PROGRAMA SANEAMENTO PARA TODOS

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1 Fl. 1 AGENTE OPERADOR DO FGTS PROGRAMA MANUAL DE FOMENTO SUFUG/GEAVO Endereço: SBS Qd 04 lotes 03/04, 14º andar Brasília - DF - CEP.: Fones: (061) /4541/8692/8704 Fax: (061)

2 APRESENTAÇÃO Manual de Fomento Fl. 2 O Manual de Fomento do Programa Saneamento para Todos tem a finalidade de servir de instrumento auxiliar aos Agentes Financeiros e Promotores na execução do programa, possibilitando a obtenção de uma padronização. É composto dos Capítulos I Definições, Capítulo II Participantes, Atribuições Básicas e Condições Operacionais Gerais, Capítulo III Programa Saneamento para Todos Setor Público e Privado, Capítulo IV Programa Saneamento para Todos SPE(Locação de Ativos) e Capítulo V Procedimentos Operacionais do referido Programa. O presente Manual visa estabelecer procedimentos operacionais e fornecer subsídios e informações necessárias à verificação da correta aplicação e cumprimento das Resoluções do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS e dos atos normativos do Gestor da Aplicação do FGTS, na contratação das operações de crédito financiadas por intermédio Programa SANEAMENTO PARA TODOS, lastreadas em recursos do Fundo. Destacamos que o Manual é um instrumento operacional que objetiva fornecer uma visão da normatização e regulamentação aplicáveis ao Programa citado, apresentando, portanto, orientações acerca dos procedimentos operacionais, no que compete ao Agente Operador definir. Este Manual consolida a legislação pertinente ao Programa Saneamento para Todos, com destaque para os seguintes atos Normativos: a) Resolução CCFGTS n o 288/98, que aprova conceitos e diretrizes para operacionalização dos Programas de Aplicação do FGTS; b) Resolução CCFGTS n o 411/02, que aprova estruturação de financiamento por intermédio de SPE; c) Resolução CCFGTS n o 387/02, que define prazo e procedimentos para valores contratados e não executados; d) Resolução CCFGTS n o 449/04, que altera a Resolução nº 387, de 27 de maio de 2002, que define prazo e procedimentos para valores contratados e não executados; e) Resolução CCFGTS n o 460/04, que estabelece diretrizes para aplicação dos recursos e proposta orçamentária do FGTS no período de 2005 a 2008; f) Resolução CCFGTS n o 476/05, que aprova o Programa Programa Saneamento para Todos; g) Resolução CCFGTS n o 491/05, que altera o Programa Saneamento para Todos; h) Resolução CCFGTS n o 526/07, que altera o Programa Saneamento para Todos; i) Resolução CCFGTS n o 529/07, que altera a Resolução 460/04; j) Resolução CCFGTS n o 535/07, que altera a Resolução 460/04; k) Instrução Normativa do MCIDADES no 31/06, que dispõe sobre as condições especiais para alteração de objeto/objetivo contratual. l) Instrução normativa do MCIDADES n o 33/07 que regulamenta o Programa Saneamento para Todos Mutuários Privados e SPE; m) Instrução normativa do MCIDADES n o 34/07 que regulamenta o processo de habilitação de operações com Mutuários Privados nos exercícios de 2007 e 2008; n) Instrução normativa do MCIDADES n o 35/07 que regulamenta o processo de habilitação de operações com Mutuários SPE nos exercícios de 2007 e 2008; o) Instrução normativa do MCIDADES n o 40/07 que dispõe sobre o orçamento operacional do FGTS para o exercício de p) Instrução normativa do MCIDADES n o 03/08 que regulamenta o processo de habilitação de operações com Mutuários Públicos nos exercícios de 2007 e 2008; q) Instrução normativa do MCIDADES n o 04/08 que regulamenta o Programa Saneamento para Todos Mutuários Públicos;

3 Fl. 3 r) Instrução normativa do MCIDADES n o 06/08 que regulamenta o processo seletivo simplificado para contratação de operações com Mutuários Públicos nos exercícios de 2008; Este Manual contempla, também, as alterações aprovadas pela Secretaria Executiva do Conselho Curador do FGTS, na forma do Ofício nº 279/2006/SECCFGTS, de Em face das alterações que porventura venham a ocorrer na operacionalização dos Programas, o Manual é dinâmico de forma a permitir adaptações e ajustes, tão logo tenhamos novas sugestões que possam contribuir para melhoria e aperfeiçoamento desse trabalho. ÍNDICE

4 Fl. 4 CAPITULO I DEFINIÇÕES...09 CAPITULO II PARTICIPANTES, ATRIBUIÇÕES BÁSICAS E CONDIÇÕES OPERACIONAIS GERAIS 1.1 GESTOR DA APLICAÇÃO AGENTE OPERADOR INSTÂNCIA COLEGIADA AGENTE FINANCEIRO PROPONENTE/MUTUÁRIO/TOMADOR AGENTE PROMOTOR - PARTICIPANTE DA OPERAÇÃO COM MUTUÁRIO DO SETOR 15 PÚBLICO AGENTE TÉCNICO OPERACIONAL BENEFICIÁRIOS FINAIS GARANTIDOR AGENTE EXECUTOR - PARTICIPANTE DA OPERAÇÃO CONTRATA COM MUTUÁRIO DO SETOR PÚBLICO... 2 CONDIÇÕES OPERACIONAIS GERAIS DIRETRIZES GERAIS REQUISITOS PARA CONTRATAÇÃO PRAZO DE UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS DO CONTRATO DE EMPRÉSTIMO TAXAS DE JUROS, LIMITES MÁXIMOS DOS PRAZOS DE CARÊNCIA E DE AMORTIZAÇÃO TAXA DE RISCO DE CRÉDITO DO AGENTE OPERADOR TAXA DE RISCO DE CRÉDITO DO AGENTE FINANCEIRO PRESTAÇÕES DESEMBOLSO DAS OPERAÇÕES DO PROGRAMA SANEAMENTO PARA TODOS SETOR PÚBLICO E PRIVADO, EXCETO SPE (LOCAÇÃO DE ATIVOS) REAJUSTE DO SALDO DEVEDOR ALTERAÇÃO CONTRATUAL TARIFA OPERACIONAL REMUNERAÇÃO DO AGENTE FINANCEIRO CONTRAPARTIDA PRAZO DE ARQUIVAMENTO DA DOCUMENTAÇÃO DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO III PROGRAMA SETOR PÚBLICO E PRIVADO 1 OBJETIVO DO PROGRAMA DIRETRIZES

5 Fl. 5 3 MODALIDADES REQUISITOS INSTITUCIONAIS REQUISITOS DE VIABILIDADE INSCRIÇÃO, ENQUADRAMENTO E VALIDAÇÃO DA CARTA CONSULTA/PROPOSTA 46 DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO VINCULADAS AO SETOR PÚBLICO E PRIVADO CONDIÇÕES OPERACIONAIS DO EMPRÉSTIMO DO AGENTE OPERADOR AO AGENTE FINANCEIRO LIMITE DE EMPRÉSTIMO TAXAS DE JUROS, PRAZOS MÁXIMOS DE AMORTIIZAÇÃO E DE CARÊNCIA GARANTIAS CONDIÇÕES OPERACIONAIS DO EMPRÉSTIMO DO AGENTE FINANCEIRO AO MUTUÁRIO PRAZO DE CARÊNCIA DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO VINCULADAS GARANTIAS CAPÍTULO IV PROGRAMA SPE (LOCAÇÃO DE ATIVOS) 1 OBJETIVO DO PROGRAMA PARTICIPANTES DO PROGRAMA MODALIDADES REQUISITOS INSTITUCIONAIS REQUISITOS DE VIABILIDADE INSCRIÇÃO, ENQUADRAMENTO E VALIDAÇÃO DA CARTA CONSULTA CONDIÇÕES OPERACIONAIS DE EMPRÉSTIMO DO AGENTE OPERADOR AO AGENTE FINANCEIRO LIMITE DE EMPRÉSTIMO TAXAS DE JUROS, PRAZOS MÁXIMOS DE AMORTIZAÇÃO E DE CARÊNCIA GARANTIAS... 8 CONDIÇÕES OPERACIONAIS DO FINANCIAMENTO DO AGENTE FINANCEIRO AO MUTUÁRIO PRAZO DE CARÊNCIA DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO VINCULADAS CAPÍTULO V PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS 1 INTRODUÇÃO ANÁLISE TÉCNICA DE ENGENHARIA APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DA PROPOSTA DE OPERAÇÃO DE CRÉDITO PELO AGENTE FINANCEIRO AO AGENTE OPERADOR ANÁLISE DA PROPOSTA DE FINANCIAMENTO PELO AGENTE FINANCEIRO ANÁLISE DO EMPREENDIMENTO ANÁLISE DO PROJETO MANIFESTAÇÃO CONCLUSIVA

6 Fl ANÁLISE JURÍDICA ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA ANÁLISE TÉCNICA SÓCIO-AMBIENTAL AUTORIZAÇÃO PARA FORMALIZAÇÃO DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO CELEBRAÇÃO DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO CANCELAMENTO DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO ALTERAÇÕES CONTRATUAIS ALTERAÇÃO DO CONTRATO AGENTE OPERADOR X AGENTE FINANCEIRO PRORROGAÇÃO DO PRAZO DE UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS ALTERAÇÃO DO CONTRATO AGENTE FINANCEIRO x MUTUÁRIO FINAL ALTERAÇÃO DE PRAZO PARA REALIZAÇÃO DO PRIMEIRO DESEMBOLSO ALTERAÇÃO DO PRAZO DE CARÊNCIA ALTERAÇÃO DO CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO ALTERAÇÃO DE METAS FÍSICAS ALTERAÇÃO DO VALOR DA CONTRAPARTIDA SUBSTITUIÇÃO DO AGENTE PROMOTOR AMPLIAÇÃO DE OBJETO/OBJETIVO CONTRATUAL COM UTILIZAÇÃO DE SALDO RESIDUAL COBRANÇA DE TARIFA OPERACIONAL DESEMBOLSOS DESEMBOLSO RECURSOS DO AGENTE OPERADOR AO AGENTE FINANCEIRO DESEMBOLSO DE RECURSOS DO AGENTE FINANCEIRO AO MUTUÀRIO CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DOS DESEMBOLSOS CONDIÇÕES ESPECIAIS PARA A REALIZAÇÃO DOS DESEMBOLSOS CONDIÇÕES RESTRITIVAS DESEMBOLSO BLOQUEADO MOVIMENTAÇÃO DA CONTA VINCULADA AO CONTRATO DE FINANCIAMENTO E REPASSE CONDIÇÕES ESPECÍFICAS ANÁLISE E ACOMPANHAMENTO DO DESEMBOLSO DO EMPREENDIMENTO... 9 CONDIÇÃO ESPECIAL DE INÍCIO DE OBRA ACOMPANHAMENTO DO TRABALHO SÓCIO-AMBIENTAL FLUXOGRAMA DE ABERTURA DE CRÉDITO CAC. A SER FIRMADA ENTE O AGENTE FINANCEIRO E O AGENTE OPERADOR DO FGTS FLUXOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM ATUAÇÃO DE AGENTE TÉCNICO OPERACIONAL PARTE I INÍCIO DA 89

7 Fl. 7 EXECUÇÃO DO EMPREENDIMENTO FLUXOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM ATUAÇÃO DE AGENTE TÉCNICO OPERACIONAL PARTE II DESEMBOLSO DOS RECURSOS FLUXOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM ATUAÇÃO DE AGENTE TÉCNICO OPERACIONAL PARTE III ALTERAÇÕES CONTRATUAIS MODELOS PADRÕES PARA O FINANCIAMENTO 1 - SOLICITAÇÃO DE FINANCIAMENTO DECLARAÇÃO DE CONTRAPARTIDA LEI AUTORIZATIVA QUADRO DE COMPOSIÇÃO DO INVESTIMENTO - QCI CRONOGRAMA FÍSICO - FINANCEIRO...(PARTE FÍSICA) A - CRONOGRAMA FÍSICO - FINANCEIRO.(PARTE FINANCEIRA) CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO AVALIAÇÃO ECONÔMICA DO EMPREENDIMENTO TRABALHO SÓCIO-AMBIENTAL RELATÓRIO SÍNTESE SOLICITAÇÃO DE ALTERAÇÃO CONTRATUAL QUADRO COMPARATIVO DE ITENS DE INVESTIMENTO FORMALIZAÇÃO DE ALT. CONTRATUAL - CARTA REVERSAL BOLETIM DE MEDIÇÃO - BM BOLETIM DE MEDIÇÃO - BM RESUMO DO EMPREENDIMENTO - RE BOLETIM DE DESEMBOLSO -- BD A - FICHA DE ANÁLISE E PROCESSAMENTO DE DESEMBOLSO QUADRO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DECLARAÇÃO DE CAPAC.DE EXPANSÃO - ABAST. DE ÁGUA DECLARAÇÃO DE CAPAC.DE EXPANSÃO -ESGOT. SANITÁRIO INSTRUÇÕES ELAB. E APRES. DE PROJETOS DE ÁGUA/ESGOTO JUSTIFICATIVA DO EMPREEND ABAST. DE ÁGUA/ESGOTO DIAGNÓSTICO/PROGNÓSTICO CRONGRAMA DE EXECUÇÃO DE ATIVIDADES - DI PREVISÃO DE MACROMEDIÇÃO - DI PREVISÃO DE PITOMETRIA PREVISÃO DE MICROMEDIÇÃO PREVISÃO DO SISTEMA INTEGRADO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E ATENDIMENTO AO PÚBLICO SIPSAP DI PREVISÃO DA ATIVIDADE DE CADASTRO DE REDE PREVISÃO DE PADRONIZAÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO DAS UNIDADES OPERACIONAIS DI PREVISÃO DE PADRONIZAÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO

8 REPRESENTAÇÕES REGIONAIS DO AGENTE OPERADOR DO FGTS - CAIXA - GERÊNCIA DE FILIAL DO FGTS Fl. 8 LOCALIZAÇÃO ESTADO/REGIÃO DE VINCULAÇÃO ENDEREÇO TELEFONE FAX Bauru/SP Bauru Av. Nações Unidas, 7-40 Vila Antarctica Bauru/SP CEP: (14) (14) Belém/PA PA Av. Magalhães Barata, 138 3º e 4º andar Nazaré - Belém/PA CEP: Belo Horizonte/MG MG Rua Tupinambás, 486/Sala 502, Centro Belo Horizonte/MG CEP: (91) (31) (91) (31) Brasília/DF DF SBS Qd. 01 Bl. L Ed. CEF 16º andar Brasília/DF CEP: (61) (61) Campinas/SP Campinas Rua Padre Bernardo da Silva, º andar, Parque Industrial Campinas/SPCEP (19) (19) Cuiabá/MT MT/MS Av. Fernando Correa da Costa, Cuiabá/MT CEP: (65) (65) Curitiba/PR PR Rua José Loureiro, 195, 10º andar, Centro - Curitiba/PR CEP: (41) (41) Florianópolis/SC SC Rua Almirante Lamego, Centro Florianópolis/SC CEP: Fortaleza/CE CE/MA/PI R. Sena Madureira, 800, 2ºandar Ed. Sede, Centro Fortaleza/CE - CEP (48) (48) (85) (85) Goiânia/GO GO/TO Rua 11, º andar - Centro Goiânia/GO CEP: (62) (62) Manaus/AM Rua Ramos Ferreira, 596, 4º andar, Centro - Manaus/AM CEP: Porto Alegre/RS RS Rua dos Andradas, 1000, 4º andar, Centro - Porto Alegre/RS CEP: Recife/PE AL/PE/PB/RN Av. Cais do Apolo, 421, 3º andar, Recife Antigo - Recife/PE CEP: Rio de Janeiro/RJ RJ/ES Av. Rio Branco, 174, 13º andar, Centro - Rio de Janeiro/RJ CEP: Salvador/BA BA/SE Av. Luiz Viana Filho, 2235 Térreo - Paralela Salvador/BA CEP: (92) /4730 (51) (81) (21) (71) (92) (51) (81) (21) (71) São Paulo/SP SP Rua São Joaquim, 69 Liberdade - São Paulo/SP CEP: (11) (11)

9 CAPÍTULO I DEFINIÇÕES Fl. 9 ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas AGENTE OPERADOR DO FGTS Caixa Econômica Federal CAIXA AGENTE TÉCNICO-OPERACIONAL Instituição Financeira/Entidade, contratada pelos agentes financeiros para desempenhar, em seu nome, diversas atribuições relativos aos empreendimentos a ser implementados e junto ao Agente Operador AGENTE FINANCEIRO Instituição financeira ou não financeira, pública ou privada, responsável pela operação de crédito perante o Agente Operador AGENTE FIDUCIÁRIO Entidade contratada pela SPE, com anuência do agente financeiro, devidamente habilitada pelo Agente Operador, responsável pelo controle e acompanhamento dos recebíveis (conjunto de faturas de consumidores) e das contas-garantia, se for o caso, além da fiscalização da própria SPE e de seu Gestor Administrativo/financeiro AGENTE PROMOTOR - Nas operações vinculadas ao Programa Saneamento para Todos Setor Público - Estados, Municípios, Distrito Federal, Concessionárias de Serviços de Saneamento e Órgãos Autônomos Municipais de Saneamento AMD Acordo de Melhoria de Desempenho ART Anotação de Responsabilidade Técnica BACEN Banco Central do Brasil BM Boletim de Medição BD Boletim de Desembolso CAC Contrato de Abertura de Crédito CADIP Cadastro da Dívida Pública do Banco Central do Brasil CADIN Cadastro de Informações de créditos não quitados CARTA REVERSAL Instrumento para formalização de alteração no contrato firmado entre o agente financeiro e o mutuário Final CIM Custo Incremental Médio COFIEX Comissão de Financiamento Externo CCFGTS Conselho Curador do FGTS Órgão deliberativo constituído por representantes da sociedade civil e do governo CMN Conselho Monetário Nacional CNPJ Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CONCESSÃO ato do poder público que concede a uma entidade pública ou privada a exploração da totalidade do processo de prestação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO delegação de prestação de serviço público, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para o seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado CONCESSIONÁRIO PRIVADO empresa criada com a finalidade específica de prestar serviços públicos concedidos, com contabilidade segregada dos sócios patrocinadores do empreendimento, sendo responsável pela operação, gestão e implementação dos investimentos previstos no contrato de concessão.

10 CONTRATO DE CONCESSÃO - instrumento que estabelece as condições de concessão dos serviços públicos de saneamento, no qual são definidos os direitos e obrigações das partes contratantes. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO Operação de crédito firmada entre o Agente Operador e o agente financeiro CONTRATO DE FINANCIAMENTO/REPASSE Operação de crédito firmada entre o agente financeiro e o mutuário, para execução do empreendimento proposto, sem a interveniência do Agente Operador. CREA Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura e Agronomia CRF Certificado de Regularidade do FGTS CRP Certificado de Regularidade Previdenciária CT Contrato de Empréstimo CTEF Contrato de Execução e/ou Fornecimento CUM Consumo Unitário Médio CV Conta corrente vinculada ao empreendimento DRP Documento de Recebimento e Pagamento, emitido pelo SIAPF DOU Diário Oficial da União DI Desenvolvimento Institucional ETA Estação de Tratamento de Água ETE Estação de Tratamento de Esgoto FPD Ficha de Análise e Processamento de Desembolso FGTS Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FPE Fundo de Participação dos Estados FPM Fundo de Participação dos Municípios GEAVO Gerência Nacional de Ativo do FGTS GESTOR ADMINISTRATIVO - Entidade contratada pela SPE para gerir, de acordo com as orientações do Agente Fiduciário, as garantias e observar o cumprimento das cláusulas contratuais, atuando durante toda vigência do contrato do financiamento GESTOR DA APLICAÇÃO Ministério das Cidades GIFUG Gerência de Filial de FGTS, representação regional do Agente Operador do FGTS ICMS Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços IN Instrução Normativa INSTÂNCIA COLEGIADA Órgão deliberativo, instituído pelos Governos Estaduais e do Distrito Federal, composto por representantes dos Governos Estaduais e do Distrito Federal, dos Municípios e entidades da sociedade civil, em observância ao disposto na Portaria do antigo MPO, n o 114, de Lei n o 8.666/93 Lei que regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, que trata das licitações e contratos da Administração Pública Lei n o 8.883/94 Altera dispositivos da Lei 8.666/93 Lei n o 9.452/97 Determina que as Câmaras Municipais sejam obrigatoriamente notificadas da liberação de recursos federais para os respectivos Municípios Lei n o 9.467/97 - Dá nova redação aos arts. 9º da Lei nº 8.036, de e art. 2º da Lei nº 8.844, de , que trata das Garantias nas operações lastreadas em recursos do FGTS Fl. 10

11 MPO Antigo Ministério do Planejamento e Orçamento Manual de Fomento MUTUÁRIOS No caso do Setor Público - Estados, Municípios, Distrito Federal ou empresas estatais não dependentes; No caso do Setor Privado - Concessionário ou subconcessionário privado de serviços de água, esgoto e resíduos, bem como empresas privadas constituídas com o propósito específico de atuar no desenvolvimento desses segmentos. OCC Módulo de Operações de Créditos Contratadas do SIAPF OGU Orçamento Geral da União OPERAÇÃO ESTRUTURADA Operação para realização de investimento auto-suficiente em abastecimento de água, esgotamento sanitário e/ou resíduos sólidos, na qual devem ser identificadas as receitas a serem geradas pelo empreendimento e os custos totais envolvidos, inclusive aqueles incorridos na formalização das garantias e obrigações contratuais para mitigação dos riscos PATROCINADORA - Empresas públicas ou sociedades de economia mista constituídas com a finalidade de prestar serviços públicos de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, integrantes da administração descentralizada dos Estados, dos Municípios, ou do Distrito Federal PIP Plano de Investimento do Proponente onde está descrito o conjunto de pedidos de financiamento discriminados por nome, modalidade, VI, VE e CP, cujos empreendimentos pretende encaminhar Carta Consulta PODER CONCEDENTE - Poder público, Estado, Distrito Federal ou Município, detentor da titularidade dos serviços de saneamento QCI Quadro de Composição de Investimento RAE Relatório de Acompanhamento do Empreendimento, elaborado pela área de Engenharia do agente financeiro RATING Classificação de Risco do Tomador RCCFGTS - Resolução do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço RE Resumo de Empreendimento SANEAMENTO INTEGRADO Modalidade de financiamento vinculada ao Programa Saneamento para Todos Setor Público. Destina-se à promoção de ações integradas de saneamento em áreas ocupadas por população de baixa renda onde esteja caracterizada a precariedade ou a inexistência de condições sanitárias e ambientais mínimas, por meio de soluções técnicas adequadas, abrangendo abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais, implantação de unidades sanitárias domiciliares e outras ações complementares necessárias à salubridade ambiental, com participação comunitária e educação sanitária e ambiental SERVIÇO CONCEDIDO exploração do sistema de saneamento, ou mesmo parte(s) de um sistema, cuja responsabilidade pela realização de investimento, operação e gestão foi delegada através de contrato de concessão à empresa vencedora da licitação SFA Sistema Francês de Amortização SIAPF Sistema de Acompanhamento dos Programas de Fomento, composto pelos módulos: DOT - Dotação Orçamentária, OCE Operação de Crédito em Estudo, OCC Operação de Crédito Contratada e CER - Controle Financeiro SINAPI Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índice da Construção Civil SIPSAP Sistema Integrado de Prestação de Serviços e Atendimento ao Público SISTEMA DE REGULAÇÃO conjunto de normas e regulamentos estabelecidas pelo Poder Concedente, com a finalidade de definir as condições gerais e específicas da prestação do serviço público concedido Fl. 11

12 SPE - Pessoa jurídica de direito privado, constituída sob a forma de sociedade anônima ou limitada, criada pela empresa licitante vencedora do certame licitatório promovido pela Patrocinadora, para realizar empreendimento específico, financiado por operação estruturada, e tendo sua atuação restrita ao objeto da contratação com vistas a isolar o empreendimento a ser financiado dos demais ativos do titular (ou titulares) da SPE SUBCONCESSÃO concessão de parte do processo de prestação de serviço de saneamento ou parte do sistema de abastecimento de água e/ou esgotamento sanitário SUFUG Superintendência Nacional de Fundo de Garantia TM Tipo de Movimentação VF Valor de Financiamento VI Valor de Investimento Fl. 12 CAPÍTULO II PARTICIPANTES, ATRIBUIÇÕES E CONDIÇÕES OPERACIONAIS GERAIS

13 1 PARTICIPANTES E ATRIBUIÇÕES Fl GESTOR DA APLICAÇÃO Atribuições: a) estabelecer os critérios, procedimentos e parâmetros básicos para análise, seleção, contratação, acompanhamento e avaliação dos projetos a serem financiados pelo programa; b) enquadrar, hierarquizar e selecionar as propostas de operações de crédito, podendo delegar estas atribuições aos estados e Distrito Federal, mediante convênio firmado nos termos da Portaria MPO n o 114, de , suas alterações e aditamentos; c) acompanhar e avaliar permanentemente as ações desenvolvidas para a implementação do programa, bem como os resultados obtidos na aplicação dos recursos; d) divulgar, no DOU, a relação das operações selacionadas e as que não atenderam aos requisitos de seleção, com indicação dos requisitos não atendidos; e) verificar o cumprimentos das metas pactuadas no AMD. 1.2 AGENTE OPERADOR Atribuições: a) definir e divulgar os procedimentos operacionais necessários à execução do programa; b) controlar e acompanhar a execução orçamentária dos programas de aplicação dos recursos do FGTS; c) cadastrar e habilitar os agentes financeiros para atuar nos programas de aplicação dos recursos do FGTS; d) analisar a capacidade de pagamento do mutuário, quando necessário, sem prejuízo da análise a ser elaborada pelo agente financeiro; e) analisar as propostas de operações de crédito, pronunciando-se quanto a sua viabilidade e enquadramento nos objetivos do programa, sem prejuízo da análise a ser elaborada pelo agente financeiro; f) prestar apoio técnico e administrativo às atividades da Instância Colegiada, na forma estabelecida em convênio específico, quando esta estiver em atuação; g) contratar operações de empréstimo com os agentes financeiros, zelando pela correta aplicação dos recursos; h) encaminhar ao Gestor da Aplicação e à Instância Colegiada relação das contratações efetuadas e dos projetos não aprovados; i) orientar, acompanhar e avaliar o desempenho dos agentes financeiros e promotores do programa; j) acompanhar e avaliar a execução dos empreendimentos, sem prejuízo do desenvolvimento dessa atividade pelos agentes financeiros; k) analisar os relatórios periódicos encaminhados pelos agentes financeiros; l) avaliar e aperfeiçoar, sistematicamente, os parâmetros operacionais dos programas de aplicação dos recursos do FGTS; m) apresentar relatórios gerenciais periódicos com a finalidade de proporcionar ao Gestor da Aplicação e ao CCFGTS meios para avaliar o desempenho do programa;

14 1.3 INSTÂNCIA COLEGIADA Atribuições: Manual de Fomento a) definir e divulgar as áreas prioritárias para alocação dos recursos do FGTS na respectiva Unidade da Federação; b) enquadrar, hierarquizar e selecionar as propostas de operações de crédito, para fins de análise e contratação pelos Agentes Operador e financeiros, quando delegada pelo Gestor da Aplicação; c) encaminhar ao Gestor da Aplicação relação das propostas: c.1) não enquadradas, com a indicação dos requisitos não atendidos; c.2) hierarquizadas, destacando, entre estas, as propostas selecionadas; d) encaminhar ao Agente Operador relação das propostas selecionadas; e) divulgar, no Diário Oficial do Estado, a relação completa das propostas não enquadradas, com a indicação dos requisitos não atendidos, e das propostas hierarquizadas, destacando as selecionadas; f) acompanhar a implementação do programa. Fl AGENTE FINANCEIRO Atribuições: a) habilitar os agentes promotores; b) orientar os mutuários e os agentes promotores na formulação das propostas de operações de crédito; c) analisar a capacidade de pagamento dos mutuários, emitindo conceito de risco de crédito de acordo com as normas recomendadas pelo BACEN; d) analisar propostas de operações de crédito, em conformidade com os critérios examinados pelo Gestor da Aplicação e com os termos definidos nos capítulos específicos do presente Manual; e) emitir parecer conclusivo sobre as propostas de operações de crédito, abordando os aspectos técnicos de engenharia, sociais, jurídicos e econômico-financeiros; f) encaminhar ao Agente Operador as propostas de operações que preencham os requisitos para contratação; g) Cadastrar no CADIP do BACEN pedido de autorização de contratação de crédito, bem como providenciar o encaminhamento de documentação do proponente junto à STN, e acompanhar a tramitação da operação; h) responsabilizar-se, perante o FGTS, pelo retorno dos recursos financiados desembolsados, na forma contratualmente estabelecida; i) contratar com os proponentes as operações de crédito autorizadas pelo Agente Operador; j) acompanhar, controlar e avaliar o desenvolvimento das operações, de maneira a garantir o cumprimento das metas na forma contratualmente estabelecida; k) realizar o acompanhamento das obras e serviços, na forma prevista neste manual inclusive do Trabalho Sócio-Ambiental e das atividades referentes ao Desenvolvimento Institucional; l) emitir relatórios específicos de acompanhamento das obras e do Trabalho Sócio- Ambiental, solicitando a liberação das parcelas ao Agente Operador; m) encaminhar a avaliação final ao Agente Operador;

15 n) orientar o mutuário e/ou agente promotor quanto aos procedimentos previstos de alterações contratuais; o) analisar, com parecer conclusivo, as alterações contratuais solicitadas pelos mutuários e, quando procedente, encaminhá-las ao Agente Operador; 1.5 PROPONENTE/MUTUÁRIO/TOMADOR Atribuições: a) promover, sempre que possível, ações voltadas ao cumprimento das diretrizes gerais, constantes deste Manual; b) promover ações necessárias ao planejamento, elaboração, implementação, fiscalização e acompanhamento do projeto, na forma que o mesmo venha a ser aprovado; c) responsabilizar-se pela alocação de recursos adicionais não previstos no investimento inicial, quando verificada sua necessidade, inclusive nos casos decorrentes da aplicação de índices diferenciados de atualização dos desembolsos do contrato de financiamento e do pagamento das obras e serviços objeto da operação; d) aportar os valores referentes à sua participação no investimento, inclusive aqueles oriundos de terceiros; e) responsabilizar-se pelo pagamento das prestações e demais encargos referente aos empréstimos concedidos pelo agente financeiro, na forma contratualmente estabelecida; f) dar assistência à população beneficiária em todas as etapas da intervenção, por intermédio de um Projeto de Trabalho Sócio-Ambiental (quando for o caso), em conformidade com o disposto no Modelo 08-A do Capítulo VI deste Manual. g) adotar práticas que possam contribuir com a preservação do meio ambiente tais como plantio de mudas e manutenção da vegetação nativa da região As atribuições constantes da alínea f deste subitem podem ser executadas por prestadores de serviço, mediante contrato, ficando, porém, com o mutuário, a responsabilidade perante o agente financeiro pelas ações empreendidas. 1.6 AGENTE PROMOTOR PARTICIPANTE DA OPERAÇÃO COM MUTUÁRIO DO SETOR PÚBLICO Atribuições: a) promover ações voltadas para o planejamento, elaboração, implementação e acompanhamento do projeto, para cumprir os objetivos propostos; b) responsabilizar-se pela execução do Trabalho Sócio-Ambiental junto à população beneficiada, nos termos dos procedimentos operacionais estabelecidos no 08-A, do Capítulo VI deste Manual; c) responsabilizar-se pelos procedimentos de contratação de terceiros, observadas as disposições previstas em Lei; Fl. 15 d) promover, no caso específico da modalidade Saneamento Integrado do Programa Saneamento para Todos Setor Público, a organização da população beneficiária, com vistas à sua participação na definição das prioridades, bem como ao acompanhamento das obras, para a compreensão do funcionamento do sistema;

16 e) acompanhar, fiscalizar e avaliar a execução do projeto de forma a garantir o cumprimento dos termos contratualmente estabelecidos; f) analisar, aprovar e encaminhar ao agente financeiro os estudos e projetos técnicos de engenharia, devidamente aprovados pelos órgãos competentes; g) adotar práticas que contribuam para preservação do meio ambiente na esfera de sua responsabilidade Nas modalidades de Abastecimento de Água, Esgotamento Sanitário e DI, vinculadas ao Programa Saneamento para Todos, o agente promotor deve ser o prestador de serviços de água e esgoto Havendo agente executor, cabe ao agente promotor o monitoramento daquele agente, no desenvolvimento das atividades sob sua responsabilidade, com o objetivo de garantir a boa aplicação dos recursos do FGTS e a conclusão e funcionalidade do empreendimento, já que a responsabilidade pelo cumprimento do contrato é do mutuário e do agente promotor. 1.7 AGENTE TÉCNICO-OPERACIONAL Atribuições: a) estruturar operações de crédito quanto a : - análise da Carta-consulta (compreendendo os procedimentos necessários ao enquadramento e seleção das propostas); - análise de risco de crédito; - análise da viabilidade econômica do projeto; - análise da capacidade de pagamento/suficiência da(s) garantia(s); - análise da viabilidade Sócio-Ambiental do empreendimento, quando necessário; - análise técnica de engenharia; - análise jurídica. b) acompanhar e controlar a execução física e financeira do objeto contratado na fase de desembolso dos recursos; c) acompanhar e controlar a execução do projeto de trabalho Sócio-Ambiental, na forma exigida pela modalidade prevista no programa; d) verificar, na periodicidade exigida, a documentação referente ao pedido de desembolso, elaborando os relatórios necessários para efetivação da liberação; e) analisar alterações contratuais, manifestando posicionamento técnico da pertinência da alteração pleiteada; f) emitir relatório final de execução do empreendimento, para fins de liberação da última parcela do contrato de financiamento; g) encaminhar ao Agente Operador, com anuência do agente financeiro, os documentos e elementos técnicos, quando necessários, para apreciação e deliberação do Agente Operador, quando a matéria assim o exigir; h) administrar a cobrança das prestações desde o período de carência até a fase de amortização e exercer as atividades de agente fiduciário da operação. 1.8 BENEFICIÁRIOS FINAIS População Urbana das áreas atendidas pelos empreendimentos. 1.9 GARANTIDOR Estados, Municípios, Distrito Federal ou empresas públicas não dependentes. Fl. 16

17 1.10 AGENTE EXECUTOR PARTICIPANTE DA OPERAÇÃO CONTRATADA COM MUTUÁRIO DO SETOR PÚBLICO Atribuições No caso de interesse do mutuário em delegar a condução das obras e serviços, inclusive o processo licitatório, a outra entidade ou órgão, este último atuará como agente executor, com as seguintes atribuições: a) promover ações voltadas para o planejamento, elaboração, implementação e acompanhamento do projeto, para cumprir os objetivos propostos; b) responsabilizar-se pela execução do Trabalho Sócio-Ambiental junto à população beneficiada, nos termos dos procedimentos operacionais estabelecidos no Modelo 08-A, do Capítulo VI deste Manual; c) responsabilizar-se pelos procedimentos de contratação de terceiros, observadas as disposições previstas em Lei; d) promover, no caso específico da modalidade Saneamento Integrado do Programa Saneamento para Todos, a organização da população beneficiária, com vistas à sua participação na definição das prioridades, bem como ao acompanhamento das obras, para a compreensão do funcionamento do sistema; e) acompanhar, fiscalizar e avaliar a execução do projeto de forma a garantir o cumprimento dos termos contratualmente estabelecidos; f) analisar, aprovar e encaminhar ao agente promotor os estudos e projetos técnicos de engenharia, devidamente aprovados pelos órgãos competentes; g) adotar práticas que contribuam para preservação do meio ambiente na esfera de sua responsabilidade. 2 CONDIÇÕES OPERACIONAIS GERAIS 2.1 RUBRICA ORÇAMENTÁRIA Para contratação das propostas serão utilizados os recursos provenientes da área de Saneamento Básico Saneamento para Todos - Setor Público e Setor Privado, constante do Plano de Contratações e Metas Físicas que integra Instrução Normativa do Gestor da Aplicação e Circular da CAIXA, podendo ser consultado na página do FGTS no sítio da CAIXA e do Gestor da Aplicação, na internet. 2.2 REQUISITOS PARA CONTRATAÇÃO É condição para contratação, sem prejuízo das demais regras estabelecidas pelo Gestor da Aplicação, o atendimento aos seguintes requisitos básicos, em qualquer modalidade: a) Carta Consulta estar selecionada pelo Gestor da Aplicação e publicada no DOU; b) autorização legislativa conforme lei específica, quando for o caso; c) registro da proposta de crédito no CADIP, se for o caso, exceto quando tratar de excepcionalidade prevista pelo CMN; d) autorização da autoridade competente para contratar a operação de crédito, BACEN e STN, conforme determina a legislação vigente; e) viabilidade técnica de engenharia, jurídica e, quando for o caso, Sócio-Ambiental; f) inexistência de restrição cadastral do agente financeiro e do mutuário junto ao CADIN e, se for o caso, junto ao CADIP; g) situação regular com relação às operações de crédito anteriormente contratadas com recursos do FGTS para o financiamento de empreendimentos finalizados ou fase de execução; Fl. 17

18 g.1) esse requisito não se aplica nas operações de crédito a serem contratadas com o Setor Público; h) situação regular do agente financeiro e do mutuário junto ao FGTS; i) situação de regularidade junto ao Ministério da Previdência e Assistência, comprovada com a apresentação de Certificado de Regularidade Previdenciária CRP dentro do prazo de validade e/ou junto ao INSS, no caso de operações firmadas com o Setor Público; j) estabelecimento de Acordo de Melhoria de Desempenho AMD firmado entre o Prestador dos Serviços de Saneamento ou, se for o caso, a Patrocinadora, e o Ministério das Cidades, nos termos da IN/MCIDADES/05/08 e do Anexo III da IN/MCIDADES/33/07, suas alterações e aditamentos ou, a título precário, à apresentação de Termo de Compromisso de firmar o Acordo de Melhoria de Desempenho até o primeiro desembolso; k) emissão do termo de habilitação da operação pelo Ministério das Cidades; l) situação regular do Mutuário com relação às operações de crédito anteriormente contratadas com recursos do FGTS para o financiamento de empreendimentos finalizados ou em fase de execução, comprovada por declaração do Agente Operador de que o Mutuário não tem empreendimento não iniciado fora dos prazos fixados nos subitens e deste Capítulo, com execução paralisada por mais de 6 (seis) meses ou inadimplente na amortização do financiamento; m) no caso do Setor Privado, apresentação de licença prévia fornecida pelo órgão de meio ambiente competente; n) no caso do Setor Público, atendimento das normas de preservação ambiental pelo empreendimento e dispor do respectivo licenciamento, quando legalmente exigível; o) no caso do Setor Privado, disponibilidade do Projeto de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil, anexado ao projeto básico da obra contratada, nos termos da Resolução CONAMA n 307, de 5 de julho de 2002; p) atendimento às exigências específicas de cada programa, conforme previsto nas IN/MCIDADES/33/07, de e 04, de , além do atendimento ao disposto na Portaria no 04, de , da STN, suas alterações e aditamentos. Fl PRAZO DE UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS DO CONTRATO DE EMPRÉSTIMO O prazo de vigência ou de utilização dos recursos do Contrato de Empréstimo a ser firmado entre o Agente Operador e o agente financeiro é de até 12 (doze) meses, contados a partir da data de assinatura do contrato, podendo ser prorrogado pelo Agente Operador.

19 2.3.2 Para início de retorno ao Agente Operador, dos recursos aplicados por intermédio do contrato de que trata o subitem anterior, é considerado o prazo de carência de cada operação de crédito vinculada ao Contrato de Empréstimo firmado entre o Agente Operador e o agente financeiro, contado a partir da data de assinatura do contrato de financiamento e repasse Entende-se por operações de créditos vinculadas ao Contrato de Empréstimo, os Contratos de Financiamento e Repasse firmados entre o agente financeiro e os mutuários finais para execução do empreendimento proposto, sem a interveniência do Agente Operador. 2.4 TAXAS DE JUROS, LIMITES MÁXIMOS DOS PRAZOS DE CARÊNCIA E DE AMORTIZAÇÃO Conforme definido nos subitens 8.2.1, do Capítulo III e subitem do Capítulo IV, deste Manual. 2.5 TAXA DE RISCO DE CRÉDITO DO AGENTE OPERADOR O agente financeiro deve pagar mensalmente ao Agente Operador, Taxa de Risco de Crédito calculada em conformidade com o rating atribuído ao agente financeiro, incidente sobre o saldo devedor A Taxa de Risco de Crédito é cobrada, mensalmente, após o primeiro desembolso, juntamente com as prestações do agente financeiro, na sua respectiva data eleita O Agente Operador deve providenciar a avaliação do tomador, por ocasião da análise de cada operação de crédito ou da reavaliação do agente financeiro, e em função do "rating" apurado, é cobrada a Taxa de Risco de Crédito, de acordo com o quadro abaixo: CONCEITO DO RATING TAXA NOMINAL DE RISCO DE CRÉDITO (%a.a.) AA 0,2 A 0,4 B 0,6 C 0, Somente pode ser concedido empréstimo/financiamento a agentes com rating entre AA e C, na tabela da CAIXA O Agente Operador deve realizar avaliações anuais do rating, com base na evolução da conjuntura do risco coletivo dos negócios do FGTS, para definição das novas taxas de risco de crédito, se for o caso Os agentes financeiros devem encaminhar ao Agente Operador, por intermédio da Representação Regional do Agente Operador de sua vinculação, até 31 de maio de cada ano, a documentação necessária para realização da referida avaliação Ocorrendo variação no percentual da Taxa de Risco de Crédito, o novo percentual reflete-se nas novas operações de crédito contratadas com o agente financeiro durante a vigência do novo rating. Fl. 19

20 2.5.6 No caso de não atendimento do disposto no subitem anterior, o agente financeiro fica impedido de tomar novos empréstimos. Fl Para as operações contratadas com orçamento alocado até , aplica-se o critério de cobrança de taxa de risco de crédito estabelecido nos normativos vigentes à época da alocação dos recursos. 2.6 TAXA DE RISCO DE CRÉDITO DO AGENTE FINANCEIRO A Agente Financeiro pode cobrar do Mutuário Final, a título de taxa de risco de crédito, o percentual de até 1% (um por cento) ao ano, não se admitindo a cobrança de quaisquer outras taxas, exceto o diferencial de juros de que trata o subitem 2.12 deste Capítulo A referida Taxa de Risco de Crédito deve ser acessória do encargo mensal devido durante o prazo do contrato, incidente sobre o saldo devedor. 2.7 PRESTAÇÕES Pagas mensalmente, com vencimento na data estabelecida contratualmente, calculadas, preferencialmente, de acordo com o Sistema de Amortização Constante SAC, podendo ser utilizado o SFA Tabela Price, e reajustadas pelo mesmo índice e com a mesma periodicidade de atualização dos saldos das contas vinculadas do FGTS Ocorrendo impontualidade no pagamento dessas prestações, o valor a ser pago corresponderá ao valor da obrigação em moeda corrente nacional, atualizada de forma proporcional, com base no critério de ajuste pro rata do coeficiente de atualização monetária idêntico ao utilizado para a remuneração das contas vinculadas do FGTS, vigentes à época do evento, ou na falta deste, de outro índice de remuneração definido em legislação específica, acrescida dos juros remuneratórios, calculados à taxa prevista no contrato de empréstimo, desde a data de vencimento, inclusive, até a data do efetivo pagamento, exclusive Sobre esse valor apurado incidirão juros moratórios à razão de 0,033% (trinta e três milésimos por cento), por dia de atraso. 2.8 DESEMBOLSO DAS OPERAÇÕES DO PROGRAMA SETOR PÚBLICO E PRIVADO, EXCETO SPE (LOCAÇÃO DE ATIVOS) Os desembolsos são efetuados mensalmente pelo Agente Operador ao agente financeiro, na conta do agente financeiro por intermédio de depósito ou transferência via SITRF, em parcelas mensais, respeitado o cronograma físico-financeiro do contrato de financiamento firmado entre o agente financeiro e o mutuário Havendo solicitação do Agente Financeiro, os desembolsos podem ser realizados pelo Agente Operador com adiantamento da parcela do cronograma físico-financeiro do empreendimento na forma prevista no subitem do Capítulo V deste Manual Até 02 (dois) dias úteis (D+2) após o recebimento dos recursos do Agente Operador, deduzidos os encargos pertinentes, o agente financeiro deve creditá-los na conta

21 bancária vinculada ao empreendimento, objeto do contrato de financiamento e repasse, aberta pelo mutuário/agente promotor Nos casos em que as etapas físicas executadas e atestadas sejam superiores aos valores mensais previstos contratualmente, os valores podem ser desembolsados, desde que tenha dotação orçamentária para tal A cada desembolso, deve ser observado, no mínimo, o percentual cumulativo de contrapartida relativo ao empreendimento, admitindo-se, a critério do mutuário, a antecipação da aplicação da contrapartida O primeiro desembolso deverá ser realizado em até 12 (doze) meses contados a partir da data de assinatura do contrato de financiamento Quando o primeiro desembolso não ocorrer no prazo de 12 meses contados a partir da data de assinatura do contrato de financiamento, o agente financeiro pode promover sua rescisão de pleno direito, com retorno dos recursos às disponibilidades do FGTS É admitida, a critério do Agente Operador, a prorrogação do prazo para realização do primeiro desembolso, pelo período de até 12(doze) meses, mediante apresentação de justificativa fundamentada do mutuário e do agente financeiro e aceita pelo Agente Operador A prorrogação de que trata este subitem pode ser concedida pelo Agente Operador em várias etapas desde que o total do prazo prorrogado não ultrapasse a 12 (doze) meses. Fl Após aprovação do prazo de prorrogação do primeiro desembolso do contrato, o Agente Operador informará ao Gestor da Aplicação, no prazo de até 15 (quinze) dias a contar da data da aprovação, os contratos com o prazo do primeiro desembolso prorrogado A solicitação de prorrogação de que trata o subitem anterior, deve ser formalizada junto ao Agente Operador na forma do subitem do Capítulo VI, deste Manual O agente financeiro deve inserir cláusula no contrato de financiamento a ser firmado com o mutuário final contendo os dispositivos previstos no caput deste subitem e no subitem deste Capítulo As condições operacionais de que trata este subitem são adotadas somente para as operações contratadas a partir de Não havendo cumprimento das metas definidas no AMD, por solicitação do Gestor da Aplicação, os desembolsos de todos os contratos firmados com o prestador de serviço poderão suspensos até a regularização das pendências O primeiro desembolso fica condicionado à apresentação de licença de instalação fornecida pelo órgão de meio ambiente competente, quando assim couber, bem como de comprovação do equacionamento da correta destinação dos resíduos gerados.

22 2.8.9 No caso do Setor Público podem ser aceitos, para fins de desembolso, investimentos realizados a partir da data da validação da proposta. Fl No caso do Setor Privado, exceto operações realizada sob a forma de SPE(Locação de Ativos), podem ser aceitos, para fins de desembolso, investimentos realizados após o enquadramento, a partir da análise e aprovação técnica do projeto básico As disposições de que trata os subitens e anterior aplica-se às operações de crédito contratadas partir do processo de seleção pública realizado em 2004, pelo Gestor da Aplicação dos recursos do FGTS No caso de operações contratada sob a forma de SPE(Locação de Ativos), somente podem ser aceitos para fins de desembolso, investimentos realizados após a contratação da operação Podem ser aceitos, também, para fins de desembolso, investimentos necessários à funcionalidade do empreendimento não previstos na operação contratada, desde que esses investimentos tenham sido realizados com a prévia autorização do Agente Fiduciário e do Agente Operador, com notificação ao Gestor da Aplicação Para o desembolso dos recurso de que tratam os subitens a anterior, o agente financeiro deverá, com base em solicitação formal do proponente, promover a vistoria das obras/serviços realizados com o objetivo de atestar o seu estágio físico, devendo, a partir de então, acompanhar a execução das mesmas, até a sua efetiva conclusão Constituem condição para a liberação da última parcela de desembolso do financiamento a apresentação pelo Mutuário de Relatório Final de Implantação do empreendimento acompanhado de: a) atestado pelo Prestador dos Serviços da plena funcionalidade do empreendimento e de que o mesmo se apresenta em condições adequadas para operação; b) comprovação de recebimento e aprovação pelo Titular do Serviço Público e pelo Prestador dos Serviços do cadastro técnico do empreendimento; c) demais requisitos previstos no Capítulo V deste Manual e os exigidos pelo Agente Financeiro.

