silves HISTÓRIA DO CONCELHO DE SILVES
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- Lúcia Lancastre Varejão
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1 silves concelho PT
2 silves O verde dos laranjais nos vales férteis. O mar azul. A vida intensa de uma praia internacional. O pitoresco das casas rodeadas de amendoeiras e alfarrobeiras. As amplas extensões de serra convidando a agradáveis passeios, ao contacto com a natureza. Atrativos do concelho de Silves, para férias feitas do prazer de viver. HISTÓRIA DO CONCELHO DE SILVES A presença do homem do Paleolítico é confirmada por uma estação arqueológica. Toda a área do concelho de Silves foi, porém, habitada no Neolítico e na Idade dos Metais, como confirmam os muitos achados arqueológicos, sendo de referir a abundância de monumentos megalíticos - menires em arenito vermelho da região ou em calcário. O rio Arade foi, desde tempos remotos, uma via de penetração dos barcos dos povos fenícios, gregos e cartagineses, atraídos pelo cobre e pelo ferro extraídos no ocidente algarvio. Comprova-o a estação arqueológica do Cerro da Rocha Branca, infelizmente destruída, a menos de um quilómetro de Silves, que foi habitada desde o final da Idade do Bronze e que, no séc. IV a.c., teve uma forte muralha de defesa e ocupação posterior nos períodos romano e muçulmano. É à navegabilidade do rio Arade e à sua posição estratégica no alto de um morro, dominando um vasto espaço, que Silves deve a sua fundação, possivelmente durante o domínio romano. Mas é com a ocupação muçulmana, iniciada por volta de 714/716, que Silves se torna a cidade próspera que no séc. XI foi capital do Algarve e que, segundo alguns autores, chegava a ultrapassar Lisboa em dimensão e importância. Neste período, Silves é igualmente um centro cultural onde residem poetas, historiadores e juristas. As convulsões religiosas e políticas que assolaram o mundo islâmico nos sécs. XI e XII repercutiramse em Silves pelas frequentes mudanças dos seus senhores e por cercos e lutas entre fações rivais. Tal facto foi aproveitado pelo rei D. Sancho I para, com o seu exército e o apoio de cruzados do Norte da Europa que se dirigiam à Palestina, pôr cerco à cidade em A luta por Silves foi demorada e cruenta, tendo muitos dos seus habitantes perdido a vida, segundo as crónicas do tempo, vencidos pela fome e pela sede ou trucidados aquando do saque dos cruzados. O domínio português manteve-se por menos de dois anos, já que em 1191 a cidade foi recuperada pelos mouros. Apesar de ter perdido muita da sua população e riqueza, Silves foi elevada a sede de bispado e do governo militar após a conquista definitiva da cidade, no âmbito da ocupação cristã do Algarve -2/9 -, finalizada no reinado de D. Afonso III. Os séculos seguintes foram difíceis para Silves que, pela perda do comércio com o Norte de África e pelo progressivo assoreamento do rio, viu afastar-se o lucrativo tráfego marítimo - (e com ele a influência económica, política e militar), enquanto localidades como Lagos, Portimão e Faro se tornavam mais relevantes. Catástrofes naturais como a peste, os terramotos e as febres, provocadas pelo pântano em que se transformara o Arade, contribuíram também para a decadência da cidade. O golpe de misericórdia foi dado em 1534, com a bula papal que permitia a transferência da sede do bispado para Faro, o que veio a acontecer anos depois. Silves nunca mais recuperou o seu esplendor passado e, durante quase três séculos, foi uma cidade com um número reduzido de habitantes. A fruta seca e, sobretudo, a cortiça vieram dar na última metade do séc. XIX nova vida e prosperidade à cidade, que se tornou num dos principais centros da sua transformação. Hoje, Silves é uma cidade orgulhosa do seu passado, sede de um concelho com uma economia em crescimento e diversificada. VISITAR SILVES O vermelho escuro das fortes muralhas do castelo dominando a cidade e a paisagem em redor. A arquitetura feita de luz e arte de uma igreja gótica. Os vestígios da presença árabe na história da cidade. As ruas de casas brancas que refletem o Sol e o céu azul. Atrativos de Silves, onde o passado se junta ao presente para tornar cada visita uma recordação que perdura.
