Ritual de Admissão de Coroinhas
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- Ruy Meneses Carreira
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Transcrição
1 Ritual de Admissão de Coroinhas Ser Coroinha é consagrar desde cedo sua vida a Deus
2 2 IMPRIMATUR Aprovo ad experimentum por cinco anos o uso do presente Ritual de Admissão de Coroinhas. A Pastoral dos Coroinhas é uma boa notícia para a evangelização de crianças e adolescentes. Um modo excelente de preparar jovens para servir as comunidades cristãs, com experiência pessoal dos mistérios da fé, de modo especial da Eucaristia. Experiência pessoal de servir ao Senhor como a juventude hoje deseja. Parabéns a quantos se dedicam à evangelização das crianças e adolescentes! Invoco a bênção de Deus sobre os milhares de Assessores e Assessoras. E faço votos que floresça a Pastoral dos Coroinhas, dê frutos de vida cristã e de irradiação missionária. Santa Cruz do Sul, aos 25 de março de Na festa da Anunciação do Senhor.
3 3 INTRODUÇÃO Motivada pela grande procura de um Ritual próprio de Admissão de Coroinhas, a Pastoral dos Coroinhas da Diocese de Santa Cruz do Sul quer disponibilizar este Ritual de Admissão de Coroinhas. Embora não sendo ainda aprovado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Santa Sé, poderá ser usado de modo provisório (ad experimentum). A título de introdução é necessário fazer uma prévia distinção entre a pessoa e missão dos Coroinhas e dos Acólitos, pois percebe-se que muitas pessoas confundem o papel do Acólito com o papel do Coroinha. Ambos possuem atividades semelhantes e também responsabilidades semelhantes, mas há de se distinguir um de outro. De modo semelhante, o Coroinha é instituído para o serviço do altar e para auxiliar o sacerdote e o diácono nas diversas tarefas da celebração como um todo. O Coroinha, no entanto, não se torna Ministro Extraordinário da Eucaristia e não assume determinadas tarefas reservadas ao diácono e ao acólito (a purificação dos vasos sagrados, por exemplo). O Acólito, por sua vez, quando instituído legalmente pelo Bispo torna-se apto a desempenhar tais serviços, tanto a purificação dos vasos sagrados como a distribuição da Eucaristia. Eis porque é necessário utilizar-se de uma terminologia correta e de um ritual apropriado para um e para outro. A Igreja Católica já possui um Rito de Admissão de Acólitos e, para tanto, deverá ser seguido o que está no Ritual de Ordenações de Bispos, Presbíteros e Diáconos e não deverá ser substituído por este. Incluímos neste folheto todas as demais partes da Missa para que se possa vislumbrar o Ritual no seu conjunto. As devidas orientações auxiliam na execução do Ritual e estão destacadas em vermelho. O Ritual de Admissão de Coroinhas concentra-se principalmente nos momentos pós-evangelho e homilia. Ele compõe-se de 03 momentos essenciais. A primeira delas é a chamada dos candidatos à admissão. Num segundo momento os candidatos são apresentados pelo Assessor de Coroinhas ao presidente da celebração e interrogados quanto às suas motivações. Em seguida prossegue-se a benção das vestes litúrgicas e a sua vestição conforme as orientações sobre vestes litúrgicas e o modelo adotado pela paróquia/diocese. Quanto às demais partes da celebração que sejam organizadas de tal forma que favoreçam o sentido do ato litúrgico dando destaque à função, missão e importância do trabalho dos Coroinhas na comunidade. Esperamos que o presente Ritual possa servir para uma maior significação do ato celebrativo da Admissão de Coroinhas. Possa inspirar estes adolescentes a um fiel e comprometido serviço à sua Igreja e, enfim, contribua para o aumento da fé do povo católico em Jesus Cristo e enriqueça as comunidades com mais vocações, ministérios e carismas.
