As correntezas do amor: A Guerra do Paraguai ( ) nas Cartas de Custódio de Melo à sua noiva prometida Janú.

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1 As correntezas do amor: A Guerra do Paraguai ( ) nas Cartas de Custódio de Melo à sua noiva prometida Janú. Tiago Gomes de Araújo * Resumo: O artigo intitulado Nas correntezas do amor: A Guerra do Paraguai ( ) nas Cartas de Custódio de Melo a sua noiva prometida Janú apresentou correspondências de caráter particular que fornecem elementos para o estudo do conflito platino. O autor informa o evento guerra a partir de dois pontos de vista. O primeiro deles revela que os combatentes foram à guerra motivados por questões pessoais, ou seja, em busca de promoções militares e pagamento de soldos. O segundo ponto de vista associou o conflito ao cotidiano, apresentando os campos de batalha como espaços onde o sofrimento e a dor causados pela dificuldades impostas pelo conflito. Assim, refletimos sobre os limites do projeto político imperial quanto a elaboração de imagens e idéias de Brasil. As fontes indicaram que a iniciativa governamental esbarra nos interesses individuais, não assegurando o desejado amor à pátria. Palavras-chave: correspondências, Guerra do Paraguai, Nação. Abstract: The article entitled In the currents of love: The Paraguayan War ( ) in the Letters from Custódio de Melo to his promised bride, Janú, presented elements of a private nature for the study of the plantation dispute. The author narrates the war event from two points of view. The first reveals that the combatants went to war motivated by personal issues, in other words, in search of military promotions and stipend payments. The second point of view, associated the conflict with the day-to-day aspect, presenting the battlefields as spaces where the suffering and pain is caused by the difficulties imposed by the conflict. As such, we reflect about the limits of the imperial political project with regard to the elaboration of images and ideas of Brazil. The sources indicate that the governmental initiative advances upon individual interests, by not assuring the desired homeland love. Keywords: correspondence, Paraguayan War, Nation. O processo de construção da identidade nacional brasileira no século XIX é tema instigante para análise da história imperial, pois aponta algumas estratégias utilizadas pelo governo central no sentido de estimular sentimentos de pertencimento à Nação. Podemos citar a Guerra do Paraguai ( ), embate que reuniu Brasil Argentina e Uruguai contra o Paraguai, como momento no qual houve esforços de arroubo cívico * Mestrado em História pela Universidade de Brasília (2005), 152

2 motivados principalmente pelo governo imperial. O conflito platino reuniu pela primeira vez na história brasileira, homens e mulheres interessadas na defesa do país contra o ditador Solano Lopéz e, suas pretensões com relação aos ditames da política no Prata. A Guerra do Paraguai ( ) foi o momento no qual brasileiros e brasileiras foram conclamados a se unirem contra um inimigo externo, que desrespeitou e agrediu gratuitamente o Brasil. Para tanto, o governo imperial utilizou a guerra com o intuito de motivar o patriotismo, de angariar homens que defendessem bravamente o Brasil contra o ultraje guarani. Algumas imagens - pátria, nação, herói, bravura, coragem - foram elaboradas para reforçar a razão da luta. O Brasil é mostrado como exemplo de civilização nos trópicos, herdeiro das tradições européias. Já os paraguaios são duramente criticados por suas pretensões imperialistas, a serem alcançadas a qualquer custo. O presidente Solano Lopéz é o símbolo maior da mesquinhez e seus concidadãos produtos infames da barbárie. Com a aspiração de melhor entendermos os patamares nos quais foram sendo construídas as identidades nacionais elegemos os documentos produzidos pela Marinha Imperial no decorrer do conflito, entendendo a importância da participação da Esquadra durante a guerra. Para tanto, houve a necessidade de compilação de documentos diversos que pudessem fornecer opiniões sobre o embate platino. O Arquivo do Serviço de Documentação da Marinha e a Biblioteca da Marinha, ambos situados na cidade do Rio de Janeiro, possuem vasto acervo de obras que abordam a participação da Esquadra Imperial na Guerra do Paraguai. A documentação compilada possui alguns vieses comuns e outros bem diversos. A documentação oficial (ordens-do-dia e relatórios) produzida por profissionais de alta patente apresenta versões ufanistas da contenda, procurando construir os heróis no cotidiano da guerra e funcionando também como reprodutora da política imperial que pretendia inculcar nos brasileiros comportamentos patrióticos. Diversamente, nas fontes de caráter privado (carta, diário e memórias) o campo de batalha é revelado como espaço de sofrimento e dor, mas também, como ambiente na qual questões pessoais deveriam ser resolvidas. As ações bélicas eram vinculadas ao desejo de crescimento individual (promoções e soldos). 153

