da velocidade ou sistemas a bordo de limitação de velocidade que não cumpram o disposto nos capítulos I e II do Regulamento aprovado pelo presente diploma. Artigo 3.o Produção de efeitos 1 No que se refere à instalação e utilização de dispositivos de limitação de velocidade e relativamente aos veículos automóveis da categoria M 3 com um peso máximo superior a 10 t e aos veículos automóveis da categoria N 3, os artigos 16.o e 17.o do Regulamento aprovado pelo presente diploma são aplicáveis: a) Aos veículos matriculados a partir de 1 de Janeiro de 1994 desde 1 de Janeiro de 1994; b) Aos veículos matriculados entre 1 de Janeiro de 1988 e 1 de Janeiro de 1994: i) Desde 1 de Janeiro de 1995 se se tratar de veículos que efectuem transportes tanto nacionais como internacionais; ii) Desde 1 de Janeiro de 1996 se se tratar de veículos afectos exclusivamente a transportes nacionais. 2 Relativamente aos veículos automóveis da categoria M 2, aos veículos da categoria M 3 com um peso máximo superior a 5 t mas inferior ou igual a 10 t e aos veículos da categoria N 2, os artigos 16.o e 17.o do presente diploma são aplicáveis: a) Aos veículos matriculados a partir de 1 de Janeiro de 2005; b) Aos veículos conformes com os valores limite indicados no Regulamento Respeitante ao Nível das Emissões Poluentes Provenientes dos Motores Alimentados a Diesel, Gás Natural Comprimido ou Gás de Petróleo Liquefeito, Utilizados em Automóveis, aprovado pelo Decreto- Lei n.o 13/2002, de 26 de Janeiro, matriculados entre 1 de Outubro de 2001 e 1 de Janeiro de 2005: i) A partir de 1 de Janeiro de 2006 se se tratar de veículos que efectuem transportes tanto nacionais como internacionais; ii) A partir de 1 de Janeiro de 2007 se se tratar de veículos afectos exclusivamente a transportes nacionais. 3 Até 1 de Janeiro de 2008 a Direcção-Geral de Viação isenta da aplicação dos artigos 16.o e 17.o do presente diploma os veículos da categoria M 2 e da categoria N 2 com um peso máximo superior a 3,5 t mas inferior ou igual a 7,5 t com matrícula nacional e que não circulem no território de outro Estado membro. 4 Os dispositivos de limitação de velocidade a que se referem os artigos referidos no número anterior devem satisfazer os requisitos técnicos estabelecidos nos capítulos I e II do presente diploma. 5 Todos os veículos abrangidos pelo disposto no capítulo III matriculados antes de 1 de Janeiro de 2005 podem continuar equipados com dispositivos de limitação de velocidade que satisfaçam os requisitos técnicos fixados pelas autoridades nacionais competentes
127 Artigo 4.o Norma revogatória É revogado o anexo I da Portaria n.o 517-A/96, de 27 de Setembro, com a redacção que lhe foi dada pela Portaria n.o 1080/97, de 29 de Outubro, no que se refere aos dispositivos de limitação de velocidade, bem como o Decreto-Lei n.o 281/94, de 11 de Novembro, e o Decreto Regulamentar n.o 7/98, de 6 de Maio, no que se referem igualmente a dispositivos limitadores de velocidade. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 7 de Dezembro de Pedro Miguel de Santana Lopes Álvaro Roque de Pinho Bissaya Barreto António José de Castro Bagão Félix António Victor Martins Monteiro Daniel Viegas Sanches José Pedro Aguiar Branco António Luís Guerra Nunes Mexia Luís José de Mello e Castro Guedes. Promulgado em 20 de Janeiro de Publique-se. O Presidente da República, JORGE SAMPAIO. Referendado em 2 de Fevereiro de O Primeiro-Ministro, Pedro Miguel de Sana sua aptidão ANEXO REGULAMENTO DOS DISPOSITIVOS DE LIMITAÇÃO DE VELOCIDADE DE DETERMI- NADAS CATEGORIAS DE VEÍCULOS AUTO- MÓVEIS. CAPÍTULO I Disposições administrativas para a homologação CE SECÇÃO I Disposições gerais Artigo 1.o Objecto O objectivo do presente Regulamento consiste em limitar a um valor especificado a velocidade máxima em estrada de veículos pesados de mercadorias das categorias N 2 e N 3 e de veículos de transporte de passageiros das categorias M 2 e M 3. Artigo 2.o Âmbito de aplicação 1 O presente Regulamento aplica-se a qualquer veículo automóvel das categorias M 2, M 3, N 2 ou N 3, em conformidade com as definições contidas no anexo II do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 72/2000, de 6 de Maio, com a última redacção conferida pelo Decreto-Lei n.o 72-B/2003, de 14 de Abril. 2 O presente Regulamento aplica-se: a) Aos dispositivos de limitação da velocidade dos veículos automóveis submetidos a homologação CE como unidades técnicas autónomas; b) À instalação nos veículos automóveis descritos no número anterior desses dispositivos homologados ou de sistemas semelhantes de limitação da velocidade que cumpram os requisitos dos anexos do presente diploma. 3 Os veículos automóveis cuja velocidade máxima de projecto seja inferior à velocidade prescrita no capítulo III do presente Regulamento, relativo à instalação e utilização na Comunidade de dispositivos de limitação da velocidade para certas categorias de automóveis, não precisam de ser equipados com dispositivos ou sistemas de limitação da velocidade. 4 Este objectivo é conseguido através de um dispositivo de limitação da velocidade ou de um sistema a bordo de limitação de velocidade cuja função principal consiste em controlar a alimentação de combustível ao motor. Artigo 3.o Definições Para efeitos do disposto no presente Regulamento, entende-se por: a) «Veículo» qualquer veículo automóvel das categorias M 2, M 3, N 2 ou N 3, em conformidade com as definições contidas no anexo II do Regulamento referido no n.o 1 do artigo anterior, destinado a transitar na estrada, com, pelo menos, quatro rodas e uma velocidade máxima de projecto superior a 25 km/h; b) «Velocidade limite (V)» a velocidade máxima do veículo tal que a respectiva concepção ou equipamento não permite uma resposta após uma acção positiva sobre o comando do acelerador; c) «Velocidade estabelecida (Vset)» a velocidade média pretendida do veículo ao operar numa condição estabilizada; d) «Velocidade estabilizada (Vstab)» a velocidade do veículo ao operar nas condições especificadas no n.o do anexo VI do presente Regulamento; e) «Dispositivo de limitação de velocidade» um dispositivo cuja função primária consiste em controlar a alimentação de combustível ao mo
128 tor de modo a limitar a velocidade do veículo ao valor especificado; f) «Massa sem carga» a massa do veículo em ordem de marcha, incluindo o líquido de arrefecimento, lubrificantes, combustível, ferramentas e roda de reserva a bordo, quando aplicável; g) «Modelo de veículo» os veículos que não apresentam entre si diferenças essenciais em relação aos seguintes pontos: i) Marca e tipo do sistema ou do dispositivo de limitação de velocidade, se existir; ii) Gama de velocidades em que o limite pode ser estabelecido dentro da gama estabelecida para o veículo ensaiado; iii) Razão potência máxima do motor/massa sem carga inferior ou igual à do veículo ensaiado; iv) Maior relação entre a velocidade do motor e a velocidade do veículo, na relação mais alta da caixa de velocidades inferior à do veículo ensaiado; h) «Tipo de dispositivo de limitação de velocidade» os dispositivos de limitação de velocidade que não apresentam entre si diferenças essenciais em relação a características tais como: i) Marca e tipo do dispositivo; ii) Gama de valores de velocidade dentro da qual o dispositivo de limitação de velocidade pode ser regulado; iii) Método utilizado para controlar a alimentação de combustível do motor; i) «Categorias M2, M3, N2 e N3» entendem-se as definidas no anexo II do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas, aprovado pelo Decreto- Lei n.o 72/2000, de 6 de Maio, com a última redacção conferida pelo Decreto-Lei n.o 72- B/2003, de 14 de Abril. SECÇÃO II Da homologação Artigo 4.o Pedido de homologação CE do veículo 1 O pedido de homologação CE de um modelo de veículo, no que diz respeito à limitação de velocidade, deve ser apresentado pelo fabricante do veículo ou pelo seu mandatário. 2 O pedido referido no número anterior deve ser acompanhado pelos documentos a seguir mencionados em triplicado: a) Uma descrição pormenorizada do modelo de veículo e das partes do veículo relacionadas com a limitação de velocidade, incluindo os pormenores e os documentos referidos no anexo I do presente Regulamento; b) Um veículo representativo do modelo a homologar deve ser apresentado ao serviço técnico responsável pela condução dos ensaios de homologação CE; c) Um veículo que não inclua todos os componentes inerentes ao modelo pode ser aceite para os ensaios desde que o requerente possa demonstrar à autoridade competente que a ausência dos componentes omitidos não tem efeitos sobre os resultados das verificações, no que diz respeito aos requisitos constantes do presente Regulamento. 3 A Direcção-Geral de Viação deve verificar a existência de disposições satisfatórias para assegurar verificações efectivas sobre a conformidade de produção antes da concessão da homologação CE. Artigo 5.o Homologação CE 1 No caso de o veículo apresentado a homologação, nos termos do presente Regulamento, satisfazer os requisitos constantes dos artigos 8.o e 9.o, a homologação CE desse modelo de veículo deve ser concedida. 2 Anotificação da homologação CE ou da extensão ou recusa da homologação CE de um modelo de veículo nos termos do disposto no presente Regulamento deve ser enviada aos Estados membros através da ficha cujo modelo consta do anexo II. 3 Deve ser atribuído um número de homologação a cada modelo homologado, não podendo a Direcção- -Geral de Viação atribuir o mesmo número a outro modelo de veículo. SECÇÃO III Pedido de homologação CE como unidade técnica de um dispositivo de limitação de velocidade e homologação CE Artigo 6.o Pedido de homologação CE como unidade técnica de um dispositivo de limitação de velocidade 1 O pedido de homologação CE de um dispositivo de limitação de velocidade como unidade técnica deve ser apresentado pelo fabricante do dispositivo ou pelo seu mandatário. 2 O pedido relativo a cada tipo de dispositivo de 2.110
129 limitação de velocidade deve ser acompanhado de: a) Documentação em triplicado com uma descrição das características técnicas do dispositivo e do método da sua instalação em um ou mais tipos de veículo no qual o dispositivo está destinado a ser instalado; b) Cinco amostras do tipo do dispositivo, devendo as amostras ser marcadas clara e indelevelmente com a firma ou marca do requerente e a designação do tipo; c) Um veículo ou um motor, no caso de ensaio em banco, equipado com o dispositivo de limitação de velocidade a ser homologado, escolhido pelo requerente de acordo com o serviço técnico responsável pela condução dos ensaios de homologação. 3 A Direcção-Geral de Viação deve verificar a existência de disposições satisfatórias para assegurar o controlo efectivo da conformidade da produção do dispositivo de limitação de velocidade antes da concessão da homologação CE. Artigo 7.o Homologação CE 1 No caso de o dispositivo de limitação de velocidade apresentado a homologação nos termos do disposto no presente Regulamento satisfazer os requisitos constantes dos artigos 7.o e 8.o, a homologação CE desse tipo de dispositivo deve ser concedida. 2 Deve ser atribuído um número de homologação CE a cada tipo de dispositivo de limitação de velocidade homologado, indicando os seus primeiros dois algarismos a série das alterações que inclui as alterações técnicas principais mais recentes introduzidas no presente Regulamento na altura da emissão da homologação CE, não podendo a Direcção-Geral de Viação atribuir o mesmo número a outro tipo de dispositivo de limitação de velocidade. 3 Anotificação da homologação CE ou da extensão ou recusa da homologação de um tipo de dispositivo de limitação de velocidade, nos termos do disposto no presente Regulamento, deve ser enviada aos Estados membros através da ficha cujo modelo consta do anexo IV. 4 A cada dispositivo de limitação de velocidade conforme com um tipo de dispositivo homologado ao abrigo do disposto no presente Regulamento deve ser afixada, de modo conspícuo e num lugar facilmente acessível especificado na ficha de homologação, uma marca comunitária de homologação consistindo em: a) Um rectângulo contendo no seu interior a letra «e» seguida pelo número ou grupo de letras distintivo do país que concedeu a homologação CE; b) O número de homologação CE, indicado na ficha de homologação CE, conforme com o anexo IV, próximo do rectângulo da marca de homologação CE. 5 A marca de homologação CE deve ser claramente legível e indelével. 6 No anexo V do presente Regulamento é apresentado um exemplo de disposição da marca de homologação CE. SECÇÃO IV Requisitos e ensaio Artigo 8.o Requisitos gerais 1 O dispositivo de limitação de velocidade deve, em utilização normal e apesar das vibrações às quais possa estar sujeito, satisfazer as disposições constantes do presente Regulamento. 2 O dispositivo deve ser concebido, construído e montado de modo a satisfazer, em utilização normal e com ele equipado, as disposições do presente Regulamento. 3 O dispositivo de limitação de velocidade do veículo deve ser concebido, construído e montado de modo a resistir à corrosão e aos fenómenos de envelhecimento aos quais possa estar exposto e às tentativas de modificação da regulação. 4 O limiar de limitação não deve ser susceptível, em caso algum, de ser aumentado ou removido temporariamente ou permanentemente nos veículos em utilização, devendo a inviolabilidade ser demonstrada ao serviço técnico com documentação que analise o modo de falha no qual o sistema será globalmente examinado. 5 A análise deve mostrar, tendo em conta os diferentes estados tomados pelo sistema, as consequências de uma modificação dos estados de entrada ou de saída sobre o funcionamento, as possibilidades de obter essas modificações por falhas ou modificações ilícitas e a possibilidade da sua ocorrência, devendo o nível de análise ser sempre o correspondente à primeira falha. 6 A função e limitação de velocidade, o dispositivo de limitação de velocidade e as conexões necessárias para a sua operação, excepto as essenciais para o funcionamento do veículo, devem poder ser protegidos de ajustamentos não autorizados ou da interrupção de abastecimento de energia pela utilização de dispositivos de selagem e ou da necessidade de utilizar ferramentas especiais
