Tribunal de Justiça de Minas Gerais
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- Isaac de Oliveira Gentil
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1 Número do /000 Númeração Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Evandro Lopes da Costa Teixeira Des.(a) Evandro Lopes da Costa Teixeira 25/04/ /05/2013 EMENTA: CONFLITO NEGATIVO DE JURISDIÇÃO - AÇÃO POSSESSÓRIA - ALEGAÇÃO DE ESBULHO CUJA FINALIDADE SERIA A EXPLORAÇÃO DE LAVRA DE OURO - COMPETÊNCIA DO JUIZO COMUM SUSCITADO - INEXISTÊNCIA DE CONFLITO AGRÁRIO - ACOLHER CONFLITO. - A Vara de Conflitos Agrários da Comarca de Belo Horizonte é competente para o julgamento da ação que envolva litígio coletivo pela posse de terras rurais, razão pela qual o juízo cível é o competente para o julgamento da ação possessória, cuja causa de pedir tem por fundamento a alegação de esbulho para a exploração de lavra. CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº /000 - COMARCA DE BELO HORIZONTE - SUSCITANTE: JD V CONFLITOS AGRARIOS COMARCA BELO HORIZONTE - SUSCITADO(A): JD 2 V COMARCA DIAMANTINA - INTERESSADO: SEBASTIAO RODRIGUES DOS SANTOS, GERALDO DA SILVEIRA BRANDAO, JOAO DA SILVEIRA BRANDAO, JUSCIMAR BRANDAO CORREIA, VANDERSON DA SILVEIRA BRANDAO, VIVALDO CORREIA DE JESUS A C Ó R D Ã O Vistos etc., acorda, em Turma, a 17ª CÂMARA CÍVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, na conformidade da ata dos julgamentos, à unanimidade, em JULGAR PROCEDENTE O CONFLITO. DES. EVANDRO LOPES DA COSTA TEIXEIRA 1
2 RELATOR. DES. EVANDRO LOPES DA COSTA TEIXEIRA (RELATOR) V O T O Trata-se de conflito negativo de competência instaurado entre o juízo da Vara de Conflitos Agrários da Comarca de Belo Horizonte e o juízo da 2ª Vara Cível e Criminal da Comarca de Diamantina, nos autos da ação de reintegração de posse ajuizada por Sebastião Rodrigues dos Santos contra João da Silveira Brandão e outros. O juízo da 2ª Vara Cível e Criminal da Comarca de Diamantina determinou a remessa dos autos ao Juízo da Vara de Conflitos Agrários da Comarca de Belo Horizonte, ao fundamento de que a causa de pedir da ação fundamenta-se na suposta invasão de extensa área rural por um grupo indeterminado de pessoas, razão pela qual entendeu pela competência constitucional do juízo especializado para as causas de conflitos agrários (f.71v.). O juiz da Vara de Conflitos Agrários da Comarca de Belo Horizonte, por sua vez, entendeu que o juízo cível é o competente para o julgamento da ação, porque não se trataria de litígio coletivo pela posse de terras rurais para determinar a sua competência que é regulada no art.2º da Resolução n.º438/04 da Corte Superior do TJMG. Esclarece que os conflitos agrários de sua competência são aqueles que se fundamentam na luta pela obtenção de terras para fins de reforma agrária e não para a exploração de ouro, que é o caso dos autos. Por fim, suscitou o presente conflito negativo de jurisdição (ff.75/77). Foram dispensadas as requisições de informações aos MM. Juízes em conflito (ff.87/88). O Procurador de Justiça opinou pelo provimento do presente conflito para declarar a competência do juízo cível da Comarca de 2
3 Diamantina (ff.91/94). Conheço do conflito, porquanto, nos termos do inciso II do artigo 115 do Código de Processo Civil, dois juízes se consideram incompetentes. A controvérsia recursal cinge-se em decidir se o juízo da Vara de Conflitos Agrários, ora suscitante, é competente para processar a ação oriunda da 2ª Vara Cível e Criminal da Comarca de Diamantina, que é o juízo suscitado. Neste caso, verifica-se na inicial da ação em apreço que se trata de uma demanda de natureza possessória, que tem por objeto o imóvel rural denominado Fazenda do Jambreiro, com 36 alqueires, localizado na Comarca de Diamantina, e que teria sido esbulhada por cinco pessoas com o intuito de exploração de uma lavra de ouro, sem autorização da parte autora ou da Administração Pública, que é necessária para a mencionada finalidade (ff.5/21). Quanto aos conflitos agrários, dispõe o art. 126, parágrafo único, da Constituição da República: "Art Para dirimir conflitos fundiários, o Tribunal de Justiça proporá a criação de varas especializadas, com competência exclusiva para questões agrárias. Parágrafo único. Sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional, o juiz far-se-á presente no local do litígio." art.114: Da mesma forma preceitua a Constituição do Estado em seu O Tribunal de Justiça proporá a criação de varas especializadas, com competência exclusiva para questões agrárias, para dirimir conflitos fundiários. 3
