Universidade Federal da Paraíba - UFPB Centro de Ciências Agrárias - CCA Grupo de Pesquisa Lavoura Xerófila - GPLX
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- Sebastião Graça Lencastre
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1 Universidade Federal da Paraíba - UFPB Centro de Ciências Agrárias - CCA Grupo de Pesquisa Lavoura Xerófila - GPLX Palma Forrageira (Opuntia fícus indica e Nopalea cochenilifera) Mauricio Luiz de Mello Vieira Leite Eng. Agrônomo, M.Sc. Areia - PB Julho SUMÁRIO
2 1. INTRODUÇÃO ORIGEM E INTRODUÇÃO DA PALMA FORRAGEIRA NO BRASIL CARACTERÍSTICAS BOTÂNICAS E FISIOLÓGICAS PROPAGAÇÃO SEXUADA E ASSEXUADA MANEJO DA CULTURA Espaçamento e Plantio Variedades Tratos Culturais Adubação e Deficiências Nutricionais Colheita PRAGAS E DOENÇAS Pragas Doenças VALOR NUTRICIONAL Composição Químico Bromatológica UTILIZAÇÃO DA PALMA NA DIETA ANIMAL Enriquecimento da palma Ruminantes Não ruminantes USOS MÚLTIPLOS Alimentação humana Fruto Verdura AVALIAÇÃO ECONÔMICA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
3 3 1. INTRODUÇÃO As regiões áridas e semi-áridas representam 55% das terras do mundo, perfazendo 2/3 da superfície total de 150 países e abrangendo quase um bilhão de pessoas. O Semi-árido brasileiro ocupa cerca de 10% do território nacional e ao redor de 70% da área da região Nordeste, além do norte de Minas Gerais. A região é heterogênea, tendo como fatores marcantes o clima, o solo, a vegetação, bem como as características sócio-econômicas decorrentes, em grande parte, de fatores fisiográficos e antrópicos, segundo ARAÚJO FILHO (1992), o que representa uma grande vantagem para a diversidade dessa região. Nos 95 milhões de hectares do Semi-árido do Nordeste, em função das condições ambientais, a pecuária, tem se constituído, ao longo do tempo, em uma das principais atividades econômicas e desempenha um papel importantíssimo no sistema agropecuário da região. Entretanto, um dos maiores entraves tecnológicos para o êxito desta atividade é a produção de forragens para os rebanhos, que apresenta como fator determinante à deficiência hídrica no solo, associado às altas temperaturas e forte evapotranspiração (LEITE, 2006). O uso de algumas espécies vegetais já adaptadas ao semi-árido, certamente minimiza a escassez de forragens na estação seca. A palma se consolidou, no Semi-árido nordestino, como forrageira estratégica fundamental nos diversos sistemas de produção pecuário, no entanto, é uma planta de enorme potencial produtivo e de múltiplas utilidades, podendo ser usada na alimentação humana, na produção de medicamentos, cosméticos e corantes, na conservação e recuperação de solos, cercas vivas, paisagismo, além de uma infinidade de usos. É a planta mais explorada e distribuída nas zonas áridas a semi-áridas do mundo, contudo sua real dimensão produtiva ainda não foi plenamente conhecida no Nordeste. A maior área de palma forrageira no Nordeste se concentra no agreste e sertão dos estados de Alagoas e Pernambuco. Segundo dados do IPA (2001), cultivos bem conduzidos de palma forrageira produzem uma biomassa superior a 150 toneladas de matéria verde/ha/ano (ou 15 toneladas de matéria seca/ha/ano), desde que se associem práticas agronômicas adequadas e variedades de elevado potencial produtivo. Assim, objetiva-se apresentar uma visão geral das potencialidades e usos da palma forrageira e difundir alguns conhecimentos disponíveis sobre o cultivo desta cactácea.
4 4 2. ORIGEM E INTRODUÇÃO DA PALMA FORRAGEIRA NO BRASIL A palma compreende as plantas de diversas espécies dos gêneros Opuntia e Nopalea, ambas da família Cactácea. O gênero Opuntia tem como centro de origem o México (FLORES, 1994). Segundo ARAUJO FILHO (2000), a introdução da palma forrageira no Brasil é motivo de muitas controvérsias entre os pesquisadores. PESSOA (1967) afirma que a introdução da palma se deu pelos portugueses na época da colonização, provavelmente trazida das Ilhas Canárias, sendo estas de origem mexicana. Inicialmente, foi utilizada para a produção de corantes naturais carmim, vindo a ser utilizada como forragem somente por volta de DUQUE (1980) afirma que a palma foi introduzida no Nordeste, provavelmente depois de Após a seca de 1932, por ordem do Ministério da Viação, foram plantados do Piauí até a Bahia, diversos campos de demonstração, sendo este o primeiro grande trabalho de difusão da palma no Nordeste. DOMINGUES (1963) comenta que a disseminação da palma forrageira, em Pernambuco teve como fator decisivo um Decreto do Interventor pernambucano, mandando conferir prêmios aos plantadores de palma, que obedecessem a certos requisitos estabelecidos, tais como: espaçamento, alinhamento, ausência de falhas, bom desenvolvimento e bom trato cultural. Em Alagoas, a palma miúda plantada no município de Água Branca, foi difundida pelo comerciante de peles Delmiro Gouveia. 3. CARACTERÍSTICAS BOTÂNICAS E FISIOLÓGICAS 3. 1 Clima 3. 2 Anatomia da palma 4. PROPAGAÇÃO SEXUADA E ASSEXUADA 5. MANEJO DA CULTURA 5.1 Espaçamento e Plantio 5.2. Variedades Nopalea cochenillifera Salm-Dyck Opuntia ficus-indica Mill Gigante
5 Redonda 5.3. Tratos Culturais 5.4. Adubação e Deficiências Nutricionais 5.5. Colheita 6. PRAGAS E DOENÇAS 6.1. Pragas 6.2. Doenças 7. VALOR NUTRICIONAL Composição Químico Bromatológica 8. UTILIZAÇÃO DA PALMA NA DIETA ANIMAL 8.1 Enriquecimento da palma 8.2 Ruminantes 8.3 Não ruminantes Figura 8.3 Palma na alimentação de ruminantes 9. USOS MÚLTIPLOS 9.1 Alimentação humana Fruto Verdura
6 6 10. AVALIAÇÃO ECONÔMICA Figura 10. Plantio de palma no Cariri da Paraíba
7 11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 7
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