23 Fl A partir do mês seguinte ao da contratação, o agente financeiro deverá encaminhar mensalmente à SNSA, até o final do mês subseqüente ao de referência demonstrativo contendo o saldo devedor, os montantes desembolsados no período, comprovando-se a utilização dos recursos em cada operação de crédito, e a respectiva previsão de desembolsos para os próximos 12(doze) meses. 2.9 REAJUSTE DO SALDO DEVEDOR O saldo devedor é reajustado pelo mesmo índice e na mesma periodicidade da atualização dos saldos das contas vinculadas do FGTS ALTERAÇÃO CONTRATUAL Trata-se de alteração passível de ser promovida no contrato firmado entre o Agente Operador e o agente financeiro e nos firmados entre o agente financeiro e o mutuário, no decorrer do prazo de execução do empreendimento, conforme descrito no item 6 do Capítulo V deste Manual TARIFA OPERACIONAL Com vistas à cobertura de custos operacionais das etapas de análise do pedido de financiamento, bem como das análises das alterações contratuais que venham ocorrer no contrato de abertura de crédito e no contrato de financiamento e repasse, o agente financeiro deve pagar previamente ao Agente Operador, tarifa operacional por etapa efetivada, de acordo com o valor estabelecido na tabela de tarifas da CAIXA O agente financeiro, pode, a seu critério, repassar essa tarifa ao mutuário e ao agente promotor REMUNERAÇÃO DO AGENTE FINANCEIRO Diferencial de Juros nas fases de carência e amortização, de 2% (dois por cento) ao ano, pagos mensalmente junto com os juros contratuais, incidente sobre o saldo devedor da operação de crédito CONTRAPARTIDA A contrapartida é a aplicação de recursos financeiros de outras fontes ou próprias do Mutuário, inclusive de recursos internacionais, oferecida para compor o valor total do investimento São também admitidos como contrapartida os valores relativos a obras, serviços e terrenos, limitados aos valores pagos atualizados ou aos valores de avaliação, o que for menor No caso de operações vinculadas ao Programa Saneamento Para Todos SPE (Locação de Ativos), também pode ser admitido como contrapartida valores relativos elaboração de projetos básicos ou executivos, estudos e relatórios de impacto ambiental necessários ao licenciamento do empreendimento financiado, os custos de estruturação da operação.

24 Nas operações com o Setor Público o valor da contrapartida sobre o valor do investimento não pode ser inferior a 10% (dez por cento) na modalidade Abastecimento de Água e 5% (cinco por cento) nas demais modalidades. Fl Nas operações com o Setor Privado e SPE, a contrapartida em todas as modalidades não pode ser inferior a 20% (vinte por cento) No caso de operações sob a forma de SPE o financiamento poderá atingir 100% do valor do empreendimento, portanto, não há exigência de contrapartida Para as operações aprovadas pelo Grupo Executivo do PAC GEPAC, e objeto do Protocolo de Cooperação Federativa firmado entre a União e Estados ou Municípios, o percentual de participação da contrapartida pactuado, em função do limite de contratação autorizado pelo CMN, não pode ser reduzido e o valor do empréstimo pactuado não pode ser aumentado A responsabilidade da contrapartida é única e exclusiva do mutuário, independente de a fonte dos recursos ser própria ou de terceiros ou de fontes internacionais Pré-investimento, ou seja, obras e serviços executados previamente ao enquadramento da proposta, não é aceito como contrapartida do proponente, exceto aqueles relativos ao projeto executivo do empreendimento a ser financiado Podem ser aceitos, a critério do agente financeiro, investimentos realizados após o enquadramento da proposta, a partir da análise e aprovação técnica do projeto básico Para tanto, o agente financeiro/patrocinadora deverá, com base em solicitação formal do proponente, promover a vistoria das obras/serviços realizados com o objetivo de atestar o seu estágio físico, devendo, a partir de então, acompanhar a execução das mesmas, até a sua efetiva conclusão O ressarcimento das obras/serviços somente pode ser realizado após a formalização do contrato de financiamento e mediante solicitação formal do agente financeiro ao Agente Operador As disposições de que tratam este subitem aplicam-se às operações de crédito contratadas a partir do processo de seleção pública realizado em 2004, pelo Gestor da Aplicação dos recursos do FGTS O investimento corresponde ao valor total do empreendimento, integrado pelo valor do financiamento (ou empréstimo) e pela contrapartida Os recursos do Orçamento Geral da União não poderão, em hipótese alguma, ser contabilizados como contrapartida do proponente.

25 Fl PRAZO DE ARQUIVAMENTO DA DOCUMENTAÇÃO O Agente Operador e o agente financeiro devem arquivar todos os documentos relativos aos contratos de financiamento e repasse vinculados ao Programa Saneamento para Todos pelo prazo de 05 anos após a quitação da dívida DISPOSIÇÕES GERAIS Nos exercício de 2008, os Agentes Financeiros devem elaborar relatório de Auditoria Interna ou independente com os resultados das análises sobre as operações lastreadas com recursos do FGTS, contendo, no mínimo, os seguintes aspectos: a) conhecimento das normas que regem os programas de aplicação do FGTS; b) cumprimento das condições previstas nos contratos de empréstimo firmado entre o agente financeiro e o Agente Operador; c) cumprimento das condições e limites previstos para concessão dos financiamentos aos mutuários finais; d) manifestação quanto à contabilização dos valores oriundos do FGTS, de forma segregada aos recursos do próprio agente financeiro Esse relatório deve ser encaminhado anualmente ao Agente Operador do FGTS A partir do exercício de 2009 somente será admitido relatório de auditoria independente com manifestação quanto à observância por parte do agente financeiro dos requisitos citados nas alíneas a a d do subitem anterior As amortizações extraordinárias e liquidações antecipadas recebidas pelos Agentes Financeiros dos seus mutuários finais, devem ser compulsoriamente recolhidos à CAIXA no prazo de até 10 dias, contados do dia seguinte ao seu recebimento.

26 Fl. 26 CAPÍTULO III PROGRAMA SETOR PÚBLICO E PRIVADO 1. OBJETIVO DO PROGRAMA 1.1 O Programa Setor Público e Privado tem por objetivo promover a melhoria das condições de saúde e da qualidade de vida da população por meio de ações integradas e articuladas de saneamento básico no âmbito urbano com outras políticas setoriais, por meio de empreendimentos financiados ao setor público ou privado, destinado ao aumento da cobertura dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, saneamento integrado, desenvolvimento institucional, manejo de águas pluviais, manejo de resíduos sólidos, manejo de resíduos da construção e demolição, preservação e recuperação de mananciais e estudos e projetos. 1.2 Os empreendimentos para os quais sejam pleiteados financiamentos no âmbito do Programa devem adotar soluções técnicas que objetivem ganhos de eficiência e contribuam para a sua sustentabilidade econômica e soluções de gestão que promovam serviços eficazes e incorporem o controle social e a participação da sociedade. 1.3 Caberá ao Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, por decisão fundamentada, excepcionar a aplicação de recursos do Programa Saneamento Para Todos Mutuários Públicos, em áreas de concessão privada, por prazo determinado, em casos de iminente risco à saúde pública e ao meio ambiente reconhecidos por autoridade competente, na forma do art. 50, 3º, da Lei nº /07. 2 DIRETRIZES 2.1 Não são financiáveis para mutuários públicos empreendimentos integrantes de serviço público de saneamento básico cuja prestação tenha sido delegada à empresa concessionária sob controle privado Para efeito de aplicação do disposto neste subitem, considera-se privada a empresa a empresa em que o poder público não detenha a maioria das ações com direito a voto. 2.2 São diretrizes para o financiamento em todas as modalidades do Programa: a) a compatibilidade com o plano diretor municipal, com o plano municipal de saneamento básico ou do plano específico equivalente, assim como com os planos regionais pertinentes, inclusive com o plano da bacia hidrográfica, ou com plano estadual de recursos hídricos quando existentes; b) a previsão no projeto básico, no memorial descritivo, nas especificações técnicas e nas composições de custo do uso preferencial de agregados reciclados de resíduos da construção civil, atendendo o disposto nas normas da ABNT NBR e ; c) quando pleiteada nova unidade operacional de um sistema, a inexistência no mesmo sistema de unidades de mesmo tipo em desuso, sendo prioridade a recuperação das

27 unidades fora de operação, salvo em razão de justificativa fundamentada em parecer técnico a ser apresentado pelo Mutuário; d) no caso do setor privado, a pertinência da justificativa técnica em caso da inexistência de plano de saneamento básico ou do plano específico de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais, de manejo de resíduos sólidos ou de manejo de resíduos da construção e demolição; Fl O indicador de perdas de água do Prestador dos Serviços de abastecimento de água estabelece restrições para o financiamento dos seguintes tipos de empreendimentos: Empreendimento Indicador de perdas acima de 50% Indicador de perdas entre 30% e 50% Aumento da capacidade de produção de água Outros na modalidade abastecimento de água Não financiável Financiável apenas quando acompanhadas de execução de programa de desenvolvimento institucional destinado à redução de perdas de água Financiável apenas quando acompanhadas de execução de programa de desenvolvimento institucional destinado à redução de perdas de água O indicador de perdas aqui referido será o maior dos valores percentuais obtidos por meio das seguintes fórmulas, considerando as informações relativas ao último exercício anual ou a conjunto contínuo de 12 (doze) meses mais recentes: Índice de Perdas na Distribuição: Volume de Água (Produzido + Tratado Importado de Serviço) Volume de Água Consumido Volume de Água (Produzido + Tratado Importado de Serviço) Índice de Perdas de Faturamento: Volume de Água (Produzido + Tratado Importado de Serviço) Volume de Água Faturado Volume de Água (Produzido + Tratado Importado de Serviço)

28 2.4 REMUNERAÇÃO DA ATIVIDADE DE GERENCIAMENTO DO EMRPREENDIMENTO A remuneração de atividades de gerenciamento do empreendimento se constitui em item de investimento, passível de financiamento em todas as modalidades, exceto na de estudos e projetos, desde que atendidas cumulativamente as condições a seguir: a) somente nos casos em que o mutuário ou o agente promotor (quando se tratar de financiamento à proponente do setor público) venha contratar serviços de terceiros para desempenho das atividades relativas às suas atribuições Na modalidade Saneamento Integrado, o valor correspondente à remuneração de atividades de gerenciamento do empreendimento é igual ao custo dos serviços contratados com terceiros, limitado a 4% (quatro por cento) do custo total das obras/serviços previstos para a modalidade, exceto trabalho Sócio-Ambiental Nas demais modalidades, o valor correspondente à remuneração de atividades de gerenciamento do empreendimento será igual ao custo dos serviços contratados com terceiros, limitado a 2% (dois por cento) do custo total das obras/serviços previstos para a respectiva modalidade, exceto trabalho Sócio-Ambiental e estudos e projetos O financiamento da remuneração de atividades de gerenciamento do empreendimento por terceiros depende de comprovação junto ao agente financeiro da inviabilidade de executar o gerenciamento por intermédio de seus próprios recursos humanos. 3 MODALIDADES 3.1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA Destina-se à promoção de ações com vistas ao aumento da cobertura ou da capacidade de produção de sistemas de abastecimento de água Itens de Investimento O valor de investimento é composto total ou parcialmente dos seguintes itens financiáveis: a) elaboração de estudos complementares ao projeto básico e de projetos executivos do empreendimento objeto do financiamento; b) aquisição de materiais e equipamentos novos; c) execução de obras e serviços; d) execução de pesquisas de mananciais; e) execução de outros itens necessários ao adequado desempenho do empreendimento, incluindo, entre outros, eletrificação, estradas de acesso e de serviço, travessias e subestações rebaixadoras de tensão; f) execução de obras complementares vinculadas à segurança do empreendimento; g) execução de ações de preservação ambiental necessárias à implantação do empreendimento; h) reassentamento de moradias cuja remoção se faz indispensável para a implantação do empreendimento; i) execução de trabalho sócio-ambiental que vise a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental do empreendimento, incluindo ações de educação ambiental e promoção da participação comunitária; Fl. 28

29 Manual de Fomento j) aquisição de terreno, limitado ao valor pago atualizado ou ao valor de avaliação, o que for menor; k) remuneração de atividades de gerenciamento do empreendimento Pressupostos para Apresentação de Projetos Os empreendimentos nesta modalidade devem: a) observar as diretrizes e recomendações previstas no plano de saneamento básico ou em plano de abastecimento de água; b) na inexistência de plano de saneamento básico ou de plano de abastecimento de água, se apoiar no compromisso do Executivo Municipal de elaboração do plano de saneamento básico em até ; c) nas operações com o setor privado, no caso de inexistência de plano de saneamento básico ou de plano de abastecimento de água, se apoiar na justificativa técnica para o empreendimento, e no compromisso do Executivo Municipal de elaboração do plano de saneamento básico em prazo não superior a 24 meses da assinatura do contrato de financiamento; d) ter definido o manancial abastecedor e a alternativa de tratamento deve atender o disposto na Portaria nº. 518, de 25 de março de 2004, do Ministério da Saúde, em particular na exigência de tratamento adequado, no mínimo, com filtração quando o manancial for de superfície e, no mínimo, com desinfecção quando o manancial for subterrâneo; e) apresentar outorga emitida pela autoridade competente do Poder Executivo Federal, dos Estados ou do Distrito Federal e informações que comprovem capacidade para atender as demandas projetadas, quando incluírem captação de água subterrânea; f) incluir as ligações domiciliares e os hidrômetros quando se tratar de implantação ou ampliação de rede de distribuição; g) assegurar compatibilidade com a capacidade de produção de água instalada quando se tratar de ampliação da rede de distribuição; e h) prever o assentamento enterrado das redes de distribuição de água, observando as normas técnicas aplicáveis, exceto nos empreendimentos em áreas de favelas adensadas, instaladas em terrenos íngremes ou solo que não permita a abertura manual de valas, quando serão, excepcionalmente, admitidas apoiadas sobre o terreno ou através de outra solução tecnicamente viável, desde que assegurada a adequada proteção das instalações e a integridade física e patrimonial de terceiros Para municípios com população inferior a 150 mil habitantes poderão ser objeto de financiamento nesta modalidade os itens constantes da modalidade Desenvolvimento Institucional, exceto ações de substituição de coletores de esgoto e tubulações de recalque de esgoto que apresentem freqüências críticas de manutenção. 3.2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO Destina-se à promoção de ações com vistas ao aumento da cobertura de sistemas de esgotamento sanitário ou da capacidade de tratamento e destinação final adequados de efluentes Itens de Investimento O valor de investimento é composto total ou parcialmente dos seguintes itens financiáveis: Fl. 29

30 Manual de Fomento a) elaboração de estudos complementares ao projeto básico e de projetos executivos do empreendimento objeto do financiamento; b) aquisição de materiais e equipamentos novos; c) execução de obras e serviços; d) execução de outros itens necessários ao adequado desempenho do empreendimento, incluindo, entre outros, eletrificação, estradas de acesso e de serviço, travessias e subestações rebaixadoras de tensão; e) execução de obras complementares vinculadas à segurança do empreendimento, inclusive de manejo de águas pluviais; f) execução de ações de preservação ambiental necessárias à implantação do empreendimento; g) execução de trabalho sócio-ambiental que vise a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental do empreendimento, incluindo ações de educação ambiental e promoção da participação comunitária; h) reassentamento de moradias cuja remoção se faz indispensável para implantação do empreendimento; i) remuneração de atividades de gerenciamento do empreendimento; j) aquisição de terreno, limitado ao valor pago atualizado ou ao valor de avaliação, o que for menor No caso de operações do Setor Privado, quando o Prestador dos Serviços de esgotamento sanitário for o mesmo Prestador dos Serviços de abastecimento de água e o indicador de perdas do Prestador dos Serviços de abastecimento de água estiver acima de 30% (trinta por cento), os empreendimentos nesta modalidade só poderão ser financiados se acompanhados por programa de desenvolvimento institucional destinado à redução de perdas de água A restrição de que trata esse subitem será excepcionalizada quando o Prestador dos Serviços de abastecimento de água estiver executando programa de desenvolvimento institucional destinado à redução de perdas de água ou apresentar Carta Consulta na modalidade Desenvolvimento Institucional destinada a esta finalidade. Neste último caso, a habilitação da Carta Consulta na modalidade Esgotamento Sanitário fica condicionada à habilitação da Carta Consulta na modalidade Desenvolvimento Institucional Pressupostos para Apresentação de Projetos Os empreendimentos nesta modalidade devem: a) observar as diretrizes e recomendações previstas no plano de saneamento básico ou em plano diretor de esgotamento sanitário; b) quando da inexistência de plano de saneamento básico ou de plano de esgotamento sanitário, se apoiar no compromisso do Executivo Municipal de elaboração do plano de saneamento básico em até ; c) nas operações com o setor privado, no caso de inexistência de plano de saneamento básico ou de plano de esgotamento sanitário, se apoiar na justificativa técnica para o empreendimento, e no compromisso do Executivo Municipal de elaboração do plano de saneamento básico em prazo não superior a 24 meses da assinatura do contrato de financiamento; d) quando tratarem de implantação ou ampliação de rede coletora de esgoto sanitário: Fl. 30

31 d.1) adotar preferencialmente o sistema condominial, cuja implementação deverá necessariamente ser articulada com o trabalho sócio-ambiental, devendo ser exigida justificativa técnica em caso contrário; d.2) incluir a execução simultânea dos ramais condominiais ou das ligações domiciliares (quando não tiver sido adotado o sistema condominial) dos imóveis em uso; e) dispor de estudo de concepção que avalie e justifique o nível adequado de descentralização do tratamento no caso de implantação ou a ampliação de sistema de tratamento de esgotos sanitários; f) ter as redes coletoras de esgoto sanitário projetadas com vistas à implantação de sistemas tipo separador absoluto, admitindo-se soluções evolutivas, a critério do gestor da aplicação; g) ter a implantação ou ampliação de rede coletora de esgotos sanitários condicionadas à existência, ou implantação em prazo compatível com a funcionalidade do empreendimento, de instalação de tratamento adequado; h) incorporar, quando aplicável, ações de eliminação de lançamento de esgotos nos sistemas de manejo de águas pluviais ou em cursos ou espelhos d água de modo a assegurar os benefícios ambientais esperados. 3.3 SANEAMENTO INTEGRADO Destina-se à promoção de ações integradas de saneamento em áreas ocupadas por população de baixa renda onde esteja caracterizada a precariedade ou a inexistência de condições sanitárias e ambientais mínimas, por meio de soluções técnicas adequadas, abrangendo abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais, manejo de resíduos sólidos, implantação de unidades sanitárias domiciliares e outras ações relativas ao trabalho sócio-ambiental nas áreas de educação ambiental e promoção da participação comunitária e, quando for o caso, o trabalho Sócio-Ambiental destinado à inclusão social de catadores e o aproveitamento econômico de material reciclável, visando a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental dos empreendimentos Itens de Investimento O valor de investimento é composto total ou parcialmente dos seguintes itens financiáveis: a) elaboração de estudos complementares ao projeto básico e de projetos executivos do empreendimento objeto do financiamento; b) aquisição de materiais e de equipamentos novos e execução de obras e serviços, com vistas à: b.1) implantação ou melhoria do sistema de abastecimento de água; b.2) implantação ou melhoria do sistema de esgotamento sanitário; b.3) implantação de unidades sanitárias em domicílios; b.4) implantação ou melhoria de sistemas de manejo de resíduos sólidos; b.5) implantação ou melhoria de sistemas de microdrenagem e drenagem de águas pluviais, e ainda, casos específicos de canalização de córregos receptores da microdrenagem, desde que comprovada tecnicamente sua necessidade para a garantia, segurança e efetividade das obras e serviços executados na área de intervenção; b.6) contenção de encostas e muros de arrimo; Fl. 31

32 Manual de Fomento b.7) melhoria e implantação de vias de circulação e de pedestres, inclusive de escadarias e passarelas; b.8) reassentamento de moradias em situação de risco e daquelas moradias cuja remoção se faz indispensável para a implantação do empreendimento, sendo admitidas, para tanto, a aquisição de imóveis, construção de novas unidades e/ou indenizações de benfeitorias; c) execução de obras complementares vinculadas à segurança do empreendimento; d) execução de ações de preservação ambiental necessárias à implantação do empreendimento; e) aquisição de terreno, limitado ao valor pago atualizado ou ao valor de avaliação, o que for menor; f) execução de trabalho sócio-ambiental que vise a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental do empreendimento, incluindo ações ambiental e promoção da participação comunitária e de apoio à inclusão social de catadores e ao aproveitamento econômico do material reciclável; f.1) o projeto técnico Sócio-Ambiental deverá estar adequado às características das intervenções físicas propostas e à população atendida; g) o trabalho sócio-ambiental deverá estar adequado às características das intervenções físicas propostas e à população atendida; h) remuneração de atividades de gerenciamento do empreendimento Os valores máximos admitidos para investimento: a) abastecimento de água R$ 1.200,00 (um mil e duzentos reais) por ligação; b) esgotamento sanitário R$ 2.000,00 (dois mil reais) por ligação; c) trabalho sócio-ambiental de mobilização comunitária e educação ambiental: R$ 250,00 (duzentos e cinqüenta reais) A critério do Agente Financeiro, em caráter excepcional, valores superiores aos limites constantes neste subitem poderão ser utilizados mediante justificativa fundamentada do Mutuário, desde que o valor excedente correspondente integre a contrapartida Pressupostos para Apresentação de Projetos Os empreendimentos nesta modalidade devem: a) nos municípios com mais de habitantes, apresentar compatibilidade com Plano Diretor do Município; b) quando da inexistência do Plano Diretor do Município, se apoiar em justificativa técnica para o empreendimento e, nos municípios com mais de habitantes, no compromisso do Executivo Municipal de elaboração do Plano Diretor do Município nos termos da Lei , de 10 de julho de 2001, em prazo não superior a 24 (vinte e quatro) meses da assinatura do contrato de financiamento; c) atender áreas urbanas habitadas preponderantemente por famílias que tenham rendimentos de até 3 (três) salários mínimos, elevado índice de mortalidade infantil, significativamente sujeitas a doenças de veiculação hídrica, caracterizadas pela precariedade das condições sanitárias e ambientais, com ações integradas e simultâneas de, pelo menos, abastecimento de água, esgotamento sanitário e de educação ambiental em saneamento e de estímulo à participação comunitária, e incluir necessariamente a implantação de unidades sanitárias em domicílios quando pelo menos 10% (dez por cento) dos mesmos delas não dispuserem; Fl. 32

33 d) fazer acompanhar o projeto básico de relatório das condições de salubridade ambiental da área de intervenção e de plano de trabalho sócio-ambiental que trate da mobilização comunitária e da educação ambiental em saneamento, bem como projeto técnico ou croquis esquemático no caso de não existir o projeto, que deverá ser elaborado concomitantemente com o desenvolvimento da obra, e planilha de custos estimados; d.1) Salubridade ambiental: qualidade das condições em que vivem populações urbanas e rurais no que diz respeito à sua capacidade de inibir, prevenir ou impedir a ocorrência de doenças relacionadas com o meio ambiente, bem como de favorecer o pleno gozo da saúde e o bem-estar. e) observar os requisitos relativos às modalidades abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais e manejo de resíduos sólidos, no que for pertinente; e f) prever na implementação o trabalho sócio-ambiental a que se refere o plano de mobilização comunitária e educação ambiental em saneamento. Fl DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL - DI Destina-se à promoção de ações articuladas visando o aumento da eficiência dos prestadores de serviços públicos de: a) abastecimento de água e esgotamento sanitário, por meio da promoção de melhorias operacionais, incluindo reabilitação e recuperação de instalações e redes existentes, outras ações de redução de custos e de perdas e ações de preservação de mananciais utilizados para o abastecimento público; b) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, por meio da promoção de melhorias operacionais, incluindo reabilitação e recuperação de instalações existentes e outras ações de redução de custos e aumento da eficiência O empreendimento deve ser justificado por diagnóstico da situação operacional e financeira do prestador do serviço e das melhorias operacionais e financeiras necessárias e por proposta circunstanciada das ações necessárias para a concretização destas melhorias O DI abrange um conjunto de atividades, a saber: a) macromedição e pitometria; b) micromedição; c) Sistema Integrado de Prestação de serviços e Atendimento ao Público - SIPSAP; d) cadastro técnico; e) padronização e automatização de unidades operacionais; f) planejamento e controle operacional; g) Gestão comercial, inclusive cadastro de consumidores e sistema e faturamento e cobrança; h) instalações laboratoriais para atividades de controle da qualidade da água e de controle das características dos esgotos sanitários; i) aumento da eficiência no consumo de energia; j) estruturação institucional e administrativa do órgão prestador do serviço; l) cadastro dos geradores de resíduos;

34 m) execução de trabalho sócio-ambiental que vise a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental do empreendimento resíduos sólidos. Fl Conceituação básica dessas Atividades: a) Macromedição e Pitometria - Ações que permitem processar, analisar e divulgar dados operacionais relativos a vazões, volumes, pressões, níveis de água e grandezas elétricas dos componentes de um sistema de abastecimento de água, que visam obter dados que permitam avaliar as condições elétricas e hidráulicas de funcionamento dos sistemas; b) Micromedição - Ações que permitem obter, processar, analisar e divulgar dados relativos aos volumes de água demandados através dos ramais prediais de um sistema de abastecimento de água, que objetivam dotar o órgão de saneamento de um eficiente sistema de medição de consumo, a fim de reduzir as perdas, racionalizar o consumo e estabelecer sistema tarifário adequado; c) Sistema SIPSAP - Ações que permitem uma eficiente recepção e atendimento das demandas dos usuários e a realização dos serviços de operação e de manutenção preventiva e corretiva das redes de distribuição e dos ramais prediais, que objetivam dotar, o órgão de saneamento, de condições favoráveis à satisfação do usuário, à melhoria da qualidade dos serviços prestados, à redução de despesas operacionais na distribuição, através da adequada organização do serviço e de redução dos níveis de perda de água; d) Cadastro Técnico - Ações que permitem registrar e manter atualizadas informações técnicas sobre os diversos componentes dos sistemas de abastecimento de água, inclusive rede de distribuição, que objetivam dotar, o órgão de saneamento, de informações que contribuam para o planejamento de execução das tarefas da operação e manutenção dos sistemas de abastecimento de água; e) Padronização e Automatização de Unidades Operacionais - Ações que permitem criar e equipar uma estrutura adequada de manutenção preventiva e corretiva, implantar automatizações, promover padronizações e controles com racionalização de energia elétrica, que objetivam levar o órgão de saneamento à obtenção de níveis satisfatórios de redução de despesas; f) Planejamento e Controle Operacional - Ações que permitem, de modo participativo, programar, orçar e acompanhar sua gestão operacional, integrada ao planejamento global, que objetivam dotar, o órgão de saneamento, da efetiva gestão da operação de sistemas, de forma a assegurar a otimização das respectivas capacidades instaladas e a identificação das necessidades de ampliação e/ou melhorias;

35 Fl. 35 g) Gestão comercial, inclusive Cadastro de Consumidores e sistema de Faturamento e Cobrança Ações que permitem registrar informações técnicas relacionadas aos consumidores reais, factíveis e potenciais, assim como programar a expansão e a adequada manutenção do mercado consumidor, objetivando dotar o órgão de saneamento de informações que contribuam para o desenvolvimento e execução das tarefas comerciais e atendimento ao maior número possível de usuários de todas as categorias sócio-econômicas e a obtenção de receitas equivalentes ao custo do serviço prestado, bem como analisar, programar, operar e controlar seus dados internos, através de sistemas informatizados, no sentido de faturar, arrecadar e cobrar o valor do serviço prestado a todos os usuários, bem como dotar o órgão de saneamento de um sistema de dados que garanta confiabilidade e adequação ao gerenciamento das receitas tarifárias; h) Instalações laboratoriais para atividades de controle da qualidade da água e de controle das características dos esgotos sanitários - Ações relativas à construção, aquisição equipamentos e vidraria de laboratórios de análises físico-quimicas, bem como consultorias afins. i) Aumento da Eficiência no Consumo de Energia - Ações que visem à redução do consumo de energia ou que promovam melhor eficiência dos equipamentos instalados, inclusive substituição dos mesmos Itens de Investimento Ações de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário O valor de investimento é composto total ou parcialmente dos seguintes itens financiáveis: a) elaboração de estudos complementares ao projeto básico e de projetos executivos do empreendimento objeto do financiamento b) aquisição de materiais, equipamentos novos e execução de obras/serviços, com vistas à: b.1) implantação, ampliação ou melhoria de planejamento e controle operacional; b.2) implantação, ampliação ou melhoria de macromedição e pitometria; b.3) implantação, ampliação ou melhoria de micromedição; b.4) implantação, ampliação ou melhoria de padronização e automatização de unidades operacionais; b.5) implantação, ampliação ou melhoria de aumento da eficiência no consumo de energia; b.6) implantação, ampliação ou melhoria de cadastro técnico; b.7) implantação, ampliação ou melhoria de sistema integrado da prestação de serviços e atendimento ao público; b.8) implantação, ampliação ou melhoria de gestão comercial, inclusive cadastro de consumidores e sistema de faturamento e cobrança; b.9) implantação, ampliação ou melhoria de instalações laboratoriais de controle da qualidade da água ou de controle das características dos esgotos sanitários; b.10) reabilitação de unidades operacionais;

36 Manual de Fomento b.11) substituição de redes de água e de adutoras que apresentem freqüências críticas de manutenção e sejam fator relevante de elevação de perdas de água; e b.12) substituição de coletores de esgoto e tubulações de recalque de esgoto que apresentem freqüências críticas de manutenção; c) aquisição de veículos novos, devidamente adaptados, destinados aos projetos de SIPSAP, Macromedição e Pitometria, sendo aceitos: c.1) somente veículos tipo pick-up ou furgão de motor 4 cilindros; c.2) caminhões de cabine avançada, equipados com retro-escavadeira e containeres de acesso externo;; c.3) motos tipo standard, equipadas com contaniers; c.4) juntamente com a proposta de financiamento deve ser apresentado o lay-out do veículo com os containers ou as adaptações necessárias, para análise do Agente Financeiro, devendo, necessariamente, ser constituídas de adaptações solidárias ou, pelo menos, não removíveis facilmente, e, no caso de motos de ser soldadas aos chassis; c.4.1) nesse caso, quando se tratar de operação do setor privado, a proposta deve ser previamente analisada pelo Agente Operador; c.5) a aquisição de veículo deve ser feita, preferencialmente, por compra direta junto ao fabricante, de forma a reduzir o custo oferecido ao frotista, ou em caso contrário, ser apresentada justificativa fundamentada para análise do agente financeiro. d) aquisição de terreno para instalações relativas ao desenvolvimento das atividades acima listadas, limitado ao valor pago atualizado ou ao valor de avaliação, o que for menor; e) execução de trabalho sócio-ambiental que vise a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental do empreendimento, incluindo ações de educação ambiental e promoção da participação comunitária; f) remuneração de atividades de gerenciamento do empreendimento Ações em Manejo de Resíduos Sólidos São itens financiáveis para o desenvolvimento institucional dos serviços de manejo de resíduos sólidos: a) elaboração de estudos complementares ao projeto básico e de projetos executivos das ações que integram o empreendimento objeto do financiamento; b) aquisição de materiais e de equipamentos novos e serviços com vistas à implantação, ampliação ou melhoria de: b.1) planejamento e controle operacional das atividades técnicas e operacionais; b.2) estruturação institucional e administrativa do órgão prestador do serviço; b.3) aumento da eficiência no consumo de energia e combustível; b.4) cadastro dos geradores de resíduos; b.5) sistema integrado da prestação de serviços e atendimento ao público; b.6) gestão comercial, inclusive cadastro de usuários e sistema de faturamento e cobrança; c) aquisição de materiais e de equipamentos novos e execução de obras e serviços com vistas à reabilitação de unidades operacionais; d) execução de trabalho sócio-ambiental que vise a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental do empreendimento, incluindo ações de educação ambiental e promoção da Fl. 36

37 participação comunitária e de apoio à inclusão social de catadores e ao aproveitamento econômico do material reciclável; e) aquisição de terreno para instalações relativas ao desenvolvimento das atividades acima listadas, limitado ao valor pago atualizado ou ao valor de avaliação, o que for menor; f) remuneração de atividades de gerenciamento do empreendimento MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS Destina-se à promoção de ações com vistas à melhoria das condições de salubridade ambiental associadas ao manejo das águas pluviais, em particular por meio de promoção de ações de prevenção e de controle de inundações e de seus danos nas áreas urbanas e de melhoria da qualidade da águas dos corpos que recebem lançamentos de águas pluviais. As ações devem contemplar a gestão sustentável da drenagem urbana com ações estruturais e não estruturais dirigidas à recuperação de áreas úmidas, à prevenção, ao controle e a minimização dos impactos provocados por enchentes urbanas e ribeirinhas. Faz-se necessário ainda privilegiar a redução, o retardamento e o amortecimento do escoamento das águas pluviais Itens de Investimento O valor de investimento é composto total ou parcialmente dos seguintes itens financiáveis: a) elaboração de plano diretor de manejo de águas pluviais, de estudos complementares ao projeto básico e de projetos executivos do empreendimento objeto do financiamento; b) aquisição de materiais e equipamentos novos; c) execução de obras e serviços; d) execução de outros itens necessários ao adequado desempenho do empreendimento, incluindo, entre outros, obras e serviços de: d.1) travessias, d.2) contenção de encostas, d.3) reassentamento de moradias, cuja remoção se faz indispensável para implantação do empreendimento, d.4) tratamento das vazões de tempo seco e de condicionamento das águas pluviais, quando exigidas em razão das características do corpo receptor, d.5) recuperação de áreas úmidas (várzeas), eventual descanalização e recomposição de paisagem ou implantação de parques lineares, d.6) urbanização de caráter complementar, como a implantação de áreas verdes (paisagismo, gramados e canteiros), d.7) eletrificação e subestações rebaixadoras de tensão; e) execução de obras complementares vinculadas à execução e à segurança do empreendimento; f) execução de outras ações de preservação ambiental necessárias à implantação e adequado desempenho do empreendimento, inclusive de afastamento dos esgotos sanitários por meio de coletores troncos e interceptores; g) execução de trabalho sócio-ambiental visando a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental do empreendimento, incluindo ações de educação ambiental e promoção da participação comunitária; Fl. 37

38 h) aquisição de terreno, limitado ao valor pago atualizado ou ao valor de avaliação, o que for menor; Fl. 38 i) implantação de sistema de monitoramento e de informações pluviométricas; j) remuneração de atividades de gerenciamento do empreendimento Nesta modalidade, para o setor público, o custo dos itens relativos ao manejo das águas pluviais não deve ser menor que 50% do valor do empréstimo e o custo dos itens pavimentação asfáltica ou do calçamento, guias e sarjetas é limitado a no máximo 35% do mesmo valor Considerando que podem haver situações excepcionais, cabe ressaltar que, no caso do somatório dos custos destes itens relativos à pavimentação asfáltica ou calçamento, guias e sargetas superar o limite de 35% do valor do empréstimo, e desde que devidamente justificado pelo mutuário e aceito após análise do agente financeiro, o pleito poderá ser submetido, em caráter excepcional, ao exame do Gestor da Aplicação para deliberar pela autorização ou não do seu acatamento O exame da matéria, nos casos acima descritos, como excepcionais, verificará essencialmente se o projeto se mantém na modalidade de manejo de águas pluviais, não sendo aceitos projetos de obras eminentemente de cunho viário e ou de pavimentação Para o setor público as intervenções estruturais devem preferencialmente privilegiar a redução, o retardamento e o amortecimento do escoamento das águas pluviais e incluem: reservatórios de amortecimento de cheias, adequação de canais para a redução da velocidade de escoamento, sistemas de drenagem por infiltração, implantação de parques lineares, recuperação de várzeas e a renaturalização de cursos de água Para o setor público as obras convencionais de galerias de águas pluviais e de canalização, que aceleram o escoamento, serão admitidas somente em conjunto com intervenções estruturais que privilegiam a redução, o retardamento e o amortecimento do escoamento das águas pluviais, mitigando o impacto, conforme descrito no item anterior Nesta modalidade, para o setor privado, o custo dos itens relativos ao manejo das águas pluviais não deve ser menor que 50% do valor do empréstimo e o custo dos itens pavimentação asfáltica ou do calçamento, guias e sarjetas é limitado a no máximo 30% do mesmo valor.

39 Fl Pressupostos para Apresentação de Projetos Os empreendimentos nesta modalidade devem: a) observar as diretrizes e recomendações previstas no plano de saneamento básico ou em plano de manejo de águas pluviais e no plano de recursos hídricos da bacia hidrográfica onde se localizam; b) quando da inexistência de plano de saneamento básico ou de plano de manejo de águas pluviais, se apoiar no compromisso do Executivo Municipal de elaboração do plano de saneamento básico em até ; c) nas operações com o setor privado, no caso de inexistência de plano de saneamento básico ou de plano de manejo de águas pluviais, se apoiar na justificativa técnica para o empreendimento, e no compromisso do Executivo Municipal de elaboração do plano de saneamento básico em prazo não superior a 24 meses da assinatura do contrato de financiamento; d) quando incluírem a construção de canais, privilegiar as soluções que não adotem revestimentos, retificações ou canais fechados em cursos de água; apresentando justificativas técnico-econômicas e plano que comprove a viabilidade da operação e da manutenção dessas estruturas quando tais alternativas forem adotadas; e) atender preferencialmente as áreas urbanas com alta densidade populacional nas quais existam riscos de danos ao patrimônio e à saúde dos habitantes, decorrentes de inundações ou erosões do solo; f) adotar sistema separador absoluto, a não ser quando acompanhado de sistema de tratamento de efluentes de tempo seco, nos termos previstos em plano diretor de saneamento básico ou em plano diretor de manejo de águas pluviais; g) quando adotado o sistema separador absoluto, prever a eliminação do lançamento de esgotos nas redes de manejo de águas pluviais na sua área de intervenção; h) quando incluírem instalações de retenção ou detenção de águas pluviais, comprovar a disponibilidade de meios para a operação e manutenção dos mesmos, de forma a assegurar funcionalidade e condições sanitárias adequadas MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS Destina-se à promoção de ações com vistas ao aumento da cobertura dos serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos sólidos urbanos domiciliares e assemelhados, bem como a implantação de infra-estrutura necessária para a execução da coleta de resíduos de serviços de saúde, varrição, capina, poda e atividades congêneres e ainda ao apoio à implementação de ações relativas à coleta seletiva, à triagem e à reciclagem, além da infra-estrutura necessária à implementação de ações de redução de emissão de gases de efeito estufa em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), no âmbito do Tratado de Quioto. Tendo em vista a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental dos empreendimentos, destina-se também ao desenvolvimento de ações relativas ao trabalho sócio-ambiental nas áreas de educação ambiental e promoção da participação comunitária e, quando for o caso, o trabalho Sócio-Ambiental destinado à inclusão social de catadores e o aproveitamento econômico de material reciclável.

40 Fl Itens de Investimento O valor de investimento é composto total ou parcialmente dos seguintes itens financiáveis: a) elaboração de estudos complementares ao projeto básico e de projetos executivos do empreendimento objeto do financiamento; b) aquisição de materiais e equipamentos novos e execução de obras e serviços, com vistas a implantação, ampliação, melhoria ou recuperação de: b.1) instalações de apoio para a coleta convencional e seletiva, incluindo locais de armazenamento e triagem vinculados à coleta seletiva por parte dos catadores de materiais recicláveis, b.2) instalações de apoio para a varrição e demais serviços de limpeza pública, b.3) sistemas de tratamento e disposição final, unidades de triagem de material proveniente de coleta seletiva, unidades de compostagem; b.4) desativação, encerramento e recuperação ambiental de lixões; b.5) unidades de transbordo e suas instalações complementares, b.6) urbanização do entorno de instalações de tratamento, destinação ou transbordo, quando incluída como medida mitigadora de impacto; b.7) sistemas de captura, coleta e incineração de gás do aterro sanitário; b.8) sistemas de geração e distribuição de energia a partir de gases de aterro sanitário. c) aquisição de equipamentos novos para operação de aterro sanitário e de unidade de transbordo (máquinas pesadas e caminhões); d) reassentamento de moradias, cuja remoção se faz indispensável para a implantação do empreendimento; e) execução de trabalho sócio-ambiental que vise a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental do empreendimento, incluindo ações de educação ambiental e promoção da participação comunitária e de apoio à inclusão social de catadores e ao aproveitamento econômico do material reciclável; f) execução de ações complementares de preservação ambiental; g) aquisição de terreno, limitado ao valor pago atualizado ou ao valor de avaliação, o que for menor; h) elaboração de estudos de viabilidade e Documento de Concepção de Projeto (DCP) para projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, no âmbito do Tratado de Quioto; i) execução de ações relativas à validação, registro, monitoramento, verificação e certificação do projeto MDL; j) remuneração de atividades de gerenciamento do empreendimento Pressupostos para Apresentação de Projetos Os empreendimentos nesta modalidade devem: a) observar as diretrizes e recomendações previstas no plano de saneamento básico, ou em plano de manejo de resíduos sólidos;

41 Fl. 41 a.1) esse plano deve prever o manejo diferenciado e integrado dos resíduos sólidos urbanos, prever o incentivo à minimização, à reciclagem e à reutilização dos resíduos, assegurar os necessários sistemas de operação e manutenção dos serviços e equipamentos e os mecanismos de controle social, contemplando a educação ambiental, e prever o trabalho social necessário à incorporação das associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis como prestadores do serviço de coleta seletiva. O plano deve também examinar a viabilidade de obter ganhos de escala pela gestão associada dos serviços entre localidades próximas, sobretudo quanto ao tratamento e à destinação final dos resíduos sólidos. b) quando da inexistência de plano de saneamento básico ou de plano de manejo de resíduos sólidos, se apoiar no compromisso do Executivo Municipal de elaboração do plano de saneamento básico em até ; c) nas operações com o setor privado, no caso de inexistência de plano de saneamento básico ou de plano de manejo de resíduos sólidos, se apoiar na justificativa técnica para o empreendimento, e no compromisso do Executivo Municipal de elaboração do plano de saneamento básico em prazo não superior a 24 meses da assinatura do contrato de financiamento; d) priorizar a destinação final adequada dos resíduos sólidos urbanos (domiciliares, dos serviços de saúde, da varrição, capina, poda e assemelhados) de forma ambientalmente segura, sendo exigida justificativa consistente para o financiamento de outros itens, sem o equacionamento desta; e) incluir a recuperação ambiental da área de lixão que esteja sendo encerrado e substituído por aterro sanitário objeto de financiamento, incluídas as medidas de mitigação dos impactos ambientais estabelecidas pelo órgão ambiental; f) incluir proposta de inclusão social de catadores de materiais recicláveis quando o empreendimento tiver impacto sobre a atividade destes, apoiando sua organização em cooperativas ou associações, e em outras alternativas de geração de emprego e renda; g) apresentar justificativa apoiada em plano de coleta e transporte dos resíduos sólidos e no plano operacional da unidade quando do financiamento de empreendimentos que incluam instalações de apoio à coleta, unidades de transbordo, de tratamento e de disposição final; de modo a comprovar a sustentabilidade operacional; e h) apresentar licença de operação do empreendimento no caso de financiamento de equipamentos novos para operação de instalações já existentes; i) para o setor privado, quando a cobertura do serviço de coleta for inferior a 80% (oitenta por cento) dos domicílios da zona urbana, dispor de compromisso do Mutuário para elevar a cobertura até pelo menos este limite dentro do prazo de conclusão do empreendimento para o financiamento de instalações de transbordo ou destinação final adequada de resíduos sólidos urbanos.

42 Fl MANEJO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO - RCD Destina-se à promoção de ações com vistas ao acondicionamento, à coleta e transporte, ao transbordo, à triagem, à reciclagem e à destinação final dos resíduos oriundos das atividades de construção e demolição, incluídas as ações similares que envolvam resíduos volumosos, por meio de implantação e ampliação de instalações físicas inclusive de aterros, de aquisição de equipamentos novos. Tendo em vista a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental dos empreendimentos, destina-se também ao desenvolvimento de ações relativas ao trabalho sócio-ambiental nas áreas de educação ambiental e promoção da participação comunitária e, quando for o caso, o trabalho Sócio-Ambiental destinado à inclusão social de transportadores informais destes resíduos Itens de Investimento O valor de investimento é composto total ou parcialmente dos seguintes itens financiáveis: a) elaboração de estudos complementares ao projeto básico e de projetos executivos do empreendimento objeto do financiamento; b) aquisição de materiais e equipamentos novos e execução de obras e serviços, com vistas à implantação, ampliação, melhoria ou recuperação de: b.1) instalações físicas destinadas à recepção, transbordo, triagem e reciclagem de resíduos de construção e demolição; b.2) aterros para a disposição ou reservação de resíduos de construção e demolição; b.3) urbanização do entorno de instalações de tratamento, destinação ou transbordo, quando incluída como medida mitigadora de impacto; c) aquisição de equipamentos e veículos novos específicos para o acondicionamento, a coleta, tratamento e destinação dos resíduos de construção e demolição; d) execução de trabalho sócio-ambiental que vise a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental do empreendimento, incluindo ações de educação ambiental e promoção da participação comunitária e de apoio à inclusão social de catadores e ao aproveitamento econômico do material reciclável; e) urbanização do entorno da área, quando incluída como medida mitigadora de impacto; f) aquisição de terreno, limitado ao valor pago atualizado ou ao valor de avaliação, o que for menor; g) remuneração de atividades de gerenciamento do empreendimento Pressupostos para Apresentação de Projetos Os empreendimentos nesta modalidade devem ainda: a) observar as diretrizes e recomendações previstas em Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, nos termos da Resolução nº 307, de 5 de julho de 2002, do CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente e as Normas Brasileiras pertinentes à temática; e b) apresentar justificativa específica e plano operacional da unidade no caso de financiamento de empreendimentos que incluam equipamentos para operação de

43 unidades de transbordo, de tratamento e de disposição final, de modo a comprovar a sustentabilidade operacional; c) apresentar licença de operação do empreendimento no caso de financiamento de equipamentos para operação de instalações já existentes É condição para o financiamento a existência de Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, nos termos da Resolução nº 307, de 2002, do CONAMA em vigor no Município onde são gerados os resíduos a serem processados pelo empreendimento PRESERVAÇÃO E RECUPERAÇÃO DE MANANCIAIS Destina-se à promoção da preservação e da recuperação de mananciais para o abastecimento público de água, por intermédio de ações na bacia do manancial, de coleta, transporte e tratamento de esgotos sanitários, de instalações de ramais prediais ou ramais condominiais de esgoto sanitário e de unidades sanitárias em domicílios de baixa renda, de desassoreamento de cursos de água, de proteção de nascentes, de recomposição de matas ciliares, de recuperação de margens, de recuperação de áreas degradadas, inclusive pela deposição indevida de resíduos sólidos, e de processos erosivos, em particular os causados por drenagem inadequada de água em vias de apoio à implantação de coleta seletiva de materiais recicláveis. Tendo em vista a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental dos empreendimentos, destina-se também ao desenvolvimento de ações relativas ao trabalho sócio-ambiental nas áreas de educação ambiental e promoção da participação comunitária Itens de Investimento O valor de investimento é composto total ou parcialmente dos seguintes itens financiáveis: a) elaboração de estudos complementares ao projeto básico e de projetos executivos do empreendimento objeto do financiamento; b) todos os itens previstos na modalidade esgotamento sanitário; c) aquisição de materiais e equipamentos novos e execução de obras e serviços, com vistas à implantação, ampliação, melhoria ou recuperação de: c.1) ramais prediais e ramais condominiais em áreas de baixa renda; c.2) unidades sanitárias em domicílios de baixa renda; c.3) coleta seletiva de materiais recicláveis; d) aquisição de materiais e equipamentos novos e execução de obras e serviços com vistas a: d.1) revitalização de cursos e espelhos d água, incluindo serviços de proteção de nascentes, desassoreamento, recuperação de margens e recomposição de matas ciliares; d.2) controle e recuperação de processos erosivos, em particular os causados por drenagem inadequada de água em vias; d.3) recuperação de áreas degradadas, inclusive pela deposição indevida de resíduos sólidos; e) execução de ações de detecção e eliminação de esgotos em sistemas de manejo de águas pluviais cujos efluentes são lançados nestes mananciais; f) reassentamento de moradias em situação de risco e daquelas moradias, cuja remoção se faz indispensável para a implantação do empreendimento; Fl. 43

44 Manual de Fomento g) execução de trabalho sócio-ambiental tendo em vista a sustentabilidade sócioeconômica e ambiental do empreendimento, incluindo ações de educação ambiental e promoção da participação comunitária em todas as fases de elaboração, implementação, avaliação e uso das obras e serviços propostos e de apoio à inclusão social de catadores e ao aproveitamento econômico do material reciclável; h) aquisição de terreno, limitado ao valor pago atualizado ou ao valor de avaliação, o que for menor; i) remuneração de atividades de gerenciamento do empreendimento Pressupostos para Apresentação de Projetos Os empreendimentos nesta modalidade devem ainda: a) restringir-se apenas a mananciais que sejam objeto de proteção por meio de legislação específica, que inclua delimitação da área e normas de uso e ocupação do solo aplicáveis; b) integrar plano de recuperação e preservação do manancial, embasado por adequado diagnóstico, apresentando as ações estruturais e não-estruturais com as devidas justificativas; Os requisitos previstos nas modalidades abastecimento de água, esgotamento sanitário, saneamento integrado, manejo de águas pluviais e manejo de resíduos sólidos se aplicam aos respectivos componentes do empreendimento Para fins de instalações de ramais prediais ou ramais condominiais de esgoto sanitário e de unidades sanitárias em domicílios, consideram-se de baixa renda os domicílios em áreas que sejam habitadas preponderantemente por famílias que tenham rendimentos de até 3 (três) salários mínimos É condição para o financiamento a existência de plano de recuperação e preservação do manancial ESTUDOS E PROJETOS Destina-se à elaboração de planos municipais e regionais de saneamento básico e à elaboração de estudos de concepção e projetos para empreendimentos de abastecimento de água, esgotamento sanitário, saneamento integrado, desenvolvimento institucional, manejo de águas pluviais, manejo de resíduos sólidos, incluindo os que visem à redução de emissão de gases de efeito estufa enquadrados como projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), no âmbito do Tratado de Quioto, manejo de resíduos da construção e demolição, preservação e recuperação de mananciais, desde que estes empreendimentos possam ser enquadrados nas demais modalidades Itens de Investimento O valor de investimento é composto total ou parcialmente dos seguintes itens financiáveis: a) execução de planos municipais e regionais de saneamento básico; a.1) Plano de Saneamento Básico conforme a Lei de 05/02/2007 em seu Art. 19, compreende as regras para a gestão dos serviços públicos de saneamento básico e abrangerá, no mínimo: I) diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando sistema de indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e apontando as causas das deficiências detectadas; II) objetivos e metas de curto, médio e longo prazos para a Fl. 44

45 universalização, admitidas soluções graduais e progressivas, observando a compatibilidade com os demais planos setoriais; III) programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas, de modo compatível com os respectivos planos plurianuais e com outros planos governamentais correlatos, identificando possíveis fontes de financiamento; IV)ações para emergências e contingências; V) mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e eficácia das ações programadas; b) elaboração de estudos de regionalização para a prestação dos serviços de saneamento básico; c) elaboração de planos municipais, estaduais e regionais de abastecimento de água, de esgotamento sanitário, de manejo integrado de resíduos sólidos, de resíduos da construção civil e de demolições, de manejo de águas pluviais e de preservação e recuperação de mananciais; d) elaboração de estudos de concepção, projetos básicos e projetos executivos; e) execução de trabalho sócio-ambiental que vise a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental do empreendimento, incluindo ações de educação ambiental e promoção da participação comunitária e de apoio à inclusão social de catadores e ao aproveitamento econômico do material reciclável; f) elaboração de estudos de viabilidade e Documento de Concepção de Projeto (DCP) para projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, no âmbito do Tratado de Quioto; e g) execução de ações relativas à validação, registro, monitoramento, verificação e certificação do projeto MDL Os estudos, planos e projetos financiados nesta modalidade devem tomar como diretrizes as condições aplicáveis nos itens previstos neste Capítulo de modo a permitir que os empreendimentos planejados ou projetados possam vir a ser eventualmente financiados pelo Programa Se o indicador de perdas do Prestador dos Serviços de abastecimento de água for acima de 30% os empreendimentos nesta modalidade só poderão ser financiados quando incluam componente de controle de perdas ou tiverem sua execução acompanhada pelo desenvolvimento de programa de redução de perdas Esse indicador de perdas deve ser calculado conforme previsto no subitem deste Capítulo Os Planos de Saneamento Básico devem, sempre que possível, articular todos os componentes do saneamento básico, contemplando integradamente o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, o manejo de águas pluviais e o manejo de resíduos sólidos e ainda: Fl. 45 a) adotar como estratégia de elaboração a condução de processos participativos e que garantam o controle social; b) considerar como abrangência territorial tanto a área urbana quanto a área rural do município ou do agrupamento de entes federados a que se referir; e c) articular-se com outros instrumentos de planejamento urbano, conforme dispõe o Estatuto das Cidades.

