VIOLÊNCIA NA FRONTEIRA: UMA APRESENTAÇÃO DAS TAXAS DE HOMICÍDIO EM FOZ DO IGUAÇU PR

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1 VIOLÊNCIA NA FRONTEIRA: UMA APRESENTAÇÃO DAS TAXAS DE HOMICÍDIO EM FOZ DO IGUAÇU PR Maria Tereza Pereira da Silva 1 Paulo Roberto Azevedo Sandra Cristiana Kleinschimitt RESUMO: O território de fronteira caracteriza-se por ser um ambiente de contato intenso e incessante com o outro, com o diferente. Devido a essas diferenças, esse território também é interpretado como um ambiente de conflitos, podendo a violência apresenta-se de forma intensa. Com o intuito de estudar a violência um uma fronteira brasileira, formada por Argentina, Brasil e Paraguai, o presente estudo tem como foco a cidade de Foz do Iguaçu (PR), sendo que a mesma apresenta-se como o município com as maiores taxas de homicídio do Estado do Paraná, destacando-se também no âmbito nacional com altas taxas de homicídios juvenis. PALAVRAS CHAVE: Fronteira. Foz do Iguaçu. Homicídio. INTRODUÇÃO A presente pesquisa 2 consiste em um estudo de caso da fronteira sul do Brasil, especificamente do município de Foz do Iguaçu (PR). Com o intuito de debater alguns dos principais aspectos referentes à violência na faixa de fronteira. Para atingir os devidos fins, foram realizados levantamento e análise bibliográfica e de dados, a qual procurou definir o que é fronteira; em seguida, é discutido violência e o aliciamento de menores em práticas ilegais. Além de fazer menção as altas taxas de homicídios no âmbito nacional, estadual e do município de Foz do Iguaçu. Traçando assim um perfil das vítimas de homicídio nessa localidade, trabalhando também a questão de homicídios juvenis. OBJETIVOS O trabalho tem por intuito investigar a situação de violência na região de fronteira sul do Brasil. Tendo como objetivo estudar as taxas de homicídio na cidade de Foz do Iguaçu. Apresenta-se também a oportunidade de analisar os casos de violência envolvendo menores de idade, sendo que 1 2 UNIOESTE. O presente trabalho trata-se da apresentação de resultados parciais do Projeto de Iniciação Científica do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) da UNIOESTE. Intitulado como Avaliação da situação de crianças e adolescentes em situação de conflito com a lei e vulnerabilidade nas regiões de fronteira. 1

2 esse grupo aparece como mais vulnerável e que sofre maior impacto da escala da violência que assola o país, principalmente ao considerar os crimes de homicídio. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A pesquisa em questão trata-se de um estudo exploratório qualitativo e quantitativo, fundamentado em referencial bibliográfico e dados secundários. No primeiro momento realizou-se exploração bibliográfica de trabalhos e obras sobre a temática. Num segundo momento, o enfoque está na descrição da situação de violência nessa localidade, além de processar estatísticas descritivas exploratórias reveladas pela base de dados do Departamento de Informática e Informação do Ministério da Saúde (DATASUS) e outras fontes secundárias. 1 FRONTEIRA: DO CONCEITO A ESPECIFICIDADE O território estudado no presente trabalho trata-se de Foz do Iguaçu, localizado na fronteira sul do Brasil, especificamente na faixa de fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. No entanto antes de adentrar a especificidade da fronteira em estudo, deve-se primeiramente recorrer a definição do termo fronteira, pois esse possui variadas definições e interpretações. Segundo Ferreira (1986), fronteira é apresentado como: [...] a extremidade de um país ou região de um lado onde confina com outro. Limite é a linha de demarcação, uma raia, uma linha real ou imaginária que separa dois terrenos ou territórios contíguos. Por mais que uma fronteira seja vista como zona, faixa ou região, muitos Estados nacionais definem juridicamente uma Faixa de Fronteira por questão de segurança nacional. [...] (apud KLEINSCHMITT, 2012, p. 44). A fronteira é interpretada como sendo contraditória: [...] na medida em que ao marcarem as bordas, pressupõe a existência de outros em relação aos quais um centro pretende se diferenciar e estabelecer limites [...] (COLOGNESE, 2011, p. 141). Limites esses que surgem devido ao contato incessante do diferente, fazendo com que a fronteira seja interpretada como o local de conflitos. Assim: [...] as fronteiras, ao demarcarem o contato de diferentes, são um lócus privilegiado da manifestação das interações relacionais e conflitivas que as constituem [...] (COLOGNESE, 2011, p. 142). Essa também é posta como sendo: [...] zonas marcadas por tensões, conflitos, disputas e diferenças de saberes. O conflito faz com que a fronteira seja um lugar de 2

