FERTIRRIGAÇÃO DOS CITROS
|
|
|
- Miguel Borba Prado
- 10 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 473 FERTIRRIGAÇÃO DOS CITROS Luiza Helena Duenhas Pesquisadora, Embrapa Semi Árido Dirceu Maximino Fernandes Prof. Assistente, FCA/Unesp Roberto Lyra Villas Boas Prof. Adjunto, FCA/Unesp INTRODUÇÃO No cenário nacional, a laranja e as demais culturas cítricas em geral ocupam lugar de destaque, tanto em volume de produção como em área plantada. A exportação da laranja brasileira in natura ainda é pequena, mas com relação à produção e exportação de suco concentrado congelado de laranja, on números são incontestáveis (Figueiredo, 1999). O Brasil tem participação superior a 80% no comércio internacional de suco de laranja concentrado congelado, e também é líder mundial na produção de laranjas (Marino & Mendes, 2001). Segundo Marino et al. (2002), o país responde por aproximadamente 35% de toda a laranja obtida no mundo. Segundo Nehmi Filho et al. (2001), a tendência do mercado internacional é de estabilidade na demanda por suco de laranja, pois embora o mercado de sucos naturais esteja crescendo, a concorrência do suco de outras frutas aumentou significativamente. Por outro lado, enquanto o Brasil é especializado em produção de suco concentrado de laranja, a tendência do mercado aponta preferência para o consumo de suco pasteurizado, onde a produção local costuma ser mais competitiva. A produção de laranja é, em volume produzido e área, a mais importante dentre as culturas cítricas no Brasil. Sua produção se destina a duas finalidades principais: o consumo in natura, ou seja, como fruta de mesa, ou ainda para a indústria de suco
2 474 concentrado. Subprodutos são gerados neste último caso, como bagaço para alimentação animal e óleos essenciais presentes na casca. As variedades mais plantadas em São Paulo e no Triângulo Mineiro são Pêra, Natal e Valência (Agrianual, 2001). A região Sudeste aparece como maior produtora de laranja, seguida pelas regiões Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste, como demonstra a Tabela 1 (Agrianual, 2002). TABELA 1 Produção de laranja por região brasileira, em caixas de 40,8 kg. Regiões * Norte Nordeste Sudeste Sul Centro Oeste Total Fonte: Agrianual (2002) * Previsão feita em agosto/2002 A área de laranja plantada por região segue a mesma ordem de classificação da produção, sendo que no Sudeste a área plantada em 2002 foi de hectares, com destaque para o estado de São Paulo, maior produtor nacional, com uma área de hectares (Agrianual, 2002), dos quais estima-se que mais de utilizem a fertirrigação (Jornal Cruzeiro do Sul, 2002). A região Sudeste também se destaca com a maior área plantada de limão ( ha em 2000, segundo o Agrianual, 2002) e tangerina ( ha). Nas duas culturas, o estado de São Paulo aparece como o maior produtor nacional.
3 475 ASPECTOS FISIOLÓGICOS DA CULTURA Os cítricos pertencem a família das Rutáceas, subfamília Aurantioideas. Dentro desta subfamília existem duas tribos, seis subtribos e 33 gêneros, dentre os quais os mais importantes, Poncirus, Fortunella e Citrus e seus híbridos são considerados como frutos cítricos (Fonfria et al., 1996). Existe uma diversidade considerável de variedades de copa e porta-enxerto para citros presentes no Brasil atualmente. A diversidade inclui, como copas: laranja, limão, tangerina, lima e pomelo, sendo que cada uma destas espécies possui variedades comerciais importantes. De acordo com a época da colheita, as variedades podem ser consideradas como de maturação precoce (março a junho), de estação (maio a agosto) ou tardia (julho a dezembro). Entre as laranjeiras precoces podemos citar: Lima, Piralima, Hamlin, Baía, e Baianinha. Laranjeiras de estação são: Barão, Rubi e Westin. Entre as tardias estão algumas das mais plantadas: Pêra, Natal, Valência e Lima Tardia (Figueiredo, 1991). Os principais porta-enxertos utilizados no Estado de São Paulo são: limão Cravo, limão Volkameriano, laranja caipira, tangerinas Sunki e Cleópatra, tângelo Orlando, Trifoliata, laranja azeda e Citromelo Swingle (Pompeu Júnior, 1991). Para cada variedade de copa existem porta-enxertos mais apropriados. A combinação entre estas duas variedades determinará algumas características importantes da cultura, como, por exemplo, as necessidades nutricionais. Segundo Paramasivam et al. (2000), o porta-enxerto pode influenciar a produtividade, a qualidade do fruto, o estado nutricional mineral dos frutos, a qualidade do suco e concentrações foliares de nutrientes minerais. As demais espécies do gênero Citrus cultivadas em escala comercial no Brasil são: limão galego (C. aurantifolia), limão Taiti (C. latifólia), limão siciliano (C. limon),
4 476 tangerina Cravo, tangerina Poncã e tangor Murcote (C. reticulata), tangerina Mexerica (C. deliciosa) e pomelo (C. paradisi). O comportamento fenológico dos citros pode ser dividido em três fases: a) Desenvolvimento vegetativo Nesta fase, a brotação mais importante é a da primavera, por ser a que desenvolve flores úteis (com exceção das limeiras e limoeiros). Até que as plantas atinjam seu máximo crescimento, a formação de folhas novas é maior que a queda de folhas velhas. Durante seu desenvolvimento, a reposição de folhas é contínua. As folhas são responsáveis pela maior intensidade fotossintética da planta, sendo que não é bem conhecido o efeito da limitação de luz sobre o desenvolvimento e produção de frutos. A queda das folhas é maior no florescimento da primavera, sendo que uma folha pode durar de 1 a 3 anos. b) Florescimento o maior florescimento dos citros em climas subtropicais ocorre entre o final do inverno e o início da primavera. Alguns fatores, no entanto, podem desencadear o florescimento: período seco seguido por chuva ou irrigação e doenças radiculares são alguns deles. Em climas tropicais pode florescer várias vezes ao ano. Apenas uma pequena parte das flores chegará ao estágio de fruto maduro, devido a quedas naturais e comportamento característico de cada variedade. c) Desenvolvimento dos frutos após a fertilização da flor, inicia-se o desenvolvimento do frutinho, com a formação de vários tecidos, seguido por um período de divisão celular e aumento do tamanho das células, caracterizando o período de maior crescimento do fruto. Segue-se a mudança da cor da casca, de verde para laranja e finalmente a maturação, caracterizada pela redução nas taxas de crescimento e de acidez e aumento de sólidos solúveis (Rodriguez, 1991).
5 477 Fonfria et al. (1996) considera que o fruto tem três periodos de desenvolvimento: período de crescimento exponencial (da antese até a caída fisiológica dos frutos), período de crescimento linear (da caída fisiológica até pouco antes de sua mudança de cor) e período de amadurecimento. Segundo Agustí (1999), a disponibilidade por carboidratos juntamente com o conteúdo hormonal que a regula, são fatores decisivos do desenvolvimento do fruto. Cada uma das fases fenológicas possui demanda nutricional específica, que o programa de adubação deve atender. A temperatura, a chuva, a luz e o vento agem diretamente sobre a laranjeira, determinando o crescimento dos ramos, o tamanho das folhas, a emissão das flores, a frutificação e pegamento dos frutinhos, o tamanho, a forma, a coloração e o sabor dos frutos. As raízes, por influência das chuvas e da temperatura do solo, podem ser estimuladas ou paralisadas em sua função de fornecer água e nutrientes às plantas (Moreira, 1985). Como já foi mencionado anteriormente, o crescimento e desenvolvimento dos citros são regulados por limitações genéticas relativas ao porta-enxerto e à copa, além de variáveis ambientais. O ambiente tem componentes físicos e biológicos que, quando não são ótimos, podem ser considerados estresses limitantes da fotossíntese e, conseqüentemente, da alocação de carbono para o crescimento vegetativo e a produção de frutos. Seca, deficiência nutricional e baixas temperaturas são estresses físicos comuns. Uma vez que o crescimento e produção das plantas são os melhores integradores de fatores do ambiente, entender o comportamento de diferentes variedades de copa e porta-enxertos de citros sob diferentes condições ambientais é uma linha de estudo promissora, visando atingir melhores práticas de manejo Syvertsen, 1999).