46 4 REQUISITOS INSTITUCIONAIS As propostas apresentadas no âmbito do Programa Saneamento Para Todos deverão observar os requisitos institucionais previstos nas Instruções Normativas do Ministério das Cidades nºs 33/07, de , 03 e 06/08, de , suas alterações e aditamentos. 5 REQUISITOS DE VIABILIDADE As operações vinculadas ao Programa Saneamento Para Todos observarão os requisitos de viabilidade previstos no processo de Homologação/Habilitação de propostas, para fins de participação em processo de seleção pública de propostas regulamentado pela Secretaria de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades. 6 INSCRIÇÃO, ENQUADRAMENTO E VALIDAÇÃO DA CARTA CONSULTA/PROPOSTA DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO VINCULADAS AO SETOR PÚBLICO E PRIVADO O processo de Inscrição, enquadramento e validade da Carta Consulta/Proposta das operações de crédito vinculadas ao Setor Público e Privado, observarão os requisitos previstos nas Instruções Normativas nºs 33/07, de , 03 e 06/08, de , suas alterações e aditamentos. 7 CONDIÇÕES OPERACIONAIS DO EMPRÉSTIMO DO AGENTE OPERADOR AO AGENTE FINANCEIRO As condições operacionais do empréstimo do Agente Operador ao Agente Financeiro são as definidas nos subitens 2.2 a 2.5 e de 2.7 a 2.14 do Capítulo II deste Manual e nos subitens 7.1 a 7.3 a seguir. 7.1 LIMITE DE EMPRÉSTIMO O empréstimo é limitado ao valor da operação selecionada pelo Gestor da Aplicação, dotação orçamentária dos recursos do FGTS e a capacidade de pagamento e endividamento do proponente. 7.2 TAXAS DE JUROS, PRAZOS MÁXIMOS DE AMORTIZAÇÃO E DE CARÊNCIA As Taxas de Juros, os Prazos Máximos de Amortização e de Carência são os definidos no quadro a seguir, sendo que o prazo de amortização é contado a partir do mês subseqüente ao do término do prazo de carência, devendo ser reduzido caso haja prorrogação do prazo de carência: Fl. 46 Modalidades Abastecimento de Água, Esgotamento Sanitário e Manejo de Águas Pluviais Desenvolvimento Institucional e Preservação e Recuperação de Mananciais Taxas de Juros % a.a. Prazo de Amortização Anos (até) Prazo de carência Meses (até) 6, ,

47 Manejo de Resíduos Sólidos e Manejo de Resíduos da Construção e Demolição 6, Estudos e Projetos 6, Fl. 47 Saneamento Integrado 5, As operações de crédito observarão os prazos máximos de amortização próprios de cada modalidade Os prazos de amortização não serão, em nenhuma hipótese, maiores que a vida útil prevista para o empreendimento financiado A taxa de juros final da operação é composta pela taxa nominal de juros constante do quadro anterior, acrescida da Taxa de Risco de Crédito e do Diferencial de Juros de que tratam os subitens 2.5 e 2.12, respectivamente, do Capítulo II deste Manual Na contratação de mais uma modalidade com o mesmo tomador, o agente financeiro poderá contratar as operações de crédito utilizando a taxa média ponderada entre as taxas definidas no quadro anterior e o valor do financiamento. 7.3 GARANTIAS As previstas na legislação do FGTS, conforme Lei n o 9.467, de , suas alterações e aditamentos, e RCCFGTS 381, de , entre as quais destacamos: a) vinculação de receitas admitidas pela legislação em vigor, no caso de estados, municípios e do Distrito Federal; b) vinculação de receitas tarifárias e/ou de outras garantias reais, no caso de companhias de saneamento; c) vinculação de receitas tarifárias dos órgãos autônomos municipais Nos contratos de financiamento e repasse a serem firmados com os mutuários, o agente financeiro deve observar, rigorosamente, a forma de constituição da garantia, sob os aspectos jurídicos, devendo conter cláusulas que possibilitem a concessão de poderes amplos, ilimitados e irrevogáveis, bem como a transferência ou caução dos direitos que encerram, em favor do Agente Operador, até o valor dos compromissos financeiros eventualmente não cumpridos. 8 CONDIÇÕES OPERACIONAIS DO EMPRÉSTIMO DO AGENTE FINANCEIRO AO MUTUÁRIO 8.1 As condições operacionais do empréstimo do Agente Financeiro ao Mutuário são as definidas nos subitens 2.2 e 2.4 e de 2.6 a 2.14 do Capítulo II deste Manual e nos subitens 7.1 a 7.4 e e a seguir.

48 8.1.1 PRAZO DE CARÊNCIA DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO VINCULADAS Fl O prazo de carência das operações de créditos vinculadas corresponderá ao prazo previsto para a execução de todas as etapas previstas para cumprimento do objeto, acrescido de até 04 (quatro) meses, contado a partir da data de assinatura do contrato de financiamento firmado entre o Agente Financeiro e o Tomador Final, limitado aos prazos constantes do quadro do subitem deste Capítulo, observada a data eleita do mutuário, podendo ser prorrogado, conforme estabelecido no subitem do Capítulo V deste Manual, sendo que, no caso da modalidade Saneamento Integrado, é acrescido de até 06 (seis) meses Para o Saneamento Integrado, o período de carência compreende, além do período das obras, o período previsto para elaboração de projeto de engenharia com a participação da comunidade, limitado a 6 (seis) meses Prazo de execução é o prazo compreendido entre a data de assinatura do Contrato de Financiamento e Repasse e a data prevista para o término das obras e serviços, consignada no cronograma anexo ao referido contrato firmado entre o agente financeiro e o tomador dos recursos GARANTIAS Cessão de direitos emergenciais de contas de água e esgoto de consumidores selecionados do concessionário dos serviços de saneamento básico, com estrutura de segregação da arrecadação das faturas, em valor equivalente ao da prestação, com margem adicional a ser definida a critério do agente financeiro e aceita pelo Agente Operador Outras garantias previstas no subitem deste 7.3 deste Capítulo, a critério do agente financeiro. CAPÍTULO IV PROGRAMA SPE (LOCAÇÃO DE ATIVOS) 1 OBJETIVO DO PROGRAMA 1.1 Apoiar, financeiramente, empreendimentos destinados ao aumento da cobertura dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos enquadrados no âmbito do Programa, sob a

49 forma de operações estruturadas de financiamento a tomadores privados, constituídos sob a forma de Sociedade de Propósito Específico (SPE). Fl A SPE, constituída para viabilizar esses investimentos, terá como finalidades: a) construir e locar ao prestador público ou estatal de serviços de saneamento básico, (Patrocinadora), empreendimentos de saneamento a serem produzidos com recursos do FGTS; b) adquirir dos construtores de empreendimentos de saneamento básico, seus direitos creditórios junto ao prestador público ou estatal dos serviços de saneamento, decorrentes de obras em execução ou a serem executadas com recursos do FGTS; c) adquirir dos construtores de empreendimentos de saneamento básico os recebíveis referentes às faturas mensais de consumidores, dados pelo prestador público ou estatal de serviços de saneamento em pagamento das obras em execução ou a serem executadas com recursos do FGTS. 2 PARTICIPANTES DO PROGRAMA a) CCFGTS Conselho Curador do FGTS Órgão Deliberativo constituído por Representantes da Sociedade Civil e do Governo; b) MINISTÉRIO DAS CIDADES Órgão responsável pela Gestão da Aplicação dos recursos do FGTS; c) AGENTE OPERADOR DO FGTS Caixa Econômica Federal CAIXA; d) AGENTE FINANCEIRO Instituição financeira ou não financeira, pública ou privada, responsável pela operação de crédito perante o Agente Operador; e) MUTUÁRIO/TOMADOR DOS RECURSOS (SPE) Pessoa jurídica de direito privado, constituída sob a forma de sociedade anônima ou limitada, criada pela empresa licitante vencedora do certame licitatório promovido pela Patrocinadora, para realizar empreendimento específico, financiado pro operação estruturada, e tendo sua atuação restrita ao objeto da contratação com vistas a isolar o empreendimento a ser financiado dos demais ativos do titular (ou titulares)da SPE; f) AGENTE TÉCNICO-OPERACIONAL Instituição Financeira/Entidade contratada pelos agentes financeiros para desempenhar, em seu nome, diversas atribuições relativos aos empreendimentos a ser implementados e junto ao Agente Operador; g) PATROCINADORA Autarquias, Fundações Públicas e Empresas públicas ou Sociedade de Economia Mista, constituídas com a finalidade de prestar serviços públicos de abastecimento de água, de esgotamento sanitário e tratamento e disposição final de resíduos sólidos, integrantes da administração descentralizada dos Estados, dos Municípios, ou do Distrito Federal; h) AGENTE FIDUCIÁRIO Entidade contratada pela SPE, com anuência do agente financeiro, devidamente habilitada pelo Agente Operador, responsável pelo controle e acompanhamento dos recebíveis (conjunto de faturas de consumidores) e das contasgarantia, se for o caso, além da fiscalização da própria SPE e de seu Gestor Administrativo/financeiro; i) GESTOR ADMINISTRATIVO Entidade contratada pela SPE para gerir, de acordo com as orientações do Agente Fiduciário, as garantias e observar o cumprimento das cláusulas contratuais, atuando durante toda vigência do contrato de financiamento. 3 MODALIDADES

50 3.1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA Destina-se à promoção de ações com vistas ao aumento da cobertura ou da capacidade de produção de sistemas de abastecimento de água Itens de Investimento a) aquisição de materiais e equipamentos; b) execução de obras e serviços; c) execução de pesquisas de mananciais; d) execução de outros itens necessários ao adequado desempenho do empreendimento, incluindo, entre outros, eletrificação, estradas de acesso e de serviço, travessias e subestações rebaixadoras de tensão; e) execução de obras complementares vinculadas à segurança do empreendimento; f) execução de ações de preservação ambiental necessárias à implantação do empreendimento; g) reassentamento de moradias cuja remoção se faz indispensável para a implantação do empreendimento; h) execução de trabalho sócio-ambiental que vise a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental do empreendimento, incluindo ações de educação ambiental e promoção da participação comunitária; e i) aquisição de terreno, limitado ao valor pago atualizado ou ao valor de avaliação, o que for menor Em razão das peculiaridades da estruturação da operação de crédito, a proposta de financiamento pode ainda contar com os seguintes itens de investimento financiáveis: a) parcelas mensais relativas aos encargos financeiros incidentes na fase de carência como custo indireto; b) despesas referentes à estruturação da operação de crédito e da SPE; c) despesas de manutenção e funcionamento da SPE, durante a fase de carência do contrato de financiamento e repasse; e d) reserva de contingência, equivalente a 10% (dez por cento) do somatório dos custos diretos relativos às obras e serviços a serem executados, cujo desembolso somente será realizado mediante a comprovação da execução física das obras e serviços O indicador de perdas de água da Patrocinadora prestadora dos serviços de abastecimento de água estabelece restrições para o financiamento dos seguintes tipos de empreendimentos: Empreendimento Indicador de perdas acima de 50% Fl. 50 Indicador de perdas entre 30% e 50% Aumento da capacidade de produção de água Não financiável Financiável apenas quando acompanhadas de execução de programa de desenvolvimento institucional da Patrocinadora destinado à redução de perdas de

51 Outros modalidade abastecimento água na de Financiável apenas quando acompanhadas de execução de programa de desenvolvimento institucional da Patrocinadora destinado à redução de perdas de água Manual de Fomento Fl. 51 destinado à redução de perdas de água O indicador de perdas aqui referido será o maior dos valores percentuais obtidos por meio das seguintes fórmulas, considerando as informações relativas ao último exercício anual ou a conjunto contínuo de doze meses mais recentes: Índice de Perdas na Distribuição: Volume de Água (Produzido + Tratado Importado de Serviço) Volume de Água Consumido Volume de Água (Produzido + Tratado Importado de Serviço) Índice de Perdas de Faturamento: Volume de Água (Produzido + Tratado Importado de Serviço) Volume de Água Faturado Volume de Água (Produzido + Tratado Importado de Serviço) Pressupostos para Apresentação de Projetos Os empreendimentos nesta modalidade devem ainda: a) observar as diretrizes e recomendações previstas no plano de saneamento básico ou em plano de abastecimento de água; b) quando da inexistência de plano de saneamento básico ou de plano de abastecimento de água, se apoiar em justificativa técnica para o empreendimento, e no compromisso do Executivo Municipal de elaboração do plano de saneamento básico em prazo não superior a 24 meses da assinatura do contrato de financiamento; c) ter definido o manancial abastecedor e a alternativa de tratamento deve atender o disposto na Portaria nº 518, de 25 de março de 2004, do Ministério da Saúde, em particular na exigência de tratamento adequado, no mínimo, com filtração quando o manancial for de superfície e, no mínimo, com desinfecção quando o manancial for subterrâneo; d) apresentar outorga emitida pela autoridade competente do Poder Executivo Federal, dos Estados ou do Distrito Federal e informações que comprovem capacidade para atender as demandas projetadas, quando incluírem captação de água subterrânea; e) incluir as ligações domiciliares e os hidrômetros quando se tratar de implantação ou ampliação de rede de distribuição; f) assegurar compatibilidade com a capacidade de produção de água instalada quando se tratar de ampliação da rede de distribuição; e g) prever o assentamento enterrado das redes de distribuição de água, observando as normas técnicas aplicáveis, exceto nos empreendimentos em áreas de favelas adensadas, instaladas em terrenos íngremes ou solo que não permita a abertura manual de valas, quando serão, excepcionalmente, admitidas apoiadas sobre o terreno ou através de outra solução tecnicamente viável, desde que assegurada a adequada proteção das instalações e a integridade física e patrimonial de terceiros.

52 3.2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO Destina-se à promoção de ações com vistas ao aumento da cobertura de sistemas de esgotamento sanitário ou da capacidade de tratamento e destinação final adequados de efluentes Itens de Investimento a) aquisição de materiais e equipamentos; b) execução de obras e serviços; c) execução de outros itens necessários ao adequado desempenho do empreendimento, incluindo, entre outros, eletrificação, estradas de acesso e de serviço, travessias e subestações rebaixadoras de tensão; d) execução de obras complementares vinculadas à segurança do empreendimento; e) execução de ações de preservação ambiental necessárias à implantação do empreendimento; f) reassentamento de moradias cuja remoção se faz indispensável para a implantação do empreendimento; g) execução de trabalho sócio-ambiental que vise a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental do empreendimento, incluindo ações de educação ambiental e promoção da participação comunitária; e h) aquisição de terreno, limitado ao valor pago atualizado ou ao valor de avaliação, o que for menor Em razão das peculiaridades da estruturação da operação de crédito, a proposta de financiamento pode ainda contar com os seguintes itens de investimento financiáveis: a) parcelas mensais relativas aos encargos financeiros incidentes na fase de carência como custo indireto; b) despesas referentes à estruturação da operação de crédito e da SPE; c) despesas de manutenção e funcionamento da SPE, durante a fase de carência do contrato de financiamento e repasse; e d) reserva de contingência, equivalente a 10% do somatório dos custos diretos relativos às obras e serviços a serem executados, cujo desembolso somente será realizado mediante a comprovação da execução física das obras e serviços Quando a Patrocinadora for a Prestadora dos Serviços de abastecimento de água no território atendido pelo empreendimento e o seu indicador de perdas for acima de 30% (trinta por cento), os empreendimentos na modalidade esgotamento sanitário só poderão ser financiados quando acompanhados de execução pela Patrocinadora de programa de desenvolvimento institucional destinado à redução de perdas de água A restrição de que trata este subitem será excepcionalizada quando o Prestador dos Serviços de abastecimento de água estiver executando programa de desenvolvimento institucional destinado à redução de perdas de água ou apresentar Carta Consulta na modalidade Desenvolvimento Institucional destinada a esta finalidade. Neste último caso, a habilitação da Carta Consulta na modalidade Esgotamento Sanitário fica condicionada à habilitação da Carta Consulta na modalidade Desenvolvimento Institucional Pressupostos para Apresentação de Projetos Os empreendimentos nesta modalidade devem ainda: Fl. 52

53 a) observar as diretrizes e recomendações previstas no plano de saneamento básico ou em plano diretor de esgotamento sanitário; b) quando da inexistência de plano de saneamento básico ou de plano de esgotamento sanitário, se apoiar em justificativa técnica para o empreendimento, e no compromisso do Executivo Municipal de elaboração do plano de saneamento básico em prazo não superior a 24 meses da assinatura do contrato de financiamento; c) quando tratarem de implantação ou ampliação de rede coletora de esgoto sanitário: c.1) adotar preferencialmente o sistema condominial, cuja implementação deverá necessariamente ser articulada com o trabalho sócio-ambiental, sendo exigida justificativa técnica em caso contrário; c.2) incluir a execução simultânea dos ramais condominiais ou das ligações domiciliares (quando não tiver sido adotado o sistema condominial) dos imóveis em uso; d) dispor de estudo de concepção que avalie e justifique o nível adequado de descentralização do tratamento no caso de implantação ou a ampliação de sistema de tratamento de esgotos sanitários; e) ter as redes coletoras de esgoto sanitário projetadas com vistas à implantação de sistemas tipo separador absoluto, admitindo-se soluções evolutivas, a critério do gestor da aplicação; f) ter a implantação ou ampliação de rede coletora de esgotos sanitários condicionadas à existência, ou implantação em prazo compatível com a funcionalidade do empreendimento, de instalação de tratamento adequado; e g) incorporar, quando aplicável, ações de eliminação de lançamento de esgotos nos sistemas de manejo de águas pluviais ou em cursos ou espelhos d água de modo a assegurar os benefícios ambientais esperados. Fl MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS (TRANSBORDO, TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO FINAL) Destina-se à promoção de ações com vistas ao aumento da cobertura dos serviços por intermédio da implantação de infra-estrutura necessária para o transbordo, o tratamento e a destinação final de resíduos sólidos urbanos domiciliares e assemelhados e de resíduos de serviços de saúde, além da infra-estrutura necessária à implementação de ações de redução de emissão de gases de efeito estufa em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), no âmbito do Tratado de Quioto. Destina-se também ao desenvolvimento de ações complementares de suporte à implantação dos empreendimentos, relativas à educação ambiental, participação comunitária e, quando for o caso, o trabalho Sócio-Ambiental destinado à inclusão social de catadores e o aproveitamento econômico de material reciclável Itens de Investimento a) aquisição de materiais e equipamentos e execução de obras e serviços, com vistas à implantação, ampliação, melhoria ou recuperação de: b.1) sistemas de tratamento e disposição final; b.2) unidades de transbordo e suas instalações complementares; b.3) urbanização do entorno de instalações de tratamento, destinação ou transbordo, quando incluída como medida mitigadora de impacto; b.4) sistemas de captura, coleta e incineração de gás do aterro sanitário;

54 b.5) sistemas de geração e distribuição de energia a partir de gases de aterro sanitário; b) reassentamento de moradias cuja remoção se faz indispensável para a implantação do empreendimento; c) execução de ações complementares de preservação ambiental; d) execução de trabalho sócio-ambiental de suporte à implantação e a sustentabilidade do empreendimento, incluindo ações de educação sanitária e ambiental, de mobilização para a participação comunitária e de apoio à inclusão social de catadores e ao aproveitamento econômico do material reciclável e ao desenvolvimento de outras ações de geração de trabalho e renda; e) aquisição de terreno, limitado ao valor pago atualizado ou ao valor de avaliação, o que for menor; f) elaboração de estudos de viabilidade e Documento de Concepção de Projeto (DCP) para projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, no âmbito do Tratado de Quioto; e g) execução de ações relativas à validação, registro, monitoramento, verificação e certificação do projeto MDL Pressupostos para Apresentação de Projetos Os empreendimentos nesta modalidade devem ainda: a) observar as diretrizes e recomendações previstas no plano de saneamento básico, ou em plano de manejo de resíduos sólidos; b) quando da inexistência de plano de saneamento básico ou de plano de manejo de resíduos sólidos, se apoiar em justificativa técnica para o empreendimento, e no compromisso do Executivo Municipal de elaboração do plano de saneamento básico em prazo não superior a 24 meses da assinatura do contrato de financiamento; c) quando a cobertura do serviço de coleta for inferior a 80% (oitenta por cento) dos domicílios da zona urbana, dispor de compromisso do Mutuário para elevar a cobertura até pelo menos este limite dentro do prazo de conclusão do empreendimento para o financiamento de instalações de transbordo ou destinação final adequada de resíduos sólidos urbanos; d) incluir a recuperação ambiental da área de lixão que esteja sendo encerrado e substituído por aterro sanitário objeto de financiamento, incluídas as medidas de mitigação dos impactos ambientais estabelecidas pelo órgão ambiental; e) incluir proposta de inclusão social de catadores de materiais recicláveis quando o empreendimento tiver impacto sobre a atividade destes, apoiando sua organização em cooperativas ou associações, e em outras alternativas de geração de emprego e renda; e f) apresentar justificativa apoiada em plano de coleta e transporte dos resíduos sólidos e no plano operacional da unidade quando do financiamento de empreendimentos que incluam instalações de apoio à coleta, unidades de transbordo, de tratamento e de disposição final; de modo a comprovar a sustentabilidade operacional. Fl REQUISITOS INSTITUCIONAIS As propostas apresentadas no âmbito do Programa Saneamento Para Todos - SPE (LOCAÇÃO DE ATIVOS), deverão observar os requisitos institucionais previstos na Instrução Normativa do Ministério das Cidades nº 33/07, , suas alterações e aditamentos.

55 Fl REQUISITOS DE VIABILIDADE Será requerida a comprovação de que a Patrocinadora, prestadora do serviço público de abastecimento de água, de esgotamento sanitário ou de tratamento e disposição final de resíduos sólidos, tem capacidade de cobrir seus custos e os de locação do ativo resultante da operação de financiamento da SPE, por intermédio de política de recuperação dos custos dos serviços baseada no efetivo estabelecimento de tarifas ou taxas legalmente instituídas e de outras receitas que disponha. 6 INSCRIÇÃO, ENQUADRAMENTO E VALIDAÇÃO DA CARTA CONSULTA/PROPOSTA DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO VINCULADAS AO SETOR PÚBLICO E PRIVADO O processo de Inscrição, enquadramento e validade da Carta Consulta/Proposta das operações de crédito vinculadas ao Setor Público e Privado, observarão os requisitos previstos na Instrução Normativa do Ministério das Cidades nº 33/07, , suas alterações e aditamentos. 7 CONDIÇÕES OPERACIONAIS DE EMPRÉSTIMO DO AGENTE OPERADOR AO AGENTE FINANCEIRO As condições operacionais do empréstimo do Agente Operador ao Agente Financeiro são as definidas nos subitens 2.2 a 2.5 e de 2.7 a 2.14 do Capítulo II deste Manual e nos subitens 7.1 a 7.4 a seguir. 7.1 LIMITE DE EMPRÉSTIMO O empréstimo está limitado ao valor da operação selecionada pelo Gestor da Aplicação, da dotação orçamentária dos recursos do FGTS e da capacidade de pagamento e endividamento do proponente. 7.2 TAXAS DE JUROS, PRAZOS MÁXIMOS DE AMORTIZAÇÃO E DE CARÊNCIA As Taxas de Juros, os prazos máximos de amortização e o de carência são os definidos no quadro abaixo, sendo que o prazo de amortização é contado a partir do mês subseqüente ao do término do prazo de carência, devendo ser reduzido caso haja prorrogação do prazo de carência:

56 Fl. 56 Modalidades Taxa de juros Prazo de Amortização Prazo de carência % aa Anos (até) Meses (até) Abastecimento de Água, Esgotamento Sanitário 6, Manejo de Resíduos Sólidos (Transbordo, Tratamento e Disposição Final) 6, As operações de crédito observarão os prazos máximos de amortização próprios de cada modalidade Os prazos de amortização não serão, em nenhuma hipótese, maiores que a vida útil prevista para o empreendimento financiado Os juros na fase de carência serão capitalizados, limitados ao valor definido na composição de investimento do contrato A taxa de juros final da operação é composta pela taxa nominal de juros constante do quadro anterior, acrescida da Taxa de Risco de Crédito e do Diferencial de Juros de que tratam os subitens 2.5 e 2.12, respectivamente, do Capítulo II deste Manual Na contratação de mais uma modalidade com o mesmo tomador, o agente financeiro poderá contratar as operações de crédito utilizando a taxa média ponderada entre as taxas definidas no quadro anterior e o valor do financiamento. 7.3 GARANTIAS Cessão de direitos emergenciais de contas de água e esgoto de consumidores selecionados do concessionário dos serviços de saneamento básico, com estrutura de segregação da arrecadação das faturas, em valor equivalente ao da prestação, com margem adicional a ser definida a critério do agente financeiro e aceita pelo Agente Operador Outras garantias previstas na legislação vigente, a critério do agente financeiro. 8 CONDIÇÕES OPERACIONAIS DO FINANCIAMENTO DO AGENTE FINANCEIRO AO MUTUÁRIO 8.1 As condições operacionais do empréstimo do Agente Operador ao Agente Financeiro são as definidas nos subitens 2.2 e 2.4 e de 2.6 a 2.14 do Capítulo II deste Manual e nos subitens 8.1 a 8.4 e 11.2 a seguir, deste Capítulo.

57 8.2 PRAZO DE CARÊNCIA DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO VINCULADAS Manual de Fomento O prazo de carência das operações de créditos vinculadas corresponderá ao prazo previsto para a execução de todas as etapas previstas para cumprimento do objeto, acrescido de até 04 (quatro) meses, contado a partir da data de assinatura do contrato de financiamento firmado entre o Agente Financeiro e o Tomador Final, limitado aos prazos constantes do quadro do subitem deste Capítulo, observada a data eleita do mutuário, podendo ser prorrogado, conforme estabelecido no subitem do Capítulo V deste Manual Prazo de execução é o prazo compreendido entre a data de assinatura do contrato de financiamento e repasse e a data prevista para o término das obras e serviços, consignada no cronograma anexo ao referido contrato firmado entre o agente financeiro e o tomador dos recursos. Fl. 57

58 CAPÍTULO V PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS Fl INTRODUÇÃO Nas Operações de Crédito no âmbito do Programa, contratadas e a contratar entre o Agente Operador e o agente financeiro, e nos contratos de financiamento e repasse vinculados ao respectivo Contrato de Empréstimo, devem ser observados, no mínimo, os aspectos a seguir. 2 ANÁLISE TÉCNICA DE ENGENHARIA 2.1 CONCEITOS BÁSICOS: Estudo de Concepção É o estudo de arranjos, sob o ponto de vista qualitativo e quantitativo, dos diferentes aspectos e partes de um projeto, organizados de modo a formarem um todo integrado para a escolha da concepção básica, isto é, a melhor situação sob os aspectos técnicos de engenharia, econômico-financeiro e Sócio-Ambiental Projeto Básico É o conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objetos da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, conforme normas específicas da ABNT Deve ainda o projeto básico ser elaborado com um nível de precisão que possa caracterizar a obra ou serviço a ser financiado, com base em estudos técnicos preliminares que assegurem a viabilidade técnica e a sua adequação ao meio ambiente e à comunidade, possibilitando a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos construtivos a serem empregados e o prazo de execução Projeto Executivo É o conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa da obra, de acordo com as normas da ABNT Objeto ou Objetivo Contratual É a expressão jurídica do objetivo de cada contrato de empréstimo/financiamento a ser executado com recursos do FGTS, caracterizado pela modalidade operacional, pela natureza do empreendimento proposto e por sua localização Entende-se por Modalidade Operacional, a subdivisão, em linhas de financiamento, dos programas de aplicação do FGTS, com o objetivo de organizar operacionalmente a sua implementação e, por conseguinte, melhor explicar os objetivos pretendidos, otimizando a sua consecução Entende-se por Natureza do Empreendimento, a especificação do tipo de empreendimento ou das ações a serem executadas. Exemplo:

59 a) Ampliação do Sistema de Abastecimento de Água da localidade XXX, município YYY, estado ZZZ; Meta Física É o quantitativo físico de obras e serviços, materiais e equipamentos necessários à perfeita execução do projeto objeto do contrato, identificada pelos itens de investimento que caracterizam o empreendimento e os benefícios sociais deles decorrentes. Exemplos: a) Captação superficial com capacidade de 100 l/s, uma elevatória com capacidade de 100 cv; adutora de água bruta em ferro fundido ou similar com extensão de m e diâmetro de 300 mm; uma estação de tratamento de esgoto tipo lagoa de estabilização com capacidade de 100 l/s; um reservatório apoiado de m3 de capacidade, 3 KM de canalização com seção de 3,0 m x 2,0 m, etc; A definição de metas físicas não deve ser confundida com os quantitativos contratualmente previstos para cada item de investimento, podendo eventualmente ocorrer sub ou superdimensionamento dos quantitativos previstos. 2.2 DISPOSIÇÕES COMUNS AO PROGRAMA O agente promotor deverá apresentar os elementos do projeto de modo a permitir uma visão abrangente do empreendimento, enfatizando: a) o impacto da intervenção no meio urbano, no meio ambiente e na comunidade; b) a oportunidade do investimento proposto; c) a pertinência da solução técnica adotada; d) o planejamento da execução do empreendimento; e) a adequação às diretrizes locais de planejamento e à realidade Sócio-Ambiental, bem como a funcionalidade e o custo estimado A análise de engenharia, a ser realizada pelo agente financeiro, não exime a responsabilidade do Mutuário e do Agente Promotor relativa aos projetos apresentados, conforme estabelecido nas suas respectivas atribuições. 3 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DA PROPOSTA DE OPERAÇÃO DE CRÉDITO PELO AGENTE FINANCEIRO AO AGENTE OPERADOR 3.1 A proposta de Abertura de Crédito do agente financeiro já habilitado para atuar nos Programas de Aplicação do FGTS, deverá ser apresentada à Representação Regional do Agente Operador CAIXA de vinculação do empreendimento, acompanhada dos seguintes elementos: a) ofício de solicitação de abertura de crédito contendo os valores previstos para empréstimo e investimento, discriminados por operação, Programa, modalidade e localidade onde serão aplicados os recursos, com possibilidade de contratação no período de até 06(seis) meses contados da data da solicitação, informando o código da seleção da operação realizada pelo MCIDADES; b) manifestação do Gestor da Aplicação Ministério das Cidades, quanto ao enquadramento, hierarquização e seleção dos respectivos projetos, para o exercício orçamentário em curso, nos termos do subitem 2.2 e 2.3 do Capítulo II deste Manual. Fl. 59

60 3.2 Para formalização da alocação de recursos ao agente financeiro é utilizada a minuta de contrato de empréstimo aprovada pelo Agente Operador e adequada às peculiaridades de cada operação. Fl ANÁLISE DA PROPOSTA DE FINANCIAMENTO PELO AGENTE FINANCEIRO 4.1 Na análise da proposta de financiamento apresentada pelo mutuário e pelo agente promotor, o agente financeiro deve observar, no mínimo, as normas e condições programáticas e operacionais estabelecidas neste Manual No caso de operações vinculadas ao Programa Saneamento para Todos Setor Privado e SPE, a documentação básica para formalização da proposta de financiamento é a seguinte: Processo Licitatório - Lei Orgânica do Município, Lei Complementar ou Decreto que define a delegação dos serviços de saneamento referentes ao abastecimento de água e/ou esgotamento sanitário; - Lei autorizativa para concessão dos serviços de abastecimento de água e/ou esgotamento sanitário à iniciativa privada; - Edital de licitação completo; - Ata de homologação da licitação; - Contrato de concessão e instrumentos de re-ratificação do contrato, se for o caso; - Norma e sistema de regulação Do Concessionário Privado - Contrato social e alterações contratuais do consórcio detentor da concessão; - Estatuto Social e posteriores alterações; - Cartão do CGC; - Instrumento de sub-rogação do contrato à empresa de propósito específico SPE, se for o caso; - Cartão CGC da nova empresa SPE, se for o caso ; - Ficha de cadastro (nome, cargo, endereço, telefones de contato) dos responsáveis pelo assuntos relativos à proposta apresentada; - Carteira de Identidade e CPF dos sócios diretores e esposas Das Empresas Consorciadas - Árvore de Participações Societárias das empresas que compõe o consórcio, detalhadas até o nível de controle pelos sócios pessoa física Da área ou Município, objeto da concessão - caracterização do município ou da área de concessão, contemplando a localização geopolítica, clima, topografia, bacia hidrográfica, atividades econômicas, renda per capta da população, PIB do município, etc No caso de operações vinculadas ao Programa Saneamento para Todos Setor Público, o agente financeiro deve observar as regras de endividamento de Setor Público. 4.2 ANÁLISE DO EMPREENDIMENTO

61 4.2.1 Oportunidade das obras/serviços Manual de Fomento Com base nos elementos fornecidos, que caracterizam o sistema existente e sua situação operacional, deve o agente financeiro, após verificação "in loco", manifestar-se sobre a real necessidade e oportunidade do empreendimento, bem como sobre o impacto resultante de sua intervenção na comunidade, no meio urbano e no meio ambiente. Fl Previsão de demanda Devem ser observados os dados operacionais do sistema para a verificação do estudo de demanda, na forma preconizada nos s constantes deste Capítulo Estudo de concepção Para as modalidades de implantação e ampliação dos Sistemas de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário, com vistas à otimização dos recursos e a maximização dos benefícios, é necessária a elaboração de estudo de concepção conforme as orientações constantes deste Capítulo No caso de o agente promotor apresentar para análise a alternativa de projeto já definida, deve demonstrar que se trata da melhor alternativa, conforme critérios anteriores aqui descritos Análise da viabilidade sócio-econômica A critério do Agente Financeiro devem ser verificadas as modalidades e condições em que é necessária a elaboração do estudo de viabilidade sócio-econômica do empreendimento, bem como a metodologia a ser adotada, podendo ser utilizado o modelo ANÁLISE DO(S) PROJETO(S) Deve ser verificada a solução adotada para o empreendimento, quanto à sua funcionalidade, à compatibilidade entre os custos, aos prazos de execução, aos aspectos arquitetônicos, à metodologia, à tecnologia construtiva, às especificações, aos cronogramas, ao QCI, aos quantitativos das obras e serviços e aos materiais e equipamentos previstos Os custos unitários dos serviços, materiais e equipamentos devem ser analisados, tomando-se como referência os preços fornecidos pelo SINAPI, podendo, excepcionalmente, ser utilizada outra de referência, desde que publicada por entidade oficial e/ou de notória capacitação técnica.

62 4.3.3 Deve ser verificado, também, a existência de indefinições ou condicionantes que possam vir a alterar os objetivos, custos, prazos ou forma de execução do empreendimento ou, ainda, atrasar o início da execução das obras pela sua imponderabilidade O cronograma físico-financeiro deve ser analisado, observando: a) a compatibilidade da programação de execução das obras e da aquisição de materiais e equipamentos com os itens definidos e adequadamente detalhados, sem caracterizar antecipação de recursos, salvo nas condições previstas no subitem 8.4.3, deste Capítulo possibilitando uma execução segura do empreendimento; b) a adequação do prazo entre a contratação e o primeiro desembolso com as providências que devem ser tomadas pelo mutuário e pelo agente promotor nesse período (licitação, elaboração do projeto executivo, contratação das obras/serviços e do fornecimento de materiais/equipamentos, etc.); c) o referido cronograma físico-financeiro, quando da análise do projeto, não há necessidade de assinatura da empresa contratada. 4.4 MANIFESTAÇÃO CONCLUSIVA O agente financeiro deve opinar conclusivamente sobre a viabilidade ou não do empreendimento, considerando os parâmetros aqui definidos, bem como outros julgados pertinentes. Deve, ainda, apontar os documentos para apresentação posterior, desde que os elementos deles constantes não descaracterizem a análise efetivada. 4.5 ANÁLISE JURÍDICA A análise jurídica da operação deve ser realizada pelo agente financeiro que, com base na documentação apresentada pelo mutuário e pelo agente promotor, com abordagem dos seguintes aspectos: a) a legalidade da garantia apresentada; b) a documentação do agente promotor, quando for o caso; c) a documentação da área de intervenção, quando for o caso. Fl Na análise da documentação da área devem ser verificados os aspectos de sua regularidade, ou se as ações legais para sua regularização obedecem aos preceitos definidos em lei, não podendo tal processo ser impeditivo ao prosseguimento da operação de crédito, já que a garantia da operação não é o imóvel objeto da intervenção Não é exigível a documentação da área quando se tratar de bens de uso comum do povo ou do domínio público, a exemplo de ruas, praças, estradas, praias e rios Nas áreas ocupadas irregularmente por mais de 05 (cinco) anos, e que se caracterize a possibilidade da utilização do "usucapião especial", deve o mutuário ou o agente promotor orientar os ocupantes no sentido de proceder a regularização fundiária da área Neste caso, não deve ser exigida a documentação da área, mas a apresentação pelo mutuário ou pelo agente promotor das ações que estão sendo tomadas pelos ocupantes, visando a sua legalização Havendo dificuldade para regularização da área antes ou durante a execução do empreendimento, de forma a evitar atraso no processamento dos desembolsos dos

63 recursos e solução de continuidade na execução das obras/serviços, o agente financeiro pode substituir a exigência de apresentação dos documentos comprobatórios da titularidade da área por: a) declaração, por parte do Poder Executivo Municipal, atestando que a área de terras onde será executada a intervenção proposta encontra-se na posse/domínio do proponente, e corresponde àquela constante do projeto aprovado e do contrato de financiamento e repasse; b) realização de vistoria no local da intervenção pela engenharia da CAIXA que deverá atestar se as obras e/ou serviços contratados estão sendo executados nas áreas constantes do projeto aprovado e se correspondem aquelas relacionadas no documento/declaração firmada pelo Tomador. Fl A manifestação do agente financeiro deve estar consignada em campo próprio do Relatório Síntese Modelos 09-A ou 09-B, conforme o caso, constante deste Capíitulo. 4.6 ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA Os agentes financeiros devem definir parâmetros técnicos e operacionais para proceder a uma análise de capacidade de pagamento que permita aferir a real situação econômico-financeira do mutuário para assumir o financiamento pretendido, de forma a assegurar o retorno dos recursos a serem financiados Por ocasião da aprovação da operação de crédito é obrigatória a atualidade da análise econômico-financeira, ou seja, a validade da análise não pode estar expirada A manifestação do agente financeiro deve estar consignada em campo próprio do Relatório Síntese, Modelos 09-A ou 09-B, conforme o caso, constante deste Capítulo. 4.7 ANÁLISE TÉCNICA SÓCIO-AMBIENTAL Análise do Projeto O agente financeiro analisa o Projeto do Trabalho Sócio-Ambiental apresentado pelo mutuário ou pelo agente promotor, que deve ser elaborado de acordo com o Modelo 08- A, deste Capítulo A manifestação do agente financeiro deve estar consignada em campo próprio do Relatório Síntese, Modelo 09-A ou 09-B, conforme o caso, constante deste Capítulo.

64 Fl Investimento O trabalho sócio-ambiental será parte integrante do valor do investimento realizado no empreendimento. Recomenda-se que seja estabelecido um percentual entre 1% e 3%, a ser destinado ao trabalho sócio-ambiental, de acordo com o porte do investimento e com o impacto ambiental e social que o empreendimento provocará na região de abrangência do projeto A graduação do impacto ambiental pode ser: Alto/forte: intervenção em ambientes sensíveis ou que provoque (ou implique em) mudança significativa nas condições de vida da população beneficiada, influenciando as alterações de sua rotina cotidiana (no que tange a mudança de hábitos ou de padrões/tradições culturais); intervenção que demande atitudes novas por parte da população. Médio: intervenção cujas mudanças decorrentes no comportamento da população não ocasionem resistência ou estranhamento por parte desta. Baixo: intervenção que não chegue a provocar mudança no comportamento diário da população beneficiada, ou quando esse benefício for indireto, não influenciando em sua relação rotineira com o ambiente onde vive. 5 AUTORIZAÇÃO PARA FORMALIZAÇÃO DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO 5.1 Consiste em autorização da CAIXA, na qualidade de Agente Operador, para que o Agente Financeiro formalize com o proponente, Contrato de Financiamento de operações de crédito. 5.2 A autorização para a contratação de financiamento e repasse entre o agente financeiro e o mutuário final dar-se-á a cada pedido de financiamento Para tanto, o agente financeiro deve enviar à Representação Regional do Agente Operador, os seguintes componentes: a) ofício solicitando autorização para contratação do financiamento e repasse do empreendimento com o mutuário final; b) Carta Consulta estar selecionada pelo Gestor da Aplicação e publicada no DOU, se for o caso; c) documentação técnica de engenharia, jurídica e, quando for o caso, Sócio-Ambiental; d) documentação econômico-financeira do projeto, se for o caso; e) documentação que permita verificar a viabilidade da(s) garantia(s) oferecidas na operação; f) licenciamento ambiental ou de sua dispensa, quando for o caso, em conformidade com a legislação sobre a matéria; g) Relatório Síntese da operação, conforme Modelo 09-A, deste Capítulo., devidamente aprovado no âmbito do Agente Financeiro Após análise da documentação mencionada no subitem anterior, havendo conclusão pela viabilidade da operação e estando os agentes e entidades envolvidas na operação em situação de regularidade junto ao FGTS e o agente financeiro e o mutuário sem restrições junto ao CADIN, o Agente Operador enviará ofício ao agente financeiro autorizando-o a formalizar a contração da operação de financiamento e repasse com o mutuário final.

65 Não estando o pedido de financiamento em condições técnicas de aprovação, o Agente Operador envia ofício ao agente financeiro informando-o as razões do indeferimento ou solicitando os ajustes necessários à sua aprovação. Fl No caso de operações em que a CAIXA é o Agente Técnico Operacional do agente financeiro, não é necessária autorização para contratação do financiamento e repasse, devendo o agente financeiro enviar à Representação Regional do Agente Operador, a seguinte documentação: a) Relatório Síntese da operação, conforme Modelo 09, deste Capítulo., devidamente aprovado no âmbito do agente financeiro; b) Pareceres técnicos da CAIXA, na qualidade Agente Técnico Operacional do agente financeiro, englobando análises de engenharia, jurídica e, quando for o caso, Sócio- Ambiental, bem como outras análises julgadas relevantes; c) 02(duas) vias do Contrato de Financiamento formalizado entre o agente financeiro e o mutuário final, devidamente registrado no competente cartório de títulos e documentos; d) comprovante de envio de 01(uma) via do Contrato de Financiamento ao Tribunal de Contas do Estado e/ou do Município, conforme o caso. 5.3 CELEBRAÇÃO DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO Nas operações de crédito com as Concessionárias de Saneamento, ou cujo objeto do contrato tenha a finalidade de aportar recursos ao órgão responsável pelos serviços de abastecimento de água ou esgotamento sanitário, deve ser assinado, concomitante, o AMD O Agentes Financeiro, após concluídas todas as fases do processo de análise, e receber autorização do Agente Operador, efetua a formalização dos contratos de financiamento e repasse com o mutuário Conforme estabelece o subitem 5.3 anterior, no caso de operações em que a CAIXA é o Agente Técnico Operacional do agente financeiro, não é necessária autorização para contratação do financiamento e repasse, sem prejuízo do disposto no subitem a seguir deste Capítulo O Contrato de Financiamento firmado entre o agente financeiro e o mutuário final deve conter todas as condições contratuais estabelecidas no Contrato de Abertura de Crédito, especialmente quanto às garantias constituídas em favor do Agente Operador Após a formalização do contrato de financiamento e repasse, o agente financeiro deve enviar 02(duas) do mesmo à Representação Regional do Agente Operador e solicitar ao mutuário a abertura de conta bancária vinculada ao empreendimento, em agência da CAIXA De posse do Contrato de Financiamento enviado pelo agente financeiro, a Representação Regional do Agente Operador verificará sua conformidade com a minuta de contrato previamente acordada com o Agente Operador, sobretudo as cláusulas de garantias estabelecidas no referido instrumento.