130 7 A função de limitação de velocidade e o dispositivo de limitação de velocidade não devem actuar o sistema de travagem de serviço do veículo, podendo ser incorporado um travão permanente, nomeadamente um retardador, apenas se operar após a função de limitação de velocidade ou o dispositivo de limitação de velocidade ter restringido a alimentação de combustível para a posição correspondente ao débito de combustível mínimo. 8 A função de limitação de velocidade ou o dispositivo de limitação de velocidade não deve afectar a velocidade do veículo na estrada se for aplicada uma acção positiva sobre o acelerador quando o veículo estiver a rodar à sua velocidade estabelecida. 9 A função de limitação de velocidade ou o dispositivo de limitação de velocidade pode permitir o comando normal pelo acelerador para fins de mudança de relação da caixa de velocidades. 10 Nenhuma avaria ou modificação ilícita deve resultar num aumento da potência do motor acima da exigida pela posição do acelerador do condutor. 11 A função de limitação de velocidade deve ser obtida independentemente do comando do acelerador utilizado se existir mais de um desses comandos que possa ser alcançado a partir da posição sentada do condutor. 12 A função de limitação de velocidade ou o dispositivo de limitação de velocidade deve operar satisfatoriamente no seu ambiente electromagnético sem perturbações electromagnéticas inaceitáveis para com qualquer peça nesse ambiente. 13 Todos os componentes necessários para a operação completa da limitação de velocidade ou do dispositivo de limitação de velocidade devem ser alimentados em energia sempre que o veículo estiver a rodar. Artigo 9.o Requisitos especiais 1 Para as diferentes categorias de veículos automóveis, a velocidade limite (V) deve ser ajustada em conformidade com o disposto no capítulo III do presente Regulamento. 2 A limitação de velocidade referida no número anterior pode ser conseguida quer através da instalação nos veículos automóveis de dispositivos de limitação de velocidade homologados quer através de sistemas semelhantes a bordo dos veículos satisfazendo a mesma função de limitação de velocidade. 3 A velocidade estabelecida deve ser indicada numa placa numa posição conspícua no habitáculo do condutor de cada veículo. Artigo 10.o Ensaio 1 Os ensaios de limitação de velocidade a que o veículo ou o dispositivo de limitação de velocidade apresentado a homologação é submetido, bem como os comportamentos funcionais requeridos, estão descritos no anexo VI do presente Regulamento, que dele faz parte integrante. 2 A pedido do fabricante e com o acordo da Direcção- Geral de Viação, os veículos cuja velocidade máxima calculada não limitada não exceda a velocidade definida para esses veículos podem ser objecto de isenção dos ensaios referidos no anexo VI desde que sejam satisfeitos os requisitos constantes do presente Regulamento. SECÇÃO V Da alteração da homologação Artigo 11.o Modificação do modelo de veículo ou do tipo do dispositivo de limitação de velocidade e extensão da homologação CE 1 Qualquer modificação do modelo de veículo ou do tipo do dispositivo de limitação de velocidade deve ser notificada à Direcção-Geral de Viação, que pode: a) Considerar que as modificações introduzidas não são susceptíveis de ter um efeito adverso apreciável e que, em qualquer caso, o veículo ou o dispositivo de limitação de velocidade satisfaz ainda os requisitos; b) Exigir um novo relatório de ensaio do serviço técnico responsável pela condução dos ensaios. 2 A confirmação ou a recusa da homologação CE, especificando a modificação, deve ser comunicada aos Estados membros pelo processo especificado nos n.os 1 e 2 do artigo 5.o do presente Regulamento. 3 A Direcção-Geral de Viação, ao emitir uma extensão de homologação CE, deve atribuir um número de série a cada ficha de comunicação estabelecida para tal extensão. SECÇÃO VI Conformidade da produção Artigo 12.o Conformidade da produção 1 Os veículos ou os dispositivos de limitação de velocidade homologados ao abrigo do presente Regulamento devem ser fabricados em conformidade com 2.112
131 o modelo ou o tipo homologado, satisfazendo os requisitos estabelecidos nos artigos 8.o e 9.o supra. 2 Para verificar se os requisitos referidos no número anterior são satisfeitos, devem ser realizadas verificações adequadas da produção. 3 O portador da homologação CE deve, em especial: a) Assegurar a existência de procedimentos relativos ao controlo efectivo da manutenção disponíveis durante um período a determinar de acordo com a Direcção-Geral de Viação; b) Analisar os resultados de cada tipo de ensaio, para verificar e assegurar a consistência das características do veículo ou do dispositivo de limitação de velocidade, tomando em consideração variações admissíveis na produção industrial; c) Assegurar que, para cada modelo de veículo ou tipo de dispositivo de limitação de velocidade, são efectuadas verificações e ensaios em número suficiente, de qualidade do veículo ou do dispositivo de limitação de velocidade; d) Ter acesso ao equipamento de ensaio necessário para verificar a conformidade de cada modelo ou tipo homologado; e) Assegurar que os dados dos ensaios sejam registados e que os documentos anexados de acordo com os procedimentos aprovados pela Direcção-Geral de Viação; f) Assegurar que qualquer conjunto de amostras ou peças de ensaio que evidenciem não conformidade no tipo de ensaio em questão dê origem a uma nova recolha de amostras e a novos ensaios, devendo ser dados todos os passos necessários para restabelecer a conformidade da produção correspondente. 4 A autoridade competente que tiver concedido a homologação CE pode verificar, em qualquer ocasião, os métodos de controlo da conformidade aplicados em cada unidade de produção. 5 Durante cada inspecção, os registos dos ensaios e da produção devem ser apresentados ao inspector. 6 O inspector pode seleccionar aleatoriamente amostras a ser ensaiadas no laboratório do fabricante, podendo o número mínimo de amostras ser determinado de acordo com os resultados das próprias verificações do fabricante. 7 No caso de o nível da qualidade não parecer satisfatório ou se parecer ser necessário verificar a validade dos ensaios efectuados em aplicação do disposto no número anterior, o inspector deve seleccionar amostras a ser enviadas ao serviço técnico que conduziu os ensaios de homologação CE. 8 A Direcção-Geral de Viação pode efectuar qualquer ensaio prescrito no presente Regulamento. 9 A frequência normal das inspecções autorizadas pela Direcção-Geral de Viação é uma de dois em dois anos. 10 No caso de se obterem resultados não satisfatórios durante uma dessas inspecções, a Direcção-Geral de Viação deve assegurar que sejam dados todos os passos necessários no sentido de restabelecer a conformidade da produção tão rapidamente quanto possível. Artigo 13.o Penalidades por não conformidade da produção 1 Considera-se existir não conformidade da produção se os requisitos estabelecidos nos artigos 8.o e 9.o não forem satisfeitos. 2 Caso se verifique o disposto no número anterior, a homologação CE concedida a um modelo de veículo ou a um tipo de dispositivo de limitação de velocidade nos termos do disposto no presente Regulamento pode ser retirada. 3 No caso de a Direcção-Geral de Viação retirar uma homologação CE que tiver sido concedida anteriormente, deve notificar esse facto imediatamente aos outros Estados membros. 4 A notificação a que se refere o número anterior é efectuada através de uma cópia da ficha de homologação CE, de acordo com o modelo que consta dos anexos II ou IV do presente Regulamento. CAPÍTULO II Ensaios e comportamentos funcionais Artigo 14.o Ensaios dos dispositivos de limitação da velocidade Os ensaios dos dispositivos de limitação da velocidade constam do n.o 1 do anexo VI do presente Regulamento, que dele faz parte integrante. Artigo 15.o Ensaio de resistência O ensaio de resistência consta do n.o 2 do anexo VI do presente Regulamento, que dele faz parte integrante. CAPÍTULO III Disposições relativas à instalação e utilização de dispositivos de limitação de velocidade para certas categorias de veículos a motor
132 SECÇÃO I Disposições gerais Artigo 16.o Veículos das categorias M 2 e M 3 1 A Direcção-Geral de Viação deve tomar as medidas necessárias para assegurar que os veículos automóveis das categorias M 2 e M 3 referidos no artigo anterior só circulem na via pública se estiverem equipados com um dispositivo de limitação de velocidade regulado de modo que a sua velocidade não possa exceder 100 km/h. 2 Os veículos da categoria M 3 com um peso máximo superior a 10 t matriculados antes de 1 de Janeiro de 2005 podem continuar a estar equipados com dispositivos em que a velocidade máxima esteja regulada em 100 km/h. Artigo 17.o Veículos das categorias N 2 e N 3 1 A Direcção-Geral de Viação deve tomar as medidas necessárias para assegurar que os veículos automóveis das categorias N 2 e N 3 só circulem na via pública se estiverem equipados com um dispositivo de limitação de velocidade regulado de modo que a sua velocidade não possa exceder 90 km/h. 2 A Direcção-Geral de Viação deve exigir que os dispositivos de limitação de velocidade dos veículos matriculados em território nacional e que transportem exclusivamente mercadorias perigosas sejam regulados de modo que a sua velocidade máxima seja inferior a 90 km/h. Artigo 18.o Dispensa da instalação de dispositivos limitadores de velocidade Estão dispensados da instalação de dispositivos limitadores de velocidade: a) Os veículos a motor das Forças Armadas, da protecção civil, dos serviços de bombeiros e das forças responsáveis pela manutenção da ordem pública; b) Os veículos a motor que, por construção, não possam ultrapassar as velocidades previstas nos artigos 16.o e 17.o supra; c) Os veículos a motor utilizados para ensaios científicos em estrada; d) Os veículos a motor unicamente utilizados para serviços públicos em áreas urbanas. SECÇÃO II Marca de homologação CE e instalação de dispositivos de limitação de velocidade Artigo 19.o Marca de homologação CE Todos os limitadores de velocidade devem apresentar a marca de homologação conforme com o capítulo I do presente Regulamento, devendo essa marca ser claramente legível e indelével. Artigo 20.o Placa informativa Os veículos equipados com dispositivos limitadores de velocidade devem possuir, em local visível, na cabina, uma placa informativa da instalação daquele dispositivo, de modelo a aprovar por despacho do director-geral de Viação. Artigo 21.o Instalação dos dispositivos limitadores de velocidade 1 Os dispositivos limitadores de velocidade só podem ser instalados por entidades reconhecidas pelo Ministério das Actividades Económicas e do Trabalho, no âmbito do Sistema Português da Qualidade, ou por organismo congénere de outro Estado membro da União Europeia. 2 Os requisitos a observar pelas entidades referidas no número anterior, para efeitos de reconhecimento, bem como a localização das selagens e a marca do instalador, são definidos por portaria do Ministro das Actividades Económicas e do Trabalho. 3 Em relação aos limitadores de velocidade instalados antes de 18 de Novembro de 1994, deve ser apresentado um certificado de verificação emitido pela Direcção-Geral de Viação. SECÇÃO III Regime sancionatório Artigo 22.o Contra-ordenações 1 As infracções ao disposto no presente Regulamento constituem contra-ordenações, sancionadas com as seguintes coimas: a) De E 50 a E 150: i) A falta ou a ilegibilidade da marca de homologação do limitador de velocidade; ii) A colocação irregular da placa informativa 2.114
133 da instalação do limitador de velocidade ou a sua falta; iii) A ausência da marca do instalador nas selagens do limitador de velocidade; b) De E 150 a E 750: i) A utilização de limitador de velocidade avariado ou não conforme com o modelo aprovado; ii) A utilização de limitador de velocidade com marca de homologação não conforme com o modelo aprovado; iii) A utilização de limitador de velocidade não homologado; c) De E 250 a E 1250: i) A viciação do funcionamento do limitador de velocidade; ii) A violação da selagem do limitador de velocidade; iii) A não instalação de limitador de velocidade, quando devida. 2 A negligência é punível. Artigo 23.o Processo de contra-ordenação Compete à Direcção-Geral de Viação a instrução dos processos por contra-ordenações e a aplicação das coimas. Artigo 24.o Destino do produto das coimas À distribuição do produto das coimas é aplicado o disposto no Decreto-Lei n.o 369/99, de 18 de Setembro. ANEXO I [a que se refere a alínea a) do n.o 2 do artigo 4.o] FICHA DE INFORMAÇÕES N.o... de acordo com o anexo I da Directiva n.o 70/156/ CEE, do Conselho, relativa à homologação CE do modelo de automóvel no que diz respeito à limitação de velocidade ou à instalação de dispositivos de limitação de velocidade (Directiva n.o 92/24/CEE) As seguintes informações, se aplicáveis, devem ser fornecidas em triplicado e devem incluir um índice. Se houver desenhos, devem ser fornecidos à escala adequada e com pormenor suficiente em formato A4 ou dobrados nesse formato. No caso de funções controladas por microprocessadores, fornecer as informações relevantes relacionadas com o desempenho. 0. GENERALIDADES 0.1. Marca (nome comercial do fabricante): Modelo e designação comercial: Meios de identificação do modelo, se marcados no veículo (b) (**): Localização dessa marcação: Categoria do veículo (c): Nome e morada do fabricante: Localização e modo de fixação das placas e inscrições regulamentares: No quadro: Na carroçaria: Em caso de componentes e unidades técnicas separadas, localização e modo de fixação da marca de homologação CE: Endereço(s) da(s) fábrica(s) de montagem: CONSTITUIÇÃO GERAL DO VEÍCULO 1.1. Fotografias e ou desenhos de um veículo representativo: DIMENSÕES E MASSAS (e) (em kg e mm) (ver desenho quando aplicável) 2.6. Massa do veículo carroçado em ordem de marcha ou massa do quadro com cabina, se o fabricante não fornecer a carroçaria (com líquido de arrefecimento, lubrificantes, combustível, ferramentas, roda de reserva e condutor) (o) (máximo e mínimo para cada versão): Massa máxima em carga tecnicamente admissível, declarada pelo fabricante (máximo e mínimo para cada versão) (y): MOTOR (q) 3.1. Fabricante: Código do fabricante para o motor (conforme marcado no motor ou outro meio de identificação): Motor de combustão interna: Informação específica do motor: Princípio de funcionamento: ignição comandada/ ignição por compressão, quatro tempos/ dois tempos (1) Cilidrada(s): cm Taxa de compressão volumétrica: Potência útil máxima (+):... kw a... min Velocidade máxima, permitida, do motor conforme prescrita pelo fabricante: min Binário útil máximo (+):... Nm a... min TRANSMISSÃO (v) 4.2. Tipo (mecânica, hidráulica, eléctrica, etc.): Caixa de velocidades: Tipo [manual/automática/tvc (*)(1)] 4.6. Relações de transmissão: 2.115
