MINISTÉRIO DA SAÚDE. Imuno-Hematologia
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- Estela Valente Figueiroa
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1 MINISTÉRIO DA SAÚDE Imuno-Hematologia L A B O R AT O R I A L Brasília DF 2014
2 MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência Imuno Hematologia l a b o r a t o r i a l Brasília DF 2014
3 2014 Ministérios da Saúde. Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons Atribuição Não Comercial Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte. A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: < Tiragem: 1ª edição exemplares Elaboração, distribuição e informações: MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados SAF Sul, trecho 2, Ed. Premium, torre II, ala B, 2º andar, sala 202 CEP: Brasília/DF Tel.: (61) Site: E mail: [email protected] Coordenação: Maria de Fatima Pombo Montoril CGSH/DAHU/SAS/MS Helder Teixeira Melo CGSH/DAHU/SAS/MS Priscila Murador CGSH/DAHU/SAS/MS Impresso no Brasil / Printed in Brazil Elaboração e Revisão Técnica do Texto Final: Ângela Melgaço Ferreira Maria de Lourdes Rios Barjas de Castro Priscila Murador Rodolfo João Ramos Shirley Lopes de Castilho Colaboração: Frieda Reffert de Araújo Maria do Socorro Ferreira Ferreira Sérgio Roberto Lopes Albuquerque Thaiane Cristine Evaristo Normalização: Delano de Aquino Silva Editora MS/CGDI Capa, projeto gráfico e diagramação: Fabiano Bastos Ficha Catalográfica Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência. Imuno hematologia laboratorial / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência. Brasília : Ministério da Saúde, p. : il. ISBN Serviços de hemoterapia. 2. Coleta de sangue. 3. Transfusão de Sangue. I. Título. CDU Catalogação na fonte Coordenação-Geral de Documentação e Informação Editora MS OS 2014/0086 Títulos para indexação: Em inglês: Laboratory Immunohematology Em espanhol: Inmunohematología laboratorial
4 Sumário Apresentação Introdução Capítulo 1 Controle de Qualidade em Imuno hematologia Noções Básicas Controle de Qualidade Interno Equipamentos Técnicas Equipe Técnica Reagentes Principais reagentes imuno hematológicos Metodologias mais utilizadas Fatores que influenciam na qualidade dos ensaios Utilização de plasma ou soro Separação e preparo de amostras de sangue Preparo das suspensões de hemácias Leitura das reações de aglutinação Intensidade das reações Qualidade dos reagentes imuno hematológicos Controle de Qualidade dos Antissoros Análise dos reagentes Determinação da reatividade Reagentes Eritrocitários Hemácias para classificação reversa Hemácias para triagem de anticorpos antieritrocitáros irregulares Análise dos resultados do controle de qualidade de reagentes Controle de qualidade externo
5 Capítulo 2 Sistema ABO Histórico Genética Antígenos Subgrupos Anticorpos Tipagem em tubo prova direta Tipagem em tubo prova reversa Causas de discrepâncias na classificação ABO Problemas na prova direta Capítulo 3 Sistema Rh Antígenos Os antígenos D fraco e D parcial Antígenos D fraco Antígenos D parciais Anticorpos Considerações sobre a classificação RhD Interpretação dos resultados Capítulo 4 Teste de Antiglobulina Introdução Teste da antiglobulina direto (TAD) Teste da antiglobulina direto e complemento Indicações do teste da antiglobulina direto Anemias hemolíticas autoimunes Anemias hemolíticas induzidas por drogas (medicamentos) Anemias hemolíticas aloimunes Teste da antiglobulina indireto (TAI) Considerações finais Referências
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8 Apresentação A Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados CGSH, do Ministério da Saúde, comprometida com a missão de elaborar políticas que promovam o acesso da população à atenção hematológica e hemoterápica de forma segura e com qualidade, desenvolve suas ações em consonância com os princípios e as diretrizes do Sistema Único de Saúde SUS. Uma das principais ações nesse sentido é a disponibilização do Programa de Avaliação Externa da Qualidade em Imuno hematologia AEQ IH para os serviços da Hemorrede Nacional. Desde 2010, o AEQ IH é disponibilizado pelo Ministério da Saúde aos laboratórios públicos que fazem triagem de doadores de sangue e testes pré transfusionais nos serviços de hemoterapia de todo o país. O AEQ IH conta com a cooperação de comissão de assessoramento técnico em imuno hematologia CAT IH, composto por especialistas das instituições de referência da Hemorrede Nacional. O CAT IH produz, distribui as avaliações práticas e teóricas e analisa os resultados obtidos pelos serviços de hemoterapia. Nas últimas análises dos indicadores de desempenho do programa, foi demonstrada a necessidade de apoio técnico aos serviços. Assim, para realizar essa ação a CGSH publica a Cartilha: Imuno hematologia laboratorial para tipagens ABO, RhD, Teste da Antiglobulina Direta (TAD) e Pesquisa de Anticorpos Antieritrocitários Irregulares (PAI). Esperamos que este instrumento possa servir como orientação aos Serviços de Hemoterapia de todo o país, auxiliando os profissionais que atuam no laboratório a realizar os testes de imuno hematologia com maior padronização das técnicas, por meio da descrição de diretrizes básicas para a investigação laboratorial adequada. Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados DAHU/SAS/Ministério da Saúde 7
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10 Introdução A Cartilha Imuno hematologia Laboratorial tem como objetivo principal abordar o controle de qualidade em imuno hematologia, além dos testes laboratoriais essenciais em imuno hematologia: tipagem ABO, RhD, Teste da Antiglobulina Direta (TAD) e Pesquisa de Anticorpos Antieritrocitários Irregulares (PAI). As indicações aqui apresentadas visam à correta realização dos testes imuno hematológicos em auxílio para uma transfusão segura, contando com a participação de profissionais atuantes em laboratório, que reuniram informações relevantes e atualizadas sobre as técnicas e métodos empregados em laboratório de imuno hematologia. Serão abordados vários temas relacionados à prática laboratorial, como: métodos, reagentes, equipamentos, manuseio de amostras, análise de qualidade e validação. Esta cartilha não deve ser utilizada como fonte de referência única sobre o tema, ficando a cargo dos profissionais atuantes na área a complementação das informações e a atualização contínua com relação à teoria e à prática dos testes imuno hematológicos. 9
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12 Capítulo 1 Controle de Qualidade em Imuno hematologia Noções Básicas Implantar os procedimentos de controle de qualidade em imuno hematologia conforme legislações vigentes e normatizações estabelecidas pelos serviços de hemoterapia. Estabelecer programas de controle de qualidade interno (equipamentos, técnicas, equipe profissional e reagentes) e participar de programas de controle de qualidade externo obrigatoriamente. Estabelecer registros dos procedimentos e condutas executados nos serviços por meio de manuais, procedimentos operacionais padrão, formulários e outros documentos. Gerenciar as atividades de maneira a identificar e investigar inadequações e adotar medidas preventivas, corretivas e de melhoria. Controle de Qualidade Interno Monitora a estabilidade dos processos e procedimentos aumentando a confiança nos resultados e tem várias funções, como: Controlar o desempenho dos materiais, equipamentos e métodos analíticos; Identificar mudanças na estabilidade dos processos; Criar sinais de alerta para prevenir a liberação de resultados não conformes e identificar a necessidade de ações corretivas; Identificar necessidades de melhorias nos processos. 11
13 MINISTÉRIO DA SAÚDE Equipamentos Técnicas Adquirir equipamentos que atendam as necessidades do laboratório; Manter o equipamento calibrado e os manuais acessíveis aos usuários; Manter protocolos com registro de manutenção preventiva e corretiva; Obedecer às instruções do fabricante em relação ao manuseio e frequência da manutenção preventiva; Contratar profissionais especializados para realização da manutenção preventiva e corretiva; Gerenciar as informações fornecidas pelos registros relacionados aos equipamentos. Obedecer às instruções do fabricante (bula) em relação aos procedimentos técnicos; Utilizar amostras controle positivas e negativas durante a realização dos testes; Utilizar hemácias sensibilizadas com anticorpos da classe IgG para validação dos testes antiglobulínicos realizados na metodologia tubo ; Utilizar obrigatoriamente o Controle de Rh e o soro anti D do mesmo fabricante para realização da fenotipagem RhD; Gerenciar as informações fornecidas pelos registros relacionados às técnicas. Equipe Técnica Estabelecer programa de orientação inicial; Realizar treinamento e educação continuada; Toda a equipe de trabalho deve trabalhar de forma padronizada e de acordo com os procedimentos técnicos e condutas documentadas estabelecidos pelas legislações vigentes e normas internas dos serviços. Reagentes Implantar programa de qualificação de fornecedores e reagentes e verificar seu desempenho continuamente por meio dos registros estabelecidos. Obedecer às instruções do fabricante em relação aos procedimentos técnicos, armazenamento, inspeção visual. 12
