PROJETO AIMEE: A CLÍNICA DA PSICOSE E SEU EFEITO NO SOCIAL
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- Marisa da Rocha Dinis
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1 PROJETO AIMEE: A CLÍNICA DA PSICOSE E SEU EFEITO NO SOCIAL Autoras: 1 BARRETO, Ellen Kelly Marinho; 2 FERNANDES, Regileide de Lucena; 3 LAVIERI, Maria Beatriz Ferreira; 4 MIGUEL, Isabelle Maria Duarte Resumo O presente trabalho aborda as estratégias possíveis da clínica com psicóticos, tendo como base a experiência de um projeto de extensão da Universidade Federal da Paraíba, o Projeto Aimeé. A extensão universitária como intervenção no meio social é a temática central, no sentido de promover uma reflexão acerca da escuta dos sujeitos psicóticos, os quais sofrem uma grande estigmatização social. Inicialmente, é abordado o conceito de loucura e psicose na teoria psicanalítica, posteriormente a escuta psicológica de base lacaniana é proposta como uma possibilidade de manejo clinico, posicionando a prática extensionista como uma forma de intervenção, onde uma nova concepção sobre a loucura e a psicose é construída, se contrapondo à prática medicalizante que cala o sintoma. Palavras-chave: clínica, psicose, extensão universitária. 1. Introdução A clínica psicanalítica com psicóticos é uma forma de tratamento, caracterizada por um espaço para a escuta e produção de subjetividade, onde o psicótico pode vir a construir invenções para enodar sua fragmentada realidade psíquica. A produção psicótica deve ser encarada como um enigma e não como um déficit, algo que deve ser considerado na escuta. O delírio se constitui em uma resposta psicótica a este enigma, permitindo que o sujeito possa emergir. Frente ao enigma da psicose, é necessário que haja uma aposta no sujeito, acolhendo sua fala diante do seu sofrimento, o que implica a assunção do analista na posição de não saber. A prática clinica proposta pelo Projeto Aimée atua como uma alternativa ao tratamento estritamente medicalizante da psiquiatria clássica. O movimento da Reforma Psiquiátrica favoreceu a entrada da clinica psicanalítica no campo da saúde mental na tentativa de minimizar o sofrimento psíquico da população atendida. A extensão universitária atua como uma intervenção no social, partindo da possibilidade de o sujeito iniciar atividades sociais, como trabalho e estudos. A metodologia utilizada foi a pratica clinica desenvolvida no ambulatório do 1 Universidade Federal da Paraíba, discente voluntário, [email protected] 2 Universidade Federal da Paraíba, orientadora, [email protected] 3 Universidade Federal da Paraíba, orientadora, [email protected] 4 Universidade Federal da Paraíba, discente bolsista, [email protected]
2 Complexo Psiquiátrico do Juliano Moreira, respaldada nas teorias de Freud e Lacan e em autores que resgatam as concepções destes. 2. Desenvolvimento No contexto social o conceito de loucura sempre foi relacionado com a ideia de desordem e ruptura na esfera social. A loucura é estigmatizada e vista como uma ameaça à ordem social, por ser um comportamento divergente do que é considerado normal. Até recentemente, praticamente, o único destino do sujeito tido como louco era a internação, com caráter punitivo e repressor, em nome da proteção da ordem social. Aliada à busca de adaptação às normas sociais está a necessidade de um controle cada vez maior sobre o bom funcionamento psíquico dos sujeitos. Assim, a medicalização surge como uma medida imediatista para eliminar o sintoma psíquico, como se ele pudesse ser manejado da mesma maneira que um sintoma orgânico, objetivável. Ao calar o sintoma grande parte do eu do sujeito é barrada, ocultando assim a possibilidade do psicólogo entrar em contato com os conflitos que subjazem ao sintoma. Os sintomas são manifestações da ordem do psicológico que dizem respeito ao conflito. A atuação do psicólogo frente à clinica psicanalítica está voltada para a melhoria do bem-estar psicológico e da qualidade de vida dos pacientes, podendo também contribuir para a redução de internações hospitalares. O modelo de tratamento medicalizante acaba por aprisionar o sujeito e sua loucura, uma vez que essa prática tem como referência o conceito de saúde como remissão dos sintomas. No caso dos pacientes psicóticos, além de aprisioná-los, este modelo de tratamento acaba por barrar sua forma de constituir a realidade, uma vez que o delírio é uma maneira de o sujeito existir. (VERAS, 2009) A clínica psicanalítica da psicose adentra a instituição psiquiátrica norteando espaço para o tratamento, contribuindo para a mudança na concepção da loucura. O projeto Aimeé proporciona um espaço de atendimento a sujeitos psicóticos onde estes podem falar, construindo sua subjetividade. Allouch (1997) afirma: "Seja com o que for que a psicanálise lide na clínica, jamais se trata de outra coisa que não de sujeito." Ao longo do tempo de experiência do projeto, em que se privilegiou a escuta destes sujeitos, observou-se uma notável redução na utilização de medicamentos por estes pacientes, assim como uma melhoria nos laços sociais e familiares, efeitos do processo de estabilização dos pacientes.