134 Velocidade utilizada Máximo para TVC Mínimo para TVC Marcha-atrás Relações de transmissão (relações entre as rotações do motor e as rotações do veio de saída da caixa de velocidades) Relação(ões) no diferencial (relação entre as rotações do veio de saída da caixa de velocidades e as rotações das rodas movidas) 4.7. Velocidade máxima do veículo e relação de transmissão na qual é atingida (em km/h) (w): SUSPENSÃO 6.6. Pneus e rodas: Combinação(ões) pneu/roda: [Para os pneus, indicar a designação da dimensão, o índice mínimo de capacidade de carga e o símbolo da categoria de velocidade mínima; para as rodas, indicar a(s) dimensão(ões) da(s) jante(s) e a(s) concavidade(s)] Eixo 1: Eixo 2: etc Limites superior e inferior dos raios de rolamento: Eixo 1: Eixo 2: etc Pressão(ões) do(s) pneu(s) recomendado(s) pelo fabricante do veículo: kpa (1) Riscar o que não interessa. (*) Transmissão de variação contínua. (**) As letras entre parêntesis e as notas de rodapé deste documento de informação correspondem às do anexo I do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. Os elementos sem interesse para o presente Regulamento são omitidos. ANEXO II (a que se referem o n.o 2 do artigo 5.o e o n.o 4 do artigo 13.o) MODELO [Formato máximo: A4 ( mm)] FICHA DE HOMOLOGAÇÃO CE (Veículo) Comunicação relativa à homologação CE ( 1 ) extensão da homologação CE ( 1 ) Selo da autoridade administrativa recusa da homologação CE ( 1 ) de um modelo de veículo tendo em conta a Directiva n.o 92/24/CEE relativa aos dispositivos de limitação de velocidade ou a sistemas semelhantes de limitação de velocidade a bordo de determinadas categorias de veículos automóveis. Homologação CE n.o Extensão n.o SECÇÃO I 0. Generalidades 0.1. Marca (nome comercial do fabricante): Modelo e descrição comercial (mencionar as eventuais variantes): Meios de identificação do modelo, se marcados no veículo (b) (*): Localização dessa marcação: Categoria do veículo (c)(*): Nome e morada do fabricante: Endereço da(s) fábrica(s) de montagem:.... SECÇÃO II 1. Informações adicionais eventuais 1.1. Marca e tipo do(s) eventual(is) dispositivo(s) de limitação de velocidade homologado(s) CE; número(s) de homologação: Marca e tipo do sistema a bordo de limitação de velocidade: Velocidade ou gama de velocidades a que a limitação de velocidade pode ser estabelecida:..... km/h 1.4. Razão potência máxima do motor/massa sem carga do modelo de veículo: Razão mais elevada entre a velocidade do motor e a velocidade do veículo na relação de transmissão mais elevada do modelo de veículo: Departamento técnico responsável pela realização dos ensaios: Data do relatório dos ensaios: Número do relatório dos ensaios: Fundamento(s) da extensão da homologação 2.116
135 (quando aplicável): Eventuais comentários: Local: Data: Assinatura: É anexada uma lista dos documentos que constituem o processo de homologação CE, arquivado na autoridade administrativa que a concedeu, e que pode ser obtida a pedido. ( 1 ) Riscar o que não interessa. (*) As letras entre parêntesis e as notas de rodapé deste documento de informação correspondem às do anexo I do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. Os elementos sem interesse para o presente Regulamento são omitidos. ANEXO III (a que se refere o artigo 5.o) FICHA DE INFORMAÇÃO N.o... (a)(*) de acordo com o anexo I da Directiva n.o 70/156/ CEE, do Conselho, relativa à homologação CE como unidade técnica separada do dispositivo de limitação de velocidade de veículos automóveis (Directiva n.o 92/24/CEE) As seguintes informações, se aplicáveis, devem ser fornecidas em triplicado e devem incluir um índice. Se houver desenhos, devem ser fornecidos à escala adequada e com pormenor suficiente em formato A4 ou dobrados nesse formato. No caso de funções controladas por microprocessadores, fornecer as informações relevantes relacionadas com o desempenho. 0. GENERALIDADES 0.1. Marca (nome comercial do fabricante): Tipo e descrição comercial: Meios de identificação do tipo, se marcados na unidade técnica: Localização dessa marcação: Nome e morada do fabricante: Em caso de componentes e unidades técnicas separadas, localização e modo de fixação da marca de homologação CE: Dispositivo de limitação de velocidade: Tipo do dispositivo de limitação de velocidade: mecânico/eléctrico/electrónico ( 1 ) Medidas contra as tentativas de modificação da regulação do dispositivo de limitação de velocida- de: Modelo de veículo ou tipo de motor em que o dispositivo foi ensaiado: Velocidade ou gama de velocidades à qual o dispositivo pode ser regulado dentro da gama estabelecida para o veículo em ensaio: Razão potência do motor/massa sem carga do veículo em ensaio: Razão mais elevada entre a velocidade do motor e a velocidade do veículo na relação de transmissão mais elevada do veículo em ensaio: Modelo(s) do(s) veículo(s) no(s) qual(is) o dispositivo pode ser instalado: Velocidade ou gama de velocidades à qual o dispositivo pode ser regulado dentro da gama estabelecida para o(s) veículo(s) no(s) qual(is) o dispositivo pode ser instalado: Razão potência do motor/massa sem carga do(s) veículo(s) no(s) qual(is) o dispositivo pode ser instalado: Razão mais elevada entre a velocidade do motor e a velocidade do veículo na relação de transmissão mais elevada do(s) veículo(s) no(s) qual(is) o dispositivo pode ser instalado: Método utilizado para controlar a alimentação de combustível do motor: (*) As letras entre parêntesis e as notas de rodapé deste documento de informação correspondem às do anexo I do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. Os elementos sem interesse para o presente Regulamento são omitidos. ( 1 ) Riscar o que não interessa. ANEXO IV (a que se referem o n.o 3 do artigo 7.o e o n.o 4 do artigo 13.o) MODELO (a)(*) [Formato máximo: A4 ( mm)] FICHA DE HOMOLOGAÇÃO CE (unidade técnica separada) Selo da autoridade administrativa Comunicação relativa à homologação CE ( 1 ) extensão da homologação CE ( 1 ) recusa da homologação CE ( 1 ) de um tipo de unidade técnica separada tendo em conta a Directiva n.o 92/24/CEE relativa ao dispositivo de 2.117
136 limitação de velocidade ou a sistemas semelhantes de limi1648 tação de velocidade a bordo de determinadas categorias de veículos automóveis. Homologação CE n.o Extensão n.o.... SECÇÃO I 0. Generalidades 0.1. Marca (nome comercial do fabricante): Tipo e descrição comercial: Meios de identificação do tipo, se marcados na unidade técnica separada (b)(*): Localização dessa marcação: Nome e morada do fabricante: Em caso de componentes e unidades técnicas separadas, localização e modo de fixação da marca de homologação CE: SECÇÃO II 1. Informações adicionais eventuais 1.1. Dispositivo de limitação de velocidade: mecânico/eléctrico/electrónico (1) 1.2. Modelo(s) de veículo(s) no(s) qual(is) o dispositivo pode ser instalado: Velocidade ou gama de velocidades à qual o dispositivo pode ser regulado dentro da gama estabelecida para o(s) veículo(s) no(s) qual(is) o dispositivo pode ser instalado: Razão potência do motor/massa sem carga do(s) veículo(s) no(s) qual(is) o dispositivo pode ser instalado: Razão mais elevada entre a velocidade do motor e a velocidade do veículo na relação de transmissão mais elevada do(s) veículo(s) no(s) qual(is) o dispositivo pode ser instalado: Instruções para a instalação do dispositivo em cada tipo de veículo: Departamento técnico responsável pela realização dos ensaios: Data do relatório dos ensaios: Número do relatório dos ensaios: Fundamento(s) da extensão da homologação CE (quando aplicável): Eventuais comentários: Local: Data: Assinatura: É anexada uma lista dos documentos que constituem o processo de homologação CE, arquivado na autoridade administrativa que a concedeu, e que pode ser obtida a pedido. ( 1 ) Riscar o que não interessa. (*) As letras entre parêntesis e as notas de rodapé deste documento de informação correspondem às do anexo I do Regulamento da Homologação CE de Modelo de Automóveis e Reboques, Seus Sistemas, Componentes e Unidades Técnicas. Os elementos sem interesse para o presente Regulamento são omitidos. ANEXO V (a que se refere o n.o 6 do artigo 7.o) Exemplo de marca de homologação CE de uma unidade técnica A marca de homologação CE de unidade técnica acima indicada, aposta num dispositivo de limitação da velocidade, indica que a unidade técnica em causa foi homologada em França (e2) ao abrigo do disposto na Directiva n.o 92/24/CEE, alterada pela Directiva n.o 2004/11/CE sob o número de homologação Os primeiros dois algarismos indicam que o dispositivo de limitação da velocidade foi homologado de acordo com a versão original da Directiva n.o 92/24/CEE. ANEXO VI (a que se referem os artigos 14.o e 15.o) ENSAIOS E COMPORTAMENTOS FUNCIONAIS 1. ENSAIOS DOS DISPOSITIVOS DE LIMITAÇÃO DA VELOCIDADE Os ensaios de homologação devem ser efectuados a pedido do requerente, de acordo com o disposto nos pontos 1.1, 1.2 ou 1.3, que a seguir de descrevem Medição na pista de ensaios Preparação do veículo Deve ser apresentado ao serviço técnico um veículo representativo do modelo do veículo a homologar ou um dispositivo representativo do tipo de dispositivo de limitação de velocidade, conforme adequado As regulações do motor do veículo em ensaio especialmente a alimentação de combustível (carburador ou sistema de injecção) devem estar conformes às especificações do fabricante do veículo Os pneus devem estar devidamente rodados e a pressão deve ser a especificada pelo fabricante do veículo
137 A massa do veículo deve ser a massa sem carga declarada pelo fabricante Características da pista de ensaios A superfície de ensaio deve ser adequada à manutenção da velocidade estabilizada e deve ser isenta de porções irregulares. Os declives não devem exceder 2% e não devem variar mais de 1% excluindo efeitos de abaulamento A superfície de ensaio deve estar isenta de poças de água, neve ou gelo Condições atmosféricas ambientais A velocidade média do vento medida a uma altura de, pelo menos, 1 m acima do solo deve ser inferior a 6 m/s com rajadas não superiores a 10 m/s Método do ensaio de aceleração Estando o veículo a rodar a uma velocidade 10 km/h inferior à velocidade estabelecida, deve ser acelerado, tanto quanto possível, empregando uma acção totalmente positiva sobre o comando do acelerador. Esta acção deve ser mantida, pelo menos, durante 30 s após a velocidade do veículo ter ficado estabilizada. A velocidade instantânea do veículo deve ser registada durante o ensaio para estabelecer a curva da velocidade em relação ao tempo e durante a entrada em serviço da função de limitação de velocidade ou do dispositivo de limitação de velocidade, conforme adequado. A precisão da medição da velocidade deve ser de +/ 1%. A medição dos tempos deve ser efectuada com uma precisão de 0,1 s Critérios de aceitação do ensaio de aceleração O ensaio será satisfatório se forem satisfeitas as seguintes condições: Avelocidade estabilizada (Vstab) atingida pelo veículo deve ser igual ou inferior à velocidade estabelecida (Vset). Todavia, é aceitável uma tolerância de 5% em relação ao valor da Vset ou 5 km/h, conforme o valor que for maior Resposta transiente (ver figura 2 do anexo VI-A) Depois de se ter atingido a velocidade estabilizada pela primeira vez: a) A velocidade máxima não deve exceder a velocidade estabilizada (Vstab) mais de 5%; b) A razão de variação da velocidade não deve exceder 0,6 m/s2 quando medida durante um período maior que 0,1 s; c) E as condições de velocidade estabilizada especificadas no ponto devem ser atingidas no prazo de 10 s a contar do momento em que se atingiu pela primeira vez a velocidade estabilizada (Vstab) Velocidade estabilizada (ver figura 2 do anexo VI-A) Quando tiver sido conseguido um controlo estável da velocidade: a) A velocidade não deve variar mais de 4% da velocidade estabilizada (Vstab) ou 2 km/h, conforme o valor que for maior; b) A razão de variação da velocidade não deve exceder 0,2 m/s2 quando medida durante um período maior que 0,1 s; c) A velocidade estabilizada (Vstab) é a velocidade média calculada durante um período mínimo de 20 s que começa a contar 10 s depois de a velocidade estabilizada ter sido atingida Os ensaios em aceleração devem ser efectuados e os critérios de aceitação verificados, para cada relação da caixa de velocidades que permita exceder o limite de velocidade Método de ensaio a velocidade constante O veículo deve ser conduzido a plena aceleração até se atingir a velocidade constante, devendo então ser mantido a essa velocidade sem qualquer modificação da pista de ensaio durante, pelo menos, 400 m. A medição da velocidade média do veículo deve então ser repetida na mesma pista de ensaio, mas no sentido oposto, e seguindo os mesmos procedimentos. A velocidade estabilizada relativa a todo o ensaio anteriormente considerado é a média das duas velocidades médias medidas nos dois sentidos de percurso da pista de ensaio. O ensaio completo, incluindo o cálculo da velocidade estabilizada deve ser efectuado cinco vezes. As medições de velocidade devem ser efectuadas com uma precisão de +/ 1% e as medições do tempo com uma precisão de 0,1 s Critérios de aceitação para o ensaio a velocidade constante Os ensaios são considerados satisfatórios se forem satisfeitas as seguintes condições: Nenhuma das velocidades estabilizadas (Vstab) obtidas deve exceder a velocidade estabelecida (Vset). Todavia, é aceitável uma tolerância de 5% em relação ao valor de Vset ou 5 km/h, conforme o valor que for maior; A diferença entre as velocidades estabilizadas extremas obtidas durante os ensaios não deve exceder 3 km/h; Os ensaios a velocidade constante devem ser efectuados, e os critérios de aceitação 2.119