14 Capítulo 1 Controle de Qualidade em Imuno hematologia Principais reagentes imuno hematológicos Antissoros: Reagentes utilizados para identificar antígenos eritrocitários: classificação sanguínea e fenotipagem eritrocitária. Lectinas: Reagentes utilizados para identificar antígenos eritrocitários: classificação sanguínea e fenotipagem eritrocitária. Ex: Lectina anti A1 origem Dolichos bifflorus ou Helix pomatia. Reagentes eritrocitários: Reagentes utilizados nas provas reversas da fenotipagem ABO e para detecção e identificação de anticorpos antieritrocitários irregulares. Potencializadores: são substâncias adicionadas ao teste com objetivo de facilitar a interação entre o antígeno e o anticorpo e aproximar as hemácias, favorecendo dessa forma a aglutinação e encurtando o tempo de reação. Os mais utilizados na rotina imuno hematológica são: Enzimas proteolíticas papaína, bromelina, ficina e tripsina; Meio de baixa força iônica solução de LISS; Substância macromolecular albumina bovina 22%; Polímero linear solúvel em água polietilenoglicol (PEG) 10% e 20%. Reagente antiglobulina humana (AGH): A AGH é um hetero anticorpo que reconhece proteínas humanas. É um artifício imunológico para se visualizar o fenômeno da aglutinação. A fração Fab das imunoglobulinas se liga à fração Fc e/ou às proteínas do sistema complemento. Metodologias mais utilizadas Técnica em tubo São utilizados tubos de vidro ou plástico medindo 10 mm ou 12 mm x 75 mm, onde são dispensados reagentes e amostras. Após centrifugação procede se a análise da aglutinação. 13
15 MINISTÉRIO DA SAÚDE Microplacas O método consiste na utilização de microplacas de acrílico com fundo em U ou fundo em V. Existem também microplacas com membrana imuno ativa fixada na superfície dos poços. Trata se de microtécnica em que as hemácias podem ser suspensas em soluções enzimáticas. Gel Teste Microtécnica em que se utilizam cartões contendo micro tubos com Gel Sephadex 6100 ou Poliacrilamida. As reações são estáveis e podem ser revistas até 48 horas após a realização dos testes. Ocorrendo reação antígeno anticorpo, os aglutinados formados são retidos na coluna do gel quando submetidos os cartões a baixa centrifugação, determinando o padrão de positividade do teste. As hemácias livres irão se depositar no fundo do micro tubo. Fatores que influenciam na qualidade dos ensaios Coleta do sangue em tubo apropriado. Qualidade da coleta. Uso de vidrarias limpas e sem resíduos de detergente (que podem causar resultados falso positivos). Técnica de separação do soro adequada. Preparo correto das suspensões de hemácias (concentração muito abaixo ou acima da estabelecida pelos fabricantes podem causar resultados falso negativos). Qualidade dos reagentes empregados. Padronização dos ensaios técnicos. Qualidade dos equipamentos empregados. Pessoal técnico capacitado Utilização de plasma ou soro Existe uma discussão a respeito da utilização de soro ou plasma na realização dos testes imuno hematológicos. 14
16 Capítulo 1 Controle de Qualidade em Imuno hematologia A pesquisa de anticorpos antieritrocitários irregulares (PAI) é realizada rotineiramente com reagente antiglobulina humana poli específico (anti IgG + anti complemento) com amostras de soro. Quando se utiliza o plasma, amostra coletada com EDTA (anticoagulante quelante de íons Cálcio), não ocorre a fixação do complemento in vitro. Nesse caso, a utilização da AGH mono específica (anti IgG) está mais indicada. Inúmeros estudos foram realizados para definir a importância da utilização de reagente anti complemento para evidenciar anticorpos: Roubinet et al. (1999) estudaram amostras coletadas em paralelo com tubo seco e com anticoagulante e não encontraram diferença na identificação de 240 amostras positivas; Yales (1998) demonstrou que anticorpos IgG anti Kidd são incapazes de fixar complemento. Apenas anticorpos com capacidade de determinar aglutinação direta podem fixar complemento; Garatty (1984) estimou que a frequência de anticorpos detectáveis pela presença do complemento aderido à membrana da hemácia é estimada em 1 para soros testados. A maioria dos autores aceita a utilização de amostra anticoagulada, pois evita a coleta de sangue excessiva, além de possibilitar a realização dos testes de classificação ABO, RhD, fenotipagem eritrocitária, teste de Coombs direto e técnicas de eluição do anticorpo. Separação e preparo de amostras de sangue Na separação do plasma/soro e hemácias de amostras de sangue total devem ser observados o tempo e velocidade ideal para a centrifugação, e os equipamentos devem ser calibrados periodicamente. Preparo das suspensões de hemácias No preparo das suspensões de hemácias devemos observar em que concentração as hemácias devem ser preparadas para o ensaio a ser realizado. Suspensão de hemácias a 2% 0,1 ml de concentrado de hemácias + 4,9 ml de salina 1 gota de concentrado de hemácias + 49 gotas de salina 15
17 MINISTÉRIO DA SAÚDE Suspensão de hemácias a 5% 0,1 ml de concentrado de hemácias + 1,9 ml de salina 1 gota de concentrado de hemácias + 19 gotas de salina Suspensão de hemácias a 10% 0,1 ml de concentrado de hemácias + 0,9 ml de salina 1 gota de concentrado de hemácias + 9 gotas de salina Suspensão de hemácias a 50% 0,4 ml de concentrado de hemácias + 0,4 ml de salina 4 gotas de concentrado de hemácias + 4 gotas de salina Leitura das reações de aglutinação A velocidade e tempo de centrifugação podem variar conforme as orientações do fabricante e as marcas das centrífugas utilizadas. Determinar a velocidade da centrifugação a partir da força g. Os testes imuno hematológicos devem ser centrifugados entre 900g e 1.000g e a transformação em rpm irá variar conforme o raio da centrífuga utilizada. O manual da AABB descreve os procedimentos de calibração para definição do melhor tempo e velocidade de centrifugação (rpm) referentes aos testes imuno hematológicos. Intensidade das reações A padronização da leitura das reações é extremamente importante. No quadro 1, é descrito o padrão utilizado na maioria dos laboratórios de imuno hematologia. 16
18 Capítulo 1 Controle de Qualidade em Imuno hematologia quadro 1 Intensidade das reações Graduação Descrição 4 + Botão sólido com pequenos grumos e fundo claro 3 + Grumos grandes e numerosos com fundo claro 2 + Grumos pequenos e numerosos com fundo róseo 1 + Grumos pequenos e fundo bastante róseo (+) Fraco Presença de minúsculas aglutinações em fundo bastante róseo 0 Negativo Ausência de aglutinação, fundo bastante róseo com hemácias em suspensão CM (Campo Misto) Presença de aglutinações e de hemácias em suspensão, com fundo róseo He Hemólise total ou parcial das hemácias. É indicador de positividade Fonte: autoria própria. Qualidade dos reagentes imuno hematológicos Todos os reagentes devem ser inspecionados quanto ao aspecto visual a cada lote e diariamente. Avaliação do rótulo Deve ser avaliado a cada lote. Devem estar contidas no rótulo informações que permitam uma rápida identificação do reagente, do lote e seu prazo de validade. Deve conter: Nome do produto; Nome do fabricante; Número da licença no país de origem; Data de validade/expiração; Número de lote e designação de sub lote; Volume do produto; Temperatura de armazenagem; Fonte do produto caso não seja de origem humana; e Técnica para a qual ele é recomendado: salino, lâmina, tubo, etc. 17
19 MINISTÉRIO DA SAÚDE Avaliação da bula Deve ser avaliada a cada lote e utilizada pelo laboratório rotineiramente para obediência às instruções do fabricante. Devem estar contidas na bula as seguintes informações em língua portuguesa: Nome do produto; Composição; Instruções de uso, interpretação de resultados e limitação do teste; Nome do fabricante, endereço e número da licença; Conservante utilizado; A bula deve indicar que o produto foi testado sorologicamente para os principais patógenos transmitidos pelo sangue e que apresentou resultados negativos; e Cuidados na manipulação. Avaliação do frasco Deve ser avaliado a cada lote: A embalagem deve ser de vidro transparente e neutro; O conta gotas deve também ser transparente, e uma gota deverá equivaler a 50µL; e O rótulo não deve recobrir totalmente o frasco a fim de permitir a inspeção visual de seu conteúdo. Avaliação da aparência Deve ser avaliada a cada lote e diariamente antes de utilizar se o reagente na rotina: Ausência de precipitados, gelatina, partículas, fungos e turvação; e Ausência de hemólise. Controle de Qualidade dos Antissoros A seguir estão descritas as especificações técnicas para qualificação de alguns reagentes imuno hematológicos utilizados nas técnicas em tubos: 18
