VARIAÇÃO DITONGO/HIATO
|
|
|
- Bento Carvalho de Sequeira
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 VARIAÇÃO DITONGO/HIATO Viviane Sampaio 1 1 Introdução Este estudo é parte integrante do projeto Epêntese Consonantal Regular e Irregular da prof. Dr. Leda Bisol 2 que trata das consoantes e do glide. Contudo, o presente trabalho aborda, apenas, o glide que na estrutura subjacente é uma vogal alta a qual, ao lado de outra vogal se manifesta como glide para resolver o hiato, criando pares como di.a.bo ~ dja.bo ou sem variação como ideia (idea), passeio (passeo), veia (vea), Leia (Léa), palavras assim dicionarizadas. O objetivo do estudo é fazer uma descrição cuidadosa da ocorrência do glide na fala de adultos nativos da cidade de Porto Alegre no intuito de oferecer elementos para a descrição do português brasileiro com o enfoque principal na observação da variação entre ditongo e hiato. Entende-se por ditongo a sequência de duas vogais, uma das quais é alta, como pai [paj] ou média convertida em alta como em [seara] > [siara]. Todo ditongo possui uma vogal alta que se manifesta como glide, o qual é também referido como semivogal. Segundo Clements (1990), o glide é uma vogal alta /i, u/ na estrutura subjacente que se manifesta na fala ou estrutura de superfície por silabação, na posição de consoante, formando ditongos como em pja.da ~ pi.a.da, min.gaw e pa.paj. 2 Procedimento A metodologia de análise segue a teoria de Labov (1966), que diz respeito ao estudo de regras variáveis na qual se admite duas formas de dizer uma mesma palavra. Labov defende a ideia de que a variação é condicionada por fatores linguísticos e sociais e que faz parte do sistema linguístico. Para a análise de regra variável, em que se encaixa o trabalho, foi criado um modelo específico denominado inicialmente VARBRUL 2S. Desde então muitos estudos se fizeram nessa linha no Brasil. Sobre o VARBRUL 2S Brescancini (2002) explica que esse toma um 1 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - Rio Grande do Sul Brasil. 2 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul Brasil.
2 conjunto de dados linguísticos e organiza-os, de acordo com uma variável dependente, então realiza um algoritmo que oferece informações estatísticas, na forma de pesos relativos. Os dados para análise foram extraídos de oito entrevistas da amostra de Porto Alegre do Projeto VARSUL 3 que se trata de um banco de dados com de mais de 300 entrevistas gravadas, cada uma das quais com cerca de 1h de duração. O banco de dados VARSUL é constituído de amostras representativas da fala dos três Estados do Sul do País: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, envolvendo a capital e três cidades do interior. Quanto às etapas da análise, primeiramente realizou-se o levantamento dos dados da mostra de Porto Alegre (VARSUL), registrando-os e, em seguida, classificaram-se os dados de acordo com critérios estabelecidos com a orientadora do projeto de modo a prepará-los para a análise laboviana. Esses critérios constituíram as seguintes variáveis: origem do glide, no que diz respeito à natureza da vogal originária; posição do glide na palavra, precedido de cosoante como em piada, precedido de grupo consonantal com em prioridade ou se em início de palavra como em iodo ; vogal seguinte e posição na palavra, quanto à posição do glide na palavra em relação ao acento. No que diz respeito às variáveis socioculturais foram consideradas: idade, mais e menos de 50 anos; escolaridade, 1º e 2º graus e sexo, masculino e feminino. A segunda etapa do trabalho correspondeu à escuta das palavras com o registro das sequências (VV) em estudo. Somente foram analisados ditongos crescentes. Em seguida, classificaram-se os dados de modo a prepará-los para a análise de regra variável via modelo de Labov, de acordo com as variáveis linguísticas e socioculturais atribuindo-lhes símbolos específicos para a possibilidade de leitura do programa computacional. Pronta à classificação, os dados classificados foram submetidos a uma análise probabilística através do software GOLDVARB, que apresentou resultados em termos de percentual e probabilidade. A apresentação dos resultados por meio de tabelas e descrições correspondeu à última etapa do estudo. 3 Discussão dos resultados Quanto aos resultados apresentados, o programa computacional apontou como relevantes duas variáveis: a posição do ditongo na palavra e a escolaridade, as quais estão representadas nas tabelas 1 e 2. 3 Variação Linguística Urbana no Sul do Brasil.