138 verificados, para cada relação da caixa de velocidades que permita exceder o limite de velocidade Ensaios em banco de rolos Características do banco de rolos A inércia equivalente da massa do veículo deve ser reproduzida no banco de rolos com uma precisão de +/ 10%. A velocidade do veículo deve ser medida com uma precisão de +/ 1%. O tempo deve ser medido com uma precisão de 0,1 s Método do ensaio de aceleração A potência absorvida pelo freio do banco de rolos durante o ensaio deve ser regulada de modo a corresponder à resistência ao avanço do veículo à(s) velocidade(s) ensaiada(s). Essa potência pode ser estabelecida por cálculo e deve ser regulada com uma precisão de +/ 10%. A pedido do requerente e com o acordo da autoridade competente a potência absorvida pode, em alternativa, ser regulada em 0,4 Pmax (Pmax é a potência máxima do motor). Estando o veículo a rodar a uma velocidade 10 km/h inferior à velocidade estabelecida, deve ser acelerado às possibilidades máximas do motor empregando uma acção totalmente positiva sobre o comando do acelerador. Esta acção deve ser mantida, pelo menos, durante 20 s após a velocidade do veículo ter ficado estabilizada. A velocidade instantânea do veículo deve ser registada durante o ensaio para estabelecer a curva da velocidade em relação ao tempo e durante a entrada em serviço do dispositivo de limitação de velocidade Critérios de aceitação do ensaio de aceleração O ensaio será satisfatório se forem satisfeitas as seguintes condições: Avelocidade estabilizada (Vstab) atingida pelo veículo deve ser igual ou inferior à velocidade estabelecida (Vset). Todavia, é aceitável uma tolerância de 5% em relação ao valor da Vset ou 5 km/h, conforme o valor que for maior Resposta transiente (ver figura 2 do anexo VI-A) Depois de se ter atingido a velocidade estabilizada pela primeira vez: a) A velocidade máxima não deve exceder a velocidade estabilizada (Vstab) mais de 5%; b) A razão de variação da velocidade não deve exceder 0,5 m/s2 quando medida durante um período maior que 0,1 s; c) E as condições de velocidade estabilizadas especificadas no ponto devem ser atingidas no prazo de 10 s a contar do momento em que se atingiu pela primeira vez a velocidade estabilizada (Vstab) Velocidade estabilizada (ver figura 2 do anexo VI-A) Quando tiver sido conseguido um controlo estável da velocidade: a) A velocidade não deve variar mais de 4% da velocidade estabilizada (Vstab) ou 2 km/h, conforme o valor que for maior; b) A razão de variação da velocidade não deve exceder 0,2 m/s2 quando medida durante um período maior que 0,1 s Os ensaios em aceleração devem ser efectuados e os critérios de aceitação verificados, para cada relação da caixa de velocidades que permita exceder o limite de velocidade Médodo de ensaio para o ensaio a velocidade constante O veículo deve ser instalado no banco de rolos. Os seguintes critérios de aceitação devem ser satisfeitos para uma potência absorvida pelo banco de rolos variando progressivamente da potência máxima Pmax até um valor igual a 0,2 Pmax. A velocidade do veículo deve ser registada na gama completa de potência acima definida. A velocidade máxima do veículo deve ser determinada nessa gama. Os ensaios e os registos acima definidos devem ser efectuados cinco vezes Critérios de aceitação para o ensaio a velocidade constante Os ensaios são considerados satisfatórios se forem satisfeitas as seguintes condições: Nenhuma das velocidades estabilizadas (Vstab) obtidas deve exceder a velocidade estabelecida (Vset). Todavia, é aceitável uma tolerância de 5% em relação ao valor de Vset ou 5 km/h, conforme o valor que for maior; A diferença entre as velocidades estabilizadas extremas obtidas durante os ensaios não deve exceder 3 km/h; Os ensaios a velocidade constante devem ser efectuados e os critérios de aceitação verificados, para cada relação da caixa de velocidades que permita exceder o limite de velocidade Ensaio no banco de ensaios de motores 2.120
139 Este procedimento de ensaio apenas pode ser utilizado quando o requerente puder demonstrar a contento dos serviços técnicos que este método é equivalente à medição numa pista de ensaios. 2. ENSAIO DE RESISTÊNCIA O dispositivo de limitação de velocidade deve ser submetido a um ensaio de durabilidade de acordo com o procedimento descrito a seguir. Todavia, este ensaio pode ser omitido se o requerente demonstrar a resistência aos efeitos de envelhecimento O dispositivo deve funcionar durante um ciclo num banco que simule a atitude e o movimento que teria no veículo Mantém-se um ciclo de funcionamento por meio de um sistema de controlo como fornecido pelo fabricante. O diagrama do ciclo é o descrito abaixo: t 0 t 1 t 2 t 3 t 4 t 5 t 6 t 7 : o tempo que leva a realizar essa operação: t 1 t 2 = 2 s; t 3 t 4 = 1 s; t 5 t 6 = 2 s; t 7 t 8 = 1 s. A seguir estão definidos cinco condicionamentos. As amostras do dispositivo de limitação de volocidade (DVL) do tipo apresentado para a homologação CE devem ser submetidos aos condicionamentos de acordo com o seguinte quadro: Condicionamento 1 Condicionamento 2 Condicionamento 3 Condicionamento 4 Condicionamento 5 Primeiro DLV x Segundo DLV x x Terceiro DLV x Quarto DLV Condicionamento 1: ensaios à temperatura ambiente (293 K±2 K) número de ciclos: Condicionamento 2: ensaios a temperaturas elevadas. x Componentes electrónicos Os componentes devem funcionar durante um ciclo numa câmara climática. Durante o funcionamento, deve ser mantida uma temperatura de 338 K±5 K. O número de ciclos é de Componentes mecânicos Os componentes devem funcionar durante um ciclo numa câmara climática. Durante o funcionamento, deve ser mantida uma temperatura de 373 K±5 K. O número de ciclos é de Condicionamento 3: ensaios a baixa temperatura. Na câmara climática utilizada para o condicionamento 2 deve ser mantida uma temperatura de 253 K±5 K durante o funcionamento. O número de ciclos é de Condicionamento 4: ensaio em atmosfera salina. Apenas para componentes expostos ao meio rodoviário. O dispositivo deve funcionar durante um ciclo numa câmara como atmosfera salina. A concentração de cloreto de sódio deve ser de 5% e a temperatura interna da câmara climática de 308 K±2 K.Onúmero de ciclos é de Condicionamento 5: ensaio de vibração O dispositivo de limitação de velocidade é montado de modo semelhante ao utilizado no veículo Aplicam-se vibrações sinusoidais nos três planos; o varrimento logarítmico deve ser de uma oitava por minuto Primeiro ensaio: gama de frequências Hz, amplitude±2 mm Segundo ensaio: gama de frequências Hz. Para as unidades técnicas montadas num quadro-cabina, a entrada é de 2,5 g; para as unidades técnicas montadas no motor, a entrada é de 5 g Critérios de aceitação dos ensaios de resistência No final dos ensaios de resistência não devem ser observadas modificações dos comportamentos funcionais do dispositivo em relação à velocidade estabelecida Todavia, se ocorrer alguma avaria do dispositivo durante um dos ensaios de resistência, um segundo dispositivo pode ser submetido aos testes de resistência a pedido do fabricante
140 ANEXO VI-A (a que se refere o ponto 1 do anexo VI) 2. CURVA OSCILATÓRIA 1. CURVA ASSIMPTÓTICA Figura 1 Neste caso, há que satisfazer apenas a condição relativa à velocidade máxima Vset=Vmax. Figura 2 Vmax é a velocidade máxima atingida pelo veículo no primeiro período da curva de resposta. Vstab é a velocidade estabilizada do veículo. É a velocidade média calculada durante um período mínimo de 20 s que começa a contar 10 s depois de a velocid de de estabilização ter sido atingida Decreto-Lei n.º 80/2002 de 4 de Abril Estabelece a entidade competente para a concessão da homologação do fabrico de pneus recauchutados para os automóveis de mercadorias, de passageiros e respectivos reboques. Decreto-Lei n.o 80/2002 de 4 de Abril A recauchutagem de pneus constitui uma actividade da maior importância sob o ponto de vista energético e ambiental, permitindo recuperar e utilizar pneus gastos. Importa, no entanto, garantir que os pneus recauchutados a utilizar nos automóveis ligeiros e pesados de passageiros e respectivos reboques apresentem adequadas condições de segurança. O Regulamento n.o 108 da Comissão Económica para a Europa das Nações Unidas, aprovado pelo Decreto n.o 9/2002, que estabelece disposições uniformes relativas à homologação do fabrico de pneus recauchutados para os automóveis ligeiros de passageiros e seus reboques, bem como o Regulamento n.o 109 da Comissão Económica para a Europa das Nações Unidas, aprovado pelo Decreto n.o 10/2002, que estabelece disposições uniformes relativas à homologação do fabrico de pneus recauchutados para os automóveis de mercadorias, pesados de passageiros e seus reboques, constituem elementos importantes para a garantia da qualidade dos pneus recauchutados. A Comunidade Europeia aderiu através das Decisões do Conselho, de 26 de Junho de 2001, n.o 2001/509/CE ao Regulamento n.o 108 e n.o 2001/507/CE ao Regulamento n.o 109. Torne-se, agora, necessário estabelecer qual o serviço competente para a concessão da homologação do fabrico de pneus recauchutados, bem como definir as infracções e respectivas sanções para a produção ou utilização daqueles componentes que não obedeçam às prescrições constantes dos referidos Regulamentos n.os 108 e 109. Assim: Nos termos da alínea a) do n.o 1 do artigo 198.o da Constituição, o Governo decreta, para valer como lei geral da República, o seguinte: 2.122
141 Artigo 1.o Competência para a concessão da homologação A Direcção-Geral de Viação é a entidade competente para a concessão da homologação a unidades de recauchutagem, em território nacional, no âmbito dos Regulamentos n.os 108 e 109 da Comissão Económica para a Europa das Nações Unidas. Artigo 2.o Regime 1 A Direcção-Geral de Viação pode conceder a aprovação a unidades de recauchutagem, desde que sejam cumpridos os requisitos constantes dos referidos Regulamentos n.os 108 e A partir de 1 de Janeiro de 2004 só podem ser colocados no mercado pneus recauchutados, aprovados e marcados, que sejam produzidos em unidades de recauchutagem e estejam em conformidade com: a) O Regulamento n.o 108, caso se destinem a ser utilizados em automóveis ligeiros de passageiros ou seus reboques; b) O Regulamento n.o 109, caso se destinem a ser utilizados em automóveis de mercadorias, pesados de passageiros ou respectivos reboques. 3 A partir de 1 de Janeiro de 2006 apenas podem ser utilizados nos automóveis ligeiros, pesados e respectivos reboques pneus recauchutados que satisfaçam os requisitos dos Regulamentos referidos no número anterior. Artigo 3.o Fiscalização A fiscalização do cumprimento do disposto no artigo anterior é efectuada pelas entidades indicadas nas alíneas a) e b) do n.o 1 do artigo 7.o do Decreto-Lei n.o 2/98, de 3 de Janeiro. Artigo 4.o Regime sancionatório 1 A infracção ao disposto nas alíneas a) e b) do n.o 2 do artigo 2.o constitui contra-ordenação sancionável com coima de E 600 a E 3000 se o infractor for pessoa singular ou de E 1200 a E 6000 se for pessoa colectiva. 2 A infracção ao disposto no n.o 3 do artigo 2.o constitui contra-ordenação sancionável com coima de E 60 a E Nas contra-ordenações previstas no presente diploma a negligência é punida. Artigo 5.o Processamento das contra-ordenações 1 Ao procedimento pelas contra-ordenações previstas no presente diploma é aplicável, com as necessárias adaptações, o disposto no Código da Estrada quanto ao processamento das contra-ordenações rodoviárias, competindo ao director-geral de Viação a aplicação das respectivas sanções. 2 A distribuição das receitas provenientes da aplicação das coimas rege-se pelo disposto no artigo 1.o do Decreto-Lei n.o 369/99, de 18 de Setembro. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 19 de Dezembro de António Manuel de Oliveira Guterres Jaime José Matos da Gama Guilherme d Oliveira Martins Henrique Nuno Pires Severiano Teixeira António Luís Santos Costa Luís Garcia Braga da Cruz. Publique-se. Promulgado em 28 de Janeiro de O Presidente da República, JORGE SAMPAIO. Referendado em 31 de Janeiro de O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres
142 Despacho n.º /2004 (2.a série) Publicidade em veículos pesados utilizados em transporte público de passageiros. Despacho n.o /2004 (2.a série). Publicidade em veículos pesados utilizados em transporte público de passageiros. Considerando o disposto no n.o 10 do artigo 30.o do Regulamento do Código da Estrada, determina-se: 1 É permitida a afixação de publicidade em automóveis pesados de passageiros de serviço público, nas seguintes condições: 1.1 No exterior na carroçaria, salvo no painel da frente, não podendo a mensagem publicitária afectar a boa percepção dos dispositivos de iluminação e de sinalização; 1.2 No interior nos espaços disponíveis, desde que não seja prejudicada a visibilidade para a via pública nem a visibilidade do sinal acústico ou luminoso, a ser usado pelo cobrador ou pelos passageiros, para determinar a paragem e o recomeço da marcha do veículo, bem como o distintivo destinado a identificar os lugares reservados para passageiros inválidos, doentes ou idosos e senhoras grávidas ou com crianças ao colo. 2 Não é permitido o uso de luzes ou de material retrorreflector para fins publicitários. 3 Não é permitida a afixação de publicidade nos vidros, salvo no da retaguarda. 4 A afixação de publicidade não deve afectar a sinalização nem a identificação do veículo. 5 A cor do veículo, para efeitos da conformidade com o livrete, é verificada no painel da frente do veículo, não se tornando necessária a substituição daquele documento se houver coincidência entre a cor do painel e a mencionada no livrete. 6 É obrigatória a colocação do logótipo ou da designação da empresa a que o veículo está afecto nos painéis da frente e laterais do veículo. 7 A Direcção-Geral de Viação poderá fazer retirar de qualquer veículo a publicidade que não esteja conforme com o presente despacho. 8 São revogados os despachos n.os 745/98 e / de Maio de O Director-Geral, António Nunes Despacho n.º /2005 (2.a série) Montagem de empilhadores em veículos das categorias europeias N3 e O4. Despacho n.o /2005 (2.a série) Montagem de empilhadores em veículos das categorias europeias N3 e O4. A evolução do sector do transporte de mercadorias tem determinado a adopção de soluções técnicas que permitam maior rapidez e flexibilidade na movimentação das cargas transportadas. A montagem de gruas auxiliares fixas ou amovíveis em veículos de mercadorias constitui uma solução há muito adoptada, encontrandose o critério geral para a aprovação da sua montagem estabelecido através do despacho n.o 887/2003 (2.a série), publicado no Diário da República, 2.o série, de 16 de Janeiro de A montagem de empilhadores à retaguarda em veículos das categorias europeias N3 e O4, especialmente concebidos para o efeito, constitui uma nova solução para a qual importa estabelecer um critério de aprovação. Assim, determino o seguinte: 1 A montagem de empilhadores especialmente concebidos para ser transportados à retaguarda, em 2.124