6 478 DEMANDA DE NUTRIENTES PELA CULTURA A aplicação de fertilizantes influencia diretamente a produção e a qualidade dos frutos cítricos. Deste modo, a dose, o momento e o local de aplicação são importantes para maximizar a eficiência de aproveitamento dos nutrientes e minimizar suas perdas. Os fertilizantes são aplicados periodicamente para suprir a demanda por nutrientes que são removidos na colheita dos frutos, utilizados para manter o crescimento vegetativo e repor as reservas do solo (Feigenbaum et al., 1987). Nos primeiros anos, os citros não produzem plenamente, sendo considerada esta fase como formação do pomar. Esta fase se estende até o quinto ano da cultura, dependendo da espécie e da variedade. Para frutíferas perenes, como os citros, os nutrientes nos frutos constituem a maior parte da remoção de nutrientes no sistema solo-planta. Apesar disso, não podemos considerar apenas a remoção de nutrientes pelos frutos como base para determinar a sua reposição. É necessário ainda levar em consideração o crescimento anual, as reservas da planta e perdas relativas à queda de folhas e raízes (Paramasivam et al., 2000), bem como a contribuição da mineralização de resíduos orgânicos, perdas de nutrientes e eficiência de aplicação (Alva et al., 2001). Nas várias regiões produtoras de citros em todo o mundo podem ser encontradas diversas combinações diferentes entre variedades de copa e porta-enxerto. Cada combinação entre copa e porta-enxerto possui demandas nutricionais particulares (Paramasivam et al., 2000; Alva et al., 2001). Quanto à exportação de nutrientes pelos frutos, Paramasivam et al. (2000) observaram que o efeito da variedade foi significativo quanto à concentração de vários elementos. Apresenta-se na Tabela 2 uma adaptação dos dados do autor para laranja Valência enxertada em Citrumelo Swingle (pomar jovem) e Hamlin em limão (pomar adulto).
7 TABELA 2 Exportação total de nutrientes através dos frutos de laranja Valência e Hamlin, respectivamente, em kg. t -1 para macronutrientes e em kg.ha -1 para micronutrientes. N P K Ca Mg Fe Mn Zn Cu Al Kg.t -1 Kg.ha -1 * Adaptado de Paramasivam et al. (2000). * Produtividade média de 60 t.ha Os dados apresentados na Tabela 2 resultam de um experimento de três anos com doses variáveis de N, P e K, onde não foram constatadas diferenças entre doses variando de 168 a 280 kg.ha -1. Entretanto, Alva et al. (2001), avaliando os três anos do mesmo experimento isoladamente, observou a alternância entre anos de alta produção e anos de baixa produção, sendo que nos anos de alta produção houve uma resposta positiva sensível a doses de N. Diversos autores concordam com a contribuição dos nutrientes das reservas da planta para a produção dos frutos (Almeida & Baumgartner, 2002; Duenhas et al., 2002; Alva et al., 2001; Dasberg, 1987). Feigenbaum et al. (1987) relata que, mesmo em plantas com adubação nitrogenada excessiva, apenas 23.4% do N dos frutos e 20.9% do N das folhas se originaram diretamente do fertilizante, com o restante sendo fornecido pelas reservas nos órgãos permanentes das plantas. Desta forma, é importante discutir se o período de aplicação dos fertilizantes, acompanhando a demanda para a produção de frutos seria capaz de influenciá-la. Iwakiri & Nakahara (1981) observaram que para Satsuma a maior absorção de N aconteceu sobre a adubação de verão, sendo mais baixa no outono e no início da primavera. A absorção era menor e também a translocação das raízes para os demais órgãos da planta. Para Alva et al. (2001), a disponibilidade de N é crítica durante o desenvolvimento inicial e crescimento do fruto, sendo que aplicações tardias de N durante o período de crescimento terão pequena influência sobre a produção.
8 480 Este fato é confirmado por Sanz et al. (1987), que afirma que a partir do início do florescimento a absorção de nutrientes minerais pelas raízes é baixa, e que o crescimento dos órgãos em desenvolvimento depende fortemente da translocação das reservas, sendo que fósforo e potássio são retranslocados mais rapidamente que o nitrogênio. Quantitativamente, os nutrientes retranslocados das folhas velhas podem representar mais de 70% daqueles utilizados na formação de novos órgãos até a abertura das flores. Segundo Dasberg (1987), a quantidade de N presente em uma planta adulta é entre 4 a 5 vezes maior que a quantidade média fornecida anualmente através da adubação nitrogenada, sendo igualmente pequena a quantidade de N oriundo do fertilizante em partes anuais da planta, quando comparada à quantidade de fertilizante aplicado. O autor considera duas importantes fontes de N: a matéria orgânica do solo e os órgãos definitivos da planta. Quanto aos teores ideais de nutrientes nas folhas, os padrões nutricionais estabelecidos (não necessariamente para fertirrigação) não consideram diferenças entre idade ou variedades e muitas vezes nem mesmo entre as diferentes espécies de plantas do gênero Citrus, como Quaggio et al. (1997) e Tucker et al. (1995). Legaz Paredes (1998) propõe a classificação dos níveis foliares de acordo com a espécie em: deficiente, baixo, normal, alto e excessivo. O mesmo autor propõe fatores de correção para a adubação básica sobre os teores de nutrientes das folhas. Desta forma, se o teor de determinado nutriente estiver abaixo do recomendado, a adubação subseqüente terá sua dose aumentada de acordo com o fator de correção. Entretanto, devido às diferentes condições de clima e de solo, consideraremos os valores adotados por Quaggio et al. (1997) para laranja como referência. TABELA 3 Faixa de teores adequados de nutrientes para a cultura da laranja. N P K Ca Mg S B Cu Fe Mn Mo Zn g.kg -1 mg.kg ,2-1, ,5-4,0 2,0-3, ,1-1,
9 PROPOSTA BÁSICA DE RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO PARA A CULTURA DOS CITROS 481 Em países como a Espanha ou Israel, onde a fertirrigação em citros já é utilizada e pesquisada por muitos anos, já se criaram padrões de crescimento de planta, demanda e exportação de nutrientes, teores de nutrientes na solução do solo e na planta, eficiência de aproveitamento dos nutrientes pela planta que, juntamente com uma condição de clima bastante definida, permite uma recomendação de adubação seguindo padrões pré-estabelecidos a partir da pesquisa. A princípio, a necessidade de adubação é baseada na demanda de nutrientes de uma planta em função da idade e de padrões de produtividade subtraindo-se o que o solo pode fornecer em termos de nutriente, considerando a eficiência do aproveitamento desse nutriente, conforme pode ser observado na equação: dose de fertilizante = Extração da cultura - fornecido pelo solo Eficiência do uso do fertilizante A remoção de nutrientes pela biomassa da planta tem sido um dos critérios utilizados para recomendação de adubação, principalmente fertirrigação, e em culturas onde é simples fazer uma curva de acúmulo de nutrientes, como é o caso de hortaliças. Para culturas perenes, como é o caso do citros essa informação é de difícil determinação, principalmente quando se considera esta estimativa para plantas adultas. Segundo Quaggio et al. (1996) a expectativa de produtividade é um indicativo de demanda de nutrientes pelas plantas de citrus, sendo utilizado como fator de variação de doses aplicada para a cultura. Através dos resultados de exportação dos nutrientes através dos frutos é possível ajustar a adubação. Há na literatura nacional algumas informações sobre o assunto como as contidas em Bataglia et al. (1977) que determinaram os teores de nutrientes em frutos de laranja doce, lima ácida, grapefruit, tangor e mandarin. Empresas com pomares de citros estimam uma necessidade de adubação baseada numa primeira expectativa de produtividade do talhão que é
10 482 posteriormente confirmada a partir de contagem de frutos derriçados de plantas representativas daquele talhão. Portanto, de certa forma essa informação já é utilizada na adubação de citros. Deve-se lembrar, no entanto, que diferente de culturas anuais, nas perenes tem-se considerar que os frutos são responsáveis por parte da demanda total da planta, e portanto, a adubação deve ser tal que forneça nutrientes para os frutos, mas também para a manutenção de outros órgãos na planta (tronco, ramos, raízes e folhas velhas) e para formação de brotações novas. Parte dos nutrientes contidos nestes órgãos servem como reserva de nutrientes quando ocorre falta ou fornecimento de nutrientes abaixo da demanda da planta. Esse é um dos motivos de se obter em curto período resultados do uso de diferentes doses de nutrientes, como o observado por Duenhas et al Um dos poucos trabalhos abordando a quantidade de nutrientes contidas nas várias partes da planta de citros foi realizada por Mattos Jr. et al. (2003), que encontraram para lajanjeira Hamlin [Citrus sinensis (L) Obs.] em citrumelo Swingle [Poncirus trifoliata (L.) Raf. x Citrus paradisi Macfad.] com 6 anos de idade, a seguinte distribuição da biomassa total da árvore: frutos= 30,3%, folhas=9,7%, ramos=26,1%, tronco=6,3% e raízes=27,8%. Portanto a parte aérea foi responsável por 72,8% do total da biomassa da planta. A maior quantidade de N (63,2 g/árvore = 27%), de P (9,6 g/árvore=32%) e de K (61,4 g/árvore= 33% do total do nutriente da árvore) foram encontradas nos frutos. Para Ca, Mg e S, as respectivas porcentagens da quantidade de nutrientes nos frutos (11%), (21%), (20%), foram inferiores a outros órgãos da planta. Quiñones et al. 2003, obtiveram que a parte aérea de plantas de laranja Navelina [Citrus sinensis (L) Osbeck], com 8 anos de idade, enxertadas sobre citrange Carrizo, em área de irrigação por inundação ou gotejamento foi responsável respectivamente por 69,3 e 68,8% da biomassa seca; 21,3 e 26,4% para frutos; 39,7 e 37,8% para órgãos como folhas, ramos e troncos em relação ao planta inteira. Neste trabalho, onde plantas se desenvolveram dentro de um lisímetro e utilizou-se como fonte de N nitrato de potássio - 15 N, 17,6 e 20,8% de N na planta encontrava-se nos frutos sendo que diferente dos resultados obtidos por Mattos Jr. et al. (2003), as folhas velhas foram responsáveis por 21,1% do N na planta, para ambos sistemas de irrigação.