3 Tabela 1 Posição do ditongo na palavra Fatores Aplicação/Total Percentual Peso Relativo Tônica dja.bo 289/290 99,7 % 0,99 Átona pje.da.de 129/130 99,2 % 0,98 Átona inicial iodo 2/242 0,8 % 0,0 Input: 0,894 Significância: 0,023 A Tab.1 indica que toda sequência de duas vogais em que uma delas é uma vogal alta tende a tornar-se ditongo, seja em sílaba tônica (0,99) seja em sílaba átona (0,98). Ao mesmo tempo, os resultados acima assinalam a pouca existência de palavras iniciadas por glide. Tabela 2 Escolaridade Fatores Aplicação/Total Percentual Peso Relativo 1º grau 189/294 64,3% 0,10 2º grau 231/368 62,8% 0,85 Input: 0,894 Significância: 0,023 A Tab. 2 indica que, na amostra em estudo, os falantes do 1 grau usam mais hiato do que ditongo, enquanto os de 2 grau dão preferência ao ditongo. Isso está a indicar que ditongação vem sendo preferida ao hiato. O escasso uso do ditongo está relacionado à influência da escrita nos anos inicias. A tabela seguinte, Tab. 3, não foi escolhida como relevante pelo programa, contudo como se trata de uma informação que nos parece importante, ela foi inserida na análise. Tabela 3 Vogal base do ditongo
4 Fatores Aplicação/Total Percentual Peso Relativo o piolho 72/83 86,7 % 0,78 a piada 279/435 64,1 % 0,49 e piedade 35/67 52,2 % 0,37 - ruela 3/6 50,0 % 0,35 i suíno 23/48 52,2 % 0,33 - carioca 3/7 42,9 % 0,29 u miúdo 5/16 31,2 % 0,2 Input: 0,645 Significância: 0,000 A Tab.3 apresenta com os valores mais altos as sequências (io) e (ia) tanto quanto ao percentual quanto ao peso relativo. Todas as demais estão abaixo de 0,50, o ponto neutro. Entre os valores mais baixos salientam-se (i, u) na base. Isso indica que quanto mais distantes estão as duas vogais em relação ao grau de abertura, mais apropriada é a sequência para a formação do ditongo, por exemplo, (a, i) é melhor do que (i, u). A última tabela (Tab.4) apresenta o total de ocorrências de ditongos e hiatos na amostra em estudo. Tabela 4 Total de ocorrência Fator Ocorrência Ditongo 420/662 = 63,4 % Hiato 242/662 = 36,6 % Dos resultados gerais da amostra (662 palavras), infere-se que o ditongo (63,4%) é preferido ao hiato (33,6%). 6 Conclusão A ocorrência do glide na amostra utilizada se mostrou mais frequente obedecendo a expectativas, uma vez que a língua portuguesa tem preferência à formação de ditongos.
5 Por meio da rodada do programa e das análises combinatórias das variáveis notou-se que a escolaridade é um fator influente nos primeiros escolares, pois controla a emergência do ditongo. Indivíduos com o 2º grau preferiram o ditongo ao hiato, o que se esperava, pois é uma tendência da língua falada. Também podemos constatar que a posição do ditongo na palavra é fator relevante no processo de ditongação. Todavia, tanto ditongo e como hiato estão presentes no sistema da língua portuguesa. Referências BRESCANCINI, Cláudia. A análise de regra variável e o programa VARBRUL 2S. In: BISOL, Leda; BRESCANCINI, Cláudia (Orgs.). Fonologia e Variação: recortes do português brasileiro. Porto Alegre, PUCRS, p CLEMENTS G e Hume, E. The Internal Organization of Speech Sounds. In: The Handbook of Phonological Theory. Blackwell, LABOV,W. The social Stratification of English in New York City. Whashington, D.C.: Center for Applied Linguistcs, 1966.