143 veículos das categorias europeias N3 e O4, consta do documento de identificação do veículo em anotações especiais, através da anotação «C/ empilhador amov.» seguida do número de identificação do empilhador. 2 Os pedidos de aprovação da montagem de empilhadores amovíveis devem ser apresentados nos serviços regionais desta Direcção- -Geral e ser instruídos com os seguintes elementos: a) Impresso modelo n.o 1402; b) Especificação técnica do modelo constante do anexo do presente despacho; c) Taxa correspondente. 3 A especificação técnica indicada na alínea b) do número anterior deve ser assinada por técnico responsável que deve ter como habilitação mínima o grau de engenheiro técnico na área da engenharia mecânica. 4 A verificação técnica das condições de montagem de empilhadores é efectuada através da especificação técnica da montagem e de inspecção extraordinária ao veículo, que incide, para além dos aspectos referidos no presente despacho, sobre as cargas por eixo, as condições de fixação do suporte do empilhador ao quadro do veículo, a segurança e estabilidade da montagem, a largura total da montagem e o comprimento da caixa. 5 A fixação do empilhador à retaguarda é efectuada através de ligação própria ao quadro do veículo que garanta a solidez da montagem em todas as condições de utilização do veículo, devendo possuir um sistema de segurança na forma de correntes ou outro que impeça a libertação acidental do empilhador em caso de falha do sistema de fixação principal. 6 Na montagem de empilhadores amovíveis à retaguarda a que se refere o presente despacho, não podem ser ultrapassados os limites dos pesos por eixo estabelecidos na aprovação do modelo do veículo. 7 O comprimento total da caixa do veículo com o empilhador montado não pode exceder para trás do eixo da retaguarda dois terços da distância entre eixos do veículo, não podendo o empilhador constituir saliência relativamente à parte lateral da caixa de carga do veículo. 8 Só é permitida a montagem de empilhadores que não apresentem lateralmente ou à retaguarda elementos pontiagudos ou cortantes que constituam risco para os restantes utentes da via pública. 9 Os veículos de mercadorias equipados com empilhadores amovíveis nos termos do presente despacho devem assegurar o cumprimento da regulamentação em vigor relativamente à protecção contra o encaixe à retaguarda. 10 Os veículos adaptados à montagem de um empilhador à retaguarda, para além de todos os dispositivos de iluminação e sinalização originais, quando o empilhador estiver montado na caixa devem ter reproduzidos o mais à retaguarda possível todos os dispositivos de iluminação e sinalização do veículo à retaguarda e lateralmente, incluindo a chapa de matrícula e respectiva luz de iluminação. 11 Não é permitida a montagem de empilhadores alimentados a gás. 17 de Junho de Pelo Director-Geral, o Subdirector-Geral, Carlos Mosqueira. ANEXO Especificação de montagem de empilhador 1 Entidade responsável pela montagem. 2 Matrícula do veículo. 3 Marca e modelo do veículo. 4 Peso bruto. 5 Tara por eixo após montagem do empilhador. 6 Peso bruto por eixo após montagem do empilhador. 7 Comprimento total da caixa de carga (não inclui o empilhador). 8 Comprimento da caixa de carga para a retaguarda do eixo da retaguarda. 9 Comprimento do eixo da retaguarda até à parte mais recuada do empilhador. 10 Marca e modelo do empilhador. 11 Número de identificação do empilhador. 12 Descrição da montagem. 13 Data. 14 Assinatura do responsável
144 Despacho n.º /2006 Anotações especiais em documentos do veículo. Despacho n.o /2006 Anotações especiais em documentos do veículo Constata-se que determinados veículos pesados de mercadorias, têm averbado no seu documento de identificação que poderá circular com pesos ou dimensões superiores ao fixado na lei, mediante uma autorização de circulação emitida caso a caso. Acontece que em função do peso bruto máximo do veículo, a autorização de circulação deverá ser ocasional ou anual, podendo sempre o veículo ter uma autorização anual para um valor de peso bruto inferior ao peso máximo permitido. Assim, e para evitar interpretações diversas por parte das entidades fiscalizadoras, passam os serviços apenas a anotar no documento de identificação do veículo a referência «só pode circular mediante autorização», podendo a pedido do interessado ser retirado dos actuais documentos a referência «caso a caso». 17 de Outubro de O Director-Geral, Rogério Pinheiro, Lei n.o 13/2006 de 17 de Abril Transporte colectivo de crianças. Lei n.o 13/2006 de 17 de Abril Transporte colectivo de crianças A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.o da Constituição, o seguinte: CAPÍTULO I Disposições gerais Artigo 1.o Objecto A presente lei define o regime jurídico do transporte colectivo de crianças e jovens até aos 16 anos, adiante designado por transporte de crianças, de e para os estabelecimentos de educação e ensino, creches, jardins- -de-infância e outras instalações ou espaços em que decorram actividades educativas ou formativas, designadamente os transportes para locais destinados à prática de actividades desportivas ou culturais, visitas de estudo e outras deslocações organizadas para ocupação de tempos livres. Artigo 2.o Âmbito 1 A presente lei aplica-se ao transporte de crianças realizado em automóvel ligeiro ou pesado de passageiros, público ou particular, efectuado como actividade principal ou acessória, salvo disposição em contrário. 2 Para os efeitos do disposto no número anterior, entende-se por actividade acessória aquela que se efectua como complemento da actividade principal da desenvolvida pela entidade transportadora. 3 A presente lei não se aplica aos transportes em táxi e aos transportes públicos regulares de passageiros, salvo se estes forem especificamente contratualizados para o transporte de crianças
145 CAPÍTULO II Do exercício da actividade Artigo 3.o Licenciamento da actividade 1 O exercício a título principal da actividade de transporte de crianças só pode ser efectuado por quem se encontre licenciado nos termos definidos pela presente lei. 2 O licenciamento a que se refere o número anterior é titulado por alvará emitido pela Direcção-Geral de Transportes Terrestres (DGTT), válido pelo prazo de cinco anos, intransmissível e renovável por idêntico período. 3 Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, ao transporte de crianças por meio de automóveis pesados é aplicável o regime constante do Decreto-Lei n.o 3/2001, de 10 de Janeiro. Artigo 4.o Requisitos de acesso à actividade 1 São requisitos de acesso ao exercício a título principal da actividade de transporte de crianças a idoneidade e a capacidade técnica e profissional. 2 O requisito de idoneidade é preenchido pelos gerentes ou administradores, no caso de pessoas colectivas, ou pelo próprio, no caso de empresários em nome individual. 3 Considera-se indiciador de falta de idoneidade a declaração judicial de delinquente por tendência ou a condenação por decisão transitada em julgado: a) Empena de prisão efectiva, pela prática de qualquer crime que atente contra a vida, a integridade física ou a liberdade pessoal; b) Pela prática de crime contra a liberdade e a autodeterminação sexual. 4 A condenação pela prática de um dos crimes previstos no número anterior não afecta a idoneidade de todos aqueles que tenham sido reabilitados, nem impede a DGTT de considerar, de forma justificada, que estão reunidas as condições de idoneidade, tendo em conta, nomeadamente, o tempo decorrido desde a prática dos factos. 5 Os requisitos de capacidade técnica e das condições de idoneidade são preenchidos nos termos a definir por portaria do membro do Governo com tutela sobre os transportes. 6 A capacidade profissional consiste na existência de recursos humanos adequados ao exercício da actividade. Artigo 5.o Licenciamento e identificação de automóveis 1 Os automóveis utilizados no transporte de crianças estão sujeitos a licença, emitida pela DGTT, válida pelo prazo de dois anos e renovável por igual período, nos termos definidos na presente lei. 2 A licença a que se refere o número anterior é emitida, ou renovada, após inspecção específica realizada pela Direcção-Geral de Viação (DGV) que ateste o cumprimento das condições de segurança estabelecidas nos artigos 11.o, 12.o, 13.o e 14.o 3 A licença é automaticamente suspensa nos seguintes casos: a) Não aprovação do automóvel na inspecção técnica periódica; b) Antiguidade do automóvel superior a 16 anos, contada desde a primeira matrícula após fabrico; c) Falta do respectivo seguro. 4 Os automóveis utilizados no transporte de crianças devem estar identificados com um dístico, cujo modelo é fixado por portaria do membro do Governo responsável pela área dos transportes. 5 Os automóveis utilizados por empresas licenciadas nos termos do artigo 3.o devem ainda ostentar uma placa com o número do respectivo alvará. 6 Os modelos dos dísticos de identificação dos números da licença do automóvel e alvará referidos nos números anteriores são aprovados por despacho do director-geral dos Transportes Terrestres. Artigo 6.o Certificação de motoristas 1 A condução de automóveis afectos ao transporte de crianças só pode ser efectuada por motoristas que possuam um certificado emitido pela DGTT, válido por cinco anos, cujas condições são definidas por portaria do membro do Governo que tutela os transportes, tendo em conta, designadamente, os seguintes requisitos: a) Habilitação legal para conduzir a categoria de automóvel em causa; b) Experiência de condução de, pelo menos, dois anos; c) Documento comprovativo de inspecção médica, aferidor das aptidões físicas e psicológicas, nos termos do que é exigido para os motoristas de automóveis pesados de passageiros; d) Idoneidade dos motoristas; e) Frequência de, pelo menos, uma acção de formação profissional, nos termos do número seguinte
146 2 O Governo, através da tutela dos transportes, deve regulamentar e promover ou apoiar acções de formação profissional dos motoristas, garantindo-lhes conhecimentos, designadamente sobre as regras e medidas de segurança específicas do transporte de crianças e sobre primeiros socorros e relacionamento interpessoal. Artigo 7.o Idoneidade dos motoristas 1 Considera-se indiciador de falta de idoneidade para a condução de automóveis para transporte de crianças a declaração judicial de delinquente por tendência ou a condenação por decisão transitada em julgado: a) Empena de prisão efectiva, pela prática de qualquer crime que atente contra a vida, a integridade física ou a liberdade pessoal; b) Pela prática de crime contra a liberdade e a autodeterminação sexual; c) Pela prática dos crimes de condução perigosa de automóvel rodoviário e de condução de veículo em estado de embriaguez ou sob influência de estupefacientes ou substâncias psicotrópicas, previstos, respectivamente, nos artigos 291.o e 292.o do Código Penal; d) Pela prática, nos últimos cinco anos, de qualquer contra-ordenação muito grave ao Código da Estrada ou da contra-ordenação grave de condução sob influência de álcool. 2 A condenação pela prática de um dos crimes ou contra-ordenações previstos no número anterior não afecta a idoneidade de todos aqueles que tenham sido reabilitados, nem impede a DGTT de considerar, de forma justificada, que estão reunidas as condições de idoneidade, tendo em conta, nomeadamente, o tempo decorrido desde a prática dos factos. 3 É aplicável a cassação do certificado sempre que se verificar qualquer das situações previstas no n.o 1 4 O requisito das condições de idoneidade é definido em portaria. Artigo 8.o Dos vigilantes 1 No transporte de crianças é assegurada, para além do motorista, a presença de um acompanhante adulto designado por vigilante, a quem compete zelar pela segurança das crianças. 2 São assegurados, pelo menos, dois vigilantes quando: a) O veículo automóvel transportar mais de 30 crianças ou jovens; b) O veículo automóvel possuir dois pisos. 3 A presença do vigilante só é dispensada se o transporte for realizado em automóvel ligeiro de passageiros. 4 O vigilante ocupa um lugar que lhe permita aceder facilmente às crianças transportadas, cabendo-lhe, designadamente: a) Garantir, relativamente a cada criança, o cumprimento das condições de segurança previstas nos artigos 10.o e 11.o; b) Acompanhar as crianças no atravessamento da via, usando colete retrorreflector e raqueta de sinalização, devidamente homologados. 5 Cabe à entidade que organiza o transporte assegurar a presença do vigilante e a comprovação da sua idoneidade. 6 Considera-se indiciador da falta de idoneidade para exercer a actividade de vigilante a declaração judicial de delinquente por tendência ou condenação transitada em julgado: a) Empena de prisão efectiva, pela prática de qualquer crime que atente contra a vida, a integridade física ou a liberdade pessoal; b) Pela prática de crime contra a liberdade e a autodeterminação sexual. 7 As condenações previstas no número anterior não afectam a idoneidade de todos aqueles que tenham sido reabilitados, nem impedem a entidade organizadora do transporte de considerar, de forma justificada, que estão reunidas as condições de idoneidade do vigilante. Artigo 9.o Seguro Sem prejuízo dos demais seguros exigidos por lei, no exercício, a título principal, da actividade de transporte de crianças, é obrigatório seguro de responsabilidade civil pelo valor máximo legalmente permitido, que inclua os passageiros transportados e respectivos prejuízos. CAPÍTULO III Da segurança no transporte Artigo 10.o Lotação 1 A cada criança corresponde um lugar sentado no automóvel, não podendo a lotação do mesmo ser excedida. 2 Nos automóveis com mais de nove lugares, as crianças menores de 12 anos não podem sentar-se nos lugares contíguos ao do motorista e nos lugares da primeira fila