3 Para Lacan (1953/1988), citado em Meyer (2008), o momento do desencadeamento da psicose se dá no momento em que o sujeito se depara com uma situação onde precisa se valer do significante do Nome-do-Pai, porém, por não ter a inscrição da Lei Paterna, nada lhe vem ao auxílio, fazendo com que ecloda assim a psicose. Aquilo que não é simbolizado acaba por retornar no real, resultando num estado de perplexidade. A psicose desencadeada pode se mostrar à realidade externa por meio de produções delirantes. Estas são uma tentativa de o sujeito se haver com este estado de perplexidade, reconstruindo e organizando sua realidade interna. Segundo Freud (1911, p.94): A formação delirante, que presumimos ser o produto patológico, é, na realidade, uma tentativa de restabelecimento, um processo de reconstrução. O delírio é um saber o saber do psicótico é a sua verdade, é da ordem de uma certeza inquestionável. A reforma psiquiátrica atua no social propondo a inclusão do psicótico, em oposição a uma prática histórica de segregação social da loucura. Paradoxalmente, por conta de sua condição estrutural há exilio na loucura. Não se trata então de apenas inserir o sujeito no meio social, mas de proporcionar ao sujeito um espaço de invenção de suas soluções. (MEYER, 2008) O conceito de extensão universitária está associado ao compromisso da universidade para com o social. Deste modo, ela contribui para a reflexão do conceito de loucura, implementando a experiência acadêmica da produção de um saber mais próximo da realidade social. A formação dos estudantes também se torna relevante pela articulação entre ensino e pesquisa, teoria e prática. Através da atividade extensionista proposta pelo Projeto Aimeé é possível compreender os conceitos trabalhados teoricamente e assim consolidar este aprendizado com a prática. Abre-se assim a possibilidade de intervir no social através dos atendimentos clínicos que têm um efeito direto sobre a instituição, a clientela e a relação desta com a família, o trabalho, estudos etc.
4 3. Metodologia O trabalho foi desenvolvido a partir da experiência prática extensionista, discussões dos atendimentos nas supervisões e do trabalho teórico realizado no Grupo de Estudos Psicanalíticos da Psicose (GEPSI), além de levantamento bibliográfico de especifico para este tema. O Projeto AIMÉE - Formação Profissional e Clínica no Atendimento a Pacientes Psicóticos: Uma Articulação entre Psicanálise e Psiquiatria põe em prática uma clínica psicanalítica no complexo ambulatorial do Juliano Moreira. O grupo é coordenado por Regileide de Lucena Fernandes e Maria Beatriz Ferreira Lavieri. O publico alvo são pacientes psicóticos que utilizam o serviço de atendimento ambulatorial do Juliano Moreira. 4. Conclusão Pode-se concluir que, diante dos impasses que a clínica da psicose coloca, a extensão universitária tem sido uma aliada no processo de intervenção no social. Intervir significa transpor as barreiras da exclusão a que os sujeitos psicóticos são submetidos, dando-lhes voz. Trabalhar com a Psicose é se implicar num campo desafiador e cheio de especificidades - cada um é um. Como afirmava Lacan: a psicose é aquilo diante do qual um analista não deve jamais recuar. Não basta apenas incluir o que está do lado de fora, mas sim dar voz e lugar àquele que foi calado. A intervenção social diz respeito à possibilidade de reflexão que leve a um processo de rompimento de barreiras sedimentadas em nossa cultura ao longo do tempo.
5 Referências: ALLOUCH, J. (1997) Marguerite ou a "Aimée" de Lacan. Rio de Janeiro: Companhia de Freud. FREUD, S. (1911). Notas Psicanalíticas sobre um relato autobiográfico de um caso de paranóia. In: Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago; 1969, v 12, p LACAN, J. (1988[ ]). O seminário, livro 3: as psicoses. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., p. 98. MEYER, Gabriela Rinaldi. Algumas considerações sobre o sujeito na psicose. Ágora (Rio J.), Rio de Janeiro, v. 11, n. 2, Dec VERAS, Marcelo Frederico Augusto dos Santos A LOUCURA ENTRE NÓS: Teoria Lacaniana das Psicoses e a Saúde Mental. Rio de Janeiro, f
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