SUMÁRIO. Introdução... 3
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- Gabriella Amália Pinho Gesser
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1 SUMÁRIO Introdução... 3 UNIDADE I Conceitos Básicos 1.1 Protocolos de Comunicação de Dados Modelo OSI da ISO A camada Física A camada de Enlace A camada de Rede A camada de Transporte A camada de Sessão A camada de Apresentação A camada de Aplicação Padrões de REDES de Computadores 802.X Características do Protocolo X Protocolo Frame Relay Multiplexação Estatística e Determinística Características do MUX Determinístico Características do MUX Estatístico Hierarquias de Transmissão Digital Tipos de Serviços UNIDADE II Protocolos ATM 2.1 Introdução Modelos de Camadas ATM Camada Física Camada ATM Comutação de Células ATM Camada de Adaptação Pág.:1
2 UNIDADE III Plano de Controle e Gerenciamento 3.1 Introdução Parâmetros de Desempenho Sinalização Classes de Serviços QoS (Qualidade de Serviço) Controle de Tráfego UNIDADE IV Interconexão de Redes 4.1 Introdução IPOA Encapsulamento IP over ATM Arquitetura IPOA Divisão em Subredes ATM Estabelecimento de Conexão IPOA com Múltiplas Subredes LIS Serviços de Emulação de LAN (LAN Emulation) O padrão LAN Emulation Componentes LANE LAN Emulation Server (LES) LAN Emulation Configuration Server (LECS) Broadcast and Unknown Server (BUS) Formato do Pacote LAN Emulation Características de Projeto LANE MPOA Multiprotocol Over ATM Modelo MPOA Serviços Oferecidos Características Mercado Pág.:2
3 INTRODUÇÃO A tecnologia de redes de telecomunicações vem sofrendo mudanças bastante significativas no decorrer das últimas décadas. Estas mudanças visam atender as necessidades do mercado atual de telecomunicações, dentre as quais podemos citar: altas taxas de throughput; reduzidos delays de trânsito; transparência a protocolos; alocação dinâmica de meios de transmissão. A tecnologia de redes determinísticas (STM - Sinchronous Transfer Mode) ou TDM síncrono atende perfeitamente as três primeiras necessidades do mercado, porém, por apresentar uma alocação fixa de meios de transmissão e um baixo grau de otimização das topologias de redes, a utilização desta tecnologia para aplicações em rajada (burst), característico das redes de computadores, e para redes com uma grande dispersão geográfica de terminais se torna inviável. A tecnologia de redes estatística (ATM Asynchronous Transfer Mode) ou TDM assíncrono se apresenta de forma oposta às redes STM, esta tecnologia proporciona uma alocação dinâmica da faixa passante, e possibilita a utilização de topologias mais otimizadas. Assim, o ATM tenta eliminar as limitações do STM, tirando vantagem do ganho estatístico de serviços com tráfego com taxa variável, ao mesmo tempo garantindo um desempenho aceitável para serviços com trafego continuo (taxa variável ou constantes). Embora o ATM não seja tão eficiente quanto o STM para tráfego contínuo com taxa constante, em relação á utilização da capacidade do meio ao retardo (devido ao overhead adicional do cabeçalho e ao tempo necessário para montar uma célula de informação), este fato não é bastante para se sobrepor ás vantagens do ATM. Obviamente, alguma compensação da variação estatística do retardo terá de ser feita para que se possa oferecer serviços isócronos (voz). Entretanto, nem todos as tecnologias de redes estatística atende as necessidades atuais de serviços de telecomunicações que precisam de maior largura de banda de escoamento de tráfego. Como exemplo, podemos citar as redes X.25, onde o protocolo é bastante robusto por possuir os níveis 2 e 3 do modelo de referência OSI, com isso este protocolo apresenta mecanismos de controle de erros, de seqüência e de fluxo bastante sofisticados, fazendo com que ele apresente baixas taxas de throughput e elevados delays de trânsito. Com o surgimento de meios de transmissão de melhor qualidade e de terminais inteligentes, nota-se que os mecanismos de controle de erros, de seqüência e de fluxo, não precisam ser realizados no interior da rede, estas funções podem ser realizadas no modo fim-a-fim, com isso pode-se reduzir o delay de trânsito, como acontece nas redes ATM. Pág.:3
4 Assim, ATM é uma tecnologia de comunicação que utiliza comutação rápida de pacotes, baseada em padrões abertos, que se propõe a servir de transporte comum para diversos tipos de tráfego, como dados, voz, imagem estática e vídeo, podendo ser utilizada tanto em redes locais como em redes de longa distância, com uma qualidade de serviço garantida (QoS - Quality of Service), o que é extremamente importante nas redes que suportam aplicações em tempo real. Para garantir a QoS, os protocolos de sinalização do ATM são inevitavelmente complexos, que não encontra precedentes nas tecnologias já estabelecidas.... Este trabalho visa desenvolver uma visão geral dos conceitos e aplicações do ATM, para isto ele esta dividido em quatro unidades. Na primeira unidade, é definido uma série de conceitos básicos necessários para nivelar e facilitar a abordagem nas outras unidades, sem querer esgotar toda a riqueza dos respectivos conceitos. Nas unidades II e III, é descrito o protocolo ATM com suas três camadas: a física; a ATM e a AAL, bem como seu desempenho, controle de tráfego e congestionamento, e a sinalização. Para facilitar a migração das LANs (Local Area Network) atuais e a integração das redes STM existentes, para a tecnologia ATM, tem-se, atualmente, quatro protocolos/serviços em destaque: IP (Internet Protocol) sobre ATM (IPOA); LAN Emulation (LANE); Multiprotocol Over ATM (MPOA) e Serviço de Emulação de Circuitos. Estes serviços serão descritos na unidade IV. Pág.:4
5 UNIDADE I CONCEITOS BÁSICOS 1.1. Protocolos de Comunicação de Dados Em projetos de redes, seja ela uma LAN (local Area Network), MAN (Metropolitan Area Network) ou WAN (Wide Area Network), se destaca a idéia de estruturar a rede como um conjunto de camadas hierárquicas, cada uma sendo construída utilizando as funções e serviços oferecidos pelas camadas inferiores. Cada camada ou nível deve ser pensada como um programa ou processo, implementado por hardware e/ou software, que se comunica com o processo correspondente na outra máquina. As regras que governam a conversação de um nível N qualquer são chamadas de protocolo de nível N. Os limites entre cada nível adjacente são chamados de interfaces. A figura 1.2 mostra um exemplo de uma estrutura com sete camadas, que é o modelo de referência OSI. O modelo de referência OSI (Open Systems Interconnection) da ISO ( International Stantards Organization) é o padrão internacional de arquitetura de redes de computadores. Portanto, a arquitetura de rede é formada por níveis, interfaces e protocolos. Cada nível oferece um conjunto de serviços ao nível superior, usando primitivas de serviço através das API s (Aplication Program Interface) nos pontos de acesso ao serviço (Service Acess Point SAP). Usuário do serviço (N) Usuário do serviço (N) Pontos de acesso ao serviço (N) Entidade do serviço (N) Protocolo do Serviço (N) Fornecedor do Serviço (N) Entidade do serviço (N) Camada (N) Pontos de acesso ao serviço (N 1) Entidade do serviço (N - 1) Protocolo do Serviço (N -1) Fornecedor do Serviço (N-1) Entidade do serviço (N - 1) Camada (N-1) Figura 1.1 Fornecedores e Usuários de Serviço Pág.:5
6 1.2. Modelo OSI da ISO O modelo OSI possui sete níveis de protocolos, que são mostrados na figura 1.2 e descritos a seguir. Camada Nome da Unidade intercambiada Protocolo de Aplicação 7 Aplicação Aplicação APDU Interface Protocolo de Apresentação 6 PPDU Protocolo de Sessão 5 Sessão Sessão SPDU Protocolo de Transporte 4 TPDU Transporte Transporte Limite da sub-rede de comunicação Apresentação Apresentação 3 Pacote Rede Rede Rede Rede Protocolos internos da Sub-Rede 2 Enlace de Enlace de Enlace de Enlace de dados dados dados dados Quadro (Frame) 1 Físico Físico Físico Físico BIT Host Protocolo Camada de Rede Protocolo Camada Enlace de Dados Protocolo Camada Físico Host Pág.:6
7 Figura 1.2 Níveis do Modelo OSI LEGENDA APDU Unidade de dados do protocolo de aplicação PPDU Unidade de dados do protocolo de apresentação SPDU Unidade de dados do protocolo de sessão TPDU Unidade de dados do protocolo de Transporte Pág.:7