4 4 CONSIDERAÇÕES SOBRE AS VESTES LITÚRGICAS UTILIZADAS PELOS COROINHAS Em todo ato litúrgico as vestes utilizadas pelos sacerdotes, diáconos, ministros, cerimoniários, coroinhas, etc... adquirem suma importância na medida em que expressam o caráter de solenidade e nobreza do ato litúrgico. Para que este caráter possa ser expressado da melhor forma possível a Igreja Católica expõe alguns critérios quanto às vestes litúrgicas que encontramos na Introdução ao Missal Romano, parágrafos Entre eles, de forma resumida, destacamos alguns aspectos quanto a confecção, utilização e conservação das vestes litúrgicas. A Igreja admite, em relação a confecção das vestes litúrgicas, a expressão artística de cada região, aceitando adaptações que concordem com a índole e as tradições de cada povo, contanto que tudo corresponda devidamente ao uso a que se destinam as vestes. Os materiais utilizados para a confecção das vestes litúrgicas devem ser nobres e duráveis prestando-se bem ao uso sagrado. Podem-se usar, além dos tecidos tradicionais, os materiais próprios de cada região e mesmo algumas fibras artificiais que se coadunem com a dignidade da ação sagrada e da pessoa, a juízo da Conferência dos Bispos. A beleza e nobreza de cada vestimenta decorram não tanto da multiplicidade de ornatos, mas do material usado e da forma. Os ornatos apresentem figuras ou imagens ou então símbolos que indiquem o uso sagrado, excluindo-se os que não se prestam bem a esse uso. As diferentes cores das vestes sagradas visam manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados, e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do ano litúrgico. Com relação à cor das vestes sagradas, seja observado o uso tradicional, a saber: a) O branco é usado nos Ofícios e Missas do Tempo Pascal e do Natal do Senhor; além disso, nas celebrações do Senhor, exceto as de sua Paixão, da Bemaventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não Mártires, nas solenidades de Todos os Santos (1º de novembro), de São João Batista (24 de junho), nas festas de São João Evangelista (27 de dezembro), da Cátedra de São Pedro (22 de fevereiro) e da Conversão de São Paulo (25 de janeiro). b) O vermelho é usado no domingo da Paixão e na Sexta-feira da Semana Santa, no domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas festas natalícias dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos Mártires. c) O verde se usa nos Ofícios e Missas do Tempo Comum. d) O roxo é usado no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode também ser usado nos Ofícios e Missas dos fiéis defuntos. e) O preto pode ser usado, onde for costume, nas Missas dos fiéis defuntos. f) O rosa pode ser usado, onde for costume, nos domingos Gaudete (III do Advento) e Laetare (IV na Quaresma). g) Em dias mais solenes podem ser usadas vestes sagradas festivas ou mais nobres, mesmo que não sejam da cor do dia. O uso de vestes litúrgicas diferenciadas durante a celebração demonstra que na Igreja, que é o Corpo de Cristo, nem todos os membros desempenham a mesma função. Esta diversidade de funções na celebração da Eucaristia manifesta-se
5 5 exteriormente pela diversidade das vestes sagradas, que por isso devem ser um sinal da função de cada ministro. Portanto, elas devem servir para distinguir os diversos ministérios e funções desenvolvidas durante a celebração. Importa que as próprias vestes sagradas contribuam também para a beleza da ação sagrada, o decoro e a estética festiva da celebração segundo o grau de solenidade e a cor do tempo litúrgico ajudando a entender o mistério que se celebra e recordando aos que as utilizam o seu papel como ministros e servidores do ato litúrgico que exercitam em nome da Igreja e de Cristo. Em relação aos Coroinhas, há diversos modelos de veste litúrgica em uso no Brasil. Tendo em vista a fundamentação litúrgica descrita acima as dioceses devem, na medida do possível, aprovar um modelo padrão de veste litúrgica a ser utilizada pelos Coroinhas de sua diocese. A alva/túnica, segundo a Introdução do Missal Romano (n. 336) é a veste sagrada comum a todos os ministros ordenados e instituídos de qualquer grau. Deve ser branca do tamanho suficiente a quem a for utilizar e mantida sempre limpa e passada. Junto com ela o Coroinha pode usar, caso for necessário, um cíngulo, simplesmente branco ou na cor litúrgica correspondente e sobre os ombros uma espécie de capinha/moseta/opa com a cor litúrgica correspondente. Quando for usado o hábito talar (batina) essa deve ser de cor vermelha para diferenciar da usada pelos cerimoniários que é preta. Sobre a batina vermelha usase a sobrepeliz branca. No entanto, quando o conjunto batina vermelha e sobrepeliz for utilizada não se usa nem o cíngulo e nem a capinha/moseta/opa. Por fim, as vestes litúrgicas usadas tanto pelos sacerdotes, diáconos, bem como pelos ministros leigos são oportunamente abençoadas antes que sejam destinadas ao uso litúrgico, conforme o rito próprio de benção de vestes litúrgicas. Batina vermelha e sobrepeliz branca Túnica branca e cíngulo Túnica branca, cíngulo e capinha na cor litúrgica própria