4 (Caput com redação dada pelo art. 32 da Emenda à Constituição nº 84, de 22/12/2010.) Parágrafo único - Sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional, o juiz se fará presente no local do litígio. Atendendo aos citados dispositivos, foi criada e instalada, em 2002, na Comarca de Belo Horizonte, a Vara de Conflitos Agrários para atender demandas de todo o Estado, sendo o seu funcionamento regulamentado pela Resolução nº 398/2002, posteriormente alterada pela Resolução nº 438/2004, publicada no Diário do Judiciário de 24 de junho de 2004, alterada pela resolução 620/2009. Nesse contexto, as demandas referentes aos conflitos agrários que envolvam litígios coletivos pela posse de terras rurais, deverão ser propostas perante o juízo da Vara de Conflitos Agrários, com sede na Comarca de Belo Horizonte, por força dos arts.1º e 2º da Resolução 438/2004 deste TJMG, não havendo que se falar em violação ao princípio do juiz natural, quando observada esta regra. Entretanto, não é o caso dos autos, pois, conforme mencionado, o alegado esbulho que teria sido praticado tem a finalidade de realizar a exploração de lavra de ouro, que não está vinculada às questões agrárias de posse de terras para a realização da reforma agrária. Dessa forma, a vara especializada para os conflitos agrários não é competente para o julgamento da ação originária, devendo os autos retornar ao juízo de origem, por ser o competente para dirimir a questão possessória em apreço. A propósito, assim já se pronunciou este e. Tribunal: CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. VARA CÍVEL E VARA DE CONFLITOS AGRÁRIOS. Ao Juízo da Vara de Conflitos Agrários não cabe processar e julgar ação de 4
5 reintegração de posse de imóvel identificado rural utilizado para moradia e apoio à atividade urbana de sobrevivência e sim litígios coletivos calcados no princípio da função social da propriedade, especificamente a da terra, visando promover a justiça social e estimular a atividade agrária típica (lavoura, pecuária, hortigranjeira, extrativismo rural (animal e vegetal)) ou atípica (agroindústria ou atividade complementar da exploração rural). (Conflito de Competência /000, Rel. Des.(a) Saldanha da Fonseca, 12ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 05/05/2010, publicação da súmula em 24/05/2010) POSTO ISSO, julgo procedente o presente conflito, reconhecendo, assim, a competência do Juízo suscitado para processar e julgar a ação a que se referem os autos de n.º Remetam-se os autos com urgência àquele Juízo (2ª Vara Cível e Criminal da Comarca de Diamantina). DES. EDUARDO MARINÉ DA CUNHA - De acordo com o(a) Relator(a). DESA. MÁRCIA DE PAOLI BALBINO - De acordo com o(a) Relator(a). SÚMULA: "JULGARAM PROCEDENTE O CONFLITO" 5
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Número do 1.0000.11.029913-8/000 Númeração 0299138- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Domingos Coelho Des.(a) Domingos Coelho 05/10/2011 17/10/2011 EMENTA: CONFLITO
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Número do 1.0000.14.073318-9/000 Númeração 0733189- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Marcos Lincoln Des.(a) Marcos Lincoln 11/02/2015 13/02/2015 EMENTA: < CONFLITO
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Número do 1.0000.15.033552-9/000 Númeração 0335529- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Audebert Delage Des.(a) Audebert Delage 18/08/2015 28/08/2015 EMENTA: CONFLITO
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Número do 1.0126.11.000890-4/001 Númeração 0008904- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Mota e Silva Des.(a) Mota e Silva 12/11/2013 19/11/2013 EMENTA: EXTINÇÃO
28/04/13 <NÚMERODETOKENSNODOCUMENTO \18><COMPOSIÇÃODEACÓRDÃOEMENTA \TEXTO="(INSIRA AQUI O TÍTULO DA EMENTA)^P^
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