8 A camada Física A camada física está relacionada com a transmissão de bits sobre um canal de comunicação. Garante que ao envio de um 1 bit pelo transmissor, o receptor receberá um bit 1 e não um bit 0. Especifica quantos volts representam um bit 1 e quantos representam um bit 0; qual é a duração de um bit em microsegundos; se a transmissão é half ou full-duplex; como uma conexão deve ser estabelecida e terminada; quantos pinos deve ter o conector de rede e qual o uso de cada pino. Portanto, tem a ver com as características mecânicas, elétricas, funcionais, de procedimentos de interface e com o meio físico de transmissão, que se encontra abaixo da camada física A camada de Enlace A principal função da camada de enlace de dados é transformar uma facilidade de transmissão de bits em uma linha confiável, livre de erros. Uma vez que a camada física apenas aceita e tramite bits sem se preocupar com seus significados, compete à camada de enlace criar e reconhecer os limites de um quadro, contornando qualquer problema que possa provocar dano, perda ou duplicação de quadros. Deve também implementar funções de controle de fluxo, a fim de impedir que um transmissor de dados mais rápido sobrecarregue um receptor lento A camada de Rede Trata-se da camada de comunicação da subrede. É responsável pelas formas de estabelecimento, manutenção e desconexão de chamadas na rede tendo, portanto, funções de roteamento, endereçamento, controle de congestionamento e controle de fluxo. Outra função nobre é a parte de contabilidade da rede. A camada de rede deve contabilizar quantas unidades de dados foram trocadas em cada comunicação estabelecida A camada de Transporte A camada de transporte é a primeira camada fim a fim no modelo OSI, ou seja, o protocolo da camada de transporte é conhecido e trocado entre os host de origem e de destino da camada, sendo totalmente transparente para a sub-rede de comunicação. A função básica dessa camada é aceitar dados da camada de sessão, dividi-los em unidades menores caso necessário, passar essas unidades para a camada de rede e assegurar que todas as unidades cheguem corretamente ao destino. A camada de transporte oferece à camada superior (sessão) serviços de entrega de dados sem erros, em seqüência, sem duplicação ou perda de informação, este é o tipo de serviço mais popular da camada de transporte. Contudo, existem outros possíveis tipos de serviço, como o utilizado para mensagens Pág.:8
9 isoladas sem garantia sobre a ordem de entrega e o envio de mensagens em broadcast. O tipo de serviço a ser usado é determinado quando a conexão é estabelecida A camada de Sessão A camada de sessão permite que dois usuários em máquinas diferentes estabeleçam uma sessão entre si. Uma sessão permite a troca comum de dados, como faz a camada de transporte, porém oferece outros serviços úteis em algumas aplicações. Um dos serviços da camada de sessão é gerenciar a troca de dados. Sessões podem permitir que o tráfego seja duplex ou half-duplex. Se o tráfego é half-duplex (só tem sentido por vez), então a camada de sessão controla de quem é a vez de transmitir. Outro serviço dessa camada é a sincronização da comunicação. Para transações de grande duração no tempo (transferência de grandes arquivos, por exemplo), pode-se optar por uma sincronização periódica associada com a transferência de dados entre as pontas comunicantes. Assim, em caso de ocorrência de falha durante a transação, pode-se reiniciála a partir do último ponto de sincronização, não sendo necessário retornar ao início A camada de Apresentação A camada de apresentação é responsável pela sintaxe dos dados transferidos entre duas entidades de nível 7. Um exemplo típico de serviço é a conversão de códigos usados, que podem ser diferentes nas diferentes máquinas que se comunicam. É responsável também por outros aspectos de representação da informação. Por exemplo, pode-se usar compressão de dados para reduzir o número de bits a serem transmitidos e também criptografia para garantir segurança e privacidade da informação A camada de Aplicação É a camada que provê a interface com o usuário final. Contém uma variedade de protocolos que são comumente necessários. Provê, por exemplo, acesso à transferência de arquivos, gerenciamento da transferência, troca de mensagens e documentos, consultas a bancos de dados, etc. Todos os serviços são solicitados por meio de primitivas de um sistema operacional local. Pág.:9
10 1.3. Padrões de REDES de Computadores 802.X O modelo de referência OSI, embora possa ser usado tanto em redes geograficamente distribuídas quanto em redes locais, foi originalmente pensado apenas para o uso das primeiras. As distâncias limitadas que são destinadas as redes locais permitem que seu protocolo de nível físico possa se dar ao luxo de utilizar um meio de alta velocidade e baixíssima taxa de erros. Assim, não cabe ao nível 2 a introdução de bits a mais de redundância (overhead) para a recuperação de erros, como o CRC (Code Redudance Ciclic). Também em redes locais é utilizado protocolos de acesso para disciplinar o acesso ao meio físico para a transmissão de dados. Como exemplo, citamos o MAC (Medium Acess Control). Nas LAN s a transmissão dos dados é feita por difusão (broadcasting, multicasting) ou elas possuem roteamento único. Devido a estas características as redes locais não seguem na integra o modelos de referência OSI, ficando a cargo do IEEE Computer Society a padronização no âmbito das redes locais. O comitê concebeu o projeto IEEE O modelo elaborado pelo IEEE definiu uma arquitetura de três camadas, que correspondem as camadas 1 e 2 do modelo OSI. A figura 1.3 mostra a relação entre os modelos com exemplo de protocolos (softwares) de aplicação. APLICATION TELNE T PRESENTATION NETWARE FTP OS / 2 SESSION NFS TRANSPORT SPX TCP NETBIOS NETWORK IPX IP DATA LINK LLC MAC / / PHYSICAL PHYSICAL Figura 1.3 Comparação entre os Modelos. Como podemos verificar, a camada de enlace é dividida nas camadas LLC ( Logical Link Control) e MAC. Tal divisão teve como objetivo permitir a definição de vários opções de Pág.:10
11 MAC, que podem ser otimizadas para as diferentes topologias de redes locais, mantendo uma interface única, a camada LLC, para os usuários da rede local. Alguns padrões do nível físico e da subcamada MAC são: IEEE rede em barra utilizando CSMA/CD como método de acesso. Ex.: Ethernet IEEE Rede em anel utilizando passagem de permissão como método de acesso. Ex.: Rede Token Ring da IBM (NETBios). IEEE 802.3u Idem a 802.3, com variação de velocidade para 100 Mbps Características do Protocolo X.25 A recomendação X.25 ( Interface Between Data Terminal Equipament (DTE) and Data circuit Terminating Equipament (DCE) for Terminals Operating in the packet Mode na Public Data Networks) provê um conjunto preciso de procedimentos para comunicação entre ETD e ECD para terminais que operam em modo pacote. O ECD neste caso é um NÓ processador que serve como um ponto de entrada / saída da rede de pacotes na interface usuário / rede. As figuras 1.4 mostra algumas características do protocolo X.25 X.25 - Características Meios de Transmissão Analógicos Controle de Fluxo X.25 Detecção e correção de erros Baixo Desempenho: Até 64 kbit/s Rede de Telecomunicações Pacotes de Tamanho Variável Retardo variável Só Dados 14:3 Figura 1.4 Características X.5 Multiplexação estatística dos pacotes de dados (paga-se por pacote mais o tempo de conexão). transmitido, Pág.:11
12 A rede é responsável por comutar o pacote de dados ao seu destino. Detecção de Erro / recuperação & Sequenciamento de pacote. Modo Store and forward causam atrasos. Geralmente, conexões estão limitadas à 56kbps. Controle de Fluxo Pacotes de tamanho variável O maior problema encontrado em redes de comutação de pacotes (X.25) reside nos altos atrasos gerados pela rede devido ao grande processamento efetuado pelos nós intermediários. Cada nó recebe pacotes, armazena-os, processa algoritmos de detecção e controle de erro e de fluxo nos enlaces a que está ligado, toma decisões de roteamento, espera que o enlace de destino esteja livre, para então encaminhar o pacote ao próximo nó. Assim, o X.25 é recomendado para velocidades até 64 kbps Protocolo Frame Relay O Serviço de Transmissão de Dados Frame Relay (FRDTS) foi provido inicialmente através da RDSI-FE e se tornou um serviço de ampla utilização em diversas plataformas, tendo em vista que permite o compartilhamento de acessos através de multiplexação estatística, a elevação da velocidade através da redução do processamento pela rede, o aproveitamento da confiabilidade inerente aos meios de transmissão digitais e a crescente inteligência dos End Systems, os quais são capazes de realizar parte do processamento anteriormente realizado pelas redes. O Frame Relay é um serviço orientado a conexão, cujo acesso é feito através da interface usuário-rede (UNI), que pode estabelecer conexões sob demanda (SVC) ou por provisionamento (PVC). Neste trabalho será tratado somente o caso PVC. A interface UNI-FR permite, através de multiplexação estatística, o estabelecimento simultâneo de diversas conexões Frame Relay com características de serviço específicas, entre Equipamentos Terminais de Dados (DTE), assegurando a otimização dos acessos e a elevação da confiabilidade das conexões, pela implementação de diversas funcionalidades padronizadas, dentre as quais ressaltamos: Controle de chamadas; Gerenciamento de canais de acesso; Controle de tráfego no acesso. O acesso a uma rede Frame Relay pode ser feito através de meios/equipamentos, permitindo a aplicação direta ou a adaptação do ambiente de usuário ao ambiente de rede, conforme ilustra a Figura 1.5. Pág.:12