6 6 RITOS INICIAIS A admissão de Coroinhas é feita na missa pelo Pároco ou Bispo. Tomam-se as leituras e demais orações, no todo ou em parte, da Liturgia do dia. De antemão, deverão estar preparados em uma mesa, bandeja ou algo semelhante e próximo ao altar, as vestes litúrgicas que serão entregues aos Coroinhas, devidamente identificadas com o nome de cada adolescente. Da mesma forma, o ambiente litúrgico seja ornado conforme o tempo litúrgico correspondente. Procissão de entrada Para os que serão admitidos como Coroinhas, seus pais e/ou padrinhos, sejam reservados os primeiros bancos da Igreja. Não participam da procissão de entrada. Permanecem aguardando nos bancos para eles reservados. Na procissão de entrada fazem parte os Coroinhas já instituídos (se houver), os Ministros da Eucaristia, os Diáconos e o(s) Sacerdote(s) por último. A Cruz Processional vai à frente. Segue-se o comentário inicial. Comentarista: Irmãos e Irmãs sejam bem-vindos. Nesta celebração eucarística nos alegramos imensamente por este grupo de novos Coroinhas que, depois de um tempo de formação e preparação para desempenhar os ofícios do altar, são admitidos oficialmente como Coroinhas e acolhidos pela comunidade. Importantíssimo e belo é o serviço que prestam estes adolescentes para a Igreja, testemunhado ao longo dos séculos pela coragem e perseverança com que os Coroinhas desempenharam seu ministério, alguns deles até o martírio. Hoje eles são um sinal da graça de Deus presente nesta comunidade, e dos diversos ministérios e carismas que o Espírito Santo suscita na sua Igreja para a edificação do Reino de Deus. Nesta celebração eles serão apresentados a toda comunidade e interrogados sobre suas motivações; darão o seu sim a este ministério; receberão as vestes litúrgicas abençoadas, dando início às suas atividades como Coroinhas nesta comunidade. Acolhamos, portanto, estes adolescentes que querem, desde cedo, se consagrar ao serviço do Senhor, juntamente com seus familiares. Acolhamos igualmente os demais Coroinhas, Ministros e presidente desta celebração, enquanto cantamos... Incluem-se demais pessoas que porventura participem desta procissão, tais como diáconos, etc. Canto... (Hino dos Coroinhas ou um alusivo aos Coroinhas) O Sacerdote dirige-se ao altar com os Diáconos, Ministros, Coroinhas, durante o canto de entrada. Chegando ao altar e feita a devida reverência, beija-o em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa-o. Em seguida, todos dirigem-se às cadeiras. Terminado o canto de entrada, toda a assembléia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz: S: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. O povo responde: T: Amém. O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o com a seguinte fórmula ou outra prescrita: S: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco! T: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
7 7 Segue-se o ato penitencial. O sacerdote convida os fiéis à penitência: Ato penitencial Fórmula 1 (Pode-se, no entanto, usar qualquer uma das três fórmulas tradicionais e as invocações alternativas para os diversos tempos litúrgicos) S: Irmãos e irmãs, reconheçamos as nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos mistérios. Ou, especialmente aos domingos: No dia em que celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, também nós somos convidados a morrer ao pecado e ressurgir para uma vida nova. Reconheçamo-nos necessitados da misericórdia do Pai. Após um momento de silêncio, usa-se a seguinte fórmula: S: Confessemos os nossos pecados. T: Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, e, batendo no peito dizem: por minha culpa, minha tão grande culpa. Em seguida, continuam: E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor. Segue-se a absolvição sacerdotal: S: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. T: Amém. Quando for prescrito, canta-se ou recita-se o hino: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém. Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz: Oremos. E todos oram em silêncio, por algum tempo. Então o sacerdote, abrindo os braços, reza a oração da coleta própria do dia. Ao terminar o povo aclama: T: Amém.