20 Capítulo 1 Controle de Qualidade em Imuno hematologia Soro anti A (monoclonal ou policlonal) O soro anti A deve reconhecer somente o antígeno A na membrana eritrocitária, ter coloração azul, reatividade (intensidade de reação) com hemácias A 1 de pelo menos 3+, avidez de até 15 segundos, título 256 e escore 72. Soro anti B (monoclonal ou policlonal) O soro anti B deve reconhecer somente o antígeno B na membrana eritrocitária, ter coloração amarela, reatividade com hemácias B de pelo menos 3+, avidez de até 15 segundos, título 256 e escore 72. Soro anti AB (monoclonal ou policlonal) O soro Anti AB deve reconhecer somente os antígenos A e B na membrana eritrocitária, ser incolor, ter reatividade com hemácias A 1, B ou A 1 B de pelo menos 3+, avidez de até 15 segundos, título 256 e escore 72. Obs: no caso de serem usados antissoros monoclonais, a utilização do soro anti-ab não é obrigatória. Soro anti RhD (monoclonal ou policlonal) O soro anti RhD deve reconhecer somente o antígeno D na membrana eritrocitária, apresentar reatividade de pelo menos 3 + com hemácias de grupo O RhD positivas (R 1 r, R 2 r, R 0 r), título 32 e avidez de até 30 segundos. Deve ainda reconhecer hemácia RhD positivo fraca. Reagente controle de RhD Controle de RhD é constituído apenas do meio diluente do soro anti RhD correspondente. Deve ser límpido e não reagir com hemácias RhD positivas nem negativas, além de ser da mesma marca do soro anti RhD. Reagente antiglobulina humana poliespecífico ou monoespecífico O reagente deve determinar reações positivas de pelo menos (2+) quando testado com hemácias sensibilizadas por anticorpo tipo IgG anti D (Monoespecífico) e por IgG e/ou frações do complemento (Poliespecífico). Pode se utilizar também amostras com pesquisa de anticorpos antieritrocitários irregulares positiva cujo anticorpo seja da classe IgG. 19
21 MINISTÉRIO DA SAÚDE Reagente controle do soro antiglobulina humana Suspensão de hemácias humanas de 3% a 5% do grupo O, sensibilizadas por anticorpos IgG, para validar resultados negativos em testes antiglobulínicos. Deve apresentar reação de aglutinação quando adicionado aos testes antiglobulínicos negativos. Albumina bovina 22% A albumina é uma proteína que atua aumentando a constante dielétrica do meio, diminui o potencial Zeta, facilitando a aglutinação. Deve ter aspecto límpido e não determinar aglutinação quando testada frente a hemácias não sensibilizadas. Análise dos reagentes Soro Anti A, Anti B, Anti AB, Anti D Estes devem ser inspecionados quanto à especificidade e reatividade (intensidade de aglutinação, avidez, título e escore) a cada lote, transporte ou estoque inadequado. Os resultados devem ser registrados em planilha própria, para acompanhamento, gestão e qualificação dos reagentes. Determinação da Especificidade Característica inerente ao anticorpo que o torna capaz de reconhecer apenas as hemácias portadoras do antígeno correspondente. A especificidade é estabelecida testando se o reagente com hemácias negativas em relação ao determinante antigênico específico. Ex: soro anti A e anti B são testados com hemácias O. É utilizada a técnica convencional de análise da aglutinação em tubos. Determinação da reatividade Avidez Afinidade do anticorpo pelo antígeno. Define o quanto o anticorpo é complementar ao antígeno por meio da velocidade e intensidade com as quais o antígeno e o anticorpo reagem. É feita em lâmina e observa se o resultado macroscopicamente. 20
22 Capítulo 1 Controle de Qualidade em Imuno hematologia Técnica: Coloca se em uma lâmina: Soros anti A, anti B ou anti AB: colocar uma gota da suspensão a 20% de hemácias lavadas, selecionadas segundo o antissoro a ser testado; No caso de anti RhD, a concentração da suspensão de hemácias deve ser de 40%; Ao lado colocar uma gota do antissoro a ser testado; Misturar formando um halo com cerca de 2,5cm e, ao mesmo tempo, acionar o cronômetro; Marcar o intervalo entre a mistura e o início da aglutinação; Aplicar movimentos de rotação na lâmina homogeneizando bem a mistura. No caso de anti RhD aconselha se utilizar o aglutinoscópio; O tempo total marcado a partir da homogeneização da amostra e do reagente até início da aglutinação é denominado AVIDEZ; Ao final de 3 minutos anotar a intensidade da aglutinação em número de cruzes (0 a 4 +). figura 1 Técnica em lâmina 1 gota Hm 1 gota antissoro 2,5 cm llustração: Ângela Melgaço Ferreira Título Método utilizado para se determinar a concentração de anticorpos presentes no soro em análise. São realizadas diluições sucessivas, e o título corresponde à última diluição do soro onde houve aglutinação de (1+). Por exemplo: se a última aglutinação com graduação de (1+) acontecer na diluição 1/64, o título será 64. Técnica: Numerar 13 tubos: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024, tubo 13; Nos tubos 1 e 2 colocar 2 gotas do soro a titular; 21
23 MINISTÉRIO DA SAÚDE Nos tubos 2 a 13, colocar 2 gotas de solução salina 0,9%; Homogeneizar (sem fazer bolhas), transferir duas gotas do tubo 2 para o tubo 3, e deste para o 4, e assim sucessivamente até o tubo 13. Este último tubo deverá ser reservado para se prosseguir com as diluições caso haja aglutinação de (1+) no tubo 12; Acrescentar duas gotas de suspensão de hemácias fenotipadas 3% 5% até o tubo 12; Quando os antissoros a serem titulados apresentarem reatividade à temperatura ambiente (TA), centrifugar e ler, anotando na planilha o resultado final; Antissoros com reatividade na fase de antiglobulina humana, após realizar o item 5, incubar a reação a 37 C conforme instruções do fabricante, lavar as hemácias com solução salina 0,9% (mínimo 3 vezes) e acrescentar o soro antiglobulina humana. Posteriormente realizar a centrifugação, leitura e anotação na planilha de controle de qualidade. figura 2 Titulação de soro 100μL 100μL 100μL 100μL 100μL 100μL 100μL μl de salina 0,9% para diluir o soro Soro a ser titulado (100μL) Suspensão de hemácias a 3% (100μL) A ser colocada após a diluição seriada llustração: Ângela Melgaço Ferreira 22
24 Capítulo 1 Controle de Qualidade em Imuno hematologia Reagentes Eritrocitários Hemácias para classificação reversa Conjunto de reagentes constituído por suspensões de hemácias A 1 e B. Deve apresentar concentração de 3% a 5% para as técnicas em tubo, ser RhD negativo e não apresentar sinais de hemólise. Realizar testes de especificidade e reatividade. Especificidade: testar as hemácias A e B com plasmas AB Reatividade: testar as hemácias A com plasmas B e as hemácias B com plasmas A Hemácias para triagem de anticorpos antieritrocitáros irregulares Conjunto de reagentes constituído por no mínimo duas suspensões de hemácias do grupo O, com perfil fenotípico conhecido em relação aos principais sistemas, na concentração de 3% a 5% para as técnicas em tubo; não devem apresentar sinais de hemólise. As suspensões de hemácias devem ser preferencialmente R 1 R 1 e R 2 R 2 e apresentar, pelo menos, uma célula positiva dos principais antígenos D, C, c, E, e, K, P 1, Jk a, Jk b, Fy a, Fy b, M, N, S, s, Le a, Le b e Di a, se possível. Análise dos resultados do controle de qualidade de reagentes Verificar a cada lote e transporte as condições de recebimento dos reagentes e proceder à análise do produto conforme as instruções acima. Todos os ensaios devem ser registrados e julgados segundo as especificações estabelecidas pelo serviço; Deve se elaborar de forma clara o laudo técnico da análise que libera o reagente para uso; As não conformidades devem ser descritas em formulário próprio e comunicadas à Chefia do Laboratório que deve tomar as ações corretivas e preventivas; Os resultados do Controle de Qualidade devem ser registrados e arquivados por período mínimo de cinco anos ou conforme legislações vigentes. Controle de qualidade externo Segundo a Portaria Ministerial nº 2.712/2013, os serviços de hemoterapia devem participar de programas de proficiência. 23
25 MINISTÉRIO DA SAÚDE São programas elaborados por Institutos de referência para avaliar a adequação dos resultados de uma análise e envolve a interação com outras organizações. São compostos por painéis práticos e teóricos. Permitem aos serviços participantes: Avaliar a qualidade das atividades imuno hematológicas; Diagnosticar desempenhos inadequados; Utilizar os resultados como ferramenta de gerência para promover adequações e melhorias; Melhorar o padrão de desempenho das equipes. 24
26 Capítulo 2 Sistema ABO Histórico O Sistema ABO foi o primeiro sistema de grupos sanguíneos, descrito em 1900 por Landsteiner, que descreveu os antígenos A, B e C (depois renomeado como O). Landsteiner descobriu que, misturando soro e hemácias de diferentes pessoas, poderiam ser definidos três grupos e, alguns anos após, Decastello descreveu o fenótipo AB. Em 1910 Von Dungern e Hirchfeld confirmaram que a herança genética do A e B obedeciam as leis de Mendel, com a presença do A e B como dominantes. Genética O genes ABO se localizam no braço longo do cromossoma 9 (posição 9q34.1 q34.2). Foram definidos quatro genes: A 1, A 2, B, O. Esses genes codificam a produção de duas enzimas glicosiltransferases A e B. A transferase A α (1,3 N acetilgalactosaminil transferase), que adiciona o açúcar N acetil galactosamina e produz o antígeno A; e a transferase B (α1,3 galactosil transferase), que adiciona a galactose e produz o antígeno B num substrato precursor na membrana da hemácia, o antígeno H. O gene O não produz transferase ativa. A sequência de DNA do gene O é idêntica ao do gene A, exceto pela deleção (G 261) na região N terminal, o que codifica uma proteína truncada. O gene alelo A 2 difere de A 1 pela simples deleção de uma base na região C terminal, na posição 467, sendo o nucleotídeo T em A 2 e C em A 1 ; o gene A 2 produz uma transferase A2 que tem uma atividade reduzida, quando comparada com a transferase A1. 25