3 Silves - LC SÉ VELHA Edificada com o belo grés vermelho da região, possivelmente no local da antiga mesquita, o início da sua construção data da segunda metade do séc. XIII ou início do séc. XIV. Os trabalhos prosseguiram até meados do séc. XV, após desabamento parcial. Sofreu alterações arquitetónicas no séc. XVIII. A fachada principal é dominada pelo portal gótico, envolto por um espaldar que termina num varandim suportado por cachorros com carrancas. O óculo e os dois botaréus completam os elementos da construção primitiva, já que toda a restante fachada e as torres são barrocas. Ainda no exterior, de realçar a grande janela ogival, com quatro colunelos, junto à escadaria, e o formoso conjunto da cabeceira da igreja. Interior de três naves, com colunas de desenho singelo e arcos ogivais. O transepto e a abside constituem, pela sua beleza, um bom exemplo da arte gótica. Capela-mor ladeada por absidais com abóbada nervurada. No altar-mor, uma imagem de jaspe de Nossa Senhora com o Menino (séc. XVI). No chão, lápides funerárias, referindo-se uma delas à sepultura do rei D. João II (1455/1495), falecido em Alvor, mais tarde trasladado para o Mosteiro da Batalha. Capelas colaterais do Santíssimo e de Nosso Senhor dos Passos, com imagens do séc. XVIII. Junto à entrada principal abre-se a capela gótica de João do Rego, situada por baixo da torre sineira, que contém dois arcossólios. Entre o património da Sé Velha contam-se duas grandes telas representando São José e Santa Bárbara (séc. XVIII), o retábulo renascentista (séc. XVI) de uma das capelas laterais e os túmulos de mármore de João Gramaxo (1516) e de um bispo, com o relevo de um báculo. CAPELA DE NOSSA SENHORA DOS MÁRTIRES Situada extramuros, foi erguida no séc. XII, em princípio para recolher os portugueses e cruzados mortos durante a primeira conquista de Silves. Foi reconstruída no séc. XVI e, mais tarde, no séc. XVIII. Fachada principal ao gosto barroco, enquanto o denticulado da capela-mor pertence ao período manuelino (séc. XVI). Capela-mor com abóbada artesoada, rematada com cruzes de Cristo e símbolos religiosos e militares. Retábulo do séc. XVI. Na capela, encontram-se também dois retábulos provenientes da Sé, em talha dourada (séc. XVIII). CRUZ DE PORTUGAL Localizada junto à antiga estrada que estabelecia as ligações com o Norte e com o reino de Portugal (esta é, possivelmente, a origem do seu nome), desconhece-se a data exata da sua realização (séc. XV ou início do séc. XVI). É um dos mais formosos cruzeiros portugueses, tendo numa das faces Cristo crucificado e, na outra, a Mater Dolorosa. A base data de Cruz de Portugal - LC Sé Velha - LC IGREJA DA MISERICÓRDIA Edifício do séc. XVI, revela a sua origem manuelina num pórtico lateral muito lavrado, colocado acima do solo, possivelmente a primitiva entrada. Na fachada principal, um pórtico de linhas clássicas. Interior de uma só nave. Capela-mor com abóbada nervurada e retábulo renascentista (séc. XVI), com pinturas posteriores. Conjunto de bandeiras da Misericórdia, ainda utilizadas em procissões. PELOURINHO Símbolo do poder municipal. Reconstruído a partir de elementos do séc. XVI. Exemplar único em todo o Algarve. CENTRO HISTÓRICO O tempo e o homem alteraram a cidade muçulmana e cristã que foi cabeça do Algarve. Silves mantém, porém, muito do seu encanto nas ruas da antiga almedina, que respeitam o traçado medieval. As construções que se estendem das muralhas até ao rio são, em muitos casos, bons exemplos da arquitetura burguesa do final do séc. XIX e primeiras décadas do séc. XX, associada à prosperidade trazida pela indústria da cortiça. Pode também fazer-se uma leitura do passado da cidade. A atual Rua da Sé foi a Rua Direita onde se aglomeravam as lojas dos grandes mercadores. A judiaria ficava entre a Rua da Porta de Loulé e a atual casa paroquial, enquanto a sinagoga ficava extramuros. A passagem entre a judiaria e a sinagoga era, então, feita pela Porta de Loulé, a oriente da cidade, sensivelmente, perto do castelo. E os muçulmanos conquistados tiveram, como sucedeu em todo o Portugal, as suas habitações fora das muralhas - a mouraria - que se situavam aproximadamente na área hoje delimitada pelas Ruas Samora Barros e Francisco Pablos.