8 8 LITURGIA DA PALAVRA O leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura, que todos ouvem sentados. Ao final acrescenta: Palavra do Senhor. Todos aclamam: Graças a Deus. (Após as leituras, é aconselhável um momento de silêncio para meditação). O salmista ou o cantor recita o salmo e o povo, o estribilho. Se houver segunda leitura, o leitor a fará no ambão, como acima. Ao final acrescenta: Palavra do Senhor. Todos aclamam: Graças a Deus. Segue-se o Aleluia ou outro canto de aclamação ao Evangelho. Enquanto isto, o sacerdote, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa: Dá-me a tua bênção. O sacerdote diz em voz baixa: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o Seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo. O diácono responde: Amém. Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio: Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho. O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz: S: O Senhor esteja convosco. T: Ele está no meio de nós. O diácono ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz: S: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo N. T: Glória a vós, Senhor. Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho. Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz: S: Palavra da Salvação. T: Glória a vós, Senhor. O sacerdote ou o diácono beija o livro, rezando em silêncio: Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados. Nos domingos e festas de preceito, faça-se a homilia, também recomendável nos outros dias. Podese usar a homilia a seguir ou outra devidamente preparada. Após a homilia inicia-se o Rito de Admissão. Homilia Estimados Irmãos e Irmãs. Hoje estes adolescentes serão admitidos oficialmente como Coroinhas. Consideremos, portanto, o ministério que por eles será exercido. Jesus Cristo nosso Senhor quis que, pela ação do Espírito Santo, a Sua Igreja fosse ornada e enriquecida com dons e carismas colocados a serviço da comunidade cristã. Quiz também que cada cristão, recebido no seio da comunidade a partir do batismo, pudesse colocar seus dons e carismas a serviço da Igreja para a glória de Deus e santificação pessoal. Caros adolescentes, desde os seus primórdios a Igreja, que é mãe e mestra, acolheu e incentivou adolescentes que, como vós, quiseram prestar este valoroso serviço à comunidade, de modo especial nos atos litúrgicos, quando celebramos nossa fé, suplicamos e louvamos a Deus. Podemos lembrar aqui o testemunho de
9 9 São Tarcísio, no séc. III, e atualmente do beato Adílio que, exercendo seu ministério, e a ele doando-se por inteiro, não duvidaram em dar a própria vida em favor da missão a eles confiada pela Igreja. Desta forma eles, assim como também São Domingos Sávio e Santa Maria Goretti são exemplos para vós e junto de Deus intercedem para o bem do vosso ministério. Tenham-nos, portanto, como amigos e companheiros recorrendo a eles quando necessitar. O lugar previlegiado para a ação do Coroinha é a comunidade como um todo. Nas diversas necessidades da comunidade vós deveis dar a vossa colaboração. Mas a primeira função do Coroinha é, certamente, ajudar o povo a rezar. Desta forma deveis vos empenhar com todas as forças em cumprir com zelo e dedicação os serviços do altar em todas as celebrações eucarísticas e em todos os momentos de oração do povo de Deus. Quem serve a Missa, serve a Cristo e experimenta de perto que em cada ato litúrgico Jesus Cristo está presente e operante. Jesus está presente quando a comunidade se reúne para rezar e louvar a Deus. Jesus está presente na Palavra das Sagradas Escrituras. Jesus está presente sobretudo na Eucaristia, nas espécies do pão e do vinho. Desta forma a partir de hoje vos tornareis também defensores e guardiões da Eucaristia amando-a e procurando-a, em primeiro lugar, em vossas vidas, e ajudando os demais irmãos a também descobrirem e saborearem a grandeza deste sacramento. Estais, desta forma, a serviço do altar do Senhor. Vossa presença seja como que belas flores a ornar e dignificar ainda mais a celebração eucarística. Vossa presença alegre e jovial rejuvenesça e fortaleça a Igreja. Também vós, Coroinhas, por estardes tão próximos de Jesus sois chamados em particular a serdes jovens amigos de Jesus. Empenhai-vos em aprofundar e cultivar esta amizade com Ele. Desta forma descobrireis em Jesus um verdadeiro amigo para a vida. Por fim, o vosso serviço deve irradiar-se na vida, por todos os dias. Deveis ser exemplo de fraternidade para os demais jovens, seja na comunidade, na escola, na família, nos vários âmbitos da sociedade e no próprio grupo de Coroinhas onde sois convidados a ser obedientes e solícitos para com o seu Assessor(a) que vos educa e vos acompanha. Pois quem deseja servir Jesus Cristo dentro de uma igreja deve ser sua testemunha em toda a parte. Também procureis não descuidar da vossa vocação. Que neste tempo em que permanecerdes no grupo de Coroinhas possais escutar e não negar a voz de Jesus que vos chama a uma vocação que poderá ser de modo especial a vocação sacerdotal ou religiosa. Que possais, desta forma, amadurecer e crescer no conhecimento da vossa fé, progredir no caminho do bem e descobrir em Cristo o vosso melhor amigo, ajudando os demais a fazerem a mesma descoberta. Seja enriquecida, pois, a Igreja com vossos dons e sereis sempre mais enriquecidos com a graça de Deus que sempre vos acompanhará. Nunca falte também a estes adolescentes o testemunho cristão de toda a comunidade. Que ela jamais impeça os pequeninos de irem ao encontro de Cristo. Através do bom exemplo, seja a comunidade como que aquela sementeira bem preparada, que oferecerá a estes adolescentes não só a acolhida, o apoio, a motivação, e a oração necessárias para o desenvolvimento do seu ministério, mas todas as condições necessárias para que estes adolescentes possam desde cedo verdadeiramente consagrar sua vida a Deus e crescer em idade, estatura, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens, a exemplo de nosso Senhor Jesus Cristo.