66 Estando o Contrato de Financiamento em condições de ser aceito, o Agente Operador cadastra sua data de contratação em seu sistema operacional e envia ofício ao Agente Financeiro comunicando-o da sua aceitação e informando o seu respectivo número junto ao Agente Operador Não estando o Contrato de Financiamento em condições de ser aceito, o Agente Operador envia ofício ao Agente Financeiro indicando as alterações a serem efetuadas, e informando-o da impossibilidade do seu registro no sistema operacional do Agente Operador e conseqüentes desembolsos até a regularização das pendências apontadas O agente financeiro deve observar que as operações de crédito selecionadas pelo Gestor da Aplicação devem ser contratadas até o último dia do exercício fiscal de cada ano A contratação de operações com orçamento do exercício seguinte, somente é permitida se houver autorização específica da Instância Colegiada Estadual ou Gestor da Aplicação O agente financeiro deve inserir cláusula no Contrato de Financiamento contendo os dispositivos contidos no subitem e no subitem deste Capítulo Após a celebração do contrato de financiamento com o mutuário final e registro no BACEN o agente financeiro deve enviar 01 (uma) cópia do mesmo à Secretaria de Saneamento Ambiental do MCIDADES O não atendimento por Mutuário ou por Município de compromisso ou condicionante com vencimento posterior à data da contratação da operação de crédito implicará em suspensão temporária da capacidade de contratar novos financiamentos com recursos do FGTS pelo Mutuário ou no Município em questão Em situações em que o atendimento do compromisso esteja em andamento, essa disposição poderá ser suspensa pelo Gestor da Aplicação, por até 12 (doze) meses, mediante requerimento do Mutuário ou do Município. 5.4 CANCELAMENTO DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO Na hipótese de o primeiro desembolso não ocorrer no prazo de 12 meses contados a partir da data de assinatura do Contrato de Financiamento, o agente financeiro deve promover sua rescisão de pleno direito, com retorno dos recursos às disponibilidades do FGTS É admitida, a critério do Agente Operador, a prorrogação do prazo para realização do primeiro desembolso, pelo período de até 12(doze) meses, mediante apresentação de justificativa fundamentada do mutuário e do agente financeiro e aceita pelo Agente Operador A prorrogação de que trata este subitem pode ser concedida pelo Agente Operador em várias etapas desde que o total do prazo prorrogado não ultrapasse a 12 (doze) meses Após aprovação do prazo de prorrogação do primeiro desembolso do contrato, o Agente Operador informará ao Gestor da Aplicação, no prazo de até 15 (quinze) dias a contar da data da aprovação, os contratos com prazo do primeiro desembolso prorrogado. Fl. 66

67 Fl Havendo necessidade de solicitação de prorrogação do prazo de que trata o caput deste subitem, esta deve ser formalizada ao Agente Operador de acordo com o disposto no subitem deste Capítulo As condições operacionais de que trata o subitem anterior são adotadas para as operações contratadas a partir de ALTERAÇÕES CONTRATUAIS I)) São alterações passíveis de serem promovidas nos Contratos firmados entre o Agente Operador e o agente financeiro e nos firmados entre o agente financeiro e o mutuário Final, mediante a ocorrência de fatos que tornem inexeqüível a manutenção dos termos originalmente pactuados; II) Ao final da execução do empreendimento o Agente Financeiro deve comunicar ao Agente Operador, no prazo de até 120(cento e vinte) dias, a contar da data de realização do último desembolso, se existe ou não interesse do Tomador em utilizar o saldo residual, se houver, para ampliação do objeto/objetivo do contrato de financiamento e repasse. Decorrido esse prazo o Agente Operador promoverá a redução do Valor do Empréstimo e informará ao Agente Financeiro o valor reduzido; III) Ao final da execução do empreendimento, não havendo interesse do tomador para utilização do saldo residual, se houver, o Agente Financeiro deve promover uma reprogramação para fechamento do Contrato de Financiamento e Repasse, onde deve constar todas as alterações físicas realizadas no mesmo. 6.1 ALTERAÇÃO DO CONTRATO AGENTE OPERADOR x AGENTE FINANCEIRO Prorrogação do Prazo de Utilização dos Recursos do Contrato de Empréstimo Firmado Entre o Agente Operador e o Agente Financeiro, sem a Participação do Mutuário e do Agente Promotor A prorrogação do prazo de utilização dos recursos alocados por intermédio do contrato de empréstimo firmado entre o Agente Operador e o agente financeiro decorre da impossibilidade de o agente financeiro aplicar os recursos no prazo originalmente estabelecido pelo Agente Operador A prorrogação do prazo de que trata o subitem anterior pode ser de até 06(seis) meses após o prazo definido no contrato de empréstimo para utilização dos recursos A solicitação de prorrogação ao Agente Operador é composta da seguinte documentação: a) ofício de solicitação do agente financeiro; b) justificativa contendo os motivos da proposta Aprovada a alteração contratual pelo Agente Operador, este providencia sua formalização junto ao agente financeiro, por intermédio de Carta Reversal, conforme Modelo 12 deste Capítulo. 6.2 ALTERAÇÃO DO CONTRATO AGENTE FINANCEIRO x MUTUÁRIO FINAL A alteração contratual deve ser caracterizada como decorrente de modificações julgadas absolutamente imprescindíveis à conclusão e/ou complementação dos empreendimentos

68 e incide sobre o cronograma de desembolso e/ou prazo de carência, os valores dos itens de investimento, as metas físicas, o objeto/objetivo contratual e o valor da contrapartida, originalmente contratados. Fl Alteração de Prazo para Realização do Primeiro Desembolso A prorrogação do prazo para realização do primeiro desembolso pode ser concedida pelo do Agente Operador, pelo período de até 12 (doze) meses, caso o primeiro desembolso não seja realizado no prazo estabelecido contratualmente A prorrogação de que trata este subitem pode ser concedida pelo Agente Operador em várias etapas desde que o total do prazo prorrogado não ultrapasse a 12 (doze) meses Na alteração do prazo para realização do primeiro desembolso devem ser observadas as limitações constantes no subitem 2.10 do Capítulo II, deste Manual A solicitação de prorrogação do prazo para realização do primeiro desembolso, quando necessária, deve ser efetuada pelo agente financeiro ao Agente Operador, acompanhada da seguinte documentação: a) ofício de solicitação do agente financeiro; b) justificativa fundamentada contendo os motivos que impediram a realização do primeiro desembolso do contrato de financiamento Aprovada a proposta, pela Representação Regional do Agente Operador, esta solicita ao Agente Financeiro que formalize alteração com o Mutuário Final nos termos do subitem a seguir A formalização da alteração é feita pelo agente financeiro, por intermédio de Carta Reversal, conforme Modelo 12, constante deste Capítulo, enviando 01(uma) via à Representação Regional do Agente Operador Após receber 01 (uma) via da Carta Reversal do Agente Financeiro devidamente formalizada com o mutuário final, a Representação Regional do Agente Operador providencia a alteração no contrato de empréstimo firmado entre o Agente Operador e o agente financeiro, no seu Sistema Operacional.

69 Fl Ficam mantidas as alterações já realizadas com base nas orientações contidas na versão anterior do presente Manual Alteração do Prazo de Carência A alteração do prazo de carência pode ser concedida caso a conclusão do empreendimento não ocorra no prazo estabelecido contratualmente A solicitação de prorrogação do prazo de carência é proposta pelo mutuário ou pelo agente promotor ao agente financeiro, que após análise e aprovação no âmbito de sua competência, submete-a à Representação Regional do Agente Operador, acompanhada, no mínimo, da seguinte documentação: - justificativa, conforme descrita no subitem ; - novo cronograma de desembolso, incluindo as parcelas já desembolsadas e a desembolsar, conforme modelo 06 deste Capítulo; - manifestação expressa do agente financeiro concordando com a redução do prazo de amortização na mesma proporção pretendida, se for o caso A justificativa, conforme Modelo 10 constante deste Capítulo, deve conter as causas do não cumprimento do cronograma em vigor, informando as eventuais pendências que motivou a respectiva solicitação de alteração contratual A prorrogação do prazo de carência poderá ser concedida observadas as seguintes condições: a) prorrogação limitada à metade do prazo original de carência do contrato de financiamento e repasse; b) redução concomitante do prazo de amortização em igual número de meses ao da prorrogação aprovada Caso a proposta seja viável, de forma a compatibilizar as condições de desembolso e carência entre o contrato do agente financeiro X mutuário e o contrato do agente financeiro X Agente Operador, a Representação do Agente Operador de vinculação do empreendimento promove sua aprovação Fica vedada a prorrogação do prazo de carência para contratos em situação de retorno parcial A formalização da alteração é feita pelo agente financeiro, por intermédio de Carta Reversal, conforme Modelo 12, constante deste Capítulo, enviando 01(uma) via à Representação Regional do Agente Operador.

70 Fl Alteração do Cronograma de Desembolso A alteração do cronograma de desembolso pode ser concedida caso a execução do empreendimento não ocorra conforme estabelecido contratualmente A alteração do cronograma de desembolso consiste na redistribuição dos valores previstos, admitindo-se a sua alteração, desde que mantido o prazo de carência e o valor total das participações de cada entidade no financiamento, bem como as demais condições contratuais Sempre que a alteração implicar a redução no prazo de desembolso, o término do prazo da carência deve, obrigatoriamente, ser antecipado pelo mesmo tempo da redução Caso a proposta envolva somente alteração no cronograma de desembolso e sem alteração no prazo de carência, a proposta após aprovação no âmbito do agente financeiro não precisa ser submetida à apreciação do Agente Operador Para tanto, o agente financeiro deve enviar mensagem eletrônica à Representação do Agente Operador de vinculação do empreendimento comunicando-a da alteração promovida no cronograma físico-financeiro do empreendimento e solicitando replicação de tal alteração no cronograma de desembolso do contrato do Agente Operador Caso o novo cronograma aprovado pelo agente financeiro implique aumento de desembolso no exercício, a replicação de que trata este subitem fica condicionada à disponibilidade de recursos no orçamento de desembolso do FGTS Alteração de Metas Físicas A alteração de metas físicas consiste em modificações nos quantitativos físicos (ampliação ou redução) nas obras, serviços, materiais e equipamentos, em relação aos itens de investimento relacionados no QCI do empreendimento, e aos benefícios sociais deles decorrentes, consideradas necessárias à preservação do objetivo contratual original e à funcionalidade do empreendimento A alteração de metas físicas modifica as capacidades, potências, diâmetro, extensões, área de construção, etc, não envolvendo, assim, a modificação das quantidades e/ou especificações dos serviços necessários à execução dessas metas físicas, que compõem as planilhas orçamentárias, tais como: volume de terraplenagem, volume de concreto, troca de materiais, etc Na modalidade Desenvolvimento Institucional, entende-se por alteração de metas físicas aquelas modificações ocorridas nos planos de aplicações A solicitação de alteração de metas físicas é efetuada pelo mutuário ou pelo agente promotor ao agente financeiro, que após análise e aprovação no âmbito de sua competência, submete-a à Representação Regional do Agente Operador acompanhada, no mínimo, da seguinte documentação: a) justificativa sobre as alterações propostas, onde deverão ser abordados, obrigatoriamente, os seguintes aspectos: a.1) preservação do objeto e dos demais dispositivos contratuais;

71 a.2) adequação das obras/serviços já executados; Fl. 71 a.3) exequibilidade do cronograma proposto. b) QCI proposto, Modelos 04 a 04-H, constante deste Capítulo, conforme o caso; c) novo cronograma físico-financeiro, incluindo as parcelas já executadas e a executar, conforme Modelos 05 ou 05-A, constante deste Capítulo, conforme o caso; d) novo cronograma de desembolso, incluindo as parcelas já desembolsadas e a desembolsar, conforme Modelo 06 constante deste Capítulo; e) Quadro Comparativo de Itens de Investimento, conforme Modelo 11 constante deste Capítulo; f) relatório síntese, Modelo 09 - B, constante deste Capítulo, elaborado pelo agente financeiro, onde conste que todos os aspectos técnicos da proposta, inclusive o Sócio- Ambiental, quando for o caso, foram examinados e que a funcionalidade e a viabilidade econômico-financeira do empreendimento estão preservadas, bem como a manifestação conclusiva sobre a viabilidade de aprovação da alteração pretendida; g) manifestação da área competente do meio ambiente, quando for o caso A justificativa da alteração das metas físicas, de que trata a alínea a do item anterior, deve ser encaminhada com a aprovação do agente promotor/mutuário, conforme Modelo 11 constante deste Capitulo, abordando os aspectos referentes: - à preservação do objeto e dos demais dispositivos contratuais, adequação das obras/serviços já executados, exeqüibilidade do cronograma proposto; - às causas que levem à necessidade das alterações propostas, informando sua natureza e demonstrando que a funcionalidade e a viabilidade econômico-financeira do empreendimento estão mantidas; - à Justificativa do Empreendimento, conforme Modelos 21 a 21-D deste Capítulo, no que diz respeito somente aos itens alterados, para fins de atualização das informações prestadas quando do encaminhamento do pedido de financiamento A alçada de aprovação dessa alteração contratual é do Agente Operador A redução de meta física não pode ser utilizada para suprir aumento de custos, exceto quando houver alteração de projeto e/ou ocorrência de serviços não previstos originalmente, ou diferenças de índices de reajustamento oriundas do contrato de execução No caso de alteração de projeto e/ou ocorrência de serviços não previstos, a redução de metas físicas somente pode ocorrer se não impactar na funcionalidade do empreendimento.

72 Alternativamente à redução de metas físicas, deve ser avaliada a possibilidade de aumento da contrapartida do mutuário, preservando-se, assim, a meta física original Na modalidade Desenvolvimento Institucional, entende-se por alteração de meta física aquelas modificações ocorridas nos planos de aplicações integrantes do contrato Em hipótese alguma podem ser aprovadas solicitações de alteração de metas físicas que contemplem a alocação de novos recursos do FGTS Aprovada a alteração contratual, o agente financeiro providencia sua formalização junto ao mutuário/agente promotor, por intermédio de Termo Aditivo Contratual original, enviando 01(uma) via à Representação Regional do Agente Operador O termo aditivo ao contrato deve conter a modalidade de intervenção que amplia o objeto do contrato original e o novo cronograma de desembolso da operação As propostas para utilização de saldo residual destinadas à alteração de metas físicas devem ser examinadas pelos agente financeiros de acordo com os procedimentos operacionais estabelecidos neste subitem, observados as situações contidas nos subitens anterior e no subitem , a seguir A formalização contratual de que trata o subitem anterior deve observar as condições estabelecidas nos subitens deste Capítulo Alteração do Valor da Contrapartida A alteração da contrapartida objetiva possibilitar a conclusão do empreendimento, em face de aumento de custos, inclusive decorrentes de reajuste/realinhamento de preços das obras/serviços e materiais/equipamentos, independente da alteração das metas físicas contratuais O aumento de custo decorrente de reajuste/realinhamento de preços deve, obrigatoriamente, ser coberto com aumento de contrapartida, podendo ser incorporado ao Valor do Investimento do empreendimento No caso de alteração que implique redução do valor da contrapartida contratada originalmente, desde que não tenha sido utilizada como critério de seleção, esta nunca pode ser inferior à contrapartida mínima prevista para o Programa na data de assinatura do contrato de financiamento e repasse Nesse caso, a redução da contrapartida não pode impactar na funcionalidade do empreendimento Se a alteração da contrapartida impactar o processo de seleção, a proposta deve ser submetida à aprovação do Gestor da Aplicação As eventuais diferenças a maior apuradas entre o valor licitado e o valor de investimento originalmente contratado devem ser resolvidas com o aumento do valor da contrapartida A solicitação deve ser efetuada pelo mutuário/agente promotor ao agente financeiro, acompanhada da documentação definida por este. Fl. 72

73 Fl Ao se proceder à reprogramação, deve-se apurar a nova relação de valor de participação do empréstimo e de contrapartida, relativamente ao novo valor de investimento, com a finalidade de se verificar a equalização das participações, ou seja, preservar a condição normativa de que a cada desembolso deve ser observado, no mínimo, o percentual cumulativo de contrapartida relativo ao valor de investimento Quando se tratar de ente da Federação, declaração do mutuário, assinado pelo chefe do poder executivo, de que o novo valor de contrapartida contratual proposto está legalmente adequado orçamentária e financeiramente com a Lei Orçamentária Anual, bem como compatível com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias Quando se tratar de companhia estatal independente, declaração do mutuário, assinado pelo Presidente da entidade, de que empresa dispõe de recursos financeiros para integralizar o novo valor de contrapartida contratual A alçada de aprovação dessa alteração contratual é do agente financeiro, observadas, no mínimo, as condições aqui estabelecidas Aprovada a alteração contratual, o agente financeiro providencia sua formalização com o mutuário, por intermédio de Carta Reversal, conforme Modelo 12, constante deste Capítulo, ou Termo Aditivo Contratual específico da alteração efetivada, enviando 01(uma) via à Representação Regional do Agente Operador Substituição do Agente Promotor Consiste na substituição do agente promotor do contrato de financiamento e repasse, em função do interesse do mutuário A solicitação deve ser efetuada pelo mutuário ao agente financeiro, acompanhada da documentação definida por este A alçada de aprovação dessa alteração contratual é do agente financeiro, observadas, no mínimo, as condições aqui estabelecidas Aprovada a substituição do agente promotor, o agente financeiro providencia sua formalização junto ao mutuário, por intermédio de termo de rerratificação do contrato e envia 01(uma) via à Representação Regional do Agente Operador para conhecimento.

74 Manual de Fomento Ampliação de Objeto/Objetivo Contratual com Utilização de Saldo Residual A ampliação de objeto/objetivo contratual é uma modalidade de alteração contratual que possibilita a utilização de saldos residuais de contratos de financiamento e repasse, para o financiamento de outras ações não contempladas no projeto original, inclusive em empreendimento e localidade diferente do previsto no contrato original As propostas de ampliação de objetivo/objeto contratual com a utilização de saldos residuais devem ser examinadas e enquadradas pelos Agentes Financeiros, considerando os conceitos e procedimentos estabelecidos na Resolução n o 288, de , do CCFGTS e na IN/MCIDADES n o 31, de , suas alterações e aditamentos e neste subitem Entende-se por ampliação de objeto/objetivo contratual, a possibilidade de utilização de saldos residuais para o financiamento de outras ações não contempladas no projeto original, inclusive em empreendimento e localidade diferente do previsto no contrato original As propostas de ampliação de objetivo contratual devem contemplar operações/ações passíveis de enquadramento nos programas vigentes e na mesma área de aplicação do orçamento As propostas somente devem contemplar contratos que estejam com seus registros ativos no CADIP No caso de contratos que se encontram em fase de auditagem ou com embargos judiciais, inclusive quando a CAIXA for Litis Consórcio, os respectivos processos devem ser finalizados previamente à análise das propostas O fluxo operacional para análise e aprovação das propostas formuladas pelo mutuário ou pelo agente promotor e apresentadas pelo agente financeiro ao Agente Operador, deve obedecer os procedimentos a seguir indicados: O agente financeiro, após análise e aprovação da proposta no âmbito de sua competência, submete-a à Representação do Agente Operador de vinculação do empreendimento, acompanhada, no mínimo, dos documentos/informações abaixo: a) cronograma físico-financeiro das intervenções a serem realizadas; b) justificativa do mutuário ou do agente promotor sobre as obras/serviços a serem executados, onde devem ser abordados, obrigatoriamente, os aspectos técnicos e sociais que fundamentam a proposta apresentada, conforme Modelo 10, constante deste; c) relatório síntese Modelo 09, elaborado pelo agente financeiro, constando que todos os aspectos técnicos da proposta foram examinados, e com sua manifestação conclusiva sobre a viabilidade de aprovação da ampliação pretendida; d) manifestação do agente financeiro aprovando a proposta A alçada de aprovação dessa alteração contratual é do Agente Operador Aprovada a operação, a Representação Regional do Agente Operador comunica ao agente financeiro, que deve providenciar sua formalização contratual com o mutuário, Fl. 74

75 Manual de Fomento mediante termo aditivo ao contrato, onde constará a modalidade de intervenção que amplia o objeto do contrato original e o novo cronograma de desembolso da operação, observado o disposto no subitem deste Capítulo Após a formalização contratual, o agente financeiro deve enviar 01(uma) via do Termo Aditivo à Representação Regional do Agente Operador de vinculação do empreendimento A formalização contratual de que trata o subitem anterior deve ocorrer no prazo de até 06 (seis) meses a contar da data do término de carência do contrato De forma a viabilizar a formalização contratual no prazo mencionado nos subitens anterior, a solicitação do mutuário deve ser recepcionada no agente financeiro até 60 (sessenta) dias a contar da data do término de carência do contrato Esses contratos, antes da formalização contratual, devem ser colocados em retorno parcial, de forma a dar início à amortização dos recursos já desembolsados Decorrido o prazo de que trata o caput deste subitem, os eventuais saldos remanescentes do valor do empréstimo após a conclusão e alcance integral do objetivo original do contrato não podem ser utilizados pelo agente financeiro De forma a viabilizar o gerenciamento da execução do empreendimento como um todo e de cada contrato individualmente, admite-se a possibilidade de utilização de saldos de vários contratos para realização de uma mesma intervenção, desde que seja possível a perfeita identificação da parcela da obra que é custeada por cada contrato, observado as demais condições aqui estabelecidas. 7 COBRANÇA DE TARIFA OPERACIONAL Para recebimento da tarifa operacional devida pelo agente financeiro ao Agente Operador, na forma do subitem do Capítulo II deste Manual, a Representação Regional do Agente Operador deve adotar os procedimentos estabelecidos no Manual Normativo específico de cobrança de tarifas. 8 DESEMBOLSOS 8.1 DESEMBOLSO DE RECURSOS DO AGENTE OPERADOR AO AGENTE FINANCEIRO O desembolso do financiamento é efetuado mensalmente pela Representação Regional do Agente Operador ao agente financeiro, na conta do agente financeiro por intermédio de depósito ou transferência via SITRF, respeitado o cronograma físico-financeiro do contrato de financiamento e repasse, mediante o atendimento dos requisitos constantes dos subitens , a a seguir O referido desembolso fica condicionada à efetiva execução das respectivas etapas físicas da obra e do Trabalho Sócio-Ambiental, quando for o caso, não sendo admitida, em nenhuma hipótese, desembolso de recursos após o último dia útil do mês, à conta deste, observado o disposto no subitem a seguir Havendo solicitação do Agente Financeiro, admite-se a realização do adiantamento do desembolso de cada parcela prevista no cronograma físico-financeiro do Fl. 75

76 empreendimento para o mês seguinte ao da solicitação, exceto a última, devendo o agente financeiro comprovar a execução da etapa física da obra, no percentual correspondente ao total dos recursos adiantados, até o mês seguinte ao do desembolso efetuado pelo Agente Operador. Fl Caso o agente financeiro não comprove a execução das obras relativas ao total dos recursos desembolsados em forma de adiantamento até o mês seguinte ao do desembolso efetuado, o Agente Operador efetuará a glosa da diferença não comprovada na próxima parcela do cronograma físico-financeiro Caso persista a falta de comprovação total das parcelas adiantadas pelo segundo mês consecutivo, o agente financeiro volta a receber desembolsos para o respectivo empreendimento somente mediante a comprovação das etapas físicas devidamente executadas e atestadas pela engenharia da CAIXA A Representação Regional do Agente Operador efetiva o crédito na conta do agente financeiro, em agência bancária indicada formalmente, ou via transferência SITRF, por intermédio de DRP no Módulo OCC do SIAPF e Aviso de Crédito O agente financeiro não dispondo de agência bancária na localidade sede do mutuário, ou na impossibilidade de efetuar via transferência SITRF, o desembolso será depositado sempre em agência do Agente Operador De forma a possibilitar o início dos desembolsos, a documentação necessária deve ser encaminhada à Representação Regional do Agente Operador de vinculação do empreendimento dentro do prazo a ser negociado entre esta e o agente financeiro A documentação necessária, a ser encaminhada pelo agente financeiro, para análise e realização da primeira parcela de desembolso é composta de: a) Ofício do agente financeiro solicitando o desembolso da primeira parcela, acompanhado dos seguintes documentos: a.1) FPD, conforme Modelo 16-A, constante deste Capítulo; a.2) RAE elaborado pela área de engenharia do agente financeiro; a.3) Laudo de Avaliação, elaborado pela área de engenharia do agente financeiro, quando necessário; a.4) Relatório do Trabalho Sócio-Ambiental elaborado por técnico social, quando necessário;

77 Fl Caso o agente financeiro solicite os desembolsos na forma prevista no subitem deste Capítulo, ou seja, com adiantamento da parcela, a documentação necessária a ser encaminhada pelo agente financeiro, para análise e realização do desembolso da primeira parcela de desembolso é composta dos documentos abaixo: a) Ofício do agente financeiro solicitando o desembolso da parcela, acompanhado da FPD, conforme Modelo 16-A Nesse caso, para efeito de desembolso da primeira parcela do empreendimento não é exigido o preenchimento do campo 3 da FPD - Modelo 16-A A documentação necessária, a ser encaminhada pelo agente financeiro, para análise e realização das demais parcelas de desembolsos é composta da documentação relacionada no caput do subitem anterior e da comprovação da quitação do desembolso anterior, por intermédio de preenchimento do campo 4.7 da FPD, e do RAE e, quando for o caso, do RTS, atestando as etapas físicas correspondentes à parcela anterior do cronograma físico-financeiro, cujo desembolso foi adiantado pelo Agente Operador O RAE, o RTS e, quando for o caso, o Laudo de Avaliação, são elaborados pelo agente financeiro com base nas informações constantes dos documentos recebidos do Mutuário e do Agente Promotor e nas visitas técnicas às obras e, quando for o caso, à comunidade beneficiada O Laudo de Avaliação será elaborado a critério da área engenharia da CAIXA, quando da análise/vistoria do empreendimento O Agente Operador pode, a qualquer momento, suspender parcial ou totalmente o valor do desembolso solicitado pelo agente financeiro, por restrições de ordem orçamentária, por inadimplência e por motivo de ordem técnica e jurídica julgado pertinente A última parcela do desembolso referente à obras e serviços está condicionada à efetiva conclusão do empreendimento, devendo, nesta oportunidade, o agente financeiro encaminhar à Representação Regional do Agente Operador, o relatório de acompanhamento final de engenharia, baseado em visita técnica, podendo a Representação Regional do Agente Operador solicitar outros documentos que julgue necessário Os agentes financeiros devem, obrigatoriamente, informar no RAE ou no RTS, elaborados quando das visitas técnicas às obras de cada empreendimento, os eventuais fatos que indiquem atraso no cronograma físico-financeiro ou de paralisação das obras.

78 Para realização dos desembolsos a Representação Regional do Agente Operador verificará a regularidade do agente financeiro, do mutuário, do agente promotor e das construtoras e prestadores de serviço vinculadas ao empreendimento, junto ao FGTS, a regularidade de situação do mutuário (ESTADO, MUNICÍPIO E DISTRITO FEDERAL) quanto ao CRP Fica sob responsabilidade do Agente Financeiro a verificação da comprovação do depósito do valor da contrapartida do mutuário, no faturamento aceito no período, na conta vinculada do empreendimento, devendo ser observado o disposto no subitem deste Capítulo Os agentes financeiros devem manter arquivada, em setor próprio e por operação de crédito, toda documentação relativa aos desembolsos de cada empreendimento, devendo a mesma estar disponível ao Agente Operador até liquidação do saldo devedor do contrato. 8.2 DESEMBOLSO DE RECURSOS DO AGENTE FINANCEIRO AO MUTUÁRIO Até 02 (dois) dias úteis (D+2) após o recebimento dos recursos do Agente Operador, o agente financeiro, deduzidos os encargos pertinentes, deve creditá-los na conta do mutuário vinculada ao empreendimento, mediante o atendimento, no mínimo, dos requisitos constantes dos subitens a , a seguir: No caso de operações de crédito com Municípios, o agente financeiro, após a efetivação do crédito na conta do mutuário, deve comunicar à Câmara Municipal o valor dos recursos repassados, em obediência ao disposto no art. 1 o da Lei n o 9.452, de , suas alterações e aditamentos O referido crédito fica condicionada à efetiva execução das respectivas etapas físicas da obra e do Trabalho Sócio-Ambiental, quando for o caso, excetuadas as situações previstas no subitem deste Capítulo De forma a possibilitar o envio da documentação ao Agente Operador em tempo hábil, o agente financeiro deve estabelecer um prazo para que o mutuário e o agente promotor encaminhe a documentação necessária à realização dos desembolsos mensais Desembolso da Primeira Parcela a) Ofício do mutuário solicitando o desembolso da primeira parcela, acompanhado dos seguintes documentos: a.1) BD, conforme Modelo 16, constante deste Capítulo; a.2) BM, conforme Modelos 13 e 14, constante deste Capítulo; a.3) RE, conforme Modelo 15, constante deste Capítulo, a critério do agente financeiro; a.4) Faturas e Notas Fiscais, quando solicitadas pelo agente financeiro; a.5) Relatório do Trabalho Sócio-Ambiental elaborado por técnico social, quando necessário; b) apresentação do contrato da contrato de financiamento e repasse, devidamente formalizado; Fl. 78

79 c) apresentação do resultado da licitação acompanhado de cópias dos CTEF formalizados com empreiteiros, fornecedores, prestadores de serviços e consultores, acompanhados dos respectivos cronogramas físico-financeiros, planilhas orçamentárias e ordens de serviço e/ou fornecimento; d) apresentação de projeto executivo, conforme o porte do empreendimento, a critério do agente financeiro; e) comprovação do depósito, na conta bancária vinculada ao empreendimento, do valor da contrapartida do mutuário, no faturamento aceito no período. Fl Caso o Agente Financeiro adote a sistemática de desembolso em forma de adiantamento de parcelas, fica a seu critério a definição quanto à documentação mínima a ser apresentada pelo Mutuário/Agente Promotor para efeito de repasse dos recursos Desembolso das demais parcelas a) Ofício do mutuário solicitando o desembolso da parcela, acompanhado dos seguintes documentos: a.1) BD, conforme Modelo 16, constante deste Capítulo; a.2) BM, conforme Modelos 13 e 14, constantes deste Capítulo; a.3) RE, conforme financeiro; Modelo 15, constante deste Capítulo, a critério do agente a.4) Faturas e Notas Fiscais, quando solicitadas pelo agente financeiro; a.5) Relatório do Trabalho Sócio-Ambiental elaborado por técnico social, quando necessário. b) apresentação do Contrato de Financiamento, devidamente formalizado; c) cronogramas físico-financeiros, planilhas orçamentárias e ordens de serviço e/ou fornecimento, quando alterados em relação aos inicialmente enviados; d) comprovação do depósito, na conta individualizada do contrato, do valor da contrapartida do mutuário, no faturamento aceito no período. e) comprovação da quitação do desembolso anterior, por intermédio da apresentação de BD devidamente quitado A última parcela do desembolso referente a obra e serviços está condicionada à efetiva conclusão do empreendimento, devendo, nesta oportunidade, o mutuário ou o agente promotor encaminhar ao agente financeiro, o relatório de acompanhamento final de engenharia, baseado em visita técnica, podendo o agente financeiro solicitar outros documentos que julgue necessário A critério do agente financeiro, o mutuário ou o agente promotor pode apresentar as informações referentes às medições das obras financiadas, em próprio, desde que o mesmo contenha os elementos mínimos necessários ao acompanhamento físicofinanceiro do empreendimento, pelo agente financeiro, e as informações contidas nos documentos requisitados pelo Agente Operador por intermédio do subitem deste Capítulo Nesse caso, torna-se necessário acordo prévio com a Representação Regional do Agente Operador, com a finalidade de verificar a aceitação de outros s, em substituição aos relacionados neste Manual.

80 O repasse dos recursos ao Mutuário somente deve ocorrer mediante à constatação pelo Agente Financeiro da comprovação do depósito, na conta bancária vinculada ao empreendimento, do valor da contrapartida do mutuário/agente promotor, no faturamento aceito no período, mesmo no caso de antecipação de parcela O agente financeiro deve verificar se os elementos encaminhados pelo agente promotor são pertinentes e caracterizam com rigor o objeto do contrato de financiamento, manifestando-se formalmente quando verificada alguma incompatibilidade, observando também: a) quando os valores licitados forem inferiores aos valores contratados, ou ainda quando o valor de execução do empreendimento resultar inferior ao originalmente contratado, a diferença gera saldo contratual que pode ser utilizado para corrigir eventuais desvios de ajustes físicos e/ou complementar as obras previstas, desde que previamente submetido à consideração do agente financeiro; a.1) a proposta de aumento de meta física só pode ser submetida ao agente financeiro após verificadas as condições que visem assegurar o atingimento das metas inicialmente contratadas; b) quando os valores licitados forem superiores aos valores contratados, ou ainda quando o valor de execução do empreendimento resultar superior ao originalmente contratado, o agente promotor e/ou mutuário deve assumir a diferença com o aumento da contrapartida, demonstrando ao agente financeiro a viabilidade do empreendimento com o novo valor do investimento. 8.3 CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DOS DESEMBOLSOS O agente financeiro deve apresentar à Representação Regional do Agente Operador, relação dos seus empregados e dos empregados do mutuário final e do agente promotor, com a responsabilidade de atestar e assinar as solicitações de desembolso e demais documentos relativos ao contrato de empréstimo e do contrato de financiamento e repasse O desembolso da primeira parcela somente ocorre após o Contrato de Financiamento estar registrado no Sistema Operacional do Agente Operador e inexistirem pendências contratuais para esse desembolso O desembolso é realizado em parcela mensal, decorrente de etapa física executada e atestada pelo Mutuário e pelo Agente Promotor e, comprovada pelo agente financeiro, respeitado o cronograma de desembolso previsto contratualmente, excetuadas as situações previstas no subitem deste Capítulo No caso de as etapas físicas serem superiores aos valores mensais previstos contratualmente, os valores podem ser desembolsados, desde que haja dotação orçamentária para tal A cada desembolso, deve ser observado, no mínimo, o percentual cumulativo de contrapartida relativo ao empreendimento, admitindo-se, a critério do mutuário, a antecipação da aplicação da contrapartida O percentual cumulativo do desembolso não pode superar o percentual de obra atestado pela Engenharia da CAIXA, exceto quando ocorrer a situação descrita no subitem a seguir. Fl. 80

81 Fl Até 03 (três) meses após a aprovação de eventual alteração contratual para aumento de contrapartida, pode ocorrer um descompasso das participações do FGTS e da Contrapartida do Mutuário com os valores já desembolsados até aquele mês de aprovação da alteração contratual, apresentando, também, descompasso no percentual de obra executado até aquele mês, já que os valores de investimento sofrem alteração Na hipótese de que trata o subitem , no 4º (quarto) mês posterior à aprovação da reprogramação contratual os percentuais devem ser, obrigatoriamente, equalizados, não se aceitando distorções Se o descompasso entre a participação do FGTS e a contrapartida do mutuário, de que trata o subitem anterior, ocorrer no mês em que for solicitado o desembolso da última parcela do empreendimento, o desembolso da última parcela da participação do FGTS somente pode ser realizado mediante a comprovação da efetiva conclusão do empreendimento Regularidade do agente financeiro e do mutuário e do agente promotor, bem como das empresas/entidades relacionadas no BD e na FPD, junto ao FGTS Existência de conta bancária vinculada ao empreendimento em nome do mutuário final Cumprimento das demais exigências contratuais e das cláusulas especiais contidas no Contrato de Financiamento e Repasse Existência de placa de obra, conforme definido pela CAIXA, a ser afixada em local visível Os agentes financeiros devem manter arquivada, em setor próprio e por operação de crédito, toda documentação relativa aos desembolsos de cada empreendimento, devendo a mesma estar disponível ao Agente Operador até liquidação do saldo devedor do contrato Havendo alteração contratual que necessite de aprovação da CAIXA - Agente Operador, o desembolso referente a itens de obras/serviços que sofreram modificação fica condicionado à apresentação pelo agente financeiro, dos elementos relativos a tais alterações.

82 8.4 CONDIÇÕES ESPECIAIS PARA A REALIZAÇÃO DOS DESEMBOLSOS Manual de Fomento O valor a ser desembolsado para fins de desapropriação é o menor entre o valor contratado e o valor resultante da perícia judicial, sendo de responsabilidade do Mutuário a cobertura de eventual diferença. Este desembolso pode ser realizado por meio de depósito em juízo, caso necessário Eventuais desvios, decorrentes de ajustes físicos inerentes aos itens de investimento que compõem o QCI, e que não comprometam o atingimento do objeto do empreendimento, podem ser acatados, desde que sejam, formalmente, justificados pelo agente promotor/mutuário e analisados e aceitos pelo agente financeiro É admitido desembolso de recursos referentes à aquisição de materiais/equipamentos, quando tiver havido licitação exclusiva para a compra de tais materiais/equipamentos, mediante a constatação da entrega desses materiais/equipamentos e a verificação das respectivas notas fiscais Para os desembolsos previstos em CTEF, referentes à aquisição de equipamentos especiais (fora da linha de produção) e/ou em que seja exigido por parte do fabricante adiantamento de parte do valor no momento da encomenda, o Agente Promotor deve solicitar autorização prévia ao agente financeiro, informando todas as condições que envolvam a referida transação Despesas decorrentes de obras e/ou serviços iniciados antes da formalização do contrato de repasse e financiamento podem ser desembolsadas após a formalização do referido contrato, desde que respeitadas a data de enquadramento da proposta publicada pelo Gestor da Aplicação e a sistemática de acompanhamento com vistas a verificação da etapa física realizada e aceite dos valores incorridos no período, na forma estabelecida neste Manual Constatados desembolsos e/ou pagamentos indevidos, estas incorreções devem ser eliminadas pelo agente financeiro mediante cobrança do valor creditado indevidamente ou, excepcionalmente, dedução na(s) primeira(s) liberação(es) a ser(em) efetivada(s), em valor equivalente ao montante desembolsado irregularmente, atualizado de acordo com as contas vinculadas do FGTS, calculados de forma pro rata die, com informação ao Agente Operador O valor desembolsado indevidamente, acrescido do valor da atualização monetária de que trata este subitem, deve ser utilizado para amortização do saldo devedor do contrato firmado entre o agente financeiro e o Agente Operador e o valor original liberado a maior deve ser objeto de recomposição no saldo credor a ser liberado. 8.5 CONDIÇÕES RESTRITIVAS Não são aceitos, para fins de desembolso com recursos do FGTS, ajustes monetários, multas ou reajustes de faturas decorrentes de atraso de pagamento por parte do Mutuário, bem como faturas que prevêem, exclusivamente, reajustes/realinhamento de preços das obras/serviços e materiais/equipamentos Visando resguardar as condições da reprogramação aprovada para aumento da contrapartida e observância da vedação de pagamento de faturas relativas à Fl. 82

83 reajustamentos/realinhamento de preços com recursos do FGTS, cumulativamente, os valores referentes à contrapartida deverão equivaler, no mínimo, ao novo percentual da contrapartida pactuado no QCI, e devem, obrigatoriamente, transitar pela conta vinculada ao contrato. Fl DESEMBOLSO BLOQUEADO Durante a fase de execução do empreendimento podem ocorrer situações impeditivas à realização dos desembolsos que podem ser solucionadas pelo agente financeiro em curto espaço de tempo Nesse caso, é admitida a liberação da parcela em conta bloqueada em nome do Agente Promotor, pelo prazo máximo de 30 (trinta) dias, desde que fique comprovada a execução das obras e serviços, previstos no cronograma físico-financeiro correspondente e assegurado o alcance do objetivo contratual No caso de bloqueio da última parcela, o prazo pode ser negociado entre o agente financeiro e o mutuário, observado o prazo máximo de 60 (sessenta) dias, desde que seja comprovada a conclusão da obra e assegurado o cumprimento do objetivo do contrato Para que o Agente Operador possa atender as solicitações de desembolso nas situações previstas nos subitens e deste Capitulo, o agente financeiro deve relatar as respectivas pendências na FPD, ficando a liberação desses recursos aos beneficiários de direito, condicionada à posterior autorização de desbloqueio a ser efetuada pela Representação Regional do Agente Operador de vinculação do empreendimento Para tanto, após a regularização das pendências relatadas na FPD enviada ao Agente Operador, o agente financeiro deve solicitar autorização à Representação Regional do Agente Operador de vinculação do empreendimento Para realização dos desembolsos previstos nos subitens e anteriores, será observada a rotina operacional contida no item 6.1 deste Capítulo Para desbloqueio de recursos em função de regularização de pendências ocorridas após o desembolso da parcela pelo Agente Operador, portanto, não relatadas na FPD, não é necessária autorização da Representação Regional do Agente Operador Os recursos não liberados nos prazos previstos nos subitens e anteriores devem ser utilizados para amortização extraordinária no saldo devedor do contrato de empréstimo/repasse, com simultânea recomposição do cronograma de desembolso Nesses casos, o valor da amortização extraordinária deve ser o mesmo valor desembolsado, sem o acréscimo do valor referente à atualização monetária.

84 Fl MOVIMENTAÇÃO DA CONTA VINCULADA AO CONTRATO DE FINANCIAMENTO E REPASSE O mutuário final deve abrir, em Agência da CAIXA ou em agência do agente financeiro, conta bancária individualizada vinculada por Contrato de Financiamento destinada ao crédito dos recursos previstos contratualmente, inclusive os da contrapartida e dos débitos dos pagamentos relacionados no BD Caso o Agente Promotor seja responsável pela movimentação financeira dos recursos alocados ao contrato, deve também abrir conta vinculada em Agência da CAIXA ou em agência do agente financeiro, para transferência, pelo mutuário final, dos recursos desembolsados e do depósito da contrapartida, objetivando realizar os pagamentos relacionados no BD Os recursos creditados nas contas vinculadas do contrato devem ser destinados exclusivamente aos beneficiários de direito constantes do BD, sendo vedada à utilização destes recursos para qualquer outro fim, inclusive aplicações financeiras Caso o agente promotor/mutuário efetue pagamentos com recursos próprios antes do desembolso previsto para o período, estes devem ser depositados previamente na conta vinculada ao contrato e, após o desembolso correspondente, deve ser efetivado o ressarcimento, mediante débito nessa conta É vedado o depósito de recursos de contrapartida na conta vinculada do empreendimento em valor superior ao do investimento constante do QCI aprovado para a operação, bem como a comprovação de integralização de contrapartida não transitada pela conta vinculada do empreendimento. 8.8 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS Nos empreendimentos integrantes de Acordos de Empréstimos Externos, devem ser observadas as seguintes condições: a) atendimento aos princípios e normas de licitação exigidos pelos Organismos Multilaterais; b) apresentação, pelo agente promotor ao agente financeiro/agente Operador, dos editais de licitações, contratos internacionais e demais elementos, em conformidade com princípios e normas de cada Organismo Internacional O valor a ser desembolsado para fins de desapropriação é o menor entre o valor contratado e o valor resultante da perícia judicial, sendo de responsabilidade do mutuário a cobertura de eventual diferença. Este desembolso pode ser realizado por meio de depósito em juízo, caso necessário.

85 Fl Obras e serviços realizados por administração direta No caso de obras e serviços executados por administração direta, ou seja, realizadas diretamente pelo Mutuário/AP, sem a realização de licitação, conforme o caso, e consequentemente sem a contratação de terceiros, o desembolso é realizado com base na medição apresentada, devendo também a referida medição integrar o BD, por meio da emissão de documento próprio do executor do serviço A comprovação de despesas é realizada, mediante a apresentação da Planilha de Medição, onde estejam devidamente caracterizadas as quantidades físicas e/ou serviços realizados e custos incorridos correspondentes à etapa realizada, conforme planilha orçamentária Para tanto, deve ser encaminhado previamente para análise e manifestação do Agente Financeiro, planilha orçamentária, onde devem estar demonstradas as quantidades físicas estimadas e/ou serviços previstos e os custos necessários para a execução total das obras e/ou serviços O valor solicitado deve estar de acordo com os custos previstos no QCI do Contrato O desembolso deve ser calculado com base no percentual de participação dos recursos do FGTS na composição da parcela, sendo dispensado o valor do depósito da contrapartida na CV, devendo, entretanto, ficar registrado na FPD, o valor atribuído a esta contrapartida, para fins de composição de investimento. 8.9 ANÁLISE E ACOMPANHAMENTO DO DESEMBOLSO DO EMPREENDIMENTO A análise e acompanhamento do pedido de desembolso deve compreender, no mínimo, o cumprimento e a verificação dos itens abaixo elencados: Atendimento às condições estabelecidas nos subitens 8.1 a 8.8 deste Capítulo A documentação de solicitação de desembolso (BD, Relatório do Trabalho Sócio- Ambiental, quando couber, BM e RE) deve estar disponível para a Equipe Técnica do agente financeiro, em prazo a ser por este fixado, compatível com as providências necessárias para exame do pedido e acompanhamento da obra e do Trabalho Sócio- Ambiental, se existente O agente financeiro, de posse da documentação encaminhada, com vistas a respaldar as liberações, efetua visitas técnicas às obras e à comunidade para verificação da sua compatibilidade com as informações prestadas pelo agente promotor, emitindo os relatórios técnicos de acompanhamento, abordando aspectos relativos à evolução física, Sócio-Ambiental, se for o caso, e financeira, cumprimento dos elementos contratuais, objetivos contratuais, desempenho do agente promotor e demais aspectos julgados oportunos Os faturamentos constantes do BD, se superiores aos valores mensais previstos contratualmente, podem ser aceitos, respeitada a disponibilidade financeira Como forma de possibilitar o perfeito acompanhamento do objetivo contratual, o agente promotor/mutuário deve tomar as providências abaixo especificadas:

86 a) contratar a execução dos projetos, obras e serviços e a aquisição de materiais e equipamentos, bem como exercer a sua fiscalização; b) manter à disposição do agente financeiro/agente Operador, em setor próprio, em pasta individual por contrato, todos os documentos que de alguma forma sejam instrutivos do contrato de financiamento, incluindo CRF/FGTS de todos os empreiteiros e fornecedores; c) manter arquivada, em setor próprio e por contrato, uma das vias das notas fiscais, devendo constar, obrigatoriamente, no verso destas: c.1) nome e número do contrato de financiamento e data da quitação, bem como o número do BD; c.2) atestado de execução dos serviços ou recebimento dos materiais e equipamentos pelo engenheiro fiscal ou responsável pelo empreendimento, de acordo com as especificações; d) manter na obra os projetos executivos e cópia de todos os elementos citados no item acima, bem como as cópias das ART de fiscalização e execução das obras/serviços, devidamente anotadas junto ao CREA da região e licença para realização das obras ou serviços emitida pelos órgãos competentes O agente financeiro deve verificar e registrar nos Relatórios Técnicos de Acompanhamento do empreendimento, as indefinições ou condicionantes que possam vir a alterar os objetivos, metas, custos, prazos ou a forma de execução do empreendimento, ou atrasar a conclusão das obras e serviços, bem como quanto ao trabalho Sócio-Ambiental, quando couber Deve verificar, também, os procedimentos quanto ao equacionamento de obras e serviços não passíveis de enquadramento e/ou não contemplados na solicitação de financiamento, porém, imprescindíveis à implantação e à plena funcionalidade do empreendimento, principalmente quando o agente promotor, responsável por sua execução, não pertencer à esfera administrativa do mutuário Quaisquer alterações no Projeto de engenharia ou Sócio-Ambiental, inclusive referentes às especificações, por parte do mutuário e do agente promotor, devem ter, obrigatoriamente, prévia anuência e manifestação conclusiva do agente financeiro, devendo, para tanto, o mutuário ou o agente promotor apresentar as justificativas para tais alterações, indicando custos, dimensões, quantidades e especificações dos novos materiais e ações Não obstante os cuidados recomendados nas fases de análise da operação e de acompanhamento de sua execução, no sentido de se procurar antecipar a solução de questões que possam vir a causar atrasos, insuficiência de recursos ou necessidade de alteração de projetos, alguns desvios podem ainda ocorrer, gerando, daí, a necessidade de o agente financeiro acusar tempestivamente tais situações, no sentido de equacionar o problema, visando ao alcance pleno dos objetivos contratuais A solução proposta deve ser fundamentada pelo agente promotor, identificando, inclusive, os motivos que causaram os desvios ocorridos, para análise técnica de engenharia e, se for o caso, Sócio-Ambiental do pleito, pelo agente financeiro Não devem ser mensurados serviços e/ou obras executados fora dos padrões contratados ou com erros de execução que possam gerar futuros vícios de construção, cabendo ao agente financeiro equacionar tais pendências junto ao agente promotor. Fl. 86

87 Ocorrendo atraso nas obras físicas, fica o mutuário responsável pela continuidade do Trabalho Sócio-Ambiental, bem como pela eventual diferença de recursos financeiros. Fl Após a conclusão das obras, o agente financeiro deve manter o acompanhamento do Trabalho Sócio-Ambiental, de acordo com o previsto no projeto, visando o desembolso das parcelas seguintes e o cumprimento dos objetivos. 9 CONDIÇÃO ESPECIAL DE INÍCIO DE OBRA 9.1 O agente financeiro pode autorizar o mutuário e o agente promotor a iniciar ou dar continuidade às obras e serviços, após o enquadramento das propostas pela Instância Colegiada ou pelo Gestor da Aplicação Para tanto, o agente promotor ou mutuário deve formalizar pedido de autorização para iniciar ou dar continuidade às obras e serviços, apresentando justificativa e documentação técnica que possibilite a vistoria do agente financeiro. 9.2 O agente financeiro procede à vistoria, atestando o percentual físico executado da obra ou do trabalho Sócio-Ambiental, se for o caso, até aquela data e emite documento de autorização ao mutuário ou ao agente promotor, onde fica caracterizado que somente as etapas executadas após a sua vistoria são passíveis de ressarcimento Neste caso, o agente financeiro deve acompanhar, mensalmente, a execução das obras e serviços, elaborando os Relatórios Técnicos de Acompanhamento, baseados no BM, no Relatório do Trabalho Sócio-Ambiental, se for o caso, e nas visitas técnicas, encaminhando os referidos documentos ao Agente Operador, para controle. 9.3 O ressarcimento dos valores aplicados ocorre somente após a formalização do contrato de financiamento, e desde que o mutuário ou o agente promotor não possua pendência perante o agente financeiro e o Agente Operador, e seja observada a condição normativa de equalização das participações contratuais em relação ao valor do investimento, que será por intermédio dos desembolsos posteriores à contratação O risco pelo não ressarcimento em decorrência do não atendimento a eventuais condicionantes para contratação e primeiro desembolso é de inteira responsabilidade do mutuário. 10 ACOMPANHAMENTO DO TRABALHO SÓCIO-AMBIENTAL O agente financeiro deve acompanhar e avaliar permanentemente a execução do Trabalho Sócio-Ambiental, quando proposto no projeto aprovado, orientando o agente promotor e a Entidade Executora para o alcance dos objetivos pretendidos, observando, ainda, o disposto no Modelo 08 deste Capítulo. FLUXOGRAMA DA OPERAÇÃO DE ABERTURA CAC A SER FIRMADA ENTRE O AGENTE FINANCEIRO E O AGENTE OPERADOR DO FGTS FASES AGENTE FINANCEIRO AGENTE OPERADOR PROPONENTE Encaminha ao A.O. proposta de habilitação para estabelecimento de limite

88 1 habilitação para estabelecimento de limite de crédito e definição de seu rating Fl Analisa a operação verifica o rating atribuído pela de área de risco de crédito da CAIXA e, sendo viável, promove a habilitação do A.F. mediante a formalização do contrato de concessão de limite de crédito 3 Com base no limite de crédito concedido pelo A.O., solicita aos proponentes o encaminhamento dos PIPº 4 Apresenta ao A.F. o PIP, cujos pedidos de financiamento contarão com apoio/financiamento de recursos do FGTS. 5 Elabora análise de risco de crédito e emite rating do proponente com base no PIP, cujos pedidos contarão com aporte de recursos do FGTS 6 7 Promove gestões junto ao BACEN e STN, com vistas à verificação da viabilidade da operação, bem como junto ao Gestor da Aplicação para enquadramento, hierarquização e seleção da operação de crédito Estando a proposta devidamente hierarquizada e selecionada pelo Gestor da Aplicação, encaminha proposta de abertura de crédito ao A.O conforme Plano Investimentos do Proponente 8 9 Analisa a operação e, sendo viável, submete-a ao Colegiado da CAIXA para aprovação Aprovada a operação, formaliza a contratação da abertura de crédito e solicita que o A.F. adote as providências de análise e contratação das operações de financiamento e repasse relativos aos empreendimentos contemplados no CAC

89 FLUXOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM ATUAÇÃO DE AGENTE TÉCNICO-OPERACIONAL PARTE I: INÍCIO DA EXECUÇÃO DO EMPREENDIMENTO Fl. 89 FASES GESTOR AG. FINANCEIRO AG.OPERADOR AG. T.OPERACIONAL M. FINAL/ A. P. 1 2 Indica unidade e funcionários responsáveis pela administração da operação Promove reunião técnica com M.F/A.P. para o esclarecimento dos procedimentos de início de execução do empreendimento, controle e acompanhamento, desembolso e alterações contratuais Indica unidade e funcionários responsáveis pela administração da operação MF encaminha ao A.T.O., processo licitatório do objeto contratado, bem como o contrato de execução e fornecimento(ctef) 3 4 A.T.O. verifica documentação e estando de acordo com o objetivo do contrato de financiamento, informa o M.F./A.P. para o início do desembolso. Inicia a execução do empreendimento. * Observação: Esta fase sempre acontece para cada obra/serviço e equipamentos integrante do contrato de financiamento e repasse, na medida em que forem ocorrendo processos licitatórios que resultem em novos CTEF. FLUXOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM ATUAÇÃO DE AGENTE TÉCNICO-OPERACIONAL

90 PARTE II: DESEMBOLSO DOS RECURSOS Manual de Fomento FASES GESTOR AG. FINANCEIRO AG.OPERADOR AG. T.OPERACIONAL M. FINAL / A. P Emite ofício de solicitação de desembolso e encaminha FPD e BD à Representação Regional do A.O. A.T.O. verifica documentação e providencia elaboração dos relatórios com a vistas a deliberação do desembolso ACEITO Envia FPD e BD ao AF e FPD à Representação Regional do A.O. PENDÊN CIAS Comunica ao MF/AP. Encaminha ao A.T.O. pedido de desembolso, acompanhado da documentação pertinente Reapresenta ou complementa a documentação Fl Analisa o pedido de desembolso, insere sua manifestação na FPD e aguarda o depósito da contrapartida Comunica o valor da contrapartida ao MF/AP Deposita contrapartida e envia comprovante ao ATO Transfere D + 2, o valor para depósito em CV do mutuário Final Emite DRP e, se for o caso, aviso de crédito ao agente financeiro. Envia cópia da FPD ao ATO Providencia a comunicação da liberação dos recursos ao Poder Legislativo Envia comprovante do depósito da contrapartida à Representação Regional do A.O. Autoriza o PV a transferir os recursos depositados na CV, aos beneficiários relacionados no BD PARTE III: ALTERAÇÕES CONTRATUAIS FASES GESTOR AG. FINANCEIRO AG.OPERADOR AG. T.OPERACIONAL M. FINAL / A. P.

