Se no Ciclo I, a leitura de A interpretação dos sonhos (1900) choca pela. tenacidade de Freud em fundar a psicanálise sobre o fundamento desconexo e

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Se no Ciclo I, a leitura de A interpretação dos sonhos (1900) choca pela. tenacidade de Freud em fundar a psicanálise sobre o fundamento desconexo e"

Transcrição

1 Frederico Tell de Lima Ventura ciclo II quarta-feira, noturno Se no Ciclo I, a leitura de A interpretação dos sonhos (1900) choca pela tenacidade de Freud em fundar a psicanálise sobre o fundamento desconexo e escorregadio do sonho, neste Ciclo II, a leitura dos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1996 [1905]) estarrece pelo vanguardismo freudiano, em pleno começo do século XX, em afirmar não apenas a existência de uma sexualidade infantil, mas de fundamentar a sexualidade humana sobre o tão difícil de acessar subsolo da sexualidade infantil. E se se falo em vanguarda, mesmo que de modo um tanto inexato, é por pensar o quão inapropriado para a época era uma tese desse gênero. Por outro lado, o que é ainda mais estarrecedor, revela-se a atualidade dos Três ensaios, mais de um século após ser publicado, em tempos em que ainda nos vemos às voltas com o debate e a judicialização do que é normal e do que é patológico na sexualidade. É possível dizer que essa atualidade se dá em dois planos. No plano da cultura, ela parece dar outros tons à tese de Walter Benjamin (1994 [1940]) de que o progresso civilizacional não se dá necessariamente para frente, mas é composto de avanços e retrocessos, e cujo desfecho pode ser sua reversão em seu contrário, a barbárie. Tese que, em outros termos e sob outro prisma, também é avaliada por Freud em escritos como Moral sexual civilizada e doença nervosa moderna (1908) e O mal-estar na civilização (1930). Queremos dizer com isso que, mesmo diante do progresso técnico que vivemos desde a época da publicação dos Três ensaios, inclusive com avanços substanciais tanto

2 no âmbito teórico (desenvolvimento de inúmeras pesquisas sobre a sexualidade humana, tendo em vista um maior esclarecimento sobre o assunto) como no âmbito político (luta por e conquista de direitos sociais e políticos) ainda nos vemos às voltas com estatuto da família, direitos de adoção de criança, espancamento e assassinato de pessoas sob o critério da sexualidade, lei antigay na Rússia, apedrejamento de mulheres infiéis, assassinato de prostitutas. E por aí a lista segue sem ter fim. No plano do indivíduo, os Três ensaios parecem nos remeter à atualidade da psicanálise para entender a existência e o funcionamento do aparelho psíquico, ou, de outro modo, como a teoria freudiana continua válida para pensar a constituição do sujeito a partir desse conceito bastante amplo, e que não se restringe ao período conhecido como infância, de sexualidade infantil. Tendo em vista o propósito do curso de formação em psicanálise, o foco estará voltado para esse segundo plano, tentando explorar o sentido do conceito de sexualidade infantil. * * * Tendo em vista o quão polêmico seria o tema da sexualidade infantil, o caminho argumentativo que Freud faz para preparar o terreno para esse tema é realmente ardiloso e astuto. De um modo um tanto esquemático e simplificado podemos traçar esse caminho argumentativo da seguinte maneira. No primeiro dos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1996 [1905]), ele começa com uma espécie de catalogação das chamadas aberrações sexuais, aceitando-as enquanto tais, depois qualifica parte delas (a que lhe interessa) melhor como perversões, com a justificativa de que seu intuito é justamente explicar tais

3 comportamentos anormais. Aos poucos, as perversões vão sendo associadas a quadros patológicos, o que afasta o temor do leitor que se considera sadio. E aí o primeiro truque já aparece, pois Freud reforça o fato de que os quadros patológicos nada mais são que a exacerbação de traços que todos compartilhamos, traços estes que desenvolvemos em nossa constituição. E se o leitor já foi pego até aí, os dois golpes finais já estão preparados. 1) No primeiro tópico em que anuncia o exame mais detalhado das perversões, Freud diz: Quando as circunstâncias são favoráveis, também as pessoas normais podem substituir durante um bom tempo o alvo sexual normal por uma dessas perversões, ou arranjar-lhe um lugar ao lado dele. Em nenhuma pessoa sadia falta algum acréscimo ao alvo sexual normal que se possa chamar de perverso, e essa universalidade basta, por si só, para mostrar quão imprópria é a utilização reprobatória da palavra perversão. (1996 [1905], p.152; grifo meu) Ou seja, Freud diz em alto e bom som que ou consideramo-nos todos degenerados e doentes com um julgamento moral das chamadas perversões, ou temos que achar um novo sentido para essa palavra, buscar um sentido que sua própria raiz latina já lhe permite, isto é, outras versões, variações de intensidade e dos caminhos percorridos pela pulsão sexual. De qualquer maneira, Freud ainda reserva um espaço para a sanidade do leitor, ao dizer que quando a perversão possui as qualidades de exclusividade e fixação é possível depreender daí um quadro patológico. 2) O golpe de misericórdia é dado nas últimas páginas do primeiro dos Três ensaios (1996 [1905]). Freud remonta a explicação dos casos patológicos

4 de perversão às pulsões parciais e às zonas erógenas. E para entender todo o processo diz ser necessário investigar a origem desses dois elementos (enfim, um procedimento científico amplamente aceito pela comunidade à época, a busca da gênese de um processo). E a hipótese de Freud é que esta origem se situa num campo ainda pouco explorado, a tal da sexualidade infantil. Mas devemos dizer ainda que essa suposta constituição que exibe os germes de todas as perversões só é demonstrável na criança, mesmo que nela todas as pulsões só possam emergir com intensidade moderada. Vislumbramos assim a fórmula de que os neuróticos preservaram o estado infantil de sua sexualidade ou foram retransportados para ele. Desse modo, nosso interesse volta-se para a vida sexual da criança, e procederemos ao estudo do jogo de influências que domina o processo de desenvolvimento da sexualidade infantil até seu desfecho na perversão, na neurose ou na vida sexual normal. (Freud, 1996 [1905], p.162; grifo meu) Esse é o último parágrafo do primeiro dos Três ensaios, com uma espécie de convite. O leitor que topou acompanhar Freud até agora ou terá certo trabalho para refutar todos os argumentos apresentados até então (os quais, até o surgimento da ideia de sexualidade infantil, ele havia aceitado mesmo que parcialmente) ou dará um voto de confiança ao autor e prosseguirá a leitura de algo que, no mínimo, desperta certa curiosidade.