10 10 RITO DE ADMISSÃO DE COROINHAS Imediatamente após a homilia inicia-se o Rito de Admissão de Coroinhas com a chamada dos candidatos, feita pelo Assessor responsável. Chamada Assessor: Reverendíssimo Padre N. Após vários encontros de preparação e formação, queremos apresentar os candidatos habilitados a prestarem o seu serviço na liturgia, como Coroinhas. Apresentar-se-ão, neste momento, para serem admitidos oficialmente como Coroinhas os e as seguintes adolescentes: S: Queiram apresentar-se. Cada candidato é chamado pelo nome completo. O(A) adolescente chamado(a) sai do banco onde está sentado(a) e dirige-se para o altar, ficando de frente para o Sacerdote. Admissão Os candidatos permanecem de frente para o Sacerdote. O Sacerdote dirigindo-se a(o) Assessor(a) interroga: S: Podes dizer-me se eles estão aptos a exercerem o ofício de Coroinha nesta comunidade? Assessor: Sim. Após o período de preparação exigido para exercer tal ministério, posso afirmar que eles estão aptos a desempenhar os serviços de Coroinha pois demonstraram, neste período de preparação, consciência e maturidade, dedicação e zelo pela Eucaristia e demais serviços da comunidade. O Sacerdote dirigindo-se aos Coroinhas interroga-os: S: Caríssimos filhos, tendes consciência do que estais pedindo? Candidatos: Sim, tenho! S: E o que pedis à Igreja? Candidatos: Quero ingressar no grupo de Coroinhas e desempenhar com dedicação e amor os serviços do altar e demais atividades desta comunidade. S: Antes de conceder-vos o ingresso, diante de Deus e do seu povo aqui reunido, eu vos pergunto: Quereis assumir o ofício de Coroinha, movidos pelo desejo sincero de servir à Igreja de Deus? Candidatos: Quero. S: Quereis desempenhar com o máximo cuidado e reverência os serviços do altar, obedecendo as determinações desta Paróquia e seguindo as orientações do(s) seu(s) Assessor(es)? Candidatos: Quero.