3 Aqui apresentaremos uma fonte de caráter privado que se afastou dos padrões patrióticos e questionou a própria necessidade da luta, disparando sérias críticas ao governo e a seus apoiadores. A análise dessa documentação nos revelou as múltiplas nuances da identidade nacional brasileira na Guerra do Paraguai. Ao mesmo tempo em que homens da Esquadra pareceram lutar com insuspeitada bravura na defesa do seu país, outros se esforçaram apenas em obter ganhos pessoais, utilizando o front como ambiente para o atendimento de seus interesses. Sendo assim, nos dedicamos especialmente à análise das Cartas de Custódio de Melo à sua noiva prometida Janú 1, pois nesses documentos o espaço da guerra não foi necessariamente envolvido pelas brumas do patriotismo. Há vários diálogos onde o autor questiona a participação da Marinha e do Império brasileiro no conflito platino. Os homens brasileiros que participaram do conflito foram alvo ora de uma tradição nacional inventada pelo governo imperial que considerava a criação de um inimigo concreto, ora pelas circunstâncias pessoais que os obrigavam ao alistamento, arriscando suas vidas nos campos e rios de batalha. O historiador inglês Eric Hobsbawn 2 analisou como certos comportamentos que pareciam ser espontâneos, na verdade foram inventados pelos governos de algumas nações européias com o objetivo de construir padrões nacionais, condutas que representassem de maneira genuína os seus respectivos países. Hobsbawn nos mostra as estratégias utilizadas na tentativa de inculcar nos cidadãos europeus condutas nacionalistas. O século XIX foi um momento histórico frutífero, tanto no Brasil como na Europa, na criação de mecanismos de pertencimento, seja pela criação intencional de inimigos externos ou até mesmo por meio do apelo a símbolos pátrios, que tiveram seus sentidos criados e/ou renovados com finalidades específicas. Nosso intento é apontar como a propaganda imperial não alcançou, como se pensava a eficácia pretendida em estimular sentimentos genuinamente patrióticos. Alguns membros da Marinha utilizaram o discurso oficial para reivindicarem do governo melhores condições de sobrevivência no front, aumento de salários e reconhecimento pelos serviços prestados ao país. 154

4 O leme guia deste artigo, como dito anteriormente, foi o estudo das Cartas de Custódio de Melo a sua noiva Janú, pois contêm questionamentos ao poder estabelecido e aos rumos que a guerra trilhava. As fontes apresentadas abrangem o período de 07 de dezembro de 1864 a 30 de junho de 1870, perfazendo o momento de embarque das tropas brasileiras para a região do front até o fim do conflito. Além das críticas proferidas à participação brasileira no embate platino, as correspondências citadas desvendam espaços cotidianos nos quais o caos e o flagelo da guerra se revelam de maneira a compor a historicidade do conflito. É por meio das relações sociais construídas no dia-a-dia que nos deparamos com as várias facetas da identidade nacional brasileira nos oitocentos. Apesar dos esforços do governo central em inculcar nos brasileiros sentimentos de pertencimento à Nação, as fontes citadas nos mostraram vieses contrários a estes empenhos. As Cartas de Custódio de Mello oferecem um panorama sugestivo de como a guerra é construída no dia-a-dia e como os homens da Esquadra não lutavam necessariamente na defesa do país. A adoção do patriotismo navegava, por vezes, na fluidez dos anseios pessoais e, o conflito ganhava valor na medida pelas quais os objetivos individuais eram atendidos. A Nação seria justa a partir do momento em que beneficiasse os combatentes com ganhos significativos (promoções militares e pagamento de gratificações). A defesa do país se validava somente por meio da satisfação de desejos privados. Alguns profissionais da Marinha pareceram utilizar a guerra não como evento de fortalecimento dos laços patrióticos, mas como meio propício para a aquisição de prestígio e fama. A vitória era perseguida não como vingança contra o ultraje do inimigo mas transformada como objeto de elevação pessoal. O bom soldado/marinheiro deveria ser, como as fontes revelam, agraciado com os louros da vitória, cabendo ao governo imperial reconhecer os esforços, elegendo os heróis da guerra e encravando seus nomes em lugar de devido merecimento, ou seja, no panteão histórico brasileiro. A própria lógica do conflito parece ter desencorajado alguns homens para o alcance das missões delegadas nos campos de batalha. A longa duração da guerra agiu diretamente contra os interesses privados, pois deveriam ser atendidos imediatamente. Estas ações 155