13 The Technical Framework PC Controller PBX Video Desktop & LAN CPE Router Bridge FRAD MUX Switch Formats Packets into Frames UNI Dedicated Access ISDN Analog Dial Integrated Access or Local Wiring (v.35, T-1, RS232) Network Access Port Statistical Multiplexing Frame Relay Network PVC PVC PVC SVC SVC Figura Framework Frame Relay O Serviço de Transmissão de Dados Frame Relay (FRDTS) fornece transferência bidirecional de frames de uma interface DTE/DCE para uma outra interface DTE/DCE, com transferência de conteúdo, detecção de erros e preservação da ordem dos frames transmitidos. O FRDTS não fornece procedimentos para a notificação de erros, recuperação de erros e retransmissão, no caso de frames perdidos. A perda de frames pode ser devida não somente a erros de transmissão, mas também a congestionamento dentro da rede ou nas interfaces DTE/DCE. O FRDTS permite que conexões simultâneas entre DTE s sejam multiplexadas num único circuito de acesso. O Frame Relay é um protocolo com poucas mensagens de controle de congestionamento e erro, na teoria os usuários podem enviar todos os dados quanto necessários para a rede, com poucas restrições. Isto é obviamente uma das principais vantagens do protocolo, particularmente no ambiente de LAN s, onde o tráfego para a rede não é previsível e possui um perfil de rajadas (burst). Porém, se o Frame Relay fosse um protocolo sem nenhuma restrição de tráfego, haveria possibilidade da rede ser congestionada devido a uma grande quantidade de dados que fossem enviados simultaneamente. Uma das soluções para resolver este problema seria o descarte de todos os frames que a rede não consegue tratar. Contudo o descarte dos dados, sem levar em consideração a demanda individual de cada usuário da rede é uma solução inaceitável do problema. O Frame Relay necessita de um método para garantir a taxa de transmissão de dados para usuários, e desta forma garantir a justiça da rede, oferecendo um serviço de qualidade para estes usuários. Pág.:13
14 Muitos mecanismos podem ser utilizados para controlar e limitar o fluxo de dados de uma rede. Dentro de um típico serviço de rede Frame Relay existem três parâmetros que afetam o desempenho da rede no nível de acesso. Os Parâmetros CIR (Commited Information Rate), Bc (Commited Burst Size) e Be (Excess Burst Size) são configurados para cada um dos circuitos virtuais de uma rede Frame Relay. A figura a seguir ilustra a relação entre os parâmetros de controle de congestionamento. Bc + Be B c Taxa de acesso EIR CIR Descarte de todos os frames Frames com bit DE setado Frames normais T c T(seg) Figura Parâmetros de Controle O bit DE de um frame é setado tipicamente quando o usuário está trafegando dados durante o período de rajadas. Este Bit indica para a rede que os dados não fazem parte do CIR e que podem ser descartados se necessário. Apesar de uma rede Frame Relay ser capaz de descartar qualquer dado a qualquer tempo, muitas implementações são projetadas para descartar frames com o bit DE setado antes de descartar os demais frames sem este bit setado. Frame Relay Figura 1.7- Frame Relay Pág.:14
15 Resumidamente, o Frame Relay tem as seguintes características: Multiplexação estatísticas dos pacotes de dados; Sem notificação de detecção de erro / recuperação ou sequenciamento de pacotes; Altamente dependente do meio físico de transporte (fibra, etc.); Taxa dos Serviços (E1/2. 048Mbps); Somente serviços de circuitos virtuais permanentes Multiplexação Estatística e Determinística Um meio físico pode ser compartilhado por vários usuários (estações) através da multiplexação no tempo (TDM Time Division Multiplexing), pelo fato de que a capacidade ( em quantidade de bits por segundo) desse meio de transmissão, em muitos casos, excede a taxa média de geração de bits das estações conectadas ao meio físico. A multiplexação no tempo pode ser classificada em deteminística ou síncrona e estatística ou assíncrona Características do MUX Determinístico A figura 1.8 representa um mux determinístico, que sempre trabalha aos pares. MUX - DETERMINÍSTICO Porta secundárias Porta principal ETD ETD VS1 1 VS2 2 M U X Vp M U X VS1 1 VS2 2 ETD ETD ETD VSN n 1 2 VSN n ETD Vp > = VS1+ VS2 + VSN Figura 1.8 Características do MUX Determinístico Pág.:15
16 Características: É transparente a códigos e protocolos. A somatória das velocidades das N portas secundarias é menor ou igual a velocidade da porta principal (agregado) Ex.: Rede MDE e Rede E Características do MUX Estatístico MUX - ESTATÍSTICO Porta secundárias ETD ETD ETD VS1 1 VS2 2 Porta principal M U X 1 Vp M U X 2 VS1 1 VS2 VSN n VSN n 2 ETD ETD ETD Vp < = VS1+ VS2 + VSN Figura 1.9 Características do MUX Estatístico Características Não é transparente a códigos e protocolos. A somatória das velocidades das N portas secundária é maior que a velocidade da porta principal. O dimensionamento das velocidades secundária dependerá do tempo de resposta desejado. É utilizado normalmente para ETD de baixo / médio fluxo de dados (velocidade). Ex.: Rede de Pacote. Pág.:16
17 Hierarquias de Transmissão Digital Nas técnicas de TDM síncrono, as formas de particionamento do tempo dependem da capacidade de transmissão do meio. Para tornar o particionamento dos frames independentes dos progressos tecnológicos que tendem a possibilitar taxas cada vez maiores de transmissão, criou-se um esquema de hierarquias. Esquemas de hierarquias de transmissão tem sido utilizados em sistemas de telefonia digital, tendo passado por processos de padronização em várias entidades internacionais, sendo, hoje em dia, utilizados também na transmissão de dados. A figura 1.10 mostra a hierarquia SDH que é a utilizada pelas redes ATM. Pág.:17
18 SONET SDH SONET & SDH N.American N. American European Line Rates # or 64 kb/s STS Level OC Level STM Level (Mbps) Channels STS-1 OC-1 N/S STS-3 OC-3 STM ,016 STS-12 OC-12 STM ,064 STS-24 OC-24 STM-8 1, ,128 STS-48 OC-48 STM-16 2, ,256 Figura Hierarquia SDH Pág.:18
19 1.7. Tipos de Serviços Os tipos de serviços oferecidos pelos protocolos podem ser orientados e não-orientado a conexão. No serviço não-orientado, não existe uma conexão estabelecida entre origem e destino. Toda a informação necessária para transmitir a unidade de dados (endereço, parâmetros de qualidade do serviço, etc. ) é passada para a camada que vai fornecer o serviço de transporte. Sendo, assim, cada unidade de dados (datagrama) é roteada de forma independente das demais, portanto, não garantindo seqüenciação. No serviço orientado a conexão, existe uma conexão com fases de estabelecimento, transferência de dados e liberação. Portanto, não há necessidade de endereços completos após o estabelecimento da conexão. O sequenciamento é natural. Pág.:19
20 2. 2. UNIDADE II PROTOCOLO ATM 2.1. Introdução No final da década de 1980, ATM surgiu como a tecnologia de comutação a ser empregada na infra-estrutura de suporte das redes RDSI de faixa larga, as RDSI-FL ou B-ISDN. Em 1987, a ITU-T havia escolhido a ATM como a técnica de telecomunicação ou modo de transferência a ser utilizada nas então futuras RDSI-FL, que permitirão a integração de voz, dados e imagem. O modo de transferência Assíncrono (Asynchronus Transfer Mode) é uma tecnologia baseada na transmissão de pequenas unidades de informação de tamanho fixo e formato padronizado denominado células. Células são transmitidas através de conexões com circuitos virtuais através de informações contidas no cabeçalho das células. Esta tecnologia é capaz de suportar diferentes serviços com diferentes tipos de tráfego. Acredita-se, que o ATM virá a desempenhar um papel preponderante nas novas redes de alta velocidade. A expressão Modo Assíncrono de Transferência, que da nome a tecnologia ATM, visa destacar a diferença de abordagem introduzida por esta tecnologia, em relação ao existente STM (Modo de Transferência Síncrono ou Determinístico). Assíncrono, neste caso, referese ao fato de se utilizar a multiplexação estatística, onde os recursos da rede são utilizados por um dado canal do usuário apenas quando existe atividade nesse canal, ou seja, as janelas de tempo são alocadas dinamicamente, sob demanda, e estão disponíveis para qualquer usuário que tenha informações a transmitir. Na tecnologia ATM, a definição do tamanho da célula consumiu muito tempo de intensas discussões de âmbito internacional. De um lado, os interesses da comunidade de comunicação de dados principalmente os Estados Unidos reivindicam células com grande carga útil, que permitiriam maior eficiência do protocolo. De outro lado, os interesses da comunidade de Voz (Europa e Japão) reivindicavam células pequenas, que favoreciam o controle dos retardos da rede. Houve um consenso e ficou aceito a célula de 53 octetos, sendo 48 octetos para a carga útil (payload) e 5 octetos para o cabeçalho Além do ITU-T, existem outras entidades de padronização da tecnologia ATM. Entre elas, o IETF (Internet Enginneeling Task Force e o ATMFORUM). Pág.:20
21 2.2. Modelo de Camadas ATM A Figura 2.1 ilustra uma simplificação do modelo de camadas ATM. Embora existam na literatura diversas propostas de mapeamento das camadas ATM nas camadas do modelo OSI, não trataremos aqui destas propostas. CAMADAS SUB CAMADAS FUNÇÕES Convergência AAL CS ATM PHY SAR TC PM Quebra e Remontagem Controle genérico de fluxo Inserção e remoção de Cabeçalho Interpretação de VPI / VCI Multiplexação / Demultiplexação de células Desacoplamento de taxa de células Geração e verificação de HEC Geração e Recuperação de frames Transmissão pelo meio físico Conversão eletroóptico CS Convergence Sublayer SAR Segmentation and Reasembly TC Transmission Convergence PM Physical Medium Figura 2.1 Estruturação das Camadas ATM Camada Física A camada física do modelo ATM é dividida em duas subcamadas TC (Transmission Convergence ) e PM ( Physical Medium). A subcamada TC efetua a seguinte seqüência de operações: Gera o HEC (Header Error Check) para cada célula e a insere no campo a ele destinado no cabeçalho; Transforma o fluxo de células em um fluxo de bits adequado para a transmissão pela subcamada inferior PM, podendo ser PDH, SDH ou FDDI, inserindo informações que permitirão a subcamada TC do receptor recuperar as fronteiras da células transmitidas, ou seja, faz o desacoplamento de taxa; Realiza a transmissão de bits pelo meio físico. Pág.:21