11 11 S: Estimados adolescentes. Vós escolhestes livremente e com exemplar generosidade servir a comunidade em todos os momentos de culto e de oração a Deus. Vós fostes preparados para este serviço, portanto, sejais fiéis e perseverantes no compromisso assumido. E eu, em nome da Igreja aqui reunida, acolho-vos oficialmente como Coroinhas desta paróquia N (desta comunidade N). Deus, que vos inspirou este bom propósito, vos conceda a graça da perseverança e vos una mais perfeitamente a Cristo através dos serviços a esta comunidade. Pode-se dar um sinal de acolhimento da comunidade aos novos Coroinhas. Vestição da túnica ou batina Neste momento o Cerimoniário, ou outra pessoa encarregada, convida e orienta a mãe - ou na falta desta a madrinha, ou o padrinho, ou o pai do(a) adolescente - para que se dirija ao seu filho(a) ou afilhado(a) para vestir-lhe a túnica. Enquanto isto acontece, leva-se à presença do Sacerdote, ou este se dirige à mesa ou bandeja onde estão dispostas, as vestes litúrgicas preparadas anteriormente e que serão neste momento abençoadas e depois entregues aos adolescentes. Se várias peças litúrgicas estiverem reunidas no mesmo local o Sacerdote, em intenção, abençoa somente a túnica. Benção das vestes litúrgicas S: Oremos: Ó Deus de bondade, que ornais a Vossa Igreja de ministérios e carismas e a guiais com amor e misericórdia, dignai-vos abençoar + estas vestes litúrgicas que serão usadas por estes Vossos filhos e filhas que desejam servir fielmente o Vosso altar. Dignificando a oração do Vosso povo, e permanecendo constantemente na Vossa presença possam eles ser confortados pelas virtudes dos sacramentos e caminhar sem tropeço rumo ao banquete celeste, à festa que jamais se acaba. Por nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na unidade do Espírito Santo. T: Amém. O Sacerdote asperge as túnicas, ou batinas, com água benta. Neste momento o Sacerdote entrega a túnica ao familiar do(a) respectivo(a) adolescente. Este a impõe no respectivo filho/afilhado. Enquanto isto se pode guardar silêncio. Terminada a vestição da túnica o familiar retorna ao banco. A vestição do cíngulo e da capinha/mozeta/opa com a cor litúrgica ou a sobrepeliz que segue a partir de agora são opcionais e de acordo com o modelo de veste litúrgica utilizada pela comunidade. Note que não usa a capinha/mozeta/opa e o cíngulo quem veste a sobrepeliz sobre a batina vermelha. Veja as Orientações sobre as Vestes Litúrgicas dos Coroinhas. Obviamente nas comunidades em que não se usam alguma destas vestes a parte correspondente do rito é omitida. Vestição do cíngulo Após a vestição da túnica segue-se a do cíngulo onde for costume e onde os houver em número suficiente. Os Coroinhas são cingidos com o cíngulo por um Assessor ou auxiliar conforme o modo correto de o colocar. Enquanto isso acontece pode-se cantar ou apenas pôr uma música de fundo. Nos locais onde os Coroinhas usam a batina vermelha e a sobrepeliz não se use o cíngulo, conforme orientações. Vestição da Capinha/Moseta/Opa Usam-se as cores litúrgicas próprias do tempo que se celebra. Se houver Coroinhas antigos no grupo - já instituídos - estes vestirão a capinha/moseta/opa nos novos Coroinhas.
12 12 Vestição da Sobrepeliz Nos lugares onde se usa o hábito talar (batina) usa-se a sobrepeliz. Quando ela for usada a parte do rito que corresponde à vestição da Capinha/Moseta/Opa e do Cíngulo é omitida. Para a vestição da batina vermelha se segue o rito para Vestição da túnica ou batina acima descrito, seguido imediatamente pela vestição da sobrepeliz. Terminado o Rito de Admissão de Coroinhas seja feita, quando prescrita, a profissão de fé. Em seguida, faz-se a oração universal ou dos fiéis. A prece que segue será realizada por um neo- Coroinha em nome de todo o grupo. As demais preces seguem após. Neo-Coroinha: Deus nosso Pai, que amais os pequeninos e a eles prometestes o Vosso Reino, neste dia em que nos consagramos ao Vosso serviço, pedimos que a Vossa graça sempre nos acompanhe para que possamos servir esta comunidade com dedicação e zelo. Que os nossos irmãos na fé nos ajudem a cumprir esta missão, rezando por nós e nos apoiando. Igualmente, pedimos a Vossa proteção sobre a nossa vida, nossa família, nosso(a) Assessor(a) e nosso grupo de Coroinhas. Que a exemplo dos santos Anjos e dos nossos Santos padroeiros sempre Vos possamos melhor servir e amar. Que, igualmente, em cada celebração eucarística, possamos ajudar nossos irmãos a melhor rezar e Vos encontrar. Rezemos ao Senhor... T: Senhor, escutai a nossa prece. Ou outra resposta apropriada. Seguem as demais preces e a conclusão da Oração dos Fiéis pelo Sacerdote. Após a Oração dos Fiéis tem início a Liturgia Eucarística com a preparação das oferendas. LITURGIA EUCARÍSTICA Preparação das oferendas Segue o ofertório normalmente. Desta vez os neo-coroinhas servem o altar. A partir deste momento os neo-coroinhas participam junto com os demais a partir do presbitério. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II (ou outra à escolha) Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz: S: O Senhor esteja convosco. T: Ele está no meio de nós. S: Corações ao alto. T: O nosso coração está em Deus. S: Demos graças ao Senhor, nosso Deus. T: É nosso dever e nossa salvação.