11 483 A concentração de nutrientes já existente no solo tem fundamental importância na determinação da quantidade de fertilizante a ser aplicada. Por isso, antes da implantação da cultura, e durante o seu desenvolvimento, não se dispensa a análise química do solo para se recomendar a quantidade de nutrientes aplicada através da fertirrigação. No caso da fertirrigação é importante fazer a amostragem de solo na região do bulbo molhado, procurando atingir tanto a região próxima ao emissor como também na extremidade do bulbo molhado, onde podem se concentrar os sais mais solúveis. Por outro lado, a grande concentração de raízes ocorre no bulbo molhado, sendo este o volume de solo efetivo que deve ser considerado no caso do cálculo da quantidade de nutrientes disponíveis no solo, e que poderá ser diminuído da adubação a ser aplicada. É evidente que quando se considera o teor de nutrientes disponíveis no solo, por exemplo - 50 mg de P (resina) dm -3, não se deve a título de cálculo, considerar todo este valor, pois parte deste P deve ser mantido no solo, a fim de manter um nível de fertilidade do mesmo. No caso específico do P, em função da sua baixa mobilidade, a reserva de P no solo deve ser tal que dê tempo ao P aplicado via irrigação chegue as raízes absorventes, evitando período de depressão no fornecimento do nutriente. O último parâmetro da equação para determinação da dose de fertilizante a ser aplicada é a eficiência do aproveitamento do nutriente aplicado. Tem sido constatado nos trabalhos de pesquisa que essa eficiência é maior no caso do fertilizante aplicado via água de irrigação em relação à adubação convencional. Isso ocorre em função do maior parcelamento da adubação e também pelo adubo Em Quiñones et al observou-se uma eficiência de aproveitamento do N aplicado foi da ordem de 75%, porém segundo dados da literatura para a fertirrigação via gotejamento essa eficiência é maior que 80% para nitrogênio e potássio e pode chegar à cerca de 70% para o fósforo. É por esse motivo, que quando se consideram doses de nutrientes a serem aplicadas, a extrapolação dos resultados de adubação convencional pode não ser a melhor indicação. Na prática, em função dessa maior eficiência de aproveitamento de nutrientes, tem-se observado reduções das adubações aplicadas sem prejuízo de produtividade. Salomão (1999) propõe uma distribuição diferente para variedades de laranja.
12 484 TABELA 8 Distribuição dos nutrientes para variedades precoces, em %. Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez N P 2 O K 2 O Mg TABELA 9 Distribuição dos nutrientes para variedades de estação, em %. Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez N P 2 O K 2 O Mg TABELA 10 Distribuição dos nutrientes para variedades tardias, em %. Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez N P 2 O K 2 O Mg Quanto a freqüência de aplicação dos fertilizantes, ainda não se pode afirmar, para cada tipo de solo, qual é o limite em que o parcelamento deixa de ser eficaz. Entretanto, partindo do princípio que o aumento do parcelamento proporciona melhor aproveitamento dos fertilizantes recomenda-se parcelar as doses tanto quanto for possível e operacional, uma vez que experimentos provam a superioridade de aplicações semanais de fertilizantes quando comparadas a aplicações quinzenais ou mensais.
13 485 Quanto aos micronutrientes, a eficiência de aproveitamento destes pelas plantas, quando comparada à aplicação por via foliar é dependente da fonte fertilizante utilizada (Zekri & Koo, 1992). Com o surgimento de novos produtos comerciais, uma nova alternativa para aumentar o aproveitamento dos nutrientes pode ser utilizada. As substâncias húmicas comerciais são na maioria das vezes compostas de leonardita, e seus efeitos benéficos podem ser demonstrados pela sua capacidade de ação como doadores de elétrons, intervindo na cadeia respiratória das células, aumentando o fornecimento de energia para as células. Também tem sido relatados efeitos nas membranas das raízes, afetando a permeabilidade ou estimulando a atividade da H + -ATPase (Sánchez-Sánchez et al., 2002). Os aminoácidos, disponíveis em formulação comercial, são também importantes na absorção de nutrientes. São exsudados sob deficiência de P e Zn, e são capazes de quelatizar Cu, Zn e Mn (Sánchez-Sánchez et al., 2002). Os mesmos autores observaram aumento do conteúdo de vitamina C e do peso de frutos de limão com o uso de substâncias húmicas e aminoácidos.
14 486 FORMAS DE CONTROLE DA FERTIRRIGAÇÃO Na fertirrigação, a aplicação feita de modo fracionado permite que eventuais deficiências ou excessos nutricionais sejam corrigidos durante o ciclo da cultura. Para realizar o diagnóstico do estado nutricional quanto a cada elemento existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas e que serão comentadas a seguir. a) No solo A ferramenta mais tradicional para verificar a disponibilidade de nutrientes no solo é a análise química do solo, realizada por laboratórios especializados. É comumente utilizada para o planejamento da adubação no início de cada ciclo de cultivo. Neste sentido, tem havido mudanças com relação à amostragem de solo, sendo esta realizada nos pomares fertirrigados em uma freqüência maior que no cultivo convencional. Recentemente, tem sido utilizada uma nova ferramenta: o extrator de solução do solo (Figura 1). É um instrumento simples e pode ser instalado a várias profundidades. A solução do solo é analisada, algumas vezes por meio de testes portáteis, propiciando uma resposta rápida quanto aos nutrientes presentes na solução do solo e também quanto à condutividade elétrica (C. E.) da solução do solo, que é um fator limitante de produção. Para a leitura dos elementos na solução do solo, pode ser realizada análise de laboratório ou ainda leitura no campo com testes rápidos.
15 487 FIGURA 1 Extrator de solução do solo de cápsula de cerâmica. Segundo Gheyi et al. (1999), a laranja é uma cultura sensível à salinidade do solo, com valor de salinidade limiar de 1,7 ds m -1, com possibilidade de redução de 15,9% do rendimento com o aumento unitário da condutividade elétrica do extrato de saturação. O extrator de solução pode ser uma ferramenta útil para detectar excessos. Os nutrientes que não são utilizados pela planta podem se tornar fontes de contaminação de água, tanto superficial como subterrânea (Alva et al., 1998). b) Nas folhas A ferramenta mais utilizada para avaliar o teor de nutrientes nas folhas é a análise química foliar. Existem padrões de comparação para diversas culturas de interesse, inclusive para os citros. Assim como observado para análise de solo, a análise química de plantas tem sido realizada em alguns pomares com freqüência bimensal, uma vez que a fertirrigação permite ajustes rápidos da adubação aplicada caso a mesma não estejam refletindo em níveis adequados dos nutrientes às folhas. Além de estabelecer faixas ótimas com os limites, superior e inferior, para cada elemento mineral determinado na análise química foliar, outras ferramentas de análise têm sido utilizadas, como o DRIS. O DRIS pretende ser uma ferramenta de diagnóstico eficiente, utilizando relações binárias entre os elementos, minimizando influência de
16 488 fatores ambientais e genéticos na composição mineral; considera o balanço nutricional e permite uma classificação clara de elementos em situação de deficiência/excesso (Creste, 1996). A determinação dos índices do DRIS para citros foi realizada por diversos pesquisadores e atualmente se encontra disponível inclusive para uso na Internet ( Fontes (2001) cita ainda como métodos de interpretação da análise foliar: desvio do ótimo porcentual (DOP), nível crítico (NC), faixa de suficiência (NS), plant analysis with standardized scores (PASS) e análise multivariada. Formas alternativas têm sido estudadas para a determinação dos nutrientes nas folhas, como forma de agilizar a obtenção dos resultados. Para o acompanhamento do N, o clorofilômetro tem apresentado uma boa correlação entre as leituras do instrumento e a análise química das folhas para diversas culturas, como maçã (Neilsen et al., 1995), nogueira (Simorte et al., 2001) e abóbora irrigada (Swiader & Moore, 2002). A correlação entre N e leituras de clorofila ainda não está estabelecida para as culturas cítricas. FIGURA 2 Aparelho medidor de clorofila nas folhas clorofilômetro.