22 A subcamada de meio físico (PM) tem como função a transmissão de um conjunto de bits através de uma linha de transmissão, incluindo conversões eletroópticas. Para isto a mesma faz codificação do fluxo de informação recebido da TC em uma forma adequada para a transmissão no meio físico, para que seja possível a sincronização entre os circuitos transmissores e receptores, o embaralhamento é feito somente no payload. A codificação também esta relacionada com a delineação de células. O delineamento de células é a função que permite determinar onde, dentro de um fluxo de bits ou bytes recebidos, começa e termina uma célula. A figura 2.2 mostra o processo de delineamento HUNT α = 7 α HEC s incorretos encontrados sucessivamente HEC correto encontrado PRESYNC SYNC HEC incorreto encontrado δ = 6 δ HEC corretos encontrados sucessivamente Figura 2.2 Delineamento de Células através do HEC A figura 2.3 mostra os meios físicos padronizados utilizados hoje para a transmissão ATM. Taxa (Mbs) STM 1 elétrico 155,52 STM 1 óptico 155,52 STM 4 óptico 622,08 E1 2,048 E3 34,368 E4 139,264 Cell Bassed e 155,52 Cell Bassed O 155,52 Cell Bassed O 622,08 ATM 25 25,6 Taxi (FDDI) 100 Figura 2.3 Meio Físico para ATM Para o sistema STM-1, teríamos: Pág.:22
23 9 bytes 261 bytes 9 linhas Header Payload (261 * 9 ) = bytes de dados (9 * 9) = 81 bytes de hearder Total de bytes = em 125 µs, temos: * 8000 * 8 = kbps de payload, encontra-se 2.349* 8000*8 = kbps como em uma célula ATM temos 5 bytes de header, a taxa máxima disponível para o usuário seria, 48 / = kbps ou / 8 * k célula /s Camada ATM As funções da camada ATM são: Construção do cabeçalho adição, remoção e validação; Multiplexação / demultiplexação das células através de conexões virtuais; Processamento na rede, como: roteamento; controle de tráfego na UNI ( User Network Interface); suporte para sinalização e funções da OAM. Pág.:23
24 O formato da célula ATM para a UNI e para NNI (Network Network Interface) é mostrado na figura GFC VPI VPI VPI VCI VPI VCI VCI VCI VCI PT CLP VCI PT CLP HEC HEC 48 Octetos 48 Octetos Figura Formato da Célula ATM para UNI e NNI O campo GFC ( Generic Flow Control) é utilizado para o controle de fluxo entre a UNI e NNI para evitar congestionamento. Não realiza controle de fluxo sobre o tráfego vindo da rede. Os campos VCI (Virtual Channel Identifier) e VPI (Virtual Path Identifier) são os campos necessários para que os comutadores possam efetuar o chaveamento das células. O campo PT (Payload Type) identifica o tipo de célula, que pode ser um dos mostrados na figura 2.5. PT Interpretação 00x Dados de Usuário, sem Congestionamento 01X Dados de Usuário, com Congestionamento 100 OAM F5 Segmento 101 OAM F5 Fim-a-fim 110 Gerência de Recursos 111 Dados de Usuários Figura Tipos de Payload O campo CLP (Cell Loss Priority) indica a prioridade em caso de necessidade de descarte de células. As células com CLP =1 são descartadas primeiro Comutação de Células ATM Pág.:24
25 Células numa rede ATM são transportadas através de conexões. Uma conexão fim-a-fim em redes ATM é denominada uma conexão com canal virtual (Virtual Channel Connection VCC). Uma VCC é formada pela concatenação de conexões virtuais estabelecidas nos vários enlaces de rede, da origem até o destino, formando um caminho único através do qual as células serão encaminhadas. Os campos VCI e VPI da célula são os responsáveis pela identificação deste caminho. As conexões virtuais podem ser permanentes, estabelecido por um operador, ou comutadas (Chaveados) dinamicamente através de procedimentos de sinalização. Além de consistir numa associação lógica utilizada para o encaminhamento de células, cada VCC está associada a um conjunto de parâmetros que caracterizam o tráfego nesta conexão, denominados parâmetros de tráfego, que permitem a implementação de mecanismo de admissão de controle de tráfego gerado na rede e de controle de congestionamento. Denomina-se uma conexão de caminho virtual (Virtual paht Connection VCP) um conjunto de VCC s que são comutadas em conjunto. A figura 2.6 e 2.7 ilustra um exemplo de configuração de um comutador. Nó de Comutação VPI 1 VPI 3 VPI 7 VCI 12 VCI 5 VCI 5 VCI 3 VPI 2 VPI 1 VPI 1 VPI 2 Figura Comutador VPI 2 VPI 3 Elemento Comutador VPI VPI 1 2 Pág.:25
26 PORTA VPI VCI Tabela para porta 4 2 A AAL é formada pela 3subcamada de convergência ( Convergence Sublayer CS ) e pela subcamada de quebra e remontagem ( Segmentation and Reassemble Sublayer SAR). A SAR é responsável pela quebra do fluxo de informação em fragmentos que podem ser acomodados no campo de informação das células ATM, e pela remontagem no fluxo oposto. A CS é responsável dependendo do serviço pela multiplexação, detecção de perdas de células e recuperação da relação temporal da informação original no destino. A figura 2.8 mostra a rede ATM em Camadas, onde pode ser verificado que a camada AAL é a primeira camada fim-a-fim. REDE ATM USUÁRIO USUÁRIO AAL ALL ATM ATM ATM ATM FÍSICA FÍSICA FÍSICA FÍSICA UNI NNI UNI UNI - User Network Interface NNI - Network Node Interface Figura Rede ATM em Camadas A definição dos tipos de AAL do ATM, vai depender dos requisitos dos serviços oferecidos aos usuários. A figura 2.9 define estes requisitos. Figura 2.9 Requisitos dos Serviços Pág.:26
27 VOZ DADOS VÍDEO Atraso Absoluto Altamente sensível Pouco sensível Altamente sensível Taxa de Pouco Altamente Sensível Erro sensível sensível Tempo de Retenção Minutos Minutos a horas Minutos a horas Constância Contínuo Surtos Contínuo Banda Máxima Baixa Alta Moderada O ITU-T, definiu quatro classes de serviços: da classe A à classe D. A figura 2.10 mostra as classes de serviços com os respectivos protocolos da camada AAL. A B C D Relação de tempo Requerido Não Requerido origem/destino Taxa de bits Constante Variável Modo de Conexão Orientado a Conexão Não Orientado a Conexão Protocolos AAL 1 AAL 2 AAL 3/4 ou 5 AAL 3/4 ou 5 Capacidade de Transferência Exemplos de Serviços DBR SBR TR SBR dados não TR Emulação de circuitos, voz, vídeo a taxas constantes Voz codificada, dados Figura Classe de Serviços Dados X25, Frame Relay, Sinalização TCP /IP DBR Deterministic Bit Rate SBR Statistic Bit Rate TR - Tempo Real SBR dados não TR multiplexados Serviços CLS Como pode ser visto na figura 2.10, temos atualmente cinco tipos de ALL. - AAL 1: Efetua os procedimentos necessários para fornecer serviços de classe A. Transferência de dados com taxa de bit constante; Pág.:27
28 Transferência de sincronismo; Transferência de estrutura de quadro, como a estrutura de um E1; Verificação de perda e inserção incorreta de células; Controle do atraso de transferência de células CDV; Correção de erros de bit e correção de células perdidas através do campo SN (Numeração de seqüência). Dependendo da rede e da camada de aplicação a correção e indicação de erros, podem ou não ser usado. - AAL 2: Suporta tráfego de baixa taxa de bits com pacotes pequenos e de comprimento variável. Vídeo e áudio compactado ou comprimido (como o utilizado por sistema celular) são os exemplos mais comuns; Há necessidade de tempo entre a origem e destino; A figura 2.11 mostra um possível aplicação para a camada AAL 2. ERB AT CCC ATM ATM ERB AT CCC Circuito de 8 13 kbit/s ERB Estação Rádio Base CCC: Central de Comutação Celular Figura Aplicação AAL 2 - AAL 3 / 4: Suporta tráfego com taxa de bit variável, sem necessidade de relação de tempo entre origem e destino; Os serviços de transporte oferecidos pode ser o modo mensagem, onde os dados (quadro de informação) é recebido do usuário e enviado a outro usuário de rede em uma única IDU ( Interface Data Unit) ou o modo fluxo, onde há fluxos de dados, isto é mais de uma IDU. Pág.:28
29 Quando células são transportados através da rede ATM, muitas delas poderão ser perdidas, descartadas, entregues erradamente, ou danificadas. Dependendo da forma de tratamento escolhida pela camada AAL, pode-se ter a operação assegurada e a não assegurada. No modo assegurado, há a recuperação de erros fim-a-fim através de retransmissão. No modo não assegurado, não há recuperação de erros, fincando a cargo do usuário se quer ou não receber as unidades de dados erradas. - AAL 5: Originalmente denominada SEAL (Simple and Efficiente Adaptation Layer), foi elaborada para operar de forma mais eficiente que AAL 3/4, devido a complexidade do AAL 3/4. Portanto, apresenta as mesmas funções desta. Pág.:29
30 3. UNIDADE III PLANO DE CONTROLE E GERENCIAMENTO 3.1. Introdução Na unidade II descrevemos o plano do usuário do modelo da tecnologia ATM. A parte de desempenho e classes de serviços QoS, a parte de controle de tráfego e congestionamento, bem como a parte de sinalização são descritos no plano de controle e gerenciamento Parâmetros de Desempenho Na transmissão de células numa rede ATM podem ocorrer: Célula tagged ( marcada); Célula errada ( no Hearder ou payload); Célula perdida; Célula inserida incorretamente; Bloco de células severamente errado. Com base nestas ocorrências são definidos os parâmetros de desempenho ATM, que são: Razão de células erradas (CER); Razão de células perdidas (CLR); Taxa de células inseridas incorretamente (CMR); Razão de blocos de células severamente errados (SECBR), que é utilizado para quantificar surtos de falhas em transferência de célula e evitar sua influência no cálculo do CER, CLR e CMR; Atraso de transferência de célula (CTD). Pág.:30
31 3.3. Sinalização Sinalização é a designação genérica para as funções que controlam dinamicamente conexões ATM. Estas funções são implementadas pelo protocolo de sinalização que utiliza uma faixa de passagem (VCI =5 e VPI=0) fora da faixa utilizada para a transferência dos dados do usuário. Portanto, a sinalização é um conjunto de protocolos usados para o estabelecimento (setup) e supervisão de chamadas e conexões sobre interfaces ATM, que foi definido na especificação UNI 3.1 do ATM Forum. As conexões podem ser: Ponto-a-ponto uni / bidirecional, simétrica ou assimétrica ; Ponto - multiponto unidirecional; Caracterizadas por parâmetros de tráfego QoS; As chamadas podem ser: Uma ou mais conexões; Qualquer conexão pode ser estabelecida, modificada ou liberada durante a chamada. No atual estágio de desenvolvimento só temos implantado o modo conexão, ou seja, é necessário abrir uma conexão para cada serviço ( voz, dados, ect.) Classes de Serviços QoS (Qualidade de Serviço) Para simplificar a fase de setup, um usuário não tem a possibilidade de estabelecer ou negociar diretamente parâmetros de QoS, conforme estabelecido nos parâmetros de desempenho mostrado no item 3.2, mas lhe é imposto enquadrar sua conexão nas classes predefinidas de QoS. A figura 3.1 mostra as classes definidas para a UNI 3.1. Natureza do objetivo de desempenho de rede (limites superiores) Objetivos default (D) Classe 1 (estringente) Classe de QOS Classe 2 Classe 3 (tolerante) (bi-nível) Classe U CTD CTD médio ms U U U CLR 0+1 CLR - 3 * U U CLR 0 CLR - Nenhum Nenhum 10 5 U CER CER 4 * 10-6 D D D U CMR CMR médio 1 / dia D D D U SECBR SECBR 10-4 D D D U Figura 3.1 Classes QoS Pág.:31
32 3.5. Controle de Tráfego Na rede ATM existe um contrato de tráfego entre o usuário e a rede, onde há uma negociação envolvendo as características da conexão a ser estabelecida. Estas características deve conter a classe de QoS, o descritor da fonte de tráfego e CDVT (tolerância a variação de atraso das célula). As classes de QoS, são as especificadas segundo os parâmetros de desempenho da camada ATM, (item 3.2) O descritor da fonte de tráfego é um conjunto de parâmetros de tráfego usado durante o estabelecimento da conexão para capturar as características da conexão requisitada pela fonte. Os parâmetros de tráfego são basicamente: PCR Peak Cell Rate MCR Minimum Cell Rate CDVT Cell Delay Variation Tolerance MBS Maximum Burst Size Com base nestas citadas características a rede ATM supervisiona o contrato de tráfego, através da CAC ( Connection Admission Control), onde se realiza medida da carga dos recursos da rede, visando atender a QoS da nova conexão sem afetar a QoS das conexões estabelecidas; também se utiliza do UPC / NPC (User / Network Parameter Control), onde se avalia a conformidade do tráfego. A figura 3.2, ilustra uma representação do contrato de tráfego e QoS. Ambiente de Rede do Usuário Contrato de Tráfego / Testes de Conformidade UNI INI Rede Pública A UPC CAC NPC CAC Rede Pública B Pode ser aplicado a uma VPC ou VCC CAC e UPC/NPC necessitam das informações do contrato de tráfego para: Aceitar uma conexão Supervisionar o contrato UNI Ambiente de Rede do Usuário Figura 3.2 Contrato de Tráfego e QoS Pág.:32
33 Portanto, o controle de tráfego tem como objetivos: proteger o desempenho da rede contra condições de tráfego imprevistas; garantir o desempenho de rede desejado pelo usuário; otimizar o uso dos recursos da rede, evitando o estado de congestionamento da rede. Pág.:33
34 Introdução UNIDADE IV INTERCONEXÃO DE REDES Há a necessidade de protocolos que permitam a integração das LANs (Local Area Networks) atuais com a tecnologia ATM, onde esta última deve dar suporte às aplicações já existentes nas redes locais e às pilhas de protocolos de nível superior em uso. Partindo deste princípio, alguns protocolos ou serviços de integração LAN à tecnologia ATM foram desenvolvidos. O primeiro deles, o IP over ATM (IPOA) da IETF (Internet Engineering Task Force), é o mais simples dos protocolos de integração porque restringe seu campo de atuação ao encapsulamento e transmissão de pacotes IP através da camada de Adaptação ao ATM (AAL) usando o protocolo AAL-5. No IPOA, há basicamente um mecanismo de resolução de endereços IP para que seja identificado o endereço ATM correspondente. O segundo serviço de integração LAN/ATM, o LANE (LAN Emulation) é um padrão do Forum ATM que opera na camada MAC (Média Access Control) da arquitetura IEEE 802 e possibilita o tráfego Ethernet ou Token Ring sobre ATM, sem nenhum prejuízo ou modificação da aplicação. No LANE, um driver encapsula os pacotes Ethernet e Token Ring em pacotes LANE que, por sua vez, são convertidos em células ATM. O terceiro protocolo de integração LAN/ATM, o MPOA (Multiprotocol over ATM) é também um padrão do Forum ATM desenvolvido para suportar vários protocolos não ATM como IP, IPX, etc. O MPOA opera ao nível da camada 3 do modelo OSI (Open System Interconection) enquanto que o LANE trabalha na camada 2. Nas próximas seções, este trabalho apresenta e compara estas três alternativas de protocolos e/ou serviços de integração das LANs convencionais e ATM IPOA O protocolo IPOA (IP over ATM) trata do encapsulamento e transmissão de pacotes IP através da camada de Adaptação ATM (AAL), usando o protocolo AAL5. No IPOA há basicamente um mecanismo de resolução de endereços IP para que seja identificado o endereço ATM correspondente. O IPOA é conhecido também como o protocolo "IP clássico sobre ATM". Pág.:34
35 Encapsulamento IP over ATM O documento RFC 1577 da IETF define o encapsulamento de pacotes IP usando o mecanismo para mapear endereços IP em endereços ATM e os parâmetros para se avaliar a necessidade de iniciar ou terminar uma conexão virtual entre sistemas. O documento IETF RFC1577 define somente o que ocorre em uma sub-rede IP lógica (Logical IP Subnet- LIS). Conexões entre estações em sub-redes IP diferentes passam pelo roteador, mesmo no caso em que exista conectividade física ATM entre as mesmas. Os pacotes IP são transportados por PDUs (Protocol Data Units) do protocolo AAL5 da camada de Adaptação ATM. A figura 4.1(a) apresenta uma PDU - AAL5 contendo na primeira célula um cabeçalho LLC/SNAP (Logical Link Control/Subnetwork Access Protocol) para identificar o protocolo, um campo para os dados e, por último, um trailer com informações sobre comprimento e CRC (Cyclic Redundancy Check). O tamanho típico do pacote IP over ATM é 9180 octetos, o que é suficiente para os pacotes padrão Ethernet, Token Ring, FDDI e SMDS (Switched Multimegabit Data Service) sem fragmentação. Cabeçalho de 8 Bits Primeira Célula LLC OUI Ether Type PDU não ISO (Pacote IP encapsulado) Continuação do pacote IP encapsulado ( 48 bytes ou menos) Outra Células Última Célula Dados + Padding UU CPI Length CRC Figura 4.1 (a) - Formato da PDU-AAL5 no IPOA Arquitetura IPOA Para usar o serviço ATM de canais virtuais comutados SVC (Switched Virtual Channel), as estações finais deverão fazer o mapeamento de endereço IP para endereço ATM e estabelecer conexões virtuais automaticamente. Isto é feito usando um elemento adicional, o protocolo de resolução de endereços ATM (ATM Address Resolution Protocol - ATMARP). Pág.:35
36 Figura 4.1 (b) - Arquitetura IPOA A Figura 4.1(b) ilustra a arquitetura IPOA. O servidor ATMARP possibilita que cada estação de uma sub-rede IP (LIS) possa fazer pesquisas para encontrar o endereço ATM a ser usado a fim de que o pacote seja entregue a um destino IP. O protocolo ATMARP desempenha o mesmo papel que o protocolo ARP (Address Resolution Protocol) realiza em redes LANs já existentes. O servidor ATMARP mantém automaticamente em cada LIS um banco de dados com o objetivo de mapear endereços IP para ATM. O servidor ATMARP é um módulo de software que pode ser implantado em um servidor de arquivos ou em uma estação de trabalho, além de também poder ser implementado em roteadores ou switches ATM presentes na rede. Em uma rede ATM com serviço SVC, cada estação em uma sub-rede IP (LIS) inicialmente conecta-se ao servidor ATMARP para registrar-se. A especificação do IP clássico sobre ATM não aborda como uma estação de trabalho encontra o endereço de um servidor ATMARP. O servidor ATMARP, por sua vez, ao aceitar o registro, envia uma mensagem Inverse ATMARP Request para obter o endereço IP da estação de trabalho. O servidor ATMARP mantém os endereços recebidos em uma tabela local para que possa responder a outras possíveis estações da rede. Com o objetivo de manter informações atualizadas de endereço e para minimizar o tamanho da tabela, o servidor ATMARP descarta os endereços que não forem solicitados em um intervalo de tempo determinado. Uma estação pode manter permanentemente a conexão com o servidor ATMARP ou, periodicamente, refazer a conexão com o objetivo de atualizar a tabela de endereços. Pág.:36