13 13 Na verdade é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e onipotente, por Cristo, Senhor nosso. Ele é a vossa palavra viva, pela qual tudo criastes. Ele é o nosso salvador e redentor, verdadeiro homem, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. Ele, para cumprir a vossa vontade, e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora da sua paixão a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição. Por ele os anjos celebram vossa grandeza e os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz: O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio. Ao final, une as mãos e, com o povo, canta ou diz em voz alta: T: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! Em todas as missas, o sacerdote deverá proferir com voz inteligível a Oração Eucarística; poderão ser cantadas aquelas partes que, segundo o rito da concelebração, forem apropriadas ao canto. Na primeira Oração Eucarística ou Cânon Romano, pode-se omitir o que estiver entre parênteses. O sacerdote, de braços abertos, diz: S: Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade. Une as mãos e as estende sobre as oferendas, dizendo: S: Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo: a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso. T: Santificai nossa oferenda, ó Senhor!. Nas fórmulas que seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a natureza das mesmas: Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue: ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS. Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la. Então prossegue: Do mesmo modo, ao fim da ceia, toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue: ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM. Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal, e faz genuflexão para adorá-lo. Em seguida, diz: Eis o mistério da fé! T: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus! O sacerdote, de braços abertos, diz:
14 14 S: Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir. T: Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!. E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo. T: Fazei de nós um só corpo e um só espírito! 1C: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o papa N., com o nosso bispo N. e todos os ministros do vosso povo. T: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja. Nas missas pelos fiéis defuntos pode-se acrescentar: Lembrai-vos do vosso filho (da vossa filha) N., que (hoje) chamastes deste mundo à vossa presença. Concedei-lhe que, tendo participado da morte de Cristo pelo batismo, participe igualmente da sua ressurreição. T: Concedei-lhe contemplar a vossa face. 2C: Lembrai-vos também dos (outros) nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face. T: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos. S: Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho. T: Concedei-nos o convívio dos eleitos!. O sacerdote ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo: S: Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre. T: Amém! RITO DA COMUNHÃO Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, unindo as mãos: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer: Ou: O sacerdote, com o povo, abrem os braços e prosseguem: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos
15 15 a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos: S: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador. O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração, aclamando: T: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre! O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. O sacerdote une as mãos e conclui: Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo. T: Amém. O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta: A paz do Senhor esteja sempre convosco. T: O amor de Cristo nos uniu. Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote acrescenta estas palavras ou outras semelhantes: S: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus. E todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade; o sacerdote saúda o diácono ou o ministro. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna. Enquanto isto, canta-se ou recita-se: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz. Estas palavras podem ser repetidas várias vezes, se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez, se diz: dai-nos a paz. O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia e, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. E acrescenta, com o povo, uma só vez:
16 16 T: Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a). O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio: Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna. Comunga o Corpo de Cristo. Depois, segura o cálice e reza em silêncio: Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna. Comunga o Sangue de Cristo. Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar, diz a cada um: S: O Corpo de Cristo. O que vai comungar responde: T: Amém! O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo. Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito. Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão. Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice. Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio: Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno. O sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor. De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz: S: Oremos. E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo em silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida, o sacerdote, abrindo os braços, diz a oração depois da comunhão. Ao terminar, o povo aclama: Amém. RITOS FINAIS Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo. Segue-se o rito de despedida. O sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo: S: O Senhor esteja convosco. T: Ele está no meio de nós. O sacerdote abençoa o povo, dizendo: S: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo. T: Amém. Em alguns dias ou ocasiões, esta fórmula de bênção poderá ser substituída, de acordo com as rubricas, por outra fórmula mais solene, ou pela oração sobre o povo. Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos: Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. T: Graças a Deus. Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros. Os Coroinhas iniciam a procissão retornando à sacristia.
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Índice. O ue é a Missa? calendário litúrgico. estrutura da Missa. A Missa. Ritos iniciais. Liturgia da alavra. Liturgia eucarística.
Este missal é meu e serve para eu acompanhar a Missa (também chamada Eucaristia) e aprender muitas coisas relacionadas com esta tão importante celebração. Acompanho tudo o que se passa na Missa a partir
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