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1 kpmg SETOR DE APOIO REGULAMENTAR (SAR) Regulatory Practice News Outubro 2005 FINANCIAL SERVICES BACEN Custódia Resolução 3322, de Custódia de numerário Faculta a custódia de numerário do Bacen por parte de instituições financeiras bancárias ou por associação de instituições financeiras constituídas para essa finalidade, as quais devem assumir as seguintes obrigações na execução da referida custódia: Deter custódia de numerário não-monetizado à ordem do Bacen, com a finalidade de acolher depósitos e atender a solicitações de saques de numerário das instituições financeiras bancárias; Prover a arrumação, classificação e guarda do numerário custodiado, segundo as regras definidas pelo Bacen; Efetuar a conferência e a seleção do numerário recebido, apartando aquele classificado como impróprio para circulação para entrega ao Bacen; Distribuir moedas metálicas e suprir a oferta de troco; Efetuar recolhimento de numerário, na forma determinada pelo Bacen; Cumprir políticas de meio circulante definidas pelo Bacen. A prestação dos serviços de custódia será realizada em dependências das instituições custodiantes, sob o seu controle administrativo operacional, sendo que estas serão fiscalizadas pelo Bacen em relação ao cumprimento das normas e procedimentos, e à qualidade dos serviços prestados. Vigência: Revogação: não há. 1

2 CCS Circ. 3296, de Altera prazos de implementação A Circular 3287/05 (vide RP News jul/05), dispôs sobre a implementação, no Bacen, do Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional (CCS) e estabeleceu prazos para cumprimento de cronograma para tal implementação. A presente Circular revoga os prazos inicialmente estipulados conforme demonstrado a seguir: Procedimento Fornecimento de informações. Atendimento de requisições de detalhamento. Fornecimento das informações relativas aos representantes legais ou convencionais com mandato vigente em 25 de julho de Fornecimento dos dados relativos ao relacionamento mantido com correntistas e clientes, bem como aos seus representantes legais ou convencionais, quando houver, referentes ao período de 1º de janeiro de 2003 a 25 de julho de Fornecimento dos dados relativos ao relacionamento mantido com correntistas e clientes, bem como aos seus representantes legais ou convencionais, quando houver, referentes ao período de 1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de Anterior Circular 3287/ até até até até Prazo Atual Circular 3296/05 Mantido Revogado Revogado Revogado Revogado Para os prazos que foram revogados o Bacen divulgará novo cronograma oportunamente. Vigência: Revogação: não há. COPOM Circular 3297, de Novo regulamento A Circular 3204/03 (vide RP News set/03) divulgou o regulamento do Comitê de Política Monetária (COPOM). A presente Circular mantém o texto do normativo supracitado e promove algumas alterações, são elas: O Copom reúne-se ordinariamente: Anterior Circular 3204/03 Atual Circular 3297/05 Uma vez por mês 8 vezes por ano 2

3 As decisões emandas do Copom são divulgadas por meio de comunicado assinado pelo Diretor de Política Monetária, divulgado na data da segunda sessão da reunião ordinária, após às 18:00hs. No caso de reunião extraordinária, o horário de divulgação do respectivo comunicado ficará a critério do Diretor de Política Monetária. Vigência: Revogação: Circular 3204/03. Comunicado 13821, de Calendário de reuniões para o ano de 2006 O Comitê de Política Monetária (COPOM) se reunirá ordinariamente em duas sessões. Às terças-feiras serão realizadas as reuniões de apresentação técnica de conjuntura, enquanto que às quartas-feiras acontecerão as de decisão das diretrizes de política monetária. A seguir o calendário das reuniões para o ano de e 18 de janeiro 7 e 8 de março 18 e 19 de abril 30 e 31 de maio 18 e 19 de julho 29 e 30 de agosto 17 e 18 de outubro 28 e 29 de novembro Vigência: não menciona. Revogação: não há. Mercado de Câmbio Carta-Circ. 3213, de Credenciamento e descredenciamento de dealers A Carta-Circular 3187/05 (vide RP News mai/05), alterou e revogou normativos anteriores sobre critérios de credenciamento e descredenciamento de dealers que operam com o Departamento de Operações das Reservas Internacionais (DEPIN). 3

4 Os dealers serão selecionados entre as instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio, limitado a uma instituição por conglomerado financeiro, mediante avaliação de desempenho realizada com base na apuração de média ponderada dos seguintes itens: Nas operações de Mercado interbancário será considerado o volume de câmbio negociado pela instituição no mercado interbancário Com peso Anterior Atual 0,5 2,0 Importação e Exportação o volume de operações de câmbio vinculadas a importações e exportações negociado pela instituição 3,0 2,5 Títulos e swaps cambiais os volumes financeiros de títulos da dívida pública com correção cambial negociados nos mercados primário e secundário, bem como os volumes financeiros relacionados aos contratos de swaps cambiais com ajuste periódico (SCC) assumidos pelas instituições através de ofertas públicas do Bacen 1,5 1,0 Câmbio financeiro o volume de câmbio financeiro negociado pela instituição 3,0 2,5 Informações prestadas ao Banco Central do Brasil 2,0 2,0 Vigência: Revogação: Carta-Circular 3187/05. Taxas e Índices Comunicado 13795, de Taxa Selic Divulga a meta para a taxa Selic de 19,00% a.a. a partir de 20 de outubro de Vigência: Revogação: não há. CVM Fundos de Investimento Instrução 424, de atividades de administração e de gestão A Resolução 3261/05 (vide RP News jan/05) autorizou os bancos comerciais, os bancos múltiplos sem carteira de investimento e a Caixa Econômica Federal a exercer atividades de administração e de gestão de fundos de investimento. A Resolução 3309/05 (vide RP News ago/05) estendeu tal autorização às cooperativas de crédito, desde que atuem na distribuição de cotas de fundos de investimento abertos. A Instrução 417/05 (vide RP News mar/05) estabeleceu que para o cumprimento das Resoluções anteriores, aquelas instituições deverão solicitar o seu cadastramento na CVM até

5 O presente normativo mantém o texto da Instrução supracitada e promove algumas novidades, destacadas a seguir: Até , as cooperativas de crédito somente poderão realizar distribuição de cotas de fundos de investimento abertos, classificados como: Curto Prazo Referenciados Renda Fixa A autorização para distribuição de cotas de outros tipos de fundos de investimento, poderá ser solicitada à CVM, somente quando a cooperativa de crédito atingir, antes de , 100% dos empregados considerados aptos através de exame de certificação. Vedada a distribuição de cotas de fundos que cobrem taxa de performance, de ingresso e de saída. Os bancos comerciais, os bancos múltiplos sem carteira de investimento, a Caixa Econômica Federal e as cooperativas de crédito, terão prazo de 30 dias, contados da data da publicação deste normativo, para requerer o cadastramento para o exercício das atividades que especifica, ressalvadas as instituições já cadastradas junto à CVM. Vigência: Revogação: Instrução 417/05. Demonstrações contábeis Deliberação 488, de Apresentação e divulgações Aprova e torna obrigatório, para as companhias abertas, o Pronunciamento do Ibracon NPC n 27 sobre demonstrações contábeis. Destacamos a seguir os principais aspectos do normativo: Utilização do termo Demonstrações Contábeis Componentes das demonstrações contábeis: Demonstração do fluxo de caixa (ou alternativamente, das origens e aplicações dos recursos, enquanto requerida pela legislação societária). Demonstração do valor adicionado - se divulgado pela entidade 5

6 Princiapais novidades relacionadas à divulgação de informações Práticas contábeis - As práticas contábeis de uma entidade incluem, porém não estão restritas ao seguinte: Definição de negócios e segmento geográfico e a base para apropriação de custos entre segmentos; Definição de caixa e equivalentes em caixa; Reconhecimento dos efeitos da inflação. Premissas - A entidade deve divulgar em notas explicativas informações sobre as principais premissas adotadas em relação a eventos futuros e outras informações que envolvam incertezas e, por consequência, riscos de ajustes materiais nos saldos de ativos e passivos no período seguinte, indicando os seguintes detalhes: Tipo de premissa ou qualquer outra forma de mensuração adotada envolvendo a incerteza; e Seu valor na data do balanço. Abertura de ganhos/perdas - As receitas e despesas, bem como os ganhos e perdas provenientes de um grupo de transações similares serão apresentados pelo seu valor líquido, mas com evidenciação de seus dois componentes (na própria DRE ou em nota explicativa). Intangível - Os seguintes elementos devem ser apresentados separadamente, incluindo, se aplicável, o método e o período de amortização e qualquer baixa extraordinária durante o período contábil: marcas, patentes e semelhantes, adquiridos; e Fundo de comércio adquirido. Relatório da Administração Destaque para a necessidade de divulgação dos recursos da entidade não reconhecidos no balanço por não atenderem à definição de ativos. Vigência: , inclusive, para as demonstrações contábeis anuais, devendo os saldos iniciais serem ajustados para uma adequada comparação. Revogação: não há. Contingências Deliberação 489, de Critério de apropriação Define regras para apropriação e divulgação de provisões, passivos, contingências ativas e passivas, com intuito de convergir as práticas contábeis brasileiras às práticas contábeis internacionais. A seguir os principais aspectos do normativo. 6

7 Parâmetros de avaliação Para fins de classificação dos ativos e passivos em contingências ou não, os seguintes conceitos devem ser observados: Praticamente certo Provável Possível Remota Este termo é mais fortemente utilizado no julgamento de contingências ativas. Ele é aplicado para refletir uma situação na qual um evento futuro é certo, apesar de não ocorrido. Essa certeza advém de situações cujo controle está com a administração de uma entidade, e depende apenas dela, ou de situações em que há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos. A chance de um ou mais eventos futuros ocorrer é maior do que a de não ocorrer. A chance de um ou mais eventos futuros ocorrer é menor que provável, mas maior que remota. A chance de um ou mais eventos futuros ocorrer é pequena. O tratamento contábil das contingências fica da seguinte forma: Tipo Contingência Ativa Contingência Passiva Probabilidade de ocorrência Praticamente certa Provável Possível ou remota Mensurável com suficiente segurança Não mensurável com suficiente segurança Possível Remota Tratamento contábil Reconhecer o ativo Divulgar Não divulgar Provisionar Divulgar Divulgar Não divulgar Mensuração O montante reconhecido como provisão deve ser a melhor estimativa do desembolso exigido para liquidar a obrigação presente na data do balanço, ou seja, o montante que uma entidade pagaria para liquidar a obrigação na data do balanço ou para transferí-la para terceiros naquela data. As estimativas de desfecho e os efeitos financeiros são determinados pelo julgamento da administração da entidade, complementados pela experiência de transações semelhantes e, em alguns casos, por relatórios de especialistas independentes. As evidências consideradas devem incluir qualquer evidência adicional fornecida por eventos subseqüentes à data do balanço. 7

8 Reembolso/Compensação Reembolso Quando se espera que algum ou todos os dispêndios exigidos para liquidar uma provisão sejam reembolsados por outra parte, o reembolso deve ser reconhecido somente quando for praticamente certo que ele será recebido se a entidade liquidar a obrigação. O reembolso deve ser tratado como um ativo separado. O montante reconhecido para o reembolso não deve ultrapassar o montante da provisão. Compensação Para valores depositados em juízo, sem que haja a caraterização da liquidação do passivo e não havendo a possibilidade de resgate do depósito (a menos que ocorra desfecho favorável da questão para a entidade), o depósito deverá ser apresentado deduzindo o valor do passivo, sendo os valores atualizados e divulgados. Vigência: produzindo seus efeitos a partir de incentivando-se a sua aplicação imediata. Revogação: não há. Investidores não residentes Instrução 425, de Alteração de prazo A instrução 419/05 (vide RP News mai/05) estabelece, no procedimento de cadastro de investidores não residentes, dentre outros, prazo para adaptação de regulamentos e regularização das informações. O presente normativo altera os prazos previstos no normativo supracitado, ficando da seguinte forma: Para regularização da informações de seus clientes, por parte das corretoras, caso optem pelo cadastro simplificado dos investidores não residentes, o prazo é o seguinte: Anterior Instrução 419/05 Atual Instrução 425/ Vigência: Revogação: não há. Nota: Esta Resenha procura relacionar e destacar pontos dos principais normativos aplicáveis às IFs divulgados no período. Não elimina, assim, a necessidade da leitura integral da norma para perfeito entendimento. Todas as informações fornecidas neste documento são de natureza genérica e não têm por finalidade abordar as circunstâncias de nenhum indivíduo específico nem de nenhuma entidade específica. Tais informações não devem servir de base para se empreender qualquer ação sem orientação profissional qualificada. O nome KPMG e o logotipo KPMG são marcas comerciais registradas da KPMG International, uma cooperativa suíça KPMG no Brasil é firma-membro brasileira da KPMG International, uma cooperativa suíça. Todos os direitos reservados. Regulatory Practice News - Publicação do S.A.R. - Setor de Apoio Regulamentar - Financial Services R. Dr. Renato Paes de Barros, São Paulo, SP - Fone (011) Fax (011) Coordenação : Marco Antonio Pontieri Colaboração e Planejamento visual : Marcus Vinicius de S. P. Alves Pereira 8

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