A ELISÃO DA VOGAL /o/ EM FLORIANÓPOLIS-SC RESULTADOS PRELIMINARES
A ELISÃO DA VOGAL /o/ EM FLORIANÓPOLIS-SC RESULTADOS PRELIMINARES Letícia Cotosck Vargas (PUCRS/PIBIC- CNPq 1 ) 1. INTRODUÇÃO Esta pesquisa tem por objetivo examinar um dos processos de sândi externo verificados
ANÁLISE DA ELEVAÇÃO DAS VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS SEM MOTIVAÇÃO APARENTE 1. INTRODUÇÃO
ANÁLISE DA ELEVAÇÃO DAS VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS SEM MOTIVAÇÃO APARENTE DÉBORAH VIEIRA PINTO AGUIAR 1 ; MARIA JOSÉ BLASKOVSKI VIEIRA 2 1 Universidade Federal de Pelotas [email protected] 1 2 Universidade
A harmonização vocálica nas vogais médias pretônicas dos verbos na
A harmonização vocálica nas vogais médias pretônicas dos verbos na variedade do interior paulista Márcia Cristina do Carmo (FAPESP 06/59141-9) Orientadora: Profa. Dra. Luciani Ester Tenani UNESP Câmpus
A grafia das consoantes biunívocas que se diferenciam pelo traço distintivo [sonoro] em textos de alunos de séries/anos iniciais
A grafia das consoantes biunívocas que se diferenciam pelo traço distintivo [sonoro] em textos de alunos de séries/anos iniciais Rodrigues, Cristiane 1 ; Miranda, Ana Ruth 2 1 Universidade Federal de Pelotas,
PALAVRAS-CHAVE: Fonologia; variação linguística; sociolinguística; ditongo.
A REDUÇÃO DO DITONGO ORAL FINAL NA CIDADE DE UBERLÂNDIA Dúnnia HAMDAN Universidade Federal de Uberlândia [email protected] RESUMO: O presente projeto visa estudar a variação ocorrente em ditongos
A DISTRIBUIÇÃO DO PROCESSO DE APAGAMENTO DO RÓTICO NAS QUATRO ÚLTIMAS DÉCADAS: TRÊS CAPITAIS EM CONFRONTO
A DISTRIBUIÇÃO DO PROCESSO DE APAGAMENTO DO RÓTICO NAS QUATRO ÚLTIMAS DÉCADAS: TRÊS CAPITAIS EM CONFRONTO Aline de Jesus Farias Oliveira (UFRJ/IC-FAPERJ)) Dinah Maria Isensee Callou (UFRJ/CNPq) [email protected]
A DITONGAÇÃO VARIÁVEL EM SÍLABAS TÔNICAS FINAIS TRAVADAS POR /S/
A DITONGAÇÃO VARIÁVEL EM SÍLABAS TÔNICAS FINAIS TRAVADAS POR /S/ Lúcia Lovato Leiria RESUMO: This paper aims at presenting a quantitative study of diphthongization resulting from anterior glide insertion
PLANO DE ENSINO DADOS DO COMPONENTE CURRICULAR
PLANO DE ENSINO DADOS DO COMPONENTE CURRICULAR Nome do COMPONENTE CURRICULAR: Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa Curso: LICENCIATURA EM LETRAS COM HABILITAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA Período: 4 Semestre:
A INFLUÊNCIA DE FATORES EXTRALINGUÍSTICOS NA SUPRESSÃO DAS SEMIVOGAIS DOS DITONGOS EI E OU NA ESCRITA INFANTIL 1. INTRODUÇÃO
A INFLUÊNCIA DE FATORES EXTRALINGUÍSTICOS NA SUPRESSÃO DAS SEMIVOGAIS DOS DITONGOS EI E OU NA ESCRITA INFANTIL ADAMOLI, Marco Antônio 1 ; MIRANDA, Ana Ruth Moresco 2 1 Faculdade de Educação PPGE/UFPel