91 1 2 3 Analisa a proposta, verifica enquadramento conforme manual de fomento, elabora os relatórios pertinentes e delibera sobre a matéria. Não aceita, e aceita informa o AF Fl. 91 Encaminha proposta de alteração Contratual ao A.T.O. c/c para o A.F. Verifica motivo da recusa do pleito, reencaminhando ao A.T.O., se for o caso Opção A: matéria de alçada decisória do A.F., emite Instrumento Contratual, e devolve ao A.T.O.. Opção B: matéria de alçada decisória do A.O., emite concordância e devolve ao A.T.O Prepara a documentação técnica, administrativa e jurídica, para apreciação e deliberação do A.F. e, do A.O., se for o caso Opção A: atualiza controles de acompanhamento e, encaminha Instrumento Contratual ao M.F. Opção B: encaminha ao A.O. a proposta acompanhada dos elementos técnicos, para deliberação. 7 Analisa a matéria, emitindo aviso ao A.T.O quanto a sua deliberação Opção B Opção A Atualiza os controles de gerenciamento do empreendimento PARTE III: ALTERAÇÕES CONTRATUAIS FASES GESTOR AG. FINANCEIRO AG.OPERADOR AG. T.OPERACIONAL M. FINAL / A. P. Comunica acompanhado A.F. dos

92 8 elementos técnicos, administrativos e jurídicos, com vistas a emissão do Instrumento Contratual Fl Emite Instrumento Contratual, e envia ao A.T. O. c/c ao A.O. 10 Atualiza o Sistema Operacional Atualiza controles de acompanhamento e, encaminha Instrumento Contratual ao M.F. 11 Atualiza os controles de gerenciamento do empreendimento * Instrumento Contratual: documento jurídico que deve expressar a concordância do agente financeiro. quanto ao pedido de alteração contratual formulado pelo mutuário Final, sem necessidade, portanto, do mutuário Final apor sua assinatura de concordância no referido Instrumento. Ex: Carta Reversal

93 Fl SOLICITAÇÃO DE FINANCIAMENTO (Ofício em papel timbrado) Ao (agente financeiro) Endereço: Assunto: Solicitação de Financiamento Senhor Superintendente/Gerente 1 Em conformidade com as Normas e Procedimentos do Programa SANEAMENTO PARA TODOS, vem esta(e) (1) solicitar ao (agente financeiro) financiamento destinado à (2) da(s) cidade(s) de (3). 1.1 Para a realização do(s) empreendimento(s) é necessário o investimento de R$. 1.2 A parcela referente a contrapartida é de R$ e será assumida pelo(a) (4). 1.3 A parcela a ser financiada é de. 1.4 Juntamos a documentação exigida por este agente financeiro, para exame e aprovação, informando que o Projeto e o orçamento foram analisados e aprovados sem restrições, atendendo às normas e procedimentos em vigor, bem como concordamos com a solução técnica adotada e nos responsabilizamos pela sua manutenção e operação. 1.5 Os representantes deste Agente, e dos Órgãos Garantidores e da Contrapartida (quando for o caso), com seus respectivos cargos, junto ao agente financeiro são os seguintes: (indicar o nome, cargo e Órgão que representa). Local e Data Assinatura...(5)... (1) Identificar o mutuário. (2) Indicar o objetivo do financiamento em função da modalidade em que o mesmo foi enquadrado. (3) Relacionar a(s) cidade(s) a ser(em) beneficiada(s). (4) Identificar a entidade responsável pela contrapartida. No caso de ser o próprio mutuário, fica dispensada a declaração de disponibilidade da contrapartida. (5) Assinatura do responsável (mutuário) e sua identificação.

94 2 - DECLARAÇÃO DE CONTRAPARTIDA Fl. 94 Declaramos que dispomos dos recursos financeiros, no valor de, para participação na contrapartida ao financiamento destinado à (1) da(s) localidade(s) de (2). A contrapartida prevista se dará na forma de participação (3)., de de 200 Assinatura...(4)... (1) Indicar o objetivo do financiamento, em função da modalidade em que o mesmo foi enquadrado. (2) Relacionar a(s) localidade(s) a ser(em) beneficiada(s). (3) Participação física ou financeira. (4) Assinatura do representante legal da instituição que irá integrar os recursos necessários à contrapartida ao financiamento.

95 Fl LEI AUTORIZATIVA SUGESTÃO DE MINUTA DE LEI AUTORIZATIVA - SETOR PÚBLICO Autoriza o Poder Executivo a contratar financiamento com o (agente financeiro), a oferecer garantias e dá providências correlatas. O GOVERNADOR DO ESTADO (ou o PREFEITO do ) faz saber que a Assembléia Legislativa do Estado d (ou Câmara Municipal) aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - Fica o Poder Executivo autorizado a contratar e garantir financiamento com o(a) (Nome do agente financeiro) até o valor de R$ (por extenso), destinados à execução de empreendimentos integrantes do Programa. Art. 2º - Para a garantia do principal e acessórios dos financiamentos pelo Estado (ou pelo Município) para a execução de obras, serviços e equipamentos, observada a finalidade indicada no Art. 1º, fica o Poder Executivo autorizado a utilizar parcelas de quotas do Fundo de Participações dos Estados (ou dos Municípios) e ou do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Produção de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicações - ICMS e do produto da arrecadação de outros impostos, na forma da legislação em vigor, e, na hipótese de sua extinção, os fundos ou impostos que venham substituí-los, bem como, na sua insuficiência, parte dos depósitos bancários, conferindo ao agente financeiro, os poderes bastantes para que as garantias possam ser prontamente exeqüíveis no caso de inadimplemento. PARÁGRAFO ÚNICO - Os poderes previstos neste artigo só poderão ser exercidos pelo (agente financeiro) na hipótese de o Estado (ou o Município) não ter efetuado, no vencimento, o pagamento das obrigações assumidas nos contratos de empréstimo celebrados com o (agente financeiro). Art. 3º - O Poder Executivo consignará nos orçamentos anuais e plurianuais do Estado (ou do Município), durante os prazos que vierem a ser estabelecidos para os empréstimos por ele contraídos, dotações suficientes à amortização do principal e acessórios resultantes do cumprimento desta Lei. Art. 4º - O Poder Executivo baixará os atos próprios para a regulamentação da presente Lei. Art. 5º - Esta Lei entrará em vigor a partir da data de sua publicação. Art. 6º - Revogam-se as disposições em contrário.

96 4 - QUADRO DE COMPOSIÇÃO DO INVESTIMENTO - QCI Fl. 96 EMPREENDIMENTO: MUTUÁRIO: PROGRAMA: MODALIDADE: ABASTECIMENTO DE ÁGUA FINALIDADE: DISCRIMINAÇÃO MEDIDA QUANT./ VALOR 1 Captação 2 Elevatória UM 3 Adução M 4 Tratamento UM 5 Reservação UM 6 Rede de distribuição KM 7 Ligação predial UM 8 Pesquisa de mananciais VB 9 Itens especiais 9.1 Desapropriação / Aquisição de Terreno m2 9.2 Reassentamento UN 9.3 Subestação rebaixadora de tensão UN 9.4 Travessias M 9.5 Estrada de acesso/serviço Km 9.6 Eletrificação M 9.7 Obras complementares VB 9.8 Ação de preservação ambiental VB 10 Elaboração de estudos e projetos VB 11 Trabalho Sócio-Ambiental VB A CUSTO DIRETO = Soma (1 a 11) B Gerenciamento do Empreendimento = A x (de 0,00 a 0,02) C TOTAL DO INVESTIMENTO = A + B D CONTRAPARTIDA (...% de C) E FINANCIAMENTO = C - D (...% de C) Data / / Agente Promotor Mutuário

97 4-A - QUADRO DE COMPOSIÇÃO DO INVESTIMENTO QCI Fl. 97 EMPREENDIMENTO: MUTUÁRIO: PROGRAMA: MODALIDADE: ESGOTAMENTO SANITÁRIO FINALIDADE: DISCRIMINAÇÃO MEDIDA QUANT. VALOR 1 Rede coletora e interceptora. M 2 Elevatória UM 3 Emissário M 4 Tratamento UM 5 Ligação predial UM 6 Itens especiais 6.1 Desapropriação / Aquisição de Terreno M2 6.2 Subestação rebaixadora de tensão UN 6.3 Travessias M 6.4 Estrada de acesso/serviço Km 6.5 Eletrificação M 6.6 Obras complementares VB 6.7 Ação de preservação ambiental VB 6.8 Reassentamento 7 Elaboração de estudos e projetos 8 Trabalho Sócio-Ambiental VB A CUSTO DIRETO = SOMA (1 a 8) B Gerenciamento do Empreendimento = A x ( de 0,00 a 0,02) C TOTAL DO INVESTIMENTO = A + B D CONTRAPARTIDA (...% de C) E FINANCIAMENTO = C - D (...% de C) Data / / Agente Promotor Mutuário

98 4-B - QUADRO DE COMPOSIÇÃO DO INVESTIMENTO QCI Fl. 98 EMPREENDIMENTO: MUTUÁRIO: PROGRAMA: MODALIDADE: MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS FINALIDADE: DISCRIMINAÇÃO MEDIDA QUANT. VALOR 1 Canais M 2 Rede de galerias pluviais M 3 Retificação M 4 Pavimentação m2 5 Dragagem m3 6 Contenção de encostas m2 7 Itens especiais 7.1 Desapropriação / Aquisição de Terreno m2 7.2 Travessias M 7.3 Obras complementares VB 7.4 Ações de preservação ambiental VB 8 Elaboração de estudos e projetos/ Plano Diretor de VB Manejo de Águas Pluviais 9 Trabalho Sócio-Ambiental VB 10 Reassentamento de Moradias 11 Contenção de águas pluviais 12 Descanalização 13 Urbanização 14 Sistema de monitoramento e informação A CUSTO DIRETO = SOMA ( 1 a 14) B Gerenciamento do Empreendimento = A x (de 0,00 a 0,02) C TOTAL DO INVESTIMENTO = A + B D CONTRAPARTIDA (...% de C ) E FINANCIAMENTO = C - D (...% de C) Data / / Agente Promotor Mutuário

99 Fl C - QUADRO DE COMPOSIÇÃO DO INVESTIMENTO QCI EMPREENDIMENTO: MUTUÁRIO: PROGRAMA: MODALIDADE: DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL - DI FINALIDADE: DISCRIMINAÇÃO MEDIDA QUANT. VALOR 1 Macromedição e Pitometria 2 Micromedição 3 Sist. Integrado de Prest. de Ser. e Atendimento - SIPSAP 4 Cadastro Técnico 5 Padronização e Automatização de Unidades Operacionais 6 Reabilitação de Unidades Operacionais 7 Planejamento e Controle Operacional 8 Cadastro de Consumidores 9 Faturamento e Cobrança 10 Trabalho Sócio-Ambiental VB 11 Controle Operacional 12 Eficiência Energética 13 Estudos e Projetos 14 Gestão Comercial 15 Instalações Laboratoriais 16 Desapropriação / Aquisição de Terreno A TOTAL DO INVESTIMENTO (soma de 1 a 10) B Gerenciamento do Empreendimento = A x (de 0,00 a 0,02) C CONTRAPARTIDA... (...% de C) D FINANCIAMENTO = C - D (...% de C) Data / / Agente Promotor Mutuário

100 4-D - QUADRO DE COMPOSIÇÃO DO INVESTIMENTO QCI EMPREENDIMENTO: Fl. 100 MUTUÁRIO: PROGRAMA: MODALIDADE: MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS FINALIDADE: DISCRIMINAÇÃO MEDIDA QUANT. VALOR 1 Monitoramento ambiental VB 2 Elaboração de estudos e projetos VB 3 Usinas de reciclagem Kg 3.1 Máquinas e equipamentos Assistência Técnica 3.2 Obras e serviços Treinamento para operação e manutenção 4 Aterro sanitário 5 Itens especiais 5.1 Custo do terreno M2 5.2 Realocação de população (eventualmente) 5.3 Obras complementares 5.4 Ação de preservação ambiental VB 5.5 Trabalho Sócio-Ambiental VB 6 Serviços de Coleta (**) 6.1 Máquinas e equipamentos 6.2 Vias de acesso internas e externas 7. Reassentamento de Moradias A CUSTO DIRETO = SOMA (1 a 7) B Gerenciamento do Empreendimento = A x ( de 0,00 a 0,02) C INVESTIMENTO = A + B D CONTRAPARTIDA... [...% (de C - item 6)]) E CONTRAPARTIDA ADICIONAL (ITEM 6) F FINANCIAMENTO = C - D - E (...% de C) Data / / Agente Promotor Mutuário (**) essas ações não são financiáveis pela modalidade, entretanto poderão ser incluídas no investimento, sob a forma de contrapartida adicional.

101 4-E - QUADRO DE COMPOSIÇÃO DO INVESTIMENTO - QCI Fl. 101 EMPREENDIMENTO: MUTUÁRIO: PROGRAMA: MODALIDADE: SANEAMENTO INTEGRADO FINALIDADE: PRAZOS: INÍCIO: / / TÉRMINO: / / 1)(NOME DA 2)(NOME DA 3)(NOME DA População Total ÁREA)(*) ÁREA) ÁREA) População a ser beneficiada DISCRIMINAÇÃO TOTAL (R$) 1. Água 2. Esgoto 3. Instalações hidráulico-sanitárias intra domiciliares 4. Trabalho Sócio-Ambiental 5. Microdrenagem / Macrodrenagem 6. Manejo de Resíduos Sólidos 7. Contenção de encostas 8. Vias de circulação / pedestres 9. Reassentamento de Moradias 10. Obras complementares 11. Ações de preservação ambiental 12. Desapropoiação / Aquisição de Terreno A) CUSTO DIRETO = Soma (1 a 12) B) Gerenciamento do Empreendimento = A x (de 0,00 a 0,04) C) TOTAL DO INVESTIMENTO = A + B D) CONTRAPARTIDA (...% de C) E) FINANCIAMENTO = C - D (...% de C) *Gerenciamento do Empreendimento - Remuneração do agente promotor (*) Identificação/nome das áreas (localidades ou bairros) onde será implementada a intervenção. Utilize quantas colunas forem necessárias, podendo inclusive adequar lay-out.

102 4-F - QUADRO DE COMPOSIÇÃO DE INVESTIMENTOS QCI Fl. 102 EMPREENDIMENTO: MUTUÁRIO: PROGRAMA: MODALIDADE: RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO - RCD FINALIDADE: DISCRIMINAÇÃO MEDIDA QUANT. VALOR 1 Elaboração de estudos e projetos VB 2 Máquinas e equipamentos UN 3 Obras e serviços 3.1 Instalações físicas 3.2 Aterros 3.3 Urbanização 4 Equipamentos e veículos específicos acondicionamento 5 Itens especiais 5.1 Custo do terreno M2 5.2 Realocação de população (eventualmente) 5.3 Obras complementares 5.4 Ação de preservação ambiental VB 5.5 Trabalho Sócio-Ambiental VB 6 Serviços de Coleta (**) 6.1 Máquinas e equipamentos 6.2 Vias de acesso internas e externas A CUSTO DIRETO = SOMA (1 a 6) B Gerenciamento do Empreendimento = A x ( de 0,00 a 0,02) C INVESTIMENTO = A + B D CONTRAPARTIDA... [...% (de C - item 6)]) E CONTRAPARTIDA ADICIONAL (ITEM 6) F FINANCIAMENTO = C - D - E (...% de C) Data / / Agente Promotor Mutuário 4-G - QUADRO DE COMPOSIÇÃO DE INVESTIMENTOS QCI

103 EMPREENDIMENTO: MUTUÁRIO: PROGRAMA: MODALIDADE: PRESERVAÇÃO E RECUPERAÇÃO DE MANANCIAIS FINALIDADE: Fl. 103 DISCRIMINAÇÃO MEDIDA QUANT. VALOR 1 Rede coletora e interceptora M 2 Elevatória UM 3 Emissário M 4 Tratamento UM 5 Ligação predial UM 6 Itens especiais 6.1 Desapropriação / Aquisição de Terreno M2 6.2 Subestação rebaixadora de tensão UN 6.3 Travessias M 6.4 Estrada de acesso/serviço Km 6.5 Eletrificação M 6.6 Obras complementares VB 6.7 Ação de preservação ambiental VB 6.8 Reassentamento de moradias 7 Elaboração de estudos e projetos 8 Trabalho Sócio-Ambiental VB 9 Ramais prediais e condominiais UN 10 Unidades sanitárias UN 11 Coleta seletiva de materiais recicláveis UN 12 Materiais e equipamentos UM 13 Detecção e eliminação de esgotos A CUSTO DIRETO = SOMA (1 a 13) B Gerenciamento do Empreendimento = A x ( de 0,00 a 0,02) C TOTAL DO INVESTIMENTO = A + B D CONTRAPARTIDA (...% de C) E FINANCIAMENTO = C - D (...% de C) Data / / Agente Promotor Mutuário 4-H - QUADRO DE COMPOSIÇÃO DE INVESTIMENTOS QCI EMPREENDIMENTO:

104 MUTUÁRIO: PROGRAMA: MODALIDADE: ESTUDOS E PROJETOS FINALIDADE: Fl. 104 I T E M TIPO LOCALIDADE ESTUDO PROJETO PROJETO VALOR CONCEPÇÃO BÁSICO EXECUTIVO 1. Planos Municipais, Estaduais e Regionais de Saneamento Básico 2. Planos Municipais, Estaduais e Regionais de Abastecimento Básico 3. Planos Municipais, Estaduais e Regionais de Esgotamento Sanitário 4. Planos Municipais, Estaduais e Regionais de Manejo de Resíduos Sólidos 5. Planos Municipais, Estaduais e Regionais Manejo de RCD 6. Planos Municipais, Estaduais e Regionais de Manejo de Águas Pluviais 7. Planos Municipais, Estaduais e Regionais de Preservação e Recuperação de Mananciais 8. Estudo de Concepção 9. Projeto Básico 10. Projeto Executivo 11. Projeto do Trabalho Sócio- Ambiental 12. Estudos de Viabilidade e DCP/MDL 13. Validação, Registro, Monitoramento, verificação e Certificação do Projeto TOTAL Data / / Agente Promotor Mutuário

105 4-I - QUADRO DE COMPOSIÇÃO DO INVESTIMENTO QCI CONSOLIDADO Fl. 105 EMPREENDIMENTOS: MUTUÁRIO: PROGRAMA: MODALIDADES: FINALIDADE: DISCRIMINAÇÃO VALOR A CUSTO DIRETO = SOMA (1 a 13) B TOTAL DO INVESTIMENTO = A + B C CONTRAPARTIDA (...% de C) D FINANCIAMENTO = C - D (...% de C) Data / / Agente Promotor Mutuário

106 5 - CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO ( a ser utilizado quando a contrapartida for física) Fl. 106 Programa: Empreendimento: Modalidade: Agente Financeiro: Agente Promotor: Valor do Empréstimo: (R$) Empresa: Localização: Início da Obra: / / Tipo de Serviço: Discriminação dos serviços Peso Valor das Obras Mês 00 Mês 01 Mês 02 Mês 03 Mês 04 Mês 05 Mês 06 % Serviços (R$) % R$ % R$ % R$ % R$ % R$ % R$ % R$ RECURSOS DO FGTS SUB-TOTAL: SIMPLES ACUMULADO CONTRAPARTI D DA PROPONENTE TE SUB-TOTAL: SIMPLES ACUMULADO TOTAL SIMPLES 100 ACUMULADO 100 EMPRESA CONTRATADA AGENTE PROMOTOR mutuário

107 5-A - CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO ( a ser utilizado quando a contrapartida for financeira) Fl. 107 Programa: GLOBAL INDIVIDUAL Empreendimento: Modalidade: Agente Financeiro: Agente Promotor: Valor do Empréstimo: (R$) Empresa: Localização: Início da Obra: / / Tipo de Serviço: Item Discriminação dos serviços Peso Valor das Obras Mês 00 Mês 01 Mês 02 Mês 03 Mês 04 Mês 05 Mês 06 % Serviços (R$) % R$ % R$ % R$ % R$ % R$ % R$ % R$ TOTAL SIMPLES 100 ACUMULADO 100 EMPRESA CONTRATADA AGENTE PROMOTOR MUTUÀRIO

108 6 - CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO Fl. 108 CRONOGRAMA INICIAL REPROGRAMAÇÃO PROGRAMA: mutuário: CT. N.º: MODALIDADE FINALIDADE: VALOR LIBERADO ATÉ: / / R$ EMPREENDIMENTO A LIBERAR: R$ TÉRMINO DA CARÊNCIA: TOTAL FINANCIAMENTO CONTRAPARTIDA INVESTIMENTO R$ R$ R$ R$ Valores em R$ 1,00 REFERÊNCIA DESEMBOLSOS MÊS ANO FGTS -VALOR % CONTRAP. - VALOR % OUTROS- VALOR % TOTAL POR EXERCÍCIO ANO FGTS CONTRAPARTIDA OUTROS Data / / agente promotor mutuário OBSERVAÇÃO: 1) Este quadro indica a origem dos recursos a serem alocados ao(s) projeto(s), os percentuais de participação de cada Entidade no financiamento e os valores a serem desembolsados mensalmente. 2) Este cronograma deverá ser parte integrante do contrato de financiamento - ANEXO I

109 07 - AVALIAÇÃO ECONÔMICA DO EMPREENDIMENTO Fl. 109 I - QUADRO AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE EMPREENDIMENTO Unidade Federação: Localidade(s): Agente Promotor: Sistema Data do Preenchimento DECLARAÇÃO Local e Data Informamos que a Avaliação Econômica do(s) Sistema(s) de Abastecimento de Água da(s) localidade(s) Município,Estado, foi analisada e aprovada sem restrições, atendendo as normas e procedimentos em vigor. (ass.) Técnico Responsável Nome: Cargo: N.º do Conselho Profissional: De acordo: (ass.) Diretor da Área Competente(ass.) Nome: CPF : II - INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO 09 1 É de inteira responsabilidade do Agente Financeiro a decisão sobre a dispensa ou não da avaliação econômica dos projetos a serem implantados na área de saneamento básico.

110 Fl Caso o Agente Financeiro exija a análise econômica do empreendimento, o agente promotor/mutuário, na apresentação dos estudos e projetos e no encaminhamento das Solicitações de Financiamento referentes a "Implantação de Sistemas" e "Ampliação de Sistemas" devem apresentar a Avaliação Econômica do correspondente empreendimento quando se configurar pelo menos uma das situações a seguir relacionadas: a) a relação entre a metragem de rede a executar com o financiamento, e as correspondentes ligações a serem atendidas, de imediato, pelo projeto, for maior do que 20 m/lig. (vinte metros por ligação); b) as sondagens constantes do projeto apresentado demonstrarem grande incidência de rocha ou solo mole nos locais onde serão construídas as unidades dos sistemas. No caso de Abastecimento de Água: a) a extensão total de todas as adutoras de água bruta e de água tratada a serem construídas até o ano de saturação do sistema, ultrapassar a 20 Km (vinte quilômetros); b) a soma dos desníveis geométricos das adutoras por recalque do sistema, a serem construídas até o ano de saturação do sistema, ultrapassar a 150 m (cento e cinqüenta metros); No caso de Esgotamento Sanitário: a) a extensão total de todos os emissários de esgotos a serem construídas até o ano de alcance do projeto, ultrapassar a 8 Km (oito quilômetros); b) a profundidade dos coletores e interceptores a serem construídos for maior que 4 m (quatro metros). 2.1 Não será necessária apresentação da Avaliação Econômica nos casos em que, mesmo que a operação se enquadre nas condições do subitem anterior, já tenha sido aplicados mais de 50% de todos os recursos necessários à implantação de todos os componentes do sistema ou se destine a compor a contrapartida nacional, em empréstimos firmados com o BIRD ou BID, e que já tenham sido objeto de avaliação pelos mesmos. 3 Na apresentação da Avaliação Econômica do empreendimento, devem ser observadas as disposições indicadas a seguir: 3.1 A Avaliação Econômica do empreendimento deve ser realizada pelo método do Custo Incremental Médio de Longo Prazo (CIM), conforme definido nos Modelos 22 - Instrução para Elaboração e Apresentação do Projeto Básico por modalidade. Nota: A Avaliação econômica preliminar é aquela baseada em estimativas de custos quando do Estudo de Concepção do novo sistema, e a Avaliação econômica definitiva é aquela fundamentada em orçamento detalhado referente ao Projeto Básico. 3.2 Para o cálculo do CIM, devem ser sempre incluídos todos os investimentos complementares e todas as despesas de exploração incrementais, tais como despesas comerciais, administrativas, operação e manutenção do sistema até a saturação do mesmo São excluídos do cálculo do CIM, investimentos que beneficiam usuários atualmente servidos pelo sistema existente.

111 Manual de Fomento Fl As receitas operacionais indiretas dos serviços devem ser consideradas como custos negativos Os custos não incluem juros e amortizações da dívida, bem como depreciação No caso de sistemas integrados, o CIM deve ser calculado considerando todas as localidades beneficiadas. 3.3 Todos os valores monetários utilizados são referentes a uma mesma data e expressos em moeda corrente e legal. 3.4 Na Solicitação de Financiamento a Avaliação Econômica deve ser atualizada e encaminhada ao agente financeiro, verificando-se a satisfação das seguintes condições: a) a tarifa média de água da cidade (ou de cidade similar, em caso de implantação de um novo sistema) deve ser igual ou maior do que 75% do CIM, para cidades com população acima de habitantes no ano de elaboração dos estudos; b) a tarifa média de água da cidade (ou de cidade similar, em caso de implantação de um novo sistema) deve ser igual ou maior do que 60% do CIM, para cidades com população de até habitantes no ano de elaboração dos estudos Empreendimentos não enquadrados nessas condições devem ser reestudados, buscando-se padrões ou soluções mais apropriadas às características da população (soluções não convencionais) Não havendo condições de enquadramento nos itens acima, o agente financeiro dá conhecimento dos estudos econômicos e justificativas sociais especiais à Instância Colegiada Estadual que tomará as seguintes providências: Autoriza o agente financeiro a dar prosseguimento à operação na situação em que se encontra; Substitui o empreendimento por outro economicamente viável, conforme o presente. 3.5 Os critérios e rotinas para obtenção dos resultados econômicos, tais como cálculo da tarifa média, despesas com energia, pessoal, etc., devem constar em um capítulo do relatório da Avaliação Econômica, observando: 3.6 Devem ser apresentadas as informações referentes aos itens abaixo elencados: Nome (Estado, Cidade, Título do Projeto) Descrição do Projeto 1) Breve descrição quantificada das obras a serem realizadas até a saturação do sistema; 2) Capacidade atual do sistema existente (l/s); 3) Incremento de capacidade com as obras (l/s); 4) Capacidade total após as obras (l/s); 5) Potência instalada no sistema existente (CV); 6) Incremento de potência instalada com as obras (CV); 7) Potência instalada total após as obras (CV); 8) Capacidade do tratamento existente (l/s);

112 Fl ) Capacidade do tratamento a ser adicionada (l/s); 10) Extensão de rede existente (m); 11) Extensão de rede a ser construída (m); 12) Capacidade do armazenamento existente (m 3 ); 13) Capacidade do armazenamento a ser adicionada (m 3 ); 14) Número atual de ligações atendidas (ano 2000); 15) Número atual de economias atendidas (ano 2000); 16) População atendida na saturação do sistema existente (ano 2000); 17) População atual atendida (ano 2000); 18) População incremental média atendida (soma das populações anuais até a saturação do sistema dividido pelo número de anos correspondentes); 19) Porcentagem atual de ligações micromedidas; 20) Porcentagem atual de economias micromedidas 21) Volume micromedido/ligação/mês (m 3 /ligação/mês); obs.: excluir consumo industrial se for significativo 22) Volume micromedido/economia/mês (m 3 /economia/mês); obs.: excluir consumo industrial se for significativo 23) Percentagem do consumo industrial sobre o consumo total; 24) Nível de perdas = (volume produzido - volume consumido) / (volume produzido) x 100; 25) Produção "per capita" atual (l/hab. dia); 26) Produção "per capita" na época da saturação do sistema (l/hab. dia); 27) Consumo "per capita" (l/hab. dia) na saturação do sistema existente (sem racionamento de água); 28) Consumo "per capita" atual (incluída a população mal atendida, se houver); 29) Consumo "per capita" no início de operação do sistema projetado; 30) Consumo "per capita" na saturação do sistema projetado Custo do Projeto em Preços Constantes de (data): 1) Investimento inicial em ampliações; 2) Investimentos complementares em ampliações; 3) Investimentos em reformas e reabilitações Valores presentes de : 1) Despesas de explorações incrementais; 2) Investimentos em ampliações; 3) Receitas operacionais indiretas; 4) Custo total ( ); 5) Volume consumido incremental (m 3 ); 6) Volume faturável incremental (m 3 ); 7) População servida incremental Índices Econômicos: 1) População anual servida equivalente (valor do item 2.6.4, subitem 7, multiplicado pelo fator de anualidade para o período de vida útil do sistema, sendo 0,115 para 30 anos); 2) Investimento "per capita" : [Investimentos=(item 2.6.4, subitem 2) dividido pela população anual servida equivalente (item 2.6.5, subitem 1]; 3) Custo "per capita" : [Custo total=(item 2.6.4, subitem 4) dividido pela população anual servida equivalente (item 2.6.5, subitem 1];

113 Fl ) Custo incremental médio de longo prazo (em R$/m 3 ) = (custo total (item 2.6.4, subitem 4) dividido pelo volume consumido incremental (item 2.6.4, subitem 5); 5) Tarifa média atual (em R$/m 3 ); 6) Tarifa média atual (item 2.6.5, subitem 5) CIM (item 2.6.5, subitem 4) )

114 3.6.6 QUADROS DEMONSTRATIVOS Fl VALORES TOTAIS * ANO POPULAÇÃO URBANA POPULAÇÃO SERVIDA % SERVIDA VOLUME (10m 3 / ano) DESPESAS DE EXPLORAÇÃO ECONOMIAS PRODUZIDO CONSUMIDO FATURA pessoal ENERGIA ELÉTRICA OUTROS TOTAL * ( DESDE O ANO BASE ATÉ O ANO DE SATURAÇÃO ) VALORES INCREMENTAIS A N O POPULAÇÃO SERVIDA EXTENSÃO VOLUME DESPESAS REDE CONSUMIDO (10 3 EXPLORAÇÃO m 3 / (m) ANO) (a) DE Investimentos R$ REDE LIGAÇÕES E HIDRÔMETROS OUTROS * TOTAL (b) RECEITAS OPERACIONAIS INDIRETAS (c) CUSTO TOTAL (a + b - c) VALOR PRESENTE DOS CUSTOS (Cp) VALOR PRESENTE DOS VOLUMES CONSUMIDOS (Vp) CIM = (Cp)) (Vp) * TANTAS COLUNAS QUANTAS FOREM NECESSÁRIAS PARA DISCRIMINAR OS OUTROS COMPONENTES DO SISTEMA BALANÇO HÍDRICO POPULAÇÃO PERCENTUAL ECONOMIAS ATENDIDAS CONSUMO PRODUÇÃO (l/s) ANO URBANA (1) CRESC. (2) ATEND. ATENDIDA TOTAL % MEDIDAS m3 mes econ. MÉDIO TOTAL (l/s) PERDAS FÍSICAS % CAPACIDADE (A) REQUERID (B) A-B A. % OBS.: a) Se os consumos de determinadas categorias de economia não domiciliar forem significativos, tal como consumo industrial, deve ser apresentado um quadro discriminando os consumos por categoria; b) Registrar os dados de anos anteriores e a projeção correspondente ao período de alcance do projeto. (1) - Percentual de crescimento da população (2) - Percentual de Atendimento 8 TRABALHO SÓCIO-AMBIENTAL

115 Fl. 115 PROPOSTA PRELIMINAR PARA ANÁLISE DE VIABILIDADE SOCIO-AMBIENTAL PROGRAMA: MODALIDADE: IDENTIFICAÇÃO INSTITUCIONAL Município(caracterização sucinta): Mutuário e Agente promotor: Área Gestora do Trabalho Sócio-Ambiental (Secretaria, Diretoria, Coordenação, Companhia de Habitação ou Saneamento, com identificação do nome do responsável): Equipe Técnica Sócio-Ambiental disponível para o projeto: (número, formação, qualificação e experiência ): Nome e formação do Responsável Técnico pelo Projeto Sócio-Ambiental: Outros projetos sociais na área de intervenção: IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO Nome: Local: Objetivo do Empreendimento (físico e Sócio-Ambiental): Forma de Produção: TIPO DE INTERVENÇÃO Descrever o tipo de intervenção (habitação, melhorias, equipamentos comunitários, etc): Razões da priorização da área e da alternativa de intervenção: Informar se a solução proposta é a mais adequada à realidade local. Justificar: CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE INTERVENÇÃO Área de Origem Tempo, forma, origem e situação de ocupação/condição atual de moradia/material construtivo/condições sanitárias e ambientais/ predominante: Tipos de situação de risco: Características do entorno: Infra-estrutura existente e % atendimento(água, luz, esgoto, coleta de lixo, pavimentação...): Equipamentos Comunitários e grau de atendimento à demanda da população da área de intervenção: Informar se está estabilizada ou em expansão (em caso de estabilização se foi feito o congelamento da área de que forma e que estratégias estão sendo utilizadas para evitar o ingresso de novas famílias, inclusive se há participação da comunidade): Providências com relação às áreas desocupadas (em caso de reassentamento): Área Receptora (em casos de reassentamento) Local do Reassentamento: Número de famílias a serem reassentadas: Infra-estrutura existente na área e grau de atendimento à demanda: Equipamentos Comunitários ( os existentes e os previstos no projetos com grau de atendimento à demanda): Justificativa para o reassentamento: Condições de habitabilidade em relação à condição original:

116 CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO (indicar fonte/data) N.º de famílias: N.º de habitantes: N.º e % de famílias beneficiárias (separar por tipo de intervenção - unidade sanitária, fossa/filtro anaeróbio, ligação intradomiciliar etc.) N.º de famílias em situação de risco: Doenças mais freqüentes, especialmente as de veiculação hídrica: Índice e causas mais freqüentes da mortalidade infantil : Percentual de mulheres chefe da família: Renda familiar por faixa (até 1 SM, 1 a 2 SM...): Outros dados sobre a comunidade disponíveis no cadastro do mutuário ou do agente promotor julgados relevantes para a análise (ex: escolaridade, ocupação, etc) CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO COMUNITÁRIA Organizações comunitárias formais e informais e grau de representação perante à comunidade: Número de entidades lideradas por mulheres: Número e percentual de lideranças comunitárias residem na área: Entidades governamentais ou não governamentais presentes na área e os respectivos projetos desenvolvidos na comunidade: Informar o grau de conhecimento da população em relação ao projeto inclusive se há demanda formalizada junto ao mutuário ou ao agente promotor: Informar se está prevista a contrapartida da população beneficiária e de que forma (financeira, mão de obra): Informar a participação dos beneficiários na manutenção dos equipamentos comunitários quando previstos: Outras informações: PROPOSTA PRELIMINAR PARA O TRABALHO SOCIO-AMBIENTAL Especificar as estratégias de ações referentes à: DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO EDUCAÇÃO SANITÁRIA E AMBIENTAL CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL/GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA Custo total do projeto de trabalho Sócio-Ambiental: Custo por família beneficiária: Local e Data: Assinatura do Técnico Social Responsável Carimbo e Registro Profissional Fl. 116

117 8 - A - TRABALHO SOCIO AMBIENTAL Fl CONCEITO 1.1 É o conjunto de ações planejadas pelo mutuário ou pelo agente promotor, adequadas às características sócio-econômicas, históricas e culturais da população e da área de intervenção, com o intuito de promover a organização e o desenvolvimento comunitário assim como atender às demandas sociais existentes, em consonância com os objetivos do Programa. 1.2 O Trabalho Sócio-Ambiental é desenvolvido em operações do Programa. 2 ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS NA ANÁLISE SÓCIO-AMBIENTAL 2.1 Com base nas informações relativas aos projetos, objeto do pedido de financiamento, o profissional deve avaliar a exigibilidade da realização do trabalho sócio-ambiental para os casos em que tal ação não é obrigatória, levando-se em consideração os impactos gerados pela implantação do empreendimento Na análise da viabilidade social do empreendimento deve-se observar se as diretrizes, abaixo elencadas, foram consideradas na proposta de intervenção: a) atendimento aos pré-requisitos do Programa; b) atendimento às necessidades mínimas de habitabilidade na área de intervenção; c) adequação às características da população do Programa; d) adequação da área de intervenção do Programa; e) previsão de valores destinados ao trabalho técnico social; f) previsão de macro-ações sociais compatíveis com as características da população e da área de intervenção; g) levantamento dos equipamentos comunitários e serviços públicos disponíveis nas proximidades da área de intervenção e/ou receptora; i) previsão/levantamento de parcerias para a implementação da intervenção A manifestação do agente financeiro deve estar consignada em Relatório de Análise de Viabilidade Sócio-ambiental com parecer conclusivo Considerado o resultado positivo na análise de viabilidade social do empreendimento, o mutuário e o agente promotor deve ser orientado a apresentar Projeto de Trabalho Sócio-ambiental.

118 Fl Quando a elaboração do Projeto de Trabalho Sócio-ambiental for contratada junto a terceiros, o agente financeiro, mediante justificativa técnica do proponente, poderá autorizar, excepcionalmente, a celebração do contrato de financiamento e repasse, ficando condicionado o primeiro desembolso a apresentação do Projeto de Trabalho Sócio-ambiental acompanhado do contrato de prestação de serviços e da documentação referente aquela licitação O profissional deve manifestar-se de forma conclusiva ou preliminar sobre a viabilidade do empreendimento/projeto, de acordo com o nível de detalhamento das peças técnicas apresentadas. 3 DIRETRIZES GERAIS PARA ANÁLISE DO TRABALHO SÓCIO-AMBIENTAL 3.1 O trabalho sócio-ambiental tem como objetivo a sustentabilidade sócioeconômica e ambiental do empreendimento, incluindo a participação comunitária e educação ambiental, observadas as características do empreendimento e do perfil da população beneficiária. 3.2 O trabalho sócio-ambiental deve ser realizado nas modalidades abaixo relacionadas: a) Abastecimento de Água: quando o projeto envolver rede de distribuição e/ou ligação domiciliar de água, em localidades de baixa renda; b) Esgotamento Sanitário: quando o projeto envolver rede coletora de esgoto, particularmente nos sistemas condominiais, ligação domiciliar e intradomiciliar, instalações hidráulico-sanitárias domiciliares e nas soluções individuais de esgotamento sanitário, em localidades de baixa renda; c) Saneamento Integrado: quando o projeto envolver ações integradas de saneamento em áreas ocupadas por população de baixa renda onde esteja caracterizada a precariedade ou a inexistência de condições sanitárias mínimas; d)manejo de Resíduos Sólidos: quando os projetos envolverem erradicação de lixões, no caso de haver moradores e/ou catadores que vivam do lixo e implantação/ampliação de sistema de coleta seletiva, triagem e reciclagem; e) Sempre que houver a necessidade de reassentamento de famílias para a efetivação dos empreendimentos, devem ser apresentadas ações para esse fim no projeto de trabalho sócio-ambiental; f) Outras situações, conforme avaliação do gestor do produto. 3.3 Características do Projeto Para que os objetivos do trabalho sócio-ambiental sejam alcançados, deve ser elaborado um projeto específico visando desenvolver um conjunto de atividades de caráter informativo, educativo e de promoção social, compreendendo: a) realização de um mapeamento sócio-ambiental para identificar as características da área de abrangência do projeto, a fim de levantar demandas e potencialidades locais e estabelecer parcerias, contendo: a.1) as instituições que atuam com educação ambiental na região, experiências

119 Fl. 119 e programas de educação ambiental em desenvolvimento, conselhos, fóruns e colegiados existentes, redes e segmentos sociais, meios de comunicação etc.; a.2) diagnóstico situacional das doenças de veiculação hídrica para o monitoramento pré e pós-intervenção dos impactos na saúde das ações em saneamento; a.3) demais iniciativas de trabalho sócio-ambiental em andamento ou previstas na região; b) fomento à participação comunitária através do desenvolvimento de ações: reuniões, palestras, assembléias, campanhas educativas que estimulem e sensibilizem as lideranças comunitárias e a população beneficiária em geral, para participar do planejamento e implementação do empreendimento. c) estabelecimento e/ou fortalecimento das parcerias para a implementação e o pleno desenvolvimento de um trabalho participativo; c.1) Se já houver um arranjo institucional envolvido com ação de educação ambiental, o recurso poderá ser destinado a esse grupo para que desenvolva essa demanda; d) proposta de ações de mobilização social e educação ambiental, que envolva a comunidade beneficiada, tendo como referência os seguintes aspectos: d.1) formação e desenvolvimento de grupos que reflitam e discutam as questões sócio-ambientais locais, a necessidade do controle social e a importância do papel de cada ator na resolução dos problemas de saneamento e saúde. d.2) fortalecimento e/ou articulação de foros e colegiados, municipais e/ou regionais, que atuam em prol da sustentabilidade; d.3) confecção de material de apoio pedagógico e definição de estratégias de comunicação com finalidade educadora, envolvendo a produção e a divulgação de materiais e a utilização dos diversos meios de comunicação; d.4) formação de agentes/educadores ambientais locais; d.5) incentivo ao desenvolvimento de tecnologias sociais sustentáveis, resultantes do compartilhamento dos saberes popular e conhecimentos técnicos. 4 OBJETIVO GERAL d.5.1)entende-se como tecnologia social os produtos e/ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representam efetivas soluções de transformação social, segundo definição da Rede de Tecnologia Social (RTS). 4.1 O trabalho sócio-ambiental visa a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental do empreendimento, incluindo a participação comunitária seja na modalidade de estudos e projetos seja na implementação de empreendimentos das demais modalidades

120 Fl OBJETIVOS ESPECÍFICOS 5.1 Fomentar a manifestação dos beneficiários acerca do empreendimento em todas as etapas: definição, implantação e pós-ocupação. 5.2 Incentivar a mobilização da comunidade, implementando ações que visem potencializar a participação e a organização dos beneficiários. 5.3 Promover a capacitação em gestão comunitária, através da transferência de conhecimentos e habilidades, visando o adequado emprego de recursos na resolução de eventuais conflitos sociais e/ou institucionais suscitados durante a implantação do projeto e na pós-ocupação. 5.4 Incentivar a criação de novos hábitos e atitudes frente à apropriação, utilização e manutenção das obras e serviços implantados, especialmente quanto ao uso correto das instalações sanitárias. 5.5 Fomentar a participação ativa das comunidades na conservação e defesa do meio ambiente. 5.6 Incentivar ações adequadas à realidade sócio-econômica dos beneficiários, que favoreçam a geração de trabalho e renda, promovendo a melhoria econômicofinanceira da comunidade e sua conseqüente fixação na área. 6 ELABORAÇÃO DO PROJETO DE TRABALHO SÓCIO-AMBIENTAL 6.1 Considerado o resultado positivo na análise de viabilidade Sócio-Ambiental do empreendimento, o mutuário apresenta o Projeto de Trabalho Sócio-Ambiental, devidamente assinado pelo seu Responsável Técnico, conforme solicitação do agente financeiro. 6.2 O Projeto de Trabalho Sócio-Ambiental é de responsabilidade do mutuário em todas as etapas, podendo ser contratado Prestador de Serviços para sua elaboração e desenvolvimento, quando necessário A empresa contratada deve ter, preferencialmente, entre suas finalidades o trabalho Sócio-Ambiental junto a comunidades de baixa renda, comprovar capacidade técnica e condições para disponibilizar profissionais com formação em Serviço Social, Sociologia, Psicologia ou Pedagogia Em caso de terceirização dos serviços, o mutuário ou o agente promotor deve apresentar ao agente financeiro, o instrumento de prestação dos serviços. 6.3 O Projeto deve ser elaborado com base nas informações do diagnóstico Sócio- Ambiental e nas diretrizes do Programa, visando atingir os objetivos do Trabalho Sócio- Ambiental O projeto deve contemplar basicamente os itens de identificação, caracterização, justificativa, objetivos, metodologia, equipe técnica, composição dos custos e cronogramas de execução das atividades e de desembolso.

121 Fl IDENTIFICAÇÃO Na identificação deve ser informado: a) nome do mutuário, do agente promotor, do Prestador de Serviços (quando terceirizado) e do responsável técnico pelo desenvolvimento do Trabalho Sócio- Ambiental; b) área de intervenção/empreendimento; c) modalidade do empreendimento a ser viabilizado; d) forma de produção proposta; e) sistema de implantação; f) valores de investimento, empréstimo, contrapartida e Trabalho Sócio-Ambiental; g) prazo de obras e do Trabalho Sócio-Ambiental 6.5 CARACTERIZAÇÃO A caracterização deve conter os dados informados na documentação apresentada para a Análise da Viabilidade Sócio-Ambiental do Empreendimento, que possibilitem traçar o perfil da população e conhecer a área de intervenção, tais como: a) identificação da área de intervenção e do seu entorno com referência aos equipamentos comunitários e serviços em relação à distância e ao nível de atendimento à demanda; b) tempo e forma de ocupação da área e densidade populacional, informando se está em expansão ou estabilizada; c) descrição das habitações segundo à área, material construtivo, número de cômodos, serviços internos, condições sanitárias e ambientais, nível de adensamento, destino dos resíduos sólidos, etc; d) identificação das formas de organizações comunitárias existentes na área; e) identificação das entidades governamentais e não-governamentais com atuação na área com os respectivos projetos e o nível de participação da comunidade; f) histórico das conquistas da comunidade g) nível de conhecimento da comunidade em relação ao empreendimento; h) número de famílias/habitantes da área de intervenção; i) numero de famílias/habitantes a serem atendidas; j) número de famílias/habitantes em situação de risco; l) caracterização da população nos aspectos sócio-econômicos, históricos, culturais e políticos, identificando dentre outras as seguintes variáveis: renda, ocupação, escolaridade, composição familiar, tipo de residência e procedência, identificação dos chefes de família, doenças mais freqüentes, índice e causas da mortalidade infantil, entre outros; m) outras variáveis consideradas necessárias à análise do projeto. 6.6 JUSTIFICATIVA Descrição das razões que levaram o mutuário ou o agente promotor a eleger: a) determinada modalidade do Programa e sua conseqüente forma de produção para o atendimento das necessidades da população alvo; b) determinada proposta de intervenção Sócio-Ambiental e sua compatibilidade com os objetivos do Programa e com as características da comunidade beneficiária enfocando os resultados esperados.

