Evolução Recente dos Preços dos Alimentos e Combustíveis e suas Implicações
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- Theodoro Vieira Aragão
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1 1 ASSESSORIA EM FINANÇAS PÚBLICAS E ECONOMIA PSDB/ITV NOTA PARA DEBATE INTERNO (não reflete necessariamente a posição das instituições) N : 153/2008 Data: Versão: 1 Tema: Título: Macroeconomia Evolução Recente dos Preços dos Alimentos e Combustíveis e suas Implicações Resumo: Desde meados da década de 1990 os preços de commodities como petróleo e metais vêm aumentando constantemente. Agora, junta-se este dois bens os alimentos, que também apresentam uma escalada de preços bastante relevante nos últimos anos. Os impactos desta inflação de produtos de primeira necessidade são os mais variados: no balanço de pagamentos, nos índices de inflação, no nível de pobreza, no orçamento público e em outras variáveis econômicas e sociais. Evolução Recente dos Preços dos Alimentos e Combustíveis e suas Implicações Atualmente, basta abrir um jornal no caderno de economia para ler notícias sobre a escalada dos preços dos alimentos ou sobre os aumentos no preço do barril do petróleo. Já é sabido por todos vide as experiências da década de 1970 com dois choques do petróleo, fim de Bretton Woods e outros problemas internacionais - que inflação de commodities básicas como alimentos e combustíveis geram uma série de impactos econômicos negativos na maioria dos países, principalmente no balanço de pagamentos, no orçamento público, no nível de inflação e na pobreza. Há uma grande incerteza sobre o comportamento dos preços dos commodities. Ultimamente existe uma preocupação com sua elevação, gerando uma série de análises, que serão objeto desta nota. Por outro lado, é importante registrar que nos dias recentes ocorreu o inverso, um decréscimo dos seus preços. Se isso ajuda a reduzir pressões inflacionárias, por outro lado, para países fortemente
2 2 exportadores de tais commodities, como é o caso brasileiro, os danos sobre a balança comercial e as contas externas podem ser expressivos e preocupantes. Mas, isso é um movimento muito recente de preços, que ainda não se sabe se será sustentado. Registramos aqui as hipóteses, mas as atenções serão concentras no movimento mais antigo, de boom dos citados preços. Um recente relatório do FMI 1 trata justamente deste tema. Mostra como os preços vêm subindo e quais são seus impactos macroeconômicos, sobre a pobreza e quais são as reações dos países frente a este problema. Esta nota mostra os principais pontos deste trabalho do FMI. Inflação das Commodities O aumento no preços de commodities como alimentos, metais e combustíveis vem apresentando considerável incremento nos últimos anos. O caso da inflação dos alimentos é mais recente (aproximadamente desde 2002), enquanto os metais e combustíveis já apresentam aumentos frequentes desde meados da década de O gráfico a seguir mostra isso: 1 Food and Fuel Prices - Recent Developments, Macroeconomic Impact, and Policy Responses. FMI, 30 de junho de Disponível em:
3 3 O forte crescimento econômico que os países emergentes vêm apresentando nos últimos tempos faz com que a demanda pelas commodities listadas acima tenha forte aumento primeiro, pelo simples fato de que o crescimento econômico aumenta o consumo de bens básicos (de primeira necessidade); e segundo, pelo fato de que o crescimento dos países em desenvolvimento está fortemente baseado no consumo destas commodities (são mais intensivos nestas do que os países mais avançados). Ainda que a desaceleração econômica dos países avançados contribua para a desaceleração da demanda por commodities, esta não é suficiente para compensar o aquecimento provocado pelos países emergentes. No mercado de petróleo, a oferta não está conseguindo acompanhar a demanda e a tendência é que isso continue nos próximos anos. Se supõe que serão necessários altos preços de petróleo por um tempo relativamente alto para que um volume maior de investimento seja induzido. Com isso, o preço no mercado de futuros do petróleo está alto em toda a curva embora acredite-se que os preços ficarão mais moderados nos próximos cinco anos. Em nota sobre os perigos de uma crise inflacionária, a Wegelin & Co. comentam sobre problemas na oferta de petróleo: [ ] Os direitos de propriedade relativos às reservas de petróleo que pode ser extraído de forma eficiente em termos de custos, não são ou são mal regulados, ou estão sujeitos a um nível elevado de instabilidade. Assim, as empresas petrolíferas internacionais são entusiasticamente convidadas a explorar e investir, para posteriormente serem expropriadas arbitrariamente. O resultado é um grau de precaução da indústria do petróleo sobre os investimentos, que tem persistido por décadas [ ]. Além dos fatores mencionados, a diminuição da taxa de juros americana e a depreciação do dólar causaram uma pressão para o aumento do preço do petróleo (por seus efeitos na oferta e demanda).