147 3 Exceptuam-se do disposto no número anterior os automóveis que possuam separadores de protecção, devidamente homologados, entre o motorista e os lugares dos passageiros. Artigo 11.o Cintos de segurança e sistemas de retenção 1 Todos os lugares dos automóveis utilizados no transporte de crianças devem estar equipados com cintos de segurança, devidamente homologados, cuja utilização é obrigatória, nos termos da legislação específica em vigor. 2 A utilização do sistema de retenção para crianças (SRC), devidamente homologado, é obrigatória, aplicando- se o disposto em legislação específica em vigor. 3 Os automóveis matriculados antes da data de entrada em vigor da presente lei devem dispor de cintos de segurança com três pontos de fixação ou subabdominais. Artigo 12.o Portas e janelas 1 As portas dos automóveis afectos ao transporte de crianças só podem ser abertas pelo exterior ou através de um sistema comandado pelo motorista e situado fora do alcance das crianças. 2 Com excepção da janela correspondente ao lugar do motorista, as janelas dos automóveis a que se refere o número anterior devem possuir vidros inamovíveis ou travados a um terço da abertura total. Artigo 13.o Tacógrafo Os automóveis utilizados no transporte de crianças devem estar equipados com tacógrafo devidamente homologado. Artigo 14.o Outros equipamentos Os automóveis utilizados no transporte de crianças devem estar providos com extintor de incêndios e caixa de primeiros socorros, cujas características são fixadas por despacho do director-geral de Viação. Artigo 15.o Sinalização em circulação Na realização do transporte de crianças os automóveis devem transitar com as luzes de cruzamento acesas. Artigo 16.o Tomada e largada de passageiros 1 Os motoristas devem assegurar-se de que os locais de paragem para tomada ou largada de crianças não põem em causa a sua segurança, devendo, quando os automóveis estiverem parados, accionar as luzes de perigo. 2 A tomada e a largada das crianças devem ter lugar, sempre que possível, dentro de recintos ou em locais devidamente assinalados junto das instalações a que se dirigem. 3 Os automóveis devem parar o mais perto possível do local de tomada ou largada das crianças, não devendo fazê-lo nem no lado oposto da faixa de rodagem nem nas vias desprovidas de bermas ou passeios, a não ser que não seja possível noutro local, devendo, neste caso, as crianças, no atravessamento da via, ser acompanhadas pelo vigilante, devidamente identificado por colete retrorreflector e com raqueta de sinalização, devidamente homologados. 4 A entidade gestora da via deve proceder à sinalização de locais de paragem específicos, para a tomada e largada das crianças, junto das instalações que estas frequentam. Artigo 17.o Transporte de volumes No interior do automóvel que efectua transporte de crianças não é permitido o transporte de volumes cujos dimensão, peso e características não permitam o seu acondicionamento nos locais apropriados e seguros, para que não constituam qualquer risco ou incómodo para os passageiros. CAPÍTULO IV Fiscalização e regime sancionatório Artigo 18.o Fiscalização São competentes para a fiscalização do cumprimento do disposto na presente lei as seguintes entidades: a) Guarda Nacional Republicana; b) Polícia de Segurança Pública; c) Inspecção-Geral do Trabalho; d) Inspecção-Geral de Obras Públicas e Transportes; e) Direcção-Geral de Viação; f) Direcção-Geral de Transportes Terrestres
148 Artigo 19.o Contra-ordenações 1 As infracções à presente lei constituem contraordenações. 2 As contra-ordenações são sancionadas e processadas nos termos da respectiva lei geral, com as adaptações constantes desta lei e, no caso de contra-ordenações cujo processamento compete à DGV, com as adaptações constantes do Código da Estrada. 3 Para os efeitos do disposto na presente lei, constitui contra-ordenação: a) O exercício, a título profissional, da actividade sem alvará, nos termos do artigo 3.o; b) A falta dos requisitos de acesso à actividade previstos no artigo 4.o; c) A utilização de automóveis não licenciados ou cuja licença tenha caducado ou se encontre suspensa, nos termos do artigo 5.o; d) A não utilização do dístico e da placa, e ostentação desta, a que aludem os n.os 4 e 5 do artigo 5.o; e) A condução de automóveis por parte de motoristas não certificados, inclusive o incumprimento do disposto na alínea c) do n.o 1 do artigo 6.o; f) A ausência ou insuficiência de vigilantes, assim como o não uso de colete retrorreflector, nos termos do artigo 8.o; g) A falta de documento comprovativo da satisfação do requisito de idoneidade do vigilante, a que se refere o n.o 5 do artigo 8.o; h) A falta de seguro de responsabilidade civil, nos termos do artigo 9.o; i) Oexcesso de lotação, nos termos dos artigos 10.o e 26.o; j) O incumprimento das normas relativas aos cintos de segurança previstas no artigo 11.o; l) O incumprimento das normas relativas às portas e janelas dos automóveis, nos termos do artigo 12.o; m) A falta de tacógrafo ou a sua utilização ilegal, nos termos do artigo 13.o; n) Anão utilização dos equipamentos de segurança previstos no artigo 14.o; o) A circulação de automóveis sem as luzes de cruzamento acesas, nos termos do artigo 15.o; p) A tomada e largada de passageiros em desrespeito das obrigações previstas no artigo 16.o; q) O transporte de volumes em violação do artigo 17.o 4 São contra-ordenações muito graves as previstas nas alíneas a), b), c), e) e h) do número anterior. 5 São contra-ordenações graves as previstas nas alíneas f), g), i), j), l), m), p) e q) do n.o 3 do presente artigo. 6 São contra-ordenações leves as previstas nas alíneas d), n) e o) do n.o 3 do presente artigo. Artigo 20.o Coimas 1 As coimas a aplicar estão sujeitas ao regime geral das contra-ordenações. 2 As contra-ordenações muito graves são punidas com coima entre E 1000 e E As contra-ordenações graves são punidas com coima entre E 500 e E As contra-ordenações leves são punidas com coima entre E 150 e E 1000, assim como outras violações de deveres não mencionadas no artigo anterior e previstas na presente lei. Artigo 21.o Determinação da medida da coima 1 A medida da coima é determinada, dentro dos seus limites, em função da gravidade da contra-ordenação, da culpa, da situação económica do agente e do benefício económico que este retirou da prática da contra-ordenação. 2 A tentativa e a negligência são puníveis, com redução ametade dos limites mínimo e máximo da coima aplicável. Artigo 22.o Sanções acessórias 1 Cumulativamente com as coimas, podem ser aplicadas aos responsáveis por qualquer contra-ordenação muito grave e grave, além das previstas no regime geral dos ilícitos de mera ordenação social, as seguintes sanções acessórias: a) Apreensão e perda do objecto da infracção, incluindo o produto do benefício obtido pelo infractor através da prática da contra-ordenação; b) Interdição temporária do exercício pelo infractor da profissão ou da actividade a que a contra- ordenação respeita; c) Revogação do alvará ou da licença. 2 As sanções referidas nas alíneas b) e c) do número anterior não podem ter duração superior a três anos, contados da decisão condenatória definitiva. Artigo 23.o Cumprimento do dever violado Sempre que o ilícito de mera ordenação social resulte 2.130
149 da omissão de um dever, o pagamento da coima ou o cumprimento da sanção acessória não dispensa o infractor do cumprimento do dever, se este ainda for possível. Artigo 24.o Processamento e aplicação das coimas 1 O processamento das contra-ordenações previstas nas alíneas a) a h) do n.o 3 do artigo 19.o compete à DGTT, e a aplicação das coimas é da competência do director-geral de Transportes Terrestres. 2 O processamento das contra-ordenações previstas nas alíneas i), j), l), n), o), p) e q) do n.o 3 do artigo 19.o, com excepção do número seguinte, compete à DGV, e a aplicação das coimas é da competência do director-geral de Viação. 3 O processamento das contra-ordenações fundadas na alínea m) do n.o 3 do artigo 19.o compete à Inspecção-Geral do Trabalho (IGT), e a aplicação das coimas é da competência do inspector-geral do Trabalho. Artigo 25.o Produto das coimas 1 As receitas provenientes da aplicação das coimas da competência da DGTT são distribuídas da seguinte forma: a) 20%para a DGTT, constituindo receita própria; b) 20% para a entidade fiscalizadora; c) 60% para o Estado. 2 As receitas provenientes da aplicação das coimas da competência da DGV são distribuídas da seguinte forma: a) 20% para a DGV, constituindo receita própria; b) 20% para a entidade fiscalizadora; c) 60% para o Estado. 3 As receitas provenientes da aplicação das coimas da competência da IGT serão distribuídas da seguinte forma: a) 20% para a IGT, constituindo receita própria; b) 20% para a entidade fiscalizadora; c) 60% para o Estado. CAPÍTULO V Disposições finais Artigo 26.o Actividade acessória promoção de actividades culturais, recreativas, sociais e desportivas, não são aplicáveis os artigos 6.o, excepto a alínea b) do n.o 1, 8.o e 13.o, desde que o automóvel utilizado não tenha uma lotação superior a nove lugares, incluindo o do motorista. Artigo 27.o Norma revogatória São revogados o n.o 2 do artigo 12.o do Decreto-Lei n.o 299/84, de 5 de Setembro, e a Portaria n.o 344/78, de 29 de Junho. Artigo 28.o Regulamentação O Governo deve aprovar no prazo de 120 dias a regulamentação exigida pela boa execução da presente lei. Artigo 29.o Vigência 1 A presente lei entra em vigor 30 dias após a sua publicação. 2 Sem prejuízo do disposto no artigo 8.o e no capítulo III, ao prazo referido no número anterior acresce: a) Seis meses para a generalidade das entidades transportadoras; b) Um ano para as câmaras municipais; c) Dois anos para as juntas de freguesia, instituições particulares de solidariedade social e outras pessoas colectivas sem fins lucrativos; d) Três anos para as pessoas colectivas sem fins lucrativos cujo objecto social seja a promoção de actividades culturais, recreativas e desportivas. Aprovada em 9 de Fevereiro de O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama. Promulgada em 27 de Março de Publique-se. O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA. Referendada em 27 de Março de O Primeiro-Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. No transporte de crianças a título acessório, às pessoas colectivas sem fins lucrativos, cujo objecto social é a 2.131
150 Lei n.o 17-A/2006 de 26 de Maio Alteração à Lei n.o 13/2006, de 17 de Abril (transporte colectivo de crianças). Lei n.o 17-A/2006 de 26 de Maio Primeira alteração à Lei n.o 13/2006, de 17 de Abril (transporte colectivo de crianças) A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.o da Constituição, o seguinte: Artigo 1.o Alteração à Lei n.o 13/2006, de 17 de Abril O artigo 29.o da Lei n.o 13/2006, de 17 de Abril, passa a ter a seguinte redacção: «Artigo 29.o [...] Sem prejuízo do disposto no artigo 8.o do capítulo II e nos artigos 10.o, 14.o, 15.o, 16.o e 17.o do capítulo III, ao prazo referido no número anterior acresce: a) b) c) d) » Artigo 2.o Início da vigência A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. Aprovada em 18 de Maio de O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama. Publique-se. Promulgada em 24 de Maio de O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA. Referendada em 25 de Maio de O Primeiro-Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa Portaria n.º 131/2006 de 16 de Fevereiro O regime de restrições à circulação de veículos que transportam mercadorias perigosas, estabelecido na Portaria n.º 331-B/98, de 1 de Junho, tem-se revelado, no essencial, apropriado à prossecução do objectivo visado, ou seja, conciliar nos períodos de maior densidade de tráfego níveis ajustados de fluidez da circulação com condições de segurança adequadas. Portaria n.o 131/2006 de 16 de Fevereiro O regime de restrições à circulação de veículos que transportam mercadorias perigosas, estabelecido na Portaria n.o 331-B/98, de 1 de Junho, tem-se revelado, no essencial, apropriado à prossecução do objectivo visado, ou seja, conciliar nos períodos de maior densidade de tráfego níveis ajustados de fluidez da circulação com condições de segurança adequadas. Concretamente, as análises de tráfego levadas a efeito nos últimos sete anos têm confirmado que os picos de volume coincidem, com poucas variações, com os períodos de tempo previstos nos fins-de-semana e nas segundas- feiras de manhã nos acessos aos principais 2.132
151 aglomerados urbanos. Entretanto, a classificação das vias introduzida pelo Plano Rodoviário Nacional de 2000 (PRN 2000) requer que o enunciado das vias sujeitas a restrições seja actualizado como condição indispensável à sua correcta identificação, à acção fiscalizadora e à verificação das infracções. Tendo-se concluído, pelo cruzamento dos dados do tráfego médio diário anual com os da sinistralidade observada, ou seja, número de acidentes com vítimas e número de pontos negros, que a perigosidade de certos troços passou a ser reduz da em resultado, nomeadamente, da abertura ao tráfego de outras vias alternativas com boas características, torna-se necessário rever a aplicabilidade de algumas restrições dos casos em que uma cuidadosa análise de riscos permitiu extrair a referida conclusão. Aproveita-se para actualizar as referências às normas positivas da regulamentação do transporte de mercadorias perigosas em face da recente evolução que as mesmas conheceram. Foi ouvida a Comissão Nacional do Transporte de Mercadorias Perigosas. Assim: Nos termos e ao abrigo do disposto na alínea b) do n.o 2 do artigo 4.o do Decreto-Lei n.o 44/2005, de 23 de Fevereiro, e no n.o 2 do artigo 10.o do Código da Estrada, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 114/94, de 3 de Maio, com a última redacção que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei n.o 44/2005, de 23 de Fevereiro, e ainda na secção do regulamento aprovado pelo Decreto- Lei n.o 267-A/2003, de 27 de Outubro: Manda o Governo, pelo Ministro de Estado e da Administração Interna, o seguinte: 1.o Os n.os 1.o, 2.o, 7.o e 11.o da Portaria n.o 331-B/98, de 1 de Junho, alterada pela Portaria n.o 578-A/99, de 28 de Julho, passam a ter a seguinte redacção: «1.o É proibido o trânsito de automóveis pesados que transportem mercadorias perigosas e que devam ser sinalizados com os painéis laranja previstos na secção do regulamento aprovado pelo Decreto-Lei n.o 267-A/2003, de 27 de Outubro, entre as 18 e as 21 horas de sextas-feiras, de domingos, de feriados nacionais e de vésperas de feriados nacionais nas seguintes vias: a) EN 6, entre Lisboa e Cascais; b) EN 10, entre Infantado e Vila Franca de Xira; c) EN 14, entre Maia e Braga; d) EN 15, entre Porto e Campo (A 4); e) EN 105, entre Porto e Alfena (nó com o IC 24); f) IC 1, entre Coimbrões e Miramar; g) EN 209, entre Porto e Gondomar; h) EN 209 (ER), entre Gondomar e Valongo; i) IC 2 (EN 1), entre Alenquer e Carvalhos; j) EN 13, entre Porto e Viana do Castelo; l) EN 1, entre Carvalhos e Vila Nova de Gaia (Santo Ovídio); m) EN 101, entre Braga e Vila Verde; n) EN 125 (ER), entre Lagos e São João da Venda; o) IC 4 (EN 125), entre São João da Venda e Faro; p) EN 125, entre Faro e Olhão; q) EN 125 (ER), entre Olhão e o nó da Pinheira; r) EN 222, entre Porto e a barragem de Crestuma/ Lever. 2.o a) A 1, entre Alverca e Lisboa; b) A 2, entre Almada e Lisboa; c) A 5, entre a ligação à CREL e Lisboa; d) A 8, entre Loures e Lisboa; e) IC 19, entre o nó da CREL e Lisboa (Damaia); f) EN 6, entre Cascais e Lisboa; g) EN 10, entre Vila Franca de Xira e Alverca; h) A 3, entre a ligação ao IC 24 e Porto; i) A 4, entre o nó com a A 3 e Porto; j) EN 13, entre Moreira e Porto; l) EN 105, entre Alfena (nó com o IC 24) e Porto; m) IC 1, entre Miramar e Porto; n) EN 209, entre Gondomar e Porto; o) EN 222 (ER), entre Avintes e Porto. 7.o Ficam excepcionados das restrições previstas nos números anteriores os veículos que efectuem transportes de: a) Mercadorias perigosas destinadas às unidades de saúde públicas ou privadas; b) c) d) o a) b) Identificação das mercadorias a transportar, mencionando o número de identificação ONU, a designação oficial de transporte e a classe; c) » 2.o São revogados os n.os 4.o, 5.o e 6.o da Portaria n.o 331-B/98, de 1 de Junho. Pelo Ministro de Estado e da Administração Interna, Ascenso Luís Seixas Simões, Secretário de Estado da Administração Interna, em 26 de Janeiro de
