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1 Boletim Econômico da Scot Consultoria ano 1 edição 2 22 a 28 de abril de 2013 Destaque da semana Alta na taxa Selic O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa Selic para 7,50% ao ano, sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela manutenção da taxa Selic em 7,25% aa Com esta alta de 0,25 ponto percentual, o Copom interrompeu a sequência de baixas na taxa de juros que perdurava desde agosto de 2011, quando estava definida em 12,5% aa Em outubro de 2012, a taxa chegou ao nível mais baixo da história (7,25% aa), que foi mantida até a última quarta feira (17/4) Impactos na economia A taxa de juros Selic é observada como o principal instrumento para controle da inflação no país De acordo com o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação corresponde a 4,50% (centro da meta), com margem de tolerância de dois pontos percentuais, podendo variar entre 2,50% (piso da meta) e 6,50% (teto da meta) No dia 10 de abril, a inflação oficial, que é definida pelo IPCA, estourou o teto da meta que é de 6,50% Desta forma, o índice ficou em 6,59% no acumulado dos últimos doze meses O Comitê avaliou que o nível elevado da inflação e a dispersão de aumentos de preços, entre outros fatores, contribuem para que a inflação mostre resistência e ensejam uma resposta da política monetária Por outro lado, o Copom ponderou que incertezas internas e, principalmente, externas cercam o cenário prospectivo para a inflação e recomendam que a política monetária seja administrada com cautela Com a alta da Selic, o Banco Central busca controlar o excesso de demanda e as altas da inflação, uma vez que o aumento da taxa, que serve como referências para outras taxas internas da economia, encarece o crédito e estimula a poupança Além destes fatores, a elevação dos juros básicos da economia para 7,50% aa beneficiou quem guarda dinheiro na poupança Por causa da fórmula em vigor desde o ano passado, que atrelou a remuneração da caderneta aos juros básicos, o rendimento da aplicação subiu de 4,90% para 5,25% ao ano No entanto, como visto anteriormente, o rendimento ainda é menor que a inflação Consequentemente, o aumento da taxa básica de juros prejudica o reaquecimento da economia, que cresceu apenas 0,87% em 2012, e ainda colhe alguns estímulos do governo, como desonerações e crédito barato Assim, este movimento de alta da Selic, foi visto com maus olhos para o fluxo da economia interna, e pode prejudicar a taxa de crescimento do Brasil em

2 IPCA A expectativa para o IPCA de abril manteve, para a semana de 14 a 21 de abril, o crescimento de 0,02 ponto percentual verificado há duas semanas Assim, abril deve fechar com evolução de 0,44% A estimativa para o acumulado de 2013 reagiu da mesma forma, aumentou 0,02 ponto percentual e terminou os últimos sete dias em 5,70% Estas altas verificadas no IPCA entre o meses de setembro de 2012 a fevereiro de 2013, tiveram forte contribuição no IPCA acumulado dos últimos 12 meses, que estourou o teto da meta definido pelo CMN A alta na taxa Selic é um fator chave para a definição do IPCA nos próximos meses, uma vez que a economia deve desaquecer e o indice recuar A alta da taxa de juros deve contribuir para novas quedas no IPCA Dados mensais do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 0,90% 0,80% 0,70% 0,60% 0,50% Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) Abril Acumulado ,40% 0,30% 0,20% acumulado IPCA (%) 0,42 0,44 q 5,68 5,70 q 0,10% 0,00% abr-12 mai-12 jun-12 jul-12 ago-12 set-12 out-12 nov-12 dez-12 jan-13 fev-13 mar-13 abr-13 Fonte: IBGE / Elaboração Scot Consultoria - wwwscotconsutoriacombr 2

3 IGP-DI Ao contrário das semanas anteriores, o IGP-DI apresentou queda de 0,13 ponto percentual frente aos 0,40% de 7 a 13 de abril Quando comparado há um mês, a queda é de 32,50% no índice O IGP-DI acumulado do ano fechou em baixa, contrariando as últimas duas estimativas Para o final de 2013, a estimativa é que o índice fique em 4,80%, queda de 0,15 ponto percentual comparado à semana anterior (7 a 13) Com esta queda, o IGP-DI acumulado fica abaixo dos níveis de quatro semanas atrás, quando estava estimado em 4,87% Para o final de 2013, a estimativa é que o IGP-DI fique em 4,80% Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) Abril Acumulado 2013 IGP-DI (%) 0,40 0,27 4,95 4,80 3