3 descoberta do outro e de desencontro [...] (MARTINS, 2009, apud KLEINSCHMITT, 2012, p. 44). O cotidiano da fronteira é marcado por: [...] espaços nos quais o local e o internacional se articulam, estabelecendo vínculos e dinâmicas próprias, construídas e reforçadas pelos povos fronteiriços. Neles estão presentes as identidades e as culturas nacionais de cada um dos países envolvidos, que constroem, reelaboram e constituem uma outra cultura e identidade diferenciada, capaz de recriar um novo lugar, com aspectos regionais. São regiões que não respeitam as barreiras existentes, já que há ação e interação dos agentes fronteiriços, estimulando dinâmicas fronteiriças informais. (SOUZA, 2009, p. 106). O recorte espacial adotado nesta pesquisa se reteve a proximidade à fronteira em foco, além da relevância desta. Sendo que a tríplice fronteira formada por Brasil, Paraguai e Argentina: [...] compõem o território de fronteira com maior densidade demográfica da América do Sul, apresentando uma grande diversidade étnica, uma alta circulação de capitais e enormes índices de violência. Os limites do Brasil com o Paraguai representam parte da faixa de fronteira brasileira que possui maior destaque midiático, político e acadêmico, principalmente quando os assuntos abordados tangenciam temas como tráfico, contrabando e violência. (CARDIN, 2013a, p. 113). A dependência econômica de práticas ilegais, a alta circulação de capital e a dependência do comércio transfronteiriço, faz com que essa região de fronteira seja frágil. Sendo assim, fácil de aliciar a parcela da população mais vulnerável, ou seja, [...] os subgrupos populacionais situados dentro da categoria etária entendida como infância e juventude [...] (COHEN; FRANCO, 2008, p. 30). Assim: [...] Quanto mais dependente a economia regular de uma cidade for das práticas ilegais e clandestinas, mais as redes e os grupos sociais desenvolvem a capacidade de cooptar os jovens e a população vulnerável. (CARDIN, 2013b, p. 16). Por esses jovens e adolescentes fazerem parte da parcela mais vulnerável da população, a entrada em práticas ilegais surge como uma forma de superar a desigualdade econômica, simbolizando uma mudança de vida. Os jovens vêm como uma oportunidade de suprirem suas necessidades básicas, além de saciarem seus desejos fetichistas, ocasionados pela sociedade do consumo, acarretando em abandono escolar, entre outras violações de direitos das crianças e adolescentes. O que faz refletir sobre o fato de que: [...] os problemas enfrentados pela infância nessa área de fronteira têm um caráter sub-regional, requerendo ações que vão muito além de uma perspectiva isolada de cada país. (TACRO, 2005, p. 05). 3