122 Fl indicar o potencial do projeto a curto, médio e longo prazo para o fortalecimento da comunidade e da capacidade institucional dos agentes envolvidos. 6.7 OBJETIVOS Definição dos resultados esperados com o Trabalho Sócio-Ambiental, considerando: a) os objetivos do Programa; b) a modalidade do empréstimo contratado; c) a forma de produção escolhida; d) o sistema de implantação escolhido e das condições sanitárias e ambientais existentes; e) as características da comunidade e da área de intervenção; f) o nível de organização comunitária; g) os prazos previstos para a execução das obras e do Trabalho Sócio-Ambiental; h) os recursos disponíveis para a sua realização. 6.8 METODOLOGIA Conjunto de procedimentos metodológicos fundamentados em uma concepção teórica que norteia a execução do Trabalho Sócio-Ambiental e que contemplem: a investigação, o diagnóstico, a intervenção e a avaliação do objeto da ação Durante todo o processo devem ser considerados os seguintes princípios: Conhecimento significa desenvolver, em todas as etapas do projeto, um sistema de informações adequadas às características culturais da comunidade, através do qual a população beneficiada, conhece as possíveis intervenções e os agentes tomam conhecimento da dinâmica comunitária. Discussão significa a integração entre o saber popular e o saber técnico numa atitude dialógica onde agentes e comunidades discutam e reflitam sobre a realidade e dinâmica comunitária, bem como sobre a viabilidade técnica das intervenções. Proposição e decisão significa criar canais para que os agentes e comunidades proponham e decidam pelas formas de intervenção que, viáveis tecnicamente, sejam as que melhor venham a se adequar às características da comunidade. Responsabilidade significa o compromisso, por parte de agentes e população beneficiária quanto às suas funções no projeto, cabendo: a) aos agentes: fomentar os processos educativos; implantar empreendimentos adequados às características e dinâmicas da comunidade; garantir o funcionamento dos sistemas implantados e cobrar os valores pertinentes, conforme o estabelecido pelo Programa; b) à população beneficiária: participar do processo em todas as etapas; usar corretamente os sistemas e conservar os equipamentos e melhorias implantadas e pagar pelos serviços prestados Deve conter especificações quanto às etapas de trabalho, suas atividades, prazos de implementação, instrumentos e técnicas de intervenção, e avaliação com os indicadores de resultados e a documentação/registro do desenvolvimento dos trabalhos

123 Fl Além disso, deve ser apresentado o Cronograma de Desembolso do Trabalho Sócio- Ambiental e o Cronograma de Execução, que é a representação gráfica das etapas e respectivas atividades, com indicação dos prazos em que deverão ser realizadas O prazo de execução do Trabalho Sócio-Ambiental deve compreender o período que antecede a obra, de acordo com a realidade da comunidade e o porte do empreendimento, ser compatível com os prazos do cronograma físico e se estender após a conclusão das obras conforme a avaliação conjunta dos agentes envolvidos, visando o alcance dos objetivos pretendidos. 6.9 EQUIPE TÉCNICA A composição da Equipe Técnica responsável pela execução do Trabalho Sócio- Ambiental deve conter: a) nome, formação profissional, atribuição dos técnicos na equipe e número de horas dedicadas à execução do Projeto; b) apresentação dos Curriculum Vitae do Responsável Técnico e dos demais profissionais que compõem a Equipe A Equipe Técnica Sócio-Ambiental deve ser em número compatível com o volume e a complexidade do trabalho a ser realizado, e constituída por profissionais com experiência na área de Desenvolvimento Comunitário, Educação Sanitária e Ambiental e com formação em Serviço Social, Sociologia, Psicologia ou Pedagogia Caso o agente promotor terceirize os serviços, não fica dispensado da obrigatoriedade de ter em seu quadro um Responsável Técnico pela coordenação e acompanhamento do Trabalho Sócio-Ambiental com formação em Serviço Social, Sociologia, Psicologia ou Pedagogia A assinatura desse profissional deve constar do Projeto de Trabalho Sócio-Ambiental, independentemente da terceirização dos serviços COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS Deve ser apresentada composição de custos, observados os limites para cada modalidade dos Programas conforme tabela abaixo: VALOR MÁXIMO POR DOMICÍLIO R$ Saneamento Integrado 250, Nas demais modalidades, exceto estudos e projetos, o custo do trabalho Sócio- Ambiental, recomenda-se que seja um percentual entre 1% e 3% do investimento, de acordo com o porte do investimento e com o impacto ambiental e social que o empreendimento provocará na região de abrangência do projeto Para efeito de estabelecer o grau do impacto: a) Alto/Forte) - considera-se: intervenção em ambientes sensíveis ou que provoque (ou implique em) mudança significativa nas condições de vida da população beneficiada, influenciando as alterações de sua rotina cotidiana (no que tange a mudança de

124 Fl. 124 hábitos ou de padrões/tradições culturais); intervenção que demande atitudes novas por parte da população; b) Médio - intervenção cujas mudanças decorrentes no comportamento da população não ocasionem resistência ou estranhamento por parte desta; c) Baixo - intervenção que não chegue a provocar mudança no comportamento diário da população beneficiada, ou quando esse benefício for indireto, não influenciando em sua relação rotineira com o ambiente onde vive Deve conter a previsão dos gastos mensais, em consonância com o cronograma de execução definido, os objetivos traçados e a metodologia escolhida Os recursos devem ser utilizados tendo como parâmetros a realidade da comunidade, os prazos e as ações definidas no projeto Na Composição de Custos são permitidos, os seguintes gastos justificados pelo mutuário ou pelo agente promotor e aprovados pelo agente financeiro: a) pagamento dos salários e encargos sociais da equipe técnica, especificando a carga horária e o valor da hora trabalhada por profissional; b) material de consumo; c) serviços de terceiros; d) despesas com transporte, sendo vedada a manutenção e compra de veículos, até por intermédio leasing; e) despesas com alimentação e hospedagem, da Equipe Técnica, quando se tratar de deslocamento superior a 50 km; f) treinamento da equipe, necessários à implementação do projeto; g) despesas com investimentos, desde que considerados essenciais ao desenvolvimento dos trabalhos; h) custos com eventos e atividades comunitárias e/ou geradoras de renda relacionadas às ações para o alcance dos objetivos do projeto No caso de terceirização dos serviços, admite-se o pagamento de taxa de administração e acompanhamento ao prestador de serviço, limitado a até 2% (dois por cento) do custo total do Trabalho Sócio-Ambiental. 7 EXECUÇÃO DO PROJETO DE TRABALHO SÓCIO-AMBIENTAL 7.1 Durante todo o período de execução do Trabalho Sócio-Ambiental, o agente promotor deve encaminhar ao agente financeiro, Relatório Técnico Mensal, com vistas ao acompanhamento das atividades e ao desembolso da parcela contratual O Relatório Técnico Mensal deve conter as seguintes informações: a) atividades desenvolvidas no mês de referência; b) principais resultados obtidos; c) justificativa para as atividades previstas e não realizadas no mês de referência; d) justificativa, quando for o caso, dos desvios ocorridos, informando as providências adotadas; e) atividades previstas para o próximo período; f) avaliação da Equipe Técnica sobre o trabalho realizado;

125 Fl. 125 g) resultado da avaliação realizada pela comunidade sobre o trabalho desenvolvido na área, quando houver; h) documentos de sistematização/registro dos trabalhos desenvolvidos, tais como fotos, atas, fitas de vídeo, cartilhas, informativos, entre outros; i) descrição das despesas efetuadas; j) assinatura do Responsável Técnico O agente promotor deve responsabilizar-se formalmente pela legitimidade das despesas, bem como pela originalidade dos documentos comprobatórios, em se tratando de terceirização dos serviços De acordo com a periodicidade acordada entre o agente promotor e o Financeiro, esse relatório deve informar os indicadores estabelecidos na avaliação, contemplando a evolução das atividades em relação aos objetivos propostos, os principais resultados obtidos e os dificultadores apresentados no período Com a mesma periodicidade, a comunidade também deve realizar a avaliação das ações implementadas. 8 AVALIAÇÃO FINAL 8.1 Ao final, todos os agentes envolvidos, inclusive a comunidade beneficiada, devem avaliar o Trabalho Sócio-Ambiental executado, visando verificar se os objetivos propostos foram plenamente alcançados A avaliação deve ser subsidiada pelos indicadores de resultados apresentados no Projeto. 8.2 O agente promotor deve elaborar o Relatório Final do Trabalho Sócio-Ambiental contendo uma avaliação crítica do trabalho desenvolvido, contemplando, necessariamente, os seguintes aspectos: a) o resultado da avaliação realizada pela comunidade, sobre a efetividade do Projeto de Trabalho Sócio-Ambiental, suas ações e o impacto Sócio-Ambiental do empreendimento na área de intervenção; b) os resultados alcançados e sua correlação com os objetivos propostos pelo Projeto, subsidiados pelos indicadores de resultados; c) informações sobre as perspectivas de continuidade dos trabalhos ou início de novos projetos, após a o desligamento da Equipe Técnica, em função da mobilização, capacidade de organização, nível de autonomia e educação apresentados pela comunidade.

126 9 - RELATÓRIO SÍNTESE Fl. 126 N.º / DATA / / AGENTE TÉCNICO OPERACIONAL GIDUR/REDUR- (o preenchimento dos campos a seguir são de responsabilidade da GIDUR/REDUR) PROGRAMA MODALIDADE NORMAS BÁSICAS PROCESSO N.º NOME DO EMPREENDIMENTO LOCALIZAÇÃO OBJETIVO CARTA CONSULTA Data de Seleção: / / Publicada no DOU em / / AGENTES ENVOLVIDOS Mutuário: Agente Financeiro: Agente Promotor: Agente Garantidor: Agente Tec.Operacional: CNPJ: CNPJ: CNPJ: CNPJ: CNPJ:

127 Fl. 127 CONDIÇÕES BÁSICAS DA OPERAÇÃO Valor do Investimento (VI): R$ 100% Valor do Financiamento (VF): R$ % Valor da Contrapartida (CP): R$ % Recursos Próprios: R$ % Recursos de Terceiros: R$ % Prazo de Execução: Prazo de Carência: Prazo de Amortização: Taxa de Juros do Financiamento: Taxa de Risco de Crédito do A.F. Meses Meses Meses % a.a. % a.a. Sistema de Amortização: CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO A SER ATENDIDA População Urbana do Município: População beneficiária do empreendimento: famílias - habitantes Renda média por família: COMPLEMENTARIDADE COM OUTRAS AÇÕES A área já foi objeto de investimentos anteriores com recursos do FGTS? ( ) Sim ( ) Não Caso positivo, relacioná-los MANIFESTAÇÃO DA GIDUR NA QUALIDADE DE A.T.O. Assinatura do Gerente da GIDUR/REDUR

128 AGENTE FINANCEIRO: (o preenchimento dos campos a seguir são de responsabilidade do A.F.) Fl. 128 GARANTIAS Vinculação de receitas: Garantias reais: Garantias fidejussórias complementares: ASPECTOS LEGAIS DE AUTORIZAÇÃO Lei MUNICIPAL OU ESTADUAL n.º de / / Data da publicação no D.O.E. / / Resolução do Senado: Autorização da S.T.N: Registro no CADIP: ASPECTOS CADASTRAIS Proponente agente promotor ( ) Sem restrições ( ) Sem restrições ( ) Com restrições ( )Com restrições Junto a: CADIN/CADIP junto a: CADIN/CADIP OUTROS OUTROS Garantidor ( ) Sem restrições ( ) Com restrições Junto a: CADIN/CADIP OUTROS Observações: MANIFESTAÇÃO DO AGENTE FINANCEIRO Assinatura do representante legal AGENTE OPERADOR GIFUG ( o preenchimento dos campos a seguir são de responsabilidade da GIFUG) MANIFESTAÇÃO DA GIFUG: Assinatura do Gerente da GIFUG

129 Fl RELATÓRIO SÍNTESE ORIENTAÇÃO (CAIXA ATUANDO COMO AGENTE TÉCNICO OPERACIONAL) N.º / Preencher com numeração seqüencial DATA / / Informar a data de emissão do Relatório Síntese. AGENTE TÉCNICO OPERACIONAL Indicar o nome da GIDUR responsável pela análise prévia da operação de crédito, acrescido da Unidade da Federação. PROGRAMA Preencher com a identificação do Programa MODALIDADE Citar, dentre as modalidades abaixo, aquela(s) em que foi enquadrado o projeto: Modalidades do SETOR PÚBLICO Abastecimento de Água Esgotamento Sanitário Saneamento Integrado DI - Desenvolvimento Institucional Manejo de Águas Pluviais Manejo de Resíduos Sólidos Manejo de Resíduos da Construção e Demolição Preservação e Recuperação de Mananciais Estudos e Projetos Modalidades do SETOR PRIVADO Abastecimento de Água Esgotamento Sanitário DI - Desenvolvimento Institucional Manejo de Águas Pluviais Manejo de Resíduos Sólidos Manejo de Resíduos da Construção e Demolição Modalidades do SPE Abastecimento de Água Esgotamento Sanitário NORMAS BÁSICAS Relacionar os manuais normativos

130 PROCESSO N.º Citar o número do processo a que se refere o Relatório, acrescido dos dois últimos dígitos do ano correspondente à sua autuação. NOME DO EMPREENDIMENTO Informar o nome de identificação do empreendimento. LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO Citar a(s) área(s) ou o(s) bairro(s) que são beneficiado(s) com o empreendimento, bem como o(s) nome(s) do(s) município(s). OBJETIVO Informar o objetivo da operação, com descrição sucinta das obras e/ou serviços a serem realizados. CARTA CONSULTA Informar a data de seleção da operação pela SEDU/PR e a data de sua publicação no Diário Oficial do Estado. AGENTES ENVOLVIDOS Mutuário Citar o nome e o CNPJ do tomador do financiamento. No caso do tomador ser a administração direta, o mutuário deve ser denominado Município de ou Estado de, não sendo apropriado o uso das expressões "Prefeitura Municipal" ou "Governo do Estado". Agente Financeiro/Agente Promotor/Agente Garantidor / Agente Tec. operacional Informar o nome completo e a sigla, bem como o CNPJ. CONDIÇÕES BÁSICAS DA OPERAÇÃO Valor do Investimento (VI) Indicar o custo total do empreendimento que deve corresponder à soma dos valores do financiamento e da contrapartida. Participação percentual: pré-impresso Valor do Financiamento (VF) Informar o valor dos recursos do FGTS a serem alocados ao empreendimento Participação percentual: indicar a relação percentual entre o valor do financiamento e o do investimento. Valor da Contrapartida (CP) Indicar o valor correspondente à participação do mutuário no empreendimento, que pode ser composta de recursos próprios ou de terceiros. Participação percentual: indicar a relação percentual entre o valor da contrapartida e o do investimento. Fl. 130

131 Fl. 131 Recursos Próprios Indicar o montante de recursos próprios do mutuário a serem alocados ao empreendimento. Participação percentual: indicar a relação percentual entre o valor dos recursos próprios e o do investimento. Recursos de Terceiros Indicar, quando for o caso, o montante de recursos de terceiros, incluídos aqueles obtidos junto a Organismos Multilaterais. Participação percentual: indicar a relação percentual entre o valor dos recursos de terceiros e o do investimento. Prazo de Execução Informar, em meses, o prazo de execução das obras e do Trabalho Sócio-Ambiental, nas modalidades que o prevêem. Prazo de Carência Indicar, em meses, o prazo de carência da operação. Prazo de Amortização Indicar, em meses, o prazo de amortização do financiamento. Taxa de Juros do Financiamento Informar a taxa de juros da operação. Sistema de Amortização Utilizar, preferencialmente, o Sistema de Amortização Constante SAC, podendo ser utilizado o SFA Tabela Price. Risco de Crédito Taxa variável de 0,2 a 14,4% ao ano, incidente sobre o saldo devedor, informada no contrato de abertura de crédito com o agente financeiro. CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO A SER ATENDIDA População Urbana do Município Informar a população urbana do município constante do último censo demográfico do IBGE ou da previsão estimada pelo IBGE. População beneficiária do empreendimento Informar o número de famílias e de habitantes que são beneficiados diretamente com o empreendimento. Renda média por família Informar a renda mensal média da população a ser atendida, quantificando-a em salários mínimos. Exemplo: 01 S.M., 03 S.M., etc.

132 Fl. 132 COMPLEMENTARIDADE COM OUTRAS AÇÕES Informar se a área já foi ou não objeto de investimento com recursos do FGTS, relacionando, em caso positivo, os empreendimentos implementados.

133 9-A - RELATÓRIO SÍNTESE Fl. 133 N.º / DATA / / AGENTE FINANCEIRO- (o preenchimento dos campos a seguir são de responsabilidade do A.F.) PROGRAMA MODALIDADE NOME DO EMPREENDIMENTO LOCALIZAÇÃO OBJETIVO CARTA CONSULTA Data de Seleção: / / AGENTES ENVOLVIDOS Mutuário: Agente Financeiro: Agente Promotor: Agente Garantidor: Publicada no DOU em / / CNPJ: CNPJ: CNPJ: CNPJ: CONDIÇÕES BÁSICAS DA OPERAÇÃO Valor do Investimento (VI): R$ 100% Valor do Financiamento (VF): R$ % Valor da Contrapartida (CP): R$ % Recursos Próprios: R$ % Recursos de Terceiros: R$ % Prazo de Execução: Prazo de Carência: Prazo de Amortização: Taxa de Juros do Financiamento: Sistema de Amortização: Meses Meses Meses % a.a.

134 Fl. 134 CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO A SER ATENDIDA População Urbana do Município: População beneficiária do empreendimento: famílias - habitantes Renda média por família: COMPLEMENTARIDADE COM OUTRAS AÇÕES A área já foi objeto de investimentos anteriores com recursos do FGTS? Sim Caso positivo, relacioná-los Não GARANTIAS Vinculação de receitas: Garantias reais: Garantias fidejussórias complementares: ASPECTOS LEGAIS DE AUTORIZAÇÃO Lei MUNICIPAL OU ESTADUAL n.º de / / Data da publicação no D.O.E. / / Resolução do Senado: Autorização da S.T.N: Registro no CADIP: ASPECTOS CADASTRAIS Proponente agente promotor ( ) Sem restrições ( ) Sem restrições ( ) Com restrições ( ) Com restrições Junto a: CADIN/CADIP junto a: CADIN/CADIP OUTROS OUTROS Garantidor ( ) Sem restrições ( ) Com restrições Junto a: CADIN/CADIP OUTROS Observações:

135 Fl. 135 MANIFESTAÇÃO DO AGENTE FINANCEIRO Assinatura do representante legal

136 Fl A - RELATÓRIO SÍNTESE ORIENTAÇÃO (CAIXA NÃO ATUANDO COMO AGENTE TÉCNICO OPERACIONAL) N.º / Preencher com numeração seqüencial DATA / / Informar a data de emissão do Relatório Síntese. AGENTE FINANCEIRO Indicar o nome do A.F. responsável pela análise prévia da operação de crédito, acrescido da Unidade da Federação. PROGRAMA Preencher com a identificação do Programa MODALIDADE Citar, dentre as modalidades abaixo, aquela(s) em que foi enquadrado o projeto: Modalidades do SETOR PÚBLICO Abastecimento de Água Esgotamento Sanitário Saneamento Integrado DI - Desenvolvimento Institucional Manejo de Águas Pluviais Manejo de Resíduos Sólidos Manejo de Resíduos da Construção e Demolição Preservação e Recuperação de Mananciais Estudos e Projetos Modalidades do SETOR PRIVADO Abastecimento de Água Esgotamento Sanitário DI - Desenvolvimento Institucional Manejo de Águas Pluviais Manejo de Resíduos Sólidos Manejo de Resíduos da Construção e Demolição Modalidades do SPE Abastecimento de Água Esgotamento Sanitário NOME DO EMPREENDIMENTO Informar o nome de identificação do empreendimento.

137 Fl. 137 LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO Citar a(s) área(s) ou o(s) bairro(s) que são beneficiado(s) com o empreendimento, bem como o(s) nome(s) do(s) município(s). OBJETIVO Informar o objetivo da operação, com descrição sucinta das obras e/ou serviços a serem realizados. CARTA CONSULTA Informar a data de seleção da operação pela SEDU/PR e a data de sua publicação no Diário Oficial do Estado. AGENTES ENVOLVIDOS Mutuário Citar o nome e o CNPJ do tomador do financiamento. No caso do tomador ser a administração direta, o mutuário deve ser denominado Município de ou Estado de, não sendo apropriado o uso das expressões "Prefeitura Municipal" ou "Governo do Estado". Agente Financeiro/Agente Promotor/Agente Garantidor / Informar o nome completo e a sigla, bem como o CNPJ. CONDIÇÕES BÁSICAS DA OPERAÇÃO Valor do Investimento (VI) Indicar o custo total do empreendimento que deve corresponder à soma dos valores do financiamento e da contrapartida. Participação percentual: pré-impresso Valor do Financiamento (VF) Informar o valor dos recursos do FGTS a serem alocados ao empreendimento Participação percentual: indicar a relação percentual entre o valor do financiamento e o do investimento. Valor da Contrapartida (CP) Indicar o valor correspondente à participação do mutuário no empreendimento, que pode ser composta de recursos próprios ou de terceiros. Participação percentual: indicar a relação percentual entre o valor da contrapartida e o do investimento. Recursos Próprios Indicar o montante de recursos próprios do mutuário a serem alocados ao empreendimento.

138 Fl. 138 Participação percentual: indicar a relação percentual entre o valor dos recursos próprios e o do investimento. Recursos de Terceiros Indicar, quando for o caso, o montante de recursos de terceiros, incluídos aqueles obtidos junto a Organismos Multilaterais. Participação percentual: indicar a relação percentual entre o valor dos recursos de terceiros e o do investimento. Prazo de Execução Informar, em meses, o prazo de execução das obras e do Trabalho Sócio-Ambiental, nas modalidades que o prevêem. Prazo de Carência Indicar, em meses, o prazo de carência da operação. Prazo de Amortização Indicar, em meses, o prazo de amortização do financiamento. Taxa de Juros do Financiamento Informar a taxa de juros da operação. Sistema de Amortização Utilizar, preferencialmente, o Sistema de Amortização Constante SAC, podendo ser utilizado o SFA Tabela Price. CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO A SER ATENDIDA População Urbana do Município Informar a população urbana do município constante do último censo demográfico do IBGE ou da previsão estimada pelo IBGE. População beneficiária do empreendimento Informar o número de famílias e de habitantes que são beneficiados diretamente com o empreendimento. Renda média por família Informar a renda mensal média da população a ser atendida, quantificando-a em salários mínimos. Exemplo: 01 S.M., 03 S.M., etc. COMPLEMENTARIDADE COM OUTRAS AÇÕES Informar se a área já foi ou não objeto de investimento com recursos do FGTS, relacionando, em caso positivo, os empreendimentos implementados. GARANTIAS As previstas na legislação do FGTS.

139 Fl. 139 Vinculação de receitas Citar a(s) receita(s) oferecida(s) e aceita(s) para garantir a operação. Exemplo: vinculação de cota-parte do FPE, no caso de estados, vinculação de cota-parte do FPM e de parcelas do ICMS no caso de municípios, e receita tarifária no caso de Cias. de Saneamento e Assemelhados. Garantias reais Caracterizar o(s) bem(ns) oferecido(s) e aceito(s) para garantir a operação. Garantias fidejussórias complementares Especificar a(s) garantia(s) oferecida(s) complementarmente às garantias acima mencionadas, se for o caso. ASPECTOS LEGAIS DE AUTORIZAÇÃO Informar o(s) número(s) e data(s) da(s) Lei(s) que autoriza(m) o proponente a contrair/garantir o financiamento. Informar, quando for o caso, o n o e data Resolução do Senado Federal que está amparada a operação, bem como o ato ou ofício de autorização da STN e número do registro no CADIP do BACEN. ASPECTOS CADASTRAIS Assinalar a existência ou não de restrições cadastrais em nome de cada Agente elencado, indicando, caso haja situação de inadimplência, o valor do débito, o órgão credor, devendo ser observados, especialmente, débitos com o FGTS, o INSS e a Receita Federal. Deve ser verificada a situação dos Agentes/Entidades envolvidas na operação junto ao CADIN. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE FINANCEIRO Espaço reservado à manifestação Do A.F., que deve conter: informações conclusivas sobre as análises técnicas e operacionais do pedido de financiamento, acrescido dos seguintes aspectos: - tradição e desempenho do Proponente e do agente promotor, quanto a empreendimentos anteriores e/ou em andamento, inclusive quanto ao retorno dos financiamentos; outras informações consideradas relevantes para a aprovação da operação; opinamento claro e conclusivo sobre a concessão do financiamento; assinaturas sob carimbo do Gerente de Filial da GIDUR.

140 Fl B - RELATÓRIO SÍNTESE ALTERAÇÃO DE METAS FÍSICAS N.º / DATA / / REPRESENTAÇÃO REGIONAL DO AGENTE OPERADOR (CAIXA-GIFUG/UF) PROGRAMA MODALIDADE NORMAS BÁSICAS PROCESSO N.º NOME DO EMPREENDIMENTO LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO AGENTES ENVOLVIDOS Mutuário: Agente Financeiro: Agente Promotor: CNPJ: CNPJ: CNPJ: OBJETIVO COMPOSIÇÃO DO INVESTIMENTO Valor do Investimento (VI): R$ 100% Valor do Financiamento (VF): R$ % Valor da Contrapartida (CP): R$ %

141 Fl. 141 CONDIÇÕES BÁSICAS DA OPERAÇÃO EM VIGOR Prazo de Execução: meses Prazo de Carência: Prazo de Amortização: meses meses CONDIÇÕES BÁSICAS DA OPERAÇÃO COM AS ALTERAÇÕES PROPOSTAS Prazo de Execução: Prazo de Carência: Prazo de Amortização: meses meses meses ASPECTOS CADASTRAIS Proponente agente promotor ( ) Sem restrições ( ) Sem restrições ( ) Com restrições ( ) Com restrições Avaliação de Risco do agente financeiro: Conceito: Data da realização: MANIFESTAÇÃO DO AGENTE FINANCEIRO Em / / REPRESENTANTE DO AGENTE FINANCEIRO MANIFESTAÇÃO DO AGENTE OPERADOR Em / / REPRESENTANTE DO AGENTE OPERADOR

142 9 - B - RELATÓRIO SÍNTESE - PARA ALTERAÇÃO DE METAS FÍSICAS (ORIENTAÇÃO) Fl. 142 N.º / Preencher com numeração seqüencial e própria do agente financeiro, acrescida dos dois últimos dígitos do ano. Ex.: n.º 001/00. DATA / / Informar a data de emissão do Relatório Síntese. REPRESENTAÇÃO REGIONAL DO AGENTE OPERADOR (CAIXA GIFUG/UF) Indicar o nome da Gerência de Filial do FGTS responsável pela análise prévia da operação de crédito, acrescido da Unidade da Federação. PROGRAMA Preencher com a identificação do Programa MODALIDADE Citar, dentre as modalidades abaixo, aquela(s) em que foi enquadrado o projeto: Modalidades do SETOR PÚBLICO Abastecimento de Água Esgotamento Sanitário Saneamento Integrado DI - Desenvolvimento Institucional Manejo de Águas Pluviais Manejo de Resíduos Sólidos Manejo de Resíduos da Construção e Demolição Preservação e Recuperação de Mananciais Estudos e Projetos Modalidades do SETOR PRIVADO Abastecimento de Água Esgotamento Sanitário DI - Desenvolvimento Institucional Manejo de Águas Pluviais Manejo de Resíduos Sólidos Manejo de Resíduos da Construção e Demolição Modalidades do SPE Abastecimento de Água Esgotamento Sanitário PROCESSO N.º Citar o número do processo a que se refere o Relatório, acrescido dos dois últimos dígitos do ano correspondente à sua autuação. NOME DO EMPREENDIMENTO

143 Informar o nome de identificação do empreendimento. LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO Citar a(s) área(s) ou o(s) bairro(s) que são beneficiado(s) com o empreendimento, bem como o(s) nome(s) do(s) município(s). AGENTES ENVOLVIDOS Mutuário Citar o nome do tomador do financiamento. agente financeiro Informar o nome completo e a sigla. Agente Promotor Informar o nome completo e a sigla. OBJETIVO Informar o objetivo da operação, com descrição sucinta das obras e/ou serviços a serem realizados. COMPOSIÇÃO DO INVESTIMENTO Valor do Investimento (VI) Indicar o custo total do empreendimento. Valor do Financiamento (VF) Informar o valor dos recursos do FGTS a serem alocados ao empreendimento e a participação percentual. Valor da Contrapartida (CP) Valor correspondente à participação do mutuário no empreendimento e a participação percentual. CONDIÇÕES BÁSICAS DA OPERAÇÃO EM VIGOR Prazo de Execução Informar, em meses, o prazo de execução das obras e do Trabalho Sócio-Ambiental, nas modalidades que o prevêem. Prazo de Carência Indicar, em meses, o prazo de carência da operação. Prazo de Amortização Indicar, em meses, o prazo de amortização do financiamento. CONDIÇÕES BÁSICAS DA OPERAÇÃO COM AS ALTERAÇÕES PROPOSTAS Prazo de Execução Informar, em meses, o prazo de execução das obras e do Trabalho Sócio-Ambiental, nas modalidades que o prevêem. Prazo de Carência Fl. 143

144 Indicar, em meses, o prazo de carência da operação. Fl. 144 Prazo de Amortização Indicar, em meses, o prazo de amortização do financiamento. ASPECTOS CADASTRAIS Assinalar a existência ou não de restrições cadastrais em nome de cada Agente elencado, indicando, caso haja situação de inadimplência, o valor do débito, o órgão credor, devendo ser observados, especialmente, débitos com a CAIXA e o FGTS, bem como a situação cadastral junto ao CADIN. Informar o conceito da avaliação de risco do agente financeiro e a data de sua realização. Se a análise do risco do agente financeiro estiver com prazo expirado, a GIFUG pode aprovar a alteração de metas físicas, condicionando que o encaminhamento pelo agente financeiro da documentação necessária para essa análise deve ocorrer no prazo de até 60 (sessenta) dias após a aprovação da alteração. Decorrido esse prazo, os desembolsos para o empreendimento serão suspensos até a regularização da situação. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE FINANCEIRO Espaço reservado à manifestação do agente financeiro, que deve conter: informações conclusivas sobre as análises técnicas e operacionais efetuadas pelos técnicos do agente financeiro, citando inclusive os números dos pareceres emitidos; outras informações consideradas relevantes para a aprovação da operação; opinamento claro e conclusivo sobre a concessão do financiamento; assinaturas sob carimbo do representante legal do agente financeiro, ou do(s) técnico(s) responsáveis por essa manifestação. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE OPERADOR Espaço reservado à manifestação do Agente Operador GIFUG, que deve abordar de forma conclusiva sobre a viabilidade da operação, promovendo sua aprovação, se for o caso. OBSERVAÇÕES FINAIS 1) A responsabilidade pelo preenchimento do Relatório Síntese e pela consistência dos dados transcritos é do agente financeiro que deve rubricar todas as folhas. 2) À exceção da primeira página, devem constar no cabeçalho de cada folha a numeração seqüencial e o número do Relatório Síntese.

145 Fl SOLICITAÇÃO DE ALTERAÇÃO CONTRATUAL Ao Agente Financeiro Endereço: 1 Informamos que a justificativa e os elementos técnicos anexos à presente solicitação foram analisados e aprovados, sem restrições, por esta Instituição. Local, de 200 (Ass) Técnico Responsável - agente promotor Nome: Cargo: Matrícula no Conselho Profissional: De acordo (Ass) Representante Legal do agente promotor Nome: Cargo:

146 11 - QUADRO COMPARATIVO DE ITENS DE INVESTIMENTO NOME DO EMPREENDIMENTO: MUTUÁRIO: N.º DO CONTRATO: DATA DA ASSINATURA: / / VALOR DO INVESTIMENTO: R$ VALOR DO FINANCIAMENTO: R$ VALOR DESEMBOLSADO: R$ % EXECUTADO DE OBRA: Manual de Fomento QUADRO COMPARATIVO DE ITENS DE INVESTIMENTO ORIGINAL PROPOSTO ITEM DISCRIMINAÇÃO UNIDADE QUANTIDADEVALOR VALOR UNIDADE QUANTIDADE VALOR VALOR UNITÁRIO TOTAL UNITÁRIO TOTAL Fl. 146 TOTAL - EM CASO DE ITENS NÃO PREVISTOS NO PROJETO ORIGINAL, OS PREÇOS SÃO COMPATÍVEIS COM OS PRATICADOS NO MERCADO? SIM NÃO 1 - A Coluna Discriminação deve ser apresentada conforme discriminado no Q.C.I. 2 - Nos valores devem estar incluídas as contrapartidas correspondentes. 3 - Caso algum item não apresente alteração do valor aprovado, este deve ser repetido na coluna proposto. 4 - Os valores devem ser expressos em R$ (reais) 5 - Utilize quantas folhas forem necessárias LOCAL E DATA ASSINATURA COM IDENTIFICAÇÃO DO RESPONSÁVEL

147 12 - FORMALIZAÇÃO DE ALTERAÇÃO CONTRATUAL - CARTA REVERSAL Fl. 147 CARTA REVERSAL N º Data / / Ao Mutuário Endereço: Assunto: (Indicar o tipo de Alteração). 1 Com referência ao expediente, desse (mutuário), informamos, pelo presente, que o Agente Operador procedeu a (1) relativo ao contrato (2) de / /, destinado a (3) na(s) cidade(s) (4). 2 Remetemos, em anexo, para os devidos fins, os novos elementos reprogramados, em substituição aos anteriormente aprovados. Atenciosamente, Agente Financeiro - Assinatura e Carimbo (Funcionário Credenciado) (1) Indicar os elementos reprogramados em função do pedido. (2) Número do contrato e a data da assinatura. (3) Indicar o objetivo do contrato. (4) Indicar o nome que identifica o contrato. OBS.: Quando o pleito não for plenamente atendido, o presente de Carta Reversal deve ser adaptado de forma a exigir resposta formal do mutuário concordando com as alterações autorizadas pelo Agente Operador

148 13 - BOLETIM DE MEDIÇÃO - BM 1 Fl. 148 Programa: Empreendimento: Modalidade: N.º BM: Data emissão: / / Agente Financeiro: Mutuário: Início da obra: / / Agente Promotor: Término da obra: / / Contratada: Localização: Data do CTEF: N.º do CTEF: Valor do CTEF: Objetivo: Período de: / / a / / Discriminação dos Serviços Previsto Custo Quantidades Orçam. Executado Desvio % Unitário do Orçamento Unid. Custo Quanti- Custo Atualizado Atualizadas Atualizado QP- CP- QA-Quant. CA-Custo Financeiro Quant. Custo Unitário dade Total Período Período Acumul. Acumulado TOTAL Local/Data: ASSINATURA DO AGENTE PROMOTOR/mutuário - N.º CREA

149 14 - BOLETIM DE MEDIÇÃO - BM 2 Programa: Empreendimento: Agente Financeiro: Mutuário: Agente Promotor: Contratada: Localização: Data do CTEF: N º DO CTEF: Objetivo: Modalidade: N º BM: Data emissão: / / Início da obra: / / Término da obra: / / Valor do CTEF: Período de: / / a / / Manual de Fomento DISCRIMINAÇÃO DOS CUSTO QUANTIDADE FINANCEIRO SERVIÇOS DO UN UNITÁRIO ORÇAMENTO Previsto Medido no Acumulado Previsto Medido no Acumulado Desvio período incluindo o período incluindo o (%) Período Período Fl. 149 TOTAL Local/data: Ass. Resp. pelo agente promotor

150 Fl e 14 - BM - ORIENTAÇÃO 1 OBJETIVO 1.1 Documento elaborado pelo agente promotor responsável pela fiscalização e gerenciamento dos empreendimentos, como objetivo de informar ao agente financeiro, de forma discriminada, as obras/serviços, materiais ou equipamentos, quantidades e valores respectivos, objetos de medição, previstos contratualmente, além de identificar eventuais desvios decorrentes da defasagem de quantitativos ou outros fatores que possam prejudicar o cumprimento das metas físicas e objetivos contratuais Em função do porte e complexidade do empreendimento, será definido pelo agente promotor e agente financeiro, o tipo de BM a ser utilizado no acompanhamento das obras financiadas, podendo ser utilizado o 16 ou PERIODICIDADE - Mensal. 3 INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO ( 16 ) Deve ser preenchido um BM para cada CTEF componente do empreendimento. Para as obras/serviços a serem licitados consignar, após a descrição do objeto da medição. o termo "A CONTRATAR". 3.1 IDENTIFICAÇÃO DO FORMULÁRIO Programa: Nome do programa objeto do contrato. EX:. Modalidade: Nome da modalidade objeto do contrato entre o agente financeiro e o agente promotor. N.º do BM: Número seqüencial da medição. Emissão do BM : Data de emissão Tipo de Empreendimento: Tipo de intervenção proposta agente financeiro: Nome do agente financeiro. mutuário: Nome do mutuário. agente promotor: Nome do agente promotor. Início da Obra: Data do início oficial da obra constante do CTEF. Término da Obra: Data prevista para o final da obra prevista no CTEF. Contratada: Nome da empresa contratada.

151 Fl. 151 Localização: Rua, quadra, bairro, cidade, município e estado onde será executado o empreendimento. Data do CTEF: Data da assinatura do Contrato de Execução e Fornecimento. Número do CTEF: Número identificador do CTEF. Valor do CTEF: Valor em Real do CTEF. Objetivo: descrever o objetivo do CTEF. Período: informar o período de referência do Boletim de Medição. 3.2 DISCRIMINAÇÃO DAS INFORMAÇÕES DO FORMULÁRIO O Boletim é preenchido com os itens constantes do orçamento vigente, devendo ser mantidos os mesmos itens e serviços do Quadro de Composição de Investimento CAMPO - DISCRIMINAÇÃO DOS SERVIÇOS DO ORÇAMENTO: Preenchido com a descrição dos serviços, conforme a planilha vigente/quadro de Composição de Investimento CAMPO - PREVISTO: Preenchido com os dados da planilha contratual (planilha de licitação). CAMPO - UNIDADE: Preenchido com as unidades dos serviços previstos da planilha contratual. CAMPO - CUSTO UNITÁRIO: Preenchido com os preços unitários dos serviços descritos, constantes da planilha contratual. CAMPO - QUANTIDADE: Preenchido com as quantidades constantes na planilha contratual. CAMPO - CUSTO TOTAL: Preenchido com o produto resultante dos campos custo unitário "versus" quantidade. CAMPO - CUSTO UNITÁRIO ATUALIZADO: Preenchido com os preços unitários dos itens de serviços revisados e/ou incluídos quando não previstos na planilha contratual CAMPO - QUANTIDADES ATUALIZADAS: Preenchido com as quantidades revisadas e/ou incluídas quando não previstas na planilha contratual CAMPO - ORÇAMENTO ATUALIZADO: Preenchido com o produto resultante do custo unitário atualizado "versus" quantidade atualizada.

152 Fl CAMPO - EXECUTADO: Preenchido com os dados da medição, conforme a seguir: CAMPO - Q.P. / QUANTIDADE NO PERÍODO: Preenchido com as quantidades executadas no período de referência. CAMPO - C.P. / CUSTO NO PERÍODO: Preenchido com produto resultante da coluna Q.P. (quantidade no período) multiplicado pelo custo unitário. CAMPO - Q.A / QUANTIDADE ACUMULADA: Preenchido com as quantidades executadas acumuladas, incluindo o período. CAMPO - C.A / CUSTO ACUMULADO: Preenchido com os valores executados acumulados, incluindo o período CAMPO - DESVIO FINANCEIRO %: Preenchido, para cada item, com o resultado da subtração do Orçamento Atualizado menos o Total previsto, dividido pelo Total previsto em termo percentual RODAPÉ: Preenchido com a data, identificação e assinaturas do responsável pela fiscalização do agente promotor/mutuário, com fornecimento do número de inscrição no CREA. 4 INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO ( 17) Deve ser preenchido um BM para cada CTEF componente do empreendimento. Para as obras/serviços a serem licitados, consignar, após a descrição do objeto da medição o termo, "A CONTRATAR". 4.1 IDENTIFICAÇÃO DO FORMULÁRIO Programa: Nome do programa objeto do contrato. EX:. Modalidade: Nome da modalidade objeto do contrato entre o agente financeiro e o agente promotor. N.º do BM: Número seqüencial da medição. Emissão do BM : Data de emissão Tipo de Empreendimento: Tipo de intervenção proposta agente financeiro: Nome do agente financeiro. mutuário: Nome do mutuário. agente promotor: Nome do agente promotor.

153 Fl. 153 Início da Obra: Data do início oficial da obra constante do CTEF. Término da Obra: Data prevista para o final da obra prevista no CTEF. Contratada: Nome da empresa contratada. Localização: Rua, quadra, bairro, cidade, município e estado onde será executado o empreendimento. Data do CTEF: Data da assinatura do Contrato de Execução e Fornecimento. Número do CTEF: Número do CTEF. Valor do CTEF: Valor em Real do CTEF. Objetivo: preencher com o objetivo do CTEF. Período: preencher com o período de referência do Boletim de Medição. 4.2 DISCRIMINAÇÃO DAS INFORMAÇÕES DO FORMULÁRIO Este Boletim é preenchido com os itens constantes do orçamento vigente, devendo ser mantidos os mesmos itens e serviços do Quadro de Composição de Investimento CAMPO - UNIDADE: Preenchido com as unidades dos serviços previstos na planilha contratual CAMPO - CUSTO UNITÁRIO: Preenchido com os preços unitários dos serviços descritos, constantes da planilha contratual CAMPO QUANTIDADE CAMPO - PREVISTO: Preenchido com os dados da planilha contratual (planilha de licitação). CAMPO MEDIDO NO PERÍODO: Preenchido com as quantidades executadas no período de referência. CAMPO ACUMULADO INCLUINDO O PERÍODO: Preenchido com as quantidades executadas acumuladas, incluindo o período CAMPO FINANCEIRO CAMPO - PREVISTO: Preenchido com os dados da planilha contratual (planilha de licitação). CAMPO MEDIDO NO PERÍODO Preenchido com os valores medidos no período de referência.

154 Fl. 154 CAMPO ACUMULADO INCLUINDO O PERÍODO Preenchido com os valores acumulados, incluindo o período de referência. CAMPO - DESVIO (%) Preenchido, para cada item, com o resultado da subtração do orçamento atualizado menos o total previsto, dividido pelo total previsto em termo percentual RODAPÉ Datar e assinar

155 15 - RESUMO DO EMPREEDIMENTO - RE Fl. 155 Programa: Modalidade: Tipo de Empreendimento: Mutuário: Agente Promotor: Tipo de Empreendimento: Agente Financeiro: Valor de Financiamento: Objetivo: Valor de Investimento: Número do Contrato: Data de Assinatura: Número do RE: Período/referência: Item Descriminação Peso Valores Financeiros Indicadores Gerenciais - % % Previstos CT Licitados Atualizados Projetados Medidos no Período Contrapartida Medidos Acumulados Previst Financeiro Físico Obj. Cont. TOTAL OBRAS TOTAL OUTROS ITENS TOTAL GERAL CONTRAPARTIDA TOTAL ATÉ O PERÍODO Observações Gerais: ANTERIOR TOTAL ACUMULADO Atestamos que: 1 A fiscalização das obras e/ou serviços que compõem o empreendimento foi realizada com base nas normas técnicas aplicáveis; 2 As obras e/ou serviços estão sendo executadas de acordo com as normas técnicas pertinentes e demais condições contratuais, salvo observações contrárias; 3 Os percentuais apresentados são pertinentes ao empreendimento financiado e guardam inteira compatibilidade com as medições realizadas e com os preços contratuais; 4 Foram observados os aspectos legais e normativos aplicáveis. Data: / / Data: / / Data: / /

156 15 - RESUMO DO EMPREENDIMENTO - RE - ORIENTAÇÃO Fl Informações preliminares 1.1 A elaboração do resumo do empreendimento é de responsabilidade do proponente/agente promotor, nas operações do Setor Público. 1.2 O RE é o documento elaborado pelo agente promotor, responsável pela fiscalização e gerenciamento do empreendimento, com o objetivo de informar à CAIXA a posição das obras/serviços, materiais ou equipamentos dos contratos que compõem o contrato de financiamento, consolidando os dados dos diversos BM em um único formulário, discriminando serviços (obras, materiais/equipamentos) por itens do QCI, consolidando o somatório no campo TOTAL OBRAS. Os dados referentes a outros aspectos do empreendimento como desapropriações, aquisição de terreno, remuneração do agente promotor e trabalho Sócio-Ambiental deverão ser relacionados após a totalização dos itens referentes a obras, compondo o campo TOTAL OUTROS. O somatório dos itens do QCI será consolidado no TOTAL GERAL. 1.3 A empresa contratada deve verificar se as informações do RE estão coerentes, preenchendo esta informação no RAE 2 Peridiocidade - mensal. 3 Instruções para preenchimento. 3.1 Identificação do formulário Programa - identificar o nome do programa objeto do contrato. Ex: Programa Saneamento para Todos Setor Público, Setor Privado e SPE (LÕCAÇÃO DE ATIVOS) Modalidade - preencher com o nome da modalidade objeto do contrato Tipo de empreendimento - preencher com o tipo de intervenção proposta mutuário - preencher com o nome do mutuário agente promotor - preencher com o nome do agente promotor agente financeiro - preencher com o nome do agente financeiro Valor do investimento (VI) - preencher com o valor do investimento previsto para o empreendimento Valor de financiamento (VF) - preencher com o valor do financiamento, constante do contrato de financiamento.

157 3.1.9 Objetivo - preencher com o objetivo contratual. Fl Número do CT - preencher com o número do contrato de financiamento/repasse Data da assinatura - preencher com a data da assinatura do contrato N.º do RE - preencher com o número seqüencial do relatório Período - preencher com o período de referência do documento. 3.2 Discriminação das informações do formulário Item - indicar a numeração seqüencial dos itens, de acordo com o quadro de composição do investimento Discriminação - preencher com a descrição dos itens e subitens constantes do Quadro de Composição de Investimento, referentes exclusivamente a obras, até o TOTAL OBRAS, e referentes aos demais itens até o TOTAL OUTROS (terreno, remuneração do agente promotor, trabalho Sócio-Ambiental, etc.) Peso - preencher com o percentual do item em relação ao valor do investimento total Valores Financeiros - preencher com informações financeiras, por itens/subitens do Quadro de Composição de Investimento, estando dispostas em colunas comparativas da evolução contratual, conforme a seguir descrito: Previstos CT - preencher com os valores contratuais (contrato CAIXA) previstos no Quadro de Composições de Investimento atualizado Licitados - preencher com os valores decorrentes das licitações, devidamente homologadas, após verificação pela CAIXA sobre o impacto em relação ao contrato de empréstimo. Quando a execução das obras for por administração direta ou não houve licitação até a data de execução do relatório, os valores a serem adotados serão iguais aos aprovados no laudo de análise Atualizados - preencher com valores licitados, atualizados em função de novos serviços e/ou quantitativos verificados na execução das obras, devidamente explicitados e justificados pelo agente promotor, limitados à medição acumulada de cada item. No caso de extrapolação do total destes valores em relação aos valores previstos no contrato, deverá ocorrer reprogramação contratual Projetados - preencher com os valores atualizados, acrescidos dos valores considerados necessários à conclusão do empreendimento, decorrentes de projeções técnicas realizadas no decorrer da obra, com base nas condições locais, novos condicionantes e fatores determinantes não previstos originalmente para o atingimento do objetivo contratual. No caso de extrapolação do total destes valores em relação aos valores previstos no contrato, deverá ocorrer reprogramação contratual.