4 IGP-M IPC-Fipe O índice mantém a perspectiva baixista pela terceira semana de abril Na nova estimativa, a expectativa para o índice ficou em 0,32% para o mês, queda de 0,03 ponto percentual Assim, a estimativa para o IGP-M em abril acumula queda de 20,0% em quatro semanas O IPC-Fipe, que acumulava quatro semanas de estabilidade em 0,40%, registrou queda de 0,10 ponto percentual na nova estimativa, fechando em 0,30% No, a perspectiva ficou estável Para 2013, o índice deve fechar em 5,12%, mesma estimativa da semana de 7 a 13 de abril No, a estimativa dos últimos sete dias (14 a 20) registrou leve queda, de 0,02 pontos percentuais, e ainda se mantem abaixo dos 5,00% O índice acumulado, que registra queda de 4,10% nas últimas quatro semanas, ficou estimado em 4,91% para o fim de 2013 Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) Abril Acumulado 2013 IGP-M (%) 0,35 0,32 4,93 4,91 Índice de Preços ao Consumidor Fipe (IPC-Fipe) Abril Acumulado 2013 IPC-Fipe (%) 0,40 0,30 5,12 5,12 4

5 Taxa de Câmbio Taxa de câmbio, média do período 2,15 A taxa de câmbio apresentou estabilidade na última semana (14 a 20) A estimativa para o dólar ficou em R$/US$1,99 para abril A banda, estimada para o mês, ficou entre R$/ US$1,950 e R$/US$2,050 O dólar foi comercializado por R$/US$2,008 na última sexta- -feira, dia 19 de abril 2,10 2,05 2,00 1,95 Para o fim deste ano, as expectativas estão estáveis há oito semanas A estimativa, que vigora, é de que a taxa fique em R$/US$2,00 1,90 1,85 O aumento da taxa de juros também traz impactos para a taxa de câmbio No longo prazo, esta alta faz com que os títulos e investimentos brasileiros ofereçam maior remuneração abr-12 mai-12 jun-12 jul-12 ago-12 set-12 out-12 nov-12 Fonte: BCB / Scot Consultoria - wwwscotconsutoriacombr dez-12 jan-13 fev-13 mar-13 abr-13 A partir daí, os investidores estrangeiros são atraídos e mudam seus investimentos para o Brasil Com essa maior oferta de dólares no mercado interno, o real tende a se valorizar Os produtos nacionais exportados perdem competitividade, pois se tornam mais caros e os produtos importados se tornam mais baratos no mercado interno, favorecendo alguns setores que necessitam de bens duráveis de maior valor Taxa de câmbio Abril Final de 2013 Taxa de 1,99 1,99 2,00 2,00 câmbio R$/US$ boletim econômico da scot consultoria Editor-chefe: Augusto Maia Equipe técnica: Alcides de M Torres Jr, Alex Lopes, Douglas Coelho, Francisco Woolf, Gustavo Aguiar, Hyberville Neto, Juliana Pila, Marco Silva, Paola Jurca, Priscila Montanheri, Rafael Ribeiro e Renato Bittencourt Equipe em treinamento: Antônio Guimarães - Maísa Vicentin - Mariana Queiroz Jornalista responsável: Isabel Torres - MTB Este relatório foi preparado pela Scot Consultoria para uso exclusivo de seus assinantes e colaboradores, não podendo ser reproduzido ou distribuído por estes a qualquer pessoa sem a expressa autorização (Artigo 184 do Código Penal) A Scot Consultoria não se responsabiliza por negócios realizados através do uso de informações contidas neste informativo 5