27 MINISTÉRIO DA SAÚDE A diferença entre genes A e B são sete nucleotídeos no DNA, que resultam em quatro aminoácidos diferentes nas transferases A e B. Antígenos Os antígenos do Sistema ABO não são restritos à membrana eritrocitária, mas também estão presentes na saliva e outros líquidos biológicos, exceto fluido espinhal. A presença de substância ABO específica nos líquidos biológicos ocorre em indivíduos que apresentam o gene secretor (Se) 80% das pessoas. Os antígenos ABO são encontrados ainda na maioria das células epiteliais e endoteliais. A presença nos linfócitos e plaquetas parece ser devido à absorção do plasma. Foram descritos quatro antígenos no sistema ABO: A (001); B (002); AB (003); A1 (004), e estão expressos desde a 5ª semana de vida intrauterina, embora o recém nascido tenha uma expressão fraca, cerca de 1/3 dos sítios antigênicos totais em relação ao adulto (Molisson, 1992). A expressão aumenta com a idade e é máxima em torno dos dois a quatro anos de vida. Subgrupos Os antígenos A e B apresentam subgrupos que se caracterizam por diferenças na quantidade e forma de expressão na membrana das hemácias devido a alterações genéticas (mutações na estrutura dos genes) que codificam transferases diferentes das transferases A e B, levando em geral a uma expressão enfraquecida dos antígenos (A e B) na membrana da hemácia. Os subgrupos, nos testes imuno hematológicos, apresentam intensidade de reação mais fraca com reagentes anti A, anti B e anti AB, o que pode levar a discrepâncias entre a prova direta e reversa da classificação ABO. O uso de lectinas específicas anti A 1 (Dolichos biflorus) e anti H (Ulex europeaus) pode auxiliar na determinação dos subgrupos. As hemácias A 1 apresentam reação positiva com lectina anti A 1 e negativa com lectina anti H. Nos subgrupos de A, a reação com lectina anti A 1 apresenta reação negativa e a anti H, reação positiva. 26
28 Capítulo 2 Sistema ABO Os subgrupos também ocorrem nos indivíduos AB. Cerca de 80% dos indivíduos A e AB são A 1 /A 1 B, 19% são A 2 /A 2 B e 1%, outros subgrupos (A 3, A int, A el, A m, A x, A y, etc.). Os subgrupos de B são raros (B 3, B x, B m, Bel). A reação de aglutinação com antissoros A e B só é visível quando mais de sítios antigênicos estão presentes na membrana das hemácias. Na medicina transfusional, em geral, não é importante distinguir os subgrupos de A e de B. A transfusão de subgrupos, em geral, não leva a reação transfusional. Subgrupo A 2 É o subgrupo mais comum depois do alelo A 1. O alelo A 2 codifica uma transferase A menos eficaz que aquela produzida pelo alelo A 1. As hemácias dos indivíduos A 2 possuem somente cerca de sítios antigênicos A na membrana eritrocitária. O alelo A 2 é uma mutação do alelo A 1. A transferase A1 é capaz de adicionar a N acetilgalactosamina ao antígeno H sobre todas as cadeias precursoras tipo I a IV. A enzima produzida pelo alelo A 2, entretanto, é menos eficiente quando adicionado o açúcar em substância H a cadeias dos tipos III e IV. Por isso as hemácias A 2 são aglutinadas por reagentes anti H, pois nem todo antígeno H é transformado em antígeno A na membrana da hemácia. Subgrupo A 3 O subgrupo A 3 é o mais comum depois do A 2. Existem várias mutações genéticas do gene A, relacionadas ao subgrupo A 3, que produzem transferases com três padrões diferentes de atividade: Enzima sem nenhuma atividade transferase A; Enzima com melhor ação em ph 6 e com 1/3 de atividade da enzima A 1 ; Enzima com melhor ação em ph 7 e com atividade de transferase A muito baixa. O resultado, na classificação, é a reação em campo misto ou dupla população, isto é, hemácias aglutinadas e não aglutinadas observadas quando utilizamos antissoro monoclonal anti A. Alguns indivíduos A 3 apresentam apenas 3% 4% dos antígenos A em relação aos indivíduos A 1. Outros indivíduos apresentam duas populações diferentes de hemácias: uma com antígeno A e outra totalmente desprovida do antígeno. 27
29 MINISTÉRIO DA SAÚDE Anticorpos Os anticorpos do Sistema ABO estão ausentes no nascimento e são detectáveis após os quatro meses de idade. Uma das teorias propostas para seu aparecimento consiste na heteroimunização (flora bacteriana intestinal, anatoxinas diftéricas ou tetânicas, soroterapia antitetânica, medicamentos de origem animal, vacina antigripal, infecção por Toxocara canis etc.). A gravidez ABO incompatível, assim como a transfusão incompatível, pode determinar a aloimunização eritrocitária e o aparecimento das imunoglobulinas da classe IgG. Os anticorpos ABO são potentes IgM ou IgG e determinam forte aglutinação direta com hemácias A ou B. São capazes ainda de ativar a cascata de complemento até C9, portanto, levando a hemólise aguda intravascular. São extremamente importantes do ponto de vista transfusional, estando relacionados à reação transfusional grave. Estão também envolvidos em casos de Doença Hemolítica Perinatal, porém, em geral, de forma clínica moderada, levando a icterícia leve. Anti A: ocorre naturalmente no soro de todos os indivíduos do Grupo B. Anti B: ocorre naturalmente no soro de todos os indivíduos do Grupo A. Anti AB: ocorre naturalmente no soro de todos os indivíduos do Grupo O. Anti A1: pode ocorrer naturalmente nos indivíduos A 2, quase sempre é uma aglutinina fria, tipo IgM, encontrada em cerca de 1% a 4% dos indivíduos A 2 e em 25% dos indivíduos A 2 B. Geralmente não está associada a reação hemolítica transfusional ou doença hemolítica perinatal. Na presença de anti A 1, só é necessário selecionar hemácias A 2 para transfusão se o anticorpo reagir a 37 o C. Considerações sobre a classificação ABO A tipagem ABO deve ser realizada obrigatoriamente por meio de duas provas: Prova direta ou globular (Beth Vincent): consiste em pôr em contato soros teste conhecidos anti A, anti B e anti AB com glóbulos vermelhos (GV) a serem testados, para identificar a presença ou não dos antígenos A e B. Assim, serão definidos os grupos sanguíneos: A, B, AB, O. 28
30 Capítulo 2 Sistema ABO Prova reversa, sérica (Simonin): consiste em colocar em contato o soro a testar com pelo menos GV conhecidos A 1 e B, permitindo reconhecer a presença ou não de anticorpos dirigidos contra esses antígenos. Essas duas provas, direta e reversa, devem ser realizadas preferencialmente por dois técnicos diferentes, sendo que cada teste realizado confirma o outro. Tipagem em tubo prova direta 1. Rotular três tubos de ensaio: A, B, AB; 2. Nos tubos adequadamente rotulados, colocar uma gota dos soros anti A, anti B e anti AB, respectivamente; 3. A cada tubo acrescentar uma gota de suspensão de hemácias da amostra = 50mL, sendo essa suspensão a 5% em soro fisiológico; 4. Agitar os tubos e centrifugar adequadamente (1.000 rpm durante um minuto ou rpm durante 15 segundos); 5. Fazer a leitura da aglutinação contra um fundo iluminado, ressuspendendo gentilmente o botão de aglutinação. figura 1 Tipagem em tubo - prova direta A B AB A B AB Fonte: Geoff Daniels,
31 MINISTÉRIO DA SAÚDE Tipagem em tubo prova reversa 1. Rotular dois tubos de ensaio com a e b; 2. Colocar duas gotas do soro da amostra = 100 ml a testar em cada tubo; 3. Adicionar ao tubo a uma gota de hemácias A 1 a 5% e, ao tubo b, uma gota de hemácias B a 5%; 4. Agitar os tubos e centrifugar adequadamente; 5. Fazer a leitura da aglutinação contra um fundo iluminado, ressuspendendo gentilmente o botão. figura 2 Tipagem em tubo - prova reversa A B A B Fonte: Geoff Daniels, figura 3 Interpretação dos resultados Soro Anti-A Soro Anti-B Soro Anti-A+B Hemácia A Hemácia B Grupo A Grupo B Grupo AB Grupo O Ausência de aglutinação Presença de aglutinação Fonte: Geoff Daniels,
32 Capítulo 2 Sistema ABO figura 4 Quantificação da reação intensidade Determinação da intensidade das reações 4 + Botão sólido e fundo claro 3 + Grumos grandes e numerosos com fundo claro 2 + Grumos pequenos e numerosos com fundo róseo 1 + Grumos pequenos e fundo bastante avermelhado Fonte: Manual Tube Testing. Image created by Jaye Parsley < Causas de discrepâncias na classificação ABO Discrepância de classificação ABO ocorre quando o resultado na prova direta e na prova reversa são divergentes, ou seja, definem fenotipagens ABO diferentes entre si. Problemas na prova direta Antígenos A e B fracos, em que os antígenos correspondentes só podem ser demonstrados por técnica de fixação e eluição, pela pesquisa de substâncias ABH na saliva, por estudo genético ou por pesquisa de transferases séricas; Poliaglutinação de hemácias, fenômeno imunológico em que um antígeno é exposto ou existe anormalmente na superfície da hemácia e é reconhecido por um anticorpo: anti T, anti Tn, etc.; Aglutinação inespecífica pela presença de geléia de Wharton em amostras de sangue de cordão. Aqui vale a pena lembrar que na determinação do grupo ABO em recém nascidos só podemos realizar a classificação direta, porque os anticorpos naturais nesse momento ainda não são detectáveis; 31
33 MINISTÉRIO DA SAÚDE Rouleaux: é o empilhamento das hemácias tornando todas as reações falsamente positivas na determinação ABO, inclusive os controles. Ocorre em macroglobulinemias, nos mielomas, nas hiperfibrinemias. Problemas na prova reversa: Subgrupo de A e AB com presença de anti A 1 ; Presença de autoaglutinina fria na amostra; Ausência ou diminuição de anticorpos naturais anti A e anti B, como em recém nascidos, idosos e imunodeprimidos; Presença de anticorpo irregular no plasma ou soro. 32