REDUÇÃO DA NASALIDADE EM DITONGOS ÁTONOS FINAIS NO PORTUGUÊS DO SUL DO BRASIL
REDUÇÃO DA NASALIDADE EM DITONGOS ÁTONOS FINAIS NO PORTUGUÊS DO SUL DO BRASIL LUIZ CARLOS SCHWINDT (UFRGS, CNPq) [email protected] TAÍS BOPP DA SILVA (UFRGS, CNPq) [email protected] II SIS-VOGAIS, UFMG,
REALIZAÇÕES DAS VOGAIS MÉDIAS ABERTAS NO DIALETO DE VITÓRIA DA CONQUISTA BA
19 de 107 REALIZAÇÕES DAS VOGAIS MÉDIAS ABERTAS NO DIALETO DE VITÓRIA DA CONQUISTA BA Juscélia Silva Novais Oliveira * (Uesb) Priscila de Jesus Ribeiro ** (UESB) Vera Pacheco *** (Uesb) RESUMO O PB, segundo
Ditongos derivados: um. Leda Bisol, (PUCRS, CNPq)
Ditongos derivados: um adendo Leda Bisol, (PUCRS, CNPq) Em artigo precedente (1994), fez-se a distinção entre ditongos verdadeiros que correspondem a duas vogais na subjacência, como reitor e pauta e falsos
O PAPEL DAS VARIÁVEIS LINGUÍSTICAS NA REALIZAÇÃO DO RÓTICO EM FALANTES DE REGIÕES DE IMIGRAÇÃO ALEMÃ
O PAPEL DAS VARIÁVEIS LINGUÍSTICAS NA REALIZAÇÃO DO RÓTICO EM FALANTES DE REGIÕES DE IMIGRAÇÃO ALEMÃ The role of language in accent variables was performed in German immigration regions of Speakers Ana
VOGAIS NASAIS EM AMBIENTES NÃO NASAIS EM ALGUNS DIALETOS BAIANOS: DADOS PRELIMINARES 1
39 de 107 VOGAIS NASAIS EM AMBIENTES NÃO NASAIS EM ALGUNS DIALETOS BAIANOS: DADOS PRELIMINARES 1 Cirlene de Jesus Alves * (Uesb) Layane Dias Cavalcante * (Uesb) Vera Pacheco ** (Uesb) RESUMO Esse trabalho
Hiato: estratégias de evitação.
Hiato: estratégias de evitação. IX Salão de Iniciação Científica PUCRS Rita de Cássia Glaeser Stein 1, Fernanda de Marchi 2, Prof. Dr. Leda Bisol 1 (orientadora). 1 Faculdade de Letras, PUCRS. Resumo O
ESTUDO EM TEMPO REAL DA MONOTONGAÇÃO DO DITONGO DECRESCENTE /ej/ EM AMOSTRA DE PORTO ALEGRE 1
ESTUDO EM TEMPO REAL DA MONOTONGAÇÃO DO DITONGO DECRESCENTE /ej/ EM AMOSTRA DE PORTO ALEGRE 1 REAL-TIME STUDY OF THE FALLING DIPHTHONG /ej/ MONOPHTHONGIZATION IN SAMPLE FROM PORTO ALEGRE Eduardo Elisalde
SÍNCOPE E ALÇAMENTO DA VOGAL POSTÔNICA NÃO-FINAL/O/: INDÍCIOS DE MOTIVAÇÃO EXTRALINGUÍSTICA
SÍNCOPE E ALÇAMENTO DA VOGAL POSTÔNICA NÃO-FINAL/O/: INDÍCIOS DE MOTIVAÇÃO EXTRALINGUÍSTICA SYNCOPE AND RAISING OF THE POSTONIC NON-FINAL VOWEL /O /: INDICATION OF EXTRALINGUISTIC MOTIVATION Raquel Gomes
PADRÃO FORMÂNTICA DA VOGAL [A] REALIZADA POR CONQUISTENSES: UM ESTUDO COMPARATIVO
Página 47 de 315 PADRÃO FORMÂNTICA DA VOGAL [A] REALIZADA POR CONQUISTENSES: UM ESTUDO COMPARATIVO Tássia da Silva Coelho 13 (UESB) Vera Pacheco 14 (UESB) RESUMO Este trabalho visou a avaliar a configuração
QUE ESTRATÉGIAS UTILIZAM CRIANÇAS DAS SÉRIES INICIAIS PARA A EVITAÇÃO DO HIATO? GRASSI, Luísa Hernandes¹; MIRANDA, Ana Ruth Moresco 2. 1.
