IVA. Esclarecimentos sobre o Preenchimento do Modelo 106. e respetivos anexos. Perguntas frequentes:

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1 IVA Esclarecimentos sobre o Preenchimento do Modelo 106 e respetivos anexos Perguntas frequentes: PERG: O que é o novo modelo 106? RESP: É a declaração periódica mensal que demonstra o valor acrescentado e o imposto que resulta das taxas aplicadas a cada transação. O valor acrescentado é o que resulta da diferença entre as transações de venda e de compra. O imposto a aplicar a cada uma das transações é o que estiver regulado. Estas transações, quando efetuadas no período regulamentar, são descritas, respetivamente, nos anexos de clientes e no de fornecedores. As transações que tenham sido omissas no período regulamentar ou que careçam de correção são inscritas nos anexos de regularizações. Não poderão ser considerados custos de compras para efeitos de IUR os documentos que não apareçam em algum dos anexos de fornecedores (normal ou de omissões e correções). O valor das vendas para efeito de IUR será comparado com os documentos constantes nos anexos de clientes (normal ou de omissões e correções) e deverá haver coerência entre as duas declarações. PERG: No caso de preenchimento dos campos 11,12,13 ou 14,15 e 16 as operações devem ser relevadas ao mesmo tempo no anexo de clientes e de fornecedores? 1

2 RESP: Como se trata de uma aquisição/compra só deve constar no anexo de fornecedores. As duas colunas do IVA serão preenchidas em simultâneo. PERG: Uma vez que a expressão documentos equivalentes foi retirada do Código do IVA a partir de 2014, mantêm-se os tipos de documentos VD Venda a Dinheiro e RA Recibo de Adiantamento? RESP: Negativo, os códigos VD e RA não se mantêm. Os documentos VD Vendas a dinheiro e RA Recibos de Adiantamento já não figuram como tipos de documento elegíveis. As VD deverão agora ser classificadas como FR Fatura-Recibo. PERG: Aplicação prática da seguinte instrução de preenchimento. RESP: Observemos a título de exemplo algumas das situações possíveis: 1. Numa venda à taxa normal em anexo de clientes deve-se preencher 01. Os campos do modelo que devem ser somados é o 01 pela base de incidência e o 02 pelo valor do IVA. 2. Numa compra de outros bens de consumo em anexo de fornecedores deve-se preencher o campo 21. Os campos do modelo que devem ser somados é o campo 21 pela base de incidência e o campo 22 pelo valor do IVA. 3. Se forem anexos de regularização, a segunda linha (declaração anterior) deve ser igual à linha original que se pretende corrigir. 2

3 A primeira linha deve ter como destino um dos 4 campos possíveis (independentemente de ter como proveniência um registo efetuado nos anexos de regularização de cliente ou de fornecedor). 4. Se for por iniciativa da Administração Fiscal deve-se por como destino ou o campo 27 (se a correção for a favor do sujeito passivo) ou o campo 28 (caso a correção se processe a favor do Estado). 5. Se for por iniciativa do contribuinte deve-se pôr como destino ou o campo 29 (se a correção for a favor do sujeito passivo) ou o campo 30 (caso a correção se processe a favor do Estado). PERG: No que concerne aos anexos de regularizações, estamos com dúvidas no que se pretende para a Linha Declaração anterior e coluna Iniciativa que não encontramos justificação para as mesmas. RESP: Tratando-se de um anexo que pretende ilustrar informações que, tendo sido oportunamente omitidas ou registadas com algum tipo de incorreção (i.e. regularizações), careçam de ser retificadas, a linha Declaração Anterior deverá ser preenchida pelo contribuinte com os dados que foram oportunamente declarados pelo contribuinte e que carecem ser corrigidos. A título de exemplo: se o contribuinte, por lapso, declarou a emissão de uma fatura de 200 ECV em vez de 2000 ECV, deverá o mesmo na linha Declaração Anterior colocar os 200 ECV e na linha Regularização inscrever os 2000 ECV no valor da fatura e a diferença entre os 2000 e os 200 no valor da base da incidência, sendo o campo destino o 30 (de registar que as linhas deverão ser preenchidas na sua totalidade e não apenas nos campos em que incidir a regularização). A coluna Iniciativa apenas tem duas opções de preenchimento: ou a regularização ocorre por iniciativa do contribuinte (quando este se apercebe que se enganou, por exemplo) ou por iniciativa da Administração Fiscal. 3