5 individuais pareciam desconsiderar os objetivos do Império brasileiro na região. O bem estar pessoal era mais importante que o sucesso do Brasil na guerra. O cotidiano da guerra funcionou para minar os sentimentos patrióticos de certos homens, que passaram a encarar os combates como momentos oportunos para garantir seus interesses privados e até abrindo mão de se tornarem heróis. As fontes analisadas apresentam momentos em que o heroísmo sofre questionamentos. Para Custódio de Melo seus esforços deveriam ser premiados com a promoção militar e o pagamento do soldo. O autor desfere várias críticas ao governo por não constar da lista de promoções. O seu desejo maior era ser comandante de alguma embarcação, fato que lhe conferiria grande prestígio militar. Custódio se queixa constantemente da política imperial com relação à guerra. Ele se julga merecedor da atenção de seus superiores por estar perdendo instantes preciosos de sua vida sem obter a devida contrapartida. Para o capitão Melo sua missão era infrutífera por não ter seus anseios atendidos. As fontes apresentam o desejo constante do autor em pedir seu afastamento da guerra e até da corporação. Seu objetivo maior era o casamento com Januária. A guerra seria utilizada como meio que forneceria as condições para Custódio realizar o desejo pessoal. Na correspondência de 07 de dezembro de 1864, o autor já inclina sua vontade em desistir da luta, não vislumbrando sucesso na guerra. A motivação maior é seu casamento, suas ações na guerra eram direcionadas ao atendimento deste objetivo. (...) Jurando pelas dores de Maria Santíssima e pelas cinzas de meu Pai, que me hei de casar contigo em breve; para o que será necessariamente preciso daqui sair segundo as cartas que recebi tenho esperança de sair breve, porém se assim acontecer, eu estou resolvido a pedir demissão de oficial da Marinha, para o que já tenho pronto o meu requerimento, mas para dar este passo torna-se muito preciso saber se me amas e muito; porque se assim for, Isto é, se o teu amor for verdadeiro, tenho certeza de que disprezaras todas as quimeras do mundo, e considerarás como tua única felicidade a companhia e amizade daquele que amas. 3 Apesar de condutas aparentemente questionadoras no que concerne à adoção de comportamentos patrióticos, Custódio apresenta curiosa mescla de motivações pessoais e coletivas, mistura de patriotismo e sucesso profissional. Tal confusão de personalidade se revela nas correspondências de 19 de julho e 11 de novembro de

6 Nesta semana deve decidir-se a minha sorte, porque ontem houve um grande ataque dado pelo nosso exército que levou o inimigo em debandada e tomou posições para seguir para Humaitá e juntamente com a Esquadra batê-lo; por tanto querida Janú, se for feliz irei cheio de glória abraçar-te, e lançar aos teus pés as coroas de louro tão custosamente conquistadas, porém se for infeliz rogo-te que cumpra o que prometeste que não deixes de rezar todos os dias por minha alma, que na vida tanto sofreu por tua causa. (...) Também descansar das fadigas causadas por esta carreira que abracei Antes Deus me tivesse tirado a existência quando eu tencionava para ella entrar.eu tenho muita vontade de pedir minha demissão, para o que hei-de contigo combinar. 4 Este embaralhado de emoções caracteriza ainda as correspondências de 22 de novembro de 1866 e de 14 e 22 de fevereiro de Ao mesmo tempo em que Custódio reflete e fornece sinais de sua fraqueza patriótica, defende a Marinha das infâmias cometidas contra ela. O navio em que estou embarcado deve de seguir para o Rio de Janeiro, porém creio que eu não seguirei porque tencionei aqui estar até o termo da guerra, não sendo, contudo, uma resolução ultimada. As razões que compelem a assim pensar são as que já sabes, isto é brio e nada mais. Peço-te, quando leres os jornais, dês pouco peso as correspondências contra a Marinha, eu te digo, bem como o Exército tem cumprido com seus deveres e não invejaram a Marinha e o Exército de nação alguma, porém acham que por uns devem pagar aos outros É a lei do mundo. Cansado de sofrer, injustiças do Governo, principalmente na última promoção, em que não me promoverão e além disso me preterirão, a mim encarregado de serviços nesta guerra e preterido por um oficial, cujo principal merecimento é o patronato pedi minha demissão. Fala-se que o ataque geral será breve, porém creio que não tomarei parte, pois não estou resolvido a dar mais uma gota de sangue em defesa da pátria. O ataque geral deve ser breve, porém não espero tomar parte nele, por isso que não estou resolvido a dar mais uma gota de sangue em defesa da pátria, que tem sido e continua a ser governada pela corrupção. 5 Para ressaltar tal comportamento, o autor alerta sua noiva que as críticas proferidas à sua corporação não procediam e deviam ser, portanto, desconsideradas. Para ele, as forças armadas brasileiras estavam empenhadas na defesa nacional, apesar das queixas contra alguns privilégios verificados no front. Apesar do lampejo em defesa de seu Almirante diante de acusações lançadas na imprensa, o autor continuou questionando as ações de alguns homens durante o conflito, atitudes que estavam sendo guiadas de forma inadequada. Custódio estava resolvido a não 157