4 CASTELO O maior castelo do Algarve, e o mais belo monumento militar da época islâmica em Portugal, tem origem na cintura de muralhas construídas durante o período de ocupação muçulmana, provavelmente sobre fortificação tardo-romana ou visigótica (sécs. IV/V). Onze torres, das quais duas albarrãs - unidas às muralhas por um arco de suporte ao caminho de ronda -, e fortes muralhas envolvem uma superfície de aproximadamente metros quadrados. A porta dupla de entrada é defendida por duas torres, existindo ainda o postigo da porta da traição nas muralhas voltadas a norte. Quatro das torres, modificadas aquando da reconstrução realizada no séc. XIV ou XV, têm portas góticas, salas abobadadas e pedras marcadas com as siglas dos pedreiros medievais. O castelo, que abrigava a antiga alcáçova islâmica - o Palácio das Varandas cantado pelos poetas (local de residência do senhor da cidade e de altos dignitários, de que foram encontrados vestígios nas escavações de sondagem realizadas) -, contém um poço muito profundo (cerca de 60 m), uma grande cisterna com quatro abóbadas assentes em altas colunas e grandes silos subterrâneos para guardar cereais. As suas torres e muralhas são um magnífico miradouro sobre a paisagem circundante. Ponte romana - LC MUSEU MUNICIPAL DE ARQUEOLOGIA Encostado a uma das muralhas da cidade, tem no seu interior um poço-cisterna de origem islâmica (séc. XI), revestido a alvenaria e taipa, com uma profundidade de 18 metros e 2,5 metros de diâmetro. Uma escadaria em caracol dá acesso ao fundo. O poço foi entulhado no séc. XVI e sobre ele foi construída uma casa que ocupava o local onde hoje se ergue o museu. As coleções do museu incluem um acervo arqueológico do concelho, merecendo referência especial a coleção de cerâmica muçulmana recolhida nas escavações feitas no castelo. Museu Municipal de Arqueologia - VC Castelo - VC MURALHAS DA CIDADE As defesas de Silves, além do castelo, compunham-se por três linhas de muralhas, segundo a descrição de um cruzado que participou na sua conquista. Dessas muralhas apenas restam alguns panos construídos em arenito vermelho e taipa - mistura de argila, cascalho, areia e cal - e algumas torres que protegiam a área residencial, ou almedina, de Silves. Com pouco mais de um quilómetro de extensão, abrangiam uma área de sete hectares. Das quatro portas da Almedina, resta o Torreão da Porta da Cidade, composto por uma torre albarrã, construída no séc. XII ou XIII, que dá acesso à cidade através de dois corredores. A torre tem, no interior, duas salas e anexos onde durante séculos esteve instalada a Câmara Municipal e, desde 1983, os serviços da Biblioteca Municipal. O seu acesso é feito por uma escada exterior, construída posteriormente, e pelos dois altos passadiços originais. Muralhas - LC PONTE SOBRE O RIO ARADE Construção de origem medieval, estabeleceu, até há poucos anos, as ligações de Silves com o litoral. conhecer o concelho de silves SÃO BARTOLOMEU DE MESSINES Situada num longo e fértil vale, mantém em algumas ruas, como a do Remexido, o pitoresco de uma povoação algarvia. Local de nascimento do poeta João de Deus ( ), autor da Cartilha Maternal, método de aprendizagem das primeiras letras largamente utilizado no final do séc. XIX e no início do séc. XX. Placas assinalam as duas casas onde viveu. Ao edifício construído no séc. XVI, na transição do estilo manuelino para o renascentista, foi, no início