4 PERG: Dúvida relativa ao anexo de regularizações de clientes: Exemplo: Emissão de uma Nota de crédito 1, no valor de CVE a retificar a uma fatura de 2.000CVE: Questão: 1. O preenchimento do anexo de clientes regularizações deve ser: a. Regularização: CVE, tipo doc NC (incluindo os restantes dados) b. Declaração Anterior: 2.000CVE, tipo doc FA (incluindo os restantes dados) 2. Quando é emitida uma nota de crédito no mesmo período a linha Declaração Anterior deve ser preenchida? RESP: Uma nota de crédito deve fazer parte dos documentos normais dos anexos quer de cliente quer de fornecedores. O seu lançamento materializar-se-á numa subtração ao campo respetivo. Se esse crédito resultar de períodos anteriores deve ter como destino o campo 29 se for de clientes ou 30 se for de fornecedores. Os anexos de regularização servem para efetuar o registo de omissões em declarações anteriores (exemplo, um documento de cliente respeitante a um período anterior e não declarado dentro desse ciclo de declaração) ou de erros ou inexatidões respeitantes a declarações anteriores (o mesmo documento devia ser 1000 mas só ficou 100, por exemplo). Essas regularizações podem acontecer por iniciativa ou do contribuinte ou da Administração Fiscal, daí o conceito da coluna Iniciativa : a. Se a correção for a favor do SP vai para o campo respetivo; b. Se for a favor da AF vai para o outro campo. PERG: Segundo as instruções do Anexo de fornecedores, quando uma fatura tem duas taxas de IVA diferentes, a mesma deve ser desdobrada preenchendo todos os campos inclusive os campos repetidos. 4

5 No caso da coluna Valor da Fatura, ao duplicar este valor depois o total da coluna irá também apresentar a duplicação deste valor. Isto é mesmo assim? RESP: Correto. A base da incidência é que tem que estar correta com o IVA respetivo e a taxa apropriada. PERG: Se, no cenário de emissão de uma nota de crédito a cliente, abate no campo 01 e 02 do quadro IX então como tratar os cenários (apenas exemplificativos poderão existir mais): A. Emissão de nota de crédito num período em que não haja mais registos de vendas? Os campos 01 e 02 devem ser preenchidos com campos negativos neste caso? O anexo de clientes também deve ir a negativo? B. Emissão de notas crédito de valor igual às faturas emitidas? Os campos 01 e 02 devem ser preenchidos com valor zero e identificadas todas as faturas e todas as notas de crédito no anexo de Clientes totalizando ZERO? Estes dois cenários também serão aplicáveis, com as necessárias adaptações, ao IVA dedutível decorrente das faturas e notas de crédito dos fornecedores? RESP: No caso A, o campo de destino deve ser o 29 (se o registo tiver sido efetuado no anexo de clientes) ou o 30 (se o registo tiver sido efetuado no anexo de fornecedores). No caso B, e de acordo com a aritmética descrita, ambos os campos de destino (base de incidência e IVA) ficarão com o valor 0. 5