17 489 A análise da seiva da planta através de aparelhos de determinação rápida ou mesmo a análise da seiva feita em laboratório é uma ferramenta que tem sido utilizada para diversas culturas, principalmente experimentalmente. Ainda não existem valores de referência estabelecidos para a análise de seiva em culturas de citros. FIGURA 3 Sensor tipo cardy para leitura da concentração de NO-3-N, K e Na. Os sensores do tipo cardy podem determinar concentrações de determinados íons em diversas soluções, não apenas na seiva, mas também no solo. c) Nas flores Pestana et al. (2001), em experimento com laranja Valencia late, concluíram que os teores de Fe, P e Mg nas flores pode ser usado para estimar a concentração de clorofila nas folhas, e prever clorose em plantas. A concentração de Fe nas flores pode ser correlacionada com a concentração de ácido cítrico nos frutos, e desta forma, com o amadurecimento do fruto. As concentrações de P, Mg e Mn nas flores foram correlacionadas ao tamanho dos frutos. Não serão propostos valores para comparação em análise de flores por haver insuficiência de dados para as variedades de interesse no Brasil.
18 490 REFERENCIAL TEÓRICO AGRIANUAL: anuário da agricultura brasileira São Paulo: FNP Consultoria e Comércio, p. AGRIANUAL: anuário da agricultura brasileira São Paulo: FNP Consultoria e Comércio, p. AGUSTÍ, M. Floración y fructificación de los cítricos. Simpósio Internacional de Fruticultura, 1, Botucatu, 1999, p ALMEIDA, M.C.; BAUMGARTNER, J.G. Efeitos da adubação nitrogenada e potássica na produção e qualidade de frutos de laranjeira Valência. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v.24, n.1, p , ALVA, A.K.; PARAMASIVAN, S.; GRAHAM, W.D. Impact of nitrogen management practices on nutritional status and yield of Valencia orange trees and groundwater nitrate. Journal of Environmental Quality, v.27, p , ALVA, A.K.; PARAMASIVAN, S.; HOSTLER, K.H.; EASTERWOOD, G.W.; SOUTHWELL, J.E. Effects of nitrogen rates on dry matter and nitrogen accumulation in citrus fruits and fruit yield. Journal of Plant Nutrition, Monticello, v.24, n.3, p , CRESTE, J.E. Uso do DRIS na avaliação do estado nutricional do limoeiro siciliano p. Tese (Doutorado em Horticultura) - FCA: Unesp, Botucatu, DASBERG, S. Nitrogen fertilization in citrus orchards. Plant and Soil, Dordrecht, n.100, p.1-9, DUENHAS, L.H.; VILLAS BÔAS, R.L.; SOUZA, C.M.P.; RAGOZO, C.R.A.; BULL, L.T. Fertirrigação com diferentes doses de NPK e seus efeitos sobre a produção e qualidade de frutos de laranja (Citrus sinensis O.) Valência. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v.24, n.1, p , 2002.
19 491 FEIGENBAUM, S.; BIELORAI, H.; ERNER, Y.; DASBERG, S. The fate of 15 N labeled nitrogen applied to mature citrus trees. Plant and Soil, Dordrecht, n.97, p , FIGUEIREDO, J.O. Cultivares de laranjas no Brasil. Simpósio Internacional de Fruticultura, 1, Botucatu, 1999, p FIGUEIREDO, J.O. Variedades copa de valor comercial. In: RODRIGUEZ, O.; VIÉGAS, F.; POMPEU JÚNIOR, J.; AMARO, A.A. Citricultura Brasileira. 2 a.ed. Campinas: Fundação Cargill, p FONFRIA, M.A.; FERRER, M.J.; ORENGA, V.A.; ROMERO, V.E.; ALCAINA, M.A. Laranja, limão e tangerina: técnicas comprovadas para a produção de frutos de primeira qualidade. Porto Alegre: Cinco Continentes Editora, p. FONTES, P.C.R. Diagnóstico do estado nutricional das plantas. Viçosa: Editora UFV, p. IWAKIRI, T.; NAKAHARA, M. Nitrogen fertilization programs in Satsuma mandarin groves in Japan. Proceedings of International Society of Citriculture, n.2, p , JORNAL CRUZEIRO DO SUL. Fertirrigação. 19 de outubro de LEGAZ PAREDES, F Normas para la nutrición y fertilización de los cítricos. Valencia: IVIA. MARINO, L.K.; FERRAZ, F.M.; SILVA, M.M São Paulo: FNP, p Novo contrato de venda da laranja. In: Agrianual MARINO, L.K.; MENDES, M. Do preço internacional do suco ao preço pago as produtor pela laranja. In: Agrianual São Paulo: FNP, p MATTOS JR., D.; QUAGGIO, J.A.; CANTARELLA, H.; ALVA, A.K. Nutrient content of biomass components of Hamlin sweet orange trees. Scientia Agricola, v.60, n.1, p , 2003.
20 492 MOREIRA, C.S. Clima e produtividade na citricultura. In: SIMPÓSIO SOBRE PRODUTIVIDADE DE CITROS, 1, Jaboticabal, Anais: Funep. p NEHMI FILHO, V.A.; SILVA, M.L.M.; MARINO, L.K. Laranja produção se ajusta à demanda. In: Agrianual São Paulo: FNP, p NEILSEN, D.; HOGUE, E.J.; NEILSEN, G.H.; PARCHOMCHUK, P. assess the nitrogen status of apple trees. HortScience, v.30, n.3, p , Using SPAD-502 values to PARAMASIVAN, S.; ALVA, A.K.; HOSTLER, K.H.; EASTERWOOD, G.W.; SOUTHWELL, J.S. Fruit nutrient accumulation of four orange varieties during fruit development. Journal of Plant Nutrition, Dordrecht, v.23, n.3, p , PESTANA, M.; CORREIA, P.J.; VARENNES, A.; ABADÍA, J.; FARIA, E.A. The use of floral analysis to diagnose the nutritional status of orange trees. Journal of Plant Nutrition, Dordrecht, v.24, n.12, p , POMPEU JÚNIOR, J. Porta-enxertos. In: RODRIGUEZ, O.; VIÉGAS, F.; POMPEU JÚNIOR, J.; AMARO, A.A. Citricultura Brasileira. 2 a.ed. Campinas: Fundação Cargill, p QUIÑONES, A.; BAÑULS, J.; MILLO, E.P.; LEGAZ, F. Effects of 15 N application frequency on nitrogen uptake efficiency in Citrus trees. J. Plant Physiol., site: QUAGGIO, J.A., RAIJ, B. Van, PIZA JÚNIOR, C.L. Frutíferas. In: RAIJ, B. van, CANTARELLA, H., QUAGGIO, J.A., FURLANI, A.M.C. (ed.) Boletim Técnico 100 Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo, 2 a.ed. Campinas: IAC, p RODRIGUEZ, O. Aspectos fisiológicos, nutrição e adubação dos citros. In: RODRIGUEZ, O.; VIÉGAS, F.; POMPEU JÚNIOR, J.; AMARO, A.A. Citricultura Brasileira. 2 a.ed. Campinas: Fundação Cargill, p
21 493 SALOMÃO, H. Fertirrigação em citrus. In: FOLEGATTI, M.V. Fertirrigação: citrus, flores e hortaliças.guaíba: Livraria Agropecuária, p SÁNCHEZ-SÁNCHEZ, A.; SÁNCHEZ-ANDREU, J.; JUÁREZ, M.; JORDÁ, J.; BERMÚDEZ, D. Humic substances and amino acids improve effectiveness of chelate FeEDDHA in lemon trees. Journal of Plant Nutrition, Dordrecht, v.25, n.11, p , SANZ, A.; MONERRI, C.; GONZÁLEZ-FERRER, J.; GUARDIOLA, J.L. Changes in carbohydrates and mineral elements in Citrus leaves during flowering and fruit set. Physiologia Plantarum, Copenhagen, v.69, n.1, p.93-98, SIMORTE, V.; BERTONI, G; DUPRAZ, C.; MASSON, P. Assessment of nitrogen nutrition of walnut trees using foliar analysis and chlorophyll measurements. Journal of Plant Nutrition, v.24, n.10, p , SYVERTSEN, J.P. Physiological determinants of citrus tree growth and development. Simpósio Internacional de Fruticultura, 1, Botucatu, 1999, p SWIADER, J.M.; MOORE, A. SPAD-chlorophyll response to nitrogen fertilization and evaluation of nitrogen status in dryland and irrigated pumpkins. Journal of Plant Nutrition, v.25, n.5, p , TUCKER, D.P.H.; ALVA, A.K.; JACKSON, L.K.; WHEATON, T.A. trees. University of Florida Cooperative Extension Service, SP169, Nutrition of Florida citrus VITTI, G.C.; FERREIRA, M.E. Interpretação de análise de solo e alternativas de uso de adubos e corretivos. In: In: SIMPÓSIO SOBRE PRODUTIVIDADE DE CITROS, 1, Jaboticabal, Anais: Funep. p ZEKRI, M.; KOO, R.C.J. Application of micronutrients to citrus trees through microirrigation systems. Journal of Plant Nutrition, v.15, n.11, p , 1992.