152 Portaria n.º 331-B/98 de 1 de Junho O regime de restrições à circulação de veículos que transportam mercadorias perigosas é actualmente o estabelecido na Portaria n.º 552/87, de 3 de Julho, que proíbe a circulação desses veículos em todas as vias públicas aos sábados, das 15 às 22 horas, e aos domingos e feriados nacionais, das 7 às 24 horas. Portaria n.o 331-B/98 de 1 de Junho O regime de restrições à circulação de veículos que transportam mercadorias perigosas é actualmente o estabelecido na Portaria n.o 552/87, de 3 de Julho, que proíbe a circulação desses veículos em todas as vias públicas aos sábados, das 15 às 22 horas, e aos domingos e feriados nacionais, das 7 às 24 horas. As melhorias introduzidas na rede viária permitem, apesar do crescimento do parque automóvel, diminuir as restrições actualmente impostas, no que respeita quer às vias quer aos períodos em que são aplicáveis. Os factores atrás indicados aconselham a redefinir um novo regime de restrições à circulação para aqueles veículos que permita conciliar, nos períodos de maior densidade de tráfego, níveis ajustados de fluidez da circulação com condições de segurança adequadas. Por outro lado, tendo em conta a necessidade de reduzir os efeitos das medidas restritivas na actividade económica, permite-se a livre circulação de veículos afectos a transportes internacionais, bem como a utilização de auto-estradas e de itinerários principais. As restrições no troço do IP 1, entre Alcácer do Sal e a EN 125, e, às segundas-feiras de manhã, nos acessos aos principais aglomerados urbanos, incluindo algumas auto-estradas, decorre da grande intensidade de tráfego que se verifica nessas vias, principalmente nos períodos em que vão vigorar aquelas restrições. Assim, nos termos e ao abrigo do disposto no n.o 2 do artigo 10.o do Código da Estrada e na alínea b) do n.o 2 do artigo 6.o do Decreto-Lei n.o 114/94, de 3 de Maio, com a redacção dada pelo Decreto-Lei n.o 2/98, de 3 de Janeiro, e ainda no artigo 6.o do Decreto- Lei n.o 77/97, de 5 de Abril: Manda o Governo, pelo Ministro da Administração Interna, o seguinte: 1.o É proibido o trânsito de automóveis pesados afectos ao transporte de mercadorias perigosas que, de acordo com a Portaria n.o 1196-C/97, de 24 de Novembro, devam ser sinalizados com painel laranja, entre as 18 e as 21 horas de sextas-feiras, de domingos, de feriados nacionais e de vésperas de feriados nacionais, nas seguintes vias: a) Na área metropolitana de Lisboa: a.1) Ponte sobre o Tejo e seus acessos (Lisboa, nó de Almada, na AE 2); a.2) EN 6, entre Lisboa e Cascais; a.3) EN 10, entre o Infantado e Vila Franca de Xira; b) Na área metropolitana do Porto: b.1) EN 12, estrada da Circunvalação; b.2) EN 14, entre Porto e Braga; b.3) EN 15, entre Porto e Campo (A 4); b.4) EN 105, entre Porto e Alfena (nó com o IC 24); b.5) EN 109, entre Coimbrões e Miramar; b.6) EN 208, entre Alto da Maia e Valongo; b.7) EN 209, entre Porto, Gondomar e Valongo; c) EN 1, entre Vila Franca de Xira e Vila Nova de Gaia (Santo Ovídio); d) EN 4, entre Pegões e Montemor-o-Novo; e) EN 13, entre Porto e Viana do Castelo; f) EN 101, entre Braga e Vila Verde; g) EN 247, entre Cascais e Carvoeira; h) EN 109, entre Miramar e Leiria; i) EN 125, entre Lagos e Vila Real de Santo António; j) EN 222, entre Porto e a barragem de Crestuma/ Lever; l) EN 366, entre o nó de Aveiras de Cima e Alcoentre; m) Variante à EN 366, entre Alcoentre e Quebradas (nó com o IC 2); n) IP 1, entre o nó de acesso a norte de Alcácer do Sal e a EN o É também proibida a circulação dos veículos a que se refere o n.o 1.o, às segundas-feiras, entre as 7 e as 10 horas, salvo nos meses de Julho e Agosto, nas vias de acesso às cidades de Lisboa e Porto a seguir indicadas e apenas no sentido de entrada naquelas cidades: a) Acessos a Lisboa: 1) A 1, entre Alverca e Lisboa; 2) A 2, entre Almada e Lisboa; 3) A 5, entre a ligação à CREL e Lisboa; 4) A 8, entre Loures e Lisboa; 5) A 12, entre o nó do Montijo e Lisboa; 6) IC 19, entre o nó da CREL e Lisboa; 7) EN 6, entre Cascais e Lisboa; 8) EN 10, entre Vila Franca de Xira e Lisboa; 2.134
153 b) Acessos ao Porto: 1) A 1, entre Carvalhos e Porto; 2) A 3, entre a ligação ao IC 24 e Porto; 3) A 4, entre o nó com a A 3 e Porto; 4) EN 13, entre Moreira e Porto; 5) EN 14, entre Maia e Porto; 6) EN 15, entre Valongo e Porto; 7) EN 105, entre Alfena e Porto; 8) EN 108, entre Gondomar (Ramalde) e Porto; 9) EN 109, entre Miramar e Porto; 10) EN 209, entre Gondomar e Porto; 11) EN 222, entre Avintes e Porto. 3.o É proibida a circulação dos veículos a que se refere o n.o 1.o no túnel da Gardunha, localizado no IP 2, entre Alpedrinha e Fundão. 4.o Para efeitos do disposto na presente portaria, nos feriados municipais que, face à previsibilidade de grande intensidade de tráfego, determinem a adopção de restrições à circulação e que ocorram num dos dois dias imediatamente anteriores ou posteriores aos referidos no n.o 1.o são aplicáveis as restrições previstas no n.o 1.o da presente portaria. 5.o As restrições previstas no número anterior podem abranger todas ou parte das vias referidas no n.o 1.o e são publicitadas por despacho do director-geral de Viação, a publicar durante o mês de Dezembro do ano anterior àquele em que se verificam. 6.o As restrições previstas nos n.os 1.o e 2.o podem não ser aplicáveis se os dias a que respeitam ocorrerem imediatamente antes ou após um outro dia em que vigorem restrições à circulação, nos termos da presente portaria, e seja previsível uma reduzida intensidade de tráfego, o que será divulgado através do despacho referido no n.o 5.o 7.o Ficam excepcionados das restrições previstas nos números anteriores, salvo das estabelecidas no n.o 3.o, os veículos que efectuem transportes internacionais e ainda os que transportem: a) Mercadorias perigosas destinadas a hospitais; b) Mercadorias perigosas destinadas às Forças Armadas, militarizadas e policiais; c) Combustíveis destinados ao abastecimento de aeroportos e portos marítimos; d) Mercadorias perigosas que provenham de navios ou se destinem ao respectivo carregamento. 8.o A Direcção-Geral de Viação pode conceder autorizações especiais de circulação para veículos que: a) Efectuem carregamentos, durante os períodos previstos nos n.os 1.o e 2.o, desde que, cumulativamente: a.1) A unidade de produção ou de armazenamento onde é efectuado o carregamento seja servida unicamente por uma via sujeita a restrições; a.2) A utilização da via referida na alínea anterior permita o acesso directo a uma outra via não sujeita a restrições; b) Transportem mercadorias perigosas imprescindíveis à laboração contínua de unidades de produção. 9.o O director-geral de Viação pode ainda autorizar excepcionalmente a circulação de veículos sujeitos a restrições, nos termos do presente diploma, quando a sua deslocação seja indispensável e urgente, atentas razões de interesse público que importe salvaguardar. 10.o Para efeitos do disposto nos n.os 8.o e 9.o, a Direcção-Geral de Viação pode solicitar parecer de entidades oficiais competentes, quer quanto à indispensabilidade e urgência do transporte, quer quanto ao itinerário a percorrer. 11.o Para efeitos de instrução do pedido de autorização, a entidade interessada no transporte deve, juntamente com fotocópia do livrete e do certificado de aprovação ADR do veículo, quando for o caso, apresentar requerimento fundamentado, onde conste: a) Identificação do transportador; b) Identificação das mercadorias a transportar, mencionando a classe ADR e o número de identificação ONU; c) Indicação do(s) dia(s), hora(s) e via(s) previsto(s) para a circulação. 12.o Excepcionalmente, e em caso de não ser comprovadamente viável o recurso ao disposto no n.o 8.o, podem ser concedidas pelo posto policial mais próximo do local de início do transporte autorizações especiais, nos casos previstos naquele número. 13.o Se o transporte que, em condições normais, seria concluído antes do início do período de restrição o não puder ser, por motivos imprevistos e de força maior, pode o posto policial mais próximo ou em melhores condições de verificar a ocorrência autorizar a conclusão desse transporte, em tempo devidamente determinado e nas condições que melhor acautelarem a segurança da circulação rodoviária. 14.o Os modelos de autorização previstos nos n.os 8.o, 9.o, 12.o e 13.o são aprovados por despacho do directorgeral de Viação. 15.o É revogada a Portaria n.o 552/87, de 3 de Julho. 16.o O presente diploma entra imediatamente em vigor. Ministério da Administração Interna. Assinada em 19 de Maio de Pelo Ministro da Administração Interna, Armando António Martins Vara, Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna
154 Portaria n.º 682/96 de 21 de Novembro Limites Dimensionais de Veículos. Portaria n.o 682/96 de 21 de Novembro Sendo essencial harmonizar a legislação nacional relativa a limites dimensionais de veículos com a dos restantes Estados membros da União Europeia e face ao estabelecido na Directiva n.o 96/53/CE, de 25 de Julho de 1996, importa efectuar alguns ajustamentos na regulamentação em vigor. Assim, nos termos dos artigos 57.o e 58.o do Código da Estrada, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 114/94, de 3 de Maio, e ao abrigo do disposto no n.o 3 do artigo 6.o deste diploma: Manda o Governo, pelo Ministro da Administração Interna, o seguinte: 1.o A alínea f) do n.o 1.o e a alínea b) do n.o 7.o da Portaria n.o 850/94, de 22 de Setembro, passam a ter a seguinte redacção: «f) Veículo de transporte condicionado, qualquer veículo cujas superstruturas fixas ou amovíveis estejam especialmente equipadas para o transporte de mercadorias a uma temperatura controlada e cujas paredes laterais, incluindo o isolamento, tenham pelo menos 45 mm de espessura. b) Largura: Qualquer veículo 2,55 m; Superstruturas dos veículos de transporte condicionado 2,60 m;» 2.o O n.o 4 do artigo 20.o do Regulamento do Código da Estrada, aprovado pelo Decreto-Lei n.o , de 22 de Dezembro de 1954, passa a ter a seguinte redacção: «4 As caixas dos veículos automóveis de mercadorias e pesados de passageiros só poderão prolongar-se além do eixo da retaguarda até uma distância igual a 60% da distância entre eixos. Nos veículos automóveis equipados com caixas especiais, o mesmo limite pode, com autorização da Direcção-Geral de Viação, ser excedido, sem prejuízo do disposto no número anterior. Contudo, nos veículos automóveis pesados de passageiros e nos veículos automóveis equipados com caixas especiais, nenhuma parte do veículo poderá passar além de um plano vertical paralelo à face lateral do mesmo e distando desta 80 cm quando o veículo descreve uma curva com o ângulo de viragem máximo das rodas directrizes.» Ministério da Administração Interna. Assinada em 16 de Outubro de O Secretário de Estado da Administração Interna, Armando António Martins Vara
155 Portaria n.º 930/2005 de 28 de Setembro O Decreto-Lei n.º 221/2004, de 18 de Novembro, fixou as condições a que deve obedecer o transporte particular de trabalhadores agrícolas nas caixas de carga dos reboques, semi-reboques e veículos de mercadorias, remetendo para futura regulamentação a determinação dos requisitos técnicos a observar pelos veículos utilizados naquele transporte. Portaria n.o 930/2005 de 28 de Setembro O Decreto-Lei n.o 221/2004, de 18 de Novembro, fixou as condições a que deve obedecer o transporte particular de trabalhadores agrícolas nas caixas de carga dos reboques, semireboques e veículos de mercadorias, remetendo para futura regulamentação a determinação dos requisitos técnicos a observar pelos veículos utilizados naquele transporte. Pela presente portaria fixam-se os referidos requisitos técnicos. Assim: Ao abrigo do disposto no artigo 3.o do Decreto-Lei n.o 221/2004, de 18 de Novembro: Manda o Governo, pelo Ministro de Estado e da Administração Interna, o seguinte: 1.o O transporte particular de trabalhadores agrícolas só pode ser efectuado nas caixas de carga, não basculantes, pertencentes a veículos de mercadorias ou a reboques e semi-reboques cujos respectivos certificados de matrícula os identifiquem como pertencentes ao tipo agrícola. 2.o É proibido o transporte de trabalhadores em pé. 3.o Os bancos destinados a este transporte devem possuir estrutura robusta, isolada ou contínua, e estarem fixados de forma adequada e directa ao estrado da caixa da carga. 4.o A colocação dos bancos pode ser efectuada: a) Longitudinalmente junto aos taipais laterais, ficando os espaldares em concordância com os mesmos taipais e aos quais se podem fixar de forma amovível; b) Se a caixa tiver largura suficiente para mais de duas filas de bancos, estes também podem ser colocados, no sentido longitudinal, ao longo da zona média; c) Transversalmente, devendo neste caso, situarem--se o mais à frente possível, virados para a retaguarda ou para a frente; d) Quando virados para a frente, os bancos devem possuir cintos de segurança de dois pontos, pelo menos, devidamente homologados. 5.o As dimensões mínimas dos bancos são as seguintes: a) A altura da parte superior do assento ao pavimento pode variar entre 35 cm e 45 cm; b) A largura mínima do assento é de 40 cm por pessoa ou por banco individual; c) A profundidade mínima do mesmo assento é de 35 cm; d) A sobrelevação mínima do espaldar é de 35 cm. 6.o O espaço livre mínimo à frente dos assentos é: a) De 35 cm para os bancos orientados no mesmo sentido; b) De 60 cm para os bancos colocados frente-a-frente. 7.o No espaço livre destinado à colocação dos pés deve ter a dimensão mínima de 35 cm. 8.o O transporte conjunto de utensílios agrícolas na mesma caixa de carga deve ser efectuado por uma das seguintes formas: a) Na parte da frente da caixa do veículo, separado das pessoas por um taipal de, pelo menos, 45 cm de altura; b) Dentro de uma caixa dotada de tampa e de fecho apropriados, a fixar de forma adequada em qualquer local da caixa de carga do veículo. 9.o Os lugares para passageiros, bem como os locais destinados aos utensílios, devem ser distribuídos no interior das caixas de carga dos veículos de forma a assegurar a maior estabilidade dos mesmos. 10.o Os reboques, semi-reboques e veículos de mercadorias de caixa aberta devem estar equipados com uma estrutura do tipo toldo, de paredes não rígidas, destinada a proteger dos agentes atmosféricos os trabalhadores transportados. Pelo Ministro de Estado e da Administração Interna, Ascenso Luís Seixas Simões, Secretário de Estado da Administração Interna, em 2 de Setembro de