do séc. XVIII, adicionada uma fachada barroca de grande efeito paisagístico, pelo contraste entre o branco das paredes e as cantarias em grés vermelho, realçado pelo espaçoso adro com escadório e entrada formada por pilastras. Interior de três naves com arcos redondos, suportados por colunas salomónicas. O arco triunfal da capela-mor tem colunas tríplices não torcidas. Retábulo em talha dourada (séc. XVIII). As duas capelas colaterais têm abóbadas artesoadas manuelinas, enquanto as capelas laterais revelam já o estilo renascentista nos seus arcos. Os retábulos de talha dourada (séc. XVIII) são de boa feitura, merecendo especial atenção os frontais policromos em baixo-relevo, de decoração marcadamente barroca. No topo das naves laterais, dois painéis de azulejos policromos do séc. XVII, representando a Eucaristia e a Nossa Senhora da Conceição. Do mesmo século são os azulejos que revestem as faces interiores de três altares laterais. O elegante púlpito, executado com mármores da região, é uma pequena obra -prima do barroco (início do séc. XVIII). Nos mesmos mármores, outras peças de mobiliário sacro, como a mesa e a pia de água benta. A igreja detém, ainda, um valioso conjunto de imagens dos sécs. XVI a XVIII, com destaque para as dedicadas à Virgem: Nossas Senhoras da Conceição, da Glória e da Saúde. Algumas ermidas ao gosto rural evocam devoções antigas: São Sebastião, dentro da povoação, e, em pequenos outeiros circundantes, Santa Ana, São Pedro e Senhora da Saúde, que numa das paredes tem uma cruz feita com azulejos policromos do séc. XVII.
5 PÊRA Em volta da igreja, muitas das ruas conservam as casas tipicamente algarvias, de paredes caiadas e platibandas decoradas. À DESCOBERTA DE MENIRES Igreja matriz de S. B. Messines - LC A área de São Bartolomeu de Messines é rica em vestígios do passado. Entre eles contam-se os menires, testemunhos da cultura megalítica no Algarve (IV-III milénios a.c.), como o de Monte de Alfarrobeira, convertido em estela decorada na Idade do Bronze, e os do Cerro da Vilarinha, dos Gregórios e de Abutiais, que se encontram tombados. Do mesmo período é o santuário da Rocha, em Vale Fuseiros, constituído por pequenas covas abertas na rocha e com uma extensão de quase 100 metros. ALGOZ O verde dos laranjais, das figueiras e das amendoeiras rodeia a povoação que ainda mantém algumas casas antigas, bonitas chaminés rendilhadas e humildes ermidas de paredes brancas. Com a arquitetura singela do séc. XVIII, tem no seu interior pequenos tesouros de arte. Os azulejos do séc. XVII, que revestem as paredes e a abóbada do batistério, têm grande efeito decorativo. O retábulo de talha dourada da capela do Santíssimo, ao gosto rocaille, e os retábulos dos dois altares colaterais (séc. XVIII). E as imagens, com destaque para duas figuras processionais de Cristo vestido com saiote. Exteriormente sem valor arquitetónico. A talha dourada da capela-mor, das capelas colaterais e das capelas de Nossa Senhora do Rosário e do Sagrado Coração de Jesus constituem um conjunto de retábulos representativos da arte algarvia da época (séc. XVIII). Paredes laterais da capela-mor revestidas com azulejos, representando os quatro evangelistas enquadrados por molduras barrocas e, na abóbada, azulejos de figura avulsa (séc. XVIII). Núcleo de imagens da mesma época. Do tesouro sacro fazem parte paramentos e uma custódia de prata de bom lavor. O adro da igreja é