34 Capítulo 3 Sistema Rh Capítulo 3 Sistema Rh O sistema Rh é o mais complexo dos sistemas eritrocitários e o 2º mais importante, depois do sistema ABO, na medicina transfusional. Foi descoberto em 1939, por Levine e Stetson, por meio de um caso de Doença Hemolítica Perinatal (DHPN). Uma mulher, ao dar à luz uma criança com anemia hemolítica, necessitou ser transfundida com o sangue ABO compatível de seu marido e, a seguir, apresentou reação transfusional grave. O soro dessa mulher aglutinava as hemácias do marido e de cerca de 80% dos doadores caucasianos também ABO compatíveis. Na mesma época, Landsteiner e Wiener observaram que o soro de coelhos imunizados com hemácias do macaco Rhesus também aglutinava cerca de 85% das hemácias humanas. Inicialmente foi pensado que, nos dois casos, os anticorpos identificavam o mesmo antígeno na superfície das hemácias humanas e do macaco Rhesus (Ag Rh). Posteriormente, foi observado que não se tratava do mesmo antígeno, porém a nomenclatura Rh foi mantida para o sistema. O anticorpo do coelho (heteroanticorpo) passou a ser chamado de anti LW e o anticorpo humano (aloanticorpo) foi renomeado como anti D. Antígenos Os antígenos do sistema Rh são encontrados exclusivamente nas hemácias. São proteínas codificadas por um par de genes homólogos, RHD e RHCE. O gene RHD codifica a produção do antígeno RhD e o gene RHCE, a produção de dois pares de antígenos antitéticos: C, c, E, e. Embora o sistema apresente mais de 50 antígenos, apenas a classificação RhD, que se refere a presença ou ausência do antígeno RhD, deve ser realizada obrigatoriamente nas rotinas pré transfusionais e em doadores de sangue. A tabela 1 relaciona os principais antígenos do sistema, assim como ano de sua descoberta e prevalência em caucasianos. 33
35 MINISTÉRIO DA SAÚDE tabela 1 Principais antígenos do sistema, ano de descoberta e prevalência em caucasianos Antígenos Ano de Prevalência em Ano de Prevalência em Antígenos Descoberta caucasianos (%) Descoberta caucasianos (%) D Evans 1968 < 1 C Rh < 1 c Rh < 1 E Rh < 1 E Hr B 1972 > 99 C w hr B Hr > 99 Tar 1975 < 1 f Rh > 99 Be a 1953 < 1 Rh C x 1954 < 1 Rh < 1 E x 1955 < 1 Crawford 1980 < 1 V 1955 < 1 Nou 1981 > 99 Go a 1958 < 1 Dav 1982 > 99 G Riv 1983 < 1 Ce(rh i ) FPIT 1988 < 1 Hr 1960 > 99 Sec 1989 > 99 hr s BARC 1989 < 1 VS 1960 < 1 JAL 1990 < 1 ce STEM 1993 < 1 CE 1961 < 1 LOCR 1994 < 1 C G MAR 1994 > 99 D w 1962 < 1 JAHK 1995 < 1 Rh DAK 2003 < 1 hr II 1964 < 1 CENR 2004 < 1 Rh > 99 Fonte: Geoff Daniels,
36 Capítulo 3 Sistema Rh Como o sistema é complexo, diferentes pesquisadores formularam nomenclaturas diversas para seus antígenos e anticorpos. Na tabela 2 estão representadas as nomenclaturas propostas pela Sociedade Internacional de transfusão sanguínea (numérica), por Wienner e de Fisher e Race, e suas correspondências. tabela 2 Nomenclaturas do sistema Rh Nomenclatura numérica Wienner Fenótipo Fisher e Race Antígenos expressos RH: 1,2, 3, 4,5 R 1 C, D, e RH:1, 2,3,4, 5 R 2 c, D, E, RH:1, 2, 3,4,5 R o c, D, e RH:1,2,3, 4, 5 R z C, D, E RH: 1, 2, 3,4,5 r c, e RH: 1,2, 3, 4,5 r C, e RH: 1, 2,3,4, 5 r c, E RH: 1,2,3, 4, 5 r y C, E Fonte: Geoff Daniels, O antígeno RhD apresenta um extenso polimorfismo. Pode se apresentar como um antígeno com fraca expressão (D fraco) ou como um antígeno modificado (D parcial). Essas características muitas vezes só podem ser determinadas por estudos moleculares. Esse polimorfismo causa dificuldades na classificação RhD. O reconhecimento de amostras com fraca expressão do antígeno RhD depende do método e da qualidade do reagente anti D empregado. O surgimento dos reagentes monoclonais e o desenvolvimento das técnicas moleculares nos trouxeram grande contribuição para o esclarecimento dessas diferentes formas de expressão do antígeno RhD. Assim, mesmo apresentando se enfraquecido ou parcial, o antígeno RhD pode determinar formação de anticorpos em indivíduos RhD negativos. Por outro lado, indivíduos classificados como positivo, apresentando o antígeno RhD parcial, também podem produzir anti D se expostos ao antígeno RhD. Os reagentes monoclonais apresentam características especificas e, segundo o clone desenvolvido, reagem seletivamente com as diferentes variantes do antígeno RhD. A escolha do reagente apropriado conduzirá 35
37 MINISTÉRIO DA SAÚDE a uma melhor definição da classificação RhD para pacientes e doadores. Em virtude de características tão particulares, a determinação do antígeno RhD é uma tarefa ainda difícil e merece atenção especial na escolha do reagente anti D. Os antígenos D fraco e D parcial O antígeno D pode apresentar variações em sua expressão fenotípica devido a alterações em sua qualitativas e/ou quantitativas. Esses antígenos são globalmente denominados D variantes. Antígenos D fraco Os antígenos D fracos são variações quantitativas do antígeno RhD e todos os epítopos (regiões reconhecidas por anticorpos) estão íntegros na membrana eritrocitária, porém expressos fracamente. As variações no antígeno, quando acontecem, são transmembranares ou intracelulares e por isso os indivíduos que possuem o fenótipo D fraco não produzem aloanticorpos anti D. Nos testes sorológicos, os antígenos D fracos são detectados somente com o uso de potencializadores (antiglobulina humana ou enzimas), mas atualmente, com o uso dos reagentes monoclonais, aqueles que não apresentam uma densidade antigênica muito baixa são detectados por reação imediata, sem necessidade de potencializadores. Antígenos D parciais Os antígenos D parciais são caracterizados pela ausência de um ou mais epítopos da proteína D, que são substituídos por epítopos da proteína CcEe. Estas alterações ocorrem por alterações moleculares no gene RhD, que leva a substituições dispersas de aminoácidos nas alças extracelulares da proteína, em especial nas alças extracelulares. Vários epítopos apresentam se alterados devido à presença de aminoácidos diferentes da proteína D normal. Dependendo do tipo de antígeno D a densidade antigênica varia. Alguns antígenos têm baixa densidade antigênica e, portanto, além de parcial, apresenta uma expressão fraca (D fraco Tipo 17), enquanto que outros apresentam uma densidade antigênica alta, semelhante ao antígeno D normal (D parcial tipo DIIIc). 36
38 Capítulo 3 Sistema Rh Receptores de sangue ou gestantes que possuem antígenos D parciais podem se sensibilizar caso sejam expostos aos antígenos D positivo. Por isso cada vez mais se investe na obtenção de reagentes que sejam capazes de realizar a detecção de todos esses antígenos D variantes. A tabela 3 relaciona diferentes antígenos D parcial, demostrando os epítopos alterados. tabela 3 Antígenos D parcial epítopos presentes e ausentes D Parcial Epítopos Presentes Epítopos Ausentes II 1, 2, 3, 5, 6/7, 8 4, 9 III 1, 2, 3, 4, 5, 6/7, 8, 9 IVa 4, 5, 6/7, 8 1, 2, 3, 9 IVb 5, 6/7, 8 1, 2, 3, 4, 9 Va 2, 3, 4, 6/7, 8, 9 1, 5 VI 3, 4, 9 1, 2, 5, 6/7, 8 VII 1, 2, 3, 4, 5, 6/7, 9 8 Fonte: Imelda Bromilow, Anticorpos Os anticorpos do sistema Rh, em especial o anti D, não são naturais. Eles são produzidos a partir de um estímulo imunológico, seja a gestação de um feto RhD positivo, ou transfusão de um componente RhD positivo. Eles são de natureza IgG, ativos a 37 o C e são melhor detectados por meio da utilização da antiglobulina humana ou por meio da utilização de painéis de hemácias tratadas por enzimas proteolíticas. Como são IgG, atravessam a barreira placentária e estão envolvidos em casos de doença hemolítica perinatal. Esses anticorpos não fixam complemento e a destruição das hemácias é extracelular, podendo estar associados a casos de reação transfusional por destruição das hemácias no meio extravascular. 37
39 MINISTÉRIO DA SAÚDE Considerações sobre a classificação RhD A classificação rotineira do RhD refere se somente a presença ou ausência do antígeno RhD. Contra riamen te ao sistema ABO, não há prova reversa, pois os indivíduos não apresentam naturalmente anticorpos séricos contra o antígeno RhD. A classificação RhD inicialmente era baseada na presença ou ausência de aglutinação frente ao reagente anti D policlonal à temperatura ambiente (TA). Assim era estabelecido se o indivíduo era Rh positivo ou negativo. A variante fraca do antígeno era pesquisada nos casos de resultados negativos à temperatura ambiente, por meio do emprego da antiglobulina humana (AGH). Frente a um resultado positivo apenas com a antiglobulina humana, a tipagem RhD era liberada como Rh negativo D u positivo. Atualmente o termo correto é antígeno D positivo fraco. Sua frequência era estabelecida por meio desses critérios e variável de acordo com a população estudada. Estimava se que 0,1% 1% de caucasianos apresentava o antígeno D fraco. No cenário mundial a produção de reagentes anti D policlonais vem sendo descontinuada devido ao fato de que a fonte destes reagentes é humana. Os programas de prevenção da aloimunização eritrocitária, assim como a restrição aos programas de aloimunização remunerada, diminuíram consideravelmente a disponibilidade de doadores sensibilizados. Acrescido a esse fato, é consenso que fontes de soro humano contendo anti D devem ser reservadas para a produção de imunoglobulinas para tratamento e prevenção de diversas patologias, entre elas a Doença Hemolítica Perinatal. O desenvolvimento dos reagentes monoclonais para tipagem sanguínea trouxe grande contribuição ao arsenal imuno hematológico. Hoje esses reagentes vêm substituindo os reagentes policlonais com total eficácia. Os anticorpos monoclonais são projetados em laboratório para reconhecer especificamente marcadores proteicos especiais na superfície das hemácias Os reagentes monoclonais anti D são de origem humana e, dependendo do clone, podem ser IgG ou IgM. Eles são comercializados separadamente (Reagente IgG ou IgM) ou em misturas de clones (IgG + IgM). Esses reagentes com mais de um clone apresentam grande probabilidade de detectar a maioria dos antígenos D variantes. Uma boa escolha do reagente a ser utilizado na prática laboratorial é essencial para resultados adequados. É importante a identificação de reagentes monoclonais com abrangência bem estabelecida, pois certamente eles virão a substituir os reagentes policlonais. 38