7 mais despender esforços para o alcance da vitória. Para o autor, as relações sociais na guerra eram pautadas por comportamentos indignos. O capitão Melo demonstra, também, seu cansaço com relação às injustiças cometidas pelo Governo principalmente na pauta de promoções. Nosso autor não sendo preterido, desconfia do merecimento do oficial agraciado com a patente, que para ele foi contemplado pela via do patronato. Mais uma vez, Custódio escreve à Janú manifestando o desejo de pedir sua demissão como sinal de protesto contra a corrupção do governo imperial. A temática da injustiça continuou também na correspondência de 15 de maio de Custódio acredita até que está sendo ludibriado pelo governo, convencido das verdadeiras intenções que levaram alguns membros da sua corporação a serem promovidos e que acabaram de deixá-lo ausente do oficialato. Continuo aqui sendo o ludibrio do governo, que tem por meta nas remunerações premiar aqueles que mais padrinhos tem, ainda mesmo que eles cometam infâmias lançando destarte em véu sobre os serviços dos que, como eu, não tiveram a felicidade de irem a pia batismal e que não conhecem o que são dores. Não me importam estes votos do governo, porque tenho a minha consciência pura como a palavra da virgem e por isso pretendo, logo que chegar ao Rio, protestar contra eles. Contudo minha resolução final está formada e só espero ser rendido no comando do encouraçado Barroso, em que estou desde o dia sete de Março, para pó-la em execução, isto é pedir a minha demissão sem atender as conseqüências, pois assim é preciso para sustentáculo da minha dignidade. Se eu a bem dela sacrifico a minha vida nos combates, por que hei de suportar dois ou três anos de privações, que poderei sofrer pedindo a minha demissão. Não achas Januária?. 6 O autor estava nutrido de vingança contra aqueles que não o premiaram com o devido valor. Suas palavras ressaltam grande pessimismo, disposto inclusive a pedir demissão de seu cargo. A tônica era a seguinte: para que se sacrificar por uma pátria que não me reconhece o valor? Custódio de Melo critica ainda a duração exagerada do conflito, vinculando sua demora à incompetência de nossos generais. Para ele, os dirigentes deveriam ser fortes na condução da guerra. O atraso no fim dos combates parece provocar desesperança no autor no que se relaciona a seus anseios futuros. Surpreendentemente o desejo pela demissão não esteve mais presente nas correspondências enviadas à Januária. Em carta de 20 de junho de 1867, o capitão Custódio 158