4 2 TAXAS DE HOMICÍDIOS NO ÂMBITO: NACIONAL, ESTADUAL E MUNICIPAL Segundo Waiselfisz (2008), a violência enfrentada no Brasil constitui-se de altas taxas quando comparadas as do exterior. No entanto, existe uma naturalização desses índices elevados, fazendo com que as pessoas se acostumem com o cenário de violência enfrentado no cotidiano. O homicídio é considerado uma das principais formas de morte violenta no Brasil, esse entrou num período de ascensão a partir da década de 1980, sendo que: As mortes por homicídio no Estado do Paraná, bem como no Brasil, tornaram-se uma das principais causas de mortalidade desde a década de 1980, intensificando-se nas décadas de 1990 e O aumento do número e das taxas de mortes por homicídio no Estado do Paraná entre 1980 e 2006 foi de aproximadamente 16 óbitos por 100 mil habitantes. Porém, a partir do ano 2000 o Estado atingiu mais de 20 mortes por 100 mil habitantes e alcançou no ano 2006, a maior taxa até então experimentada pelo Estado, de 30,43 óbitos por 100 mil habitantes, ultrapassando as taxas do país. (KLEINSCHMITT; WADI; STADUTO, 2010, p. 21). Assim como as taxas de homicídios nacionais, as taxas do estado do Paraná também se elevaram, fazendo com que esse estado: [...] entrasse no roll dos mais violentos do país, tanto em números como em taxas médias de homicídio [...] (KLEINSCHMITT; WADI; STADUTO, 2010, p. 17). O ano de 2006 foi o ano em que as taxas do Estado do Paraná atingiram seu ápice, nesse período: [...] as taxas de mortes por homicídio no Paraná tornavam o Estado como o oitavo mais violento do país [...] Já em termos numéricos, o Paraná situava-se, naquele ano, em sexto lugar com homicídios [...] (KLEINSCHMITT; WADI; STADUTO, 2010, p ), dentre os estados brasileiros. De maneira geral as altas taxas de violência nos estados brasileiros eram oriundas de cidades de grande porte, característica essa que pode ser comprovada no Paraná. Dentre os vários municípios que se destacam em relação a altas taxas de violência no estado está Foz do Iguaçu. Sendo que esse apresenta-se como: [...] um dos municípios com as maiores taxas de homicídios no Estado do Paraná e se destaca nacionalmente pelas altas taxas de homicídios juvenis. (WAISELFISZ, 2008, p. 11). Além disso: [...] De acordo com os dados do DATASUS (2011), desde 1979 as taxas de mortes por homicídio no município sempre foram consideravelmente superiores às taxas estaduais e nacionais, alcançando em 2006 a marca de 102 mortes por 100 mil habitantes [...] (KLEINSHIMITT, 2012, p. 11). 4

5 2.1 Perfil dos homicídios no município de Foz do Iguaçu Traçando um perfil dos casos de homicídio em Foz do Iguaçu, é possível perceber que de forma geral os índices de homicídio apresentam grande aumento até 2006, sendo que no ano referido atinge seu ápice. No entanto nos anos seguintes os índices de homicídio entram em momento de declínio. O declínio nas taxas de homicídio também pode ser observado em Foz do Iguaçu (PR), no entanto nos anos seguintes há uma mescla entre ascensão e declínio até 2006, quando então se atinge o maior número de homicídios na localidade. E após esse auge inicia-se então um período de declínio. Características que podem ser observadas no Gráfico 1, a seguir. Gráfico 1 Evolução da taxa de mortalidade por homicídio em Foz do Iguaçu ( ) Fonte: (DATASUS, 2014). 3 * Nota: Não foram considerados os dados que estavam registrados como ignorados. No âmbito nacional os índices de homicídio começam a declinar em 2003, sendo que uma das causas desse declínio é devido a Campanha do Desarmamento ocorrida no país. Ressaltando que a maioria dos casos de homicídio era e ainda são ocasionadas por arma de 3 Para este estudo, foram somados os dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM/MS), os óbitos por homicídios (CID-9: E960-E969 e CID-10: X85-Y09) os óbitos classificados como eventos com intenção indeterminada provocados por arma de fogo (CID-9: E985 e CID-10: Y22-Y24) e por arma branca (CID-9: E986 e CID-10: Y28-Y29) e os óbitos classificados como intervenções legais (CID-9: E970-E977 e CID-10: Y35). 5