40 Capítulo 3 Sistema Rh Existe uma grande preocupação em relação ao antígeno D parcial VI. Indivíduos com esse fenótipo são susceptíveis à formação de anti D quando expostos ao antígeno RhD, pois esses antígenos possuem múltiplas alterações em seus epítopos. Muitos laboratórios escolhem os reagentes baseados na capacidade de detecção ou não do antígeno D VI. É recomendável a utilização de dois diferentes reagentes. Um deve detectar e o outro não deve detectar a variante DVI. Na técnica de gel teste, muitos cartões para a classificação já apresentam dois microtubos contendo diferentes reagentes anti D. Já estão também disponíveis no mercado antissoro anti D líquidos com diferentes clones, podendo ser adquiridos reagentes compostos por mistura de clones ou reagentes apresentando apenas um clone IgG ou IgM. Alguns cartões A tabela 4 relaciona alguns clones anti D, o(s) epítopos por eles identificados e a capacidade de detecção da Variante DVI. tabela 4 Clones anti D e os epítopos identificados Clone Tipo Epítopo DVI ESD 1 IgG 9 + MS 26 IgG 3/ IgM 6/7 MS 201 IgM 6/7 LDM3 IgM 6/7 TH28 IgM 6/7 RUM1 IgM 6/7 LDM1 IgM 6/7 Fonte: Imelda Bromilow, Uma classificação correta da presença ou ausência do antígeno RhD e de suas variantes na membrana eritrocitária de um indivíduo é de grande importância, pois o antígeno RhD é o mais imunógeno em relação aos demais antígenos eritrocitários conhecidos. 39
41 MINISTÉRIO DA SAÚDE Etapas importantes na classificação RhD: 1. Escolher o reagente anti D de acordo com a sua aplicação (doadores ou pacientes); 2. Conhecer seu clone e sua abrangência; 3. Utilizar o reagente controle quando estiver preconizada sua utilização; 4. Pesquisar a variante fraca sempre que o resultado inicial for negativo; 5. Não liberar o resultado em caso de dúvida e sempre que o controle de RhD for positivo; 6. Se possível. usar dois reagentes com clones diferentes (IgG e IgM); 7. Seguir as diretrizes estabelecidas na Portaria GM/MS nº 2712/2013. Sugestão de Técnica em tubos de hemólise: 1. Identificar dois tubos de ensaio, como RhD e CTL; 2. No tubo identificado como RhD, colocar uma gota do reagente anti D e, no tubo identificado como CTL, uma gota do reagente Controle de RhD; 3. Aos dois tubos adicionar uma gota de suspensão de GV a 3% 5% em solução salina; 4. Homogeneizar e centrifugar os dois tubos a 3400 rpm por 15 segundos; 5. Ressuspender o sedimento, agitando delicadamente os tubos, e ler macroscopicamente a aglutinação; 6. Se o teste for negativo (aglutinação ausente), proceder conforme indicado no teste para pesquisa de RhD fraco. figura 1 Técnica para tipagem RhD D Ctl D Ctl Ilustração: Shirley Lopes de Castilho 40
42 Capítulo 3 Sistema Rh Pesquisa da variante fraca do antígeno D: 1. Incubar ambos os tubos (D e CTL) por 15 minutos em banho maria a 37 o C; 2. Lavar os glóbulos vermelhos (GV) de cada tubo três vezes, em solução salina fisiológica; 3. Decantar completamente por inversão rápida dos tubos, após a última lavagem; 4. A cada tubo, acrescentar duas gotas de soro antiglobulina humana de amplo espectro ou soro de Coombs; 5. Centrifugar a rpm por 15 segundos; 6. Ressuspender o botão de GV, por agitação delicada, e examinar para aglutinação macroscópica; 7. Anotar os resultados. figura 2 Técnica para pesquisa do antígeno D fraco D Ctl D Ctl D Ctl D Ctl Ilustração: Shirley Lopes de Castilho Interpretação dos resultados Havendo ausência de aglutinação em ambos os tubos (item 5), classifica se o sangue como RhD negativo. Quando ocorre aglutinação apenas no tubo marcado D (item 5), o sangue deve ser classificado como RhD positivo fraco. 41
43 MINISTÉRIO DA SAÚDE Se ambos os tubos, D e CTL, aglutinarem, não considerar o indivíduo como RhD positivo. Nesse caso, considerá lo como tendo um teste de Coombs direto positivo, provavelmente por sensibilização de seus GV por autoanticorpos. Caso não haja tempo de realizar estudos mais aprofundados, na vigência de uma transfusão de urgência, escolher para essa transfusão hemácias RhD negativo. figura 3 Interpretação da tipagem RhD D Ctl D Ctl D Ctl Aglutinação com anti-d Ausência de Aglutinação e ausência de aglutinação nos 2 tubos anti-d e Ctl no reagente Ctl. Realizar pesquisa de D fraco. RhD positivo D Ctl Aglutinação com o reagente controle invalida a interpretação dos resultados. Aglutinação com anti-d e ausência de aglutinação no reagente Ctl. D Ctl RhD positivo fraco (D fraco) Ilustração: Shirley Lopes de Castilho 42
44 Capítulo 3 Sistema Rh figura 4 Fluxograma de Interpretação Classificação Sanguínea RhD Anti-D IgG + IgM Possibilidade Reagente Controle Positivo Teste Inválido Hemácias previamente sensibilizadas in vivo Causas Reagente Controle Negativo Resultado com o reagente anti-d Teste validado Devido a presença de autoanticorpos Devido à presença de aloanticorpos Aloimunização maternofetal transfusão recente Positivo RhD+ Negativo Pesquisar D Fraco (AGH) Conduta Realizar teste de Coombs direto utilizar Anti-D Policlonal Salino ou Anti-D IgM Monoclonal Tratamento das hemácias com reagentes especiais como cloroquina ou glicina ácida Negativo RhD- Positivo RhD+ D Fraco ou D Parcial Ilustração: Shirley Lopes de Castilho 43
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46 Capítulo 4 Teste de Antiglobulina Capítulo 4 Teste de Antiglobulina Introdução Coombs, Mourant e Race descreveram em 1945 o teste da antiglobulina indireta (TAI). Técnica que, apesar de ter sido previamente demonstrada por Moreschi em 1908, não havia sido divulgada na época. O teste permitia a detecção no soro de anticorpos não aglutinantes do sistema Rh, utilizando o soro antiglobulina humana (TAI). Os mesmos autores demonstraram posteriormente em recém nascidos com doença hemolítica perinatal (DHPN), hemácias sensibilizadas por anticorpos anti D. Para tanto, utilizaram o soro antiglobulina em uma técnica que futuramente passou a ser denominada teste da antiglobulina direto (TAD). A utilização do soro antiglobulina humana, na avaliação imunológica eritrocitária, pode ser considerada como a mais importante descoberta da medicina transfusional, depois do sistema de grupo sanguíneo ABO. A facilidade de execução do teste antiglobulina e a informação diagnóstica que fornece contribuíram para sua utilização em larga escala até os dias de hoje. Teste da antiglobulina direto (TAD) O TAD é considerado um método simples, que permite detectar hemácias revestidas in vivo por imunoglobulinas e/ou frações do complemento. A realização do teste depende do soro antiglobulina humana (AGH), que pode ser obtido a partir da sensibilização de animais com globulinas humanas e/ou anticorpos monoclonais. Soros monoespecíficos (anti IgG, anti IgM, anti IgA, anti C3, anti C3d) e poliespecíficos (anti IgG associado a anti C3d) são disponíveis comercialmente. 45
47 MINISTÉRIO DA SAÚDE O TAD caracteriza se pela reação de hemácias diretamente com o soro AGH. Na técnica em tubo, a lavagem de hemácias é importante para remover todo o resíduo de plasma, anticorpos livres e outras proteínas do meio, evitando um resultado falso negativo com a neutralização do soro AGH. As antiglobulinas combinam se preferencialmente com a porção Fc das moléculas de anticorpos ligadas às hemácias, e os sítios Fab formam pontes entre os anticorpos produzindo uma aglutinação visível (figura 1). As células que não apresentam anticorpos ligados não são aglutinadas. O teste da antiglobulina pode detectar de 100 a 400 moléculas de IgG por hemácia e de 350 a 1100 moléculas de C3d por hemácia. A investigação laboratorial deve prosseguir quando o TAD realizado com o soro AGH poliespecífico é positivo. Nessa situação, utilizar soros AGH monoespecíficos e a técnica de eluição do anticorpo, visando a melhor caracterização da proteína ligada à membrana da hemácia. O procedimento de eluição caracteriza se pela remoção de anticorpos da membrana das hemácias sensibilizadas por meio de diferentes técnicas, como calor (56 C), congelamento, solventes orgânicos (clorofórmio, éter) e meio ácido (glicina HCl / EDTA, digitonina ácida) (tabela 1). tabela 1 Principais técnicas de eluição Método Características Calor Temperatura: 56 C. Indicado na eluição de anticorpos do sistema ABO e anticorpos IgM; fácil execução. Congelamento Indicado na eluição de anticorpos do sistema ABO; necessita de pequenos volumes de amostra; fácil execução Meio ácido Boa capacidade de recuperação dos anticorpos removidos da hemácia; fácil execução. Fonte: Tabela Modificada do Manual Técnico da AABB 17ed páginas 501 e 503. Teste da antiglobulina direto e complemento Frações do complemento podem se ligar às hemácias in vivo ou in vitro. Anticorpos ligados a antígenos eritrocitários formam imunocomplexos capazes de ativar a via do complemento. O outro mecanismo descrito está relacionado a complexos imunes inespecíficos, presentes no plasma e adsorvidos pela membrana da hemácia. Nesse caso, a via do complemento nem sempre é ativada. 46