8 desiste da exoneração, procurando estabelecer novas motivações para sua presença nos campos de batalha. Na tua carta me mandaste perguntar se tinha esperança de alcançar a minha demissão, ao que respondo-te. Minha Janú, em um momento de precipitação requeri minha demissão sem pensar e portanto sem ver que eu hoje não vivo só por mim e sim para ti também, pedindo a minha demissão, não poderia cumprir os meus votos, casando-me contigo, porquanto não sou rico. Se por acaso tivesse minha demissão e contigo casasse-me te faria desgraçada, por esta razão não empreguei esforços necessários para que o meu requerimento tivesse andamento. 7 Apesar da aparente desistência, o Capitão Melo escreve à sua noiva dizendo que vivia na esperança de realizar seu casamento. Se pedisse demissão não poderia cumprir os votos que havia feito, mesmo porque, não dispunha de riquezas materiais que viabilizassem seu casamento. Uma vez mais, as fontes examinadas indicam que o alistamento de Custódio de Melo foi gerado por razões de cunho pessoal. Como vimos na correspondência do dia 20 de junho de 1867 o autor nos oferece o principal motivo de sua permanência na guerra, o enriquecimento visando o futuro matrimônio com Januária. As cartas compiladas também auxiliaram no estudo do cotidiano. As fontes apresentam a guerra como espaço despojado de vanglórias e enaltecimentos. Neste sentido, os documentos privados ressaltaram a crueza e a infelicidade, ou seja, a convivência constante com a morte. Em carta de 05 de setembro de 1866, escrita às margens do rio Paraguai, Custódio descreve as seguintes cenas: No dia primeiro deste mês tomei o meu batismo de fogo, que durou desde o meio dia até o escurecer, resultando apesar do navio ser encouraçado, um homem morto, um gravemente ferido, sete levemente e um tenente que perdeu o braço esquerdo e com todas as probabilidades de perder a perna direita, enquanto a mim, nada sofri apesar de ter estado bastante exposto, porquanto durante todo fogo tomei conta de duas peças e só eu fazia fogo com elas. No dia dois a festa continuou, porém o navio em que estava embarcado tomou parte a uma hora porque teve de reparar as avarias que sofreu no combate da véspera, porém, pouco depois de ter ele principiado a fazer fogo arrebentou-lhe pó a baixo da popa um enorme torpedo que fez o navio submergir-se, resultando morrer o Comandante, três oficiais e quarenta e sete praças, e escaparam três oficiais, sendo eu um deles, e mais cinqüenta e nove praças Não sei, minha querida Janú, como escapei, porque depois do navio submergido e a gente n água principiaram a fazer fogo vivo de metralha sobre nós até chegarmos a margem oposta do rio

9 Um dos momentos mais esperados por Custódio foi seu batismo de fogo, instante da estréia na guerra. A luta durou do meio dia até o anoitecer, resultando em número excessivo de mortos e feridos. Este trecho esclarece a dramaticidade da narrativa que colore o espaço bélico com vivas, porém fúnebres cores. A vida navegava na incerteza da sorte e não necessariamente no sucesso militar. O nível de segurança dispensado à tripulação dependia da periculosidade das atividades. As queixas dispensadas aos excessos da guerra continuaram sendo pauta das preocupações de Custódio. Em carta de 18 de setembro de 1867, os comentários se dirigem ao estado de indefinição da Marinha e do Exército perante o inimigo aquartelado na fortaleza de Humaitá. A descrição é repleta de elementos cotidianos, apresentando o dia-a-dia dos combates, as ações e os comportamentos verificados no decorrer das batalhas. Além desses incômodos que tanto afligem minha vida, existem os nascidos das vicissitudes da guerra, que, contudo, são somenos aos que por ti sofri, e creio que teria ainda que sofrê-los por muito tempo, pois esta guerra não se termina tão cedo. Esta demora é que me encomenda mais e realmente nada pior em uma guerra do que seja a demora; o combate é o menos, principalmente quando neste estado de inação pode-se de um momento passar desta para outra vida sem resultado. Presentemente estamos expostos a isso toda hora, pois os paraguaios depois que a esquadra para aqui subiu levam constantemente a atirar para os navios, que são completamente descobertos, devido ao sistema, com duas peças pequenas e com espingarda de grande alcance, e atiram do mato de maneira que nada vê. Nós atiramos também, porém com uma diferença que eles vem para onde fazem fogo e nós para o mato, onde eles têm provavelmente a trincheira com fosso para aí se esconderem logo que derem o tiro. Algumas praças já tem sido feridas e ontem um oficial do Encouraçado Cabral que está fundeado pela proa do Silvado, onde como já sabes, estou embarcado. Acredita Januária, que o que me retem aqui é o sustentáculo da minha dignidade, não porque eu tenha medo, porém porque já estou com o meu espírito bastante fatigado. Não me retiro porque não quero que digam que eu tive medo e que sou covarde; neste caso prefiro a morte. A Esquadra, quanto à mim, nada mais faz a não ser um ou outro bombardeio. Inútil e estúpido seria querer tentar a passagem do Humaitá, que quanto a mim, é muito difícil; não direi impossível porque é palavra que não existe, pois além dos obstáculos feitos pela natureza temos os artifícios, como sejam torpedos, correntes passadas de uma margem para outra do rio, e grande número de canhões. Ultimamente vendo eles que as correntes estavam muito expostas a serem cortadas por balas da Esquadra, visto que tais embarcações, que os suportavam, forma a fundo com tiros dados pelos navios puseram outras mais acima, porém estas podem ser cortadas também por tiros logo que se queira. Eu estou disposto a tudo até mesmo a minha vida já pus em desprezo