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE MACRONUTRIENTES EM POMAR FERTIRRIGADO DE LARANJA VALÊNCIA UTILIZANDO O DRIS-CITROS
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE MACRONUTRIENTES EM POMAR FERTIRRIGADO DE LARANJA VALÊNCIA UTILIZANDO O DRIS-CITROS LUIZA HELENA DUENHAS 1 ; MARCUS VINÍCIUS ARAÚJO MELLO DE OLIVEIRA 2 ; MARCELO DOMINGOS CHAMMA
ADENSAMENTO DE PLANTIO: ESTRATÉGIA PARA A PRODUTIVIDADE E LUCRATIVIDADE NA CITRICULTURA.
ADENSAMENTO DE PLANTIO: ESTRATÉGIA PARA A PRODUTIVIDADE E LUCRATIVIDADE NA CITRICULTURA. Eduardo Sanches Stuchi Pesquisador Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical Diretor Científico da Estação Experimental
Eng.-Agr. Derli Paulo Bonine EMATER Regional Estrela
Variedades de copas e portaenxertos de Citros no Rio Grande do Sul Eng.-Agr. Derli Paulo Bonine EMATER Regional Estrela Condições propícias para o citros no Rio Grande do Sul Clima favorável para produzir
Fertilização em Viveiros para Produção de Mudas
Fertilização em Viveiros para Produção de Mudas Produção de Mudas - No sistema de raiz nua Produção de mudas de Pinus no sul do BR - No interior de recipientes - Sacos plásticos - Tubetes Fertilização
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DO SOLO/ PRODUÇÃO VEGETAL CURSO DE : MESTRADO E DOUTORADO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DO SOLO/ PRODUÇÃO VEGETAL CURSO DE : MESTRADO E DOUTORADO DADOS SOBRE A DISCIPLINA 1. Disciplina: NUTRIÇÃO DE PLANTAS 2. Responsável(eis): Renato de Mello Prado 3.
MÉTODOS DE CORREÇÃO DO SOLO
MÉTODOS DE CORREÇÃO DO SOLO O laudo (Figura 1) indica os valores determinados no laboratório para cada camada do perfil do solo, servindo de parâmetros para direcionamento de métodos corretivos. Figura
FerDrrigação, a chave para ganhos em qualidade e produdvidade
FerDrrigação, a chave para ganhos em qualidade e produdvidade Roberto Lyra Villas Bôas, FCA/UNESP, Botucatu, SP Eng. Agron. João Roberto do Amaral Junior Abril 2013 Introdução: A adubação representa 18%
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Centro de Aquicultura - Setor de Carcinicultura Responsável: Prof. Dr. Wagner Cotroni Valenti
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Centro de Aquicultura - Setor de Carcinicultura Responsável: Prof. Dr. Wagner Cotroni Valenti PREPARAÇÃO DO FUNDO, ADUBAÇÃO, CALAGEM E MANEJO DO FLUXO DE ÁGUA DOS VIVEIROS
RESULTADOS E DISCUSSÃO
ISSN 1983-6015 PESAGRO-RIO - Nº 22 - agosto/2014 - Niterói - RJ ATRIBUTOS NUTRICIONAIS DE LAVOURAS 1 DE CAFÉ CONILON NO NORTE FLUMINENSE 2 2 Wander Eustáquio de Bastos Andrade ; José Márcio Ferreira ;
IV Congresso Brasileiro de Mamona e I Simpósio Internacional de Oleaginosas Energéticas, João Pessoa, PB 2010 Página 455
Página 455 AVALIAÇÃO DA FITOMASSA SECA DA MAMONEIRA BRS 149 NORDESTINA SOB FERTILIZAÇÃO MINERAL Lúcia Helena Garófalo Chaves 1 ; Evandro Franklin de Mesquita 2,3 ; Hugo Orlando Carvallo Guerra 1 ; Diva
Eng Agr Dr Humberto Vinicius Vescove FORBB Serviços na Área de Agricultura
Eng Agr Dr Humberto Vinicius Vescove FORBB Serviços na Área de Agricultura Índice Evolução da área irrigada de citros no Estado de São Paulo e Triângulo Mineiro. Resultados de pesquisa. Respostas em produtividade
CUIDADOS TÉCNICOS COM GRAMADOS
CUIDADOS TÉCNICOS COM GRAMADOS CUIDADOS PRÉ-PLANTIO ERRADICAÇÃO DE ERVAS DANINHAS Você deve erradicar as ervas daninhas da área a ser gramada. Esta operação pode ser feita através da capina mecânica ou
DIAGNOSE FOLIAR NAS CULTURAS DO CAJU E CAQUI. III Simpósio Brasileiro sobre Nutrição de Plantas Aplicada em Sistemas de Alta Produtividade
DIAGNOSE FOLIAR NAS CULTURAS DO CAJU E CAQUI PROF. DR. MÁRCIO CLEBER DE MEDEIROS CORRÊA Departamento de Fitotecnia Centro de Ciências Agrárias Universidade Federal do Ceará Fortaleza - CE III Simpósio
Equipamentos e sistemas para fertirrigação
Equipamentos e sistemas para fertirrigação FERTIRRIGAÇÃO é a aplicação de fertilizantes através da água de irrigação (EMBRAPA UVA E VINHO) Não só adubos são aplicados por meio da água de irrigação pois
IT-1101 - AGRICULTURA IRRIGADA. (parte 1)
6 Sistemas de irrigação (parte 1) 6.1 Considerações iniciais Aplicação artificial de água ao solo, em quantidades adequadas, visando proporcionar a umidade necessária ao desenvolvimento das plantas nele
EFICIÊNCIA DE USO DE FÓSFORO NA CITRICULTURA
34! Semana Citricultura EFICIÊNCIA DE USO DE FÓSFORO NA CITRICULTURA PowerPoint Lectures for Biology, Seventh Edition Neil Campbell and Jane Reece Lectures by Chris Romero Cordeirópolis 30 Maio 2012 Fernando
RETRATO DA CITRICULTURA PAULISTA E TENDÊNCIAS FUTURAS. Antonio Juliano Ayres
RETRATO DA CITRICULTURA PAULISTA E TENDÊNCIAS FUTURAS Antonio Juliano Ayres ETRATO DA CITRICULTURA PAULISTA E TENDÊNCIAS FUTURAS - Cenário Atual - Inventário de Árvores - Estimativa de Safra - Tendências
AGRICULTURA DE PRECISÃO EM SISTEMAS AGRÍCOLAS
IX SIMPÓSIO NACIONAL CERRADO BRASÍLIA 12 A 17 DE OUTUBRO DE 2008 AGRICULTURA DE PRECISÃO EM SISTEMAS AGRÍCOLAS ANTÔNIO MARCOS COELHO OBJETIVOS : INTRODUÇÃO - CONCEITOS E DEFFINIÇÕES: PRECISÃO NA AGRICULTURA
CURSO P.I. PÊSSEGO - ANTONIO PRADO - RS - 2006 ADUBAÇÃO FOLIAR EM PESSEGUEIRO CULTIVADO NA SERRA GAÚCHA RESOLVE?