5 A sexualidade infantil: ou por que faz sentido ampliar a ideia de sexualidade para além do ato sexual genital Um lugar-comum da crítica à psicanálise e às suas teorias é a ênfase sobre a sexualidade: tudo, ao fim e ao cabo, se resumiria ao sexo, não restando espaço para outras dimensões da vida. E tal objeção, antes de se tornar senso comum, já se apresentara no próprio círculo inaugural da psicanálise, por exemplo, na hipótese junguiana de uma libido primordial indiferenciada que poderia ser sexualizada ou dessexualizada (Garcia-Roza, 2008, p.35). Mas dizer que se trata de lugar-comum ou senso comum não é uma resposta qualificada, mas, quando muito, uma desqualificação do interlocutor. E me parece que todo psicanalista tem de se ocupar com a seguinte questão em seus círculos não profissionais, e mesmo com seus analisandos: No fim das contas, tudo se resume a sexo mesmo?. Quando se quer esquivar do assunto, há sempre a boa e velha resposta: Sim e não. Mas não sejamos preguiçosos. Tentarei usar este espaço para pensar um pouco sobre como estabelecer um diálogo sobre essa questão. Se o conceito de libido, enquanto energia pulsional sexual, já aponta para a centralidade da sexualidade na teoria freudiana, me parece que o conceito de sexualidade infantil fecha o cerco e define tal centralidade de uma vez por todas na teoria psicanalítica. E nesse sentido, os críticos estão certos e a questão dos amigos e conhecidos pode ser assim respondida: Sim, é tudo sexo mesmo. Ou melhor, tudo gira em torno da sexualidade. E creio ser essa última parte da resposta que abre a possibilidade para um diálogo fortuito.

6 A grande questão que me parece que causa choque nas pessoas é a identidade criada entre ato sexual genital e sexualidade. 1 E me parece que é o caminho inverso, que fora o próprio caminho trilhado na história da psicanálise, que precisa ser feito para se retirar uma supervalorização do ato sexual diante da sexualidade. Creio que seja possível dizer que se a sexualidade se constitui como um núcleo chave da teoria psicanalítica, por outro lado, o ato sexual genital em si é um dos elementos nesse amplo campo, ou melhor, ele é o ponto final de um longo processo constitucional. O caminho inverso que me remeto é o que liga o ato sexual à sexualidade infantil. Freud, sem dúvida, chega à sexualidade infantil partindo do ato sexual, e esse primeiro caminho de fato é o mesmo que percorre a crítica à psicanálise (à sua excessiva sexualização) em identificar o coito à sexualidade infantil. Mas aqui cabe apontar duas questões. Primeiro, Freud parte do ato sexual no sentido de que manifestações de ordem sexual aparecem nos sintomas (neuróticos, sobretudo) de seus pacientes, e a análise com muita regularidade estabelece um vínculo entre esses sintomas e acontecimentos da infância. Segundo, vale a pena destacar o sentido que o ato sexual toma para Freud: a partir dos conceitos de libido e pulsão, ele perde sua carga moral para ser pensado como uma forma do indivíduo de obtenção de prazer, isto é, como um modo de descarregar de um quantum de energia acumulado no aparelho psíquico, de libido, de modo a gerar certa quantidade de prazer. 1 Claro que também aqui se poderia recorrer ao argumento de que todos passamos pela castração e pelo período de latência, em que se erigem diques e defesas contra a libido que nos forçam a negar ou a nos defender da possibilidade da existência de uma sexualidade infantil. No entanto, entraríamos num argumento interno à psicanálise que já pressupõe outros tantos para que seja aceito. Nesse sentido, um tal argumento recairia novamente em uma desqualificação do outro, isto é, de uma impossibilidade de tal saber para ele.

7 Uma questão que ainda pode se interpor é: por que o sexo e não outra forma de prazer?. Creio que essa questão pode se apoiar em dois elementos. Primeiro, Freud toma como referência a sua própria clínica, isto é, a recorrência das questões de ordem sexual na sintomatologia neurótica (por exemplo, nos casos de histeria). Segundo, Freud faz um esforço heurístico de encontrar na história cultural (nos gregos, romanos, na história da Igreja Católica, em Shakespeare etc.) o aparecimento da sexualidade e de sua centralidade, mesmo que ocultada por formas da fantasia. Dessa forma, Freud pode dizer que o ato sexual, enquanto a principal forma de obtenção de prazer do adulto, é o resultado final de um processo constitucional da sexualidade. É o modo de obtenção de prazer na fase final de organização das pulsões sexuais, a organização genital, em que há o primado da zona erógena genital. Trata-se agora em pensar no restante desse processo, e tudo aponta para a existência de uma sexualidade infantil, isto é, de que desde a infância a criança é influenciada pelo princípio do prazer, ela busca e desenvolve formas de obtenção de prazer, por exemplo, no chuchar. Com isso, creio que é possível convencer nosso interlocutor a dar o benefício da dúvida à psicanálise, é possível limpar o preconceito cultural de estabelecer uma identidade entre genitalidade e sexualidade. No entanto, creio que se continuarmos a explorar o tema da sexualidade infantil, talvez possamos perder sua confiança novamente. E creio que o que vem a seguir seja o mais interessante da proposta de Freud. * * *

8 Me parece que o que há de mais interessante na proposta freudiana da existência de uma sexualidade infantil seja o fato de que infantil, no fim das contas, não queira dizer infância. Para me auxiliar, recorro a uma passagem de Garcia-Roza (2008, p.32-33; grifo meu): Nos Três ensaios, e sobretudo a partir de Para introduzir o narcisismo (1914), sexualidade infantil deixa de ser um termo descritivo, empregado para designar comportamentos sexuais na infância, comportamentos imaturos e parciais, e passa a ser empregado como conceito explicativo designando a natureza da sexualidade humana. A sexualidade infantil deixa de ser um fenômeno exclusivo da infância, oposto à sexualidade adulta, madura e completa, e passa a ser a característica definidora da sexualidade humana, seja ela a de um adulto ou a de uma criança: o fato da sexualidade humana ser sempre parcial, não plena, e marcada pela incompletude. Essa é uma das consequências mais importantes do conceito de sexualidade infantil. Nesse sentido (e creio que se formos levar as consequências a sério, isto seria mais atormentador do que pensar que a criança é sexualizada), dizer que a sexualidade humana é definida pela sexualidade infantil significa dizer que todas as nossas formas, na vida adulta, de busca de prazer, inclusive o ato sexual, são amplamente marcadas por nosso processo de desenvolvimento psicossexual, isto é, são variações do mesmo tema, busca da repetição da sensação de prazer que experimentamos desde a infância. E nossa sexualidade é sempre parcial, não plena, e marcada pela incompletude pois essas são as características das primeiras fases de desenvolvimento sexual:

9 marcadas pelas pulsões parciais de diversas zonas erógenas não unificadas; marcadas pelo Édipo e pela castração.

10 Referências bibliográficas BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história. In: Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Obras escolhidas, v ed. São Paulo: Brasiliense, FREUD, Sigmund. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. In: Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: edição standard. v. 7. Rio de Janeiro: Imago, GARCIA-ROZA, Luiz Alfredo. Introdução à metapsicologia freudiana. v. 3: Artigos de metapsicologia, : narcisismo, pulsão, recalque, inconsciente. 7. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.