37 O protocolo IP over ATM não requer nenhuma alteração na infra-estrutura tradicional de roteamento IP já existente. O roteamento pode ser feito da mesma forma que o tradicional: os pacotes são enviados do remetente para um roteador e deste para outros possíveis roteadores até que o destino seja alcançado. Ao longo do caminho, o cabeçalho IP e de outros protocolos de camadas superiores, além dos dados, permanecem inalterados (exceto nos casos em que são acrescentados campos de controle ou que ocorram possíveis fragmentações de pacotes IP em datagramas IP ainda menores). Por outro lado, no encapsulamento efetuado pela camada MAC inferior pode haver alterações completas de cabeçalho a cada novo roteador alcançado. Pelo fato do protocolo IP comportar-se com a rede ATM da mesma forma que com outros tipos de sub-redes de comunicação (Ethernet, Token Ring, FDDI, Frame Relay e circuitos WAN), as redes corporativas que já possuem estes tipos de sub-redes podem facilmente incorporar a tecnologia ATM ao seu backbone. Em cada sub-rede IP LIS, o sistema integrado LAN/ATM comunica-se via conexão virtual ATM ponto-a-ponto. Os pacotes IP são encapsulados em PDUs AAL 5. As células ATM nas PDUs são enviadas de switch para switch através da rede ATM, para que sejam remontadas em pacotes IP no destino. Ao nível da camada de Rede (IP), a rede ATM surge apenas como um novo salto, não importando o número de switches ATM envolvidos, da mesma forma que um circuito de telecomunicações é considerado apenas um novo salto para roteadores, não importando o número de switches e multiplexadores que o circuito atravessa Divisão em Subredes ATM Na maioria dos ambientes de rede atuais, as sub-redes IP são associadas à estrutura física da rede. A sub-rede, no nível mais baixo, é geralmente um segmento LAN, provavelmente atingida por intermédio de uma ponte ou switch. As sub-redes LAN caracterizam-se pelo broadcast para despachar tanto pacotes broadcast como unicast ao longo da rede. As subredes LANs são implantadas geograficamente de acordo com os limites impostos pelo meio de transmissão e pelo protocolo MAC. Por outro lado, uma rede ATM consiste de circuitos virtuais ponto-a-ponto e pontomultiponto. Como os circuitos virtuais não têm nenhuma limitação de distância inerente (a localidade física de dois dispositivos não impede que os mesmos venham a se comunicar diretamente), tem-se que as sub-redes IP em ATM são baseadas em parâmetros lógicos e não físicos. A estrutura de rede ponto-a-ponto também possibilita que uma estação ATM possa se comunicar com duas ou mais estações sem a necessidade de preocupação com o tráfego de outras estações, até no caso de pacotes multicast. Com este grau de isolamento entre as sub-redes IP em um mesmo meio físico, mais de uma sub-rede lógica IP pode terminar em um único adaptador físico, permitindo que um adaptador ATM substitua, por exemplo, várias placas Ethernet sem que seja necessária qualquer modificação ou combinação de sub-redes. Esta é uma característica que os adaptadores,de rede local das tecnologias até então existentes, não podiam ter. As subredes IP lógicas em ATM podem incluir qualquer conjunto arbitrário de estações de Pág.:37
38 trabalho e roteadores localizados em qualquer parte do backbone. Com as sub-redes IP em ATM pode-se obter vantagem no controle de banda, alocando-se diferentes taxas de velocidades e garantias de qualidade de serviço para cada sub-rede, proporcionando ferramentas poderosas para aplicações de gerenciamento da banda disponível Estabelecimento de Conexão Na Figura 4.2 é ilustrado o estabelecimento de uma conexão ATM com IPOA. Quando o cliente 1 na sub-rede LIS A (Fig. 4.2) deseja enviar dados para um cliente 2 na mesma LIS, o primeiro pacote IP enviado pelo cliente 1 dispara um pedido ao servidor ATMARP. Um módulo IP/ATM (software) presente no cliente 1 envia um pedido ATMARP ao servidor ATMARP, que terá o objetivo de verificar qual o endereço ATM correspondente ao endereço IP inicialmente fornecido referente ao cliente 2. O servidor ATMARP envia ao cliente 1 o endereço ATM desejado. O cliente 1 usa o endereço ATM obtido para estabelecer um SVC diretamente para o cliente 2. Quando o cliente 2 for retornar um pacote IP para o cliente 1, o mesmo também disparará uma requisição para o servidor ATMARP com o objetivo de obter o endereço ATM do cliente 1. Ao receber este endereço, o cliente 2 verificará que já possui uma conexão com o endereço ATM obtido, sendo desnecessário uma nova conexão. O fato de ambos os clientes da sub-rede LIS A estarem cientes da conexão e dos endereços recíprocos, possibilita uma comunicação direta através do serviço SVC, sem a necessidade de mais envolvimento do servidor ATMARP. Figura Exemplo de estabelecimento de conexão em IPOA Uma estação pode ter mais de um circuito virtual ativo simultaneamente. Um servidor de arquivos ou de tem centenas de conexões em um pequeno intervalo de tempo, dependendo do número de clientes que o sistema possui. As conexões que permanecem inativas por determinado período de tempo (geralmente, 15 a 20 minutos) são Pág.:38
39 automaticamente desfeitas com o objetivo de liberar o adaptador de rede e tornar disponível os recursos da rede ATM para outras possíveis necessidades naquele momento IPOA com Múltiplas Subredes LIS O protocolo IP over ATM clássico foi especificado para trabalhar originalmente apenas em uma sub-rede LIS ATM. Entretanto, novos trabalhos tem sido desenvolvidos no sentido de abolir esta limitação. No momento, existem duas maneiras para se estabelecer comunicação entre sub-redes LIS: por intermédio de roteadores ou desviar-se dos roteadores por múltiplas sub-redes LIS. Para que duas estações em diferentes sub-redes LIS estejam habilitadas para se comunicar, deve existir um roteador em cada sub-rede LIS. Múltiplos servidores ATMARP não são necessários, uma vez que um servidor ATMARP pode ser configurado para lidar com mais de uma sub-rede LIS independentemente. Quando um cliente em uma LIS tenta enviar um pacote IP para um cliente em outra subrede LIS, o software IP residente no cliente remetente percebe que o endereço destino é de outra sub-rede LIS e envia o pacote para o roteador default gateway na sua sub-rede LIS. Isto dispara um pedido para o servidor ATMARP para que seja descoberto o endereço ATM do roteador de destino, e, em seguida, é estabelecida uma conexão do cliente para o roteador de destino. Uma vez o roteador de destino tendo recebido o pacote IP do cliente remetente, o mesmo emite um pedido de ATMARP para encontrar o endereço ATM do cliente destinatário, em seguida, estabelece a conexão com o cliente destinatário. Isto significa que para ocorrer comunicação entre duas estações por intermédio de um roteador, devem ser estabelecidos dois circuitos virtuais através da rede ATM: um do remetente para a interface ATM do roteador e a outra do roteador para a estação destinatária. A estação remetente segmenta os pacotes IP em células para a transmissão pela rede ATM, para serem remontados no roteador. O roteador tomará então a decisão do caminho pelo qual será enviado o pacote, baseado na informação contida no cabeçalho do pacote IP, segmentando os pacotes para que sejam enviados novamente por um circuito virtual ATM para a estação destinatária. Apesar de trabalhar adequadamente, o uso do IP over ATM em uma única sub-rede limita o potencial ATM em uma rede IP porque não há um meio de se comutar tráfego entre subredes IP e uma rede ATM. Isto é considerado um problema pelo fato de não se aproveitar as facilidades de gerenciamento da qualidade de serviço, a latência reduzida e a maior vazão proporcionada pela rede ATM Serviço de Emulação de LAN (Lan Emulation) O Padrão LAN Emulation Pág.:39
40 O serviço LAN Emulation ou LANE, é um padrão do Forum ATM que suporta pacotes de LAN convencionais (Ethernet e Token Ring) dentro de um ambiente ATM, permitindo que protocolos e aplicações LAN trabalhem transparentemente sobre ATM e que os equipamentos ligados à LAN possam se comunicar, inclusive com os dispositivos ATM. Para manter compatibilidade com os protocolos de redes tradicionais (por exemplo Ethernet/IEEE e Token Ring/IEEE 802.5), optou-se por emular LANs na subcamada MAC, afim de minimizar mudanças necessárias para a migração para ATM. A Figura 4.3 ilustra a arquitetura do serviço LANE. Camadas Ethernet / Token Ring IP, IPX, NetBIOS, etc. Camada de Enlace de Dados LLC Camada de Enlace de Dados MAC Camada Física Camadas LAN Emultation ATM IP, IPX, NetBIOS, etc. Camada de Enlace de Dados LLC Camada de Serviço LAN Emulation Sinalização UNI 3.1 AAL 5 Camada ATM Camada Física ATM Figura Arquitetura do cliente LAN Emulation O subconjunto do serviço LANE, a LAN emulada (ELAN), é definido como um grupo lógico de dispositivos capaz de trocar tipos de quadros similares dentro de um mesmo domínio de broadcast. Muitas ELANs podem existir concorrentemente na mesma rede ATM, mas não podem se comunicar diretamente. Um roteador ou ponte é requerido para a intercomunicação de ELANs Componentes LANE Para oferecer os serviços que os protocolos tradicionais tem recebido, o serviço LAN Emulation deve oferecer broadcast sem conexão e serviço de multicast baseado no padrão de endereços IEEE802 MAC. Como estes serviços não são nativos de redes ATM, eles são implementados através de um módulo cliente LAN Emulation Client (LEC) em cada host, Pág.:40
41 de um servidor LAN Emulation Server (LES) que pode estar localizado em qualquer lugar na rede, de um servidor Broadcast and Unknown Server (BUS) e de um servidor LAN Emulation Configuration Server (LECS), conforme ilustrada na Figura 4.4. Figura Modelo LAN Emulation do Forum ATM LAN Emulation Server (LES) O servidor LES, ilustrado na Figura 4.5, é o servidor de resolução de endereços para a ELAN. Há um servidor lógico LES por ELAN. Quando um cliente LEC recebe um pacote para enviar, ele procura o endereço MAC de destino na sua tabela local. Se tem uma conexão ATM já associada com o endereço, ele envia o pacote por aquela conexão. Se ele sabe o endereço ATM para aquele endereço MAC, ele pode solicitar que uma conexão seja configurada para o destino. Se, contudo, o cliente LEC não tem a conexão ATM ou o endereço ATM, ele usa o protocolo ARP para obter esse endereço, enviando uma mensagem LE_ARP (LAN Emulation Address Resolution Protocol) para o servidor LES perguntando qual o endereço ATM associado com aquele endereço MAC. O servidor LES pode manter uma "cache" do endereço MAC para o ATM correspondente. Essa correspondência é mantida diretamente do endereço MAC registrado do cliente LEC com o servidor LES. Se a correspondência é conhecida, o servidor LES pode replicar diretamente para o cliente LEC com o endereço ATM que ele precisa para estabelecer uma conexão com o destino. Por outro lado, se o servidor LES não sabe o endereço MAC, ele emite um broadcast com a solicitação LE_ARP para todos os clientes LECs usando a conexão Control Distribute VCC. Quando um cliente LEC recebe a solicitação LE_ARP, Pág.:41
42 ele checa sua própria tabela de endereços local para ver se o endereço MAC solicitado é o seu próprio ou se ele está atuando como um proxy para o endereço MAC. Em caso afirmativo, ele envia uma resposta LE_ARP de volta para o servidor LES e este a direciona para o cliente LEC que enviou o pedido original LE_ARP. LES Controle Direto Controle Direto LEC Controle Distribuído LEC Figura LES (Servidor LAN Emulation) LAN Emulation Configuration Server (LECS) O servidor LECS, ilustrado na Figura 4.6, mantém um banco de dados de informações de cada LAN emulada (ELAN). Quando um cliente LEC é inicializado, uma das suas primeiras ações é estabelecer uma conexão com o servidor LECS e depois enviar uma solicitação para sua configuração, que deverá retornar o endereço ATM do servidor LES que o cliente LEC deve contactar para se associar a uma ELAN. O banco de dados do servidor LECS é geralmente inicializado pelo administrador de rede e gerenciado via aplicações de gerenciamento SNMP. Há um servidor LECS lógico para cada LAN Emulation Service, embora ele possa ser implementado como um banco de dados distribuído. LECS LE LE LE Pág.:42
43 Informação por ELAN Figura Servidor de Configuração (LECS) Broadcast and Unknown Server (BUS) O servidor BUS, ilustrado na Figura 4.7, é o servidor de multicast para uma LANE. O servidor BUS aceita quadros broadcast/multicast de vários VCCs e os direciona sobre uma conexão ponto-multiponto (Multicast Forward VCC) ou uma conexão ponto-a-ponto específica Multicast Send VCC. Uma conexão ponto-a-ponto (MulticastSend) de cada cliente LEC na LAN emulada (ELAN) é configurada para o servidor BUS quando o cliente LEC se une a ELAN. Pacotes para serem difundidos do LEC são enviados para o servidor BUS, que os recebe da camada AAL como pacotes completos. O servidor BUS envia os pacotes de volta para todos os clientes LECs usando a conexão ponto-para-multiponto (MulticastForward). Isto é feito numa FIFO (Fist in first out), um pacote a cada vez, sem que nenhuma célula de diferentes pacotes intercale a conexão. BUS Conexão Ponto-a-Ponto LE Conexão Ponto-Multiponto Conexão Ponto-a-Ponto LE Figura Servidor BUS Os clientes LECs também enviam pacotes, cujo destino é desconhecido, para o servidor BUS. O servidor BUS direciona tais pacotes para todos os clientes LECs que são capazes Pág.:43
44 de recebê-los. Estes clientes LECs de destino podem estar em pontes, switches e roteadores. O servidor BUS envia uma cópia destes pacotes para cada cliente LEC na ELAN, incluindo o cliente LEC de onde o pacote foi originado. Os clientes LECs devem filtrar o tráfego que chega usando um campo no cabeçalho de cada pacote que identifica unicamente cada cliente LEC Formato do Pacote LAN Emulation Os pacotes do cliente LEC ATM são encapsulados, ou no formato IEEE 802.3, ou IEEE Isto assegura que a pilha de protocolos não é trocada e que a LANE é compatível com os atuais protocolos de LAN. A Figura 4.8 compara um pacote na LANE com um pacote Ethernet e Token Ring. Pacotes Ethernet DA SA Payload LAN AC Pacote Token Ring FC DA SA RF Pacotes LAN Pacote Token Ring Cabeçalho LE Payload / LE Pacotes LAN Emulation Payload AAL5 Trailer AAL5 Pacotes AAL 5 Cabeçalho ATM Payload ATM Cabeçalho ATM Payload ATM... Cabeçalho ATM Payload ATM Células ATM Figura Formato do Pacote LAN Emulation Um cabeçalho LANE de 2 octetos diferencia os pacotes de controle, tais como LE_ARP, dos pacotes de dados. Usando o protocolo AAL5, o adaptador ATM divide o pacote LANE em células ATM e as envia através da rede. No ponto destino, as células ATM são remontadas no seu formato de pacote LANE Características de Projeto Pág.:44
45 Embora o serviço LANE tenha sido concebido para ser compatível com as atuais LANs de meio compartilhado, os projetistas de rede ainda têm que tomar decisões que afetam a configuração e desempenho das LANs. Isto inclui o tipo de LAN emulada, tamanho máximo do pacote e a localização do servidor LES e do servidor de BUS. Um servidor LES pode ser implementado em qualquer dispositivo ATM, incluindo servidores de arquivos, switches ATM e roteadores, mas somente um servidor LES é permitido para cada configuração LANE. É tarefa do projetista de rede decidir qual servidor LES usar e onde colocá-lo para conseguir melhor desempenho, já que a principal função do servidor LES é fazer o mapeamento entre endereços MAC e ATM. Implementar o servidor LES em dispositivos que processem muitos endereços MAC pode reduzir o tráfego de mensagens LE_ARP. Equipamentos como switches e roteadores são as melhores opções para o servidor LES. Similarmente, o servidor de broadcast (BUS) pode ser implementado em qualquer dispositivo. Como o servidor LES, apenas um servidor BUS é permitido por LANE e o projetista deve decidir onde colocá-lo. Um dispositivo ATM com link de alta velocidade para um switch ATM é sempre uma boa escolha. Uma vez que o servidor LES e o servidor BUS tenham sido selecionados, o tamanho máximo do pacote e seu tipo devem ser determinados. As LANs de meio compartilhado tem limitações físicas que restringem o tamanho do pacote. Para uma rede Ethernet, o limite é octetos e para uma rede Token Ring é octetos. O LAN Emulation Working Group do Forum ATM restringiu o tamanho do pacote para um máximo de 1.516, 4.544, e octetos para corresponder ao tamanho dos pacotes das LAN de meio compartilhado. Todos os dispositivos da LAN emulada devem ser homogêneos. Aqueles que devem se comunicar freqüentemente com dispositivos Ethernet devem ser configurados para o IEEE 802.3, enquanto que os que se comunicam com Token Ring devem ser configurados para IEEE Se há necessidade de comunicação entre ambos, como é o caso de alguns servidores ATM ou switches multi-lan, então um dispositivo ATM pode ser configurado para ter compatibilidade simultânea com as LAN emuladas Ethernet e Token Ring. O serviço LANE tem também a característica de liberar os dispositivos ATM da limitação Ethernet, Token Ring e FDDI de um único endereço MAC. Com LAN de meio compartilhado, somente um endereço MAC por adaptador e por rede é permitido. Por exemplo, para adicionar uma nova rede para um servidor Novell ou Windows NT, o usuário tem que adicionar um outro adaptador LAN para o servidor e mudar as suas configurações. Ao contrário, dispositivos ATM com uma única interface ATM podem ter um endereço MAC para cada LAN emulada, sendo o único obstáculo o software de drive do dispositivo. Uma LAN emulada não é uma rede física mas uma rede lógica que permite diferentes tamanhos e tipos de quadros sobre um único adaptador ATM com conexão ao switch ATM. Pág.:45