ADUBAÇÃO FOLIAR EM PESSEGUEIRO CULTIVADO NA SERRA GAÚCHA RESOLVE? George Wellington Melo Embrapa Uva e Vinho QUEM USA ADUBAÇÃO FOLIAR FINALIDADE DA ADUBAÇÃO FOLIAR? FILOSOFIAS BÁSICAS PARA APLICAÇÃO: SEGURANÇA
Laranja-pera...30,5% Laranja-natal...16,5% FOLHA N.º 1
INTRODUÇÃO Esta apostila é uma coletânea de informações colhidas na literatura existente e de aspectos práticos do dia, não tem qualquer pretensão de ser um trabalho de pesquisa, somente levar a técnica
Paulo G S Wadt Embrapa Acre
Análise foliar para recomendação de adubação em culturas agrícolas Paulo G S Wadt Embrapa Acre Análise Química de Solos funciona bem para muitos nutrientes importantes outros nutrientes podem ser fornecidos
Programa de Melhoramento Genético de Citros da Embrapa Mandioca e Fruticultura
Programa de Melhoramento Genético de Citros da Embrapa Mandioca e Fruticultura Novas variedades: copas e porta-enxertos Walter dos Santos Soares Filho - Embrapa Mandioca e Fruticultura E-mail: [email protected]
FERTILIZANTES Fertilizante: Classificação Quanto a Natureza do Nutriente Contido Quanto ao Critério Químico Quanto ao Critério Físico
FERTILIZANTES Fertilizante: qualquer substância mineral ou orgânica, natural ou sintética, capaz de fornecer um ou mais nutrientes essenciais às plantas Classificação Quanto a Natureza do Nutriente Contido
NUTRIÇÃO FOLIAR (FATOS E REALIDADES) Prof. Dr. Tadeu T. Inoue Solos e Nutrição de Plantas Universidade Estadual de Maringá Departamento de Agronomia
NUTRIÇÃO FOLIAR (FATOS E REALIDADES) Prof. Dr. Tadeu T. Inoue Solos e Nutrição de Plantas Universidade Estadual de Maringá Departamento de Agronomia FATOS 80.000 70.000 60.000 ÁREA CULTIVADA (milhões/ha)
Universidade Federal do Pampa. Cadeia Produtiva da Laranja
Universidade Federal do Pampa Cadeia Produtiva da Laranja Acadêmicos: Aline Alóy Clarice Gonçalves Celmar Marques Marcos Acunha Micheli Gonçalves Virginia Gonçalves A laranja é uma fruta cítrica produzida
A Vida no Solo. A vegetação de um local é determinada pelo solo e o clima presentes naquele local;
A Vida no Solo A Vida no Solo A vegetação de um local é determinada pelo solo e o clima presentes naquele local; O solo é constituído por alguns componentes: os minerais, o húmus, o ar, a água e os seres
Documento Explicativo
Decisão de Preço do Suco de Laranja 13 de junho de 2013 Visão Geral O Comitê de Critérios tomou uma decisão em relação ao projeto de Revisão de Preços do Suco de Laranja. O resultado disso é que novos
CALAGEM, GESSAGEM E AO MANEJO DA ADUBAÇÃO (SAFRAS 2011 E
RESPOSTA DE MILHO SAFRINHA CONSORCIADO COM Brachiaria ruziziensis À CALAGEM, GESSAGEM E AO MANEJO DA ADUBAÇÃO (SAFRAS 2011 E 2012) Carlos Hissao Kurihara, Bruno Patrício Tsujigushi (2), João Vitor de Souza
TITULO DO PROJETO: (Orientador DPPA/CCA). Para que se tenha sucesso em um sistema de plantio direto é imprescindível uma boa cobertura do solo.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA MEC UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ UFPI PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO PRPPG Coordenadoria Geral de Pesquisa CGP Campus Universitário Ministro Petrônio Portela,
UTILIZAÇÃO DO LODO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO PARA ADUBAÇÃO DA GOIABEIRA
UTILIZAÇÃO DO LODO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO PARA ADUBAÇÃO DA GOIABEIRA Luiz Carlos S. Caetano¹; Aureliano Nogueira da Costa²; Adelaide de F. Santana da Costa 2 1 Eng o Agrônomo, D.Sc, Pesquisador
PLANTIO DIRETO. Definição JFMELO / AGRUFBA 1
Definição JFMELO / AGRUFBA 1 INFLUÊNCIAS NO SOLO Matéria orgânica Estabilidade dos agregados e infiltração JFMELO / AGRUFBA 2 INFLUÊNCIAS NO SOLO Temperatura do solo JFMELO / AGRUFBA 3 INFLUÊNCIAS NO SOLO
Pesquisa da EPAMIG garante produção de azeitonas
Pesquisa da EPAMIG garante produção de azeitonas De origem européia, a oliveira foi trazida ao Brasil por imigrantes há quase dois séculos, mas somente na década de 50 foi introduzida no Sul de Minas Gerais.
Boletim Ativos do Café - Edição 15 / Dezembro 2013 Preços do café intensificam a descapitalização na cafeicultura brasileira em 2013
Boletim Ativos do Café - Edição 15 / Dezembro 2013 Preços do café intensificam a descapitalização na cafeicultura brasileira em 2013 Entre janeiro/13 e novembro/13 o Coffea arabica (Arábica) apresentou
Fertilização nitrogenada do cafeeiro com base na ecofisiologia
Fertilização nitrogenada do cafeeiro com base na ecofisiologia ESALQ - USP Produção Vegetal agosto - 2013 Prof. José Laércio Favarin Composição química Importância do nitrogênio Composição cafeeiro Kg
Até quando uma população pode crescer?
A U A UL LA Até quando uma população pode crescer? Seu José é dono de um sítio. Cultiva milho em suas terras, além de frutas e legumes que servem para a subsistência da família. Certa vez, a colheita do
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO ADUBAÇÃO
UNIPAC Faculdade Presidente Antônio Carlos GRANDES CULTURAS I MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO ADUBAÇÃO Profª Fernanda Basso Manejo e Conservação do Solo Sistema de manejo conjunto de operações que contribuem
Curso superior em Agronomia GESA- Grupo de estudo em solos agrícolas Absorção de nutrientes e Fotossíntese Bambuí-MG 2009 Alunas: Erica Marques Júlia Maluf É o processo pelo qual a planta sintetiza compostos
SISTEMAS DE PREPARO DE SOLO E MANEJO DE COBERTURA MORTA EM POMARES DE CITROS
SISTEMS DE PREPRO DE SOLO E MNEJO DE COBERTUR MORT EM POMRES DE CITROS Pedro ntonio Martins uler Pesquisador - IPR Área de Fitotecnia [email protected] 35ª Semana da Citricultura Cordeirópolis, 5 de junho
Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana
Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana Super-safra norte-americana Em seu boletim de oferta e demanda mundial de setembro o Usda reestimou para cima suas projeções para a safra 2007/08.
CAPÍTULO 10 BALANÇO HÍDRICO SEGUNDO THORNTHWAITE E MATHER, 1955
CAPÍTULO 10 BALANÇO HÍDRICO SEGUNDO THORNTHWAITE E MATHER, 1955 1. Introdução A avaliação das condições de disponibilidade de água no espaço de solo ocupado pelas raízes das plantas fornece informações
FONTES E DOSES DE RESÍDUOS ORGÂNICOS NA RECUPERAÇÃO DE SOLO DEGRADADO SOB PASTAGENS DE Brachiaria brizantha cv. MARANDÚ
FONTES E DOSES DE RESÍDUOS ORGÂNICOS NA RECUPERAÇÃO DE SOLO DEGRADADO SOB PASTAGENS DE Brachiaria brizantha cv. MARANDÚ Carlos Augusto Oliveira de ANDRADE 1 ; Rubens Ribeiro da SILVA. 1 Aluno do Curso
PRODUÇÃO DO ALGODÃO COLORIDO EM FUNÇÃO DA APLICAÇÃO FOLIAR DE N E B
Página 770 PRODUÇÃO DO ALGODÃO COLORIDO EM FUNÇÃO DA APLICAÇÃO FOLIAR DE N E B Tancredo Augusto Feitosa de Souza 1 ; Roberto Wagner Cavalcanti Raposo 2 ; Aylson Jackson de Araújo Dantas 2 ; Carolline Vargas
Disciplinas. Dinâmica de Potássio no solo e sua utilização nas culturas
Disciplinas Solos nos domínios morfoclimáticos do cerrado Ementa: Solos em ambientes de Cerrado. Sistema Brasileiro de Classificação do Solo. Caracterização morfológica das principais classes de solo inseridas
Comunicado Técnico. Guia de identificação de deficiências nutricionais em Brachiaria brizantha cv. marandu. Introdução
Comunicado Técnico Novembro, 76 ISSN 1981-206X São Carlos, SP 2007 Foto capa: Patricia Perondi A. de Oliveira Guia de identificação de deficiências nutricionais em Brachiaria brizantha cv. marandu Patricia
Claudinei Kurtz Eng Agr MSc Epagri EE Ituporanga Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas. Governo do Estado
NUTRIÇÃO E ADUBAÇÃO DA CULTURA DA CEBOLA Claudinei Kurtz Eng Agr MSc Epagri EE Ituporanga Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas Governo do Estado AMOSTRAGEM DO SOLO Solo da camada 0-20cm 1ha = 2000
UTILIZAÇÃO DO LODO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO PARA ADUBAÇÃO DO AÇAÍ (Euterpe oleracea)
Fertilidade di Solo e Nutrição de Plantas UTILIZAÇÃO DO LODO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO PARA ADUBAÇÃO DO AÇAÍ (Euterpe oleracea) Aureliano Nogueira da Costa 1, Adelaide de Fátima Santana da Costa
Seção 2/E Monitoramento, Avaliação e Aprendizagem
Seção 2/E Monitoramento, Avaliação e Aprendizagem www.bettercotton.org Orientação Text to go here O documento Monitoramento, Avaliação e Aprendizagem da BCI proporciona uma estrutura para medir as mudanças
Há sempre resposta à adubação de manutenção do eucalipto? Um estudo de caso em Porto Velho (RO)
Há sempre resposta à adubação de manutenção do eucalipto? Um estudo de caso em Porto Velho (RO) Henrique Nery Ciprian*; Abadio Hermes Vieira** ; Angelo Mansur Mendes***; Alaerto Luiz Marcolan**** A exportação
ESSENCIALIDADE DE MACRONUTRIENTES EM MILHO CULTIVADO EM SOLUÇÃO NUTRITIVA
ESSENCIALIDADE DE MACRONUTRIENTES EM MILHO CULTIVADO EM SOLUÇÃO NUTRITIVA Danilo Pavan 1 ; Luciano Ansolin 1 ; Ivan José Rambo 1 ; Leandro Hahn 2 ; Neuri Antonio Feldmann 3 ; Fabiana Raquel Mühl 4 ; Anderson
Tabela 01 Mundo Soja Área, produção e produtividade Safra 2009/10 a 2013/14
Soja Análise da Conjuntura Agropecuária Novembro de 2013 MUNDO A economia mundial cada vez mais globalizada tem sido o principal propulsor responsável pelo aumento da produção de soja. Com o aumento do
Projeções de custos e rentabilidade do setor sucroenergético na região Nordeste para a safra 2013/14: o desafio de sobrevivência dos fornecedores
Projeções de custos e rentabilidade do setor sucroenergético na região Nordeste para a safra 2013/14: o desafio de sobrevivência dos fornecedores Essa publicação apresenta as projeções de custos de produção
DETERMINAÇÃO VITAMINA C E AÇÚCARES DE TREZE VARIEDADES DE LARANJA PRODUZIDA NA REGIÃO DE TRÊS PONTAS MG
DETERMINAÇÃO VITAMINA C E AÇÚCARES DE TREZE VARIEDADES DE LARANJA PRODUZIDA NA REGIÃO DE TRÊS PONTAS MG HELOISA HELENA DE SIQUEIRA 1, KELEN CRISTINA DOS REIS 2, LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA LIMA 3, JOSÉ DARLAN
VARIAÇÃO ESTACIONAL DE PREÇOS DA MAMONA NO PARANÁ INTRODUÇÃO
Página 1927 VARIAÇÃO ESTACIONAL DE PREÇOS DA MAMONA NO PARANÁ Gerson Henrique da Silva 1 ; Maura Seiko Tsutsui Esperancini 2 ; Cármem Ozana de Melo 3 ; Osmar de Carvalho Bueno 4 1Unioeste Francisco Beltrão-PR,
Aplicação de Nitrogênio em Cobertura no Feijoeiro Irrigado*
ISSN 1678-9636 Aplicação de Nitrogênio em Cobertura no Feijoeiro Irrigado* 49 O feijoeiro é uma das principais culturas plantadas na entressafra em sistemas irrigados nas regiões Central e Sudeste do Brasil.