Escola Secundária de Carregal do Sal

Escola Secundária de Carregal do Sal Escola Secundária de Carregal do Sal Área de Projecto 2006\2007 Sigmund Freud 1 2 Sigmund Freud 1856-----------------Nasceu em Freiberg 1881-----------------Licenciatura em Medicina 1885-----------------Estuda

Leia mais

O MASOQUISMO E O PROBLEMA ECONÔMICO EM FREUD. Esse trabalho é parte de uma pesquisa de mestrado, vinculada ao Programa de

O MASOQUISMO E O PROBLEMA ECONÔMICO EM FREUD. Esse trabalho é parte de uma pesquisa de mestrado, vinculada ao Programa de O MASOQUISMO E O PROBLEMA ECONÔMICO EM FREUD Mariana Rocha Lima Sonia Leite Esse trabalho é parte de uma pesquisa de mestrado, vinculada ao Programa de Pós Graduação em Psicanálise da UERJ, cujo objetivo

Leia mais

Sexualidade na infância. Suas etapas e definições

Sexualidade na infância. Suas etapas e definições Sexualidade na infância Suas etapas e definições Os estudos na área da sexualidade humana desenvolvidos por Sigmund Freud, evidenciam a necessidade de compreensão das diversas fases da construção da sexualidade

Leia mais

5 Referências bibliográficas

5 Referências bibliográficas 82 5 Referências bibliográficas BAKER, L. R. Attitudes in Action. Separata de: LECLERC, A.; QUEIROZ, G.; WRIGLEY, M. B. Proceedings of the Third International Colloquium in Philosophy of Mind. Manuscrito

Leia mais

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO E CURSO: MESTRADO PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO E CURSO: MESTRADO PROGRAMA DE DISCIPLINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM CURSO: MESTRADO PROGRAMA DE DISCIPLINA DISCIPLINA: PDA00021 - Desenvolvimento Psicossexual e Constituição da Personalidade na Abordagem

Leia mais

INTRODUÇÃO À PSICOPATOLOGIA PSICANALÍTICA. Profa. Dra. Laura Carmilo granado

INTRODUÇÃO À PSICOPATOLOGIA PSICANALÍTICA. Profa. Dra. Laura Carmilo granado INTRODUÇÃO À PSICOPATOLOGIA PSICANALÍTICA Profa. Dra. Laura Carmilo granado Pathos Passividade, paixão e padecimento - padecimentos ou paixões próprios à alma (PEREIRA, 2000) Pathos na Grécia antiga Platão

Leia mais

ANALISTAS E ANALISANDOS PRECISAM SE ACEITAR: REFLEXÕES SOBRE AS ENTREVISTAS PRELIMINARES

ANALISTAS E ANALISANDOS PRECISAM SE ACEITAR: REFLEXÕES SOBRE AS ENTREVISTAS PRELIMINARES ANALISTAS E ANALISANDOS PRECISAM SE ACEITAR: REFLEXÕES SOBRE AS ENTREVISTAS PRELIMINARES 2014 Matheus Henrique de Souza Silva Psicólogo pela Faculdade Pitágoras de Ipatinga-MG. Especializando em Clínica

Leia mais

FREUD E ERIK ERIKSON. Psicologia do Desenvolvimento

FREUD E ERIK ERIKSON. Psicologia do Desenvolvimento FREUD E ERIK ERIKSON Psicologia do Desenvolvimento Sigmund Freud (1856 1939), médico austríaco Fundador da psicanálise. O aparelho psíquico ID o mais antigo, contém tudo que é herdado (sobretudo os instintos);

Leia mais

FREUD E LACAN NA CLÍNICA DE 2009

FREUD E LACAN NA CLÍNICA DE 2009 FREUD E LACAN NA CLÍNICA DE 2009 APRESENTAÇÃO O Corpo de Formação em Psicanálise do Instituto da Psicanálise Lacaniana- IPLA trabalhará neste ano de 2009 a atualidade clínica dos quatro conceitos fundamentais

Leia mais

7. Referências Bibliográficas

7. Referências Bibliográficas 102 7. Referências Bibliográficas ANSERMET, François. Clínica da Origem: a criança entre a medicina e a psicanálise. [Opção Lacaniana n 02] Rio de Janeiro: Contra capa livraria, 2003. ARAÚJO, Marlenbe

Leia mais

Nome da disciplina: Formação de grupos sociais diálogos entre sociologia e psicanálise Créditos (T-P-I): (2-0-2) Carga horária: 24 horas

Nome da disciplina: Formação de grupos sociais diálogos entre sociologia e psicanálise Créditos (T-P-I): (2-0-2) Carga horária: 24 horas Caracterização da disciplina Código da disciplina: BC- 0011 Nome da disciplina: Formação de grupos sociais diálogos entre sociologia e psicanálise Créditos (T-P-I): (2-0-2) Carga horária: 24 horas Aula

Leia mais

SIGMUND FREUD. SPR promove curso de introdução ao pensamento psicanalítico

SIGMUND FREUD. SPR promove curso de introdução ao pensamento psicanalítico O Espaço Sigmund Freud tem o objetivo de introduzir o conhecimento sobre as bases teóricas do pensamento psicanalítico, aos estudantes e profissionais de diversas áreas de interesse. Estão abertas as inscrições

Leia mais

Incurável. Celso Rennó Lima

Incurável. Celso Rennó Lima 1 Incurável Celso Rennó Lima Em seu primeiro encontro com o Outro, consequência da incidência de um significante, o sujeito tem de lidar com um incurável, que não se subjetiva, que não permite que desejo

Leia mais

O Complexo de Édipo e de Electra

O Complexo de Édipo e de Electra O Complexo de Édipo e de Electra 12ºC BÁRBARA Nº4 MARTA Nº16 RAQUEL Nº20 O complexo de Édipo e de Electra, foi o tema escolhido por nós, porque foi aquele com o qual mais nos identificámos, uma vez que

Leia mais

O falo, o amor ao pai, o silêncio. no real Gresiela Nunes da Rosa

O falo, o amor ao pai, o silêncio. no real Gresiela Nunes da Rosa Opção Lacaniana online nova série Ano 5 Número 15 novembro 2014 ISSN 2177-2673 e o amor no real Gresiela Nunes da Rosa Diante da constatação de que o menino ou o papai possui um órgão fálico um tanto quanto

Leia mais

Obras de J.-D. Nasio publicadas por esta editora:

Obras de J.-D. Nasio publicadas por esta editora: A dor física Obras de J.-D. Nasio publicadas por esta editora: A alucinação E outros estudos lacanianos Cinco lições sobre a teoria de Jacques Lacan Como trabalha um psicanalista? A criança do espelho

Leia mais

Sofrimento e dor no autismo: quem sente?