10 O trecho anterior informa vários aspectos das relações cotidianas durante a Guerra do Paraguai: a inatividade bélica em que se encontrava a Esquadra Imperial por ocasião da Passagem de Humaitá, ações táticas e estratégias utilizadas no front. A opinião geral dos oficiais era conduzir os navios com cautela nos rios platinos, pois os paraguaios mostravam eficiência no bombardeio às embarcações que se arriscavam na passagem da fortaleza. O cotidiano da guerra é novamente tema nas correspondências quando da tentativa em criarem-se figuras heróicas. Custódio de Melo preferia morrer a optar pela covardia ou deserção. Assim, os heróis eram vislumbrados no dia-a-dia. O autor aponta que o heroísmo aflorava a partir do despojamento e da coragem na iniciativa da luta em prol dos interesses brasileiros. A construção dos heróis de guerra não parecia obedecer fielmente ao projeto político imperial, ou seja, direcionado por lógicas governamentais. O heroísmo aparece nas cartas como resultado de atitudes individuais, que na maioria das ocasiões aconteceram sem considerar o cumprimento de ordens provenientes do alto escalão da Marinha. Os combatentes nem sempre desfrutavam de tempo hábil para se darem ao luxo de seguir perfeitamente os comandos diários. O governo imperial criou alguns artifícios institucionais no sentido de criar imagens que identificassem o ser brasileiro. O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838) foi fundado com o intuito de atribuir a seus membros a formulação de idéias de Brasil que afirmassem a monarquia enquanto símbolo e representante máximo da Nação. Os intelectuais do IHGB se esforçaram em nutrir a unidade e a coesão sociais, idéias que estavam recorrendo ao próprio imperador enquanto elemento primeiro da identidade nacional. Nessa medida, a Guerra do Paraguai foi utilizada pelos ideólogos imperiais como instante propício para a consolidação identitária. O historiador José Murilo de Carvalho 10 observa que pela primeira vez na história nacional um evento reuniu brasileiros e brasileiras de todas as províncias em prol de uma causa comum. O alcance prático do projeto imperial em fortalecer os sentimentos de pertença foi limitado. As fontes indicam que alguns combatentes lutam na guerra visando ao atendimento de objetivos particulares. Nesse sentido, o conflito não exerceu a função esperada pelo governo, que era consolidar definitivamente as idéias de Brasil vinculadas à unidade monárquica e à coesão das províncias. 161

11 A longevidade do embate platino ( ) proporcionou nas mentes dos embarcados sensações de negatividade. O nosso autor, por exemplo, questionou a demora na resolução de questões bélicas, ligadas às iniciativas de combate, bem como desconfiou dos reais motivos que os levavam a luta. Custódio de Melo atrela tais ações à incompetência e ao medo dos generais brasileiros na condução das batalhas. Não há esperança de tão cedo concluir-se esta guerra desastrosa e infernal. Creio que os nossos Generais tem medo, isto é, o Caxias como Comandante em Chefe, e que espera grande leva de soldados, que ele pediu, para atacar; leva em um número crescido e que creio não conseguirá o Governo remeter tão cedo; principalmente empregando o recrutamento, que seria muito bom se não houvesse o patronato, e se na execução dele não atendessem a partidos. 11 A partir de 1867 o conflito é quase exclusivamente conduzido por iniciativa das tropas brasileiras. Os uruguaios e argentinos se viram envolvidos em problemas internos a seus respectivos países. Os presidentes de Argentina e Uruguai (Bartolomeu Mitre e Venâncio Flores) foram assassinados durante a guerra por opositores políticos. O embate, portanto, se transformou numa luta prioritariamente brasileira e paraguaia. O trecho anterior informa a desilusão de Custódio com os rumos que a guerra seguia. Uma vez mais podemos revelar a dimensão cotidiana do conflito. O autor concebe a guerra como um desastre e a compara ao Inferno. A documentação analisada, como vimos, é povoada de imagens onde a dor e o sofrimento ocupam relevantes espaços. Ao final da guerra Custódio não atinge seu maior desejo, o casamento, pois Januária morre de tuberculose no Rio de Janeiro. Vale ressaltar, também, que nosso autor participou ativamente da Revolta da Armada (1893), pois pretendia obter do governo republicano a inserção de oficiais da Marinha no alto escalão do poder político. O interesse do autor em inserir-se socialmente e politicamente ainda o motivava mesmo após a guerra. A lógica diária dos campos de batalha não pareceu contribuir para a adoção sincera de sentimentos patrióticos. As dificuldades impostas pelo dia-a-dia enfraqueciam os combatentes, que, na maioria das vezes, estavam envolvidos na luta pela simples sobrevivência. A eles, ser patriota ou deixar de sê-lo não ocupava necessariamente um lugar privilegiado em seus corações. A crueza da guerra impediu que o projeto governamental surtisse o efeito esperado, ou seja, dotar todos os brasileiros de sentimentos nacionalistas. As fontes indicaram que a 162