6 fogo, sendo que esse tipo de violência é considerado: [...] um grave problema de segurança pública e de saúde pública no Brasil. Este tipo de instrumento provoca uma quantidade imensa de morte, em especial, de jovens do sexo masculino [...] (KLEINSCHMITT; WADI; STADUTO, 2010, p. 19). Ambas as taxas de homicídios, sejam elas nacionais, estaduais ou do referido município é possível perceber a grande diferença nos números de homicídios entre homens e mulheres. Sendo que a grande maioria das vítimas de homicídio é do sexo masculino: [...] Desde 1980 as mortes do sexo masculino acompanharam a tendência de crescimento das taxas do Estado e permaneceram sempre elevadas. [...] (KLEINSCHMITT; WADI; STADUTO, 2010, p. 22). O Gráfico 2 demonstra a evolução do número de mortalidade por homicídio na cidade de Foz do Iguaçu, conforme o sexo da vítima. Fato que faz com que seja possível observar a diferença na proporção dos casos de homicídios entre os sexos nesse município, sendo visível a discrepância entre os gêneros. Gráfico 2 Evolução do número de mortalidade por homicídio, conforme o sexo da vítima Fonte: (DATASUS, 2014). * Nota: Não foram considerados os dados que estavam registrados como ignorados. Ao analisar os casos de homicídios, observa-se que a maior parcela das vítimas concentra-se dos 15 aos 29 anos de idade, dentro dessa mesma parcela o maior número de casos está entre os 15 a 24 anos. Característica que chama atenção devido ao grande número 6

7 de adolescentes e jovens vítimas de homicídio. Fatores que podem ser ilustrados com o Gráfico 3. Gráfico 3 Evolução do número de mortalidade por homicídio, conforme a faixa etária da vítima Fonte: (DATASUS, 2014). * Nota: Não foram considerados os dados que estavam registrados como ignorados. ** Nota: Existem outras faixas etárias registradas no Datasus, mas optou-se por ignorá-las pela baixa quantidade de homicídios que possuem ao longo do tempo. O percentual elevado de óbitos por homicídio na população jovem observada em Foz do Iguaçu é uma realidade que reflete também na população brasileira, característica que será desenvolvida no tópico a seguir. Ao analisar o grau de instrução, ou seja, a escolaridade das vítimas de homicídio notase que a grande maioria possui certo nível de estudo, que varia de um a 11 anos de estudo. No entanto, dentro dessa mesma parcela a maior concentração encontra-se de um a sete anos de estudo. Em relação aos demais níveis de instrução, é possível perceber que o número de vítimas contendo nenhuma instrução ou nunca ter frequentado a escola é muito baixo, observa-se também que a quantidade de vítimas nessa condição varia pouco durante o decorrer dos anos demonstrados no Gráfico 4. O número de vítimas que possuem 12 anos ou mais de estudo é de certa forma baixo, no entanto essa parcela demonstra certa variância com o passar dos anos. De 1999 a 2002 era 7

8 extremamente baixo o número de vítimas que possuía 12 anos ou mais de estudo, mas a partir de 2004 esse cenário começa a mudar mostrando um certo crescimento no número de vítimas com maior escolaridade. Outra característica a ser destacada é que os picos de mortalidade relacionados com os níveis de instrução das vítimas variam, demonstrando assim heterogeneidade entre os anos de estudo, fatores que se encontram no Gráfico 4. Gráfico 4 Evolução do número de mortalidade por homicídio, conforme os anos de estudo da vítima Fonte: (DATASUS, 2014). * Nota: Não foram considerados os dados que estavam registrados como ignorados. ** Nota: Não foram apresentados os anos anteriores pela falta de continuidade na forma de registrar os dados. Outra característica a ser destacada refere-se ao estado civil das vítimas, a qual ilustrase no Gráfico 5. Esse demonstra que a grande maioria das vítimas encontra-se no grupo de solteiro, apresenta ainda um grupo menor de pessoas casadas e em seguida com porcentagens reduzidas de grupos compostos por viúvo ou separado judicialmente. É visível a diferença existente entre o número de óbitos de solteiro em relação aos demais grupos, o aumento dessa diferença cresce principalmente a partir de 1991, sendo que neste ano as vítimas de homicídios em que se apresentavam como solteiro era de pouco mais que 25% do total de vítimas. A partir de 1991 nota-se a ascensão cada vez maior dos índices de homicídio com vítimas com estado civil solteiro. 8