6 PERG: Qual a fórmula de cálculo dos totais dos anexos de clientes/fornecedores? O mesmo se aplica aos anexos de regularizações? RESP: Os totais dos anexos (seja nos anexos regulares ou de regularizações de clientes, de fornecedores) são puramente de controlo, não tendo por isso qualquer relação direta com os valores apurados em qualquer um dos campos no Modelo 106. O propósito dos somatórios nos anexos é apenas o de garantir a coerência interna daquele documento. Acresce sublinhar que os valores de cada linha dos anexos são sempre expressos em valor inteiro positivo. PERG: Como devem os retalhistas preencher os anexos? RESP: Os retalhistas devem preencher os anexos relativamente às vendas a dinheiro efetuadas a consumidores finais (que, nos termos da nova nomenclatura adotada, colhem a designação de FR- Faturas-Recibo ), não discriminadas por NIF (utilizando para o efeito ) e emitidas por caixa registadora, através de séries específicas por cada caixa e numeração sequencial do respetivo rolo. Cada vez que se faz um fecho de caixa os programas emitem um talão resumo. Este talão deve seguir uma lógica de numeração sequencial. As linhas de detalhe dos anexos devem ser preenchidas com cada um desses documentos de resumo. As séries que referem o NIF não podem conter outros NIFs, isto é, deverá existir uma separação clara das séries de faturação, entre as vendas a dinheiro a consumidores finais e, como tal, não dedutíveis (que, na coluna Tipo Doc dos anexos, deverão codificadas como FR - Faturasrecibo) e as vendas a crédito feitas a consumidores não finais e, por sua vez, passíveis de dedução (que, na coluna Tipo Doc dos anexos, deverão ser codificadas como FT - Faturas). 6

7 Complementarmente, e conforme se descreve nas instruções de preenchimento dos anexos (e que são parte integrante da Portaria n.º 2/2014, de 8 de janeiro), uma fatura deverá dar origem a mais do que uma linha de registo sempre que a venda efetuada pelo declarante, e que é formalizada e oficializada por via da emissão de uma fatura, tenha implicado a aplicação de diferentes regimes de tributação (taxa normal, especial ou isenção). Para melhor ilustrar o anteriormente referido, passaremos a exemplificar: Se a fatura refletir uma operação que compreendeu a aplicação de diferentes regimes de tributação, deverá o declarante desagregá-la em diferentes linhas, com a respetiva base de incidência, taxa aplicada (isenção, taxa normal ou taxa especial) e IVA suportado - Se tiver havido lugar a isenção, a coluna "Taxa IVA" deverá conter o algarismo 0. Igualmente, o talão resumo de vendas a dinheiro pode conter várias taxas de IVA. Quando isso acontece ele deve ser dividido em tantas linhas de anexo quanto as taxas de IVA que contiver, de forma a separar os registos (coluna TAXA IVA). NOTA: Sempre que uma fatura dê origem a mais do que uma linha de registo, deverá o declarante efetuar o preenchimento de todos os campos, inclusivamente os que são comuns e como tal terão de ser repetidos. PERG: Em que situações posso usar o NIF ? RESP: Apenas nos anexos de clientes e só nas situações de venda que não dão direito a dedução pelo seu cliente. Nos anexos de fornecedores, esta situação não se poderá colocar considerando que apenas conferem direito à dedução faturas que tenham sido emitidas na forma legal, isto é, que entre outros elementos descritos na Lei em vigor, contenham o NIF do contribuinte fornecedor. 7

8 PERG: Posso deduzir ao meu IVA um talão de caixa registadora? RESP: Não é aceitável deduzir o IVA com talões de caixa registadora. Os contribuintes que queiram usar o IVA para abater devem pedir para ser emitida fatura nos termos legais. Essa fatura não deve ter a mesma numeração do rolo da caixa registadora. Deve ter uma série própria e seguir a respetiva numeração sequencial. PERG: O Estado é meu cliente; tem alguma particularidade em termos de anexo? RESP: As faturas passadas ao Estado devem ter uma série própria, denominada ESTADO. Esta série deve ter a sua numeração própria. PERG: Sou importador. Como abater o IVA pago na Alfândega? RESP: Deve usar o DAU (Documento Alfandegário Único) passado pela Alfândega. O valor a inscrever na base de incidência é o valor sobre o qual o IVA foi calculado, que consta no DAU. O valor a inscrever no IVA Suportado é o IVA constante no próprio DAU. O tipo de documento é DA como figura nas instruções sobre o IVA, disponibilizado deste mesmo site. PERG: Estou a comprar serviços no estrangeiro. Qual o campo de destino no modelo? RESP: Deve usar o campo 11 ou 14, conforme a natureza do serviço adquirido. 8

