POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO
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- Leandro Terra Pedroso
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1 POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO Com a publicação da Lei nº 28/2009, de 19 de Junho, as Instituições Financeiras ficaram sujeitas ao dever de aprovar, anualmente, em Assembleia Geral, uma proposta de remuneração dos membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização, e proceder à sua divulgação nos documentos anuais de prestação de contas, indicando o montante anual da remuneração auferida de forma agregada e individual. Quer a Lei nº 28/2009, de 19 de Junho, quer o Aviso nº 10/2011 do Banco de Portugal, aplicam-se às Caixas Agrícolas e á Caixa Central, por todas serem instituições de crédito sujeitas à certificação legal de contas e, portanto, entidades de interesse público, nos termos do Decreto-Lei nº 225/2008, de 20 de Novembro. 1. Princípios Gerais As instituições devem adoptar uma política de remuneração consistente com uma gestão e controlo de riscos eficaz, que evite uma excessiva exposição ao risco e potenciais conflitos de interesses e que seja coerente com os objectivos, valores e interesses a longo prazo da instituição financeira, designadamente com as perspectivas de crescimento e rendibilidade sustentáveis e a protecção dos interesses dos clientes e dos associados. Na Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Região de Bragança e Alto Douro, acreditamos que a iniciativa e o compromisso dos nossos colaboradores são o pilar de suporte da nossa actividade e dos nossos resultados e que a política de remunerações deve ser estruturada como forma de estimular a iniciativa e fortalecer o compromisso. A política de remunerações do Conselho de Administração elege a iniciativa, a competência e dedicação como características determinantes do bom desempenho. Tem como objectivo remunerar de forma justa, eficiente e competitiva, tendo em atenção o alinhamento dos contributos individuais com os objectivos estratégicos da CCAM 2. Regras de atribuição e órgãos competentes - 1 -
2 A Assembleia Geral é o órgão social ao qual compete determinar o valor da remuneração anual a pagar aos membros dos órgãos sociais da CCAM 3. Política de Remuneração As remunerações dos Administradores e dos Colaboradores da CCAM estão directamente associadas aos níveis de desempenho obtidos i) pela CCAM, ii) pela unidade de negócio ou de apoio ao negócio à qual a pessoa em causa está associada, iii) pelo seu mérito individual. Os critérios utilizados na aferição do nível de desempenho e do peso relativo de cada uma das áreas atrás referidas, variam de acordo com as funções e com o nível de responsabilidade da pessoa em causa. 4. Principais componentes da remuneração A remuneração atribuída aos Administradores e aos Colaboradores que exerçam uma actividade com impacto material no perfil de risco da instituição, inclui uma componente fixa e uma componente variável. A componente variável da remuneração tem tanto mais peso quanto mais alto é o nível de responsabilidade, e é estabelecida em função do mérito de cada um. Pelo menos metade da remuneração variável será diferida para o final do mandato e o seu pagamento fica dependente do cumprimento dos níveis de desempenho obtidos pela CCAM, medidos, nomeadamente, com base em critérios que atendam aos riscos associados à sua actividade. Para os colaboradores com mais responsabilidades na CCAM, a atribuição de remuneração variável tem por base um processo de avaliação individual realizado pelo Conselho de Administração. 5. Estrutura de remuneração dos Órgãos Sociais da CCAM Membros do Conselho de Administração As remunerações dos membros do Conselho de Administração são definidas pela Assembleia Geral, tendo por base uma proposta subscrita pelos Presidentes do Conselho de Administração e Conselho Superior
3 Remuneração Fixa O valor da remuneração fixa anual é definido trienalmente pela Assembleia Geral, na deliberação que procede à respectiva eleição. A remuneração fixa é, nos anos subsequentes, ajustada em função do aumento determinado pelo ACTV Acordo Colectivo de Trabalho Vertical, para o nível 18 Remuneração Variável A Assembleia Geral define, anualmente, na reunião de aprovação de contas, a percentagem máxima dos resultados líquidos do exercício, que pode ser afectada à remuneração variável, não podendo exceder 5% O valor da remuneração variável tem em conta o desempenho da CCAM e o desempenho individual de cada administrador e de cada colaborador. Limite de remunerações do CA para o mandato A Assembleia Geral de 21 de Dezembro de 2012, aprova, para o mandato de , que sejam respeitados os seguintes limites: a) Limite de remuneração fixa anual do conjunto dos membros do Conselho de Administração: ,00; b) Limite de remuneração fixa anual do Presidente do Conselho de Administração: o dobro da média do conjunto das remunerações dos restantes administradores; c) Percentagem máxima dos resultados líquidos do exercício que em cada ano pode ser afectada à remuneração variável do conjunto dos membros do CA; 2,5%; d) A remuneração individual será processada em 14 prestações, doze das quais correspondendo a cada um dos meses do ano, sendo dupla nos meses de Junho e Dezembro de cada ano, e constará do anexo às Contas anuais. Custos com deslocações em serviço As despesas com deslocações eventuais em serviço, serão reembolsadas contra a apresentação do respectivo recibo comprovativo, podendo acrescer, em caso de - 3 -