9 Gráfico 5 Evolução do número de mortalidade por homicídio, conforme o estado civil da vítima Fonte: (DATASUS, 2014). * Nota: Não foram considerados os dados que estavam registrados como ignorados. Fator que merece menção para a análise está no quesito cor/raça da vítima, nos casos de Foz do Iguaçu a grande maioria das vítimas é de cor branca atingindo em 2002 o maior número com pouco menos que 225 casos. A quantidade de vítimas de cor parda aparece em segundo lugar, tendo o maior número de casos em 2005 quando marcou 125 casos. Na terceira colocação e com taxas reduzidas aparecem às vítimas de cor preta, a qual centra seu maior número de vítimas em 2007 com menos de 25 casos, a variação dentro dessa categoria é baixa, demonstrando sempre números baixos de vítimas de homicídio de cor preta, além de que essa se demonstra em momento de declínio. No período entre 2002 a 2005 é notável o declínio de vítimas de homicídio de cor branca, nesse mesmo intervalo de tempo é visível à ascensão de vítimas de cor parda. De 2005 a 2008 as taxas de homicídio com vítimas de cor branca aumentam e as de cor parda passam por um período de variância apresentando declínio e um pequeno aumento. No intervalo de tempo entre 2009 e 2010 há um novo período de aumento nas taxas de vítimas de cor branca, apresentando em seguida novo momento de declínio. No entanto, a partir de 2009 as taxas de vítimas de cor parda iniciam novo período de declínio que dura até 2011, em seguida inicia-se novo movimento de ascensão. 9

10 Em linhas gerais as variações dos números de vítimas alteram principalmente entre as vítimas de cor branca e parda, as quais se encontram contrários os movimentos de ascensão e declínio. Características que podem ser visualizadas no Gráfico 6. Gráfico 6 Evolução do número de mortalidade por homicídio, conforme a cor/raça da vítima Fonte: (DATASUS, 2014). * Nota: Não foram considerados os dados que estavam registrados como ignorados. ** Nota: Não foram apresentados os anos anteriores porque não havia essa categoria no Datasus. Além disso, as cores/raças amarela e indígena foram ignoradas no gráfico, pela baixa quantidade de registros. Em síntese, o perfil de vítimas de homicídio na cidade de Foz do Iguaçu durante o período entre 1979 a 2012, é formado por vítimas do sexo masculino, com idades entre 15 a 29 anos, solteiro, com escolaridade entre 1 a 7 anos de estudo, na maioria dos casos de cor branca. 2.2 Homicídios juvenis Como já referido, o Brasil sempre obteve taxas elevadas ao se tratar de violência, principalmente quando se refere a homicídios juvenis. Devido a essas taxas elevadas, ocupar os primeiros lugares está presente no histórico brasileiro. Para melhor entendimento de qual 10

11 parcela das vítimas adequa-se aos casos de homicídios juvenis faz se necessário à definição das faixas etárias. Entende-se por adolescência a faixa etária formada pelas: [...] idades de 10 a 19 anos, divididas nas etapas de pré-adolescência (dos 10 aos 14 anos) e de adolescência propriamente dita (de 15 a 19 anos). Já o conceito de juventude [...] estendendo-se dos 15 aos 24 anos. (OPS/OMS, 1985 apud WAISELFISZ, 2008, p. 09). As características levantadas no tópico acima, oriundas dos óbitos por homicídios na cidade de Foz do Iguaçu destacam que na maioria dos casos de homicídio nessa localidade, tratava-se de homicídios juvenis, com jovens do sexo masculino e solteiros. Fator que demonstra proximidade com as taxas do Estado do Paraná no período de 1980 a 2006, pois essas mostram que: [...] O maior percentual de óbitos por homicídio foi observado na população jovem e adulta, entre 15 e 39 anos de idade, do sexo masculino [...] (KLEINSCHMITT; WADI; STADUTO, 2010, p. 22). Segundo os estudos de Waiselfisz (2008), o município de Foz do Iguaçu apresenta-se com taxas elevadas de homicídios, ocupando as primeiras colocações ao tratar de altas taxas de homicídios. Principalmente no ano de 2006, momento em que a referida cidade atingiu seu auge de óbitos por homicídios. Ocupando assim as primeiras colocações entre os municípios brasileiros com maiores taxas de homicídios, homicídios juvenis e vitimização juvenil. Em 2006, Foz do Iguaçu ocupou o quinto lugar dentre os 556 municípios do Brasil com as maiores taxas médias de homicídio no período de 2002 a 2006, com 98,7 de taxa média de homicídios (WAISELFISZ, 2008). Além de ter sido considerado dentre 200 municípios brasileiros o vigésimo município com o maior número de homicídios na população total em 2006, com a taxa de 106,8 (WAISELFISZ, 2008). Se tratando da população jovem, segundo Waiselfisz (2008), Foz do Iguaçu ocupou a primeira colocação com 234,8, dentre os 100 municípios brasileiros com as maiores taxas médias de homicídio na população jovem no período entre 2002 e O município aparece ainda em décimo nono lugar com 251,4 homicídios, dentre os 200 municípios do Brasil com maior número de homicídios na população jovem em