158 Medidos no período - somatório dos valores executados no período de todos os BM que compõem o RE, para cada item/sub-ítem do Quadro de Composição de Investimento Contrapartida - preencher com os valores referentes à contrapartida do agente promotor/proponente, relativos à medição do período Medidos acumulados - preencher com o somatório do valor acumulado anterior, acrescido do medido no período, referente a cada item/subitem do Quadro de Composição de Investimento. Na ocorrência de glosas de serviços/materiais/equipamentos não aceitos para fim de desembolso, o RE do próximo período deve ser preenchido levando em consideração as glosas praticadas Indicadores Gerenciais Previsto - preencher com informações do Cronograma Físico-Financeiro do contrato da CAIXA, correspondente aos itens e subitens das obras/serviços e materiais/equipamentos Financeiro - preencher, para cada item/subitem discriminado, a relação percentual entre os valores dos campos Medidos Acumulados e os Previstos CT Físico - preencher, para cada item/subitem discriminado, a relação percentual entre os valores dos campos Medidos Acumulados e Atualizados Objetivo Contratual: preencher, para cada item/subitem discriminado, a relação percentual entre os valores dos campos Medidos Acumulados e Projetados Entende-se por Realização dos Objetivos Contratuais a execução das metas físicas necessárias ao alcance dos benefícios esperados com o empreendimento, não se confundindo com o atingimento dos valores contratualmente previstos para sua execução, os quais podem estar, eventualmente, sub e super-dimensionados Total Obras - preencher com os totais das diversas colunas, referentes aos itens do QCI relativos às obras Total Outros Itens - preencher com os totais das diversas colunas, referentes aos itens do QCI relativos a terreno, trabalho Sócio-Ambiental, desapropriações, remuneração do agente promotor, etc Total Geral - preencher com os totais das diversas colunas, referentes a todos os itens do QCI Contrapartida - preencher com o valor total da contrapartida, com o valor total até o período anterior e total acumulado. Fl. 158

159 Observações Gerais - este campo é destinado a quaisquer informações não tratadas nos campos anteriores, bem como ao complemento de outras registradas no RE, tais como: justificativas para os desvios do objetivo contratual, para alterações de projetos e especificações, quando necessário, para atraso na obra, situações que possam prejudicar o cumprimento dos objetivos contratuais, e outras informações que possam contribuir para o perfeito acompanhamento do contrato, utilizando para tanto, quantas folhas forem necessárias Rodapé - preencher com a data, identificação e assinatura do responsável pela fiscalização do agente promotor/mutuário, com respectivo CREA e representante do agente promotor responsável pelo gerenciamento do contrato, após verificado o cumprimento dos itens 1, 2 3 e 4 deste campo. Fl. 159

160 16 - BOLETIM DE DESEMBOLSO - BD Fl. 160 SOLICITAÇÃO COMPROVAÇÃO DE QUITAÇÃO BD N.º: EMPREENDIMENTO: CONTA VINCULADA N.º: CT N.º: DATA DE EMISSÃO: PV: N.º: e NOME N.º ORD. FATURA CTEF EMITENTE CRF/FGTS VALOR SOLICITADO (R$) N.º EMISSÃO DATA VALOR QUITADO (R$) DATA QUITAÇÃO (R$) TOTAL 1)CUSTOS DIRETOS 2)REM.AG.PROMOTOR 3)CUSTO TOTAL(1+2) 4)PARTICIPAÇÃO FINANCEIRO AGENTE 5)CONTRAPARTIDA 6)CONTRAPARTIDA EXTERNA.:

161 Fl. 161 Empresa Validade CRF Valor Solicitado Valor Quitado Data Quitação NF DECLARAÇÃO DO AGENTE PROMOTOR: a) Os documentos relacionados neste BD são pertinentes ao empreendimento financiado, objeto do contrato nele referido, e atestamos que guardam inteira compatibilidade com as medições de obras e serviços executados, materiais e equipamentos adquiridos e os preços contratuais, bem como com o trabalho técnico Sócio-Ambiental implementado. b) Foram observados os aspectos legais pertinentes, no que diz respeito às licitações e CTEF formalizados, bem como quanto ao cálculo de reajuste praticado, decorrente dos serviços realizados e materiais e equipamentos adquiridos com os recursos financeiros oriundos do presente contrato de financiamento. c) Assumimos, perante o agente financeiro/agente Operador a integral responsabilidade técnica pela qualidade das obras e serviços executados. d) Atestamos que o (s) valor (es) quitados e respectivas data (s) de quitação, foram efetivamente realizados conforme informado neste Boletim. Data: / / AGENTE PROMOTOR Declaramos que todos os documentos relacionados neste BD foram examinados e, exceto aqueles glosados, guardam inteira compatibilidade com as medições e notas fiscais/faturas por nós analisadas e atestadas. Data: / / AGENTE FINANCEIRO AGENTE FINANCEIRO

162 16 - BOLETIM DE DESEMBOLSO - BD - ORIENTAÇÃO DE PREENCHIMENTO Manual de Fomento 1 SOLICITAÇÃO/COMPROVAÇÃO DA QUITAÇÃO: Indicar se o Boletim é quanto a solicitação de desembolso ou comprovação da quitação do desembolso anterior. 2 : Indicar o Programa 3 BD N.º: preencher conforme número de ordem seqüencial do Boletim 4 DATA DE EMISSSÃO: data de emissão do BD 5 CONTA VINCULADA: indicar o nº da conta vinculada ao CT 6 CT: indicar o nº registrado no SIAPF 7 EMPREENDIMENTO: indicar o nome do empreendimento vinculado ao CT 8 PV: indicar o nome e nº 9 Fatura: Informar o número e a data de emissão. 10 CTEF: Informar o número do Contrato de Execução e/ou de Fornecimento. 11 EMITENTE: Nome da empresa emitente da fatura ou nome do órgão público executor das obras ou serviços por administração direta. 12 CRF/FGTS - DATA: informar a data de validade. 13 VALOR SOLICITADO(R$): Valor da nota fiscal/fatura de obras/serviços executados e/ou materiais/equipamentos adquiridos, relativo ao projeto/empreendimento objeto do contrato de que trata o presente BD. 14 VALOR QUITADO(R$): Valor quitado referente a nota fiscal/fatura de obras/serviços executados e/ou materiais/equipamentos adquiridos. 15 DATA DA QUITAÇÃO: indicar a data que foi quitado o valor da nota fiscal/fatura de obras/serviços executados e/ou materiais/equipamentos adquiridos. 16 CUSTOS DIRETOS (CD): Representam o somatório das faturas relacionadas. 17 REMUNERAÇÃO DO AGENTE PROMOTOR (RAP): Valor referente às despesas realizadas e comprovadas. 18 CUSTO TOTAL (CT): Somatório dos custos anteriores. 19 PARTICIPAÇÃO DO AGENTE FINANCEIRO: Valor correspondente à participação percentual do agente financeiro no Custo Total. 20 CONTRAPARTIDA: Valor correspondente à participação percentual da Contrapartida. 21 CONTRAPARTIDA EXTERNA: Valor correspondente à participação percentual da Contrapartida Externa. Fl. 162

163 16 - A - FICHA DE ANÁLISE E PROCESSAMENTO DE DESEMBOLSO - FPD Fl. 163 FPD Nº Mês/ano 1 AGENTES ENVOLVIDOS 1.1 AGENTE FINANCEIRO CNPJ 1.2 TOMADOR/MUTUÁRIO FINAL CNPJ 1.3 AGENTE TÉCNICO OPERACIONAL CNPJ 1.4 AGENTE PROMOTOR CNPJ 2 - ELEMENTOS DO CONTRATO Número SIAPF/AF Número SIAPF/AO Data de assinatura / / Programa/Modalidade/Empreendimento 3 - RELATÓRIOS TÉCNICOS DE ACOMPANHAMENTO Engenharia Data da emissão Data de Início da obra / / / / Situação da obra/empreendimento Paralisada Atrasada Normal Adiantada Em condições Em Exigência Percentual Físico previsto. % Percentual Físico executado até o momento % Data prevista para conclusão da obra / / Observação

164 Fl Sócio-Ambiental Data da emissão / / Situação do trabalho Sócio-Ambiental Paralisado Atrasado Normal Adiantado Em condições Em Exigência Percentual executado até o momento % Observação 4 INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS OU CONDICIONANTES PARA A REALIZAÇÃO DO PRESENTE DESEMBOLSO Conta corrente vinculada ao contrato Cód. agência Nome do banco Cód. banco 4.5 Contrato em fase de retorno parcial? SIM NÃO 4.6 Pagamento de tarifas ao Agente Técnico Operacional? SIM NÃO 4.7 A quitação do BD anterior foi apresentada? SIM NÃO 4.8 Existem outras condicionantes contratuais para a realização do desembolso? SIM NÃO Observação 5 Informações apresentadas pelo Tomador no BD nº 5.1 Empresas participantes do BD (relacionar as empresas abaixo ou anexar cópia do BD) Empresa 1 Valor CNPJ R$ Empresa 2 Valor CNPJ R$ Empresa 3 Valor CNPJ R$ Empresa 4 Valor CNPJ R$

165 Empresa 5 Valor CNPJ Fl. 165 R$ Empresa 6 Valor CNPJ R$ Empresa 7 Valor CNPJ R$ Empresa 8 Valor CNPJ R$ Empresa 9 Valor CNPJ R$ Empresa 10 Valor CNPJ R$ Empresa 11 Valor CNPJ R$ Empresa 12 Valor CNPJ R$ Empresa 13 Valor CNPJ R$ Empresa 14 Valor CNPJ R$ Empresa 15 Valor CNPJ R$ Empresa 16 Valor CNPJ R$ Empresa 17 Valor CNPJ R$ Empresa 18 Valor CNPJ R$ Empresa 19 Valor CNPJ Empresa 20 R$ Valor R$ CNPJ Valor participação FGTS Valor contrapartida R$ % R$ %

166 6 - CONTROLE DO SALDO Valor do financiamento Valor já desembolsado Valor desta parcela Saldo a desembolsar R$ R$ R$ R$ 7 - CONTROLE DA CONTRAPARTIDA Valor CP contratada 7.2 Valor CP já integralizada 7.3 A integralizar no mês Saldo a integralizar R$ R$ R$ R$ Fl. 166

167 Fl PARECER/ MANIFESTAÇÃO CONCLUSIVA Confirmamos as informações acima para desembolso nesta data. Local / / Assinatura do responsável pela elaboração da FPD Nome/Matrícula: Assinatura do supervisor Nome/Matrícula: Assinatura do gerente de filial GIDUR/ Nome/Matrícula: PARA PREENCHIMENTO PELO REPRESENTANTE DO AGENTE FINANCEIRO De acordo, Assinatura do Representante legal do Agente Financeiro (sob carimbo) Nome: CPF:

168 Fl. 168 PARA PREENCHIMENTO PELO AGENTE OPERADOR FPD Nº Mês/ano AGENTE FINANCEIRO CNPJ 09 - SITUAÇÃO DO AGENTE FINANCEIRO QUANTO AO RETORNO JUNTO AO FGTS Regular Irregular 10 SITUAÇÃO QUANTO AO CRF 10.1 Agente Financeiro Vencido Válido até: / / 10.2 Tomador/Mutuário Final Vencido Válido até: / / Observação: Empresas participantes do BD Observação: Vencido Válido até: / / Vencido Válido até: / / Vencido Válido até: / / 11 SITUAÇÃO QUANTO AO REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL PARA ESTADOS, MUNICÍPIOS E DIST. FEDERAL (CRP) Tomador Sem restrições Com restrições Não se aplica 12 CONTROLE DO SALDO DEVEDOR DO CONTRATO Valor do Valor já Valor desta Saldo a financiamento desembolsado parcela desembolsar R$ R$ R$ R$ 13 PARECER/ MANIFESTAÇÃO CONCLUSIVA 14 - DRP AO para AF Número Data Assinatura do analista/ supervisor - GIFUG/ Nome: Matrícula: Assinatura do gerente de filial - GIFUG/ Nome: Matrícula:

169 MODELO 16 - A - FICHA DE PROCESSAMENTO DE DESEMBOLSO FGTS - LIBERAÇÃO DE RECURSOS DO AGENTE OPERADOR PARA O AGENTE FINANCEIRO orientações para preenchimento Fl Agentes envolvidos 1.1 Agente Financeiro: informar o nome completo, a sigla e seu CNPJ. 1.2 Tomador/Mutuário Final: informar o nome do tomador do financiamento e seu CNPJ. No caso do tomador ser a administração direta, deve ser denominado Município de ou Estado de, não sendo apropriado o uso das expressões Prefeitura Municipal ou Governo do Estado. No caso do mutuário ser também o Agente Promotor, acrescentar a sigla /AP ao lado da identificação do mutuário e não preencher o subitem Agente Técnico-Operacional: informar o nome completo, a sigla e seu CNPJ. Este campo deve ser preenchido somente quando a CAIXA prestar serviços como agente técnico-operacional aos outros agentes financeiros Agente Promotor: informar o nome completo, a sigla e seu CNPJ. 2 - Elementos do Contrato - Número SIAPF/AF: nº do contrato cadastrado no SIAPF das operações entre o Agente Financeiro e o Tomador. No caso de a CAIXA ser o Agente Técnico Operacional, deixar em branco. - Número SIAPF/AO: nº do contrato cadastrado no SIAPF das operações entre o Agente Financeiro e o Agente Operador (nº dado pelo Agente Operador). - Data de assinatura: data em que foi assinado o contrato. - Programa/Modalidade/Empreendimento: preencher com a sigla do programa, citar a modalidade e o nome do empreendimento. 3 - Relatórios Técnicos de Acompanhamento Informar a data de emissão e data de início da obra Situação da obra/empreendimento: marcar a situação correspondente Percentual Físico previsto: informar o percentual físico previsto Percentual Físico executado até o momento: informar o percentual físico executado. - Data prevista para conclusão da obra: informar a data prevista para conclusão da obra. - Observações: informar, sucintamente, eventuais exigências para efetivação do desembolso Sócio-Ambiental: Data de emissão Situação do trabalho Sócio-Ambiental: marcar a situação correspondente - Informar o percentual de obra executada até o momento. - Observações: informar, sucintamente, eventuais exigências para efetivação do desembolso.

170 Fl Informações necessárias ou Condicionantes para a realização do presente desembolso Conta corrente vinculada ao contrato: informar o número da conta 4.2 Código da Agência: informar o código da agência. 4.3 Nome do Banco: informar o nome do banco. 4.4 Código do Banco: informar o código do banco. 4.5 Contrato em fase de retorno parcial? Marcar a opção correspondente Pagamento de tarifas ao Agente Técnico Operacional? Marcar a opção correspondente. 4.7 A quitação do BD anterior foi apresentada? Marcar a opção correspondente Indicar se existem ou não outras condicionantes contratuais para a realização do desembolso. Em caso afirmativo, utilizar o campo de observação. 5 Informações apresentadas pelo Tomador no BD Nº: número seqüencial do boletim. 5.1 Empresas participantes do BD (relacionar as empresas ) 5.2 Valor participação FGTS: indicar o percentual de participação previsto e respectivo valor do FGTS, de acordo com o estabelecido no contrato Valor contrapartida: indicar o percentual de participação previsto e respectivo valor da contrapartida local, de acordo com o estabelecido no contrato. No caso de contrapartida de Obras/Serviços executados pela administração direta, deve ficar registrado na FPD o valor atribuído a esta contrapartida. 6- Controle do saldo do CT Valor do financiamento: valor referente à participação do FGTS no contrato Valor já desembolsado: valor dos desembolsos acumulados, realizado anteriormente a este desembolso, com seu respectivo percentual calculado Valor desta parcela: colocar o valor indicado no campo Saldo a desembolsar: valor resultante da subtração dos valores constantes do campo 6.1 pelos valores constantes dos campos 6.2 e Controle da Contrapartida 7.1 Valor CP contratada: valor contratado referente à contrapartida.

171 7.2 Valor CP já integralizada: valor dos depósitos acumulados, anterior ao valor do mês, com percentual calculado A integralizar no mês: valor indicado no campo Saldo a integralizar: valor resultante da subtração do valor constante do campo 7.1 pela soma dos valores constantes dos campos 7.2 e 7.3. Fl Parecer/Manifestação Conclusiva Neste campo deve estar registrado o parecer conclusivo, quanto ao valor aceito para fins de desembolso, indicando fatores relevantes julgados pertinentes. PARA PREENCHIMENTO PELO AGENTE FINANCEIRO Este campo deve ser preenchido pelo Agente Financeiro, quando a CAIXA estiver atuando como Agente Técnico Operacional. PARA PREENCHIMENTO PELO AGENTE OPERADOR Preencher os dados referentes ao número da FPD, mês/ano, nome e CNPJ do Agente Financeiro Situação quanto ao retorno junto ao FGTS Informar a situação do Agente Financeiro, assinalando com x o campo correspondente. Estando inadimplente, informar no campo OBS a atual situação de atraso. 10 Situação quanto ao CRF Informar se o CRF está vencido ou a data de sua validade dos Agentes Financeiros, tomador e empresas participantes do BD Situação quanto ao regime próprio de Previdência Social para Estados, Municípios e Distrito Federal (CRP): (Exclusivamente para Estados, Municípios e Distrito Federal): Assinalar com X o campo correspondente Controle do Saldo do Contrato Valor do financiamento: valor referente à participação do FGTS no contrato Valor já desembolsado: valor dos desembolsos acumulados, realizado anteriormente a este desembolso, com seu percentual calculado Valor desta parcela: colocar o valor indicado no campo Saldo a desembolsar: valor resultante da subtração dos valores constantes do campo 12.1 pelos valores constantes dos campos 12.2 e Parecer/Manifestação Conclusiva

172 Fl Neste campo deve estar registrado o parecer conclusivo, quanto ao valor aceito para fins de desembolso, indicando fatores relevantes julgados pertinentes. 14 DRP AO para AF - informar nº do DRP e a data em que este foi emitido

173 Fl QUADRO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EMPRESA: INDICADORES SITUAÇÃO METAS APURADA Posição em: / / ANO ANO Nº DESCRIÇÃO FÓRMULAS 1º SEMESTRE 2º SEMESTRE 1º SEMESTRE 2º SEMESTRE 1 ÍNDICE DE PERDAS (%) {1-(VF/VP)} x MARGEM OPERACIONAL 3 MARGEM DE DESPESA COM PESSOAL 4 ÍNDICE DE EVASÃO DE RECEITAS (%) 5 ÍNDICE DE PRODUTIV. DEPESSOAL 6 AUMENTO DE LIGAÇÕES DE ÁGUA 7 AUMENTO DE LIGAÇÕES DE ESGOTO 8 INDICE DE TRATAMENTO DE ESGOTO DEX/ROP DEP/ROP {1- (ART/ROP)} x 100 LAE/NEP (LIGat1/LIGat0) * 100 (LIGet1/LIGet0) * 100 (VOLtratado/VOL coletado PREV. REAL. % PREV. REAL. % PREV. REAL. % PREV. REAL. %

174 Para fins de cálculo dos indicadores, será utilizada a seguinte metodologia: Fl. 174 ÍNDICE DE PERDAS DE FATURAMENTO - IPF IPF = {1 - (VF/VP)} x 100 Vf - Volume Total Faturado de Água no período Vp - Volume Total Produzido no período MARGEM OPERACIONAL - MOP MOP = DEX/ROP DEX - Despesa de exploração total no período (Despesas de pessoal I despesas com Serviços de terceiros I despesas com materiais + despesas gerais + despesas fiscais) ROP - Receita operacional no período (Receita Tarifária + Receitas Operacionais Indiretas) MARGEM DA DESPESA COM PESSOAL - MDP MDP = DEP/ROP DEP - Despesa com pessoal no período ROP - Receita operacional no período ÍNDICE DE EVASÃO DE RECEITAS - IER IER = {1- (ART/ROP)} x 100 ART - Arrecadação total no período ROP - Receita operacional no período ÍNDICE DE PRODUTIVIDADE DE PESSOAL - IPP IPP = LAE/NEP LAE - Ligações Totais (Água + Esgoto) NEP - Número De Empregados Próprios + Prestadores De Serviços Permanentes OBS.: Considera-se como prestadores de serviços permanentes, os empregados alocados por empresas para a realização de serviços de rotina (ex.: copeiras, segurança, limpeza, leituristas, motoristas, etc.). AUMENTO DE LIGAÇÕES DE ÁGUA LIGat1= ligações ativas de água no final do período. LIGat0= ligações ativas de água do período imediatamente anterior. AUMENTO DE LIGAÇÕES DE ESGOTO LIGet1= ligações ativas de esgoto no final do período. LIGet0= ligações ativas de esgoto do período imediatamente anterior INDICE DE TRATAMENTO DE ESGOTO VOLtratado = volume de esgoto tratado. VOLcoletado = volume de esgoto coletado.

175 18 - DECLARAÇÃO DE CAPACIDADE DE EXPANSÃO - ABASTECIMENTO DE ÁGUA Fl. 175 Informamos que o Sistema de Abastecimento de Água da(s) localidade(s), Município,Estado, tem condições de atender à expansão de rede (Quadro I) e/ou ligações prediais de distribuição (Quadro II) solicitada(s), e que os seus custos foram analisados e aprovados sem restrições. Local e Data (ass.) Técnico Responsável Nome: Cargo: N.º do Conselho Profissional: De acordo: (ass.) Diretor da Área Competente Nome: CPF : De acordo: (ass.) Presidente agente promotor Nome: CPF :

176 ANEXO AO MODELO 18 - QUADRO I Fl. 176 ESTADO: EXPANSÃO DE REDE - ABASTECIMENTO DE ÁGUA População urbana Extensão de rede (m) Número de ligações Produção disponíve l (pd) Expansão solicitada Expansão de ligações Comunidade Beneficiada Atual Atendimento % Existente Expansão (m 3 / dia) ** % Perda Extensão Existente (km) Diâmetro (mm) Extensão Custo Estimado Acréscimo de Ligações Quantidade Custo Total % m % * percentual em relação à rede existente ** pd = capacidade de produção total

177 ANEXO AO MODELO 18 - QUADRO II Fl. 177 ESTADO: EXPANSÃO DE LIGAÇÕES PREDIAIS- ABASTECIMENTO DE ÁGUA COMUNIDADE BENEFICIADA POPULAÇÃO URBANA ATUAL ATENDI- MENTO % ACRÉSCIMOS LIGAÇÕES EM RELAÇÃO ÀS EXISTENTES % EXISTENTE DE CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DISPONÍVEL (PD) m 3 /dia % A SER UTILIZADA PERDAS % LIGAÇÕES SOLICITADAS QUANTIDADE CUSTO TOTAL

178 19 - DECLARAÇÃO DE CAPACIDADE DE EXPANSÃO - ESGOTAMENTO SANITÁRIO Fl. 178 Informamos que o Sistema de Esgotamento Sanitário da(s) localidade(s), município, Estado, tem condições de absorver o esgoto produzido pela expansão de rede coletora e/ou ligações prediais solicitada (s) e que os custos destas obras e serviços foram analisados e aprovados sem restrições, atendendo às normas e procedimentos em vigor. Local e Data (ass. ) Técnico Responsável Nome: Cargo: N.º do Conselho Profissional: De acordo: (ass. ) Diretor da Área Competente Nome: CPF : De acordo: (ass. ) Presidente agente promotor Nome:

179 ANEXO AO MODELO 19 Fl. 179 ESTADO: COMUNIDADE BENEFICIADA POPULAÇÃO URBANA ATUAL % Atendimento EXPANSÃO DE REDE ESGOTAMENTO SANITÁRIO EXTENSÃO REDE (m) N.º LIGAÇÕES EXISTENTE EXPANSÃO DIÂMETRO (mm) EXPANSÃO DE LIGAÇÕES PREDIAIS ESGOTAMENTO SANITÁRIO REDE COLETORA - EXPANSÃO SOLICITADA ACRÉSCIMOS DE LIGAÇÕES EM RELAÇÃO ÀS EXISTENTES % LIGAÇÕES SOLICITADAS EXTENSÃO CUSTO ESTIMADO QUANTIDADE CUSTO TOTAL (m) % (*) (*) Percentual em Relação à Rede Existente

180 Fl INSTRUÇÕES PARA ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO PROJETO BÁSICO - ÁGUA E ESGOTO O Projeto Básico é o documento integrante do pedido de financiamento dos empreendimentos de: Implantação de Sistemas; Ampliação de Sistemas; Otimização e ou Reabilitação de Sistemas. 1 DEFINIÇÕES 1.1 PROJETO BÁSICO é o conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, conforme normas específicas da ABNT e Lei 8.666/93, parcialmente alterada pela Lei 8.883/ Compõem o projeto básico, além de outros elementos específicos de cada área essenciais à compreensão do empreendimento, a documentação abaixo: a) memorial descritivo e justificativa das obras e serviços; b) plantas de localização do empreendimento; c) levantamento topográfico; d) plantas (baixas, cortes e perfis) das obras; e) discriminação técnica, entendida como o conjunto dos materiais, equipamentos e técnicas de execução (antiga especificações ); f) estudo geológico e hidrológico, inclusive relatório de sondagem, sempre que necessários; g) orçamentos detalhados das obras/serviços; h) cronogramas detalhados das obras/serviços; i) memorial de cálculo, sempre que necessário. 1.2 ESTUDO DE CONCEPÇÃO é o estudo de arranjos, sob os pontos de vista qualitativo e quantitativo, das diferentes partes de um sistema, organizados de modo a formar um todo integrado, para a escolha da melhor concepção sob o ponto de vista técnico, econômico-financeiro e Sócio-Ambiental, conforme norma da ABNT. 1.3 Define-se por SISTEMA, o conjunto de suas unidades componentes, cujas funcionalidades são interdependentes. 2 ELEMENTOS E ATIVIDADES PRINCIPAIS PARA A ELABORAÇÃO DO PROJETO BÁSICO 2.1 DESCRIÇÃO DO SISTEMA EXISTENTE Descrever as características e condições do sistema existente, considerado integrante do todo, composto pelo conjunto das unidades existentes objeto de ampliação e reabilitação e/ou otimização e das outras unidades que com elas possam interagir.

181 2.1.2 Descrever se existe projeto para o sistema existente, informando: a) ano de elaboração; b) se as obras foram executadas conforme previsto no projeto; c) se os estudos ainda são válidos. Manual de Fomento Fl Informar os dados sobre o sistema de abastecimento de água, conforme quadros a seguir: n - 5 n - 4 n - 3 n - 2 n - 1 n * n + 1 URBANA ANO ATUAL Quadro Indicadores Básicos ANOS POPULAÇÃO ATEN- ABAS- TECIDA Quadro consumo x produção ANOS CONSUMO MÉDIO DAS ECONOMIAS (10 3 X m 3 / ANO) MICROMEDIDO (1) ESTIMADO ECONOMIAS NÃO MEDIDAS (2) ECONOMIAS DIMENTO % RESI- DENCIAIS TOTAL (3)=(1)+(2) VOLUME MÉDIO PRODUZIDO (10 3 x m 3 / ANO) LIGAÇÕES TOTAIS MEDIDAS TOTAIS (4) (5) % PERDAS CAPACIDADE DO SISTEMA PRODUÇÃO (10 3 x m 3 /ANO) n - 5 n - 4 n - 3 n - 2 n - 1 n * n + 1 n + 2 ANO ATUAL Consumo Estimado Economias Não Medidas = Consumo Médio Economias Micromedidas x N.º Economias Não Medidas (5) = (4) - (3) / (4) x 100 OBSERVAÇÕES: Contratos de demanda especiais para consumos industriais significativos devem constar em folha a ser anexada, não devendo compor os valores do quadro acima. A reservação não é unidade limitante do sistema de produção A descrição do sistema existente deve ser elaborado informando sobre as unidades do sistema: Sistema de Abastecimento de Água 1) Manancial de superfície: a) Denominação; b) Ano de início de exploração; c) Localização; d) Vazão medida (l/s); e) Qualidade da água bruta. (6)

182 2) Barragem de acumulação: a) Comprimento (m); b) Altura Máxima (m); c) Material; d) Vazão Regularizada (l/s); e) Tomada/tipo; f) Vazão de dimensionamento (l/s); g) Estado de conservação do desarenador e problemas operacionais. Manual de Fomento Fl ) Subterrânea: a) Denominação; b) Localização; c) Estudos hidrogeológicos do manancial para determinação de sua potencialidade; d) Número de empregados nessa unidade; e) Estado de conservação e problemas operacionais como: qualidade da água, equipamentos, filtros, encamisamentos, etc; f) Características básicas dos poços, conforme quadro 3.3. Quadro Características Básicas dos Poços POÇO EM OPERAÇÃO A EQUIPAR Início Operaçã o (ano) Diâmetro útil (mm) Nível (m) Vazão l/s Potência HP Estático Dinâmico Explorada Máxima Explorável Tempo Operação Diário (horas) Automatizado Sim ou Não 4) Estação Elevatória: a) Denominação; b) Ano de início de operação; c) Localização; d) Recalque para qual unidade do sistema; e) Casa de bombas (número de pisos/área construída (m2)/tipo de construção); f) Número de bombas; g) Número de bombas reserva; h) Número de bombas operando simultaneamente; i) Altura manométrica do sistema (m.c.a.); j) Número de empregados nessa unidade; k) Automatização do sistema; l) Há sistema de medição de vazão instalada/vazão recalcada do Sistema determinada pela pitometria (I/s); m) Os conjuntos elevatórios estão associados, em operação isolada, em paralelo ou em série;

183 Fl. 183 n) Estado de conservação e problemas operacionais, como: condição de abrigo dos conjuntos moto-bombas, estado dos equipamentos eletro- mecânicos, dispositivos de controle hidráulico medidores, válvulas de proteção, problemas de inundação, cavitação, etc. 5) Adução: a) Denominação; b) Ano de início da operação; c) Interliga a qual unidade do sistema; d) Estado de conservação e problemas operacionais, como vazamentos, corrosão, golpe de ariete e dispositivos de proteção, estrada de acesso, funcionamento das ventosas e descargas de fundo, etc. (Comentários para Adutora de Água Bruta e Adutora de Água Tratada); e) Características da adução, conforme Quadro 3.4. Quadro Características da Adução Características de Operação Trecho Diâmetro (mm) Material Extensão (m) medida Vazão (l/s) de dimensionamento Condições de trabalho (gravidade/recalque) Desnível geométrico (m) Coeficiente de rugosidade interna (Hazen Williams) 6) Estação de Tratamento (ETA): a) Denominação; b) Localização; c) Data de implantação; d) Manancial supridor; e) Tipo; f) Capacidade (l/s); g) Estação a ser desativada; h) Estação a ser mantida com ou sem melhoria ou ampliada; i) Prédio ocupado: número de pavimentos/área total (m2); j) Número de empregados nessa unidade; k) Níveis piezométricos: na câmara de chegada de água bruta (m)/ nas calhas coletoras de água filtrada (m)/ no tanque de contato (m); l) Perda de carga total na estação (m); m) Eficiências determinadas (percentagens de remoção): turbidez/cor. n) Reservação: o) Estado de conservação e problemas operacionais dos reservatórios, como: vazamentos, extravasamentos e seu sistema de controle, problemas estruturais, etc; p) Características, conforme Quadro 3.5;

184 Quadro Características da Estação de Tratamento Denominação/ Localização Início Operação (ano) Tipo em relação ao terreno Capacidade (m3) Números de Câmaras Montante / Jusante Dispõe de macromedição: Sim ou Não (1) (2) (3) (4) (5) Manual de Fomento Fl ) Rede de distribuição: a) Se a rede está setorizada segundo zonas de pressão; b) Data de execução do último cadastro da rede; c) Estado de conservação e problemas operacionais como: existência de cadastro confiável, vazamentos, manobras e operação de registros de descarga com freqüência, se há controle do cloro residual, definição de pressão, etc; d) Dados sobre a tubulação existente, conforme quadro 3.6. Quadro 3.6 -Dados sobre a tubulação existente DIÂMETRO (mm) EXTENSÃO (m) MATERIAL IDADE MÉDIA APROXIMADA 8) Ligações: a) Quantidade de ligações e economias, conforme Quadros 3.7 e 3.8. Quadro 3.7 Quantidade de Ligações MEDIDAS NÃO MEDIDAS TOTAIS Quadro Quantidade de Economias CLASSE DE CONSUMIDORES NÚMERO DE ECONOMIAS MEDIDAS NÃO MEDIDAS TOTAIS Residenciais Comerciais Industriais Públicas Totais Sistema de Esgotamento Sanitário 1) Rede Coletora de Esgotos e Interceptores: a) Ano de início de exploração; b) N.º de bacias esgotadas; c) Distância média entre os poços de visita (m); d) N.º de poços de visitas; e) Data de execução do último cadastro da rede; f) Profundidade máxima da rede (m); g) Topografia (referida em percentual do total da área esgotada): plana % levemente inclinada % acidentada %

185 Fl. 185 h) Subsolo (referido em percentual do total que ocorre até a profundidade de 6m): argiloso % arenoso % rochoso % pouco consistente % i) Lençol freático (referido em percentual do total da extensão de rede existente que é atingida pelo lençol): % Infiltração da rede (l/s km): taxa observada % taxa estimada % j) Extensão total de logradouros (m); k) Extensão aproximada dos logradouros atendidos atualmente pela rede (m): de água de esgoto sanitário pluvial l) Extensão aproximada da canalização existente (m): de rede de água; de rede de esgoto sanitário; de rede pluvial; m) Como são lançados atualmente os esgotos das áreas não servidas por redes: em fossa séptica com infiltração do efluente no solo; nos logradouros; na rede pluvial; outro. n) Se o terreno, de uma maneira geral, tem boa capacidade de absorção dos efluentes das fossas sépticas; 0) O critério adotado para o recebimento dos esgotos industriais da rede. p) a população a ser beneficiada manifestou interesse quanto à ligação de suas residências à rede pública de esgotos; j) Estado de conservação e problemas operacionais como: ocorrências de entupimentos, as causas e os métodos utilizados para superar os problemas; k) Descrever os equipamentos disponíveis para a operação e manutenção e se há insuficiências desses equipamentos, etc. Quadro Sistema de Esgotamento Sanitário DADOS SOBRE AS REDES COLETORAS E INTERCEPTORAS POR SISTEMA EXISTENTE DIÂMETRO (mm) EXTENSÃO (m) MATERIAL IDADE APROXIMADA (ANOS) DENOMINAÇÃO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO 2) Estação Elevatória: a) Denominação; b) Ano de início de operação; c) Localização; d) Recalque para qual unidade do sistema; e) Casa de bombas, número de pisos/área construída(m2)/tipo de construção; f) Número de bombas ; g) Número de bombas reserva; h) Número de bombas operando simultaneamente; i) Altura manométrica do sistema (m.c.a.); j) Número de empregados nessa unidade;

186 Fl. 186 k) Automatização do sistema; l) Há sistema de medição de vazão instalada/vazão recalcada do sistema determinada pela pitometria (L/s); m) Os conjuntos elevatórios estão associados (operação isolada, em paralelo ou em série); n) Sistema de gradeamento; o) Volume útil do poço de sucção (m3); p) Anexar as curvas (altura manométrica x vazão) do sistema de recalque estado de conservação e problemas operacionais, como: condição de abrigo dos conjuntos moto-bombas, estado dos equipamentos eletro- mecânicos, dispositivos de controle hidráulico ( medidores, válvulas de proteção, etc.), problemas de inundação, cavitação, etc. 3) Estação de Tratamento de Esgoto (ETE): a) Denominação; b) Ano de início de operação; c) Localização; d) Tipo de tratamento; e) Tempo médio de funcionamento diário (horas); f) Capacidade nominal (l/s); g) Vazão de operação (l/s); h) Sobrecarga admissível (dado de projeto, em l/s); i) Se houve alguma reforma para aumento de capacidade; j) Prédio da ETE: número de pavimentos, área construída, área ocupada pelas instalações, área disponível para ampliações; k) Perda de carga total na ETE (m); l) Grau de eficiência do tratamento (em percentagem de remoção de DBO 5,20 em MG/E) máxima, média e mínima; m) Se há desinfecção do efluente; n) Número de empregados nesta unidade; o) Efluente final: p) DBO 5,20 (mg/l): q) SS (mg/e): r) Descrever: unidades componentes, quantificando-as com suas principais características operacionais (tipo, dimensões, vazão, número de unidades de cada processo); principais equipamentos da ETE; se existe laboratório de controle de qualidade; como são dispostos os sólidos retirados pelo processo de tratamento e o destino final desses sólidos. Estado de conservação e problemas operacionais, como: estanqueidade, qualidade do efluente tratado, equipamentos, etc. MEDIDORES DE VAZÃO CAPACIDADE MÁXIMA (l/s) TIPO ENTRADA ETE EFLUENTE TRATADO 4) Emissário: a) Denominação; b) Ano de início de operação; c) Interliga a qual unidade do sistema; d) Diâmetro (mm); e) Extensão (m); f) Vazão mínima (l/s);

187 Fl. 187 g) Vazão máxima (l/s); h) Estado de conservação e problemas operacionais, como: vazamentos, corrosão, abrasão, sedimentação, etc. 5) Dados gerais sobre o corpo receptor: a) Denominação; b) Localização; c) Distância do ponto de lançamento à localidade mais próxima a jusante do mesmo(km); d) Vazão média de esgoto lançada atualmente (l/s); e) Vazão mínima, média de 7 dias, do corpo receptor para um período de recorrência de 20 anos (l/s); f) Qualidade do corpo receptor a montante do ponto de lançamento, seus problemas principais e medidas adotadas e ou programadas para redução e ou controle da sua poluição (se for o caso). 2.2 SITUAÇÃO OPERACIONAL A análise da situação operacional deve ser suficiente para mostrar os problemas operacionais do sistema e conclusiva para determinação das prováveis opções para solucioná-los Descrever sobre o nível de perdas no sistema no ano atual, no caso de as perdas serem iguais ou maiores que 30%, citando quais as providências planejadas com vistas a reduzi-las No caso de proposição para ampliar o sistema, deve ser apresentada justificativa demonstrando a oportunidade do empreendimento A descrição do sistema existente e a situação operacional acima caracterizada, pode ser alterada, por meio de adequação, acréscimo ou eliminação dos pontos que o agente promotor julgar pertinente, de comum acordo com o agente financeiro, e sem prejuízo ao correto entendimento da oportunidade e qualidade do empreendimento proposto, face à situação operacional e estado de conservação do sistema existente. 2.3 PREVISÃO DE DEMANDA A metodologia de cálculo para a projeção de demanda do sistema existente deve estar de acordo com a norma da ABNT, ou seja: a) Os volumes faturados não servem de base para o cálculo da demanda de água; b) Os valores das demandas de água adotados para dimensionamento do sistema de abastecimento devem ser baseados em condições locais, ressalvados os casos previstos no presente volume; c) No caso de comunidade que conta com sistema público de abastecimento de água, as demandas devem ser determinadas através de dados de operação do próprio sistema, a menos que ocorram condições que tornem esses dados não confiáveis; d) Devem ser apresentados, em relatório, as condições que tornem os dados não confiáveis, seus efeitos e as possibilidades de solução; e) Quando os dados disponíveis são confiáveis, os valores de consumo devem ser determinados de acordo com os seguintes critérios: O consumo médio é igual à média dos volumes diários consumidos no período mínimo de 1 ano;

188 Fl. 188 O coeficiente do dia de maior consumo (k1) deve ser obtido da relação entre o maior consumo diário verificado no período de um ano e o consumo médio diário neste mesmo período, considerando-se sempre as mesmas ligações; O C.U.M dos estabelecimentos residenciais, comerciais e públicos devem ser avaliados com base no histórico das economias medidas e através de uma estimativa de consumo para as economias não medidas, cujos critérios devem ser fixados de comum acordo com as entidades intervenientes; f) a previsão do consumo de indústrias deve ser feita de acordo com os seguintes critérios: Os estabelecimentos que forem total ou parcialmente servidos pelo sistema público de abastecimento devem ter seus consumos com base no histórico de seus consumos medidos, bem como em inquéritos para averiguação de eventuais ampliações; Os consumos previstos para estabelecimentos em fase de implantação e para os estabelecimentos com instalação projetada devem ser determinados de acordo com seus respectivos projetos; A projeção dos consumos futuros deve ser feita mediante o conhecimento das ampliações previstas dos estabelecimentos já considerados e mediante estimativa de crescimento industrial, feita de acordo com o critério aprovado ou fixado pelo contratante; Toda taxa de crescimento é referida em "percentagem ao ano". Abreviações utilizadas: - CUM = Consumo Unitário Médio - em m 3 por economia mês - CM = Consumo Médio - em m 3 / dia

189 Produção Requerida é igual a: Consumo Médio Requerido x K1 1- % perdas/100 PREVISÃO DA DEMANDA REFERÊNCIA / ANO ATUAL N + 1 N + 2 N +... Manual de Fomento Fl. 189 População Urbana (10 3 hab.) Taxa de Crescimento Urbano População Atendida (10 3 hab.) Índice de atendimento % N.º de Economias Domiciliares Taxa de Crescimento das Economias C.U.M. Domiciliar C.M. Domiciliar N.º de Economias Comerciais Taxa de Crescimento das Economias C.U.M. Comercial C.M Comercial N.º de Economias Industriais Taxa de Crescimento das Economias C.U.M. Industrial C.M. Industrial N.º de Economias Públicas Taxa de Crescimento das Economias C.U.M. Público C.M. Público C.M. Requerido ( ) Perdas (%) Produção Requerida Capacidade de Produção Atual "ANO ATUAL" - é o ano de elaboração do estudo.

190 Fl A previsão de demanda pode ser alterada, por meio de adequação, acréscimo ou eliminação dos pontos que o agente promotor julgar pertinente, de comum acordo com o agente financeiro, e sem causar prejuízo à correta determinação das demandas de água. 2.4 ESTUDO DE CONCEPÇÃO Nos estudos de concepção e de otimização de unidades componentes de sistemas de abastecimento de água, devem ser observadas as disposições abaixo: Devem ser consideradas, todas as possíveis concepções que tenham capacidade de atendimento à demanda projetada para, no mínimo 5(cinco) anos. a) No caso de expansão da capacidade do sistema existente através de adequação de suas unidades componentes, o período pode ser inferior a 5(cinco) anos A concepção de sistema de abastecimento de água ou esgotamento sanitário a ser escolhida, deve ser aquela que apresentar o menor custo por metro cúbico de água consumida: a) A escolha do tipo de unidade componente do sistema é feita mediante cotejo econômico das várias opções tecnológicas. b) Para a montagem de cada concepção de sistema, devem ser pesquisadas as capacidades ótimas das suas unidades componentes. b.1) Para uma determinada unidade do sistema, é considerada capacidade ótima aquela cuja diferença do correspondente custo por metro cúbico em relação ao custo por metro cúbico mínimo não supere o valor de 2% (dois por cento), podendo, de acordo com outras considerações relevantes, especialmente aquelas decorrentes de análises financeiras, ser escolhida qualquer solução que se enquadre nesse intervalo, com preferência a de menor valor de investimento Entende-se como custo por metro cúbico o Custo Incremental Médio de Longo Prazo (CIM) calculado como a relação entre os valores presentes, à taxa de desconto, dos custos (Cp) e dos volumes (Vp) ou seja: CIM = Cp / Vp. a) A taxa de desconto i ou custo de oportunidade do capital, utilizada para o cálculo dos valores presentes, será 11% (onze por cento ao ano). b) Os custos abrangem os investimentos e as despesas de exploração incrementais em cada ano. b.1) Os valores dos investimentos compreendem os custos referentes a estudos, projetos, materiais, equipamentos, obras, serviços, administração e fiscalização de obras. b.2) Os custos não incluirão juros, amortizações da dívida e depreciação e são determinados a preços constantes, preferencialmente, da época da elaboração dos estudos. b.3) As despesas de exploração incrementais são aquelas resultantes dos investimentos programados. b.4) Os volumes incrementais são aqueles que resultam dos investimentos programados. c) Considera-se que a vida útil média de um sistema de abastecimento de água seja de 30 (trinta) anos, enquanto que a de um sistema de esgotos sanitários seja de 40 (quarenta) anos. c.1) Como o período de vida útil considerado é médio, não devem ser levados em conta investimentos de reposição nesse período. d) Ano de saturação é o ano no qual o sistema ou componente do sistema passa a operar com utilização plena de sua capacidade, considerando o sistema em nível operacional adequado;

191 Fl. 191 e) Qualquer que seja o caso, os cálculos dos valores presentes dos custos e dos volumes são referenciados a uma data comum, de preferência ao ano de elaboração dos estudos Para a pesquisa da capacidade ótima de cada unidade componente do sistema, são considerados apenas os volumes processados na unidade em estudo e as correspondentes despesas de exploração: a) O alcance ótimo preliminar pode ser determinado através das seguintes simplificações: a1) Calcular o fator de escala (@) da unidade através da sua função de custo C = sendo K = constante e Q = capacidade. a2) Os alcances ótimos preliminares podem ser extraídos da tabela a seguir: FATOR DE ESCALA (@) ALCANCES (ANOS) 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 19 a a a 20 9 a 16 7 a 12 5 a 10 4 a 8 3 a 6 a.3) Para as adutoras e subadutoras por recalque ou gravidade, os alcances ótimos preliminares se situam no intervalo de 8 (oito) a 12 (doze) anos. b) São dispensáveis do cálculo do custo por m 3, as despesas ou investimentos que sejam comuns a todas as concepções de uma mesma unidade. c) As despesas de exploração e os volumes incrementais processados devem ser considerados por toda a vida útil da unidade, sendo que, após a saturação da mesma, considera-se que as despesas de exploração e os volumes permanecem constantes. c.1) As despesas de exploração incrementais são aquelas resultantes dos investimentos programados, determinadas pela diferença entre as despesas anuais de exploração da unidade ampliada e as despesas de exploração da unidade existente. c.2) Os volumes incrementais são aqueles que resultam dos investimentos programados, determinados pela diferença entre os volumes anuais processados pela unidade ampliada e os volumes processados pela unidade existente. d) Quando um sistema existente possuir capacidade e condições de atendimento à demanda, e houver necessidade de ampliação ou de implantação de nova(s) unidade(s), torna-se desnecessário a elaboração de estudo de concepção para tal finalidade, porém a capacidade ótima deve ser pesquisada conforme disposições deste subitem 2.4. e) Quando a concepção de uma unidade do sistema tiver condição de funcionamento por período menor que o definido no subitem 2.4.3, alínea c, a vida útil a ser considerada deve ser igual ao tempo estimado de sua utilização.

192 Fl No estudo de concepção devem ser levados em consideração todos os investimentos complementares necessários, até a saturação da etapa do sistema: a) As despesas de exploração e os volumes incrementais devem ser considerados por toda a vida útil do sistema, sendo que, após a saturação do mesmo, considera-se que não haverá mais investimentos e as despesas de exploração e os volumes permanecem constantes. a.1) As despesas de exploração incrementais são aquelas resultantes dos investimentos programados, determinadas pela diferença entre as despesas anuais de exploração do sistema ampliado e as despesas de exploração do sistema existente. a.2) Os volumes incrementais são aqueles que resultam dos investimentos programados, determinados pela diferença entre os volumes anuais consumidos pelo sistema ampliado e os volumes consumidos pelo sistema existente. b) A saturação da etapa de cada concepção é balizada pela unidade do sistema que apresentar a maior capacidade e cujo valor presente de seus custos seja significativo. c) Em casos justificáveis, pode haver unidade componente com ano de saturação superior ao ano de saturação da unidade balizadora. d) Quando houver unidade com capacidade inferior a da unidade balizadora (citada em 2.4.5, alínea b, devem ser determinadas as capacidades ótimas das sub-etapas subseqüentes desta unidade, até que seja atingida a compatibilização com a etapa da concepção. e) Cada etapa subseqüente do sistema é determinada através de um novo estudo de concepção, devendo ser considerado como ano base o ano de saturação da etapa antecedente. f) Ano base de uma sub-etapa ou etapa é o ano de saturação da sub-etapa ou etapa antecedente, respectivamente. g) Cada sub-etapa de uma unidade do sistema tem o seu tamanho otimizado tendo como ano base o ano de saturação da sub-etapa anterior, porém, quando as sub-etapas entrarem na formação da etapa do sistema, o ano base é o de saturação da etapa antecedente. h) A segunda etapa do sistema é considerada somente para efeito de planejamento, devendo ser reestudada em época próxima à sua execução. Se a saturação da primeira etapa for em torno de vinte anos, é dispensável o planejamento da segunda etapa. i) A época de construção de cada nova unidade componente do sistema é programada de forma que, quando a nova unidade entrar em operação, imediatamente após concluída as obras, a unidade existente esteja trabalhando com utilização plena de sua capacidade. j) Quando uma concepção de sistema tiver condição de funcionamento por período menor que o definido no subitem 2.4.3, alínea c, a vida útil a ser considerada deve ser igual ao tempo estimado de sua utilização. l) O estudo de cada concepção de sistema é apresentado observando o quadro em abaixo:

193 Fl. 193 CIDADE: ESTADO: CONCEPÇÃO: A N O POPULAÇ URBANA POPULAÇÃO SERVIDA TOTAL HAB NÍVEL DE ATENDIMENTO (%) VALORES INCREMENTAIS popula ção servida HAB número de economias volume processa do m 3 volume consumi do m 3 Investi mento DESPESAS DE EXPLORAÇÃO pessoal energia outros elétrica total Valor Presente dos Custos (Cp) Valor Presente dos Volumes processados(vp) (CIM) = (Cp) / (Vp) O método de otimização econômica de sistemas pode ser alterado pelo agente promotor, de comum acordo com o agente financeiro, contanto que sejam usados métodos alternativos para os dimensionamentos econômicos das capacidades das unidades componentes do sistema e das comparações de concepções dos mesmos, devendo ser explicativas as vantagens dos procedimentos de engenharia econômica escolhidos Para implantação de sistema, é importante a verificação do estudo do manancial, vazão, qualidade da água, etc. 2.5 SISTEMA PROPOSTO Descrever sucintamente as obras e serviços do projeto proposto e os parâmetros de dimensionamento das partes do sistema. 2.6 Elementos gráficos (plantas dos componentes dos sistemas, perfis e planta de localização do empreendimento. 2.7 Prazo de execução das obras. 2.8 Especificação de materiais, equipamentos e serviços. 2.9 Planilha Orçamentária atualizada Avaliação sócio-econômica, se for o caso, conforme orientação constante do 09 deste volume OUTROS ELEMENTOS Sempre que houver necessidade, podem ser solicitados outros elementos de projeto, tais como: detalhamentos, cortes, estudos geológicos, memorial de cálculos, levantamento topográfico, relatório de sondagens, etc.