48 Capítulo 4 Teste de Antiglobulina As hemácias ligadas ao complemento geralmente são hemolisadas. Entretanto, nas situações em que a cascata não é ativada, frações como C3 e raramente C4 podem ser detectadas por reagentes anticomplemento, sem evidência de hemólise. O TAD dificilmente identifica anticorpos anti IgM, em parte porque essas moléculas são pentâmeros e podem dissociar se durante o processo de lavagem. Outro fator que contribui para isso está relacionado à baixa atividade dos soros anti IgM, presentes nos reagentes comerciais. Os anticorpos IgM ativam a via do complemento; assim, C3 pode ser detectado na superfície da hemácia mesmo após procedimentos de lavagem. Avaliação do teste da antiglobulina direto Os eritrócitos normais podem apresentar se na membrana IgG e frações do complemento aderidos de forma inespecífica e em quantidades tão pequenas (inferiores a 100 moléculas/hemácia) que não são detectados por meio de um TAD de rotina. Sabe se que acima de 100 moléculas de IgG e de aproximadamente 400 de complemento por eritrócito é usual a positividade do TAD, e que esse resultado é mais forte quanto maior for o número de moléculas que revestem a hemácia. Não existe uma relação direta entre um TAD positivo e hemólise. Assim, o resultado do TAD deve ser analisado juntamente com a história clínica do paciente e com os resultados dos testes laboratoriais que investigam o quadro hemolítico. Alguns dados da história clínica, como o uso de medicamentos, antecedentes transfusionais e gestações, são fundamentais e poderão inclusive orientar a avaliação imuno hematológica especializada. Em pacientes com TAD positivo que não apresentam evidências de hemólise, não existe a necessidade de prosseguir a investigação imunológica eritrocitária, exceto quando houver indicação de transfusão. Aproximadamente 3% dos pacientes com hemólise imune possuem o TAD negativo. O valor preditivo do teste é de 83% em pacientes com anemia hemolítica e apenas de 1,4% em paciente sem hemólise. O resultado do TAD positivo pode ser encontrado em pacientes recentemente transplantados, transfundidos e recebendo imunoglobulina intravenosa. 47
49 MINISTÉRIO DA SAÚDE tabela 2 Principais causas de TAD positivo Reação transfusional hemolítica: Drogas (medicamentos): Anemia hemolítica autoimune (AHAI): Doença hemolítica perinatal (DHPN) Proteínas adsorvidas / Não específicas: Aloanticorpos do receptor de uma transfusão recente reagem com antígenos presentes nas hemácias do doador. Anticorpos presentes no plasma do doador reagem com antígenos nas hemácias de um receptor de transfusão. Anticorpos drogas dependentes. Anticorpo IgG e complemento podem ser detectados na membrana da hemácia quando a droga participa da reação. Exemplos: penicilinas e cefalosporinas. Anticorpos drogas independentes. Droga induz à formação de um anticorpo indistinguível dos autoanticorpos encontrados nas AHAI. Não é necessária a adição da droga in vitro para a detecção do anticorpo. Exemplos: metildopa e fludarabine. AHAI a quente : autoanticorpos IgG e/ou C3 reagem in vivo com hemácias. Doença da aglutinina a frio : autoanticorpos IgM e complemento ligam se às Ilustração: Maria de Lourdes Rios Barjas de Castro hemácias na circulação periférica e podem ser posteriormente eluídos em áreas mais aquecidas, restando apenas o complemento aderido à hemácia. Hemoglobinúria paroxística ao frio: autoanticorpos IgG reagem com hemácias na periferia e podem posteriormente ativar a via do complemento. Aloanticorpos maternos (IgG) atravessam placenta e reagem com hemácias fetais. Administração de globulina imune em altas doses: globulinas ligam se à membrana das hemácias do receptor. Hipergamaglobulinemia. Indicações do teste da antiglobulina direto O TAD é uma ferramenta importante no diagnóstico das anemias hemolíticas imunes, incluindo as anemias: hemolíticas autoimunes, hemolíticas induzidas por drogas e as hemolíticas aloimunes (doença hemolítica perinatal e reação hemolítica transfusional) (tabela 2). 48
50 Capítulo 4 Teste de Antiglobulina Anemias hemolíticas autoimunes A anemia hemolítica autoimune (AHAI) é caracterizada pela redução da sobrevida eritrocitária, consequência da ligação de imunoglobulinas e/ou complemento na membrana da hemácia. Nas AHAI, o TAD é positivo, acompanhado de eluato reativo e sem especificidade. Apenas 2% a 4% das hemólises imunes apresentam TAD negativo. Em aproximadamente 70% dos casos, o teste é positivo para anticorpos IgG e/ou associados a frações do complemento são as chamadas anemias hemolíticas a quente. Nas anemias hemolíticas por anticorpos a frio, que representam de 15% a 30% dos casos, o TAD geralmente detecta a presença de frações do complemento. Nas anemias hemolíticas mistas, aproximadamente 8% dos casos, o TAD detecta a presença de IgG e C3 (Tabela 3). tabela 3 Classificação laboratorial das anemias hemolíticas autoimunes AHAI DAT Eluato AHAI a quente IgG ou IgG+C3 IgG Doença da aglutinina a frio C3 Negativo AHAI mista IgG+C3 IgG Hemoglobinúria paroxística a frio (hemolisina bifásica) IgG; C3; C3d Negativo Fonte: Tabela Modificada do Manual Técnico da AABB 17ed páginas 501 e 503. Anemias hemolíticas induzidas por drogas (medicamentos) Drogas raramente causam anemia hemolítica imune (AHI). Estima se uma incidência de um caso em um milhão de indivíduos. A maioria dos medicamentos possui baixo peso molecular e, portanto, não apresentam imunogenicidade. Entretanto, diversas drogas podem causar hemólise e numerosas teorias têm sido propostas para explicar como a droga induz à resposta imune e qual a relação dessa resposta com a presença do TAD positivo e com a hemólise. Abaixo, a classificação mais aceita para a AHI induzida por medicamentos: (1) Anticorpos dependentes da droga nesse caso, anticorpo IgG e complemento podem ser detectados na membrana da hemácia in vitro quando a droga participa da reação (figura 2). Nessa condição, o TAD é positivo quando realizado com soro anti IgG e anticomplemento. O eluato e os anticorpos presentes no soro reagem somente com hemácias tratadas pela droga ou na presença de solução contendo a droga. Exemplos: penicilinas, quinidina, cefalosporinas. 49
51 MINISTÉRIO DA SAÚDE (2) Anticorpos independentes da droga. Nesse caso não é necessária a adição da droga in vitro para a detecção do anticorpo. Exemplos: metildopa e fludarabine. Essas drogas induzem à formação de um anticorpo indistinguível dos autoanticorpos encontrados nas AHAI. A mais importante droga nessa categoria é a (alfa) a metildopa. Aproximadamente 10% a 35% dos pacientes que utilizam o medicamento apresentam resultado do TAD fortemente positivo pela presença de moléculas de IgG na membrana da hemácia. Nesse caso os anticorpos presentes no soro e no eluato reagem a 37 C com eritrócitos homólogos na ausência da droga. As cefalosporinas também podem acarretar um TAD positivo em aproximadamente 5% dos pacientes, devido à adsorção não específica de proteínas do plasma na membrana eritrocitária. O TAD apenas está indicado em pacientes que apresentam história de ingestão de drogas, que podem induzir à formação de anticorpos antieritrocitários na vigência de quadro clínico de hemólise. Anemias hemolíticas aloimunes Doença hemolítica perinatal A doença hemolítica perinatal (DHPN) caracteriza se pela redução da sobrevida de hemácias fetais, decorrente de um quadro de hemólise imune desencadeado pela ligação de anticorpos de procedência materna com antígenos fetais herdados do pai. Os anticorpos da classe IgG atravessam a placenta e atingem a circulação fetal. A forma mais grave da DHPN é decorrente da aloimunização RhD, ou seja, mãe RhD negativa com filhos RhD positivos. A DHPN pelo sistema ABO é praticamente limitada às mães do grupo sanguíneo O, com filhos do grupo A ou B, e que possuem predomínio de anticorpos anti A e anti B da classe IgG. Geralmente o quadro clínico é moderado e raramente responsável pela morte do recém nascido. Vários outros anticorpos podem estar associados com DHPN de gravidade variável, como anti C, c, E, e, K1, Fy a, M, Jk a, Di b. Reações hemolíticas transfusionais A reação hemolítica transfusional (RHT) caracteriza se pela destruição de hemácias transfundidas como consequência de uma incompatibilidade imunológica. A RHT pode ocorrer quando hemácias com um determinado antígeno são transfundidas em pacientes previamente aloimunizados contra este antígeno específico ou quando um paciente recentemente transfundido produz um novo aloanticorpo. 50