156
157 Bibliografia BIBLIOGRAFIA C.1
158
159 DOCUMENTOS DE SAÍDA
160
161 Pós-Teste PÓS-TESTE Em relação às perguntas seguintes, são apresentadas 4 (quatro) respostas das quais apenas 1 (uma) está correcta. Para cada exercício indique a resposta que considera correcta, colocando uma cruz (X) no quadrado respectivo. 1 - O Despacho nº 11366/2002 tem como tema: a) Alteração da distância entre eixos em automóveis da categoria N... b) Alteração da distância entre vias em automóveis da categoria N... c) Anotações especiais em documentos do veículo... d) O valor máximo da largura das caixas dos veículos automóveis O Despacho nº 877/2003 tem como tema: a) Montagem de empilhadores em veículos das categorias euriopeias N3 e O4... b) Publicidade em veículos pesados utilizados em transporte público de passageiros... c) Montagem de gruas... d) O valor máximo da largura das caixas dos veículos automóveis O Despacho nº 12802/2004 tem como tema: a) Montagem de empilhadores em veículos das categorias europeias N3 e O4... b) Publicidade em veículos pesados utilizados em transporte público de passageiros... c) Montagem de gruas... d) Alteração da distância entre eixos em automóveis da categoria N O Despacho nº 22781/2006 tem como tema: a) Certificado de aprovação TIR... b) Anotações especiais em documentos do veículo... c) Emissão de certificados ADR... d) Montagem de empilhadores em veículos das categorias europeias N3 e O4... S.1
162 Pós-Teste 5 - O Despacho que tem como tema: O valor máximo da largura das caixas dos veículos automóveis é o: a) Despacho nº 14714/ b) Despacho nº 11366/ c) Despacho nº 877/ d) Despacho DGV nº 45/ A lei que regulamenta o transporte colectivo de crianças é a: a) Lei nº 13/ b) Lei nº 17/ c) Lei nº 13/ d) Lei nº 113/ Qual o Decreto-Lei que transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva nº2000/30/ CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de Junho, relativa à inspecção técnica na estrada dos veículos que circulam no território da Comunidade? a) Decreto-Lei nº 131/ b) Decreto-Lei nº 92/ c) Decreto-Lei nº 99/ d) Decreto-Lei nº 58/ Qual o Decreto-Lei que estabelece a entidade competente para a concessão da homologação do fabrico de pneus recauchutados para os automóveis de mercadorias, de passageiros e respectivos reboques? a) Decreto-Lei nº 131/ b) Decreto-Lei nº 92/ c) Decreto-Lei nº 80/ d) Decreto-Lei nº 58/ S.2
163 Pós-Teste 9 Qual a Portaria que fixa os requisitos técnicos a que deve obedecer o transporte particular de trabalhadores agrícolas nas caixas de carga dos reboques, semi-reboques e veículos de mercadorias? a) Portaria nº 930/ b) Portaria nº 131/ c) Portaria nº 682/96... d) Portaria nº 910/ Qual o Decreto-Lei que aprova o regulamento dos dispositivos de limitação de velocidade de determinadas categorias de veículos automóveis? a) Decreto-Lei nº 58/ b) Decreto-Lei nº 93/ c) Decreto-Lei nº 80/ d) Decreto-Lei nº 46/ S.3
164 Corrigenda do Pós-Teste CORRIGENDA DO PÓS-TESTE Nº DA QUESTÃO RESPOSTA CORRECTA 1 a) 2 c) 3 b) 4 b) 5 d) 6 c) 7 b) 8 c) 9 a) 10 d) S.4
165
CLASSIFICAÇÃO DOS VEÍCULOS
3.1 - LIMITES DE PESO Do Decreto-Lei n.º 133/2010 de 22 de Dezembro Regulamento que fixa os pesos e as dimensões máximos autorizados para os veículos em circulação Artigo 8.º - Peso bruto máximo dos veículos
Decreto Regulamentar n.º 7/98 de 6 de Maio
Decreto Regulamentar n.º 7/98 de 6 de Maio Estabelece normas relativas a dispositivos limitadores de velocidade e define o relevo dos desenhos dos pisos dos pneus A revisão do Código da Estrada, operada
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA. Decreto-Lei n.º 137/2006 de 26 de Julho
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA Decreto-Lei n.º 137/2006 de 26 de Julho O gás natural comprimido, designado por GNC, é um combustível alternativo, que pode ser utilizado na alimentação dos motores
COMISSÃO NACIONAL DO TRANSPORTE DE MERCADORIAS PERIGOSAS
COMISSÃO NACIONAL DO TRANSPORTE DE MERCADORIAS PERIGOSAS CNTMP/2007/16(P9) 22.6.2007 (rev.1) PARTE 9 CAPÍTULO 9.1 9.1.1 9.1.1.1 9.1.1.2 Veículo FL : a) um veículo destinado ao transporte de líquidos com
Automóvel - É o veículo com motor de propulsão, dotado de pelo menos quatro rodas, com:
CLASSIFICAÇÃO DOS VEÍCULOS Automóvel - É o veículo com motor de propulsão, dotado de pelo menos quatro rodas, com: tara superior a 550 kg, velocidade máxima é, por construção, superior a 25 km/h, destina-se,
PARTE 9 Prescrições relativas à construção e aprovação dos veículos
PARTE 9 Prescrições relativas à construção e aprovação dos veículos - 1239 - CAPÍTULO 9.1 CAMPO DE APLICAÇÃO, DEFINIÇÕES E PRESCRIÇÕES PARA A APROVAÇÃO DE VEÍCULOS 9.1.1 Campo de aplicação e definições
Decreto-Lei n.º 249/2000 de 13 de Outubro. Regime de aprovação e de circulação na via pública dos comboios turísticos
Decreto-Lei n.º 249/2000 de 13 de Outubro Regime de aprovação e de circulação na via pública dos comboios turísticos A circulação de comboios turísticos, compostos por um veículo tractor e um ou mais reboques
Despacho nº /99 de 30 de Dezembro. Homologação de Separadores de Táxis
Despacho nº. 25759/99 de 30 de Dezembro Homologação de Separadores de Táxis O Decreto-Lei n.º 230/99, de 23 de Junho, veio desenvolver o regime jurídico aplicável ao separador de segurança para táxis,
Decreto-Lei n.º 374/98 de 24 de Novembro
Decreto-Lei n.º 374/98 de 24 de Novembro O Decreto-Lei n.º 139/95, de 14 de Junho, transpôs para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 93/68/CEE do Conselho, de 22 de Julho de 1993, com o fim de harmonizar
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA. Decreto-Lei n.º 89/2006 de 24 de Maio
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA Decreto-Lei n.º 89/2006 de 24 de Maio O presente decreto-lei transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva n.º 2005/67/CE, da Comissão, de 18 de Outubro, alterando
Considerando a necessidade de estabelecer os limites de pesos e dimensões para a circulação de veículos, resolve:
Resolução CONTRAN nº 210 de 13/11/2006 Estabelece os limites de peso e dimensões para veículos que transitem por vias terrestres e dá outras providências. 1 O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, no
Ministérios da Economia e da Inovação
Ministérios da Economia e da Inovação Decreto-Lei n.º 170/2005 de 10 de Outubro O presente decreto-lei tem por objectivo dar cumprimento à recomendação n.º 3/2004 da Autoridade da Concorrência no que à
RESOLUÇÃO Nº 210 DE 13 DE NOVEMBRO DE
RESOLUÇÃO Nº 210 DE 13 DE NOVEMBRO DE 2006 Estabelece os limites de peso e dimensões para veículos que transitem por vias terrestres e dá outras providências. Art. 1º As dimensões autorizadas para veículos,
Decreto-Lei n.º 38/92 de 28 de Março. Regula a actividade de transporte de doentes
Decreto-Lei n.º 38/92 de 28 de Março Regula a actividade de transporte de doentes A actividade de transporte de doentes não está no nosso país devidamente regulamentada, do que resultam graves inconvenientes
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA. Decreto-Lei n.º 109/2004 de 12 de Maio
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA Decreto-Lei n.º 109/2004 de 12 de Maio Os procedimentos a adoptar nas inspecções técnicas de veículos estão previstos no Decreto-Lei n.º 554/99, de 16 de Dezembro, que
PORTARIA N.º 528/2000 de 28 de Julho
PORTARIA N.º 528/2000 de 28 de Julho Os aperfeiçoamentos introduzidos nos exames de condução, com a generalização do recurso a testes de aplicação interactiva multimedia, a par da experiência colhida com
MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO
MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO RESOLUÇÃO Nº 210 DE 13 DE NOVEMBRO DE 2006 (com as alterações das Resoluções nº 284/08 e nº 373/11) Estabelece os limites de peso e dimensões para veículos
4482 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o de Maio de 2002 MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA
4482 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 111 14 de Maio de 2002 MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA Decreto-Lei n. o 132/2002 de 14 de Maio O presente diploma transpõe para o ordenamento jurídico nacional
Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo 1.º
A disponibilização para consulta do teor de diplomas legislativos não dispensa a consulta do Diário da República, não se responsabilizando a ERSE pelo seu conteúdo. Decreto-Lei n.º 184/2003, de 20 de Agosto
ANEXO DIRETIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO
COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 1.2.2017 COM(2017) 47 final ANNEX 1 ANEXO da DIRETIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO que altera a Diretiva 2003/59/CE, relativa à qualificação inicial e à formação contínua
Jornal Oficial da União Europeia L 146/7
8.6.2007 Jornal Oficial da União Europeia L 146/7 REGULAMENTO (CE) N. o 633/2007 DA COMISSÃO de 7 de Junho de 2007 que estabelece requisitos para a aplicação de um protocolo de transferência de mensagens
Legislação Farmacêutica Compilada. Decreto-Lei n.º 135/95, de 9 de Junho. INFARMED - Gabinete Jurídico e Contencioso 21
Regime jurídico da distribuição por grosso de medicamentos de uso humano (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto) A distribuição por grosso de medicamentos de uso humano no mercado interno
MINISTÉRIOS DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA E DAS FINANÇAS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Portaria n.º 1068/2006 de 29 de Setembro
MINISTÉRIOS DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA E DAS FINANÇAS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Portaria n.º 1068/2006 de 29 de Setembro As taxas devidas pelos serviços prestados pela Direcção-Geral de Viação não são actualizadas
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA. Decreto-Lei n.º 98/2006 de 6 de Junho
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA Decreto-Lei n.º 98/2006 de 6 de Junho O artigo 144.º do Código da Estrada, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 114/94, de 3 de Maio, na última redacção que lhe foi conferida
Estabelece os limites de peso e dimensões para veículos que transitem por vias terrestres.
RESOLUÇÃO Nº 12/98 Íntegra da Resolução já com as alterações trazidas pelas Resoluções nº 68/98, 163/04 e 184/05 Estabelece os limites de peso e dimensões para veículos que transitem por vias terrestres.
Dimensões e pesos máximos legais.
IG 15.v2 (08/10) Data de emissão: 9 de Agosto de 2010 Dimensões e pesos máximos legais. Colocamos esta informação ao seu dispor como apoio relativamente a dúvidas que possam surgir em relação a pesos ou
ANEXOS. Regulamento da Comissão
COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 3.4.2019 C(2019) 2327 final ANNEXES 1 to 2 ANEXOS do Regulamento da Comissão que altera o anexo IV do Regulamento (CE) n.º 661/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho e os
DATA: Quinta-feira, 3 de Dezembro de 1992 NÚMERO: 279/92 SÉRIE I-A. EMISSOR: Ministério da Indústria e Energia. DIPLOMA/ACTO: Decreto-Lei n.
DATA: Quinta-feira, 3 de Dezembro de 1992 NÚMERO: 279/92 SÉRIE I-A EMISSOR: Ministério da Indústria e Energia DIPLOMA/ACTO: Decreto-Lei n.º 272/92 SUMÁRIO: Estabelece normas relativas às associações inspectoras
Assim: Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
Decreto-Lei n.º 237/2007 de 19 de Junho Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 2002/15/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de Março, relativa à organização do tempo de trabalho
ANEXO I ESPECIFICAÇÕES PARA A FABRICAÇÃO DE ESPELHOS RETROVISORES
ANEXO I ESPECIFICAÇÕES PARA A FABRICAÇÃO DE ESPELHOS RETROVISORES 1 DEFINIÇÕES 1.1. Define-se por Tipo de espelho retrovisor o dispositivo que não difere entre si quanto às seguintes características fundamentais:
MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES. Decreto-Lei n.º /
MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES Decreto-Lei n.º / Os equipamentos radioeléctricos emissores de bordo das aeronaves têm sofrido uma permanente evolução tecnológica e revelam-se
REGULAMENTO MUNICIPAL INSPECÇÃO DE ASCENSORES, MONTA- CARGAS, ESCADAS MECÂNICAS E TAPETES ROLANTES. Preâmbulo
REGULAMENTO MUNICIPAL INSPECÇÃO DE ASCENSORES, MONTA- CARGAS, ESCADAS MECÂNICAS E TAPETES ROLANTES Preâmbulo O Decreto-lei nº 295/98, de 22 de Setembro, que transpôs para o direito interno a Directiva
CÓDIGO DA ESTRADA EDIÇÃO DE BOLSO
CÓDIGO DA ESTRADA EDIÇÃO DE BOLSO (4.ª Edição) Actualização N.º 5 Código da Estrada Edição de Bolso 2 TÍTULO: AUTOR: CÓDIGO DA ESTRADA EDIÇÃO DE BOLSO Actualização N.º 5 BDJUR EDITOR: EDIÇÕES ALMEDINA,
2-A ficha de inspecção apresenta, no canto inferior esquerdo, a correspondente vinheta destacável.
Direcção-Geral de Viação Despacho n.º 26433-A/2000 (2.ª série) de 30 de Dezembro Certificados de aprovação em inspecções técnicas de veículos e ficha de inspecção periódica. No artigo 8.º do Decreto-Lei
ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 1/2012
ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 1/2012 Por alteração da Orientação de Gestão n.º 1/2010 (29-03-2010) e da Orientação de Gestão n.º 7/2008 (21-01-2009) REGRAS ASSOCIADAS À CONTRATAÇÃO PÚBLICA A APLICAR PELA AUTORIDADE
REGULAMENTOS. Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,
28.5.2014 L 159/41 REGULAMENTOS REGULAMENTO DELEGADO (UE) N. o 574/2014 DA COMISSÃO de 21 de fevereiro de 2014 que altera o anexo III do Regulamento (UE) n. o 305/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho
Portaria n.º 369/2004, de 12 de Abril
Regime de intervenção das entidades acreditadas em acções ligadas ao processo de verificação das condições técnicas e de segurança a observar na instalação e manutenção das balizas de futebol, de andebol,