4 4 O aumento no preço do petróleo também influencia nos preços dos alimentos como é preciso utilizar transporte para fazer a distribuição de alimentos, o aumento no preço do combustível acaba aumentando o custo da distribuição destes. Além disso, o aumento na produção de biocombustíveis e mais recentemente barreiras ao comércio estão ajudando a aumentar a pressão para o aumento de preços dos alimentos. É esperado que o preço dos alimentos diminua moderadamente no curto prazo e de uma maneira mais substancial no médio prazo. Ainda sobre o aumento no preço dos alimentos, Ernesto Zedillo, ex-presidente do México e atualmente diretor do Yale Center for the Study of Globalization, um pouco cético sobre a explicação exclusiva de aumento de demanda, afirmou: [ ] A crescente demanda por grãos nos países emergentes como a China e a Índia e dois anos sucessivos de grave seca na Austrália, um importante contribuinte para a oferta mundial, nunca poderia causar os fortes aumentos de preços que estamos vivenciando. A demanda mundial por grãos para alimentação aumentou somente 1,3% anualmente entre 2000 e 2007 e apenas 0,3% anualmente, de fato, em toda Ásia Oriental, incluindo a China. A seca australiana reduziu a exportação mundial de grãos em 4% em 2006 e Por conseguinte, é preciso olhar outros fatores para entender o aumento dos preços dos produtos alimentares: alto custo da energia, aumento dos preços de fertilizantes e o enfraquecimento do Dólar. Mas para obter o panorama completo, não podemos ignorar as graves distorções protecionistas, novas e antigas, que têm incapacitado a grande necessidade de resposta da oferta mundial no mercado de alimentos. Ao reduzir os incentivos para os agricultores domésticos aumentarem sua produção, controles de exportação de grãos em alguns países em desenvolvimento têm piorado a escassez ao invés de resolver o problema, contribuindo assim para o aumento dos preços mundiais [ ]. Impactos Macroeconômicos Espera-se que o aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis tenham efeitos negativos no crescimento, na inflação e nos termos de troca.
5 5 Até agora os efeitos no balanço de pagamentos do aumento dos preços do petróleo e dos alimentos foi baixo. Porém, recentes aumentos estão tendo efeitos maiores e simulações apontam que se os aumentos continuarem é possível que muitos países enfrentem problemas no balanço de pagamentos. A inflação de alimentos nos países ricos foi pequena, de aproximadamente 3%, enquanto nos países em desenvolvimento foi de quase 10% - e poderia ser maior sem os subsídios dos países avançados. A inflação global de combustíveis e alimentos acelerou durante esse ano e foi observado que vários países tiveram aumento na inflação geral desde Isso já era esperado, já que alimentos e combustíveis compõem boa parte dos índices de preços. Impacto na Pobreza O aumento dos preços dos combustíveis e alimentos tende a intensificar a pobreza, já que o maior efeito recai sobre as pessoas mais pobres que gastam quase toda sua renda em alimentação e, no caso das que moram em áreas urbanas, transporte (público). Países que importam grande parte de seus alimentos e têm uma proporção maior de pessoas pobres são os que provavelmente sofrerão mais com esse aumento de preços. Reações dos Países Ao mesmo tempo que passar aos consumidores esse aumento de preços prejudica as famílias (principalmente as mais pobres), tal aumento realizaria o necessário ajuste na oferta e na demanda (afinal, preços servem exatamente para isso). Assim, pode se chegar à conclusão de que a melhor resposta a esse desafio seria a criação de uma boa rede de proteção social. Porém, isso é de difícil implementação e portanto países estão usando outras formas de intervenção para diminuir os efeitos desse aumento de preços. Veremos agora algumas dessas medidas.
6 6 Antes de tudo, deve se lembrar que alguns países deixam os preços de petróleo mais livres do que outros o que torna a análise um pouco mais complicada. Diminuição de tributos sobre o petróleo: deve se lembrar que existem várias externalidades negativas ligadas ao consumo de petróleo. Diminuir tarifas de consumo pode distorcer a demanda relativa e levar a um consumo acima do que seria o ótimo. Além disso, o custo fiscal para alguns países que diminuiram os tributos sobre o consumo de petróleo foi muito alto. A solução apresentada é a diminuição de tarifas de importação, o que diminuiria a distorção no comércio internacional. A queda da arrecadação pode ser recuperada com uma reforma fiscal. Subsídios a combustíveis: o dispêndio médio com este tipo de subsídio é de 1% do PIB, mas a variação (diferença) entre países pode chegar a 14,6% do PIB. Possuem o mesmo problema de distorção dos preços, levando a um consumo maior do que o ótimo. Além disso, tais benefícios ajudam principalmente famílias de maior renda. Impostos sobre alimentos: feito por vários países, sendo que um número maior reduziu tarifas de importação sobre alimentos do que IVA s. Alguns países estão restringindo a exportação de alimentos ou aumentando tarifas de exportação para reduzir o preço doméstico. Isso tem um efeito perverso de não dar incentivos para que produtores aumentem sua produção (ou seja, atrapalha o ajuste da oferta). Subsídios para alimentos: Em geral são universais, mas podem ser direcionados a produtos consumidos proporcionalmente mais pelos mais pobres. Transferências direcionadas aos mais pobres: possuem a vantagem de não distorcer os incentivos para as famílias não pobres. Podem ser indexadas à inflação, embora deve se lembrar que o Brasil tem uma má experiência com indexações. Outras medidas: dez países aumentaram os salários do setor público. Não é um bom direcionamento de recursos, visto que a
7 7 maior parte dos servidores não está entre os grupos mais pobres do país.
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