Sofrimento e dor no autismo: quem sente? Sofrimento e dor no autismo: quem sente? BORGES, Bianca Stoppa Universidade Veiga de Almeida-RJ [email protected] Resumo Este trabalho pretende discutir a relação do autista com seu corpo, frente à

Leia mais

FREUD E OS ENIGMAS DA DIFERENÇA SEXUAL

FREUD E OS ENIGMAS DA DIFERENÇA SEXUAL FREUD E OS ENIGMAS DA DIFERENÇA SEXUAL Carlos Alexandre de Oliveira Antonio Enquanto estudiosos da sexualidade, devemos à psicanálise uma série de esclarecimentos sobre a vida sexual humana. A ambigüidade

Leia mais

Formação de grupos sociais diálogos entre Sociologia e Psicanálise

Formação de grupos sociais diálogos entre Sociologia e Psicanálise Formação de grupos sociais diálogos entre Sociologia e Psicanálise Tópicos Especiais em Planejamento e Gestão do Território Prof. Arilson Favareto Aula 1 21/Setembro/2015 Introdução à temática, antecedentes

Leia mais

O Psicótico: aspectos da personalidade David Rosenfeld Sob a ótica da Teoria das Relações Objetais da Escola Inglesa de Psicanálise. Expandiu o entend

O Psicótico: aspectos da personalidade David Rosenfeld Sob a ótica da Teoria das Relações Objetais da Escola Inglesa de Psicanálise. Expandiu o entend A CLÍNICA DA PSICOSE Profª Ms Sandra Diamante Dezembro - 2013 1 O Psicótico: aspectos da personalidade David Rosenfeld Sob a ótica da Teoria das Relações Objetais da Escola Inglesa de Psicanálise. Expandiu

Leia mais

A SEXUALIDADE INFANTIL E O DESEJO DO SABER

A SEXUALIDADE INFANTIL E O DESEJO DO SABER 1 A SEXUALIDADE INFANTIL E O DESEJO DO SABER Jacqueline Ferreira de Souza (1) Helena Maria Melo Dias (2) Kelvinn Modesto Carvalho Barbosa (3) 1Tribunal de Justiça do Estado do Amapá 2 Universidade do Estado

Leia mais

UMA CRIANÇA E EX-PANCADA: RELAÇÃO DO MASOQUISMO INFANTIL AO SADISMO ADULTO

UMA CRIANÇA E EX-PANCADA: RELAÇÃO DO MASOQUISMO INFANTIL AO SADISMO ADULTO UMA CRIANÇA E EX-PANCADA: RELAÇÃO DO MASOQUISMO INFANTIL AO SADISMO ADULTO 2015 Marcell Felipe Alves dos Santos Psicólogo Clínico - Graduado pela Centro Universitário Newton Paiva (MG). Pós-graduando em

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA VERSÃO CURRICULAR 2009/1 DISCIPLINA: Psicanálise I CÓDIGO: PSI

Leia mais

CEP CENTRO DE ESTUDOS PSICANALÍTICOS

CEP CENTRO DE ESTUDOS PSICANALÍTICOS CEP CENTRO DE ESTUDOS PSICANALÍTICOS As pulsões e suas repetições. Luiz Augusto Mardegan Ciclo V - 4ª feira manhã São Paulo, maio de 2015. Neste trabalho do ciclo V apresentamos as análises de Freud sobre

Leia mais

A SUBLIMAÇÃO ENTRE O PARADOXO E A FUNÇÃO META. Não é novidade que a investigação do tema da sublimação na obra freudiana

A SUBLIMAÇÃO ENTRE O PARADOXO E A FUNÇÃO META. Não é novidade que a investigação do tema da sublimação na obra freudiana A SUBLIMAÇÃO ENTRE O PARADOXO E A FUNÇÃO META Ramon Souza Daniel Kupermann Não é novidade que a investigação do tema da sublimação na obra freudiana parece estar cercada de contradições teóricas. Vários

Leia mais

AH, O AMOR! IMPLICAÇÕES PSICANALÍTICAS RELATIVAS AO DESENVOLVIMENTO DA RELAÇÃO DE CIÚMES NO GÊNERO FEMININO

AH, O AMOR! IMPLICAÇÕES PSICANALÍTICAS RELATIVAS AO DESENVOLVIMENTO DA RELAÇÃO DE CIÚMES NO GÊNERO FEMININO AH, O AMOR! IMPLICAÇÕES PSICANALÍTICAS RELATIVAS AO DESENVOLVIMENTO DA RELAÇÃO DE CIÚMES NO GÊNERO FEMININO Mariana Widerski* Lucivani Soares Zanella** JUSTIFICATIVA O ciúme pode ser entendido como um

Leia mais

INTRODUÇÃO - GENERALIDADES SOBRE AS ADICÇÕES

INTRODUÇÃO - GENERALIDADES SOBRE AS ADICÇÕES SUMÁRIO PREFÁCIO - 11 INTRODUÇÃO - GENERALIDADES SOBRE AS ADICÇÕES DEFINIÇÃO E HISTÓRICO...14 OBSERVAÇÕES SOBRE O CONTEXTO SOCIAL E PSÍQUICO...19 A AMPLIDÃO DO FENÔMENO ADICTIVO...24 A ADICÇÃO VISTA PELOS

Leia mais

O período de latência e a cultura contemporânea

O período de latência e a cultura contemporânea Eixo III O período de latência e a cultura contemporânea José Outeiral Membro Titular, Didata, da SPP Enunciado Sigmund Freud ao estudar (1905) o desenvolvimento da libido definiu o conceito de período

Leia mais

A dor no feminino: reflexões sobre a condição da mulher na contemporaneidade

A dor no feminino: reflexões sobre a condição da mulher na contemporaneidade A dor no feminino: reflexões sobre a condição da mulher na contemporaneidade Alcione Alves Hummel Monteiro 1 Vanusa Balieiro do Rego 2 Roseane Freitas Nicolau 3 Susette Matos da Silva 4 A arte dá ao artista

Leia mais

PSICANÁLISE Dissolução do complexo de Édipo

PSICANÁLISE Dissolução do complexo de Édipo PSICANÁLISE Dissolução do complexo de Édipo COMPLEXO DE ÉDIPO O fundador da psicanálise, Sigmund Freud, instituiu o Complexo de Édipo como uma fase universal na infância do sujeito em que há uma triangulação

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SEXUAL INFANTIL

DESENVOLVIMENTO SEXUAL INFANTIL DESENVOLVIMENTO SEXUAL INFANTIL 2016 Marcell Felipe Alves dos Santos Psicólogo clínico graduado pela Centro Universitário Newton Paiva (MG). Pós-graduado em Clínica Psicanalítica pela Pontifícia Católica

Leia mais

A nossa sexualidade é uma construção que se inicia na vida intra-uterina e nos acompanha por toda nossa existência.