9 O valor a inscrever na base de incidência é o valor do serviço faturado, em CVE. O valor a inscrever no IVA Suportado é o IVA que estiver em vigor para a autoliquidação. Se for isento ou não sujeito deve inscrever 0 (zero) nos dois campos do IVA respetivos. Se não tiver direito à dedução preenche só o campo relativo ao IVA a favor do Estado. PERG: Quando devo declarar o IVA? RESP: Até ao último dia útil do mês seguinte àquele a que respeitam as operações, sem prejuízo do direito a dedução do IVA suportado nas faturas dos fornecedores dentro do período de caducidade (cinco anos). Se o direito a dedução for exercido no prazo de um ano, o registo deve ser efetuado no anexo de fornecedores. A partir desse prazo, deve ser registado no anexo de regularizações. Quando se trata de ND, NC ou DV, o registo nos anexos de fornecedores deve ser efectuado no período em que forem recebidos ou, o mais tardar, no período seguinte. PERG: Renda de casa? RESP: Deve declarar o recibo de pagamento da renda com o NIF do seu senhorio/prestador. Caso o seu prestador de serviço não tenha NIF, o recibo de renda não é elegível para custos em sede do modelo 1B. PERG: O sujeito passivo não entregou declarações durante o ano Como contabilizar? As compras vão para o anexo de fornecedores e as vendas vão para anexo de clientes ou regularizações? 9

10 RESP: Não deve usar o anexo de regularizações para cumprir o dever de entrega de uma declaração em falta. Deve usar a declaração normal do ano de 2013, selecionando a opção FORA DE PRAZO. PERG: Porque não registar as pequenas compras sem direito a dedução também com um único NIF e a designação de compras não dedutíveis, uma vez que também há casos em que as faturas são muitas? RESP: Se o documento que suporta a dedução for passado na forma legal deve ser registado individualmente. PERG: Relativamente as declarações de substituição que no ano passado o período para a substituição era de um ano. Como proceder para os contribuintes que pretendam entregar declarações de substituição do ano passado? RESP: As declarações de substituição tem um mecanismo próprio expressamente para o fazer. Deve entregar uma declaração correspondente ao período a que diz respeito, no formato apropriado e com o campo DECLARAÇÃO DE SUBSTITUIÇÃO. PERG: Em relação a série de faturas FR s posso deduzir o IVA suportado? RESP: Qualquer fatura de fornecedor ou venda a dinheiro passada na forma legal serve para deduzir o IVA. O conceito expresso pelo código FR é o de vendas a dinheiro. É só um código para separar das faturas a crédito cujo código é FT. PERG: Se eu fizer uma compra de serviços no estrangeiro, em que tenho que fazer autoliquidação, como devo proceder? 10

11 RESP: Deve registar essa compra no anexo de fornecedores. No campo ORIGEM irá constar alguma sigla de pais que não seja CV. Na TAXA IVA deve colocar a taxa normal. Se tiver direito à dedução na coluna DIREITO DED deve colocar a percentagem que tem direito a deduzir nesse campo e os campos de destino no modelo devem ser o campo 11 pelo valor da compra e os campos 12 e 13 com o valor do IVA. Se não tiver direito à dedução deve preencher a 0 (zero) no campo DIREITO DED e, neste caso, o campo 12 fica zero e o campo 13 fica com o valor do IVA calculado. PERG: Quais são as taxas de IVA existentes? RESP: Atualmente (2014) são: 0% (bens da lista anexa ou isenções) 2,5% (taxa especial do gás butano) 15% (taxa normal em vigor) PERG: Como devo declarar uma fatura de cliente anulada sem ter sido emitida? RESP: Deve declará-la dentro da respetiva série, com o número sequencial atribuído e com 0 (zero) nos seus campos de valor (VALOR FATURA, BASE INCIDENCIA, IVA). Na linha de destino deve colocar a mesma que teria usado se não a tivesse anulado. 11

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