12 Foz do Iguaçu ocupou em 2006 o trigésimo lugar com 47,7% de vitimização juvenil, dentre os 200 municípios brasileiros com mais de habitantes com os maiores índices de vitimização juvenil entre 2004 e 2006 (WAISELFISZ, 2008). CONCLUSÕES Esta pesquisa teve por intuído analisar a região de fronteira, por essa representar um ambiente de contato permanente e intenso com o outro, marcando assim as extremidades de um país, podendo ser um ambiente marcado pelo conflito devido às diferenças encontradas. Tendo por objetivo estudar a violência na fronteira sul do Brasil. Buscando demonstrar a violência enfrentada nessa localidade através dos altos índices de homicídio. Tendo como recorte metodológico a cidade de Foz do Iguaçu (PR), a qual foi escolhida devido à proximidade com a mesma além dos altos índices de homicídios a qual a mesma apresenta. Na busca por trabalhos, obras e dados para construção da pesquisa tornou-se mais alarmante a situação vivida nesse município. O qual ocupa os primeiros lugares do estado e do país ao tratar de altas taxas de homicídios. Outro fator em destaque está na grande quantidade de adolescentes e jovens vítimas de homicídios no estado e no município de Foz do Iguaçu. Características que demonstram a necessidade de pesquisas mais detalhadas e a aplicação de políticas públicas que possam diminuir as taxas de violência nessa região, além de suprirem outras necessidades da população. REFERÊNCIAS CARDIN, Eric Gustavo. Sociedade e indivíduos: convivendo com a violência na fronteira. In: As múltiplas faces da fronteira. Curitiba: Editora CRV, 2013a, p As dinâmicas das fronteiras e as vítimas de homicídios em Foz do Iguaçu PR ( ). Século XXI, Revista de Ciências Sociais. Santa Maria v. 3, n. 2, p , jul./dez. 2013b. Disponível em: < Acesso em: 10 jun COHEN, Ernesto ; FRANCO, Rolando. Avaliação de projetos sociais. 8. ed. Petrópolis: Vozes,

13 COLOGNESE, Silvio Antônio. A Fronteira como unidade de análise dos estudos sobre gerações de italianidade. In: Identidades nas Fronteiras: território, cultura e história. São Leopoldo: Oikos, 2011, p DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (DATASUS). Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS). Estatísticas vitais Disponível em: < Acesso em: 18 jun KLEINSCHMITT, Sandra Cristiana. Homicídios na fronteira internacional entre o Brasil e o Paraguai: considerações sobre Foz do Iguaçu e a Região Metropolitana da Cidade Do Leste Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Ciências Sociais, do Centro de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Estadual do Oeste do Paraná Campus Toledo, Disponível em: < %20Cristiana%20Kleinschmitt.pdf>. Acesso em: 10 jun KLEINSCHMITT, Sandra Cristiana; WADI, Yonissa Marmitt; STADUTO, Jefferson Andrônio. Evolução Espaço-Temporal dos Homicídios no Estado do Paraná. REBESP, Goiânia, n. 3, v. 4, p , jan./jul Disponível em: < Acesso em: 20 jun TACRO, Marcia Anita Sprandel. Situação das crianças e dos adolescentes na tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai: Desafios e Recomendações / UNICEF, ITAIPU Binacional, Curitiba: ITAIPU Binacional, SOUZA, Edson Bello Clemente de. Tríplice Fronteira: fluxos da região Oeste do Paraná com o Paraguai e Argentina. Ponta Grossa, v. 3, n. 1, p , jan./jul Disponível em: < Acesso em: 20 jun WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa da violência: os jovens da América Latina. Distrito Federal: RITLA, Disponível em: < Acesso em: 18 jun

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