um excelente miradouro sobre os campos e o mar. IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO A arquitetura pobre da fachada oculta uma capela-mor com um retábulo de talha de bom desenho, evidenciado nas colunas e no sacrário (início do séc. XVIII). Mais tardias, e ao gosto rocaille, as decorações das paredes, dos tetos e a talha do baldaquino da tribuna. Telas do pintor algarvio Rasquinho (sécs. XVIII/XIX). UMA LARGA E BONITA PRAIA Armação de Pêra foi, durante séculos, um povoado de pescadores atraídos pela abundância de peixe, sobretudo atum e sardinha, que depois de salgado era vendido no Sul e Centro do país. Para sua defesa contra os ataques dos piratas e corsários, foi erguida no séc. XVII, por iniciativa de um próspero proprietário de barcos e artes de pesca, a pequena fortaleza da qual resta um dos muros com portal encimado pelas armas reais, numa pequena elevação sobranceira ao mar. Data de igual período a capela no seu interior, dedicada a Santo António. A Armação de Pêra de hoje mantém a tipicidade das fainas de pesca na praia dos Pescadores. Mas são os turistas, atraídos pelo extenso areal e pelas águas cálidas, que lhe dão uma vida cosmopolita, animada e colorida. Armação de Pêra - HR CELEIRO DO MONTE DA PIEDADE Pertenceu à antiga associação mutualista que apoiava os seus membros através de empréstimos. O portal é, possivelmente, um aproveitamento de cantarias do séc. XVI. A fachada, além da placa que refere a data de 1704, contém um decorativo óculo e uma cruz feita com azulejos policromos de padrão (séc. XVIII). ERMIDA DE NOSSA SENHORA DO PILAR Situada no alto de uma colina, é um bom miradouro das paisagens em redor. O conjunto do pequeno altar surpreende pela harmonia conseguida entre o retábulo de talha, o frontal e os azulejos (início do séc. XVIII). Arco triunfal com pinturas decorativas, emoldurando passos da paixão de Jesus Cristo (séc. XVIII). Praia Grande - HR ALCANTARILHA A igreja domina, com as suas paredes caiadas, a povoação que se espraia pela colina. Do edifício primitivo do séc. XVI apenas resta a capela-mor manuelina, à qual foi adicionado um retábulo de talha dourada do séc. XVIII. Capela batismal com silhar de azulejos (séc. XVII). Na sacristia, um valioso arcaz encimado por nicho decorado com acanto (séc. XVIII). Anexa à igreja, a Capela dos Ossos, com cerca de 1500 caveiras revestindo as paredes e teto. IGREJA DA MISERICÓRDIA Exteriormente singela. No interior, merecem ser vistos a imagem, o retábulo de talha dourada do altar e as bandeiras utilizadas em procissões (séc. XVIII). CASTELO De origem medieval, tinha como missão defender a população de Alcantarilha e as povoações em redor dos ataques dos piratas mouros. Reconstruído nos sécs. XVI/XVII, está atualmente em ruínas. SILVES E OS DESCOBRIMENTOS Silves participou na primeira fase da gesta dos Descobrimentos, dinamizados pela presença do Infante D. Henrique, o Navegador (1394/1460), no Algarve. É a um Diogo de Silves que se deve a primeira viagem de reconhecimento dos Açores. João do Rego, Cavaleiro da Casa do Infante D. Henrique, e Gastão da Ilha, ligado ao povoamento da ilha da Madeira, têm os seus túmulos na Sé Velha. E um bispo de Silves chegou a armar uma caravela para as navegações nas costas de África. São, porém, os Descobrimentos uma das causas da decadência de Silves, ao fazer dos portos do litoral algarvio os novos centros económicos e políticos.