PRODUTIVIDADE DO FEIJOEIRO COMUM EM FUNÇÃO DA SATURAÇÃO POR BASES DO SOLO E DA GESSAGEM. Acadêmico PVIC/UEG do Curso de Agronomia, UnU Ipameri - UEG.
PRODUTIVIDADE DO FEIJOEIRO COMUM EM FUNÇÃO DA SATURAÇÃO POR BASES DO SOLO E DA GESSAGEM Zélio de Lima Vieira 1 ; Valter de Oliveira Neves Júnior 1 ; Rodolfo Araújo Marques 1 ; Rafael Benetti 1 ; Adilson
RELATÓRIO FINAL. AVALIAÇÃO DO PRODUTO CELLERON-SEEDS e CELLERON-FOLHA NA CULTURA DO MILHO CULTIVADO EM SEGUNDA SAFRA
RELATÓRIO FINAL AVALIAÇÃO DO PRODUTO CELLERON-SEEDS e CELLERON-FOLHA NA CULTURA DO MILHO CULTIVADO EM SEGUNDA SAFRA Empresa solicitante: FOLLY FERTIL Técnicos responsáveis: Fabio Kempim Pittelkow¹ Rodrigo
ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA APLICAÇÃO DE VINHAÇA NO SOLO ATRAVÉS DE MÉTODO DE PROSPEÇÃO GEOELÉTRICO
ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA APLICAÇÃO DE VINHAÇA NO SOLO ATRAVÉS DE MÉTODO DE PROSPEÇÃO GEOELÉTRICO JOSE RODRIGO DOS SANTOS SILVA Instituto Federal de Goiás (Campus Goiânia) - Programa de Pós-Graduação em
Vantagens e Desvantagens da Utilização da PALHA da Cana. Eng. Agr. Dib Nunes Jr. GRUPO IDEA
Vantagens e Desvantagens da Utilização da PALHA da Cana Eng. Agr. Dib Nunes Jr. GRUPO IDEA NOVO PROTOCOLO AMBIENTAL (Única, Orplana e Secretaria do Meio Ambiente) Áreas mecanizáveis Extinção das queimadas
Comunicado Técnico 06
Comunicado Técnico 06 ISSN 2177-854X Agosto. 2010 Uberaba - MG Irrigação de Pastagens Instruções Técnicas Responsáveis: André Luis Teixeira Fernandes; E-mail: [email protected] Engenheiro Agrônomo;
REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E AS EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS: 2010-2014
NOTAS CEMEC 01/2015 REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E AS EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS: 2010-2014 Carlos A. Rocca Lauro Modesto Santos Jr. Fevereiro de 2015 1 1. Introdução No Estudo Especial CEMEC de novembro
6 Construção de Cenários
6 Construção de Cenários Neste capítulo será mostrada a metodologia utilizada para mensuração dos parâmetros estocásticos (ou incertos) e construção dos cenários com respectivas probabilidades de ocorrência.
Implantação de unidades de observação para avaliação técnica de culturas de clima temperado e tropical no estado do Ceará Resumo
Implantação de unidades de observação para avaliação técnica de culturas de clima temperado e tropical no estado do Ceará Resumo Os polos irrigados do Estado do Ceará são seis, conforme relacionados: Baixo
Lisina, Farelo de Soja e Milho
Lisina, Farelo de Soja e Milho Disponível em nosso site: www.lisina.com.br Veja como substituir uma parte do farelo de soja por Lisina Industrial e milho Grande parte dos suinocultores conhecem a Lisina
Sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) de Corte da Embrapa Milho e Sorgo
Sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) de Corte da Embrapa Milho e Sorgo Ramon C. Alvarenga¹ e Miguel M. Gontijo Neto¹ Pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) A Embrapa Milho e Sorgo
Estratégias de manejo da fertilidade do solo na citricultura
Estratégias de manejo da fertilidade do solo na citricultura III Workshop GTACC - Tecnologias de manejo para aumento de produtividade Dirceu de Mattos Jr. Centro Citros Sylvio Moreira Pesquisa para o agronegócio
DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos FEIJÃO OUTUBRO DE 2015
DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos FEIJÃO OUTUBRO DE 2015 CALENDÁRIO AGRÍCOLA - FEIJÃO Safra 1ª - Safra das Águas 2ª - Safra da Seca 3ª - Safra de Inverno Principais Regiões Sul, Sudeste,
SINCOR-SP 2016 ABRIL 2016 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS
ABRIL 2016 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 2 Sumário Palavra do presidente... 4 Objetivo... 5 1. Carta de Conjuntura... 6 2. Estatísticas dos Corretores de SP... 7 3. Análise macroeconômica...
