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1 Ibovespa :,54% Pontos: 53.63,39 Ibovespa INTRADAY Indicador Valor Var.% Data Dólar Comercial 1,936-1,63 1h45 Dólar Paralelo 2,3, 8/6 Dólar Turismo 2,9 +,97 8/6 Dólar/Euro 1,3984 +,61 1h55 Real/Euro 2,798 -,93 1h54 Iene/Dólar 97,66 -,81 1h55 Treasury 1a 3,84 -,4pp 1h39 Global4 127,7-1,16 6h2 Pedro Paulo Silveira Economista-Chefe André Perfeito Economista Investimento derrete e leva o PIB junto. Os dados divulgados na manhã de hoje pelo IBGE eram ansiosamente esperados pelos economistas e pelo mercado. Afinal, qual seria o resultado da economia brasileira no primeiro trimestre de 29 no meio de uma crise global que insiste mundo afora? O resultado está aí: retração de,8% no PIB do primeiro trimestre de 29 frente ao 4 trimestre de 28 (dados dessazonalizados). Vale lembrar que o PIB já havia caído 3,59% entre o 4 e o 3 trimestres de 28. PIB ótica da demanda - Brasil (des) (trimestre x trimestre) 1 trimestre de 29 2,%,%,73%,61%,84% -2,% -,83% -4,% -6,% -8,% -1,% -12,% -14,% Fonte: IBGE -12,65% PIB consumo das famílias consumo governo FBKF Setor externo

2 Sob a ótica da demanda não há dúvidas de qual foi o grupo responsável pelo tombo do PIB. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBKF) retraiu, na comparação trimestral, estonteantes 12,65%. Entre os elementos da demanda ele foi o único que caiu, e sozinho levou toda a economia para baixo. Não devemos desconsiderar os desdobramentos deteriorantes de um investimento tão baixo. Entre os elementos da demanda a FBKF era a vítima por excelência desta crise. Se o consumo das famílias foi segurado por reduções pontuais de impostos e de outras medidas anticíclicas, o investimento por sua vez não é tão sensível a manipulações econômicas da mesma forma. As decisões de investimento levam em conta uma série de fatores (expectativa de crescimento da demanda, capacidade instalada, preços, etc...) entre eles a taxa de juros de uma dada economia. Colocamos este fato em evidência, pois, como todos sabemos, entre hoje e amanhã o colegiado do COPOM estará em reunião para decidir a taxa de juros básica (Selic). Os investimentos (FBKF) também influenciam de maneira decisiva o PIB por ser mais dinâmico que os outros componentes. O consumo depende de consumidores, o que, de forma geral, tem crescimento constante ao longo do tempo. Os gastos da administração pública também são no mais engessados, e não podem a despeito da vontade do governante de plantão levar nas costas todo o resto da economia. O setor externo, como está evidente no termo, responde fundamentalmente a fatores exógenos no curto prazo. Dentro desta realidade é que está circunscrita a decisão da taxa Selic que será divulgada amanhã em Brasília. PIB X FBKF - Brasil (des) (trimestral) Fonte: IBGE 6,% 4,% 2,%,% -2,% -4,% -6,% -8,% -1,% -12,% -14,% III/25 IV/25 I/26 II/26 III/26 IV/26 I/27 II/27 III/27 IV/27 I/28 II/28 III/28 IV/28 I/29 PIB FBKF

3 Obviamente a decisão sobre a taxa de juros deve ter um olho no PIB e dois na inflação, afinal o sistema em vigor é o Sistema de Metas de Inflação. Nosso BC não tem obrigatoriedade de manter o nível de atividade via Selic, mesmo porque não é possível voltar ao ponto de equilíbrio anterior (onde o crescimento era vigoroso) simplesmente derrubando a taxa de juros. As decisões de investimento, como dissemos acima, também levam em conta a taxa de juros, mas não só isso. No campo da inflação uma grata surpresa foi divulgada na manhã de hoje pela FIPE. O Índice de Preços da região metropolitana de São Paulo surpreendeu os economistas e veio bem abaixo do piso das expectativas. O índice anterior fechou em,34%, esperávamos para a 1 quadrissemana de junho algo na casa dos,33% (ou seja, estabilidade). A expectativa mais otimista esperava,25% no IPC-FIPE. No entanto fechou em,23%. Se comparamos a inflação de 29 contra 28 e 27 vemos que a atual trajetória está bem comportada, e não deve trazer maiores surpresas. IPC-FIPE (% quadrissemanas) Fonte: FIPE 1,4 1,2 1,8,6,4, jan. fev. mar. abr. mai. jun. jul. ago. set. out. nov. dez O ano passado tivemos uma forte influência da explosão das commodities (um sub-produto da aguda crise financeira) nos preços. Este momento parece superado. O que estava puxando mais fortemente a inflação ao consumidor era, nas últimas semanas, aumentos pontuais em alguns remédios e a alta do IPI do cigarro. Estes choques já parecem ter sidos absorvidos. Outra boa nova é o preço comportado dos alimentos.

4 IPC-FIPE em 29 (% quadrissemana) Fonte: FIPE 3 2,5 2 1,5 1,5 -, jan. fev. mar. abr. mai. jun. -1 Alimentação Despesas Pessoais Saúde Na Europa as notícias continuam decepcionando no plano econômico. A Produção Industrial alemã veio pior que as expectativas. Esperava-se que a produção subisse em abril cerca de,3%. No entanto, o tombo foi de -1,9% fazendo a variação anual ser de queda abrupta: em -21,6%.

5 Produção Industrial - Alemanha (saz) (% a.a.) jan-92 set-92 Fonte: Bloomberg mai-93 jan-94 set-94 mai-95 jan-96 set-96 mai-97 jan-98 set-98 mai-99 jan- set- mai-1 jan-2 set-2 mai-3 jan-4 set-4 mai-5 jan-6 set-6 mai-7 jan-8 set-8 Amanhã temos o IPCA de maio. O último dia de reunião do COPOM. Com a palavra o BC. Disclaimer Este relatório foi preparado pela Gradual Investimentos e é distribuído gratuitamente, com a finalidade única de prestar informações ao mercado em geral. Não possuindo a Gradual Investimentos qualquer vínculo com pessoas que atuem no âmbito das companhias analisadas, assim como a empresa não recebe remuneração por serviços prestados ou apresenta relações comerciais com as companhias analisadas. Apesar de ter sido tomado todo o cuidado necessário de forma a assegurar que as informações no momento em que as mesmas foram colhidas, a precisão e a exatidão de tais informações não são por qualquer forma garantidas e a Gradual Investimentos por elas não se responsabiliza. Os preços, as opiniões e as projeções contidas nesse relatório estão sujeitos a mudanças a qualquer momento sem necessidade de aviso ou comunicado prévio. Este relatório não pode ser interpretado como sugestão de compra ou de venda de quaisquer ativos e valores imobiliários. Este relatório não pode ser reproduzido, distribuído ou publicado por qualquer pessoa, para quaisquer fins.

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