194 Fl A - INSTRUÇÃO PARA ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO PROJETO BÁSICO - DRENAGEM URBANA O Projeto Básico é o documento fundamental integrante do pedido de financiamento para sistemas de Drenagem Urbana. 1 DEFINIÇÕES 1.1 PROJETO BÁSICO é o conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, conforme normas específicas da ABNT e Lei 8.666/93 e alteradas pela Lei 8.883/94. 2 SITUAÇÃO DO SISTEMA EXISTENTE 2.1 Observar análise da situação existente, com os problemas operacionais e suas prováveis opções para solucioná-los, além de observar se existe plano diretor de drenagem para a cidade e se as obras pleiteadas fazem parte do mesmo. 3 ESTUDO DE CONCEPÇÃO Observar as alternativas possíveis e seu estudo comparativo, inclusive quanto a possível etapalização das obras e comparação econômica entre as diversas concepções estudadas. 4 MEMORIAL DESCRITIVO No memorial descritivo devem constar, entre outros, os seguintes dados e estudos, conforme o caso: a) a base de dados utilizada na elaboração do projeto (estudo hidrológico, estudo de vazão, levantamentos planialtimétricos e geotécnica) deve ser suficiente para a conclusão do dimensionamento, para a justificativa dos tipos de soluções para equacionar o problema e para a elaboração de um orçamento o mais próximo da realidade; b) descrição das condições de cada um dos rios, córregos, etc, nos quais são executadas as obras em questão e a repercussão que estas obras têm nas áreas beneficiadas, a montante e, principalmente, a jusante (antes e após a execução das mesmas). c) dados populacionais, onde conste: * a população urbana total; * a população diretamente beneficiada, de imediato, pelas obras pleiteadas, e respectiva densidade demográfica; * a população abastecida pelo sistema de abastecimento de água (total e da área beneficiada pelas obras pleiteadas); * classificação da população por faixa de renda; * extensão da rede de esgotos sanitários na área beneficiada pelas obras de drenagem propostas. d) dados urbanísticos, onde conste: * extensão total aproximada dos logradouros da cidade (m);

195 Fl. 195 * extensão dos logradouros com pavimentação (m) e total da área pavimentada (ha); * área total da zona urbana (ha); * área da zona urbana com sistema de drenagem (ha). e) alguns dados do projeto, como: * área da(s) bacia(s) de contribuição (Km2); * data de execução e escala do(s) levantamento(s) topográfico(s); * se os dados hidrológicos foram obtidos de postos fluviométricos, por correlação com outras bacias, etc; * período de recorrência (em anos) - justificando, com os estudos, a sua adoção; * área urbana beneficiada (ha) - para cada canal; * tempo de concentração (em minutos); * método de cálculo adotado (racional, empírico ou outros); * limites da velocidade (m/s) : Vmax e Vmin; * coeficiente de escoamento superficial; * vazão da descarga de projeto prevista nos diversos trechos do(s) canal(is) em m3/s ; * estudos de intensidade da duração das chuvas; * comentários gerais sobre os dados do projeto, a metodologia, os cálculos para o dimensionamento, etc; * memorial descritivo do dimensionamento hidráulico; * estudos topográficos; * estudos hidrológicos; * descrição quantificada das obras e serviços. 5 OUTROS ELEMENTOS a) Elementos gráficos (plantas, perfis, detalhamentos, cortes das obras e planta de localização do empreendimento); b) Plantas e perfis dos canais a serem executados, nas escalas de 1:500 e 1:50 ou 1:1000 e 1:100, respectivamente; c) Plantas baixas, seções transversais, do sistema de drenagem existente, salientando os equipamentos urbanos sociais existentes na área beneficiada pelas obras pleiteadas; d) Planta cadastral atualizada da área de influência das obras. 6 Estudos geológicos e sondagens (sempre que necessários). 7 Levantamento Topográfico.

196 Fl B - INSTRUÇÃO PARA ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO PROJETO BÁSICO SANEAMENTO INTEGRADO 1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 1.1 Esta recomendação destina-se a orientar, sob o ponto de vista técnico, a apresentação dos projetos técnicos alternativos a serem implantados no âmbito da Modalidade SANEAMENTO INTEGRADO. 1.2 O projeto deve ser elaborado e apresentado para cada uma das áreas que já tiveram suas características e intervenções propostas. 1.3 O órgão responsável pela implantação do projeto não deve contemplar investimentos em áreas de litígio ou de risco. 1.4 A elaboração do projeto deve levar em conta as peculiaridades do saneamento para populações de baixa renda, sensivelmente diferentes de trabalhos de construção de sistemas para populações de nível econômico mais elevado em áreas de cidades organizadas. 1.5 Os valores máximos admitidos para investimento por domicílio não pode ultrapassar a R$ 1.400,00 para o empreendimento esgoto sanitário; a R$ 1.000,00 para o empreendimento abastecimento de água; e a R$ 240,00 para o trabalho Sócio- Ambiental. 2. PREPARAÇÃO DO PROJETO A preparação do projeto deve ser precedida de uma revisão dos elementos técnicos disponíveis, destacando-se a seguir algumas informações obrigatórias. 2.1 ÁREA DO PROJETO a) contorno definido e fechado, representado em planta, identificável no campo e área avaliada em hectares: b) planta em escala compatível, com cotas ao longo dos caminhos ou ruas, ou curvas de nível, cobrindo toda a área. 2.2 CLASSIFICAÇÃO DA ÁREA A classificação correta da área é fundamental para a limitação de projeto De acordo com as constatações feitas in loco, através de inspeções, plantas topográficas e outros documentos disponíveis, enquadrar a área do projeto nos seguintes indicadores: Urbanização a) área urbanizada - edificações em lotes definidos. Lotes que têm frente para rua de alinhamentos definidos; b) favela - nem todas as edificações estão em lotes definidos, nem todas as áreas de propriedade têm frente para ruas com alinhamentos demarcados Densidade a) edificações isoladas em lotes ou áreas de propriedade, que permitem a disposição de efluentes domésticos in situ ;

197 Fl. 197 b) edificações muito próximas ou em lotes tão pequenos, que tornam impossível a disposição dos efluentes in situ Declividade a) terrenos íngremes na maior parte da área - declividade maior que 15%; b) terrenos com declividade entre 5% e 15%; c) terrenos planos, com declividade até 5%, bem drenados e secos; d) terrenos baixos, alagados ou inundáveis Tipo de Solo a) permeável, sem lençol freático próximo à superfície; b) permeável, com lençol freático próximo à superfície; c) material duro ou impermeável População a) população presente: é aquela identificada quando da caracterização da área; b) população beneficiada: é a população presente, acrescida do número de lotes vagos, multiplicado pela taxa de ocupação Só deve ser levada em consideração a população da área do projeto, sendo que nenhum benefício à população externa pode ser considerado, nem seus custos incluídos nos custos de projeto. 3 INTERVENÇÕES FINANCIÁVEIS 3.1 Denominam-se intervenções, os trabalhos que devem ser planejados, orçados, realizados e fiscalizados, devendo dar origem a informações sobre tecnologia, custos de orçamento e custos de implantação. 3.2 Podem fazer parte do projeto, apenas obras a serem realizadas dentro dos limites da área de interferência. As obras a serem realizadas fora dos limites da área exclusivamente para atender à mesma, devem ser descritas em separado como obras complementares externas. O custo per capita deve incluir o empreendimento principal e a respectiva obra complementar externa. 3.3 EMPREENDIMENTOS PRINCIPAIS Participação Comunitária a) esta intervenção deve ser planejada especificamente para cada área de projeto e ter como pressuposto básico o desenvolvimento de um processo dinâmico de participação e interação entre população e agentes do SANEAMENTO INTEGRADO Projetos de Abastecimento de Água Apresentação, para aprovação, da seguinte documentação, antes da execução da obra: a) descrição do projeto do sistema específico para a área em questão, inclusive as obras a realizar até a fonte de abastecimento; b) cálculos, quando necessários; c) memorial de especificação de serviços e materiais; d) plantas do sistema e da inserção no contexto urbano; e) planilha de orçamento.

198 Parâmetros para o dimensionamento do Projeto: a) consumo per capita de 120 l/hab. dia; b) coeficientes K1 = 1,2 - dia de maior consumo; K2 = 1,5 - hora de maior consumo; c) demanda: Classe 3 - população presente acrescida de, no mínimo, 50%; Classe 4 - considerar população presente; d) reservação: dimensionar para volume de 15% do consumo máximo diário. Manual de Fomento Fl Condições Gerais para o Projeto: a) a escolha da alternativa de projeto deve ter a participação e concordância da comunidade, sendo imprescindível nos casos de adoção de sistemas construtivos alternativos; b) as redes devem ser sempre projetadas a partir do sistema existente na cidade. Na hipótese de construção de captações e sistemas de tratamento fora da área de projeto, somente é possível o atendimento, respeitado o limite de custo estabelecido; c) o projeto é proposto nas condições mais econômicas possíveis, admitindo-se o uso de diâmetros reduzidos para que a pressão de distribuição seja o mínimo admissível (6mca), considerando-se o dimensionamento hidráulico e diâmetros comerciais. Nesta modalidade de operação, não são consideradas limitações praticadas pelo Operador do sistema como diâmetro e pressão mínima; d) para as áreas de Classes 245X ou 246X, recomenda-se buscar alternativa de projeto mais econômico, podendo ser estudada a possibilidade de instalação da rede sobre telhados, palafitas ou, quando possível, sobre o terreno, com a devida proteção; e) quando não forem utilizados micromedidores nos ramais domiciliares, é necessária a apresentação de solução alternativa para medição Projeto de Esgotamento Sanitário Apresentação para aprovação, antes da execução da obra, da seguinte documentação: a) descrição do projeto do sistema específico para a área em questão, inclusive as obras a serem realizadas até a interligação com o sistema externo ou até a disposição final; b) cálculos, quando necessários; c) memorial de especificação de serviços e materiais; d) plantas do sistema e da inserção no contexto urbano; e) planilha de orçamento Parâmetros para o dimensionamento do projeto: a) consumo per capita de água de 120 l/hab.dia; b) coeficiente a adotar: Ko = 0,8 - reversão água/esgoto; c) K1 = 1,2 - dia de maior consumo; d) K2 = 1,5 - hora de maior consumo; e) demanda: Classe 3 - população presente acrescida de, no mínimo, 50%; Classe 4 - considerar a população presente. f) a rede deve ser dimensionada com: f.1) diâmetro mínimo de 100mm; f.2) para o cálculo da declividade mínima, utilizar vazão de 1,8 l/s, quando a razão máxima diária for igual ou menor a 1,8 l/s e utilizar o critério da força trativa de 1 Pa (0,10 Kgf/m2). f.3) profundidade máxima da rede de 1,5m para rua e 0,65m para calçada Condições gerais para o projeto:

199 Fl. 199 a) a escolha da alternativa de projeto deve ter a participação e concordância da comunidade, sendo imprescindível nos casos de adoção de sistemas construtivos alternativos; b) em todos os projetos, a solução de disposição in situ deve ser estudada sob o aspecto econômico e priorizada para áreas cujas condições físicas e de ocupação são favoráveis; c) para o dimensionamento da fossa são seguidas as recomendações das normas vigentes no País, inclusive no que se refere a exigência de teste de absorção do solo; d) para o sistema de disposição final coletiva, deve ser apresentada a análise econômicofinanceira, comparando a solução TS (tanque de sedimentação), LAGOA ou RALF, caso o tratamento apresentado seja diferente do citado anteriormente; e) nos casos em que a negociação com a população local resulte na adoção de rede coletora para o esgotamento sanitário, o projeto deve objetivar aos menores comprimentos de rede e diâmetro, adotando soluções de rede condominial tipo intramuros, fundo de lote ou calçadas. Sendo adotada qualquer uma dessas soluções, é necessária a apresentação da justificativa técnica; f) para as áreas de Classe 25X, as redes de pequenos diâmetros devem ser, na medida do possível, construídas sobre o solo, bem ventiladas e adequadas para as vias de tráfego de pedestres; g) as redes separadoras, na medida do possível, obedecem às determinações técnicas simplificadas das Concessionárias de Serviços de Água e Esgoto local, desde que as áreas sejam de Classe 1; h) dotar as redes de ventilação, especialmente nas áreas de Classe 5 e 6, utilizando, para esse fim, tubos de ventilação colocados externamente às edificações; i) para as áreas da Classe 2, dotar a rede de, no mínimo, 1 tubo de ventilação para cada 5 domicílios; j) para redes em áreas de Classe 5, são utilizados métodos especiais de dimensionamento, bem como cuidados especiais na ventilação da rede; k) o projeto deve conter a menor quantidade possível de poços de visita e terminais de limpeza, com diâmetros reduzidos para 0,90m e 0,60m; l) deve ser verificada a possibilidade de utilização de terminais de limpeza e inspeção, em pontos iniciais de tubulação e tubo de inspeção intermediário em tabulações longas e rasas, de duas curvas separadas de 45º em curvas horizontais de 90º; m) deve ser verificada, também, a possibilidade de utilização de ramal domiciliar interligado em Y, com uma curva de 45º no ponto de inserção de uma tubulação em outra e de caixa subterrânea de concreto para mudança de diâmetro e inclinação de tubulação, com a finalidade de substituir os PV s que, tradicionalmente, representam custos significativos Projeto de Instalação Hidráulico- Sanitárias Intradomiciliares - IHS: a) deve ser contemplada a melhoria ou construção de instalações hidráulico-sanitárias, respeitando a escolha da população. Será apresentado um projeto típico da instalação, da ligação de água a partir do distribuidor, da ligação de esgoto à rede ou, no caso de sistema de disposição in situ dos esgotos domésticos, a partir da entrada nesse sistema; b) é importante notar que tanto a rede de esgotos, quanto o sistema de disposição in situ, seja ele fossa absorvente, poço ventilado ou fossa séptica e sumidouro, são Empreendimentos de Esgotos, devendo os projetos da IHS serem apresentados em volumes e orçamentos separados; c) em casos específicos, pode ser dispensado o projeto típico, que deve ser substituído pela cesta de materiais para IHS, nos casos em que será construído pela população em regime de ajuda mútua, com a forma que melhor se adequar à sua habitação.

200 Fl Documentos a apresentar: a) projeto - tipo da Instalação Hidráulico - Sanitária; b) memorial de especificação de serviços e materiais; c) planilha de orçamento. 3.4 EMPREENDIMENTOS COMPLEMENTARES Os projetos de obras complementares devem ser separados em volumes à parte, com orçamentos em separado dos empreendimentos principais Projeto de Sistema de Microdrenagem Divide-se em sistemas abertos e fechados: a) os sistemas abertos são compostos de valas comuns com alguns bueiros de travessia de caminhos ou ruas. Esses sistemas são aceitos e recomendados para as áreas da Classe 1, com ruas em terra e para todas as áreas de Classe 2, desde que observadas as condições do solo/topografia local e condições de dimensionamento; b) os sistemas fechados, compostos de tubulações enterradas são recomendados para vielas ou ruas pavimentadas e não podem ser aceitos para vielas ou ruas de terra. Só devem ser empregados nas áreas da Classe Apresentação, para aprovação, antes da execução da obra, da seguinte documentação: a) diagnóstico dos problemas de esgotamento pluvial da área, com dados pluviométricos do local, no que se refere à intensidade, freqüência e duração para tempo de recorrência igual a dez anos; b) planta topográfica da bacia, com indicação do posicionamento da área; c) descrição do projeto do sistema específico para a área em questão, inclusive as obras a serem realizadas até a interligação com o sistema externo existente ou até a disposição final; d) cálculos, quando necessários; e) memorial de especificação de serviços e materiais; f) plantas do sistema e da inserção no contexto urbano; g) planilha de orçamento Parâmetros para dimensionamento do projeto As obras de microdrenagem do Programa encontram-se limitadas aos seguintes parâmetros: a) valas abertas, com largura de fundo máxima de 1,00m e profundidade máxima de 1,50m, projetadas para velocidade que satisfaça a força trativa mínima de 3 Pa (0,3 Kgf/m2); b) sistema fechado com tubulação de diâmetro máximo de 0,80m e profundidade máxima de 2,00m, projetado com velocidade que satisfaça a uma força trativa mínima de 2 Pa (0,2 Kgf/m2); c) para a área de Classe 8, o projeto de microdrenagem deve demonstrar que o sistema proposto soluciona definitivamente o problema de alagamento/ inundação do local.

201 Fl Não podem ser aceitos no programa obras com características fora dos limites estabelecidos, bem como sistemas de drenos perfurados de qualquer extensão ou dimensão Projeto do Sistema de Manejo de Resíduos Sólidos (lixo doméstico) a) quando o lixo se constituir em um problema grave para a saúde na área do projeto, pode ser incluído como empreendimento complementar, mediante justificativa; b) a princípio, a coleta e a disposição dos resíduos sólidos devem ser solucionados com a organização da própria população, por intermédio da Participação Comunitária, evitando o auxílio externo; c) em geral, os trabalhos propostos devem incluir coleta e disposição pela população, até os pontos de concentração, a partir daí, o transporte a distâncias maiores considerado como atribuição do Município; d) no projeto SANEAMENTO INTEGRADO podem ser aceitos sistemas simples de transporte como o uso de tração animal, pequenos tratores e o emprego de conteiners nos pontos de concentração A princípio, está vedado, no programa, a aquisição de caminhões e instalação de usinas de lixo Documentação a apresentar: a) relatório de descrição do projeto, aprovado pela Prefeitura local ou entidade responsável pelos serviços na localidade; b) planta da localidade, assinalando os pontos de concentração e indicação dos acessos do caminhão de coleta do serviço público; c) memória de cálculo; d) planilha de orçamento.

202 Manual de Fomento Fl C - INSTRUÇÃO PARA ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO PROJETO BÁSICO MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS O presente tem como objetivo oferecer subsídios e orientações à elaboração do projeto básico do empreendimento a ser financiado, buscando a maximização dos recursos e dos benefícios sociais. 1 DEFINIÇÃO 1.1 PROJETO BÁSICO Conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra/serviço ou complexo de obras/serviços objeto da solicitação, elaborado com base na indicação dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, conforme normas específicas da ABNT e Lei 8.666/93 e alterada pela Lei 8.883/ Quando o sistema de tratamento consistir da implantação de usinas de reciclagem; de compostagem ou de aterro sanitário, envolvendo, portanto, obras civis, o projeto deve conter os seguintes elementos: a) justificativa técnica; b) memorial descritivo; c) aspectos ambientais; d) planilha orçamentária; e) plantas e detalhes construtivos; f) atividades complementares, e; g) cronograma físico-financeiro. 1.3 Caso o projeto inclua ou consista, exclusivamente, da aquisição de equipamentos/veículos para tratamento e disposição final, deverá ser apresentado: a) justificativa técnica; b) memorial descritivo (tipo, quantidade e especificações técnicas do equipamento/veículo, tipo e volume do serviço a ser utilizado com o equipamento/veículo, justificando a sua utilização; c) planilha orçamentária. 2 SITUAÇÃO DO SISTEMA EXISTENTE 2.1 Descrever o sistema existente de coleta, apresentando: a) estrutura organizacional dos serviços; b) população local beneficiada; c) mapa e freqüência da coleta; d) tipo e quantidade de equipamento(s) utilizado(s); e) caracterização do lixo coletado; f) problemas operacionais envolvidos. 2.2 Descrever a existência de alguma modalidade de tratamento de lixo e a forma de destinação final, com os respectivos problemas operacionais. 2.3 Descrever os principais problemas relacionados à deficiência dos serviços e o atendimento à população (indicar o percentual de atendimento). 3 SISTEMA PROPOSTO

203 Fl JUSTIFICATIVA TÉCNICA A partir das dificuldades identificadas, apresentar as opções viáveis de solução, indicando a alternativa proposta com as correspondentes justificativas técnicas, econômicas e ambientais. 3.2 MEMORIAL DESCRITIVO O memorial descritivo deverá conter: a) análise da composição do lixo; b) descrição da concepção e dimensionamento do sistema proposto, incluindo as unidades componentes do sistema de tratamento e de disposição final; c) descrição das etapas de execução de cada componente, incluindo o detalhamento das obras envolvidas; d) referência às normas técnicas dos serviços previstos para execução das obras, e; e) integração das obras com o sistema existente, se for o caso Em relação aos materiais e/ou equipamentos/veículos a serem empregados ou utilizados nas obras, informar tipo, quantidade e especificações técnicas dos mesmos, caracterizando o volume a ser utilizado e justificando a sua utilização Para todas as modalidades de tratamento e disposição final, deverão ser informadas: a) características técnicas do sistema proposto; b) processo e funcionamento do sistema; c) disponibilidade de área para sua instalação, com suas principais características físicas e ambientais; d) fatores determinantes da escolha do local; e) disponibilidade de pessoal com nível técnico para a operação, manutenção e controle dos equipamentos e das unidades do sistema No caso dos aterros sanitários, ou em situações especiais das usinas de reciclagem e de compostagem, incluir as considerações e análises de geotécnia e topografia Apresentar um fluxograma do processo de tratamento, considerando todos os componentes e etapas do sistema. 3.3 MEMÓRIA DE CÁLCULO Deve conter o cálculo das quantidades de serviços/materiais constantes no orçamento das obras/serviços. Em caso de eventual complexidade das obras civis envolvidas na instalação das usinas de reciclagem/compostagem, ou do aterro, apresentar o dimensionamento das mesmas. 3.4 ASPECTOS AMBIENTAIS Descrever os aspectos ambientais envolvidos com o sistema proposto, incluindo a justificativa do local escolhido para à implantação do sistema; a descrição e avaliação dos impactos positivos e negativos envolvidos com a implantação das obras e a operação do sistema, bem como a indicação das providências e medidas adotadas para à minimização dos impactos ambientais.

204 Fl Qualquer que seja o sistema proposto, deve estar em consonância com a legislação federal e estadual vigentes e atender aos critérios de licenciamento ambiental estabelecidos pelos correspondentes órgãos estaduais e/ou regionais competentes. Obs.: Recomenda-se que o sistema proposto corresponda ao previamente apresentado e analisado pelo órgão ambiental competente. 3.5 PLANILHA ORÇAMENTÁRIA Deve conter o detalhamento itemizado de todos os serviços que compõem cada fase da execução das obras, incluindo material, mão-de-obra e demais custos inerentes Os custos devem estar atualizados com base nos preços de mercado praticados na região, observados, em especial, aqueles praticados pelos serviços de limpeza urbana Na indicação dos serviços preliminares é indispensável discriminar a composição e dimensionamento dos mesmos, relacionando-os com as respectivas unidades e quantidades Na composição da planilha de custos, deverão ser indicados, numericamente, os valores envolvidos com cada item, não sendo permitida a indicação da unidade verba (Vb) como indicador de valores. 3.6 PLANTAS E DETALHES CONSTRUTIVOS Deve ser apresentada a planta de localização do sistema/obras, em escala compatível, relacionado com a localidade beneficiada e aspectos relevantes físicos/ambientais da área Dependendo da natureza do projeto/sistema, deverão ser incluídas plantas: a) de detalhes construtivos, referentes à estrutura, instalações e obras complementares; b) perfis, seções, elevações, dentre outras que se façam necessárias. 3.7 ATIVIDADES COMPLEMENTARES Em caso de necessidade, poderão ser incluídos no pedido de financiamento, desde que, devidamente justificados e detalhados, programas de treinamento e de assistência técnica aos equipamentos e às unidades de tratamento e disposição final. 3.8 CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO Descrever as atividades a serem desenvolvidas na implantação do sistema, incluindo prazos de execução e recursos financeiros envolvidos em cada etapa.

205 21 - JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO - ABASTECIMENTO DE ÁGUA Manual de Fomento Fl. 205 A justificativa do empreendimento contém elementos que comporão o processo de financiamento do agente financeiro. Empreendimento: mutuário: agente promotor: 1 JUSTIFICATIVA A Justificativa do Empreendimento é o documento destinado a demonstrar a necessidade e oportunidade da Solicitação do Financiamento. 1.1 Deve ser elaborada por sistema, com destaque para as unidades objeto de financiamento e área de intervenção, cujas informações deverão ser extraídas do Projeto Básico elaborado conforme instruções contidas no DADOS GERAIS 2.1 Os dados e resultados básicos (colocar a data referenciada) relativos ao empreendimento em estudo são: a) população urbana; b) percentual de atendimento; c) vazões demandadas (sem as perdas); d) percentuais de perdas de água; e) percentual de micromedição; f) percentual de utilização atual da capacidade das unidades; g) outros dados e resultados julgados representativos. 3 ANÁLISE DA SITUAÇÃO OPERACIONAL 3.1 A análise da situação operacional deve ser suficiente para mostrar os problemas operacionais do sistema e conclusiva para determinação das prováveis opções para solucioná-los. 3.2 Descrever sobre o nível de perdas no sistema no ano atual. No caso de as perdas serem iguais ou maiores que 30%, quais as providências planejadas com vistas a reduzi-las. 3.3 No caso de proposição para ampliar o sistema, deve ser apresentada justificativa demonstrando a oportunidade do empreendimento. 3.4 A descrição do sistema existente e a situação operacional acima caracterizada, pode ser alterada, adequando, acrescentando ou eliminando os pontos que o agente promotor julgar pertinente, de comum acordo com o agente financeiro, e sem prejuízo ao correto entendimento da oportunidade e qualidade do empreendimento proposto, face à situação operacional e estado de conservação do sistema existente. 4 SITUAÇÃO PROPOSTA Descrever as obras e serviços do projeto proposto e os parâmetros de dimensionamento das partes do sistema.

206 Fl Captação Captação Superficial Localização e denominação Capacidade da Captação (l/s) Descrição das partes componentes da captação, tais como: tipo de tomada, tipo de canal ou tubulação de ligação, tipo de barragem, caixas de areia, etc. Observação: No caso de ampliação, citar a capacidade da captação atual e o incremento a ser obtido (l/s). No caso de reabilitação e/ou otimização, descrever as obras e serviços a serem executados Captação Subterrânea Denominação, número de poços e localização das áreas de captação Número, tipo, potência (HP), vazão (l/s) e altura manométrica (m) dos conjuntos a serem adquiridos e instalados Descrição dos abrigos para os poços. Observação: No caso de reabilitação e/ou otimização, descrever as obras e serviços a serem executados. 4.2 ELEVATÓRIA Localização e denominação Tipo e quantidade dos conjuntos a serem adquiridos e instalados, indicando para cada um deles: vazão (l/s), potência (HP), altura manométrica (m); Área total e n.º de pavimentos. Observação: No caso de reabilitação e/ou otimização, descrever as obras e serviços a serem executados. 4.3 ADUÇÃO Unidades do sistema ligadas pela adutora Materiais especificados seguidos da expressão "ou similar", extensão (m) e diâmetro (mm) da tubulação a ser adquirida e ou assente Descrição do tipo de dispositivo anti-golpe de ariete.

207 Fl. 207 Observação: No caso de otimização e/ou reabilitação, especificar as obras e serviços a serem executados. 4.4 TRATAMENTO Localização e denominação Capacidade da etapa de implantação (l/s) Tipo. Observação: No caso de reabilitação e/ou otimização, citar a capacidade de tratamento e descrever as obras e serviços a serem executados, indicando os novos equipamentos e/ou parte da construção civil a ser reabilitada e/ou otimizada. No caso de ampliação, citar a capacidade de tratamento atual e o incremento com a ampliação (l/s), descrevendo as obras e serviços a serem executados, e os equipamentos a serem adquiridos e instalados. 4.5 RESERVAÇÃO Localização e denominação Tipo e material Capacidade (m3) Observação: No caso de reabilitação e/ou otimização, indicar a capacidade (m3) do reservatório que será reformado, especificando as obras e serviços a serem executados. No caso de ampliação, citar o incremento da capacidade (m3). 4.6 REDE DE DISTRIBUIÇÃO Extensão da tubulação, por diâmetro, discriminando material e classe, seguido da expressão "ou similar", a ser adquirida e/ou assente. 4.7 LIGAÇÃO PREDIAL Número e tipo de ligação, com ou sem hidrômetro. 4.8 ELABORAÇÃO DE ESTUDOS E OU PROJETOS TÉCNICOS Relacionar a(s) comunidade(s) a ser(em) beneficiada(s) e o tipo de estudo a ser elaborado. 4.9 PESQUISA DE MANANCIAIS Relacionar a(s) comunidade(s) a ser(em) beneficiada(s) e as características da pesquisa como n.º de poços piloto, localização, profundidade prevista.

208 4.10 ITENS ESPECIAIS Manual de Fomento Fl No caso de eletrificação, citar a extensão da linha de transmissão No caso de estradas de acesso e/ou serviços, citar a extensão e o tipo de pavimentação No caso de travessias, citar o tipo e dimensões principais No caso de subestações rebaixadoras de alta tensão, citar o número e tipo dos transformadores e respectivos implementos Para outras obras especiais, citar as características principais Desapropriação com indicação da localização e área Ações de preservação ambiental necessárias à implantação do empreendimento. 5 Apresentar um desenho esquemático dos sistemas existente e proposto. Data / / agente promotor mutuário

209 21-A - JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO - ESGOTAMENTO SANITÁRIO Manual de Fomento Fl. 209 A justificativa do empreendimento contém elementos que comporão o processo de financiamento do agente financeiro. Empreendimento: mutuário: agente promotor: 1 JUSTIFICATIVA A Justificativa do Empreendimento é o documento destinado a demonstrar a necessidade e oportunidade da Solicitação do Financiamento. 1.1 Deve ser elaborada por sistema, com destaque para as unidades objeto do financiamento e área de intervenção, cujas informações deverão ser extraídas do Projeto Básico elaborado conforme instruções contidas no DADOS GERAIS 2.1 Devem ser informados os seguintes dados e resultados do sistema de abastecimento de água da área onde existe rede de esgoto sanitário: a) população urbana; b) percentual de atendimento; c) percentual de utilização atual da capacidade das unidades; d) vazões de esgoto; e) outros dados e resultados julgados representativos. 3 ANÁLISE DA SITUAÇÃO OPERACIONAL 3.1 A análise da situação operacional deve ser suficiente para mostrar os problemas operacionais do sistema e conclusiva para determinação das prováveis opções para solucioná-los. 3.2 Descrever sobre o nível de perdas do sistema no ano atual. No caso de as perdas serem iguais ou maiores que 30%, citar quais as providências planejadas com vistas a reduzi-las. 3.3 No caso de proposição para ampliar o sistema, deve ser apresentada justificativa demonstrando a oportunidade do empreendimento. 3.4 A descrição do sistema existente e a situação operacional, acima caracterizada, pode ser alterada, adequando, acrescentando ou eliminando os pontos que o agente promotor julgar pertinente, de comum acordo com o agente financeiro, e sem prejuízo ao correto entendimento da oportunidade e qualidade do empreendimento proposto, face à situação operacional e estado de conservação do sistema existente. 4 SITUAÇÃO PROPOSTA Descrever as obras e serviços do projeto proposto e os parâmetros de dimensionamento das partes do sistema.

210 4.1 DISCRIMINAR AS BACIAS E SETORES QUE SERÃO BENEFICIADOS 4.2 REDE COLETORA E INTERCEPTORES Manual de Fomento Fl Extensão da rede e interceptores, por diâmetro, a adquirir e/ou a assentar, discriminando material e classe, seguido da expressão "ou similar" Número total de poços de visita. 4.3 EMISSÁRIO Unidades do sistema ligadas pelo emissário Diâmetro e extensão de cada emissário, separando as partes a adquirir e/ou a assentar Material especificado no projeto técnico seguido da expressão "ou similar" Descrição sucinta dos dispositivos especiais (anti-golpe de ariete, "stand pipes", etc.). 4.4 ELEVATÓRIA Localização e denominação Tipo e quantidade dos conjuntos a serem adquiridos e instalados, indicando, para cada um deles: vazão (l/s) potência (HP) e altura manométrica (m) Área total e número de pavimentos. 4.5 TRATAMENTO Localização e denominação Capacidade da etapa a implantar (l/s) Tipo: se for o caso, citar o número das unidades componentes no tratamento preliminar (caixas de areia, etc.), primário (decantação, digestores, leitos, margem, lodo, etc.) e secundário (filtração biológica, lodos ativados, etc.), número e área, no caso de lagoas de estabilização, vales de oxidação, etc. Observação: a) no caso de reabilitação e/ou otimização, citar a capacidade de tratamento após a intervenção e descrever as obras e serviços a serem executados, indicando os novos equipamentos e/ou parte da construção civil a ser reabilitada ou otimizada; b) no caso de ampliação, citar a capacidade de tratamento atual e o incremento com a ampliação (l/s), descrevendo as obras e serviços a serem executados. 4.6 LIGAÇÃO PREDIAL Número e tipo de ligação. 4.7 ELABORAÇÃO DE ESTUDOS E PROJETOS TÉCNICOS

211 Fl Relacionar as comunidade(s) a ser(em) beneficiada(s) e o tipo de estudo a ser elaborado. 4.8 ITENS ESPECIAIS No caso de eletrificação, citar a extensão da linha de transmissão No caso de estradas de acesso e ou serviços, citar a extensão e o tipo de pavimentação No caso de travessias, citar o tipo e dimensões principais No caso de subestações rebaixadoras de alta tensão, citar o número e tipo dos transformadores e respectivos implementos Para outras obras especiais, citar as características principais Desapropriação com indicação da localização e área Ações de preservação ambiental necessárias à implantação do empreendimento. 5 Apresentar um desenho esquemático dos sistemas existente e proposto. Data / / agente promotor mutuário

212 21-B - JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO - DRENAGEM URBANA Manual de Fomento Fl. 212 A justificativa do empreendimento contém elementos que comporão o processo de financiamento do agente financeiro. Empreendimento: mutuário: agente promotor: 1 JUSTIFICATIVA A Justificativa do Empreendimento é o documento destinado a demonstrar a necessidade e oportunidade da Solicitação de Financiamento. 1.1 Deve ser elaborada por área de abrangência da intervenção, com destaque para as unidades objeto do financiamento e área de intervenção. 2 DADOS GERAIS a) população urbana total; b) população urbana beneficiada diretamente pelas obras projetadas; c) densidade demográfica na área beneficiada (hab/ha); d) percentual da população abastecida na área beneficiada pelas obras, em relação à população total dessa área; e) percentual do total da população abastecida na cidade em relação à população urbana total; f) extensão da rede de esgoto sanitário na área beneficiada pelas obras, se for o caso; g) percentual da população servida por esgotos na área beneficiada em relação à população dessa área; h) percentual da população servida total na cidade em relação à população urbana total. 3 SISTEMA EXISTENTE E SITUAÇÃO OPERACIONAL. 3.1 Descrever o sistema existente, contemplando a quantidade de córregos e/ou canais e a situação operacional de cada um, informando, inclusive, se estão canalizados ou não Anexar planta (numa escala adequada) da cidade ou de parte da cidade, localizando o sistema existente. 4 ANÁLISE DA SITUAÇÃO EXISTENTE 4.1 A análise da situação existente deve ser suficiente para mostrar os problemas operacionais do sistema e conclusiva para determinação das prováveis opções para solucioná-los. 4.2 Citar se existe Plano Diretor de drenagem para a cidade e se as obras fazem parte desse plano.

213 Fl SITUAÇÃO PROPOSTA 5.1 CANAIS Localização (rio, córrego, ribeirão, etc.); tipo (aberto, fechado); material utilizado para a execução (concreto armado, gabião, etc.); extensão revestida, seções utilizadas em cada trecho (com as respectivas extensões e volume de concreto ou gabião previsto) No caso de galeria celular indicar, também, o número de células e as seções e extensões correspondentes. 5.2 REDE DE GALERIAS PLUVIAIS Somente são admitidas conjuntamente com obras de macrodrenagem, salvo nos casos em que as obras projetadas visem assegurar o alcance dos benefícios previstos na modalidade, e o corpo receptor esteja preparado para receber as vazões adicionais correspondentes Informar o tipo, extensão e dimensões, discriminando as quantidades a adquirir e/ou a assentar e indicando o material, seguido da expressão "ou similar". a) bocas de lobo - quantidade; b) bueiros - tipo, dimensões e extensão (m); c) poços de visita - quantidade; d) poços de queda - quantidade; e) dissipadores de energia - tipo, quantidade, dimensões, caixas de ligação e quantidade. 5.3 RETIFICAÇÃO DE CURSOS DE ÁGUA Extensão e seção retificada e sua localização. 5.4 PAVIMENTAÇÃO (limitada aos logradouros da área de intervenção) Localização e ou denominação dos logradouros, com as dimensões da pista de rolamento e/ou calçadas, informando o tipo de pavimentação (asfalto, paralelepípedo, bloquetes, etc.) e a respectiva área (m2). Extensão de meio-fio (m). 5.5 DRAGAGEM Localização, extensão e volume a dragar (m3). 5.6 CONTENÇÃO DE ENCOSTAS Admitido nos casos de erosão do solo. Especificar. 5.7 ITENS ESPECIAIS No caso de travessias, citar o tipo e dimensões principais Para outras obras especiais, citar as características principais Desapropriação com indicação da localização e área Ações de preservação ambiental necessárias à implantação do empreendimento.

214 Fl Descrever se as obras em estudo serão executadas em uma só etapa e, se for o caso, qual o número de etapas previsto. 5.9 Descrever as alternativas estudadas, apresentando o seu estudo comparativo Comentar sobre o reflexo da implantação das obras pleiteadas a montante e a jusante dos trechos e no sistema viário, além das condições sanitárias. 6 Anexar planta (numa escala adequada), localizando o sistema proposto. Data / / agente promotor mutuário

215 Fl C - JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS A justificativa do empreendimento contém elementos que comporão o processo de financiamento do agente financeiro. Empreendimento: mutuário: agente promotor: 1 JUSTIFICATIVA A Justificativa do Empreendimento é o documento destinado a demonstrar a necessidade e oportunidade da Solicitação de Financiamento. 1.1 Deve ser elaborado por área de abrangência da intervenção, com destaque para o objeto de financiamento (implantação, ampliação e ou reabilitação de instalação para destinação final dos resíduos sólidos) e sua influência no entorno. 2 DADOS GERAIS 2.1 Os dados e resultados básicos relativos ao empreendimento em estudo são : a) população urbana; b) percentual de atendimento. 2.2 Descrição do sistema de coleta, transporte, tratamento e disposição final existente. 3 ANÁLISE DA SITUAÇÃO OPERACIONAL 3.1 Deve ser suficiente para mostrar os problemas e conclusiva para determinação das prováveis opções para solucioná-los. 4 SITUAÇÃO PROPOSTA 4.1 SISTEMA DE TRANSPORTE Descrição do tipo de transporte a ser implementado Descrição do equipamento a ser utilizado Descrição das condições das vias de tráfego Outras informações pertinentes. 4.2 SISTEMA DE TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO FINAL Descrição da área de localização do empreendimento, inclusive seu entorno; Descrição do tipo de tratamento e disposição final a ser desenvolvido; Descrição do equipamento necessário à operacionalização do tratamento e disposição final proposto;

216 Fl Descrição das condições de drenagem superficial da área de influência do projeto; Descrição do sistema de coleta e tratamento dos líquidos percolados, quando for o caso; Descrição do sistema de tratamento dos gases, quando for o caso; Descrição do sistema de monitoramento ambiental; Descrição da urbanização do entorno da área, quando for o caso; Outras informações pertinentes. Data / /. agente promotor mutuário

217 21-D - JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO - ESTUDOS E PROJETOS Manual de Fomento Fl. 217 A justificativa do empreendimento contém elementos que comporão o processo de financiamento do agente financeiro. Empreendimento: mutuário: agente promotor: 1 JUSTIFICATIVA A Justificativa do Empreendimento é o documento destinado a demonstrar a necessidade e oportunidade da Solicitação de Financiamento e deve ser elaborado por localidade com destaque para área de intervenção. 1.1 DADOS GERAIS DA LOCALIDADE A SER BENEFICIADA, TAIS COMO: a) população urbana total; b) população beneficiada, de imediato; c) risco da área de abrangência (ha); d) densidade demográfica (hab/ha); e) nível sócio-econômico da população; f) condições de logradouros; g) demais dados julgados procedentes; 1.2 SISTEMA EXISTENTE A descrição do sistema existente deve ser suficiente para concretizá-lo com suas principais grandezas e modo de funcionamento, tais como: a) situação operacional; b) percentual de atendimento (água/esgoto); c) extensão da rede (água/esgoto); d) percentuais de perdas (água); e) percentual de micromedição (água); f) situação operacional, caracterizando o funcionamento atual, os problemas operacionais e as opções para solucioná-los; g) demais dados julgados procedentes. 1.3 SISTEMA PROPOSTO Descrever os objetivos e metas a serem alcançadas com o financiamento, abordando os aspectos técnicos já definidos e a questão de preservação ambiental. Data / / agente promotor mutuário

218 22 - DIAGNÓSTICO/PROGNÓSTICO Manual de Fomento Fl O é composto dos Quadros I, II e III. INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO 2 Com base no Diagnóstico/Prognóstico, o agente promotor deve apresentar: 2.1 Descrição abrangente da situação atual das atividades pertinentes a cada um dos projetos integrantes do programa de Desenvolvimento Institucional; 2.2 Estabelecimento das metas a serem alcançadas com as aplicações de recursos; 2.3 Estabelecimento das prioridades de ações em nível de projeto, para serem alcançadas as metas; As ações estabelecidas devem ser reduzidas às áreas de atuação que reflitam maiores resultados com vistas à otimização dos recursos; 2.4 As ações estabelecidas devem estar em sintonia com o Diagnóstico/Prognóstico; 2.5 Os dados gerais e indicadores operacionais (Quadro I e II deste ) a serem atingidos com recursos ainda não assegurados devem estar assinalados.

219 Fl QUADRO I DIAGNÓSTICO/PROGNÓSTICO - DADOS GERAIS Órgão de Saneamento: DISCRIMINAÇÃO UNIDADES ANOS ATUAL ANOS PROJETADOS HIS TÓR ICO S DADOS GERAIS POPULAÇÃO URBANA HAB TX. CRESC. POP. URBANA % TX. OCUP. DOMICILIAR HAB./DOM N.º DE EMPREGADOS UNIDADE 2 - SERVIÇO DE ÁGUA N.º LOCAL. ATENDIDAS UNIDADE POPUL. ABASTECIDA HAB ECON. RESIDENCIAIS UNIDADE ECONOMIAS - TOTAL UNIDADE LIGAÇÕES - TOTAL UNIDADE LIGAÇÕES MEDIDAS UNIDADE VOLUME CONSUMIDO m VOLUME FATURADO m VOLUME PRODUZIDO m VOLUME ESTIMADO m EXTENSÃO DA REDE Km 3 - SERVIÇO DE ESGOTO N.º LOCAL. ATENDIDAS UNIDADE POPULAÇÃO SERVIDA HAB ECON. RESIDENCIAIS UNIDADE ECONOMIAS - TOTAL UNIDADE LIGAÇÕES - TOTAL UNIDADE VOLUME COLETADO m VOLUME FATURADO m EXTENSÃO DA REDE Km OBSERVAÇÃO: INFORMAÇÕES COMPATÍVEIS COM O DECAP

220 Fl QUADRO II DIAGNÓSTICO/PROGNÓSTICO - INDICADORES OPERACIONAIS Órgão de Saneamento: DISCRIMINAÇÃO UNIDADES ANOS HISTÓRICOS ATUAL ANOS PROJETADOS INDICADORES OPERACIONAIS NÍVEL ATENDIM..- ÁGUA % NÍVEL ATEND. - ESGOTO % VOL.FAT./ECON. - ÁGUA m /ECO/MÊS VOL.FAT./ECON. - ESGOTO m /ECO/MÊS EXT. REDE/LIGAÇÃO - ÁGUA m/lig EXT.REDE/LIGAÇÃO-ESGOTO m/lig ECO/LIGAÇÃO - ÁGUA ECO./LIG ECO/LIGAÇÃO-ESGOTO ECO./LIG TARIFA MÉDIA - ÀGUA R$/1.000 m TARIFA MÉDIA - ESGOTO R$/1.000 m PERDAS FÍSICA % PERDAS NO FATURAMENTO % ÍNDICE HIDROMETRAÇÃO % EFICIÊNCIA MICROMEDIÇÃO % ÍNDICE MICROMEDIÇÃO % ÍNDICE PROD. PESSOAL LIG./EMPR. (A+E) R$/EMPR. DESP.PESSOAL/EMP REGADO DESP.MAT.TRAT./m3 PROD. R$/m DESP.OUT.MAT./LIG. (A+E) R$/LIG DESP.ENERG.ELÉT./m3 PROD. R$/m DESP.OUT.SERV./LIG. (A+E) R$/LIG DESP.GERAIS/LIG. (A+E) R$/LIG DESP.FISCAIS/LIG. (A+E) R$/LIG DEX/VOL.FAT.TOTAL (A+E) R$/m DES/LIGAÇÃO (A+E) R$/LIG EVASÃO DE RECEITA % DEX/REC.OPERACIONAL R$/R$ OBSERVAÇÃO: INFORMAÇÕES COMPATÍVEIS COM O DECAP

221 22 - QUADRO III Manual de Fomento Fl. 221 FÓRMULA DOS INDICADORES Órgão de Saneamento: NÍVEL DE ATENDIMENTO - ÁGUA (%) = POP. ATENDIDA COM ÁGUA X 100 POP.URB.LOCALIDADE ATENDIDA PELA CIA 2. NÍVEL DE ATENDIMENTO - ESGOTO (%) = POP. ATENDIDA COM ESGOTO X 100 POP.URB.LOCALIDADE ATENDIDA PELA CIA 3. TARIFA MÉDIA - ÁGUA (R$/1.000 m 3 ) = RECEITA TARIFÁRIA DE ÁGUA VOLUME FATURADO DE ÁGUA 4. TARIFA MÉDIA - ESGOTO (R$/1.000 m 3 ) = RECEITA TARIFÁRIA DE ESGOTO VOLUME FATURADO DE ESGOTO 5. PERDAS FÍSICAS (%) = VOLUME PRODUZIDO - ( VOL. MICROMEDIDO + VOL. ESTIMADO) X 100 VOLUME PRODUZIDO 6. PERDAS NO FATURAMENTO (%) = VOLUME PRODUZIDO - VOLUME FATURADO X 100 VOLUME PRODUZIDO 7. ÍNDICE DE HIDROMETRAÇÃO (%) = N.º DE LIGAÇÕES MEDIDAS X 100 N.º DE LIGAÇÕES DE ÁGUA 8. EFICIÊNCIA DE MICROMEDIÇÃO (%) = N.º DE HIDRÔMETROS EM FUNCIONAMENTO LIDOS X 100 N.º DE HIDRÔMETROS INSTALADOS 9. ÍNDICE DE MICROMEDIÇÃO (%) = VOLUME MICROMEDIDO X 100 VOLUME PRODUZIDO 10. EVASÃO DE RECEITA (%) = FATURAMENTO - ARRECADAÇÃO X 100 FATURAMENTO

222 Fl CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DE ATIVIDADES - DI ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS CONFORME DESCRIÇÃO ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS MESES CONFORME DESCRIÇÃO CUSTO PREVISTO NO PERÍODO DE VIGÊNCIA DA ATIVIDADE (Reais) CUSTOS PREVISTOS MENSALMENTE TOTAL (Reais) COLOCAR NA COLUNA DOS MESES O VALOR PERCENTUAL DO ITEM DO PROJETO SEM CASAS DECIMAIS

223 Fl PREVISÃO DE MACROMEDIÇÃO - DI NÚMERO DE MEDIDORES A SEREM INSTALADOS REGIONAL RELAÇÃO GRANDEZAS DOS V A Z Ã O P R E S S Ã 0 N V E L ELÉTRICAS SISTEMAS ATUAL A INSTALAR ATUAL A INSTALAR ATUAL A INSTALAR ATUAL A INSTALAR T O T A L

224 Fl PREVISÃO DE PITOMETRIA - DI REGIONAL RELAÇÃO DOS NÚMERO DE ESTAÇÕES SISTEMAS PITOMÉTRICAS ATUAL A INSTALAR TOTAL

225 Fl PREVISÃO DE MICROMEDIÇÃO - DI RELAÇÃO DE LOCALIDADES NÚMERO DE LIGAÇÕES LIGAÇÕES COM HIDRÔMETROS PREVISÃO DAS LIGAÇÕES COM HIDRÔMETROS AO FINAL DO CONTRATO NÚMERO DE MEDIDORES A SEREM INSTALADOS POR CAPACIDADE * N.º % N.º % NÚMERO DE MEDIDORES A SEREM INSTALADOS (AMPLIAÇÃO) NÚMERO DE MEDIDORES A SEREM RECUPERADOS (MANUTENÇÃO) TOTAL TOTAL * LIGAÇÕES COM HIDRÔMETROS SÃO AQUELAS EM QUE OS HIDRÔMETROS ESTÃO EM FUNCIONAMENTO E COM LEITURA PERIÓDICA.

226 Fl PREVISÃO DO SISTEMA INTEGRADO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E ATENDIMENTO AO PÚBLICO - SIPSAP - DI RELAÇÃO DOS SETORES NÚMERO DE LIGAÇÕES POR SETOR ENTENSÃO DE REDE POR SETOR NÚMERO DE SERVIÇOS EXECUTADOS NOS ÚLTIMOS 12 MESES NA MANUTENÇÃO DE REDES E LIGAÇÕES POR SETOR EQUIPES POR SETOR VEÍCULOS COM PESSOAL POR EQUIPE RÁDIO N.º TIPO OBS: INDICAR AS EQUIPES EXISTENTES E A SEREM APROVEITADAS, COLOCANDO (1) AO LADO DA EQUIPE INDICAR AS EQUIPES A SEREM FORMADAS COM RECURSOS DO CONTRATO, COLOCANDO (2) AO LADO DA EQUIPE

227 28 - PREVISÃO DA ATIVIDADE DE CADASTRO DE REDES - DI Manual de Fomento Fl. 227 RELAÇÃO DAS LOCALIDADES SUPOSTA EXTENSÃO DAEXTENSÃO REDE DA LOCALIDADE EXISTENTE (Km) (Km) NO PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PLANO EXTENSÃO A EXTENSÃO A CADASTRAR (Km) RECADASTRAR (Km) T O T A L

228 Fl PREVISÃO DE PADRONIZAÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO DAS UNIDADES OPERACIONAIS - DI RELAÇÃO DOS SISTEMAS UNIDADE DO SISTEMA P/A EQUIPAMENTOS A SEREM INSTALADOS E/OU SERVIÇO A SER EXECUTADO POR UNIDADE DO SISTEMA P - PADRONIZAÇÃO A - AUTOMATIZAÇÃO

229 Fl PREVISÃO DE REABILITAÇÃO DE UNIDADES OPERACIONAIS-DI RELAÇÃO DOS SISTEMAS UNIDADE DO SISTEMA SERVIÇO A SER EXECUTADO POR UNIDADE DO SISTEMA