4 pernoita, uma ajuda de custo diária correspondente a 0,4/22 da remuneração média fixa mensal para deslocações em território nacional, e o triplo para deslocações ao estrangeiro e ilhas. Despesas de representação As despesas de representação poderão ser suportadas em cartões de crédito atribuídos aos membros do Conselho de Administração, com o limite global fixado no respectivo orçamento anual. Exclusividade Os elementos que integram o Conselho de Administração da CCAM, só podem exercer cargos sociais noutras empresas em representação ou no interesse da CCAM. As remunerações, com excepção das senhas de presença, que lhe sejam atribuídas pelo exercício desses cargos são consideradas na remuneração global fixada pela Assembleia Geral. Está ainda vedada a tais Administradores exercerem quaisquer outras funções remuneradas. Seguros dos Administradores da CCAM O Presidente e os demais membros do Conselho de Administração beneficiam de um conjunto de seguros que cobrem os riscos de vida, de doença e de acidente. Fundo de Pensões e Segurança Social Os membros do Conselho de Administração beneficiam e participam dos esquemas de protecção social em vigor no Sicam, relativos ao Fundo de Pensões do Grupo, SAMS e ao Regime de Segurança Social pública. Crédito aos Membros do Conselho de Administração Em termos gerais, a concessão de crédito aos membros do Conselho de Administração encontra-se regulada no artigo 85 do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (RGICSF). Esse normativo determina que as instituições de crédito não podem conceder crédito sob qualquer forma ou modalidade incluindo a prestação de garantias, quer directa quer indirectamente, a membros dos seus órgãos de administração ou fiscalização, nem a sociedades ou outros entes colectivos com eles - 4 -
5 directa ou indirectamente dominados, a não ser que se enquadrem em operações de carácter ou finalidade social ou decorrentes da política de pessoal. Neste âmbito, de acordo com a política definida, os membros do Conselho de Administração beneficiam dos regimes de concessão de crédito bonificado e não bonificado para habitação em vigor nos Bancos para todos os seus colaboradores Cessação antecipada de contratos Nos casos em que existe cessação antecipada do contrato de um membro do Conselho de Administração, atribuir-se-á, a tal Administrador, o valor de remuneração mensal fixa a que teria direito, caso tivesse permanecido em funções até ao final do mandato. A compensação pela componente de remuneração variável é atribuída nos mesmos termos, tomando-se como referência o último valor atribuído. Regresso à função de origem Nos casos de cessação das funções de Administrador, no termo do contrato ou por antecipação do mesmo, o Administrador provindo dos quadros da CCAM, regressa à função de origem, sem perda de quaisquer direitos ou regalias, como se a interrupção não se tivesse operado, sem prejuízo de outras soluções negociadas. Alteração no controlo da sociedade Os Administradores não beneficiam de qualquer cláusula de indemnização de natureza extraordinária, que os compense na eventualidade da ocorrência de uma alteração no controlo da cooperativa. Outros Benefícios/Compensações Os Administradores da CCAM beneficiam da utilização dos meios de transporte e de comunicação disponibilizados pela instituição para o cabal exercício das suas funções. Para além das compensações aqui referidas ou que decorram da normal aplicação do ACTV (Acordo Colectivo de Trabalho para o Sector Bancário) ou do direito do trabalho, os Administradores não beneficiam de outras formas de remuneração pecuniárias e não-pecuniárias
6 5.2 - Membros da Mesa da Assembleia Geral, do Conselho Fiscal e do Conselho Superior A remuneração dos membros da Mesa da Assembleia Geral, do Conselho Fiscal e do Conselho Superior, reveste a forma de senhas de presença, sendo fixada para o decurso dos mandatos, na deliberação que procede à respectiva eleição. O valor da senha de presença fixa-se em 270,00 para os Presidentes e 220,00 para os restantes membros dos Órgãos Sociais acima mencionados. As despesas de deslocação que tiverem de efectuar, serão aceites e processadas nos termos legais Revisor Oficial de Contas A remuneração do Revisor Oficial de Contas é estipulada anualmente, pelo Conselho de Administração. Valpaços, 21 de Dezembro de 2012 O Presidente do Conselho de Administração O Presidente do Conselho Superior Adriano Augusto Diegues Carlos Manuel M. de Amorim e Silva - 6 -
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