A nossa sexualidade é uma construção que se inicia na vida intra-uterina e nos acompanha por toda nossa existência. A nossa sexualidade é uma construção que se inicia na vida intra-uterina e nos acompanha por toda nossa existência. Viver na idade adulta uma sexualidade satisfatória depende do desenvolvimento psicossexual

Leia mais

Carga horária total: 04 Prática: 04 Teórico Prática: Semestre Letivo 1º/2012 Ementa

Carga horária total: 04 Prática: 04 Teórico Prática: Semestre Letivo 1º/2012 Ementa Unidade Universitária Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - 040 Curso Psicologia Disciplina Psicopatologia Psicodinâmica Professor(es) e DRTs Fernando Genaro Junior 114071-3 Sandra Fernandes de Amorim

Leia mais

O gozo, o sentido e o signo de amor

O gozo, o sentido e o signo de amor O gozo, o sentido e o signo de amor Palavras-chave: signo, significante, sentido, gozo Simone Oliveira Souto O blá-blá-blá Na análise, não se faz mais do que falar. O analisante fala e, embora o que ele

Leia mais

A fantasia O prazer de ler Lacan

A fantasia O prazer de ler Lacan J.-D. Nasio A fantasia O prazer de ler Lacan Rio de Janeiro Título original: Le fantasme (Le plaisir de lire Lacan) Tradução autorizada da edição francesa publicada em 2005 por Payot & Rivages, de Paris,

Leia mais

Personalidade(s) e Turismo

Personalidade(s) e Turismo Personalidade(s) e Turismo O que é Personalidade? Ela é inata ou aprendida? Personalidade/Personalidades É uma organização dinâmica de partes interligadas, que vão evoluindo do recém-nascido biológico

Leia mais

A escolha do sintoma na neurose obsessiva

A escolha do sintoma na neurose obsessiva ISSN 1982-1913 2007, Vol. I, nº 1, 11-16 www.fafich.ufmg.br/mosaico A escolha do sintoma na neurose obsessiva The choice of the symptom in the obsessive neurosis Vanessa Leite Teixeira Pontifícia Universidade

Leia mais

Unidade 2: Teoria Sociológica de Durkheim. Sociologia Geral - Psicologia Igor Assaf Mendes

Unidade 2: Teoria Sociológica de Durkheim. Sociologia Geral - Psicologia Igor Assaf Mendes Unidade 2: Teoria Sociológica de Durkheim Sociologia Geral - Psicologia Igor Assaf Mendes Teorias e Perspectivas Sociológicas Funcionalismo: enfatiza que o comportamento humano é governado por estruturas

Leia mais

Freud e a Estrutura da Mente Humana

Freud e a Estrutura da Mente Humana Freud e a Estrutura da Mente Humana Obje'vos: Discu'r as teorias e contribuições de Freud para o desenvolvimento da Psicanálise Discu'r a influência do trabalho e das ideias de Freud na cultura popular

Leia mais

PROJETO DE PESQUISA GUIA PARA CONSULTA

PROJETO DE PESQUISA GUIA PARA CONSULTA PROJETO DE PESQUISA GUIA PARA CONSULTA Cristina Almeida 1 "A rejeição pura e simples gera o preconceito e o fechamento; a reflexão, ao contrário, é o que caracteriza o espírito científico atitude pessoal

Leia mais

INTER-RELAÇÕES ENTRE INCONSCIENTE, AMOR E ÉTICA NA OBRA FREUDIANA

INTER-RELAÇÕES ENTRE INCONSCIENTE, AMOR E ÉTICA NA OBRA FREUDIANA INTER-RELAÇÕES ENTRE INCONSCIENTE, AMOR E ÉTICA NA OBRA FREUDIANA 2015 Lucas Ferreira Pedro dos Santos Psicólogo formado pela UFMG. Mestrando em Psicologia pela PUC-MG (Brasil) E-mail de contato: [email protected]

Leia mais

AS ENCRUZILHADAS DO AMOR E DO SEXO NO ENLACE COM O PAI Luciana Francischetti Piza

AS ENCRUZILHADAS DO AMOR E DO SEXO NO ENLACE COM O PAI Luciana Francischetti Piza AS ENCRUZILHADAS DO AMOR E DO SEXO NO ENLACE COM O PAI Luciana Francischetti Piza A prática clínica tem frequentemente colocado o psicanalista diante de situações em que o analisante refere ter sido sexualmente

Leia mais

Curso de Atualização em Psicopatologia 2ª aula Decio Tenenbaum

Curso de Atualização em Psicopatologia 2ª aula Decio Tenenbaum Curso de Atualização em Psicopatologia 2ª aula Decio Tenenbaum Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médica do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro 2ª aula Diferenciação

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA CÓDIGO DISCIPLINA REQUISITOS CHF 907 PSICOLOGIA APLICADA À SAÚDE --

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA CÓDIGO DISCIPLINA REQUISITOS CHF 907 PSICOLOGIA APLICADA À SAÚDE -- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA U.E.F.S DEPARTAMENTO DE SAÚDE PROGRAMA DE DISCIPLINA CÓDIGO DISCIPLINA REQUISITOS CHF 907 PSICOLOGIA APLICADA À SAÚDE -- CARGA HORÁRIA CRÉDITOS PROFESSOR(A) T

Leia mais

UMA LEITURA DA OBRA DE SIGMUND FREUD. PALAVRAS-CHAVE Sigmund Freud. Psicanálise. Obras Completas de Freud.

UMA LEITURA DA OBRA DE SIGMUND FREUD. PALAVRAS-CHAVE Sigmund Freud. Psicanálise. Obras Completas de Freud. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( X) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA UMA LEITURA

Leia mais

3) Interrogações sobre a Ética da Psicanálise na Clínica com Pacientes Psicóticos.

3) Interrogações sobre a Ética da Psicanálise na Clínica com Pacientes Psicóticos. 3) Interrogações sobre a Ética da Psicanálise na Clínica com Pacientes Psicóticos. Yzabelle dos Anjos Almeida (IP-UERJ), Rita Maria Manso de Barros (IP-UERJ) Resumo: Este trabalho pretende tratar da ética

Leia mais

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Decanato Acadêmico

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Decanato Acadêmico Unidade Universitária: Centro de Comunicação e Letras Curso: Jornalismo Disciplina: Psicologia Professor(es): Nora Rosa Rabinovich Carga horária: 25,5h Ementa: (x) Teórica ( ) Prática Núcleo Temático:

Leia mais

A ESSÊNCIA DA TEORIA PSICANALÍTICA É UM DISCURSO SEM FALA, MAS SERÁ ELA SEM ESCRITA?

A ESSÊNCIA DA TEORIA PSICANALÍTICA É UM DISCURSO SEM FALA, MAS SERÁ ELA SEM ESCRITA? A ESSÊNCIA DA TEORIA PSICANALÍTICA É UM DISCURSO SEM FALA, MAS SERÁ ELA SEM ESCRITA? Maurício Eugênio Maliska Estamos em Paris, novembro de 1968, Lacan está para começar seu décimo sexto seminário. Momento

Leia mais

A Concepção de Trauma em Sigmund Freud e Sándor Ferenczi

A Concepção de Trauma em Sigmund Freud e Sándor Ferenczi A Concepção de Trauma em Sigmund Freud e Sándor Ferenczi Fernanda Altermann Batista Email: [email protected] Esse trabalho surgiu de pesquisa realizada no Laboratório de Epistemologia e Clínica Psicanalítica

Leia mais

Angústia, inibições e desejo

Angústia, inibições e desejo Angústia, inibições e desejo Angústia, inibições e desejo Ana Cristina Teixeira da Costa Salles Resumo Este trabalho tem por objetivo pesquisar as características da inibição, suas interfaces com a angústia,

Leia mais

Proposta de redação: Em pauta, a homofobia. A omissão pode ser sinal de violência.