6 DESCER O RIO ARADE OS PRAZERES DA MESA Durante milénios, barcos vindos do Atlântico e do Mediterrâneo subiram e desceram o rio. Refazer esse percurso é caminhar pela história, que começa em Silves e, logo em seguida, na antiga península onde se ergueram a feitoria e a fortaleza do Cerro da Rocha Branca. Mais abaixo, os restos de uma torre de vigia medieval. E no ilhéu do Rosário, vestígios da presença dos romanos. Foi neste troço do rio que acostaram os barcos dos cruzados aquando da primeira conquista de Silves e, antes deles, em 966, uma frota de navios vikings, desejosos de saque, foi cercada e parcialmente destruída. Continuando rio abaixo, chega-se a Portimão e ao mar, às fortalezas que defendiam a barra do rio. À beira-mar, é o peixe acabado de pescar pelos barcos de proas coloridas que faz as honras da mesa. Sardinhas, carapaus, sargos, robalos e muitos outros peixes deliciam quem gosta de grelhados. O marisco, da lagosta ao camarão e à amêijoa, também não falta. E quem gosta de receitas típicas dos pescadores delicia-se com a caldeirada à tia Chica, as sardinhas albardadas e os carapaus alimados. Mais para o interior, a cozinha tem outros sabores, como as papas de milho ou as fatias de Barrocal (feitas com pão, ovo e açúcar). Nos doces, têm fama os morgados de Silves, decorados com folhas e flores de açúcar, as lesmas, recheadas com ovos-moles, e os folhados de Messines. Para completar a refeição, não podem faltar as doces laranjas e tangerinas, as romãs, as uvas e os figos produzidos no fértil pomar que é grande parte do concelho de Silves. E também o mel, com sabor a alecrim e rosmaninho, e a aguardente de medronho dos povoados serranos. ENTRE POMARES E SERRAS O vasto triângulo definido por Silves, São Bartolomeu de Messines e Armação de Pêra é terra de pomares e hortas, de pequenas povoações com casas caiadas e de janelas e portas debruadas a azul. Percorrê-lo, é a oportunidade de apreciar o colorido dos laranjais, o rosado das romãs, o verde pálido das amendoeiras, as formas dramáticas das figueiras rentes ao chão e as grandes copas das alfarrobeiras. Para norte, são as serras de formas redondas como seixos rolados, cobertas de uma vegetação tipicamente mediterrânica, em que estão presentes sobreiros, medronheiros, azinheiras, estevas e urzes. Além de brotarem aqui também muitas espécies de uma flora diversificada, interessante do ponto de vista botânico, afeita aos solos pobres de xisto e ao clima. Nesta paisagem feita de sol, sente-se a frescura das barragens do Arade e do Funcho, enquanto o casario branco de povoações rompe o quase deserto das serranias. Todo este espaço é habitado por uma fauna variada que tem nas aves o seu principal atrativo, com cerca de oitenta espécies nidificadas. Facto que torna a serra um ponto de observação privilegiado de aves, como o açor, o gavião, o pombo torcaz, os pica-paus, as canoras cotovias, os melros, os rouxinóis e os pintassilgos. Cerro da Vila - LC Morgado de Silves - TA Lisboa Lisboa IP Laranjeira - TA 502 Barragem do Arade - LC IP1 ARTESANATO DE TODOS OS TEMPOS As finas rendas de bilros que uma artesã produz em Silves, tal como os trabalhos de empreita e esparto que ainda ocupam as mulheres das pequenas povoações espalhadas pelo concelho, são exemplo das antigas técnicas e tradições que se mantêm vivas nos nossos dias. Mais ao gosto dos tempos atuais são os azulejos, as peças de cerâmica, as pequenas miniaturas de típicas casas algarvias, as colchas e as almofadas, feitas com coloridos retalhos de pano produzidos em Silves. E também as joias e outros objetos decorativos realizados na aldeia serrana de São Marcos da Serra IP1 Lagos Sagres IC4 530 IC Faro Espanha Museu da Cortiça - VC Vale de Lapa 526 N
7 silves Flor de amendoeira - TA Fábrica do Inglês - LC Ficha Técnica Edição e propriedade: Região de Turismo do Algarve IGeoE Tradução: Inpokulis Impressão: Gráfica Comercial Hélio Ramos (HR), Luís da Cruz (LC), Miguel Veterano (MV), Vasco Célio (VC) IC27 N268
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