QUE ESTRATÉGIAS UTILIZAM CRIANÇAS DAS SÉRIES INICIAIS PARA A EVITAÇÃO DO HIATO? GRASSI, Luísa Hernandes¹; MIRANDA, Ana Ruth Moresco 2. ¹FaE (FAPERGS)UFPel,[email protected];²PPGE-FaE/UFPel,[email protected]
LHEÍSMO NO PORTUGÛES BRASILEIRO: EXAMINANDO O PORTUGÛES FALADO EM FEIRA DE SANTANA Deyse Edberg 1 ; Norma Lucia Almeida 2
359 LHEÍSMO NO PORTUGÛES BRASILEIRO: EXAMINANDO O PORTUGÛES FALADO EM FEIRA DE SANTANA Deyse Edberg 1 ; Norma Lucia Almeida 2 1. Bolsista FAPESB, Graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual
A CONCORDÂNCIA VERBAL DE TERCEIRA PESSOA DO PLURAL NO PORTUGUÊS POPULAR DA COMUNIDADE RURAL DE RIO DAS RÃS - BA
Página 57 de 510 A CONCORDÂNCIA VERBAL DE TERCEIRA PESSOA DO PLURAL NO PORTUGUÊS POPULAR DA COMUNIDADE RURAL DE RIO DAS RÃS - BA Juscimaura Lima Cangirana (UESB) Elisângela Gonçalves (UESB) RESUMO Procura-se,
UMA ANÁLISE DA DITONGAÇÃO CRESCENTE (V#V)
BAMBRILA, T. O. Uma análise da ditongação crescente (V#V). ReVEL, edição especial n. 13, 2016. [www.revel.inf.br]. UMA ANÁLISE DA DITONGAÇÃO CRESCENTE (V#V) Tarcisio Oliveira Brambila 1 [email protected]
2. Corpus e metodologia
1. Introdução ACENTO SECUNDÁRIO, ATRIBUIÇÃO TONAL E ÊNFASE EM PORTUGUÊS BRASILEIRO (PB) Flaviane Romani Fernandes-Svartman [email protected] (Unicamp) Implementação de acentos secundários (2 ários ) em
AQUISIÇÃO FONOLÓGICA EM CRIANÇAS DE 3 A 8 ANOS: A INFLUÊNCIA DO NÍVEL SÓCIO ECONÔMICO
AQUISIÇÃO FONOLÓGICA EM CRIANÇAS DE 3 A 8 ANOS: A INFLUÊNCIA DO NÍVEL SÓCIO ECONÔMICO Palavras Chave: Criança, Fala, Desenvolvimento da Linguagem Introdução: A aquisição do sistema fonológico ocorre durante
REFLEXÕES SOBRE O APAGAMENTO DO RÓTICO EM CODA SILÁBICA NA ESCRITA
79 de 368 REFLEXÕES SOBRE O APAGAMENTO DO RÓTICO EM CODA SILÁBICA NA ESCRITA Geisa Borges da Costa * (UFBA) RESUMO O presente trabalho objetiva investigar os aspectos relacionados ao apagamento do rótico
Quadro 2: vogais pretônicas orais do português (SILVA, 2008, p. 81)
ɔ Quadro 1: vogais tônicas orais do português (SILVA, 2008, p. 79) ɔ] em posição pretônica acarreta a marca de variação dialetal geográfica ou mesmo do idioleto. Ela cita como exemplo as palavras d[є]dal,
INVESTIGAÇÃO ACERCA DOS PROCESSOS DE REESTRUTURAÇÃO SILÁBICA CVC NO PORTUGUÊS BRASILEIRO E NO INGLÊS: UMA ANÁLISE FONÉTICO-ACÚSTICA
Página 33 de 315 INVESTIGAÇÃO ACERCA DOS PROCESSOS DE REESTRUTURAÇÃO SILÁBICA CVC NO PORTUGUÊS BRASILEIRO E NO INGLÊS: UMA ANÁLISE FONÉTICO-ACÚSTICA Michael Douglas Silva Dias 9 (UESB) Vera Pacheco 10
UM OLHAR SOBRE A PALATALIZAÇÃO DAS OCLUSIVAS DENTAIS NO VERNÁCULO PESSOENSE
UM OLHAR SOBRE A PALATALIZAÇÃO DAS OCLUSIVAS DENTAIS NO VERNÁCULO PESSOENSE Introdução Pedro Felipe de Lima Henrique (UFPB) [email protected] Dermeval da Hora (UFPB) [email protected] A palatalização
Formas variantes LOIRA ~ LOURA ~ LORA no português falado em Belo Horizonte
Revele n. 8 maio/2015 1 Formas variantes LOIRA ~ LOURA ~ LORA no português falado em Belo Horizonte Variant Forms of LOIRA ~ LOURA ~ LORA in the Brazilian Portuguese spoken in Belo Horizonte Patrícia de
REVISANDO... Articulação de consoantes e articulação de vogais. APOIO PEDAGÓGICO Prof. Cecília Toledo com
REVISANDO... Articulação de consoantes e articulação de vogais CRISTÓFARO SILVA, Thaïs. Fonética e fonologia do português: roteiro de estudos e guia de exercícios. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2009. APOIO
A MONOTONGAÇÃO DO DITONGO ORAL DECRESCENTE [ej] EM PORTO ALEGRE
A MONOTONGAÇÃO DO DITONGO ORAL DECRESCENTE [ej] EM PORTO ALEGRE Comunicação apresentada no III Colóquio do PPG-Letras/UFRGS. Eduardo Elisalde Toledo 1 RESUMO: No Português Brasileiro, os ditongos orais
O APAGAMENTO DO RÓTICO EM POSIÇÃO DE CODA SILÁBICA: INDICADORES LINGUÍSTICOS E SOCIAIS
O APAGAMENTO DO RÓTICO EM POSIÇÃO DE CODA SILÁBICA: INDICADORES LINGUÍSTICOS E SOCIAIS INTRODUÇÃO Vitor Caldas (PIBIC/UFRJ) [email protected] Dinah Callou (UFRJ/CNPq) [email protected] Neste trabalho,
A REALIZAÇÃO DO SUJEITO PRONOMINAL DE REFERÊNCIA ARBITRÁRIA NA COMUNIDADE LINGUÍSTICA DE VITÓRIA DA CONQUISTA *
249 de 298 A REALIZAÇÃO DO SUJEITO PRONOMINAL DE REFERÊNCIA ARBITRÁRIA NA COMUNIDADE LINGUÍSTICA DE VITÓRIA DA CONQUISTA * Daiane Gomes Bahia ** Elisângela Gonçalves *** Paula Barreto Silva **** RESUMO
OCORRÊNCIAS DE DITONGOS CONSONANTAIS: OUTROS AMBIENTES DE PRODUÇÃO DE DITONGOS NO PORTUGUÊS DO BRASIL (PB)
OCORRÊNCIAS DE DITONGOS CONSONANTAIS: OUTROS AMBIENTES DE PRODUÇÃO DE DITONGOS NO PORTUGUÊS DO BRASIL (PB) Carla Maria Cunha (UFRN) [email protected] Marlyton da Silva Pereira (UFRN) [email protected]
PRIMEIRAS IMPRESSÕES SOBRE O EMPREGO DO ACENTO GRÁFICO POR ALUNOS DO NONO ANO. Adriana da Cruz Silva (CNPq/UESB) Marian Oliveira (Profletras/UESB)
Página 11 de 507 PRIMEIRAS IMPRESSÕES SOBRE O EMPREGO DO ACENTO GRÁFICO POR ALUNOS DO NONO ANO Adriana da Cruz Silva (CNPq/UESB) Marian Oliveira (Profletras/UESB) Vera Pacheco (ProfLetras /UESB) RESUMO
AS VOGAIS PRETÔNICAS [-BX] NO DIALETO CARIOCA: UMA ANÁLISE ACÚSTICA
II Simpósio sobre Vogais 21 a 23 de maio de 2009 Belo Horizonte- MG AS VOGAIS PRETÔNICAS [-BX] NO DIALETO CARIOCA: UMA ANÁLISE ACÚSTICA Luana Machado Universidade Federal do Rio de Janeiro Orientadores:
O português falado no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: EDIPUCRS, p. 1
Cadernos de Letras da UFF Dossiê: Variação linguística e práticas pedagógicas nº 51, p. 261-268 261 O português falado no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2014. 132 p. 1 Ivanete Mileski A variação
Disciplina: Língua Portuguesa (Nível Superior) Grupo 1
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Concurso Público para provimento de vagas de cargos Técnico-Administrativos Edital nº 293/2016 Resultado do julgamento dos recursos interpostos contra as questões
ENTREGAR JUNTO COM A RESPECTIVA PROVA DE RECUPERAÇÃO NO DIA 14/12/2018.
DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA Data: 14 /12 /2018 Segmento: FUNDAMENTAL II Série: 6º ano Turma: Valor: 20,0 PONTOS Assunto: ROTEIRO DE ESTUDO PARA A RECUPERAÇÃO FINAL Aluno (a): Nº: Nota: Professora: Eliane
PORTUGUÊS. Professor Nei Xavier
PORTUGUÊS Professor Nei Xavier EXERCÍCIOS DE FONÉTICA FONÉTICA Chama-se de fonética o estudo do sistema fônico de uma língua. Fonema - é o som elementar (vogal ou consoante) em uma língua. Letra - é a
PROGRAMA DA DISCIPLINA DE FONOLOGIA
UFRGS INSTITUTO DE LETRAS CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS ÁREA DE TEORIA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA PROGRAMA DA DISCIPLINA DE FONOLOGIA Aula 1 Fonologia: fundamentos (fonemas, sistemas fonológicos, alofones)
IMPLICAÇÕES DA AMPLIAÇÃO E REDUÇÃO DO VOT NA PERCEPÇÃO DE CONSOANTES OCLUSIVAS 1
31 de 368 IMPLICAÇÕES DA AMPLIAÇÃO E REDUÇÃO DO VOT NA PERCEPÇÃO DE CONSOANTES OCLUSIVAS 1 Renato Abreu Soares * (Uesb) Vera Pacheco ** (Uesb) RESUMO Modificações na constituição intrínseca dos segmentos
Fonêmica do português
Fonêmica do português CRISTÓFARO SILVA, Thaïs. Fonética e fonologia do português: roteiro de estudos e guia de exercícios. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2009. Prof. Cecília Toledo cissa.valle@hotmail. com
AVALIAÇÃO INSTRUMENTAL DOS CORRELATOS ACÚSTICOS DE TONICIDADE DAS VOGAIS MÉDIAS BAIXAS EM POSIÇÃO PRETÔNICA E TÔNICA *
45 de 297 AVALIAÇÃO INSTRUMENTAL DOS CORRELATOS ACÚSTICOS DE TONICIDADE DAS VOGAIS MÉDIAS BAIXAS EM POSIÇÃO PRETÔNICA E TÔNICA * Juscélia Silva Novais Oliveira ** (UESB) Marian dos Santos Oliveira ***
As vogais médias pretônicas dos verbos no dialeto do noroeste paulista: análise sob a perspectiva da Teoria Autossegmental
As vogais médias pretônicas dos verbos no dialeto do noroeste paulista: análise sob a perspectiva da Teoria Autossegmental (The pretonic medial vowels of the verbs in the dialect of the northwest of São
Introdução à Fonologia: Traços Distintivos e Redundância