Proposta de redação: Em pauta, a homofobia. A omissão pode ser sinal de violência. Homofobia Proposta de redação: Em pauta, a homofobia. A omissão pode ser sinal de violência. Homofobia: Ao completo descaso da Constituição Federal, que assegura a todos os brasileiros o exercício dos

Leia mais

O Fenômeno Psicossomático (FPS) não é o signo do amor 1

O Fenômeno Psicossomático (FPS) não é o signo do amor 1 O Fenômeno Psicossomático (FPS) não é o signo do amor 1 Joseane Garcia de S. Moraes 2 Na abertura do seminário 20, mais ainda, cujo título em francês é encore, que faz homofonia com en corps, em corpo,

Leia mais

Seminário sobre O homem dos lobos. Jacques Lacan

Seminário sobre O homem dos lobos. Jacques Lacan Seminário sobre O homem dos lobos Jacques Lacan Jacques Lacan fez este seminário em 1952. As notas aqui publicadas, inéditos também em francês, provém de um ouvinte e são redigidas por Jacques- Alain Miller.

Leia mais

FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO

FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO Denise de Fátima Pinto Guedes Roberto Calazans Freud ousou dar importância àquilo que lhe acontecia, às antinomias da sua infância, às suas perturbações neuróticas, aos seus sonhos.

Leia mais

PSICOLOGIA E DIREITOS HUMANOS: Formação, Atuação e Compromisso Social A NOÇÃO DE ESCOLHA EM PSICANÁLISE

PSICOLOGIA E DIREITOS HUMANOS: Formação, Atuação e Compromisso Social A NOÇÃO DE ESCOLHA EM PSICANÁLISE A NOÇÃO DE ESCOLHA EM PSICANÁLISE Kelly Cristina Pereira Puertas* (Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UNESP/Assis-SP, Brasil; docente do curso de Psicologia da FAMMA, Maringá PR,

Leia mais

Coordenador do Núcleo de Psicanálise e Medicina

Coordenador do Núcleo de Psicanálise e Medicina O corpo e os objetos (a) na clínica dos transtornos alimentares Lázaro Elias Rosa Coordenador do Núcleo de Psicanálise e Medicina Com este título, nomeamos o conjunto de nossos trabalhos, bem como o rumo

Leia mais

ROTEIRO DE REDAÇÃO. Professor da Disciplina: Mª Cristina Peixoto Data: / /2017 2º TRIMESTRE Aluno (a): Nº: Nota:

ROTEIRO DE REDAÇÃO. Professor da Disciplina: Mª Cristina Peixoto Data: / /2017 2º TRIMESTRE Aluno (a): Nº: Nota: ROTEIRO DE REDAÇÃO Professor da Disciplina: Mª Cristina Peixoto Data: / /2017 2º TRIMESTRE Aluno (a): Nº: Nota: 9º ano [A ] [B] Ensino Médio Período: Matutino Conteúdo: Artigo de opinião O que é o artigo

Leia mais

Especulações sobre o amor

Especulações sobre o amor Especulações sobre o amor Janete Luiz Dócolas, Psicanalista O amor é um mistério que há muito tempo, talvez desde que fora percebido, os homens vem tentando compreender, descrever ou ao menos achar um

Leia mais

A SEXUALIDADE NA PERSPECTIVA FREUDIANA

A SEXUALIDADE NA PERSPECTIVA FREUDIANA A SEXUALIDADE NA PERSPECTIVA FREUDIANA THE SEXUALITY IN FREUDIAN PERSPECTIVE Fábio Brandão Silva 1 Edimar Brígido 2 Resumo: O presente artigo tem como objetivo central analisar o tema da sexualidade a

Leia mais

É possível levar um sapo ao lago?

É possível levar um sapo ao lago? É possível levar um sapo ao lago? Resumo da atividade Nesta atividade o professor proporá aos alunos um jogo de tabuleiro, sem contar para os alunos que o objetivo do jogo é impossível de se alcançar.

Leia mais

Amar demais: um destino inevitável na sexuação feminina?

Amar demais: um destino inevitável na sexuação feminina? 1 Amar demais: um destino inevitável na sexuação feminina? Este trabalho faz parte da mesa redonda intitulada Sexuação: amor, desejo e gozo na clínica psicanalítica, coordenada por Tania Coelho dos Santos,

Leia mais

O DESENVOLVIMENTO HUMANO SOB A PERSPECTIVA DE BION E WINNICOTT

O DESENVOLVIMENTO HUMANO SOB A PERSPECTIVA DE BION E WINNICOTT O DESENVOLVIMENTO HUMANO SOB A PERSPECTIVA DE BION E WINNICOTT Carla Maria Lima Braga Inicio a minha fala agradecendo o convite e me sentindo honrada de poder estar aqui nesta mesa com o Prof. Rezende

Leia mais

FORMULAÇÕES FREUDIANAS SOBRE A EXPERIÊNCIA DO INCONSCIENTE PARA O PSICANALISTA EM FORMAÇÃO

FORMULAÇÕES FREUDIANAS SOBRE A EXPERIÊNCIA DO INCONSCIENTE PARA O PSICANALISTA EM FORMAÇÃO FORMULAÇÕES FREUDIANAS SOBRE A EXPERIÊNCIA DO INCONSCIENTE PARA O PSICANALISTA EM FORMAÇÃO Marcus Kleredis Monteiro Vieira O presente trabalho resulta da pesquisa realizada no Programa de Mestrado em Psicologia

Leia mais

Latusa digital N 12 ano 2 março de Sinthoma e fantasia fundamental. Stella Jimenez *

Latusa digital N 12 ano 2 março de Sinthoma e fantasia fundamental. Stella Jimenez * Latusa digital N 12 ano 2 março de 2005 Sinthoma e fantasia fundamental Stella Jimenez * A palavra sinthoma aparece na obra de Lacan relacionada às psicoses, quando ele toma James Joyce como seu exemplo

Leia mais

A disciplina apresenta as principais teorias do desenvolvimento biopsicossocial infantil, com ênfase na abordagem psicanalítica.

A disciplina apresenta as principais teorias do desenvolvimento biopsicossocial infantil, com ênfase na abordagem psicanalítica. Unidade Universitária Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - 040 Curso Psicologia Disciplina Psicologia do Desenvolvimento Infantil Professor(es) e DRTs Priscila Palermo Felipini 113088-8 Santuza Fernandes

Leia mais

ABORDAGEM JUNGUIANA PSICOLOGIA CURSO DE

ABORDAGEM JUNGUIANA PSICOLOGIA CURSO DE CURSO DE PSICOLOGIA ABORDAGEM Torne se uma Analista Junguiano, empreendendo na jornada mais importante da sua vida, a sua jornada pessoal, a busca da compreensão de si mesmo, uma vivencia profunda, um

Leia mais

O real escapou da natureza

O real escapou da natureza Opção Lacaniana online nova série Ano 4 Número 10 março 2013 ISSN 2177-2673 Sandra Arruda Grostein O objetivo deste texto é problematizar a proposta feita por J.-A. Miller de que o real emancipado da natureza

Leia mais

Sociedade Psicanalítica de Angra dos Reis Rio de Janeiro

Sociedade Psicanalítica de Angra dos Reis Rio de Janeiro CURSO DE PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO I. Objetivos do Curso Estudar a estrutura da realidade psíquica do ser humano, suas leis, seus limites e sua importância na educação das crianças e adolescentes. Mostrar

Leia mais

Figuras da Psicopatologia. Esquema da aula de 12 de julho de Neurose e Psicose (S. Freud vol. XIX Obras Completas)

Figuras da Psicopatologia. Esquema da aula de 12 de julho de Neurose e Psicose (S. Freud vol. XIX Obras Completas) Figuras da Psicopatologia Esquema da aula de 12 de julho de 2014 1) TEXTOS: Neurose e Psicose (S. Freud 1923-1924 vol. XIX Obras Completas) A perda da realidade na neurose e na psicose (S. Freud 1924 vol.

Leia mais

CEP -CENTRO DE ESTUDOS PSICANALÍTICOS. Curso de Formação em Pasicanálise. Ciclo IV 3ª Noite

CEP -CENTRO DE ESTUDOS PSICANALÍTICOS. Curso de Formação em Pasicanálise. Ciclo IV 3ª Noite CEP -CENTRO DE ESTUDOS PSICANALÍTICOS Curso de Formação em Pasicanálise Ciclo IV 3ª Noite O atravessamento da Psicanálise em meu cotidiano Nathália Miyuki Yamasaki 2014 Chego para análise e me ponho a

Leia mais

Psicologia e Senso Comum. "... a Psicologia tem um longo passado, porém uma curta história." EBBINGHAUS

Psicologia e Senso Comum. ... a Psicologia tem um longo passado, porém uma curta história. EBBINGHAUS Psicologia e Senso Comum "... a Psicologia tem um longo passado, porém uma curta história." EBBINGHAUS Psicologia e Senso Comum O que é Psicologia? Como usamos o termo Psicologia? A Psicologia é recente

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE DISCIPLINA PROGRAMA DE DISCIPLINA Disciplina: Psicologia da Educação I Código da Disciplina: EDU 305 Curso: Pedagogia Semestre de oferta da disciplina: 2º Faculdade responsável: Pedagogia Programa em vigência a partir

Leia mais

Apontamentos Psicanalíticos. Textos Teórico-Clínicos e de Psicanálise Aplicada

Apontamentos Psicanalíticos. Textos Teórico-Clínicos e de Psicanálise Aplicada Apontamentos Psicanalíticos Textos Teórico-Clínicos e de Psicanálise Aplicada Apontamentos Psicanalíticos Textos Teórico-Clínicos e de Psicanálise Aplicada Vera Marieta Fischer z Zagodoni Editora Copyright

Leia mais

A QUESTÂO DO EU, A ANGÚSTIA E A CONSTITUIÇÃO DA REALIDADE PARA A PSICANÁLISE 1

A QUESTÂO DO EU, A ANGÚSTIA E A CONSTITUIÇÃO DA REALIDADE PARA A PSICANÁLISE 1 A QUESTÂO DO EU, A ANGÚSTIA E A CONSTITUIÇÃO DA REALIDADE PARA A PSICANÁLISE 1 Joana Souza Mestranda do Programa de Pós-graduação em Psicanálise da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Especialização

Leia mais

Hospital das Clínicas da F.M.U.S.P.

Hospital das Clínicas da F.M.U.S.P. Hospital das Clínicas da F.M.U.S.P. A Conquista da Liderança Profª. Drª. Maria Aparecida Rhein Schirato Rhein-Schirato Associados A organização social é a vitória da civilização sobre a barbárie. Ambas

Leia mais

Latusa digital ano 2 N 13 abril de 2005

Latusa digital ano 2 N 13 abril de 2005 Latusa digital ano 2 N 13 abril de 2005 A clínica do sintoma em Freud e em Lacan Ângela Batista * O sintoma é um conceito que nos remete à clínica, assim como ao nascimento da psicanálise. Freud o investiga

Leia mais

Estruturas da Personalidade e Funcionamento do Aparelho Psíquico

Estruturas da Personalidade e Funcionamento do Aparelho Psíquico Estruturas da Personalidade e Funcionamento do Aparelho Psíquico Para Freud, a personalidade é centrada no crescimento interno. Dá importância a influência dos medos, dos desejos e das motivações inconscientes

Leia mais

do canguru, mamífero que nasce e permanece na bolsa materna até atingir uma condição física e psíquica que permita que ande e se alimente por conta

do canguru, mamífero que nasce e permanece na bolsa materna até atingir uma condição física e psíquica que permita que ande e se alimente por conta Apresentação No livro anterior, Filhos sadios, pais felizes, descrevemos os fatos característicos da evolução psicossocial da grande maioria das crianças desde o nascimento até os dez anos de idade e sua

Leia mais

10 Dicas Para Perder O Medo E Empreender Usando A Internet

10 Dicas Para Perder O Medo E Empreender Usando A Internet Índice Sumário 10 Dicas Para Perder O Medo E Empreender Usando A Internet... 2 1. Escolher o seu nicho... 3 2. Identificar o seu público... 3 3. Investigar o seu mercado... 3 4. Checar a sua base de clientes...

Leia mais

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Unidade Universitária Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - 040 Curso: Psicologia Disciplina: Psicanálise II Professor(es) e DRTs Carmen Silvia de Souza Nogueira DRT: 112426-1 Fernando Genaro Junior

Leia mais

Curso de Extensão: LEITURAS DIRIGIDAS DA OBRA DE JACQUES LACAN/2014

Curso de Extensão: LEITURAS DIRIGIDAS DA OBRA DE JACQUES LACAN/2014 Curso de Extensão: LEITURAS DIRIGIDAS DA OBRA DE JACQUES LACAN/2014 Prof. Dr. Mario Eduardo Costa Pereira PROGRAMA - Io. SEMESTRE Março/2014 14/03/2014 CONFERÊNCIA INAUGURAL : Contextualização do seminário

Leia mais

A psicanálise surgiu na década de 1890, com Sigmund Freud

A psicanálise surgiu na década de 1890, com Sigmund Freud PSICANÁLISE A psicanálise surgiu na década de 1890, com Sigmund Freud médico neurologista interessado em achar um tratamento efetivo para pacientes com sintomas neuróticos, principalmente histéricos.

Leia mais

LIMITE E PERTINÊNCIA DO COMPLEXO DE ÉDIPO EM PSICANÁLISE

LIMITE E PERTINÊNCIA DO COMPLEXO DE ÉDIPO EM PSICANÁLISE LIMITE E PERTINÊNCIA DO COMPLEXO DE ÉDIPO EM PSICANÁLISE Michele Roman Faria Psicanalista, Doutora em Psicologia Clínica (USP); autora de Constituição do sujeito e estrutura familiar e Introdução à psicanálise

Leia mais

O MANEJO DA TRANSFERÊNCIA NA PSICOSE: O SECRETÁRIO DO ALIENADO E SUAS IMPLICAÇÕES

O MANEJO DA TRANSFERÊNCIA NA PSICOSE: O SECRETÁRIO DO ALIENADO E SUAS IMPLICAÇÕES O MANEJO DA TRANSFERÊNCIA NA PSICOSE: O SECRETÁRIO DO ALIENADO E SUAS IMPLICAÇÕES Roberto Lopes Mendonça O tratamento da psicose: impasses iniciais No trabalho clínico com a psicose, torna-se cada vez

Leia mais

O CAPITALISMO ESTÁ EM CRISE?

O CAPITALISMO ESTÁ EM CRISE? O CAPITALISMO ESTÁ EM CRISE? Nildo Viana Professor da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás; Doutor em Sociologia; Autor de diversos livros, entre os quais, O Capitalismo na Era

Leia mais

DO DESENVOLVIMENTO DA TEORIA PULSIONAL FREUDIANA PARA UMA REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE AMOR E ÓDIO. Ligia Maria Durski

DO DESENVOLVIMENTO DA TEORIA PULSIONAL FREUDIANA PARA UMA REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE AMOR E ÓDIO. Ligia Maria Durski DO DESENVOLVIMENTO DA TEORIA PULSIONAL FREUDIANA PARA UMA REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE AMOR E ÓDIO. Ligia Maria Durski Iniciemos este texto fazendo uma breve retomada de alguns momentos importantes da

Leia mais

Organização da Mente

Organização da Mente Realidade Organização da Mente Censura Inconsciente Pré-Consciente Consciente É a parte arcaica do aparelho psíquico ou sede do libido (desejo) e das memórias reprimidas/recalcadas que tentam manifestar-se

Leia mais

MÃES QUE SE SEPARAM DE SEUS FILHOS

MÃES QUE SE SEPARAM DE SEUS FILHOS MÃES QUE SE SEPARAM DE SEUS FILHOS Em primeiro lugar, chamaria a atenção para um fenômeno muito importante e que começa a ser mais conhecido: a persistência até o fim do século XVII do infanticídio tolerado.

Leia mais

Anais V CIPSI - Congresso Internacional de Psicologia Psicologia: de onde viemos, para onde vamos? Universidade Estadual de Maringá ISSN X

Anais V CIPSI - Congresso Internacional de Psicologia Psicologia: de onde viemos, para onde vamos? Universidade Estadual de Maringá ISSN X TEORIA DA SEDUÇÃO GENERALIZADA: UMA BREVE INTRODUÇÃO Mariane Zanella Ferreira* A Teoria da Sedução Generalizada (TSG), proposta por Jean Laplanche, é uma teoria recente, quando comparada à psicanálise

Leia mais

Unidade 2: História da Filosofia. Filosofia Serviço Social Igor Assaf Mendes

Unidade 2: História da Filosofia. Filosofia Serviço Social Igor Assaf Mendes Unidade 2: História da Filosofia Filosofia Serviço Social Igor Assaf Mendes Períodos Históricos da Filosofia Filosofia Grega ou Antiga (Séc. VI a.c. ao VI d.c.) Filosofia Patrística (Séc. I ao VII) Filosofia

Leia mais

II SEMINÁRIO DE PRÁTICA DE PESQUISA EM PSICOLOGIA Universidade Estadual de Maringá 28 a 30 de Novembro de 2012

II SEMINÁRIO DE PRÁTICA DE PESQUISA EM PSICOLOGIA Universidade Estadual de Maringá 28 a 30 de Novembro de 2012 AS CONCEPÇÕES DE PSICÓLOGOS SOBRE ANGÚSTIA/ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO E SUAS IMPLICAÇÕES NA PRÁTICA CLÍNICA Mayara Lúcia Embercics Calazans (Departamento de Psicologia,, Fundação Araucária, PIBIC); Paulo José

Leia mais

A contribuição winnicottiana à teoria do complexo de Édipo e suas implicações para a

A contribuição winnicottiana à teoria do complexo de Édipo e suas implicações para a A contribuição winnicottiana à teoria do complexo de Édipo e suas implicações para a prática clínica. No interior de sua teoria geral, Winnicott redescreve o complexo de Édipo como uma fase tardia do processo

Leia mais

Revisão de Metodologia Científica

Revisão de Metodologia Científica Revisão de Metodologia Científica Luiz Eduardo S. Oliveira Universidade Federal do Paraná Departamento de Informática http://lesoliveira.net Luiz S. Oliveira (UFPR) Revisão de Metodologia Científica 1

Leia mais

O desejo inconsciente masoquista de ser espancada: posição subjetiva da mulher em se manter em vínculos que lhe causem violência.

O desejo inconsciente masoquista de ser espancada: posição subjetiva da mulher em se manter em vínculos que lhe causem violência. O desejo inconsciente masoquista de ser espancada: posição subjetiva da mulher em se manter em vínculos que lhe causem violência. 12 Aline de Oliveira Pinto 3 Maria Cristina da Silva Ferreira 4 1- INTRODUÇÃO

Leia mais

Agenealogia dos Estudos Culturais é objeto de dissenso

Agenealogia dos Estudos Culturais é objeto de dissenso Cinqüentenário de um discurso cultural fundador WILLIAMS, R. Culture and society 1780-1950. [Londres, Longman, 1958]. Cultura e sociedade. São Paulo, Cia. Editora Nacional, 1969. Agenealogia dos Estudos

Leia mais

NEUROSE OBSESSIVA E RELIGIÃO O OBSESSIVO E SUA RELAÇÃO COM O PAI NA RELIGIÃO

NEUROSE OBSESSIVA E RELIGIÃO O OBSESSIVO E SUA RELAÇÃO COM O PAI NA RELIGIÃO NEUROSE OBSESSIVA E RELIGIÃO O OBSESSIVO E SUA RELAÇÃO COM O PAI NA RELIGIÃO Carlos Eduardo Rodrigues Neurose obsessiva: uma religião particular Falar em neurose obsessiva hoje em dia pode parecer ultrapassado,

Leia mais

Projeto de texto: a organização da argumentação

Projeto de texto: a organização da argumentação Projeto de texto: a organização da argumentação O que é um projeto de texto? É uma espécie de mapa, no qual estabelecemos os principais pontos pelos quais deve passar a exposição a ser feita. Nele, também

Leia mais