46 Usuários com backbones congestionados e servidores, podem também otimizar estes backbones sem alterar o resto da rede. Dispositivos tais como roteadores, pontes e servidores que estão diretamente conectados com o backbone podem ser atualizados com interfaces ATM executando LANE. Isto auxilia a progressão da largura de banda enquanto eles continuam a servir aos clientes já instalados Ethernet e Token Ring. Atualizar para um backbone ATM com roteadores e switches ATM- e LAN Emulation- aumenta a capacidade do backbone sem mudar o equilíbrio da infra-estrutura de rede LANE 2.0 Uma nova versão do serviço LANE está sendo desenvolvida para melhorar o desempenho das LANs emuladas. O LANE 2.0 inclui duas partes : O LANE User-to Network Interface (LUNI) 2.0 e o LANE Network-to-Network Interface (LNNI) 2.0. Os novos recursos do serviço LUNI 2.0 permitem que clientes LANE façam multiplexação de diversas LANs emuladas (ELANs) através do mesmo canal virtual, reduzindo assim o número de canais virtuais necessários. Para isso está sendo incluído a utilização do esquema de encapsulamento LLC/SNAP já utilizado com o IPOA. O serviço LUNI 2.0 melhora o suporte a qualidade de serviço (QoS), porque os administradores de rede podem especificar o tipo de serviço de tráfego. O serviço LUNI 2.0 acrescenta também suporte para a separação de tráfego em multicast e permite que o servidor LES repasse suas informações de dispositivo para roteadores não ATM. O serviço LNNI é uma nova parte do LANE que proporciona uma forma padrão para a distribuição de componentes servidores LANE. O serviço LANE 1.0 não excluía essa distribuição, mas, sem um mecanismo padrão, cada fabricante precisava implementar um enfoque proprietário para suportá-la. O serviço LNNI 2.0 descreve como os componentes podem ser distribuídos e define as interfaces e protocolos pelos quais eles intercâmbiam controles e dados. O objetivo do ATM Forum com a versão LANE 2.0 é que esta arquitetura distribuída habilite uma única ELAN a incluir dois mil clientes (LECs) e 20 servidores LES e BUS MPOA - MultiProtocol Over ATM Modelo MPOA O modelo MPOA ( Multiprotocol Over ATM) é um conjunto de recursos que fornece a estrutura básica para a implementação de roteamento e bridging ATM através de ambientes diversos no que diz respeito a protocolos, tecnologias de rede e redes virtuais (IEEE Virtual LANs). Esta estrutura básica foi projetada no sentido de fornecer um paradigma unificado para o empilhamento dos protocolos da camada 3 OSI (Open System Pág.:46
47 Interconection) com ATM, além de reduzir a latência intrínseca ao processamento destes, através da conectividade direta entre os dispositivos ATM existentes na rede. Além disso, o MPOA é também capaz de utilizar as informações de roteamento e de bridging para localizar o equipamento conversor LAN/ATM (edge device) mais próximo ao endereço da estação destinaria, aumentando assim, de forma significativa, os índices de desempenho global da rede. O principal objetivo do MPOA, portanto, é fornecer conectividade fim-afim entre camadas de Rede pares, através da rede ATM. As estações (hosts) podem estar ligadas diretamente à estrutura ATM, a uma LAN tradicional, ou ainda, a uma rede emulada LANE. O modelo MPOA pode ser entendido como sendo um roteador virtual, no sentido de que o conjunto de dispositivos MPOA operando na estrutura ATM fornece a dupla funcionalidade de roteamento e bridging. Os conversores LAN/ATM examinam os endereços de destino dos pacotes recebidos nos segmentos das LANs tradicionais e então tomam a decisão apropriada de envio. Se o pacote deve ser roteado, ele irá conter o endereço MAC da interface do "roteador virtual". Nesse caso, o conversor LAN/ATM toma o endereço nível Rede do destino e o resolve para o endereço ATM correspondente através do servidor de rotas. Em seguida, o conversor LAN/ATM estabelece um circuito virtual direto até o destino. Para o caso de uma operação de bridging, o conversor LAN/ATM utiliza a própria LANE para resolver o endereço ATM e estabelecer o circuito virtual ao destino, conforme pode ser verificado na Figura 4.9. Rede Não ATM Conversor LAN/ATM Clientes MPOA Rede MPOA Interação LANE - MPOA. Primeiro os clientes MPOA tentam resolver o endereçamento via os serviços LANE, se necessário resolvem via serviços MPOA Host ATM LECS LECS LECS Serviços LANE Serviços MPOA Servidor de Configuração Servidor de Rota Servidor Multicast /MARS Servidor de Encaminhamento Serviços MPOA Figura O modelo MPOA Pág.:47
48 Se o servidor de rotas não conhece o endereço ATM apropriado, ele propaga a solicitação a outros servidores de rotas. Os endereços retornados pelo servidor de rotas serão sempre os endereços de um dispositivo da rede ATM Serviços Oferecidos O MPOA fornece quatro tipos de serviço: configuração (Configuration), descoberta (Discovery), resolução de alvo MPOA (MPOA Target Resolution) e transferência de dados (Data Transfer). As características principais de cada um desses serviços são as seguintes: a. O serviço de configuração garante que todos os grupos funcionais possuem o mesmo conjunto de informações administrativas. Todos os grupos funcionais contactam um servidor de configuração apropriado para obter suas configurações iniciais. Clientes e servidores realizam processos distintos de configuração; b. O serviço de descoberta é o processo através do qual os componentes MPOA ligados às LANEs reconhecem a existência e o tipo funcional uns dos outros. O MPOA implementa um dispositivo de descoberta a fim de reduzir a complexidade operacional do seu funcionamento. Os dispositivos MPOA ligados às LANEs utilizam extensões do protocolo LANE LE_ARP para descobrir a existência, o endereço ATM e o tipo (cliente ou servidor) uns dos outros. A informação é obtida dinamicamente; c. O serviço de resolução de alvo MPOA é a determinação de uma descrição de rota a partir de um endereço nível Rede destino; é esta a parte do sistema MPOA que permite a criação e utilização de atalhos. A resolução de alvo MPOA utiliza uma extensão do protocolo NHRP (Next Hop Resolution Protocol) para permitir que clientes determinem o endereço ATM de um edge device ou de um circuito virtual; d. O serviço de transferência de dados é o processo através do qual dois clientes MPOA transferem dados ao nível da camada de Rede, um para o outro. A transferência de dados unicast através do MPOA opera no modo default ou no modo atalho. No modo default, o tráfego é enviado através da LANE. No modo atalho, os fluxos são estabelecidos através dos mecanismos de gerenciamento de cache. Quando um cliente MPOA tem um pacote para o qual já existe um atalho, o pacote é enviado pelo circuito virtual associado àquele atalho Características O MPOA é uma das tecnologias em desenvolvimento que irá permitir às companhias a implementação de redes corporativas escaláveis baseadas com ATM. O MPOA visa a potencialização dos benefícios das redes ATM através da utilização direta de canais virtuais comutados (SVCs) para o envio de dados de forma escalável e da utilização de parâmetros de qualidade de serviço (QoS) para o melhor gerenciamento dos serviços oferecidos. Além disso, mantendo a interoperabilidade com os protocolos da camada de Rede, o MPOA Pág.:48
49 garante que aplicações operando através de LANs existentes continuarão a operar normalmente sobre ATM. O modelo MPOA também fornece inúmeros benefícios àqueles usuários que necessitam de redes escaláveis baseadas em switching. Isto se deve à implementação do protocolo de roteamento/bridging baseado no protocolo NHRP e ao estabelecimento de circuitos virtuais diretos para a transferência de dados. Através desta implementação, podem ser alcançados baixíssimos índices de latência na comunicação entre quaisquer dois pontos da rede - independentemente da sub-rede na qual se encontrem esses dois pontos. Uma desvantagem do MPOA é o fato de que, para o suporte transparente aos múltiplos protocolos, existe uma repetição intrínseca das informações da topologia ao nível da camada de Rede trafegando pela estrutura ATM. Isto pode impactar negativamente os custos da infra-estrutura ATM Mercado A maioria dos fabricantes tem implementado LANE em boa parte dos seus dispositivos, com poucas exceções. A Cisco como membro do Forum ATM tem desempenhado um importante papel no desenvolvimento do padrão LANE. Switches ATM, switches LAN, roteadores e adaptadores ATM são produtos da Cisco que incluem soluções para redes ATM que utilizam o padrão LANE. A Digital Equipment Corp tem serviços LANE implementados no GIGAswitch/ATM e o cliente LANE no DECswitch 400. A Fore Systems Inc. tem serviços LANE em todos os seus switches ATM e o cliente LANE em alguns produtos. Um ponto crítico do serviço LANE é que os servidores LANE podem ser pontos de falha em uma ELAN. Poucos fabricantes, incluindo Cisco e Fore, tem implementado esquemas proprietários para redundância dos servidores LANE. Essa capacidade, contudo, faz parte do padrão LANE 2.0 em fase de desenvolvimento. A Cabletron lançou uma inteligente versão da LANE, chamada SmartLANE, que adiciona duas novas características a LANE 1.0: executa roteamento cut-through entre ELANs e minimiza a propagação de broadcast. Embora a maioria dos fabricantes de produtos ATM tenha desenvolvido switches que usam o padrão LANE, a Newbridge Networks optou pelo modelo MPOA como solução para seus conversores LAN/ATM (edge-devices). Pág.:49
50 A Bay, Cabletron, IBM, Interphase, Madge e Network General estão comprometidas em dar suporte aos testes de interoperabilidade para soluções baseadas em MPOA, para que os clientes obtenham as vantagens desse modelo. Já a ZeiNet Inc., adquirida pela Cabletron Inc., tem uma família de switches ATM que provê suporte para LANE 1.0 e IP over ATM. Considerando-se o fato de que muitas outras tecnologias estão em desenvolvimento para a exploração das redes ATM, espera-se grande disputa entre estas tecnologias emergentes. Pág.:50
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