Introdução à Fonologia: Traços Distintivos e Redundância Seung Hwa Lee Fundamentos de Fonologia e Morfologia Fonologia Gerativa Morris Halle and Noam Chomsky começaram os estudos da fonologia nos anos
VARIAÇÃO NO USO DAS PREPOSIÇÕES EM E PARA/A COM VERBOS DE MOVIMENTO NO PORTUGUÊS BRASILEIRO
Página 93 de 510 VARIAÇÃO NO USO DAS PREPOSIÇÕES EM E PARA/A COM VERBOS DE MOVIMENTO NO PORTUGUÊS BRASILEIRO Rodrigo Barreto de Sousa (UESB) Elisângela Gonçalves (PPGLin/UESB) RESUMO É previsto que, no
10 A CONSTRUÇÃO FONOLÓGICA DA PALAVRA
APRESENTAÇÃO Os trabalhos reunidos neste volume apresentam, em seu conjunto, os resultados das pesquisas desenvolvidas pelos membros do Grupo de Trabalho (gt) de Fonética e Fonologia ao longo dos dez anos
O APAGAMENTO DOS RÓTICOS EM CODA SILÁBICA NA ESCRITA DOS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL
O APAGAMENTO DOS RÓTICOS EM CODA SILÁBICA NA ESCRITA DOS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL Ester Nunes da Silva Dutra (UFRRJ) [email protected] Marinazia Cordeiro Pinto (UFRRJ) [email protected] RESUMO
O ALÇAMENTO DAS VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS EM FALARES MINEIROS: OS DADOS
314 O ALÇAMENTO DAS VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS EM FALARES MINEIROS: OS DADOS The pretonic mid vowels raising in Minas Gerais dialects: the data Fernando Antônio Pereira Lemos * Maria do Carmo Viegas ** RESUMO:
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA CARINE HAUPT
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA CARINE HAUPT O FENÔMENO DA MONOTONGAÇÃO NOS DITONGOS [a,e,o,u ] NA FALA DOS FLORIANOPOLITANOS: UMA ABORDAGEM A PARTIR DA
O ALÇAMENTO DAS VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS /E/ E /O/ SEM MOTIVAÇÃO APARENTE: UM ESTUDO EM TEMPO REAL
O ALÇAMENTO DAS VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS /E/ E /O/ SEM MOTIVAÇÃO APARENTE: UM ESTUDO EM TEMPO REAL THE RISING OF THE MIDDLE UNSTRESSED VOWELS /E/ AND /O/ WITHOUT APPARENT MOTIVATION: A STUDY IN REAL TIME
ASPECTOS LINGUÍSTICOS DA FALA ITAJUBENSE: O FENÔMENO DO ROTACISMO SOB UMA PERSPECITVA VARIACIONISTA RESUMO
(1) ASPECTOS LINGUÍSTICOS DA FALA ITAJUBENSE: O FENÔMENO DO ROTACISMO SOB UMA PERSPECITVA VARIACIONISTA Cecília de Godoi Fonseca (1) ;Valter Pereira Romano (2) Aluna do 6º Período do curso de Letras do
Os róticos no sul do Brasil: panorama e generalizações
Os róticos no sul do Brasil: panorama e generalizações Cláudia BRESCANCINI (PUCRS) Valéria Neto de Oliveira MONARETTO (UFRGS) Resumo: As pesquisas realizadas com dados de fala do Projeto VARSUL indicam