12 consolidação da identidade brasileira encontrou obstáculos na própria Marinha Imperial, que representava em tese os interesses nacionais. As correspondências aqui apresentadas apontam os limites da Nação. A pátria só era válida no momento pelo qual os desejos individuais fossem alcançados. A identidade nacional enquanto construção de um grupo social específico não encontrou a abrangência que outrora se supunha ter. A tese de José Murilo de Carvalho é inegável. No entanto, a documentação compilada informou as limitações da política imperial em consolidar o patriotismo. A criação de um inimigo concreto, a imagem da pátria ultrajada e a deflagração do conflito não foram suficientes para a adoção de valores verdadeiramente patrióticos. A análise de alguns trechos da documentação procurou evidenciar os limites dos projetos de elaboração identitárias coletivas. Por vezes, tais iniciativas são exclusivas de grupos sociais dominantes e não atingem a população em geral, preocupada que é com a sobrevivência cotidiana. As correspondências também contribuíram para a compreensão das relações sociais cotidianas durante a guerra, mesmo porque dia após dia o conflito ganharia novas feições. Nesse sentido, a análise do cotidiano se tornou pertinente por apresentar vários aspectos ligados à Guerra do Paraguai, sobretudo no que se refere aos comportamentos e as atitudes que conduziram os combatentes navais aos rios paraguaios. Nosso objetivo foi apresentar fontes nas quais a Guerra do Paraguai não aparece como ambiente privilegiado e exclusivo de consolidação da identidade nacional. Como vimos as imagens do patriotismo são vinculadas à morte, a dor e ao sofrimento. O amor à pátria parece envolvido nas correntezas do desejo individual, que por vezes se defronta com a intenção dos ideólogos imperiais em forçar a adoção de sentimentos nacionalistas. A historiografia tradicional da guerra por se pretender linear e não proceder interpretações documentais indicou o conflito como sendo ação exclusiva dos grandes heróis militares, coadunando com as imagens que o governo imperial queria fornecer ao embate platino, ou seja, a vingança de um país difamado e ultrajado pelo inimigo, representante da civilização nos trópicos, e por isso colocado como defensor justo e necessário dos ideais da liberdade e igualdade na América do Sul. 163

13 A apresentação de vários trechos retirados das fontes auxilia no estudo posterior desta dimensão da guerra, ou seja, análises que possam informar a multiplicidade de comportamentos verificados durante a guerra. Para tanto, procuramos apontar aspectos que foram ocultados pela historiografia tradicional, contribuindo para posteriores estudos que forneçam vozes aos que foram intencionalmente emudecidos, privilegiando a construção do conhecimento histórico que considere a multiplicidade e a pluralidade das experiências humanas. NOTAS 1 MELO, Custódio de. Cartas de Custódio de Melo a sua noiva prometida Janú. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 1963, caixa HOBSBAWN, Eric & RANGER, Terencer (orgs). A Invenção das Tradições. Tradução de Celina Cardim Cavalcante. 3ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, MELO, op.cit, p.2. 4 Idem, Ibidem, p.3. 5 Idem, Ibidem, p.5. 6 Idem, Ibidem, p.6. 7 Idem, Ibidem, p Idem, Ibidem, p.3. 9 Idem, Ibidem, p CARVALHO, José Murilo de. Pontos e Bordados: Escritos de História e Política. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1988, p MELO, op.cit, p

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