CULTIVO AGROECOLÓGICO DE TOMATE CEREJA COM ADUBAÇÃO VERDE INTERCALAR 1
CULTIVO AGROECOLÓGICO DE TOMATE CEREJA COM ADUBAÇÃO VERDE INTERCALAR 1 Edmilson José Ambrosano Eng. Agr., Dr., PqC do Pólo Regional Centro Sul/APTA [email protected] Fabrício Rossi Eng. Agr., Dr.,
NOVAS CULTIVARES DE LARANJA PARA O MUNICÍPIO DE GUAÇUÍ, ES
NOVAS CULTIVARES DE LARANJA PARA O MUNICÍPIO DE GUAÇUÍ, ES NOVAS CULTIVARES DE LARANJA PARA O MUNICÍPIO DE GUAÇUÍ, ES s frutas ácidas, em especial as cítricas (a laranja, a tangerina, o Alimão e a lima),
PRODUÇÃO DE PORTA-ENXERTO DE MANGUEIRA EM SUBSTRATO COMPOSTO POR RESÍDUOS DA AGROINDÚSTRIA CANAVIEIRA
Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas PRODUÇÃO DE PORTA-ENXERTO DE MANGUEIRA EM SUBSTRATO COMPOSTO POR RESÍDUOS DA AGROINDÚSTRIA CANAVIEIRA Luiz Augusto Lopes Serrano 1 ; André Guarçoni M. 2 ; Cesar
Matéria e energia nos ecossistemas
Aula de hoje Matéria e energia nos ecossistemas Matéria e energia nos ecossistemas A forma e funcionamento dos organismos vivos evoluiu parcialmente il em respostas às condições prevalecentes no mundo
PORTA-ENXERTOS PARA LIMA ÁCIDA TAHITI EM DUAS REGIÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO
FITOTECNIA PORTA-ENXERTOS PARA LIMA ÁCIDA TAHITI EM DUAS REGIÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO JOSÉ ORLANDO DE FIGUEIREDO (1,2) ; EDUARDO SANCHES STUCHI (3) ; FRANCISCO FERRAZ LARANJEIRA (1) ; LUIS CARLOS DONADIO
Cadeia Agroindustrial de Citros
Cadeia Agroindustrial de Citros O impulso da citricultura no Brasil, especialmente em sua principal região produtora São Paulo -, deveu-se à instalação das indústrias de suco de laranja concentrado na
CADERNO DE EXERCÍCIOS 2D
CADERNO DE EXERCÍCIOS 2D Ensino Fundamental Ciências da Natureza II Habilidade da Questão Conteúdo Matriz da EJA/FB 01 Fisiologia Vegetal (Transporte e absorção de H34, H40, H41, H63 substâncias); Fotossíntese
AVALIAÇÃO DE PROGÊNIES DE MILHO NA PRESENÇA E AUSÊNCIA DE ADUBO
REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE AGRONOMIA ISSN 1677-0293 PERIODICIDADE SEMESTRAL ANO III EDIÇÃO NÚMERO 5 JUNHO DE 2004 -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
APROVEITAMENTO DA BIOMASSA RESIDUAL DE COLHEITA FLORESTAL
APROVEITAMENTO DA BIOMASSA RESIDUAL DE COLHEITA FLORESTAL XIV Seminário de Atualização Sobre Sistemas de Colheita de Madeira e Transporte Florestal Curitiba, Agosto 2006 1. Introdução O preço do petróleo
Manejo de Solos. Curso de Zootecnia Prof. Etiane Skrebsky Quadros
Manejo de Solos Curso de Zootecnia Prof. Etiane Skrebsky Quadros Aula 3: Manejo de adubação fosfatada em pastagens 1. Características Macronutriente Móvel na planta Junto com o N e o K, são os 3 mais exigidos
TEORES FOLIARES DE N, P E K EM MELANCIA FERTIRRIGADA COM DOSES DE NITROGÊNIO E FÓSFORO
TEORES FOLIARES DE N, P E K EM MELANCIA FERTIRRIGADA COM DOSES DE NITROGÊNIO E FÓSFORO M. S. Souza 1 ; J. F. de Medeiros 2 ; S. W. P. Chaves 2 ; M. V. T. Silva 3 ; O. M. P. Silva 4 ; A. P. F. Santos 4
FATEC Cruzeiro José da Silva. Ferramenta CRM como estratégia de negócios
FATEC Cruzeiro José da Silva Ferramenta CRM como estratégia de negócios Cruzeiro SP 2008 FATEC Cruzeiro José da Silva Ferramenta CRM como estratégia de negócios Projeto de trabalho de formatura como requisito
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1. Energia cinética das precipitações Na Figura 9 estão apresentadas as curvas de caracterização da energia cinética aplicada pelo simulador de chuvas e calculada para a chuva
USO DO SOLO EM SISTEMAS CONSERVACIONISTAS PARA O CULTIVO DE PERENES
USO DO SOLO EM SISTEMS CONSERVCIONISTS PR O CULTIVO DE PERENES Pedro ntonio Martins uler Eng. gr., Dr., Pesquisador - IPR Área de Fitotecnia / Fruticultura III Reunião Paranaense de Ciência do Solo Londrina,
PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL
JANEIRO 2013 RESUMO EXECUTIVO A ACCENT é uma empresa especializada em soluções tradução e localização de software, publicações técnicas, conteúdo de sites e material institucional e educativo. ESTRUTURA
Introdução a Química Analítica. Professora Mirian Maya Sakuno
Introdução a Química Analítica Professora Mirian Maya Sakuno Química Analítica ou Química Quantitativa QUÍMICA ANALÍTICA: É a parte da química que estuda os princípios teóricos e práticos das análises
Procedimento Técnico e Prático para Fertirrigação
Procedimento Técnico e Prático para Fertirrigação Eng. Agr. Denilson Luís Pelloso Coord. Irrigação Agrofito LTDA Eng. Agr. Bruno Alves Dep. Agronômico Netafim - Brasil 03/09/08 Temas Conceitos básicos
Nutrição do cafeeiro e uso de Sódio S na agricultura. de Oliveira Silva Guilherme Maluf Breno Geraldo Rabelo Leblon Urbano Guimarães
Nutrição do cafeeiro e uso de Sódio S na agricultura Júlio César C de Oliveira Silva Guilherme Maluf Breno Geraldo Rabelo Leblon Urbano Guimarães Sumário 1. História do café no Brasil 2. Conceitos e legislação
Um projeto de curral para o manejo de bovinos de corte: reduzindo os custos e melhorando o bem estar animal e a eficiência do trabalho.
Um projeto de curral para o manejo de bovinos de corte: reduzindo os custos e melhorando o bem estar animal e a eficiência do trabalho. Mateus J.R. Paranhos da Costa (Grupo ETCO, Departamento de Zootecnia,
TRATAMENTO QUÍMICO DE RESÍDUOS AGRÍCOLAS COM SOLUÇÃO DE URÉIA NA ALIMENTAÇÃO DE RUMINANTES
TRATAMENTO QUÍMICO DE RESÍDUOS AGRÍCOLAS COM SOLUÇÃO DE URÉIA NA ALIMENTAÇÃO DE RUMINANTES INTRODUÇÃO Onaldo Souza 1 Mariah Tenório de Carvalho Souza 2 Izabele Emiliano dos Santos 3 Cereal é a denominação
Subsídios técnicos para a agenda brasileira de bioetanol
Subsídios técnicos para a agenda brasileira de bioetanol Oficina Sustentabilidade do Bioetanol 25 e 26 de fevereiro de 2010 Brasília Miguel Taube Netto UniSoma Luis Franco de Campos Pinto UniSoma Estudo
INSTITUTO MATO-GROSSENSE DO ALGODÃO - IMA. Boletim - Nº 003 - Outubro de 2008 QUANTO VALE A SOQUEIRA DO ALGODÃO?
INSTITUTO MATO-GROSSENSE DO ALGODÃO - IMA Boletim - Nº 003 - Outubro de 2008 INFORMAÇÕES TÉCNICAS QUANTO VALE A SOQUEIRA DO ALGODÃO? QUANTO VALE A SOQUEIRA DO ALGODÃO? Diante da preocupação com o desmatamento
FORMAS DE INJEÇÃO DE FERTILIZANTES COMPONENTES DE UM SISTEMA DE IRRIGAÇÃO LOCALIZADA
FORMAS DE INJEÇÃO DE FERTILIZANTES COMPONENTES DE UM SISTEMA DE IRRIGAÇÃO LOCALIZADA Motobomba ou reservatório elevado Central de controle: Dispositivos para medir vazão e pressão; registros; válvulas
INVESTIMENTO E RETORNO NA FRUTICULTURA. Prof. Dr. Ricardo Antonio Ayub 1 e Mariane Gioppo 2
INVESTIMENTO E RETORNO NA FRUTICULTURA Prof. Dr. Ricardo Antonio Ayub 1 e Mariane Gioppo 2 1 Universidade Estadual de Ponta Grossa - Professor Doutor Associado Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade
Perfil de investimentos
Perfil de investimentos O Fundo de Pensão OABPrev-SP é uma entidade comprometida com a satisfação dos participantes, respeitando seus direitos e sempre buscando soluções que atendam aos seus interesses.
Diagnose Foliar na Cultura dos Citros
Diagnose Foliar na Cultura dos Citros III Simpósio brasileiro sobre nutrição de plantas aplicada em sistemas de alta produtividade 12 de abril de 2012 Dirceu Mattos Jr. Centro de Citricultura Sylvio Moreira
4. Citros Dirceu de Matos Jr. 1 José Antônio Quaggio 2 Heitor Cantarella 2
4. Citros Dirceu de Matos Jr. 1 José Antônio Quaggio 2 Heitor Cantarella 2 4.1. Introdução Os citros compreendem um grande grupo de plantas do gênero Citrus e outros gêneros afins (Fortunella e Poncirus)
Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária. Novembro 2015 PARANÁ
Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária Novembro 2015 PARANÁ A estimativa de área para a safra 2015/16 de soja é recorde no Paraná. Segundo os técnicos de campo serão semeados 5,24 milhões de hectares,
Métodos Diagnósticos Alternativos para Monitoramento da Fertirrigação em Citros
VII Simpósio de Citricultura Irrigada Métodos Diagnósticos Alternativos para Monitoramento da Fertirrigação em Citros Prof. Dr. Roberto Lyra Villas Bôas Dra. Thais Regina de Souza Setembro/2010 Métodos
Milho Período: 11 a 15/05/2015
Milho Período: 11 a 15/05/2015 Câmbio: Média da semana: U$ 1,00 = R$ 3,0203 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços
