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1 Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento, Projetos e Capacitação

2 O SUAS e o Acolhimento Institucional para crianças e adolescentes Recife, 12 de janeiro de 2015.

3 Contexto histórico A história da institucionalização de crianças e adolescentes tem um longo percurso. Consta que por volta do século XII um certo Bispo, ao caminhar pelas ruas de Roma e testemunhar a pesca de bebês entre redes dos pescadores, determinou a construção do que teria sido um dos primeiros asilos para crianças abandonadas. (Boswel, 1988). No Brasil, a prática de encaminhar crianças e adolescentes pobres para os chamados internatos de menores ganha força a partir do final do século XIX. A fácil retirada de crianças de sua família para essas instituições criou uma verdadeira cultura de institucionalização. (Rizzine, Irene (Coord.), Acolhendo Crianças e Adolescentes, 2006)

4 Contextualizando Cultura de institucionalização: está presente na sociedade e nos governos. Modelo tradicional: grandes instituições totais, atendimento massificado, entidades de longa permanência, desqualificação das famílias, aceito socialmente como solução para o problema das crianças pobres : Não respeita a individualidade nem a história do usuário; Não se insere na comunidade, não preserva os laços familiares e comunitários; Revitimiza, ao invés de reparar; Viola direitos, ao invés de proteger.

5 Cultura da institucionalização Resposta às situações de vulnerabilidades e risco: institucionalização O abrigo como o Internato do Pobre (Fonseca, 1995); Longa permanência; Despotencialização das famílias: solução para educar adequadamente as crianças pobres ; Cuidados massificados; Isolamento e segregação; Revitimização; Violação de direitos. Garantia de Direitos Resposta: apoio sócio-familiar e inclusão nas políticas públicas; O abrigo como medida protetiva, de caráter excepcional; Provisoriedade do atendimento; Potencialização das famílias: promoção da reintegração familiar e, excepcionalmente, adoção; Respeito a individualidade e à história do usuário; Inserção na comunidade e preservação de vínculos; Reparação; Proteção e Defesa.

6

7 Implantação do SUAS

8 Organização e Oferta da Proteção Social da Assistência Social por níveis PSE MC ACOMPANHAMENTO PSICOSSOCIAL ESPECIALIZADO; FORTALECIMENTO DA ARTICULAÇÃO EM REDE. PSE AC ACOLHIMENTO PERSONALIZADO E INDIVIDUALIZADO. RESGATE DO CONVÍVIO FAMILIAR E COMUNITÁRIO. PSB PREVENÇÃO: FORTALECIMENTO DAS AÇÕES PREVENTIVAS E DA CAPACIDADE PROTETIVA DA FAMÍLIA E DA COMUNIDADE. FORTALECIMENTO DOS VÍNCULOS FAMILIARES E COMUNITÁRIOS.

9 Marcos Legais e Regulatórios Declaração Universal dos Direitos da Criança (1959); Constituição Federal (1988); Estatuto da Criança e do Adolescente (1990); Convenção sobre os Direitos da Criança ONU (1990); Lei Orgânica de Assistência Social (1993); Política Nacional de Assistência Social (2004); Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária (2006); Diretrizes Internacionais - crianças privadas de cuidados parentais (2006); Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes (2009); Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (2009); Lei /2009.

10 Estatuto da Criança e do Adolescente/ 1990 ART o O acolhimento institucional e o acolhimento familiar são medidas provisórias e excepcionais, utilizáveis como forma de transição para reintegração familiar ou, não sendo esta possível, para colocação em família substituta, não implicando privação de liberdade. (Incluído pela Lei nº , de 2009)

11 Provisório: o tempo de permanência da criança/adolescente na instituição deve ser sempre o menor possível, entretanto não se deve colocar essa questão como determinante, pois o objetivo, primeiramente, é estabelecer um diagnóstico para identificar a possibilidade de reintegração familiar da criança/adolescente, evitando a reincidência da violação de direito sofrida.

12 Excepcional: o acolhimento institucional deve ser encarado como uma condição excepcional na vida da criança ou do adolescente. O desejado é que ela/ele possa conviver com sua família (ou família substituta, se for o caso).

13 Espaço de proteção: o acolhimento institucional jamais substituirá a família, mas deverá oferecer proteção e cuidado. Deve-se levar sempre em conta que a criança não veio para a instituição porque quis, mas por alguma situação que a impede, naquele momento, de conviver com sua família.

14 Lei / 2009 Elaboração do PIA Plano Individual de Atendimento; Reavaliação, em no máximo 6 meses, da situação das crianças e adolescentes que estão em serviços de acolhimento (institucional ou familiar); Permanência dos serviços de acolhimento não ultrapassará 2 anos, salvo... Manutenção ou reintegração da criança à sua família terá preferência.

15 Orientações Técnicas 2009: Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes. Orientações Metodológicas; Projeto Político Pedagógico; Parâmetros de Funcionamento para: - Abrigo; - Casa Lar; - Família Acolhedora; - República, etc.

16 Porte e Estrutura do Serviço: Número máximo de crianças e adolescentes acolhidos em cada unidade: - Abrigo Institucional: 20 - Casa-lar: 10 - República: 6 Localização dos serviços em áreas residenciais; Acolhimento próximo à localidade de origem; Habitabilidade, salubridade e privacidade; Até 4 crianças/adolescentes por quarto; Local para guarda de pertences individuais; Acessibilidade.

17 b) Recursos Humanos - Abrigo Institucional - NOB/RH e Orientações Técnicas Equipe de referência para o atendimento direto Profissional/função Quantidade Coordenador 1 profissional referenciado para até 20 usuários acolhidos em, no máximo, 2 equipamentos Cuidador Auxiliar de cuidador 1 /10 usuários por turno 1/ 8 usuários por turno (caso haja 1 usuário com demandas específicas ) 1 / 6 usuários por turno (caso haja 2 usuários ou mais com demandas específicas) Equipe de referência para o atendimento psicossocial, ligada ao órgão gestor Profissional/função Quantidade Assistente Social Psicólogo 1 profissional para atendimento a, no máximo, 20 usuários acolhidos em até 2 equipamentos 1 profissional para atendimento a, no máximo, 20 usuários acolhidos em até 2 equipamentos

18

19 Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais Padronização Nacional Nomenclatura, conteúdo, padrão de funcionamento para todo o território nacional.

20 Tipificação - Referência de Qualidade Informação e comunicação aos usuários, trabalhadores, conselheiros, gestores, órgãos do sistema de garantia de direitos e de políticas públicas, e ainda, o cidadão em geral; Uso de denominações comuns que tornem os serviços conhecidos e reconhecidos como responsabilidade da política de Assistência Social - padrões similares de atendimento; Referências mínimas para organização, reordenamento e prestação com qualidade: o que são, para quem são, o que fazem e para que nível de alcance; Orientação e capacitação aos profissionais; Referência para processos de monitoramento e avaliação.

21 Tipificação Serviços de Acolhimento para Crianças, Adolescentes e Jovens Serviço Público Unidade Serviço de Acolhimento Institucional Crianças e Adolescentes Casa Lar e Abrigo institucional Serviço de Acolhimento em Repúblicas Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora Jovens entre 18 e 21 anos após desligamento de serviços de acolhimento para crianças e adolescentes Crianças e Adolescentes República para Jovens Unidade de referência PSE e residência da Família Acolhedora

22 GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO GPPC (81) / /

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