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7 Meta Taxa Selic (taxa básica de juros) Dívida Líquida do Setor Público A taxa Selic, que manteve a cotação de 7,25% ao ano durante 25 semanas, sucumbiu a forte pressão de alta da inflação e fechou a semana em 7,50% Esta pressão acontece uma vez que os indicadores de inflação se distanciaram nos últimos meses do centro da meta (4,5%) A exemplo do IPCA, citado em destaque, alguns índices estão até estourando o teto permitido O aumento da taxa, teoricamente, contribui para retrair a demanda e o consumo, como um mecanismo de controle da inflação, no entanto, o governo usa a baixa taxa de juros como um dos pilares da economia A meta estimada para 2013, que estava estável há três semanas (24 de março a 13 de abril), caiu, fechando em 8,25% na última estimativa A expectativa é que até o final do ano, a taxa básica de juros aumente 10,00% A Dívida Líquida do Setor Público apresentou estabilidade, pela quarta semana Assim, para 2013, a DLSP seguiu cotada em 34,50% do PIB Para 2014, a expectativa, que vigora a uma semana, é que a DLSP encerre o ano 1,00 ponto percentual menor que em 2013 A queda no indicador anual é um bom sinal para economia A DLSP representa a capacidade de pagamento da economia brasileira, fator considerado essencial na avaliação dos investidores estrangeiros Uma vez que a relação dívida/pib cai, a capacidade de pagamento brasileira fica menos comprometida, garantindo maior estabilidade econômica para o país Taxa básica de juros (Selic) Abril Acumulado 2013 Selic 7,25 7,50 q 8,50 8,25 Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) Acumulado 2013 Acumulado 2014 DLSP (%) 34,50 34,50-33,50 33,50 7

8 Produto Interno Bruto (PIB) A expectativa da taxa de crescimento do PIB para este ano apresentou estabilidade, pela segunda semana seguida Espera-se que a soma dos valores produzidos pela economia brasileira cresça 3,00% em 2013 Espera-se que a soma dos valores produzidos pela economia brasileira cresça 3,00% em 2013 Para 2014, a estimativa se mantém há seis semanas Desta forma, é esperado que o Brasil cresça 3,50% Produto Interno Bruto, crescimento anual 8,00% 7,00% 6,00% 5,00% 4,00% 3,00% Produto Interno Bruto (PIB) Acumulado 2013 Acumulado ,00% 1,00% 0,00% PIB (%) 3,00 3,00-3,50 3,50-1,00% * 2014* Fonte: BCB / Elaboração Scot Consultoria - wwwscotconsutoriacombr 8

9 Produção Industrial (PI) Na última semana, a estimativa de crescimento da produção industrial, para 2013 e 2014, voltou a cair O Banco Central acredita que em 2013, a PI deva crescer 2,86%, queda de 0,14 ponto percentual frente à semana anterior (7 a 13 de abril) Para 2014, a estimativa sofreu queda nas últimas três semanas, e está em 3,75% Em quatro semanas, a estimativa da PI para 2014 reduziu 5,06%, e deve impactar negativamente o crescimento do PIB no ano que vem Para 2014, a expectativa de crescimento da produção industrial ainda é 31,11% maior que para 2013 Produção Industrial (PI) Acumulado 2013 Acumulado 2014 PI (%) 3,00 2,86 3,80 3,75 9

10 Balança Comercial A estimativa da balança comercial para o final de 2013 foi revisada para baixo pela oitava semana seguida, com fechamento em US$10,60 bilhões Frente à segunda semana de março, quando a estimativa era de US$14,00 bilhões, a queda é de 24,28% para 2013 Em 2012, o Brasil apresentou saldo positivo de US$19,43 bilhões Desta forma, o resultado estimado para este ano está 45,44% menor em relação ao ano passado Para 2014, a estimativa da Balança também piorou na semana Acredita-se que o Brasil deva acumular US$11,30 bilhões, frente aos US$12,00 bilhões estimados na semana anterior (7 a 13) Quando comparado há quatro semanas, a queda é de 15,03% É a primeira vez no ano que estimativa para a Balança Comercial, em 2014, fica abaixo dos US$12,00 bilhões, valor muito abaixo do estimado no início do ano Balança Comercial Acumulado 2013 Acumulado 2014 Balança comercial 10,64 10,60 12,00 11,30 10

11 Investimento Estrangeiro Direto Pela décima nona semana consecutiva, a estimativa para o IED, que é o interesse duradouro de investimento estrangeiro na economia, é de manutenção Acredita-se que em 2013, sejam captados US$60,00 bilhões com investidores externos Para 2014, a estimativa perdura a trinta e seis semanas e o Investimento Estrangeiro Direto deve ficar igual a 2013, na casa dos US$60,00 bilhões Acredita-se que neste ano, sejam captados US$60,00 bilhões com investidores externos O SEU GUIA PARA BUSCA DE TERRAS E FAZENDAS Investimento Estrangeiro Direto Acumulado 2013 Acumulado 2014 Inv Estrangeiro Direto 60,00 60,00-60,00 60,00 (US$ bilhões) facebookcom/clubedaterrascot twittercom/clubedaterra WWWCLUBEDATERRACOMBR 11

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