52 Capítulo 4 Teste de Antiglobulina Na investigação das RHT, deve se coletar uma amostra para realização do TAD imediatamente após a reação. O resultado do teste pode ser positivo, se as hemácias sensibilizadas não forem destruídas, ou negativo, caso ocorra hemólise com rápida eliminação das hemácias sensibilizadas da circulação. Teste da antiglobulina indireto (TAI) O TAI tem como objetivo determinar a sensibilização de hemácias in vitro. O teste é largamente empregado na investigação imuno hematológica para a detecção e identificação de anticorpos incompletos (não aglutinantes) de importância clínica no soro de doadores e pacientes, na fenotipagem eritrocitária e titulação de anticorpos incompletos (tabela 4). O método para a detecção de anticorpos antieritrocitá rios irregulares deve incluir uma fase de incubação a 37 ºC, para facilitar a ligação do anticorpo ao antígeno eritrocitário e a utilização do soro de antiglobulina humana (AGH). A AGH poliespecífica contém atividade anti IgG e anti C3. A indicação de anti IgG monoespecífica versus poliespecífica em testes pré transfusionais ainda é motivo de discussão entre os especialistas. A maioria dos anticorpos clinicamente significativos, detectados durante a investigação imuno hematologica transfusional, são da classe IgG, o que poderia justificar a utilização do soro anti IgG monoespecífico, evitando assim reações positivas não desejáveis (falso positivo). Entretanto a utilização do soro poliespecífico pode proporcionar a detecção de anticorpos capazes de ativar a via do complemento. tabela 4 Aplicações do teste da antiglobulina indireto (TAI) Testes Sensibilização in vitro Detecção de anticorpos antieritrocitários: Identificação de anticorpos antieritrocitários: Titulação de anticorpos: Fenotipagem eritrocitária: Fonte: Tabela Modificada do Manual Técnico da AABB 17ed páginas 501 e 503. Pesquisa de anticorpos antieritrocitários irregulares (PAI): anticorpos reagem com reagentes eritrocitários / triagem. Prova cruzada: anticorpos do receptor reagem com hemácias do doador. Painel de hemácias: anticorpos reagem com hemácias do painel. Anticorpos (diferentes diluições) reagem com hemácias selecionadas. Detecção de antígenos eritrocitários (K, Fy, etc...) Pesquisa de antígenos de fraca expressão. 51
53 MINISTÉRIO DA SAÚDE tabela 5 Causas de erro no teste da antiglobulina humana Resultados falsos positivos Amostra inadequada (não refrigerada, coagulada, contaminação bacteriana) Contaminação bacteriana da salina usada na lavagem Células autoaglutináveis Células com teste da antiglobulina direto positivo Salina contaminada por metais pesados ou sílica coloidal Anticorpos contaminantes no reagente antiglobulina humana Tubos de vidro sujos Centrifugação excessiva Resultados falsos negativos Lavagem inadequada ou imprópria de células Reagente antiglobulina humana não reativo Reagente antiglobulina humana não adicionado Soro não adicionado no teste indireto Condições de incubação inadequada Suspensão de células muito diluída ou concentrada Pouca ou excessiva centrifugação Erro na leitura do resultado Fonte: Maria de Lourdes Barjas-Castro. Com o objetivo de se evitar resultados falso negativos no teste de antiglobulina indireto em tubo, deve se utilizar o reagente de controle de antiglobulina humana (controle de Coombs), que é composto por hemácias sensibilizadas por anticorpos de classe IgG. Essas hemácias reagirão com o reagente antiglobulina humana do sobrenadante na fase final em um teste negativo. Após a adição do reagente controle e centrifugação (15 segundos a rpm), o teste deverá se tornar positivo, significando que o resultado é verdadeiramente negativo. Se após a adição do controle, o teste continuar negativo este deverá ser repetido, pois se trata de um falso negativo que pode ter sido causado por algum dos motivos descritos na tabela 5. 52
54 Considerações finais Considerações finais Numerosos estudos efetuados nas últimas décadas demonstraram que o TAD: Não deve ser incluído na avaliação imunológica eritrocitária de doadores de sangue; Não deve fazer parte dos testes de rotina pré transfusional de pacientes. O TAD deve ser realizado em: Pacientes com suspeita de hemólise imune, com o objetivo de diagnóstico ou de monitorização terapêutica. Nessas situações o teste possui um alto valor preditivo; Recém nascidos, na presença de: Aloanticorpos clinicamente significativos no soro materno; Icterícia neonatal e anemia nos primeiros dias de vida. O TAD positivo não significa que o paciente apresenta anemia hemolítica imune e o teste negativo não exclui hemólise imune Todo paciente com TAD positivo deve ser submetido a criteriosa avaliação clínica. figura 1 Hemácias sensibilizadas aglutinadas pelo soro antiglobulina humana Antiglobulina Humana Hemácias sensibilizadas Ilustração: Maria de Lourdes Rios Barjas de Castro Aglutinação 53
55 MINISTÉRIO DA SAÚDE O teste da antiglobulina direto demonstra a ligação in vivo de hemácias com anticorpos, utilizando o soro antiglobulina humana (AGH). figura 2 Anticorpos dependentes da droga nesse caso, anticorpo IgG e complemento podem ser detectados na membrana da hemácia quando a droga participa da reação. O eluato e os anticorpos presentes no soro reagem somente com hemácias tratadas pela droga ou na presença de solução contendo a droga droga Metabólito da droga Soro paciente + droga Ilustração: Maria de Lourdes Rios Barjas de Castro 54
56 Considerações finais figura 3 Fluxo para investigação de anemia hemolítica imune (AHI) induzida por drogas (medicamentos) TAD 3+ Drogas em uso ou Antecedente uso do medicamento Eluato φ PAI φ PAI + Painel + com todas as células Auto controle + Eluato φ Eluato + Pensar AHI Ac droga dependente AHI droga/ independente Dx diferencial: AHAI > frequência AHI drogas: retirada da droga /2 semanas desaparecimento da hemólise +: positivo φ: negativo Dx: diagnóstico Ac: anticorpo PAI: pesquisa de anticorpos Ilustração: Maria de Lourdes Rios Barjas de Castro 55
57
58 Referências Referências AMERICAN ASSOCIATION OF BLOOD BANKS. Technical Manual. 17th ed. Bethesda, MD, AVENT, N. D.; REID, M. E. The Rh blood group system: a review. Blood reviews, Edinburgh, v. 95, p , BARJAS CASTRO, M. L. Aplicações do teste de antiglobulina direta. In: BORDIN, J. O.; COVAS, D. T.; LANGHI, D. Fundamentos em Hemoterapia. São Paulo: Atheneu, BARROS, C. et al. Avaliação de Reagentes Anti D na detecção dos antígenos D fraco e parcial. Res. Bras. hematol. Hemoter., São Paulo, v. 28, n. 4, p , BCSH BLOOD TRANSFUSION TASK FORCE. Guidelines for compatibility procedures in blood transfusion laboratories. Transfusion medicine, Oxford, v. 14, p , BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 57, de 16 de dezembro de Disponível em: < fd fcbdf3fbc4c6735/rdc_n%c2%ba_57.pdf?mod=ajperes>. Acesso em: 1 nov BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.712, de 12 de novembro de Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 13 nov Seção1. BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução de problemas nos testes pré transfusionais: controle de qualidade dos reagentes. Brasília, CARRITT, B.; KEMP, T. J.; POULTER, M. Evolution of the human RH (rhesus) blood group genes: a 50 year old prediction (partially) fulfilled. Human molecular genetics, Oxford, v. 6, p , DURAN J. A.; RODRIGUES, M. J. Teste de antiglobulina direto: ausência de significado clínico como teste prétransfusional. Revista ABO, v. 1, p. 9 15, mar EUROPEAN COMMITTEE. Guide to the preparation, use and quality assurance of blood componentes. 16th Ed, Disponível em: < Acesso em: 1 nov
59 MINISTÉRIO DA SAÚDE FLEGEL, W. A. et al. On the complextity os D antigen typing: a handy decision three in the age of molecular blood group diagnostics. JOGC, v. 29, n. 9, p , GARRATTY, G. The significance of complement in immunohematology. Rev. Clin. Lab. Sci., v. 1, p , DANIELS, Geoff. Human Blood Groups. 2nd. ed. New Jersey: John Wiley & Sons, HILLYER, C. D. et al. Blood bank and transfusion medicine. 2nd ed. Philadelphia: Churchill Livingstone Elsevier, BROMILOW, Imelda. D ou não D: eis a questão (Diamed AG). ABO: revista de medicina transfusional, Lisboa, v. 31, Jul./Set ISSIT, P. D. Review: the Rh blood group system: historical calendar. Immunohematology, Filadélfia, v. 21, n. 4, p , JONES, J.; SCOTT, M. M.; VOAK, D. Monoclonal anti D specificity and Rh D structure: criteria for selection of monoclonal anti D reagents for routine typing of patients and donors. Transfusion medicine, Oxford, v. 5, p , MANNESSIER M.; ROUBINET F. Detection of irregular anti-erythrocyte antibodies using the indirect antiglobulin test in a low-ionic-strength medium. Immunohematology Group of the French Blood Transfusion Society. Transfusion Clin. Biol., v. 6, p , MANUAL Tube Testing. Image created by Jaye Parsley. In: GONSORCIK, Victoria K. et al. ABO Grouping Disponível em: < NASCIMENTO, F. Teste de antiglobulina. Revista ABO, v. 1, p. 78, PETZ, L. D.; GARRATY, G. In Immune Hemolytic anemia. 2nd ed. [S.l.]: Ed Churchill Livingstone Elsevier, ROSENFIELD, R. E. Solid phase serology for the study of human erythrocyte antigen: antibody reactions. Paris, Proc. Fifteen Congr. Int. Soc. Blood Trans. SIMPSON, P. P.; HALL, P. E. Teste de antiglobulina. In: HARMENING, D. M. Técnicas modernas de banco de sangue e transfusão. 4. ed. Rio de Janeiro: Revinter, SONNEBORN, H.H.; VOAK, D. A review of 50 years of the Rh blood group system. Biotest bulletin, v. 5, ,
60 Referências TELEN, M.J. Erythrocyte blood group antigens: polymorphisms of functionally importante molecules. Seminars in hematology, Orlando, v. 33, p , VAN KIM, C.; COLIN, Y.; CARTRON, J. Rh proteins: key structural and functional components of the red cell membrane. Blood reviews, Edinburgh, v. 20, p , WAGNER, F. F. et al. Molecular basis of weak D phenotypes. Blood reviews, Edinburgh, v. 93, , WESTHOFF, C.M. (2007) The structure and function of the Rh antigen complex. Seminars in hematology, Orlando, v. 44, p , YATES, J. et al. IgG anti-jka/jkb antibodies are unlikely to fix complement. Transfusion Med., v. 2, p ,
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